TEXTO PRINCIPAL “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23). RESUMO DA LIÇÃO O pecado separa, mas Cristo restaur...
TEXTO PRINCIPAL
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23).
RESUMO DA LIÇÃO
O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade.
LEITURA DA SEMANA
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. TEXTO PRINCIPAL – Romanos 3.23
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Este versículo é uma das declarações mais abrangentes e universais da condição humana após a queda. Ele sintetiza a doutrina bíblica do pecado e prepara o terreno para a revelação da graça salvadora em Cristo.
Análise do texto grego
- πάντες (pántes) — todos, sem exceção
→ Afirma a universalidade do pecado, anulando qualquer ideia de superioridade moral ou espiritual. - ἥμαρτον (hḗmarton) — pecaram
→ Do verbo ἁμαρτάνω (hamartánō), literalmente “errar o alvo”.
O pecado não é apenas um ato errado, mas um desvio do propósito para o qual o ser humano foi criado. - ὑστεροῦνται (hysterountai) — carecem, ficam aquém
→ Tempo presente contínuo: indica um estado permanente sem a graça. - δόξης τοῦ Θεοῦ (dóxēs tou Theou) — glória de Deus
→ Refere-se à comunhão, presença e aprovação divina.
📌 Teologia do texto
O pecado não é apenas transgressão moral; é ruptura relacional com Deus. Estar “destituído da glória” significa viver separado da fonte da vida.
2. RESUMO DA LIÇÃO — O PECADO SEPARA, CRISTO RESTAURA
A Bíblia apresenta o pecado como a causa primária da culpa, do sofrimento e da morte (Rm 5.12). Contudo, ela não termina na denúncia do pecado, mas avança para a provisão graciosa de Deus em Cristo.
- O pecado separa (Is 59.2),
- Cristo reconcilia (2Co 5.18,19),
- O pecado mata,
- Cristo restaura e vivifica (Ef 2.1-5).
Essa tensão revela o coração do Evangelho: onde o pecado abundou, superabundou a graça (Rm 5.20).
3. LEITURA DA SEMANA — ANÁLISE TEOLÓGICA PROGRESSIVA
🔹 SEGUNDA — Gênesis 2.16,17
Deus dota o ser humano de liberdade de escolha
O mandamento no Éden revela que o ser humano foi criado com:
- Responsabilidade moral,
- Capacidade de escolha,
- Relacionamento consciente com Deus.
O hebraico צָוָה (tsāvāh) — ordenar — indica um mandamento dado dentro de um contexto de relacionamento e confiança, não de opressão.
📌 O pecado não nasce da falta de liberdade, mas do uso errado da liberdade.
🔹 TERÇA — Romanos 1.22,23
O pecado distorce a criação de Deus
Paulo mostra que o pecado afeta:
- A mente,
- A adoração,
- A identidade humana.
Trocaram a glória (δόξα) do Deus incorruptível por imagens corruptíveis. Aqui, o pecado é idolatria, isto é, a substituição do Criador pela criatura.
🔹 QUARTA — Romanos 3.23; 5.12
Todos pecaram
Romanos 5.12 introduz a doutrina do pecado original:
- Por um homem entrou o pecado,
- E pelo pecado, a morte.
O termo παράπτωμα (paráptōma) — queda, desvio — mostra que a humanidade vive sob os efeitos de uma queda coletiva.
🔹 QUINTA — Isaías 59.2
O pecado causa separação
- Hebraico: בָּדַל (bādal) — separar, dividir.
O pecado cria um abismo espiritual entre Deus e o homem. A separação não está em Deus, mas na condição humana corrompida.
🔹 SEXTA — Gálatas 6.15; Efésios 2.15; Colossenses 3.10
A salvação em Cristo traz perdão e transformação
Em Cristo ocorre:
- Nova criação (καινὴ κτίσις – kainḕ ktísis),
- Derrubada da inimizade,
- Renovação da imagem de Deus no ser humano.
A salvação não é apenas perdão jurídico, mas transformação ontológica.
🔹 SÁBADO — 2 Coríntios 5.18,19
Deus reconcilia o mundo consigo mesmo
- καταλλαγή (katallagḗ) — reconciliação, restauração de relacionamento.
A reconciliação é iniciativa divina:
- Deus não espera o homem voltar,
- Deus vai ao encontro do homem em Cristo.
4. TABELA EXPOSITIVA — PECADO E SALVAÇÃO
Etapa
Texto
Termo bíblico
Ênfase teológica
Resultado
Criação
Gn 2.16
tsāvāh
Liberdade responsável
Comunhão
Queda
Rm 5.12
paráptōma
Pecado universal
Morte
Separação
Is 59.2
bādal
Ruptura com Deus
Alienação
Redenção
Rm 3.24
apolýtrōsis
Graça em Cristo
Perdão
Reconciliação
2Co 5.19
katallagḗ
Relacionamento restaurado
Nova vida
5. APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Reconhecer o pecado é o primeiro passo para a cura
Não há salvação sem arrependimento. - O pecado afeta todas as áreas da vida
Mas a graça de Cristo também transforma o ser humano por completo. - A salvação restaura nossa relação com Deus
Não somos apenas perdoados, somos reconciliados. - Quem foi reconciliado torna-se agente de reconciliação
Vivemos e anunciamos o Evangelho.
6. CONCLUSÃO DOUTRINÁRIA
A Bíblia é clara: todos pecaram, todos estão separados da glória de Deus. Porém, ela também proclama que Cristo é a resposta definitiva ao drama do pecado. Onde havia culpa, Ele trouxe perdão; onde havia separação, Ele trouxe reconciliação; onde reinava a morte, Ele trouxe vida eterna.
“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus” (Rm 6.23).
1. TEXTO PRINCIPAL – Romanos 3.23
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Este versículo é uma das declarações mais abrangentes e universais da condição humana após a queda. Ele sintetiza a doutrina bíblica do pecado e prepara o terreno para a revelação da graça salvadora em Cristo.
Análise do texto grego
- πάντες (pántes) — todos, sem exceção
→ Afirma a universalidade do pecado, anulando qualquer ideia de superioridade moral ou espiritual. - ἥμαρτον (hḗmarton) — pecaram
→ Do verbo ἁμαρτάνω (hamartánō), literalmente “errar o alvo”.
O pecado não é apenas um ato errado, mas um desvio do propósito para o qual o ser humano foi criado. - ὑστεροῦνται (hysterountai) — carecem, ficam aquém
→ Tempo presente contínuo: indica um estado permanente sem a graça. - δόξης τοῦ Θεοῦ (dóxēs tou Theou) — glória de Deus
→ Refere-se à comunhão, presença e aprovação divina.
📌 Teologia do texto
O pecado não é apenas transgressão moral; é ruptura relacional com Deus. Estar “destituído da glória” significa viver separado da fonte da vida.
2. RESUMO DA LIÇÃO — O PECADO SEPARA, CRISTO RESTAURA
A Bíblia apresenta o pecado como a causa primária da culpa, do sofrimento e da morte (Rm 5.12). Contudo, ela não termina na denúncia do pecado, mas avança para a provisão graciosa de Deus em Cristo.
- O pecado separa (Is 59.2),
- Cristo reconcilia (2Co 5.18,19),
- O pecado mata,
- Cristo restaura e vivifica (Ef 2.1-5).
Essa tensão revela o coração do Evangelho: onde o pecado abundou, superabundou a graça (Rm 5.20).
3. LEITURA DA SEMANA — ANÁLISE TEOLÓGICA PROGRESSIVA
🔹 SEGUNDA — Gênesis 2.16,17
Deus dota o ser humano de liberdade de escolha
O mandamento no Éden revela que o ser humano foi criado com:
- Responsabilidade moral,
- Capacidade de escolha,
- Relacionamento consciente com Deus.
O hebraico צָוָה (tsāvāh) — ordenar — indica um mandamento dado dentro de um contexto de relacionamento e confiança, não de opressão.
📌 O pecado não nasce da falta de liberdade, mas do uso errado da liberdade.
🔹 TERÇA — Romanos 1.22,23
O pecado distorce a criação de Deus
Paulo mostra que o pecado afeta:
- A mente,
- A adoração,
- A identidade humana.
Trocaram a glória (δόξα) do Deus incorruptível por imagens corruptíveis. Aqui, o pecado é idolatria, isto é, a substituição do Criador pela criatura.
🔹 QUARTA — Romanos 3.23; 5.12
Todos pecaram
Romanos 5.12 introduz a doutrina do pecado original:
- Por um homem entrou o pecado,
- E pelo pecado, a morte.
