O DIVÓRCIO – 19 DE MAIO DE 2013 – COMENTÁRIOS ESCRITO E EM VÍDEO AULA DA REVISTA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL - LIÇÃO 7 - EBD-CPAD.


O DIVÓRCIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9).

O divórcio é permitido por Cristo como uma exceção, ante à prática da infidelidade, que quebra a aliança matrimonial. O tema do divórcio talvez seja um dos mais discutidos e pouco resolvidos no meio das igrejas evangélicas. De um lado, há os que não o aceitam em qualquer hipótese, entendendo a indissolubilidade do casamento de modo radical. Por outro lado, há os que o aceitam, sob determinadas circunstâncias, buscando base para tal entendimento na Bíblia Sagrada, como regra de fé e prática. E há os que são liberais, admitindo o divórcio em qualquer situação.

I - O QUE É O DIVÓRCIO

O divórcio é o rompimento da aliança, celebrada diante de Deus, perante um ministro, ou autoridade eclesiástica ou diante da sociedade, representada pela autoridade civil, encarregada de oficiar o casamento. Na prática, é a expressão marcante da falta de amor, de entendimento, de união e de fidelidade conjugal. Todo divórcio deixa marcas profundas nos que são alcançados por essa medida de caráter radical. Os que mais sofrem são os filhos, que não entendem porque seus pais não conseguem viver juntos, em amor, cuidando da missão de zelar pelo lar e pela família.

II -O  QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O DIVÓRCIO

1. O divórcio no Antigo Testamento

No contexto histórico e cultural do Antigo Testamento, a sociedade era patriarcal por excelência. O homem tinha a hegemonia em tudo, desde o governo, a liderança, e a preeminência absoluta, no lar, no casamento, e nas decisões mais importantes da vida social. Dessa forma, o divórcio era um direito e um privilégio do homem. A mulher repudiada pelo homem não era bem vista pela comunidade. Mas tinha o direito de obter um documento oficial, chamado de “Carta de Divórcio”, ou de repúdio, que lhe dava a faculdade de contrair novas núpcias. Assim, resumimos a seguir a questão do divórcio no Antigo Testamento. Jesus aboliu esse privilégio, pois, em sua lei, não pode haver acepção de pessoas (Rm 2.11; Tg 2.1).

a) O divórcio por qualquer motivo. No Pentateuco, encontramos as informações mais claras sobre a questão do divórcio. No livro de Deuteronômio, lemos que: “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia , ele lhe fará escrito de repúdio, e lho dará na sua mão, e a despedirá da sua casa” (Dt 24.1 — grifo nosso). O texto nos demonstra que o homem tinha o direito de repudiar sua mulher por motivos bem subjetivos. Sem explicação clara, o homem, depois de casado, podia “não achar graça” na mulher. E ver nela “coisa feia ”.

Que “coisa feia” seria essa? O texto bíblico não esclarece. Mas a resposta está no Talmude (coletânea de interpretações da lei pelos rabinos), que explica que “coisa feia” era o homem ver qualquer coisa, na mulher, que não lhe agradava. Por exemplo: se elas queimavam o pão, ou não temperavam a comida adequadamente, ou se não gostavam de suas maneiras, ou se não era boa dona de casa; se ela estragava um prato ao prepará-lo; e até se encontrasse outra mais bela que ela (Josefo, citado por Duty, p. 20). Ou, ainda, se usasse cabelos soltos, se andasse pelas ruas sem motivo, se falasse com homens que não fossem seus familiares, se maltratasse os pais do esposo, se gritasse com os maridos de maneira que os ouvintes o ouvissem, etc. (Da Silva, p. 28).

b) A carta de divórcio. Era um documento legal, fornecido à mulher repudiada, a qual ficava livre para casar de novo. Chamava-se de “carta de liberdade” — “documento de emancipação” — que lhe dava direito a novo casamento (Duty, p. 29,30).

A carta de divórcio ou de repúdio deveria ser dada em presença de duas testemunhas, e as partes estariam livres para um novo matrimônio. Aliás, o divórcio só tinha sentido se houvesse em vista um novo casamento. Se assim não fosse, por que motivo a mulher receberia carta de divórcio? Seria simplesmente abandonada. Note-se, também, que a mulher não tinha direito de pedir divórcio. Era privilégio do homem. Este poderia escolher com quem viver, inclusive possuindo mais de uma mulher, além de ter concubinas a seu dispor.

2. O divórcio no período interbíblico 

Entre os judeus, havia duas escolas importantes, que ditavam as normas de comportamento para a sociedade. Essas normas existiam no tempo de Jesus.

a) A escola d e Shammai. Este rabino tinha uma interpretação radical de Deuteronômio 24.1. Segundo seu entendimento, a carta de divórcio só podia ser dada à mulher em caso de fornicação ou de infidelidade conjugal. De certa forma, era uma evolução do pensamento judaico, pois uma leitura cuidadosa de Deuteronômio 24.1 dá a entender que a mulher só podia ser despedida se o homem achasse nela “coisa feia”, ou “coisa indecente”, sem que isso fosse a prática de infidelidade ou prostituição, visto que às mulheres infiéis só restava a pena de morte (cf. Lv 20.10; Dt 22.20-22). Mas a visão de Shammai era bem aceita por grande parte dos intérpretes da Lei. Veremos que Jesus corroborou esse pensamento, quando doutrinou sobre o assunto.

b) A escola d e Hillel. Este era um rabino de visão liberal, e favorecia a posição do homem em relação à mulher. Para ele, o homem poderia deixar sua mulher, divorciando-se dela, “por qualquer motivo”, por qualquer “coisa feia”, ou “coisa indecente”. Tais coisas seriam as que já enumeramos antes: andar de cabelos soltos, falar com homens que não fossem seus parentes, maltratar os sogros, falar muito alto etc. Assim, o homem podia divorciar-se a seu bel-prazer.

Com isso, o divórcio, ao invés de proteger a mulher, dando-lhe direito a uma nova oportunidade de constituir um lar, fez dela uma vítima em potencial dos caprichos machistas da época. Segundo o Dr. Alfred Edersheim, citado por Da Silva (p. 30), a mulher podia, “como exceção, divorciar-se, no caso de ser o marido leproso ou trabalhar em serviço sujo, por exemplo, em curtume ou em caldeira, e também no caso de apostasia religiosa, caso abraçasse uma religião herética”. Esse último conceito não tem base veterotestamentária. Era uma evolução da lei judaica.1

O divórcio não faz parte dos planos de Deus. Assim como a poligamia, no Antigo Testamento, que Ele permitiu ou melhor, tolerou. Há casos em que é impossível manter um relacionamento conjugal. Se o esposo espanca a esposa; se ele vive traindo sua mulher; se ela vive na prática de adultério; se um ou outro entra pelo caminho do homossexualismo; tais práticas são tão abomináveis, que desfazem o vínculo conjugal, e, na permissibilidade de Cristo, Ele admite o divórcio. Não como regra, mas como exceção, como um “remédio amargo” para um mal maior. Se não fosse assim, um servo ou uma serva de Deus seriam atingidos duas vezes: uma pelo Diabo, que destrói relacionamentos; e, outra, pela igreja local, que condenaria uma vítima a passar o resto da vida em companhia de um ímpio, ou viver sob o jugo do celibato, que não faz parte dos planos de Deus. Disse o Senhor, o Criador: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Mas graças a Deus que não é assim.

O evangelho de Cristo é sábio, justo e bom. Jesus não incentiva nem aprova o divórcio, mas o permite como um meio de reparar um dano moral de consequências drásticas, como um direito ao cônjuge que permanece fiel a Deus e ao casamento. Viver solteiro pode ser opção, mas não um estado que foi planejado por Deus. No final do texto em que Jesus responde aos fariseus, seus discípulos ficaram estarrecidos. “Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar” (Mt 19.10). Ficaram chocados com o ensino de Jesus, que só admite divórcio e novo casamento, no caso de infidelidade. Eles que viviam numa sociedade patriarcal e machista, estavam acostumados a ver o divórcio “por qualquer motivo”.

3. O divórcio na visão paulina

O apóstolo Paulo enfrentou alguns dos maiores questionamentos que perturbaram a igreja cristã nos seus primórdios. Um deles, sem sombra de dúvidas, foi a questão do divórcio. E ele soube posicionar-se com elevado discernimento espiritual, sob a direção divina. Interpretando a doutrina de Cristo sobre o divórcio, o apóstolo dos gentios apresentou sérias argumentações doutrinárias a respeito do assunto.2

a) Aos casais crentes — “aos casados” (1 Co 7.10). Esta passagem refere-se aos “casais crentes”, os quais não devem divorciar-se. Essa é a “regra geral”. Se não houver algum dos motivos permissivos (Mt 19.9 e 1 Co 7.15), não há qualquer justificativa para o casal crente se divorciar. Sabemos que há cristãos que são, na prática, “discípulos” de Hillel, que querem o divórcio “por qualquer motivo”. Se há desentendimentos, incompatibilidade de gênio, ou se a esposa ficou feia (ou o marido), o caminho não é o divórcio, mas a reconciliação com o perdão sincero, ou o celibato, caso sejam esgotados todos os recursos para a vida em comum. Não vemos, na Bíblia, qualquer razão que justifique o divórcio para os casais cristãos, quando não há as exceções previstas na Palavra de Deus.3

b) Aos casais mistos — “aos outros” (1 Co 7.12,13). “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”. Valorizando a família, a Palavra de Deus reconhece a união de um cônjuge que aceita a Cristo, e a esposa (ou o esposo) continua na incredulidade, ou de um fiel, cujo cônjuge se desvia. Entretanto, no caso de o cônjuge descrente (ou desviado) quiser abandonar o crente fiel, pedindo divórcio, não pode ficar “sujeito à servidão”, ou seja, sob o jugo de um casamento insuportável. Há casos em que o descrente é prostituído, com risco de levar doenças para a esposa; ou é beberrão contumaz, ou que espanca a esposa, proibindo-a de ser crente, etc. O crente não deve tomar a iniciativa do divórcio. Deve deixar que o descrente o faça: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se;porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (v. 15).

Entendimento semelhante tem Da Silva,4 considerando este último caso a “exceção paulina”, segundo a qual “numa situação dessa nem o irmão nem a irmã está sujeito à servidão. Houve a dissolução do vínculo matrimonial. O cônjuge crente, portanto, está livre para se casar com quem quiser, desde que ‘seja no Senhor” (cf. 1 Co 7.39).

Em nenhum momento, neste capítulo, desejamos incentivar o divórcio. O casamento deve ser realizado dentro de uma perspectiva para toda a vida, até que a morte separe o casal. Entretanto, a vida conjugal é complexa, e podem surgir casos em que a convivência torna-se insuportável. As exceções, na Bíblia, são prova do amor de Deus para com os que permanecem fiéis aos seus princípios para o casamento, não os condenando a uma vida inteira sob o jugo de uma penosa servidão a um infiel, desviado ou incrédulo.

