O Estado Intermediário - 1° Parte


          Começamos o TERCEIRO estudo sobre a escatologia. Como esse assunto é extenso serei bem claro e breve com a escrita. Pois bem, Deus criou o homem do pó da terra. A Bíblia não diz que Deus criou o corpo do homem, mas o homem; isto é, fê-lo para identificar-se e expressar-se por meio do corpo, e não fora dele. O pecado, porém, desmontou o que deveria ser, e para sempre, a imagem de Deus, incorporando-lhe um terrível e estranho elemento desintegrador, a morte. Um corpo morto entra no domínio da perecividade e, com rapidez, desintegra-se para reincorporar-se à matéria de sua procedência. "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu" (Ec:12.7).

          O apocalipse fala da ressurreição, no último dia, dos que foram tragados pelas águas: "Deu o mar os mortos que nele estavam"(Ap.20.13a). Deus, certamente, ressuscitará os mortos incinerados por acidente, queimados nos campos de batalha ou cremados nos crematórios oficiais.

          A ressurreição dos justos, não trará de volta os mesmos componentes físicos, minerais e químicos, as mesmas células e os mesmos átomos sepultados, pois, segundo a teologia paulina, não é a recuperação do nosso velho corpo, mas sua restauração e transformação, pelo miraculoso poder de Deus, em um novo corpo incorruptível, de natureza espiritual e dotada de imortalidade.

         Talvez você esteja matutando "E o destino da alma redimida?" Olha bem, na morte, o corpo do servo do Senhor volta ao pó e seu espírito retorna ao Criador, onde, sob felicidade provisória e relativa, aguarda a ressurreição do corpo, recuperando o estado de idealidade com o qual entrará no gozo pleno da vida eterna em e com Cristo Jesus. A sobrevivência da alma no período entre a morte e a ressurreiçaõ é fato claramente revelado nas escrituras Sagradas. Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraiso" (Lc23.43).

          Os espíritos, ao se desincorporarem, deixam a Igreja da terra e passam, sem nenhum intervalo temporal, para a Igreja viva do céu, também denominada seio de Abraão, paraíso e habitação com Cristo. Não há, pois, base escriturística para sustentação da doutrina da extinção do homem total, corpo e alma, pela morte; nem fundamento para se afirmar, como fazem alguns, que a alma fica em estado letárgico, totalmente inconsciente, junto ao corpo até a ressurreição.

         Termino está primeira parte do Estado Intermediario, na segunda parte comentarei sobre o destino dos impios. Só quero frisar para você que o redimido está em Cristo aqui, e nele permanece depois da morte. Cristo é o centro aglutinador de todos os eleitos, o Senhor de quem todos, pela sua graça, nos tornamos servos.

        Prometo que neste fim de semana postarei a segunda parte.

        Abraços!!!

        Postado por: Hubner Braz
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.