O termo παράπτωμα (paráptōma) — queda, desvio — mostra que a humanidade vive sob os efeitos de uma queda coletiva.
🔹 QUINTA — Isaías 59.2
O pecado causa separação
- Hebraico: בָּדַל (bādal) — separar, dividir.
O pecado cria um abismo espiritual entre Deus e o homem. A separação não está em Deus, mas na condição humana corrompida.
🔹 SEXTA — Gálatas 6.15; Efésios 2.15; Colossenses 3.10
A salvação em Cristo traz perdão e transformação
Em Cristo ocorre:
- Nova criação (καινὴ κτίσις – kainḕ ktísis),
- Derrubada da inimizade,
- Renovação da imagem de Deus no ser humano.
A salvação não é apenas perdão jurídico, mas transformação ontológica.
🔹 SÁBADO — 2 Coríntios 5.18,19
Deus reconcilia o mundo consigo mesmo
- καταλλαγή (katallagḗ) — reconciliação, restauração de relacionamento.
A reconciliação é iniciativa divina:
- Deus não espera o homem voltar,
- Deus vai ao encontro do homem em Cristo.
4. TABELA EXPOSITIVA — PECADO E SALVAÇÃO
Etapa | Texto | Termo bíblico | Ênfase teológica | Resultado |
Criação | Gn 2.16 | tsāvāh | Liberdade responsável | Comunhão |
Queda | Rm 5.12 | paráptōma | Pecado universal | Morte |
Separação | Is 59.2 | bādal | Ruptura com Deus | Alienação |
Redenção | Rm 3.24 | apolýtrōsis | Graça em Cristo | Perdão |
Reconciliação | 2Co 5.19 | katallagḗ | Relacionamento restaurado | Nova vida |
5. APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Reconhecer o pecado é o primeiro passo para a cura
Não há salvação sem arrependimento. - O pecado afeta todas as áreas da vida
Mas a graça de Cristo também transforma o ser humano por completo. - A salvação restaura nossa relação com Deus
Não somos apenas perdoados, somos reconciliados. - Quem foi reconciliado torna-se agente de reconciliação
Vivemos e anunciamos o Evangelho.
6. CONCLUSÃO DOUTRINÁRIA
A Bíblia é clara: todos pecaram, todos estão separados da glória de Deus. Porém, ela também proclama que Cristo é a resposta definitiva ao drama do pecado. Onde havia culpa, Ele trouxe perdão; onde havia separação, Ele trouxe reconciliação; onde reinava a morte, Ele trouxe vida eterna.
“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus” (Rm 6.23).
OBJETIVOS
INTERAÇÃO
Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. Estudar a doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e a necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. As Escrituras revelam e denunciam o pecado, mostrando sua origem e seus efeitos nocivos que afetam tanto o mundo físico quanto o espiritual. No decorrer da lição, procure mostrar aos alunos que não estamos imunes a este mal. Infelizmente ele pode vir a nos controlar se estivermos longe de Deus, que é o único capaz de nos ajudar a dominá-lo, conforme bem advertiu o Senhor a Caim: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.7). Lembremos que o pecado não se encontra distante de nós e de nossas atitudes: “Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula desta semana, sugerimos que você peça aos alunos que citem algumas consequências negativas do pecado. À medida que forem falando vá anotando no quadro de escrever ou em uma cartolina. Em seguida apresente a tabela abaixo e compare com o que seus alunos disseram. Conclua explicando que para reduzir os efeitos do pecado, é fundamental que os seres humanos busquem reconciliar-se com Deus, retomando a sua comunhão com Ele.
CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DO PECADO PARA O HOMEM E PARA O MUNDO
TEXTO BÍBLICO
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. Contexto Bíblico-Teológico de Gênesis 3
Gênesis 3 marca a ruptura da ordem criada. O ser humano, criado à imagem de Deus (Gn 1.26–27) e colocado em um ambiente de comunhão, liberdade e responsabilidade, rompe deliberadamente com a vontade divina. Esse texto é fundamental para a Doutrina do Pecado (Hamartiologia) e para a compreensão da necessidade da Salvação.
O capítulo não descreve apenas um erro moral, mas uma queda teológica, com consequências espirituais, relacionais, cósmicas e escatológicas (Rm 5.12; 8.20–22).
2. Comentário Bíblico-Teológico Versículo por Versículo
🔹 Gênesis 3.1 — A astúcia da serpente
“Ora, a serpente era mais astuta…”
- “Serpente” — נָחָשׁ (nāḥāš): além do animal literal, a tradição bíblica posterior identifica-a como instrumento de Satanás (Ap 12.9).
- “Astuta” — עָרוּם (‘ārûm): sagaz, perspicaz, estrategista. Curiosamente, é a mesma raiz usada para “nus” (‘ărummîm) em Gn 2.25, criando um contraste literário entre inocência e malícia.
📌 Teologia: O inimigo não aparece como grotesco, mas como persuasivo, questionando a Palavra de Deus.
📌 Estratégia do pecado: distorcer o mandamento divino — “É assim que Deus disse…?”
🔹 Gênesis 3.2–3 — A Palavra de Deus adulterada
Eva responde corretamente em essência, mas acrescenta algo:
“nem nele tocareis…”
Deus havia dito apenas “não comerás” (Gn 2.17).
📌 Lição teológica: Acrescentar ou subtrair da revelação divina enfraquece a obediência (Dt 4.2).
📌 Princípio espiritual: A distorção da Palavra abre espaço para o engano.
🔹 Gênesis 3.4 — A negação do juízo divino
“Certamente não morrereis.”
Aqui ocorre a primeira negação explícita da Palavra de Deus.
- Morrer — מוּת (mût): inclui morte espiritual imediata e morte física progressiva.
📌 Teologia do pecado: Satanás nega as consequências do pecado, relativizando o juízo divino (cf. 2Pe 3.4).
🔹 Gênesis 3.5 — A promessa falsa de autonomia
“sereis como Deus…”
O desejo não é apenas conhecimento, mas autonomia moral.
📌 Pecado essencial: querer definir o bem e o mal sem Deus (Is 5.20).
📌 Raiz teológica do pecado: orgulho (cf. Is 14.13–14; Rm 1.21–23).
🔹 Gênesis 3.6 — A tríplice concupiscência
“boa para se comer… agradável aos olhos… desejável para dar entendimento”
Essa estrutura reaparece em:
- 1 João 2.16 — concupiscência da carne, dos olhos e soberba da vida.
📌 Responsabilidade humana: Eva toma, come e dá — Adão participa conscientemente (Rm 5.12).
🔹 Gênesis 3.7 — A falsa iluminação
“foram abertos os olhos…”
Eles não se tornam como Deus; tornam-se conscientes da culpa.
- Nus — עֵירֹם (‘êrōm): agora associado à vergonha.
- Aventais de figueira: tentativa humana de encobrir o pecado.
📌 Teologia: O pecado produz vergonha e tentativa de autojustificação — religião sem redenção.
3. Síntese Teológica
- O pecado é desobediência consciente, não ignorância.
- Ele rompe:
- a comunhão com Deus,
- a harmonia entre o casal,
- a relação com a criação,
- a paz interior do ser humano.
- A nudez espiritual exige uma cobertura que o homem não pode produzir — apontando tipologicamente para a justiça de Cristo (Gn 3.21; Rm 13.14).
4. Aplicação Pessoal e Pastoral
- O pecado começa no coração antes da ação.
- Nem toda voz religiosa fala em nome de Deus.
- Autojustificação nunca substitui arrependimento.
- Sem Cristo, o ser humano apenas “costura folhas”; com Cristo, recebe vestes de salvação (Is 61.10).
👉 Gênesis 3 nos mostra por que precisamos desesperadamente do Redentor prometido em Gn 3.15.
5. Tabela Expositiva – Gênesis 3.1–7
Verso
Texto-chave
Palavra Original
Ênfase Teológica
Aplicação
3.1
Astuta serpente
‘ārûm
Engano sutil
Vigilância espiritual
3.2–3
Mandamento
ṣāvâ
Palavra distorcida
Fidelidade à Escritura
3.4
Não morrereis
mût
Negação do juízo
Discernir mentiras
3.5
Como Deus
—
Orgulho e autonomia
Submissão a Deus
3.6
Vendo… tomou
—
Desejo e ação
Domínio próprio
3.7
Nus
‘êrōm
Culpa e vergonha
Necessidade de redenção
Conclusão Teológica
Gênesis 3.1–7 explica a origem do pecado, a condição humana caída e a necessidade absoluta da salvação em Cristo. A história não termina na queda, mas prepara o caminho para o Redentor. Onde o pecado abundou, a graça superabundou (Rm 5.20).
