É CORRETO BATIZAR PESSOAS AMASIADAS?


Tenho visto muitos pastores de igrejas evangélicas batizarem pessoas que vivem intimamente ligadas sem serem conjugalmente unidas pelos laços do matrimônio. E diante disto surgem questões semelhantes a esta: “Uma mulher que aceitou a Cristo e deseja se batizar, mas há 20 anos vive amasiada com um homem que não aceitou a Cristo. Devemos batizá-la?”.

Em primeiro lugar, antes de responder esta pergunta devemos definir a palavra “amasiada”: Quem vive em mancebia, amigada, amante, amásia, concubina, mulher ilegítima.


Em segundo lugar, cuidado com aquilo que é extra bíblico, pois pode se transformar em antibíblico, por isso devemos ponderar bastante assuntos desta natureza. Não podemos fechar a questão assim sem uma análise bíblica acurada como se fôssemos “Papas”, notem que a base do protestantismo é a Bíblia Sagrada: “Sola Scriptura”. Rezamos que a Bíblia é a “única regra infalível de fé normativa para vida e o caráter cristão”.


RESPOSTA APOLOGÉTICA AO NÃO BATIZAR PESSOAS AMASIADAS

O batismo nas águas tem único objetivo, o arrependimento dos pecados, “apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”. (Mc.1.4). A palavra “arrependimento” significa “largar o pecado”, “dar meia volta”. Uma pessoa que deseja se batizar deve está sinceramente “arrependida” de seus pecados. “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados...”. (At.2.38).

Uma pessoa amasiada tem duas opções para se batizar: Deixar o pecado ou casar-se! Uma pessoa amasiada, à luz da Bíblia, é uma pessoa que está em “fornicação”. Em Hb.13.4 versão BJ diz: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”. (o grifo é meu). Nas versões: ARA diz “impuros”, ARC/ACF “prostituição”, BLH/NVI “imorais”, AEC “devassos”. Todas estas palavras são traduções da palavra grega “pornos”: Relação sexual ilícita, fornicação, sexo fora do casamento.


O casamento é uma instituição divina, Deus quando formou o primeiro casal Ele os uniu em uma aliança (Gn.2.18-24). O sacerdote foi o próprio Deus (Gn.1.27,28). Essa “aliança” vem sendo celebrada em todos os tempos por sacerdotes, juizes ou pessoa de autoridade constituída. O casamento é a união legítima de homem e mulher. Seja celebrado civil, religioso, ambos estão submisso à autoridade constituída por Deus: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus”. (Rm.13.1 o grifo é meu).

Toda aliança matrimonial precisa de um sacerdote. A antiga aliança foi constituída por sacerdotes, a nova aliança foi por Jesus Cristo, o nosso sumo sacerdote. Nos clãs das civilizações antigas o pai era reconhecido como sacerdote. O pai da família, na ausência do sacerdote, juiz ou autoridade constituída, tem autoridade de celebrar o casamento. Na ausência de todos estes, Deus será o sacerdote!

Texto escrito por Pr. Marcelo Cintra (Pastor local do CEAD)

Complemento...

O CASAMENTO TEM QUE SER LEGAL, ATÉ ENTRE OS JUDEUS...VEJAM:

A tradição judaica especifica que, antes da cerimônia do casamento, os contratos, num texto padrão, sejam elaborados num documento escrito e assinado por duas testemunhas e pelos noivos. As testemunhas devem ser homens adultos, seguidores das mitsvot, preceitos, da Torá, sem serem parentes dos noivos e entre si.

O contrato de noivado pode ser feito com antecedência, mas há um costume de realizá-lo logo antes da Khupá (a Chupá ou Khupá, plural Chupot ou Chupos é a tenda sob a qual se realiza o casamento judaico. Confeccionada em tecido ou, na falta do mesmo, um talit esticado entre quatro varões, símbolo da moradia a ser dividida pelo casal; aberta por todos os lados representando a hospitalidade incondicional), são lidos e assinados na Cabalat Panim, antes da cerimônia de casamento. Após a leitura do documento, as mães dos noivos quebram um prato de porcelana. O prato de porcelana é quebrado para indicar que como a porcelana nunca pode ser consertada, um contrato de noivado quebrado é muito grave. O contrato matrimonial especifica as responsabilidades do marido para com sua esposa, como provê-la com alimento, roupa e direitos conjugais.

A assinatura da Ketubá, contrato judaico de casamento, demonstra que os noivos não vêem o casamento apenas como uma união física e emocional, mas também como um compromisso legal e moral. Dois homens seguidores das mitsvot servem de testemunhas no ato da assinatura da Ketubá, assegurando que tudo seja feito de acordo com a prática legal e tradicional judaica.

Postado por Pecador Confesso.

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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