LIÇÃO Nº 4 – LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO - 27 de Outubro de 2013 - EBD - CPAD

LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

Data 27 de Outubro de 2013 HINOS SUGERIDOS 20, 47, 247.

TEXTO AUREO

“Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23).

VERDADE PRATICA

Quando o dinheiro não é dominado como servo, mas domina como Jp senhor, transforma-se num grande e terrível tirano.

LEITURA DIÁRIA

Segunda         - Pv 11.15               Advertência contra a fiança
Terça             - Pv 22.26,27           Advertência acerca do crédito
Quarta           - Pv 28.8                  Advertência contra a usura
Quinta            - Pv 1 7.16               Advertência contra o tolo
Sexta             - Pv 23.23                Buscando virtudes
Sábado          - Fp 4.19                  Buscando a suficiência em Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Provérbios 6.1-5
1 - Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho,
2 - enredaste-te com as palavras da tua boca, prendeste-te com as palavras da tua boca.
3 - Faze, pois, isto agora, filho meu, e livra- te, pois já caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te e importuna o teu companheiro;
4 - não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
5 - livra-te, como a gazeia, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.

OBJETIVOS

Após a aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir fiador, empréstimo, usura e suborno.
Decidir usar corretamente o dinheiro.
Buscar o equilíbrio financeiro.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, providencie para a aula de hoje revistas antigas e jornais que tenham matérias ou artigos a respeito de escândalos financeiros (agiotagem, corrupção, etc).

Divida a turma em quatro grupos. Solicite aos alunos que eles façam uma pesquisa sobre escândalos financeiros utilizando as revistas e jornais. Reúna os grupos novamente e dê três minutos para cada grupo relatar a matéria escolhida. Em seguida, pergunte a opinião deles sobre o caso. Ouça as respostas. Conclua a tarefa afirmando que praticar atos ilícitos para obter dinheiro não compensa, pois é um grave pecado contra Deus e contra o próximo!

PALAVRA-CHAVE

Dinheiro: Meio de pagamento, na forma de moedas e cédulas, emitido e controlado pelo governo de cada país.

INTRODUÇÃO

Guerras, assassinatos, fomes e violência. Tanto no passado como no presente, podemos afirmar que boa parte desses males tem como causa primária o amor ao dinheiro. De fato, é o que as Escrituras afirmam em 1 Timóteo 6.10. Já vimos que ser rico e possuir bens não é errado, pois “a bênção do senhor é que enriquece” (Pv 10.22).
Todavia, amar o dinheiro significa torná-lo nosso senhor em vez de nosso servo. Isto traz um grande mal, pois na condição de senhor o dinheiro torna-se um tirano cruel.
Por isso, nesta lição, aprenderemos como usar o dinheiro de forma que ele venha a glorificar a Deus.

I - O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1. O Fiador. O Dicionário Aurélio define o fiador como “aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança”. O crente deve ter cuidado ao afiançar ou avalizar alguém, pois como diz o sábio, poderá sofrer “severamente aquele que fica por fiador do estranho” (Pv 11.15).

Tenha cuidado com o cartão de crédito e com o famoso “cheque emprestado”. Este último se não houver fundos para cobri-lo, na data da apresentação, você será cadastrado na lista de emitentes de cheques sem fundos. Siga a recomendação do sábio, evite esse tipo de problema e esteja “seguro” (Pv 11.15).

2. Empréstimo. O Dicionário Aurélio auxilia-nos também na definição do termo emprestar: “Confiar a alguém (certa soma de dinheiro, ou certa coisa), gratuitamente ou não, para que faça uso delas durante certo tempo, restituindo depois ao dono”. Sobre isso, o conselho encontrado em Provérbios é atualíssimo: “Não estejas entre os que dão as mãos e entre os que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” (Pv 22.26,27).

Não há nada de errado em emprestar, ou tomar emprestado, desde que se cumpra o compromisso firmado. Comprou? Pague! Tomou emprestado? Devolva! Quem compra e não paga, toma emprestado e não devolve, age desonestamente para com a pessoa que lhe deu crédito e desonra o nome do Senhor.

SINOPSE DO TÓPICO (1)

O cristão deve ter prudência ao decidir ser um fiador ou efetuar um empréstimo.

II-O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL

1. Evitando a usura. A prática de emprestar dinheiro a juros é bem antiga. Para Milton C. Ficher, erudito em Antigo Testamento, a legislação de Deuteronômio 23.19,20 já proibia a prática de se “emprestar com usura” (“juros” na ARA). Mas não apenas dinheiro, também comida e "qualquer coisa que se empreste à usura”.

Os termos hebraicos neshek e nashak aludem a qualquer tipo de cobrança abusiva feita por ocasião do pagamento da dívida. O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos devia ser observado pela nação israelita. Sobre isso e acerca de quem habitaria o tabernáculo do Altíssimo, Davi advertiu solenemente (SI 15.5).

A legislação brasileira prevê que o crime de usura, ou agiotagem, ocorre quando os juros cobrados por particulares forem maiores que os praticados pelo Mercado Financeiro e permitido por lei. Portanto, agiotagem é crime! É pecado!

2. Evitando o suborno. De acordo com os léxicos, subornar é “dar dinheiro ou outros valores a, para conseguir coisa oposta à justiça, ao dever ou à moral”. Subornar é corromper para ganhar vantagens. A imprensa veicula constantemente exemplos de pessoas que receberam suborno quando deveriam zelar pelo cumprimento de suas obrigações.

A Palavra de Deus afirma que aquele que aceita suborno secretamente perverte o caminho da justiça (Pv 17.23). O cristão não pode aceitar suborno nem muito menos pagá-lo, pois ele anda na luz e precisa honrar a Deus em todas as áreas de sua vida. A prática do suborno é uma perigosa armadilha. O que se ; apresenta como lucro hoje, amanhã se revelará numa perda irreparável. Por isso, atentemos ao conselho de jjj Provérbios (Pv 17.23 — ARA).

I SINOPSE DO TÓPICO (2)

A Bíblia rechaça a prática do lucro fácil que advém da usura e do suborno.

III - O USO CORRETO DO DINHEIRO

1. Para promover valores espirituais. Um dos melhores conselhos sobre a promoção dos valores espirituais pode ser encontrado em Provérbios: “Compra a verdade e não a vendas; sim, a sabedoria, e a disciplina, e a prudência” (Pv 23.23). Aquilo que é eterno custa caro e, por isso, poucos têm interesse nesse investimento.

Para Judas foi mais fácil vender Jesus do que se desfazer de sua cobiça. O mesmo aconteceu com os irmãos de José. Venderam-no para o Egito por um punhado de dinheiro (Gn 37.1-36). Hoje, muitos crentes estão negociando a sua herança espiritual e moral, trocando-a por coisas pecaminosas. Por que não investir o dinheiro naquilo que promove a sabedoria, a instrução e o conhecimento? Cuidado! Não desperdice o seu salário com futilidades. Adquira somente o que glorifica a Deus e honra o Evangelho de Cristo.

2. Para promover o bem-estar social. Para o pobre, o dinheiro mal dá para suprir as necessidades mais elementares e básicas. Felizmente, o dinheiro não é o único valor que realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6). Entretanto, há muitos crentes com dinheiro, e muito dinheiro, mas que não o utilizam para honrara Deus e ajudar ao próximo. Eles não trazem os seus dízimos à Casa do Senhor, não ofertam, não contribuem com a obra missionária, não investem em obras sociais e nem do bem-estar da própria família cuidam. A estes as Escrituras chamam de insensatos (Pv 17.16 - ARA). Os tais ainda não leram o conselho do sábio: “Porque as riquezas não duram para sempre; e duraria a coroa de geração em geração?” (Pv 27.24). Quando morrerem, outros irão usufruir o que eles deixarem!

SINOPSE DO TÓPICO (3)

O conselho bíblico diz que o uso do dinheiro deve promover valores espirituais e o bem estar social.

IV - BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

1. Buscando a suficiência. Em Provérbios 30.8,9, o sábio ensina o sentido de ter uma vida financeira suficiente, isto é, nem pobreza nem riqueza. Esse ponto de equilíbrio define bem o que é ter uma vida próspera na perspectiva bíblica. É ter a suficiência, como ensinou o apóstolo Paulo (Fp 4.19). Essa suficiência mantém nossa vida equilibrada. Ela não permite o muito tornar-se excesso nem o pouco virar escassez. Atentemos ao conselho do sábio!

2. Buscando o que é virtuoso. Para o sábio, há coisas que superam o valor do dinheiro: “Bem- -aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubins; e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela” (Pv 3.13-15).

A sabedoria, como bem espiritual, em muito supera o dinheiro, pois para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia. É incomparável o seu valor (Pv 8.11). Diz ainda Salomão: “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv 22.1).

SINOPSE DO TÓPICO (4)

Uma vida financeiramente equilibrada se caracteriza quando o muito não se torna excesso nem o pouco, escassez.

CONCLUSÃO

A presente lição mostrou que, embora o dinheiro seja algo essencial à vida, não é o mais importante. Há outros valores mais importantes do que ele. É necessário, portanto, buscarmos um viver equilibrado como resultado da obediência aos princípios da Palavra de Deus. Em Cristo, o centro de toda revelação bíblica, temos toda a suficiência de que precisamos. Aleluia!

VOCABULÁRIO

Agiotagem: Empréstimo de dinheiro a juros superiores à taxa legal; usura.
Mercado Financeiro: Segundo a Economia, é um complexo mecanismo que organiza os processos de compras e vendas em comércio (mercadorias, valores imobiliários, câmbio e outros bens).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Vida Cristã
“Trata do Crédito com Cuidado”
As intermináveis pressões de ‘mês mais comprido que o dinheiro’ é o bastante para separar famílias. Mas, em alguns casos, ter mais dinheiro não é solução. Devemos começar a administrar corretamente o que temos. O marido e a esposa têm de trabalhar juntos (e haverá o tempo e o lugar para envolver os filhos). Olhe além dos pagamentos mensais. Faça uma imagem mental de toda a dívida em destaque. Damos graças a Deus porque uma taxa de crédito nos permitirá tomar dinheiro emprestado, mas não nos enganemos: os juros serão altos. Cartões de crédito têm sido a ruína de muitos lares. Melhor deixar de comprar a crédito, a menos que tenha disciplina e limite. Abandone
o uso de cartões de crédito, se você sabe que não haverá dinheiro para pagar. Pague suas contas no vencimento. Quando os pagamentos não puderem ser efetuados, comunique ao credor” (Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.146).

AUXILIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Vida Cristã
“É um Mundo Consumista”
‘E o que há de errado com isto?’, você pode estar se perguntado. Talvez você pense que eu queira persuadi-lo a vender tudo o que tem e ir viver nas montanhas feito eremita. Relaxe, eu não pretendo fazer isto! Nem estou tentando fazê-lo sentir-se culpado por ter uma lista de ‘coisas a comprar’ guardada na gaveta de cômoda.
Não. Não é nada disso.

O que estou tentando dizer é que o problema está em ser acometido pela síndrome do ‘adquira-e-possua’ de nossa cultura, em viver para ter e ter para viver, em ter uma casa cheia de 'coisas’ — todas estas coisas raramente satisfazem. A batedeira que você almejava desde 1987 rapidamente perderá seu brilho. E logo logo você estará procurando ‘mais uma coisinha’ para equipar sua cozinha. A casa de quatro quartos com piscina e churrasqueira na qual você depositou todas as suas economias, em algum momento perderá seu brilho também.

E quanto mais ficamos fascinados com as coisas novas que brilham à nossa volta, mais espaço, energia, tempo e dinheiro será necessário para manter o vício do consumo!
Coisas e Caos

Ilyce Glink, uma planejadora financeira [...], faz a seguinte observação:
Quando você compra uma casa grande para acomodar suas coisas, você paga altas taxas, altas contas de luz, altas contas de gás e uma hipoteca maior; somando-se ainda tudo o que estas coisas exigem de custos de manutenção!

Manter ou expandir as coisas que você já tem toma muito dinheiro e tempo. E não estou falando apenas de casas. Coisas simples como uma placa de memória com maior capacidade de armazenamento para o computador do seu filho. Ou ‘coisas’ como férias de família. Apenas visitar um parque temático já o deixa sem algumas centenas de dólares hoje em dia. E Disneylândia? Bem, é mais fácil ganhar uma medalha de ouro olímpica do que passar as férias lá! Agora, eu imagino que muitos dos leitores ganham consideravelmente mais dólares do que eu e Rick. Outros de vocês mantêm família com salário mínimo. Não é minha intenção fazer um debale entre classes aqui. Pelo contrário, quero chamar sua atenção de perdedor financeiro para um simples fato: muitos de nós estamos nadando em dívidas e vivendo um caos conjugal como resultado de nada menos que uma necessidade descontrolada de possuir e acumular coisas. A verdade é que o caos em nosso casamento poderia ter fím se nós simplesmente parássemos de acumular e começássemos a estar satisfeitos com as coisas que já temos” (BARNHILL, Julie Ann. Antes que as Dívidas nos Separem, l. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.70-1).

EXERCÍCIOS

1. Defina o termo fiador.
R: Aquele que fia ou abona alguém, responsabilizando-se pelo cumprimento de obrigações do abonado; aquele que presta fiança.
2. Por que devemos ter cuidado com o cartão de crédito e com o cheque emprestado?
R: Porque se não houver fundos para cobrir os valores a pessoa será enquadrada na lista de emitentes de cheques sem fundo.
3. Em relação à cobrança abusiva de juros, qual princípio deveria ser observado pela nação israelita?
R: O princípio de não cobrar juros aos seus irmãos.
4. O dinheiro é realmente o único valor que conta? Por quê?
R; O dinheiro não é o único valor que realmente conta, pois “melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico” (Pv 28.6).
5. Para o sábio, a sabedoria era um bem espiritual muito superior ao dinheiro. Por quê?
R: Porque, para o sábio, a riqueza do verdadeiro saber não se compara com a mais bela e cobiçada joia.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BARNHILL, Julie Ann. Antes que as Dívidas nos Separem: Respostas e cura para os conflitos financeiros em seu casamento. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
Manual Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais. 3. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
PALMER, Michael D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão. 1. ed. Rio de janeiro: CPAD, 2001.
Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 56, p.38.
Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Você sabe lidar com o dinheiro de forma correta? Tem sua vida financeira equilibrada? Não é errado o crente possuir bens materiais e ter uma conta bancária abençoada. Deus é bom e deseja que tenhamos uma vida abundante (Jo 10.10). Porém, o que temos que temer é o amor ao dinheiro. Jesus nos adverte para que tenhamos cautela quanto à avareza, "porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15).
Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal "a palavra traduzida por 'avareza' (pleonexia) literalmente significa a sede de possuir mais". A ganância, o desejo excessivo de possuir mais e mais tem levado muitos a se envolverem em negócios ilícitos, como por exemplo, a prática da agiotagem, suborno, corrupção. A agiotagem é uma prática perversa e bem antiga. A Palavra de Deus proíbe tal prática desumana (Dt 23.19,20). Segundo o Código Penal Brasileiro, agiotagem é crime.

O amor ao dinheiro também tem levado muitos a caírem em outra prática pecaminosa: o suborno. Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe "a palavra grega shohad significa um presente, mas no sentido corrupto". A corrupção é como um vírus maligno, ela tem se espalhado em nossa nação trazendo dor, destruição, falência... A corrupção e o suborno são resultados do amor ao dinheiro. Certa vez, João Batista exortou alguns soldados para que eles se contentassem com seus soldos (Lc 3.14). Como profeta de Deus, João estava alertando-os quanto ao perigo da cobiça e do suborno.
Rocha ou areia, você pode escolher

Adquirir fortuna de modo ilícito (agiotagem, suborno) é como construir a casa sobre a areia; cedo ou tarde ela vai ruir (Mt 7.24-27). É bom lembrar que a areia não é o solo ideal para se estabelecer nenhum tipo de fundamento; a rocha sim é segura, capaz de sustentar uma construção. Porém, atualmente encontramos muita gente escolhendo o caminho mais fácil, mais curto, a areia. Estas visam apenas os bens materiais, o lucro fácil. A ganância cega. Trabalhar duro e no final do mês só ter dinheiro para pagar as contas, viver contando os trocados é muito difícil. Mas, você já viu alguém cavando na rocha? Não é fácil não! Exige muito esforço e tempo. É preciso suar a camisa. Mas vale a pena, pois o alicerce será sólido, firme, e principalmente, abençoado por Deus.

1º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Natalino das Neves ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


2º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O AD Londrina ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


3º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Caramuru ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


4º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Fábio Segantin ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


5º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor da CPAD ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


6º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O AD Linhares ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


7º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O TV Escola Dominical ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


8º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O EBD Fora da Caixa ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


9º Vídeo Extra Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O Pastor Altair Germano ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.




PORTAL ESCOLA DOMINICAL
4º Trimestre de 2013 - CPAD
SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA: A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentários da revista da CPAD: Pr. José Gonçalves
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
ESBOÇO Nº 4


LIÇÃO Nº 4 – LIDANDO DE FORMA CORRETA COM O DINHEIRO

O dinheiro é um excelente servo, mas um péssimo senhor.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo do livro de Provérbios, estudaremos hoje o que a sabedoria divina nos ensina a respeito de nosso lidar com o dinheiro.

- O dinheiro é um excelente servo, mas um péssimo senhor.


I – OS PRINCÍPIOS BÍBLICOS QUE REGEM O RELACIONAMENTO DO HOMEM COM OS BENS MATERIAIS


- Na sequência do estudo do livro de Provérbios, estudaremos hoje o que este “livro de sabedoria” nos ensina a respeito de como devemos lidar com o dinheiro, em outras palavras, qual deve ser o relacionamento do ser humano com os bens materiais.

- Uma vez mais ficamos admirados com as Escrituras Sagradas, pois quem nos escreve a este respeito é ninguém mais, ninguém menos que a pessoa que Deus deu grandes riquezas, qual seja, o rei Salomão (I Rs.3:13), a quem ninguém sobrepujou em riqueza durante os seus dias.

- É oportuno considerar, de pronto, que toda a riqueza que teve Salomão somente lhe veio porque ele mesmo considerou que as riquezas eram coisas secundárias para um ser humano. Ao apresentar seu pedido a Deus, Salomão não quis riquezas, mas, sim, sabedoria e, é por ter pedido sabedoria com prioridade, que o Senhor lhe deu também riquezas e glória (I Rs.3:11-13), o que já nos mostra que a posse de bens materiais não é tão importante nem tão prioritária quanto a sabedoria, que o próprio Salomão diz ser algo mais excelente do que ouro, prata ou pedras preciosas (Pv.3:13-15).

- Antes, porém, de vermos o que o livro de Provérbios nos fala a respeito das riquezas, dissertaremos, ainda que sucintamente, sobre quais são os princípios bíblicos atinentes ao relacionamento dos homens com os bens materiais.

- Para que possamos entender o que a Bíblia diz a respeito da conduta do ser humano frente aos bens materiais, é imperioso verificarmos a própria declaração primeira da revelação de Deus ao homem. Em Gn.1:1, a Bíblia deixa claro que Deus criou os céus e a terra, o que repete em Gn.1:31-2:3. Assim, tanto no início quanto no término do relato da criação, a Palavra não deixa qualquer dúvida de que Deus é o Senhor do Universo, ou seja, o dono de tudo.

- Assim, não deve causar espanto a declaração do salmista (Sl.24:1), segundo a qual “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”. Com efeito, por ter criado o mundo e tudo o que nele há, Deus é o legítimo dono de todas as coisas.

- Se isto é assim, o homem é apenas um administrador da criação. Com efeito, ao criar o homem e a mulher, Deus concedeu a eles o domínio sobre toda a criação (Gn.1:26,28), domínio este que não representa senhorio, mas uma autoridade, uma autorização para administrar a criação terrena (observemos que no mandato dado ao ser humano por Deus não se incluem as criações celestiais. É por isso que o salmista afirma que o homem foi feito pouco menor do que os anjos – Sl.8:5).

