CONFLITOS NA FAMÍLIA – 05 DE MAIO DE 2013 – COMENTÁRIOS ESCRITO E EM VÍDEO AULA DA REVISTA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - LIÇÃO 5 - EBD.


Conflitos na família
“Porque o filho despreza o pai, afilha se levanta contra sua mãe, a nora, contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa” (Mq 7.6).
O conflitos na família podem ser resolvidos com a graça e o amor no coração. O melhor mediador é o Espírito Santo. Os inimigos da instituição familiar tradicional, da família nuclear, formada na união dos pais, dos filhos e seus descendentes, costumam usar argumento falacioso de que, no mundo pós-moderno, não há mais lugar para esse tipo de família.

Os conflitos em família não são incomuns, pelo contrário, desde os tempos primordiais eles existem. São fruto natural da desobediência do ser humano ao seu Criador. No lar edênico, antes da Queda, havia um ambiente perfeito, de paz, harmonia e amor. Não sabemos quanto tempo durou a “lua de mel” entre Adão e Eva. Como se depreende do texto bíblico, o Criador visitava o primeiro casal diariamente, “pela viração do dia” (Gn 3.8), no final das tardes maravilhosas do Paraíso.

Entretanto, o “dia mau” (Ef 6.13) chegou e eles não tinham a armadura de Deus de que as famílias cristãs dispõem. Ouvindo a voz do Tentador, perderam a doce e gloriosa comunhão com Deus. E a tragédia humana começou. Vieram os filhos. O primogênito, Caim, levantou-se contra o seu irmão, Abel, e o matou, por inveja, face a aceitação, pelo Senhor, do sacrifício do seu irmão. Este primeiro conflito entre irmãos de início à terrível saga da morte por homicídio no mundo. A Bíblia, livro espiritual e histórico original da experiência do homem na Terra, conta inúmeros casos de conflitos familiares.

Abraão teve sério conflito com a sua esposa, pelo fato de ter tido um filho com a sua serva. A bigamia trouxe problemas familiares. E o patriarca teve que expulsar a jovem concubina juntamente com seu filho.

Entre os profetas, houve famílias conflituosas. Eli teve filhos trabalhosos, que lhe causaram grandes problemas (1 Sm 2.22). Entre os reis de Israel, não foram poucos os problemas familiares. Normalmente, eram conflitos no seio de famílias numerosas, descendentes de casamentos poligâmicos. Davi é um caso emblemático. Ele tinha mulheres e concubinas. Seus filhos lhe causaram muitos problemas. Um deles, Amnom, apaixonou-se por sua meia-irmã (2 Sm 13.1). Usando de astúcia, enganou a jovem Tamar e abusou dela sexualmente, violentando-a (2 Sm 13.1-22). Houve revolta na família, e, tempos depois, esse filho foi assassinado pelo irmão da moça, Absalão. O resultado foi uma guerra entre o filho e o rei, com graves consequências para a família. Absalão morreu na batalha, de modo trágico e doloroso para o pai.

Há outros casos igualmente marcantes. Mas os conflitos entre as famílias, entre pais e filhos, entre irmãos, entre parentes, ao longo da história, têm sido comuns. Mesmo entre famílias cristãs, há inúmeros conflitos. A razão é a mesma: o pecado, a desobediência a Deus e a seus princípios, para o relacionamento entre as pessoas. Quando um esposo discute com a esposa ou vice-versa, em tom de desrespeito, é falta de amor a Deus, e de amor ao seu próximo (Mt 22.34-40). A exortação bíblica manda o marido amar sua esposa “como Cristo ama a Igreja” (Ef 5.25). E a esposa deve a submissão no amor a seu esposo, “como a Igreja está sujeita a Cristo” (Ef 5.22). Sem esse relacionamento, baseado no amor a Deus e no amor conjugal verdadeiro, os conflitos são inevitáveis.

Quando pais brigam com seus filhos, faltando-lhes com o respeito, ou, quando filhos faltam com respeito a seus pais, é porque a linha demarcatória do amor foi rompida. A Bíblia diz: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.1-4). Os conflitos podem ser evitados na família cristã, com a presença marcante de Deus no lar.

Além disso, no lado humano, quando há diálogo sincero e amoroso, entre pais e filhos; quando há respeito, afeto e amor; o relacionamento familiar, protegido pela bênção de Deus, torna-se agradável e estimulante. E possível, sim, evitar ou amenizar conflitos no lar cristão. Podemos todas as coisas “naquele que nos fortalece” (Fp 4.13).

I - DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES

1. Temperamentos diferentes

Os psicólogos que aceitam a teoria dos temperamentos entendem que temperamento “...é a combinação de características inatas que herdamos dos nossos pais que, de forma inconsciente, afetam o nosso comportamento”.1 Numa conceituação livre, podemos dizer que temperamento é a maneira própria pela qual reagimos aos diversos estímulos e situações que se nos apresentam em nossa vida diária. Segundo a teoria, há quatro temperamentos: sanguíneo e colérico (extrovertidos); melancólico e fleumático (introvertidos). Segundo essa teoria, muito antiga, todas as pessoas têm virtudes (ou qualidades) e defeitos.

No caso dos cônjuges cristãos, eles não estão isentos das diferenças de temperamentos ou diferenças pessoais. Tais diferenças têm forte componente genético adquirido dos pais. Se um esposo é colérico, bastante enérgico, decidido, no lado das qualidades; pode ter problemas no relacionamento conjugal, se deixar se dominar pelos seus defeitos de prepotência, impaciência e insensibilidade diante de uma esposa que é muito sensível e minuciosa. O colérico quer fazer tudo à sua maneira e com rapidez em suas decisões. Se a esposa fleumática deixar se levar pelos defeitos de temperamento, com egoísmo e inflexibilidade, poderá haver sérios conflitos no lar.

A mesma análise, confrontando virtudes e defeitos dos demais temperamentos, pode ser aplicada ao relacionamento conjugal. O desejável é que haja compreensão e amor no relacionamento entre cônjuges. O colérico, que deseja tudo com muita rapidez, deve compreender sua esposa fleumática, que gosta de ver as coisas com mais calma e minúcias. Sem amor não é possível um entendimento saudável. Em todos os casos, 0 que deve prevalecer, no lar, é o entendimento, a harmonia conjugal (SI 133.1). Os casais cristãos são formados por “irmãos” em Cristo. E precisam saber viver com harmonia.

A diferença de temperamento pode ser muito benéfica. É preferível a temperamentos idênticos. Imagine-se um esposo colérico em confronto com uma esposa de mesmo temperamento. E se um esposo é fleumático, que não tem pressa para nada, e uma esposa com a mesma maneira de agir. As decisões podem ser prejudicadas pela falta de diligência de ambos. Mas, quando um quer ser apressado, e o outro procura influenciar em ter mais calma, isso ajuda muito, promovendo equilíbrio nas decisões. O fator de equilíbrio entre os temperamentos diferentes é o amor. Diz a Palavra de Deus que o amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13.7).

2. Formação familiar diferente

Durante o namoro e até no noivado, é comum o casal aspirante ao casamento não se preocupar muito com a formação familiar de cada um deles. Mas a experiência demonstra que muitos conflitos são provocados por esse fator. A Bíblia exorta que os pais devem criar seus filhos “na doutrina e admoestação do Senhor”. Quando a jovem tem uma boa formação cristã, tende a valorizar as coisas espirituais. Se ela se casa com um rapaz que não tem a mesma formação; é convertido, mas não teve em seu lar o zelo pela Palavra de Deus, pela igreja, pela vida espiritual, podem surgir conflitos muitas vezes prejudiciais ao relacionamento conjugal.

