Lançamento do Livro Confissões Insanas - Dia 29 de Janeiro de 2016



Gostaria de convidar você para o lançamento do meu primeiro livro impresso... Será numa Sexta-Feira no dia 29 de Janeiro de 2016 na Assembleia de Deus no bairro Jd. Leocádia. Rua: Ribeirão Preto, 172 (atras do DETRAN) Confira o Prefácio do livro e entenda o que lhe espera.

Este livro é composto de dois volumes, sendo que, Confissões Insanas - Versão AT será lançado neste mês, e a Confissões Insanas - Versão NT será lançado em meados de Julho de 2016. No mesmo dia lançaremos outro livro impresso, para o projeto Pecador Confesso por nome "33 Dias de Pureza Sexual". Fiquem ligados.

O livro em E-Book está disponivel na Amazon neste link: Livro Confissões Insanas

Prefácio

Se você está aí "de boas procurando base bíblica" para CONFISSÕES INSANAS, desista, já li este livro algumas vezes e posso te afirmar que você não tem em mãos um livro evangélico (embora o autor o seja), possivelmente você se sentirá como eu me senti ao ler CONFISSÕES INSANAS; era como se eu estivesse do lado de dentro de um confessatório, ouvindo cada confissão, algumas delas em deixaram cabisbaixo, envergonhado, olhando o réu confesso por entre meus dedos, sem coragem de lhe dirigir qualquer palavra, não há por onde teologizar qualquer confissão narrada neste livro, pois as exposições de motivos são feitas de forma livre, quase que espontâneas, tais quais confissões mesmo no sentido mais puro da palavra, não há pudor, não há razoabilidade, nem preocupação com o que os outros vão pensar.

Os que acompanham o Blog do Pecador Confesso, bem como a pessoa do autor Hubner Braz em suas movimentadas redes sociais e interagem com o mesmo nas referidas redes, sabem que ele é do tipo acessível, que se expõe, que vem e conversa com qualquer pessoa que discorde de suas incômodas afirmações. Alguns de seus personagens são assim também, nesta ficção atrelada à algumas combinações de palavras e até mesmo códigos que escondem em si intenções, também insanas "talvez" perceptíveis.

O livro é o que o tema assim propõe, um conjunto de sessenta Confissões Insanas, para se dizer o mínimo.

Então desarme-se, aonde você pensa que vai? Desligue-se, desconecte-se de todos os seus conceitos e preconceitos, abra a pequena cortina escura do “confessatório imaginário”, sente-se na cadeira dura deste espaço escuro e ouça cada confissão, cada insana confissão, recomendo um certo cuidado, pois as confissões deles talvez lhe soem familiares e você cai numa armadilha, pensando que não está lendo as confissões dos outros, mas as suas próprias confissões.
Pb. Samuel Alvino Barros Rocha
Sorocaba, Janeiro de 2016




PALAVRA DO AUTOR

Não são poucos os autores que colhem de fatos históricos os enredos necessários aos seus romances. Mario Vargas Llosa, por exemplo, foi buscar em Canudos e na saga de Antônio Conselheiro a porção ideal para sua magistral obra “A Guerra do Fim do Mundo”. O nobre C. S. Lewis, foi buscar na bíblia a inspiração para escrever “As Crônicas de Nárnia”. Assim também, Rachel de Queiróz da sua narrativa acerca da longa estiagem que se abateu nos sertões cearenses nos anos 15, surgiu o romance O Quinze. Eu tenho que citar o escritor brasileiro L. L. Wurlitzer que olhando para a cultura milenar judaica decidiu escrever a trilogia “As Crônicas de Olam”.

Alguns críticos literários aceitam bem que a história ganhe contornos de ficção. Afirmam que este gênero literário pincela com outras cores fatos obscuros no seu contexto real. Outros, contudo, veem um desnorteamento da realidade através da criação literária. Pregam eles que se corre o risco de não compreendendo o pano de fundo do fato histórico, o leitor acabe abraçando uma ficção como realidade.

Não comungo da crítica que tenta preservar a história da ficção. Ora, até mesmo os livros de história, através de pesquisadores e estudiosos, dão versões muito diferentes ao mesmo fato. Muitas das vezes, de um livro para outro há um fosso incompreensível. Um autor relata um fato de um modo enquanto outro autor expõe o mesmo fato de modo totalmente diverso. Qual a opção do leitor diante de fatos assim? Confrontar visões diferentes nem sempre consensualizam o entendimento. E tudo continua em interrogação.

