A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE - 02 DE JUNHO DE 2013 – LIÇÃO 9 - EBD - CPAD.


LIÇÃO Nº 9 – A FAMÍLIA E A SEXUALIDADE

A sexualidade deve ser desenvolvida e exercida no ambiente familiar, mais 
propriamente no relacionamento conjugal.

INTRODUÇÃO

- Deus criou o homem sexuado, “macho e fêmea os criou”. Esta sexualidade realça-se no ambiente familiar, onde homem e mulher se completam para cumprir o propósito divino estabelecido ao homem.
- É, pois, somente no ambiente familiar, mais propriamente no relacionamento conjugal, que a sexualidade deve ser desenvolvida e exercida.

I – O SEXO SEGUNDO A BÍBLIA 

- Deus criou o homem como um ser sexuado, “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Deste modo, a atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana, algo que não só é bom, mas muito bom, visto que criado por Deus (Gn.1:31).

- O sexo, portanto, ao contrário do que ensinam alguns, a começar dos seguidores do falecido Reverendo Moon (1920-2012), não foi o pecado cometido pelo primeiro casal, pois foi ordem de Deus a multiplicação da espécie (Gn.1:28), o que se dá somente pela atividade sexual. Sexo não é pecado, mas os princípios divinos da sexualidade encontram-se deturpados pelo homem, em razão de seu estado pecaminoso.

OBS: "... A ordem de procriação concedida ao homem era ponto definido; jamais o Senhor ousaria ordenar-lhe uma coisa e depois castigá-lo por obedecer a essa ordem. Nunca devemos confundir o fruto do conhecimento do bem e do mal com o ato conjugal, permitido e ordenado pelo Senhor. Aqueles que dizem que o relacionamento sexual foi o pecado de Adão e Eva desconhecem totalmente as Escrituras Sagradas..."( SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.2, p.138-9).

- A Bíblia Sagrada afirma que o sexo foi obra da criação de Deus que, ao criar o homem, fê-lo sexuado. Diz a Palavra que Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, mas os criou “macho e fêmea” (Gn.1:27). Este ponto distingue o homem dos anjos, por exemplo, que foram criados assexuados (Mc.12:25)..

- Sendo assim, não podemos admitir que o sexo seja algo antinatural, ou seja, contrário à natureza do homem, ou seja, algo ruim, imoral ou danoso para o ser humano, como alguns têm defendido, inclusive (e principalmente) na igreja de Deus. Tomar uma atitude destas, desde já o falamos, é contrário à Palavra de Deus, que, inclusive, condena os tais (vide I Tm.4:1-3).

- É preciso, de início, já revelar a origem da palavra “sexo”, que vem da raiz latina “sec”, que significa “cortar”, recortar”, “dividir”, mostrando, precisamente, que se refere a uma parte, tanto que a palavra “sexus”, em latim, referia-se a “do sexo feminino, de mulher”.

- Tal significado da palavra recorda-nos a descrição bíblica da criação da mulher, que foi retirada do homem (Gn.1:21,22), a nos mostrar, claramente, que homem e mulher se completam, formam uma unidade (Gn.2:24), sendo, pois, cada um uma “parte” que precisa ser completada. 

- Não é por outro motivo que um dos significados de sexo é, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, “nos seres humanos, o conjunto das características fisiológicas e comportamentais que distinguem os membros de cada sexo.”

- Nos dias difíceis em que vivemos, em que o “mistério da injustiça” (II Ts.2:7) cada vez mais ganha terreno, há uma total deturpação do significado de “sexo”, a tal ponto que a “linguagem politicamente correta”, de forma ardilosa, procura substituir a palavra “sexo” pela palavra “gênero”, precisamente para evitar esta ideia de parte e de necessidade de complementaridade entre homem e mulher.

- Por ter sido criado sexuado, homem e mulher precisam se complementar, um depende do outro (I 
Co.11:11), sem o que não se poderá ter o necessário cumprimento do propósito que Deus estabeleceu para a humanidade, qual seja, a frutificação, a multiplicação, o enchimento da terra e o domínio sobre a criação terrena (Gn.1:28).

- De pronto, vemos, pois, que a sexualidade é uma realidade ínsita à natureza humana e que encontra na família a possibilidade de se desenvolver e de ser exercida. Com efeito, em razão de ser sexuado, o ser humano tem a necessidade de se unir a uma pessoa do sexo oposto para que, desta maneira, possa formar uma família e cumprir os desígnios divinos.

- Como afirma de forma muito feliz o Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana, “…A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros. …(§ 2332).

- Vemos, assim, que a sexualidade não se limita apenas ao “…contato físico entre indivíduos envolvendo estimulação sexual dos genitais, por meio do qual é possível gerar novos seres”, um dos significados que se dá à palavra “sexo” no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e que apenas um dos aspectos desta realidade da natureza humana, que mais propriamente poderia ser chamada de “genitalidade”, que é apenas uma das facetas desta realidade. O ser humano foi feito sexuado e esta unidade não se dá apenas no aspecto genital, mas é muito mais amplo envolvendo o próprio relacionamento do ser humano com o próximo.

- Conforme visto supra, a sexualidade abrange aspectos comportamentais, a própria identidade do homem e da mulher. São duas realidades distintas, diversas que necessitam se complementar. Por isso, consoante vimos na lição 3, homem e mulher têm de exercer funções diferentes no relacionamento conjugal, pois se completam e, exatamente por causa disso, são diferentes entre si.

- Tendo sido criação de Deus, nada mais justo e lógico que o próprio Deus tenha determinado os limites da sexualidade. É, portanto, a Bíblia Sagrada o manual a respeito da sexualidade, o “manual do fabricante”. Nada que se refere à sexualidade que esteja em desacordo com as Escrituras pode ser admitido ou acolhido pelo homem, sob pena de incorrer em distorções que gerarão seríssimas consequências, como, aliás, temos verificado nestes dias de depravação e corrupção moral.

- A primeira observação que temos com relação ao sexo é que ele deve ser realizado entre homem e mulher. Com efeito, ao criar o homem, Deus os fez macho e fêmea. Assim, a atividade sexual deve ser, sempre, feita entre pessoas de sexos diferentes. O homossexualismo é uma aberração e, salvo os poucos casos em que há distúrbios de saúde física e/ou mental, é uma expressão de rebeldia contra Deus (Rm.1:21-28; Lv.18:22).

- A propósito, por sua biblicidade, cabe aqui reproduzir, uma vez mais, o Catecismo da Igreja Romana sobre o tema: “…Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar sua identidade sexual. A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vivem entre os sexos a complementaridade, a necessidade e o apoio mútuos…” 

- A segunda limitação da atividade sexual estabelecida por Deus diz respeito ao momento do sexo. Ele deve se dar apenas entre casados. É o que verificamos ao princípio, quando se estabelece que para que haja a união sexual, é preciso que tenha existido, antes, o casamento (Gn.2:24). A Bíblia condena veementemente seja a fornicação (Ef.5:5; Ap.21:8), que é a relação sexual entre pessoas solteiras; seja o adultério (Ex.20:14; Pv.7; Mt.5:27-30), que é a relação sexual entre uma pessoa casada com quem não é seu cônjuge; seja a prostituição (I Co.6:18; Hb.13:4), que é não somente o comércio do corpo mas toda e qualquer atividade sexual que vise tão somente o prazer egoístico e a satisfação carnal fora dos limites do casamento, a chamada “porneia”, que é a impureza sexual, como já tivemos ocasião de estudar nas duas lições anteriores.

OBS: Reproduzimos uma vez mais, por sua biblicidade, o catecismo romanista: “…A união carnal não é moralmente legítima, a não ser quando se instaura uma comunidade de vida definitiva entre o homem e a mulher. O amor humano não tolera a "experiência". Ele exige urna doação total e definitiva das pessoas entre si .…”

- A sexualidade é a atividade em que homem e mulher se complementam. Ora, esta complementação somente se pode dar entre homem e mulher e depois que eles decidem ter uma vida em comum, o que somente ocorreu com o casamento. Assim, um pressuposto necessário e essencial para que haja o relacionamento sexual entre um homem e uma mulher é o casamento.

OBS: Como diz o Catecismo da Igreja Roman: “ "A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte" 

- Por isso, a família, conforme visto na lição 1 deste trimestre, tem como uma de suas primordiais funções a do regramento sexual. É a partir da formação da família que se criam as condições para que homem e mulher desenvolvam e exerçam a sua sexualidade.

- Adão nem sabia que estava só, algo que notou tão somente quando fez uso da inteligência que Deus lhe havia dado e, deste modo, percebeu que não possuía um par como os demais animais (Gn.2:20). Viu que não poderia dominar a criação terrena, apesar de tê-la nomeado, sem que pudesse ter um complemento, alguém que estivesse como diante dele para que os desígnios divinos se cumprissem em sua vida.

- O Senhor, então, fez cair em Adão um profundo sono e, assim, pôde realizar a primeira cirurgia da história, retirando de Adão a mulher, “osso dos seus ossos, carne da sua carne”. É elucidativo que tenha havido o “sono de Adão”, que muito bem verificamos no próprio desenvolvimento do ser humano.

- Com efeito, quando estudamos o desenvolvimento do corpo humano, bem percebemos que, no estágio intrauterino, há um intenso desenvolvimento para a definição do sexo do novo ser que está em formação. 
Depois, durante a infância, o desenvolvimento sexual do ser como que “adormece”, para somente com a adolescência ter um novo progresso, quando se desenvolvem as características secundárias que estabelecem a identidade sexual do ser humano.

- Assim, vemos, com absoluta clareza, que há um período de “dormição” no desenvolvimento biológico do ser humano que, somente após a adolescência, tem despertada a sua sexualidade, que fica “adormecida”, pois foi assim que Deus fez desde o primeiro homem.

OBS: “…João Mohana [padre católico português] explica: ‘Hoje, sabe-se que todo indivíduo, homem e mulher, possui uma idade afetiva e uma idade cronológica, e que ambas podem coincidir ou não. Quando a idade afetiva é inferior à idade cronológica, estamos diante de um caso de imaturidade afetiva. Quando iguala ou supera, estamos diante de um caso de maturidade’. Algumas pessoas que parecem adultas por fora têm o coração imaturo. Não é sadia a imaturidade psicológica no adulto. É um fenômeno anormal. Normal é que o psiquismo vá se desenvolvendo, passo a passo, com o corpo, amadurecendo à proporção que o corpo amadurece.…

(SANTIAGO, Luzia. Sou uma pessoa afetivamente madura? Disponível em: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=13109 Acesso em 26 mar. 2013).