Daí, porque Paulo aconselhava de modo solene: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis” (2 Co 6.14). Vemos casos em que uma jovem cristã casa-se com um jovem que aceitou a Cristo, mas teve forte influência da família, adepta de outra religião. Com o passar do tempo, o esposo resolve insurgir-se contra a igreja evangélica por considerá-la muito rígida. O resultado são conflitos conjugais.

3. Dívidas

As dívidas, como inimigos do lar, são aquelas efetuadas sem controle, além das possibilidades da renda familiar. Essas, dentre outras coisas, trazem consequências negativas e podem ser causa de conflitos conjugais. Uma pessoa endividada fica intranquila, pensando no compromisso não saldado. Muitos ficam sofrendo de doenças nervosas por causa de dívidas.

As dívidas, contraídas além das possibilidades do casal, perturbam o relacionamento, gerando muitos conflitos. Quando um dos cônjuges resolve intervir, reclamando cuidado com as finanças do lar, o outro se aborrece, dizendo que tem o direito de gastar. O outro cônjuge sente-se ferido, por não ser ouvido. E os conflitos aumentam.

Como evitar conflitos por causa de dividas Para evitar conflitos por causa de dívidas, alguns conselhos podem ser úteis:

• Se possível, procure comprar à vista.
• Se tiver de comprar a prazo, avalie o quanto vai comprometer do seu orçamento familiar com a prestação assumida. Não é bom comprometer toda a renda.
• Ofereça resistência ao desejo de comprar. O cristão só deve comprar aquilo que é necessário. Às vezes, os vendedores tentam “empurrar” as coisas de qualquer jeito. Só depois, é que o comprador verifica que poderia ter passado sem “aquelas coisas”.
• Jamais faça empréstimos para adquirir coisas supérfluas. É preferível manter-se dentro de um padrão mais modesto de vida, somente com as coisas necessárias, do que tornar-se um endividado por causa dos artigos que são dispensáveis (Pv 22.7).
• Tenha muito cuidado em ser fiador. Ficar por fiador de um companheiro já não é coisa boa, conforme Provérbios 6.1; e ficar por fiador de um estranho, é pior ainda. Leia Provérbios 11.15; 17.18; 20.16; 22.26; 27.13.
• Faça um orçamento familiar.

4. Desconfiança entre os cônjuges

Tem sido uma das principais causas de conflito no matrimônio. O casamento só tem sentido quando fundado no amor verdadeiro. Quando o casal se ama de verdade, não há motivos para desconfianças ou ciúmes infundados. Paulo diz que “a caridade”, ou “o amor”... “não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita m a f (1 Co 13.5b — grifo nosso). Em outra tradução, diz: “não arde em ciúmes”.

O ciúme é um sentimento de caráter emocional, mas também resulta de uma influência espiritual. A Bíblia fala de “espírito de ciúmes” (Nm 5.30). Há quem pense que ter ciúme é prova de amor. É engano. Prova de amor é ter zelo pelo cônjuge, é cuidar de sua segurança espiritual, amorosa e conjugal. Mas ter ciúme, no sentido de demonstrar atitudes de insegurança, de profunda insatisfação, ira ou depressão, é si-nal de desconfiança, e, sobretudo, de insegurança. Segundo a Psicologia, ciúme pode ser sinal de medo de perder a pessoa ou o objeto amado. E sentir-se inferior a alguém que pode “tomar” o seu parceiro.

As vezes, as desconfianças têm razão de ser. Se um esposo tem determinado comportamento e, depois de algum tempo, começa a demonstrar diferenças acentuadas, no relacionamento com a esposa, é motivo para preocupação. O cônjuge que sente insegurança começa a ver motivos de provável infidelidade em muitos detalhes da vida do outro. E começa a questionar várias coisas. Começa a indagar por que o outro está chegando mais tarde do que de costume; o esposo demonstra insegurança, e diz que estava trabalhando, quando, na verdade, estava em companhia de pessoa estranha; a esposa percebe que o esposo está com odor diferente; que não mais a procura para ter relações, como antes. Não quer mais ir para a igreja. E, assim, dá vários motivos para a desconfiança. Em princípio, vêm as cobranças; depois, vêm as discussões e os conflitos.

Ê sinal de infidelidade quando um cônjuge começa a se irritar e a ficar agressivo, quando é cobrado por mudança de comportamento. Alguém já disse que a mulher, quando desconfia, é porque algo está acontecendo de verdade. Das irritações, o cônjuge infiel passa para a agressão e as ameaças. Isso tem sido comum, em observações, no aconselhamento pastoral. O cônjuge errado ameaça o outro, buscando encobrir sua conduta pecaminosa. Não demora muito, e, como “... nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido” (Lc 12.2), o pecado vem à tona. A infidelidade é descoberta, o casamento é prejudicado e a família é envergonhada. O lar é atacado pelos ventos malignos da traição. Só um milagre de Deus, no coração do traidor pode mudar a situação. E um milagre no coração do cônjuge traído para perdoar e aceitar a restauração do casamento.

5. Tratamento grosseiro

O lar deveria ser sempre um ambiente de paz, união e harmonia no relacionamento entre seus integrantes. Mas, infelizmente, há lares que se comparam à praça de guerra, de lutas e desentendimentos. Um dos motivos para a infelicidade, no seio do casamento e da família, é o tratamento indelicado, grosseiro e descortês. Um lar em que a família se trata assim não deve ser chamado de lar cristão.

Onde Cristo habita, deve haver amor, compreensão, respeito, diálogo e tratamento cordial. Onde Cristo habita, existe a prática do fruto do Espírito (G1 5.22). Onde o Espírito Santo tem lugar, há amor, há alegria, há paz, há longanimidade, que é a paciência para suportar os defeitos e falhas dos outros; há bondade, há mansidão, há temperança, ou domínio próprio.

Os conflitos podem ser evitados com humildade, com oração, e com atitudes coerentes com pessoas que possuem Jesus em suas vidas. Se um cônjuge trata o outro com indelicadeza, e ouve uma resposta no mesmo tom, é conflito na certa. Mas, se um está irritado, e o outro, em oração, pede a Deus a graça de responder como um nascido de novo, as coisas mudam, pois a “palavra branda desvia o furor” (Pv 15.1). Que Deus nos ajude a praticar as relações humanas, no lar, na igreja, e em toda parte, conforme o manual de Deus para o relacionamento familiar.

II - ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS

1. A mulher no mercado de trabalho

É um fenômeno característico das últimas décadas. Antigamente, as mulheres desempenhavam um papel puramente doméstico e contentavam-se com isso. Elas eram mães de família, esposas e donas de casa. A cultura dos povos em geral relegava esse papel às mulheres. Mas, nos últimos anos, com o avanço do feminismo, o segmento feminino procurou liberar-se das “amarras” da cultura patriarcal ou machista, e reivindicou os mesmos direitos que são concedidos aos homens.