III - CAUSAS DO DIVÓRCIO

As causas do divórcio são semelhantes às do adultério. Há aspectos específicos a serem considerados, mas, quando um casal não consegue mais viver a aliança conjugal, certamente, é porque um ou os dois deixam de cumprir as orientações da Palavra de Deus para o matrimônio.

1. De ordem espiritual

a) Falta do amor de Deus. A Bíblia, a Palavra de Deus, é o manual do casamento feliz. O apóstolo Paulo, inspirado por Deus, exortou os casais sobre como viver bem, no matrimônio, cumprindo a vontade daquEle que criou o casamento, na origem de todas as coisas. Um casamento, na visão de Deus, só pode tornar-se duradouro, se o casal observar os princípios do seu manual, que é a Bíblia. Em primeiro lugar, deve existir, nos corações, o amor de Deus. Este amor deve estar arraigado em nossos corações (Rm 5.5b). Quando a pessoa ama a Deus, o respeita e o obedece (SI 128.1), tem prazer na lei do Senhor (SI 1). O amor de Deus, preenchendo o coração dos cônjuges é fundamental para que a aliança do matrimônio seja forte e duradoura. Sem esse amor, dominando a vida a dois, é impossível ter um casamento feliz. O Diabo encontra brechas para semear a falta de interesse de um pelo outro, de insatisfação, e de infidelidade, que pode levar ao divórcio.

b) Falta de relacionamento do casal com Deus. Como foi dito sobre a infidelidade, quando o esposo e a esposa cultivam o relacionamento com Deus em seu lar, dando tempo para atividades simples, no aspecto espiritual, a tendência é que o casamento seja fortalecido e sua família edificada. E no lar que deve ter início o culto a Deus. Quando o casal cultiva o relacionamento espiritual com Deus, no seio da família, está edificando sua casa sobre a Rocha (Mt 7.24,25). Sem um relacionamento constante com Deus, o Adversário encontra oportunidade para lançar as sementes dos dissabores e levar ao divórcio.

2. De ordem comportamental

a) Falta de comunicação entre marido e mulher. Uma das causas da insatisfação no relacionamento entre os esposos, é a falta de comunicação. Vivemos num mundo em que as informações e as imagens estão à disposição de todos como nunca. A comunicação significativa é indispensável para que um casal viva feliz. Essa comunicação pode ser através de palavras, de gestos e toques significativos. Um esposo disse, num seminário para casais, que fazia mais de dez anos que não beijava sua esposa. É uma falha tremenda. Abraçar, beijar, tocar com carinho no outro é uma forma de comunicação agradável, além da conversa e do diálogo que constroem laços fortalecidos na união conjugal. A falta dessa comunicação pode contribuir para o divórcio. Fora do lar, há espaço para comunicações, muitas vezes ilícitas, sedutoras e destruidoras do casamento.

b) Falta de tempo para o cônjuge. A vida moderna exige o afastamento do casal por um longo período de tempo, durante o dia, para as atividades profissionais, que cada um escolhe, sejam por opção, ou por necessidade. E a desculpa para a falta de tempo é muito comum. Mas quando um não tem tempo para o outro, as forças do mal convencem que há tempo para relacionamentos estranhos, que podem começar com um olhar, uma conversa, um encontro, e por fim o adultério. Essa trama já é conhecida. O final não é feliz, pois resulta na destruição do casamento, através do divórcio. Dizer que não há tempo de um cônjuge para o outro é desculpa esfarrapada. Quando um cônjuge dá mais tempo para o trabalho, para a igreja, para os amigos ou atividades pessoais, esquecendo o outro, abre brechas para o desencanto no relacionamento, e indução maligna para a separação.

c) Tratamento grosseiro. O casal deve exercitar o tratamento cortês e respeitoso. Quanto existe tratamento grosseiro, com agressões verbais, vez por outra ou constantemente, o relacionamento torna-se desagradável e até insuportável, abrindo espaço para os pensamentos de separação. O mandamento bíblico de amar a esposa como Cristo ama a Igreja deve ser respeitado às últimas consequências. Amar sempre. Agredir nunca.

d) Insatisfação afetiva e sexual. O sexo não depende do afeto. Pode ser realizado por puro instinto biológico. Mas o afeto e o carinho são fatores que tornam a união entre o casal e a relação sexual plenamente satisfatória. E demonstração de amor entre o casal. A Bíblia exorta a que os casais tenham satisfação nessa parte (1 Co 7.3-7).

A linguagem, no texto, pode ser atualizada de forma mais clara: o marido deve procurar satisfazer à sua esposa na sua necessidade sexual, e a mulher deve fazer o mesmo em relação ao esposo. E mostra que é um dever conjugal, sob pena de um defraudar o outro nessa parte, levando-os ao risco de serem tentados pelo Diabo. Quando existe essa falta de atenção, a insatisfação pode ser usada como motivo para a separação.

IV - CONSEQUÊNCIAS DO DIVÓRCIO

1. Inconveniências sociais

Há sérios inconvenientes, resultantes do divórcio, tanto para os cônjuges separados, e mais ainda para seus filhos. Mas a igreja local deve ser uma comunidade terapêutica e deve tratar cada caso com a graça e a sabedoria dada pelo autor do casamento. Há inconveniências sociais, no âmbito da igreja local já que um divorciado não deve frequentar a mesma congregação do outro cônjuge, para evitar constrangimentos.

Se o divorciado é obreiro, a situação é mais difícil. Se ele for o causador do problema, deve ser tratado com mais rigor que um membro da igreja; se ele for a vítima da infidelidade, precisa ser apoiado em termos espirituais, emocionais e também ministeriais. Não é justo que perca o seu ministério pelo fato de ser vítima de uma tragédia em seu casamento.

Se o divórcio ocorreu antes de o cônjuge ser crente, não se pode tratar da mesma maneira que um divórcio ocorrido no tempo de conversão. São vários casos a serem considerados. Mas não se justifica um legalismo cruel que trata a todos da mesma forma, vítima e causador do problema. Deus é sábio, longânimo e grande em misericórdia. Ele condena o pecado, mas permite ou tolera situações que visam salvar o ser humano em sua condição instável, enquanto viver na terra.

2. O assassinato do amor

Quando um casal chega ao ponto de concluir que a separação é a única saída, é porque o amor foi destruído e enterrado na vala do egoísmo, do individualismo e da prática do que não agrada a Deus. Está sendo comum, em muitas ocasiões, uma esposa cristã dizer para o esposo que não sente mais nada por ele, e que a solução é o divórcio. Muitos cristãos, que optam pelo divórcio, muitas vezes já estão envolvidos, primeiro, emocionalmente, e, depois, fisicamente com pessoas estranhas. Imaginam que, adulterando, serão mais felizes. É impossível ser feliz sem a presença de Deus. Pode haver uma ilusão de felicidade mas a realidade é outra. O que adultera deve ter consciência de que o envolvimento com a adúltera tem triste fim (Pv 5.4,5).

3. A frustração dos filhos

Quando o casal tem filhos e são muito pequenos, estes não percebem tanto o drama da separação dos pais. Porém, quando já entendem o bem e o mal, percebem que seus pais não estão bem no relacionamento conjugal. E começam a indagar, em sua mente em formação, o que estará acontecendo. Não demora muito, e a realidade começa a se delinear diante deles e ficam chocados com a situação dos pais. Estes procuram conscientizar as crianças ou adolescentes, de que é melhor o pai e a mãe se separarem. No coração dos filhos, essa é a pior decisão de suas vidas. Eles veem nos pais o exemplo de fé, de união e de amor.

E quando veem o pai ou a mãe, saindo pela porta da frente, e se mudando para outro domicílio, ou a “casa dos pais”, reagem de diversas maneiras. Uns entram em depressão; outros são consumidos pela revolta, às vezes contra Deus, por permitir que tal desgraça aconteça em sua família. Outros procuram fugas psicológicas, para esquecer a separação dos pais. Não são poucos os que, vendo que os pais se separam, enveredam pela vida do vício, da delinquência, da prostituição e até do homossexualismo, como forma de afrontar os progenitores.

V - COMO EVITAR O DIVÓRCIO

1. Na área espiritual

O casamento, assim como a família, é uma instituição muito atacada pelo Maligno. O Diabo não quer ver nenhum casal unido e feliz. Promove os vendavais de insatisfação, de desentendimento, de tristeza e de falta de amor. Se a casa não estiver edificada sobre a Rocha, que é Jesus, não pode resistir às intempéries da vida, às forças do mal que combatem contra o lar. Desse modo, torna-se indispensável agir no lado espiritual.

As causas prováveis para o divórcio podem ser evitadas com a ação espiritual em favor do casamento. A boa união entre o casal só se firma se os dois unirem-se diante de Deus em contínua oração. O Inimigo “adora” quando vê o marido assistindo à TV, horas a fio, ou gasta muito tempo na internet, e não se interessa pela oração; e também, quando a esposa prefere ocupar o tempo vendo novelas, filmes e outros programas que não edificam a vida espiritual.

Porém, quando os dois, marido e mulher, fazem o propósito e o cumprem, de orar todos os dias por si, por seus filhos e por seu casamento, as brechas são fechadas, de modo que o Adversário não pode ter êxito em seu intentos destruidores do casamento.

2. Na área humana

O lado espiritual do casamento só se fortalece, se, no lado humano, houver interesse e dedicação de um cônjuge pelo outro. O amor é fundamental. Sua demonstração é indispensável, com palavras e gestos. O respeito mútuo e o companheirismo sincero fortalecem os laços do casamento. “E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Ec 4.12). Quando um cônjuge é firme em sua fé e no amor fiel, quando o Diabo vem contra ele, o outro, amante e amigo, se une para, juntos defenderem seu casamento. O cordão de três dobras pode muito bem representar o casal (os dois) e a família, em união diante de Deus. Essa união não se quebra, a não ser quando a morte os separar.

1 Elinaldo Renovato de Lima. Etica cristã, p. 110.
2 Elinaldo Renovato de Lima. Ética cristã, p. 85.
3 Ibid.,p. 117.
4 Esequias Soares, p. 48,49.

Fonte: Edson Pereira Ramanauskas

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AGORA VEREMOS MAIS COMENTÁRIOS SOBRE O TEMA: DIVÓRCIO BÍBLICO



Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito do divórcio e segundo casamento?"


Resposta:Em primeiro lugar, independentemente do ponto de vista que se tem a respeito do divórcio, é importante lembrar as palavras da Bíblia em Malaquias 2:16a: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel.” De acordo com a Bíblia, o plano de Deus é que o casamento seja um compromisso para toda a vida. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Entretanto, Deus bem sabe que o casamento envolve dois seres humanos pecadores, e por isto o divórcio vai ocorrer. No Antigo Testamento, Ele estabeleceu algumas leis com o objetivo de proteger os direitos dos divorciados, em particular das mulheres (Deuteronômio 24:1-4). Jesus mostrou que estas leis foram dadas por causa da dureza do coração das pessoas, não por desejo de Deus (Mateus 19:8).