- O que se nota, em nossos dias, é que o “mistério da injustiça” tem procurado, de todos os meios, subverter esta ordem, esforçando-se para reduzir ao máximo este “sono de Adão”, e a “erotização infantil” é uma triste e dura realidade em nosso tempo. A mídia e o sistema educacional têm buscado, e conseguido, despertar precocemente a sexualidade de nossas crianças, gerando uma série de distúrbios, uma vez que a ordem natural das coisas impõe esta “dormição”, que não é apenas física, mas também psicológica.

- Esta “erotização precoce”, este despertamento inoportuno da sexualidade a pessoas imaturas, sem condição de lidar com esta característica, tem sido a principal causa pela qual temos, nos dias em que vivemos, diversas tragédias como gravidezes precoces de adolescentes, a pedofilia, a disseminação do homossexualismo, a pressão pela liberação do aborto, o abuso da utilização de contraceptivos e tantas outras mazelas que têm trazido vários outros males para a sociedade, já que significam a própria negação do modelo bíblico de família, com suas consequências nefastas para a humanidade (disseminação das drogas, violência, criminalidade etc.).

- É preciso termos consciência que a denominada “revolução sexual” que teve lugar no Ocidente após a Segunda Guerra Mundial é uma ação devidamente orquestrada por grupos e segmentos que querem a dissolução dos chamados “valores morais judaico-cristãos”, ou seja, dos valores bíblicos. É uma ação intencional que visa destruir as bases bíblicas da organização social, num processo de preparação para a vinda do Anticristo.

OBS: Sugerimos, a respeito, a leitura de dois artigos do professor católico Felipe Aquino (A Revolução Sexual I – Disponível em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/03/07/voce-sabe-o-que-e-a-revolucao-sexual/ Acesso em 20 mar. 2013; A Revolução Sexual II - Disponível em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2013/03/09/5231/ Acesso em 20 mar. 2013) bem como a palestra em áudio do padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, “Revolução sexual e marxismo” – Disponível em: http://www.4shared.com/audio/LoaOFLrs/Pe_Pulo_Ricardo_-_Revoluo_Sexu.html Acesso em 20 mar. 2013.

- A terceira limitação da atividade sexual estabelecida por Deus diz respeito ao propósito do sexo. O 
sexo deve ter, como propósito, tanto a procriação (Gn.1:27,28) quanto a satisfação do casal (I Tm.4:3,4; Ct.1:2,3,15-17), mas de forma altruística, ou seja, o marido deve procurar trazer prazer à mulher e a mulher, ao marido. Não é verdade que o sexo tenha apenas uma finalidade de procriação, porquanto a Bíblia não reduz a isto a atividade sexual, como alguns têm, erroneamente, defendido, mas, a busca do prazer e da satisfação não devem ser egoístas, transformando-se o parceiro sexual (que será, necessariamente, o cônjuge), em um mero objeto, mas, bem ao contrário, a Palavra de Deus estabelece que se busque sempre a satisfação do outro (I Co.7:3-5). É neste equilíbrio e altruísmo que o sexo de acordo com a Palavra de Deus se distingue das aberrações e das práticas mundanas que têm substituído, entre os ímpios, o princípio divino da sexualidade. A bestialidade sexual está sempre relacionada com o egoísmo e o total aviltamento do parceiro sexual (Gn.19:4-11; Jz.19:22-30; II Sm.13:11-17).

OBS: "...Estas são as três funções básicas da união do homem com a mulher: unificação, recreação e procriação. Na unificação, os dois se tornam uma só carne, o que as Escrituras Sagradas repetem por diversas vezes. Um viverá em torno do outro, para o outro e com o outro. Na recreação, o ato conjugal deve ser um prazer, e nunca um tormento ou sofrimento. Os dois, marido e mulher, devem sentir-se satisfeitos e alegres de se completarem neste ato. E também na recreação o casal sempre renova a união, recriando o vínculo matrimonial. Caso esta recreação não seja constante, a tendência é que o casamento se acabe. Nisto percebemos que os casais precisam sempre se recrear, dando continuidade à união que um dia foi iniciada. Na procriação, o casal vê o fruto da sua união e recreação, e as possibilidades de se procriarem, cumprindo assim o mandamento do Senhor. Não há necessidade de haver prole para manter a união do casal, todavia os filhos sempre criarão um vínculo ainda mais profundo entre os dois, que por certo experimentarão o prazer de sentir-se capazes e úteis para a procriação...
( SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.2, p.139).

II – O EXERCÍCIO DA SEXUALIDADE

- O sexo, como vimos, portanto, é uma atividade ínsita à natureza humana, estabelecida pelo próprio Deus e, portanto, todo cristão deve ver com naturalidade e sem qualquer preconceito, guiando-se unicamente pela Palavra de Deus como parâmetro de sua conduta relativa ao assunto.

- Assim, a atração sexual é algo natural e que revela a própria natureza sexuada do ser humano, devendo, porém, o instinto sexual ser dirigido com equilíbrio para que se faça a vontade de Deus que é a de que o sexo seja efetuado no casamento, com o cônjuge, com finalidades bem delimitadas (Cl.3:5,6), a saber:

a) procriação – O sexo é a forma natural pela qual os homens se reproduzem, cumprindo com o princípio ético da procriação (Gn.1:28). Assim, um dos objetivos do sexo é a procriação, mas não é o único. Fosse a procriação a única finalidade do sexo, não haveria manutenção de relações sexuais entre cônjuges quando um fosse estéril, o que, à evidência, não ocorre, como se vê, claramente, em diversas passagens bíblicas.

b) ajustamento do casal – O sexo é uma maneira pela qual se dá o ajustamento do casal, pois é uma das principais expressões do amor conjugal. Com efeito, é através do sexo que um cônjuge se entrega ao outro, que um cônjuge procura agradar ao outro. É uma das expressões pelas quais se traduz a união do casal (“e serão ambos uma carne” – Gn.2:24, parte final). O amor conjugal não se confunde com o sexo, como propala erroneamente o mundo imerso no pecado, mas tem uma de suas expressões no sexo. O sexo praticado no modelo bíblico revela o verdadeiro amor, pois não é egoísta, tanto que diz a Palavra que o corpo do cônjuge está sob o domínio do outro (I Co.7:4). A fase de ajustamento do casal é tão importante que a lei de Moisés dispensava, durante um ano, o homem casado dos seus deveres cívicos, inclusive o de ir à guerra (Dt.24:5).

c) a satisfação amorosa do casal – Como já afirmamos, o sexo não é visto apenas com fim de procriação, como alguns defendem erroneamente, sem respaldo bíblico. Em Pv.5:18-19, a Bíblia nos mostra que o prazer é algo próprio do sexo e que não é pecado a busca de satisfação entre homem e mulher. O sexo dá prazer de forma natural, de modo que não devemos ter buscar e sentir satisfação na atividade sexual, pois é algo que lhe é próprio. O que se condena é o abuso, o domínio do homem pelo instinto sexual, de forma egoística e descontrolada, o que não se permite nem mesmo entre casados, pois isto revelará um desequilíbrio, sendo certo que a temperança, o domínio próprio, é uma das qualidades do fruto do Espírito Santo (Gl.5:22), enquanto que a lascívia e a impureza são obras da carne (Gl.5:19). 

- Diante deste equilíbrio que deve haver na atividade sexual, medidas como a prática de relações sexuais antinaturais (como o sexo anal, o sexo grupal, o sexo com animais, por exemplo), mesmo feitas entre casados e com mútuo consentimento do casal, são abomináveis perante Deus, pois revelam carnalidade e descontrole do instinto sexual,.o que se denomina de “castidade conjugal”.

- A base bíblica para isto vemos em I Ts.4:3-7, onde o apóstolo Paulo, em sua primeira epístola, dirigindo-se a cristãos que tinham vindo de uma cultura greco-romana, conhecida por sua imoralidade, faz questão de mostrar aos salvos que o sexo deve se reger debaixo da santidade, pois, conforme já visto, a atividade sexual tem como finalidade o cumprimento do propósito divino para o homem, e o primeiro objetivo do homem em relação a Deus é a frutificação, que nada mais é que a produção do fruto do Espírito (Gl.5:22; Jo.15:16).

- Ora, se temos de produzir o fruto do Espírito, não podemos fazer com que a nossa atividade sexual, somente possível entre cônjuges, sirva para a produção de “obras da carne”, entre as quais se sobressaem “a prostituição, a impureza e a lascívia” (Gl.5:19). Por isso, o apóstolo Paulo diz que cada um dos cônjuges deve “possuir o seu vaso em santificação e honra, não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus” (I Ts.4:4,5). Revela-se, pois, como uma grande mentira, a afirmação que, lamentavelmente, alguns têm feito entre os que cristãos se dizem ser que “entre quatro paredes, tudo é permitido em termos de sexo entre dois cônjuges”.

- Ao contrário dos incrédulos que, dominados pelo pecado, deixam-se levar pela “concupiscência da carne”, não sabendo controlar os seus instintos e se entregando à bestialidade, inclusive em assuntos sexuais, o servo de Deus não dá lugar, no seu relacionamento íntimo com o seu cônjuge, a tal descontrole, não tendo imitar nem agir consoante os que não conhecem a Deus. Sexo, repita-se, não é pecado, mas deve ser exercido de forma natural e de forma altruísta.

OBS: Por sua biblicidade e propriedade, reproduzimos mais um trecho do Catecismo da Igreja Romana: “A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.”

- Desta maneira, não se pode admitir o sexo anal entre cônjuges. O ânus é um órgão criado por Deus para ser o “esgoto” do corpo. Sua função é de excreção dos resíduos inaproveitados pelo organismo. Não é, pois, um órgão que tenha finalidade de procriação, nem tampouco para estabelecer a unidade entre os cônjuges ou de gerar complementação, sendo, antes, como nos diz o apóstolo Paulo, nada mais do que resultado de uma paixão infame, seguida por quem rejeitou Deus como seu Senhor e Criador e resolveram seguir tão somente a concupiscência de seus corações (Rm.1:23-26). Na verdade, a prática do sexo anal é um meio caminho para se chegar ao “fundo do poço” da corrupção moral, à máxima rebeldia contra Deus, que é o homossexualismo 
voluntário (Rm.1:27).

