Texto Áureo “Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verda...
Texto Áureo
“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” Jo 6:32
Verdade Aplicada
Jesus é o alimento essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar, e Sua salvação nos confere dois grandes privilégios: vida no presente, e no futuro.
Objetivos da Lição
Oferecer aos alunos uma dimensão espiritual do milagre do maná;
Demonstrar os principais ensinos que esse milagre nos revela;
Comentar acerca da relação entre Cristo e o maná na Escritura.
Textos de Referência: Ex 16:14-18
Introdução
O milagre do maná no deserto do ponto de vista humano é o maior e mais extraordinário milagre de provisão Divina. Além do escopo pessoal de saciar a fome daqueles hebreus recém saídos do Egito, em tal milagre residem verdades análogas mais profundas, com preciosas lições como veremos a seguir.
1. A grandeza do Suprimento Divino
Quando o povo saiu do Egito não demorou muito para ter necessidade de comida e água. Isso para Moisés representou um teste de confiança na provisão de Deus, ele, porém, não vacilou em sua fé, e o milagre de provisão foi realmente grande em relação ao seu povo.
1.1 O significado do maná, uma figura de Cristo
O significado do nome maná no hebraico é: “o que é isto?”, do som desta pergunta feita do hebraico é que surgiu o nome “maná”. Essa designação permaneceu pelo fato deles não conhecerem aquele alimento fornecido por Deus quando caminhavam pelo deserto, logo após a saída do Egito. “O que é isso?” foi uma expressão que se fixou como a designação daquele alimento.
Quatro coisas interessantes nos chamam a atenção quando descrevemos o maná:
1A) Ele veio do céu, era inexplicável, como o mistério da piedade Divina (1Tm 3.16);
2B) Era pequeno, o que nos lembra a humildade de Jesus (Êx 16.14);
3C) Era redondo, símbolo da eternidade de Jesus (Jo 8.53-39);
4D) Era branco, o que nos lembra a pureza e impecabilidade dEle. Ele é o Filho santo de Deus (Êx 16.31).
Por quase 40 anos, foi satisfatório e fortalecedor para a nação alimentar-se do maná (Jo 6.48-50). Tudo que precisamos como alimento espiritual é Jesus Cristo. O Pão celestial enviado por Deus. Devemos nos banquetear com o Pão que nunca nos deixará faminto.
A palavra maná no hebraico significa (man hû), para alguns autores essa palavra veio da sua analogia/aparência com a palavra seiva de tamarisco que no hebraico também significa (man hû), essa seiva brotava das árvores de tamarisco, durante a noite ela ressecava e caia de manhã em forma de pequenas pérolas brancas acinzentadas e muito doces como mel. Os beduínos utilizam o maná em sua dieta até nos dias de hoje.
1.2 A continuidade do milagre
A grandeza do milagre da provisão por meio do maná é impressionante sob o aspecto de sua quantidade, qualidade e continuidade. Essa alimentação fornecida aos filhos de Israel, que eram bem numerosos, possivelmente, dois milhões de pessoas incluindo mulheres e crianças. O maná rico em nutrientes, caía diariamente durante seis dias da semana, exceto no sétimo dia que era o sábado. O Senhor lhes privou de outros alimentos variados que estavam acostumados. Mas durante quarenta anos nunca lhes deixou faltar o pão do céu (Dt 8.1-3). O cuidado de Deus foi demonstrado de maneira grandiosa e continua servindo de base para nossa fé (Hb 9.4-9). A alimentação não foi variada, mas foi o que eles precisavam e assim Deus faz conosco ainda hoje.
1.3 A quantidade do milagre
Milagre é um fenômeno que foge às leis naturais, logo não tentaremos explica-lo, mas medi-lo de acordo com Êxodo 16.16. Segundo os pesos e medidas do dicionário Almeida, um “ômer” equivale a um décimo de um “efa”, que possuía 17,62 litros e que essa porção poderia ser despejada numa tigela.