Nesse aspecto, os avanços foram enormes. A inserção das mulheres no mercado de trabalho tem aumentado de modo significativo. A urbanização acelerada, o processo de industrialização e as mudanças culturais, econômicas e sociais têm forçado a participação da mulher em atividades antes próprias dos homens. Por um lado, há um aspecto positivo. Inserida no mercado de trabalho, a mulher sente-se incentivada a demonstrar que não se limita ao papel de mulher doméstica, e comprova que tem capacidade para realizar as mais diferentes ocupações sociais. O nível de estudo das mulheres tem aumentado, e elas concorrem com os homens aos cargos mais importantes da nação. Há queixas quanto à diferença de salário e de natureza dos cargos ocupados pelas mulheres, mas há uma evolução marcante nesse aspecto. Por outro lado, temos que considerar alguns aspectos negativos desse fenômeno.

a) A mulher submetida à pesada carga de trabalho. Antes da revolução feminista, as mulheres eram esposas, mães e donas de casa. Depois, com o avanço cultural, ela continua, via de regra, a desempenhar essas funções domésticas, mas desenvolve trabalhos em empresas e organizações diversas, passando a maior parte das horas úteis envolvida nas atividades profissionais. Como profissional, muitas vezes, tem que chegar tarde em casa, e o esposo se ressente de sua ausência. Os filhos sentem falta da mãe. Isso causa conflitos. Pode haver entendimento, mas há inconveniências a serem consideradas.

A primeira e grande tarefa que a esposa tem como adjutora, na edificação do lar é na criação dos filhos ao lado do marido. Isso não é pouca coisa. Diz um provérbio: “Quem educa um homem, educa um cidadão. Quem educa uma mulher, educa uma nação”. E fácil entender. Uma mãe, quando cônscia do seu dever, contribui com parcela ponderável de sua vida na edificação moral e espiritual dos seus filhos que, no futuro, serão cidadãos úteis à nação. Pai e mãe, juntos, devem contribuir para a educação dos filhos.

Não queremos dizer com isso que só a mãe deve preocupar-se com a educação dos filhos. De modo algum. Essa é tarefa do esposo, igualmente. Diz Provérbios: “Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a doutrina de tua mãe” (Pv 1.8). Entretanto, no lar, normalmente, na maioria dos casos, é o esposo que passa a maior parte do tempo fora de casa, durante o dia, no trabalho na fábrica, na repartição etc. A esposa, por outro lado, dedica-se mais às atividades domésticas, diretamente no lar. Isso faz parte da necessária divisão do trabalho, para que haja melhor resultado do esforço comum.

b) Os filhos sofrem com a ausência da mãe. Com a mãe trabalhando fora de casa, os filhos passam a viver com as empregadas domésticas, que, por melhor que sejam, não substituem a mãe. Não sentem pelas crianças o amor do seio materno. As crianças ficam desorientadas, convivendo muitas vezes com pessoas sem a necessária educação. Por outro lado, ficam o dia todo diante da “babá eletrônica”, a televisão, sendo educadas pelos falsos tipos de heróis artificiais do vídeo. Está crescendo uma geração “biônica”: sem amor, sem afeto, sem carinho...

Uma boa creche ainda supre, em parte, a falta da mãe. Mas, quem pode pagar uma boa creche? A nosso ver, sendo possível, é interessante que a mãe de família, obrigada a trabalhar, procure um emprego que ocupe só um expediente, coincidindo com o horário de aula das crianças. No outro expediente, é fundamental o contato da mãe com os filhos, que já sentem a ausência do pai durante o dia.

Em grandes cidades, o pai sai de madrugada. Os filhos ficam dormindo. Quando retorna ao lar, já tarde, os filhos estão dormindo. Como se sentem esses filhos? E se a mãe também se afasta o dia todo? Certamente há grandes prejuízos nesse relacionamento familiar. Por isso, “a mulher sábia edifica sua casa...”

c) O prejuízo para a mulher. Essa realidade é positiva? Sim. Mas para o lar traz alguns problemas. O acúmulo de papéis, com o tempo, leva ao desgaste emocional e físico. Não se dedicando mais inteiramente ao lar e ao esposo, a mulher se vê pressionada para exercer os múltiplos papéis com eficiência. As cobranças podem gerar conflitos sérios no casamento. A Bíblia diz: “Toda a mulher sábia edifica sua casa, mas a tola derruba-a com as suas mãos” (Pv 14.1). A mulher sábia é a “mulher virtuosa” de que fala Provérbios 31.10. Ela tem capacidade de edificar a sua casa como adjutora do seu esposo ao lado dos filhos.

d) Os pais ausentes do lar. Os pais são os líderes do lar de acordo com a Palavra de Deus. Como líderes, devem ser exemplo para os filhos. Mas muitos são apenas genitores. Geram e deixam os filhos crescerem, dão alimento, roupa, calçado, as melhores escolas (quando podem), dão dinheiro e condições para sua independência. Mas, para a maioria, falta dar aos filhos o principal: amor, atenção, presença na sua formação, no seu desenvolvimento.

A ausência da mãe prejudica a formação, a educação. A ausência do pai prejudica a visão que o filho ou a filha deve ter das relações familiares. Muitos pais só dão atenção aos filhos quando eles estão doentes, ou são vítimas de algo trágico, de um acidente, ou ameaça de morte. No mais, passam os anos sem terem diálogo, contato ou aproximação com os filhos. Isso é altamente prejudicial. A presença do pai, no lar, é fundamental para a formação espiritual e emocional dos filhos.

III - A MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Entende-se por má educação o mau comportamento dos filhos no lar ou fora dele. Neste aspecto, não nos referimos à educação formal dos bancos escolares. Os lares estão prejudicados quanto à educação comportamental. Com o excesso de ocupação dos pais, os filhos são entregues a creches, escolas e a outras entidades do sistema educacional. Quem são os professores ou os mestres da maioria das crianças e adolescentes nos dias atuais? Serão os docentes, nas escolas? Serão os professores da ED? Ou serão os pais, dedicados à formação espiritual, moral e ética de seus filhos? Nenhuma das respostas estaria certa.

Infelizmente, para nossa tristeza e graves prejuízos para a nação, os “mestres” por excelência dos filhos em geral são os atores, as atrizes e produtores das empresas de telecomunicação. São os produtores de sites da internet. Poderiam ser meios úteis para ajudar na educação das gerações. Mas, na prática, são veículos eficazes para a má educação de gerações inteiras. Adolescentes, no Brasil, seguem muito mais o que lhes é ensinado na novela de adolescentes do que o que lhes é repassado nas salas de aula.

Não é por acaso que, no meio das igrejas, há tanta rebeldia entre adolescentes e jovens. Ê raro ver adolescentes e jovens nos cultos de oração ou de doutrina. Mas é comum vê-los diante da TV, assistindo a algum tipo de “lixo” midiático. A Bíblia, o Livro Sagrado, exorta solenemente os adolescentes e jovens: “Afasta, pois, a ira do teu coração e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade. Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento” (Ec 11.10; 12.1).

Filhos de pais ricos, que estudavam nas melhores escolas da capital do país, atearam fogo num índio, que dormia numa praça, matando o infeliz sem teto que ali estava. Filhos de pais abastados mataram uma jovem, porque pensaram que ela era uma prostituta. Filhos de classe média fazem parte das “torcidas organizadas”, que agridem, esfaqueiam, violentam e matam, nos estádios de futebol. Isso é fruto da má educação.

