LIÇÃO 7 – Catolicismo Romano – 16 de fevereiro de 2014 – Editora BETEL

TEXTO AUREO

“Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz”. SI 115.3

Comentarista: Pastor Joabes Rodrigues do Rosário

VERDADE APLICADA

A oração cristã tem como alvo Deus, mediado pelo único intercessor: Jesus Cristo, que está nos céus à destra do Pai Celestial.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Mostrar que a Igreja Católica Romana abandonou os princípios bíblicos, culminando com a necessidade de uma reforma;
 Refutar as Idolatrias do Catolicismo Romano;
 Combater as Heresias da Igreja Católica.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SI 115.4 - Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem.
SI 115.5 - Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;
SI 115.6 - Têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram;
SI 115.7 - Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
SI 115.8 - Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.

A idolatria sempre foi o pecado contumaz de Israel e aquele que lhe custou mais caro (Jz 2:11-3:6), e, apesar de seus profetas ridicularizarem esses ídolos feitos por mãos humanas (1 Rs 18:27; Is 44:9-20; Jr 10:1-16) e do Senhor disciplinar Israel com frequência, o povo insistia em transgredir a lei de Deus. Ao que parece, Israel só aprendeu sua lição quando a Babilônia levou o povo cativo, depois de ter destruído Jerusalém e o templo. Na grande cidade da Babilônia, duas ou três gerações de judeus viram a idolatria de perto e sentiram na pele o tipo de sociedade que ela produzia. Só então, foram curados de seu culto aos falsos deuses. Precisavam lembrar-se de que eram servos do verdadeiro Deus vivo (42:2; 84:2; Dt 5:26; Js 3:10; 1 Sm 17:26, 36; 2 Rs 19:4, 16), e a Igreja de hoje também não pode se esquecer dessa verdade (At 14:1 5; 1 Ts 1:9; 1 Tm 3:15; 4:10; 6:17).
Deus é Espírito e, portanto, não tem corpo (Jo 4:24), de modo que, quando os autores das Escrituras falam de seus olhos, ouvidos, mãos, pés e assim por diante, estão apenas usando aquilo que os teólogos chamam de "antropomorfismos" (anthropo = humano; morphos = forma). Trata-se de um recurso literário que emprega características humanas para descrever atributos divinos. Deus usa aquilo que conhecemos para nos ensinar aquilo que não entendemos e aquilo que é incompreensível. Esta seção volta a aparecer em 135:15-18. Uma vez que os ídolos mortos careciam dos atributos do Deus vivo, não eram capazes de fazer o bem nem o mal e, no entanto, eram objeto da adoração do povo!
Não têm boca - Não podem falar a seu povo, fazer alianças ou promessas, oferecer orientação ou encorajamento. Nosso Deus fala conosco!
Não têm olhos - Não oferecem proteção nem cuidado algum a seus seguidores. Os olhos de nosso Deus estão sobre nós (32:8; 1 Pe 3:12) e podemos confiar nele.
Não têm ouvidos - Por mais que os idólatras orem, seus deuses não podem ouvi-los! Lembre-se de Elias no monte Carmelo (1 Rs 18:20ss). Os olhos de nosso Deus estão sobre nós, e seus ouvidos estão abertos a nosso clamor (34:15).
Não têm nariz - Essa é uma referência ao fato de Deus receber nossa adoração (Gn 8:21) e de se agradar daquilo que oferecemos a ele (ver Jo 12:1-8; Ef 5:2; F p 4:18).
Não têm mãos - Os artesãos que com suas mãos confeccionaram imagens de escultura têm mais poder do que esses ídolos que chamam de "deuses". Nosso Deus pode operar em nosso favor quando procuramos lhe servir. Seus dedos fizeram o Universo (8:3), e seu braço nos trouxe a salvação (Is 53:1) (ver também Is 41:10 e 46:1-7).
Não têm pés - O povo precisava carregar seus ídolos (Is 46:1-7; Jr 10:1-10), mas nosso Deus nos carrega e caminha junto conosco (ver Is41:10,13).
Porém, o mais triste de tudo não é aquilo que os ídolos não podem fazer, mas sim aquilo que podem fazer com as pessoas que os adoram. Tornamo-nos semelhantes ao Deus que adoramos. Quem adora o verdadeiro Deus vivo tem os ouvidos transformados para ouvir sua verdade e também os clamores dos necessitados. Ele nos dá olhos para vermos sua Palavra e seu mundo e também o caminho por onde ele deseja que andemos. Nossos "sentidos espirituais" desenvolvem-se e nos tornamos mais maduros em Jesus Cristo (Hb 5:10-14). Porém, aqueles que adoram falsos deuses perdem o uso desses sentidos espirituais e se tornam cegos para a luz e surdos para a voz de Deus.
Fonte: Comentário Warren W. Wiersbe

Introdução
Seguindo suas próprias tradições e não a palavra de Deus, a Igreja Católica Romana se desviou das verdades bíblicas. Adoração às imagens, veneração a Maria, instituição do papado e inserção de outras heresias em suas doutrinas. Esta lição refutará as principais heresias do Catolicismo Romano.

