TEXTO ÁUREO “O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta” 1Sm 2.7 VERDADE APLICADA Conhecer a Deus e não reverenci...
TEXTO ÁUREO
“O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta” 1Sm 2.7
VERDADE APLICADA
Conhecer a Deus e não reverenciar as coisas sagradas pode ser tão perigoso quanto ignorar Sua presença.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
► Ensinar que a irreverência às coisas sagradas pode trazer juízo e morte;
► Revelar os benefícios produzidos pela presença de Deus na casa de Obede-Edom;
► Mostrar o paulatino crescimento espiritual de Obede-Edom e suas lições espirituais.
Glossário
Exterminar: acabar com;
Perspectiva: O que se consegue ver ao longe;
Enveredar: seguir certo caminho.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Cr 13.10 - Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus.
1Cr 13.12 - E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus?
1Cr 13.13 - Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu.
2Sm 6.11 - E ficou a arca do Senhor em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o Senhor a Obede-Edom, e a toda a sua casa.
INTRODUÇÃO
A arca da aliança era feita de Acácia, a madeira mais nobre e mais resistente, e de ouro, o metal mais precioso, símbolos da eternidade e da glória de Deus. Em toda batalha travada por Israel, a arca ia adiante como um símbolo de que Deus estava presente e que garantiria a vitória.
Quando o Senhor Jeová manda que Moisés construa a Arca do Senhor, Ele diz que a sua PRESENÇA iria com o povo. Então a Arca do Senhor representava a presença do Senhor no meio do povo. A palavra SHEKINAH é hebraica que significa PRESENÇA, então a SHEKINAH não é a GLÓRIA DO SENHOR, pois a palavra hebraica para ela é KAVOD. Mas é notório que o Senhor Jeová quer que sua SHEKINAH esteja no meio de seu povo, mas isso é o que menos temos visto dentro de seu povo, onde observamos pastores, líderes, corruptos e inescrupulosos, querendo somente riquezas.
Busquemos a SHEKNAH, e deixemos de ver coisas pequenas, e vejamos as grandes, por que o nosso Deus é um Deus infinitamente grande.
1. A ARCA DO SENHOR, A IRREVERÊNCIA E O JUÍZO
A história de Obede-Edom é riquíssima, ela apresenta a transformação de um homem que aparece do nada, e que é favorecido pela presença da arca em sua casa. Ela mostra um contraste gigantesco do agir de Deus, onde uns em nada são abalados, e outros são extremamente transformados e abençoados.
1.1. A trajetória da arca do Senhor
Durante muitos anos a arca foi para o povo israelita um símbolo da presença de Deus, era como se o próprio Deus estivesse em pessoa entre eles, a pelejar suas guerras. Essa mesma arca havia sido levada pelos filisteus, após a morte de Eli (1Sm 4.10-18). Posta no templo, a arca trouxe grande terror ridicularizando seu deus Dagon, que diante dela teve sua cabeça e braços decepados. O povo também foi punido com hemorroidas e uma praga de ratos, tendo que fabricar ratos e hemorroidas de ouro para aplacar a ira do Senhor. Por onde a arca passava trazia terror, até que, finalmente, chegou à casa de Abinadabe, e lá se estabeleceu por um período de vinte anos, após consagrarem Eleazar, seu filho como guardião da arca (1Sm 5.1-12; 6.1-21; 7.1-2).
Explique aos seus alunos que a arca de Deus se tornou um símbolo de tragédia na vida de pessoas que jamais puderam entender seu verdadeiro sentido. Uns ela feriu, outros ela matou. Enfim, ela encontra um local preparado para habitar, onde a ira do Senhor foi aplacada. Todavia, durante o período que passou na casa de Abinadabe nada aconteceu além de um silêncio profundo.
A Bíblia diz que quando no meio do caminho uma catástrofe acontece com um homem da tribo de Judá, filho de Abinadabe, chamado Uzá, o rei Davi deixa de levar a arca e a coloca em uma casa que estava à beira do caminho. A Bíblia nos relata que Obede-Edom morava na beira da estrada que levava a Jerusalém.
