LIÇÃO 2 – Vencendo o medo da rejeição - 13 de abril de 2014 – Editora BETEL


TEXTO AUREO

“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu”. Êx 4.1

Comentarista: Pr. Israel Maia

VERDADE APLICADA

O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

► Definir o que é medo da rejeição;
► Mostrar o que pensa aquele que se acha rejeitado;
► Apresentar como devemos nos comportar ante essa situação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ex 3.1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Êx 3.2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Êx 3.6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Êx 3.11 - Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Êx 4.10 - Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.

O LIBERTADOR RECEBE SEU CHAMADO (Êx 3:1 - 4:17)
Moisés passou quarenta anos servindo como pastor em Midiã (At 7:23; Êx 7:7), e, durante aqueles dias e noites no campo, sem dúvida meditou sobre as coisas de Deus e orou por seu povo que sofria no Egito. O fato de Deus chamar pessoas ocupadas é significativo: Gideão estava malhando trigo no lagar (Jz 6); Samuel estava servindo no tabernáculo (1 Sm 3); Davi estava cuidando de ovelhas (1 Sm 17:20); Eliseu estava arando a terra (1 Rs 19:19-21); quatro dos apóstolos estavam cuidando de sua pescaria (Mc 1:16-20); Mateus estava coletando impostos (Mt 9:9). Deus não tem nada de bom a dizer sobre a preguiça (Pv 24:30-34; Mt 25:26, 27; 2 Ts 3:10-12).
O que Moisés viu (w. 1-4).
Deus pode tomar um arbusto insignificante, fazê-lo arder e transformá-lo num milagre; era exatamente isso o que desejava fazer com Moisés. Alguns veem na sarça ardente uma imagem de Israel como nação - a luz de Deus para o mundo, perseguidos porém não consumidos. No entanto, a sarça ardente também era um retrato do que Deus havia planejado para Moisés: ele era um frágil arbusto, mas Deus era o fogo que lhe daria poder (Êx 19:18; 24:17; Dt 4:24; Jz 13:20; Hb 12:29); com a ajuda de Deus, não havia nada que Moisés não pudesse fazer.
O que Moisés ouviu (vv. 5-70).
Deus falou com Moisés e garantiu-lhe que era o Deus de seus pais e que sentia o sofrimento dos hebreus no Egito. Havia chegado a hora de libertá-los de lá e de conduzi-los à terra prometida. Para isso, havia escolhido Moisés como líder.13 A declaração de Deus: "Vem, agora, e eu te enviarei" deve ter deixado Moisés estarrecido. Por que Deus escolheria um fracassado?
O que Moisés fez (3:11 - 4:17).
Moisés deveria ter se regozijado, pois Deus estava, finalmente, respondendo às suas orações, e deveria ter se submetido à vontade de Deus e dito: "Eis me aqui, envia-me a mim". Mas, em vez disso, discutiu com Deus e tentou escapar do chamado divino para libertar Israel da escravidão. Quarenta anos antes, ainda no Egito, Moisés tinha agido como um cavalo impetuoso e corrido na frente de Deus, mas agora estava agindo como uma mula obstinada, resistindo ao Senhor (SI 32:9). Moisés apresentou cinco motivos para não aceitar o chamado de Deus:
(1) "Não sou ninguém" (3:11, 12).
Não importava o que Moisés pensava sobre si mesmo ou o que os outros achavam dele. Deus havia falado e Moisés não precisava de nenhuma outra garantia de que era o homem certo para aquela missão. Será que os quarenta anos pastoreando ovelhas haviam apagado o fogo de sua alma a ponto de crer que não podia servir ao Senhor? "Eu serei contigo." Essa é toda a segurança de que precisam os servos de Deus a fim de ser bem-sucedidos (Js 1:5; Is 41:10; 43:5).
(2) "Não sei o teu nome" (w. 13-22).
Como representante de Deus, era necessário que Moisés fosse capaz de revelar o caráter do Senhor ao povo judeu. É claro que o nome "Jeová" havia sido revelado há séculos (Gn 4:26) e era conhecido pelos patriarcas (Gn 14:22; 15:1; 25:21, 22; 28:13; 49:18). O que Moisés perguntou foi: "O que significa seu nome? Que tipo de Deus o Senhor é?" Deus explicou que Jeová é um nome dinâmico, baseado no verbo hebraico "ser" ou "tornar-se". Ele é o Ser de existência própria que sempre foi, é e será o Deus fiel e confiável, que se chama de "EU SOU".  
Séculos depois, Jesus tomaria para si o nome "EU SOU" e o completaria: "Eu sou o pão da vida" (Jo 6:35), "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8:12), "Eu sou a videira verdadeira" (Jo 15:1), e assim por diante.