OBS: Entre os islâmicos, é bem explícita a proibição do sexo anal: “…A relação sexual é permitida em qualquer posição, sempre e quando a penetração se realizar por via vaginal. A respeito Allah disse: ‘Vossas mulheres são, para vós, como campo lavrado. Então, achegai-vos a vosso campo lavrado, como e quando quiserdes.‘ (2:223). O Profeta (saws) disse: ‘ De frente ou de espalda, sempre que seja pela vagina.’ (Bukhari 6/141, Muslim 2/1028).(…) Allah disse:‘Vossas mulheres são, para vos, como campo lavrado. Então, chegai-vos a vosso campo lavrado, como e quando quiserdes. ‘ (2 :223).O campo lavrado é uma metáfora que alude ao lugar onde o feto cresce e se desenvolve, ou seja, o útero, e não o anus, sendo que este não é lugar para a fertilidade da mulher. Narrou Khuzaima Ibn Zabit (ra): ‘Um homem perguntou ao Profeta (saws) sobre penetrar em sua mulher de espaldas, e ele respondeu : ‘ É licito ‘. E quando o homem deu meia volta para partir, o Profeta (saws) o chamou e lhe perguntou: ‘ O que disse ? A qual via se referia ? Se o que quis dizer foi de espaldas e por sua vagina, então sim, é licito. Mas se o que quis dizer foi de espaldas e por via anal, então não, não é licito. Por certo Allah não se envergonha da verdade ! Não penetreis as vossas esposas por via anal! ‘ (Ibn Majah 1924). Também disse o Profeta (saws) :’ Allah não olhara a quem penetre a sua esposa pelo anus.‘(Ibn Majah 1923)…” (Sexualidade no Islam. Disponível em: http://www.islamismo.org/sexualidade_no_islam.htm Acesso em 21 mar. 2013).

- De igual maneira, o chamado “sexo oral” deve ser visto com muita cautela. Sob esta denominação, desenvolvem-se um número variado de práticas sexuais, desde beijos até a felação. Neste ponto, deve-se sempre verificar o caráter natural da prática. É evidente que a boca foi feita, entre outras coisas, para beijar (Ct.1:2), mas também é evidente que a boca não serve para ser o local da ejaculação de sêmen.

- Com respeito ao sexo grupal ou à masturbação, ainda que recíproca, seria até dispensável fazer algum comentário, uma vez que o sexo é uma atividade feita a dois, em que um complementa o outro, de sorte que não há que se falar em participação de terceiros, pois isto fere a própria fidelidade conjugal, já estudada na lição 6, como também não se trata aqui de um sexo solitário, de autossatisfação, sendo o cônjuge um mero instrumento para que se consiga tal satisfação solitária. 

- Neste ponto, deve-se aqui reproduzir a bíblica e felicíssima observação do Catecismo da Igreja Romana a respeito da masturbação: “…Por masturbação se de e entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação 
humana".…”

- A masturbação é prática sexual que tem se disseminado no mundo de hoje, sendo incentivada já em tenra idade. Trata-se de uma atitude que demonstra a busca da satisfação sexual pelo puro instinto, de forma egoística e desequilibrada. As pessoas são levadas à masturbação como forma de dar vazão a seu apetite sexual desmedido, sem se importar senão com a própria satisfação. É a partir da masturbação que a pessoa passa a não ter controle sobre seu instinto sexual e, como conseqüência disto, acabará sendo levada à prática da prostituição, à promiscuidade e à própria banalização do sexo, que verá sempre como uma atividade destinada à sua satisfação, ao egoísmo, algo totalmente contrário ao plano divino para o sexo, como vimos. 

- É, por isso, com tristeza que temos assistido a certos ensinamentos e orientações de pessoas que se dizem cristãs no sentido da irrelevância desta prática e da necessidade de sua tolerância, principalmente entre jovens e adolescentes. Ao invés de ser uma “válvula de escape” para o instinto sexual, extremamente incentivado e provocado nos nossos dias, a masturbação é o início de uma vida de banalização do sexo e de carnalidade. Não nos esqueçamos: um abismo chama outro abismo! (Sl.42:7). O instinto sexual se controla com uma vida de comunhão com Deus ( I Co.7:5).

- Advém aqui a outra característica que deve ter o sexo bíblico, qual seja, o altruísmo. O cônjuge não pode guiar-se pelo egoísmo no relacionamento íntimo com o seu cônjuge. Ele não deve satisfazer-se, mas, sim, satisfazer ao outro (I Co.7:3,4). Ora, a masturbação, mesmo que recíproca, visa a autossatisfação, de sorte que está fora do espírito altruísta que deve nortear a atividade sexual do casal.

- Temos, assim, resolvida a famosa questão das “fantasias sexuais”, que tanto tem perturbado muitos casais que cristãos se dizem ser e que, incitados e estimulados pelo mundo, querem “apimentar” suas relações sexuais, copiando o que se faz entre os que não conhecem a Deus.

- As “fantasias sexuais” nada mais são que desejos de satisfação própria, são resultado de uma mentalidade egoística, em que o cônjuge é simplesmente um instrumento para a sua própria satisfação, o que fere a dignidade do cônjuge e está completamente fora dos preceitos bíblicos.

- Insere-se, nesse contexto, a inconveniência de um casal cristão frequentar locais destinados à prática da prostituição e da licenciosidade como motéis, hotéis de alta rotatividade, praias de nudismo, “resorts” de “hedonismo” ou coisas similares a estas, bem como de buscar excitação mediante acesso a produtos eróticos ou pornográficos. Embora o sexo entre casados não seja proibido, mas até um dever dos cônjuges, naturalmente os ambientes mencionados são repletos de pecado e destinados ao pecado, não podendo, pois, uma atividade sexual santa se desenvolver em meio a tais cenários – Fp. 4:8; I Co.6:9-11.

- O que de diferente haverá em tais locais do que no leito conjugal? Ora, a prática de ações e atitudes que são exercidas por pessoas que não conhecem a Deus, a ruptura do casal com a santificação e honra que devem nortear o relacionamento íntimo do casal. Tem-se nada mais, nada menos que a busca da “paixão da concupiscência” que o apóstolo Paulo diz que devemos evitar (I Ts.4:5). Não fomos chamados para a imundícia, mas para a santificação (I Ts.4:7).

III - O SEXO FORA DO CASAMENTO É PECADO

- Como já se disse, o sexo foi estabelecido por Deus mas tem momento certo para ser exercido: o casamento. Ao contrário do que tem defendido o mundo imerso no pecado, onde a erotização tem sido uma constante e tem atacado não mais os adolescentes, apenas, mas as próprias crianças (como estão a mostrar, cada vez mais, os desenhos animados ou a programação dos meios de comunicação voltada para o público infantil), a atividade sexual não é algo que deva ser desenvolvido sem qualquer critério ou a qualquer momento. 

- Esta tem sido uma das maiores armas de Satanás nos nossos dias e as consequências têm sido nefastas, a ponto de a idade da primeira gravidez estar, no Brasil, por volta dos 13(treze) anos. Somente no casamento se pode praticar o sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não esta. É com tristeza, aliás, que vemos, cada vez mais, uma tolerância de muitos na igreja com relação a este princípio bíblico, permitindo-se o sexo antes do casamento entre “pessoas já comprometidas”, como se isto fosse possível. Cuidado, Jesus nos disse que nosso falar deve ser sim, sim, não, não e o que sai disto é de procedência maligna ! (Mt.5: 37).

OBS: Para não se dizer que o tema da erotização infantil é uma implicância dos evangélicos contra a mídia, vejamos um texto publicado cera feita num jornal secular da cidade paulista de Salto: "...Atualmente, os programas de televisão, inclusive os infantis, estão se excedendo, sempre na procura de maior audiência e mais lucros, dentro do 'Panorama' capitalista norte-americanizado e 'demoniocrático' em que vivemos, pois transmitem uma excessiva valorização da vaidade e do corpo, exibindo crianças que imitam comportamentos adultos e que, através da dança, assumem gestos posturas extremamente sensuais, num preocupante 'Panorama' em cada lar. Além disso, transmitem uma imagem caricatural da mulher...

O Resultado são as imagens estereotipadas, nas quais a mulher ressurge como um objeto de consumo ou de apelo sexual. Resultado disso é que a criança começa a incorporar uma atitude abertamente sedutora, atraindo ataques sexuais de mentes menos esclarecidas, tornando meninas grávidas antes do tempo, dando às crianças um comportamento de adulto. Ela perde muito de sua espontaneidade, naturalidade e, principalmente, de sua ingenuidade...Crianças não têm a malícia nem o desencanto dos adultos, assim como não têm uma sexualidade amadurecida ou já conflitiva. 
Portanto, não precisam imitar o comportamento típico dos adultos...Cabe aos pais a tarefa de preservar os valores humanos, procurando sempre valorizar o amadurecimento emocional de seus filhos, colaborando para que desenvolvam uma atitude crítica em relação ao aprendizado e ao entretenimento que os meios de comunicação oferecem. 

A erotização precoce quebra o brilho e o encanto juvenil...Fora a participação direta de erotização, ou seja, tomando parte nas realizações, existe a parte indireta, ou seja, como simples telespectadora em casa e a péssima programação da nossa televisão é uma exemplar péssima professora, de filme às novelas e programas populares de auditório, pois leva a criança a encarar com naturalidade em pouco tempo a violência, o sexo indiscriminado, a vida marginalizada, que passam a fazer parte de toda a sua pureza e inocência, livres em nossas casas via televisão...Por falar nisso tudo, há quanto tempo o caro leitor ou leitora não olha numa rua qualquer, meninas brincando de roda e meninos de mãe da rua ? Ciranda, cirandinha...Vamos todos 'cirandar' se o 'Panorama' seguir tal como está." (CIACCIO, Otto Mazzei. Os riscos da erotização infantil. Taperá, Salto/SP, Panorama, Geral, 08 jun. .2002, p.4)

- A fornicação é a manutenção de relações sexuais entre pessoas não casadas. Ao contrário do que 
determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais, deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na sociedade por ela influenciada. Entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At.15:29; Ef.5:5; I Tm.1:10; Hb.12:16; Ap.21:8). 

