O Cesto

           Certamente já muito antes se tenham fabricado e usado cestos. O primeiro testemunho histórico do conhecimento e utilização de cestos, porém, nos parece vir do Egito.

          Sob o reinado da 13° ou 14° dinastia dos Hegá chá sut, nome que traduzido ao grego veio até nós como Hycsos ou "legisladores estrangeiros", dois oficiais da corte se encontravam no cárcere acusados de atentado ao rei.

          O "Papiro Judicial de Turim" oferece intenssante narrativa de como se procedia em casos semelhantes, narrando o julgamento dos implicados em outra conspiração, está contra Ramsés III, aproximadamente no ano 1164 AC. O documento historico infelizmente é imcompleto, pouco revelando sobre os meios escolhidos pelos conspiradores, ou o sucesso por eles alcançado. Estavam porém envolvidos alguns copeiros, escrivãos e altos oficiais da corte, e as sentenças às quais os mesmos foram pronunciados variaram desde a execução, passando pela licença de auto extermínio, até a amputação da orelha e do nariz.

          No caso quero referir-me aos dois oficias da corte, um copeiro e o outro padeiro, homens de grande responsabilidade pela segurança do rei, se encontravam encarcerados. Averiguações posteriores revelaram a inocência de um e a culpa real do outro. Três dias antes do seu julgamento, ambos tiveram um sonho tendo o padeiro sonhado com três cestos brancos sobre a sua cabeça, e este sonho foi registrado pela história, e o mesmo parece ser a primeira referência histórica: a existência e utilização de cestos.

          Pintores e escultores antigos nos mostram ainda o hábito egípcio de carregar cestos e vasos sobre a cabeça. Inúmeras outras vezes aparecem cestos em citações históricas. Moisés, nos relata o próprio, em seu livro do Éxodo, recém-nascido fora colocado em um cesto de junco, revestido de betume e pez, e colocado nas águas do Rio Nilo, para que fosse salvo da fúria infanticida dos opressores egípcios.

          Saulo, recém convertido, ao sofrer as suas primeiras perseguições, nos relata o registro apostólico dos "Atos dos apostolos", foi "tomado de noite pelos discípulos, que o desceram, dentro de um cesto, pelo muro."

          A lição que me impressionou, porém, li-a em algum lugar se refere a um incidente chinês.

          Um grupo de cules havia sido assalariado por um fazendeiro oriental para lhe fazer a colheita. Durante todo o dia cada homem transportou na cabeça o seu cesto cheio de grãos e o descarregou na tulha. Ao se por o sol, os cules foram chamados pelo fazendeiro, quando transportavam o último cesto. "Não esvaziem esse cesto. E um prêmio pelo trabalho que fizeram durante o dia. Podem levar cada um o seu."

          Alguns dos cules sentiram-se felizes, mas outros se sentiram tristes. É que os primeiros haviam usado cestos grandes, enquanto os outros, cestos pequenos. A observação de que afinal nós tiramos da vida o que nela pomos, pode ser um surrado refrão, mas indiscutivelmente verdadeiro. Nossa recompensa ao fim do têrmo da vida estará em proporção ao serviço que tivemos prestado.

          Se servimos como quem serve por obrigação é sinal de que estamos usando um cesto pequeno. Se porém servimos generosamente estamos usando um cesto grande. E ao final teremos igual recompensa.

          Ao comtemplarmos em silêncio o nosso cesto, de que tamanho encontraremos?

Por Hubner Braz
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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