A INFIDELIDADE CONJUGAL – 12 DE MAIO DE 2013 – COMENTÁRIOS ESCRITO E EM VÍDEO AULA DA REVISTA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - LIÇÃO 6 - EBD.


OS PERIGOS DO ADULTÉRIO
“Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1 Co 6.10).
A prática do adultério tem aumentado no meio evangélico. E sinal do esfriamento do amor e do aumento da iniquidade. Como vemos no texto bíblico acima, os adúlteros estão na lista dos tipos de pecadores que não entrarão no Reino de Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família.
A sociedade sem Deus, relativista e hedonista, não o vê como algo pecaminoso, e sim, como tendência natural do ser humano, que, segundo interpretação da teoria da evolução, o homem é polígamo por natureza, seguindo o exemplo de certos animais. No entanto, a visão cristã passa pelas lentes fortes e cristalinas da Palavra de Deus, que considera a infidelidade conjugal como vergonhosa traição aos princípios sagrados, estabelecidos por Deus para o casamento.

Quando havia a poligamia, tolerada por Deus, no Antigo Testamento, só ocorria o adultério quando um homem ou uma mulher ultrapassavam todos os limites da liberdade concedida pela lei e pelos costumes daquela época. Era permitido ao homem ter mais de uma esposa, e era aceitável que, além de suas mulheres, tivesse concubinas, ao seu redor, para lhes atender às suas alegadas necessidades sexuais. Mas tal

permissibilidade contrariava o plano original do Criador: a união conjugal entre um homem e uma mulher (como já foi visto em reflexão anterior). Assim, só adulterava, no Antigo Testamento quem perdia todo o senso de ética, de domínio próprio, e de santidade.

No Novo Testamento, percebe-se que Deus mudou o seu tratamento para com a questão da fidelidade conjugal. Nos Evangelhos, não há uma só referência à poligamia, à bigamia, ou a qualquer outro tipo de arranjo para o casamento, com aprovação do Senhor Jesus Cristo. Quando ele responde aos fariseus, acerca do divórcio (Mt 19.1-12), o Mestre vai buscar, na origem de tudo, a base para a união conjugal, reafirmando o plano original do Criador (Gn 2.24). Uma só carne não é uma união emocional, espiritual, em que com as orações um santifica o outro. É a relação sexual entre o esposo e a esposa. Deus vê, no ato conjugal, uma união tão completa, que a define como sendo “uma só carne”. Através desta é que o cônjuge crente santifica o outro, mesmo que este não seja um cristão (1 Co 7.14). O texto refere-se à santificação do corpo apenas.

Em sua doutrina sobre o divórcio, no mesmo texto, Ele mostra a monogamia, a união heterossexual, e o valor da fidelidade conjugal: “Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9 — grifo nosso). A expressão sublinhada “sua mulher” e casar “com outra” é a reafirmação de Cristo quanto ao casamento monogâmico. Ele não diz “suas mulheres”, ou casar com “outras mulheres”, o que reforça a visão sobre a união conjugal Mesmo havendo o divórcio, Ele confirma que aquele que “casar com outra” comete adultério, se não for por infidelidade.

Esse texto mostra, de igual modo, o efeito espiritual, moral, ético e social do adultério. E uma quebra tão terrível da aliança do casamento, que destrói os laços espirituais e morais do matrimônio. Quando há infidelidade, quando há adultério, se não houver o perdão, se não houver o arrependimento sincero do cônjuge infiel, se não houver condição emocional para a convivência, o casamento acaba; a aliança é rompida. Só um milagre no coração do cônjuge traído pode fazer com que aceite a restauração dos laços emocionais e espirituais, estraçalhados por um ato (ou muitos) de infidelidade por parte do seu cônjuge.

I - CAUSAS DO ADULTÉRIO

A palavra adultério vem do latim, adulterium, que tem o sentido de “dormir na cama alheia”. E a relação sexual entre pessoa casada, com outra que não é o seu cônjuge. A sociedade sem Deus admite uma “união estável”, sem o respaldo espiritual e formal de duas pessoas, inclusive de caráter homossexual. Muitos veem o casamento apenas como um contrato com prazo de validade. Visão curta e secularista.

Mas, quando uma pessoa se casa, principalmente, se é cristã, o faz na igreja, perante o ministro oficiante, e declara, perante Deus, perante a igreja, perante as testemunhas, que representam a comunidade, faz votos de fidelidade, assumindo o compromisso de ser fiel até que a morte os separe. Quando há infidelidade, há uma quebra da aliança matrimonial, com flagrante desrespeito à autoridade de Deus, e a seu plano para a formação do lar e da família. Que Deus abençoe os lares cristãos, e os casais, unidos, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, respeitem a aliança firmada diante de Deus. Se não casa na igreja local, ainda assim, perante Deus, há uma aliança a ser respeitada, sob pena da reprovação divina.

1. DE ORDEM ESPIRITUAL

a) Quebra do mandamento divino. A infidelidade não acontece por acaso. Ê um processo, que pode começar com pequenas coisas, que vão de encontro aos princípios espirituais para o matrimônio. E pode começar antes do casamento. Se um casal de jovens desobedece à Palavra de Deus, no namoro ou no noivado, está lançando as sementes daninhas que gerarão um casamento infeliz. Durante o casamento, se o casal não valoriza os princípios de Deus para a família, e desobedece a sua doutrina, está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7.26).

Viver a vida a dois, com amor, dedicação um ao outro, com fidelidade, parece que não é estimulante. Mas trair, prevaricar, ter novas experiências amorosas, isso agrada à carne. E terrível saber que a influência de novelas e seriados tem tanto poder sobre a mente das pessoas, até mesmo de evangélicos. São inúmeros os casos em que essa influência diabólica tem sido fator que contribui para a infidelidade. Isso se deve à banalização da infidelidade, na mídia.

A condenação de Deus ao adultério foi expressa, solenemente, pelo Senhor, quando Ele chama a atenção dos sacerdotes para a calamitosa situação espiritual deles próprios e da nação de Judá (Ml 2.13-15).

Numa cerimônia de casamento, em muitas igrejas, há exemplos de quanto os noivos se preocupam com o cerimonial, com a ornamentação do templo, com a quantidade de testemunhas de cada lado, do noivo e da noiva. Mas não são raros os casos em que tais casamentos, com tanta pompa, acabam em divórcio. Não será porque se esqueceram de que Deus foi testemunha de seu compromisso? E depois esse compromisso foi quebrado, de forma decepcionante, pelo adultério? È indispensável que os casais cristãos preparem-se melhor para o casamento, dando mais valor ao lado espiritual de sua união, diante de Deus, do que ao luxo e à pompa da cerimônia.

b) Falta de relacionamento com Deus. A Palavra de Deus exorta os maridos a amarem suas esposas (Ef 5.25). Esse amor deve começar pelo relacionamento espiritual, com o amor de Deus, o amor “ágape”; e ser cultivado, através do amor humano, do amor conjugal, sincero e dedicado. Quando o esposo e a esposa cultivam o relacionamento com Deus, em seu lar, dando tempo para atividades simples, no aspecto espiritual, a tendência é que o casamento seja fortalecido e sua família edificada, segundo os princípios de Deus. Para tanto, é indispensável que haja um ambiente espiritual no lar. E os sacerdotes da família são os pais, antes mesmo de terem os pastores como seus líderes. A Igreja começa no lar, e este não substitui a igreja local, nem esta substitui o lar. Mas é no lar que deve ter início o culto a Deus. Quando o casal cultiva o relacionamento espiritual com o Senhor, no seio da família, está edificando sua casa sobre a Rocha (Mt 7.24,25).

c) Falta de vigilância e oração. A ordem das palavras podem alterar o sentido de um ensino. Na Bíblia, vemos isso em vários textos. Quando Jesus exortou sobre a vigilância e a oração, Ele não pôs a oração diante da vigilância. Ele disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41 — ver ainda: Mt 25.13; M c 13.37; Lc 21.36). A oração é indispensável. Mas a vigilância vem em primeiro lugar. Ninguém passa o dia todo orando, em todos os ambientes, a não ser em espírito, na mente. Mas o que se passa ao nosso redor deve chamar a nossa atenção.