- Portanto, orientemos os jovens, os adolescentes e as crianças para que se mantenham puros e virgens até o casamento. Isto exige, naturalmente, que o tema seja tratado pelos pais com os filhos e pela igreja com seus membros. O que ocorre, lamentavelmente, é que há um verdadeiro tabu nas igrejas e nos lares, não se comentando o assunto com nossos jovens, crianças e adolescentes, que acabam recebendo tão somente as informações e ensinamentos deturpados da mídia e dos valores éticos mundanos, tendo como resultado a sua erotização precoce e a inexorável queda no pecado de grande parte de nossa juventude e adolescência. 

É preciso que haja ensino para que não haja perdição na casa do Senhor (Os.3:6; I Tm.4:11; II Tm.3:14-17).- A sexualidade deve ser ensinada nos lares, como tudo que concerne à educação cristã, como estudado na lição anterior. Não se pode admitir que os pais tenham “vergonha” de tratar este assunto com os seus filhos, até porque a mídia e as escolas têm tratado da questão de forma antibíblica. É imperioso que a “educação sexual” se dê em casa, para que os valores e princípios bíblicos prevaleçam na formação do caráter de nossas crianças e adolescentes.

- Neste ponto, aliás, a igreja deve exercer um papel importante, não só orientando os pais como devem tratar este assunto com seus filhos, mas também fazendo um tratamento preventivo e curativo, a fim de extirpar das mentes de nossas crianças, adolescentes e jovens o “veneno da panela” que é ministrado nas escolas, que, lamentavelmente, se tornaram verdadeiras “universidades de promiscuidade”, como estão a revelar as iniciativas governamentais nesta área (“kit gay”, distribuição de camisinhas nas escolas, material didático inapropriado e, não raras vezes, pornográfico etc. etc. etc.). 

- Boa parte desta promiscuidade é incentivada, em nossos dias, pelo movimento homossexual, que, com seu poderoso “lobby”, tem conseguido disseminar entre crianças, adolescentes e jovens, ainda imaturos sexualmente, a prática do homossexualismo, o que tem atingido não poucos filhos de servos de Deus. Urge que estanquemos este processo sórdido que tem levado nossos filhos à perdição!

- Nos dias em que vivemos, família e igreja precisam se unir para impedir que a mentalidade perversa e promíscua que vigora no mundo venha a ser adotada por nossas crianças, jovens e adolescentes, com consequências terríveis para o futuro de nossos filhos no seu relacionamento com Deus. Façamos reuniões com pais e filhos a fim de ensinar e instruir como deve se dar a sexualidade segundo a vontade do Senhor, segundo a Sua Palavra.

- A pornografia e a pornofonia são outras manifestações da sexolatria vigente nos dias de hoje, uma 
verdadeira distorção do propósito divino do sexo. As pessoas são transformadas em mero objeto da satisfação egoística do instinto sexual do semelhante, em instrumento da perdição dos demais. A transformação do ser humano (principalmente a mulher) em simples mercadoria é uma característica típica da manifestação do espírito do Anticristo (Ap.18:10-16). O verdadeiro servo de Deus deve fugir destas situações embaraçosas e pecaminosas, lutando para a santificação de suas mentes e olhos, pois é através delas que o inimigo tem conseguido levar muitos para a promiscuidade e prostituição – Jó 31:1; Mt.5:29,30; Hb.12:1,2.

- Nos seus ardis, o inimigo de nossas almas trouxe mais uma mentira, qual seja, a de que a pornografia e a pornofonia seriam aceitáveis desde que praticadas pelos cônjuges, como “estimulante” para as relações sexuais. Nada mais falso, porém!

- Consoante vemos nas Escrituras, a atividade sexual deve ser exercida com o “vaso em santificação e honra, não na paixão da concupiscência” (I Ts.2:4,5). Destarte, como poderemos despertar a lascívia, a impureza sexual, para incentivar o relacionamento conjugal? Como podemos comprometer nossa santidade? À evidência, trata-se de algo incongruente e que não pode ser utilizado pelos que servem genuína e autenticamente ao Senhor.

- Quando não atentamos para o modelo bíblico da sexualidade, estamos desprezando o próprio Deus, pois Ele é o autor da sexualidade humana. Uma inobservância do regramento bíblico do sexo é uma atitude de rebeldia contra o próprio Deus (I Ts.4:8; Hb.13:4).

- A perversão sexual, a prática do sexo fora dos parâmetros bíblicos é uma atitude de rebeldia contra Deus e, por isso mesmo, é o próprio Deus quem se encarrega de lançar o juízo sobre os que Lhe desobedecessem neste aspecto de nossas vidas.

- Em toda a história humana, temos visto que a aplicação do juízo divino sobre uma determinada geração ou civilização está umbilicalmente ligada à perversão ocorrida em termos de sexualidade, pois este é um aspecto que revela, de forma nítida, a rebeldia contra Deus por parte dos seres humanos.

- O apóstolo Paulo, ao falar da corrupção geral do gênero humano, foi bem claro ao mostrar que a perversão sexual está relacionada com a rejeição de Deus. Por causa da rejeição ao Senhor e da adoção da idolatria, Deus entrega os homens às “concupiscências de seus corações” e o resultado disto e a “desonra de seus corpos entre si” (Rm.1:23-25), ou seja, ao início do sexo desregrado que, em seguida, degenera no “sexo antinatural” (Rm.1:26), quando o Senhor entrega os desobedientes a “paixões infames”, sexo antinatural que desemboca no homossexualismo (Rm.’:27,28), quando, então, nasce nos corações dos ímpios o que o apóstolo denominou de “sentimento perverso”.

- Esta atuação divina de juízo se verifica em várias passagens da história humana. Na Bíblia, vemos o que ocorreu no dilúvio, em Sodoma e Gomorra, como também na destruição tanto dos reinos de Israel como de Judá. Mas, mesmo fora das páginas sagradas, temos observado que toda civilização, quando sucumbe, tinha entre os fatores que levaram à sua derrocada a extrema imoralidade sexual. E não será diferente com a nossa atual civilização, neste últimos dias da dispensação da graça, que sofrerá o duro juízo da Grande Tribulação, entre outras coisas, por causa da disseminação da imoralidade sexual (Ap.9:21).

- Trata-se de algo seríssimo e que deve ser levado em conta pelos que cristãos se dizem ser. Temos o Espírito Santo em nossas vidas e Ele nos leva a glorificar ao Senhor (Jo.16:14), não a desprezá-l’O (I Ts.4:8). 

- Desta maneira, quando observamos um comportamento sexual desordenado, carnal, estamos diante de uma demonstração de que a pessoa não tem mais o Espírito Santo, está a se afastar perigosamente d’Ele. Por isso, Judas, o irmão do Senhor, afirmou que os que não têm o Espírito, são “sensuais” (Jd.19). A “sensualidade” exacerbada característica de nossos dias, inclusive no que concerne ao próprio vestuário, é uma comprovação de que muitos têm entristecido o Espírito Santo e estão a se afastar d’Ele de forma comprometedora à sua salvação.

- A sexualidade não é um fim em si mesma. É dirigida ao cumprimento dos propósitos estabelecidos por Deus ao homem, tem como finalidade a complementação entre homem e mulher na formação da família e tais objetivos jamais devem ser esquecidos por parte dos cônjuges.

- Uma vida espiritual sadia e santa fará com que os cônjuges venham a ter, também, uma sexualidade sadia, pois a atividade sexual tem seu lado sagrado, na medida que é a partir de seu exercício que marido e mulher colaboram com o Senhor para um dos mais sublimes atos que existe que é o de geração da vida.

- Não é coincidência portanto, que a degeneração sexual leve, em seu estágio mais pútrido, à própria adoração a Satanás, pois, é sabido, o satanismo, em suas várias manifestações, sempre recorre a práticas sexuais sórdidas e animalescas, revelando bem aonde o inimigo de nossas almas pretende levar o ser humano em sua apologia do sexo desregrado e antibíblico. A ideia do “amor livre” é ínsita à doutrina satanista.

- O leito conjugal deve ser sem mácula (Hb.13:4) e isto não somente abrange a fidelidade conjugal, mas, também, a prática de uma sexualidade altruísta, natural e santa. Que Deus nos guarde da onda da corrupção moral degenerada de nossos dias, dias de Noé (Mt.24:37; Lc.17:26) e dias de Ló (Lc.17:28), a fim de que possamos agradar a Deus, cumprir o propósito que ele nos estabeleceu e, assim, adentrarmos na cidade celeste naquele dia.

Colaboração escrita e em vídeo aula para o site Pecador Confesso - Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco





Lição 9 - A Família e a Sexualidade - I - A Educação Sexual e a Moral Relativista


“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêm e a os criou” (Gn 1.27).


Há uma deseducação sexual de caráter relativista imposta aos alunos, em todos os níveis, em escolas públicas e particulares. No século passado e, principalmente, no século atual, o mundo tem se tornado “sexo-cêntrico”. A partir da visão freudiana, tudo, na vida, tem motivação sexual. Certamente, essa é uma visão materialista e reducionista do que significa a sexualidade humana. O sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano.

No entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados de modo irresponsável. No tempo presente, na era da pós-modernidade, há uma exacerbada valorização da sexualidade, que ultrapassa tudo o que se poderia esperar de um ser racional. Homens e mulheres comportam-se de maneira liberalista e, às vezes, até de maneira animalesca, no exercício da sexualidade.

Neste estudo, pretendemos abordar uma análise objetiva do tema, sem a pretensão de esgotá-lo, tomando por base os princípios éticos, emanados da palavra de Deus. Esses princípios são bem definidos, em todos os aspectos. Com relação à sexualidade, a Bíblia tem normas, regras e ensinos, que são considerados como verdadeiros artigos de fé, e merecem ser respeitados por todos aqueles que dão valor à Palavra de Deus. Em termos de ética, de moral e de conduta, Deus é um Deus de santidade. Diz a Bíblia: “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). 

E um desafio enorme para o cristão ser santo “em toda a maneira de viver”. Ser santo é ser separado do pecado, do mundo que “jaz no maligno” e viver de acordo com os princípios imutáveis ditados por Jesus Cristo. Esses princípios assumem caráter absoluto. Jesus disse, certa vez: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.30). Jesus não admite meio termo. Ou se está do seu lado ou contra ele. Ou se ajunta com ele, ou se espalha sem ele. Em termos éticos, não há lugar para o relativismo no meio cristão. 