1. Contexto Bíblico-Teológico de Gênesis 3
Gênesis 3 marca a ruptura da ordem criada. O ser humano, criado à imagem de Deus (Gn 1.26–27) e colocado em um ambiente de comunhão, liberdade e responsabilidade, rompe deliberadamente com a vontade divina. Esse texto é fundamental para a Doutrina do Pecado (Hamartiologia) e para a compreensão da necessidade da Salvação.
O capítulo não descreve apenas um erro moral, mas uma queda teológica, com consequências espirituais, relacionais, cósmicas e escatológicas (Rm 5.12; 8.20–22).
2. Comentário Bíblico-Teológico Versículo por Versículo
🔹 Gênesis 3.1 — A astúcia da serpente
“Ora, a serpente era mais astuta…”
- “Serpente” — נָחָשׁ (nāḥāš): além do animal literal, a tradição bíblica posterior identifica-a como instrumento de Satanás (Ap 12.9).
- “Astuta” — עָרוּם (‘ārûm): sagaz, perspicaz, estrategista. Curiosamente, é a mesma raiz usada para “nus” (‘ărummîm) em Gn 2.25, criando um contraste literário entre inocência e malícia.
📌 Teologia: O inimigo não aparece como grotesco, mas como persuasivo, questionando a Palavra de Deus.
📌 Estratégia do pecado: distorcer o mandamento divino — “É assim que Deus disse…?”
🔹 Gênesis 3.2–3 — A Palavra de Deus adulterada
Eva responde corretamente em essência, mas acrescenta algo:
“nem nele tocareis…”
Deus havia dito apenas “não comerás” (Gn 2.17).
📌 Lição teológica: Acrescentar ou subtrair da revelação divina enfraquece a obediência (Dt 4.2).
📌 Princípio espiritual: A distorção da Palavra abre espaço para o engano.
🔹 Gênesis 3.4 — A negação do juízo divino
“Certamente não morrereis.”
Aqui ocorre a primeira negação explícita da Palavra de Deus.
- Morrer — מוּת (mût): inclui morte espiritual imediata e morte física progressiva.
📌 Teologia do pecado: Satanás nega as consequências do pecado, relativizando o juízo divino (cf. 2Pe 3.4).
🔹 Gênesis 3.5 — A promessa falsa de autonomia
“sereis como Deus…”
O desejo não é apenas conhecimento, mas autonomia moral.
📌 Pecado essencial: querer definir o bem e o mal sem Deus (Is 5.20).
📌 Raiz teológica do pecado: orgulho (cf. Is 14.13–14; Rm 1.21–23).
🔹 Gênesis 3.6 — A tríplice concupiscência
“boa para se comer… agradável aos olhos… desejável para dar entendimento”
Essa estrutura reaparece em:
- 1 João 2.16 — concupiscência da carne, dos olhos e soberba da vida.
📌 Responsabilidade humana: Eva toma, come e dá — Adão participa conscientemente (Rm 5.12).
🔹 Gênesis 3.7 — A falsa iluminação
“foram abertos os olhos…”
Eles não se tornam como Deus; tornam-se conscientes da culpa.
- Nus — עֵירֹם (‘êrōm): agora associado à vergonha.
- Aventais de figueira: tentativa humana de encobrir o pecado.
📌 Teologia: O pecado produz vergonha e tentativa de autojustificação — religião sem redenção.
3. Síntese Teológica
- O pecado é desobediência consciente, não ignorância.
- Ele rompe:
- a comunhão com Deus,
- a harmonia entre o casal,
- a relação com a criação,
- a paz interior do ser humano.
- A nudez espiritual exige uma cobertura que o homem não pode produzir — apontando tipologicamente para a justiça de Cristo (Gn 3.21; Rm 13.14).
4. Aplicação Pessoal e Pastoral
- O pecado começa no coração antes da ação.
- Nem toda voz religiosa fala em nome de Deus.
- Autojustificação nunca substitui arrependimento.
- Sem Cristo, o ser humano apenas “costura folhas”; com Cristo, recebe vestes de salvação (Is 61.10).
👉 Gênesis 3 nos mostra por que precisamos desesperadamente do Redentor prometido em Gn 3.15.
5. Tabela Expositiva – Gênesis 3.1–7
Verso | Texto-chave | Palavra Original | Ênfase Teológica | Aplicação |
3.1 | Astuta serpente | ‘ārûm | Engano sutil | Vigilância espiritual |
3.2–3 | Mandamento | ṣāvâ | Palavra distorcida | Fidelidade à Escritura |
3.4 | Não morrereis | mût | Negação do juízo | Discernir mentiras |
3.5 | Como Deus | — | Orgulho e autonomia | Submissão a Deus |
3.6 | Vendo… tomou | — | Desejo e ação | Domínio próprio |
3.7 | Nus | ‘êrōm | Culpa e vergonha | Necessidade de redenção |
Conclusão Teológica
Gênesis 3.1–7 explica a origem do pecado, a condição humana caída e a necessidade absoluta da salvação em Cristo. A história não termina na queda, mas prepara o caminho para o Redentor. Onde o pecado abundou, a graça superabundou (Rm 5.20).
INTRODUÇÃO
Muitos acreditam que os problemas da humanidade podem ser resolvidos apenas com soluções sociais. Mas a Bíblia nos mostra que o maior problema do ser humano é o Pecado, sendo este a raiz dos males que vemos no mundo. Nesta lição, vamos entender o que é o pecado, quais são as suas consequências e reconhecer o valor precioso da doutrina bíblica da salvação. Antes de falar sobre a salvação por meio de Jesus Cristo, como a única resposta verdadeira ao pecado, é primordial compreender a gravidade desse problema.
I- A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE
1- O livre-arbítrio do ser humano. Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17).
2- A tentação e a escolha errada. A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus.
3- “Todos pecaram”. A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. Ela também mostra que, mesmo com todo o avanço da ciência, da tecnologia e da sociedade, o ser humano ainda tem a tendência natural a distorcer o que Deus criou e a acreditar em ideias equivocadas sobre o Criador, sobre si mesmo e sobre os outros (Rm 1.21-23).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
INTRODUÇÃO — O PECADO COMO O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE
A Escritura Sagrada apresenta uma leitura radicalmente distinta das análises meramente sociológicas ou políticas acerca do sofrimento humano. Embora problemas sociais sejam reais, a Bíblia afirma que a raiz última da crise humana não é estrutural, mas espiritual. O nome dessa raiz é pecado.
No pensamento bíblico, o pecado não é apenas um erro moral ou um desvio comportamental, mas uma rebelião contra Deus, que afeta todas as dimensões da existência humana: espiritual, moral, relacional e até cósmica (Rm 8.20–22). Por isso, antes de compreender a grandeza da salvação em Cristo, é imprescindível entender a gravidade do pecado. Uma visão superficial do pecado resulta inevitavelmente em uma visão empobrecida da cruz.
I — A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE
1. O livre-arbítrio do ser humano
A Bíblia ensina que o ser humano foi criado em um estado de retidão original. Em Gênesis 1.26–27, ele é feito à imagem e semelhança de Deus, o que inclui racionalidade, moralidade, espiritualidade e capacidade relacional.
Em Gênesis 2.19–20, Adão demonstra uma sabedoria que não foi adquirida por experiência ou ensino humano, mas infundida por Deus. Essa capacidade intelectual e moral faz parte daquilo que teólogos chamam de justiça original.
Deus, porém, não criou o homem como um autômato moral. Ele lhe concedeu liberdade real.
“De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás” (Gn 2.16–17).
Análise Hebraica
- “Livremente” — אָכֹל תֹּאכֵל (’āḵōl tō’ḵēl): forma intensiva que indica permissão abundante.
- “Ordenou” — צִוָּה (ṣivvāh): ordem com autoridade moral.
📌 Teologia: O mandamento pressupõe capacidade de escolha. Sem possibilidade de desobediência, não há obediência verdadeira.
📌 Doutrina: O pecado não surge da criação imperfeita, mas do uso indevido da liberdade concedida por Deus.
2. A tentação e a escolha errada
A entrada do pecado ocorre por meio da tentação, não pela coerção. A serpente é identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), que utiliza a criação de Deus como instrumento de engano.
