TEXTO ÁUREO “E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum” Marcos 9.29. VERDADE APLICADA O jejum bí...
TEXTO ÁUREO
“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum” Marcos 9.29.
VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e a nossa completa dependência do Senhor.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
TEXTO ÁUREO – Marcos 9.29
“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.”
O contexto de Marcos 9.29 é a libertação de um jovem possesso por um espírito maligno, diante do fracasso dos discípulos em expulsá-lo. Ao serem questionados por Jesus, Ele revela que não se tratava de falta de autoridade, mas de ausência de profundidade espiritual. A expressão “esta casta” indica uma categoria específica de resistência espiritual, que exige mais do que fé verbal ou experiência passada: requer vida disciplinada diante de Deus.
Análise lexical (grego)
- γένος (génos) – “casta”
Refere-se a uma classe, tipo ou ordem. Jesus ensina que há batalhas espirituais que demandam preparo espiritual contínuo, não improvisado. - προσευχή (proseuchḗ) – “oração”
Comunhão, dependência e alinhamento com a vontade de Deus. Não é fórmula, mas relacionamento. - νηστεία (nēsteía) – “jejum”
Literalmente “abstenção”. No uso bíblico, refere-se à renúncia voluntária de alimento (ou algo legítimo) para intensificar a busca por Deus.
📌 Jesus deixa claro que oração e jejum não são técnicas, mas posturas espirituais que moldam o caráter e aprofundam a sensibilidade à ação divina.
VERDADE APLICADA – COMENTÁRIO TEOLÓGICO
“O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e a nossa completa dependência do Senhor.”
O jejum, à luz das Escrituras, nunca é apresentado como meio de barganha com Deus, mas como ato voluntário de consagração. Ele é uma linguagem espiritual que declara: “Deus é mais necessário do que qualquer provisão material”.
Base bíblica e teológica
- Mateus 6.16-18 – Jesus pressupõe que seus discípulos jejuariam.
- Isaías 58.6 – O jejum que agrada a Deus está ligado à justiça, arrependimento e misericórdia.
- Mateus 4.2 – O próprio Cristo jejuou antes de iniciar Seu ministério público.
🔎 O jejum revela:
- Prioridade – Deus acima das necessidades físicas.
- Dependência – Reconhecimento da insuficiência humana.
- Sensibilidade espiritual – Maior percepção da voz de Deus.
- Quebra da autossuficiência – Submissão ao governo do Espírito.
APLICAÇÃO PESSOAL
- O jejum nos ensina a disciplinar o corpo para fortalecer o espírito.
- Ele não substitui a oração, mas a intensifica.
- O cristão que jejua aprende a esperar em Deus, não em suas forças.
- Jejum sem arrependimento é ritual; com coração quebrantado, é poder espiritual.
- Em tempos de decisões, crises ou batalhas espirituais, o jejum alinha nossa vontade à vontade de Deus.
📖 “Buscai primeiro o Reino de Deus” (Mt 6.33) — o jejum é uma expressão prática dessa prioridade.
TABELA EXPOSITIVA – ORAÇÃO E JEJUM NA VIDA CRISTÃ
Elemento
Significado Bíblico
Ênfase Espiritual
Referências
Oração
Comunhão e dependência de Deus
Relacionamento
Mt 26.41
Jejum
Renúncia voluntária
Consagração
Is 58.6
“Esta casta”
Resistência espiritual específica
Discernimento
Mc 9.29
Resultado
Autoridade espiritual
Vitória em Deus
Mt 17.21
Propósito
Buscar o Reino
Submissão total
Mt 6.33
SÍNTESE FINAL
O ensino de Jesus em Marcos 9.29 revela que há níveis de autoridade espiritual que só são alcançados por meio de uma vida de oração e jejum. O jejum bíblico não é um fim em si mesmo, mas um meio de alinhar o coração ao Reino de Deus, fortalecendo nossa fé e dependência do Senhor.
👉 Quem ora, se relaciona.
Quem jejua, se consagra.
Quem faz ambos, experimenta o poder de Deus com profundidade.
Que o jejum seja não apenas uma prática ocasional, mas uma expressão sincera de quem deseja viver para a glória de Deus e sob a direção do Espírito Santo.
TEXTO ÁUREO – Marcos 9.29
“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.”
O contexto de Marcos 9.29 é a libertação de um jovem possesso por um espírito maligno, diante do fracasso dos discípulos em expulsá-lo. Ao serem questionados por Jesus, Ele revela que não se tratava de falta de autoridade, mas de ausência de profundidade espiritual. A expressão “esta casta” indica uma categoria específica de resistência espiritual, que exige mais do que fé verbal ou experiência passada: requer vida disciplinada diante de Deus.
Análise lexical (grego)
- γένος (génos) – “casta”
Refere-se a uma classe, tipo ou ordem. Jesus ensina que há batalhas espirituais que demandam preparo espiritual contínuo, não improvisado. - προσευχή (proseuchḗ) – “oração”
Comunhão, dependência e alinhamento com a vontade de Deus. Não é fórmula, mas relacionamento. - νηστεία (nēsteía) – “jejum”
Literalmente “abstenção”. No uso bíblico, refere-se à renúncia voluntária de alimento (ou algo legítimo) para intensificar a busca por Deus.
📌 Jesus deixa claro que oração e jejum não são técnicas, mas posturas espirituais que moldam o caráter e aprofundam a sensibilidade à ação divina.
VERDADE APLICADA – COMENTÁRIO TEOLÓGICO
“O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e a nossa completa dependência do Senhor.”