O Senhor Deus determinou que se apanhasse um ômer diário por cabeça, e quando consideramos o relato de Números 11.21, concluímos que havia seiscentos mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Logo, se esse número for multiplicado por quatro, então nos aproximaremos da quantidade de viveres que o Senhor providenciou. O número da população era em torno de dois milhões e quatrocentas mil pessoas (2.400.000) e talvez até mais! Isso é extraordinário, pois essa projeção dá quatro milhões duzentos e vinte quatro mil litros de maná diários, durante quarenta anos ininterruptos.
Muito maior que a quantidade desse milagre, era a sua qualidade, ele veio do céu, direto da mesa do Senhor (Sl 78.23-25). Como os judeus tinham acesso fácil ao maná! Eles não tiveram de escalar uma montanha nem atravessar um rio profundo. O maná caiu onde eles estavam (Rm 10.6-8).
Nessa ocasião o milagre foi completo e grande, a quantidade que caia era superior ao número de habitantes, vindo o Senhor a determinar que seria apenas um ômer por cabeça. Dessa forma podemos inferir que onde havia caído o maná tinha mais do que o necessário diário, porque Deus queria mostrar para o seu povo que Ele os alimentaria todos os dias sem faltar o alimento.
2. A instrução pelo suprimento divino
O maná foi concedido ao povo ao longo dos quarenta anos. O milagre da provisão pelo maná era transitório e apontava para algo futuro dentro do plano Divino, tais coisas eram carregadas de lições espirituais para o povo de Deus de todos os tempos.
2.1 Qualidade do maná
Para que o ser humano desfrute de uma boa saúde ele precisa de uma alimentação saudável e variada. Porém, no deserto a única comida que possuíam era o maná. Lá eles não tinham essa variação. Incrivelmente, eles se alimentaram durante quarenta anos do cereal celeste, denominado de: “o pão dos anjos”, isto sem sofrer com qualquer deficiência alimentar. Pois, o maná tinha em si todos os nutrientes que eles precisavam (Sl 78.23-25). Apesar de terem uma única alimentação, exceto pelas codornizes que foram capturadas duas vezes, eles tinham forças e saúde, o que aponta para o Senhor Jesus, o verdadeiro pão que desceu do céu completo em si mesmo (Jo 6.49-51).
O milagre do maná nos ensina a como depender de maneira única e exclusiva do Senhor. No deserto eles tinham pão, mas não havia mistura. Deveriam contentar-se e adequar-se aquele novo sistema de vida, crendo que o mesmo Deus que os libertou, também cuidava deles e sabia o que precisavam dando-lhes apenas o necessário e não o desejado.
Em Sl 78:24b “Cereal do céus”, observamos o quanto Deus é zeloso pelo seu povo, porque, sabemos que nos cereais podemos encontrar nutrientes como: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas, enzimas que é um polissacarídeo da glicose encontrado na natureza, e outras substâncias. Como podemos ver se o grão da terra é assim, imaginemos a qualidade do que desceu do céu, que sustentou o povo no deserto durante 40 anos.
2.2 Disciplina espiritual
A vida dos filhos de Israel estava impregnada do estilo egípcio, seus hábitos e devoção receberam forte influência. O maná representava a desintoxicação espiritual, comida que jamais compreenderam o significado (Dt 8.3). O pão dos anjos era fornecido todas as manhãs, mas era necessário o povo apanhá-lo todos os dias, exceto no sábado. Este ir e vir diário representava um relacionamento com Deus, e ao mesmo tempo, a disciplina com o alimento Divino. Inserir o maná era como ter Cristo dentro de si preenchendo todos os espaços da alma e coordenando todas as diretrizes da vida. Guardar era permitir que se estragasse o que representa uma vida sem ação, apenas religiosa. A porção dupla da sexta-feira nos fala de descansar na confiança em Sua provisão (Êx 16.20; Mt 6.25; 1Tm 6.8).