1.2. Davi e a arca do Senhor
Durante o tempo que a arca ficou na casa de Abinadabe, Deus preparou o jovem Davi para reinar em Israel, e após sua ascensão, ele resolveu buscar a arca e levar a Jerusalém. Segunda a lei a arca deveria ser conduzida nos ombros dos sacerdotes, e jamais em carros de bois (1Cr 15.15). Davi anelava por Deus, queria sua presença, queria que Jerusalém fosse inundada de graça. No entanto, ele agiu da mesma forma que os filisteus; ele a puxou numa carruagem. Se ao menos observasse o currículo de Abinadabe saberia que em vinte anos ele apenas guardou a arca e nada mais. A morte de Uzá é uma prova de que a irreverência mata, e mesmo que houvesse boas intensões, seguir o modelo errado é incorrer em juízo (1Sm 2.6-7).
Lemos que quando o rei Davi assumiu o reinado em Israel, logo ele DECIDE BUSCAR A Arca do Senhor que estava há muitos e muitos anos, longe de seu lugar, estava na casa de Abinadabe, homem que tinha dois filhos, Uzá e Aiô. Davi parte cheio de pressa e boa intenção, mas se esquece que a pressa é inimiga da perfeição e que de boas intenções o inferno está cheio.
1.3. O toque irreverente de Uzá
Uma razão pela qual temos a dificuldade em compreender a morte de Uzá é que nós próprios temos “o ponto de vista de Uzá” a respeito de Deus. Pois, tendemos a reduzir o Senhor a um símbolo de boa sorte, numa caixa. Uzá conhecia a pena de morte, era um levita, um coatita especificamente encarregado de tomar conta da arca (Nm 4.4-20). Tratar as coisas sagradas com leviandade é como tocar na arca, Uzá foi irreverente, não santificou o nome do Senhor. Uzá cresceu olhando para a arca, para ele a arca era apenas uma religiosidade, um culto como outro qualquer. Durante vinte anos nada aconteceu em sua casa, nada aconteceu em sua vida, não existe registro algum que aquela presença possa ter alterado alguma coisa em sua família.
O resultado de conduzir a presença erroneamente é “morte” e não “vida”. A presença de Deus também mata. Mata quem? Quem está fora de seu padrão tentando segurá-la. Uzá Pagou um alto preço, morte tragicamente. O texto diz que ouve uma rachadura em seu corpo, que ele caiu fulminado. Tudo isso por causa de uma coisa: “a falta de reverência” (1Co 11.29-30). Ele havia esquecido que a arca só poderia ser transportada nos ombros dos sacerdotes (1 Cr 15.13-15).
Davi chega à casa de Abinadabe e leva a arca de forma errônea, e em dado momento Jeová se ira e um dos bois tropeça, e Uzá toca na Arca e é fulminado pela presença de Deus, onde suas entranhas são expostas diante de todos. Então o rei Davi para e todos ficam amedrontados com o ocorrido e Davi diz uma frase que devemos repetir todos os dias de nossa humilde vida: Como trarei a mim a Arca do Senhor? Que traduzindo para nossos dias seria:
Como trarei a mim a presença do Senhor? Um homem morreu como alerta de que não se pode conduzir indevidamente a presença do Eterno. É como se Deus dissesse... “Se vocês me querem, tem que ser do meu jeito!” Hoje, muitos estão no papel de Uzá, ou seja, estão em busca de um evangelho “light”, sem peso nos ombros, sem sacrifício, sem observância dos Princípios estabelecidos pelo Senhor. As pessoas querem a presença de Deus, mas erram ao buscá-la segundo seus próprios métodos, construindo para si carros novos, pagos com ofertas negociadas, em campanhas que confundem espiritualidade com supersticiosidade, onde se trata o Shekiná como um amuleto.
2. A ARCA NA CASA DE OBEDE-EDOM
Abalado pela morte de Uzá, Davi temeu e disse: “Como trarei a mim a arca de Deus?” (1Cr 13.12). Sua preocupação era: se Deus está matando o que vamos fazer? Então, guiado por Deus, ele conduz a arca para a casa de Obede-Edom e volta com sua comitiva frustrada para Jerusalém.
Diante do fato ocorrido com o filho de Abinadabe, todos pararam no caminho e uma questão ficou em evidência, de que tudo estava errado. Mas Davi dá uma olhada de lado e vê uma humilde casa e que alguém estava em casa. Davi se dirige para a casa de Obede-Edom, e lhe conta o ocorrido e lhe informa o desejo de hospedar a Arca do Senhor em sua casa e este a recepciona de bom coração.