O que significa essa inversão de valores tão acentuada, que domina a mentalidade do homem pós-moderno? Não é nenhuma novidade. O profeta Isaías, séculos antes de Cristo, já reverberava: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20). Era a antevisão do relativismo exacerbado, que haveria de dominar a mente dos homens sem Deus. O que é errado aos olhos de Deus é visto como certo. O que Deus considera virtude, o mundo materialista considerada retrocesso.

I - CONCEITOS IMPORTANTES

1. O que é sexo 

De acordo com o dicionário, sexo é a “Conformação particular que distingue o macho da fêmea, nos animais e nos vegetais, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas” (grifo nosso).1 Pode ser entendido no sentido figurado, confundindo-se com sensualidade ou sexualidade, no sentido mais amplo; também pode significar “os órgãos genitais externos”, na linguagem mais comum. 

À luz da Bíblia, sexo são as características internas e externas, que identificam e diferenciam o homem da mulher, ou, do “macho e da fêmea”, como diz dicionário. Diz a palavra de Deus: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Deus fez “o homem” (ser humano), de modo bem claro, com a conformação heterossexual. 

2. O que é sexualidade

Numa definição do léxico, lemos que sexualidade é: “1. Qualidade do sexual. 2. O conjunto dos fenômenos da vida sexual”.2 A visão moderna de sexualidade insere-se no contexto do relativismo e do hedonismo. Num artigo, na web, lemos: “O termo “sexualidade” nos remete a um universo onde tudo é relativo, pessoal e muitas vez es paradoxal. Pode-se dizer que é o traço mais íntimo do ser humano e, como tal, se manifesta diferentemente em cada indivíduo de acordo com a realidade e as experiências vivenciadas pelo mesmo”.3

II - A MORAL SEXUAL NA BÍBLIA

1. O princípio da heterossexualidade

O texto bíblico do Gênesis nos informa sobre a criação do ser humano que o Criador projetou, em sua mente divina, um ser para governar a Terra, com estrutura mental e física, que se complementasse com outro, de sexo oposto (Gn 1.26,27). 

E interessante como Satanás engana as pessoas, fazendo-as acreditar que a homossexualidade é algo normal, que não afronta a vontade de Deus. Nas paradas gays os ativistas e promotores desses eventos que defendem o que Deus condena, usam até a Palavra de Deus como argumento para justificar sua conduta imoral. Se Deus quisesse a união entre um homem e outro homem, ou entre uma mulher e outra mulher, em sua soberania, teria criado dois seres do mesmo sexo e os unido, inclusive para a procriação por alguma forma, por ele planejada. Mas não o fez. Fez um “macho” e uma “fêmea”, ambos portadores da “imago dei”, ou imagem de Deus. 

2. O primeiro casamento 

Foi único em sua organização, em sua natureza, e no seu ambiente. Após a criação de Eva, Deus despertou Adão de seu sono anestésico, e apresentou-lhe aquela que seria a sua companheira, na jornada da vida (Gn 2.22-24). No primeiro casamento, não vemos a menor ideia que sugira nem de longe a homoafetividade, ou a homossexualidade. Deus “formou uma mulher” da costela de Adão; este, após contemplar a beleza de sua companheira, disse: “esta será chamada varoa”. No texto, vemos Deus prevendo a união, “uma só carne”, após o homem sair de seu lar, da companhia de “seu pai” e de “sua mãe”. 

O casamento monogâmico foi o desiderato de Deus. A bigamia e a poligamia não estavam em seus planos. Ele as permitiu por razões que não são explicadas na Bíblia. Pode-se entender que, por causa do pecado, haveria necessidade de apressar o povoamento da terra, ou por outros motivos, fruto de sua longanimidade. E essa monogamia só foi determinada para a união legítima, legal e santificada, entre homem e mulher. Jamais Deus admitiria uma “união estável”, homossexual, pois a esse tipo de união Ele considera, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, como arranjo pecaminoso do mais alto nível, passível de sua condenação. 

III - O VALOR DA PUREZA SEXUAL 

No mundo relativista, a moral é elástica. Não há limites para as práticas pecaminosas. Em primeiro lugar, porque esse mundo é materialista. Jesus disse que “o mundo jaz no maligno”. A maioria das pessoas não crê em Deus, Criador e Legislador do Universo. Em segundo lugar, porque, não crendo nEle, não consideram sua palavra como regra de fé ou de conduta. Nesse contexto, a moral está sujeita às mudanças de valores que ocorrem ao sabor dos acontecimentos, das políticas, dos usos e dos costumes sociais. Na cultura relativista, não há lugar para retidão, pureza ou castidade em matéria de sexo. Tudo vale, desde que alguém entenda que é certo. Na Palavra de Deus, no entanto, os valores morais são muito diferentes. 

1. O valor da virgindade no Antigo Testamento 

O texto de Salmos 119.9-11 é fundamental para a vida do jovem, servo de Deus, em todos os tempos. No Antigo Testamento, a moral era tão rígida, em termos de pureza sexual que, se uma jovem praticasse sexo antes do casamento seria morta. Sua sentença era a pena capital. 

Fornicação era o mesmo que prostituição (Dt 22.20, 21). Na cultura patriarcal, o homem tinha privilégios que não eram desfrutados pela mulher. A moça que fornicava era morta. O homem que fornicasse tinha que casar com a moça (Dt 22.28,29). 

Até os lençóis, manchados de sangue, na primeira relação sexual, na “lua de mel”, eram valorizados. Se algum homem acusasse uma moça, em Israel, difamando-a, com acusação de não ter sido encontrada virgem, e isso fosse apurado, o difamador seria condenado a pagar pesada multa e ainda ter que continuar casado com a moça (Dt 22.13-19). Um sacerdote não podia casar com mulher repudiada ou prostituta. Tinha que casar com uma moça virgem (Lv 21.14). 

2. A importância da virgindade no Novo Testamento

Alguém poderia dizer, sem pensar bem, ou por desconhecimento da Bíblia, que a moral, no Novo Testamento, é menos rígida que na antiga aliança. Seria ledo engano. Jesus Cristo não só cumpriu tudo o que estava previsto na Lei, como trouxe uma forma mais profunda e abrangente, em termos de cumprimento dos preceitos legais. Ele deixou de lado o formalismo e o legalismo, que valorizavam apenas os atos exteriores do comportamento, e se fixou na origem dos pecados, que nascem do interior do ser, do coração, ou da mente corrompida do homem (Mt 15.19). Para Jesus, a pureza tem que ser interior, tem que partir de dentro do coração e aparecer no exterior, como “luz do mundo” (Mt 5.14). Daí, porque ele considera adultério, não só o ato sexual entre pessoas não casadas, mas até mesmo o pensamento lascivo (Mt 5.28). 

Na parábola das Dez Virgens, vemos o Senhor Jesus alertando para a vigilância, quanto à sua vinda, e tomando como exemplo uma cerimônia de casamento de seu tempo, no Oriente. As testemunhas dos noivos teriam que ser virgens. Em Mateus 25, vemos que ele se refere a “dez virgens”, das quais cinco eram prudentes e cinco eram loucas, insensatas ou imprudentes. O noivo haveria de chegar para o momento especial, com sua noiva, e as damas de honra só poderiam entrar para as bodas se estivessem devidamente preparadas. Se as testemunhas tinham que ser virgens, a noiva também teria de sê-lo. Os costumes do AT estavam em pleno vigor, na época de Jesus. 

Doutrinando aos coríntios, sobre a fidelidade que os cristãos devem ter a Cristo, Paulo faz alusão ao valor da virgindade no casamento, ao dizer: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2 — grifo nosso). Assim se expressava o apóstolo, pois essa era a visão que ele tinha, no seu dia a dia. Um homem deveria casar-se com uma virgem.

3. A virgindade nos dias presentes

A igreja cristã deve valorizar a virgindade e preservar os costumes emanados da Palavra de Deus, e de modo bem mais consistente do que os preceitos do Antigo Testamento. Naquele contexto, só quem deveria 

manter-se virgem era a moça. Em Cristo, é diferente. Ele não faz acepção de pessoas. Se a moça deve ser virgem, o rapaz, também. Fomos questionados se um pastor poderia fazer cerimônia de casamento, numa igreja evangélica, se a noiva não fosse mais virgem. Imediatamente, indagamos: E o noivo? Se ele não for mais virgem? O pastor deve realizar a cerimônia? Por que exigir a virgindade apenas da noiva? O interlocutor ficou calado. E respondemos: Se exigimos a virgindade da jovem, devemos exigi-la do noivo. Do contrário, seremos vistos por Deus como hipócritas e discriminadores. 

Devem-se ter alguns cuidados quanto a esse assunto. Há casos em que adolescentes ou moças jovens vêm para a igreja, oriundas da vida mundana, ou de religiões não cristãs, e não são virgens, assim como rapazes na mesma situação. Eles devem ser recebidos como novas criaturas, e participarem de todas as atividades da igreja,pelo fato de terem-se convertido à fé cristã. Diz Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). 

Outro aspecto importante é a natureza da virgindade em si. Há quem só se preocupe com a virgindade anatômica, aquela em que a moça não é mais virgem pelo fato de ter tido o rompimento do hímen. Mas existem jovens que continuam intactas, anatomicamente, mas não têm mais a virgindade moral. Praticam atos sexuais aparentes, sem penetração, e toda a sorte de carícias ilícitas para uma jovem ou para um jovem cristão. São pessoas que estão fornicando, mas entendem que são virgens. Diante de Deus, a virgindade tem que ser, antes de tudo, espiritual. Depois, precisa ser real, tanto física como moralmente. 

IV - A PEDOFILIA 

A palavra é enganosamente perigosa em si mesma. Etimologicamente, vem do grego, de. paidos (criança) ephilos (amigo), o que deveria significar “amizade a crianças”. O pedófilo seria um “amigo de crianças”. Mas, na prática, a pedofilia é um dos mais terríveis crimes que alguém pode cometer contra um ser humano. A Organização de Saúde define pedofilia como sendo “a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade. A psicanálise encara a pedofilia como uma perversão sexual”.4 

O pedófilo é uma pessoa de personalidade fraca. Um derrotado em sua psique, que tem medo da resistência de um parceiro de sua idade ou de seu porte físico. Se ele ataca meninos, é porque têm medo procurar homens adultos; se ataca meninas, é porque têm medo de se relacionar com mulheres jovens ou adultas, temendo o poder delas sobre sua condição de indivíduo que desmoraliza a si mesmo. Trata-se de parafilia, ou um distúrbio psíquico, que leva o indivíduo a práticas sexuais perversas contra crianças indefesas ou vulneráveis. 