“A serpente era mais astuta…” (Gn 3.1)
- “Astuta” — עָרוּם (‘ārûm): sagaz, estrategista, habilidosa no discurso.
O método do inimigo é claro:
- Questionar a Palavra de Deus;
- Distorcer o caráter divino;
- Apresentar o pecado como caminho para autonomia e crescimento.
Paulo descreve esse mesmo processo em Romanos 1.22–23: o ser humano, ao rejeitar a verdade revelada, passa a distorcer tanto a criação quanto o Criador.
📌 Teologia do pecado: O pecado é, essencialmente, troca — substitui a verdade de Deus pela mentira (Rm 1.25).
📌 Responsabilidade humana: Embora tentados, Adão e Eva pecam por decisão própria (Gn 3.6).
3. “Todos pecaram”
A consequência do pecado de Adão não ficou restrita a ele e Eva.
“Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (Rm 5.12).
Análise Grega
- “Pecaram” — ἥμαρτον (hēmarton): errar o alvo, falhar moralmente.
- “Destituídos” — ὑστεροῦνται (hysterountai, Rm 3.23): ficar aquém, carecer continuamente.
📌 Doutrina do pecado original: A humanidade inteira passa a nascer sob os efeitos da Queda, com uma natureza inclinada ao pecado (Sl 51.5).
📌 Antropologia bíblica: O ser humano não é moralmente neutro; ele nasce espiritualmente afetado, necessitando de redenção.
Mesmo com progresso científico e social, o coração humano continua corrompido, incapaz de se reconciliar com Deus por si mesmo (Rm 1.21–23; Jr 17.9).
Aplicações Pessoais e Pastorais
- Nenhuma solução meramente social resolve o problema do pecado.
- Liberdade sem submissão a Deus leva à escravidão espiritual.
- O pecado sempre promete mais do que entrega.
- Reconhecer a gravidade do pecado é o primeiro passo para valorizar a cruz.
Sem uma doutrina correta do pecado, a salvação se torna opcional; com ela, Cristo se torna absolutamente necessário.
Tabela Expositiva — A Origem do Pecado
Tópico
Texto-base
Palavra-chave
Ênfase Teológica
Aplicação
Livre-arbítrio
Gn 2.16–17
ṣivvāh
Responsabilidade moral
Escolher obedecer
Tentação
Gn 3.1–5
‘ārûm
Engano espiritual
Discernimento
Queda
Gn 3.6
—
Desobediência
Vigilância
Universalidade
Rm 5.12
hēmarton
Pecado original
Humildade
Condição humana
Rm 3.23
hysterountai
Separação de Deus
Necessidade de salvação
Conclusão Teológica
A origem do pecado revela que a humanidade não precisa apenas de ajustes externos, mas de redenção interna. O mesmo Deus que permitiu a liberdade humana também anunciou, logo após a Queda, a promessa do Redentor (Gn 3.15). Assim, compreender o pecado não nos leva ao desespero, mas prepara o coração para compreender a grandeza da graça.
INTRODUÇÃO — O PECADO COMO O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA HUMANIDADE
A Escritura Sagrada apresenta uma leitura radicalmente distinta das análises meramente sociológicas ou políticas acerca do sofrimento humano. Embora problemas sociais sejam reais, a Bíblia afirma que a raiz última da crise humana não é estrutural, mas espiritual. O nome dessa raiz é pecado.
No pensamento bíblico, o pecado não é apenas um erro moral ou um desvio comportamental, mas uma rebelião contra Deus, que afeta todas as dimensões da existência humana: espiritual, moral, relacional e até cósmica (Rm 8.20–22). Por isso, antes de compreender a grandeza da salvação em Cristo, é imprescindível entender a gravidade do pecado. Uma visão superficial do pecado resulta inevitavelmente em uma visão empobrecida da cruz.
I — A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE
1. O livre-arbítrio do ser humano
A Bíblia ensina que o ser humano foi criado em um estado de retidão original. Em Gênesis 1.26–27, ele é feito à imagem e semelhança de Deus, o que inclui racionalidade, moralidade, espiritualidade e capacidade relacional.
Em Gênesis 2.19–20, Adão demonstra uma sabedoria que não foi adquirida por experiência ou ensino humano, mas infundida por Deus. Essa capacidade intelectual e moral faz parte daquilo que teólogos chamam de justiça original.
Deus, porém, não criou o homem como um autômato moral. Ele lhe concedeu liberdade real.
“De toda árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás” (Gn 2.16–17).
Análise Hebraica
- “Livremente” — אָכֹל תֹּאכֵל (’āḵōl tō’ḵēl): forma intensiva que indica permissão abundante.
- “Ordenou” — צִוָּה (ṣivvāh): ordem com autoridade moral.
📌 Teologia: O mandamento pressupõe capacidade de escolha. Sem possibilidade de desobediência, não há obediência verdadeira.
📌 Doutrina: O pecado não surge da criação imperfeita, mas do uso indevido da liberdade concedida por Deus.
2. A tentação e a escolha errada
A entrada do pecado ocorre por meio da tentação, não pela coerção. A serpente é identificada posteriormente como Satanás (Ap 12.9), que utiliza a criação de Deus como instrumento de engano.
“A serpente era mais astuta…” (Gn 3.1)
- “Astuta” — עָרוּם (‘ārûm): sagaz, estrategista, habilidosa no discurso.
O método do inimigo é claro:
- Questionar a Palavra de Deus;
- Distorcer o caráter divino;
- Apresentar o pecado como caminho para autonomia e crescimento.
Paulo descreve esse mesmo processo em Romanos 1.22–23: o ser humano, ao rejeitar a verdade revelada, passa a distorcer tanto a criação quanto o Criador.
📌 Teologia do pecado: O pecado é, essencialmente, troca — substitui a verdade de Deus pela mentira (Rm 1.25).
📌 Responsabilidade humana: Embora tentados, Adão e Eva pecam por decisão própria (Gn 3.6).
3. “Todos pecaram”
A consequência do pecado de Adão não ficou restrita a ele e Eva.
“Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (Rm 5.12).
Análise Grega
- “Pecaram” — ἥμαρτον (hēmarton): errar o alvo, falhar moralmente.
- “Destituídos” — ὑστεροῦνται (hysterountai, Rm 3.23): ficar aquém, carecer continuamente.
📌 Doutrina do pecado original: A humanidade inteira passa a nascer sob os efeitos da Queda, com uma natureza inclinada ao pecado (Sl 51.5).
📌 Antropologia bíblica: O ser humano não é moralmente neutro; ele nasce espiritualmente afetado, necessitando de redenção.
Mesmo com progresso científico e social, o coração humano continua corrompido, incapaz de se reconciliar com Deus por si mesmo (Rm 1.21–23; Jr 17.9).
Aplicações Pessoais e Pastorais
- Nenhuma solução meramente social resolve o problema do pecado.
- Liberdade sem submissão a Deus leva à escravidão espiritual.
- O pecado sempre promete mais do que entrega.
- Reconhecer a gravidade do pecado é o primeiro passo para valorizar a cruz.
Sem uma doutrina correta do pecado, a salvação se torna opcional; com ela, Cristo se torna absolutamente necessário.
Tabela Expositiva — A Origem do Pecado
Tópico | Texto-base | Palavra-chave | Ênfase Teológica | Aplicação |
Livre-arbítrio | Gn 2.16–17 | ṣivvāh | Responsabilidade moral | Escolher obedecer |
Tentação | Gn 3.1–5 | ‘ārûm | Engano espiritual | Discernimento |
Queda | Gn 3.6 | — | Desobediência | Vigilância |
Universalidade | Rm 5.12 | hēmarton | Pecado original | Humildade |
Condição humana | Rm 3.23 | hysterountai | Separação de Deus | Necessidade de salvação |
Conclusão Teológica
A origem do pecado revela que a humanidade não precisa apenas de ajustes externos, mas de redenção interna. O mesmo Deus que permitiu a liberdade humana também anunciou, logo após a Queda, a promessa do Redentor (Gn 3.15). Assim, compreender o pecado não nos leva ao desespero, mas prepara o coração para compreender a grandeza da graça.
