Lição 5 - A Obra Salvífica de Jesus Cristo - 29 de Outubro de 2017 - EBD Adulto - CPAD


Texto Áureo

Verdade Prática
"E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito." (Jo 19.30)

A obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de "Pai".
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Leitura Diária
Segunda - Mt 27.29,30: Um evento de humilhação em nosso favor
Terça - Mt 27.39,40: Blasfemado por nossa causa
Quarta - Lc 23.34: O perdão imerecido, Jesus ofereceu na cruz

Quinta - Ef 2.13,14: Pelo sangue de Cristo nos aproximamos de Deus
Sexta - Rm 3.24: Fomos justificados mediante a obra salvífica de Cristo
Sábado - Gl 2.18-20: Fomos crucificados com Cristo: vivamos uma vida santa

Leitura Bíblica em Classe
João 19.23-30
23 Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura.
24 Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será. Para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, E sobre a minha vestidura lançaram sortes. Os soldados, pois, fizeram estas coisas.
25 E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena.

26 Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
27 Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
28 Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.
30 E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

HINOS SUGERIDOS: 45,196, 533 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Explicar que a obra salvífica de Cristo nos deu o privilégio de achegarmo-nos a Deus sem culpa e chamá-lo de Pai.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I - Apresentar o significado do sacrifício de Cristo;
II- Explicar como se deu a nossa reconciliação com Deus;
III- Discutir a respeito da redenção eterna.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A obra salvífica de Cristo custou um alto preço ao nosso Senhor - seu próprio sangue derramado na cruz. Sua obra nos garante a salvação porque foi uma oferta completa, perfeita e definitiva. Por causa dessa entrega de amor, temos a garantia da vida eterna e, antecipadamente, podemos desfrutar, neste mundo, dos benefícios dessa salvação. [Comentário:Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20). Nesta lição falaremos sobre o preço que foi pago pela nossa salvação, o sacrifício de Cristo, quando tomou sobre si a maldição da lei como pagamento pelos nossos pecados. Como escreve Paulo: Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8) - O bom Pastor deu a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.15). Jesus morreu para nos conduzir a Deus (1Pe 3.18). O seu sangue derramado nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7). A salvação é oferecida gratuitamente para nós os crentes, não teríamos como pagar o preço que ela exigia, não estava em oferta, custou o mais alto preço de todos possíveis ou imagináveis, preço infinito (1Pe 1.18-19).] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

PONTO CENTRAL
A obra salvífica de Jesus Cristo foi única e perfeita.

l - O SACRIFÍCIO DE JESUS

1. O sacrifício completo. Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), pois nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no Antigo Testamento quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro (Hb 10.1). Somente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido (Hb 9.26; 10.10), a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita (Hb 8.6,7,13). Assim, o sistema de sacrifícios de animais e o arcabouço da Lei serviram como um guia para nos conduzir a Cristo (Gl 3.24). [Comentário: Quando Jesus é chamado de Cordeiro de Deus em João 1.29 e 36, é uma referência ao fato de que Ele é o sacrifício perfeito e definitivo pelo pecado. Para podermos compreender quem Cristo era e o que Ele fez, precisamos começar no Velho Testamento, onde encontramos as profecias sobre a vinda de Cristo como “expiação do pecado” (Isaías 53.10). Na verdade, o sistema de sacrifícios estabelecido por Deus no Velho Testamento preparou o terreno para a vinda de Jesus Cristo – o perfeito sacrifício que Deus providenciou como expiação pelos pecados de Seu povo (Romanos 8.3; Hebreus 10)1.]
1. ‘O que significa que Jesus é o Cordeiro de Deus?’; Dispnível em:https://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-Cordeiro-Deus.html. Acesso em 23 de outubro de 2017.

2. O sacrifício meritório. Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por intermédio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência. Entretanto, esse sistema mostrou-se antiquado e ineficiente (Hb 8.13). Com o advento da nova aliança, mediante o sacrifício vicário de Jesus Cristo, não há mais mérito pessoal, pois o mérito salvífico pertence única e exclusivamente a Cristo (Gl 2.21). Só Cristo é capaz de cobrir todo e qualquer pecado. Só Cristo é capaz de restabelecer a comunhão do pecador com Deus. Logo, o único mérito aceito por Deus nesta nova aliança é o sacrifício vicário realizado definitivamente por Cristo Jesus (Hb 10.11,12). [Comentário: O Senhor Jesus veio buscar e salvar o mais vil pecador, libertando da escravidão do pecado, mas para isto foi necessário que Ele morresse em uma cruz, derramando o seu precioso sangue para nos purificar de todo o pecado. Este foi o preço que Jesus pagou para nos libertar! “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1Pe 1.18-19)2.]
2. ‘Você custou um alto preço - O Sangue de Jesus’; Dispnível emhttp://www.webservos.com.br/gospel/estudos/estudos_show.asp?id=3477. Acesso em 23 de outubro de 2017.