Pedofilia é a prática de sexo com crianças. E uma demonstração de fraqueza moral de pessoas que têm medo de se relacionar com pessoas adultas, e passam a buscar satisfação sexual com crianças, numa atitude criminosa, prevista como crime na maioria das legislações no mundo. São pessoas portadoras de distúrbios psicológicos, que têm prazer criminoso de divulgar fotos de crianças, com as quais chegam a praticar sexo, ou simplesmente fotos de crianças despidas, para alimentar o desejo mórbido de sua fraqueza moral e mental. Infelizmente, a Internet tem sido grandemente aproveitada para essas atitudes criminosas. Esse é um fenômeno acentuado pela pós-modernidade. 

Em países dos chamados primeiro mundo, há propostas vergonhosas para a legalização da pedofilia. Em 2006, foi proposta a criação do “Partido dos Pedófilos”. “Pedófilos holandeses estão lançando um partido político para pressionar por uma diminuição na idade legal para se manter relações sexuais no país, de dezesseis anos pa ra doze anos. Eles também querem a legalização da pornografia infantil e do sexo com animais. O partido Caridade, Liberdade e Diversidade (NVD, na sigla em holandês) disse, em sua página na Internet, que seria oficialmente registrado na quarta-feira, prometendo: “Vamos sacudir Haia!”. A legenda quer diminuir a idade legal para relações sexuais para os doze anos e, eventualmente, derrubar completamente o limite”.5 

Percebe-se que, no Brasil, o projeto do Novo Código Penal preconiza, de igual modo, a diminuição da idade legal para se manter relações sexuais, de dezesseis para doze anos. Imagine-se uma criança de 12 anos, muitas das quais não têm a idade mental correspondente à idade cronológica, fazendo sexo com adultos. Certamente, é um incentivo à pedofilia no País. São homens assim, que usam seus conhecimentos ditos científicos, que se colocam, consciente ou inconscientemente como verdadeiros agentes a serviço do diabo. 

Segundo a Wikipédia, o famigerado partido foi oficialmente criado em 31 de maio de 2006.6 “O Partido Caridade, Liberdade e Diversidade (NVD, na sigla em holandês) não teve dificuldade para se instalar. Um tribunal de Haia assim se pronunciou: “não pode ser proibido, já que tem o mesmo direito de existir que qualquer outro grupo”.7 Quando a Lei é usada como instrumento da maldade humana, não se pode esperar que haja ética ou respeito a qualquer princípio. 

O ensaio da perversa ideia chegou a ser muito bem entendido pelos ilustres juristas holandeses: “Um tribunal de Haia chumbou, ontem, um requerimento que pretendia que a Justiça holandesa proibisse um grupo criado por três pedófilos de fundarem um partido político. “A liberdade de expressão, incluindo a liberdade de se criar um partido político, é visto como a base de uma sociedade democrática”, afirmou o juiz HFM Hofhuis num acórdão citado pela Associated Press e onde diz que o PNVD, iniciais que traduzem Amor Fraternal, Liberdade e Diversidade, “não cometeu nenhum crime”. 

Essa vergonhosa ideia, de origem diabólica, foi derrotada, visto que o parlamento holandês não aprovou sua implantação. E, após sua aprovação, a agremiação não teve os votos necessários para participar das eleições. Foi dissolvido em 2010. Mas os interessados nessa monstruosidade não se dão por vencidos. Eles continuam lutando por vê-la vigar, naquele país liberalista da Europa. 

No início de 2010, o mundo foi mais uma vez abalado com as notícias constrangedoras de que altos líderes católicos, na Europa, e no Brasil, envolveram-se com pedofilia. Nos Estados Unidos, segundo notícias, houve mais de 14.000 casos de abuso sexual de crianças por parte de padres e bispos católicos. Também há muitos casos de pastores, que são acusados de práticas de pedofilia. Os cristãos devem denunciar às autoridades esse tipo de site. Diz a palavra de Deus que devemos levar as crianças a Cristo, e não ao crime. “Mas Jesus, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus” (Lc 18.16). 

Segundo pesquisas, “Em aproximadamente 25% dos casos, o pedófilo foi uma criança molestada. O erotismo infantil está ligado à trajetória da humanidade. Em aproximadamente 450 culturas tradicionais, a idade perfeita para contrair matrimônio está entre 12 e 15 anos. Fisiologicamente, quanto mais jovem for a mulher, maiores são as chances de ocorrer uma fecundação bem sucedida. 

De acordo com psicólogos, especialistas em agressão infantil, de Michigan, nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças acontecem na intimidade do lar: pais, padrastos e tios são os principais agressores”.9 Esses dados são comuns à maioria dos países. No Brasil, as vítimas da pedofilia são abusadas por pais, padrastos, parentes, ou vizinhos. Isso é uma das piores facetas da perversão do homem caído, longe de Deus e dominado pelo pecado. As crianças são consideradas, na Bíblia, em alto grau de respeito, afeto e proteção. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que as crianças devem ter o respeito e a consideração de seus discípulos. Quando alguns pais levaram suas crianças para perto de Jesus, os discípulos aborreceram-se com seu barulho o algazarra e sugeriram que eles deveriam ser mandados embora. 

A atitude de Jesus diz tudo o que ele pensa sobre as crianças: “Jesus, porém, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir os pequeninos a mim e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. E tomando-as nos seus braços e impondo-lhes as mãos, as abençoou” (Mc 10.14-16). E terrível quando se sabe que sacerdotes, pastores ou líderes religiosos abusam da boa fé dos pais, e, principalmente da vulnerabilidade de crianças, para delas abusarem, em função de suas perversões. A condenação desses será maior no juízo de Deus. 

Os pais cristãos devem educar seus filhos, prevenindo-os contra os assédios de criminosos, em escolas, na vizinhança, no próprio lar, fora ou dentro das igrejas. Devem ser presentes em todos os momentos da vida dos filhos. Procurando saber o que se passa na escola e em outros lugares. Quem são seus amigos. Observar-se um filho apresenta comportamento estranho, sem querer ir para a escola; se apresenta medo ou desconforto, diante de algum adulto; jamais deixar seus filhos a sós, em casa para que não sejam vítimas de parentes ou vizinhos pedófilos. Os filhos são “herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão” (SI 127.3). 

Recentemente, uma criança de quatro anos desapareceu, em meio a uma reunião, em uma grande igreja evangélica. Os pais ficaram aflitos, e a criança só apareceu, por misericórdia de Deus, viva e sã, dias depois. Foram dias de angústia e desespero. A mãe deixou a filha à vontade durante o culto. Isso é atitude perigosa. As crianças pequeninas devem estar junto aos pais, no culto, ou em atividade apropriada, na igreja local, sob a responsabilidade de pessoas adultas, credenciadas para essa missão.

V - A SANTIDADE DO ESPÍRITO, DA ALMA E DO CORPO

Neste aspecto, temos em vista a santidade integral do ser humano, como requisito indispensável para a comunhão com Deus, no mistério da salvação, bem como para sua ida aos céus, no término de sua existência terrena. Alguns conceitos são necessários para o entendimento desse tópico, com vistas à moralidade que se baseia na Bíblia Sagrada. 

1. O que é ser santo 

A etimologia da palavra santo nos mostra que ela vem do latim, sanctu, que, originalmente, queria dizer aquele ou aquilo que “era estabelecido segundo a lei”', passando a ter o significado daquilo ou daquele “que se tornou sagrado”. A palavra “santo” tem sua aplicação mais elevada e original em Deus: “Não há santo como o Senhor” (1 Sm 2.2). Isaías contemplou a santidade de Deus, exclamando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos...” (Is 6.3). 

A igreja Católica mistificou o sentido da palavra, só considerando santo o indivíduo canonizado, pela vida de sofrimento, pela realização de algum milagre, etc. Biblicamente, a palavra santo quer dizer aquele que, em tudo na vida, é consagrado para Deus (Ver 1 Pe 1.15). O Novo Testamento refere-se a santos em vida, servindo ao Senhor, em diversos lugares (Fp 4.21,22; Rm 15.25; 16.2; 1 Co 16.1; Hb 6.10; 13.24). 

O cristão tem que ser santo em casa, na rua, no trabalho, na igreja, no namoro, no noivado, no casamento, no relacionamento sexual e em todos os aspectos da vida.

2. A santidade

Santidade é um estado de espírito, a qualidade daquele que é santo. A santidade permeia todas as páginas da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. E uma das mensagens principais, transmitidas por Deus a seus filhos (1 Cr 23.13; SI 29.2; SI 93.5). Se entendemos que santidade quer dizer separação do que é sagrado daquilo que é profano, precisamos zelar por tudo o que ocorre no âmbito do ambiente da igreja local, seja na pregação, no púlpito; seja na adoração, na liturgia, no louvor, nos usos e costumes, na vida moral e social da parcela do rebanho de Deus que nos foi confiada. Na Antiga Aliança, o crente comum não podia chegar ao Lugar Santo e muito menos ao Lúgar Santo dos Santos.

3. A santificação 

Enquanto a santidade é um estado, a santificação é um processo. E processo pelo qual uma pessoa torna-se santa, e persevera em santidade. Essa santificação, na vida do salvo, tem três estágios. Primeiro, vem a santificação inicial, quando ele aceita a Cristo. Segundo, vem a santificação progressiva, contínua, diária, até à morte, ou à vinda de Jesus. Em terceiro lugar, a santificação final, que equivale à glorificação, que só ocorrerá, na ressurreição dos salvos, ou no seu arrebatamento. 

No Novo Testamento, é enfatizada a santificação, mais do que a santidade. Sem santificação ninguém verá a Deus (Hb 12.14). Enquanto a santidade é um estado a ser buscado, a santificação é a prática da separação, o meio para a consagração a Deus. O servo de Deus, incumbido da liderança de sua igreja precisa ser homem separado do mal, do pecado, do mundo, para exercer sua sublime missão de levar almas a Cristo, pela mensagem do evangelho. O membro ou congregado precisa ter a consciência da santificação. Alguém, sem fundamento bíblico, ensina que Deus não se importa com o que o casal pratica, em termos de sexo. Mas a palavra de Deus exige santificação em tudo. 