O jejum, à luz das Escrituras, nunca é apresentado como meio de barganha com Deus, mas como ato voluntário de consagração. Ele é uma linguagem espiritual que declara: “Deus é mais necessário do que qualquer provisão material”.
Base bíblica e teológica
- Mateus 6.16-18 – Jesus pressupõe que seus discípulos jejuariam.
- Isaías 58.6 – O jejum que agrada a Deus está ligado à justiça, arrependimento e misericórdia.
- Mateus 4.2 – O próprio Cristo jejuou antes de iniciar Seu ministério público.
🔎 O jejum revela:
- Prioridade – Deus acima das necessidades físicas.
- Dependência – Reconhecimento da insuficiência humana.
- Sensibilidade espiritual – Maior percepção da voz de Deus.
- Quebra da autossuficiência – Submissão ao governo do Espírito.
APLICAÇÃO PESSOAL
- O jejum nos ensina a disciplinar o corpo para fortalecer o espírito.
- Ele não substitui a oração, mas a intensifica.
- O cristão que jejua aprende a esperar em Deus, não em suas forças.
- Jejum sem arrependimento é ritual; com coração quebrantado, é poder espiritual.
- Em tempos de decisões, crises ou batalhas espirituais, o jejum alinha nossa vontade à vontade de Deus.
📖 “Buscai primeiro o Reino de Deus” (Mt 6.33) — o jejum é uma expressão prática dessa prioridade.
TABELA EXPOSITIVA – ORAÇÃO E JEJUM NA VIDA CRISTÃ
Elemento | Significado Bíblico | Ênfase Espiritual | Referências |
Oração | Comunhão e dependência de Deus | Relacionamento | Mt 26.41 |
Jejum | Renúncia voluntária | Consagração | Is 58.6 |
“Esta casta” | Resistência espiritual específica | Discernimento | Mc 9.29 |
Resultado | Autoridade espiritual | Vitória em Deus | Mt 17.21 |
Propósito | Buscar o Reino | Submissão total | Mt 6.33 |
SÍNTESE FINAL
O ensino de Jesus em Marcos 9.29 revela que há níveis de autoridade espiritual que só são alcançados por meio de uma vida de oração e jejum. O jejum bíblico não é um fim em si mesmo, mas um meio de alinhar o coração ao Reino de Deus, fortalecendo nossa fé e dependência do Senhor.
👉 Quem ora, se relaciona.
Quem jejua, se consagra.
Quem faz ambos, experimenta o poder de Deus com profundidade.
Que o jejum seja não apenas uma prática ocasional, mas uma expressão sincera de quem deseja viver para a glória de Deus e sob a direção do Espírito Santo.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
TEXTOS DE REFERÊNCIA
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. O JEJUM DE JESUS E A TENTAÇÃO NO DESERTO
(Mateus 4.1-3)
“Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”
1.1 O papel do Espírito e o propósito do deserto
O texto afirma que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. O verbo grego usado é ἀνήχθη (anēchthē), que transmite a ideia de ser levado intencionalmente. Isso mostra que a tentação não foi um acidente, mas parte do plano redentor. O deserto, na Bíblia, é lugar de provação, dependência e revelação (Êx 16; Dt 8.2).
📌 Teologicamente, isso ensina que:
- Nem toda provação é sinal de afastamento de Deus.
- Às vezes, o Espírito conduz para ambientes de prova a fim de fortalecer a obediência.
1.2 O jejum de quarenta dias
Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites, número simbólico que aparece em contextos de prova e preparação (Moisés – Êx 34.28; Elias – 1Rs 19.8). O verbo grego νηστεύω (nēsteúō) indica abstinência total de alimento. O texto ressalta: “depois teve fome”, destacando a plena humanidade de Cristo.
🔎 O jejum não anulou a humanidade de Jesus, mas ordenou suas prioridades. Ele estava fisicamente fraco, mas espiritualmente alinhado com o Pai.
1.3 A tentação: transformar pedras em pão
O tentador se aproxima no momento de vulnerabilidade física. A expressão “Se tu és o Filho de Deus” não visa apenas provocar, mas induzir Jesus a usar seu poder fora da vontade do Pai.
- Tentação central: satisfazer uma necessidade legítima por meios ilegítimos.
- Lição teológica: nem toda necessidade justifica uma ação fora da vontade de Deus.
Jesus vence essa tentação com a Palavra (Dt 8.3), mostrando que jejum e Escritura caminham juntos.
2. O ENSINO DE JESUS SOBRE O JEJUM
(Mateus 6.16-18)
“E, quando jejuardes…”
2.1 O jejum como prática esperada
Jesus não diz “se jejuardes”, mas “quando jejuardes”, deixando claro que o jejum faz parte da vida normal do discípulo. Aqui, o jejum é tratado como prática espiritual contínua, assim como oração e esmolas (Mt 6).
2.2 O problema do jejum hipócrita
Jesus condena o jejum dos hipócritas — do grego ὑποκριτής (hypokritḗs), termo usado para atores que usavam máscaras. Eles desfiguravam o rosto para chamar atenção.
📌 O problema não era jejuar, mas o motivo:
- Buscavam aprovação humana.
- Transformavam disciplina espiritual em espetáculo religioso.
Jesus afirma que esses já receberam seu galardão (misthós), isto é, o aplauso humano — algo passageiro e vazio.
2.3 O jejum que agrada a Deus
O verdadeiro jejum é:
- Discreto: “unge a cabeça e lava o rosto”
- Devocional: feito diante do Pai
- Recompensado por Deus: não por homens
A ênfase está na intimidade com Deus, não na aparência externa. O Pai que vê no secreto responde com graça, fortalecimento espiritual e discernimento.
APLICAÇÃO PESSOAL
- O jejum nos prepara para enfrentar tentações sem negociar princípios.