2.1. Obede-Edom, um homem especial para Deus
A tragédia que trouxe morte para Uzá produziu vida para Obede-Edom. Parece que Deus havia tomado uma decisão: “Ele nem habitaria na casa de sacerdote e nem tampouco habitaria com o rei”. Era como se estivesse enojado com o sistema e a maneira cega que lhe conduziam. Deus resolveu habitar na casa de alguém sem “status”, alguém que estava fora de alcance para todos. Deus deixou de habitar com os nobres, para transformar aquele que para todos era um anônimo. Obede-Edom significa: servo de Edom, os edomitas eram descendentes de Esaú, os quais Deus mandou exterminar da terra e os amaldiçoou. A tragédia favoreceu toda a sua casa, um exemplo de graça onde jamais ouve uma perspectiva de mudança.
Aquele era um momento de grande responsabilidade e extrema oportunidade. A presença do Senhor que por tanto tempo estivera longe, agora estava ali, disponível. Um avivamento estava prestes a acontecer em Jerusalém, mas quem pagaria o preço por ele?
Quem realmente era este homem? Então vejamos: Seu nome significa “servo de Edom” e os edomitas eram um povo amaldiçoado, descendentes de Esaú, que vendera seu direito de primogenitura por um prato de repasto. Mais que isso, a Bíblia diz que ele era um “geteu”, referência feita a Gate, terra natal dos filisteus, ou mais provavelmente a Gate-Rimon, uma cidade levítica da terra de Dã. Logo, ou ele era um cananeu sem raiz espiritual, ou um levita sem a presença do Senhor. De todo modo, fosse ele um pagão sem herança de fé, fosse um religioso sem a glória deD eus, ele atraiu para si a benção do Senhor! Mas como? O que diferia Obede-Edom de Abinadabe, o que esse homem tem a nos ensinar? Abinadabe guardou a Arca por vinte anos, mas não se menciona qualquer benção especial sobre a sua casa, todavia, sobre à casa de Obede-Edom um curto espaço de três meses foi suficiente para o Senhor abençoar Obede-Edom e toda a sua casa.
2.2. Obede-Edom assumiu os riscos da presença de Deus
Quando ninguém queria ariscar-se num compromisso tão radical com Deus, ele abre as portas de sua casa e decide ser o modelo que aquela nação precisava. Obede-Edom teve coragem, pois qual homem que assistindo ao funeral de alguém fulminado pela arca colocaria em sua casa? Obede-Edom arriscou sua vida e a de sua família, e, é exatamente isso que acontece quando a presença de Deus entra em nossa casa. Nós corremos risco (Sl 44.22; Rm 8.36). Evangelho nunca foi fácil, sempre trouxe marcas, perseguição, e sangue (Mc 13.12). Hoje é que as coisas mudaram. Não se sabe mais quem é ou quem não é; quem realmente serve ou quem apenas guarda a arca. Tudo está tão misturado; tão comum, e tão fácil, que a graça se tornou engraçada para muitos.
Talvez se fosse eu ou você, ao sabermos de que Deus matou Uzá só por tocar na Arca, e ainda era da tribo de Judá, como um Edomita (caso ele não fosse um descendente Levita) seria poupado? Mas mesmo assim Obede-Edom aceita e recebe a Arca do Senhor. Mas antes de sair o rei Davi lhe informa que logo que pudesse voltaria para recuperar a Arca, pois ela era a presença de Deus, a Shekinah do Senhor. Obede-Edom concorda.
2.3. Obede-Edom teve a rotina de sua vida alterada
Obede-Edom não somente arriscou, mas teve a rotina de sua vida alterada. É impossível Deus entrar em uma vida e as coisas continuarem do mesmo jeito. Foram três meses apenas, mas três meses que marcaram a história. Poderíamos até conjecturar dizendo que: no primeiro mês houve a restauração da vida sentimental de Obede-Edom, pois sua mulher engravidou e gerou filhos; no segundo mês aconteceu a restauração financeira, onde seu gado e sua hortaliça produziram absurdamente; no terceiro mês sua vida espiritual deu uma guinada, e ele desejou deixar tudo para seguir o caminho da arca. A morte de Uzá foi à porta de entrada para Obede-Edom, e a bênção na casa de Obede-Edom foi a causa de um avivamento em Jerusalém (2Sm 6.12).