SUBSÍDIO 1
Prezado(a) professor(a), converse com seus alunos a respeito da tentação e como lutar contra ela, explicando que “Satanás tentou fazer Eva pensar que o pecado era bom, agradável e desejável. Assim, o conhecimento do bem e do mal lhe pareceu inofensivo. As pessoas costumam fazer as escolhas erradas porque estão convencidas de que estas são boas, pelo menos para si mesmas. Os nossos pecados nem sempre parecem feios aos nossos olhos, e os pecados prazerosos são mais difíceis de evitar. Portanto, prepare-se para enfrentar as tentações que possam aparecer em seu caminho. Nem sempre podemos evitá-las, mas sempre há uma forma de escapar (1Co 10.13). Use a Palavra e as pessoas de Deus para ajudá-lo a lutar contra a tentação”. (Adaptado da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).
II- AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
1- Separação de Deus. Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). Nesse sentido, as palavras do profeta Isaías são bem claras: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2). O pecado continua sendo um problema sério, atualmente, pois, todo ser humano que ainda não teve uma experiência de Novo Nascimento, mediante a fé em Jesus Cristo, encontra-se distante de Deus, separado da sua preciosa comunhão (Rm 3.23). Assim, o pecado rompeu completamente o relacionamento entre Deus e o ser humano.
2- Culpa e vergonha. Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10). A boa notícia é que o Evangelho da Salvação tem o poder de restaurar completamente o ser humano. Pela graça de Deus e pela atuação do Espírito Santo, somos convencidos do pecado e recebemos discernimento para identificar a culpa que nos conduz ao arrependimento sincero diante de Deus (Sl 51.17) e que precisa ser lançada aos pés do Senhor, confiando que Ele cuida de nós (1Pe 5.7). Assim, com arrependimento e fé, podemos ser libertos das amarras da culpa e da vergonha (Sl 51.2,3; 2Co 5.17). O pecado gera culpa e vergonha, mas a salvação em Cristo produz perdão e dignidade (Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10).
3- Sofrimento e morte. A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. A morte física tornou-se uma realidade para os seres humanos, enquanto a morte espiritual afastou o homem da presença de Deus. O que antes era perfeito e harmonioso foi afetado pelo pecado, criando limitações, frustrações e ansiedades nas pessoas. No entanto, mesmo diante dessas circunstâncias, Deus nunca abandonou a humanidade e, desde o Éden, já tinha delineado o plano de salvação (Gn 3.15).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II — AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
A Bíblia não trata o pecado como um conceito abstrato, mas como uma realidade concreta com efeitos objetivos na relação do ser humano com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a criação. As consequências do pecado atingem o centro da existência humana e revelam por que a salvação não é opcional, mas absolutamente necessária.
1. Separação de Deus
A consequência mais grave do pecado é a ruptura do relacionamento entre o Criador e a criatura.
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2).
Análise Hebraica
- “Iniquidades” — עֲוֹנוֹת (‘ăwōnōṯ): perversão moral, distorção interior.
- “Separação” — מַבְדִּילִים (mavdîlîm): causar divisão, levantar uma barreira.
O pecado não apenas afasta o homem de Deus; ele ergue um muro relacional, impossibilitando a comunhão. Em Gênesis 3.8–10, Adão e Eva, que antes desfrutavam da presença divina, agora se escondem. A iniciativa do afastamento parte do ser humano, não de Deus.
Análise Teológica
Paulo reforça essa verdade ao afirmar que todos estão “destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23).
- “Destituídos” — ὑστεροῦνται (hysterountai): continuar carecendo, permanecer aquém.
📌 Doutrina: A separação espiritual é o estado natural do ser humano não regenerado.
📌 Soteriologia: A salvação não é melhoria moral, mas reconciliação (2Co 5.18).
2. Culpa e vergonha
A segunda grande consequência do pecado é o surgimento da culpa e da vergonha.
“Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus” (Gn 3.7).
Antes da Queda, a nudez era sinal de inocência (Gn 2.25). Após o pecado, ela passa a ser associada à exposição moral e à perda da dignidade.
Análise Hebraica
- “Vergonha” — בּוֹשׁ (bōsh): confusão, humilhação, desonra pública.
- “Culpa” (implícita) — אָשָׁם (’āshām): estado de culpa diante da justiça divina.
Adão declara: “Tive medo… e escondi-me” (Gn 3.10). O pecado produz medo, culpa e fuga da presença de Deus.
Dimensão Pastoral
A culpa pode assumir dois caminhos:
- Culpa destrutiva, que paralisa e afasta de Deus;
- Culpa redentiva, que conduz ao arrependimento (Sl 51.17).
No Novo Testamento:
- “Convencer” — ἐλέγχω (elénchō, Jo 16.8): expor para restaurar, não para condenar.
📌 Evangelho: Em Cristo, a culpa é removida e a dignidade restaurada (2Co 5.17).
📌 Nova criação:
- “Novo” — καινός (kainós): novo em qualidade, não apenas em tempo.
3. Sofrimento e morte
A consequência final e inevitável do pecado é a morte, acompanhada de sofrimento físico, emocional e espiritual.
“Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).
Análise Grega
- “Salário” — ὀψώνια (opsṓnia): pagamento justo, recompensa devida.
- “Morte” — θάνατος (thánatos): separação, não apenas cessação biológica.
Três dimensões da morte
- Morte espiritual — separação de Deus (Ef 2.1);
- Morte física — retorno ao pó (Gn 3.19);
- Morte eterna — separação definitiva para quem rejeita a salvação (Ap 20.14).
O sofrimento humano — dores, frustrações, conflitos e vazio existencial — é consequência direta da Queda. Todavia, o pecado não teve a última palavra.
“Porei inimizade entre ti e a mulher…” (Gn 3.15).
📌 Teologia da esperança: A promessa da redenção surge no mesmo capítulo da Queda.
Aplicações Pessoais e Espirituais
- O pecado sempre gera separação, ainda que pareça inofensivo.
- Culpa não tratada gera afastamento; culpa confessada gera restauração.
- Sofrimento sem Cristo gera desespero; sofrimento com esperança gera fé.
- A salvação em Cristo não nega a dor, mas a redime.
Tabela Expositiva — As Consequências do Pecado
Consequência
Texto-base
Termo bíblico
Ênfase Teológica
Aplicação
Separação
Is 59.2
mavdîlîm
Ruptura relacional
Necessidade de reconciliação
Culpa
Gn 3.7–10
’āshām
Consciência moral
Arrependimento
Vergonha
Gn 3.10
bōsh
Perda da dignidade
Restauração em Cristo
Sofrimento
Gn 3.16–19
—
Mundo caído
Esperança futura
Morte
Rm 6.23
thánatos
Consequência final
Urgência do Evangelho
Conclusão Teológica
As consequências do pecado revelam a profundidade da crise humana e explicam por que nenhuma solução meramente humana é suficiente. O pecado separa, culpa, envergonha e mata. Contudo, a revelação bíblica não termina na Queda, mas avança para a redenção.
Cristo entra exatamente onde o pecado causou separação, vergonha e morte, trazendo reconciliação, dignidade e vida eterna.
“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20).
II — AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
A Bíblia não trata o pecado como um conceito abstrato, mas como uma realidade concreta com efeitos objetivos na relação do ser humano com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a criação. As consequências do pecado atingem o centro da existência humana e revelam por que a salvação não é opcional, mas absolutamente necessária.
1. Separação de Deus
A consequência mais grave do pecado é a ruptura do relacionamento entre o Criador e a criatura.
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2).
Análise Hebraica
- “Iniquidades” — עֲוֹנוֹת (‘ăwōnōṯ): perversão moral, distorção interior.
- “Separação” — מַבְדִּילִים (mavdîlîm): causar divisão, levantar uma barreira.
O pecado não apenas afasta o homem de Deus; ele ergue um muro relacional, impossibilitando a comunhão. Em Gênesis 3.8–10, Adão e Eva, que antes desfrutavam da presença divina, agora se escondem. A iniciativa do afastamento parte do ser humano, não de Deus.
Análise Teológica
Paulo reforça essa verdade ao afirmar que todos estão “destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23).
- “Destituídos” — ὑστεροῦνται (hysterountai): continuar carecendo, permanecer aquém.
📌 Doutrina: A separação espiritual é o estado natural do ser humano não regenerado.
📌 Soteriologia: A salvação não é melhoria moral, mas reconciliação (2Co 5.18).
2. Culpa e vergonha
A segunda grande consequência do pecado é o surgimento da culpa e da vergonha.
“Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus” (Gn 3.7).
Antes da Queda, a nudez era sinal de inocência (Gn 2.25). Após o pecado, ela passa a ser associada à exposição moral e à perda da dignidade.
Análise Hebraica
- “Vergonha” — בּוֹשׁ (bōsh): confusão, humilhação, desonra pública.