- Partindo deste pressuposto, não pode o homem achar-se dono de coisa alguma sobre esta terra e deveria comportar-se desta maneira, ou seja, plenamente consciente de que é apenas um administrador daquilo que Deus lhe deu. É exatamente esta a consciência do cristão, a de que é apenas um mordomo, um despenseiro de Deus ( I Co.4:1,2; Tt.1:7; I Pe.4:10).

- Assim, se temos a capacidade, dada por Deus, de sujeitarmos à nossa vontade os bens existentes na natureza (e bem, aqui, é tudo o que pode suprir as nossas necessidades e nos trazer alguma utilidade) e isto é o princípio da propriedade (por isso o jurista alemão Windscheid conceituava propriedade como a sujeição absoluta de algo à vontade de uma pessoa), ao mesmo tempo devemos observar que a propriedade não é um fim em si mesma, mas tem a função de, por meio desta sujeição, tornarmo-nos um instrumento da vontade divina.

- É, por isso, que a propriedade deve ser considerada como um direito natural, um direito inerente à pessoa humana, devendo ser respeitada e garantida, não tendo cabimento nem qualquer respaldo bíblico qualquer iniciativa que tenda a suprimi-la dos indivíduos, mesmo se o fizer em nome de uma suposta igualdade social (como o fizeram os comunistas marxista-leninistas no século XX), por ser algo contrário à ordem estabelecida por Deus ao gênero humano, mas, ao mesmo tempo, não se pode conceber uma propriedade que não tenha por objetivo a realização da vontade divina na humanidade. Assim, tão contrário à Bíblia como a supressão da propriedade privada é a sua exacerbação, a busca desenfreada pelo acúmulo de riquezas e de posses em detrimento do próximo e da sociedade.

OBS: "...O capitalismo, como princípio básico, sem os seus abusos, concorda com os ideais do cristianismo. O conceito de propriedade privada era uma das vigas mestras do judaísmo. Cada família contava com a sua propriedade particular, protegidas pelas leis da herança. O ideal era e continua sendo que cada homem tenha a sua própria vinha e a sua própria figueira ( I Rs.4:25; Mq.4:4). Porém, é deveras instrutivo ver como a legislação mosaica também defendia os direitos dos pobres. De acordo com o cristianismo, o conceito de propriedade privada não somente é exposto como normal, mas, igualmente, como meio de proteger o indivíduo de medidas ditatoriais do Estado(...)O Novo Testamento, naturalmente, combate os típicos abusos do capitalismo, como a desconsideração pelos direitos do indivíduo e a escravização dos mais pobres pelos ricos, mediante medidas econômicas.(...)Adam Smith, que tinha um ponto de vista otimista da natureza humana, supunha que, - finalmente, surgiria do mercado livre uma espécie de harmonia automática, visto que o homem seria essencialmente bom em sua natureza, a qual controlaria os seus interesses pessoais. Mas o cristianismo ensina que isso só começa a ser curado com a conversão espiritual. Esse preceito, pois, volta-se tanto contra os abusos do capitalismo como contra o ateísmo do comunismo, sistema este que supõe que o mundo é governado por princípios econômicos, e não por princípios espirituais." (CHAMPLIN, R.N.. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.1, p.646).

- Assim, ao mesmo tempo em que a Palavra de Deus garante a cada ser humano a possibilidade de sujeitar bens de acordo com a sua vontade e de deles usufruir para a satisfação de suas necessidades, também estabelece que o objetivo do homem e da mulher não deve ser o acúmulo de riquezas para si ou a sua exaltação por causa dos bens que tenha a seu dispor, mas que tudo isto seja um instrumento para que a glória de Deus se manifeste na administração destes bens que lhe forem confiados por Deus, o único e verdadeiro dono de todas as coisas.

- Entretanto, o homem sem Deus e, consequentemente, sem uma dimensão da eternidade, tem sua vista obscurecida pelas coisas temporais e passageiras e, portanto, acaba se deixando dominar pela avareza, pelo desejo de acumulação de riquezas, que é uma insensatez total, como deixou bem claro Jesus na parábola do rico insensato (Lc.12:13-21), “porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”(Lc.12:15).

- Lamentavelmente, não são poucos os que acabam se perdendo na caminhada para o céu por causa dos bens materiais e por causa do dinheiro. A Bíblia revela que a ganância pelas coisas, que a avareza tem sido um obstáculo para muitos alcançarem a salvação, como nos casos do mancebo de qualidade (Mt.19:22; Lc.18:23), de Judas Iscariotes (Lc.22:3-6; Jo.12:4-6), de Ananias e Safira (At.5:1-5,8-10), de Simão, o mago (At.8:18-23) e de muitos outros, como afirmou Paulo em sua carta a Timóteo (I Tm.6:9,10).

- O dinheiro não é um mal em si. A riqueza é uma bênção de Deus, tanto que Deus a concedeu a Salomão (I Rs.3:13), mas, e aqui está um caso típico, não podemos pôr nas riquezas o nosso coração (Mt.6:19-21). Devemos, sempre, buscar servir a Deus e Lhe agradar. Esta deve ser a intenção do cristão. Se Deus nos conceder a riqueza, que nós a usemos para agradar a Deus. Se nos der a pobreza, que nós a usemos para agradar a Deus. O importante é que não façamos dos bens materiais o objetivo e a intenção de nossas vidas. Quem passa a viver em função dos bens materiais, quem passa a pôr o seu coração nos tesouros desta vida, passa a ser um avarento, um ganancioso e, como tal, será um idólatra (Cl.3:5) e, assim, estará fora do reino dos céus (Ap.22:15).

- A Bíblia nos mostra que a aquisição de bens materiais é uma necessidade para o homem depois da sua queda, pois deverá, do seu trabalho, obter o seu sustento (Gn.3:19), consoante já vimos na lição anterior. Deste modo, a obtenção dos meios necessários para a nossa sobrevivência deve vir do trabalho. É por isso que Paulo, numa afirmação dura, mas que é a verdade nua e crua, disse que “se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (II Ts.3:10), máxima que foi, inclusive, incorporada em várias Constituições de países comunistas no século XX, mas que traduz um princípio bíblico.

- Como a busca pelos bens materiais deve ser com vistas à satisfação de Deus e não a uma incessante corrida pelo prazer, pelo luxo e pela autossuficiência, temos que há uma clara distinção entre a ética cristã e a ética do capitalismo. O capitalismo é um sistema econômico em que se busca, sempre, o máximo lucro com o menor custo, com o aumento incessante da produção e do consumo. Dentro da lógica do capitalismo, é preciso sempre produzir cada vez mais, com o maior lucro e com a redução crescente dos custos. A ética cristã, entretanto, é bem diversa: não há que se buscar o máximo lucro, mas, bem ao contrário, deve-se buscar o suficiente para se ter uma vida digna, uma vida sossegada, mas sem a “febre do ouro” que tem dominado o mundo de hoje. Diz o sábio Agur que devemos, sempre, buscar a “porção acostumada de cada dia” (Pv.30:8,9).

- Não se está aqui afirmando que o cristão não deve procurar uma melhoria de vida, um melhor emprego, capacitar-se para obter melhores posições, ou seja, em absoluto se nega ao servo de Deus a busca de melhores oportunidades, um progresso maior, até porque o filho de Deus não é cauda, mas cabeça (Dt.28:13), mas se está afirmando, isto sim, que não devemos colocar como alvos únicos e exclusivos de nossas vidas uma prosperidade material, como objetivo as benesses desta vida (Pv.27:24). Nunca nos esqueçamos que, se cremos em Cristo só para esta vida, seremos os mais miseráveis de todos os homens! (I Co.15:19).

- Quando o homem tenta progredir na vida material tendo consciência de que existe uma dimensão eterna, de que é mero administrador do que Deus lhe confiou, ele jamais se comporta de forma nociva ao seu semelhante, jamais busca usar de todos os métodos, lícitos ou não, visando à acumulação de riquezas, pois tem pleno conhecimento de que nu saiu do ventre de sua mãe e de que nu terminará a sua existência (Jó 1:21; I Tm.6:7). Como dizem as Escrituras, aqueles que se envolvem na ilusão das riquezas, trazem para si somente males e problemas, já nesta vida, que dirá quando se encontrar com o reto e supremo Juiz de toda a terra (Pv.28:22; I Tm.6:9; Hb.9:27).

- Dentro desta perspectiva, o cristão deve, consciente de que o que tem amealhado de bens materiais, é para ser um instrumento de satisfação da vontade divina, administrar o seu patrimônio de forma a obter este agrado de Deus, fazendo-o conforme a Sua Palavra.


II – O CARÁTER SECUNDÁRIO E INSTRUMENTAL DAS RIQUEZAS


- O livro de Provérbios fala, pela vez primeira, da questão atinente ao relacionamento do homem com os bens materiais no capítulo 3, em meio aos “conselhos paternais” que introduzem o livro, precisamente em Pv.3:9,10, texto já estudado na lição anterior.

- Nesta vez primeira em que trata do tema, o proverbista já mostra que os bens materiais que tenhamos sobre a face da Terra tem um caráter instrumental, pois devem servir de meio para que honremos ao Senhor: “Honra ao Senhor com a tua fazenda, com as primícias de toda a tua renda e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares” (Pv.3:9,10).

- Nesta afirmação do proverbista, vemos, com absoluta clareza, que a posse de bens materiais por parte do homem tem um propósito divino, qual seja, o de que, através de nosso patrimônio, o Senhor seja honrado, o Senhor seja glorificado, que as nossas riquezas sirvam para que o nome de Deus seja exaltado, para a realização de boas obras (cfr. Mt.5:16).

- Não é de se admirar, portanto, que, ao longo dos séculos, a tradição judaica tenha entendido que a posse de bens faz do homem um devedor em relação a Deus: “…quando Deus havia dado a riqueza aos abastados, não as havia entregue em caráter definitivo, nem como recompensa por suas ações ou qualquer mérito especial. Era somente para que a retivessem em custódia para os pobres! Os ricos seriam, assim, meros agentes fiscais de Deus, por assim dizer, em favor dos pobres! Estender a tzedakah [caridade, observação nossa] aos pobres ‘com todo o coração’ tinha, portanto, a significação intrínseca de um ato de ‘virtude’. Daí ter-se desenvolvido o axioma que, se os ricos fossem realmente honestos e tementes a Deus, distribuiriam prazerosamente a riqueza que retinham em custódia de Deus, entre os inúmeros credores de Deus — os pobres, os doentes, os desamparados, os necessitados etc.…” (AUSUBEL, Nathan. Caridade. In: A JUDAICA, v.5, p.114) (destaques originais).

- A vez primeira em que Salomão fala de riquezas, fala para nos lembrar que ela existe para que o nome do Senhor seja honrado, seja exaltado, ou seja, embora o Senhor tenha nos dado legitimamente o direito de propriedade, de amealhar bens para que eles se sujeitem à nossa vontade, jamais estes bens poderão ser utilizados para o engrandecimento do nosso ego, para nossa vaidade, mas, sim, para que Deus seja honrado através da utilização destes bens.

- Mas, depois de ter dito que a nossa fazenda deve honrar ao Senhor, Salomão mostra-nos que as riquezas ocupam um valor absolutamente secundário em nossas vidas, pois “bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor é a sua mercadoria do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubins, e tudo o que podes desejar não se pode comparar a ela” (Pv.3:13,14).

- Salomão transmite aqui o que havia aprendido pessoalmente com o Senhor, ou seja, de que a sabedoria é muito mais valiosa do que quaisquer riquezas e, lembremos, isto é dito por alguém que, em seu tempo, era o homem mais rico sobre a face da Terra.

OBS: Um dito do Alcorão repete essa mesma ideia: “E não são vossas riquezas nem vossos filhos que nos aproximarão de Nós, bem perto de Nós; mas quem crê e faz o bem, esses terão o dobro da recompensa, pelo que fizeram e estarão em segurança nas câmaras etéreas (34:37)” (Trad. Helmi Nasr).

- Além de serem um instrumento pelo qual o nome de Deus deve ser glorificado, a posse de bens materiais não deve ser desejada como algo prioritário, mas, antes, devemos buscar a sabedoria, pois só quem acha a sabedoria alcança a bem-aventurança, ou seja, um estado sublime de felicidade.

- Esta afirmação de Salomão é repetida no dito popular segundo o qual “o dinheiro não traz felicidade” ou, ainda, “o dinheiro não compra felicidade”, máxima que tem sido deixada de lado nos dias de materialismo e consumismo desenfreado em que vivemos, onde, inclusive, uma propaganda de cartão de crédito ficou famosa ao dizer que o dinheiro não compra certas coisas, mas que, para todas as outras, existiria o referido cartão.

- Trata-se, porém, de uma realidade que o mundo materialista de hoje tenta esconder, mas não consegue. Quantos bilionários e milionários, apesar de tantas riquezas, não vivem uma vida miserável e infeliz, que os leva às drogas, aos vícios e a tantos desatinos, revelando o vazio existencial em que se encontram? Todas as sua fortunas são incapazes de lhes proporcionar paz e alegria sobre a face da Terra, precisamente porque, como dizia Salomão, a posse de bens materiais é incapaz de trazer a bem-aventurança.

- Ao descrever a sabedoria, em Pv.8, Salomão reforça esta ideia, ao mostrar que a sabedoria é melhor do que os rubins e que tudo que se deseja não se pode comparar a ela (Pv.8:11), precisamente porque é a sabedoria que traz “riquezas e honra, riquezas duráveis e justiça” (Pv.8:18), sendo melhor o seu fruto do que o fruto do ouro, do ouro refinado e as suas novidades melhores do que a prata escolhida (Pv.8:18,19).

- Ao isto afirmar, Salomão mostra que a sabedoria é que permite a aquisição e manutenção de riquezas por parte de alguém e que as consequências advindas da posse da sabedoria são permanentes e duráveis, ao contrário das riquezas materiais, que podem se extinguir e se perder rapidamente, máxime quando não houver sabedoria por parte de seu titular. Por isso, Salomão afirma que, embora haja ouro e abundância de rubins, os lábios do conhecimento são joia preciosa (Pv.20:15).

- Não é por outro motivo que a sabedoria, que é apresentada como uma pessoa no capítulo 8 de Provérbios, faz um apelo para que a aceitemos e à sua correção e não ao ouro, que aceitemos o seu conhecimento mais do que o ouro fino escolhido (Pv.8:19). Temos aqui um chamamento divino à nossa consciência para que tenhamos como prioritária a sabedoria, o conhecimento de Deus, a intimidade com o Senhor e não a busca de bens materiais.

- Estas afirmações de Salomão fazem-nos lembrar os ensinos do Senhor Jesus no sermão do monte, quando somos admoestados a ajuntar tesouros nos céus, que são permanentes e insuscetíveis de roubo ou deterioração, ao contrário dos tesouros terrenos, que podem ser consumidos por ladrões, pela traça e pela ferrugem (Mt.6:19,20).

- Quando observamos grandes nomes da sociedade que, da mesma forma que enriqueceram rapidamente, também perderam tudo quanto tinham, por não terem tido sabedoria para preservar os ganhos auferidos, percebemos como a Palavra de Deus é a verdade!

- Quem tem a sabedoria herda “bens permanentes”, “enchem os seus tesouros” (Pv.8:21), pois, ao andarem pelo caminho da justiça (Pv.8:20), alcançam a vida eterna em Cristo Jesus, adquirindo riquezas muito maiores e muito mais excelentes do que a posse de bens materiais nesta Terra passageira e fugaz. “Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E quanto mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!” (Pv.16:16). Será que temos tido esta mentalidade?

- Salomão, já na sua velhice, quando escreveu o livro de Eclesiastes, chegou à conclusão de que o amontoamento de prata, ouro e joias, bem como o desfrute de tudo isto não passou de vaidade e aflição de espírito (Ec.2:8-11).

- Diante de tamanhas afirmações por parte de quem teve tantas riquezas, por que nos submetermos à “corrida do ouro” que tem caracterizado o mundo em que vivemos? Pensemos nisto!

OBS: No Alcorão, inclusive, é dito que os egípcios foram cheios de riquezas nos dias de Moisés, exatamente para que fossem feitos cegos espiritualmente e, assim, devidamente punidos por Deus. Eis o versículo: “E Moisés disse: ‘Senhor nosso’. Por certo concedestes a Faraó e a seus dignitários ornamentos e riquezas na vida terrena — Senhor nosso! — para que se descaminhem de Teu caminho, Senhor nosso! Apaga-lhes as riquezas e endurece-lhes os corações; então, não crerão até virem o doloroso castigo” (10:88) (Trad. Helmi Nasr).


III – A QUESTÃO DA FIANÇA


- Depois de ter mostrado o caráter secundário e instrumental das riquezas para a vida humana, Salomão, ainda dentro dos chamados “conselhos paternais”, trata de outro tema relacionado com os bens materiais, a saber, a questão da fiança, que desenvolve, pela vez primeira, em Pv.6:1-5.

- Aqui, na décima segunda vez que se utiliza a expressão “filho meu” no livro de Provérbios, o proverbista aconselha o “seu filho” que deveria se livrar da condição de fiador do seu companheiro, devendo importuná-lo até que o libertasse do compromisso, não sossegando enquanto não se livrar da obrigação assumida.

- A fiança é um compromisso em que alguém se põe como garantidor pessoal do pagamento da obrigação de outrem, ou seja, caso o devedor não cumpra a sua obrigação, o fiador deverá cumpri-la pessoalmente.

- Nos dias de Salomão, a situação do fiador, que até hoje é extremamente incômoda, era ainda pior, pois, sabemos todos, naquele tempo, caso o devedor não pudesse cumprir a sua obrigação, poderia ser, inclusive, reduzido à escravidão para pagar o seu débito. Ora, o fiador assumia a mesma condição do devedor e, portanto, caso o devedor não pagasse a dívida e não fosse possível reduzi-lo à escravidão, ou esta redução à escravidão fosse insuficiente para a satisfação do débito, o fiador também poderia ser escravizado.

- O que Salomão está a nos ensinar aqui é a superioridade da pessoa aos bens, porquanto não se pode vincular uma pessoa à vontade de outra, não se deve ligar a sua honradez e seu caráter em função de outra pessoa, correndo o risco de, pela inadimplência do outro, comprometer seu nome e sua própria posição na sociedade.

- É falta de sabedoria pôr a sua pessoa, o seu nome, a sua dignidade em função da vontade de um terceiro, ainda que ele seja “seu companheiro”, ou seja, pessoa que desfruta da sua convivência, que “come o pão” juntamente consigo.

- Quando nos tornamos fiadores de alguém, vinculamos o nosso destino, o nosso patrimônio a esta pessoa, o que não é razoável, visto que somos todos iguais e independentes uns dos outros. Que adianta sermos zelosos com a administração de nossos bens e de nossa vida se deixamos tudo à mercê de uma outra pessoa?

- Em nossos dias, a fiança continua sendo um péssimo negócio. O fiador vincula-se à dívida de um terceiro e, caso este terceiro não cumpra suas obrigações, o fiador sofrerá grandemente por causa do descumprimento da obrigação. No Brasil, inclusive, um dos poucos casos em que o imóvel residencial do devedor responde pela dívida é o caso do fiador de contrato de locação.

- Os bens materiais valem menos que o ser humano, segundo a ética bíblica, sendo a ordenação ética instituída pelo próprio Deus. Ser fiador de alguém é pôr-se abaixo dos interesses patrimoniais, é se colocar abaixo dos bens materiais e é esta a razão pela qual Salomão manda que jamais entremos numa situação quetal, pois isto representa o próprio aviltamento da pessoa humana, uma inversão da hierarquia de valores instituída pelo próprio Deus. Não é à toa que o proverbista afirma que “quando alguém fica por fiador do estranho, toma-lhe tu a sua roupa e penhora-o pela estranha” (Pv.27:13).

