TEXTO ÁUREO “Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.10). VERDADE ...
TEXTO ÁUREO
“Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.10).
VERDADE PRÁTICA
A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades.
LEITURA DIÁRIA
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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PLANO DE AULA
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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INTRODUÇÃO
A fundação da igreja em Corinto, narrada em Atos 18, revela um momento decisivo da missão cristã, no qual a graça de Deus se mostra plenamente suficiente em meio a adversidades intensas. Em uma cidade marcada pela imoralidade e pelo pluralismo religioso, o apóstolo Paulo experimenta o sustento divino para perseverar e anunciar o Evangelho com fidelidade. Este episódio ensina que, mesmo em contextos desafiadores, a graça do Senhor capacita seus servos a permanecer firmes e frutíferos.
Palavra-Chave: SUFICIÊNCIA
I- PAULO CHEGA A CORINTO (At 18.1-6)
1- Corinto: riqueza material e miséria espiritual. Após deixar Atenas, Paulo chega a Corinto, capital da província romana da Acaia desde 27 a.C. A cidade havia superado Atenas em importância política e comercial, tornando-se um dos maiores centros econômicos do mundo romano. Cosmopolita e estrategicamente localizada, Corinto reunia povos de diversas culturas, mas também se destacava por sua profunda decadência moral. Templos pagãos, especialmente o de Afrodite, marcavam a vida religiosa da cidade, associando culto e prostituição ritual. Historiadores antigos relatam a presença de centenas de prostitutas religiosas ligadas a esse culto. Diante desse cenário espiritualmente caótico, Paulo chega consciente da complexidade da missão que o aguardava, anunciando o Evangelho em “fraqueza, e em temor e em grande tremor” (1Co 2.1-5).
2- Temor humano e dependência da graça. O apóstolo traz consigo as marcas das perseguições sofridas em Filipos, Tessalônica e Bereia (At 16.22-24; 17.5-10,13), além da constante preocupação pastoral com as igrejas já fundadas (2Co 11.28). A grandiosidade econômica de Corinto contrastava com sua profunda degradação espiritual, intensificando o peso emocional da missão. O próprio Paulo reconhece que esteve entre eles “em fraqueza, e em temor e em grande tremor” (1Co 2.3). Ainda assim, ele não recua. Sua experiência revela que o temor humano não anula a chamada divina, mas conduz o servo a uma dependência mais profunda da graça de Deus, que se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9).
3- O início do ministério e a oposição na sinagoga. Como era seu costume, Paulo inicia sua obra na sinagoga, anunciando que Jesus é o Cristo prometido. Nesse período, encontra Priscila e Áquila, judeus expulsos de Roma pelo decreto do imperador Cláudio. Trabalhando com eles como fabricante de tendas, Paulo une sustento próprio e missão, estabelecendo uma parceria que seria decisiva para a igreja em Corinto (At 18.2,3). Com a chegada de Silas e Timóteo, trazendo notícias animadoras e apoio das igrejas da Macedônia, Paulo passa a dedicar-se integralmente à Palavra (At 18.5). Contudo, a crescente oposição judaica o impede de continuar na sinagoga, preparando o caminho para uma nova etapa da missão, agora fora daquele ambiente religioso.
SINOPSE I
Paulo anuncia o Evangelho em Corinto, enfrentando oposição e dependendo da graça.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
II- A CONTINUIDADE DA MISSÃO E O ENCORAJAMENTO DIVINO (At 18.7-11)
1- A casa de Justo e o avanço do Evangelho. Expulso da sinagoga, Paulo não abandona a cidade. Um gentio temente a Deus, Tito Justo, oferece sua casa — localizada ao lado da sinagoga — como novo espaço para a pregação. Essa mudança estratégica amplia o alcance do Evangelho e confere visibilidade positiva à nova comunidade cristã. O resultado é expressivo: muitos coríntios creem, entre eles Crispo, principal da sinagoga, que aceita a fé juntamente com toda a sua casa (At 18.7,8). O Evangelho demonstra, mais uma vez, que, quando portas se fecham, Deus abre novos caminhos para a expansão do Reino.