A vigilância constante é indispensável para uma vida santa. E necessário estar atento aos sinais ou indícios da ação sorrateira do Maligno. Paulo adverte para o cristão estar preparado para enfrentar “as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11). Essas ciladas podem surgir no ambiente do trabalho. Um jovem obreiro, dedicado, envolvido na evangelização, ao lado de sua esposa, dirigia cultos ao ar livre. Em um determinado dia, deixou um bilhete para a esposa, informando-a que havia saído de casa, e não mais voltaria. Foi um choque para a esposa cristã, que jamais esperava tal atitude por parte do seu marido.

Logo, ela ficou sabendo que ele engravidara uma colega de trabalho. Seu casamento acabou. Tudo começou com flertes, conversas nos intervalos do expediente; troca de mensagens no celular, no computador e mais um casamento foi destruído pelo Diabo. Ele não vigiou. E não orou o suficiente para vencer “as astutas ciladas do Diabo”.

d) Falta de caráter espiritual. Entende-se por caráter “o que distingue uma pessoa de outra”; “o conjunto de traços psicológicos, o modo de ser, de sentir e de agir, de um indivíduo, índole, temperamento”. O caráter é a característica responsável pela ação, reação e expressão da personalidade. E a maneira própria de cada pessoa agir e expressar-se. Tem a ver com a própria conduta. E a “marca” da pessoa. O caráter faz parte da personalidade.

O caráter é demonstrado pelas atitudes, pelas ações de cada pessoa. Transportando esses significados para a vida espiritual, podemos dizer que o caráter cristão é resultado da formação espiritual de cada crente em Deus. Quando a formação do caráter espiritual é deficiente, ou inexistente, a tendência é a pessoa comportar-se de modo estranho aos princípios divinos que estão na Palavra de Deus. Eles devem ser absorvidos desde a infância. Diz a Bíblia: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). Os jovens são exortados: “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade” (Ec 12.1). Os verdadeiros cristãos, quando vão à ED, desde crianças, quando “habitam” “na casa do Senhor” (SI 23.6), têm sua formação consolidada para viverem conforme a vontade de Deus.

2. DE ORDEM COMPORTAMENTAL.

a) Falta de comunicação entre marido e mulher. A falta de comunicação entre o marido e sua esposa tem sido uma das principais causas eficientes para o desgaste em seu matrimônio. O corre-corre do dia, os estresses do trabalho, os excessos de atividades ministeriais, com administração, viagens, compromissos diversos, atendimento pastoral, visitas pastorais, muitas vezes, não deixam tempo para o obreiro dedicar-se à esposa.

O resultado, muitas vezes, é o esfriamento do amor conjugal. Há estudos que comprovam que a falta de diálogo, de conversa a dois, de atenção um ao outro, contribui mais para o adultério do que a atração ou sedução sexual. Assim, é indispensável o marido refletir sobre sua agenda, e reservar tempo para comunicar-se com sua esposa.

O esposo e a esposa devem desenvolver a comunicação significativa. Evitar a comunicação rotineira. A comunicação significativa é aquela em que o cônjuge fala para o outro coisas que têm significado, que têm valor, mesmo que sejam palavras simples. A comunicação rotineira é aquela desenvolvida pela maioria dos casais, ou seja, quando conversam (se é que conversam), só dizem coisas repetitivas, do tipo “passa o pão”, “passa a batata”; “onde está meu paletó?”, “vai para a igreja?” etc. Imagine passar dez anos só ouvindo esse tipo de “comunicação”; não deve ser nada interessante.

Uma comunicação significativa estreita os laços do amor conjugal. Exemplo: “graças a Deus, apesar das lutas, sinto que Ele está nos abençoando”; ou “eu amo você; saiba que estou a seu lado em qualquer situação”; “como você está?”. Esse tipo de comunicação abre portas para uma conversa cheia de significado. O cônjuge cristão não deve responder com raiva (Pv 14.29); não deve dar silêncio como resposta — é pirraça; não é para crente — e deve evitar aborrecer (Pv 10.19).

Quando errar, pedir perdão (Tg 5.16). Já ouvimos dizer que, em geral, os homens, principalmente obreiros, não pedem perdão, mesmo quando erram. Se é verdade, alguma coisa está muito errada. Se o pastor deve ser o exemplo dos fiéis, exemplo do rebanho e não faz o que diz a Bíblia, quando erra, é passível de reprovação da parte de Deus. Quando o esposo erra, precisa pedir perdão, sim; se a falha é com a esposa, nada melhor do que dizer: “errei; perdoe-me”; “eu te amo” (ver Cl 3.13; 1 Pe 4.8). Da mesma forma, a esposa cristã deve ter humildade para pedir perdão quando errar. Isso não diminui, mas engrandece o comportamento entre os cônjuges.

h) Falta de tempo para o cônjuge. O esposo precisa dar tempo para conversar com a esposa, ter diálogo com ela, saber ouvi-la (Tg 1.19; Pv 18.23). Há uma tendência, no relacionamento conjugal, para inverterem- se certos aspectos; quando o homem está namorando, na juventude, sente-se estimulado a passar horas e horas, conversando com a namorada; depois do casamento, no entanto, quando a experiência de vida promove mais experiências, o marido deixa de conversar com a esposa; falta de assunto? Cremos que não. Parece que é falta de interesse. Há uma armadilha que tem prejudicado muitos casamentos: o excesso de atividades na igreja. O marido dedica-se excessivamente às funções que tem na congregação: superintendente da ED, professor de uma classe, secretário da igreja, dirige o culto matutino, e, nos finais de semana, vai para os cultos ao ar livre, e participa de viagens evangelísticas. Que tempo resta para a esposa e para o lar?

O ministério deve ser uma bênção para o matrimônio e a família e não a causa de sua destruição. O esposo cristão deve alimentar o melhor relacionamento com sua esposa, para que os impulsos carnais não sejam meios para a destruição do casamento e do seu ministério. A mulher cristã deve ser sábia, para não destruir o seu lar com as mãos (Pv 14.1).

c) Tratamento grosseiro. O esposo ou a esposa precisa pensar antes de falar, para não dizer o que não deve e ouvir o que não quer (Pv 21.23). Uma irmã nos procurou, no gabinete pastoral, e expressou sua frustração no seu casamento. Após ouvi-la, pude constatar que seu marido não deixava faltar nada em sua casa; ambos desfrutavam bem a parte sexual e em outros aspectos. Mas a maior queixa daquela esposa era de que seu marido era “grosso” nas horas de discordâncias e a maltratava com expressões ferinas. Depois das discussões, aquele esposo chegava a pedir desculpas, mas as feridas emocionais marcavam aquela irmã. O obreiro, como esposo, precisa ter prudência e calma no falar. É necessário exercitar o fruto da temperança, para que as frustrações não se acumulem no relacionamento, e o Diabo lance as sementes malignas que podem levar à infidelidade.

II - CONSEQUÊNCIAS DO ADULTÉRIO

1. Morte espiritual

O sábio Salomão, usado por Deus, exortou e advertiu quanto aos perigos do adultério. Sua palavra era a Palavra de Deus convocando seus filhos à vigilância contra a infidelidade conjugal. Com um realismo extraordinário, o Senhor verberou contra a prática pecaminosa, reconhecendo que “os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite” (Pv 5.3).

A experiência humana demonstra que o sexo ilícito tende a provocar mais prazer do que o sexo lícito do esposo com a esposa. Ao longo dos anos, as lutas da vida podem causar desgastes no relacionamento amoroso entre os cônjuges. Satanás induz ao relacionamento com pessoas estranhas, na busca de mais prazer. E comum a amante, a prostituta, a adúltera propiciar ao marido infiel a prática de atos que não são admitidos pela esposa. E a carnalidade provoca o prazer mais intenso. São “favos de mel” que, depois, podem transformar-se em “favos de fel”.