Mas a Palavra de Deus tem a solução. Diz a Bíblia: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). Instruir no caminho quer dizer dar ensinamentos, orientações e advertências para a vida. É educar, no verdadeiro sentido, começando pela parte espiritual. Um menino educado, com base nos princípios bíblicos, não pode ser mal-educado. O conselho sábio de Paulo aos pais é sempre atualizado, mesmo com o passar dos séculos: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

IV - FALTA DE ESTRUTURA ESPIRITUAL E MORAL

A família tem sido atacada no lado espiritual, com as investidas satânicas que propõem a sua destruição. Grande parte das famílias, em todo o mundo, não tem estrutura para enfrentar as mudanças rápidas e desintegradoras das famílias.

A falta de Deus é o inimigo número 1 do lar. Ele se revela quando o ambiente em casa é destituído de espiritualidade. Quando Deus está presente no lar, sente-se uma atmosfera diferente, agradável e santa. O pai e a mãe se unem aos filhos para servirem ao Senhor. Deus é o hóspede invisível, mas real, que domina o ambiente da família. Em cada canto da casa, pode-se sentir Deus. Há harmonia entre todos. Há louvores. Há devoção sincera ao Senhor. As coisas de Deus são colocadas em primeiro lugar e o lar é uma continuação da igreja.

Por outro lado, quando Deus não está no lar, sente-se que o ambiente é carnal, pesado, cheio de manifestações mundanas. As coisas materiais estão em primeiro lugar. Só se pensa em prazeres materiais, riquezas, dinheiro, diversões e coisas mundanas! A casa é uma continuação do mundo.

Há famílias denominadas cristãs só porque os pais são cristãos e têm Deus em seus corações, mas que não conseguem ter a presença de Jesus no lar, porque há um verdadeiro conflito em casa. Como combater esse inimigo — a falta de Deus? Não é fácil. O melhor é evitar que ele se manifeste. É interessante que os que vão constituir família convidem Jesus para se fazer presente no seu lar, mesmo antes de se casarem. Esta é uma preocupação abençoada.

1 O que é Temperamento: Disponível em http://educamais.com. Acesso em 17/04/2012.

ALGUNS ITENS PARA RESOLVER CONFLITOS CONJUGAIS
Resolvendo os conflitos conjugais. Construindo um casamento com amor
“Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira... Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou ” (Ef 4.31-32).
No casamento, mesmo havendo boa comunicação, haverá sempre algum desentendi-mento. As pessoas são diferentes, têm opiniões próprias sobre muitas coisas. Além disso, quando se casam, logo descobrem que os respectivos cônjuges não possuem todas aquelas qualidades que idealizaram e visualizaram no amado ou na amada antes do casamento. Então, tentam “mudar” o cônjuge. 

Aí começam os conflitos! Principalmente porque o “método de ensino” geralmente adotado inclui queixa, crítica, ironia, sarcasmo, sermões e até choradeira... 
A maioria atribui seus conflitos às circunstâncias adversas: o trabalho não é bom, o salário é insuficiente, o apartamento é pequeno, o vizinho é barulhento, as crianças dão muito trabalho... Entretanto, o verdadeiro problema é o ego. As pessoas são naturalmente egoístas; buscam o próprio interesse; exigem liberdade irrestrita; e ainda contam com a aprovação incondicional do outro. 

Os jovens, às vezes, têm pressa de se casar... para escapar à situação infeliz do seu lar. Todavia, o problema real nem sempre é o relacionamento difícil dos pais. É o próprio ego pecaminoso. Esse ego os acompanha quando deixam pai e mãe e formam um novo lar... E os problemas dos pais se perpetuam nos filhos. O novo lar tem as mesmas discussões e brigas. Às vezes, esses conflitos são tão freqüentes e aborrecidos, que marido e mulher acabam pensando que eles são incompatíveis. Mais provavelmente não é isso. Os dois só precisam submeter o ego, os respectivos desejos, tendências e defeitos ao Senhorio de Cristo. Se Jesus estiver mesmo no coração de cada um e no centro do casamento, os cônjuges poderão viver em harmonia. 

Uma boa discussão! 
“Todo casal tem suas brigas!” É verdade, lamentavelmente. Suponha, porém, que um casal cristão queira evitar discussões e brigas freqüentes. O que podem fazer? Antes de tudo, precisam entender que uma discussão não tem que terminar com agressões e briga. Pode e deve ser uma boa discussão. Se servir para ampliar os canais de comunicação, expor e sarar as feridas da alma... Um e outro terão que admitir e corrigir equívocos e faltas. Na verdade, os casados precisam de uma boa discussão, de vez em quando. Mas há regras que precisam ser obedecidas. 

1. O propósito é entender melhor o que o outro pensa. 
O objetivo da discussão não é determinar um vencedor e um perdedor. Também não é mudar o cônjuge. É entender melhor o que ele pensa a respeito do assunto em questão. Assim sendo, pode ser estratégico um dizer para o outro, a certa altura da discussão: “Diga-me se eu entendi bem. Você acha que...” Se, com a discussão, marido e mulher se entenderem melhor, então terá valido a pena.

2. Controlar as emoções, com a ajuda de Deus. 
Quando emocionados, costumamos dizer coisas que não queremos dizer, coisas que ferem o outro. Mas o fruto do Espírito é... domínio próprio.. Não é preciso excluir toda emoção. Mas este sentimento têm que ser controlado pelo Espírito. Se a discussão esquentar, é melhor que um dos cônjuges diga, delicadamente: “Que tal pararmos por aqui, e orarmos sobre este assunto hoje e amanhã? Conversaremos mais depois.” Isto evita brigas, mágoas e... separações. 

3. Atacar o problema em si, não as pessoas e seus motivos. 
Numa discussão, é fácil criticar, acusar, julgar e condenar o oponente e seus motivos. Às vezes, agimos como se pudéssemos ler as mentes e discernir os motivos das pessoas. Ver Mt 7.1-2 e Rm 2.1.

4. Lembrar que alguns ataques resultam de incidentes que nada têm a ver. 
Geralmente, os casados descarregam sobre o cônjuge as irritações e aborrecimentos gerados por circunstâncias adversas ou atitudes erradas de outras pessoas. O cônjuge é o alvo mais próximo... Haja paciência, compreensão, sabedoria! É melhor deixar o outro desabafar, e, então, encorajá-lo ou confortá-lo com uma boa palavra. Não entre nessa briga!

5. Aprender como e quando encerrar uma discussão. 
Algumas discussões e brigas nunca terminam; continuam por anos. Alguns cônjuges brigam por certas coisas a vida toda. Algumas questões são abandonadas sem solução. Um dos cônjuges, cansado, diz: “Deixa pra lá...!”. Mas o ressentimento permanece. A questão não foi resolvida. Se não é bom discutir a vida toda a mesma questão, também não é bom deixar o problema sem solução. Uma, duas ou três conversas, com oração, humildade e boa disposição podem ser suficientes. 

Como resolver o conflito. 

Cartas na mesa. Marido e mulher disseram o que precisavam dizer um ao outro, e entenderam melhor um ao outro. Que fazer, então? Como resolver o conflito?

Três sugestões preciosas, todas baseadas no ensino geral das Escrituras. 

1. Atentar para as próprias faltas e áreas que precisam ser melhoradas. 
Marido e mulher, quando discutem, tendem a ficar amuados um com o outro, revivendo velhas ofensas e injustiças. É melhor cada um reconhecer sua parcela de culpa, por menor que seja. A culpa nunca é de um só. Provavelmente um e outro negligenciaram aspectos importantes do relacionamento conjugal, foram frios e desatentos um com o outro, disseram alguma coisa indevida, foram exigentes, pouco prestativos... É tão fácil culpar o outro e se justificar! Leia MATEUS 7.3-5. 