2- O medo do apóstolo e a palavra que fortalece. Apesar dos frutos visíveis, Paulo enfrenta forte oposição e passa a temer por sua permanência em Corinto (1Co 2.3). O peso espiritual da cidade, aliado à hostilidade crescente, fragiliza emocionalmente o apóstolo. Nesse contexto, o Senhor lhe aparece em visão e o exorta: “Não temas, mas fala e não te cales” (At 18.9). Deus reafirma sua presença, promete proteção e revela que há “muito povo” naquela cidade. Essa palavra divina não apenas consola, mas reposiciona Paulo na missão, lembrando-o de que o sucesso da obra não depende da força humana, mas da fidelidade à chamada.
3- Graça suficiente, perseverança e transição. Fortalecido pela promessa do Senhor, Paulo permanece em Corinto por um ano e seis meses, ensinando a Palavra de Deus e consolidando a igreja (At 18.11). A experiência do apóstolo ensina que sentir medo não é sinal de fracasso espiritual, mas de oportunidade para experimentar a suficiência da graça divina. Quando o servo confia na presença de Deus, o temor é vencido e a missão prossegue. Contudo, a fidelidade de Paulo não o livraria de novos conflitos. A consolidação da igreja em Corinto logo despertaria reações mais intensas, culminando no julgamento do apóstolo diante do procônsul Gálio, episódio que revelará a soberania de Deus até mesmo nos tribunais humanos (At 18.12-17).
SINOPSE II
Deus encoraja Paulo, fortalece a missão e sustenta a igreja em Corinto.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
III- PAULO DIANTE DE GÁLIO: A GRAÇA QUE SUSTENTA EM MEIO À OPOSIÇÃO (At 18.12-17)
1- A acusação dos judeus e a proteção divina. A oposição judaica em Corinto não cessou, e Paulo foi levado diante de Gálio, procônsul da Acaia, sob a acusação de ensinar “contrariamente à lei” (vv.12,13). Antes mesmo que Paulo se defendesse, Gálio rejeitou a denúncia, declarando não ser de sua competência julgar disputas religiosas internas (vv.14,15). Ao expulsar os acusadores do tribunal, o governador confirmou, sem o saber, a promessa do Senhor de que ninguém faria mal ao apóstolo (At 18.9,10). Assim, Deus usou a autoridade civil para preservar a obra missionária.
2- O espancamento de Sóstenes e o alcance da graça. Após a decisão de Gálio, Sóstenes, principal da sinagoga, foi espancado diante do tribunal, sem que o procônsul interviesse (v.17). Embora o texto não detalhe as motivações, o episódio revela a instabilidade da oposição humana. Posteriormente, um Sóstenes é citado como irmão em Cristo (1Co 1.1), o que sugere uma possível conversão. Se confirmada, essa transformação reforça o poder do Evangelho, capaz de alcançar até mesmo seus opositores.
3- A suficiência da graça na experiência de Paulo. Em Corinto, Paulo viveu intensamente a suficiência da graça de Deus. Em meio a fragilidades, pressões e oposição, aprendeu que o poder divino se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9). A cidade marcada pela decadência tornou-se um campo fértil para a manifestação da graça. Sustentado pelo Senhor, Paulo permaneceu ali dezoito meses, e uma igreja foi estabelecida (At 18.11). Assim, aprendemos que não é a ausência de lutas, mas a presença da graça, que nos mantém firmes. Como Paulo, somos chamados a confiar que a graça de Deus é suficiente para nos sustentar em qualquer circunstância.
SINOPSE III
A graça de Deus protege Paulo e triunfa sobre a oposição em Corinto.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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CONCLUSÃO
A experiência de Paulo em Corinto ensina que a missão cristã exige coragem sustentada pela graça e discernimento para anunciar a verdade eterna em contextos marcados por profundas mudanças. A igreja ali não nasceu em terreno favorável, mas foi estabelecida e fortalecida pela suficiência da graça de Deus. O avanço do Evangelho não depende de recursos humanos, mas da presença fiel do Senhor que assegura: “Eu sou contigo”. Que aprendamos hoje com Corinto a confiar plenamente na graça divina, proclamando o Evangelho com fidelidade doutrinária, sensibilidade pastoral e amor genuíno, certos de que a graça de Deus continua sendo suficiente para sustentar e fazer frutificar a obra em qualquer tempo e lugar.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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VOCABULÁRIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
LIÇÕES ADULTOS – 3º TRIMESTRE DE 2026
TEMA: A IGREJA DOS GENTIOS – Da Chamada Missionária à Consolidação do Evangelho entre os Povos
COMENTARISTA: Pr. Wagner Gaby
O presente vocabulário reúne termos bíblicos, teológicos, históricos e missionários relacionados à expansão do Evangelho entre os gentios. Seu objetivo é auxiliar professores e alunos na compreensão dos principais conceitos desenvolvidos ao longo das lições, oferecendo definições claras, contextualizadas e adequadas ao estudo da missão da Igreja no livro de Atos.
