Resenha do Livro - Convite à Solitude - Brennan Manning

A sós, Senhor, nós dois...

Convite à Solitude trata dos momentos em que necessitamos parar, calar e apenas ouvir o Senhor sussurrar verdades ao nosso coração. Ficar com Deus, a sós, e receber o Seu amor infinito e incompreensível.

Nesta obra, Brennan Manning se abre e revela ao leitor algumas experiências ao longo de sua caminhada em que teve de reconhecer seus enganos; momentos estes em que precisou se reinventar e recomeçar sua jornada com Cristo.

Ao final de cada capítulo, somos presenteados com orações de Sue Garmon: verdadeiras obras-primas que jorraram do âmago desta mulher; são lindas e cheias de intimidade (me peguei, várias vezes, com os olhos cheios de lágrimas com tamanha sinceridade!). Foi para mim uma grata surpresa: minha vontade é que todos tenham a oportunidade de ler sua poesia.

E... tenho que confessar que só percebi que Manning era um sacerdote católico lá pelo meio do livro. E tenho que confessar também: para mim, não fez a menor diferença se ele era católico ou evangélico - guardo no meu coração muitas de suas palavras e não me arrependo de ter Convite à Solitude em minha estante para ser lido muitas e muitas vezes.

Recomendo a todos que querem se perder nos braços do Senhor e suspirar... e chorar... e abraçar... gargalhar... cantar... viver...

"Deixar de reconhecer o valor de simplesmente se deixar ficar com Deus, na qualidade de nosso Amado, sem nada mais fazer, é extirpar o âmago do cristianismo." (pag. 13)

"Senhor, obrigada
por me libertares.
Estou agora livre para fazer bolhas de sabão,
soltar pipa,
escutar as conchas do mar,
acariciar gatinhos,
construir castelos de areia,
fazer pedidos às estrelas.
Obrigada
por me libertares." (Sue Garmon - pag. 28)

É sempre bom saber um pouco mais sobre Brennan Manning, então confira.

Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades – experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.

De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. “Naquele momento”, relata, “a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus.” Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.

Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado. Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.

Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. “Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável.” 


Sinopse da Editora Mundo Cristão


Qual a diferença entre solitude e solidão? Solidão é estar só. Solitude é querer estar só, é buscar privacidade, um momento de quietude e silêncio.

Brennan Manning tem vivido diversos destes momentos ao longo de sua jornada espiritual. Convite à solitude apresenta seleções de momentos inesquecíveis do autor, nos quais ele se encontrou com Deus e consigo, nos mais diversos e imprevisíveis lugares.

Para ele, as lembranças são como presentes, verdadeiras dádivas, por isso devem ser revividas e constantemente trazidas à tona da memória.

Este é um livro de registros marcantes da jornada de fé de Manning, que convida você a reviver estes momentos junto com ele e a encontrar seus próprios momentos de solitude para ouvir a voz de Deus.

Nas últimas duas décadas, percorri meu país e o mundo, e com isso descobri que me conecto melhor com o outro quando me conecto com o meu eu interior. Quando consigo me desprender das pessoas e permito que o Senhor me liberte de uma dependência insalubre em relação a elas, mais eu consigo lhes dedicar minha existência, escutar com mais atenção, amar com mais altruísmo, falar com maior compaixão, brincar de maneira mais esportiva, me levar menos a sério e ter a plena consciência de que o meu rosto brilha sorridente sempre que me acho num jogo que aprecio completamente.

Brennan Manning

Livro E-Book em PDF para Download click no título do livro (incompleto).



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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.