3. O sacrifício remidor. O pecado contradiz a bondade e a autoridade de Deus. Ele se impõe como dúvida sobre tudo quanto tem a ver com o Criador. Além de ser horrendo, o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is 59.2). Como o pecado deteriora o ser humano, degenerando seu caráter, deformando nele a imagem divina, o sacrifício de Cristo aparece nas Escrituras como redenção para trazer de volta a integridade humana e restabelecer o caráter dele (2 Co 7.9,10; 2 Pé 3.9). Assim, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19), já que a humanidade foi criada para viver em comunhão com o Pai, em pleno relacionamento de dependência com o Criador (At 17.28). [Comentário: Estávamos mortos mas Ele nos deu vida. Havia uma divida impagável por nós diante de Deus, cujo valor final era a morte. Contudo Cristo cancelou o escrito de dívida que tínhamos. O escrito da lei que pairava sobre nós cobrando-nos de nossos pecados foi aniquilado, e encravado na cruz para que todos vissem que o sangue de Cristo nos perdoou todos os pecados. A excelência da morte de Cristo está não tanto na vida que nos gerou, mas que para tal ele se esvaziou de sua glória, como nos diz o apóstolo Paulo em Fl 2.4,5. É a kenoses de Cristo, o seu esvaziamento completo, para sentir e viver como homem, e para poder sofrer o peso do pecado de todos nós3. Cristo veio para dar Sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28; Mc 10.45). Alguns, equivocadamente, sugerem que o preço foi pago a Satanás; más Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós  (Gl 3.13). O débito que precisa ser pago é o infinito débito contra o atributo de justiça, de Deus. "A misericórdia de Deus resgata o homem da justiça de Deus".]
3. ‘A EXCELÊNCIA DO PREÇO PAGO POR JESUS.’; Dispnível emhttp://www.dialogocristao.com/node/111. Acesso em 23 de outubro de 2017.

SÍNTESE DO TÓPICO I
O sacrifício de Jesus foi completo, meritório e remidor.



II - A NOSSA RECONCILIAÇÃO COM DEUS PAI

1. O fim da inimizade. A reconciliação com o Pai só foi possível porque o Filho nos resgatou, nos redimiu e libertou-nos do poder do pecado, promovendo assim, a nossa união com Deus (2 Co 5.18,19). Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comunhão com o Deus santo (Is 6.5). Por isso, para se voltar a Deus é necessária uma sincera conversão, por intermédio do Espírito Santo (Jo 16.8-11), para então, ocorrer a regeneração e a justificação do pecador pela fé em Cristo (Rm 5.1,2). Logo, todo esse processo de salvação para derrubar a inimizade que havia entre nós e Deus se deu por intermédio do sacrifício de Cristo que pôs fim a essa separação (Ef 2.13-16); eliminando, portanto, a causa da inimizade e abrindo-nos um novo e vivo caminho em direção ao Pai (Hb 10.20). [Comentário: As Escrituras Sagradas revelam que a situação do homem em relação a Deus é desesperadora. Todo pecado, sendo um ato de rebelião deliberada contra Deus e sua vontade, torna culpado o pecador, e, por essa culpa, coloca-o debaixo da ira, do juízo e da condenação de Deus. Como todos os homens são pecadores, todos eles se acham na incômoda condição de inimigos de Deus: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Sabendo que há inimizade permanente entre Deus e o ser humano, e sabendo que o homem é incapaz de merecer qualquer favor divino, só há uma esperança. As Escrituras ensinam que o Todo-Poderoso, por meio de Cristo, promoveu graciosamente a reconciliação com o homem: E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação (2Co 5.18,19)4.]
4. ‘Paz com Deus.’; Dispnível em http://www.editoracpad.com.br/institucional/integra.php?s=3&i=52. Acesso em 23 de outubro de 2017.