2. Quebra da confiança entre o casal

As “ciladas do Diabo” podem ocorrer no ambiente da igreja. Um dirigente de congregação, que tinha planos de servir a Deus, com um ministério que podia desenvolver-se ao longo do tempo, foi apanhado pela armadilha de Satanás. Ele estava passando uma fase difícil no relacionamento com sua esposa. Um dia, uma jovem senhora, transferiu-se para a congregação e procurou-o para pedir aconselhamento sobre sua situação conjugal, pois estava separada do marido que a deixara por outra. O obreiro, sem experiência, admitiu conversar a sós com a irmã. Pouco a pouco, envolveu-se com ela, identificando-se com a situação que vivia com sua própria esposa.

Não tardou, a esposa do dirigente começou a notar a diferença. Alertou ao marido, mas ele retrucava que ela estava com ciúme infundado. Ele tornou-se grosseiro e agressivo para com a esposa. Esse é um sinal comum quando um cônjuge se torna infiel. Ter repulsa pelo outro, quando este reclama de sua mudança de atitude. A desconfiança acentuara-se. Depois, foram identificadas mensagens no telefone, mensagens trocadas em redes sociais, na internet; o obreiro foi advertido pelo pastor regional; a mulher também foi chamada, e exortada a fugir desse envolvimento, pois só traria maldição sobre sua vida. Não adiantou. Os dois continuaram a aventura pecaminosa, e caíram em flagrante adultério. Tudo confirmado. Faltou vigilância. Faltou oração. O resultado foi o fim de um ministério, o fim de mais um casamento. Diz a Bíblia: “Porque por causa de uma mulher prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça de preciosa vida” (Pv 6.26). Preciosas vidas foram destruídas espiritualmente por causa do adultério.

3. Quebra da confiança entre pais e filhos

Os filhos veem em seus pais os seus maiores exemplos para a vida. Deveria ser assim. Eles sentem-se felizes e seguros, quando veem seus pais em atitude de respeito e amor. Isso é fundamental para sua formação espiritual, moral e afetiva. Porém, quando uma criança, um adolescente ou um jovem sabe que seu pai trai sua mãe, ou vice-versa, eles sentem o impacto emocional. Um menino, em prantos, perguntou ao seu pai: “Pai, por que o senhor faz isso com a mamãe? Por que o senhor tem outra mulher?”

Não adiantam explicações. Instala-se a tristeza, a insegurança e muitas vezes a revolta no coração dos filhos. Uma irmã, numa igreja, traiu seu esposo com um estranho, com quem se envolveu num encontro casual, num transporte coletivo. Uma cilada do Diabo, numa ocasião corriqueira. Ao saber do fato, o marido não suportou, deixou a esposa, apesar de ela demonstrar arrependimento. Os filhos tomaram ciência da situação. Pediram aos pais que se unissem pois precisavam deles.

Não adiantou. A separação foi concretizada. Os filhos passaram a ter problemas na escola. As notas caíram. O rendimento escolar decaiu. Problemas psicológicos afetaram o mais novo, requerendo tratamento médico. A menina, na adolescência, envolveu-se com más companhias na escola, e passou a fazer uso de drogas. A mãe foi a causadora de toda essa tragédia. O pai não soube perdoar. E o lar foi destruído. Mais uma vitória do Diabo. Mais uma derrota para uma família cristã.

4. Desestruturação familiar

A família sempre foi considerada a célula-máter da sociedade. Um país que valoriza a família, certamente tem alicerces morais e éticos mais fortalecidos. Infelizmente, no Brasil, a família está sendo atacada de modo impiedoso, tanto do lado espiritual, pelas forças diabólicas, quanto pelas forças das instituições que, guiadas por filosofias materialistas, atentam contra a estrutura familiar. Esses são ataques externos à família.

O adultério é um ataque direto à organização familiar. Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família. Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge. Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo--se com drogas, bebida e prostituição. Quem adultera está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7.26).

III - COMO EVITAR O ADULTÉRIO

1. Estratégias espirituais

São ações ou atitudes, próprias e indispensáveis para qualquer pessoa que deseja servir a Deus e ter uma vida que honre e glorifique ao Senhor, num processo de preparação para a vida eterna com Cristo. Sem isso, é impossível ser vencedor contra as “astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11). Aplicadas ao relacionamento conjugal, são verdadeiras salvaguardas do casamento.

a) Orar sempre. Não há como escapar, como diz certo ditado cristão: “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder”. É simplista? Pode ser. Mas é real. Jesus mandou vigiar e orar para não cair em tentação (Mt 26.41). O que levou o rei Davi a cometer pecados tão ignominiosos, a ponto de adulterar com a esposa de um soldado do exército que defendia seu reino e sua vida? Pior ainda: o que o levou a perder todo o senso de respeito e consideração pelo general Urias, quando mandou chamá-lo de volta para casa, após usar a esposa do amigo? E vendo que sua artimanha não funcionava, mandou-o de volta à batalha, levando a própria sentença de morte em mãos? Não foi falta de mulheres. Ele, o rei, tinha nada menos que sete mulheres e dez concubinas.

O que derrotou Davi foi a falta de oração. Enquanto o exército de Israel lutava, ele passeava no terraço do palácio, ocioso. Deveria, ao levantar-se do repouso merecido, ter ido orar pelo seu povo, pelos soldados, que expunham a sua vida, defendendo o reino. Mas não o fez. Não orou. Não vigiou (2 Sm 12.7-14). Deixou-se levar pela concupiscência da carne, e da indução do Diabo para cometer atos tão vis, que se tornaram símbolo da falta de honradez e dignidade para um homem que fora chamado de “homem segundo o coração de Deus”, na inferência do texto em que Deus reprova Saul, por sua desobediência e promete levantar um sucessor que seria do seu agrado (1 Sm 13.14).

Orar é tão necessário quanto comer, tomar água, repousar e exercitar o corpo. Orar é o respirar da alma. Se uma pessoa passar mais de três minutos sem respirar, seu cérebro sofrerá lesões que podem ser irreversíveis, e até morrer. Sem oração, certamente, advirão “lesões” espirituais que podem levar à morte. Ninguém consegue vencer as tentações, os ataques malignos contra a vida, o lar, o ministério, o casamento, sem oração.

b) Vigiar sempre. Se a oração é o respirar da alma para não morrer, a vigilância são “as câmeras de segurança” em torno da vida cristã. Além de grades de proteção, as pessoas instalam câmeras de segurança e cercas elétricas em torno de suas residências para evitar a ação dos marginais, que vivem à procura de assaltar os bens alheios. Tais aparatos não impedem, mas podem evitar muitas ações de meliantes. Na vida espiritual, a vigilância é indispensável. Sem a vigilância, a oração pode perder seus efeitos benéficos, pois surpresas e “ciladas do diabo” podem ocorrer a qualquer momento, quando menos se espera. Num quartel do Exército, onde tivemos oportunidade de servir, havia uma frase: “A eterna vigilância é o preço da liberdade!” Na vida cristã, é a mesma coisa. Para evitar cair nas garras do Diabo e ser presa da prática do adultério, é indispensável vigiar sempre.