- Salomão compara aquele que dá fiança a alguém como um animal que se põe nas mãos do caçador ou uma ave que fica à mercê do passarinheiro (Pv.6:5). É uma atitude completamente louca, pois pomos nossa honradez à mercê de terceiros. Por isso, Salomão nos afirma que “o homem falto de entendimento dá a mão, ficando por fiador do seu companheiro” (Pv.17:18).

- Quando as Escrituras Sagradas falam em fiança, não devemos nos ater apenas à figura contratual assim denominada no direito, mas a toda e qualquer forma de garantia de dívida de terceiros, como o aval e a figura popularmente conhecida como “empréstimo de nome”, muito comum em nosso país que vive basicamente de crédito.

- Em todos estes casos, vinculamos nosso patrimônio, nossa dignidade, nosso nome em favor de uma terceira pessoa, o que se constitui em verdadeira loucura, em medida desaconselhada pela Palavra de Deus, que é a verdade (Jo.17:17). Existem outras formas de se ajudar alguém quando esta estiver necessitada, como a própria doação de recursos para o pagamento de uma prestação ou de uma dívida, sem que se precise recorrer a esta garantia pessoal, que jamais deve ser feita por um servo de Deus. Afinal de contas, como diz o próprio Salomão: “Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que as muitas riquezas; e a graça é melhor do que a riqueza e o ouro” (Pv.22:1).

- Por isso, não podemos outra conclusão senão aquela a que chegou o sábio rei de Israel: “Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que aborrece a fiança estará seguro” (Pv.11:15).


IV – A QUESTÃO DA GANÂNCIA


- Mas, ao discorrer sobre o relacionamento do homem com os bens materiais, o proverbista também nos fala a respeito da ganância, ou seja, do desejo incontrolável de aquisição de bens materiais, mesmo que, para tanto, se venha a praticar a impiedade, o que não é correto, mesmo que se tenha de agir desonestamente.

- Já vimos supra que a ganância nada mais é que dar prioridade aos bens materiais, buscar, a todo o custo, amealhar riquezas, ter amor ao dinheiro, que é a raiz de toda a espécie de males (I Tm.6:10). Trata-se, à evidência, de um comportamento de quem não serve a Deus, pois não se pode servir a Deus e às riquezas simultaneamente (Mt.6:24).

- Esta ganância, este desejo incontrolável por bens materiais, esta verdadeira adoração ao dinheiro apresenta-se de diversas formas, todas elas combatidas e condenadas pelo proverbista, que, logo no limiar da segunda parte do livro, que apresenta a coletânea de provérbios de Salomão coligidos ainda em seu tempo, afirma que “os tesouros da impiedade nada aproveitam, mas a justiça livra da morte” (Pv.10:2), a nos mostrar, com absoluta clarividência, que a posse de bens materiais não pode jamais ser prioridade em nossas vidas, pois, assim agindo, caminharemos para a perdição eterna, algo que riqueza alguma do mundo pode evitar, até porque uma alma vale mais do que o mundo inteiro (Sl.49:6-8).

- Assim, correr atrás do dinheiro a qualquer custo é atitude típica de quem não serve a Deus e que está procedendo de modo a se tornar um candidato à perdição eterna. Trata-se de uma conduta muito comum em nossos dias, onde prevalece o materialismo e o consumismo desenfreado. Por isso, o proverbista é claro ao afirmar que “aquele que confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a rama” (Pv.11:28), a nos mostrar que quem confia nas riquezas não é justo e não terá muito futuro pela frente.

- Salomão, por isso mesmo, condena a avareza, que as Escrituras consideram como sendo uma forma de idolatria (Cl.3:5), já que o avarento tem como deus o dinheiro. Diz o proverbista que “o príncipe falto de inteligência também multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza prolongará os seus dias” (Pv.28:16), o que, pelo paralelismo hebraico, nos mostra que o avarento é levado a oprimir o seu próximo, mas, ao fazer isto, estará tão somente diminuindo a sua qualidade de vida sobre a face da Terra, ao passo que o que aborrecer a avareza estará tendo longura de dias, não somente em quantidade, mas também em qualidade (quantos agiotas não acabam sendo mortos por seus devedores…).

- Uma das formas de se tentar obter riquezas indevidamente é a usura, ou seja, a cobrança excessiva de juros. É bom observarmos que quem empresta um determinado capital para alguém tem direito a uma remuneração, não sendo isto ilícito ou moralmente reprovável.

- O que a Bíblia Sagrada condena é a usura, ou seja, a cobrança excessiva de juros, a obtenção de valores que tornam o que foi emprestado uma pequena parcela do que é indevidamente apropriado daquele que empresta.

- Aquele que toma dinheiro emprestado, como afirma o próprio Salomão, é servo daquele que empresta (Pv.22:7), de modo que a usura representa uma conduta opressora, de quem, se aproveitando da situação de vantagem que tem por ter emprestado algum dinheiro, faz com que o que tomou emprestado seja explorado, aviltado, indevidamente dominado, relegado a uma posição indigna de quem é imagem e semelhança de Deus.

- Davi já deixara claro, antes mesmo do seu filho proverbista, que uma das características do servo de Deus, daquele que habitará nos céus, é não emprestar dinheiro com usura (Sl.15:5). Assim, temos a convicção de que agiotas não entrarão no reino dos céus, ainda que digam que são crentes…

- Quando se tem a caracterização da usura? Em nosso direito, a usura é considerada quando se tem juros acima de um quinto do valor corrente ou justo da prestação feita ou prometida (art.4º, “b” da lei 1.521/1951, a chamada “lei da economia popular”), sendo este um patamar razoável, até porque com base bíblica, que também estipula em um quinto o valor adicional de uma reparação (Lv.27:13,15; Nm.5:7).

- Sabemos hoje, notadamente em nosso país, que é o “paraíso dos juros”, que tais patamares não são observados. As taxas de juros são altíssimas, representando um aviltamento de toda a população, que somente pode consumir através do crédito, o que gera uma interminável concentração de renda, que explica, em parte, porque a desigualdade social tem aumentado em todo o mundo.

- Por causa disso mesmo, devem os servos do Senhor evitar fazer compras a prazo, pois estarão se pondo voluntariamente sob esta opressão e, menos ainda, ceder à tentação da usura e querer também tirar vantagem dos mais necessitados, emprestando a juros elevados, dedicando-se à agiotagem.

- Salomão é bem claro ao afirmar que “o que aumenta a sua fazenda com usura e onzena ajunta-a para o que se compadece do pobre” (Pv.28:8), indicando que Deus não Se agrada com o aumento do patrimônio à custa da opressão dos mais necessitados, de modo que, mais cedo ou mais tarde, o Senhor encarregar-Se-á de transferir todo este aumento patrimonial obtido de forma imoral e ilícita para os que necessitam. Muitas vezes, não entendemos porque alguém, que estava tão bem financeiramente, de uma hora para outra, tem uma derrocada. É a mão do Senhor fazendo justiça…

- É bom lembrarmos que a usura não se circunscreve apenas a empréstimos em dinheiro. Às vezes, esta desproporção se dá também com relação a outros bens ou até mesmo a favores não redutíveis a moeda. Na lei de Moisés, já se impedia que se fizesse “usura de dinheiro’, “usura de comida” ou “usura de qualquer coisa” (Dt.23:19). Quantas vezes não queremos exigir um sacrifício da parte de alguém por conta de um favor que fizemos a esta mesma pessoa e que é evidentemente desproporcional ao que fizemos? Pensemos nisto!

- Outra maneira de ganância que é condenada pelo proverbista é aquela que advém da obtenção de riquezas mediante o engano. Diz Salomão: “trabalhar por ajuntar tesouro com língua falsa é uma vaidade, e aqueles que a isso são impelidos buscam a morte” (Pv.21:6). Condena-se, assim, a utilização de artifícios e ardis que enganam as pessoas a fim de se obter vantagem econômica, o que caracteriza, em nosso direito, a conhecida prática do estelionato, do engano para se obter vantagem econômico-financeira.

- A mentira tem como pai o inimigo de nossas almas (Jo.8:44) e toda vez que nos utilizamos dela para obter vantagem econômica, estaremos nos imiscuindo com o pecado, cujo salário é a morte (Rm.6:23).

- Quantos que, na atualidade, não têm se valido de mentiras, de meias verdades (que são mentiras inteiras…) para poder vender produtos e fornecer serviços, para terem vantagens econômicas indevidas? Tal não pode ser o procedimento de um genuíno e autêntico servo de Deus.

- Dentro deste aspecto de engano, alcança relevância no livro de Provérbios o que hoje denominaríamos de infrações contra o consumidor, o que encontramos, no texto bíblico, como sendo “balança enganosa”, ou seja, a atitude do fornecedor de alterar indevidamente a medida do que é adquirido para se obter vantagem.

- “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer” (Pv.11:1), “duas espécies de peso são abomináveis ao Senhor, e balanças enganosas não são boas” (Pv.20:23), “Duas espécies de peso e duas espécies de medida são abominação para o Senhor, tanto uma coisa como outra” (Pv.20:10). Com estes três provérbios, fica bem claro que, para Deus, é coisa abominável, algo muito grave procurar tirar vantagem daquele que adquire um produto mediante a alteração dos instrumentos de medição, a fim de que se tenha uma vantagem econômica mediante este ardil, mediante este engano. Que Deus nos guarde, amados irmãos!

- Outra forma de ganância que é condenada no livro de Provérbios é o suborno ou peita, ou seja, um pagamento que é feito para que se faça algo ilegal, imoral. Trata-se de uma atitude em que se põe o bem material (o dinheiro a ser recebido) acima de outros valores, mais uma demonstração de que se ama o dinheiro e não o próximo ou a Deus.

- Nos dias em que vivemos, a corrupção está alastrada, havendo, mesmo, a situação já apontada por Ruy Barbosa, de que se chega a ter vergonha de ser honesto, em especial em nosso país, onde a impunidade reforça ainda mais a corrupção.

- Davi, também no já mencionado Sl.15:5, faz questão de dizer que somente ingressará nas mansões celestiais aquele que não aceita peitas (ou seja, subornos) contra o inocente, a nos demonstrar que a compactuação com a corrupção, a sua prática ou o consentimento com ela representa uma ação que nos pode levar à perdição eterna.

- É muito triste vermos hoje em dia diversos que cristãos se dizem ser praticarem atos de corrupção, achando que não estão a fazer nada demais, como, por exemplo, o pagamento de um “cafezinho” para que não ser multado pelo guarda ou, mesmo, para algum outro fiscal para não ser autuado em alguma outra espécie de infração. Já houve, mesmo, “parlamentar evangélico” que chegou a fazer uma oração em agradecimento ao recebimento de uma “propina”. A que ponto chegamos!

- O proverbista, porém, é bem claro ao afirmar que “o rei com juízo sustém a terra, mas o amigo de subornos a transtorna” (Pv.29:4), a indicar que uma sociedade baseada na corrupção está fadada à desintegração, ao desmoronamento, pois se gerará um ambiente de desordem, de desconfiança e de insegurança tais que a própria convivência ficará sensivelmente abalada e impossibilitada a médio e longo prazos. Não é exatamente isto que estamos verificar no mundo em que vivemos?

- Nunca aceitemos subornos ou peitas, pois quem o oferece é sempre um ímpio. É o que nos diz Salomão: “o ímpio tira o presente do seio para perverter as veredas da justiça” (Pv.17:23). Quem oferece suborno é sempre uma pessoa ímpia, que está a mostrar, por este fruto, a sua impiedade e quem o aceita, certamente estará proporcionando a realização de uma injustiça, o que, também, o configura como um ímpio, como alguém que não tem o amor de Deus, pois o amor não folga com a injustiça, mas, com a verdade (I Co.13:6).

OBS: O Alcorão também afirma que o que usa das riquezas com más intenções é o ímpio, cujo objetivo é desviar o justo. Veja-se esta versículo do livro sagrado dos muçulmanos: “Eis que os incrédulos malversam as suas riquezas para desviarem (os fiéis) da senda de Deus. Porém, malversá-las-ão completamente e isso será a causa de sua atribulação; então, serão vencidos. Os incrédulos são congregados no inferno (8:36)” (Trad. Samir El Hayek).

- Salomão, no livro de Eclesiastes, mostra outro grande mal causado pelo suborno, que é o de corromper o coração daquele que o aceita (Ec.7:7), corrupção esta que causará a perdição eterna, que não pode ser compensada por eventual “alargamento de caminhos” neste mundo ou eventual ida à presença dos grandes segundo os conceitos mundanos (cfr. Pv.18:16), pois toda vantagem nesta vida é passageira e fugaz.

- E reside aqui a grande tentação do suborno, pois, como diz o proverbista, “o suborno é talismã para quem o dá; para qualquer lado que se volte tem sucesso” (Pv.17:8 – Bíblia de Jerusalém-BJ). Aparentemente, quem dá o suborno passa a ter uma vida bem sucedida sobre a face da Terra, leva vantagem e isto o induz a sempre proceder dessa maneira para atingir os seus objetivos, como se algo mágico (daí ser considerado um “talismã”) lhe abre todas as portas. Contudo, isto é enganoso, porque, não só a justiça divina lhe sobrevirá, como, ainda, por causa desta prática, se todas as portas aqui lhe são abertas, a do céu estará para sempre fechada para ele. Fujamos disto, amados irmãos!

- Salomão ainda afirma que “o presente secreto aplaca a ira; suborno em sigilo, o furor violento” (Pv.21:14), a indicar, ainda, que a prática do suborno, notadamente quando de forma sigilosa, faz com que, de início, a ira, a ação de uma autoridade, um mal que se achava iminente, deixe de acontecer, dando uma enganosa sensação de alívio, de livramento. Contudo, tudo isto é enganoso, pois uma vida construída em cima do suborno jamais trará verdadeira paz, até porque “na casa do justo há um grande tesouro, mas nos frutos do ímpio há perturbação” (Pv.15:6), “melhor é o pouco com o temor do SENHOR do que um grande tesouro onde há inquietação (Pv.15:16). A suposta vantagem imediata representará sempre uma insegurança, uma inquietação que perdurará para sempre. Não vale a pena trocar a paz com Deus e a segurança da vida eterna por uma momentânea e transitória sensação de alívio.


V – A PORÇÃO ACOSTUMADA DE AGUR


- O livro de Provérbios encerra a análise de nosso relacionamento com os bens materiais trazendo-nos a lição de Agur, o sábio responsável pela redação do que é o capítulo 30 do livro de Provérbios (Pv.30:1).

- Agur, reconhecendo a soberania do Senhor sobre todas as coisas e sua pequenez (Pv.30:2-6), faz um pedido a Deus que deve ser o nosso pedido a todo instante enquanto peregrinarmos sobre a face da Terra, a saber: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; para que, porventura, de farto te não negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, venha a furtar e lance mão do nome de Deus” (Pv.30:8b,9).

- Vemos aqui toda a sabedoria de Agur que, sabendo da necessidade que têm os homens de terem bens materiais para sobreviver sobre a face da Terra, mas também sabendo do caráter secundário e instrumental que eles possuem, procurou se dirigir ao Senhor a fim de lhe dar uma vida equilibrada quanto a este aspecto durante a sua existência terrena.

- Agur, em primeiro lugar, sabia que deveria se dirigir a Deus para que tivesse um bom comportamento com relação a este tema. Tudo que devemos decidir em nossa vida terrena somente será bem decidido se recorrermos a Deus, que, aliás, nos dá a sabedoria (Pv.2:6), que nada mais é que a capacidade de tomar decisões corretas.

- Um dos principais problemas que temos tido em nossos dias é o de deixar Deus de lado nas questões que envolvem problemas materiais, como se Deus não se importasse com este assunto. Ele bem sabe das nossas necessidades (Mt.6:32) e, por isso, é quem pode nos ajudar a lidar com tais negócios.

- Muitos somente procuram o Senhor para assuntos espirituais ou quando a situação material se encontra periclitante, mas Agur nos observa que somos todos brutos, sem entendimento (Pv.30:2) e que, por isso, precisamos ter a devida orientação do Senhor, pois toda palavra de Deus é pura, escudo para os que confiam n’Ele (Pv.30:5).

- Depois de ter recorrido a Quem realmente sabe das coisas e poderia lhe orientar, Agur, confiando no Senhor, faz dois pedidos: que fosse afastado da vaidade e da palavra mentirosa e que não lhe fosse dado nem a pobreza, nem a riqueza, mas tão somente a porção acostumada de pão (Pv.30:8).

- Ao pedir ao Senhor que se lhe afastasse a vaidade e a palavra mentirosa, Agur, de pronto, pedia que fosse liberto tanto da ganância, quanto da mentira, o que, como vimos supra, representam duas grandes tentações para que nos tornemos escravos dos bens materiais e, por causa do dinheiro, acabemos perdendo a salvação.

- Quando nos afastamos da vaidade, ou seja, da corrida atrás de uma glória vazia e das vantagens oferecidas por este mundo, não nos envolvemos com tudo aquilo que faz com que as pessoas almejem a posse de bens materiais como prioridade, o que as fazem cometer toda a sorte de desatino e de loucura. Não nos deixamos iludir pelos “vãos esplendores” deste mundo e, assim, damos o devido valor à eternidade e nos pautamos de forma a chegarmos até o final em comunhão com Deus.

- Quando nos afastamos da palavra mentirosa, não compactuamos com a corrupção, com o suborno, nem nos envolvemos em ardis e artifícios para termos vantagens econômico-financeiras em detrimento do próximo, fugindo, assim, de situação de juízo diante de Deus, ainda que com vantagens aparentes perante a sociedade.

- Mas, além deste pedido, Agur também pediu ao Senhor que não lhe fosse dada nem a pobreza, nem a riqueza. Agur não queria ser pobre, ou seja, ter recursos insuficientes para a sua própria sobrevivência, pois, se isto acontecesse, certamente acabaria, por causa da fome e do instinto de sobrevivência, por furtar, o que se constitui em pecado. A extrema necessidade é uma tentação sempre presente que nos pode levar à perdição eterna.

- No entanto, Agur também não queria ser rico, pois a posse de bens materiais pode trazer um sentimento de orgulho e de soberba que faz com que o homem ache que não necessite de Deus e, deste modo, também estará sujeito à perdição eterna. Não é por outro motivo que o Senhor Jesus disse que é difícil um rico alcançar a salvação (Mt.19:23; Mc.10:24).

- Quem é farto de bens materiais é facilmente iludido e se acha uma pessoa que não necessita de Deus, que tudo pode comprar, que tudo pode fazer. Tal sentimento de autossuficiência o afasta do Senhor e, sem Deus, jamais alcançaremos a vida eterna.

- Este pedido de Agur foi ensinado pelo próprio Senhor Jesus, pois um dos pedidos da oração dominical é precisamente o de se pedir o pão nosso de cada dia (Mt.6:11), a nos indicar que devemos sempre desejar o necessário, o suficiente para a nossa sobrevivência sobre a face da Terra, não se deixando envolver pelo consumismo, pelo luxo ou pelo supérfluo.

- Somente quem tem a sabedoria divina tem condições de se contentar com o que se tem e não se deixar envolver pelo desejo incontrolado de aquisição. O apóstolo Paulo aprendeu a se contentar com o que tinha (Fp.4:11), numa clara demonstração de que este tipo de contentamento é adquirido, é algo que provém da parte de Deus, é fruto de uma instrução (Fp.4:12).

- Por isso, o mesmo Paulo ensinou a Timóteo que devemos nos contentar quando tivermos o sustento e com que nos cobrirmos, pois é manifesto que nada trouxemos a este mundo e que nada levaremos dele (I Tm.6:7,8), residindo aí o grande ganho da vida de alguém, a piedade com contentamento (I Tm.6:6).

