O Sentido da Vida e O Evangelho - Confissões de João na ilha de Patmos (1°Parte).

Quando eu era criança, o evangelho parecia ser algo que apenas flutuava em cima da minha existência humana. Eu não percebia que tinha a resposta que o meu coração buscava sobre a minha existência. Eu sabia que era mortal, e da Bíblia eu entendia que quando eu morresse, iria eu para o céu ou para o inferno. É claro que eu não queria ir para o inferno, eu preferia ir para o céu e estar com Deus. Por isso, era óbvio para mim que eu deveria aceita-lo como salvador "aceitar a Jesus em meu coração", e foi o que eu fiz na minha adolescência.

Mas durante muitos anos de aceitação eu ainda não compreendia verdadeiramente o que Jesus e o Evangelho tinham a ver com a minha existência presente, nas escolhas do dia-a-dia da vida presente. Acreditava que o evangelho parecia ser algo que importava apenas com a condição necessária para determinar onde eu gostaria de ir depois da vida, no porvir. O evangelho parecia ser algo como vida após a morte, como um seguro pós-vida, uma passagem ou acesso livre ao céu. Mais tarde, aos poucos comecei a entender que eu não conseguia compreender o ponto fundamental do evangelho. Eu tinha tratado o evangelho como algo apenas extrinsecamente relacionada com a minha existência humana, como algo anexado a minha existência atual, simplesmente porque a alma continua a existir após a morte. Eu não entendia que o evangelho faz parte de nossas vidas e tinha a resposta do meu coração, ele é o que tem a chave, a senha para o verdadeiro sentido da vida em nossa existência humana.
 
Então, eu aqui nesta ilha de patmos, tentarei explicar exatamente isso: Como o evangelho dá sentido a nossa existência humana. Se não sabemos a resposta para a pergunta: "Qual é o meu propósito nesta vida?" Ou "Por que estou aqui?" Ou "Por que eu existo?", Então nós não conhecemos o evangelho na íntegra. E nós não entendemos o evangelho de tal maneira que deixe explicito o jeito que relaciona a essa questão.

O evangelho parecia pra mim uma caixinha de promessas "pós-morte" só que em um sentido indireto, como dizendo respeito apenas ao nosso estado futuro após a morte, mas não diretamente relevantes para o propósito de nossa vida atual, salvo um presente conforto em saber que veria face a face, pois cada dia que passava mais se aproximava da morte e mais se aproximava de ver a Deus. Depois descobri de um modo simples que o evangelho responde está pergunta: "Qual é o sentido da vida?"

 E para a compreensão da resposta eu vou examinar esta primeira questão, sem se espelhar nas Sagradas Escrituras. Vou dirigir-se simplesmente pela luz natural da razão construindo respostas preliminares. Sou sincero em dizer, que amarei discorrer  sobre este assunto, pois parte do princípio de que a graça sobrepõe à natureza humana para aperfeiçoá-la. No fim, portanto, para entender o que é "graça" devemos primeiro compreender o que é natureza. Por esse motivo, que não podemos compreender plenamente a salvação sem entender o que o homem é, e qual é a sua natureza e o porquê que bate este coração humano e apaixonado.

Continua... (Uma História de Ficção)
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.