Pequenas Descobertas - Reflexões do Vagabundo Confesso

Não se ama o que se conhece. Certo! Por outro lado, às vezes a gente decepciona e passa a odiar, porque conhece demais. Bem demais.

Viver é “desilusionar”. E, por isso mesmo, viver é perdoar e pedir perdão, a cada passo.

Para conhecer alguém, profundamente, é preciso conviver com este alguém, muito de perto. É a proximidade que nos revela e fotografa, de corpo inteiro, por dentro e por fora. Proximidade: uma espada de dois gumes, um rosto com duas faces.

A uns a proximidade esmaga, desintegra e mata. Em outros, aprofunda o amor, purificando das escórias, polindo as arestas, colocando qualidades e defeitos em seu devido lugar.

E o relacionamento se estreita. A amizade cresce, se faz mais genuína, atravessando muitos desertos.

Tão rica de conteúdo existencial, aquela frase: O verdadeiro amigo nos prestigia e aceita, apesar de nos conhecer muito de perto.

Lembro-me da grande estrela dos comercias do cigarro Marlboro, Foi extremamente doloroso saber a agonia lenta daquele homem.

Tão rápido o seu declínio. Por que o desprezaram, feriram e maltrataram? Não. Porque se transformara em ídolo, porque idolatrado demais. O fumo da vaidade subiu-lhe à cabeça. E ele capotou em seu orgulho, julgando-se um semideus.

Existem idéias de nobreza, nascidos das exigências profundas do homem eterno, espiritual, que liberam forças a quem os abraça e encarna na vida.

Também os ideais da idolatria comunicam entusiasmo e magnetismo à alma humana. Todos os mitos bebem desta fonte.

Mas tudo o que é humano murcha, empalidece e morre. E uma vez dissipado o capital de calor e entusiasmo, os adoradores da mitologia casam. E os ídolos tombam, tremendo de frio. São tão curtas as asas da pobre riqueza humana!

O poeta Vitor Hugo, falando dos ídolos e seus pobres adoradores, deixou-nos a jóia lacônica desta sentença: - Ele treme de frio e beija a neve, é cego e compraz-se na cegueira!

Aqui e ali, experimentamos aquela vaga e indefinível sensação de vazio, de angústia de vácuo e solidão, que o mundo inteiro não consegue preencher. Solidão que nossos melhores amigos não conseguem povoar.

E uma pergunta nos sobe do fundo da alma: - Onde está o vazio? Em mim, ou nos outros? É o mundo ou sou EU que estou oco?

Millôr Fernandes te razão: - O EGO é a única coisa do mundo que vaza por cima!
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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1 Milhões de Confessos:

  1. Esse post ficou apenas dois dias, que pena... Mas a vida anda... e os post's também.

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