- Somente tendo comunhão com Deus e aprendendo d’Ele a cada dia, poderemos nos comportar desta maneira, bem agindo com relação ao bens materiais, sobrevivendo dignamente sobre a face da Terra e não permitindo que este aspecto de nossas vidas nos leve a perder a salvação. Pensemos nisto!

MAIS SUBSÍDIO PARA AUXILIAR NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

INTRODUÇÃO

O Amor ao Dinheiro!
Em sua poesia: A Escrava do Dinheiro, Patativa do Assaré, disse com acerto:
“Dinheiro transforma tudo, Dinheiro é quem leva e traz, Eu nem quero nem dizer Tudo o que o dinheiro faz. Apenas aqui eu conto Que ele pra tudo tá pronto, Ele é cabreiro e traidor, E carrasco e é vingativo, Só presta pra ser cativo, Não presta pra ser senhor.”


GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 43-44.

Não é vontade de Deus que você sobreviva de forma miserável, sempre preocupado com o pagamento de suas contas ou imaginando de que forma chegará ao próximo compromisso.

A maioria dos crentes passa horas e horas, dia após dia, ano após ano, se preocupando com finanças, imaginando como irão pagar contas, aluguel, etc.

Problemas financeiros - uma significativa parte da população brasileira vive nesse jugo, endividada e derrotada. Os demônios Devoradores de Finanças investem contra a vida das pessoas em forma de desemprego, dívidas, falências de empresas e envolvimento com agiotas, trazendo verdadeira pobreza e miséria.

Segundo os institutos de pesquisas é comprovada uma elevada onda de falências e inadimplências, principalmente em virtude do alto índice de desemprego que se instalou no país.

Temos a fama de querer tudo usando o tradicional “jeitinho brasileiro”, de encurtar caminhos, de corromper as pessoas, para alcançarmos os nossos objetivos financeiros com mais rapidez e maiores facilidades. Não é assim? O povo brasileiro tem essa cultura, mas com Deus não tem isso, pois ele é incorruptível. Quem quiser conquistar aquilo que Ele prometeu terá de sacrificar, terá de lutar. E preciso fazer a sua parte e não ficar esperando que outro venha fazer por você.

A Bíblia mostra que Deus está pronto para derramar bênçãos sem medida na vida financeira de cada pessoa, assim como para abençoar a vida espiritual. O Conceito tradicional, de que pobreza é sinônimo de humildade, tornou-se ultrapassado diante da convicção de que o crente tem direito às bênçãos; afinal, ele possui um Pai rico, que tem prazer em dar todas as coisas aos seus filhos.

As bênçãos decorrentes dos dízimos e ofertas são ilimitadas, isto é; não tem fim. O dizimista e o ofertante fiel está sempre recebendo bênçãos não somente financeiras, mas também físicas e espirituais.

Aqui no Brasil existem centenas de milhares de pessoas (isto inclui milhares delas nas Igrejas Pentecostais especialmente) que nunca experimentaram o que é ter dinheiro sobrando, o que é ter fartura, o que é viver sem dívida; o que é ter o nome limpo, o que é ter uma casa (não barraco; não moradia de 2 cômodos), nunca puderam fazer compras de víveres no supermercado para o mês todo. São pessoas que não sabem o que é pagar em dia (ou antes do dia) suas contas. Vivem na maldição de ficar pedindo dinheiro emprestado ou comprando fiado.

Uma pesquisa mostrou que 70% do povo vive no passado, 25% no futuro e só 5% no presente, quando viver é concentrar toda a inteligência e toda a vontade no momento presente.

O medo de sofrer no futuro, faz a pessoa postergar o viver presente trazendo danos irreparáveis para a vida.

Dizem que pelo menos 50% do povo brasileiro, se não foram despejados por falta de pagamento do aluguel, em dia, já sofreram ameaça de despejos.

Milhares de brasileiros (muitos deles, em nossas igrejas) são a cada dia envergonhados e humilhados pelo diabo. Choram pelos cantos de suas casas sofrendo a “dor da falta”. Falta-lhe tudo: dinheiro, roupa, comida, casa, saúde, emprego e moral. Sua situação financeira é uma contínua bancarrota, um problema humanamente falado, insolúvel.

Passado amarrado - negócios embaraçados
Presente vazio - escravos das dívidas
Futuro congelado - sem perspectiva

O sofrer já virou cultura em muitas famílias. A dor da falta, as privações e as “dificuldades financeiras” já se tornaram uma cultura em nosso país. Esta situação é tão séria que quando uma pessoa vê a outra prosperar, bem de vida, logo pensa que tem “algo errado”, pois se todos sofrem a dor da falta, como pode essa pessoa viver em fartura?

Por causa desse “estado de coisas”, os devoradores de finanças, demônios a serviço de Satanás têm trocado o nome próprio das pessoas por apelidos malignos tais como. crente enrolado, safado, ladrão, mau caráter, irresponsável, cretino, mau pagador e tantos outros. Por que esses apelidos diabólicos? Porque as pessoas não conseguem cumprir com seus compromissos na data acertada, e os credores, ao sentirem-se lesados e enganados começam a ameaçá-los com esses nomes depravados, e até mesmo com ameaças de morte.

Esta situação vivida pelas pessoas é o resultado de não serem dizimistas e ofertantes fieis, na obra de Deus.

Durante muitos anos, Satanás o chefe do inferno, da miséria e da derrota tem comandado as legiões de demônios chamados: cortador, migrador, devorador e destruidor, a imporem sobre pessoas, famílias, empresas e países em todo o mundo, maldições de fracasso, de fome, desemprego, dívidas, prejuízos, miséria e falências.

Milhares de pessoas em nossas igrejas por todo o Brasil, reverteram esse quadro, foram libertadas dessa “crise permanente”, dessa “falta de tudo”, dessa “falência financeira”. Foram definitivamente libertadas da maldição dos gafanhotos do inferno.

Essa maldição de “faltar tudo” pode ser quebrada da sua vida pelo Senhor dos Exércitos o grande Jeová-Jiré, o Deus provedor que promete em sua palavra dizendo: “Eu repreenderei o devorador para que não vos consuma...” (Malaquias 3:11). Como será isso possível?

Pode acontecer comigo também? Perguntará você. Claro que pode!

Neste livro você conhecerá verdades profundas da palavra de Deus que se obedecidas, colocadas em prática diária, mudarão por completo, toda sua vida financeira, familiar, profissional, espiritual e social.
Definitivamente. Em nome de Jesus!
Você vencerá e vai prosperar financeiramente.
R. E. Goldberg Como ter Vitória em suas Finanças Bens, Riquezas e Salários. Editora Casa do Pão. pag. 11-14.

Duas coisas certamente têm contribuído para o enfraquecimento de muitos casamentos: sexo e dinheiro. A falta de qualquer um deles poderá causar sérios transtornos para a vida do casai. É provável, porém, que a falta de dinheiro venha a causar mais males e angustia mais casais nos dias de hoje do que qualquer outro componente da vida a dois. São poucos os casais que tem tido a capacidade para administrar bem as crises que o dinheiro provoca.

Creio, baseado nos princípios das Escrituras, que Deus quer dar a vitória ao marido e a mulher nesta área para que, livres das amarras proporcionadas por uma vida financeira difícil, possam servir a Deus com alegria em seus corações. Não é nada fácil concentrar-se em fazer alguma coisa para o Reino de Deus quando a mente e o coração estão constantemente preocupados com as promissórias, cheque especial, cartão de crédito e tantos outros débitos.

A palavra "dinheiro" é definida no Dicionário Aurélio como: "Mercadoria (geralmente representada por cédulas e moedas) que tem curso oficial e cujo valor é estabelecido como o equivalente que permite a troca por outra (s) mercadoria(s), de cujo valor comparativo é a de medida". Aprendemos nesta definição algo interessante: o dinheiro é uma mercadoria e esta mercadoria pode ser trocada por outras que porventura estejamos em falta. Assim podemos entender que a principal finalidade do dinheiro é suprir o que nos falta.

Impressiona ver como a Bíblia é cuidadosa no ensino sobre o dinheiro. Muitas são as histórias que têm como pano de fundo o bom ou o mau uso do dinheiro. Talvez a mais famosa destas é a do próprio Cristo que foi traído por um de seus discípulos por apenas 30 moedas de prata. Ainda que não houvesse dinheiro envolvido na transação, Esaú vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó por um suculento prato de lentilhas. Uma pobre viúva foi elogiada por Jesus por causa do seu desprendimento em ofertar as únicas duas moedas que possuía. Quem não se lembra das famosas palavras de Zaqueu quando afirma ao Mestre que restituiria quatro vezes se porventura houvesse roubado de alguém? Como podemos ver, mesmo a vida das pessoas registradas nas páginas das escrituras, está rodeada por valores que podem ser simbolizados pelo dinheiro.
BARRO, Antônio Carlos. Até Que O Dinheiro Nos Separe. Editora Verbum.

1 Tm 6. 10 A expressão «...amor ao dinheiro. . .» é tradução de um único vocábulo grego, isto é, «philaguria», cuja tradução mais literal seria «simpatia pela prata»; porém, «prata», nesse caso, representa «dinheiro», pois, naquele tempo, muitas moedas de valor eram feitas desse metal.

«...raiz de todos os males...» Isso traduz literalmente o grego. Alguns eruditos interpretam essa expressão como «a raiz de todas as espécies de males», como se houvesse alguns males que não se originassem do amor às riquezas. Naturalmente, isso expressa uma verdade; mas esta declaração é mais enfática do que isso. Simplesmente declara que todos os males procedem desse desejo, sem qualquer qualificação sua visadora. Naturalmente isso exagera a realidade, mas fá-lo para efeito de ênfase; contudo, permanece de pé a verdade que o amor ao dinheiro é uma das mais poderosas forças destruidoras, ficando assim justificado o autor sagrado em seu exagero; pois, após mais detido exame, fica evidente que ele não exagerou muito. Também é verdade que não existe mal a que não possamos ser conduzidos pelo dinheiro, ainda que não possamos, em todos os casos, ser levados a todos os males através do dinheiro. Seja como for, o dinheiro abre caminho para bom número de males, mergulhando os homens na ruína.

Notemos a ausência do artigo definido antes da palavra «...raiz...» Assim sendo, a frase poderia ser traduzida por « .. .o amor ao dinheiro é uma raiz de todos os males...» Portanto, tal cobiça poderia ser reconhecida como uma dentre várias raízes do mal. Mas não deveríamos pressionar demais o ponto, pois isso enfraqueceria a declaração bíblica. A despeito da ausência do artigo definido, no original grego, é melhor traduzirmos por «a raiz», porquanto isso preserva a força tencionada pelo autor sagrado, em nosso idioma português.

Essa declaração é proverbial, embora seja impossível descobrir sua fonte originária. É provável que tenha surgido, simultaneamente, em vários lugares, de uma forma ou de outra, sem ter havido uma única fonte. Há um provérbio grego, que alguns atribuem a Biom e outros a Demócrito, que diz: «O amor ao dinheiro é a cidade-mãe (ou origem) de todos os males», citado em Diog. Laert. vi.50. Sêneca (em «de Ciem.», ii.I) diz: «...desejos estranhos, dos quais procedem todos os males da alma». E Filo, «de Judice», cap. 3, nos adverte: «O amor ao dinheiro é incentivo para grandes transgressões».

Policarpo (adPhil., cap. 4) evidentemente tem uma alusão a este versículo, o que, incidentalmente, mostra a data relativamente antiga das «epístolas pastorais».

«Certamente que, hoje em dia, ninguém precisa de provas para o fato que homens e mulheres cometerão qualquer pecado ou crime por causa do dinheiro». (Robertson, in loc.).

«.. .raiz...» N o grego é «riza», palavra usada metaforicamente para indicar
«origem», «ponto inicial», a «motivação» do que qualquer ato se origina. (Comparar isso com Rom. 11:16-18).

« . . .cobiça. . .» No grego é «orego», que significa «aspirar», «esforçar-se por», «estender», que neste texto é usado no particípio presente, no grego original. Aqueles que «vivem se esforçando » atrás das riquezas, «exercitando-se» cobiçosamente atrás delas, desviam-se finalmente da fé e caem em uma armadilha onde muitas projeções pontiagudas os despedaçam.
«...se desviaram da fé...» No grego é usado o termo «apoplanao», que significa «desviar-se de». O anelo desordenado pelas riquezas é um desejo contrário à fé. Tal anelo nos desvia da fé e nos lança em ações anticristãs, que finalmente são prejudiciais à alma.

« . . . f é . . . » Primariamente, temos aqui a «fé objetiva» . Tais homens «apostatam» da «fé cristã». Mas a fé «subjetiva» também está envolvida. Tais indivíduos perdem sua «outorga de alma» a Cristo. (Quanto à «fé objetiva», ver I Tim. 1:2. Quanto à «fé subjetiva», ver Heb. 11:1). A palavra «fé» também é usada, nas «epístolas pastorais», para indicar a «virtude» da fé; mas essa virtude é apenas a expressão da fé subjetiva na vida diária.

O viver pela fé é o viver na virtude da confiança em Cristo, em que o crente entrega a alma a ele. Os cobiçosos, entretanto, desviar-se-ão da «fé cristã», perdendo sua dependência a Cristo e a sua lealdade a ele; e, dessa maneira, perderão até mesmo a virtude da fé diária.

«...se atormentaram...» No g rego é «peripeiro », que quer dizer «traspassar». Talvez esteja em foco a figura simbólica de uma armadilha, em que um animal cai, estando a mesma equipa da de projeções pontiagudas, que o traspassam e matam. Isso está de acordo com a ideia da «cilada», apresentada no nono versículo. As riquezas levam-nos a uma armadilha assim, e é inevitável que sejamos traspassados. A busca pelas riquezas materiais meramente leva os homens a serem traspassados por setas agudas, sofrendo eles a agonia de uma vida arruinada e de uma alma perdida.

«...muitas dores...» No grego é «odune», que significa «ais», «dores», «lamentos». Na ruína e destruição que sofrem, tanto temporal como eterna, há dor e sofrimento, há também lamentação e remorso, tal como um animal traspassado em uma lança sabe o que é agonizar. A advertência dada aqui é ao mesmo tempo pitoresca e patética.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 350.

1 Tm 6.10 — O dinheiro em si não é um problema, mas o amor do dinheiro é. O amor ao dinheiro é a raiz dos males. O amor ao dinheiro pode levar uma pessoa a todo tipo de males. A cobiça pode levar um cristão até a desviar-se da fé. A ganância e o materialismo podem cegar o cristão a ponto de ele se distanciar de sua fé. Muitas dores. Uma vida centrada em coisas materiais produz somente dor.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 601.

A fim de advertir Timóteo - e de nos advertir - sobre os perigos da ganância, Paulo apresenta quatro fatos:

A riqueza não traz contentamento (v. 6). O termo "contentamento" significa "uma suficiência interior que nos mantém em paz apesar das circunstâncias exteriores". Paulo usa a mesma palavra quando diz: "Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação" (Fp 4:11). O verdadeiro contentamento vem da piedade no coração, não do dinheiro na mão. A pessoa que depende de bens materiais para ter paz e segurança nunca ficará satisfeita, pois as coisas sempre acabam perdendo seu atrativo. São os ricos, não os pobres, que consultam os psiquiatras e que se mostram mais propensos a cometer suicídio.

A riqueza não é duradoura (v. 7). Gosto de traduzir esse versículo com as palavras de Jó: "Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele" (ver Jó 1:21). Quando uma pessoa morre e o espírito deixa o corpo, não pode levar coisa alguma consigo, pois ao vir ao mundo não trouxe coisa alguma. Todos os seus bens vão para o governo, para seus herdeiros ou, talvez, para organizações filantrópicas e para a igreja. A resposta à pergunta: "quanto ele deixou?" é de conhecimento geral: tudo!

Nossas necessidades físicas podem ser supridas com facilidade (v. 8). O alimento e a "cobertura" (roupas e abrigo) são necessidades básicas; se as perdemos, ficamos desprovidos da capacidade de obter outras coisas. Um avarento sem comida pode morrer de fome contando seu dinheiro. Isso me lembra a história de um quacre que levava uma vida muito simples observando seu vizinho novo se mudar com todos os apetrechos e "brinquedos" que as "pessoas de sucesso" acumulam. Por fim, o quacre foi até a casa do vizinho e disse: - Senhor, se precisares de alguma coisa, avisa-me, e eu te direi como poderás viver sem ela.

Henry David Thoreau, naturalista do século XIX, dizia que a riqueza de um homem é diretamente proporcional ao número de coisas sem as quais ele é capaz de viver.
As crises que o mundo enfrenta na economia e energia provavelmente serão usadas por Deus para estimular as pessoas a simplificar seu modo de viver. Muita gente "sabe o preço de tudo, mas não sabe o valor de coisa alguma". Estamos tão saturados de luxos que nos esquecemos de como desfrutar as coisas mais essenciais.

O desejo de riqueza conduz ao pecado (w. 9, 10). A tradução exata é: "os que ficarão ricos" e descreve pessoas que precisam de cada vez mais coisas para ser felizes e se sentirem bem-sucedidas. Mas as riquezas são uma armadilha; conduzem à escravidão, não à liberdade. Em vez de saciar, as riquezas criam outras concupiscências (desejos) a serem satisfeitas. Paulo dá uma descrição vívida dos resultados: "muitas concupiscências insensatas e perniciosas [...] afogam os homens na ruína e perdição" (1 Tm 6:9). Vemos aqui a imagem de um homem se afogando!

Ele confiava em suas riquezas e navegava tranquilamente pela vida, quando veio a tempestade e o afundou.

É perigoso usar a religião como fachada para obter riquezas. Por certo, o obreiro de Deus é digno de seu salário (1 Tm 5:1 7, 18), mas sua motivação para trabalhar não é o dinheiro. Se fosse, ele seria apenas um "mercenário", não um verdadeiro pastor (Jo 10:11-14). Não devemos perguntar: "Quanto vou ganhar com isso?", mas sim: "Quanto posso dar?"
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. N.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 305-306.

I - O CUIDADO COM AS FIANÇAS E EMPRÉSTIMOS

1. O Fiador.
O livro de Provérbios adverte “Quem fica por fiador de outrem sofrerá males, mas o que foge de o ser estará seguro” (Pv 11.15).

Cuidado ao se tornar fiador ou avalista de alguém! Já vi gente se tornar fiador de empréstimos de terceiros e perder tudo o que tinha para as financeiras porque o avalizado não honrou seu compromisso! A propósito, certa vez fui procurado por um amigo que queria que eu lhe emprestasse algumas folhas de cheques. Explicou que havia montado um negócio e precisava desses cheques para negociar com os credores. Emprestei-lhe então algumas folhas. No mês seguinte, ele procurou-me novamente pedindo mais folhas de cheques.

Como das outras vezes, emprestei-lhe. O processo se repetiu por uns seis meses sem problema, mas certo dia após conferir o meu extrato bancário observei que uns dos cheques emprestados àquele amigo foram descontados antes do prazo previsto. O cheque foi apresentado ao Banco e este efetuou o pagamento, mesmo antes da data prevista: “bom para o dia...”. Liguei para ele para informar do incidente e ouvi a explicação que isso não iria mais ocorrer. Todavia, pouco tempo depois o processo voltou a se repetir. Desta vez informei-lhe que iria sustar os cheques porque não dispunha de fundos para cobri-los e se outros cheques fossem apresentados, seria posto no cadastro do SERASA. Foi o que fiz. Essa minha decisão foi suficiente para deixá-lo furioso e romper nossa amizade.

Depois desse incidente resolvi não emprestar mais folhas de cheques a ninguém. Não quero perder mais os amigos!
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 44-45.

FIANÇA, FIADOR

No hebraico temos a considerar duas palavras e, no grego, uma, a saber:

1. Arubbah, «fiança», «garantia». Esse vocábulo ocorre apenas uma vez, em Pro. 17:18.
2. Arab, «garantia•. Palavra empregada por vinte e uma vezes, conforme se vê, por exemplo, em Gên. 43:9; 44:32; Jó 17:3; Sal. 119:122; Pro. 6:1; 11:15 e 20:16.
3. Égguos, «garantia», «fiança». Termo grego usado somente por uma vez, em Heb. 7:22.