O Deus eterno sabe, desde o princípio, como será o fim de todas as coisas, de modo que pôde dizer a Moisés exatamente o que aconteceria quando ele voltasse para o Egito (Êx 3:16-22). Os anciãos de Israel aceitariam Moisés como seu líder e creriam que Deus estava prestes a libertá-los. O rei do Egito resistiria à mensagem de Deus e sofreria julgamento terrível nas mãos do Senhor. O povo de Israel seria liberto daquela terra e levaria consigo espólios do Egito, recebendo, assim, o pagamento que lhes havia sido sonegado durante seus anos de escravidão.
(3) "Os anciãos não crerão em mim" (4:1-9).
"Eles não crerão", na verdade, significa "Eu não creio". Moisés estava preocupado com suas credenciais diante dos anciãos hebreus, de modo que Deus deu-lhe três sinais para convencê-los de que era verdadeiramente o servo escolhido de Deus. "Os judeus pedem sinais" (1 Co 1:22). Daquele momento em diante, Moisés experimentaria o poder de Deus e faria milagres.
(4) "Não sou um orador eloquente" (w. 10-12).
Moisés não chegou nem perto de entender a mensagem sobre o nome de Deus e o poder miraculoso do Senhor. "EU SOU" é tudo de que precisamos em todas as circunstâncias da vida, e não faz sentido algum argumentar: "eu não sou". Se Deus pode transformar varas em serpentes e serpentes em varas, se pode curar a lepra e transformar água em sangue, então pode capacitar Moisés a transmitir sua Palavra com poder.
Moisés estava cometendo o erro de olhar para si mesmo em vez de olhar para Deus (Êx 6:12). O Deus que nos fez é capaz de usar os dons e aptidões que nos concedeu a fim de realizar a tarefa da qual nos incumbiu.
Moisés demonstrou uma atitude de orgulho ou de verdadeira humildade? Quarenta anos antes, ele se sentido perfeitamente adequado para enfrentar o inimigo e agir em favor de seu povo, mas, naquele momento, retraía-se, considerando-se um fracassado inútil. Contudo, ser humilde não significa fazer pouco de si mesmo; quer dizer, simplesmente, não pensar em si mesmo, mas sim fazer com que Deus seja tudo em nossa vida. O servo humilde pensa apenas na vontade e na glória de Deus e não em sua própria inadequação, sucesso ou fracasso. Moisés estava vestindo seu orgulho e incredulidade com uma confissão superficial de fraqueza.
(5) "Qualquer outra pessoa pode fazer melhor" (vv. 13-17).
"Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim" (v. 13). Moisés chama Deus de "Senhor" e, no entanto, recusa-se a obedecer a suas ordens (Lc 6:46; At 10:14). A maioria de nós entende essa atitude, pois cometemos o mesmo erro. Se Deus não for Senhor de tudo, então não poderá ser chamado de Senhor.
Em sua ira, Deus nomeou Arão para ser porta-voz de Moisés, mas Arão nem sempre foi uma ajuda para seu irmão. Foi Arão quem cooperou com o povo para fazer o bezerro de ouro (Êx 32), e Arão juntamente com a irmã, Miriã, criticaram Moisés e sua esposa e causaram problemas para todo o acampamento dos israelitas (Nm 12). Êxodo 4:14 sugere que, ao aceitar Arão, Moisés estava confundindo os ministérios do Antigo Testamento, pois Arão deveria ser o sacerdote e Moisés o profeta. Quando Deus, em sua ira, nos dá aquilo que pedimos por causa de nosso egoísmo, essa dádiva dificilmente vem a ser uma bênção (Nm 11:33; Os 13:11). Um dos julgamentos mais dolorosos que Deus manda sobre seu povo é deixá-lo conseguir o que quer.
Acontecimentos subsequentes mostraram que Moisés era capaz de proferir as palavras de Deus com grande poder, tanto para seu próprio povo como para o rei do Egito. À medida que a história de Israel se desenrola, vemos Moisés comunicando mensagens eloquentes pelo poder do Senhor. O Livro de Deuteronômio registra seu magnífico discurso de despedida.
A lição é clara: Deus nos conhece melhor do que nós mesmos, de modo que devemos confiar nele e obedecer a suas ordens. Quando compartilhamos nossas fraquezas com Deus, não estamos lhe contando nada que ele já não saiba (Jz 6:1 5; 1 Sm 9:21; Jr 1:6). A vontade de Deus jamais nos conduzirá a um lugar em que não seja possível o poder de Deus nos capacitar, portanto caminhe pela fé, confiando nas promessas do Senhor.
Fonte: Comentário Warren W. Wiersbe

