Lição 4 - Davi e Jônatas, amigos para sempre / Subsídio - 27 de outubro de 2013 – Editora BETEL

LIÇÃO 4 – 27 de outubro de 2013 – Editora BETEL

Comentarista: Pastor Dr. Abner de Cássio Ferreira

Davi e Jônatas, amigos para sempre


TEXTO AUREO

“Em todo o tempo ama o amigo; e na hora da angústia nasce o irmão”.  Pv 17.17

VERDADE APLICADA

Confiança e transparência são o material com o qual as verdadeiras amizades são construídas.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Mostrar que a amizade de Davi e Jônatas é uma grande lição de amor para nossos dias;
 Ensinar que Jônatas era um grande amigo e encorajador para Davi;
 Apresentar Jônatas como uma figura tipológica do próprio Jesus Cristo por suas ações.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

ISm 18.1 - E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.
ISm 18.2 - E Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.
ISm 18.3 - E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.
ISm 18.4 - E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.

Para ir à guerra, os homens israelitas deveriam ter, pelo menos, 20 anos de idade (Nm 1:3), mas e provável que Davi tivesse apenas 18 anos quando se tornou oficial num posto elevado do exercito israelita (18:5). Desde o começo dessa nova incumbência, o jovem viu-se num conflito mortal com o rei Saul. Davi não criou problemas para Saul, mas sim revelou perturbações profundas que já se encontravam presentes. Davi era um homem honesto que vivia pela fé, enquanto Saul era um homem dissimulado, intriguista e mundano. Davi havia aceitado sua nomeação como próximo rei de Israel com grande humildade, enquanto Saul beirava a paranoia ao tentar proteger seu trono. Deus tinha abandonado Saul, mas havia dado o poder de seu Espirito a Davi, e o rapaz comandou os soldados de Saul em vitórias sucessivas. Saía Davi aonde quer que Saul o enviava, mostrando-se tão submisso quanto era valente e corajoso. Aqueles que esperam governar precisam primeiro obedecer. Ele tinha provado ser um filho submisso a Jessé, seu pai, e agora um servo obediente a Saul, seu senhor.

Houve um tempo em que Saul "amou muito" Davi (16:21), mas a atitude do rei transformou-se em inveja e, depois, em ódio. No entanto, o Senhor estava com Davi (18:12, 14, 28), e Saul não poderia Ihe fazer mal. Ao longo do período de cerca de dez anos du­rante o qual Davi foi um fugitivo o Senhor não apenas frustrou repetidamente os planos de Saul como também usou a hostilidade do rei para amadurecer Davi e transforma-lo num homem de coragem e de fé. Enquanto Saul protegia seu trono, Davi estava sendo preparado para assumir seu trono.

Muitos leitores da Bíblia ainda veem Davi e Jonatas como dois adolescentes brincalhões que gostavam um do outro, pois tinham interesses em comum, mas esse e um retrato superficial e equivocado. Uma vez que fazia parte do exercito do pai, Jonatas deveria ter pelo menos 20 anos de idade, e o fato de já estar no comando de um terço do exercito e de ter conquistado duas grandes vitórias (13:1-4; 14:1ss) indica que era um soldado experiente, não um adolescente imaturo. Alguns cronologistas bíblicos calculam que havia, possivelmente, uma diferença de idade de vinte e cinco a vinte e oito anos entre Davi e Jonatas.

Depois de ouvir seu pai e Davi conversarem, Jônatas desenvolveu uma afeição por Davi como só acontece entre companheiros de combate. Jonatas era o filho mais velho de Saul, o próximo candidato ao tro­no de Israel que, na verdade, o Senhor já havia entregue a Davi, de modo que a amizade entre os dois foi, sem dúvida alguma, singular. Quando Jônatas entregou suas vestes oficiais e sua armadura a Davi, fazendo dele um amigo e um igual, estava reconhecendo que, um dia, Davi tomaria seu lugar, indicando que Davi deve ter lhe contado sobre sua unção. Os dois amigos fizeram uma aliança, de acordo com a qual, quando Davi se tornasse rei, Jônatas seria o segundo no poder (20:16,17,42; 23:16-18), e Davi se comprometeu a proteger da morte a família de Jonatas.