A polêmica a respeito do divórcio e do segundo casamento, se são ou não permitidos de acordo com a Bíblia, gira basicamente em torno das palavras de Jesus em Mateus 5:32 e 19:9. A frase “a não ser por causa de infidelidade” é a única coisa nas Escrituras que possivelmente dá a permissão de Deus para o divórcio e segundo casamento. Muitos intérpretes compreendem esta “cláusula de exceção” como se referindo à “infidelidade matrimonial” durante o período de “compromisso pré-nupcial”. Segundo o costume judeu, um homem e uma mulher eram considerados casados mesmo durante o período em que estavam ainda “prometidos” um ao outro. A imoralidade durante este período em que estavam “prometidos” seria a única razão válida para um divórcio.

Entretanto, a palavra grega traduzida “infidelidade conjugal” é uma palavra que pode significar qualquer forma de imoralidade sexual. Pode significar fornicação, prostituição, adultério, etc. Jesus está possivelmente dizendo que o divórcio é permitido se é cometida imoralidade sexual. As relações sexuais são uma parte muito importante do laço matrimonial: “e serão dois uma só carne” (Gênesis 2:24; Mateus 19:5; Efésios 5:31). Por este motivo, uma quebra neste laço por relações sexuais fora do casamento pode ser razão para que seja permitido o divórcio. Se assim for, Jesus também tem em mente o segundo casamento nesta passagem. A expressão “e casar com outra” (Mateus 19:9) indica que o divórcio e o segundo casamento são permitidos se ocorrer a cláusula de exceção, qualquer que seja sua interpretação. É importante notar que somente a parte inocente tem a permissão de se casar uma segunda vez. Apesar disto não estar claramente colocado no texto, a permissão para o segundo casamento após um divórcio é demonstração da misericórdia de Deus para com aquele que sofreu com o pecado do outro, não para com aquele que cometeu a imoralidade sexual. Pode haver casos onde a “parte culpada” tem a permissão de se casar mais uma vez, mas tal conceito não é ensinado neste texto.

Alguns compreendem I Coríntios 7:15 como uma outra “exceção”, permitindo o segundo casamento se um cônjuge não crente se divorciar do crente. Entretanto, o contexto não menciona o segundo casamento, mas apenas diz que um crente não está amarrado a um casamento se um cônjuge não crente quiser partir. Outros afirmam que o abuso matrimonial e infantil são razões válidas para o divórcio, mesmo que não estejam listadas como tal na Bíblia. Mesmo sendo este o caso, não é sábio fazer suposições com a Palavra de Deus.

Às vezes, perdido no meio deste debate a respeito da cláusula de exceção, está o fato de que qualquer que seja o significado da “infidelidade conjugal” , esta é uma permissão para o divórcio, não um requisito para ele. Mesmo quando se comete adultério, um casal pode, através da graça de Deus, aprender a perdoar e começar a reconstruir o casamento. Deus nos perdoou de tão mais. Certamente podemos seguir Seu exemplo e perdoar até mesmo o pecado do adultério (Efésios 4:32). Entretanto, em muitos casos, o cônjuge não se arrepende e nem se corrige, e continua na imoralidade sexual. É aí que Mateus 19:9 pode possivelmente ser aplicado. Muitos também se apressam a fazer um segundo casamento depois de um divórcio, quando Deus pode estar querendo que continuem solteiros. Deus às vezes chama alguém para ser solteiro a fim de que sua atenção não seja dividida (I Coríntios 7:32-35). O segundo casamento após um divórcio pode ser uma opção em alguns casos, mas não significa que seja a única opção.

Causa perturbação que o índice de divórcio entre os que se declaram cristãos seja quase tão alto quanto no mundo não crente. A Bíblia deixa muitíssimo claro que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16) e que a reconciliação e perdão deveriam ser atributos presentes na vida de um crente (Lucas 11:4; Efésios 4:32). Entretanto, Deus reconhece que divórcios poderão ocorrer, mesmo entre Seus filhos. Um crente divorciado e/ou que tenha se casado novamente não deve se sentir menos amado por Deus, mesmo que seu divórcio e/ou segundo casamento não esteja sob a possível cláusula de exceção de Mateus 19:9. Freqüentemente Deus usa até a desobediência pecaminosa dos cristãos para executar um bem maior.



O Que Diz A Bíblia Sobre O Divórcio no Lar


Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de .o lar.. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.

Tal lar, tal mundo

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia que atingiremos o alvo o que Deus tem para nós na relação de família.


I. CASAMENTO


Gênesis 2:18, .E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele..

Temos que ver primeiramente o porquê do casamento antes que possamos formular uma atitude certa e bíblica de divórcio. Nos estudos anteriores O Que Diz a Bíblia Sobre a Origem e Amor do Lar, O Que Diz a Bíblia Sobre o Homem do Lar, O Que Diz a Bíblia Sobre a Mulher do Lar e O Que Diz a Bíblia Sobre os Filhos do Lar temos aprendido o quê o casamento é. Temos visto a relação entre a vontade e desígnio de Deus e a responsabilidade do homem no casamento. Queremos entender agora o porquê do casamento. Queremos responder a pergunta: Porque Deus achou bom criar a mulher para o homem?

Respondendo a esta pergunta vamos, por necessidade, recapitular alguns fatos importantes enquanto adicionamos fatos complementares a esses.

A. Instituição Divina


1. O que o casamento é.


Entendendo o que é que Deus ajuntou podemos perceber o que é que Ele não fez, especificamente, o divórcio. Vamos entender o que o casamento é:

a. União divina - .Deus tem ajuntado. Mateus 19:6, .Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.. Casamento não é invenção de homem nenhum, nunca foi. Foi Deus que ajuntou o homem e a mulher mesmo antes do pecado (Gên. 2:21, 22, .formou.; I Cor 7:7, .dom.; I Tim 4:3, .criou.). Se podemos concluir que o casamento é uma instituição de Deus não devemos tratá-lo como se fosse do homem usando a sabedoria do homem para o .melhorar., manipular ou regulamentar. Deus tem dado a Sua palavra sobre o assunto e é essa que queremos e devemos seguir.

b. União perfeita O casamento pela Bíblia simboliza relacionamentos perfeitos e nisso podemos ver que casamento não s .falta algo.. Quando Deus fez o casamento Ele o fez com a mesma perfeição quanto fez a luz, a terra seca, sistemas solares, animais, etc. Quando a relação de casamento é usada para representar algo, as qualidades do casamento estão vistas naquilo que é representado. Estude bem o relacionamento nestas duas maneiras que casamento é usado para simbolizar uma verdade: · Deus pai e Israel - Isa 54:5; Jer 3:14 · Deus Filho e a Igreja local - Efés 5:23-32

c. União permanente na terra Sempre terá o casamento na terra. Foi iniciado por Deus e continuará aqui na terra até a segunda vinda de Cristo (Lucas 17:26, 27). No céu não terá casamento (Mar 12:25). Gên. 2:24 diz que há relacionamentos temporários aqui na terra (.deixará o homem o seu pai e a sua mãe.), e há relacionamentos permanentes também ( o homem .apegar-se-á à sua mulher.). Relacionamento de filho/pais ou filha/pais é temporário pois no casamento é necessário o que está se casando .deixar. os pais. Mas, no casamento, quem está se casando .apegar-se-á. para nunca mais .deixar..

d. União importante: Alicerce da sociedade Antes de qualquer outra instituição, o lar foi instituído. Isso quer mostrar que tudas as ramificações da sociedade que surgiram, tem a família como o alicerce. Nada o que viria depois entraria em contradição com a primeira. Tudo foi estruturado dentro do contexto da família.

e. União contratual Em Ezequiel 16:8, um dos símbolos do casamento (Deus pai com Israel) há o entendimento de contrato nas palavras .juramento. e .aliança. (ver também Malaquias 2:14). No casamento atual entre Rute e Boaz pode se ver testemunhas e algo feito para confirmar o negócio do casamento (Rute 4:2, 7-13).

Vendo as verdades acima relacionadas pode ser concluído o que se passa hoje por casamento ou é ignorância ou é nada mais que uma invenção conveniente do homem para exercer prazeres desordenados sem assumir nenhuma responsabilidade. É a vontade de Deus que o homem e mulher casados, que são chamados por Deus para serem casados, andem como Deus os designou andarem entre as suas responsabilidades enquanto estiverem aqui na terra (I Cor 6:15-20; II Cor 6:14-18). Só assim alguém pode conhecer as bênçãos de Deus no lar.


2. O que o casamento não é.


Vendo o lado negativo de qualquer assunto ajudará entender o que qualquer assunto realmente é. Queremos examinar o que o casamento não é para formular então uma atitude certa do que é divórcio e qual pensamento devemos ter diante o assunto. Há muitas opiniões sobre o casamento desde muito liberal ao lado muito conservador.

a. Instituição para procriar
Muitos acham que casamento foi uma maneira moral inventada para que o mandamento de Deus de .frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra. (Gên. 1:28) fosse possível. É certo e lógico o que diz que procriação fora de casamento é imoral mas não é certo o raciocino que diz que casamento foi instituído para não ser pecaminosa a geração de filhos.

A conseqüência nunca deve ser considerada a causa

b. Instituição para legalizar o sexo
Casamento também não pode ser igualado à moralização de sexo. Não há moralidade de sexo fora de casamento é certo, mas pode ter casamento sem a pratica de sexo. O exemplo disso é de José e Maria. Eram casados legitimamente mas José .não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito. (Matéus 1:24). Se relações conjugais não fazem um casamento ser verdadeiro então as mesmas não podem anular um também. Um fator menor de casamento não pode ser a causa maior. Casamento é algo além de procriação ou de sexo.


3. O Porquê do Casamento


A resposta da pergunta, .porque Deus instituiu o casamento?., pode ser nas próprias palavras de Deus em Gênesis 2:18, .E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.. (Ver também v. 24,25). Além da glória de Deus companheirismo é a razão principal de casamento ser instituído.