OBJETIVO
 Mostrar que a Igreja Católica Romana abandonou os princípios bíblicos, culminando com a necessidade de uma reforma;

1. Os primórdios da Igreja Católica
Católico (do grego katholikos), com o significado de “geral” ou “universal”; Apostólica porque ela teve em seu comando inicial os Apóstolos de Jesus Cristo; e Romana, por ter conquistado o título de Igreja Oficial do “Santo” Império Romano.

1.1. A Romanização da Igreja
Após vitória sobre seus opositores, vitória esta atribuída ao Deus Cristão, Constantino se torna imperador do Império Romano. Grato a Deus, Constantino supostamente se converte ao cristianismo, instituindo em 313 d.C. o “Edito de Milão”, que oficializava o fim das perseguições aos seguidores de Cristo. A partir deste edito, a Igreja não só deixou de sofrer perseguições como também passou a gozar dos favores do Império. Em 380 d. C. a Igreja Católica Apostólica se romanizou, tornando a Igreja Oficial do Império Romano. Uma igreja que, de perseguida, passa a ser a grande perseguidora de seus opositores. Uma igreja totalmente descaracterizada, pois, a partir deste título, seu único objetivo era se firmar como a única Igreja de Jesus Cristo e a única permitida pelo Império Romano. Mesmo que isso significasse matar pessoas, como está registrado na história da Santa Inquisição. Santa Inquisição que só foi possível, por ser a Igreja Oficial do Império Romano, gozando de poderes e privilégios sem limites, que, com um falso “combate as heresias”, fizeram uma verdadeira caçada aos seus opositores, praticando barbaridades indescritíveis, contrariando orientações da Bíblia Sagrada (Tt 3.2).

1.2. A apostasia dos sucessores dos Apóstolos
Nos primeiros anos do cristianismo, a Igreja por estar sediada na capital do Império Romano, tornou-se a mais importante do mundo cristão, e consequentemente o seu Bispo o mais influente. Assim, conquistou a primazia sobre os demais, culminando com a instituição do Papado. Os ocupantes do cargo de Papa, segundo o catolicismo, são os sucessores de Pedro, e Vigário de Cristo; o escolhido para ser mediador entre Deus e os homens, pois “estão abaixo de Deus, mas, além dos homens”, afirmam. Porém, tanto a História da Igreja como a história secular registram fatos e comportamentos daquelas lideranças católicas, nada dignas para um líder cristão. Homens que, através da simonia, conquistavam o direito de ser Papa ou uma liderança católica. A Bíblia ensina diferente: Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (lTm 2.5 o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.). Portanto, o “Papa”, não é mediador entre Deus e os homens.

1.3. O protestantismo e a reforma da Igreja Católica Romana
Como descrito nos pontos 1.1 e 1.2 desta lição, a igreja que começou em Jerusalém estava totalmente afastada dos princípios ensinados pelo Senhor Jesus. Após um período de intensa luta para retomar os rumos da igreja, em 1529, a Igreja Católica se declara a única instituição religiosa (ou cristã) possível de existir. Diante da situação caótica em que se encontrava a própria igreja, e o sentimento reformista, os príncipes germânicos fizeram um “protesto”, contra tal declaração. A partir deste ato, surge um grupo então chamado de “protestantes”, culminando com as ações de um líder católico por nome Martinho Lutero, que liderou um movimento, reivindicando modificações na Igreja Católica Romana, dando origem à reforma, ocorrida em 31 de outubro de 1517, abrindo portas para o surgimento das igrejas protestantes em todo mundo.

OBJETIVO
 Refutar as Idolatrias do Catolicismo Romano;

2. O Catolicismo Romano e a Idolatria
Maria, mãe de Jesus, os apóstolos e outras personagens não são apenas exemplos para os Católicos Romanos, vão além deste entendimento; são objetos de culto e verdadeira adoração.