- “Culpa” (implícita) — אָשָׁם (’āshām): estado de culpa diante da justiça divina.
Adão declara: “Tive medo… e escondi-me” (Gn 3.10). O pecado produz medo, culpa e fuga da presença de Deus.
Dimensão Pastoral
A culpa pode assumir dois caminhos:
- Culpa destrutiva, que paralisa e afasta de Deus;
- Culpa redentiva, que conduz ao arrependimento (Sl 51.17).
No Novo Testamento:
- “Convencer” — ἐλέγχω (elénchō, Jo 16.8): expor para restaurar, não para condenar.
📌 Evangelho: Em Cristo, a culpa é removida e a dignidade restaurada (2Co 5.17).
📌 Nova criação:
- “Novo” — καινός (kainós): novo em qualidade, não apenas em tempo.
3. Sofrimento e morte
A consequência final e inevitável do pecado é a morte, acompanhada de sofrimento físico, emocional e espiritual.
“Porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).
Análise Grega
- “Salário” — ὀψώνια (opsṓnia): pagamento justo, recompensa devida.
- “Morte” — θάνατος (thánatos): separação, não apenas cessação biológica.
Três dimensões da morte
- Morte espiritual — separação de Deus (Ef 2.1);
- Morte física — retorno ao pó (Gn 3.19);
- Morte eterna — separação definitiva para quem rejeita a salvação (Ap 20.14).
O sofrimento humano — dores, frustrações, conflitos e vazio existencial — é consequência direta da Queda. Todavia, o pecado não teve a última palavra.
“Porei inimizade entre ti e a mulher…” (Gn 3.15).
📌 Teologia da esperança: A promessa da redenção surge no mesmo capítulo da Queda.
Aplicações Pessoais e Espirituais
- O pecado sempre gera separação, ainda que pareça inofensivo.
- Culpa não tratada gera afastamento; culpa confessada gera restauração.
- Sofrimento sem Cristo gera desespero; sofrimento com esperança gera fé.
- A salvação em Cristo não nega a dor, mas a redime.
Tabela Expositiva — As Consequências do Pecado
Consequência | Texto-base | Termo bíblico | Ênfase Teológica | Aplicação |
Separação | Is 59.2 | mavdîlîm | Ruptura relacional | Necessidade de reconciliação |
Culpa | Gn 3.7–10 | ’āshām | Consciência moral | Arrependimento |
Vergonha | Gn 3.10 | bōsh | Perda da dignidade | Restauração em Cristo |
Sofrimento | Gn 3.16–19 | — | Mundo caído | Esperança futura |
Morte | Rm 6.23 | thánatos | Consequência final | Urgência do Evangelho |
Conclusão Teológica
As consequências do pecado revelam a profundidade da crise humana e explicam por que nenhuma solução meramente humana é suficiente. O pecado separa, culpa, envergonha e mata. Contudo, a revelação bíblica não termina na Queda, mas avança para a redenção.
Cristo entra exatamente onde o pecado causou separação, vergonha e morte, trazendo reconciliação, dignidade e vida eterna.
“Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20).
III- A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
1- Restauração do relacionamento com Deus. O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). Fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo, e nossa comunhão foi restaurada. Portanto, o remédio bíblico contra a separação provocada pelo pecado é a reconciliação e a comunhão restaurada por meio de Jesus Cristo.
2- Remoção da culpa e da vergonha. Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). Portanto, a solução de Deus para o pecado não se resume apenas à sua remoção desse mal espiritual, mas também à cura completa da alma marcada pela culpa e pela vergonha, conduzindo-nos à verdadeira liberdade espiritual.
3- Superação do sofrimento e da morte. A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). Em Cristo, fomos reconciliados com Deus e recebemos a promessa da vida eterna (1Jo 5.11,12). Essa esperança dá-nos força no presente e coragem para enfrentar as dificuldades, sabendo que, no futuro, viveremos plenamente com o Senhor, onde não haverá mais dor, tristeza nem morte (Ap 21.4). Essa esperança nos protege das utopias mundanas que tentam nos seduzir e, ao mesmo tempo, nos dá uma consciência da realidade, permitindo que vivamos, neste tempo, a fé viva em Jesus.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
III — A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Se o pecado produziu separação, culpa, vergonha, sofrimento e morte, a resposta divina não foi punição definitiva, mas redenção graciosa. A Bíblia revela um plano progressivo, culminando em Cristo, no qual Deus age para reconciliar, purificar e vivificar o ser humano. A salvação não é apenas jurídica, mas relacional, espiritual e escatológica.
1. Restauração do relacionamento com Deus
A primeira e mais essencial obra da salvação é a reconciliação entre Deus e o ser humano.
“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo” (2Co 5.18).
Análise Grega
- “Reconciliar” — καταλλάσσω (katallássō): mudar completamente a relação, remover a inimizade.
- “Reconciliação” — καταλλαγή (katallagḗ): restauração plena de comunhão.
O pecado produziu inimizade (Rm 5.10), mas em Cristo Deus toma a iniciativa de restaurar o relacionamento rompido. O texto não afirma que o homem reconciliou-se com Deus, mas que Deus reconciliou o mundo consigo.
“Não lhes imputando os seus pecados” (2Co 5.19).
- “Imputar” — λογίζομαι (logízomai): lançar na conta, creditar.
📌 Teologia Paulina: Na cruz, nossos pecados não foram ignorados, mas imputados a Cristo (Is 53.5–6; 1Pe 2.24).
📌 Resultado: A comunhão com Deus é restaurada, não por mérito humano, mas pela obra substitutiva de Cristo.
2. Remoção da culpa e da vergonha
A salvação em Cristo não apenas restaura a relação com Deus, mas também cura profundamente a consciência humana.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar” (1Jo 1.9).
Análise Grega
- “Perdoar” — ἀφίημι (aphíēmi): remover, afastar completamente.
- “Purificar” — καθαρίζω (katharízō): limpar totalmente, sem resíduo.
O perdão bíblico não é psicológico, mas jurídico e espiritual. Em Romanos 5.1, Paulo declara:
“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus”.
- “Justificados” — δικαιόω (dikaióō): declarar justo diante da lei.
Consciência Purificada
“Quanto mais o sangue de Cristo purificará a nossa consciência” (Hb 9.14).
- “Consciência” — συνείδησις (syneídēsis): consciência moral interior.
📌 Resultado espiritual: A culpa é removida, a vergonha é quebrada e a dignidade é restaurada.
📌 Nova identidade:
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17).
- “Nova” — καινός (kainós): novo em essência, não apenas em aparência.
3. Superação do sofrimento e da morte
A resposta definitiva de Deus ao sofrimento e à morte é a vida eterna em Cristo.
“Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25).
Análise Grega
- “Ressurreição” — ἀνάστασις (anástasis): levantar-se definitivamente.
- “Vida” — ζωή (zōḗ): vida plena, eterna, espiritual.
A morte física ainda existe, mas perdeu seu poder final (1Co 15.55–57). O cristão vive na tensão entre o “já” da salvação e o “ainda não” da glorificação.
“Aguardamos a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).
📌 Esperança escatológica: A ressurreição futura garante sentido ao sofrimento presente.
📌 Promessa final:
“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima” (Ap 21.4).
Aplicações Pessoais e Espirituais
- A separação foi vencida — viva em comunhão com Deus.
- A culpa foi removida — não viva preso ao passado.
- A vergonha foi quebrada — viva com dignidade em Cristo.
- A morte foi derrotada — viva com esperança eterna.
Tabela Expositiva — A Solução Divina para o Pecado
Problema do Pecado
Solução em Cristo
Texto-chave
Termo Bíblico
Resultado
Separação
Reconciliação
2Co 5.18
katallássō
Comunhão restaurada
Culpa
Perdão
1Jo 1.9
aphíēmi
Consciência limpa
Vergonha
Justificação
Rm 5.1
dikaióō
Dignidade restaurada
Sofrimento
Esperança
Rm 8.23
elpís
Perseverança
Morte
Vida eterna
Jo 11.25
zōḗ
Vitória final
Conclusão Teológica
A solução de Deus para as consequências do pecado não é parcial, mas completa, profunda e eterna. Em Cristo, a separação é vencida, a culpa é removida, a vergonha é curada, o sofrimento é ressignificado e a morte é derrotada.
A salvação não é apenas um evento futuro, mas uma realidade presente com implicações eternas.
“Em Cristo, Deus fez tudo novo.”