4. A santificação exige consagração 

No Novo Testamento, a palavra “santo”, no grego, é hagios, com sentido semelhante ao da língua hebraica; o termo grego hagiasmós denota separação daquilo que pertence à esfera sagrada, das coisas profanas. No que respeita à sexualidade, o cristão deve ser santo, assim como em todas as áreas da vida. Diz Pedro: “...mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). Ser santo em tudo exige que a santificação seja levada a efeito de modo diuturno, contínuo, sistemático, em todas as áreas da vida.

5. A santificação tem que ser integral

Com sua estrutura tricotômica, formada pelo espírito, a alma e o corpo, o ser humano precisa de santificação plena. Diz Paulo: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). O “homem interior”, formado pelo espírito e pela alma, constituí a parte imaterial, intangível, que se relaciona com Deus, no plano espiritual. O corpo é o que se chama de “homem exterior”, que é o corpo físico. No que tange à moral da Bíblia, a sexualidade tem que se subordinar a princípios elevados e sublimes. O corpo é templo do Espírito Santo e propriedade de Deus (cf. 1 Co 6.19,20).9 Pedofilia. http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm. Acesso em 27/06/2012. 

1 Dicionário Aurélio, p. 1296.
2 Dicionário Aurélio, p. 1297.
3 O que é sexualidade. Cíntia Fávero. Disponível em http://www.infoescola.com/sexualidade/oque-e-sexualidade/. Acesso em 11/05/2012.
4 Pedofilia. http://www.brasilescola.com/sociologia/pedofilia.htm. Acesso em 27/06/2012.
5 Disponível em: http://noticias.terra.com.br/popular/intema/0„OI1027786-EI1141,00.html. Acesso em 29/09/2012.
6 Disponível em: http://pt.wikipedia.org/ wiki/ Partido_da_Caridade ,_da_Liberdade _e_da_ Diversidade. Acesso em 29/09/2012.
7 Disponível em: http://ipco.org.br/home/noticias/. Acesso em 29/09/2012.
8 Disponível em: http://www.jn.pt/paginainicial/intcrior.aspx?eontent_id=560634. Acesso em 29/09/2012.

http://www.renatobromochenkel.com.br/


Lição 9 – A Família e a Sexualidade



Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.

Lição 9 – A Família e a Sexualidade
2 de junho de 2013

TEXTO ÁUREO
“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). As Escrituras ensinam que Deus fez o homem e a mulher à sua própria imagem, assim de que os seres humanos são semelhantes a Deus, como nenhuma outra criatura terrena é. A dignidade especial dos seres humanos está no fato de, como homens e mulheres, poderem refletir e reproduzir, dentro de sua própria condição de criaturas, os santos caminhos de Deus. Os seres humanos foram criados com esse propósito e, num sentido, somos verdadeiros seres humanos na medida em que cumprimos esse propósito.

VERDADE PRÁTICA
Apesar da grotesca e abominável exploração sexual que vitima o mundo atual, não podemos esquecer-nos dos princípios bíblicos que regem o relacionamento entre os sexos.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Tessalonicenses 4.3-5; 5.23; 1 Pedro 1.14-16.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• Identificar algumas questões importantes sobre a sexualidade;
• Reconhecer o valor da pureza sexual antes do casamento; e
• Compreender o que a Bíblia ensina sobre a homossexualidade.

PALAVRA-CHAVE
Sexualidade: - subst. f. Comportamentos ligados à união entre homens e mulheres. (http://www.lexico.pt/sexualidade/); A atração que o homem sente pela mulher e vice-versa (http://www.dicionarioinformal.com.br/sexualidade/). O conjunto dos fenômenos da vida sexual; qualidade sexual; sexo.
COMENTÁRIO

introdução

A cultura judaico-cristã Legou à humanidade um padrão moral e ético elevado, no entanto, vivemos dias em que esta mesma humanidade busca ardorosamente libertar-se do jugo ético e moral judaico-cristão para entregar-se à uma ética e moral relativizada e muito abaixo daquela estabelecida na Bíblia Sagrada. Embora vivessem numa sociedade onde o pecado sexual era comum e aceitável, os apóstolos não transigiam com a verdade e a santidade de Deus. Não rebaixaram os padrões morais para acomodá-los às ideias e tendências daquela sociedade. Sempre que se deparavam com baixo padrões morais em alguma igreja (Ap 2.14,15,20), repreendiam-na e procuravam corrigi-la. Deus determina para todos os crentes normas elevadas de pureza e santidade concernentes a assuntos sexuais. A oração final de Paulo em favor dos crentes tessalonicenses é que sejam santificados. Essa deve ser nossa oração. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. QUESTÕES SOBRE A SEXUALIDADE
1. Um mundo dominado pelo erotismo. É comum a sociedade exaltar o pecado, chamando a depravação de força varonil, de virtude autêntica e de liberdade elogiável. Ao mesmo tempo a sociedade opõe-se à retidão, tachando-a de maléfica. Dois exemplos conhecidos, a respeito do assunto em pauta. A perversão sexual (isto é, do homossexualismo e do lesbianismo), a sociedade considera um modo de vida alternativo legítimo, que deve ter aceitação pública, enquanto os que condenam tal conduta, por observarem as normas bíblicas da moralidade sexual são chamados de intolerantes e defensores de um preconceito opressor. Os defensores do aborto, a sociedade os chama de pessoas sensíveis, dedicadas com afinco aos direitos da mulher, ao passo que os defensores da vida, a mesma sociedade os chama de extremistas ou fanáticos religiosos. Quanto ao crente, este deve, em todo tempo, manter-se fielmente e de todo coração, dentro dos padrões divinos do bem e do mal, conforme nos revela a Palavra de Deus escrita. Precisamos, a exemplo do Salmista, repudiar fortemente os feitos iníquos, não tolerá-los em nossa presença; assim, estaremos procurando seguir o exemplo de Deus, que não tolera um pecador sem arrependimento em sua presença.
2. Fornicação é pecado. Temos ciência de que aqueles que experimentam o sexo fora dos padrões de Deus obtém prazer e também têm filhos, pois essas duas manifestações da bênção de Deus para o sexo não são revogadas. Entretanto, o sexo irresponsável traz consequências para o homem e a mulher, como filhos não planejados e não reconhecidos, mães assumindo lares sozinhas, doenças sexualmente transmissíveis, memórias contaminadas pelo desprezo e pelo abandono, etc. Desde o princípio, Deus estabeleceu o casamento e a família que dele surge, como a primeira e a mais importante instituição humana na terra (Gn 2.24). A prescrição divina para o casamento é um só homem e uma só mulher, os quais tornam-se uma só carne (isto é, unidos em corpo e alma). Este ensino divino exclui o adultério, a poligamia, a homossexualidade, a fornicação e o divórcio (Mc 10.7-9; Mt 19.9). DEUS tem elevados padrões para seu povo, quanto ao casamento e à sexualidade (Hb 13.4). A Bíblia diz em Provérbios 5:18-19 “Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua mocidade. Como corça amorosa, e graciosa cabra montês saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê encantado perpetuamente”. A Bíblia diz em 1 Coríntios 6:18 “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”.
3. Prazer no casamento. Pessoas mal resolvidas na sua sexualidade podem ter sérios problemas conjugais. É importante desconstruir a ideia de que o sexo é pecaminoso. Os cristãos devem entender que o sexo no âmbito do casamento expressa a vontade de Deus para um matrimônio feliz. Em Provérbios 5.18-23, é traçado um belo paralelo entre matar a sede com água limpa e fresca e a satisfação da sede sexual do casal com a intimidade sexual regular e estimulante no casamento. Esse texto indica que o relacionamento sexual deve proporcionar grande prazer aos parceiros. A esposa é descrita como terna, atraente, amorosa e satisfatória. O ponto de vista de Deus quanto ao relacionamento sexual no casamento é o de uma parceria amorosa, inebriante, erótica e estimulante. Esse relacionamento é o meio mais eficiente de se prevenir contra a infidelidade.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
Vivemos numa sociedade dominada pelo erotismo e pela sexualidade distorcida que nada tem com a ética cristã.