2. A eliminação da causa da inimizade. O pecado é a causa da inimizade entre Deus e a humanidade (Is 59.1-3). Para que essa condição de culpado fosse eliminada da vida do ser humano, uma oferta de perdão paga por Cristo, no Calvário, foi necessária. Esse processo se materializa quando há conversão em nós e, então, passamos a ser novas criaturas livres do poder do pecado (2 Co 5.17; Rm 6.7-11). Embora seja verdade que não estamos livres de pecar (1Jo 1.8-10), pois ainda não fomos plenamente transformados (1Co 13.12; 1Ts 4.16,17), em Cristo, Deus nos vê como pessoas santas, reconciliadas e amigas dEle (Tg 2.23; Jo 15.15). Por isso, podemos lutar com ousadia contra a natureza humana pecaminosa que há em nós (Rm 6.12-14; Gl 5.16-26). [Comentário: A inimizade que o pecado provoca entre nós e Deus é real e traz consequências devasta­doras para todos os seres humanos. A maior destas consequências e nosso fracasso em cumprirmos o propósito para o qual fomos criados, que é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre. O desagrado de Deus por causa do nosso pecado é nosso maior fracas­so. Além disso, o pecado traz consequências graves e danosas também para nossa vida. Por provocar separação entre nós e nosso Deus, ele nos separa da fonte de toda a vida e de toda a bem-aventurança, que é o próprio Deus. Em outras palavras, o pecado nos traz a morte (Rm 6.23) e não somente a morte física e espiritual, mas também a morte eterna. A boa-nova do evangelho é que Deus, em Cristo, providenciou um meio totalmente eficaz para solucionar o problema do pecado. Este meio é a morte substitutiva de Cristo. Tendo morrido em nosso lugar e suportado, em nosso lugar, a ira de Deus, ele ganhou para nós o perdão para nossos pecados5.]
5. ‘O rompimento da comunhão com Deus.’; Dispnível em http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/igreja/o-rompimento-da-comunhao-com-deus/. Acesso em 23 de outubro de 2017.

3. A vivificação. Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados (Ef 2.1,5; Rm 5.17), um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus. Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de Deus (5142.1,2; 63.1; 143.6), fazendo-nos uma fonte de água viva (Jo 4.10; 7.38), nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus (Jo 15.5; 20.21,22) e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus (Mt 5.20; Lc 4.19; At 5.42; 20.27; 1Co 9.16). Assim, a maior consequência da vivificação espiritual é a disposição de pregar o Evangelho (Mt 4.19,20 cf. At 2.1-13,37-47). [Comentário:  A palavra “regeneração” aparece poucas vezes na Bíblia. Na verdade, nos textos originais, a palavra com esse significado literal aparece apenas em dois textos: Mateus 19.28 e Tito 3.5. A palavra grega que aparece nos dois textos acima é “palingenesia” (palin=de novo + gênesis=origem, nascimento, vida). Mateus 19:28 refere-se à nossa regeneração física, que se dará na segunda vinda de Cristo, quando receberemos corpos glorificados, à semelhança do que Ele mesmo tem (1Co 15.19-23 e 35-54). Em Tito 3.5, Paulo emprega esta palavra falando sobre a regeneração espiritual, que é o nosso assunto. Essa regeneração espiritual é expressa também por outros dois termos bem mais citados, que são: “vivificar” e “nascer de novo6. O apóstolo Paulo entendeu bem esse processo da regeneração. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. Efesios 2:1. Se os dois, isto é, Abraão e Sara, não fossem vivificados sexualmente, primeiro, eles não poderiam gerar o filho. Assim, se a nós não fosse dada, primeiro, a vida espiritual, nós nunca poderíamos crer em Jesus e nos arrepender de nós mesmos. A vivificação antecede a conversão. Robert Leighton diz muito bem: "a mente carnal não vê Deus em coisa alguma, nem mesmo nas espirituais. A mente espiritual O vê em tudo, mesmo nas coisas naturais". Tudo isso é questão de natureza: a carne se inclina para as coisas da carne, porém, o espírito, para as realidades do espírito. A vida espiritual é um milagre de Deus7.]
6. ‘A Regeneração’; Dispnível em https://opoderdoevangelho.wordpress.com/2014/07/03/a-regeneracao/. Acesso em 23 de outubro de 2017.
7. ‘APRENDENDO A DISCERNIR - 7’; Dispnível em http://piblondrina.com.br/mensagem/item/1503-aprendendo-a-discernir-7?tmpl=component&print=1. Acesso em 23 de outubro de 2017.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A nossa reconciliação com o Pai é resultado direto do sacrifício de Jesus Cristo.