A vestimenta de Saul não se ajustou a Davi, mas a de Jônatas, sim. Eles tinham o mesmo tamanho, uma condição que harmonizava com a adequabilidade dos seus propósitos. Quando Saul colocou esses símbolos de honra em Davi, ele os tirou novamente, porque ele primeiro se tornaria merecedor deles para só então usá-los; mas, agora que tinha dado provas da coragem de um príncipe e de um soldado, ele não estava envergonhado em usar os trajes de um príncipe e de um soldado. Davi é visto com as roupas de Jônatas, para que todos vejam que Davi é alma gêmea de Jônatas. Nosso Senhor Jesus nos amou de tal maneira que se despojou das suas roupas para nos vestir, esvaziou-se para nos enriquecer. Na verdade, ele fez mais do que Jônatas: ele se vestiu com os nossos trapos, ao passo que Jônatas não vestiu as roupas de Davi.

Saul não se agradou nem um pouco da amizade de seu filho com Davi. Em primeiro lugar, Jonatas era o melhor comandante de Saul e servia para manter uma boa imagem do rei. Saul também temia que Jonatas revelasse segredos da corte a Davi, e o desprazer do rei só aumentou quando descobriu que Davi já havia sido ungido para sucedê-lo. Saul considerava Davi um inimigo, uma ameaça ao futuro de seu filho, ainda que esse não fosse o modo de Jonatas encarar a situação. Porem, quando um líder alimenta-se de orgulho, inveja e medo, suspeita de tudo e de todos.

"Como o crisol prova a prata, e o forno, o ouro, assim, o homem é provado pelos louvores que recebe" (Pv 27:21). Assim como o crisol e a fornalha testam o metal e o preparam para o uso, os elogios testam e preparam as pessoas para aquilo que Deus tem planejado para elas. A forma de reagir ao louvor revela o que há em nosso íntimo e se estamos prontos a receber novas responsabilidades. Se o louvor nos conduz a humildade, Deus pode nos usar, mas se ele nos enche de vaidade, ainda não estamos prontos para uma promoção.

Tanto a corte quanto o país concordam em abençoar Davi. É raro que eles tenham a mesma opinião em relação aos seus favoritos; no entanto, Davi era aceito aos olhos de todo o povo e até (o que era estranho) aos olhos dos servos de Saul (v. 5). O povo o amava cordialmente, e Saul não podia, por vergonha, deixar de mostrar-lhe carinho e elogiá-lo. Isso certamente era um grande exemplo do poder da graça de Deus na vida de Davi, que era capaz de administrar todo esse respeito e honra que lhe sobreveio de repente sem ser exaltado acima da medida.

Davi foi um sucesso absoluto em suas atitudes, conduta e serviço, e os servos de Saul, bem como o povo de Israel, demonstraram seu reconhecimento e seus louvores em público. Essa aclamação popular começou depois da vitória extraordinária de Davi sobre Golias, quando o exército de Israel perseguiu os filisteus por mais de quinze quilômetros, derrotou-os e tomou seus despojos (1 Sm 17:52ss). Quando Saul e seus homens voltaram para o acampamento, as mulheres foram ao encontro dos soldados vitoriosos e louvaram tanto Saul quanta Da­vi. Como era costume da cultura hebraica, seu louvor foi exagerado, mas, em certo sentido, também verdadeiro. A vitória de Davi sobre Golias permitiu que o exército todo de Israel conquistasse os filisteus, de modo que os feitos heroicos de cada soldado fo­ram, na verdade, um triunfo para Davi.

Aqueles que são promovidos tão subitamente precisam ter boa cabeça e bom coração. É mais difícil saber ser rico do que ser humilhado.

Introdução
A amizade entre Davi e Jônatas nos apresenta pelo menos três grandes coisas: uma grande lição de amor para os nossos dias; que amigos da extirpe de Jônatas são encorajadores; e no sentido espiritual, Jônatas aparece como uma figura tipológica do próprio Jesus Cristo (Amigo) por suas ações, cuidados e renúncias.

OBJETIVO
 Mostrar que a amizade de Davi e Jônatas é uma grande lição de amor para nossos dias;

1. A amizade de Davi e Jônatas
Analisando o contexto social da época em que Davi e Jônatas se conheceram vemos que a atitude de Jônatas para com Davi foi algo admirável (1 Sm 18.1,3,4).

1.1. Uma amizade surpreendente
Jônatas selou o compromisso de amizade com um ato de gentileza que, em algumas partes do mundo, ainda é considerado como a maior honra que um ser humano pode conceder a outro. Pois, sendo ele um príncipe, vestiu Davi com suas próprias vestes (1 Sm 18.4). À luz do contexto histórico, a troca da armadura e das vestes foi uma maneira de consagrar uma nova relação. Tendo em consideração o que significava a diferença de classes sociais nesse tempo, quando o filho de um rei dava presentes a um jovem campesino, isto além de ser pouco usual, era raro naqueles dias.