Para servir de exemplo, há autores de livros de história que são chamados de porta-vozes oficiais das versões difundidas pelo poder. Estes descrevem os fatos elegendo personagens, situações e contextos. E assim o fazem para que os leitores concebam os fatos e os personagens pela ótica oficial. Já outros, geralmente lastreados por ideologias, escrevem a mesma história desmistificando tudo. Quer dizer, contam a mesma história de uma forma totalmente diferente. E de repente, uma figura histórica famosa pelos grandes feitos passa a ser vista como traidora ou charlatã.

Nesta visão autoral, incluo uma coletânea de livros que li há alguns anos por nome “Reflexões Filosóficas” escrita pelo Rev. Osmar José da Silva, nela contém reflexões extraídas da bíblia que se o leitor não estiver com uma mente bem preparada pode incorrer ao erro de condenar o livro lendo somente o primeiro capítulo. É Importante salientar que o autor foi claro no registro do tema, dizendo que são “reflexões” de Gênesis à Apocalipse transitadas no campo da filosofia.

Desse modo, creio que o fato histórico pode muito bem sofrer abordagem na ficção. O fato em si continuará o mesmo, a realidade não será deturpada pelo simples fato de ganhar uma trama diferenciada. Nos meus escritos, geralmente nas minhas confissões em forma de contos, gosto de buscar na história o pano de fundo para o relato verídico. Às vezes digo que determinado fato aconteceu de outro modo e desmistifico o que já foi escrito. Para apimentar o contexto, crio realidades do cotidiano atual dentro da realidade bíblica, faço nascer possibilidades e brinco com contextos inexistentes. Quer dizer, faço ficção a partir da história, neste caso misturo a realidade com fatos bíblicos.

Acabei descobrindo, contudo, que estou criando um problema complicado. Alguns, por se aterem somente ao que se difundiu como realidade histórica e não compreenderem minha incursão fictícia perante os mesmos fatos bíblicos com uma dosagem de fatos reais e pessoais que ouvi e vivi, acabam desacreditando ou denegrindo minha escrita. Na verdade, só faltam mesmo me chamar de mentiroso, herege, “sem noção”, pelo fato de eu escrever sobre fatos inexistentes numa história por demais conhecida. Quer dizer, não aceitam que o seu fato ou a sua razão de repente seja afrontada, confrontada, desafiada, por alguém que parece brincar ou proporcionar outro contexto àquela realidade.

Nesta vertente, misturando ficção à história, tomo a história bíblica como principal pano de fundo, comumente os nomes dos personagens bíblicos. Uso e abuso da ficção. O gênero literário ficção nos dá liberdade para isso. O que faço é tão somente criar situações realmente inexistentes na história bíblica, mas existente nos dias atuais. A audácia é tamanha que você mesmo pode se identificar com a história contada por aqui. Por exemplo, escrevo sobre romances que existiram no cotidiano e continuam a existir, escrevo sobre fatos inexistentes no contexto histórico, crio situações dentro do relacionamento a dois, às vezes, a três, que nunca existiram de fato na bíblia. Mas não minto, apenas crio, registro, confesso tramas possíveis dentro daquela realidade.

Outro dia, um leitor comentando um texto meu no Blog Pecador Confesso, disse que como ficção a escrita tinha validade, mas muitas das situações descritas não eram verdadeiras. Já outro me perguntava como aquilo poderia ter acontecido se nenhum livro já havia falado sobre tal assunto. Não respondi. Não adianta responder, pois meu intuito é tão somente criar uma situação literária que esteja acima de qualquer confirmação. Sei muito bem que serei incompreendido, chamado até de incoerente e insano, mas o que faço é somente acrescentar ingredientes aos fatos da mesmice histórica.

Escrever os meus contos foi prazeroso, e você encontrará quase todos eles aqui. O título não será outro senão “Confissões Insanas”. Não sei se além da explicação dada nesta apresentação, ainda terei que fazer uma outra introdução dizendo que nem tudo que será encontrado pode ser visto como realidade histórica. Não sei também que farei quanto à necessidade de colocar um aviso na capa com os dizeres: “Cuidado! Este não é um livro sobre detalhes históricos da bíblia, evangelismo, edificação, adoração ou estudos teológicos, mas de situações imaginadas no contexto dos personagens bíblicos misturadas com a realidade dos dias atuais.”


Hubner Braz
Sorocaba, novembro de 2015




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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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1 Milhões de Confessos:

  1. Agradeço a Deus , pela oportunidade que tive em ir para o lançamento de teu livro e é notório a presença de DEUS em tua vida.
    Sei que vários outros livros virão e esta é apenas uma pequenas porção da grande obra e unção de DEUS sobre a sua vida.

    Paz do Senhor meu amigo!

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