Lição 06 – A Suficiência da Graça na Cidade de Corinto
Suficiência da graça: Verdade de que a graça de Deus é plenamente capaz de sustentar, fortalecer e capacitar o crente em meio às fraquezas e dificuldades.
Corinto: Importante cidade do mundo greco-romano, conhecida por sua relevância comercial, diversidade cultural e graves desafios morais.
Fraqueza: Limitação humana que pode tornar-se ocasião para a manifestação do poder e da graça de Deus.
Dependência: Reconhecimento de que o serviço cristão não pode ser sustentado apenas por capacidades humanas.
Perseverança ministerial: Constância no serviço a Deus apesar de oposição, cansaço, rejeição ou dificuldades.
Consolação divina: Ação de Deus fortalecendo seus servos em meio às aflições e pressões do ministério.
VOCABULÁRIO COMPLEMENTAR GERAL
Apóstolo: Enviado com uma missão específica; no Novo Testamento, o termo possui uso particular em relação às testemunhas autorizadas de Cristo e também sentido mais amplo de enviado.
Atos dos Apóstolos: Livro do Novo Testamento que registra a expansão do Evangelho desde Jerusalém até Roma, destacando a atuação do Espírito Santo.
Barnabé: Líder da Igreja primitiva conhecido por sua capacidade de encorajamento e participação na expansão missionária.
Comunidade cristã: Conjunto dos crentes que vivem em comunhão, ensino, adoração, serviço e missão.
Contextualização missionária: Comunicação fiel do Evangelho de maneira compreensível dentro de determinada cultura.
Conversão: Mudança de direção espiritual resultante do arrependimento e da fé em Cristo.
Diáspora: Dispersão de um povo para além de sua terra de origem; no contexto judaico, refere-se aos judeus estabelecidos em diversas regiões.
Discernimento espiritual: Capacidade de avaliar situações, doutrinas e orientações à luz da Palavra e da ação do Espírito Santo.
Discípulo: Pessoa que segue Jesus, aprende seus ensinamentos e organiza sua vida segundo sua vontade.
Evangelho: Boas-novas da salvação em Jesus Cristo, fundamentadas em sua morte e ressurreição.
Evangelismo: Ação de comunicar o Evangelho com o propósito de conduzir pessoas à fé em Cristo.
Igreja: Comunidade dos chamados por Deus em Cristo, reunida para adoração, comunhão, ensino, serviço e missão.
Igreja gentílica: Expressão utilizada para destacar a presença e consolidação de comunidades cristãs formadas majoritariamente por não judeus.
Inculturação: Processo de comunicação e vivência da fé em determinado contexto cultural, preservando a essência do Evangelho.
Martyria: Termo grego relacionado ao testemunho; está na origem da palavra “mártir”.
Missão transcultural: Anúncio do Evangelho em contextos culturais diferentes daquele de origem do missionário.
Missionário: Pessoa enviada para anunciar o Evangelho, formar discípulos e servir em contextos específicos.
Parresia: Termo grego que expressa ousadia, liberdade e franqueza na proclamação.
Pentecostes: Evento marcado pelo derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos, capacitando-os para o testemunho.
Pneumatologia: Área da teologia dedicada ao estudo da pessoa e da obra do Espírito Santo.
Pregação: Proclamação pública da mensagem de Deus com o propósito de anunciar, ensinar, exortar e conduzir à fé.
Proselitismo: Esforço para conquistar adeptos para determinada religião ou grupo; deve ser distinguido do testemunho cristão baseado em liberdade de consciência.
Reconciliação: Obra pela qual Deus restaura, em Cristo, o relacionamento rompido pelo pecado.
Redenção: Libertação realizada por Deus mediante a obra de Cristo.
Sinagoga: Local de reunião judaica destinado à oração, leitura e ensino das Escrituras.
Testemunho cristão: Manifestação verbal e prática da fé em Jesus Cristo.
Transculturalidade: Capacidade de atravessar barreiras culturais para comunicar e viver o Evangelho.
Unção: Capacitação divina para o cumprimento de uma missão, especialmente associada à ação do Espírito Santo.