A escolha de Deus foi perfeita, Ele viu algo no coração daquele simples homem que vivia à beira do caminho. O que jamais aconteceu na casa de Abinadabe, e que havia sido maldição para todos, se revela como bênção frutífera na casa de Obede-Edom. Não basta estar na presença, é preciso desfrutar da presença!
Penso que quando Obede-Edom se levantava, se é que conseguia dormir, a primeira coisa que fazia era ir ver a Arca em sua sala e se curvava para se aproximar, e sua esposa fazia o mesmo.
Também quando ele chegava de seus trabalhos ele logo ia orar ao Deus de Israel diante da Arca, e sempre que passava pela sua sala lá estava ela, a presença de Deus bem no meio de sua sala.
Havia uma grande reverência para com a Shekinah do Senhor na casa de Obede-Edom, algo que não vemos mais com tanta frequência no meio das igrejas de hoje, pois mais nos parecemos com a casa de Abinadabe, do que com a casa de Obede-Edom. Mas o relato é que Deus abençoou tudo quanto havia na casa de Obede-Edom, e não é difícil de imaginar que eles estavam deficientes nas áreas: sentimental, física e espiritual, então vendo Deus que havia uma reverência pela sua SHEKINAH, Ele começa a agir na casa do escravo edomita que era natural de Gate. E assim aconteceu durante três meses.
3. OBEDE-EDOM, UM HOMEM SEDENTO PELA PRESENÇA DE DEUS
Enquanto Davi se preocupa em descobrir a maneira correta para trazer a arca para Jerusalém, a notícia da prosperidade de Obede-Edom se estende por toda a cidade (2Sm 6.12). Porém, Obede-Edom toma uma grande decisão, deixar tudo para seguir a arca por onde quer que ela fosse, e se torna uma figura de destaque na história de Israel.
Apesar da Bíblia não dizer, acredito que Obede-Edom se apaixonou pela Presença de Deus. Ele abriu a porta de sua casa e envolveu sua família no propósito de receber e cultivar a Presença do Senhor. Digo isso baseado no fato de Obede-Edom ter seguido a Presença do Senhor quando Davi mandou trazer a Arca para Jerusalém. Aqueles três meses na Presença do Senhor foram tão significativos para este homem que ele deixou tudo, inclusive as bênçãos materiais que fizeram o seu nome notório e, ajuntando seu povo, sua casa, sua família, seguiu resolutamente para Jerusalém para se manter próximo à Presença de Deus.
3.1. O crescimento espiritual de Obede-Edom
Para Obede-Edom a presença de Deus era mais importante do que os milagres derramados sobre sua vida. Ele segue para Jerusalém, abandona sua residência, deixa tudo e se torna porteiro do Santuário (1Cr 15.17-18). Ele queria ficar perto da presença, mesmo que fosse pelas frestas da porta; com o desejo de entrar mais nessa presença ele se tornou músico (1Cr 15.19-21); em seguida é visto como um guardião da arca, ele anelava por mais e mais de Deus (1Cr 15.24); de guardião ele se tornou um ministro de adoração, liderado por Asafe (1Cr 16.4-5); de repente, o incansável adorador que era liderado por Asafe, deixa de ser somente um ministro de adoração e se torna um líder de sessenta e oito pessoas (1Cr 16.37-38).
O que mais nos chama atenção na vida desse simples homem é o desejo de querer sempre crescer na presença do Senhor. Isso deveria ser lição de vida para muitos cristãos que a semelhança de Abinadabe, nada de novo acontece em suas vidas, e que em vez de ao menos se manterem, declinam na vida espiritual a cada dia que passa.
Nos Capítulos 15 e 16 do livro de I Crônicas vemos citações sobre Obede-Edom, como porteiro e celebrante da Arca. Deus abençoou Obede-Edom porque ele se importou mais com a Presença de Deus do que com aquilo que Deus podia lhe oferecer. De algum modo, Deus, em sua onisciência, perscrutou o coração daquele homem e encontrou fome e sede de Sua própria presença e isso proporcionou o liberar das suas bênçãos.
3.2. Obede-Edom, um homem de confiança do rei
O mesmo Davi que designou a arca para a casa de Obede-Edom, também o promoveu como homem de confiança do tesouro do Santuário (2Cr 25.24). Segundo alguns estudiosos, o tesouro do Santuário do Senhor que estava sob a responsabilidade de Obde-Edom corrigidos para nossos dias chegaria a cerca de três bilhões de dólares. A grande lição da presença de Deus na vida desse homem está em como se conduzir na presença dEle. Para Obede-Edom sua maior riqueza era estar na presença de Deus. Que esse seja um caminho para um avivamento em nossos dias.