II. O VALOR DA PUREZA SEXUAL ANTES DO CASAMENTO
1. No Antigo Testamento. No hebraico: betûlãh, significando moça solteira, virgem; e ‘almãh: virgem, moça. Caso fosse descoberto que uma moça não era virgem antes do casamento, ela seria apedrejada até a morte (Dt 22.20,21). Foi o próprio Deus quem, no início, disse: “.. Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjuntora que esteja como diante dele” (Gn 2.18). O Criador, em sua bondade e sabedoria, viu que o homem carecia de uma companheira para todos os momentos, e criou a mulher. Isto visava, também, a preservação da pureza da sexualidade entre o casal (veja: Pv 5.17-19; 1 Co 7.2; Hb 13.4). O plano de Deus é que um homem e uma mulher, unidos legitimamente, desfrutem do sexo. Um texto bíblico, talvez o mais lembrado quando se trata de pureza tanto moral como espiritual, é Salmo 119.9, que assim diz: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”. A Nova Versão Internacional da Bíblia Sagrada apresenta o mesmo texto da seguinte forma: “Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra”. “Como podem os jovens, cheios das chamas da juventude e sempre tentados a experimentar coisas novas, com frequência pecaminosas, manter- se puros? Muitos jovens não são pecadores endurecidos, mas tradicionalmente enfrentam problemas de pureza da vida, porquanto se inclinam a fazer experiências, em parte movidos pela curiosidade, em parte por suas corrupções interiores [...]. O salmista encontrou a resposta para o seu problema na LEI DE DEUS”. (adaptado de: Russell Norman Champlin; Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo; Editora Hagnos; pág.2433-2434.). Alguém disse e escreveu certa vez que: “As concupiscências dos jovens são naturalmente fortes e inclinam por contaminar a alma”. E citou Provérbios 1.4; 20.11. A Bíblia ensina em 1 Timóteo 4.12, especialmente aos jovens, o seguinte: “Ninguém despreze a tua mocidade; mas SÊ O EXEMPLO DOS FIÉIS, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza”. “O texto de Salmos 119.9-11 é fundamental para a vida do jovem, servo de Deus, em todos os tempos. No Antigo Testamento, a moral era tão rígida, em termos de pureza sexual que, se uma jovem praticasse sexo antes do casamento seria morta (Dt 22.20,21). Sua sentença era a pena capital. Fornicação era o mesmo que prostituição (Dt 22.20, 21). Na cultura patriarcal (no tempo de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, etc...), o homem tinha privilégios que não eram desfrutados pela mulher. A moça que fornicava era morta. O homem que fornicasse tinha que casar com a moça (Dt 22.28,29). [...]. Um sacerdote não podia casar com mulher repudiada ou prostituta. Tinha que casar com uma moça virgem (Lv 21.13,14)” (Elinaldo Renovato de Lima; A família cristã e os ataques do inimigo; Editora CPAD; pág.104-105.).
2. No Novo Testamento. A virgindade, do grego parthenia, cognato de parthenos –usado em 1Co 7.36-38 acerca das filhas virgens, que quase certamente formava uma das questões sobre a qual a igreja em Corinto pediu instruções do apóstolo. “Alguém poderia dizer, sem pensar bem, ou por desconhecimento da Bíblia, que a moral, no Novo Testamento, é menos rígida que na antiga aliança. Seria ledo engano. Jesus Cristo não só cumpriu tudo o que estava previsto na Lei, como trouxe uma forma mais profunda e abrangente, em termos de cumprimento dos preceitos legais. Ele deixou de lado o formalismo e o legalismo, que valorizavam apenas os atos exteriores do comportamento, e se fixou na origem dos pecados, que nascem do interior do ser, do coração, ou da mente corrompida do homem (Mt 15.19). Para Jesus, a pureza tem que ser interior, tem que partir de dentro do coração e aparecer no exterior, como “luz do mundo” (Mt 5.14). Daí, porque ele considera adultério, não só o ato sexual entre pessoas não casadas, mas até mesmo o pensamento lascivo (Mt 5.28)” (Elinaldo Renovato de Lima; A família cristã e os ataques do inimigo; Editora CPAD; pág.105.). Um texto relacionado com o nascimento de Jesus, muito interessante no contexto de nosso assunto aqui: “o valor da pureza sexual”, é Lucas 1.26,27: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”. Virgem significa: “mulher que ainda não teve relações sexuais”, “donzela”. Como bem diz o pastor Elinaldo Renovato: “[...] a pureza sexual em o Novo Testamento é tanto para o homem quanto para a mulher. Ambos devem manter-se castos e virgens até o casamento” [Elinaldo Renovato, Lições Bíblicas, CPAD, 2º trimestre 2013, lição 09, pág.63 (revista do mestre).].

SINOPSE DO TÓPICO (II)
No Antigo e em o Novo Testamento, a pureza sexual de um jovem é exaltada e valorizada.

III. O SEXO QUE A BÍBLIA CONDENA
1. A prática do homossexualismo. A Bíblia declara que o comportamento homossexual é abominação a Deus. Tal perversão do plano de Deus para o casamento (Gn 2.24) mancha a imagem de Deus (Gn 1.27), distorce a intenção do Senhor em fazer do homem e da sua mulher uma só carne e corrompe o nascimento de filhos, podendo acabar com a continuidade das gerações. No Antigo Testamento o comportamento homossexual, que incluía o lesbianismo, era proibido, considerado imundo e punido com a morte (Lv 18.22;20.13). Paulo declara que é um desvio de comportamento, a antítese do plano de Deus, destinado ao julgamento do Senhor (Rm 1.18-32). Deus oferece misericórdia e perdão a qualquer indivíduo que tenha participado desse estilo de vida pecaminoso (1Co 6.9,11), mas atos homossexuais são uma abominação e não são tolerados por um Deus santo. Algumas pessoas têm declarado que o homossexualismo tem raízes em uma modificação genética, mas não há provas substanciais disso. Deus não criaria uma pessoa destinada à condenação (Sl 139; Jo 3.16). Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento eliminam a possibilidade de desculpar o comportamento homossexual por razões biológicas. No Antigo Testamento, o Criador de toda a vida exorta dizendo que uma pessoa que seja pega num ato homossexual não pode culpar o Criador nem ninguém além de si mesma (Lv 20.13). No Novo Testamento, Deus diz que os homossexuais podem mudar e deixar de ser prisioneiros de sua suposta constituição genética (1Co 6.11). Mesmo que um caso de uma provável predisposição genética seja apresentado, isso não retira a responsabilidade moral nem transforma em correto esse comportamento. Toda ação humana está sujeita à vontade do indivíduo. Se você sujeitar sua vontade ao plano de Deus para sua vida, qualquer tipo de comportamento pode ser mudado. O perdão, a graça e a misericórdia de Deus estão sempre disponíveis. [Homossexualidade, Bíblia de Estudo da Mulher. SBB; p. 168]
2. Educando os jovens na Palavra de Deus. Com base na Bíblia Sagrada, ensinemos às nossas crianças, adolescentes e jovens, que a intimidade sexual é limitada ao matrimônio. Somente nesta condição ela é aceita e abençoada por Deus (Gn 2.24; Ct 2.7; 4.12). Mediante o casamento, marido e mulher tornam-se uma só carne, segundo a vontade de Deus. Os prazeres físicos e emocionais normais, decorrentes do relacionamento conjugal fiel, são ordenados por Deus e por Ele honrados. O adultério, a fornicação, o homossexualismo, os desejos impuros e as paixões degradantes são pecados graves aos olhos de Deus por serem transgressões da lei do amor (Êx 20.14) e profanação do relacionamento conjugal. Tais pecados são severamente condenados nas Escrituras (Pv 5.3) e colocam o culpado fora do reino de Deus (Rm 1.24-32; 1Co 6.9,10; Gl 5.19-21). A imoralidade e a impureza sexual não somente incluem o ato sexual ilícito, mas também qualquer prática sexual com outra pessoa que não seja seu cônjuge. Há quem ensine, em nossos dias, que qualquer intimidade sexual entre jovens e adultos solteiros, tendo eles mútuo “compromisso”, é aceitável, uma vez que não haja ato sexual completo. Tal ensino peca contra a santidade de Deus e o padrão bíblico da pureza. Deus proíbe, explicitamente, “descobrir a nudez” ou “ver a nudez” de qualquer pessoa a não ser entre marido e mulher legalmente casados (Lv 18.6-30; 20.11, 17, 19-21; ver 18.6). O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade. Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, isto é, a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza. Nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: “temperança” (Gl 5.22-24). Os termos gregos porneia (fornicação) e aselgeia (lascívia) descrevem uma ampla variedade de práticas sexuais, prémaritais. Tudo que significa intimidade e carícia fora do casamento é claramente transgressão dos padrões morais de DEUS para seu povo (Lv 18.6-30; 20.11,12, 17, 19-21; 1Co 6.18; 1Ts 4.3). A lascívia denota a ausência de princípios morais, principalmente o relaxamento pelo domínio próprio que leva à conduta virtuosa (ver 1Tm 2.9). Isso inclui a inclinação à tolerância quanto a paixões pecaminosas ou ao seu estímulo, e deste modo a pessoa torna-se partícipe de uma conduta antibíblica (Gl 5.19; Ef 4.19; 1Pe 2.2,18).

SINOPSE DO TÓPICO (III)
A união heterossexual é o único modelo de casamento aprovado por Deus. Tal verdade condena o homossexualismo.

CONCLUSÃO

Vivemos atualmente em uma cultura obcecada pelo sensual. As empresas de publicidade fomentam e aproveitam-se dessa obcessão para atrair o público e vender seus produtos. Este interesse universal está sendo hoje explorado em detrimento da ética e da moral cristã. Vemos a decadência na perda da virtude e no endurecimento da sensibilidade moral dos jovens. Todo pecado começa na mente. Os pensamentos provocam ações. Os pensamentos estimulam as emoções e estas debilitam a vontade, por sua vez, a vontade responde às insinuações dos pensamentos e das emoções. No entanto, a postura da igreja local é educar os seus membros à luz da Bíblia mostrando que o homossexualismo é pecado e como o crente deve lidar com essa questão. O Senhor aborrece a prática pecaminosa, mas ama as pessoas, pois foi por elas que o Senhor Jesus morreu.
NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

Recife-PE
Maio de 2013.

EXERCÍCIOS
1. Qual advertência do Salmo 101.3 para o cristão?
R. “Não porei coisa má diante dos meus olhos”. 
2. O sexo é algo pecaminoso? Justifique a sua resposta.
R. O sexo em si não é pecaminoso (Gn 1.31), pois foi Deus quem o criou. 
3. O relacionamento sexual entre marido e mulher tem como objetivo único à procriação? Cite uma referência bíblica que justifique sua resposta.
R. Não. Na Bíblia, encontramos vários textos que incentivam o casal a desfrutar das alegrias conjugais: Pv 5.18-23; Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9. 
4. Cite um texto bíblico em o Novo Testamento que faça alusão a virgindade para o homem e para a mulher.
R. 2 Coríntios 11.2. 
5. Cite duas referências bíblicas que mostre que Deus criou apenas dois gêneros distintos: homem e mulher.
R. Gênesis 1.27; 2.18.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: A Família Cristã no século XXI — Protegendo seu lar dos ataques do inimigo; Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima; CPAD; -. JOHNSON, G.; YORKEY, M. A segunda década do amor: Renovando o casamento antes que os filhos saiam para viver suas próprias vidas. 1 ed., RJ: CPAD, 1996; -.HEGSTROM, P. Homens violentos e as mulheres que os amam: Quebrando o ciclo do abuso físico e emocional. 1 ed., RJ: CPAD, 2010
-.MILLER, M. A. Meu marido tem um segredo: Encontrando a libertação para o vício sexual. 1 ed., RJ: CPAD, 2009
Compartilhar no Google Plus

Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP... Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

2 Milhões de Confessos:

  1. Este subsidio para os professores da EBD, foi preparado por tres mestres!!! compartilhe!!!

    ResponderExcluir
  2. muito boa essa lição aprendi muito sobre a familia,esse estudo pra mim tem sido uma benção...

    ResponderExcluir

Não deixe de participar, a sua opinião é de extrema importância!

Críticas são bem vindas quando a pessoa se identifica.