Introdução
É muito fácil encontrarmos, no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera deles.

OBJETIVO
► Definir o que é medo da rejeição;

1. O pensamento de Deus
Ao se apresentar a Moisés o Senhor já tinha em mente como iria agir em favor de seu povo. É fato e todos nós sabemos que Deus é ó Todo Poderoso e é capaz de realizar qualquer coisa, porém em muitas passagens bíblicas, vemos o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas para realizar a sua obra. Por exemplo em ISm 17.46, fica clara a intenção do Senhor que poderia ter matado o gigante, mas preferiu se fazer presente através da capacitação fornecida por Ele a Davi (1 Sm 17.40).

1.1. É Deus quem escolhe a quem usar
Quando o Senhor apareceu a Moisés como fogo na sarça, já tinha todo o seu projeto traçado, e, como não há dúvida em Deus, Ele sabia que Moisés era o homem certo para o serviço, contudo, durante o seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta alguns motivos que podem ser comparados com sintomas de medo da rejeição. Todo preparo recebido por ele na casa de Faraó fazia dele o indivíduo ideal para realização do projeto de Deus, contudo nele estava instalado o que se chama de medo patológico (Êx 3.11).
Nem sempre o Senhor chama os capacitados, pois a Ele pertence o poder de capacitar o homem para realização de sua abra (Êx 35.30-31), entretanto, no caso de Moisés, o Senhor já o tinha separado desde a sua meninice, visto que o salvara de Faraó (Êx 2.3-4). Todos os acontecimentos que se seguiram na vida de Moisés estavam debaixo da supervisão Divina.

1.2. A excelência de Moisés
Os anos que Moisés passou na casa de Faraó, fizeram dele um homem extremamente preparado para qualquer tipo de trabalho (At 7.22) que ele precisasse desempenhar, todavia o fato de ter sido criado como príncipe se tornou num possível impedimento para realização daquilo que era o verdadeiro projeto de Deus para sua vida: a formação recebida que o tornava conhecedor de toda ciência do Egito tinha sido fornecida com o objetivo de fazer dele o futuro Faraó. No caso de Moisés, Deus permitiu que ele cometesse um desatino (Êx 2.12), para que fosse afastado dos planos dos egípcios e trazido de volta para o centro da sua vontade.