III — A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Se o pecado produziu separação, culpa, vergonha, sofrimento e morte, a resposta divina não foi punição definitiva, mas redenção graciosa. A Bíblia revela um plano progressivo, culminando em Cristo, no qual Deus age para reconciliar, purificar e vivificar o ser humano. A salvação não é apenas jurídica, mas relacional, espiritual e escatológica.
1. Restauração do relacionamento com Deus
A primeira e mais essencial obra da salvação é a reconciliação entre Deus e o ser humano.
“E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo” (2Co 5.18).
Análise Grega
- “Reconciliar” — καταλλάσσω (katallássō): mudar completamente a relação, remover a inimizade.
- “Reconciliação” — καταλλαγή (katallagḗ): restauração plena de comunhão.
O pecado produziu inimizade (Rm 5.10), mas em Cristo Deus toma a iniciativa de restaurar o relacionamento rompido. O texto não afirma que o homem reconciliou-se com Deus, mas que Deus reconciliou o mundo consigo.
“Não lhes imputando os seus pecados” (2Co 5.19).
- “Imputar” — λογίζομαι (logízomai): lançar na conta, creditar.
📌 Teologia Paulina: Na cruz, nossos pecados não foram ignorados, mas imputados a Cristo (Is 53.5–6; 1Pe 2.24).
📌 Resultado: A comunhão com Deus é restaurada, não por mérito humano, mas pela obra substitutiva de Cristo.
2. Remoção da culpa e da vergonha
A salvação em Cristo não apenas restaura a relação com Deus, mas também cura profundamente a consciência humana.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar” (1Jo 1.9).
Análise Grega
- “Perdoar” — ἀφίημι (aphíēmi): remover, afastar completamente.
- “Purificar” — καθαρίζω (katharízō): limpar totalmente, sem resíduo.
O perdão bíblico não é psicológico, mas jurídico e espiritual. Em Romanos 5.1, Paulo declara:
“Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus”.
- “Justificados” — δικαιόω (dikaióō): declarar justo diante da lei.
Consciência Purificada
“Quanto mais o sangue de Cristo purificará a nossa consciência” (Hb 9.14).
- “Consciência” — συνείδησις (syneídēsis): consciência moral interior.
📌 Resultado espiritual: A culpa é removida, a vergonha é quebrada e a dignidade é restaurada.
📌 Nova identidade:
“Se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17).
- “Nova” — καινός (kainós): novo em essência, não apenas em aparência.
3. Superação do sofrimento e da morte
A resposta definitiva de Deus ao sofrimento e à morte é a vida eterna em Cristo.
“Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25).
Análise Grega
- “Ressurreição” — ἀνάστασις (anástasis): levantar-se definitivamente.
- “Vida” — ζωή (zōḗ): vida plena, eterna, espiritual.
A morte física ainda existe, mas perdeu seu poder final (1Co 15.55–57). O cristão vive na tensão entre o “já” da salvação e o “ainda não” da glorificação.
“Aguardamos a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).
📌 Esperança escatológica: A ressurreição futura garante sentido ao sofrimento presente.
📌 Promessa final:
“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima” (Ap 21.4).
Aplicações Pessoais e Espirituais
- A separação foi vencida — viva em comunhão com Deus.
- A culpa foi removida — não viva preso ao passado.
- A vergonha foi quebrada — viva com dignidade em Cristo.
- A morte foi derrotada — viva com esperança eterna.
Tabela Expositiva — A Solução Divina para o Pecado
Problema do Pecado | Solução em Cristo | Texto-chave | Termo Bíblico | Resultado |
Separação | Reconciliação | 2Co 5.18 | katallássō | Comunhão restaurada |
Culpa | Perdão | 1Jo 1.9 | aphíēmi | Consciência limpa |
Vergonha | Justificação | Rm 5.1 | dikaióō | Dignidade restaurada |
Sofrimento | Esperança | Rm 8.23 | elpís | Perseverança |
Morte | Vida eterna | Jo 11.25 | zōḗ | Vitória final |
Conclusão Teológica
A solução de Deus para as consequências do pecado não é parcial, mas completa, profunda e eterna. Em Cristo, a separação é vencida, a culpa é removida, a vergonha é curada, o sofrimento é ressignificado e a morte é derrotada.
A salvação não é apenas um evento futuro, mas uma realidade presente com implicações eternas.
“Em Cristo, Deus fez tudo novo.”
SUBSÍDIO 2
Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que os versículos 8 e 9 de Gênesis 3 “mostram o desejo de Deus de relacionar-se conosco e porque temos medo deste relacionamento. Adão e Eva esconderam-se de Deus quando o ouviram aproximar-se. Deus queria estar com eles, mas, por causa do seu pecado, Adão e Eva tiveram medo de mostrar-se. O pecado quebrara o seu relacionamento íntimo com Deus, assim como tem quebrado o nosso. Porém, Jesus Cristo, o Filho de Deus abre o caminho para renovar nosso relacionamento com Ele. Deus almeja estar conosco e oferece-nos ativamente o seu amor incondicional. Nossa resposta natural é o medo porque pensamos não poder viver de acordo com os seus padrões. Mas entender que Ele nos ama, a despeito das nossas faltas, pode ajudar-nos a remover este temor”. (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).
CONCLUSÃO
O pecado afastou a humanidade de Deus, contudo, por amor, Ele providenciou a via de regresso através de Jesus Cristo. É responsabilidade de cada jovem crente entender a sua condição perante Deus, crer em Jesus e manter uma relação de comunhão com o Senhor.
HORA DA REVISÃO
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
SUBSÍDIO 2 — GÊNESIS 3.8–9
O Deus que busca o ser humano caído
“E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus…” (Gn 3.8)
Análise Hebraica
- “Ouviram a voz” — שָׁמְעוּ אֶת־קוֹל (shame‘û ’et-qôl): não apenas som, mas manifestação perceptível da presença divina.
- “Passeava” — הִתְהַלֵּךְ (hithallēk): verbo no reflexivo, indicando movimento contínuo e relacional.
- “Presença” — פָּנִים (paním): literalmente “rosto”. Esconder-se da “face” de Deus indica ruptura relacional profunda.
📌 Teologia do texto:
Antes do pecado, Deus não era temido, mas desfrutado. A presença divina fazia parte da rotina do ser humano. O pecado não muda o caráter de Deus — muda a percepção humana de Deus.
O medo como fruto do pecado
“Tive medo, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3.10)
- “Medo” — יָרֵא (yārē’): temor que nasce da culpa, não da reverência.
- “Escondi-me” — חָבָא (ḥāvā’): tentativa inútil de fugir de Deus.
📌 Verdade teológica:
O pecado gera:
- medo em vez de confiança,
- fuga em vez de comunhão,
- silêncio em vez de diálogo.
Essa mesma dinâmica ainda se repete hoje: o ser humano foge de Deus não porque Ele deixou de amar, mas porque a consciência culpada teme a santidade divina (Is 59.2).
Cristo: o caminho de volta à comunhão
O subsídio corretamente aponta que Jesus Cristo reabre o caminho da comunhão perdida.
“Porque por meio dele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Ef 2.18)
Análise Grega
- “Acesso” — προσαγωγή (prosagōgḗ): permissão para aproximar-se, introdução oficial.
- “Comunhão” — κοινωνία (koinōnía): relacionamento íntimo, participação mútua.
📌 Cristologia aplicada:
- Adão se escondeu no jardim.
- Cristo foi exposto na cruz.
- Adão ouviu Deus e fugiu.
- Cristo ouviu o Pai e obedeceu até a morte (Fp 2.8).
CONCLUSÃO — UMA TEOLOGIA DA RESTAURAÇÃO
O pecado afastou o ser humano de Deus, mas o amor divino tomou a iniciativa da restauração.
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19)
- “Reconciliar” — καταλλάσσω (katallássō): remover inimizade, restaurar amizade.
📌 Responsabilidade cristã:
A salvação é dom gratuito, mas exige resposta consciente:
- arrependimento,
- fé em Cristo,
- vida contínua de comunhão.
Para o jovem cristão, isso significa não apenas “crer”, mas andar com Deus diariamente, sem medo, culpa ou fuga.
HORA DA REVISÃO — COMENTÁRIO TEOLÓGICO
1. A criação do ser humano
O homem foi criado com justiça, santidade e capacidade moral, refletindo a imagem de Deus (tselem ’Elohim — Gn 1.26).
2. O alcance do pecado
O pecado de Adão teve efeito federal e representativo:
“Por um homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12).