A Bíblia diz que Obede-Edom se envolveu intensamente no santuário de Deus e se tornou o homem de confiança de Davi nos cuidados da Casa de Deus, a qual citaremos aqui:
• Passou a ser um porteiro do santuário do Senhor (I Crônicas 15: 17-18);
• Passou a ser músico (I Crônicas 15: 19-21);
• Passou a ser guardião da Arca do Senhor (I Crônicas 15: 24);
• Passou a ser Ministro de adoração (I Crônicas 16:4-5);
• Passou a ser Líder de sessenta e oito pessoas (I Crônicas 16.37-38);
• Passou a ser um tesoureiro do ouro e da prata que pertencia ao Santuário do Senhor (II Crônicas 25.24).
3.3. Os marcos da gratidão de Obede-Edom
Desde aquele dia em que a arca passou a fazer parte da vida de Obede-Edom, ele jamais deixou de ser um homem ligado ao Senhor, e para cada momento vivido, um filho expressava o conteúdo de sua amizade com Deus. Vejamos seus nomes: 1)Semaías – Ouvido por Jeová; 2) Jozadabe – Jeová quem me deus; 3) Joá – Jeová é meu irmão; 4) Sacar – Ordenado; 5) Natanael – Meu amigo é Deus; 6) Amiel – Existe recompensa; 7)Issacar – Portador do salário; 8) Peuletai – Salário (1Cr 26.4-5). Toda geração de Obede-Edom foi alcançada pelo Senhor, e todos se destacaram nas páginas Sagradas como valentes e de força para o ministério (1Cr 26.6-8).
Qual a diferença entre nós e Obde-edom? Também estávamos como ele à beira do caminho, e o Senhor resolveu parar e entrar em nossa casa. Não podemos deixar que essa oportunidade passe e que nada de novo deixe de acontecer em nossas vidas. É impossível ter o Senhor e nada ser transformado.
Agora, é necessário nos lembrarmos que quando abrimos a porta da nossa casa para receber a Arca, todos estarão olhando para lá.
Não é possível viver um evangelho de incoerências. O que professamos, precisamos ser e viver. Todo o Israel, desde o seu rei até o menor dos servos, estavam atentos ao que acontecia na casa de Obede-Edom, e ao final de três meses, todos ouviam falar de sua prosperidade por causa da presença da arca. Sabe por que isso aconteceu? Porque este homem conheceu e aceitou as implicações de ter a glória de Deus dentro de sua casa. Ele organizou o seu ambiente familiar e pessoal em torno da Arca, submetendo-se às regras de Deus para ser abençoado. O caso de Uzá, tão recente, demonstrava que o Senhor não se amolda à maneira dos homens de tentarem servi-lo ou manipulá-lo. Podemos deduzir que, a mesma Presença de Deus que destruiu Uzá, também abençoou a Obede-Edom, e uma das razões pela qual isso aconteceu está relacionada ao desejo pela Presença de Deus.
CONCLUSÃO
Da mesma forma que muitas pessoas estão abrindo suas portas para a presença de Deus, e sua sede por Ele tem produzido mudanças generalizadas, alguns estão enveredando pelo caminho de Abinadabe, não passando o temor divino aos seus filhos, e permitindo que morram não somente de forma espiritual, mas literal (Pv 22.6). É tempo de buscar ao Senhor (Is 55.6).
QUESTIONÁRIO
1. Quantos anos a arca ficou na casa de Abinadabe?
R. Vinte anos (1Sm 7.2).
2. Qual o nome do homem que morreu ao tocar na arca?
R. Uzá (1Cr 13.10).
3. Onde Davi resolveu deixar a arca após o incidente?
R. Na casa de Obede-Edom (1Cr 13.13).
4. Quanto tempo passou a arca na casa de Obede-Edom?
R. Três meses (2Sm 6.11).
5. Até que ponto de crescimento chegou Obede-Edom?
R. Homem de confiança do rei e tesoureiro do Santuário (2Cr 24.24).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia. Português. Atualizada da tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.
Revista do professor: Jovens e Adultos. Milagres do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93. Lição 11 – Obede-Edom, o milagre da presença de Deus.
Fonte: ebd316










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