No Antigo Testamento, em todas as ocorrências das duas palavras hebraicas envolvidas, há alusão a alguma pessoa que se toma fiadora ou responsável por outra. De acordo com a legislação mosaica, um fiador era a pessoa que «intervinha» (no hebraico, arab) em favor do devedor insolvente e que assumia a responsabilidade pelo pagamento da divida. Isso o fiador fazia conseguindo o pagamento por parte do devedor, ou desembolsando do próprio bolso a quantia devida.

O ato de intervenção era simbolizado pelo ato de «dar as mãos», conforme se vê, por exemplo, em Jó 17:3; Pro. 6:1, etc., embora a expressão nunca apareça em nossa versão portuguesa, talvez porque não seria entendida pelo leitor comum. De acordo com as passagens envolvidas, ninguém deveria tornar-se fiador de outrem, precipitadamente, isto é, sem antes considerar cuidadosamente se poderia ou não assumir a responsabilidade pela divida da outra pessoa. O livro de Provérbios por várias vezes mostra a insensatez de quem se responsabilizava pela divida de outrem.

No Novo Testamento (Heb. 8:22), Jesus intervém como o «garantidor» ou «fiador» das promessas de Deus que nos foram feitas como parte integrante do novo pacto. Em virtude de sua vida, morte expiatória, ressurreição e ascensão â glória celeste, Jesus Cristo tornou-se a garantia divina de que a salvação que foi iniciada em nossas almas, mediante a morte expiatória de Cristo, será necessariamente completada, até a salvação plena, ou seja, até a redenção do corpo. Ver Rom. 8:11: «Se habita em vós o Espirito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também os vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito, que em vós habita... Ver também o artigo intitulado Divida, Devedor.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 723.

JEAN EALLEN tiveram que encarar uma situação desconfortável quando o irmão dela e sua esposa acabaram de se mudar de Chicago para a Flórida. Como haviam passado por dificuldades financeiras em Chicago, o banco não lhes emprestaria dinheiro para comprarem uma casa, a não ser que houvesse um avalista. Pediram para Allen avalizar, mas ele ficou relutante. Quando o casal veio me pedir conselho para resolverem esse problema, pedi que lessem os versículos bíblicos que tratavam da fiança. Ao ler as passagens, Jean reagiu dizendo, "Quem sou eu para argumentar com Deus?
Não devemos avalizar!" Allen ficou aliviado.

Dois anos mais tarde, o irmão de Jean e sua esposa se divorciaram e ele foi à falência. Imagine o estresse na vida de Jean e Allen, caso tivessem avalizado aquele documento. Não conseguiriam sobreviver financeiramente.

Felizmente, eles buscaram conselho. Isso constitui um grande contraste com a prática de nossa cultura, que incita a pessoa a ser um individualista severo que toma decisões sozinha e sem medo, capaz de aguentar a pressão financeira num silêncio estoico.
O Rei Salomão dominou o cenário mundial em seu tempo.

Conhecido como "o primeiro grande rei comercial de Israel," foi um diplomata habilidoso e dirigiu enormes construções, expedições mercantes e processos de mineração arriscados. No entanto, na maioria das vezes, Salomão é lembrado como o rei mais sábio da terra. De fato, ele fez da sabedoria um objeto de estudo. Escreveu, em Provérbios, "Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela" (8:11). As recomendações práticas para se abraçar a sabedoria encontram-se também em Provérbios: "Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio" (NVI)."
HOWARD DAYTON. O Seu Dinheiro. Editora Bless Gráfica. pag. 57-58.

Pv 11.15 Quem fica por fiador de outrem sofrerá males. Cf. Pro. 6.1,2 quanto ao problema de ser um fiador. Naquele texto está em foco ser fiador de alguém desconhecido, a quem a dívida é devida. Naturalmente, um homem pode tornar- se fiador de um desconhecido, como eu mesmo já fiz por estudantes que não conhecia de maneira alguma, ou conhecia muito pouco. Mas sem importar se nos tornamos fiadores de um vizinho, de um conhecido ou de uma pessoa desconhecida, a atitude do(s) autor(es) sagrado(s) do livro de Provérbios é essencialmente contra esse tipo de negócio. O fiador geralmente sofre males, no hebraico, ra’a, “mal”, “ruim”. Tornar-se fiador é um mau negócio, e há prejuízos financeiros a serem sofridos. O(s) autor(es), definitivamente, não adota(m) a atitude de generosidade de Jesus, refletida em Mat. 5.42:

Dá a quem te pede, e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.

Naquele texto, os versículos sobre o amor ao próximo são dados imediatamente a seguir. Ver no Dicionário sobre o artigo chamado Generosidade.

Quanto a outras declarações semelhantes a este versículo, no livro de Provérbios, ver 17.18 e 22.26,27.

Antítese. O homem que odeia ser fiador do próximo permanecerá em segurança financeira e evitará muita dor de cabeça. O autor sacro estava sendo pragmático sobre a questão, e não estava pensando como um cristão. Devemos lembrar que Jesus é a nossa segurança. Ver Heb. 7.22. A medida de um homem é a sua generosidade, que é apenas outro nome para o amor. Ver no Dicionário o verbete denominado Amor.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2593.

Se ficaste por fiador. Os costumes referentes ao empréstimo de dinheiro entre os judeus na antiguidade não são de todo conhecidos. Toy imagina que não havia o emprego da fiança na vida pré-exílica "comercialmente simples". Contudo poderia parecer que os extensos empreendimentos de Salomão, atualmente comprovados pela arqueologia, e o desenvolvimento da vida econômica descrito por Amós e outros deveria conceder ampla oportunidade para fazer empréstimos com fiança; embora não tenhamos exemplos disso em outras passagens. As atitudes rabínicas são discutidas por Greenstone, que observa que a palavra hebraica para "fiança" nesta passagem era usada pelos comerciantes fenícios e passou para o latim como arrabo. Ele deveria acrescentar que no grego é arrabon (Ef. 1:14; cons. Zellig S. Harris, Grammar of the Phoenician Language, "American Oriental Series", Vol. VIII; Glossário).
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular. Provérbios. pag. 22.

2. Empréstimo.
LIÇÃO DO VAI-E-VEM! Meu pai costumava contar uma historinha engraçada sobre empréstimos. Contava que dois fazendeiros eram muito amigos e com frequência emprestavam um ao outro suas ferramentas. Certo dia um deles mandou o filho a casa do amigo pegar um serrote emprestado. Naquela região essa ferramenta também era conhecida com o nome de Vai-e-Vem. O amigo procurado, já sabendo que suas ferramentas demoravam em ser devolvidas, resolveu mandar um recado para o amigo:
“Jovem, diga ao seu pai que se o Vai-e-Vem fosse e viesse, o Vai-e-Vem iria. Mas como o Vai-e-Vem vai, mas não vem, o Vai-e-Vem não vai”!

Aqui cabe uma palavra sobre as compras a crédito, antigamente denominadas de “fiado”. O texto é bem claro: “se não tens com que pagar porque arriscar”? (Pv 22.27) Comprou? Pague! Tomou emprestado? Devolva! Quem compra e não paga, toma emprestado e não devolve é caloteiro e desonesto! E simples assim.

Baseado em Romanos 13.8, lancei numa igreja pastoreada por mim, a campanha: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma”. Ministrei um estudo bíblico sobre o assunto: “Cinco grandes pecados cometidos por quem compra e não paga”. Segui o seguinte esboço:

1) Peca contra Deus — escandalizando o evangelho (2 Co 6.3); 2) Peca contra o próximo — dando calote; 3) Peca contra si mesmo — formando um mau caráter; 4) Peca contra o Estado — impedindo a arrecadação de impostos; 5) Peca contra a igreja — trazendo um mau testemunho. Fiquei surpreso com a repercussão que essa campanha provocou! Vi que a mensagem trouxe desconforto em muitos crentes. Quando a notícia saiu dos portões da igreja, os próprios empresários que se sentiram lesados por haver confiado vender a crédito para os crentes começaram a me procurar. Chegaram às minhas mãos boletos vencidos, notas promissórias, etc. Alguns desses documentos já vencidos a cerca de seis anos! Esse fato deixou-me perplexo! Eu não sabia que a coisa ali era tão grave. Como o evangelho iria repercutir na sociedade com um problema desses? Passei a exigir dos devedores o pagamento de suas dívidas!
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 45-46.

EMPRESTAR, TOMAR EMPRESTADO
Seis palavras hebraicas sio usadas para indicar o ato de emprestar, ou tomar emprestado. Essas palavras são: Nashah, «emprestar com usura» (Deu. 24:11; Jer, 15:10); shaal, «pedir» (Êxo.12:36; I Sam. 1:28); lavah, «emprestar» (Êxo. 22:25; Deu. 28~12,44; Sal. 37:26, etc.): nathan, «dar» (Lev, 25:37), abato «entretecer» (Deu. 15:6); maat; «pouco» (II Reis 4:3). No grego temos duas palavras: Daneizo, «emprestar» ou «pedir emprestado» (Mat. 5:42; Luc, 6:34,35); e klchremi, «negociar» (Luc, 11:5).

A prática de emprestar e tomar emprestado era regulada pela lei mosaica. Israel podia emprestar aos pagãos e cobrar juros (Deu. 15:6); mas outro tanto era proibido no caso de compatriotas israelitas (Deu. 23:19,20). Aqueles que não devolviam o que tomavam emprestado, sem importar se dinheiro ou objetos, eram considerados ímpios (Sal. 37:21). No entanto, no êxodo, quando os israelitas pediram emprestado dos egípcios, e não devolveram a eles o emprestado, não foram considerados errados (Êxo, 3:22; ver também 1ui. 5:25; 8:24). Talvez fosse uma compensação pelos muitos prejuízos e danos sofridos pelos israelitas, no Egito, naquela geração. Mas. apesar da legislação mosaica a respeito, havia quem exigisse penhor e oprimisse aqueles que não devolviam o empréstimo, por absoluta falta de condições (Deu. 24:10-13,17; 15:1-6; Pro. 6:1; 22:7; Mat. 18:28).

Nos dias do Novo Testamento já se haviam desenvolvido costumes similares àqueles que encontramos nos nossos dias. Havia cambistas, banqueiros, e lucros comerciais cobrados sobre os empréstimos, conforme se vê em passagens como Mat. 25:14-30; Luc. 19:11-27; João 2:13-17. Não há nenhum mandamento neotestamentário que condene a usura, embora o Novo Testamento ensine que se deve usar de misericórdia para com nossos devedores (Mat. 18:23-35). Ver também sobre Divida e Devedor. (DEIS LAN)
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 360.

Pv 22.26 Não estejas entre os que se comprometem. O vs. 26 é duplo, ou seja, uma declaração em duas linhas. O autor era contrário a alguém tornar-se fiador, um tema muito repetido no livro de Provérbios.

Ficam por fiadores de dívidas. Por trás dessa tradução portuguesa há uma expressão hebraica, “bater as mãos”, que era acompanhada por gestos como o nosso apertar as mãos moderno. Ver Pro. 6.1 quanto a isso. O homem teve misericórdia de um amigo em dívida e fez uma barganha em três direções, comprometendo-se com o seu dinheiro. O credor, sendo homem de coração endurecido, era a terceira parte nesse acordo dúbio. O livro de Provérbios apresenta uma visão pragmática, e não um ponto de vista cristão e generoso sobre a questão. Quanto a fiadores, ver Pro. 6.1; 11.15; 17.18; 20.10; 22.26,27 e 27.13. Ver no Dicionário o artigo chamado Fiança, Fiador. Quanto à cristianização do conceito, ver Fiador, Jesus como.

Sinônimo. O Fiador toma a responsabilidade pelas dívidas de outrem e, quase certamente, termina tendo de pagá-las. Aquele que assinasse a fiança teria de pagar a dívida que não fosse paga pelo que pedira o dinheiro emprestado, embora nada tivesse que ver com a criação da dívida, pela qual se tornara o fiador. Essas dívidas, literalmente falando, eram cargas que o homem extremamente generoso acabaria tendo de carregar, para sua tristeza.

Terceira Declaração
O vs. 26 constitui a terceira declaração paralela às Instruções de Amen-em-Ope, capítulo 9, e Pro. 13.8,9. Ver a introdução ao vs. 22 quanto àquela antiga obra egípcia, onde também dou outras referências. Ver o gráfico acompanhante, que ilustra os paralelos.

Pv 22.27 Pois se não tens com que pagar... Este versículo é um comentário dos hebreus sobre a declaração do vs. 26. O pobre fiador, que assumira as dívidas de outrem, em sua má barganha, podia perder até mesmo a cama em que dormia. Antes disso, perderá praticamente tudo o que possuía. O autor não favorecia a generosidade em tais casos. Ver no Dicionário o verbete intitulado Liberalidade, Generosidade, quanto à ideia oposta. O fiador potencial deveria ser sábio o bastante para prever o desastre em que se estava envolvendo, mediante a participação impensada no acordo de empréstimo feito. A lei proibia que se tomasse o leito de um homem (ver Êxo. 22.26,27), mas nas negociações comerciais os homens com frequência ignoravam a lei, conforme continuam fazendo até hoje. Mas as cobertas e os demais tecidos da cama podiam ser tomados! (ver II Reis 4.1; Mat. 8.25). Um homem bom podia acabar nu e destituído, se permitisse que a sua generosidade fugisse de seu controle.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2653.

II-O CUIDADO COM O LUCRO FÁCIL
1. Evitando a usura.
Evitando a usura ou agiotagem
De fato, esse termo, na sua forma verbal, mantém no hebraico bíblico o sentido de “mordida de arrancar um pedaço. Foi pensando nisso que Davi disse que somente habitará no Tabernáculo do Senhor “O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente” (SI 15.6). O livro de Provérbios adverte: “O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre” (Pv 28.8).

Infelizmente tem muito crente lucrando por meio da usura ou agiotagem. Emprestam dinheiro a juros exorbitantes! E o que é mais grave — alguns desses agiotas são obreiros! Já ouvi histórias de irmãos que tiveram seus bens confiscados e espoliados por obreiros porque não conseguiram pagar os juros estratosféricos cobrados. Alguns perderam lojas, outros perderam veículos. É lamentável que isso possa ocorrer no meio do povo de Deus. Mais lamentável ainda é que esses obreiros ainda estejam no púlpito.
No site www.financeiro24horas.com, encontramos uma excelente explanação sobre a agiotagem e como se prevenir dela.2 Vou reproduzi-la aqui.

A primeira justificativa para que uma pessoa que precisa de dinheiro não recorra a um agiota é que a Constituição Federal considera crime o empréstimo de dinheiro mediante cobrança de juros, sem autorização do Banco Central. Ou seja, o agiota não pode nem emprestar dinheiro, quanto mais cobrar juros por isso. Diz ainda o artigo 192, parágrafo 3: “As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta e indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a 12% ao ano. A cobrança deste limite será conceituada como crime de usura (lucro abusivo)”.

Mas antes que você pense que os bancos e financeiras podem estar cometendo crime ao cobrar taxas de juros que podem ir de 24% a 168% ao ano, o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Nelson Miyahara, explica: “Esta lei não se aplica às instituições financeiras, mas há uma ação tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) para que isso mude”.

Dicas importantes:

* Fuja dos agiotas e dos classificados de jornais que oferecem dinheiro fácil.
* Jamais passe a escritura de seu imóvel ou de outros bens, a título de garantia para nenhuma pessoa.
* Nunca peça dinheiro emprestado por telefone ou Internet.
* Nunca assine notas promissórias, cheques, duplicatas em branco ou confissões de dívidas.
* A pessoa lesada por agiota deve registrar um B.O. (mas só se tiver provas) na delegacia. Em seguida, é preciso ir a um órgão de defesa do consumidor para pedir uma representação no Ministério Público.
* Nunca forneça dados pessoais por telefone.
* Para os consumidores que passaram os seus bens ao agiota, há recursos jurídicos que possibilitam reavê-los; neste caso é preciso consultar um advogado.

Mas, voltando aos agiotas: o problema é que eles sabem que praticam um crime, então dificilmente deixam rastros contra ele, o que às vezes inviabiliza uma possível ação judicial. Não são feitos contratos ou recibos, por exemplo, como nos bancos e financeiras. As negociações geralmente são verbais e por telefone, cujos números (na maioria das vezes de celular) são publicados em anúncio de jornais. “Isso dificulta a abertura de um inquérito criminal, já que, no geral, não há provas e, se a vítima registra um Boletim de Ocorrência contra a pessoa que emprestou o dinheiro a juros exorbitantes, ela precisa provar; se não, ainda corre o risco de enfrentar um processo de calúnia e difamação”, alerta Nelson Miyahara.

A Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif) lançou a ‘Cartilha do Agiota. Nela, os agiotas são classificados como “predadores vorazes que espreitam suas vítimas, prevalecendo-se da fragilidade psicológica e desespero momentâneo que as acometem, aplicam seus golpes, tomando os últimos recursos de que dispõem”. Eles só emprestam dinheiro para quem tem como garantir a dívida. Às vezes, exigem que a vítima assine cheques ou notas promissórias em branco e até dê um bem, como carro ou casa. Os juros variam de 14,5% a 35% ao mês, o que pode resultar em até 420% ao ano. Segundo a Andif a partir de então eles passam a administrar a dívida que cresce de forma descontrolada, inviabilizando a retomada do bem pela vítima e chegando até a ameaçá-las. “Há casos em que, após a transferência legal do imóvel, em quatro ou cinco meses a dívida aumentou 200%.”

Ainda sobre a aquisição de dinheiro fácil, convém lembrar que os estelionatários e golpistas sabem que muitas pessoas desejam o lucro fácil. É aí que usam toda a sua criatividade para darem seus golpes. Os mais comuns são aqueles em que o golpista oferece algo extremamente vantajoso, como o pagamento de um prêmio que a vítima supostamente ganhou. Exigem como garantia do recebimento do benefício, o pagamento de uma pequena taxa simbólica. É aí que está o golpe. Mas por que muitos entram nessa enrascada? Por que a ganância fala mais alto do que a razão. Pensam no lucro fácil e aí se tornam vitimas fáceis dos golpistas.

Recentemente soube de um casal que tomou de seu pastor dinheiro emprestado a juros! Devido à inexperiência daquele casal no novo empreendimento, o negócio não prosperou como eles imaginaram. Começaram os problemas financeiros e com eles as cobranças dos credores. No meio dos cobradores apareceu também o pastor daquele casal. Segundo me contou um pessoa ligada ao casal, os juros cobrados eram exorbitantes e fora da realidade financeira do casal. Não havendo como pagar, o casal entregou o empreendimento ao pastor como pagamento da dívida. A última notícia que recebi sobre esse nefasto relato é de que um dos cônjuges ficou decepcionado e agora não frequenta mais a igreja! Se isso não é pecado, então as palavras perderam o seu significado.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 46-49.

Resumindo, a lei levítica proibia o empréstimo com juros a israelitas pobres (Lv. 25:35-37). O conceito era que devia-se emprestar o dinheiro necessário ao israelita pobre sem qualquer garantia. A Lei exigia que se um homem emprestava e tomava algo como garantia, ele não devia entrar na casa do seu devedor para retirar a garantia à força. E se um homem pobre entregava suas vestes como garantia, o seu credor devia devolvê-las naquele mesmo dia (Dt. 24:1012). Essas provisões satisfazem às nossas isenções pessoais mínimas. Era permitido fazer empréstimos aos não israelitas e provavelmente se faziam empréstimos comerciais. O autor do artigo "Usura", no ISBE, observa que a regulamentação do Pentateuco não inclui empréstimos comerciais; mas talvez ele vá longe demais ao dizer que os empréstimos comerciais eram praticamente desconhecidos. Antes é provável que a prática dos empréstimos comerciais desse lugar às injustiças de II Reis 4:1; Ne. 5:1-12. No ano da remissão são todas as dívidas israelitas eram cancelarias (Dt. 15:2). O argumento é que os empréstimos comerciais eram permitidos, enquanto outros empréstimos eram proibidos.