- Ele nos ensina a depender mais de Deus do que de recursos imediatos.
- O jejum bíblico não busca aplausos, mas transformação interior.
- Jejuar é declarar que Deus é suficiente, mesmo quando o corpo clama.
- Toda disciplina espiritual perde valor quando vira vitrine religiosa.
👉 O verdadeiro jejum molda o caráter, fortalece o espírito e alinha a vontade humana à vontade divina.
TABELA EXPOSITIVA
Texto
Ênfase
Palavra-chave (grego)
Ensino central
Aplicação
Mt 4.1
Direção do Espírito
ἀνήχθη (anēchthē)
Provação sob propósito divino
Nem toda prova é derrota
Mt 4.2
Jejum de Jesus
νηστεύω (nēsteúō)
Preparação espiritual
Fortalecer o espírito
Mt 4.3
Tentação
πειράζω (peirázō)
Necessidade x obediência
Não negociar princípios
Mt 6.16
Jejum hipócrita
ὑποκριτής (hypokritḗs)
Religiosidade vazia
Evitar ostentação
Mt 6.18
Jejum verdadeiro
μισθός (misthós)
Recompensa divina
Intimidade com Deus
SÍNTESE FINAL
Mateus 4 revela que o jejum fortalece para vencer tentações, enquanto Mateus 6 ensina que o jejum deve ser expressão de intimidade, não de ostentação. Jesus é o modelo perfeito: jejuou para obedecer, resistiu ao diabo com a Palavra e ensinou que o verdadeiro galardão vem do Pai.
✨ Jejum não é ausência de alimento apenas, mas presença consciente de Deus.
Quem jejua corretamente não busca ser visto, mas ser transformado.
1. O JEJUM DE JESUS E A TENTAÇÃO NO DESERTO
(Mateus 4.1-3)
“Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”
1.1 O papel do Espírito e o propósito do deserto
O texto afirma que Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. O verbo grego usado é ἀνήχθη (anēchthē), que transmite a ideia de ser levado intencionalmente. Isso mostra que a tentação não foi um acidente, mas parte do plano redentor. O deserto, na Bíblia, é lugar de provação, dependência e revelação (Êx 16; Dt 8.2).
📌 Teologicamente, isso ensina que:
- Nem toda provação é sinal de afastamento de Deus.
- Às vezes, o Espírito conduz para ambientes de prova a fim de fortalecer a obediência.
1.2 O jejum de quarenta dias
Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites, número simbólico que aparece em contextos de prova e preparação (Moisés – Êx 34.28; Elias – 1Rs 19.8). O verbo grego νηστεύω (nēsteúō) indica abstinência total de alimento. O texto ressalta: “depois teve fome”, destacando a plena humanidade de Cristo.
🔎 O jejum não anulou a humanidade de Jesus, mas ordenou suas prioridades. Ele estava fisicamente fraco, mas espiritualmente alinhado com o Pai.
1.3 A tentação: transformar pedras em pão
O tentador se aproxima no momento de vulnerabilidade física. A expressão “Se tu és o Filho de Deus” não visa apenas provocar, mas induzir Jesus a usar seu poder fora da vontade do Pai.
- Tentação central: satisfazer uma necessidade legítima por meios ilegítimos.
- Lição teológica: nem toda necessidade justifica uma ação fora da vontade de Deus.
Jesus vence essa tentação com a Palavra (Dt 8.3), mostrando que jejum e Escritura caminham juntos.
2. O ENSINO DE JESUS SOBRE O JEJUM
(Mateus 6.16-18)
“E, quando jejuardes…”
2.1 O jejum como prática esperada
Jesus não diz “se jejuardes”, mas “quando jejuardes”, deixando claro que o jejum faz parte da vida normal do discípulo. Aqui, o jejum é tratado como prática espiritual contínua, assim como oração e esmolas (Mt 6).
2.2 O problema do jejum hipócrita
Jesus condena o jejum dos hipócritas — do grego ὑποκριτής (hypokritḗs), termo usado para atores que usavam máscaras. Eles desfiguravam o rosto para chamar atenção.
📌 O problema não era jejuar, mas o motivo:
- Buscavam aprovação humana.
- Transformavam disciplina espiritual em espetáculo religioso.
Jesus afirma que esses já receberam seu galardão (misthós), isto é, o aplauso humano — algo passageiro e vazio.
2.3 O jejum que agrada a Deus
O verdadeiro jejum é:
- Discreto: “unge a cabeça e lava o rosto”
- Devocional: feito diante do Pai
- Recompensado por Deus: não por homens
A ênfase está na intimidade com Deus, não na aparência externa. O Pai que vê no secreto responde com graça, fortalecimento espiritual e discernimento.
APLICAÇÃO PESSOAL
- O jejum nos prepara para enfrentar tentações sem negociar princípios.
- Ele nos ensina a depender mais de Deus do que de recursos imediatos.
- O jejum bíblico não busca aplausos, mas transformação interior.
- Jejuar é declarar que Deus é suficiente, mesmo quando o corpo clama.
- Toda disciplina espiritual perde valor quando vira vitrine religiosa.
👉 O verdadeiro jejum molda o caráter, fortalece o espírito e alinha a vontade humana à vontade divina.