2. Estratégias humanas

O lado humano da vida é tão importante quanto o espiritual. Não adianta somente orar e vigiar. Se não houver ações, gestos e atitudes humanas, necessárias para um bom relacionamento conjugal, o fracasso do matrimônio poderá ocorrer. São recomendações simples, mas indispensáveis para uma verdadeira harmonia conjugal, que representa baluartes contra a infidelidade sorrateira, que é usada pelo Maligno para destruir casamentos, lares e famílias.

a) Honrando a esposa (1 Pe3.7). Há esposos que se envergonham de suas esposas. Às vezes, por causa das marcas do tempo em suas mulheres, quando perdem a graça da juventude, há homens que deixam de se interessar por suas esposas; isso é brecha para o Adversário penetrar no relacionamento. Honrar a esposa, dando-lhe o apreço e o respeito necessário, é fator decisivo para uma vida conjugal ajustada e gratificante. O mesmo aplica-se às mulheres cristãs. A Bíblia diz que a mulher deve reverenciar seu marido (Ef 5.33).

b) Zelando pelo casamento. Os dois devem ter certos cuidados. Usar sempre sua aliança no ambiente de trabalho; evitar envolvimento emocional com estranhos, e ter coisas que lembrem sua esposa e filhos,como fotos. Evitar envolvimento com pessoas da igreja, que possa causar prejuízo ao ministério e ao casamento. No aconselhamento, no caso de obreiros, ter muito cuidado para não envolver-se com mulheres que estão em dificuldade matrimonial. Vários obreiros já caíram, por não terem vigiado nessa parte.

c) União com a esposa (1 Co 1.10). Essa união deve ser, não só espiritual, mas amorosa, afetiva; o esposo deve, não só amar sua esposa, mas saber demonstrar esse amor através de afeto, carinho, palavras (Ct 4.1,0; Pv 31.29); e investir na intimidade com a esposa, não só com palavras, mas de modo concreto, com gestos, abraços, carícias (1 Jo 3.18; 1 Pe 3.8). E preciso manter o namoro no casamento. O amor deve ser o elo principal no relacionamento entre o marido e sua esposa, e vice-versa. Se não houver amor, tudo pode desabar. Esse amor deve ser dominado pelo amor “ágape” (cf. 1 Co 13).

d) Cuidar da parte sexual (1 Co 7.3,5). Cuidar dessa parte do matrimônio é importante para o equilíbrio espiritual, emocional e físico do marido e sua esposa. Quando o casal não vive bem nessa parte, o Diabo procura prejudicar o relacionamento, a fim de destruir o ministério e a família. O Inimigo tem trabalhado de modo constante para levar o marido ou a esposa a pecar nessa área. Ministérios têm sido destruídos por causa da infidelidade conjugal de muitos ministros pelo mundo afora.

IV - FUGIR DAS TENTAÇÕES

O cristão, por mais que se considere santo, não está imune às tentações. Jesus em tudo foi tentado, mas não pecou (Hb 4.15). Se Jesus foi tentado, Davi foi tentado (e caiu vergonhosamente), Sansão foi tentado, Salomão foi tentado; o crente, nos dias presentes, não pode achar que está livre de cair em tentação. Alguns conselhos práticos podem resguardar o servo ou a serva de Deus, da vergonha da queda, e da destruição de seu ministério, do seu casamento, e da sua honra. Como escapar das tentações:

1. Vigiando e orando. A “carne é fraca...”(Mt 26.41). O cristão deve viver em oração, em comunhão permanente com o Senhor. E isso é possível. Todos os dias, desde o início da jornada, começar com oração. O cristão deve orar diariamente, passando tempo significativo na presença de Deus.

2. Resistindo ao Diabo. O inimigo sabe que a área sexual e sentimental é um ponto sensível (e fraco) para muitas pessoas, notadamente os jovens. Ele ataca muito nessa área. Mas é possível resistir e vencer (1 Pe 5.8,9; Tg 4.7). Exemplo notável é o de José na casa de Potifar. Resistiu e venceu, ainda que tenha pagado um preço terrível. Ao final, Deus o recompensou de modo glorioso.

3. Fugindo dos desejos ilícitos (2 Tm 2.22. P v 3.7; 22.3). Os esposos mais jovens são mais visados pelas tentações do sexo; o Diabo aproveita-se dos problemas do casal para investir na infidelidade. Todavia, os de mais idade não estão imunes a pensamentos pecaminosos. A batalha contra as tentações está na mente, nas emoções, nos sentimentos; é preciso guardar o coração (a mente — Pv 4.32); o pensamento deve ser levado cativo (2 Co 10.5) e precisamos renovar o nosso entendimento (Rm 12.1-3).

4. Reconhecendo que Deus é dono do nosso corpo (1 Co 6.20). Só devemos usá-lo (seus membros) de acordo com a vontade do Dono. Um dia, prestaremos contas ao Dono do corpo daquilo que fizemos com sua propriedade.

5. Conscientizando-se de que o corpo é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19). Ê a dimensão espiritual do corpo. Não podemos profanar, sujar, manchar ou degradar o templo de Deus; há quem ensine que, nas quatro paredes do quarto do casal, podem fazer o que quiser. Isso é um ensino irresponsável, pois só podemos fazer com o corpo o que agrada ao Espírito Santo. O sexo pode e deve ser desfrutado pelo casal, mas este deve lembrar-se de que devemos glorificar a Deus em nosso espírito, em nossa alma e no nosso corpo.

6. Buscando a santificação. E o processo contínuo, diuturno, e constante, pelo qual uma pessoa se torna santa. Sem santificação, jamais alguém, homem ou mulher, congregado, membro ou obreiro, verá ao Senhor (Hb 12.14). E a separação da vida e do ser integral, da mente e do corpo em consagração para Deus (1 Pe. 1.15; 1 Ts 4.3-7).

7. Ocupando a mente com as coisas espirituais. Alguém já disse que “mente vazia é oficina do Diabo”. Faz sentido. Quando o cristão procura ocupar sua mente, com a oração, leitura da Bíblia e de bons livros; quando pratica o jejum, como reforço à oração, servindo ao Senhor, dificilmente vive pecando. Quando o obreiro cristão se desenvolve no ministério, preparando estudos, mensagens, sermões para alimentar a igreja local, envolve-se na evangelização, louvando, participando da obra do Senhor e ocupa a mente com o padrão requerido por Deus, é mais difícil cair (ver Fp 4.8,9).


8. E vitando o uso da tecnologia a serviço do mal. A televisão é uma invenção extraordinária. Por ela, mensagens edificantes podem chegar a muitas pessoas. Um pregador pode alcançar milhões de telespectadores. Mas, por ela, o Diabo pode entrar nos lares e nas mentes de servos e servas de Deus. Pesquisas mostram que onde chega o sinal de determinadas emissoras, com a transmissão de novelas, o número de separações de casais aumenta. Não é por acaso. Certas programações, na TV secular, são fruto do plano do Diabo para destruir a moral, os bons costumes, o lar e o casamento. Por isso, diz a Bíblia: “Não porei coisa má diante de meus olhos” (SI 101.3). Pior que a TV é a internet, quando usada para o pecado. Muitos casais estão prejudicados em seu casamento, por causa do vício de um cônjuge, que se deixa escravizar pelos contatos virtuais ilícitos. Há cristãos viciados em sexo virtual, em pornografia e relacionamentos com pessoas estranhas, o que equivale a adultério, segundo ensino de Jesus (Mt 5.28). Assim, o cristão deve evitar a TV e a Internet imorais, as revistas pornográficas, as novelas, cujo enredo é demonismo e sexo explícito, traição, violência, inversão de valores, desrespeito a Deus. Pergunta: Será que Jesus está ao lado de uma irmã, ou irmão, quando está assistindo à novela? Ou quando está diante da internet, acessando sites pornográficos?

9. Ocupando a mente e o corpo com atividades lícitas. Quando o cristão ocupa-se com trabalho (mente desocupada é oficina do Diabo), exercícios físicos moderados e saudáveis, de acordo com sua idade são muito úteis à saúde (2Ts 3.10,11; 1 Tm 4.8).

Continua... Quarta posto a parte 2.


CONFIRA TAMBÉM UMA VÍDEO AULA DESTA LIÇÃO COM O NOSSO AMADO PROF. NATALINO DAS NEVES



PARTE 2


CONFIRA TAMBÉM UMA VÍDEO AULA DESTA LIÇÃO COM O NOSSO AMADO Pr. Euclides de Olivio.



Deixe seu comentário para melhorar nosso site ou ao conteúdo. Acrescente mais sabedoria e conhecimento para está lição 6 da EBD neste post. Amém!?


A infidelidade conjugal (adultério), do hebraicona’aph é uma das práticas condenadas nos Dez Mandamentos: “Não adulterarás” (Êx 20.14).