Numa crise conjugal, costumamos pensar que as coisas só serão resolvidas quando o nosso cônjuge mudar seu modo de ser. Raramente pensamos que nós também precisamos mudar. Porém, Deus não pede que mudemos nosso cônjuge; ele espera que façamos o melhor por nosso cônjuge. Se melhorarmos, nosso cônjuge também melhorará. 

2. Perdoar completamente as faltas do cônjuge. 
Perdoar é sempre difícil, principalmente quando o outro não se arrepende e não pede desculpas. Mas veja as coisas deste modo. Se reconhecemos realmente nossa parte de culpa, temos que admitir que a falta do outro, pelo menos em parte, resultou da maneira como o tratamos. Não temos outra opção senão perdoar, mesmo quando o cônjuge não admite os próprios erros. Além disso, se o perdoamos, mais facilmente lhe pediremos perdão por nossa parte de culpa.

Certa vez, Pedro perguntou a Jesus: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete?” (Mateus 18.21-22). (Não significa 490 vezes, mas, sim, que não há limite para o perdão!). E não consta que o ofensor de Pedro lhe tenha pedido perdão sequer uma vez! 

“Mas a mágoa é muito grande. Eu não posso perdoar”. Este é um comentário interessante. Veja o que Cristo disse em Mateus 6.14-15. À primeira vista, esta passagem parece ensinar-nos que nós só seremos perdoados se perdoarmos aos outros as suas ofensas contra nós. Ou seja: o perdão dos nossos próprios pecados depende da nossa disposição para perdoar aos que nos ofendem. Entretanto, isto contradiz o ensino de Cristo e dos apóstolos noutras passagens, ou seja, que o perdão dos nossos pecados é uma graça de Deus em Cristo; está disponível para todos; qualquer um pode apropriar-se dessa graça; basta confessar (admitir) seus pecados e crer no perdão (Salmos 32. 5; I João 1.9). Assim sendo, entendemos que o que esta passagem ensina é o seguinte: Se uma pessoa recusa-se sistematicamente a perdoar os outros, isto somente indica que ela nunca se arrependeu sinceramente dos próprios pecados, nunca os confessou de verdade, razão porque não foi perdoada, não tem experiência do perdão e não sabe perdoar. João escreveu: “Deus é amor... Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I João 4.8,19). Isto aplica-se ao perdão: “Deus é perdoador... Nós perdoamos porque ele nos perdoou primeiro”. Foi isto mesmo que Paulo disse aos efésios: “Longe de vós, toda amargura... Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede imitadores de Deus...” (Efésios 4.31-5.1). O cônjuge que admite os próprios pecados e crê que Deus o perdoou, perdoa o outro, incondicionalmente. Somente então estará pronto para o próximo passo... 

3. Pedir desculpas ao cônjuge por nossa parte na culpa. 
Não adianta pedirmos desculpas da boca para fora, só para encerrar a discussão ou melhorar o clima... Só vai dar certo se o fizermos com sinceridade, reconhecendo nossa parte na culpa e perdoando, de antemão, o nosso cônjuge, por sua parte. Também não ajuda nada dizer: “Eu errei, mas você também...” ou “Eu lamento o que eu fiz, mas você pediu isso...” Um pedido de desculpas verdadeiro não inclui atenuantes nem acusações. É preciso dizer claramente e com absoluta sinceridade: “Querido(a), me desculpe por...” (segue uma lista das coisas específicas que dissemos ou fizemos e que contribuíram para o conflito) – e ponto final! Nada de “mas...” Estas simples palavras “Querido(a), me desculpe. Eu errei!”, ditas com sinceridade são as mais doces que um cônjuge pode dizer ao outro, e podem salvar o casamento. Veja Tiago 5.16 (O texto refere-se à cura física, mas aplica-se às relações conjugais). 

Por que é tão difícil pedir desculpas? 

(a) Alguns homens acham que pedir desculpas é um sinal de fraqueza. Não é. Na verdade, é um sinal de força espiritual e emocional. 

(b) Muitos maridos e esposas temem perder o respeito ou mesmo o amor do cônjuge (e dos filhos) se admitirem suas faltas. Mas acontece justamente o contrário... 

(c) Alguns insistem em dizer que seriam hipócritas se pedissem desculpas, uma vez que, mais provavelmente, farão a mesma coisa outra vez. Não necessariamente. Deus diz que devemos confessar nossas faltas uns aos outros e perdoar uns aos, sempre. E ele sabe que somos fracos e reincidentes. Ele nos ajudará a melhorarmos dia após dia. “Aquele que começou a boa obra em vós há de completá-la” (Felipenses 1.6). 

(d) Alguns acham difícil pedir desculpas porque já tentaram fazê-lo uma ou mais vezes e não foram bem sucedidos. O cônjuge não quis saber, e não os perdoou. É preciso repassar aquele momento... Pediram desculpas sem convicção, apenas para encerrar a discussão? Pediram desculpas, e, ao mesmo tempo, acusaram o cônjuge: “Eu errei, mas você...” Oraram antes para Deus mudar a disposição do cônjuge? 

Reconciliação e adoração.

Leia Mateus 5.23-24. Jesus ensinou que os adoradores precisam se reconciliar uns com os outros, sempre que necessário, antes de qualquer ato de culto. Note que ele disse: “Se você se lembrar que o seu irmão (quanto mais o cônjuge!) tem alguma queixa contra você... vá logo fazer as pazes com o seu irmão (cônjuge)...” Se o outro tem alguma queixa contra nós, certamente nós o ofendemos ou entristecemos. Por isso não empurremos para ele a responsabilidade e a iniciativa da reconciliação. 

Conclusão. 

Não, não é realmente difícil fazer o que Deus nos pede em sua Palavra. Se nós honestamente queremos ver o nosso casamento mudar, devemos seguir estas sugestões baseadas no ensino geral das Escrituras e orar pedindo ao Senhor que nos ajude. 

Fonte: Edson Pereira Ramanauskas

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LIÇÃO 5 - CONFLITOS NA FAMÍLIA 

LIÇÕES BÍBLICAS - 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Para jovens e adultos

Tema: A FAMÍLIA CRISTÃ NO SÉCULO 21 - Protegendo seu lar dos ataques do inimigo.
Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

 
 
TEXTO ÁUREO
"Eu, porém, esperarei no SENHOR; esperei no DEUS da minha salvação; o meu DEUS me ouvirá" (Mq 7.7). 
7.7 EU, PORÉM, ESPERAREI NO SENHOR. Em meio a uma sociedade moralmente enferma, Miquéias coloca a sua fé em DEUS e em suas promessas. Ele sabia que DEUS o sustentaria, e que haveria de executar o castigo contra toda a iniqüidade, fazendo a justiça triunfar (v. 9). (1) DEUS conclama os crentes em CRISTO a viverem "no meio duma geração corrompida e perversa", onde devem "resplandecer como astros no mundo" (Fp 2.15). (2) Ainda que o mal aumente e a sociedade se desintegre, ofereçamos a salvação gratuita de DEUS a todos quantos nos ouvirem. Oremos e antegozemos o dia em que Ele endireitará todas as coisas (cf. vv. 15-20).
 