TABELA EXPOSITIVA
Texto | Ênfase | Palavra-chave (grego) | Ensino central | Aplicação |
Mt 4.1 | Direção do Espírito | ἀνήχθη (anēchthē) | Provação sob propósito divino | Nem toda prova é derrota |
Mt 4.2 | Jejum de Jesus | νηστεύω (nēsteúō) | Preparação espiritual | Fortalecer o espírito |
Mt 4.3 | Tentação | πειράζω (peirázō) | Necessidade x obediência | Não negociar princípios |
Mt 6.16 | Jejum hipócrita | ὑποκριτής (hypokritḗs) | Religiosidade vazia | Evitar ostentação |
Mt 6.18 | Jejum verdadeiro | μισθός (misthós) | Recompensa divina | Intimidade com Deus |
SÍNTESE FINAL
Mateus 4 revela que o jejum fortalece para vencer tentações, enquanto Mateus 6 ensina que o jejum deve ser expressão de intimidade, não de ostentação. Jesus é o modelo perfeito: jejuou para obedecer, resistiu ao diabo com a Palavra e ensinou que o verdadeiro galardão vem do Pai.
✨ Jejum não é ausência de alimento apenas, mas presença consciente de Deus.
Quem jejua corretamente não busca ser visto, mas ser transformado.
LEITURAS COMPLEMENTARES
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O JEJUM NA HISTÓRIA DA REVELAÇÃO BÍBLICA
O jejum, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, não aparece como ritual mágico ou prática ascética vazia, mas como ato espiritual consciente, ligado à humilhação diante de Deus, arrependimento, dependência, intercessão e busca por direção divina. As leituras propostas revelam um fio teológico contínuo: o jejum como resposta humana à soberania de Deus.
1. O JEJUM COMO PROCLAMAÇÃO PÚBLICA DE DEPENDÊNCIA
📖 Esdras 8.21 — “Então apregoei ali um jejum…”
O verbo hebraico usado para “apregoar” é קָרָא (qārā’), que significa proclamar em voz alta, convocar solenemente. O jejum não foi espontâneo ou individual, mas institucional e coletivo.
📌 Ênfase teológica
Esdras convoca o povo a jejuar antes da viagem porque reconhece que:
- Segurança não vem de força militar, mas do Senhor;
- O jejum é um ato de humilhação voluntária (עָנָה – ‘ānâ: afligir a alma).
👉 Aplicação: O jejum nos ensina a confiar mais na proteção divina do que em recursos humanos.
2. O JEJUM COMO BUSCA INTENSA E ARREPENDIDA
📖 Daniel 9.3 — “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum…”
Daniel associa o jejum à confissão nacional. O verbo “buscar” (בָּקַשׁ – bāqash), indica procurar com intensidade, persistência e desejo profundo.
📌 Ênfase teológica
- O jejum aprofunda a sensibilidade espiritual;
- Ele acompanha reconhecimento do pecado e clamor por misericórdia.
👉 Aplicação: Onde há jejum sincero, há quebrantamento e alinhamento com a vontade de Deus.
3. O JEJUM DIANTE DE CRISES E AMEAÇAS
📖 2Crônicas 20.3 — “Então Josafá temeu e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum…”
Aqui, o medo não paralisa; ele conduz à dependência de Deus. O verbo דָּרַשׁ (dārash), “buscar”, traz a ideia de consultar com reverência.
📌 Ênfase teológica
- O jejum precede a vitória;
- Antes da estratégia militar, há rendição espiritual.
👉 Aplicação: O jejum desloca nossa confiança da força humana para o poder divino.
4. O JEJUM E A MOTIVAÇÃO CORRETA
📖 Mateus 6.16 — “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
Jesus confronta o jejum performático. O termo grego ὑποκριτής (hypokritḗs) refere-se a atores que usavam máscaras.
📌 Ênfase teológica
- Deus não aceita jejum como exibição;
- A recompensa divina é dada no secreto.
👉 Aplicação: O valor do jejum está no coração, não na aparência.
5. O JEJUM QUE AGRADA A DEUS
📖 Joel 2.12 — “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejum…”
O verbo שׁוּב (shûb), “converter-se”, significa voltar-se completamente. O jejum é apresentado como expressão externa de uma mudança interna.
📌 Ênfase teológica
- Jejum sem arrependimento é vazio;
- Deus se agrada de um coração quebrantado.
👉 Aplicação: O jejum verdadeiro começa no coração e se manifesta na obediência.
6. O JEJUM COMO FORTALECIMENTO ESPIRITUAL
📖 Neemias 1.4 — “Assentei-me, chorei, lamentei… jejuei e orei…”
Neemias reage espiritualmente às más notícias. O jejum acompanha lamento e intercessão. Não há pressa em agir; há prioridade em buscar a Deus.
📌 Ênfase teológica
- O jejum fortalece o discernimento;
- Prepara líderes para agir com sabedoria.
👉 Aplicação: Antes de grandes decisões, o jejum nos alinha com o coração de Deus.
TABELA EXPOSITIVA
Dia
Texto
Palavra-chave
Ênfase teológica
Aplicação prática
Segunda
Ed 8.21
Qārā’ (proclamar)
Dependência coletiva
Confiar em Deus
Terça
Dn 9.3
Bāqash (buscar)
Arrependimento profundo
Sensibilidade espiritual
Quarta
2Cr 20.3
Dārash (consultar)
Jejum antes da vitória
Priorizar Deus
Quinta
Mt 6.16
Hypokritḗs
Motivações corretas
Evitar ostentação
Sexta
Jl 2.12
Shûb (converter-se)
Quebrantamento sincero
Mudança interior
Sábado
Ne 1.4
—
Fortalecimento espiritual
Discernimento e ação
SÍNTESE FINAL
As leituras complementares revelam que o jejum bíblico:
- Não manipula Deus, mas submete o coração humano;
- Não busca reconhecimento humano, mas aproxima o homem do Senhor;
- Não é um fim em si mesmo, mas um meio de transformação espiritual.