Os juros, se podemos julgar segundo Ne. 5:11, eram geralmente de 1 por cento ao mês, embora sem dúvida variassem. Cobrar juros tão altos era usura e aqueles que o faziam em relação aos companheiros judeus eram condenados. O profeta Jeremias protesta (Jr. 15:10) que ele não se ocupou de tais especulações, ainda que todos os homens o odiassem – presumivelmente como odiavam os usurários. A palavra poderia ser traduzida para extorquidores no Sl. 109:11. A própria palavra empregada para "usura", neshek (Pv. 28:8), implica em "morder" ou "devorar", embora palavras mais brandas também fossem usadas. Não praticar a usura é um elemento de justiça no Sl. 15:5; Ez. 18: 8, 13, 17; 22:12. A prática do crédito está ilustrada em II Reis 4:1. Podemos racionalmente completar os detalhes imaginando que o marido tivesse feito um empréstimo comercial que sua viúva não tinha possibilidade de pagar; ou talvez algum usurário emprestasse a uma viúva violando a lei de Lv. 25:35-37. A E.R.A. traduz estas palavras por juros. Seria melhor traduzir para "usura", que aparentemente era o excesso condenado. Por causa desses excessos, Salomão adverte contra o tornar-se fiador de "outrem". Ele insiste a que se fuja rapidamente às possibilidades da ruína. A fiança está recomendada em Eclesiásticos 29:14, um livro pós-bíblico. Quando se desenvolveram ou que forma tomaram, não sabemos. É provável que no período de Salomão os abusos eram tais que provocaram a censura aqui registrada (Veja também Pv. 11:15; 20:16; 27:13.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular. Provérbios. pag. 22-24.

Dt 23. 19-20 Temos aqui a terceira das vinte leis miscelâneas desta seção (Deu. 23.1525.19).

Ver as notas sobre a seção no versículo 15 deste capítulo. Esta lei, como aquelas dos vss. 15,16 e 17,18, distinguia o povo de Israel das nações pagãs, pelo que não havia um tratamento igual. Dinheiro emprestado a um concidadão hebreu, que era irmão de fé no yahwismo, não podia ser emprestado a juros. Mas, em empréstimo a gentios, poderia haver a cobrança de juros. Devemos entender que a maioria dos empréstimos, em Israel, servia ao propósito de aliviar algum tipo de necessidade, pelo que era uma obra de caridade fraternal. Não se deve cobrar juros de um ato de caridade. Mas os empréstimos feitos a um pagão seriam relacionados ao comércio internacional e isso já era uma questão de negócios, e não de caridade.

“Durante a idade Média, quando aos judeus, em alguns países, era negado o direito de possuírem terras, essa lei permitia-lhes ingressar na atividade bancária” (G. Ernest Wright, in loc.).

Emprestar dinheiro sem cobrar juros era um ato de amor, um ato provocado pela promessa de bênção feita por Yahweh. É como alguém disse: “Não se pode dar demais a Deus”. Ver no Dicionário o artigo chamado Amor. Naturalmente, dar é melhor do que emprestar, e o ato do empréstimo sem dúvida deve ser acompanhado pelo ato da devolução, de acordo com a lei da colheita segundo a semeadura. Ver no Dicionário o verbete intitulado Lei Moral da Colheita Segundo a Semeadura.

Ver as passagens paralelas de Êxo. 22.25 e Lev. 25.35-37. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia o artigo chamado Liberalidade e Generosidade, bem como anotações nas passagens paralelas.

Mais bem-aventurado é dar que receber. (Atos 20.35)
A coisa mais importante em qualquer relacionamento não é aquilo que dali reiteramos, mas o que podemos dar. (Eleanor Roosevelt)

Deus é o grande Doador (João 3.16). De acordo com o Novo Pacto, um irmão é qualquer ser humano (Luc. 10.25 ss.). Ver Tiago 1.17 quanto à fonte originária de todas as coisas boas, a saber, o próprio Deus, o qual pode dar através de outras pessoas.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 843.

Os vizinhos (23.19-25). Os procedimentos para com os vizinhos tinham de ser regidos pelo amor prestativo e sociável (cf. 22.1-4). O texto de Êxodo 22.25 proíbe cobrar juros (usura) de empréstimos feitos a israelitas em situações difíceis — lei que Levítico 25.35-37 estende a estrangeiros residentes. O versículo 19 repete a lei de Êxodo, proibindo juros de qualquer empréstimo, quer em dinheiro quer em mercadorias ou serviços. O versículo 20 não contradiz a lei de Levítico, pois aqui estão em vista empréstimos comerciais e não empréstimos pessoais. As taxas de juros nos países vizinhos eram elevadas, chegando até 50%. Para os pobres, esta cifra seria altíssima, e nenhum israelita deve causar a bancarrota do seu irmão.
George Herbert Livingston, B.D., Ph.D. Comentário Bíblico Beacon Vol. 1 Gênesis a Deuteronômio. pag. 464.

Sal 15. 5 6. Tem por desprezível ao réprobo. O homem reto tem senso espiritual suficiente para distinguir entre o homem bom e o mau. Ele conhece a vida do hipócrita que vem ao templo com um rosto de piedade, e um coração imundo. Ele também reconhece quem tem cometido crimes, grandes e pequenos, contra outras pessoas. Não respeita o poder ou o dinheiro desse homem vil, que é uma criatura ímpia, libertina, alguém cujas boas obras são réprobas. E, algumas vezes, esses indivíduos são encontrados em lugares importantes (ver Sal. 12.8 e Dan. 11.21) e grandemente apoiados e estimados pelos homens do mundo. No entanto, para Deus, são uma abominação” (John Gill, in loc.).

Por todos os lugares andam os perversos, quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada.
(Salmo 12.8)

Mas honra aos que temem ao Senhor. Pelo lado positivo, o homem bom é qualificado para adorar no templo, é homem conhecido por seu temor a Deus. Ver no Dicionário o artigo chamado Temor, primeiro ponto, Temores Benéficos, quanto a detalhes sobre essa virtude fundamental. O homem bom é, ele mesmo, alguém que teme a Deus e honra os dotados de genuína espiritualidade.

O que jura com dano próprio, e não se retrata. “O homem correto leva a sério seus compromissos solenes, embora as circunstâncias se tenham alterado, desde que ele fez o juramento, para sua desvantagem (ver Lev. 5.4)” (William B. Taylor, in loc.). Ver no Dicionário os artigos chamados Juramentos e Votos. “Uma pessoa reta também guarda os seus juramentos, mesmo que para isso seja prejudicada. E mesmo que ela faça um juramento precipitado, conscientemente guardará a sua palavra" (Allen P. Ross. in loc.). Esse texto, naturalmente, não dá margem a juramentos pecaminosos, como aquele de Jefté, um dos juízes de Israel, que causou a morte de sua própria filha. Ver sobre essa história em Juí. 11.29 ss. Aquele homem teria agido corretamente se tivesse encontrado uma alternativa para seu juramento, e até teria satisfeito sua consciência com essa alternativa. Não obstante, continuou com uma vontade de ferro, apesar de ter ficado muito chocado.

O que não empresta o seu dinheiro com usura (vs. 5). Um hebreu não podia emprestar dinheiro a um irmão hebreu e esperar juros de empréstimo. Ver Êxo. 22.25. Alguns intérpretes garantem que era permitido praticar a usura nos empréstimos a dinheiro, em negócios normais, mas não no caso de um homem necessitado. Aí a misericórdia precisava ser observada, em lugar de sua ganância para enriquecer. Entretanto, conjecturo que Allen P. Ross (in loc.) esteja correto, ao afirmar: “Cobrar juros de um colega israelita era algo proibido como quebra da fraternidade (ver Êxo. 22.25; Lev. 25.36)”. Sabemos, entretanto, que os hebreus podiam cobrar juros dos povos gentílicos. Taxas de juros, na antiguidade, variavam de 20 a 50%, menos do que a taxa média que se verifica nos negócios de empréstimos de dinheiro em São Paulo! Embora Fausset (in loc.) tenha afirmado corretamente que tal versículo não pode aplicar-se às negociações modernas, teríamos de aplicar a lei da moderação. Contudo, a exploração é o nome do jogo no mundo dos negócios, visto que ali a ganância atua como deus. Cf. também o versículo com Deu. 23.30.

Usura. A palavra hebraica correspondente significa “mordida”. Por isso, talvez até hoje tenhamos a expressão idiomática moderna “dar uma mordida”, para indicar cobranças exageradas.

Quanto a detalhes, ver no Dicionário o verbete intitulado Juros.
Nem aceita suborno contra o inocente. Qualquer homem que se deixasse subornar tornava-se impossibilitado de adorar no templo. Nessa questão,_por igual modo, ele respeitava a legislação mosaica que proibia esse ato. Ver Êxo.

23.8 e Deu. 27.25. Apesar disso, tais males eram perpetrados e a justiça era corrompida. Ver Pro. 25.18; Isa. 1.23; Eze. 22.13; Amós 2.6 e Luc. 12.57-59.
Conclusão. O homem que fazia todas as coisas listadas nos vss. 2-5 era considerado justo e digno de participar da adoração no templo de Jerusalém. Ele não podia ser arrastado para fora de suas convicções interiores e de sua integridade,
e também ninguém podia tirá-lo de seu legítimo lugar de adoração, o templo. O indivíduo capaz de enfrentar esse teste é, realmente, um homem inabalável. Ele é abençoado com segurança e resistirá a qualquer assalto, pois é inabalável como uma rocha (ver Mat. 7.24,25).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2097.

15.5 - Embora a cobrança de juros em caso de empréstimos para estrangeiros fosse permitida (Dt 23.30). Deus era contra os judeus cobrarem juros e obterem lucro por meio de empréstimos a seus companheiros necessitados (ver Èx 22.25; Lv 25.35-37).
Os juros só eram permitidos para fins comerciais, desde que não fossem exorbitantes (Pv 28.8).

15.5- Algumas pessoas estão tão obcecadas pelo dinheiro, que mudam os padrões e o estilo de vida designados por Deus. a fim de conseguir riquezas. Se o dinheiro exerce esse fascínio sobre você. algo deve ser feito para libertá-lo, a fim de que não sejam causados danos a outras pessoas e o seu relacionamento com Deus não seja destruído.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 747.

2. Evitando o suborno.
Um outro problema ligado ao dinheiro e que deve ser evitado a todo custo é aquele relacionado ao suborno. A palavra hebraica shohad, traduzida como “suborno”, mantém o sentido na língua original de dar presentes, dádiva, recompensa, incentivo. O expositor bíblico Victor P. Hamilton comentando sobre o sentido dessa palavra no Antigo Testamento, destaca: “Pode-se começar com a observação de que proibições de receber suborno (presumivelmente impostas aos juizes) se encontram nos trechos legais do Pentateuco (Êx 23.8; Dt 16.19). Conquanto os dois versículos comecem de modo semelhante, Deuteronômio 16.19 assim termina: “o suborno cega os olhos dos sábios” [hakamim]. Cf. Isaías 1.23; 5.23; Miqueias 3.11.

Caso o preço seja aceito, um suborno pode até mesmo produzir um assassino de aluguel, que matará uma pessoa inocente (Dt 27.25; Ez 22.12; SI 26.10) ou no mínimo perverterá o julgamento (Pv 17.23).

Somente aquele que desiste de uma violação tão flagrante da lei tanto moral quanto criminal poderá permanecer na presença de Deus (2 Cr 19.7; SI 15.5; Is 33.15). O próprio Deus está acima de qualquer censura a respeito (Dt 10.17; cf. 1 Pe 1.17).
Dada a cobiça do homem em todas as épocas e civilizações, é interessante que no Antigo Testamento há menção de apenas três casos de suborno (com uso da palavra shohad): os filhos de Eli (1 Sm 8.3);os reis Asa e Bem-Hadade (1 Rs 15.19); e os reis Acaz e Tglate-Pileser (2 Rs 16.8).3

Hoje, na nossa cultura, o suborno acontece de forma bem sutil. Às vezes ele bate à porta na forma de um fiscal da fazenda pública que quer ganhar vantagens além daquela que recebe pelo seu trabalho. Promete cancelar a multa que acabou de lavrar tão somente se o comerciante aceitar lhe dar uma parte do valor devido em dinheiro. Outras vezes o suborno acontece de forma mais sutil ainda. Não são poucos os relatos de irmãos que aceitam serem subornados em cargos públicos. Geralmente a coisa acontece quando determinado político assume um mandato público, quer seja de vereador, deputado federal, estadual ou ainda senador. Muitos dos novos contra tratados com as famosas verbas de gabinete aceitam receber somente uma parte do dinheiro em troca do emprego. O resto é embolsado pelo parlamentar. A justificativa é que eles ganham sem trabalhar! De fato muitos desses assessores não sabem nem mesmo onde fica o gabinete do seu chefe.

Por outro lado, muitos líderes aceitam ser incluso na folha de pagamento de algum órgão público em troca de apoio político. Vendem suas igrejas, suas famílias, seus ministérios.

Por isso é melhor dar o duro mesmo, mas ter a bênção de Deus: “Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento” (Pv 13.11).
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 49-50.

Pv 17.23 O perverso aceita suborno secretamente. Ver o vs. 8, que também é contrário ao suborno, e cujas notas expositivas também se aplicam aqui. O suborno é como uma pedra mágica para o indivíduo subornado. É como um encantamento de boa sorte, que o faz prosperar. Com frequência, o propósito do suborno é perverter a justiça, conforme diz o presente versículo.

Secretamente. As vestes antigas não contavam com bolsos, botões e zíperes. Pelo contrário, tinham dobras. A dobra que havia à altura do peito funcionava como bolso. Portanto vemos aqui aquele que dava o suborno meter a mão nessa dobra e tirar dali um diamante, uma jóia de ouro, o documento de uma propriedade ou alguma outra coisa dotada de valor, que apresentava como suborno, enquanto os olhos do subornado faiscavam de ganância e não haveriam de rejeitar a peita. Se o subornado fosse um juiz, isso significava que a justiça já havia sido pervertida. Temos no Brasil uma declaração popular que diz: “É dando que se recebe”, e grande parte das doações entre os políticos consiste em suborno. No vs. 8 dou uma lista de referências onde o suborno é condenado. Ver também Pro. 15,27, onde há outras ideias úteis sobre o assunto.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2626.

17.23 — Como o peso falsificado (Pv 16.11), a justiça pervertida pode destruir uma cultura. O termo presente foi traduzido literalmente de uma palavra que também significa suborno. No versículo 8, a mesma palavra hebraica se traduz positivamente como presente, mas neste versículo o sentido é negativo, porque o objetivo do presente é perverter a justiça.

EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 971.

III - O USO CORRETO DO DINHEIRO
1. Para promover valores espirituais.
Pv 23.22,23 Ouve a teu pai, que te gerou. Novamente temos um provérbio de dois versículos. Quanto aos tipos de declarações desta seção (Pro. 22.17-24.34), ver Pro. 22.17, sob o título Apresentação das Declarações. Esta declaração não tem paralelo nas Instruções de Amen-em-Ope (ver Pro. 22.17 quanto a informações). Recebemos mais instruções sobre a necessidade de obedecer a pai e mãe, nossos primeiros professores. Eles prepararam o caminho para o mestre e sua escola da lei e das declarações da sabedoria, que aperfeiçoam a espiritualidade que os pais iniciaram.

No vs. 22 aprendemos que o pai de um homem deve ser ouvido quando está instruindo (ver sobre o ato de Ouvir, em Pro. 4.20). A segunda linha, que é sinônima, requer o respeito pela mãe, no sentido de que ela não seja desprezada pelo filho, que age contra suas boas instruções e seu treinamento. O quinto mandamento requer esse tipo de reação da parte de um filho (ver Êxo. 20.12). Cf. Pro. 1.8; 30.17 e Efé. 6.1,2, onde encontramos instruções similares.

No vs. 23 aprendemos que aquilo que os pais do estudante lhe ensinam, e o mestre continua a enfatizar, deve ser comprado pelo aprendiz e jamais vendido. Em outras palavras, mediante esforço ele deve obter a sabedoria como possessão permanente. A sabedoria deve ser tão preciosa que ele nunca a venderá, ou seja, nunca a abandonará, como também jamais abandonará a vereda que ela ensina. É usada aqui uma metáfora comercial. Um bom estudante está ocupado em um negócio espiritual, procurando e obtendo o tesouro que fora ocultado no campo, bem como a pérola de grande preço (ver Mat. 13.44,46).

Sinônimo. A verdade que um homem compra é a verdade da lei, agora explicada como algo que contém os elementos da sabedoria, da instrução e do entendimento, as descrições padronizadas da lei e seus benefícios, no livro de Provérbios. As declarações da sabedoria foram compostas para possibilitar a sua compra. Veros vss. 12-13 deste capítulo, e ver sobre entendimento, em Pro. 1.2.

6. Ver também Pro. 4.5,7, onde encontramos os mesmos elementos deste versículo.
Essas coisas boas são obtidas da parte de Deus (ver Tia. 1.5), o qual dá a cada homem, liberalmente, sem palavras duras, por causa da ignorância humana. Ver também Isa. 55.1; Apo. 3.18.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2656-2657.

Vv. 19-28. O gracioso Salvador que adquiriu perdão e paz para o seu povo, com todo o amor de um pai terno, aconselha-nos a ouvir e ser sábios, e está disposto a guiar os nossos corações em seu caminho. Aqui temos um chamado fervoroso para os jovens, a fim de que estes atendam o conselho de seus santos pais. Se o coração for guiado, os passos serão bem acompanhados. Compra a verdade e não a vendas; prepara-te para deixar qualquer coisa por ela. Não a deixes por prazeres, honras, riquezas ou outra coisa deste mundo. O que o grande Deus requer é o coração. Não devemos pensar em dividir o coração entre Deus e o mundo; Ele quer tudo ou nada.

Observe a regra da Palavra de Deus, a conduta de sua providência, e os bons exemplos de seu povo.

São dadas precauções especiais contra os pecados mais destrutivos da sabedoria e graça da alma. É realmente uma vergonha fazer do estômago um deus. A embriaguez deixa os homens atordoados, e logo tudo se arruína. A libertinagem apodera-se do coração que deve ser entregue a Deus. Cuida-te de qualquer proximidade ao pecado; é muito difícil afastar-se dele, pois enfeitiça os homens e os arruína.
HENRY. Matthew. Comentário Bíblico Matthehw Henry. Provérbios. Editora CPAD. pag. 46.

Orientações para a Vida Piedosa (23.15-28)
Esta parte começa com um apelo pessoal caloroso — Filho meu — tão característico da primeira grande seção de Provérbios (caps. 1—9). O mestre se regozija com o progresso do seu pupilo (16). O meu íntimo é literalmente: “os meus rins”, mas é melhor traduzido como: “a minha alma” (RSV). Toy nos lembra que o povo hebreu “considerava tanto o coração como os rins (por conta da sua importância fisiológica) centros da vida intelectual, moral e religiosa, e nesse sentido os dois termos são usados como sinônimos”.2 O sábio estimula o seu pupilo a não ter inveja dos pecadores (17; veja comentário de 1.7). O fruto da vida de um homem justo vai ser recompensador (18; veja comentário de 5.4 e 19.20).

Nos versículos 19-21, a embriaguez e a glutonaria são citadas como práticas prejudiciais capazes de reduzir um homem a vestes rotas (trapos; veja comentário de 20.1 e 23.29-35). As expressões beberrões e comilões de carne (20) foram posteriormente usadas pelos inimigos de Jesus (cf. Mt 11.19; Lc 7.34). O pupilo é encorajado a seguir a orientação dos pais (22-25), havendo aqui uma ênfase no quinto mandamento por parte do mestre. Depois disso, o sábio adverte contra o adultério (26-28), um mal tratado repetidamente em Provérbios (veja comentário de 2.16-19; 5.7-14; e 7.6-23).
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 402.