 
VERDADE PRÁTICA
Se buscarmos a graça de DEUS e exercermos o amor que Ele nos concedeu, poderemos resolver todos os conflitos que surgirem em nossa família.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Pv 31.10 O valor da esposa virtuosa
Terça - Pv 31.11 A confiança do esposo
Quarta - Ef 6.4 Criando os filhos sabiamente
Quinta - Ef 6.1 Respeito aos pais
Sexta - Ef 6.2 Filhos honrando os pais
Sábado - Sl 119.11 A família observando a Palavra 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Efésios 5.22-30
22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também CRISTO é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. 24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a CRISTO, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido. 25 Vós, maridos, amai vossa mulher, como também CRISTO amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. 28 Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29 Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; 30 porque somos membros do seu corpo.
 
5.22 MULHERES, SUJEITAI-VOS. A esposa tem a tarefa, dada por DEUS, de ajudar o marido e de submeter-se a ele (vv. 22-24). Seu dever para com o marido inclui o amor (Tt 2.4), o respeito (v. 33; 1 Pe 3.1,2), a ajuda (Gn 2.18), a pureza (Tt 2.5; 1 Pe 3.2), a submissão (v. 22; 1 Pe 3.5), um espírito manso e quieto (1 Pe 3.4) e o ser uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (1 Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5). A submissão da mulher ao marido é vista por DEUS como parte integrante da sua obediência a JESUS, "como ao Senhor" (v. 22; ver também Gl 3.28; 1 Tm 2.13,15; Tt 2.4).
5.23 MARIDO... CABEÇA. DEUS estabeleceu a família como a unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, DEUS atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e família (vv. 23-33; 6.4). Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão e consideração pela esposa e família (vv. 25-30; 6.4). A responsabilidade do marido, que DEUS lhe deu, de ser "cabeça da mulher" (v. 23) inclui: (1) provisão para as necessidades espirituais e domésticas da família (vv. 23,24; Gn 3.16-19; 1 Tm 5.8); (2) o amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar dela, da mesma maneira que CRISTO ama a Igreja (vv. 25-33); (3) honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa (Cl 3.19; 1 Pe 3.7); (4) lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal (v. 31; Mt 5.27,28).
Adão e Eva - a mulher que me deste.
Caim e Abel - assassinato.
Noé embriagado e filho.
Moisés, Zípora, Jetro, Miriam, Arão
Abraão e Sara e a empregada - expulsa empregada.
Isaque e Rebeca - preferência por filhos - e dois filhos Esaú e Jacó que se odiavam.
José e seus irmãos.
Davi (adúltero, polígamo e assassino) e sua família - Filha estrupada pelo irmão, Filho rebelde que rouba trono do pai e namora com suas concubinas, Filho que mata seu irmão (Absalão mata Amnom).
JESUS e sua família que foram prendê-lo
Paulo e Barnabé - Por causa do sobrinho de Barnabé.
 
Temperamentos? - Colérico, Melancólico, Fleumático, Sangüíneo.
Quatro elementos? Fogo, Terra, Água, Ar.
 
O QUE SÃO TEMPERAMENTOS?**
DE ONDE VÊM A TEORIA DOS QUATRO TEMPERAMENTOS?
"..; e depois do fogo uma voz mansa e delicada." I Reis 19:12
Enquanto alguns se apegam aos quatro temperamentos, que derivam dos elementos da natureza, para justificar as suas ações e atitudes, a Bíblia mostra o contrário, nos mostra, que o crente deve esperar unicamente no Senhor, pois de tempos em tempos surgem alguns "modismos", que visam a confundir e iludir os crentes, desviando a sua atenção para coisas e fatos que aparentemente não têm nada a ver com a sua condição de salvos, lavados e remidos no Sangue precioso de Jesus Cristo.
Um destes "modismos" trata dos temperamentos, nominando-os em quatro tipos, sem nenhum respaldo ou base bíblica para tal, e por isso cria teorias, filosofias, conceitos, teses e outras elucubrações que não levam absolutamente a lugar algum.
Essas teorias vêem da astrologia, do esoterismo e da psicologia que dão uma importância secundária para a questão. O melhor é confiar no poder do Senhor, trazendo-lhe "os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" - Romanos 12:1 e 2.
OS "EVANGÉLICOS" E OS QUATRO TEMPERAMENTOS
"Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente." Efésios 4:14
O Senhor Jesus em Mateus 11:30 diz: "...o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Por que então muitos buscam inventar fórmulas "mágicas e milagrosas" para confundir e iludir aos crentes?
Devemos deixar que doutrinas inconsistentes afetem a nossa vida espiritual?
Devemos aceitar que algo que tem importância secundária para a ciência seja prioridade nas nossas vidas?
Como aceitar a teoria de Empédocles, se ela é usada para a leitura de horóscopos e do zodíaco? Podemos comparar esta doutrina com II Pedro 3:12?
Como podemos aceitar a teoria de Hipócrates diante de Gênesis 3:19, Jó 10:9, 34:15, Eclesiastes 3:20, 12:7 e Daniel 12:2?
Como aceitar que a teoria dos temperamentos está certa para a vida do crente se ela diz que o temperamento é hereditário? E se concordamos com esta afirmação, como fica II Coríntios 5:17?
Bíblia nos dá liberdade para analisarmos situações e julgar aquilo que nos serve ou não, I Coríntios 6:12 e 10:23, porém não devemos estar apegados a filosofias, conceitos e teorias que são visivelmente contrários à Palavra de Deus.
Comparando II Coríntios 5:17 - vê-se que o temperamento não é desculpa para o pecado. Imagine o seu pastor anunciando a você que o seu problema está baseado no fato de ser sangüíneo, ou colérico, ou...
A melhor solução para superar todas as dificuldades de se compreender e se relacionar bem com todos os circundantes é o amor. "No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado em amor." - I João 4:18 (Jehozadak A. Pereira É jornalista e escritor).
 
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17).
 
PAIS E FILHOS
Cl 3.21 “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.”

É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).
(1) Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de DEUS em muitos trechos do AT (ver Gn 18.19 .; Dt 6.7 .; Sl 78.5 .; Pv 4.1-4 .; 6.20 .), é responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. É a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.
(2) A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17 .).
(3) Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14, 21).
(4) Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a CRISTO:
(a) Dediquem seus filhos a DEUS no começo da vida deles (1Sm 1.28; Lc 2.22).
(b) Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniqüidade. Incutam neles a consciência da atitude de DEUS para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9 .).
(c) Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor (Dt 8.5; Pv 3.11,12; 13.24; 23.13,14; 29.15, 17; Hb 12.7).
(d) Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; 28.7; 2.15-17). 
(e) Façam saber a seus filhos que DEUS está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).
(f) Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em CRISTO, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).
(g) Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de DEUS, se mantém os padrões de retidão e o ESPÍRITO SANTO se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio: “Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5 .).
(h) Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para DEUS (2Co 6.14—7.1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com CRISTO (Fp 3.20; Cl 3.1-3).
(i) Instruam-nos sobre a importância do batismo no ESPÍRITO SANTO (At 1.4,5, 8; 2.4, 39).
(j) Ensinem a seus filhos que DEUS os ama e tem um propósito específico para suas vidas (Lc 1.13-17; Rm 8.29,30; 1Pe 1.3-9).
(l) Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5, 7; 1Tm 4.6; 2Tm 3.15).
(m) Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18; Tg 5.16).
(n) Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12). Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições” (2Tm 3.12).
(o) Levem seus filhos diante de DEUS em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; Tg 5.16-18; ver Jo 17.1, . sobre a oração de JESUS por seus discípulos, como modelo da oração dos pais por seus filhos).
(p) Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17 .).
O valor da esposa virtuosa
MULHER VIRTUOSA. Estes versículos descrevem a esposa e mãe ideal. Toda sua vida converge para um reverente temor de DEUS (v. 30), compaixão pelos necessitados (vv. 19,20) e dedicação e amor à sua família (v. 27). Certamente nem toda esposa e mãe tem todas as qualidades declaradas aqui. Mas toda esposa deve procurar servir a DEUS, à sua família e ao próximo conforme os talentos e os recursos materiais que DEUS lhe deu (ver Ef 5.22 .; 1 Tm 2.15).
 