1.2. Jônatas sempre foi capaz de renunciar a si mesmo
Dizem que alguns amigos são como a nossa sombra, eles somente aparecem quando o sol está brilhando em nossas vidas. Jônatas era diferente. Não era um amigo de tempos festivos, mas tornou-se um defensor leal de Davi perante os outros. Se alguém falasse mal de Davi perante Jônatas, saberia o que é um amigo fiel. Até mesmo diante de Saul, Jônatas falou bem de Davi. Saul resolveu ser inimigo de Davi, mas ele não, só defendeu o amigo, como também censurou o próprio pai (ISm 19.4,5 Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: “Que o rei não faça mal a seu servo Davi; ele não lhe fez mal nenhum. Ao contrário, o que ele fez trouxe grandes benefícios ao rei. Ele arriscou a vida quando matou o filisteu. O SENHOR trouxe grande vitória para todo o Israel; tu mesmo viste tudo e ficaste contente. Por que, então, farias mal a um inocente como Davi, matando-o sem motivo?”). Em Jônatas, não havia espaço para invejas ou ciúmes. Ele era o filho do rei, poderia ter desejado o prestígio que o povo dava a Davi. Mas não. Ele foi capaz de renunciar ao trono de Israel e aceitar ser o vice de Davi, Jônatas sabia que seu amigo seria o futuro daquela nação (ISm 23.17 “Não tenha medo”, disse ele, “meu pai não porá as mãos em você. Você será rei de Israel, e eu lhe serei o segundo em comando. Até meu pai sabe disso.”). Será que encontraríamos um amigo assim, que nos dá o primeiro lugar que é dele, e ainda aceita ficar como o segundo?

1.3. Jônatas era uma fonte de encorajamento
Enquanto Saul procurava Davi para tirar-lhe a vida, Davi buscou esconder-se no deserto de Zife (1 Sm 23.15). O separado por Deus estava naquele momento no ponto mais baixo de sua vida, ele estava vulnerável, solitário, e sem qualquer perspectiva de vida. Foi nessa hora que Jônatas, seu grande amigo, apareceu para fortalecer-lhe no Senhor (ISm 23.16 E Jônatas, filho de Saul, foi falar com ele, em Horesa, e o ajudou a encontrar forças em Deus.). Jônatas é aquela pessoa que aparece quando tudo está péssimo e fora de controle. Ele deixou o palácio e foi para o deserto confortar o amigo que estava com problemas. Não são poucas as vezes que nossas ocupações e afazeres nos impedem de levar uma palavra de vida a um amigo, que necessita apenas de uma palavra de ânimo como: “isso vai passar, Deus vai honrar sua fidelidade, vamos conversar, abra seu coração, eu estou aqui, conte comigo, meu amigo.” Amigos, quem é que não precisa deles? Até Jesus passou por momentos de solidão e desespero. Os grandes amigos agem como Jônatas, eles fortalecem nossa confiança em Deus.
Com certeza, jamais agradaremos a todas as pessoas. Iremos conviver com aqueles que nos amam e com aqueles que nos odeiam. Em nada, somos diferentes de Jesus. Mas uma coisa precisamos compreender. Deus sempre colocará, ao nosso lado, pessoas que realmente nos amam, e precisamos ter a sensibilidade de corresponder-lhes, de sermos leais a elas, de ajudá-las, e de jamais esquecer-lhes.

OBJETIVO
 Ensinar que Jônatas era um grande amigo e encorajador para Davi;

2. O que Davi encontrou em Jônatas
Quando se trata do assunto família na vida de Davi, as coisas se tomam muito complicadas. Nós só ouvimos falai’ de sua família quando ele é ungido, quando é ignorado por Eliabe antes de enfrentar Golias, e quando está na caverna de Adulão. Parece que Davi só tinha mesmo Deus e Jônatas para conversai'. Davi foi excelente, mas foi homem de poucos amigos. Todavia, em Jônatas, ele encontrou alguém capaz de dividir um ombro e amparar suas lágrimas.