Um caso de infidelidade conjugal no Antigo Testamento bastante conhecido é o de Davi:

E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu? Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa. (2 Sm 11.3-4)

As consequências deste episódio foram trágicas, pois culminou na trama da morte do marido de Bate-Seba, Uriaz (2 Sm 11.14-17). Davi pagou um alto preço por isso (2 Sm 12.14-19). Apesar do grande erro cometido, ao assumir seu pecado e demonstrar sincero arrependimento, a graça e a misericórdia de Deus se manifestaram em forma de perdão absoluto (2 Sm 12.13), isentando Davi das consequências legais de sua inflação:

Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. (Lv 20.10)

Em soberania e graça Deus concedeu o seu perdão a Davi. Quem pode contestá-lo? Quem é o legalista que confrontará o Senhor por ministrar em graça o seu perdão?

No Novo Testamento o tema infidelidade conjugal (adultério) é tratado por Jesus:

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela. (Mt 5.27-28)

O termo grego para "adultério" é moicheúseis, e para "cobiçar" epithumesai, que no contexto implica em ansiar, desejar possuir. Jesus foi para além da letra da Lei e dos comportamentos aparentes, enfatizando o “espírito” da Lei e as intenções do coração (homem interior). Conforme A. T. Robertson:

Jesus situa o adultério nos olhos e no coração antes do ato externo. Wunsche (Beitrage) cita duas declarações rabínicas pertinentes ao tema traduzidas por Bruce: “Os olhos e o coração são dois corretores do pecado”. (Comentário Mateus & Marcos: à luz do Novo Testamento Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 73)

Dessa forma, mais uma vez os legalistas sofreram um duro golpe, pois com certeza, muitos dos que condenavam e apontavam os pecados alheios “concretizados” se viram incluídos no rol de adúlteros.

Outro episódio bastante conhecido no Novo Testamento é o da mulher pega em fragrante adultério:

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. (Jo 8.3-11)

Mais uma vez a graça é manifesta em forma de atenção, compaixão, perdão e responsabilização. Sim, a graça perdoa, mas responsabiliza: “Vai-te em paz e não peques mais”.

INFIDELIDADE CONJUGAL E PERDÃO

A infidelidade conjugal (adultério) na vida do cristão geralmente é resultado de uma associação de fatores, dentre os quais: Acomodação com a vida espiritual (negligência na vida de oração e falta de vigilância), vida carnal, conflitos no casamento, etc.

A infidelidade promove na vida dos cônjuges e dos familiares dores, frustrações, angústias e tantos outros males (espirituais, sociais, morais e emocionais), podendo inclusive destruir o casamento e a harmonia familiar.

Diante de toda essa realidade é preciso deixar claro que a infidelidade conjugal se enquadra na categoria de pecado, e nesta condição é possível de ser perdoado. Essa possibilidade é geralmente negligenciada por cônjuges que aguardam a mínima (ou máxima) falha do outro, no sentido de ver nisso oportunidade e causa para o divórcio e novo casamento (em algumas situações a ideia já está maquinada em mentes perversas, pervertidas ou sem temor a Deus). Entre os textos que fundamentam a necessidade de perdoar os nossos ofensores destacamos:

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. (Mt 6.12)

Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. (Mt 18.15)

Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. (Mt 18.33-35)

Temos uma grande dificuldade em aplicar os textos acima no contexto da infidelidade conjugal. Geralmente duas posições extremas são adotadas. A primeira é a legalista, que exige em todos os casos a exposição e a punição eclesiástica pública (mesmo em casos que não ganharam tal dimensão), o castigo severo, a exclusão arbitrária, a impossibilidade do perdão e da reconciliação conjugal. A segunda é extremamente liberal, e trata a infidelidade conjugal de maneira banal, como algo comum, inclusive podendo ser vivenciada e tolerada em nome de uma “graça” que não é a graça bíblica, racionalizando o fato, e usando a liberdade cristã para dar ocasião a carne, privando do Reino de Deus os que assim agem (Gl 5.13, 16-21). É preciso buscar o equilíbrio nos posicionamentos.

Não tenho dúvida alguma que a vontade do Pai celestial nos casos de infidelidade conjugal, onde o arrependimento da parte infiel é notório e verdadeiro, é a liberação do perdão. O próprio Deus foi vitimado pela infidelidade de Israel:

O relacionamento entre Deus e Israel é frequentemente comparado a um contrato matrimonial (e.g. Is 54.5; Jr 3.14; cf. Ef 5.22-32). “Desviando-se do Senhor”, a fim de adorar aos ídolos, Israel foi considerado por Deus como um caso de infidelidade ou prostituição espiritual. O casamento de Oséias deveria ser, portanto, uma lição prática para o infiel Reino do Norte. (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1273)

O perdão do Senhor para com a infidelidade de Israel é descrito da seguinte forma:

E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR. E acontecerá, naquele dia, que eu responderei, diz o SENHOR, eu responderei aos céus, e estes responderão à terra. E a terra responderá ao trigo, e ao mosto, e ao óleo; e estes responderão a Jezreel. E semeá-la-ei para mim na terra e compadecer-me-ei de Lo-Ruama; e a Lo-Ami direi: Tu és meu povo! E ele dirá: Tu és o meu Deus! (Os 2.19-23)

Algumas palavras quero destacar no texto bíblico acima. São elas: benignidade, misericórdia e fidelidade. Israel sofreu por sua  infidelidade, mas o Senhor retribuiu a infidelidade de Israel com fidelidade, bondade e misericórdia.

Há muitos livros que tratam sobre o tema “perdão”, que mostram os benefícios do mesmo.

Lendo a biografia de Davi, escrita por Charles R. Swindoll, me deparei com a seguinte narrativa que exemplifica bem o que acabamos de colocar:

As palavras de perdão e graça ditas são maravilhosamente terapêuticas para o ofensor, não importa quão pequena ou quão grande seja a ofensa. Expressar nossos sentimentos remove toda a dúvida. Stuart Briscoe escreve:

Há alguns anos, uma mulher muito bem vestida me procurou no escritório, muito aflita. Ela havia aceitado o Senhor alguns dias antes, mas pedira para ver-me porque algo a perturbava. A mulher contou-me uma história desagradável de um caso que estava tendo com um dos amigos do marido. A seguir, ela insistiu que o marido tinha de saber e que eu devia contar-lhe! Essa foi uma experiência nova para mim!

Depois de alguma discussão com a mulher, telefonei para o marido. Quando chegou em meu escritório, contei-lhe o que tinha acontecido. A reação dele foi algo notável e belo de se ver. Voltando-se para a esposa em lágrimas e com medo, ele disse:- Amo você e a perdôo. Vamos começar de novo.

Muitas coisas tiveram de ser esclarecidas e muitas feridas curadas; mas a resposta dele mostrando perdão, por compreender o perdão de Deus, tornou-se a base de uma nova alegria e uma nova vida. (Davi: um homem segundo o coração de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 1998, p. 317)

Por ser, na dimensão humana, o mais íntimo dos relacionamentos (Gn 2.24), o casamento é o que mais sofre com a infidelidade.

Na condição de pastor, já tratei de vários casos envolvendo a infidelidade conjugal, e sempre trabalhei no sentido da manutenção dos casamentos, incentivando o perdão e a restauração dos mesmos. Cada caso é um caso, e implica em uma série de considerações, de acompanhamento, e de muito diálogo, sempre tendo a Bíblia como fundamento no processo do aconselhamento pastoral, buscando acima de tudo a glória de Deus. 

Resolvi enfatizar o perdão no presente subsídio, visto que na lição bíblica a abordagem sobre a infidelidade conjugal  concentra-se na questão descritiva e preventiva (questões muito pertinentes ao tema). O perdão é o melhor remédio para a restauração e a cura de casamentos vitimados pela infidelidade.


Wilma Rejane

Tenho sido incomodada por este tema. Minha inquietação, talvez venha do fato de conhecer muitos casais que separaram. Vi meu antigo pastor fazer declarações de amor para sua esposa, em pleno púlpito, aos olhos de toda a igreja, descrever sua amada como a mulher mais bela entre todas e... Do alto dos cinco anos de casamento: Divórcio. Sem retorno. Os dois até passaram a morar em cidades diferentes para nem ter possibilidades de reencontros. Este não é um caso isolado, e para quem pensa que é comum apenas entre os não cristãos, relembre o caso verídico que ilustra este parágrafo: Um casal de crentes, em pleno serviço na Igreja, vitimados pelo fracasso na união a dois.