✨ Jejuar é dizer com atitudes o que a alma confessa em oração: “Sem Ti, Senhor, nada posso fazer.”
O JEJUM NA HISTÓRIA DA REVELAÇÃO BÍBLICA
O jejum, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, não aparece como ritual mágico ou prática ascética vazia, mas como ato espiritual consciente, ligado à humilhação diante de Deus, arrependimento, dependência, intercessão e busca por direção divina. As leituras propostas revelam um fio teológico contínuo: o jejum como resposta humana à soberania de Deus.
1. O JEJUM COMO PROCLAMAÇÃO PÚBLICA DE DEPENDÊNCIA
📖 Esdras 8.21 — “Então apregoei ali um jejum…”
O verbo hebraico usado para “apregoar” é קָרָא (qārā’), que significa proclamar em voz alta, convocar solenemente. O jejum não foi espontâneo ou individual, mas institucional e coletivo.
📌 Ênfase teológica
Esdras convoca o povo a jejuar antes da viagem porque reconhece que:
- Segurança não vem de força militar, mas do Senhor;
- O jejum é um ato de humilhação voluntária (עָנָה – ‘ānâ: afligir a alma).
👉 Aplicação: O jejum nos ensina a confiar mais na proteção divina do que em recursos humanos.
2. O JEJUM COMO BUSCA INTENSA E ARREPENDIDA
📖 Daniel 9.3 — “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum…”
Daniel associa o jejum à confissão nacional. O verbo “buscar” (בָּקַשׁ – bāqash), indica procurar com intensidade, persistência e desejo profundo.
📌 Ênfase teológica
- O jejum aprofunda a sensibilidade espiritual;
- Ele acompanha reconhecimento do pecado e clamor por misericórdia.
👉 Aplicação: Onde há jejum sincero, há quebrantamento e alinhamento com a vontade de Deus.
3. O JEJUM DIANTE DE CRISES E AMEAÇAS
📖 2Crônicas 20.3 — “Então Josafá temeu e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum…”
Aqui, o medo não paralisa; ele conduz à dependência de Deus. O verbo דָּרַשׁ (dārash), “buscar”, traz a ideia de consultar com reverência.
📌 Ênfase teológica
- O jejum precede a vitória;
- Antes da estratégia militar, há rendição espiritual.
👉 Aplicação: O jejum desloca nossa confiança da força humana para o poder divino.
4. O JEJUM E A MOTIVAÇÃO CORRETA
📖 Mateus 6.16 — “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
Jesus confronta o jejum performático. O termo grego ὑποκριτής (hypokritḗs) refere-se a atores que usavam máscaras.
📌 Ênfase teológica
- Deus não aceita jejum como exibição;
- A recompensa divina é dada no secreto.
👉 Aplicação: O valor do jejum está no coração, não na aparência.
5. O JEJUM QUE AGRADA A DEUS
📖 Joel 2.12 — “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejum…”
O verbo שׁוּב (shûb), “converter-se”, significa voltar-se completamente. O jejum é apresentado como expressão externa de uma mudança interna.
📌 Ênfase teológica
- Jejum sem arrependimento é vazio;
- Deus se agrada de um coração quebrantado.
👉 Aplicação: O jejum verdadeiro começa no coração e se manifesta na obediência.
6. O JEJUM COMO FORTALECIMENTO ESPIRITUAL
📖 Neemias 1.4 — “Assentei-me, chorei, lamentei… jejuei e orei…”
Neemias reage espiritualmente às más notícias. O jejum acompanha lamento e intercessão. Não há pressa em agir; há prioridade em buscar a Deus.
📌 Ênfase teológica
- O jejum fortalece o discernimento;
- Prepara líderes para agir com sabedoria.
👉 Aplicação: Antes de grandes decisões, o jejum nos alinha com o coração de Deus.
TABELA EXPOSITIVA
Dia | Texto | Palavra-chave | Ênfase teológica | Aplicação prática |
Segunda | Ed 8.21 | Qārā’ (proclamar) | Dependência coletiva | Confiar em Deus |
Terça | Dn 9.3 | Bāqash (buscar) | Arrependimento profundo | Sensibilidade espiritual |
Quarta | 2Cr 20.3 | Dārash (consultar) | Jejum antes da vitória | Priorizar Deus |
Quinta | Mt 6.16 | Hypokritḗs | Motivações corretas | Evitar ostentação |
Sexta | Jl 2.12 | Shûb (converter-se) | Quebrantamento sincero | Mudança interior |
Sábado | Ne 1.4 | — | Fortalecimento espiritual | Discernimento e ação |
SÍNTESE FINAL
As leituras complementares revelam que o jejum bíblico:
- Não manipula Deus, mas submete o coração humano;
- Não busca reconhecimento humano, mas aproxima o homem do Senhor;
- Não é um fim em si mesmo, mas um meio de transformação espiritual.
✨ Jejuar é dizer com atitudes o que a alma confessa em oração: “Sem Ti, Senhor, nada posso fazer.”
MOTIVO DE ORAÇÃO: Ore para que a Igreja de Cristo continue a jejuar em consagração a Deus.
ESBOÇO DA LIÇÃO
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Para a Lição 05 da Editora Betel (1º Trimestre de 2026), o tema foca na disciplina espiritual do jejum como ferramenta de autoridade e intimidade com Deus. O texto-chave de Marcos 9:29 destaca que certas vitórias espirituais exigem um preparo que vai além do comum.
Aqui estão duas sugestões de dinâmicas para sua classe:
Opção 1: Dinâmica "Invertendo a Força" (Carne vs. Espírito)
Objetivo: Ilustrar que o jejum não "muda Deus", mas muda a nossa disposição espiritual, enfraquecendo a carne para que o espírito tenha domínio.