3. Consequências do pecado
- Separação (Is 59.2)
- Culpa e vergonha (Gn 3.7–10)
- Sofrimento e morte (Rm 6.23)
4. O que a salvação produz
- Perdão (aphíēmi)
- Nova criação (kainḗ ktísis)
- Dignidade restaurada
5. Certeza em Cristo
A morte perdeu seu caráter definitivo:
“Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).
Tabela Expositiva — Do Pecado à Comunhão Restaurada
Situação
Adão
Cristo
Resultado
Presença de Deus
Fuga
Obediência
Comunhão restaurada
Consciência
Culpa
Perdão
Paz
Relacionamento
Ruptura
Reconciliação
Acesso ao Pai
Futuro
Morte
Vida eterna
Esperança
Aplicação Final aos Jovens
- Deus continua procurando o ser humano, não para condenar, mas para restaurar.
- O medo de Deus nasce da culpa não tratada.
- Em Cristo, não precisamos nos esconder.
- A comunhão diária é fruto da graça, não da perfeição.
- Quem entende o amor de Deus aprende a caminhar com Ele sem temor.
Deus não mudou desde o Éden: Ele ainda chama — “Onde estás?”
A grande diferença é que, agora, em Cristo, podemos responder sem medo.
SUBSÍDIO 2 — GÊNESIS 3.8–9
O Deus que busca o ser humano caído
“E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus…” (Gn 3.8)
Análise Hebraica
- “Ouviram a voz” — שָׁמְעוּ אֶת־קוֹל (shame‘û ’et-qôl): não apenas som, mas manifestação perceptível da presença divina.
- “Passeava” — הִתְהַלֵּךְ (hithallēk): verbo no reflexivo, indicando movimento contínuo e relacional.
- “Presença” — פָּנִים (paním): literalmente “rosto”. Esconder-se da “face” de Deus indica ruptura relacional profunda.
📌 Teologia do texto:
Antes do pecado, Deus não era temido, mas desfrutado. A presença divina fazia parte da rotina do ser humano. O pecado não muda o caráter de Deus — muda a percepção humana de Deus.
O medo como fruto do pecado
“Tive medo, porque estava nu, e escondi-me” (Gn 3.10)
- “Medo” — יָרֵא (yārē’): temor que nasce da culpa, não da reverência.
- “Escondi-me” — חָבָא (ḥāvā’): tentativa inútil de fugir de Deus.
📌 Verdade teológica:
O pecado gera:
- medo em vez de confiança,
- fuga em vez de comunhão,
- silêncio em vez de diálogo.
Essa mesma dinâmica ainda se repete hoje: o ser humano foge de Deus não porque Ele deixou de amar, mas porque a consciência culpada teme a santidade divina (Is 59.2).
Cristo: o caminho de volta à comunhão
O subsídio corretamente aponta que Jesus Cristo reabre o caminho da comunhão perdida.
“Porque por meio dele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Ef 2.18)
Análise Grega
- “Acesso” — προσαγωγή (prosagōgḗ): permissão para aproximar-se, introdução oficial.
- “Comunhão” — κοινωνία (koinōnía): relacionamento íntimo, participação mútua.
📌 Cristologia aplicada:
- Adão se escondeu no jardim.
- Cristo foi exposto na cruz.
- Adão ouviu Deus e fugiu.
- Cristo ouviu o Pai e obedeceu até a morte (Fp 2.8).
CONCLUSÃO — UMA TEOLOGIA DA RESTAURAÇÃO
O pecado afastou o ser humano de Deus, mas o amor divino tomou a iniciativa da restauração.
“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19)
- “Reconciliar” — καταλλάσσω (katallássō): remover inimizade, restaurar amizade.
📌 Responsabilidade cristã:
A salvação é dom gratuito, mas exige resposta consciente:
- arrependimento,
- fé em Cristo,
- vida contínua de comunhão.
Para o jovem cristão, isso significa não apenas “crer”, mas andar com Deus diariamente, sem medo, culpa ou fuga.
HORA DA REVISÃO — COMENTÁRIO TEOLÓGICO
1. A criação do ser humano
O homem foi criado com justiça, santidade e capacidade moral, refletindo a imagem de Deus (tselem ’Elohim — Gn 1.26).
2. O alcance do pecado
O pecado de Adão teve efeito federal e representativo:
“Por um homem entrou o pecado no mundo” (Rm 5.12).
3. Consequências do pecado
- Separação (Is 59.2)
- Culpa e vergonha (Gn 3.7–10)
- Sofrimento e morte (Rm 6.23)
4. O que a salvação produz
- Perdão (aphíēmi)
- Nova criação (kainḗ ktísis)
- Dignidade restaurada
5. Certeza em Cristo
A morte perdeu seu caráter definitivo:
“Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).
Tabela Expositiva — Do Pecado à Comunhão Restaurada
Situação | Adão | Cristo | Resultado |
Presença de Deus | Fuga | Obediência | Comunhão restaurada |
Consciência | Culpa | Perdão | Paz |
Relacionamento | Ruptura | Reconciliação | Acesso ao Pai |
Futuro | Morte | Vida eterna | Esperança |
Aplicação Final aos Jovens
- Deus continua procurando o ser humano, não para condenar, mas para restaurar.
- O medo de Deus nasce da culpa não tratada.
- Em Cristo, não precisamos nos esconder.
- A comunhão diária é fruto da graça, não da perfeição.
- Quem entende o amor de Deus aprende a caminhar com Ele sem temor.
Deus não mudou desde o Éden: Ele ainda chama — “Onde estás?”
A grande diferença é que, agora, em Cristo, podemos responder sem medo.
VOCABULÁRIO
Este blog foi feito com muito carinho 💝 para você. Ajude-nos 🙏 Se desejar apoiar nosso trabalho e nos ajudar a manter o conteúdo exclusivo e edificante, você pode fazer uma contribuição voluntária via Pix / tel: (11)97828-5171 Seja um parceiro desta obra e nos ajude a continuar trazendo conteúdo de qualidade. “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL
EBD 1° Trimestre De 2026 | CPAD Jovens – TEMA: Plano Perfeito – A Salvação da Humanidade, a Mensagem Central das Escrituras | | Escola Bíblica Dominical |
📲 Visite a livraria CPAD mais próxima e aproveite!
Quem compromete-se com a EBD não inventa histórias, mas fala o que está escrito na Bíblia!
EBD 1° Trimestre De 2026 | CPAD Jovens – TEMA: Plano Perfeito – A Salvação da Humanidade, a Mensagem Central das Escrituras | | Escola Bíblica Dominical |
📲 Visite a livraria CPAD mais próxima e aproveite!
Quem compromete-se com a EBD não inventa histórias, mas fala o que está escrito na Bíblia!
📩 Adquira UM DOS PACOTES do acesso Vip ou arquivo avulso de qualquer ano | Saiba mais pelo Zap.
- O acesso vip foi pensado para facilitar o superintende e professores de EBD, dá a possibilidade de ter em mãos, Slides, Subsídios de todas as classes e faixas etárias. Saiba qual as opções, e adquira! Entre em contato.
- O acesso vip foi pensado para facilitar o superintende e professores de EBD, dá a possibilidade de ter em mãos, Slides, Subsídios de todas as classes e faixas etárias. Saiba qual as opções, e adquira! Entre em contato.
ADQUIRA O ACESSO VIP ou os conteúdos em pdf 👆👆👆👆👆👆 Entre em contato.
Os conteúdos tem lhe abençoado? Nos abençoe também com Uma Oferta Voluntária de qualquer valor pelo PIX: E-MAIL pecadorconfesso@hotmail.com – ou, PIX:TEL (15)99798-4063 Seja Um Parceiro Desta Obra. “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. Lucas 6:38
- ////////----------/////////--------------///////////
- ////////----------/////////--------------///////////
SUBSÍDIOS DAS REVISTAS CPAD
SUBSÍDIOS DAS REVISTAS BETEL
Adultos (sem limites de idade).
CONECTAR+ Jovens (A partir de 18 anos);
VIVER+ adolescentes (15 e 17 anos);
SABER+ Pré-Teen (9 e 11 anos)em pdf;
APRENDER+ Primários (6 e 8 anos)em pdf;
CRESCER+ Maternal (2 e 3 anos);
SUBSÍDIOS DAS REVISTAS PECC
SUBSÍDIOS DAS REVISTAS CENTRAL GOSPEL
---------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------
////////----------/////////--------------///////////












COMMENTS