1.3. O aperfeiçoamento de Moisés
Apesar de todo preparo de que dispunha, Moisés ainda não tinha sido provado por Deus, ou seja, era preciso que ele conhecesse o que é viver inteiramente debaixo da vontade do Criador (Fp 4.12), sendo assim, torna-se pastor de ovelhas (Êx 3.1) e passa a ter conhecimento do que é ser um cuidador de vidas, um protetor e também um guia para os que não conhecem o caminho a ser seguido (Êx 14.21-22).
Como sabemos, as ovelhas têm algumas características que as tornam vulneráveis, dentre tantas estão: a incapacidade de distinguir entre a boa e a má erva, o que muitas vezes leva algumas à morte por comerem ervas venenosas. Moisés, ao ser levado por Deus a cuidar de ovelhas, pôde aprender que esses animais também são extremamente teimosos e, em alguns casos, precisam ter uma de suas patas quebradas para não fugir à vontade de seu pastor. Quando vemos, em uma ilustração antiga, um pastor carregando uma ovelhinha no colo, logo pensamos que ela é a mais adorada pelo pastor, mas, de fato, pode ser ela a mais teimosa e fujona, que se afasta do grupo constantemente, colocando em risco sua vida, por isso o pastor quebra-lhe a pata e passa a carregá-la no colo, dando-lhe um nome para que, quando ele a chamar, identifique a sua voz e volte imediatamente para o rebanho.

OBJETIVO
► Mostrar o que pensa aquele que se acha rejeitado;

2. Moisés e o medo da rejeição
Como já vimos, havia, em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus. Tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha sido preparado pelo Senhor enquanto no trato com as ovelhas. Ao contrário do que era de esperar-se dele, ao invés de aceitar imediatamente o chamado, negou usando diversos motivos, que ele considerava impedimentos, para realização do projeto divino (Êx 3.11; 4.10).

2.1. Não vão acreditar que Jeová falou comigo
Quando o homem é separado para uma obra ele é separado primeiramente por Deus; em seguida, a ação do Espírito Santo, através da vida de cada um, é que vai mostrar aos outros homens que Deus está agindo e que ele é realmente um escolhido do Senhor. Muitos que são chamados perdem a oportunidade de serem reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não serem aceitos como foi o caso de Moisés (Êx 4.1).
É importante ressaltar que existem situações em que algumas pessoas usam de artifícios na busca pela aceitação. Nesses casosfica a cargo do Espírito Santo revelar a verdadeira intenção de cada um e fazer o que for necessário para que eles sejam cobrados pelos seus atos (At 5.1-10).

2.2. O resultado do medo da rejeição
O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil a sua caminhada na presença do Criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que, mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de Sua atuação (lRs 18.36-39 e 2Rs 19:1-4).

2.3. O risco do medo da rejeição
É natural, em quem ainda não está totalmente liberto de seus medos, ter esse tipo de atitude e negar a capacidade de Deus em fornecer a solução para todos os problemas. O perigo disso está no risco, da pessoa, com essa atitude, afastar-se da presença do Senhor, levando-o a um completo esfriamento espiritual e consequentemente à perda da salvação.

OBJETIVO
► Apresentar como devemos nos comportar ante essa situação.

3. Vencendo o medo da rejeição
O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror, que a pessoa tem de apresentar-se em público. Em alguns casos, evoluem ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer. Diante de tudo que já estudamos nesta lição, podemos agora observar que a atitude de Moisés, embora tivesse muitos motivos para não a tomar, foi a de aceitar o mandamento do Senhor, uma vez que ele pôde ver as maravilhas feitas pelo Todo Poderoso (Êx 4.3-7). A Bíblia ainda nos fornece um grande exemplo de vitória sobre o medo dá rejeição quando nos fala acerca de Zaqueu, que deu passos importantes em direção àquilo que via como excencial para uma vida feliz (Lc 19).