Universalidade da salvação: Verdade de que o Evangelho deve ser anunciado a todos os povos e de que pessoas de todas as nações podem ser salvas pela fé em Cristo.
SÍNTESE TEOLÓGICA DO VOCABULÁRIO
O avanço do Evangelho entre os gentios constitui um dos grandes movimentos teológicos e missionários registrados no livro de Atos. A mensagem que começou a ser proclamada em Jerusalém ultrapassou progressivamente barreiras geográficas, étnicas, religiosas e culturais, alcançando cidades estratégicas do mundo antigo até chegar a Roma, o coração do Império.
Esse movimento não ocorreu apenas por iniciativa humana. O Espírito Santo dirigiu a Igreja, chamou missionários, abriu portas, corrigiu rotas, capacitou testemunhas e conduziu o Evangelho para além das fronteiras conhecidas. Antioquia tornou-se um importante centro missionário; a porta da fé se abriu aos gentios; o Concílio de Jerusalém reafirmou a suficiência da graça; e a missão avançou por regiões como Macedônia, Acaia e Ásia Menor.
Ao longo desse processo, Paulo e seus companheiros enfrentaram oposição, prisões, debates filosóficos, perseguições, conflitos religiosos, tribunais, tempestades e naufrágios. Contudo, a Palavra de Deus continuou avançando. Em Atenas, Cristo foi anunciado entre os filósofos; em Corinto, a graça sustentou o ministério; em Éfeso, o poder do Espírito confrontou estruturas religiosas; diante de autoridades, Paulo testemunhou com coragem; e, finalmente, o Evangelho chegou a Roma.
A conclusão do livro de Atos não representa o encerramento da missão. Pelo contrário, apresenta uma obra que permanece em movimento. A Igreja contemporânea recebe o mesmo compromisso de testemunhar de Cristo, atravessar fronteiras, formar discípulos e anunciar a graça de Deus entre todos os povos. Assim, a missão continua em cada geração até que o Evangelho alcance as nações e o nome de Cristo seja proclamado em toda a terra.
LIÇÕES ADULTOS – 3º TRIMESTRE DE 2026
TEMA: A IGREJA DOS GENTIOS – Da Chamada Missionária à Consolidação do Evangelho entre os Povos
COMENTARISTA: Pr. Wagner Gaby
O presente vocabulário reúne termos bíblicos, teológicos, históricos e missionários relacionados à expansão do Evangelho entre os gentios. Seu objetivo é auxiliar professores e alunos na compreensão dos principais conceitos desenvolvidos ao longo das lições, oferecendo definições claras, contextualizadas e adequadas ao estudo da missão da Igreja no livro de Atos.
Lição 06 – A Suficiência da Graça na Cidade de Corinto
Suficiência da graça: Verdade de que a graça de Deus é plenamente capaz de sustentar, fortalecer e capacitar o crente em meio às fraquezas e dificuldades.
Corinto: Importante cidade do mundo greco-romano, conhecida por sua relevância comercial, diversidade cultural e graves desafios morais.
Fraqueza: Limitação humana que pode tornar-se ocasião para a manifestação do poder e da graça de Deus.
Dependência: Reconhecimento de que o serviço cristão não pode ser sustentado apenas por capacidades humanas.
Perseverança ministerial: Constância no serviço a Deus apesar de oposição, cansaço, rejeição ou dificuldades.
Consolação divina: Ação de Deus fortalecendo seus servos em meio às aflições e pressões do ministério.
VOCABULÁRIO COMPLEMENTAR GERAL
Apóstolo: Enviado com uma missão específica; no Novo Testamento, o termo possui uso particular em relação às testemunhas autorizadas de Cristo e também sentido mais amplo de enviado.
Atos dos Apóstolos: Livro do Novo Testamento que registra a expansão do Evangelho desde Jerusalém até Roma, destacando a atuação do Espírito Santo.
Barnabé: Líder da Igreja primitiva conhecido por sua capacidade de encorajamento e participação na expansão missionária.
Comunidade cristã: Conjunto dos crentes que vivem em comunhão, ensino, adoração, serviço e missão.
Contextualização missionária: Comunicação fiel do Evangelho de maneira compreensível dentro de determinada cultura.
Conversão: Mudança de direção espiritual resultante do arrependimento e da fé em Cristo.
Diáspora: Dispersão de um povo para além de sua terra de origem; no contexto judaico, refere-se aos judeus estabelecidos em diversas regiões.