2.1. A Mariolatria
Maria é digna do nosso respeito, não significando, com isso, tê-la como mediadora entre Deus e os homens ou como objeto de adoração, como ensina o Catolicismo Romano. Maria não é imaculada, pois todos pecaram (SI 51.5 Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.; Rm 3.23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus,); não permaneceu virgem, pois José não coabitou com ela só “enquanto ela não deu à luz” (Mt 1.25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.), tendo filhos e filhas após o nascimento de Cristo, lembrando que se trata de filhos de Maria e irmãos de Jesus, no sentido físico, pois o texto faz referência ao pai (Mt 13.55,56 Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio, pois, tudo isso?); não é a mãe de Deus, visto que Deus é eterno (SI 90.2 Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus.); não é portadora da graça, mas agraciada ou abençoada por ser escolhida para trazer Jesus a sua tabernaculação humana (Lc 1.28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.; Jo 1.14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.). Portanto Maria é um belo exemplo a ser seguido, mas não pode ser objeto de culto ou adoração.
O ato de alguns seguidores afirmarem que a igreja não adora e, nem tampouco, tem Maria como mediadora, não é verdade, pois em publicação na página 109 do Compêndio Vaticano II, consta o seguinte texto: “A Bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Adjuntriz, Mediadora”. No Concilio de Éfeso, ano 431, declararam Maria como Mãe de DEUS.

2.2. Culto aos Santos
“Deve-se orar aos santos que estão no céu, porque eles intercedem junto de Deus por nós”, afirma a Igreja Católica Romana. A Escritura ensina que se deve dirigir em oração a Deus (Fp 4.6 Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.), e que todas as vezes que orar a Ele deve fazê-lo em nome de Jesus Cristo (Jo 14.13 E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.; 16.23,24 E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.). Portanto é contrário à sã doutrina recorrer aos mortos como intercessores junto a Deus (Ec 9.5 Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco eles têm jamais recompensa, mas a sua memória ficou entregue ao esquecimento.; lTm 2.5 Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,).
Jesus disse a Satanás: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e  a ele servirás” (Mt 4.10). Até mesmo os anjos dão testemunho dessa verdade, pois em várias ocasiões relatadas na Bíblia, vemos os anjos recusando e direcionando a adoração para Deus. Quando o Apóstolo João se lança aos pés de um anjo para adorá-lo, ele não permite, e diz: “Adora a Deus” (Ap 22.9). O Apóstolo Pedro foi à casa de Cornélio, e “quando Pedro ia entrar, veio-lhe Cornélio ao encontro e, prostrando-se a seus pés, adorou-o. Mas Pedro o ergueu, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem.” (At 10.25,26). Os Apóstolos não aceitaram adoração, sacrifícios nem tampouco “cultos”. Por que o Catolicismo Romano ensina que se deve prestar adoração e cultos a estes homens de Deus, pois se, em vida, recusaram receber tal honraria, ainda mais agora que já estão mortos? Apoiado nesses textos, pode-se afirmar que estão desobedecendo à ordem dado pelos próprios “santos” e, consequentemente estes cultos não são, de forma alguma, recebidos por eles, até porque, eles ainda estão mortos.

2.3. As Imagens de Escultura
Em Ex 25.18 Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório., Deus dá a Moisés o modelo do propiciatório, ordenando que deveria ser “uma só peça” (Ex 25.19 Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele.), referindo-se à figura dos dois querubins e a parte que cobria a “Arca do Conserto”. Tais figuras deveriam ficar dentro do Santo dos santos, restrito à visitação uma vez ao ano e somente pelo Sumo Sacerdote, que, no momento de ele entrar, o local ficava coberto por uma nuvem de fumaça do incenso, cobrindo assim, a visão das figuras (Lv 16.13 E porá o incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra.). Fica claro que a figura não tinha como objetivo a adoração ou veneração, como argumentam os Católicos Romanos, visto que o propiciatório não foi colocado em lugar de acesso público. A ordem Divina não deixa dúvidas: “Não farás para ti imagem”, ”Não te encurvarás diante delas” (Ex 20.4,5 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; Dt 5.8,9Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas, nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais sobre os filhos, até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem,; Ex 32.1,2 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e disseram-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas e trazei-mos.).

OBJETIVO
 Combater as Heresias da Igreja Católica.

3. Heresias do Catolicismo
A Igreja Católica, através de suas tradições, aprova práticas sem fundamentação bíblica, cometendo um verdadeiro desvio doutrinário, tais como:

3.1. Batismo de Crianças
Citando os batismos realizados nas casas de Lídia (At 16.14,15 E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali. E nos constrangeu a isso.) e do Carcereiro (At 16.33 E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus.) o catolicismo defende o batismo de infantes, argumentando que, conforme relatos nesses textos, e em outros da Bíblia, o batismo alcançou “todos da casa”, incluindo assim as crianças. Acontece que o texto ao citar todos, não dá o direito de supor a existência de crianças. Para o cristão o batismo nas águas é a identificação com Cristo em: Sua morte (Rm 6.3 Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?); Seu sepultamento (Rm 6.4 De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.); Em sua ressurreição (Rm 6.5 Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;). Jesus Cristo, o nosso exemplo e modelo, foi apresentado no templo com oito dias de vida (Lc 2.21E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.), e batizado já adulto (Mt 3.16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.).
“As crianças, originalmente, estão perdidas!”, afirma o catolicismo romano. Para justificar o batismo de infantes, argumentam que este ato salva as criancinhas do pecado original, fazendo-as cristãs, uma vez que nasceram pagãs. Porém, Jesus afirma: “Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus” (Mt 19.14). Paulo pregou o Evangelho para o carcereiro “e a todos os que estavam em sua casa” (At 16.32). De alguma forma, seus filhos não eram tão pequenos que não pudessem crer. Se fosse este o seu caso, não havia a necessidade de pregar para “todos”. Se o batismo de crianças fosse de fato uma doutrina, em algum lugar na Bíblia teríamos pelo menos uma citação. O que existe nesta heresia, chamada batismo de crianças, é uma mera suposição, sem qualquer fundamento, visto que está apoiada na “ausência de descrição das pessoas batizadas” e não na confirmação de crianças batizadas.

3.2. Instituição do Purgatório
Esta heresia afirma que aquelas almas que não apresentam a pureza necessária para poderem ser admitidas no Céu, devem descer ao lugar da purificação chamado de purgatório. Para isto, baseiam em Mt 5.26 Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil., utilizando a expressão: não sairás dali “enquanto não pagares”. Porém, para a interpretação correta desta parábola, precisa ser lembrado que Jesus sempre utilizou de exemplos do cotidiano das pessoas para ilustrar as verdades espirituais. Então, pelo contexto, Jesus estava contando uma “história humana” onde a punição não tinha caráter eterno, e sim passageiro, visto que, nas leis vigentes nos dias de Jesus, o pagamento da dívida devolvia ao acusado o perdão da dívida. Assim, para que a história fosse coerente, Jesus se refere a uma ação habitual e permitida pela lei.
Diferente do que ensina o Catolicismo Romano, em Mt 5.25,26, Jesus estava falando da atitude para com os inimigos “Concilia-te depressa com o teu adversário (v25), fazendo referência a lei civil romana como regra para resolver conflitos entre credor e devedor. Em Lc 12.57-59 temos um texto semelhante, onde isto é evidenciado: “Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado” (v58). Antes de chegarem aos tribunais, era possível e legal as partes entrarem em acordo, evitando assim a necessidade de recorrer às autoridades, onde estariam sujeitos a uma “punição”. Este é, exatamente, o conselho de Jesus, reconcilia-te enquanto há tempo, pois, após a morte, não haverá mais possibilidade de salvação para aqueles que morreram sem a salvação em Cristo Jesus. A existência do purgatório caso fosse comprovada, seria a falência da expiação de Cristo na cruz do calvário.

3.3. A oração pelos mortos
Baseados principalmente em lTm 2.1, a doutrina católica defende a oração em favor dos mortos. Estão equivocados, pois, nesta referência e também em outras nas Escrituras Sagradas, ensinam que a oração deve ser dirigida em favor de pessoas vivas. Após uma vírgula do versículo 1 (lTm 2.1 Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,) e no versículo 2 (lTm 2.2 pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade.), Paulo diz quem são os alvos das orações: “pelos reis, e por todos os que exercem autoridade”. Não existe reinado e muito menos autoridade sob a responsabilidade de mortos. Aqui vale lembrar mais uma vez o texto de Hb 9.27 E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,.

Conclusão
Não. É a resposta para pergunta, que muitos fazem, se a Igreja Católica é atualmente a igreja que Jesus instituiu. Pois, mesmo sendo iniciada pelos Apóstolos escolhidos e comissionados por Jesus, hoje está totalmente fora dos preceitos bíblicos, conforme alguns exemplos estudados nesta lição. A Igreja de Jesus Cristo é aquela que segue fielmente a sua Palavra.

QUESTIONÁRIO

1. Qual o nome do Edito que pôs fim as perseguições aos cristãos, durante o império Romano?
R. O Edito de Milão.
2. O que significa o termo Simonia?
R. Derivado do nome Simão, é o ato de pagar por cargos eclesiásticos ou posições na hierarquia da igreja.
3. A Bíblia faz referência a outros filhos de Maria? Cite um texto bíblico
R. Sim. Mt 13.55,56.
4. Conforme Mateus 5.25, qual o momento certo para reconciliar com seu irmão?
R. Enquanto está no caminho com ele.
5. Paulo aconselha interceder pelos mortos ou pelos vivos, conforme lTm 2.1,2?
R. Pelos Vivos.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Editora Betel 1º Trimestre de 2014, ano 24 nº 90 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – RELIGIÕES, SEITAS E HERESIAS como identificar e refutar os falsos profetas e seus ensinos.

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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