TEXTO ÁUREO “Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?” (Jr 32.27). VERDADE...
TEXTO ÁUREO
“Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda a carne; acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?” (Jr 32.27).
VERDADE APLICADA
O mal só pode triunfar enquanto os bons estiverem calados, a missão da luz sempre será o extermínio das trevas.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
► Apresentar a vida espiritual da nação e a necessidade de umavoz profética para despertá-la;
► Ensinar sobre o trabalhar de Deus na vida do profeta, e amaneira como realizou tal proeza;
► Mostrar como a aliança entre Acabe e Jezabel tornou legal aatuação de Satanás na nação
TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Rs 18.30 - Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e restaurou o altar do SENHOR, que estava quebrado.
1Rs 18.32 - E com aquelas pedras edificou o altar em nome do SENHOR; depois fez um rego em redor do altar, segundo a largura de duas medidas de semente.
1Rs 18.35 - De maneira que a água corria ao redor do altar; e até o rego ele encheu de água.
1Rs 18.38 - Então caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.
1Rs 18.39 - O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!
INTRODUÇÃO
A batalha de Elias contra Baal e seus profetas prefigura a luta do bem contra o mal. De todos os milagres retratados aqui, esse pode ser considerado singular, porque não é um milagre pessoal, mas um sinal que desmascara um governo espiritual dominante.
Este confronto entre Elias e os profetas de baal, mais do que prefigurar uma luta do bem contra o mal, ela também nos ensina como o profeta Elias foi usado pelo Senhor para derrotar os falsos profetas com seus falsos deuses, fazendo com que o povo de Deus abandonasse a falsa adoração e dando continuidade à existência de Israel como povo escolhido para cumprir seus propósitos de salvação da humanidade.
1. A CRISE ESPIRITUAL E O SURGIMENTO DE ELIAS
Deus tem seus elementos surpresas. Elias é um profeta que surge do nada, sem referência, sem genealogia, mas com uma palavra fulminante, que tornou inerte o “deus” da chuva e da fertilidade numa época em que ser profeta era passar pelo fio da espada.
O profeta Elias aparece nas páginas da Bíblia como se viesse do nada. Pouco ou nada sabemos da origem e identidade de seus pais, bem como de sua parentela. As Escrituras apenas dizem que ele era “tisbita” (lugarejo situado na região de Gileade - 1 Rs 17.1), o que parece muito pouco para um homem que irá ocupar grande espaço na história bíblica posterior e se tornar a maior figura do movimento profético. Não foi tisbe que deu notoriedade a Elias, mas foi Elias que colocou Tisbe no mapa!
1.1. A crise espiritual e a união de Acabe e Jezabel
Após a morte de Salomão e a divisão do reino, Israel passou por uma terrível sucessão de reis que contaminaram o povo com idolatria, maldade, traição, imoralidade, perversão e engano. O reino do mal se inicia no coração daquele que estava no trono e se derrama sobre todas as pessoas daquela terra. A Bíblia traça um relato escuro de todos esses reis, e faz questão de apontar o pior de todos eles, “Onri”, o pai de Acabe, que também recebe destaque por se casar com Jezabel, a filha de Etbaal, o rei dos sidônios (1 Rs 16.25-31). O escritor sagrado se debruça para destacar Jezabel por dois motivos: Primeiro, porque era o parceiro dominante no casamento, o poder por detrás de Acabe; segundo, porque foi a precursora da adoração a Baal.
A verdadeira adoração a Baal não havia encontrado eco entre os ismaelitas até que fosse introduzida por meio do casamento legal de Acabe e Jezabel, que trouxe como bagagem sua herança religiosa: a adoração idólatra a Baal. Quando a adoração a Baal entrou no reino de Israel, trazendo suas práticas pagãs e os sacrifícios bárbaros, a impiedade da terra cresceu de forma volumosa.
Israel estava vivenciando uma das maiores crises espiritual e política de sua história. A divisão do reino tornou-se uma realidade nos dias de Roboão, filho de Salomão. Com a divisão Israel e Judá se sentiram fracos não só politicamente, mas também espiritualmente. Entretanto, quem mais sentiu o declínio espiritual foi o reino do norte, cuja sucessão de seus reis “que só fizeram o que eram maus aos olhos do Senhor” (1 Rs 16.25, 30), pois desprezaram os mandamentos do Senhor e passaram a aceitar todo tipo de idolatria, maldades, imoralidades, perversão e etc. Para piorar a situação, o texto sagrado põe o casamento misto de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos sidônios, como uma das causas da apostasia de Israel. Foi em decorrência desse casamento pagão que a idolatria entrou com mais força no reino do norte (1 Rs 16.31). Infelizmente, eles se tornaram o casal real mais idolatra e pecaminoso de toda a Bíblia e ainda levaram a nação de Israel a também pecarem contra o Senhor (1 Rs 18.18).