Ill - A REDENÇÃO ETERNA

1. O estado perdido do pecador. O pecado normalmente é concebido como falha moral e ética, no sentido de errar o alvo proposto por Deus, mas o seu conceito vai muito além disso. As Escrituras revelam que o pecado é um estado de alienação (separação) diante de Deus e que as pessoas, ao não con­fessarem a Cristo como seu Senhor, são escravas do pecado (Rm 5.12; Jo 8.34). Essas pessoas estão presas e impossi­bilitadas de, por si mesmas, livrarem-se dele. Elas "alimentam" constantemente a perversão da imagem divina no Éden, procurando ídolos e desejos prejudiciais para si mesmas e os outros (Rm 1.22-25). [Comentário: Para redimir a humanidade da escravatura carnal, o Verbo se fez carne, a fim de poder crucificar, na carne, toda a estratégia humana da carne, uma vez que, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:8. Cristo Jesus é a Divindade encarnada a caminho da cruz, para crucificar a humanidade carnal. Precisamos de entendimento espiritual para compreender a obra espiritual feito por Deus em nosso favor. Assim como Isaque foi concebido pelo poder Divino, através de um casal impotente, assim o novo nascimento é uma realidade espiritual de Deus, feita do começo ao fim, pelo próprio Deus, num morto espiritual8. Em Eclesiastes 7.29 lemos: “Eis-que, só isto achei: que Deus fez o homem direito, mas eles buscaram muitas invenções”. Nada é mais evidente do que os dois fatos mencionados nesta passagem; a saber, a justiça original do homem e a sua queda mais tarde. Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual. O efeito total da queda de Adão sobre a raça é a corrupção da natureza da raça, a qual traz a raça a um estado de morte espiritual e a torna sujeita à morte física9.]
8. ‘APRENDENDO A DISCERNIR - 7’; Dispnível em http://piblondrina.com.br/mensagem/item/1503-aprendendo-a-discernir-7?tmpl=component&print=1. Acesso em 23 de outubro de 2017.
9. ‘Cap 16 – O estado original e a queda do homem’; Dispnível emhttp://palavraprudente.com.br/biblia/teologia-sistematica-t-p-simmons/cap-16-o-estado-original-e-a-queda-do-homem/. Acesso em 23 de outubro de 2017.

2. A redenção do pecador. A redenção é o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém. Por meio de um valor pago em dinheiro adquire-se algo de novo; esse é o ato de resgatar, de tirar do poder alheio, de libertar do cativeiro. Na Bíblia, a redenção é a libertação de um escravo do jugo ou o livramento do mal mediante um resgate (Mt 20.28). O preço do resgate do ser humano foi altíssimo, pois custou a vida do Filho de Deus. Não haveria nada que pagasse o preço da desobediência de quem foi criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano. Só o Pai, median­te seu amor gracioso, poderia prover a remissão do pecador por intermédio de seu único Filho (Gl 3.13; 1Tm 2.5,6). [Comentário: Todo mundo precisa de redenção. Nossa condição natural era caracterizada por culpa: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus.” A redenção de Cristo nos libertou dessa culpa: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:23-24). Os privilégios de redenção incluem vida eterna (Apocalipse 5:9-10), perdão dos pecados (Efésios 1:7), justiça (Romanos 5:17), liberdade da maldição do pecado (Gálatas 3:13), adoção à família de Deus (Gálatas 4:5), libertação da escravidão do pecado (Tito 2:14; 1 Pedro 1:14-18), paz com Deus (Colossenses 1:18-20) e a habitação do Espírito Santo na vida do Cristão (1 Coríntios 6:19-20). Ser redimido, então, é ser perdoado, santo, justificado, abençoado, livre, adotado e reconciliado. Veja também Salmos 130:7-8; Lucas 2:38 e Atos 20:28. A palavra redimir significa “comprar os direitos”. O termo era usado especificamente em referência à compra da liberdade de um escravo. A aplicação desse termo à morte de Cristo na cruz é bem notável. Se somos “redimidos”, então a nossa condição anterior era uma de escravidão. Deus comprou nossa liberdade, e não somos mais escravos do pecado ou da lei do Velho Testamento. Esse uso metafórico de redenção é o ensinamento de Gálatas 3:13 e 4:5. Relacionada ao conceito Cristão de redenção é a palavra resgate. Jesus pagou o preço da nossa liberação do pecado (Mateus 20:28; 1 Timóteo 2:6). Sua morte foi uma troca por nossa vida. Na verdade, a Bíblia deixa bem claro que redenção só é possível “pelo sangue” (quer dizer, por Sua morte), Colossenses 1:14. As ruas do céu vão estar cheias de antigos prisioneiros que, não por nenhum mérito próprio, encontram-se perdoados e livres. Os escravos do pecado se tornam santos. Não é de se estranhar que eles cantam uma nova canção – uma canção de louvor ao Redentor que foi morto (Apocalipse 5:9). Éramos escravos do pecado, condenados à separação eterna de Deus. Jesus pagou o preço para nos redimir, resultando em nossa liberdade da escravidão do pecado, e nosso resgate das consequências eternas do pecado10.]
10. ‘Qual o significado da redenção Cristã?’; Dispnível em https://www.gotquestions.org/Portugues/redencao-Crista.html. Acesso em 23 de outubro de 2017.