- Materiais:
- Duas luvas de pesos diferentes (ou dois alunos de biotipos diferentes para uma breve queda de braço simbólica ou cabo de guerra).
- Duas placas: uma escrita "CARNE" e outra "ESPÍRITO".
- Procedimento:
- Peça dois voluntários. Coloque a placa "CARNE" em um aluno que pareça mais forte ou mais "alimentado". Coloque a placa "ESPÍRITO" no outro.
- Simule uma disputa (pode ser um cabo de guerra simples). Inicialmente, a "CARNE" vence facilmente.
- Agora, explique que o jejum é o ato de "deixar de alimentar" a carne. Peça para o aluno "CARNE" dar um passo atrás e ficar de braços cruzados (enfraquecido).
- Peça para o aluno "ESPÍRITO" ler em voz alta o texto de Marcos 9:29.
- Repita a disputa. Agora, o "ESPÍRITO" deve vencer com facilidade, pois a carne não tem forças para resistir.
- Aplicação: O jejum não é uma moeda de troca para comprar o favor de Deus. É o esvaziamento de nós mesmos (carne) para que a autoridade de Deus (espírito) flua através de nós. Os discípulos falharam porque tentaram resolver um problema espiritual com uma "carne" muito alimentada e um "espírito" pouco exercitado.
Opção 2: Dinâmica "O Canal Desobstruído"
Objetivo: Mostrar que o jejum remove as "distrações" e "obstáculos" que impedem a nossa autoridade espiritual.
- Materiais:
- Um tubo transparente (ou uma garrafa PET sem fundo).
- Várias bolinhas de papel ou algodão (representando: entretenimento excessivo, glutonaria, redes sociais, preocupações mundanas).
- Uma jarra com água.
- Procedimento:
- Diga que a água representa o fluir do poder de Deus (o Espírito Santo).
- Comece a encher o tubo com as bolinhas de papel, nomeando cada uma como distrações da vida cotidiana que ocupam nosso tempo.
- Tente despejar a água pelo tubo. Ela ficará retida ou sairá muito devagar por causa dos obstáculos.
- Explique: "Os discípulos tinham fé, mas o 'canal' estava obstruído por falta de consagração".
- Comece a retirar as bolinhas, dizendo: "Neste momento de jejum, eu abro mão disso para focar em Deus".
- Despeje a água novamente. Ela fluirá livremente.
- Aplicação: O jejum limpa o canal. Para enfrentar a "casta" mencionada em Marcos 9:29, o discípulo precisa estar com o canal da graça totalmente desobstruído.
Dicas para o Professor (Contexto 2026):
- Contextualize o Jejum em 2026: Lembre aos alunos que o jejum bíblico é de alimentos, mas que o "jejum de telas/redes sociais" (jejum de Daniel moderno) é um auxílio importante para o foco, embora não substitua a disciplina bíblica da abstinência de alimento para fins espirituais.
- O Equilíbrio Bíblico: Enfatize que o jejum sem oração é apenas "dieta". A chave de Marcos 9:29 é a combinação: Oração + Jejum.
- Links Úteis: Para aprofundar o estudo teológico sobre o jejum na visão pentecostal, você pode consultar o site da Editora Betel ou ferramentas de pesquisa bíblica como o Biblia de Estudo Palavra Chave Grego e Hebraico para ver o termo original para "casta".
Sugestão de encerramento: Faça um desafio prático com a classe para realizarem um período de jejum coletivo durante a semana, visando uma causa específica da igreja ou da comunidade.
Para a Lição 05 da Editora Betel (1º Trimestre de 2026), o tema foca na disciplina espiritual do jejum como ferramenta de autoridade e intimidade com Deus. O texto-chave de Marcos 9:29 destaca que certas vitórias espirituais exigem um preparo que vai além do comum.
Aqui estão duas sugestões de dinâmicas para sua classe:
Opção 1: Dinâmica "Invertendo a Força" (Carne vs. Espírito)
Objetivo: Ilustrar que o jejum não "muda Deus", mas muda a nossa disposição espiritual, enfraquecendo a carne para que o espírito tenha domínio.
- Materiais:
- Duas luvas de pesos diferentes (ou dois alunos de biotipos diferentes para uma breve queda de braço simbólica ou cabo de guerra).
- Duas placas: uma escrita "CARNE" e outra "ESPÍRITO".
- Procedimento:
- Peça dois voluntários. Coloque a placa "CARNE" em um aluno que pareça mais forte ou mais "alimentado". Coloque a placa "ESPÍRITO" no outro.
- Simule uma disputa (pode ser um cabo de guerra simples). Inicialmente, a "CARNE" vence facilmente.
- Agora, explique que o jejum é o ato de "deixar de alimentar" a carne. Peça para o aluno "CARNE" dar um passo atrás e ficar de braços cruzados (enfraquecido).
- Peça para o aluno "ESPÍRITO" ler em voz alta o texto de Marcos 9:29.
- Repita a disputa. Agora, o "ESPÍRITO" deve vencer com facilidade, pois a carne não tem forças para resistir.
- Aplicação: O jejum não é uma moeda de troca para comprar o favor de Deus. É o esvaziamento de nós mesmos (carne) para que a autoridade de Deus (espírito) flua através de nós. Os discípulos falharam porque tentaram resolver um problema espiritual com uma "carne" muito alimentada e um "espírito" pouco exercitado.
Opção 2: Dinâmica "O Canal Desobstruído"
Objetivo: Mostrar que o jejum remove as "distrações" e "obstáculos" que impedem a nossa autoridade espiritual.