Discernimento espiritual: Capacidade de avaliar situações, doutrinas e orientações à luz da Palavra e da ação do Espírito Santo.
Discípulo: Pessoa que segue Jesus, aprende seus ensinamentos e organiza sua vida segundo sua vontade.
Evangelho: Boas-novas da salvação em Jesus Cristo, fundamentadas em sua morte e ressurreição.
Evangelismo: Ação de comunicar o Evangelho com o propósito de conduzir pessoas à fé em Cristo.
Igreja: Comunidade dos chamados por Deus em Cristo, reunida para adoração, comunhão, ensino, serviço e missão.
Igreja gentílica: Expressão utilizada para destacar a presença e consolidação de comunidades cristãs formadas majoritariamente por não judeus.
Inculturação: Processo de comunicação e vivência da fé em determinado contexto cultural, preservando a essência do Evangelho.
Martyria: Termo grego relacionado ao testemunho; está na origem da palavra “mártir”.
Missão transcultural: Anúncio do Evangelho em contextos culturais diferentes daquele de origem do missionário.
Missionário: Pessoa enviada para anunciar o Evangelho, formar discípulos e servir em contextos específicos.
Parresia: Termo grego que expressa ousadia, liberdade e franqueza na proclamação.
Pentecostes: Evento marcado pelo derramamento do Espírito Santo sobre os discípulos, capacitando-os para o testemunho.
Pneumatologia: Área da teologia dedicada ao estudo da pessoa e da obra do Espírito Santo.
Pregação: Proclamação pública da mensagem de Deus com o propósito de anunciar, ensinar, exortar e conduzir à fé.
Proselitismo: Esforço para conquistar adeptos para determinada religião ou grupo; deve ser distinguido do testemunho cristão baseado em liberdade de consciência.
Reconciliação: Obra pela qual Deus restaura, em Cristo, o relacionamento rompido pelo pecado.
Redenção: Libertação realizada por Deus mediante a obra de Cristo.
Sinagoga: Local de reunião judaica destinado à oração, leitura e ensino das Escrituras.
Testemunho cristão: Manifestação verbal e prática da fé em Jesus Cristo.
Transculturalidade: Capacidade de atravessar barreiras culturais para comunicar e viver o Evangelho.
Unção: Capacitação divina para o cumprimento de uma missão, especialmente associada à ação do Espírito Santo.
Universalidade da salvação: Verdade de que o Evangelho deve ser anunciado a todos os povos e de que pessoas de todas as nações podem ser salvas pela fé em Cristo.
SÍNTESE TEOLÓGICA DO VOCABULÁRIO
O avanço do Evangelho entre os gentios constitui um dos grandes movimentos teológicos e missionários registrados no livro de Atos. A mensagem que começou a ser proclamada em Jerusalém ultrapassou progressivamente barreiras geográficas, étnicas, religiosas e culturais, alcançando cidades estratégicas do mundo antigo até chegar a Roma, o coração do Império.
Esse movimento não ocorreu apenas por iniciativa humana. O Espírito Santo dirigiu a Igreja, chamou missionários, abriu portas, corrigiu rotas, capacitou testemunhas e conduziu o Evangelho para além das fronteiras conhecidas. Antioquia tornou-se um importante centro missionário; a porta da fé se abriu aos gentios; o Concílio de Jerusalém reafirmou a suficiência da graça; e a missão avançou por regiões como Macedônia, Acaia e Ásia Menor.
Ao longo desse processo, Paulo e seus companheiros enfrentaram oposição, prisões, debates filosóficos, perseguições, conflitos religiosos, tribunais, tempestades e naufrágios. Contudo, a Palavra de Deus continuou avançando. Em Atenas, Cristo foi anunciado entre os filósofos; em Corinto, a graça sustentou o ministério; em Éfeso, o poder do Espírito confrontou estruturas religiosas; diante de autoridades, Paulo testemunhou com coragem; e, finalmente, o Evangelho chegou a Roma.
A conclusão do livro de Atos não representa o encerramento da missão. Pelo contrário, apresenta uma obra que permanece em movimento. A Igreja contemporânea recebe o mesmo compromisso de testemunhar de Cristo, atravessar fronteiras, formar discípulos e anunciar a graça de Deus entre todos os povos. Assim, a missão continua em cada geração até que o Evangelho alcance as nações e o nome de Cristo seja proclamado em toda a terra.
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