Respeito aos pais
FILHOS, SEDE OBEDIENTES. Os filhos de crentes devem permanecer sob a orientação dos pais, até se tornarem membros doutra unidade familiar através do casamento. (1) As crianças pequenas devem ser ensinadas a obedecer e a honrar os pais, mediante a criação na disciplina e doutrina do Senhor (ver 6.4 .; Pv 13.24; 22.6 .; ver a . seguinte). (2) Os filhos mais velhos, mesmo depois de casados, devem receber com respeito, o conselho dos pais (v. 2) e honrá-los na velhice, mediante cuidados e ajuda financeira, conforme a necessidade (Mt 15.1-6). (3) Os filhos que honram seus pais serão abençoados por DEUS, aqui na terra e na eternidade (v. 3).
 
O olhar do crente.
De acordo com 1Jo 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a DEUS:
(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por DEUS, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). Pv 23.5 Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia.
(c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece DEUS como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).
 
O FRUTO DO ESPÍRITO.
Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do ESPÍRITO”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o ESPÍRITO dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).
O fruto do ESPÍRITO inclui:
(1) “Caridade” (amor) (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de DEUS, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em CRISTO (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de JESUS, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio próprio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5), também no controle da vida financeira.
O ensino final de Paulo sobre o fruto do ESPÍRITO é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

 

O DINHEIRO PODE SER BÊNÇÃO

Talvez a palavra dinheiro e o verbo comprar sejam os mais usados nos lares. Entretanto, a má atitude de algum membro da família com relação ao dinheiro pode prejudicar a todos. Mas, se houver bom ensinamento e boa administração financeira, certamente o dinheiro será bênção.
***É necessário união e compreensão entre os membros da família. Se todos tiverem afeição e confiança entre si, se houver altruísmo, tolerância e respeito como base para seu relacionamento, a família conseguirá superar seus problemas financeiros. É preciso que todos saibam fazer a diferença entre aquilo que é necessário e o que é supérfluo, I Tm. 6: 8, cooperando-se mutuamente.
***Deve-se ter uma atitude equilibrada com relação ao dinheiro. Ele não deve ser encarado como um fim em si mesmo. É apenas um meio pelo qual se alcançam alguns valores da vida. Por outro lado, não podemos minimizar sua importância. É justo que se trabalhe, se esforce e que se poupe certa quantidade para momentos imprevisíveis e para outras necessidades da vida. Economizar visando a um futuro melhor para os filhos é um dever dos pais, e os filhos aprenderão a gastar construtivamente e a dar a devida importância ao dinheiro.
***Determinação de viver dentro dos rendimentos. Precauções devem ser tomadas para que as despesas do lar não ultrapassem ao que se ganha. Se há descontrole nas finanças, se os pais excedem nos gastos, é claro que no final do mês haverá dificuldades financeiras.

 

1 CRÔNICAS 29.12,14= E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e dar força a tudo. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos.

 
A tecnologia ocupou o lugar da sabedoria 
A tecnologia é uma ferramenta muito boa. Quem não gosta do que a tecnologia tem dado para o homem? Porém, quando a tecnologia toma o lugar da sabedoria, ela se torna perigosa. Isso é o que está acontecendo principalmente no meio evangélico. Igrejas e pastores estão trocando a sabedoria pela tecnologia.  Faz o homem depender não de DEUS, mas dos efeitos tecnológicos. A oração e a leitura da Palavra de DEUS tem ficado em segundo plano.  
Grande parte dos evangélicos confia muito mais nos efeitos que a tecnologia faz do que na oração e comunhão com DEUS. Um dos Faraós do Egito reclamou da invenção da escrita, dizendo que a mesma iria atrofiar a memória. Não podemos ser tecnofóbicos, por um lado, ou seja, ter medo da tecnologia, nem podemos ser tecnodólatra,  ou seja, colocar a tecnologia em primeiro lugar.   
1 TIMÓTEO 6.9,10= Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
ESTEJAMOS... CONTENTES. Os crentes devem estar satisfeitos, tendo as coisas essenciais desta vida, como alimento, vestuário e teto. Caso surjam necessidades financeiras específicas, devemos confiar na providência de DEUS (Sl 50.15), enquanto continuamos a trabalhar (2 Ts 3.7,8), a ajudar os necessitados (2 Co 8.2,3), e servir a DEUS com contribuições generosas (2 Co 8.3; 9.6,7). Não devemos querer ficar ricos (vv. 9-11).
 

A mídia trabalha em cima de mensagens subliminares:

A mídia trabalha em cima de mensagens subliminares que levam o consumidor desavisado a desejar e comprar até o que não desejaria ou não precisaria, apenas pelo prazer de comprar ou de possuir o que outro tem, ou ainda não conseguiu adquirir.
A vitrines estão abertas e chamativas ao consumo exagerado; Ao consumismo exagerado; Ao gasto excessivo; Ao endividamento.
 
O CRISTÃO E AS FINANÇAS
CUIDADO COM O CARTÃO DE CRÉDITO - PARA PAGAR DÍVIDAS É SÓ REDUZIR DESPESAS,
"... a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui" (Lucas 12:15).
"Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda" (Ec 5:10).
"Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as cousas que tendes" (Hebreus 13:5).
"Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bem para muitos anos; descansa, come, bebe, e regala-te" (Lucas 12:19). Mas Deus replicou: "Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"
"Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inestinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome" (Lucas 12:33).
"Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Lucas 12:34).
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e  se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10).
No lar, no trabalho e o fisco. 
Em todos os setores de nossa vida devemos estar sob o total controle do ESPÍRITO SANTO, isto significa estar em comunhão com o ESPÍRITO SANTO (2 Co 13.13).
2.1=Motivos errados: avareza, cobiça e inveja (Provérbios 23:1-5; Tiago 4:2-4). Em vez de trabalhar e exercer domínio próprio para poupar dinheiro e comprar à vista, pessoas se enganam e pagam prestações para obter as coisas imediatamente.
2.2=Procedimento errado: desonestidade. A pessoa que promete pagar é obrigada cumprir a promessa. Aquele que promete e não paga está pecando. Quem promete quando sabe que não tem condições para pagar é um mentiroso indigno da vocação a que fomos chamados (Efésios 4:1,25; Mateus 5:37).
2.3=Vida desordenada: falta de administração. Ao invés de cuidar das suas obrigações como Deus mandou, o devedor acaba sendo dominado por outros (Provérbios 22:7). Falta domínio próprio, uma das qualidades essenciais da vida cristã (Gálatas 5:23; 2 Pedro 1:6).
a) Evitar dívidas fora do seu alcance. 
As vitrines das lojas são de vidro transparentes para que ao passar as pessoas tenham vontade de comprar, as prateleiras dos melhores produtos nos supermercados são no fundo para que ao voltar as pessoas venham a pegar os outros produtos que nem precisam, mas compram por que vêem.
É a concupiscência dos olhos.
Tg 1.14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
1 Jo 2.16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.