Não é bom que o homem esteja só

Em geral tanto o homem quanto a mulher são criados por Deus com uma necessidade de ter um ao outro e os dois glorificar a Deus. Quando um não tem o que complementa, há solidão e um vazio. Deus falou que esta solidão não era boa. Foi por isso que criou o cônjuge e instituiu o casamento. Todo demais que muitos confundem com casamento (procriação, sexo, abertura um com o outro em todos os aspetos) vem como fruto de uma pessoa achar o companheirismo no seu cônjuge que Deus intentou que achasse. Em Provérbios 2:17 é dito que a mulher estranha .deixa o guia da sua mocidade.. A palavra .guia. vem duma palavra hebraica que quer dizer familiar, amigo ou amansado (domesticado) e mostra pelos significados das palavras uma intimidade sincera (Strongs #441). É exatamente esse o propósito do casamento aos olhos de Deus. A mulher precisa esta intimidade tanto quanto o homem, pois quando essa mulher deixou o .guia., ela deixou a sua intimidade. Não é bom para homem ou mulher ser sem essa intimidade. Em Malaquias 2:14 é dito que o homem deixou .a mulher da tua mocidade. e diz que ela era .a tua companheira.. Essa é a única vez no Velho Testamento que essa palavra hebraica é usada e significa consorte bem como o navio que navega junto com outro. Significa associação e outras palavras que entendem uma união intima (Strongs #2278 e Novo Michaelis). Outra vez a Bíblia mostra que casamento tem na sua alma a idéia de companheirismo, que é uma associação que atua no interior de um ser humano.

4. As Benções de Casamento
Quando os pretendentes consideram o casamento, eles o fazem para o seu próprio benefício. Estes mostram uma atitude de submissão ao exemplo Bíblico para duas pessoas conviverem e abre-se para elas o ambiente apropriado para receberem tudo o que um casamento pode ser. Casamento é venerado (Heb 13:4), abençoado (Sal 128:1-3) e a cerimonia de casamento Jesus assistiu pessoalmente (João 2:1,2) mostrando o seu agrado no assunto. Os que querem viver juntos diferente do que a maneira bíblica é vista por Deus como prostituição e adultério, dos quais Deus julgará (Heb 13:4). Não pode melhorar a maneira com qual Deus ajuntou o homem e mulher.

No Casamento:
Aquilo que promove companheirismo deve ser praticado
Aquilo que destrua companheirismo deve ser evitado


II. O PECADO DO HOMEM


O homem, desde o pecado de Adão, tem uma natureza pecaminosa. Essa natureza leva ele a não entender a maneira de Deus (I Cor 2:14). O seu coração enganoso (Jer 17:9) faz que ele dê aos seus próprios pensamentos a preeminência sobre os de Deus. Veja também Isa 1:6; Rom 3:10-18.


A. Pecado é a Causa de Divórcio


Nos casos de todos os divórcios na Bíblia (há muitos) não há outra razão de divórcio senão o pecado.

1. No Velho Testamento
A Lei não permitiu divórcio (Deut. 22:13-21). A parte infiel foi morta pelo apedrejamento. Depois, evidentemente por causa da insistência do povo, o divórcio foi permitido com qualificações. Em todo caso, foi só por causa de pecado (Deus 24:1-4, .coisa indecente.). Outros casos de divórcio para estudar: Esdras 10:2-3, 18-19, 44; Isa 50:1

2. No Novo Testamento
Mat. 5:31,32 , .por causa de prostituição. Mat. 19:8, .por causa da dureza dos vossos corações. .Dureza de coração. significa um coração duro, seco; destituição de percepção espiritual - (#4641) Strongs. Outros casos que tratam este assunto para estudar: Mar 10:2-12; Lu 16:18; I Cor 7:11,12


B. Divórcio é Instituição Humana


O casamento foi feito por Deus como a primeira instituição na terra. É uma instituição perfeita, permanente na terra, o alicerce da sociedade e uma união contratual. O homem, por causa da falta de percepção espiritual, deturpou o que era perfeito. O divórcio foi o resultado. O que o homem inventa, tem imperfeições. O divórcio causa tristezas, cicatrizes emocionais, males na sociedade, corrupção das outras instituições da qual o homem está envolvido, tais como governo, igreja, escola, etc. Por causa da dureza dos corações dos homens, o divórcio tem sido feito uma realidade, não só em nossos dias, mas também nos dias da Bíblia, sim, mesmo no tempo de Moisés. Quando tratamos do assunto de divórcio, devemos lembrar que a causa dele é pecado. Não é um estilo diferente de vida conjugal criado por Deus ou uma opção que é permitida por Ele que alguém pode escolher se achar conveniente. .Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio. Mal 2:16.

O Que Causa Divórcio é Pecado mas Todo Caso de Divórcio Não é Pecado


III. DIVÓRCIO



A. A Atitude Certa



1. A Atitude Bíblica de Divórcio


Deus odeia todo divórcio: .O SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio,. Mal 2:16

Divórcio é instituição do homem: .ao princípio não foi assim,. Mat. 19:8

Paz, entre o casal, é o alvo de Deus: .mas Deus chamou-nos para a paz.. I Cor 7:15

Se olhamos ao divórcio como o homem o vê, perderemos a seriedade tanto do assunto do casamento quanto do divórcio. É necessário que o casal que quer viver para a glória de Deus não tenha na mente a separação moderna e temporária ou o divorcio como uma opção viável na solução dos problemas da sua vida conjugal. É essencial para ter as bênçãos de Deus ter a mesma atitude de Deus sobre o divórcio.


2. A Atitude Bíblica dos Divorciados


É saudável também ter a mesma atitude de Deus sobre os divorciados. Há perdão, salvação, eternas bênçãos e graça inefável da parte de Deus para estes (Lembre-se do exemplo de Davi, um adúltero e homicida. Deus o perdoou e o usou grandiosamente na terra. Davi até é parente de Cristo). Tanto Deus odeia o pecado quanto Ele odeia o divórcio. Tanto Deus ama o pecador que se arrepende quanto Ele ama o divorciado que se arrepende. O João 3:16 é para todos os que se arrependem. Ver Eés 2:2,3. As vezes fazemos distinção de pecados que a Bíblia não faz. Seria certo aceitar em nossa comunhão com menos problema um homicida, ladrão, etc., que um divorciado? É certo colocar um(a) divorciado(a) num nível de caráter mais baixo que aquele que vive fazendo adultério no seu coração (Mat. 15:18,19)? Se Deus por Cristo perdoou e salvou gloriosamente a mulher Samaritana que tinha cinco maridos, não podemos fazer menos (João 4:18). É amor amadurecido que tenta olhar como Deus olha nos pecados dos outros - todos os pecados dos outros.


3. A Atitude Bíblica de Deus e o Divórcio


Há um tratamento que a Bíblia dá sobre o assunto de divórcio que sujeita ela à regras sem o divórcio ser por ela instigado. O ensinamento que a Bíblia dá é dado para moderar, reprimir e estabelecer ordem no assunto do divórcio, e nunca em nenhum jeito, é dado para mandar que este mesmo venha acontecer. É o homem, por causa da dureza do seu coração, que tem insistido no divórcio. Deus tem se expressado na Bíblia sobre o divórcio para conter as ações do homem e fazendo isso, tem nos dado regras para considerar se a dureza do nosso coração força uma ação além daquela que Deus instituiu.


B. Termos Definidos


Os termos Bíblicos geralmente usados no assunto de divórcio devem ser estipulados de acordo com o significado Bíblico. O que o homem de hoje diz destes termos não pode ser considerado como a última palavra. O que Deus diz e o que Deus significa importa mais do que o homem de hoje diz ou pensa. Isso quer dizer, se é que realmente quer saber a verdade do assunto.


1. Divórcio/Repudiar


No Velho Testamento
Deut 24:1,3, .carta de repúdio.; Jer 3:8; Isa 50:1, .carta de divórcio. vem duma palavra Hebraica significando .cortando para separar (do laço matrimonial), divórcio. (#3748, Strong.s). Essa palavra Hebraica deriva de uma outra palavra hebraica (#3772) que significar .cortar; destruir ou consumir. e usada em Lev 20:5, .extirparei do meio..
Lev 21:14; 22:13; Num 30:9, .repudiada. vem duma palavra Hebraica significando .expulsar, afugentar de uma possessão; especificamente expatriar ou divórcio. (#1644, Strong.s).

No Novo Testamento
Mat. 1:19, .deixá-la secretamente..; 5:32; 19:3, .repudiar., 7, .carta de divórcio., .repudiá-la., 8, 9; Mar 10:2, 4, .repudiar., 11, 12, .deixar.; Lu 16:18, .deixa., .repudiada. vem duma palavra grega que significa .soltar completamente, por exemplo (literalmente) aliviar, soltar, despedir (reflexivo: sair), ou (figurativo) deixa morrer, perdoar, ou (especificamente) divórcio. (#630, Strong.s). (Veja também a mesma palavra grega [#630] usada em: Mat. 14:15, .despede., 22, .despedia.; Lu 8:32, .despediu.).
Mat. 5:31, .carta de desquite.; 19:7; Mar 10:4, .carta de divórcio. vem dum adjetivo grego dando o entender .um separatismo; por exemplo (especificamente) divórcio. (#647, Strong.s).


2. Fornicação/Prostituição


No Velho Testamento II Cron. 21:11, .corrompessem., 13, .prostituição.; Isa 23:19, .prostituir-se-á. sendo de uma palavra hebraica que tem como raiz primária a significação .de ser bem alimentada e portanto libertino ou devasso. Figurativo significa cometer idolatria. (#2181, Strong.s).
Eze 16:15, .prostituías-te.; 16:29, .prostituições. vem de uma palavra hebraica significando .prostituição por exemplo (figurativo) idolatria e fornicação, prostituição. (#8457, Strong.s).

No Novo Testamento
Mat. 5:32; 19:9; I Cor 7:2, .prostituição. Essa palavra grega é usada na suas formas em I Cor 5:11; Heb 12:16 como .devasso. significando .vender (traficar); um prostituto. (#4205). Ver também os usos em I Cor 6:18; Mat. 15:19.


3. Adultério


No Velho Testamento
Todos os usos das palavras: .adultérios. (Jer 13:27), .adulterar, adulterado, adúltero e a adúltera. (Lev 20:10) vem da palavra hebraica que significa .cometer adultério; figurativo apostatar. (#5003, Strong.s).

No Novo Testamento
Todos os usos das palavras: .cometa adultério. (Mat. 5:32; 19:9; Mar 10:11); .adultera. Mat. 12:39; .adúlteros. Lu 18:11, etc., vem de uma palavra grega que significa .um(a) amante; figurativo um(a) apóstata ou renegado(a). e no seu uso significa .cometer adultério. (#3432, Strong.s). Nota que esse uso é tanto literal quanto mental (Mat. 5:28).

Resumindo podemos entender que divórcio é sério e é uma cessação completa de uma prévia relação, um seccionamento ou divisão em duas partes. A falta do uso de uma palavra .separação judicial. ou equivalente, significa, biblicamente, que o casal está casado ou não esta, não tendo um meio termo que pode permitir algo menos sério. Podemos resumir também que as causas do divórcio são os pecados sexuais e não inconveniências quaisquer.