No ponto de vista humano demonstra um povo que queria guardar o maná/alimento para o dia seguinte com medo de faltar no outro dia, indicando assim uma visão humana limitada. Já na visão espiritual Deus queria que antes de tudo o seu povo deve/deveria confiar em sua Palavra e obedece-la. Jesus refere-se a isto em (Mt 4:4; Lc 4:4).
2.3 É necessário curvar-se
A orientação que Deus deu acerca do maná era que todos colhessem apenas o necessário por cabeça, até um ômer por pessoa diariamente (Êx 16: 19-21). Era proibido guardar para outro dia. Isso nos ensina que para cada dia Deus tem um novo alimento, uma nova revelação. Hoje, muito do desassossego e do pecado no mundo resulta de uma fome espiritual não satisfeita. Há pessoas que vivem com substitutos rejeitando a saudável alimentação que Deus oferece livremente (Is 55.1-3). O maná não caiu sobre mesas ou árvores, mas no chão, e o povo tinha de inclinar-se para pegá-lo. Muitos pecadores não se humilham. Eles não se curvam! Não se arrependem nem se voltam para o Salvador!
Destaque para seus alunos que esta é uma clara mensagem para todos nós. Que embora não estejamos no deserto, assim como eles deveriam confiar que teriam a provisão e o cuidado alimentar de Deus a cada dia, devemos confiar que Deus cuidará, a cada dia, de todos nós! Mesmo quando hoje trabalhamos com nossas mãos para o nosso sustento, por trás de tudo, é Ele quem nos dá saúde, nos preserva e nos sustenta.
O povo havia saído do Egito cheio de usos e costumes da cultura egípcia. Está escrito em Dt 8:3 “Ele te humilhou, e te deixou ter fome...”, com isso Deus queria que o povo aprendesse os seus usos e costumes, cultura, (suas Leis), porque Ele tem um novo alimento para nós todos os dias.
3. Cristo, o alimento Divino
Existe uma relação muito forte entre o maná do deserto e o Salvador do mundo. Cristo é o pão da vida, o alimento sem o qual a vida não pode continuar (Jo 10:10b). A vida é a nova relação com Deus, que só é possível graças a Jesus Cristo. Sem Ele e separados dele ninguém pode entrar nessa nova relação com Deus.
3.1 Cristo, o maná que dá a vida
Em comparação com a maná do deserto, Cristo, nosso maná espiritual tem poder vivificador (Jo 6.48-51; Hb9.4-9). O maná sustentava a vida física, mas Cristo dá vida espiritual a todos os que o recebem. O maná era apenas para os judeus, mas Cristo oferece a si mesmo ao mundo todo (Jo 6.51). Não custou nada a Moisés assegurar o maná a Israel, mas para Cristo o preço foi de sangue, tendo que morrer na cruz para se tornar disponível para saciar a fome universal. Como é triste observar que a maioria das pessoas do mundo caminha sobre Cristo, como se Ele fosse o maná deixado no chão, em vez de inclinar-se para recebe-lo a fim de poder viver. Deus testava a obediência de Israel ao fazê-lo pegar o maná diariamente, e isso ainda é um teste para o povo de Deus (ÊX 16.4). Infelizmente, muitos Cristãos ainda anseiam pela alimentação carnal do mundo (Êx 16.3).
Muitos cristãos, em vez de começar o dia se inclinando em busca do alimento espiritual, esperam que o pastor ou o professor da escola Bíblica dominical recolha o maná para eles e os alimente. Este é o teste de nossa caminhada espiritual: eu tenho Cristo e sua Palavra em alto apreço, a ponto de iniciar meu dia recolhendo o maná?
Entretanto no Evangelho segundo escreveu João no cap. 8 nos versos 32 ao 35 está escrito: “ Replicou-lhe Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: não foi Moisés quem vos deu o pão do céu; o verdadeiro pão do céu é meu Pai quem vos dá. Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então, lhe
disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. Assim como disse Jesus até aqueles que o viram, mesmo assim não acreditaram nele, e nós hoje também temos a sua palavra viva e muitos também não acreditam Nele.