3.1. O medo da rejeição dificulta o encontro com o Senhor
Quem sofre de medo de rejeição apresenta um impressionante excesso de desconforto quando observado por pessoas, ou ainda, por única pessoa em eventos sociais ou quando dependam de seu desempenho (Mt 25.18,25). Esse estado emocional se apresenta também com sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira entre outros. Em seu diálogo com Jeová, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua” (Êx 4.10). Diferente de Moisés o primeiro passo dado por Zaqueu foi ir ao encontro do Senhor, pois sabia que, mesmo com tudo que o povo tinha contra si, (Lc 19.2), Jesus jamais o rejeitaria. Ali estava quem realmente pode nos livrar de todo tipo de sentimento negativo (Mt 11.28). Ao saber da passagem de Cristo por Jericó, Zaqueu não pensou duas vezes, foi ter com o Mestre, venceu a sua deficiência física e procurou se apresentar a Ele (Lc 19.1-4).
Alguns teólogos afirmam que o pesado de boca e de língua a que se referiu Moisés (Êx 4.10) seria o fato de ele ser gago, já outros apresentam a possibilidade de, na verdade, ele ter dificuldade em falar a língua pátria, uma vez que há muito teria perdido o contato com sua língua nativa. Tais dificuldades podem também, ter-se originado pelo desconhecimento das mudanças sofridas na linguagem ao longo dos anos que ele estivera ausente, como por exemplo, novas expressões idiomáticas e neologismos que naturalmente surgem no vocabulário cotidiano.

3.2. Aceitar o convite do Senhor será benéfico
As prováveis causas da fobia social são medo da exposição, que, no caso de Moisés, pode ser explicado pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato. E a crítica? Essa ele temia por achar que os seus irmãos o desprezariam, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado livrá-los daquela situação. Rejeição por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele por apresentar-se como um enviado do Senhor e ainda a depreciação por aquilo que ele mesmo reconhecia como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma. Já Zaqueu, mesmo conhecendo que havia muitas pessoas que sentiam uma grande repulsa por ele, não se deixou levar por qualquer tipo de medo da rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário, desceu da árvore e recebeu a Jesus com um abraço, sabendo que, a partir daquele instante, as coisas começariam mudar em sua vida. Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo (Hb 2.15), assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida (lJo 4.18). No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, assim o que teme não é perfeito em amor.

3.3. Buscar tratamento para medo de rejeição e reconhecer sua necessidade
A ciência tem-se utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo da rejeição através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade. Esses medicamentos devem ser indicados unicamente por médicos e devem obedecer à individualidade de cada paciente. Existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como cognitiva comportamental. O remédio, para Zaqueu experimentar o gozo que é estar na presença do Senhor, foi a sua decisão de abrir mão daquilo que ele considerava como o mais importante em sua vida (Lc 19.8), pois havia descoberto algo de maior valor. A palavra de Jesus deu a certeza que esperava (Lc 19.9-10). Nenhum medo é motivo para que o homem abra mão das bênçãos do Senhor em sua vida.
O tratamento feito paralelamente com uso do medicamento e acompanhamento terapêutico aumenta, em muito, a possibilidade de melhora para quem sofre com os sintomas do medo de rejeição.

Conclusão
Nosso estudo nos leva a descobrir que não é difícil alguém com tanta importância para Deus, como Moisés, ficar preso em seus medos. Todavia também descobrirmos que se entregarmos a Ele nossa vida inteiramente, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livre de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar (Hb 2.15). Contar com ajuda de profissionais especializados pode fazer a diferença na hora da tomada de decisão.

QUESTIONÁRIO

1. Todos nós sabemos que Deus é o Todo Poderoso. O que Ele é capaz de realizar?
R. Qualquer coisa.
2. O que capacitava Moisés para o serviço do Senhor?
R. O conhecimento adquirido na casa de Faraó e o preparo dado pelo Senhor no trato com as ovelhas.
3. Como também é chamado o medo da rejeição?
R. Fobia social
4. Qual foi o primeiro passo dado por Zaqueu?
R. Ir ao encontro do Senhor.
5. O que Zaqueu tinha como importante em sua vida?
R. O seu dinheiro.

REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Editora Betel 2º Trimestre de 2014, ano 24 nº 91 – Jovens e Adultos - “Dominical” Professor – ENFERMIDADES DA ALMA Identificando os distúrbios emocionais e confrontando-os com soluções divinas e bíblicas


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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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