Quando a Bíblia usa os termos acima citados e definidos é importante lembrar as suas colocações. Não é edificante embutir o significado atual nos dias de hoje quando tratamos dos assuntos bíblicos. O ue podemos aprender disso tudo é que o sexo e a relação de casamento é sagrada e preciosa diante de Deus. Ele que fez o homem e a mulher é também o que instituiu o casamento. .Era muito bom. (Gên. 1:31) , é .venerado. e .sem mácula. (Heb 13:5) dentro das qualificações que Deus estabeleceu. Qualquer coisa fora, seja praticado literalmente ou só no coração do homem, é abominação diante de Deus e traz sérias conseqüências aos que se dão .à prostituição. e adultério (Heb 13:5).

Venerado seja entre todos o matrimônio ...aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros,
Deus os julgará.. Hebreus 13:4


C. Entre Os Crentes


I Cor 7:10-11


1. Nenhum divórcio - .não se aparte ... não deixe. 

A intenção de Deus, no princípio, intenta um mandamento que não permite divórcio entre os casais crentes. O propósito de Deus é que .apegar-se. de um ao outro (Gên. 2:24; Mat. 19:8; Mar 10:2-12 .ao princípio.). Esta intenção se vê em I Cor 7:10,11 quando Paulo repete as instruções de Jesus e diz .mando, não eu mas o Senhor.. Para crentes, divórcio não é opção. Entre os crentes o divórcio é pecado (Mat. 5:32; 19:9; Lu 16:18).


2. Se Divorciar - .fique sem casar.

.Se, porém, se apartar. há o mandamento de ficar sem casar. Os crentes que se divorciam não tem opção de casarem-se outra vez a não ser com o cônjuge com quem se divorciou. Lembrando do significado das palavras associadas com .divórcio. ( no Velho Testamento: .cortando para separar. e no Novo Testamento: .soltar completamente.) devemos entender que pessoas divorciadas não são casadas mais. A primeira relação já foi dividida, partida, despedida, cortada. Há os que dizem que, nos olhos de Deus, os divorciados ainda estão casados. Não é a verdade nem a linguagem bíblica. Deus diz que os divorciados, para entrar numa relação de matrimonio outra vez precisariam de se casar. Quer dizer, não se casando outra vez um com o outro para consertar a situação, não são casados mais; ou melhor, divorciado significa não ser casado nunca mais. Os crentes que se divorciam, devem ficar nessa condição de ser não casados.


3. Objetivo é reconciliação - .ou que se reconcilie.

Entre os casais crentes há a obrigação de reconciliar um com o outro. Para ter reconciliação tem que ter confissão dos erros que trouxe a desgraça de divórcio. A confissão necessita a ação de perdão. Entre crentes que conhecem o perdão de Cristo, essa não deve ser uma barreira. Se for, lembra que Deus nos perdoará .assim como nós perdoamos aos nossos devedores. (Mat. 6:12).


Razões porque os crentes devem facilitar a reconciliação entre si:


Tem o exemplo de Cristo com a Sua Igreja (Efés 5:24,25)
Tem o Espírito de Deus intercedendo por eles (Rom 8:26,27)
O Espírito Santo guia em toda a verdade (João 16:13)
O Espírito Santo está transformando os crentes mais a imagem de Cristo (Rom 8:29; Prov. 4:18)
Conhecem o perdão de Deus que é exemplo em perdoar os outros (Efés 4:32)
Há poder sobre a carne (Rom 7:25), do pecado (Heb 7:25), do mal (Col. 2:15; Heb 2:114) e do mundo (João 16:33) enquanto os de fora não tem a mente de Cristo (Rom 2:14-15).

Vendo a possibilidade e a obrigação da reconciliação entre os crentes podemos entender as conseqüências quando crentes se casam outra vez com outro além daquele com qual deve se reconciliar. Podemos entender melhor a razão de Jesus dizer que se casarem com outro é verdadeiramente adultério (Mat. 5:32; 19:9; Mar 10:11,12; Lu 16:18). Já divórcio entre os crentes é desobediência (.não se aparte.) e a situação piora muito quando há casamento outra vez. Isso já é adultério e tem o julgamento de Deus (Heb 13:4).

.Portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.. Malaquias 2:16


5. A Exceção


Mat. 5:32, .a não ser por causa de prostituição.

Lembre o fato que, entre crentes, há mandamento de .que a mulher não se aparte do marido. e .que o marido não deixe a mulher. (I Cor 7:10,11). Este mandamento é de Deus desde o princípio. (Mat. 19:4-8). O propósito que Deus tem para o casal é suficiente para que nenhum casal crente considere divórcio viável entre eles pois eles, como salvos, tem o desejo de agradar Deus acima de qualquer inconveniência humana. As inconveniências humanas que causam qualquer obra da carne (Gal 5:19-21) são oportunidades para o crente mostrar o amor real (I Cor 13:4-8) ao seu cônjuge crente. Reconciliação e paz são os objetivos (I Cor 7:11, 15). O Espírito Santo operando a Palavra de Deus dentro das vidas do casal, que tem o exemplo particular de Cristo nas suas vidas, faz com que a paz verdadeira possa ser uma linda realidade onde a carne tem sido manifesta.

Há uma razão, e uma razão só, que permite o crente divorciar o seu cônjuge crente. Esta razão é a prostituição Mat. 5:32; 19:3-9 (#2181 e #8457 no hebraica, #4202 no grego, Strong.s - o pecado sexual que inclui entre outros pecados sexuais o adultério, incesto e a homosexualidade - Jer 3:1; I Cor 5:1; Judas 7). Deve ser lembrado que .prostituição. no significado original era uma larga escala de pecados sexuais que incluía incesto (I Cor 5:2), homosexualidade (Judas 7) e adultério (Jer 3:1). Qualquer coisa sexual que quebrava a confiança e o companheirismo entre o casal era .prostituição.. A .prostituição. era o pecado. A quebra de confiança das promessas do casamento era o resultado desta fornicação e essa quebra é entendido pelo termo: .adultério..

Divórcio não é permitido só no caso de adultério (que é o resultado do pecado de prostituição), mas por causa de prostituição (que biblicamente é pecado sexual qualquer). Três pontos devem ser lembrados quando trata divórcio entre os crentes


1. O divórcio não é mandamento. Ao casal crente que tem o pecado de fornicação no casamento não é mandado que se divorciem. Se tiverem arrependimento verdadeiro, perdão é necessário (Lu 17:3) e divórcio não é mais assunto.



2. O divórcio é permitido com restrições. A restrição desta permissão é reservada para os que não obedecem os princípios de arrependimento e perdão.


Para ter um divórcio entre um casal crente, um processo jurídico é necessário. Na realidade, um irmão tem que levar o outro .a juízo perante os injustos. no processo de divórcio. Não convém que isso aconteça pois I Cor 6:1-8 não permite os crentes irem .a juízo perante os injustos. pelas demandas que possam ter. A igreja tem autoridade e capacidade de cuidar dos irmãos que negam tratar este assunto, ou qualquer outro, biblicamente em amor (Mat. 18:15-20). O irmão ou irmã que não perdoa seu cônjuge que é verdadeiramente arrependido, ou o irmão ou irmã que verdadeiramente não se arrependa do pecado de prostituição deve ser levado diante da igreja conforme Matéus 18:15-20 ensina. Se a disciplina na igreja acontecer, o desobediente já não é mais considerado irmão ou irmã. Neste caso, o processo de divórcio pode ser levado diante a justiça humana para a sua conclusão pois um crente não está levando um outro crente à justiça. O divórcio é permitido entre crentes com restrições. Estes restrições se vê se além do pecado de prostituição haja falta de arrependimento na parte do culpado ou falta de perdão na parte do ofendido.


3. O divórcio só é por pecado sexual. Os fariseus (Judeus) perguntaram se Jesus ensinava que divórcio podia ser .por qualquer motivo.(Mat. 19:3). Parece que eles estavam trazendo argumentos antigos do tempo de Moisés a Cristo (Deut 24:1-4) para ver o que ele falaria. Cristo deixou claro que a única razão era só .por causa de prostituição. (Mat. 5:32; 19:9). O efeito desta exceção era para ter moralidade entre os casais crentes.


Esta exceção era vista como muito rígida na sociedade dos Judeus no tempo de Jesus (e em nossa de hoje também). Por isso os discípulos reagiram com surpresa (Mat. 19:10). Todavia, apesar daquele que qualquer sociedade pode pensar, há só uma razão que é permitido a desfazer o que Deus tem ajuntado e isto é pecado sexual.

Vendo a posição de Cristo sobre o divórcio podemos entender a seriedade que Deus tem sobre matrimonio e que o assunto de sexo merece uma aténção especial. Moralidade e decência não são opções entre o povo que quer agradar Deus em tudo. A cláusula que consta essa exceção, .não sendo por causa de prostituição., é dada para deixar ciente que os que passam pelo divórcio fora desse padrão cometem adultério se casarem outra vez. Entendido é então que os crentes que passam pelo divórcio seguindo esse único padrão Bíblico podem ser casados novamente com outro, no Senhor, sem cometer adultério.

Deus chamou-nos para a paz. I Cor 7:15


D. Entre os Jugos Desiguais


I Cor 7:12-17

1. Há um grupo diferente que o grupo dos crentes - I Cor 7:12, .Mas aos outros. (I Ped 3:1)

2. União desigual pode ser abençoada - I Cor 7:14, .santificados ...filhos são santos.. (I Ped 3:1)

3. Divórcio não é mandamento - se descrente consente em habitar, não separa - I Cor 7:12,13 - o crente tem a graça de Deus para suportar as inconveniências - I Cor 10:13; Tiago 4:7 - o crente não deve provocar o divórcio - I Cor 7:14-16; Rom 12:18 4. Divórcio é permitido - se descrente não quer paz - I Cor 7:15, .aparte-se. (palavra imperativa) - o apartar é definitivo. Não fica com restrições nenhuma ao cônjuge anterior - o divórcio traz paz, solução definitiva 5. Reconciliação não é opção - o crente não deve se casar com descrente - II Cor 6:14-18; I Cor 7:39 - I Cor 7:15, .não está sujeito à servidão. -

1). Está livre completamente,

2). Não tem obrigação de continuar - se o crente quer casar novamente com o ex-cônjuge, pode orar pela sua salvação e esperar que esteja salvo.

6. O Divórcio, feito de maneira outra que Bíblica, pode ser perdoado - I Cor 6:10,11 - se o sangue de Cristo lava o pecador de todos os pecados, este pecado é incluído também - Apoc 1:5 - o que Deus perdoa, os crentes e a igreja devem perdoar também - Efés 1:23

Exemplos de perdão por este pecado: Raabe (Josué 6:22-27; Mat. 1:5); Davi e Baté-Seba (II Sam 12:13); a mulher de Samaria (João 4:16-29)


IV. O Novo Casamento


Depois da trauma do divórcio é bom lembrar que nem tudo mudou. A Bíblia e Deus não mudaram. O casamento também continua sendo de Deus uma união divina, perfeita, contratual e o alicerce da sociedade. O propósito de casamento ainda é para companheirismo mesmo que o pecado do homem tem destituído o casamento da honra e das bênçãos que Deus reserva para aqueles que O obedeçam.