- Materiais:
- Um tubo transparente (ou uma garrafa PET sem fundo).
- Várias bolinhas de papel ou algodão (representando: entretenimento excessivo, glutonaria, redes sociais, preocupações mundanas).
- Uma jarra com água.
- Procedimento:
- Diga que a água representa o fluir do poder de Deus (o Espírito Santo).
- Comece a encher o tubo com as bolinhas de papel, nomeando cada uma como distrações da vida cotidiana que ocupam nosso tempo.
- Tente despejar a água pelo tubo. Ela ficará retida ou sairá muito devagar por causa dos obstáculos.
- Explique: "Os discípulos tinham fé, mas o 'canal' estava obstruído por falta de consagração".
- Comece a retirar as bolinhas, dizendo: "Neste momento de jejum, eu abro mão disso para focar em Deus".
- Despeje a água novamente. Ela fluirá livremente.
- Aplicação: O jejum limpa o canal. Para enfrentar a "casta" mencionada em Marcos 9:29, o discípulo precisa estar com o canal da graça totalmente desobstruído.
Dicas para o Professor (Contexto 2026):
- Contextualize o Jejum em 2026: Lembre aos alunos que o jejum bíblico é de alimentos, mas que o "jejum de telas/redes sociais" (jejum de Daniel moderno) é um auxílio importante para o foco, embora não substitua a disciplina bíblica da abstinência de alimento para fins espirituais.
- O Equilíbrio Bíblico: Enfatize que o jejum sem oração é apenas "dieta". A chave de Marcos 9:29 é a combinação: Oração + Jejum.
- Links Úteis: Para aprofundar o estudo teológico sobre o jejum na visão pentecostal, você pode consultar o site da Editora Betel ou ferramentas de pesquisa bíblica como o Biblia de Estudo Palavra Chave Grego e Hebraico para ver o termo original para "casta".
Sugestão de encerramento: Faça um desafio prático com a classe para realizarem um período de jejum coletivo durante a semana, visando uma causa específica da igreja ou da comunidade.
INTRODUÇÃO
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus.
PONTO DE PARTIDA: Aspectos bíblicos sobre o jejum.
1- Compreendendo o jejum
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bi-blia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva.
1.1. O jejum bíblico. O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20).
Bíblia do Culto do Ministro (Editora Betel, 2022, p.272): “Os fariseus jejuavam duas vezes por semana (Lc 18.12), isto é, no quinto dia da semana, quando Moisés subiu ao Monte Sinai, e no segundo dia, quando imaginaram que ele desceria (Mt 9.14). Enquanto permaneceu com Seus discípulos, o Senhor não ordenou que jejuassem (Mt 9.15); mas também não condenou esse costume (Mt 6.16-18); antes de iniciar o Seu ministério, ele mesmo jejuou (Mt 4.2). Os primeiros cristãos jejuam, como na ocasião de serem separados Paulo e Barnabé para a obra missionária e quando os anciões foram eleitos (At 13.2,3;14.23). Talvez os jejuns de Paulo, mencionados em 2 Co 6.5 e 11.27, fossem de natureza voluntária”.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O JEJUM NA VIDA DE JESUS E DO POVO DE DEUS
INTRODUÇÃO — O JEJUM COMO DISCIPLINA ESPIRITUAL ESSENCIAL
Jesus não apenas ensinou sobre o jejum, mas viveu essa disciplina. Ao jejuar quarenta dias após o batismo (Mt 4.1-2), Ele estabelece o jejum como prática legítima, santa e profundamente espiritual. A Escritura demonstra que o jejum acompanha o povo de Deus desde o Antigo Testamento, atravessa o ministério de Cristo e permanece na vida da Igreja Primitiva.
O erro não está em jejuar, mas em jejuar sem entendimento, ou em negligenciar uma disciplina espiritual bíblica por falta de discernimento. Por isso, a Palavra de Deus não incentiva nem o fanatismo religioso, nem o desprezo espiritual, mas uma prática equilibrada, consciente e centrada na comunhão com o Senhor.
1. COMPREENDENDO O JEJUM
O jejum é apresentado na Bíblia como uma resposta espiritual humana à santidade, soberania e misericórdia de Deus. Ele expressa:
- Dependência total do Senhor;
- Contrição e arrependimento;
- Consagração e busca espiritual;
- Sensibilidade à vontade divina.
Desde Israel no Antigo Testamento até a Igreja Primitiva, o jejum sempre esteve ligado a momentos de decisão, crise, consagração e missão.
1.1. O JEJUM BÍBLICO
📖 Definição bíblica
O jejum bíblico é a abstinência voluntária de alimentos por um período determinado, com objetivos espirituais claros. Em Joel 2.12, Deus convoca o povo a jejuar como sinal de arrependimento genuíno:
“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejum…”
O verbo hebraico para jejum é צוֹם (tsôm), que significa abster-se, privar-se voluntariamente, com o sentido de humilhar a alma diante de Deus.
📌 O jejum não é:
- Barganha espiritual;
- Meio de manipular Deus;
- Ritual mecânico ou supersticioso.
📌 O jejum é:
- Expressão de submissão;
- Ato de quebrantamento;
- Disciplina de realinhamento espiritual.
📖 Jejum como humilhação e arrependimento
Em Atos 3.19, Pedro chama o povo ao arrependimento. Embora o texto não mencione diretamente o jejum, ele expressa o mesmo princípio espiritual: voltar-se para Deus com humildade.
O conceito bíblico de humilhação aparece no hebraico עָנָה (‘ānâ), que significa afligir, submeter, humilhar-se voluntariamente. O jejum bíblico sempre carrega esse sentido: reconhecer a própria insuficiência diante de Deus.