1.2. A necessidade de uma luz em dias de trevas
O casamento entre Acabe e Jezabel tornou legal a entrada demoníaca de Baal e todas suas hostes, desta união em diante o mal tinha acesso livre para operar. O teólogo F. B. Meyer faz essa declaração acerca de Jezabel: “Ela exibia todas as marcas da possessão demoníaca e, de acordo com o registro de seus feitos era realmente a enviada de Satanás. Em termos espirituais este foi um tempo de desespero completo”. A separação entre Deus e seu povo havia atingido o seu ponto mais distante. Esse é o relato das trevas demoníacas que envolvia Acabe: E levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificara em Samaria. Também Acabe fez um ídolo; de modo que Acabe fez muito mais para irritar ao SENHOR Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele (1 Rs 16.32-33).
Israel vivia seu período mais sombrio da história e afim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus, aparece à figura do profeta Elias denunciando as mazelas de Acabe e Jezabel e predizendo uma seca que duraria cerca de três anos (1 Rs 17.1; 18.1). Deus levanta do anonimato um simples mensageiro para trazer um tratamento de choque e suscitar um avivamento à nação. Deus sempre conta com alguém a quem Ele levanta em tempos de crise. Que possamos também ser instrumentos de Deus em meio à crise e trevas em que vivemos nos dias de hoje.
1.3. Elias, o perturbador de Israel
“E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhes: És tu o perturbador de Israel?” (1 Rs 18.17). Acerca de Elias J. Oswald Sanders escreveu: “Elias na nora “H” da história de Israel [...] Tal qual um meteoro, ele iluminou o negro céu da noite espiritual de Israel”. Ninguém poderia ter lidado melhor com um casal como Acabe e Jezabel do que Elias. O rude e sombrio profeta de Tisbé tornara-se o instrumento da confrontação de Deus. A forma nominal do verbo hebraico que significa “perturbar, trazer calamidade” é aqui traduzida como “perturbador”. Há ocasiões em que esta palavra hebraica é usada com o sentido de “víbora, áspide ou cobra”. Acabe declara como se sente em relação a Elias, que para ele se tornou um problema nacional, o homem que fechou os céus com uma palavra, e que tornou inerte o portentoso Baal.
Elias foi o profeta enviado por Deus para silenciar um governo maligno e aterrador. Deus não ficou sem voz profética, e Elias foi o precursor de um avivamento na vida de sua nação, seu profetismo incluía denuncia e pronuncia.
Onri pai de Acabe foi um grande administrador, tanto na política interna como na externa de Israel. Mas foi um desastre como líder espiritual do povo de Deus (1 Rs 16.25-26). O grande pecado de Acabe foi andar nos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Roboão, filho de Nebate (1 Rs 16.26) e também ter aderido aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (1 Rs 16.31; 21.25). A adoração a baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração (1 Rs 18.21). Estes fatos fizeram de Acabe e Jezabel, ao invés de Elias, os perturbadores de Israel (1 Rs 1 Rs 18.17), afinal foram eles quem levaram Israel a sofrer os juízos de Deus (1 Rs 17.1). É nesse cenário que aparece o enigmático profeta e protagoniza os fatos mais impactantes da história profética de Israel. De repente ele aparece e denuncia os desmandos de um rei idólatra (1 Rs 18.18); desafia os falsos profetas que infestavam Israel naquele tempo (1 Rs 18.22-40); e ainda consegue trazer de volta para Deus o povo que estava coxeando entre dois pensamentos (1 Rs 18.21).
2. ELIAS, UMA LUZ EM MEIO ÀS TREVAS
Durante muitos anos Israel viveu sob a égide da descrença e da impiedade de seus governantes. Como se não bastasse, Acabe e Jezabel, sua parceira dominadora, eram os piores da turma.
Naquele instante, surge no cenário um profeta sem referências, que não marca audiência, e entra na presença do rei com dedo em punho dizendo: a partir de hoje não chove mais em Israel (1Rs 17.1).
Infelizmente, vivemos dias em que nossos modelos de ministérios são muito mais marcados pela popularidade e fama do que pela autenticidade e autoridade divina. Elias é um autêntico modelo de autenticidade e autoridade espiritual a quem devemos imitar.