3. Uma redenção plena. A condição de redimido não traz benefícios somente para o tempo presente, mas garantia de vida eterna, de morar para sempre com Cristo no paraíso celestial (Ap 19.9; Lc 23.43). Portanto, a redenção eterna promovida por meio do sacrifí­cio de Cristo extrapola as dimensões terrenas, temporais e espaciais da vida humana (1Co 15.19).[Comentário: É possível ter certeza da vida eterna e da nossa salvação porque o próprio Jesus nos dá esta certeza. No texto de João 3:16, Jesus, conversando com um dos principais da Sinagoga, chamado Nicodemos, afirmou isso ao dizer que todo aquele que Nele crê tem a vida eterna. Deus, na Sua Palavra o diz, e Ele não pode mentir (Números 23:19). Se Ele o diz, então posso ter esta certeza. Ele não diz que pode chegar ter a vida eterna, mas sim, que já tem, já possui, a vida eterna. A vida eterna é o presente que recebemos no momento da conversão. Ela é automática. Uma vez que reconheço o meu estado de pecador e que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o salvador do mundo, e o aceito como meu salvador, já tenho a salvação garantida. Como a vida eterna é um presente, uma vez que recebemos, já é nosso, ninguém o pode tirar uma vez que é dado. Em João 10:28 Jesus dá a vida eterna e ninguém a pode arrebatar das Suas mãos, nem o Diabo o pode fazer. A vida eterna é real, não é só uma esperança, ela é uma garantia11.]
11. ‘Como posso ter certeza da vida eterna?’; Dispnível em https://www.respostas.com.br/como-posso-ter-certeza-da-vida-eterna/. Acesso em 23 de outubro de 2017.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A redenção eterna nos é oferecida por intermédio de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO
O alto preço do resgate pago por Cristo (Mc 10.45) em nosso favor leva-nos a glorificar a Deus em todas as dimensões da vida. Logo, por meio da evangelização, desejamos fazer com que milhares de pessoas tenham o privilégio de receber essa tão grande salvação. [Comentário: “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Is 55.1). O evangelho de Cristo Jesus, inicia-se com a conta paga. O debito foi saldado e a nota promissória rasgada. Com uma única vez o pagamento total através do sacrifício suficiente e eficaz de Cristo a nossa liberdade e libertação foram admitidas diante do Pai celestial. “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém” (Gl 1.3-5). “A mensagem cristã destina-se aqueles que fizeram o melhor que podiam e falharam”. A conta do sacado foi inteiramente paga na cruz de Cristo para sempre. A boa noticia que percorre na terra, é a de um Deus único que ama homens falidos e distorcidos pelo pecado. A falência espiritual do homem acentua a gravidade do pecado sobre a raça inteira. Não podemos fazer vista grossa ao pecado, e consideremos o seguinte: “O pecado não é um brinquedo – é um tirano” John Blanchard. Este Deus se interessa por gente que não anela nenhum interesse por ele. O pecado fornece a ruptura; estamos todos alienados quanto a nossa essência em Deus. A graça é a reconciliação por parte de Deus em Cristo, superando a alienação. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Romanos 5.1012.] “... corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus ...” (Hebreus 12.1-2),
Francisco Barbosa Campina Grande-PB Outubro de 2017

12. DA SILVA , Pr. Alessandro Joel, ‘Evangelho o Preço Já foi pago’; Dispnível emhttps://ibpalavradacruz.wordpress.com/2015/03/28/evangelho-o-preco-ja-foi-pago/. Acesso em 23 de outubro de 2017.

PARA REFLETIR

A respeito de salvação, o amor e a misericórdia de Deus, responda:

• Como podemos afirmar que o sacrifício de Jesus foi completo?
Nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no AT quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro. So­mente o sacrifício de Cristo foi completo nesse sentido, a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com Deus, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita.
• Que ideia foi desenvolvida na sociedade judaica do AT?
Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por inter­médio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência.
• Por que foi necessária a nossa reconciliação com Deus?
Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comu­nhão com o Deus santo.
• Quando fomos vivificados por Deus?
Uma vez reconciliados com Deus, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados, um estado espiritual de quem se encontra longe de Deus. Assim, o Espírito Santo operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de Deus, fazendo-nos uma fonte de água viva, nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de Deus e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em Cristo Jesus.
• O que é redenção?
A redenção é o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém.

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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