Não sei viver sem você - Confissões de Ana à Elcana (2°Parte)


Enquanto conversávamos, pairava no ar um tipo de flerte recíproco, gosto de provocar fazendo cócegas no seu pescoço. Em um ponto eu coloquei minha mão sobre o peito, à direita no coração. Percebi um ligeiro batido e soltei um pequeno riso.

“O quê?” Ele perguntou...
“Lembra quando eu costumava encostar minha cabeça em seu peito e ouvir seu coração?”
Ele sorriu.
“Sim, eu lembro. Era o seu gesto favorito.”

E assim continuei. Ele abriu sua túnica e encostou minha cabeça ao seu peito. Seu coração batia cada vez mais rápido. Eu sorri por dentro da túnica e virei minha cabeça para cheirá-lo por dentro.

“Você está me cheirando?”
Eu sorri novamente.
“Sim. Você cheira bem”.
Ele riu e perguntou: Cheiro o quê?
“A encanto”, disse.
Eu afastei dele para que eu pudesse ver seu rosto.
“Eu também cheiro?” Perguntei a ele.
“Sim”. Ele respondeu.
“Que tipo de cheiro?"
“O seu cheiro é gostoso, atraente e sedutor.”
Cheirei meu cabelo, e ele riu e disse, sorrindo,
“Não é o seu cabelo...”.

Ele afastou meu cabelo todo para o lado de modo que o lado esquerdo do meu pescoço estivesse nu.
Disse-me: “É aqui...”.
Ele se inclinou e cheirou meu pescoço, depois começou a beijá-lo. E a cada beijo que dava ele se aproximava mais do meu rosto. Ele estava prestes a chegar a minha boca quando eu me virei e falei: “Não. Eu não quero ser aquela menina de novo. A menina que faz o cara enganar sua namorada. Eu odeio esse sentimento.”.

Ele olhou para baixo e balançou a cabeça. Continuamos a falar de si. Quantas vezes o nosso amor transparecia pelos olhos, coisas assim. Nós relembramos da noite do nosso primeiro beijo. Ele lembrou do meu vestido, e disse que aquela data foi tudo pra ele. Eu comecei a acaricia-lo na ponta da orelha, algo que eu comecei naquela noite e que eu tenho feito desde então.

Eventualmente, ambas as mãos acariciava, até os seus cabelos e isso fez com que me puxasse pra perto dele. Nossos lábios estavam uns centímetros distantes. Ele se inclinou para mais perto e coloquei meus dois dedos na boca dele para impedi-lo. 
Ele murmurava.
Em um sussurro,
“Ahh vai...”

Nós olhamos nos olhos e ele me alcançou. Naquele momento não importava pra mim se ele tinha uma namorada, não era real, esse amor. Mas o nosso momento foi. E quanto mais eu resistia mais ele me puxava, os seus lábios roçaram nos meus carinhosamente. Por alguma razão eu me virei para ir embora e sair...

Continua...  (Uma História de Ficção) (1Sm:1.1-28)
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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1 Milhões de Confessos:

  1. Olá,

    Hoje estarei postando a 3° Parte desta história de ficção, será a última parte.

    Desejo a você um ótimo fim de semana e um feriadão festivo e cheio de diversões.

    Abrçs e bjs... Até +... :-)

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