2.1. Elias um profeta declarado
“Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou...” (1 Rs 17.1). No palácio, diante do rei e de todo seu exército, esse homem aparece sem audiência prévia e diante do rei e de todo seu exército, sem sequer hesitar pronunciar a sentença Divina:
“nestes anos orvalho nem chuva haverá, se não segundo a minha palavra”. Elias está com o dedo na face de Satanás, está pondo as coisas em pratos limpos, e desmascarando todo um sistema de governo. Baal era a divindade da chuva, toda colheita e prosperidade eram atribuídas a ele. Dizer que não iria chover era ridicularizá-lo diante de todos. Elias estava afirmando que a colheita iria fracassar, o gado morreria, e a fome iria se espalhar. Ou seja, a festa acabou, agora vocês vão ver quem está mandando! Elias estava anunciando publicamente a falência de Baal (Ez 22.30).
Elias entrega o pacote. Ele toca o alarme para acordar aquele povo indiferente e hostil. Enquanto a sua volta só existia evidências gritantes da adoração a Baal, Elias põe a cabeça a prêmio declarando-se servo do “Senhor” (1Rs 18.22;19.18).
O próprio nome do profeta Elias já revela algo de sua identidade, pois significa “Javé é o meu Deus” ou ainda “Javé é Deus”. O ministério do profeta Elias é atestado pela inspiração e autoridade que os acompanha durante toda sua vida. Sua vocação e chamada são logo percebidas quando vemos o profeta colocar Deus como fonte de suas enunciações proféticas (1 Rs 17.1; 1 Rs 18.36). Sua história é uma história de milagres. É uma história de intervenções divinas no reino do norte. Tudo o que ele predisse que aconteceria e como aconteceria, assim aconteceu! (1 Rs 17.1-2; 18.1-2; Tg 5.17; 2 Rs 9.35-36). Assim, como Elias, nós precisamos saber de forma precisa quem é o Deus a quem servimos. Só assim teremos uma fé viva!
2.2. Três anos de treinamento e disciplina
Após tal sentença, o Senhor resolveu esconder seu servo para triná-lo no anonimato (1Rs 17.2-3). O Senhor tinha coisas que queria tratar no profundo da alma de Elias, trabalhando situações e evitando que, um Elias despreparado fosse destruído.
Assim envia Elias para o isolamento, onde ele não apenas seria protegido, mas equipado para uma missão ainda maior. Elias obedece e sai diante das luzes dos holofotes, ele estava disposto a servir a Deus de maneira pública ou reservada, no palácio ou no ribeiro. Essa é a escalada da vida profética: um dia no palácio, outro dia no ribeiro, o pior é quando o ribeiro seca e nossos únicos amigos são os corvos! Mas quando estivermos prontos Deus nos enviará e nos usará ainda mais (1Rs 18.1).
A longa seca sobre o reino do norte agiu como um instrumento de juízo e de disciplina. Enquanto para Acabe e Israel a seca era um instrumento de juízo, para o profeta Elias ela iria servir de instrumento de disciplina. Deus queria ensinar e prepara-lo para algo mais (Elias precisava se preparar para o grande confronto que estava para acontecer), por isso, ele foi orientado por Deus a ficar junto do ribeiro de Querite e depois dirigir-se à casa de uma viúva (1 Rs 17.3-9). De forma sobrenatural ele foi sustentado pelo Senhor até que, ao cabo de três anos, o juízo e o aprendizado tivesse fim.
2.3. O desafio e a resposta Divina
Finalmente depois de três anos de anonimato, Deus fala a Elias: “Vai, apresenta-te a Acabe” (1Rs 18.1-2). Elias confronta primeiro o povo para que tome uma decisão, em seguida convoca seus amigos para um duelo onde o Deus que respondesse por fogo seria o “Deus verdadeiro” (1Rs 18.17-24). O povo de Israel já havia penetrado no campo radical da idolatria, estavam divididos e indecisos. Elias fez tudo conforme a revelação do Senhor, não fez um altar por conta própria (1Rs 18.36). Elias zombou deles, mostrou que para Deus nos ouvir não é preciso berrar, se cortar, nem fazer malabarismo, é somente ter intimidade. Coisas que os profetas de Baal e os sacerdotes de Asera não possuíam (1Rs 18.37-39). A resposta à oração não trouxe apenas fogo, ela trouxe de volta a Deus os corações das pessoas, e livrou o país dos profetas de Baal.