Há necessidades tanto pessoais e familiares que continuam depois do trauma do divórcio. O processo de divórcio e tudo que este necessitou não modificou o que o homem, mulher ou as crianças são (I Cor 7:1,2). Mesmo que exista a possibilidade de ter problemas e cicatrizes nas vidas entre os participantes do processo do divórcio, há soluções Bíblicas para que estes problemas não cresçam e piorem. As soluções Bíblicas não visam ignorar o passado mas sim de tratar do que passou para orientar os envolvidos a endireitarem o necessário para poder viver no presente para a glória de Deus.


A. O Novo Casamento na Bíblia


1. Aconselhado
a. .se não podem conter-se, casem-se.. I Cor 7:8,9
b. .as que são moças se casem., I Tim 5:14 (o contexto é o assunto de viúvas. .Moças. seriam viúvas jovens.)

2. Qualificações gerais
a. .se morto o marido., Rom. 7:1,2
b. .que seja no Senhor.., I Cor 7:39
c. .a não ser por causa de prostituição,. Mat. 5:32; 19:9
d. .virgens da linhagem da casa de Israel, ou viúva que for viúva de sacerdote.., Eze 44:22 (caso especial para sacerdotes. O que é lícito para os outros não é sempre lícito para os sacerdotes.
e. .ou que se reconcilie com o marido., I Cor 7:10

3. Qualificações especiais
O divórcio Bíblico já tem sido definido antes neste estudo mas recapitular pode ser bom.

Entre os crentes o divórcio pode ser consumado mas isso não é um mandamento. Deve ser lembrado que isso é permitido só se tiver fornicação (Mat. 5:32; 19:9) e isso se não haver um arrependimento verdadeiro. Além do caso de fornicação, não há divórcio Bíblico entre os crentes. Se tiver um divórcio entre os crentes de uma outra maneira, que fiquem .sem casar. (I Cor 7:11) ou podem casar outra vez se isso for com o primeiro cônjuge (.ou que se reconcilie com o marido. I Cor 7:11). Entre os de um jugo desigual o divórcio é permitido se ao cônjuge descrente não é contente habitar com o cônjuge crente e .se apartar, aparte-se.. Neste caso o crente não tem obrigação mais com o primeiro cônjuge pois .não está sujeito à servidão. mais (I Cor 7:15). O crente está livre para se casar outra vez .no Senhor. (I Cor 7:39). Resumindo:

a. Se for um divórcio Bíblico
I Cor 7:12-16, .não está sujeito à servidão. I Cor 7:27,28, .Mas, se te casares, não pecas;. I Cor 7:39, .que seja no Senhor.

b. Se não for um divórcio Bíblico
I Cor 7:10,11, .fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido. A passagem de Deuteronômio 24:1-4 reforça o fato que o novo casamento só é lícito para reconciliar com o primeiro cônjuge. Se, por acaso, não tem sido assim, depois de um outro divórcio, não é permitido o casamento novamente com o primeiro cônjuge.


B. Considerando as Obrigações


Mesmo que o divórcio pode ser consertado Biblicamente, há responsabilidades com o casamento anterior que continuam mesmo depois o casamento novo.

1. Perdão
Por causa da natureza explosiva do assunto de divórcio há a responsabilidade de o crente procurar perdão entre todos os envolvidos com quem tem entrado em atritos. Fazendo o possível de obter o perdão ajuda muito em sarar as feridas feitas no processo de divórcio. Deve ser enfatizado aqui que mesmo que a Bíblia tem soluções, essa soluções não sobrepõem a justiça humana. Foi Deus que instituiu o governo humano e o crente tem responsabilidade submeter se a ele. Qualquer divórcio deve ser feito judicialmente e qualquer casamento que segue deve também ter o aval da legislação vigente (Rom 13:1-7).

2. Dividas
Se tiver dividas para acertar com familiares com o primeiro casamento, estes devem ser tratados e o tratado cumprido. Em boa fé foram feitas as dividas, em boa fé devem ser pagas. Neste caso produzi frutos dignos de arrependimento.

3. Pensão
Os filhos gerados com o primeiro casamento não devem pagar pelo erro dos outros. Os pais que os trouxeram no mundo tem uma responsabilidade de dar um amparo educacional e alimentício contínuo para os filhos até que estes possam cuidar das suas próprias necessidades.

C. Considerando a Graça
Pelo estudo sobre o divórcio temos visto que o divórcio veio por causa da dureza dos corações dos corações dos homens (Mat. 19:8).

A causa de qualquer divórcio é pecado mas nem todo divórcio é pecado. Há elementos que são vitimas do divórcio e estes não tem culpa, mesmo que sofram muito. Temos visto também que a Bíblia tem ensinamentos sobre o divorcio para moderar o excesso do pecado e para estabelecer ordem. A Bíblia dá muita esperança para os envolvidos no mal do divórcio se estes tiverem um arrependimento verdadeiro. Estes poderão ainda gozar de muitas bênçãos de Deus e é fato que o novo casamento pode ter riquezas divinas. Devemos lembrar o princípio Bíblico .onde o pecado abundou, superabundou a graça. (Rom 5:20). Nas qualificações Bíblicas pode ter uma nova esperança de ter as bênçãos de Deus mesmo que o divórcio tem destruído muitas. Para ter um exemplo Bíblico é só olhar na vida de Davi e Baté-Seba em II Sam 12:13; Sal 51:23. Depois de um casamento indevido, no qual incluiu homicídio, bênçãos de Deus foram conhecidas por eles ainda. Isso em nenhuma maneira diminua a pecaminosidade dos atos, mas contrariamente glorifica o poder e a extensão da graça de Deus!

Onde o pecado abundou, superabundou a graça. Romanos 5:20

Que Deus possa abençoar através de um claro entendimento do assunto de divórcio entre os crentes para que as feridas do pecado no lar sejam saradas na maneira Bíblica e numa maneira que as vidas possam ser usadas ainda para a glória de Deus enquanto Deus dá vida aqui na terra.

Preparado pelo: Pastor Calvin G. Gardner - Igreja Batista Independente de Catanduva-SP

A Bíblia permite o divórcio?


Infelizmente o que mais se ouve hoje no meio dos cristãos é a palavra (divórcio), antes era pecado hoje já se ouve esta palavra sem se escandalizar. Vamos ver o que diz a Bíblia??

Muitos citam a passagem de (João 4:15) em diante:A mulher lhe disse: Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água.

16- Ele lhe disse: Vá, chame o seu marido e volte.

17- Não tenho marido, respondeu ela.
Disse-lhe Jesus: Você falou corretamente, dizendo que não tem marido.
18- O fato é que você já teve cinco; e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou de dizer é verdade.
Não é para se divorciar pela determinação de Deus entendo, quero dizer que Deus ama tanto e é assim que ele quer, que haja reconciliação. Mas não havendo sucesso, divorciados sim, porém não poderão ter outro relacionamento pois o seu conjugê vive e não é fácil essa opção.
Realmente a tradução "Pornéia" do grego se enquadra perfeitamente como sexo antes do casamento, depois de casado se houver traição ai sim seria adultério ou no grego "moacheia",um exemplo: Se depois de casado houver traição(adultério) devemos lembrar das palavras de Jesus em (MT 6:14-15),AMAR é perdoar!!!todavia se separar que fique sem casar(1CO 7:11)
Sim também concordo com a palavra de (João 4:15)
Mas você leu passagem inteira de (João 4 )? Há alguma indicação nela, por mínima que seja, de que a samaritana voltou ao primeiro marido? Ou tenha sido ou não abençoada pelo seu encontro com o Mestre ? Pois é, há muitas perguntas. Esta mulher foi sincera com aquele que tudo sabia, e foi contada em sua palavra até os dias de hoje. Certamente o divórcio é muito triste! Não foi do plano de Deus para a família que aqueles que Deus une se separem por besteiras ou por falta de sabedoria de viverem em entendimento de um para com o outro. Sabemos também que existe vários motivos para um divórcio, principalmente quando há agressão física de uma das partes, pois agressão física, é um forma de adultério, pois quem ama não maltrata sua própria carne, e o divórcio vem a calhar nestes casos, por isso discutir esse tema sem levar em consideração o que leva uma pessoa a tomar esta decisão é muito difícil, há sentimentos destruídos envolvendo toda família... é no mínimo falta de amor e compreensão de quem julga estes.
Hoje em dia os casais casam-se por vários motivos: gravidez, paixão, casam se por não conter-se com medo da fornicação, "resposta" de oração, revelação, determinação de gurus, digo assim porque mais parecem ser, "gurus" e outros . Sendo assim, a aliança com parceiro e com Deus passa batido e no máximo fazem um cursinho pré nupciais. Sabemos que este assunto é muito discutido hoje dentro da Igreja, pois se discutem vidas, sentimentos, ministérios, não podemos fechar os olhos para as vidas que precisam ser tratadas não só a luz da Bíblia mas na alma. No entanto só tem algo que me vem ao coração neste momento, o que Jesus disse a este respeito "no princípio não foi assim que Deus fez, mas por causa da vossa dureza de coração" Para mim não há palavra melhor que se encaixe nesta questão, qualquer argumento que se tenha, se formos cristãos verdadeiros saberemos que é essa a verdade. Nem todos suportam, não são todos iguais, uns aguentam , alguns perdoam, e outros não!
O propósito de Deus não é a separação, "divórcio", não foi assim que Deus planejou, mas infelizmente somos duro de coração. Que Deus nos abençoe e nos ajude a tomar a melhor decisão!!



Vejam um vídeo que acho muito bom. Assistam!