2. Para promover o bem-estar social.

ADMINISTRANDO OS DÍZIMOS E AS OFERTAS
Não podemos pensar aqui em administração no sentido de exercer poder sobre os dízimos de tal forma que podemos determinar quanto, quando e onde dizimar. Administrar está sendo usado aqui no sentido de empregar bem os recursos do Senhor que são colocados em nossas mãos.

Um dos conceitos perdidos nesta nova geração de cristãos adeptos da prosperidade e escravos do materialismo é o da mordomia cristã. Antigamente este era um assunto comum nos ensinos da igreja, todavia, ele perdeu a sua popularidade e conseqüentemente são poucas as pessoas que realmente tem noção daquilo que Deus espera de cada uma delas com respeito aos bens materiais.
Uma das coisas que as pessoas sempre estão questionando é a respeito do dízimo. "Ele é bíblico mesmo?" "Se eu ganho pouco eu tenho que dar mesmo assim?" "10% de tudo o que eu ganho é muito," dizem outros. Dízimo não é para ser questionado, mas para ser obedecido. A fé e a razão estão ao lado daqueles que são dizimistas fiéis, enquanto que a descrença está ao lado daqueles que duvidam de Deus e do seu poder. Portanto, em última análise, não ser dizimista ao Senhor é ser semelhante ao ímpio que não confia em Deus. Não temos como negociar esta verdade. Se você crê que Deus supre, você é dizimista. Se você não crê que Deus supre (portanto age como ímpio) você não é dizimista.

O dízimo não foi instituído na Bíblia para a nossa chateação, ou para ficarmos irritados com a igreja ou o pastor que prega sobre o assunto. O dízimo foi instituído para a expansão do reino de Deus, para a edificação Ha igreja, e também para que através dele recebêssemos as bênçãos do Senhor. Com o dízimo nós glorificamos o nosso Deus.
As perguntas mais ouvidas sobre o dízimo e as minhas respostas:
Eu dou, consagro, dedico, entrego ou pago o dízimo?

Tem gente que fica irritada quando usamos o verbo que ela não usa em relação à entrega dos dízimos. Na verdade, tanto faz o verbo que você quer usar, o importante é que o dízimo chegue na tesouraria da igreja. O que importa é a atitude do seu coração. Chamar de consagração e ficar lamentando por ter entregue o dízimo é muita incoerência e pecado.

O dízimo é sobre o bruto ou sobre o líquido?
Depende da sua atividade. Se você é funcionário de uma empresa, e os descontos na sua folha pagamento são para os seus benefícios, tais como: INPS, imposto de renda, caixa da previdência, clube, seguros, etc, então você tem que dizimar sobre o bruto. Se você é autônomo, você dízima sobre o seu lucro. Por exemplo: você compra um carro por R$1.000,00 e vende por R$1.200,00, então o seu dízimo é sobre os R$200,00. Você gastou R$10.000,00 para plantar a sua safra e vendeu a mesma por R$15.000,00, o seu dízimo é sobre R$5.000,00. Em suma: tire o investimento e dê o dízimo sobre o lucro daquele investimento. Você ê dono de uma empresa e não tem rendimentos fixos, então dê o dízimo sobre tudo o que você gasta para a sua sobrevivência. Tenha certeza do seguinte: se você quer fugir de dizimar você achará uma desculpa, assim como se você quer ser dizimista, você saberá como fazê-lo, pois o Espírito Santo lhe orientará.
Eu posso dar o dízimo em outra igreja?

Normalmente a minha resposta é não, com algumas exceções. Eu creio que o dízimo deve ser dado na igreja onde você é alimentado espiritualmente. Quem compra o material da Escola Dominical das suas crianças? Quem paga as contas da igreja onde você louva a Deus? Quem compra o som da igreja? Não acho que é justo que você frequente uma igreja e dela receba seu alimento espiritual e então dê o dízimo para uma outra Igreja. A exceção é quando você é transferido de uma cidade para outra, e já comprometeu o seu dízimo com algum projeto da sua ex igreja como reformas e construções e ela agora depende daquele seu dízimo. Todavia, quando este projeto chegar ao seu fim, você deve tornar-se dizimista da sua nova Igreja. Avise, porém, a liderança sobre o que você está fazendo.

Eu posso dar o meu dízimo para um missionário amigo meu?
Também não! O dízimo não é para ser administrado por você. Se você quer entregar alguma verba para um missionário, isto é chamado de oferta voluntária ou missionária e isto está além do dízimo. Eu acho estranho que os crentes queiram fazer o bem com o dinheiro alheio. "Eu sustento um missionário na África," dizem alguns, quando na verdade isto não deveria nem ser mencionado, pois está sustentando com o dízimo. Quando alguém afirma que sustenta um missionário, eu estou pensando que a pessoa faz isto e ainda é dizimista na sua igreja local. Veja a possibilidade da sua Igreja ajudar aquele missionário.

Eu não dou o meu dízimo na Igreja porque não concordo com o pastor ou a liderança!
O problema é seu que não faz nada sobre o assunto a não ser reter o seu dízimo e falar mal da sua liderança. Se você não concorda com a liderança, isto significa que você pode manipular o dízimo do Senhor? De maneira alguma, pois as famílias carentes que são ajudadas através do dízimo precisam do auxílio da igreja, a congregação necessita construir, os obreiros no campo missionário precisam de seus salários. Se você não concorda com a liderança, você deve conversar com ela e não chantagear com o seu dízimo. Já vi pessoas depositando o dízimo em caderneta de poupança para entregá-lo em outros momentos!

Eu ganho muito e não acho certo dar 10% na Igreja!
A solução para o seu problema é simples: ore para que Deus diminua o seu ganho até o limite em que você julga capaz de dizimar sem nenhuma dor no coração. Eu tenho certeza que Deus lhe ajudará a diminuir os seus recursos se estes estão atrapalhando o seu desenvolvimento espiritual. Se você ganha muito, louvado seja Deus. Leia o Salmo 67 e aplique aqueles ensinos no seu coração.

Não está escrito em II Co 9:7 "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração"?
Sim, está escrito, mas para o seu conhecimento isto tem referência a uma oferta voluntária que Paulo estava levantando em favor dos pobres em Jerusalém. Se é oferta, cada um oferte o quanto o Senhor colocar no coração.

Creio que deu para perceber que eu sou um fervoroso defensor do dízimo. Eu o sou porque eu experimentei e tenho experimentado a grande benção que é ser fiel ao Senhor. Eu tenho provado as verdades de Malaquias 3:10 e Deus tem sido fiel em todas as minhas necessidades e mais ainda: ele tem provido a minha vida com coisas que eu nunca pensei que um dia viesse a ter. Todavia, mesmo que eu nunca venha a ter nada extra, isto jamais me levará a desistir do dízimo. Eu sou dizimista porque eu sou obediente a Deus e não porque eu quero receber mais e mais do Senhor.

E quanto as ofertas voluntárias? Creio que as ofertas partem sempre de um coração generoso e não legalista. Muitos pensam que porque cumprem com o dízimo, já não tem mais necessidade de ofertar algo extra para o reino de Deus. O dízimo, na verdade, é somente o ponto de partida, ou seja: até o dízimo (10%) você tão somente cumpriu com o dever bíblico. Deus agora lhe concede 90% para que você administre para ele, e é destes 90% que você poderá realizar alguma oferta voluntária. A oferta voluntária é sempre um ato alegre, proveniente de um coração que ama ao Senhor com grande paixão. Você irá descobrir que muitas agências missionárias, grupos evangelísticos serão tremendamente abençoados com as suas ofertas.

BARRO, Antônio Carlos. Até Que O Dinheiro Nos Separe. Editora Verbum.
A história de "Zé Durão"
Certa vez ouvi em uma convenção de pastores um trovador contar a história de "Zé Durão", mas é a versão na sua forma de narrativa que reproduzirei neste capítulo.  "Zé Durão" simboliza aquele tipo de crente que ainda é muito comum em nossas igrejas: concorda com o dízimo, mas se exime da sua prática. Vamos acompanhá-lo no decorrer do ano:

1° mês - Não contribui com os dízimos porque faltou liquidar algumas dívidas do ano anterior. 2° mês - Ao receber o pagamento, pagou todos os devedores, fez compras e não sobrou dinheiro; lamentou não ter separado o dízimo em primeiro lugar. Prometeu não agir assim no próximo mês. 3° mês - Foi impossível dar o dízimo, pois a esposa adoeceu e teve de comprar remédios. 4° mês - Separou o dízimo, mas foi obrigado a emprestá-lo a um irmão necessitado que não pagou até hoje. Sabe, família é família! 5° mês — Precisou do dinheiro para pagar uma prestação atrasada, não pôde dar o dizimo. 6° mês — Deu uma pequena oferta para a igreja, pois a situação não estava muito boa. 7° mês — Foi convidado para uma festa de aniversário, teve muitas despesas, não deu o dízimo. 8° mês — Precisou reformar casa, comprou material de construção, a situação "apertou". 9° mês — O dinheiro com que poderia dar o dízimo teve de dar ao pedreiro; ficou para o próximo mês. 10° mês - Agora, ia separar o dízimo. Neste mês, ainda não vou dar, mas no mês seguinte darei, haja o que houver. 11° mês — Foi mandado embora do emprego, infelizmente não poderia dar o dízimo, pois ficou desempregado. 12° mês — Prometeu ao Senhor que, se lhe desse um bom emprego, no próximo ano seria dizimista fiel.

A história é bem divertida, mas o assunto que ela aborda é muito sério. Quando se trata de dízimos e ofertas, o que se observa são posições polarizadas: uma parte transforma o dízimo em algo extremamente meritório. A ideia, por exemplo, de enxergar o dízimo como uma troca fica evidente nas palavras de um determinado pregador, que assegura:
Deus promete ao dizimista ricas bênçãos e, dentre elas, a de repreender o devorador. Certamente Deus está se referindo a todo espírito de miséria, de pobreza e de injustiça que rouba, mata e destrói o homem. Existem demônios atuando sob a direção de Satanás no sentido de levarem os homens à miséria e à pobreza indignas [...] O negócio que Deus nos propõe é simples e muito fácil: damos a Ele, por intermédio da Sua Igreja, dez por cento do que ganhamos e, em troca, recebemos dEle bênçãos sem medida [...] Quando damos nossas ofertas para a obra de Deus, estamos nos associando a Ele em seus propósitos. E maravilhoso saber que Deus deseja ser nosso sócio e que podemos ser sócios de Deus em sua missão de salvar o mundo. Ser sócios de Deus significa que nossa vida, nossa força, nossos dons e nosso dinheiro passam a pertencer a Deus, enquanto suas dádivas como paz, alegria, felicidade e prosperidade passam a nos pertencer.

Um bispo de uma famosa igreja apresenta uma visão sobre o dízimo ainda mais radical, em que a ideia de barganha parece ficar evidente:
Comece hoje, agora mesmo, a cobrar dele tudo aquilo que Ele tem prometido [...] O ditado popular de "promessa é dívida" se aplica também para Deus. Tudo aquilo que Ele promete na sua Palavra é uma dívida que tem para com você [...] Dar dízimos é candidatar-se a receber bênçãos sem medida, de acordo com o que diz a Bíblia [...] Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação (porque prometeu) de cumprir a sua Palavra, repreendendo os espíritos devoradores [...] Quem é que tem o direito de provar a Deus, de cobrar dEle aquilo que prometeu? O dizimista! [...] Conhecemos muitos homens famosos que provaram a Deus no respeito ao dízimo e se transformaram em grandes milionários, como o Sr. Colgate, o Sr. Ford e o Sr. Caterpillar.

Por outro lado, outra parte não menos significativa não vê razão nenhuma para sustentar a prática do dízimo nos dias de hoje. Jerônimo Gasques (2008, p. 79-84) observou que essa última parte, formada por não dizimistas, costuma apresentar oito justificativas para se abster da prática do dízimo:
Justificativa teológica — "Não sou dizimista porque o dízimo é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça".
Justificativa sentimental - "Não sou dizimista porque ainda não senti ou tive vontade, e a Bíblia diz que deve ser dado com alegria, e não com tristeza".
Justificativa financeira — "O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento".
Justificativa assistencial — "Prefiro dar meu dízimo diretamente aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo".
Justificativa política — "Eu não entrego os meus dízimos porque eles não estão sendo bem administrados".
Justificativa míope — "A igreja é rica e não precisa do meu dízimo".
Justificativa contábil — "Não tenho salário fixo e não sei quanto ganho".
Justificativa eclesiológica — "Não sou membro da igreja".

Com extremos tão bem definidos, é necessário, portanto, analisarmos com cuidado o que a Bíblia ensina sobre a prática dos dízimos e ofertas. Essa análise visa não somente fundamentar um correto juízo de valor sobre essa prática, mas nos fazer conhecer os seus princípios, que ao longo da história do povo de Deus fez com que ele prosperasse.

O vocábulo dízimo quer dizer a décima parte, e traduz a palavra hebraica rna"aser e a grega apodekatoo.  No contexto bíblico, refere-se àquilo que é devolvido ao Senhor, quer seja a parte de uma determinada produção, quer seja de outra propriedade (Pv 3.9). Por outro lado, o vocábulo oferta traduz o hebraico terumah e o grego doron, com o sentido de contribuição ou oferta alçada. A lei mosaica não criou a prática do dízimo, mas apenas lhe deu conteúdo e forma. Isso foi feito por meio das diversas normas ou leis que a regulamentaram. Na verdade, a prática das ofertas já era observada nos dias de Abel (Gn 4.4); e da mesma forma o dízimo já era praticado pelos patriarcas Abraão e Jacó (Gn 14.20; 28.22). O profeta Malaquias associa a prosperidade do povo de Deus à devolução dos dízimos  e das ofertas (Ml 3.10,11).  Esse mesmo princípio é destacado no Novo Testamento quando Paulo diz que Deus é poderoso para tornar abundante em toda graça aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus (2 Co 9.8).
GONÇALVES. José,. A Prosperidade a Luz da Bíblia. Editora CPAD. pag. 139-142.

Pv 17.16 De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria... Um insensato, se tivesse dinheiro suficiente, talvez tentasse comprar a sabedoria, mas ela não está à venda e, na verdade, não tem preço. Os sofistas, nos tempos de Sócrates, vendiam seu conhecimento, o que Sócrates considerava uma desgraça. Em outras palavras, eles cobravam grandes somas de dinheiro e tinham escolas onde os estudantes pagavam pela sabedoria. Talvez alguns rabinos andassem fazendo a mesma coisa, e este versículo pode ser uma repreensão direta contra eles. Ou então talvez o autor sagrado estivesse simplesmente imaginando tal cena e visse os tolos pagando em dinheiro, na tentativa de obter a sabedoria. Ou, por outra parte, talvez esta declaração seja apenas uma afirmação de que o dinheiro não é o meio adequado para obter a sabedoria. Mesmo que uma escola cobrasse uma taxa de admissão, e mesmo que os tolos pagassem por sua escolaridade, tais indivíduos não seriam sábios, ao terminar o curso. A insensatez deles persistiria. Os insensatos não podem ser ensinados, por terem eles coração e mente pervertida.

Sinônimos. Um insensato pode ter dinheiro, mas não tem mente ou, literalmente, coração capaz de adquirir sabedoria. Isso vem através do aprendizado da lei e da prática da lei mosaica. Uma pessoa precisa ser capaz de aprender e ser capaz de seguir. O insensato, entretanto, não tem nem mente nem capacidade de coração. Ele é infenso ao ensino. Se frequentar uma escola onde professores verdadeiros ensinem, poderá adquirir uma fisionomia de sábio, mas essa sabedoria não procederia de seu coração (ver Pro. 4.23 quanto a esse termo). Cf. Pro. 10.15,16.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2625.

17.16 — A riqueza na mão do insensato é um ultraje moral. Mesmo que ele tenha dinheiro, não poderá comprar aquilo que é incapaz de apreciar: a sabedoria.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 971.

Parece que o fator dinheiro entra nesta contextura quando o texto afirma: De que serviria o dinheiro na mão do Insensato para comprar a sabedoria? (v. 16). O insensato é estúpido e insensível; não se comove nem com a força do bem nem com o mal; a tudo ele assiste Indiferente. Portanto, para que dinheiro a fim de comprar sabedoria, se não discerne o valor que ela tem? O Livro de Provérbios é o Livro da Sabedoria, afirmamos outra vez, e todos os conceitos nele giram ao redor da conduta.. que é sempre uma consequência do saber, seja no viver, seja no agir.

Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

Pv 27.24 Porque as riquezas não duram para sempre. Por qual razão um jovem prefere permanecer em sua fazenda, mesmo depois de ter estado em Paris? Porque as riquezas não são tudo. Por igual modo, não duram para sempre. E as riquezas são cercadas por uma série de problemas que a agricultura não envolve. Embora um negociante, como é óbvio, possa obter mais dinheiro em sua cidade mundana do que um agricultor em seu campo, o negociante também estará comprando para si mesmo algumas grandes desvantagens.

Sinônimo. Um jovem que fugisse para Alexandria, no Egito, poderia ter sorte e tornar-se líder de homens, governante ou mesmo rei vassalo de algum pequeno país. Lembre-se do que aconteceu a José, fiiho de Jacó. Ele obteve uma coroa ou outro símbolo de sua autoridade, e sua fortuna material ficou garantida. Certamente ele ficou rico, como acontece à maioria dos políticos. Teve uma vida agitada e enfrentou perigos para obter glória, através das conquistas militares. É verdade que um agricultor jamais poderia comparar-se com tudo isso. Por outra parte, há vantagens para quem permanece em casa e continua observando as tradições de seus antepassados. Além disso, ser um governante ou um monarca é um empreendimento de pouco tempo. E, mesmo se alguém governa como rei por longo tempo, as gerações que vão e vêm acabam varrendo tudo para longe.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2676.

27.23-27 Essa passagem faz uma comparação entre o trabalho do pastor e a provisão do Deus e a natureza efêmera c incerta das riquezas o do poder (v. 24). A cada 50 anos, Iodas as terras eram devolvidas aos seus proprietários originais, por isso os rebanhos eram usados como medida de riqueza. Somente o trabalho e a dedicação garantiriam que as terras fossem perpetuadas e lucrativas. A providência de Deus auxilia o esforço (cf. SI 65.9-13) de conseguir usar de modo apropriado as bênçãos da terra (vs. 25-2 7).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.828.

IV - BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO

1. Buscando a suficiência.
Lemos em Provérbios: “Duas coisas peço: não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem a riqueza; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv 30.8,9).

Esta passagem bíblica é uma das que melhor ilustra a busca por uma vida equilibrada. “Os dois pedidos, que se convergem num só alvo”, observa Derek Kidner, “dizem respeito a (a) o caráter (Pv 8a), e (b) as circunstâncias, que são um perigo para o caráter (Pv 8b, c, 9). A oração confirma a humildade que foi expressada nos w. 2ss., mostrando que se trata de (a) humildade de ambição (um anseio — antes que eu morra — pela integridade conforme a vontade de Deus, não de “grandes coisas para si”), e (b) a humildade do autoconhecimento — pois (conforme indica Toy) poderia ter orado, pedindo a capacidade de empregar corretamente a pobreza ou as riquezas, mas conhece bem demais a sua própria fraqueza”.4 Por outro lado, a obra The Expositors Bible Commentary destaca que: “Agur ora para Deus impedi-lo de tornar-se falso (v 8a) e autossuficiente (w. 8b, 9). Ele quer ser honesto em todas as suas relações, e ele quer uma vida de bênçãos materiais equilibrada. Ele raciocina que, se ele tem muito, pode tornar-se independente de Deus (veja Dt 8.11-14.), e se ele tem pouco, poderia roubar e, portanto, profanar o nome de Deus.