Elias sabia que Baal era adorado como o deus do sol (o fogo do universo) e como o deus controlador de todas as colheitas e da produtividade da terra. Um deus assim com certeza teria raios e trovões em seu arsenal de armas! Se ele era capaz de fazer qualquer coisa, então poderia dar início a um incêndio. Assim, criou a oportunidade para desmascará-lo e trazer o povo de volta a Deus.
A grande decaída do povo de Deus, através da apostasia e idolatria, levou o profeta do Senhor a lançar um desafio a Israel. Não havia mais lugar, em Israel, para Deus e os deuses pagãos, era o momento de decisão: o Senhor Baal. Elias, no poder e autoridade divina, ordenou ao rei que ajuntasse no Monte Carmelo toda a nação e todos os profetas pagãos, até mesmo os que comiam na mesa de Jezabel (1 Rs 18.19-20).
3. A VERDADE POR TRÁS DA BATALHA
Quando a situação da nação era de declínio espiritual e o povo estava em cima do muro, Deus encontrou coragem em um homem para confrontar o que era errado. Todavia, a verdadeira batalha não era no campo físico, mas sim, no espiritual. Vejamos algumas lições importantes:
Embora no texto se fale de um casamento político, as conseqüências dele ficam bem evidentes que foram espirituais (1 Rs 16.31). Uma simples leitura entre o capítulos 16 e 22 do livro de 1 Reis, revela que essa união foi muito desastrosa para o povo de Deus. No texto fica ainda implícito que Jezabel, além de trazer consigo seus falsos deuses e profetas, teve uma verdadeira obstinação na implantação da adoração a Baal dentro do território israelita. Ela foi sem dúvida alguma uma agente de satanás para suprimir ou acabar de vez com o culto a Deus. A mistura sempre foi um perigo constante na história do povo de Deus.
3.1. Uma aliança demoníaca
A cegueira da nação e toda sua escravidão espiritual se iniciaram quando Acabe e Jezabel contraíram matrimônio. Seja qual for a união que venhamos nos associar, deve ser muito bem pensada (2Co 6.14-15). Depois que tornamos algo legal no mundo espiritual, as consequências podem ser fatais e não somente drásticas. Jezabel teve livre arbítrio para matar os profetas de Deus, ela era legalmente uma autoridade (1Rs 18.13). Ela era a cabeça de Acabe, era feiticeira, e usou seu poder para amedrontar, dominar, e surrupiar tanto a fé do povo quanto o lugar de adoração a Deus (1Rs 18.30-33). Hoje muitos casamentos podem se tornar um inferno em vez de bênçãos, muitas alianças podem matar em vez de dar vida.
É preciso ter cuidado, e discernir com quem nós juntamos forças. Podemos como Acabe, nos encontrar dormindo ao lado do inimigo. Adultério espiritual também é pecado!
A união de Acabe com Jezabel logo demonstrou ser desastrosa, quando através de sua influência, Jezabel levou Acabe a edificar uma casa e levantar um altar a Baal em Samaria (1 Rs 16.32). A legalidade e institucionalidade da idolatria em Israel ficam ainda mais evidentes quando Acabe fez um poste ídolo, de maneira que “cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis que foram antes dele” (1 Rs 16.33).
O culto a Baal estava suplantando o verdadeiro culto a Deus. É muito comum, nos dias de hoje, vermos Satanás se valer de uniões ou associações de cristãos com não cristãos para suprimir valores morais e espirituais e elevar práticas e costumes que são contrários aos princípios cristãos. Nós cristãos devemos tomar muito cuidado e evitar uniões ou associações pagãs. A Bíblia, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, condena esses tipos de alianças (Dt 7.3; 2 Co 6.14-15), pois ao fazermos isto estamos dando legalidade espiritual ao nosso inimigo e ainda potencializando suas ações em nossa vida. Não podemos fazer aliança com o paganismo mesmo que isso traga algumas vantagens políticas, sociais ou financeiras. Pense duas, três, quatro ou mais vezes antes de contrair qualquer associação com coisa ou alguém do paganismo!
3.2. O duelo dos deuses
Elias chama toda a nação para reparar não um altar de pedras, mas o altar da própria vida. O que faltava na vida do povo era água (palavra), o povo não sabia mais discernir quem era Deus e quem não era. O altar é o lugar onde sacrificamos o que temos mais de valioso para nossas vidas, e o que mais valia nos dias de Elias era a água. De outro modo, durante anos houve seca, morte, e escassez de alimentos. E foi nesse altar que se revelou o grande mistério da batalha. A água simbolizava Baal (o deus da chuva), o fogo é um símbolo do próprio Deus. É comum a água apagar o fogo, e nunca o fogo secar a água. O fogo “lamber” a
água significa que Deus literalmente engoliu a Baal, a verdade venceu a mentira, e só o Senhor é Deus. Oh glória! (1Rs 18.38-39).