Parte 1



Parte 2

DEZ PERGUNTAS SOBRE O DIVÓRCIO


Laurence A. Justice
Prefácio
 O divórcio é um problema persistente, danoso e desorientador. Hoje em dia, nos Estados Unidos, a maioria das famílias já foi afetada por ele. Os pastores estão divididos a respeito de como lidar com pessoas divorciadas. Às vezes as igrejas ficam em dúvida sobre como lidar com um membro divorciado. 
Laurence Justice tem averiguado cuidadosamente as Escrituras para delimitar o que a Palavra de Deus diz, de fato, sobre o assunto. Laurence é um estudante meticuloso da Bíblia. Com compaixão, com a segurança da explicação bíblica e com estilo claro e conciso, tem encontrado informação útil que será de grande ajuda a pastores, igrejas e pessoas que tenham sido afetadas pelo divórcio. 
Quando o irmão Justice freqüentava a Universidade Batista de Oklahoma, fui seu pastor durante um pequeno período de tempo. O seu pai e eu fomos amigos próximos durante aproximadamente quarenta anos. Vi Laurence crescer, desenvolver-se e amadurecer como pregador, pastor e erudito da Bíblia. Oro para que esta mensagem a respeito do divórcio tenha uma circulação ampla e que seja uma bênção a todos os que a lerem. 
Joe L. Ingram
DEZ PERGUNTAS SOBRE O DIVÓRCIO
  ?E eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério?. Mateus 19.9 
Há seis passagens principais, na Bíblia, que tratam especificamente do assunto divórcio; Deuteronômio 24.1-4, Mateus 5.31-32, Mateus 19.3-9, Marcos 10.2-12, Lucas 16.18 e Romanos 7.1-3. Mateus 19.3-9 é a passagem central.
O tema divórcio realmente é muito controverso. Há muitos extremistas e muitos posicionamentos e idéias não bíblicos sobre o divórcio. Nossa responsabilidade é averiguar as Escrituras e descobrir o que a Palavra de Deus diz efetivamente sobre o assunto. Nesta mensagem, necessitamos fazer dez questões sobre o divórcio e tentamos respondê-las a partir das Escrituras. 
QUESTÃO UM
UM PASTOR DEVE PREGAR SOBRE O DIVÓRCIO?
  Há, pelo menos, quatro razões pelas quais um pastor deve tratar do assunto. Primeiro, o pastor divinamente chamado deve pregar sobre o divórcio porque as Escrituras tratam do assunto, e o pastor divinamente chamado é responsável pela proclamação de todo o conselho de Deus. Paulo procedeu dessa maneira, em Atos 20.27. 
Segundo, um pastor deve pregar sobre o divórcio devido à tremenda onda de divórcio que está varrendo nosso mundo nos dias de hoje. Homens e mulheres, meninos e meninas precisam ser informados e advertidos sobre a vontade de Deus a respeito deste assunto muito sério. Oh, se pelo menos um matrimônio fosse poupado, se pelo menos uma pessoa jovem evitasse o pecado e as angústias de um lar desmoronado por intermédio desta mensagem! 
O pastor divinamente chamado deve pregar a respeito do divórcio, em terceiro lugar, porque os homens e as mulheres sempre procuram meios de evitar o assunto divórcio a fim de aliviar as suas consciências culpadas e torná-los capazes de externalizar a maldade de seus corações. Por isso, a vontade de Deus revelada a respeito deste assunto deve se fazer conhecida continuamente. 
Finalmente, o pastor deve pregar sobre o divórcio porque algumas pessoas estão suportando um fardo desnecessário de culpa e angústia nocivas em relação ao divórcio em suas próprias vidas ou em suas famílias. Estou convencido de que muitas pessoas sofrem desnecessariamente sob fardos de culpa devido a certos enganos, e restrições estabelecidas pelos próprios homens a respeito deste assunto. Usando as Escrituras, o pastor divinamente chamado deve aclarar essas idéias equivocadas e fardos nocivos de culpa. 
QUESTÃO DOIS
O QUE É O CASAMENTO?
  Ao considerar qualquer assunto, e especialmente um tão controverso como o divórcio, precisamos começar definindo nossos termos. Antes que possamos entender o significado de termos como fornicação, adultério e divórcio, precisamos entender exatamente o que é casamento. 
O que é o casamento? O que faz de um casal esposo e esposa? É a cerimônia na igreja? É aquele pequeno pedaço de papel requerido pelo município com a assinatura do pastor? São estas coisas que tornam um homem e uma mulher um aos olhos de Deus? O que é o casamento? 
O que faz de um casal esposo e esposa aos olhos de Deus, o que reúne um casal como uma única carne é a união física, sua convivência como marido e mulher. O Senhor Jesus define casamento do seguinte modo, quando diz, em Mateus 19.5-6, "? portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem?. 
QUESTÃO TRÊS
O QUE É O DIVÓRCIO?
O Divórcio é ?a dissolução legal da relação de matrimônio?, diz o Dicionário Webster. O divórcio é uma declaração pública de que a união matrimonial entre um homem e uma mulher foi desfeita. Quando um homem se divorcia de sua esposa, declara publicamente, através dos tribunais da lei ou por meio de um documento por escrito, que ele e sua esposa já não estão mais casados. O termo bíblico mais usado para o divórcio é !repúdio?. O Senhor diz, em nosso texto, "Qualquer que repudiar sua esposa?" etc.
QUESTÃO QUATRO
QUAL A VONTADE DE DEUS REVELADA SOBRE O DIVÓRCIO?
No casamento, Deus junta um homem e sua mulher, como lemos no versículo 6 de Mateus dezenove. "Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem?. A palavra enlaçar significa, literalmente, juntado com um laço. 
O Senhor diz, em Mateus 19.6, que a ordenança de Deus enlaça marido e mulher e, uma vez que a ordenança de Deus enlaça marido e esposa, a ordenança para o homem é que não os ponha separados, e a ordenança para o homem é não desfazer o enlace ou separar marido e esposa, seja essa ordenança redigida pelo próprio parceiro do matrimônio, pelo estado, pela igreja ou por qualquer um que seja. A vontade de Deus revelada é que marido e esposa não se divorciem! Mateus 19.3-9 revela a vontade de Deus a respeito do divórcio e clara e inequivocamente ordena que marido e esposa não se divorciem, que não seja feita a separação de seu casamento. 
Malaquias 2.16 informa qual é a visão de Deus sobre o divórcio. As Escrituras contam-nos que Deus odeia o divórcio. "Porque o Senhor, o Deus de Israel, diz que odeia o repúdio?".
QUESTÃO CINCO
QUAL A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE FORNICAÇÃO E ADULTÉRIO?
  O motivo para essa pergunta pode não ser aparente no princípio. Porém, é muito pertinente em relação ao assunto divórcio, como será visto em seguida. 
Algumas pessoas ensinam que o termo fornicação refere-se apenas a pecados sexuais anteriores ao casamento ou a pessoas solteiras, e que adultério refere-se apenas a infidelidade sexual depois do matrimônio. A Bíblia não confirma isso.
É verdade que o termo ?adultério? aplica-se à deslealdade sexual depois do matrimônio, mas não é verdade que fornicação refere-se apenas a pecados sexuais anteriores ao matrimônio ou cometidos por pessoas solteiras. Na Bíblia, fornicação é um termo amplamente usado para todos os tipos de impureza sexual, o que inclui o adultério, sem se limitar a ele.
Todos os que cometem qualquer tipo de pecado sexual, não importa o momento, são culpados de fornicação. Poderíamos dizer desta maneira: todos os Fords são automóveis, mas nem todos os automóveis são Fords. Todo adultério é fornicação, mas nem toda fornicação é adultério. 
A palavra fornicação é usada na Bíblia para descrever todos os tipos de pecados sexuais. Em I Coríntios 5.1, o termo !fornicação? é usado para descrever o pecado de incesto, em I Coríntios 6.18, para descrever prostituição, em I Coríntios 7.2, para descrever sexo antes do casamento, em Judas 7, para descrever sodomia e, em Apocalipse 21.8, a palavra fornicação é usada para descrever relações sexuais ilícitas por comércio. 
Às vezes fornicação e adultério são citados separadamente como sendo duas coisas diferentes, como em Gálatas 5.19, passagem em que são listados ambos como obras da carne. Mas a coisa importante aqui é o fato de que a fornicação e o adultério também são usados de maneira intercambiável nas Escrituras para se referir ao mesmo pecado. 
O sétimo mandamento diz !NÃO ADULTERARÁS?. Obviamente esse mandamento proíbe imoralidade tanto para pessoas solteiras como também para pessoas casadas, assim, aqui, adultério e fornicação partilham o mesmo significado. 
Uma esposa pode ser culpada de fornicação, pois Paulo diz, em I Coríntios 5.1, que o homem que cometeu incesto com a esposa de seu pai foi culpado de fornicação. "Geralmente se ouve que há entre nós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai?.
QUESTÃO SEIS
EXISTE ALGUM SUPORTE DA BÍBLIA PARA QUE UMA PESSOA CASADA SE DIVORCIE DE SEU CÔNJUGE?
 O embasamento para as afirmações a respeito do divórcio, feitas por nosso Senhor, em Mateus 19.9, está no versículo 3 do mesmo capítulo. Então, chegaram aos pés dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: !É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?", os fariseus pensaram ter colocado o Senhor em uma armadilha com essa pergunta.
Se Ele dissesse que Sim, o Senhor estaria contradizendo o que Ele mesmo já tinha dito, em Mateus 5.32. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." 
Se, por outro lado, o Senhor dissesse Não, Ele contradiria o que Moisés havia dito em Deuteronômio 24.1. Pelo menos, contradiria a interpretação que tinham dessa passagem. "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará em sua mão, e a despedirá de sua casa." Os fariseus tinham dado uma interpretação tão ampla à frase !se não achar graça em seus olhos?, que permitiriam o divórcio por qualquer razão, não importasse o quanto fosse frívola. 
Nosso texto é a parte principal da resposta do Senhor à pergunta dos fariseus. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." 
O Senhor diz que o divórcio ou o repúdio da esposa de algum indivíduo não é legal, não importa o motivo, exceto um motivo. O Senhor diz que há um motivo, e somente um, pelo qual uma pessoa casada pode se divorciar de seu cônjuge de maneira justa. 
Aos olhos dos homens há muitos motivos para o divórcio hoje em dia. Há crueldade, violência contra a esposa, alcoolismo, falta de apoio, cônjuges condenados à prisão, hospitalização, loucura, um marido ou esposa que se torna uma pessoa relaxada, um casamento que não está dando certo, diferenças irreconciliáveis, incompatibilidade, etc., etc., etc. A Igreja Romana dissolve um matrimônio quando um membro decide tornar-se monge ou freira. 
Mas, segundo o Filho de Deus, nenhum desses é motivo para o divórcio. De acordo com o Senhor, só existe uma razão bíblica e legítima para o divórcio, que é a fornicação ou o adultério por parte de um dos cônjuges. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério?. O Senhor Jesus explicitamente refere-se tanto aqui quanto em Mateus 5.32 que o divórcio somente é permitido por razão de adultério de um dos cônjuges de um matrimônio. 
No entanto, há aqueles que defendem que não há NENHUM motivo bíblico para o divórcio, nem mesmo o adultério. Um exemplo disto é o recente Theodore Epp de !Back To The Bible Broadcast? (Programa de rádio !De volta à Bíblia?). No seu folheto "Deus e o divórcio", nas páginas 38-39, fala do incidente envolvendo nosso texto e diz !? Jesus? não lhes deu absolutamente nenhuma permissão, seja ela qual for, para o divórcio." Outro exemplo é visto no Catolicismo Romano, que diz na questão 1194, de seu Catecismo de Baltimore, "O matrimônio de duas pessoas batizadas que, desde então, viveram juntas como marido e mulher nunca pode ser dissolvido, a não ser pela morte de uma das partes." É difícil de entender esses posicionamentos, quando se leva em conta declarações explícitas de nosso Senhor contrárias a eles. 