2.1. Davi encontrou em Jônatas a liberdade de ser ele mesmo
Observe esse momento relatado na Bíblia: “Então, Jônatas deu as suas armas ao moço que trazia e disse-lhe: Anda e leva-as à cidade. E, indo-se o moço, levantou-se Davi da banda do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos, até que Davi chorou muito mais.” (ISm 20.40-41). Davi é uma figura tipológica de Cristo (Rei), e Jônatas aparece como aquele anjo que veio para confortá-lo quando estava no Getsêmani (Lc 22.41-44). Jesus tinha doze discípulos, tinha Lázaro e suas irmãs como amigos, e tinha família. Mas teve que enfrentar a solidão de não haver ninguém para confortá-lo nos momentos de grandes provações. Jesus teve um anjo para confortá-lo, Davi também. É muito confortante saber que temos alguém com quem podemo-nos abrir, chorai’ e dividir nossas dores. Em um mundo de tantas desconfianças e de tanto desamor, quem tem amigos tem muito mais do que conforto, tem um tesouro.
Quando foi a última vez que você encontrou um amigo capaz de chorar com você? Alguém que não fosse como os amigos de Jó, que, vendo seu sofrimento, não dissessem que você está em pecado. Alguém que realmente lhe veja apenas como amigo, que esteja disposto a não lhe confrontar na hora da miséria, que lhe fortaleça com palavras dóceis, que seja capaz de ouvir-lhe e não ficar tentando descobrir por que seu coração está sangrando. Quem tem amigos como Jônatas pode até chorar, mas não chora sozinho. Amigos verdadeiros não dividem apenas sorrisos e momentos bons. Choram juntos.

2.2. Davi encontrou em Jônatas o que nunca encontrara em casa
Se fizermos uma análise real da vida de Davi, veremos que sua maior alegria era ficar com as ovelhas, pois ali era alguém, sentia-se importante e tinha companhia. Já observamos que, logo após ser ungido rei de Israel, ele voltou para seus amigos (suas ovelhas), ele não comemorou com seus irmãos nem com seu pai. Davi sempre serviu e sempre foi importante para as pessoas pelo que fazia e não pela pessoa que era. Todavia, em Jônatas, ele encontrou alguém que realmente se importava com sua pessoa, com seu bem estar, com seu futuro. Para Jônatas, Davi era o complemento da alma (Sm 18.1). E Jônatas, por outro lado, também não era uma pessoa completa, tanto é que jamais desejou ser rei, pois não via, em seu pai, nada que lhe causasse admiração, ou motivação. Os dois não somente eram amigos porque se amavam, mas, porque também tinham tudo em comum: suas famílias.
E muito triste quando os de fora desempenham um papel melhor que nossos familiares, quando nos sentimos melhor fora de casa do que dentro dela. Davi nunca sentiu saudade de casa, mesmo sofrendo o que sofreu. Nosso lar nos chama para responsabilidades. É tempo de mudanças.

2.3. Davi encontrou em Jônatas mais que o amor das mulheres
Vejamos essa declaração feita por Davi, ao ver que Jônatas, seu fiel amigo, estava morto. “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2Sm 1.26). Nesse cântico, Davi esquece tudo o que sofreu; seu amor se recusa a levar em conta tudo que era agradável e belo em seu rei. E, para Jônatas, há um verso especial (2Sm 1. 17-27). Para os hereges, que deturpam tal amizade, insinuando que havia um caso de amor entre Davi e Jônatas, vale a pena recordai’ essa primeira frase: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras!”. Esses infelizes jamais souberam o que significa uma amizade verdadeira. Jônatas era especial. Mical, esposa de Davi não lhe compreendia, parece que o único diálogo que houve entre eles aconteceu no dia da despedida, e, quando Davi se vai, ela se casa com outro (ISm 19.10-13; 25.44). Mical teve a madre cerrada, porque criticou a adoração de Davi e o desprezou em seu coração (2Sm 6.16,20-23). Davi encontrou em Jônatas o que sua mulher jamais soube lhe dar. “Amizade, companheirismo, liberdade de expressão, e proteção”. Que Deus repreenda o espírito de Mical!

OBJETIVO
 Apresentar Jônatas como uma figura tipológica do próprio Jesus Cristo por suas ações.

3. Amizade, um presente dado por Deus
Davi não ficou somente na amizade de Jônatas, ele era de gentil presença, e conquistava as pessoas (ISm 16.18b). Quando fugia de Saul, fez amigos em uma caverna, que, mais tarde, se tornaram seus homens de confiança. Fugindo de Absalão, andou errante pela terra dos filisteus, e seus novos amigos o seguiram. Davi teve muitos amigos, mas nenhum deles foi semelhante a Jônatas. Teremos amigos em várias escalas, mas poucos serão os que marcarão nossas vidas como Jônatas marcou a de Davi. Vejamos o que é ser amigo.