Esta notícia é referente à última pesquisa do IBGE sobre o assunto.

“A taxa de divórcio em 2011, quando se completou 34  anos da instituição do divórcio no Brasil, atingiu o pico da série iniciada pelo IBGE em 1984 e chegou a 351.153 por mil , crescimento de 40% em relação a 2010. Taxa record! Uma faixa de 2,6% para cada mil habitante acima dos 15 anos.

Segundo os técnicos do IBGE, a elevação das taxas de divórcio revela uma gradual mudança de comportamento da sociedade brasileira, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade e a acessar os serviços de Justiça de modo a formalizar as dissoluções.”

Atualizando os dados para  nossos dias, creio que os índices serão bem maiores. Figurando como uma das principais causas da elevação dos índices de divorcio, está a infidelidade conjugal. Pesquisas apontam que essa problemática já não está associada apenas a imagem masculina. Dos consultórios médicos e de terapeutas vêm às notícias de que os homens estão traindo com culpa, e as mulheres, como nunca. O fenômeno já está sendo chamado de “a vingança da Amélia”, em referência ao estereótipo da mulher submissa. A independência feminina promoveu mudanças em diversos aspectos da sociedade-sobretudo no que diz respeito ao mercado de trabalho e a estrutura familiar.

Traição é sempre traumático, mas quando se trata de casal com filhos, a “ferida” parece sangrar por mais tempo. É comum relatos de filhos que perderam a referência de lar. A segurança, apoio emocional e psicológico após sofrerem desestrutura familiar.

Will Smith e o filho Jaden

Sei que somos tentados, de todas as formas, a fim de fracassarmos no matrimônio, que apesar dos pesares, continuará sendo uma instituição Divina, na qual Deus habita e anseia por restauração contínua, permanente.  O sexo, não foi criado para ser objeto de maldição, mas de benção. Satanás, contudo, tem desvirtuado os propósitos presentes nessa força inerente ao homem. Fugir dos apelos da sensualidade é um desafio quase que constante, que exige um revestimento espiritual diário.

Jesus disse em Mateus 6: 22-23 "O olho é a lâmpada do corpo. Se seus olhos forem bons, todo o teu corpo será cheio de luz. Mas se teus olhos forem maus, todo o teu corpo será tenebroso. E ainda:“Não cometerás adultério. Mas eu vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, já adulterou com ela em seu coração. " Mateus 5:27-28.



E tudo começa com o olhar, com o ouvir, com o cobiçar. Através desses ensinamentos, não é difícil presumir que uma multidão de pessoas está em adultério por não controlar seus instintos. Quero através desse artigo, chamar sua atenção: Não deixe que o mal inunde seu coração. Clame por Jesus. Peça para que as obras das trevas não prevaleçam sobre sua vida. Procure se firmar, com todas as forças na Palavra. Porque o inimigo de nossas almas é astuto, e trabalha com intensidade a fim de enganar os homens. Ele faz com que tudo pareça encantador, bom, gostoso, mas no fim, quando seus olhos forem abertos, aparecerá um abismo. Ao olhar para trás, verás destruição. Para frente, engano, engano e engano.

PV 5.3,4: “Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. Os seus pés descem a morte; os seus passos firmam-se no inferno''.

A repreensão também é válida para as mulheres casadas que estão a ponto de praticarem bobagens por causa de uma paixão fora do casamento. Não faça isso. As paixões podem parecer envolventes e incontroláveis, mas são tão velozes para destruir quanto para se esvair. O amor, este sim, merece sacrifícios, votos e renúncias. Veja Sansão, homem de Deus, Nazireu desde o ventre, uma força sobrenatural capaz de erguer toneladas, mas a fraqueza do seu coração o destruiu. Dalila foi apenas uma entre tantas paixões que  despertou os desejos mais carnais do jovem.Um romance fora do propósito divino e  ele foi achado sem forças, como objeto de escárnio, riso: Um grande abismo a sua frente devorando seu futuro promissor.

Conheço pessoas que ficaram totalmente deslumbradas com a possibilidade de novos romances fora do casamento. Eram amigas, que trabalhavam comigo e estavam insatisfeitas com o casamento. Hoje, olho para elas e vejo o quanto perderam: Os filhos, o marido, a vida, tudo poderia ter sido muito diferente.

O divã nosso de cada dia...


Era a primeira vez que eu estava naquela loja. Após pesquisar preços, vi que ali era a melhor opção para comprar meus óculos de grau. Em poucos minutos de conversa, enquanto tirava as medidas do meu rosto, a proprietária do lugar já estava a me fazer confissões nada discretas. Só mesmo alguém muito desesperada para se abrir com quem acabara de conhecer: “A senhora pode me dar um conselho? Perguntou ela: Uma amiga minha está vivendo um caso extraconjugal. Ela ama o marido, mas já não sente prazer com ele. Conheceu um jovem que a realiza totalmente na cama, porém é um cafajeste, por quem está totalmente apaixonada. O que a senhora faria nesse caso?”.

Vocês já viveram algo parecido? Eu disse para ela: Olha, esta sua amiga está em uma enrascada. Diga para ela, acabar o caso com esse cafajeste o mais rápido possível e se ajustar com o marido. Sem amor a paixão acaba e a atração sexual também. O único sentimento capaz de superar todas as mazelas e fazer alguém feliz de verdade é o amor. Sou Cristã, e acredito na Palavra de Deus, Jesus veio para salvar e pode transformar a vida dessa sua amiga que está em pecado. Contei o ocorrido para meu esposo, que desconfiado disse: Sabe Wilma, acho que a consulta era para ela, não para a amiga.

Este mês voltei à loja, para encomendar novos óculos. Um ano e 10 meses depois. A mesma senhora, proprietária, me recebeu com um largo sorriso: “Sra Wilma, a quanto tempo! Ela não havia esquecido meu nome (e creio nem o meu conselho). Casos como o da dona da ótica são comuns, e podem pegar até mesmo os cristãos mais fervorosos. Por isso, é preciso vigiar e orar. O apóstolo Paulo, em carta a Timóteo disse:” Foge das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que com um coração puro, invocam ao Senhor” II Tm 2:22

Se você está passando por tentações nessa área, implore a Deus: “Senhor, não me deixe cair, me mantêm em teus caminhos, livra-me do engano”. E você verá que Deus será o seu alto Refúgio. Não dê lugar a pensamentos que te conduzam a infidelidade. Se alimentares esse desejo em seu coração, ele crescerá de tal forma que gerará obras destruidoras.

Que Emanuel, Deus conosco, nos fortaleça no propósito de sermos fiéis em nosso relacionamento conjugal. Amém.~
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MAIS INFORMAÇÕES





Jornalista americana revela como a infidelidade conjugal é vista em oito diferentes países