b) Evitar extremos.  
1 Tm 6.9 Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.

c) Comprar à vista, se possível. 
Fazendo um bom planejamento de seu salário, sendo fiel a DEUS em seus dízimos e ofertas, provavelmente você não precisará comprar a prazo, evitando assim os altíssimos juros que estão embutidos nos preços.

d) Não ficar por fiador. 
Ficar por fiador de alguém é dever a conta deste alguém até que o mesmo a pague e isto vai trazer preocupação à sua família, a você e ao credor, pois hoje ninguém mais tem garantia de que estará empregado amanhã.

e) Pagar os impostos. 
Os impostos são taxas de serviço cobradas pelos governos municipal, estadual e federal; devendo o crente não ser achado como ladrão do governo.

f) Pagar o salário do trabalhador. 
Tg 5.4 Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos.
 
 
INTERAÇÃO 
Foi no Éden que a família vivenciou seu primeiro e maior conflito. A conseqüência desta desordem é sentida até hoje em todos os lares. Porém, DEUS não foi pego de surpresa com o pecado do homem e já no Éden providenciou a solução para as famílias e para a iniqüidade: JESUS CRISTO. O Filho de DEUS veio ao mundo como um bebê e experimentou a vida familiar. Atualmente, em JESUS, as famílias podem resolver seus conflitos. Com o amor verdadeiro no coração, que é resultado da graça divina, poderemos não somente vencer, mas evitar as confusões. Para isto precisamos convidar JESUS a fazer do nosso lar sua morada permanente. Que o Filho de DEUS tenha a primazia em nossos lares.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Elencar alguns fatores que podem gerar conflitos entre os cônjuges. 
Analisar os resultados das atividades profissionais dos pais.
Compreender a importância da fidelidade conjugal no casamento. 
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza, conforme as suas possibilidades, o quadro abaixo. Inicie a aula com a seguinte indagação: "Quais são os principais conflitos vivenciados pelas famílias na atualidade?" Ouça os alunos com atenção. À medida que forem falando, vá preenchendo a primeira coluna do quadro. Depois faça a segunda pergunta: "Como podemos vencer esses conflitos?" Ouça as respostas e preencha a segunda coluna do quadro. Conclua a atividade orando com os alunos e pedindo que DEUS dê sabedoria para que os conflitos que tentam assolar as famílias sejam sanados com discernimento e prudência. 
 
 

PALAVRA-CHAVE - CONFLITO - Embate, Discussão acompanhada de injúrias e ameaças; desavença.
 
 
RESUMO DA LIÇÃO 5 - CONFLITOS NA FAMÍLIA 
I. DESENTENDIMENTO ENTRE OS CÔNJUGES 
1. Temperamentos diferentes. 
2. Fatores que trazem conflitos. 
a) Falta de confiança.
b) Tratamento grosseiro.
c) Dívidas.
d) Infidelidade.
II. ATIVIDADES PROFISSIONAIS DOS PAIS 
1. A mulher no mercado de trabalho.
2. A ausência dos pais prejudica a criação dos filhos.  
III. MÁ EDUCAÇÃO DOS FILHOS 
1. Educação prejudicada.
2. Quem são os professores?
3. Falta de estrutura espiritual e moral.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1) Falta de confiança, tratamento grosseiro, dívidas e infidelidade podem causar conflitos familiares. 
SINOPSE DO TÓPICO (2) Os pais podem trabalhar fora, todavia, não podem descuidar da educação de seus filhos. A educação dos filhos deve ser prioridade. 
SINOPSE DO TÓPICO (3) A ausência de DEUS é o inimigo número um do lar. JESUS, o maior educador de todos os tempos, precisa estar presente em nossos lares 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I Subsídio Devocional
"Zelo Bíblico como Relacionamento
Nós acreditamos que o companheirismo permanece sendo o propósito primário do casamento. Apesar de todas as coisas maravilhosas que DEUS criou no jardim do Éden, elas eram inadequadas para suprir as necessidades de Adão. Nenhum dos animais, esplêndidos como devem ter sido antes da queda, podiam oferecer uma companhia adequada para ele. Naquele momento o Senhor criou a primeira família. Em Gênesis 2.18, DEUS disse: 'Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja diante dele.' Aqui está de novo - paternidade segue a parceria. Paternidade depende de fidelidade. O papel estratégico do relacionamento marido/esposa no casamento estabelece um ponto central no alvo familiar. tudo mais é secundário. tudo o mais é inferior, porque quando o companheirismo não funciona, a família não pode funcionar.
Nós, pais, permanecemos no pináculo estabelecido por DEUS, em nossa unidade familiar, por isso somos ao mesmo tempo gratos, temerosos e esperançosos no que se refere a nossa tarefa de liderança e ao nosso zelo divino (cuidado estabelecido pela aliança) por nossos relacionamentos no casamento" (GANGEl, Kenneth O. & GANGEl, Jefrey S. Aprenda a ser Pai com o Pai: Tornando-se o pai que DEUS quer que você seja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.72-3). 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II Subsídio Bibliológico
"Esta passagem [Ef 5.19-21] tem sido deturpada e fica quase irreconhecível em algumas interpretações. Muitas vezes ouço pessoas fazendo malabarismos com essa passagem em favor daquele versículo que diz que as esposas têm que se submeter aos seus maridos - que os homens são o cabeça da casa. Mas pegar esse versículo isolado da passagem anterior destrói o significado da Escritura. Nós podemos ser tentados a controlar os outros, para transformá-los em alguma espécie de imagem que nós formamos. Mas este tipo de intolerância não é o que Paulo está falando. A idéia de Paulo era que maridos e esposas devem submeter-se mutuamente. Eles devem ser sensíveis às necessidades um do outro e fazer o possível para alcançá-las. Eles precisam ver seus cônjuges como distintos, como independentes deles, com necessidades peculiares, e não devem controlar ou dominar o esposo, ou a esposa, ou dizer a eles como devem viver. também não devem viver inteiramente separados do seu parceiro. Paulo idealizou uma interação íntima e santa entre marido e mulher: 'Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido' (Ef 5.33)" (HAWKINS, David. 9 Erros Críticos que Todo Casal Comete: Identifique as Armadilhas e Descubra a Ajuda de DEUS. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.93).
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
ADEI, Stephen. Seja o Líder que sua Família Precisa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. GANGEl, Kenneth O. & GANGEl, Jefrey S. Aprenda a ser Pai com o Pai. Tornando-se o pai que DEUS quer que você seja.1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. 
 
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 54, p.38.


GANHE TEMPO E APRENDIZADO ASSISTINDO ESTE VÍDEO FILMANDO NA IGREJA BATISTA E ACONSELHE SUA FAMÍLIA, SEU LAR, SEU FILHO OU FILHA. AS CENAS SÃO FORTES.

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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1 Milhões de Confessos:

  1. A paz do senhor!!!!!!!!! Muito bom os comentários!!!!!!! Deus abençoe!!!!!!!!!

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