3.1. Os verdadeiros amigos nascem nos momentos de angústia
Por que será que, nas horas em que mais precisamos dos amigos, não podemos com eles contar? Essa é uma pergunta milenar. Mas que não se aplica a Davi e Jônatas. Provérbio 17.17 nos diz que esse “amigo irmão” nasce na hora da angústia, e foi nos piores momentos da vida de Davi que Jônatas sempre esteve presente. Quando Davi pranteia sua morte não chama de amigo, mas de irmão, o que significa que aquela amizade havia crescido e se enraizado em ambos os corações (2Sm 1.26). Em seu livro, Max Lucado descreve assim essa amizade: “A mão do Tecelão Mestre tomou seu coração e o de Davi e fez uma emenda entre eles”. Como se dois corações fossem dois tecidos, Deus os “costura e junta com um fio”. De tão entrelaçados que estão, quando um é deslocado, o outro percebe. Amigos sentem quando não estamos bem, vêm ao nosso encontro e sempre estão prontos a gastar horas com nossos problemas. A propósito: Você tem amigos? Você é amigo?

3.2. Os amigos são como luzeiros para nossa escuridão
O escritor F. B. Meyer faz a seguinte afirmação quanto a Jônatas. “Jônatas é um dos mais nobres tipos humanos apresentados nas biografias da Escritura. Tanto na sua vida particular quanto na pública, ele brilhou como uma estrela num céu escuro. Davi disse que ele era “querido e amável”. Jônatas tinha uma clara previsão da futura grandeza de Davi, mas nunca deixou entrever qualquer sentimento de rivalidade. Ele amava seu amigo mais do que a si próprio, tanto que, na verdade, para Jônatas, era melhor ver Davi coroado e exaltado do que ele próprio ascender ao trono. O amor expulsa o ciúme. Essa amizade era ideal; e só nos cabe pedir que possamos perceber alguma coisa da sua beleza e conhecer o amor de Cristo assim dessa maneira (ISm 20.1-16).

3.3. O amor de Jônatas por Davi é comparado ao amor de Deus por nós
Jônatas troca as vestes de pastor, de Davi por seu próprio manto de púrpura: o manto de um príncipe. Ele dá sua espada de presente para Davi. Ele, efetivamente, coroa o jovem Davi. O herdeiro do trono entrega seu trono. E, depois, ele protege Davi. Quando fica sabendo dos planos de Saul, Jônatas avisa seu novo amigo. Quando Saul vem em busca de Davi, Jônatas o esconde. Ele normalmente lhe dá avisos como este: “Meu pai está procurando uma oportunidade para matá-lo. Tenha cuidado amanhã cedo. Vá para um esconderijo e fique por lá” (lSm l9.2). Jônatas faz uma promessa a Davi e dá-lhe roupas e proteção. Davi encontrou um amigo no filho daquele a quem era seu inimigo. Essa é a nossa história, e Jônatas é um belo tipo de nosso Salvador.

Conclusão
Como é bom ter um amigo como Jônatas. Um amigo e confidente que o protege, que não procura nada senão o seu bem, que não quer nada senão a sua felicidade. Um aliado que o permite ser quem você é. Deus deu a Davi esse amigo. Ele deu um pra nós também. Davi encontrou um companheiro em um príncipe de Israel; nós podemos encontrar um amigo no Rei de Israel, Jesus Cristo. “Ele sempre estará ao nosso lado” (Mt 28.20).

QUESTIONÁRIO

1. O que aconteceu quando Davi e Jônatas se avistaram pela primeira vez?
R. “A alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi”
2. Que atitude teve Jônatas com Davi que nos recorda a Cristo? R. Se despiu de suas vestes reais.
3. Por que motivo Jônatas aparece na vida de Davi?
R. Para fortalecê-lo nos momentos de angústia e solidão.
4. Foi Deus quem uniu Davi e Jônatas, mas o que possuíam em comum para se apegarem tanto?
R. Suas famílias.
5. Segundo a Bíblia, quando nascem os verdadeiros amigos?
R. Nos momentos de angústia.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


Editora Betel 4º Trimestre de 2013, ano 23 nº 89 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor - Davi, a lâmpada de Israel - A incrível história de um rei segundo o coração de Deus



Compartilhar no Google Plus

Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
    Blogger Comment
    Facebook Comment

0 Milhões de Confessos:

Postar um comentário

Não deixe de participar, a sua opinião é de extrema importância!

Críticas são bem vindas quando a pessoa se identifica.