Nos Estados Unidos é ter alguém por fora. Suecos e russos viram furtivamente à esquerda. Os israelenses chamam de comer de lado. Os japoneses, sair da estrada. Enquanto na Irlanda eles jogam à direita, na Holanda não só ficam estranhos, como também beliscam o gato no escuro. Aqui no Brasil, pulamos a cerca. Expressões bizarras e surreais para o um dos atos mais condenados abertamente e praticados secretamente no mundo: o de trair o seu cônjuge. Apesar do cristianismo, judaísmo e islamismo, as três maiores religiões do mundo, condenarem o adultério, homens e mulheres, sejam de que cultura ou localidade forem, traem ou conhecem alguém que o fazem ou foram traídos. E os motivos são muitos: de é uma tórrida relação sexual, à busca de um romance ou o preenchimento de alguma lacuna em sua vida conjugal.
A jornalista americana Pamela Druckerman resolveu investigar justamente o conceito de infidelidade em oito países do mundo e relatou suas descobertas no recém lançado livro "Na Ponta da Língua" da Editora Record. O mais interessante é que a inspiração para seu trabalho veio de sua experiência como correspondente do Wall Street Journal no Brasil e Argentina e ao fato de que uma aliança no dedo não impedia os casados latinos em propor encontros sexuais a ela. Criada nos padrões puritanos americanos, Pamela obviamente ficava enojada com nossa cara de pau, mas passou a questionar até mesmo os valores de seu país.
A proposta do trabalho não é científica. Na verdade, Pamela viajou para 24 cidades em 10 países e entrevistou dezenas de pessoas sobre a questão da traição e explica que a quantidade de declarações nem mesmo constitui uma base estatística confiável. O interessante mesmo é verificar, através da leitura, as diferenças entre os países. Em alguns lugares como na França, por exemplo, esbarrou com um preconceito em relação ao termo infidelidade, considerado ofensivo e preso a conceitos religiosos. O melhor naquele país é chamar de multirrelacionamentos simultâneos. Já no Japão a própria noção de culpa é desconhecida. Algumas conclusões são realmente curiosas, como você pode conferir abaixo:
Estados Unidos
Quem já assistiu à sensacional série Mad Men, passada em 1960, pode ver homens e mulheres em relações extraconjugais quase que o tempo todo. Ao entrevistar senhoras aposentadas vivendo hoje na Flórida, Pamela verificou que é os anos dourados da Era Kennedy foram assim mesmo, mas hoje o mais poderoso país do mundo vive uma revolução conservadora e trair é um dos mais graves pecados, porque envolve o ato de mentir. Atolados na culpa, especialmente graças à influência da filosofia protestante, o americano adúltero esconde seus casos até mesmo de seus amigos mais íntimos e milhares de "consultores conjugais" criam seminários, livros e grupos de apoio para evitar que alguém saia da linha.
França
Apesar da fama de liberal e da infidelidade parecer ser um esporte nacional, a jornalista viu que os franceses sim, ainda sustentam a monogamia fiel como o ideal para um relacionamento a dois. Existe, porém certa tranqüilidade em relação ao adultério sustentada pela política do "não pergunte, não fale". Um dos conceitos mais interessantes é que para os franceses o adultério só acontece quando o parceiro descobre, ou seja, quando os sentimentos da pessoa oficial são afetados.
Rússia
Durante o período comunista, onde o estado controlava tudo, sexo fora do casamento era uma maneira de burlar o sistema e discretamente "atacar" o governo. Hoje em dia, é quase que uma obrigação. Um dos motivos é a baixa expectativa dos homens, com uma média de 46 russos para cada 100 russas ao atingirem 65 anos, Com isso, muitas mulheres não se importam em se relacionar (ou até mesmo seduzir) homens casados e suas esposas preferem fechar os olhos em relação às puladas de cerca do marido e garantir o estrogonofe nosso de cada dia.
Japão
Primeira grande surpresa: no Japão é praticamente inexistente a oferta de camas de casal. Ainda trazendo tradições da época do xogunato, a mulher é anulada dentro do casamento e não há uma relação amorosa. Acontece que enquanto os homens vão para as casas de prostituição e cortesãs, as japonesas cultivam seus amantes, sem carregar qualquer tipo de culpa em relação ao ato. A nova geração está começando a lutar contra as milenares tradições a incorporar o amor romântico e fiel ao cotidiano japonês.
África do Sul
Ter uma amante na África é o mesmo que brincar de roleta russa com um revólver totalmente carregado. A incidência de AIDS no país é enorme e mesmo assim, homens e mulheres acreditam que devam ter vários parceiros porque nas ruas, um homem impotente é aquele que não consegue sustentar pelo menos três relações em uma noite. A prostituição é tão forte que algumas meninas abarcam a profissão apenas no último dia do mês para conseguir arrancar algum dinheiro do pessoal que está recebendo seu salário.
Indonésia
O país de cultura muçulmana se divide em aceitar ou não a poligamia. Para alguns, a liberdade de um homem em ter até quatro esposas vai evitar que ele se torne um adúltero. Para outros, como o homem pode namorar alguém mesmo estando casado, as leis religiosas vão justamente lhe dar a chance de ter diversas relações extraconjugais. De qualquer maneira, o adultério é proibido.
China
Assim como na Rússia, na época de Mao, puladas de cerca eram uma forma de protesto, mesmo porque amar era proibido. Hoje com a distensão, a moda da concubina ou segunda esposa, voltou de vento em popa, mas o governo central já estuda maneiras de coibir a prática, criminalizando o adultério, alegando que a corrupção governamental está ligada ao fato dos políticos e funcionários públicos precisarem de mais dinheiros para sustentar as amantes.
Uma vez que o Brasil ficou de fora, resolvemos perguntar à Pamela Druckerman sua experiência trabalhando no país. Morando hoje em Paris, a jornalista concedeu uma entrevista exclusiva ao Terra e mostrou sua visão dos relacionamentos brasileiros:
Você ficou impressionada com o assédio sexual latino e isso a motivou a buscar respostas sobre infidelidade, mas manteve o Brasil e a Argentina fora do livro. Alguma razão?
Os países latinos foram definitivamente a inspiração para meu livro. Foi aí que descobri que tinha mais interesse em pessoas do que em finanças (eu era uma jornalista financeira) e onde vi que eu era muito mais tipicamente americana do que pensava. O fato de homens casados me abordarem, o que antes eu considerava um insulto, me fascinou por ver que a mesma história - um homem trai a esposa e ela descobre - pode acontecer de maneiras diversas dependendo de onde você esteja. Eu adoraria fazer a pesquisa no Brasil e se o livro tiver uma seqüência, o país estará lá. Eu reconheço que o Brasil é um país complicado e diversificado. Apesar de seus problemas, existe algo muito positivo aí. A exuberância, a espontaneidade e a criatividade são um grande prazer do brasileiro.
Em sua experiência pessoal no Brasil, como sentiu que é a visão dos brasileiros em relação à infidelidade?
Fiquei impressionada que homens casados no Brasil se reúnem em um canto num churrasco para se gabar de outras mulheres em sua vida. Parece que isso aumenta seu prestígio entre os amigos. Eu tenho a impressão que as mulheres brasileiras são mais vigilantes e tentam evitar que seus maridos não tenham a chance de sair da linha. Nos EUA, ter um amante diminui seu status e ficamos entupidos de culpa, confusão e antidepressivos.
Você acha que o Brasil é esse paraíso sexual que os estrangeiros tem em mente?
Quando me mudei de Nova Iorque para São Paulo, descobri que a experiência de "encontros" era totalmente diferente nos dois lugares. Em NY, quando você dá seu telefone a um homem, ele vai esperar alguns dias antes de lhe telefonar para não parecer muito ansioso. Aí, vocês se verão uma vez por semana com a regra de que não há sexo até o 5º encontro. É bastante tentador. As coisas são mais diretas no Brasil. O homem brasileiro telefona no dia seguinte. Eles te convidam para almoçar no mesmo dia, e no dia seguinte, e assim por diante. Era tão intenso e estonteante que eu sentia como se fosse amor e que o rapaz iria me propor casamento em breve. Mas rapidamente como começou, acabava. Às vezes com um telefonema do tipo "desculpe e adeus". Isso quando não era só "adeus". Eu acabei aprendendo a não levar tudo isso tão a sério no final das contas.
Agora você está casada. Que lições sua pesquisa trouxe e que ajudam a você e seu marido na relação? Acredita que o certo é que no casamento não se fala mais nada que a verdade ou os franceses estão certos com seus segredos?
Meu marido adora dizer às pessoas que sua esposa é uma especialista em infidelidade, apesar de que se eu fosse realmente infiel, ele iria achar isso menos interessante. Eu me casei enquanto estava escrevendo o livro. Às vezes tudo que sei me deixa um pouco paranóica (tente passar seus dias lendo sobre infidelidade e não ser capaz de falar com seu marido quando ele está numa viagem de negócios). No geral, a pesquisa me fez menos "americana" e mais realista sobre tudo isso. Eu não mais espero que tenha de haver total transparência no casamento. Acredito que um pouco de mistério é sexy. E existem algumas coisas que eu realmente não quero saber.
Serviço
Na Ponta da Língua - As linguagens do adultério do Japão aos EUA
Autora: Pamela Drucker
Editora Record - 304 páginas
Em torno de R$ 35,00
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OS “INGREDIENTES” PARA A INFIDELIDADE CONJUGAL

