Um Amor Sem Garantias – Confissões de Salomão a Rainha de Sabá

Um ano, apenas um ano. Momentos inesquecíveis que ficamos juntos e eu nem lembro como tudo começou, ou seja, como nós começamos.

Antes da nossa relação, nós trocávamos olhares, mas estávamos com outras pessoas. Só que sentia um imã aqui dentro e era como este ímã agisse com força sobrenatural para aproximarmos.

Não demorou muito para sermos amigos, só que, de repente se tornaria um ímã inútil, porque ao findar a estação de inverno, você me deixava. Este clima estranho ficou entre nós por longos anos e quando você aproximava envolvida pelo efeito do ímã, eu descobria que tinha algo resolvido em nós dois que fazia perder todo o efeito do magnetismo.

Mas este último ano foi diferente. Por alguma razão o ímã não perdia o magnetismo e a atração fez você estar bem perto de mim. Realmente ficamos muito próximos. Os toques, as carícias, os beijos, a cumplicidade recíproca eram princípios de faíscas que acenderiam a chama da nossa relação.

Na primeira vez que saímos você me disse que no fim do inverno iria embora, mas eu fiquei tão envolvido com a emoção de tudo que rolava entre nós que simplesmente eu não queria saber do futuro e sim viver o presente. Em seguida, na segunda vez, percebi que algo tinha mudado.

Evitei o inevitável, tentei esconder do meu coração a notícia acerca da sua saída, mas não consegui. Você sentou no meu carro, abraçou tão forte que parecia despedida e me encarou por um tempo com olhar de tristeza. Foi aí que o coração me lembrou de que faltavam dois dias para sua saída da cidade e só sobrou a dor no meu peito para fazer-me companhia.

Pensei..., por que todo esse ano que te conhecia, eu nunca liguei para você? Talvez seja porque eu só queria brincar com as garotas ao meu redor, jogando fora a atenção que poderia dar a você, somente a você.

E agora, você no meu carro virá pra mim e me diz que tudo isso é estranho.

Infelizmente, naquela época passava na minha mente que esses tipos de regras eram apenas para “Namorada com Namorado”.

Assim você sempre me deixava só. Por meses. Mesmo sem saber. Mesmo sem querer.

Ao termino das férias. Eu estou aqui, sentado e ferido. Olhando para as estrelas e esperando a próxima estação de inverno voltar, e o pior, sem garantias.

Por causa de tudo isso, eu me pergunto: O que você está fazendo? Com quem você está?

Os meses vão se passando e enquanto isso eu estou aqui trabalhando duro  e pensando em nossa relação, relação está sem garantias.

Quem me garante que você não está ligado a outro... Quem me garante que você ainda gosta de mim... Quem me garante que eu não vou te perder... Quem me garante que você não se esqueceu de mim...

Eu me sinto sem garantias.

Salomão (Rei de Jerusalém) 
1°Rs 10.1-13 (Uma História de Ficção nos moldes da atualidade)
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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3 Milhões de Confessos:

  1. Bom dia!
    Nossa...
    Profunda essa história!
    "Eu me sinto sem garantias" Perfeito isso!
    Ótimo fim de semana pra ti!
    Beijos

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  2. Oii amigo
    Boa dia!
    Belo texto,infelismente o cara deixou para notar a gorata tarde demais...mas quem sabe ela ainda pense nele?rs...
    Me sinto também sem garantias :(
    Tenha um bom fds
    Beijos

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  3. O Menina Apenas chegou aos 300 seguidores, e você faz parte dele, faz parte da minha história.

    Indiquei um selo, pelos 300 seguidores, nesta página http://meninaapenas.blogspot.com/2011/07/entao-eu-dedico.html
    convido você a ir buscá-lo.

    Obrigada por andar comigoo!
    Beijos meus'
    LillyM.

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