É interessante notar neste momento que, em Jeremias 3.8-9, Deus descreve-se como que se divorciando de Israel por causa do adultério espiritual dela contra Ele. Ele a repudiou e lhe deu uma carta de divórcio. "E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu. E sucedeu que pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com a madeira."
Há aqueles que ensinam que fornicação, em Mateus 19.9, significa apenas ser infiel antes do casamento e, então, essa infidelidade pré-marital, quando descoberta pelo cônjuge depois do matrimônio, é a única razão bíblica para o divórcio. Mas como vimos ao responder a pergunta cinco, as Escrituras não confirmam tal definição. 
O motivo bíblico para o divórcio é a fornicação, que inclui o adultério. Vamos pensar por um momento por que o adultério justifica um divórcio. O adultério, na verdade, dissolve um matrimônio. Destrói a verdadeira essência do matrimônio, a relação em que apenas uma única carne existe, descrita pelo Senhor, em Mateus 19.5-9. "? portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem".
A fornicação ou o adultério dissolve um matrimônio porque os cônjuges, depois do adultério, não são mais uma só carne, no sentido misterioso no qual a Bíblia diz que um marido e sua mulher devem ser. Paulo diz, em I Coríntios 6.16, !Ou não sabeis que o que se ajunta com uma meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois uma só carne." Se um homem se torna uma só carne com uma meretriz, é difícil de se imaginar como ele ainda pode ser uma só carne com sua esposa. 
Não é a ação de um tribunal ou uma igreja, não é o que está escrito em algum pedaço de papel, não é a assinatura de um juiz que dissolve um casamento. O pecado de adultério dissolve um casamento. Quando o tribunal ou o estado estabelece um divórcio, está simplesmente reconhecendo o que já aconteceu. O Senhor permite divórcio por motivo de adultério pois, dessa maneira, o adultério rompe com o relacionamento de uma só carne existente no matrimônio. 
QUESTÃO SETE
UMA PESSOA DIVORCIADA QUE SE CASA NOVAMENTE COMETE ADULTÉRIO AO FAZER ISSO?
Sim, se a pessoa se divorciou por qualquer outra razão que não a razão bíblica. O segundo casamento é uma das coisas que o Senhor trata especificamente, em Mateus 19.9, quando usa as palavras "e casar com outra?. O Senhor diz, nesse trecho, claramente, que "qualquer que repudiar sua mulher? por qualquer outra razão que não seja o adultério !e casar com outra, comete adultério?? 
Sempre que um casal se divorcia por qualquer motivo não bíblico e um divorciados casa-se novamente, comete adultério. Por quê? Porque, embora possam ter um divórcio reconhecido pelo estado ou por alguma igreja, o seu laço não foi rompido antes da união com a outra pessoa e esta união é, então, um adultério. O divórcio não bíblico deixa a porta aberta para o adultério quando uma das partes casa-se novamente. 
Uma pessoa divorciada que se casa novamente comete adultério ao fazer isso? Não, não se ela está divorciada por uma razão bíblica! Como já vimos, o adultério termina a relação de matrimônio, como Deus originalmente instituiu-o. Se um homem se divorcia de sua esposa em acordo com as Escrituras, então, o laço do matrimônio é obviamente dissolvido e as partes já não podem ser chamadas de esposo e esposa. E, se o laço é assim dissolvido, então a parte inocente é certamente livre para se casar novamente sem ser culpada de adultério. Um casamento que foi dissolvido moralmente e legalmente deixou de existir e a parte inocente é, portanto, tão livre para se casar novamente, como se a parte ofensora estivesse morta! Quando há cometimento de adultério, a parte culpada juntou-se a outra pessoa e, assim, a parte inocente não está mais ligada e é livre. 
O fato de as pessoas divorciadas biblicamente e que se casam de novo não serem culpadas de adultério também é confirmado pela exceção que nosso Senhor faz em Mateus 19.9. A exceção aqui se aplica ao divórcio e ao segundo matrimônio. !Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, A NÃO SER POR CAUSA DE PROSTITUIÇÃO, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." O adultério é cometido pela pessoa que se divorciou de maneira não bíblica e que se casa com outra pessoa. 
Marcos, ao reportar esse mesmo incidente, cita o Senhor, em Marcos 10.11, dizendo "E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela". Porém, a exceção que faz com que o segundo casamento de uma pessoa divorciada deixe de constituir adultério é que o divórcio tenha ocorrido devido à fornicação ou ao adultério. 
Também temos que nos lembrar aqui que Deus não castiga uma pessoa inocente por causa dos pecados do culpado. Em Ezequiel 18.20, Deus diz: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele". Todo homem tem que pagar por seus próprios pecados. Deus não castigará uma esposa inocente para o resto de sua vida devido aos pecados cometidos por seu marido e vice-versa. 
É importante notar, aqui, que homens eminentes de Deus entenderam as Escrituras do mesmo modo que temos explicado. Spurgeon, em seu comentário sobre Mateus 19, disse: "A fornicação faz de uma pessoa culpada um sujeito ao qual se pode aplicar perfeitamente um divórcio justo e legal: uma vez que isto gera uma anulação virtual do laço matrimonial? dois indivíduos, uma vez casados, à vista de Deus, estão casados para toda a vida, com a exceção de fornicação comprovada". 
QUESTÃO OITO
UMA PESSOA DIVORCIADA QUE SE CASOU NOVAMENTE ESTÁ "VIVENDO EM ADULTÉRIO"?
  Os ensinamentos da Igreja Protestante Reformada (IPR) nos dizem que sim. Tenho um folheto intitulado "O Laço Irrompível do Matrimônio", de Herman Hoeksema. Hoeksema foi ex-pastor da Primeira Igreja Protestante Reformada de Grand Rapids, Michigan, durante anos, e a principal líder para o movimento dessa igreja. Nesse folheto, o Sr. Hoeksema mostra a posição da IPR quando diz: "Um homem que vive separado da sua primeira esposa, mesmo que divorciado e casado novamente, vive em adultério contínuo e, para que ele corrigir sua situação, teria que se divorciar de sua segunda esposa? mesmo depois do adultério, o casamento não está rompido e nunca pode ser rompido até a morte." 
Mas isto certamente não é o que ensina a Palavra de Deus! Infidelidade ou adultério separam o que Deus uniu. A infidelidade de qualquer um dos cônjuges termina com a relação de matrimônio. O homem e a mulher não são mais uma só carne. Um deles une-se a uma outra pessoa de maneira adúltera. 
Uma mulher que se divorciou e casou novamente não tem dois maridos. Ela foi casada duas vezes, mas ela não tem dois maridos. O marido do segundo casamento é o seu marido. O marido do seu primeiro casamento é o seu ex-marido. 
Deuteronômio 24.4 chama o primeiro marido de uma mulher divorciada de !seu primeiro marido?, exatamente essas palavras. !Seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la?? 
Um divórcio bíblico estabelece que o matrimônio anterior já não existe mais, que o marido anterior já não é marido, e a esposa anterior já não é esposa. Quando Deus se divorciou de Israel devido ao adultério espiritual dela, disse, a respeito de Israel, em Oséias 2.2, "Ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido?? 
QUESTÃO NOVE
POR QUE OS PASTORES FREQÜENTEMENTE SE RECUSAM A EXECUTAR CERIMÔNIAS DE MATRIMÔNIO QUANDO UM OU AMBOS O CASAL SÃO DIVORCIADOS?
  Duas razões simples: primeiro, porque para fazer isso seria necessário que o pastor se tornasse juiz para determinar a culpa ou inocência das partes envolvidos e não é justo que ele carregue esse fardo. E segundo, porque, nos casos em que está envolvido um divórcio não bíblico, o pastor responsável pela cerimônia estaria ajudando o casal a cometer o que a palavra de Deus considera pecado. 
QUESTÃO DEZ
O QUE DEVERIA SER FEITO COM RELAÇÃO AO PECADO DAQUELES QUE SE DIVORCIARAM DE MANEIRA NÃO BÍBLICA E CASARAM NOVAMENTE?
  Algumas pessoas carregam a culpa de tais pecados durante anos e nunca realmente conseguem ter alívio de maneira completa. Infelizmente, os cristãos, às vezes, usam os divórcios de seus companheiros cristãos contra eles como se esse pecado de alguma maneira os tornasse cristãos de segunda classe. O que um indivíduo deveria fazer a respeito desse pecado? 
Primeiro, deveria encarar este assunto de modo honesto e franco e, acima de tudo, ele deveria encarar isso levando em conta o que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto. Precisa parar de evitar o assunto e confrontá-lo abertamente. 
Segundo, quando descobre, a partir da Bíblia, onde pecou, tem que trazer seus pecados à presença de Deus. Tem que confessar seus pecados e tem que implorar pela purificação e perdão de Deus. I João 1.9 diz "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça." 
O que Deus faz com nossos pecados quando os levamos a Ele? Ele os purifica e os perdoa. Algumas pessoas pensam que o pecado abominável do adultério é muito ruim para que Deus o perdoe, mas Deus diz, em Mateus 12.31, que todo tipo de pecado será perdoado aos homens. Deus perdoou a mulher samaritana e que tinha sido cinco vezes casada e divorciada e que estava vivendo com um homem com quem ela não estava casada. Quando um pecador traz o seu adultério a Deus, Deus perdoa esse pecado e o esquece. Em Jeremias 31.34, o Senhor diz: "? porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados". Nem sempre somos capazes de esquecer nossos pecados, mas Deus pode.
Em terceiro lugar, uma pessoa tem que viver para o Senhor em total obediência e proximidade com Ele, começando por hoje, e desse dia em diante. Ele precisa agradecer ao Senhor pela Sua purificação e perdão. Agora é necessário que se esqueça das coisas que atrás ficam e avançar para o alvo.
Laurence Justice
Laurence Anson Justice obteve seus graus acadêmicos na Universidade Batista de Oklahoma e no Seminário Teológico Batista Southwestern. Foi pastor de igrejas em quatro estados, servindo pelos últimos dez anos como pastor na Igreja Batista Victory, na Cidade de Kansas, Missouri. Também serviu como Capelão na prisão estadual de segurança média em Granite, Oklahoma. É casado com Lyndy Eddy, de Searcy, Arkansas, e é pai de três crianças. Outras de suas publicações incluem: !Uma Igreja Batista Deveria Ter Pastores??, !Uma Igreja Batista Deveria Reconhecer o Batismo Estranho??, !Uma Igreja Batista Deveria Abraçar o Pentecostalismo??, ?Os Batistas Deveriam Adotar Confissões de Fé??, !Como Deus Fala Hoje??, !O Pastor Divinamente Vocacionado?, !O Cristianismo de George Washington? e !Catolicismo Romano?.
Tradução: Albano Dalla Pria - 09 04
Revisão e Edição: Joy Ellaina e Calvin Gardner ! 04 07

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Postado por Hubner Braz - Twitter: @PecadorConfesso



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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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