Chegara o momento do grande confronto entre os falsos e o verdadeiro Deus; entre os falsos e o verdadeiro profeta; entre as falsas e a verdadeira adoração. Chegara o grande momento de Deus. Para isso o Senhor convocou seu profeta (1 Rs 18.1) ao qual ordenou ao rei que ajuntasse no Carmelo todos os profetas de baal e dos pagãos para o grande duelo(1 Rs 18.19), ordenou ainda, que trouxesse toda a nação para servir de plateia e descobrir o verdadeiro Deus (1 Rs 18.19-21).Baal e Asera eram as principais divindadesCananéia (1 Rs 16.31). Em Israel eles não apenas eram os principais, mas também oficiais (1 Rs 18.19).
Baal era considerado o pai dos outros deuses, e Asera era a deusa-mãe, também conhecida como “Astarote”, uma deusa ligada à fertilidade humana e animal e também da colheita. Esse duelo serviu para marcar definitivamente a separação entre a verdadeira e a falsa adoração em Israel. Somente o verdadeiro culto a Deus faz descer fogo do céu.
3.3. Deus precisa de um homem na brecha
Jamais podemos subestimar uma vida totalmente dedicada (At 20.24). Todo esse episódio gira em torno de uma vida dedicada: a vida de Elias. Ele era apenas um homem, cercado e suplantado em número por um rei ímpio, a ímpia e poderosa esposa do rei, 850 profetas e sacerdotes pagãos e um incontável número de israelitas descrentes. E todos eles foram silenciados e intimidados por aquele único homem dedicado a Deus. Nada intimida aqueles que sabem que aquilo em que creem está baseado no que Deus disse. Quando sabemos que estamos dentro da vontade de Deus, somos invencíveis.
Elias não se intimidou em nenhum momento. Nada nos deixa mais temerosos e inseguros do que não ter certeza de estar dentro da vontade de Deus.
Essa coragem de Elias deve também ser exercida por cada um de nós, cristão, cuja autoridade nos foi outorgado em nome de Jesus (Mc 16.17-18).Há textos na Bíblia, como Ezequiel 22.25-31 e Isaias 59.12-16, que nos deixam a impressão de que cada um de nós é indispensável para a operação de Deus na terra. Estes textos mostram com clareza que Deus procurou um homem (apenas um homem) que se colocasse na brecha por aquelas gentes, mas não encontrou. Por isso, teve que descarregar Seu juízo sobre eles.
Mostra como Deus precisa de nós para abençoar vidas, e como é frustrante para Ele, em muitas ocasiões, quando os instrumentos que Ele precisa não são encontrados.
CONCLUSÃO
Assim como Deus fez através de Elias, o Senhor Jesus confirmará sua Palavra dada a nós, mesmo que para isso Ele mande fogo dos céus. Esse fogo será uma resposta não apenas para o seu povo acuado, mas também aos seus inimigos, para que temam e se convertam de seus pecados.
O desafio do profeta Elias contra os profetas de baal foi muito além de uma simples luta do bem contra o mal. Ele serviu para demonstrar quem de fato era o Deus verdadeiro e, portanto, merecedor de toda adoração. Assim como Elias, uma igreja triunfante deve levantar a sua voz afim de que a verdadeira adoração prevaleça.
QUESTIONÁRIO
1. O que tornou legal o poder operante da idolatria em Israel?
R. A união entre Acabe e Jezabel (1Rs 16.25-31).
2. Qual o profeta que desafiou o rei Acabe?
R. Elias (1Rs 17.1).
3. Qual a primeira coisa que Elias restaurou no Carmelo?
R. O altar de pedra (1Rs 18.30).
4. O que provocou Elias com sua palavra diante do rei?
R. Tornou Baal inoperante (1Rs 17.1;18.1,2).
5. Quanto tempo durou o anonimato de Elias?
R. Três anos (1Rs 18.1).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Revista e Corrigida - Tradução de João Ferreira de Almeida. CPAD. Edição de 1995.
REVISTA: JOVENS E ADULTOS. Milagres do Antigo Testament. Rio de Janeiro. Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 6 - Elias e a batalha dos deuses.
REVISTA: JOVENS E ADULTOS. 1º Reis.Editora Betel. 3º Trimestre de 1999.
LIÇÕES BÍBLICAS: JOVENS E ADULTOS. Elias e Eliseu. Editora CPAD – 1º Trimestre de 2013.










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