infidelidade.jpg
Neste mês, me deparei com a notícia de três separações de casais da “sociedade” e que surpreendeu muita gente, pois todos possuem algumas condições comuns: casais entre 15 a 20 anos de vida conjugal, com êxito profissional e bem estar econômico e social.
Um único motivo das separações: INFIDELIDADE CONJUGAL de um dos parceiros(as).
Mas também, identifico alguns “ingredientes” também comuns e que acredito (pela minha experiência conjugal própria e profissional) contribuiram para a quebra de “fidelidade”.
Primeiro ingrediente: todos “católicos de fim de semana”. A participação na comunidade religiosa com certeza fortalece o casal no seu sacramento matrimonial. Sem a presença amorosa de Deus, todo casamento está fadado a um fracasso.
Segundo ingrediente: excesso de trabalho que potencializa o individualismo de cada um.Todos eram conhecidos como excelentes profissionais e que ambos (cada casal) tinham “muito trabalho”. A convivência conjugal saudável requer uma dosagem na distribuição de tempo tanto para o próprio fortalecimento da vida a dois como para o cuidado dos filhos e o processo educacional dos mesmos. Interessante que todos tinham mais que uma empregada, para dar “conta das crianças”.
Terceiro Ingrediente: A preocupação do destaque em colunas sociais e festas . Quando nos propomos de construir uma vida conjugal coerente, se faz necessário que o casal construa a sua base em sentimentos verdadeiros e não superficiais, pois um dia “a casa caí” e sem dúvidas quem mais sofre com esta triste realidade são os filhos.
Olhar para a experiência do outro pode e muito contribuir para o fortalecimento da nossa própria experiência e assim fazermos as mudanças que são necessárias para que a nossa existência conjugal seja reflexo permanente do amor de Deus na realidade.
Fico muita triste pelas separações e penso muito em seus filhos, mas oro para que o Espírito Santo possam iluminá-los e que todos reencontre o verdadeiro amor que um dia os levou a se unirem “até que a morte os separe” e que gerou seus filhos.
Fico me perguntando: qual é o testemunho que fica para os filhos? qual será o sentido da vida para cada um a partir da separação de seus pais? É possível assim acreditarem no Amor?.
Mais uma vez podemos constar que: DINHEIRO, FAMA E PRESTÍGIO NÃO TRAZEM FELICIDADE.
O AMOR DE DEUS SIM É A VERDADEIRA FONTE DE FELICIDADE ETERNA!
A nós profissionais de saúde é dado a responsabilidade de contribuirmos para que o casal possa superar as suas dificuldades e assim construir novos caminhos, porém sem a presença de Deus o Sacramento do Matrimônio não cumpre o seu verdadeiro sentido e se torna simplesmente um evento social e tradicional, correndo o risco destas separações que relatamos a custa de muito sofrimento.
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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5 Milhões de Confessos:

  1. O meu casamento vem passado por momento de muito dor eu quase mim separei do meu esposo, a 25anos, meu esposo teve uma filha davi, passaram 10 anos e le nunca quis saber dessa filha, quando o conheci,passei a falar com ele ate que o convece a fala com a filha, nos casamos ela ja tinha l3anos eramos amigas só que ela junto com a mãe passou, a infernizar a minha vida o meu esposo passa a mim maltrata foi espulssa de casa teve dois abortos,minha vida paasou a ser uma tortura, pq depois de mais de l8 anos, ele volta a ter conto que a mulher que dizia odiar, e eu já não sei mais o que fazer estou penssando em ir embora, só que ele nega tudo mais as pessoa sempre ver eles juntos e ela afirma que ainda vai viver com ele em uma casa e isso não é vida para ninguem

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  2. De fato, eu próprio vivi duas uniões civis. Na segunda, procurei corrigir minhas falhas pessoais da primeira. Investi amor/comprometimento, atenção, dedicação, afeto… E embora minha esposa soubesse o quanto eu a amava, decorridos mais de seis anos de um casamento invejável e admirado, passou a alimentar dúvidas sobre seu amor por mim. E, aproveitando-se do fato de passar largos dias morando em outra cidade, por razões profissionais transitórias, e da minha confiança nascida do cultivo do meu amor, passou a freqüentar clandestinamente baladas e se envolveu sexualmente com outro homem.
    Quando descobri, ao passo que me deparei com a tragédia que destruiu a troco de nada meu casamento – ela mesma diz que não sabe como pode fazer o que fez nem tinha razão para fazê-lo – quase que imediatamente percebi o que tinha causado meu segundo grande fracasso (também causa do primeiro): a falta da aceitação determinada de Deus na realização das minhas uniões e da aceitação renovada e diária de Deus pelo casal.
    Oro, agora, para que Deus me mostre o que quer de mim. Mas, não quero mais qualquer união que não seja abençoada pelo Sacramento do Matrimônio – e terá que ser plena de vida religiosa. Espero, pela misericórdia Divina, receber esta oportunidade.

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  3. ivanisa eliosete5 de maio de 2013 15:22

    Sou casada a 26 anos, depois de muitas tentativas em terapias,cursos á favor da continuação do matrimonio,(sem resultados), me vejo atualmente sem forças prá tentar,prá lutar, prá continuar…Com a proximidade do casamento de minha filha mais nova(22 anos) e meu filho mais velho (26 anos),me sinto exausta e com a certeza de que cumpri meu papel no casamento.Quero muito uma nova oportunidade de relacionamento, hoje aos meus 42 anos sinto que ainda há esperança de se ter uma nova realidade de relacionamento dentro de um contexto cristão,amigável, responsável,carinhoso,em paz…Quero ser feliz!!!

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  4. Tenho certeza que as infidelidades de meu marido ocorreram principalmente por ele não cultivar de verdade Deus em seu coração e tb porque trair na família dele era uma coisa normal, desde que a infidelidade fosse somente a masculina. Ele até é uma boa pessoa, honesta em relação ao seu trabalho e finanças, achava tb que o comportamento do seu pai, tios e irmão eram errados, mas foi um fraco e se deixou levar pela sua fraqueza, que é a luxúria, pela sua genética familiar, enfim por todos os apelos e tentações que podem ocorrer na vida de qualquer pessoa. Nem todo o nosso amor , nossa convivência carinhosa, nossos momentos felizes com nossos filhos e nossa ótima vida sexual, foram suficientes para manter afastado de nós, o terrível e destruidor poder da infidelidade. Eu sempre achei que ele gostava demais de sexo, e isso nunca faltou em nosso casamento, eu sempre fui fiel e isso para mim nunca representou nenhum sacrifício.Tenho certeza de que fidelidade tem a ver com princípios, maneira como somos criados e educados, valores e respeito ao próximo, virtudes que devemos cultivar desde cedo.Infelizmente,ele não foi forte e inteligente o suficiente para saber que dentro de um casamento, o respeito e o amor começam a minar quando se trai, e não só quando a traição é descoberta.E vou dizer mais, dentro de um lar em que existe uma esposa e mãe fiel,leal, amorosa, dedicada e virtuosa, já habita a presença de Deus e do Espírito Santo, e triste do homem que não enxerga essa presença através da sua família, esse com certeza cairá na rua,. através das suas fraquezas, mas suas traições e mentiras não ficarão ocultas por muito tempo.Posso falar sobre isso com toda certeza, pois foi isso que aconteceu dentro da minha casa. Não sou católica, nem evangélica, mas acredito piamente na existência de Deus, do Seu único e Perfeito Filho e na providência Divina, que sempre chega para fazer e trazer justiça para aqueles que estão puros de coração.Quem fere e trai a família, ofende a Deus pois se deixou servir de instrumento para destruir o que é sagrado.

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  5. Gostei muito da matéria, e principalmente do comentário da Lena, estou passando por isso, e sei como é dificil, concordo plenamente quando ela diz que a fidelidade tem a ver com princípios e educação dentro da família, mas Deus conhece todo os seus filhos, e com certeza a verdade sempre aparece, mesmo quando não estamos procurando por ela, é a providência Divina.

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