Assim, reconhecendo a sua própria ignorância, confiando na Palavra de Deus para a segurança na vida, e orando para que Deus o guarde de cair em tentação, Agur está pronto para oferecer suas palavras.
5-Matthew Henry, ao comentar essa passagem bíblica, destaca: “Duas coisas que ele pede a Deus são: 1. Graça para sua alma: aparta de mim a falsidade e a mentira. Para viver com retidão é mister amar a verdade e a integridade, sem deixar-se enganar pelas vaidades da vida.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 51.

O caminho da vitória financeira é a obediência. Assim o primeiro passo é arrepender-se dos seus pecados e mudar de atitude pedindo perdão a Deus, pelos meses e anos passados que você não obedeceu, dando dízimos e ofertas ao Senhor. A Bíblia diz:
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:14).

Se você quiser mesmo, ser abençoado por Deus em sua vida financeira, algumas decisões precisam ser tomadas imediatamente.
1. Acerte seu relacionamento com Deus. Arrependa-se dos seus pecados- (1 João 1:9).
2. Decida ser dizimista fiel. Dê, confiando nas promessas de Deus - (Ml 3:10-12, Pv 3:9-10).
3. Dê ofertas com alegria. E espere receber de Deus, o milagre da multiplicação - (Lc 6:38).
4. Tenha a atitude correta ao dar. Semear sempre em solo fértil. (O reino de Deus) - (G1 6:6, Rm 15:25 - 27, 1 Co 9:11, 2 Co 8:1-9).
5. Seja contribuinte responsável, honesto, com você e com Deus - (Rm 12:7, 2_Co 8:21, F14:8, 1 Pe2:12).
6. Comece a dar graças por sua situação financeira - (lTs 5:18).
7. Seja cumpridor dos seus deveres - (1 Co 4:1-2, 1 Tm 1:3 Rm 12:18).
8. Não pratique nem participe de qualquer espécie de jogo - (Is 2:6, Jr 27:9, Mq5:12).
9. Quebre as maldições de família, as maldições auto impostas e as lançadas por outras pessoas - (Jo 8:32 - 34, Dt 23:5, Pv 26:2).
10. Seja justo com você e com os outros-(S137:21, SI46:8, Tiago 5:1-6, lPe2:18-19, 1 Tm6:12).
11. Não faça dívidas, não compre fiado - (Rm 13:8, Pv 22:7).
12. Não pratique o suborno - (Ex. 23:8, Ez 22:12, Lc 3:14, Dt 16:19)
SE VOCÊ OBEDECER...

A OBEDIÊNCIA DESTRÓI TODAS AS SUAS DÍVIDAS, PORQUE A GRANDE PROMESSA DE DEUS PARA VOCÊ É:

“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto CORTADOR, pelo MIGRADOR, pelo DEVORADOR e pelo DESTRUIDOR... Joel 2:25
A partir do momento que você fizer o voto de ser dizimista e ofertante fiel, e cumprir, Deus também cumprirá em sua vida esta promessa de Joel 2:25. Deus te devolverá tudo aquilo que Satanás roubou de você, pelos anos passados. Você vai prosperar. Haverá grande abundância em sua vida financeira.

“Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo (cem vez mais) de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições e, no mundo por vir, a vida eterna” - (Marcos 10:29, 30). Você terá tudo de volta, em nome de Jesus.
Deus nos dará de volta cem vezes mais. Veja bem. Não é para a eternidade - é nesta vida. A questão é: “Podemos recebê-los?” Você pode crer nesta verdade? Você pode obedecer? Pode mesmo? Se podes, você terá tudo de volta. Creia nestas palavras, Jeová-Jiré restituirá tudo aquilo que lhe foi roubado, porém; para que tudo isto aconteça basta uma decisão: ser dizimista, um ofertante fiel.

As promessas de prosperidade estão espalhadas por toda a bíblia,
mas é válido lembrar: Satanás fará o possível para que você não dê dízimos e ofertas ao Senhor. Por que razão ele fará isto? É simples. Sempre que ajudamos a sustentar a obra de Deus, o seu reino se expande. Satanás perde pessoas e espaço sobre a terra, e isto ele não aprecia.

Todas as flores de amanhã estão nas sementes plantadas hoje. Portanto, plante sementes... Deus lhe deu na sua palavra 2 maneiras de você viver acima da pobreza deste mundo: semear dízimos e ofertas, a lei Bíblica de Deus para se colher prosperidade, e viver livre dos problemas financeiros. Se você tomar a decisão certa, firme; de dar dízimos e ofertas no reino de Deus, pode ter certeza: na sua vida financeira, vai dar tudo certo em nome de Jesus.

“Guarda pois, as palavras desta aliança e cumpri-as, para que prosperareis em tudo quanto fizerdes” Deuteronômio 29:9.
R. E. Goldberg Como ter Vitória em suas Finanças Bens, Riquezas e Salários. Editora Casa do Pão. pag. 45-47.

Pv 30.8 Afasta de mim a falsidade e a mentira. As provisões divinas que foram requeridas por Agur eram:
1. Agur precisava da providência divina para ser resguardado da mentira e da falsidade, para que aquilo que ele sabia e expressava estivesse em acordo com a Palavra de Deus revelada (vs. 6). Ademais, em sua vida pessoal, ele desejava a integridade e a verdadeira espiritualidade, livre das corrupções que os homens promovem. “Falsidade”, no hebraico, é shaw, “vazio”, mas também mentiras, destituídas da verdade divina.
2. Ele queria ter dinheiro suficiente para continuar a vida, mas não queria cair na armadilha que as riquezas trazem. Ele queria estar em boa situação em meio à classe média, nem pobre nem rico, o que promove mais prontamente a espiritualidade, sem a inconsciência acompanhante (como se dá na pobreza) ou as tentações (como se dá na riqueza).
3. Ele precisava de alimento adequado e do suprimento de suas necessidades básicas. Ele não queria contender com a pobreza e sua luta absurda contra até as coisas mais necessárias. Ele queria “o pão de sua porção”, conforme diz o hebraico, literalmente. Cf. Mat. 6.11. Ele não via virtude alguma em ser pobre, e só enxergava armadilhas nas riquezas.

Agur buscava o meio-termo dourado em sua vida, a moderação sem as privações negativas da pobreza e sem os excessos das riquezas.
Aquele que se apega ao meio-termo dourado,
E vive contente entre O pequeno e o grande,
Não sente as necessidades que beliscam o pobre,
Nem as pragas que perseguem a porta do rico,
Amargurando o seu estado.
(Horácio, Odes II. 10)

Paulo aprendeu a viver contente com o que possuía, na necessidade ou na abundância, conforme a vontade de Deus ditasse para cada período de sua vida. Ver Fil. 4.12.
Pv 30.9 Para não suceder que, estando eu farto, te negue. Continuamos aqui a desfilar os pontos em consideração:

4. O homem abastado, aquele que vive pleno em todas as coisas, pode terminar negando sua necessidade de Deus, fazendo perguntas estúpidas, como: “Quem é o Senhor?”, como se fosse independente e não precisasse da graça ou ajuda divina. Cf. Deu. 8.12-17. Vivemos todos em estado precário. Todos somos dependentes do Ser divino até mesmo para viver o dia-a-dia. Naturalmente, espera-se que trabalhemos e planejemos, e não nos comportemos como idiotas que dependem de outros para conseguir o pão diário.
5. Em contraste, um homem realmente pobre, que não tem o suficiente para comer, pode terminar a vida como ladrão. Essa condição extrema também foi rejeitada por Agur. Ele não haveria de fazer um voto de pobreza.

6. Um ladrão termina desonrando Deus, o qual requer que o homem labute e proveja para as suas próprias necessidades, O indivíduo que faz de outros sua presa incorrerá no desprazer e juízo divino. Deus é justo, e os homens precisam evitar as coisas que laboram contra a santidade, como a desonestidade, que é um pecado contra os mandamentos básicos da lei mosaica (ver Êxo, 20.15).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2686.

30.7-9 - Ter excesso ou falta de dinheiro pode ser perigoso. Ser demasiadamente pobre pode significar um risco para a saúde física e espiritual. Por outro lado, ser rico não garante esses bens a uma pessoa. Corno Jesus assinalou, os que confiam nas riquezas têm dificuldade de entrar no Reino de Deus (Mt 19.23,24). Como Paulo, podemos aprender a viver tendo pouco ou muito (Fp 4.12), mas nossa vida poderá ser mais bem-sucedida se não tivermos nem a pobreza nem a riqueza.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 871.

2. Buscando o que é virtuoso.
Alimentação conveniente para seu corpo: Não me dês nem pobreza nem riqueza; concedi-me (diariamente) ração de pão (como Mt 6.11; 1 Tm 6.8). Roga contra os dois extremos da abundância e da miséria (v. 8b) e apresenta boas razões para isso: não aconteça que me sacie e te negue, quer dizer, que me esqueças que dependo de ti em tudo. A prosperidade dá lugar ao orgulho e ao esquecimento de Deus, como se já não necessitasse dEle. E que sendo pobre (melhor, empobrecendo-me, como em 20.13), furte. A pobreza extrema é uma tentação à desonestidade e a profanar o nome de Deus (Ex 20.7), seja jurando falsamente ou queixando-se da providência de Deus”.

Infelizmente tudo isso acontece por conta de nossa cultura do ganha-ganha. Todos querem ganhar e ninguém aceita perder. A corrida rumo ao lucro fácil é estimulada todos os dias. E uma das formas em moda hoje em dia é aquele praticado pelas loterias. Nessa modalidade de jogo, em que o ganho fácil é uma tentação real, o governo fomenta a cultura do ganhar sem esforço. Não somente cria essas loterias, mas também estimula por meio de massiva propaganda. E os crentes, o que que tem ver com isso? Infelizmente alguns acham que o equilíbrio financeiro pode vir quando forem um dos “sortudos” da Mega-Sena. Em seu livro As Sete Ciladas do Inimigo, o escritor Erwin W. Lutzer, mostra como é perigoso o crente querer prosperar por meio dos jogos de azar.

“Em tempos passados, a igreja havia assumido uma posição contrária ao jogo. Hoje não se ouve nem uma palavra sobre o assunto. E o fato é que, embora o quadro que vamos pintar aqui pareça sombrio, na realidade, ele é ainda pior. Basta que perguntemos aos filhos cujos pais se separaram por causa de perdas no jogo. Perguntemos àqueles cuja mãe gasta cem dólares por semana em bilhetes de loteria, em vez de comprar roupas e alimentos. Em suma, o jogo destrói as famílias.”

Respondendo à pergunta: É pecado Jogar?, Lutzer responde:

“E verdade que não existe um décimo primeiro mandamento que diz:
Não participarás em jogos de azar” (...) conta-se que George Washington teria dito o seguinte: “O jogo é filho da avareza, irmão da iniquidade e pai de todo tipo de erro”.
E eu concordo com ele. Creio que foi mesmo o Diabo que inventou o jogo. Portanto, é pecado. Apesar de a Bíblia não conter nenhuma orientação específica sobre o assunto, ela apresenta algumas princípios que contribuem para essa ideia. Vejamos alguns deles.
O jogo contraria o princípio da ética no trabalho. O jogo zomba do trabalho como forma de subsistência. Certa vez, vimos uma frase publicitária que dizia que existem apenas duas maneiras de se ganhar um milhão de dólares. Uma delas era trabalhar muito; a outra era jogar. E dizia mais:
“Quem vai trabalhar todo dia, quando poderia ganhar um milhão de dólares na loteria, é um idiota”.
Entretanto, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts 3.10).
Quem joga não está sendo um mordomo de seus bens.
É insatisfeito com o que Deus lhe da.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 52-53.

Pv 3.13 Feliz o homem que acha sabedoria. Esta bem-aventurança é igual ao trecho de Pro. 1.2, onde foi declarado o objetivo para o qual foi escrito este livro bíblico, a saber, transmitir sabedoria e entendimento. Ver Pro. 1.2 quanto aos significados desses conceitos. Pro. 2.2 repete as duas qualidades que o homem bom deve buscar. Quanto aos provérbios de bem-aventurança, ver, além do presente versículo, Pro. 3.18; 14.21; 16.20; 28.14 e 29.18. A última dessas referências pronuncia uma bênção sobre o homem que guarda a lei mosaica, a base de toda a felicidade nos termos do Antigo Testamento. Esse é o summum bonum do homem espiritual do Antigo Testamento, e a sabedoria é a essência desse bem supremo. A sabedoria traz a felicidade. Distinguir entre o bem e o mal, com a busca resultante por Deus, é a compreensão. Essa é uma aplicação da sabedoria, que produz o feliz estado de que o autor falava. A compreensão mantém o homem na vereda certa, livre de pecados destruidores que produzem o caos na vida, e leva o crente a atingir as bênçãos espirituais que tornam a vida produtiva e feliz. O Targum diz que a compreensão de um homem deriva-se como uma fonte de água a jorrar da terra, que Gersom pensa ser o coração do homem.

Pv 3.14 Porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata. A sabedoria e a compreensão produzem um tesouro precioso, ou seja, um ganho. Todo lucro terreno, como aquele do ouro e da prata, dificilmente pode comparar-se ao valor daquelas qualidades espirituais que tornam os homens espiritualmente ricos e, portanto, felizes.

Os homens engajam-se na mineração e no comércio para adquirir um ganho terreno, e agem assim porque pensam que podem obter a felicidade. Mas o indivíduo verdadeiramente feliz é aquele que escava a mina espiritual e faz negócios com qualidades espirituais. O autor sagrado não tinha ambições materiais. Ele investira todos os valores de sua vida no terreno espiritual.

Cf. este versículo com Pro. 2.4, onde encontramos a metáfora da prata e também a metáfora dos tesouros escondidos, que um homem bom vive buscando. As notas expositivas ali ilustram o presente textò. Encontramos algo similar em Pro. 8.10,11,19, onde os simbolismos são formados pelo ouro, pela prata e pelas joias. O vs. 15, a seguir, também usa a metáfora das pérolas.

Pv 3.15 Mais preciosa é do que pérolas. “Pérolas”, aqui, no hebraico é peninim, cuja tradução exata é incerta. Algumas versões dizem “pérolas”; mas outras preferem a tradução “rubis”, e outras ainda “pedras preciosas”. Lam. 4.7 subentende que a cor dessas pedras é o vermelho, pelo que o “coral” pode estar em foco. Cf. com outros usos da palavra, em Pro. 8.11; 20.15 e 31.10. É provável que esta palavra hebraica fosse usada para referir-se a vários tipos de pedras, o que talvez justifique a confusão. Não devemos esperar que os hebreus se mostrassem mais precisos em sua terminologia sobre mineralogia do que em seu vocabulário zoológico. A identificação da pedra ou das pedras preciosas é incerta, mas o sentido espiritual é claro. O mestre era um caçador de tesouros e um minerador; em sua inquirição ele entrava na terra e no mar. E o que ele buscava, achou: a sabedoria. Várias coisas felizes que a sabedoria traz são listadas nos versículos que se seguem.

A raiz da palavra em questão é panah, que significa “olhar”. Uma pedra preciosa, belamente burilada, reflete a luz de diversas maneiras, exibindo muitas cores e mostrando-se muito agradável ao olhar humano. Apresenta muitas facetas, e outro tanto acontece com a sabedoria e a compreensão. Os versículos que se seguem falam de algumas dessas facetas rebrilhantes.
Sabedoria Divina

Quem pode dizer o preço das caras mercadorias da Sabedoria?
A sabedoria é a prata que preferimos,
E o ouro é como a escória, comparada com eia.
Seus dias são cheios com a duração dos dias,
As verdadeiras riquezas são louvores imortais;
As riquezas de Cristo, conferidas a todos,
Uma honra que desce de Deus.
(Charles Wesley)
Cf. com o tesouro escondido no campo (ver Mat. 13.44) e com a pérola de grande preço (ver Mat. 13.46).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2549.

Com estas advertências, o escritor sagrado passa a outro assunto, a outro campo da felicidade, que é o encontro com a sabedoria ou o senso do bom viver. Parece que ao seu lado havia muitos preocupados em ajuntar riquezas, descuidando-se de Deus. Então ele vem e promete a sabedoria celestial como algo bem superior às riquezas da terra (vv. 13-18). Certamente, não se trata especificamente de sabedoria livresca, mas de sabedoria que nasce da comunhão com Deus. Esta sabedoria é mais preciosa do que o lucro que dão a prata e o ouro (v. 14). Mais preciosa ainda do que as pérolas e tudo que se pode desejar não é comparável a ela (v. 15). O que possui tal sabedoria é mais feliz e seguro do que aquele que amontoa prata e ouro, que facilmente se podem perder. O verso 14 se parece muito com uma parábola de nosso Senhor, quando compara a salvação a uma pérola preciosa ou de grande valor (Mat. 13:45, 46). Nós já apreciamos, noutro local, que as riquezas produzem um bem-estar fictício, e, se puderem ajudar a viver um pouco, esta ajuda não permanece, pois até aos que morrem deixando fortunas, estas trazem consigo o germe de contendas entre os que vão herdá-las.

Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.

A adversidade não destrói a alegria duradoura do homem de Deus. O caminho da sabedoria, embora dispendioso, é recompensador. O termo Bem-aventurado (13) é o mesmo que é usado nas Bem-aventuranças do Sermão do Monte. E encontrado com frequência nos salmos (1.1; 112.1; 119.1) e em Provérbios (8.34; 16.20; 20.7; 28.14). Enquanto todos em volta estão ocupados na busca de riquezas terrenas, o homem de sabedoria descobriu tesouros superiores ao ouro e à prata (14). Os seus tesouros são mais preciosos do que os rubins (15) — pérolas, ou corais vermelhos (Jó 28.18; Lm 4.7). Tesouros terrenos não podem prover Aumento de dias (16) ou paz de espírito e mental (17). A sabedoria é árvore da vida (18), que simboliza o poder gerador de vida que vem de Deus.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 366.

Pv 8.10,11 Aceitai o meu ensino, e não a prata. As instruções devem ser vistas e recebidas como coisas mais preciosas do que a prata e o ouro (vs. 10), e melhores do que as joias (vs. 11). Essa figura é vista em Pro. 3.14,15, onde são mencionados os mesmos itens preciosos. Feliz é o homem que obtém a sabedoria, e não essas coisas (ver Pro. 3.13). Note o leitor a tríade: instrução; conhecimento; sabedoria - diferentes formas de falar sobre a sabedoria. O autor sagrado continua variando seus termos, que falam todos sobre a mesma coisa: a sabedoria que é encontrada na lei de Moisés, conforme interpretada pelas declarações da sabedoria. O valor da sabedoria excede o valor das coisas terrenas que os homens tão diligentemente buscam. A sabedoria provê ganhos reais e duradouros. A sabedoria trata com a alma de um homem, com o seu ser interior, enquanto a prata, o ouro e as joias só podem melhorar seu estilo físico da vida. A figura da prata, do ouro e das joias é usada porque os homens a seguem diariamente e anelam ansiosamente por tais coisas. A sabedoria tenta apontar a ansiedade dos homens, dirigindo-a para algo mais digno de atenção. Homens carnais têm problemas de atitudes. A sabedoria, pois, tenta reorientar as atitudes dos homens.

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu. (Mateus 6.19,20)
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2574. ---- FIM!!!


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Resenha do Livro - Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso - José Gonçalves

Colaboração para o Site Pecador Confesso.

- Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco
- Presbítero Eudes L Souza
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- Luciano de Paula Lourenço
- Fábio Segantin
- TV Escola Dominical
- EBD Fora da Caixa
- AD Linhares
- AD Londrina
- Portal CPAD

Texto Editado e Postado por Hubner Braz - Twitter @PecadorConfesso – Facebook www.facebook.com\pecadoresconfessos



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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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