3.2 A satisfação eterna do verdadeiro maná
O maná fora apenas um tipo de sua missão de satisfazer a fome que o espírito humano tem pela verdade, amor, e esperança; Ele não veio apenas para satisfazer uma fome passageira, mas para comunicar vida, e que está a disposição de todos aqueles que a desejarem. Vamos recorrer a Ele, abandonando tudo o mais. Ir a Cristo é deixar de ter fome; confiar nele e saciar nossa sede. Se Ele tem poder para nos levar aos céus, também tem poder para nos dar a s bênçãos da terra. “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo 6.37). Todos os que vão a Ele provam que estão incluídos nas dádivas do Pai, dádiva feita antes que os mundos fossem criados (Jo 10.28-29; 17.5-6).
João escreveu em seu Evangelho que Jesus fez a analogia do maná que mata a fome física, comparando a Ele que mata a fome física e a espiritual e ainda dá a vida eterna.
3.3 Jesus, o maná essencial para a vida
Nenhuma busca da mente humana e nenhum desejo do coração do homem pode encontrar a verdade de Deus apartado de Jesus. O único caminho para alcançar essa nova revelação é através de Jesus (Jo 1.1-3; 14.6). Jesus é o essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar (Jo 3.16). Quando de verdade o conhecemos, e o recebemos, todos os desejos insatisfeitos, e insaciáveis do coração e da alma desaparecem. A fome e a sede da situação humana se apagam quando Cristo vive em nós. Todo este processo nos dá vida. Isto é, situa-nos em uma nova e bonita relação com deus (Jo 8.32). A possibilidade de obter isto é grátis e universal (Mt 11.28). O convite se formula a todos os homens e consiste apenas em curvar-se para pegá-lo em gesto de humilhação, pois do céu já nos foi dado (Jo 6.51).
Professor (a) você pode usar a 1° estrofe do Hino 328 da Harpa Cristã como ilustração para concluir a lição.
No Evangelho segundo escreveu João no cap 8 verso 32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, em todo o seu evangelho ele deixa bem claro que Jesus é essa verdade, onde registrou Jesus declarando que no cap. 14:6 “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, e ninguém vem ao Pai se não por mim”, apontando que Ele é o verdadeiro maná/alimento em seu significado único e completo, como já comentamos no tópico 1.1, onde está registrado nas Escrituras Sagradas em Ex 16:15b “Disse-lhes Moisés isto é o pão que o Senhor vos dá para nosso alimento” e em João 6:48 ao 51, Jesus disse: “Eu sou o pão dá
vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne”.
Conclusão
O grande privilégio de servir a Cristo é que Ele oferece: primeiro, uma nova satisfação em vida. Onde o coração humano se harmoniza e a vida deixa de ser uma mera existência tornando-se algo que é motivo de excitação e de paz. Segundo, Ele nos garante estarmos seguros até além da vida. Ou seja, Ele nos oferece vida no tempo presente, e vida na eternidade.
Aprendemos nessa lição o significado do maná, sua qualidade, sentido físico e espiritual, e a sua analogia com Jesus, que é o verdadeiro maná que não pode faltar em nossas vidas.
QUESTIONÁRIO
1. O que significa maná?
R. “O que é isso?” em hebraico.
2. Qual o dia que o maná não deveria ser colhido?
R. No sábado.
3. A brancura do maná simboliza o que?
R. Lembra a pureza e a impecabilidade de Jesus.
4. O que simboliza inclinar-se para recolher o maná?
R. Humilhar-se diante de Cristo.
5. O que nos oferece o pão de Deus que desce do céu?
R. Vida na eternidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GENEBRA, Bíblia de Estudo, Edição Revista e Ampliada, Editora
Revista Cristã, são Paulo, 1993, p. 111-113, 746, 1381-1388.
Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 03










COMMENTS