A rua dos cata-ventos - Mário Quintana

Da primeira vez em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!


                                     Mário Quintana
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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2 Milhões de Confessos:

  1. Olá, tudo bem com você!!!

    Este poema me inspirou na iniciativa de outro texto romântico. Poderia até colocar o nome - confissões insanas de um vivo morto - Em breve postarei...

    Bjs e Abçs

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  2. Isso Foi bom! Muito bom. Grande Mário Quintana!

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