📖 O ensino de Jesus sobre o jejum
Jesus não aboliu o jejum. Ele corrigiu a motivação errada. Em Mateus 6.16-18, Ele confronta o jejum exibicionista dos fariseus.
O termo grego ὑποκριτής (hypokritḗs) refere-se a atores que usavam máscaras. Jesus denuncia um jejum teatral, feito para aprovação humana.
📌 O ensino de Cristo é claro:
- O jejum é esperado (“quando jejuardes…”);
- Deve ser feito com simplicidade;
- A recompensa vem de Deus, não dos homens.
📖 O jejum na Igreja Primitiva
O livro de Atos revela que o jejum acompanhava:
- Separação para o ministério (At 13.2-3);
- Estabelecimento de liderança espiritual (At 14.23);
- Vida missionária e pastoral (2Co 6.5; 11.27).
Esses jejuns não eram legalistas, mas voluntários, fruto de uma vida sensível ao Espírito Santo.
APLICAÇÃO PESSOAL
O jejum bíblico nos ensina que:
- Nem tudo se vence apenas com conhecimento;
- Algumas batalhas exigem sensibilidade espiritual;
- A carne precisa ser disciplinada para que o espírito seja fortalecido.
Jejuar é dizer com atitudes:
“Senhor, dependo mais de Ti do que do alimento que sustenta meu corpo.”
Não se trata de sofrer, mas de submeter-se; não de aparecer, mas de aproximar-se; não de merecer, mas de buscar comunhão.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM NA REVELAÇÃO BÍBLICA
Aspecto
Texto bíblico
Palavra-chave
Ênfase teológica
Aplicação
Definição
Jl 2.12
Tsôm (jejum)
Quebrantamento
Humilhar-se
Motivação
At 3.19
Metanoia
Arrependimento
Voltar-se a Deus
Ensino de Jesus
Mt 6.16-18
Hypokritḗs
Sinceridade
Evitar ostentação
Exemplo de Cristo
Mt 4.2
—
Preparação espiritual
Dependência
Igreja Primitiva
At 13.2-3
—
Direção do Espírito
Sensibilidade
SÍNTESE FINAL
O jejum bíblico não é uma prática ultrapassada, nem um ritual místico, mas uma disciplina espiritual viva, ensinada por Jesus e praticada pela Igreja. Quando compreendido à luz da Palavra, ele produz humildade, discernimento, poder espiritual e comunhão profunda com Deus.
✨ Jejuar não muda Deus — muda quem jejua.
O JEJUM NA VIDA DE JESUS E DO POVO DE DEUS
INTRODUÇÃO — O JEJUM COMO DISCIPLINA ESPIRITUAL ESSENCIAL
Jesus não apenas ensinou sobre o jejum, mas viveu essa disciplina. Ao jejuar quarenta dias após o batismo (Mt 4.1-2), Ele estabelece o jejum como prática legítima, santa e profundamente espiritual. A Escritura demonstra que o jejum acompanha o povo de Deus desde o Antigo Testamento, atravessa o ministério de Cristo e permanece na vida da Igreja Primitiva.
O erro não está em jejuar, mas em jejuar sem entendimento, ou em negligenciar uma disciplina espiritual bíblica por falta de discernimento. Por isso, a Palavra de Deus não incentiva nem o fanatismo religioso, nem o desprezo espiritual, mas uma prática equilibrada, consciente e centrada na comunhão com o Senhor.
1. COMPREENDENDO O JEJUM
O jejum é apresentado na Bíblia como uma resposta espiritual humana à santidade, soberania e misericórdia de Deus. Ele expressa:
- Dependência total do Senhor;
- Contrição e arrependimento;
- Consagração e busca espiritual;
- Sensibilidade à vontade divina.
Desde Israel no Antigo Testamento até a Igreja Primitiva, o jejum sempre esteve ligado a momentos de decisão, crise, consagração e missão.
1.1. O JEJUM BÍBLICO
📖 Definição bíblica
O jejum bíblico é a abstinência voluntária de alimentos por um período determinado, com objetivos espirituais claros. Em Joel 2.12, Deus convoca o povo a jejuar como sinal de arrependimento genuíno:
“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração, e isso com jejum…”
O verbo hebraico para jejum é צוֹם (tsôm), que significa abster-se, privar-se voluntariamente, com o sentido de humilhar a alma diante de Deus.
📌 O jejum não é:
- Barganha espiritual;
- Meio de manipular Deus;
- Ritual mecânico ou supersticioso.
📌 O jejum é:
- Expressão de submissão;
- Ato de quebrantamento;
- Disciplina de realinhamento espiritual.
📖 Jejum como humilhação e arrependimento
Em Atos 3.19, Pedro chama o povo ao arrependimento. Embora o texto não mencione diretamente o jejum, ele expressa o mesmo princípio espiritual: voltar-se para Deus com humildade.
O conceito bíblico de humilhação aparece no hebraico עָנָה (‘ānâ), que significa afligir, submeter, humilhar-se voluntariamente. O jejum bíblico sempre carrega esse sentido: reconhecer a própria insuficiência diante de Deus.
📖 O ensino de Jesus sobre o jejum
Jesus não aboliu o jejum. Ele corrigiu a motivação errada. Em Mateus 6.16-18, Ele confronta o jejum exibicionista dos fariseus.
O termo grego ὑποκριτής (hypokritḗs) refere-se a atores que usavam máscaras. Jesus denuncia um jejum teatral, feito para aprovação humana.
📌 O ensino de Cristo é claro:
- O jejum é esperado (“quando jejuardes…”);
- Deve ser feito com simplicidade;
- A recompensa vem de Deus, não dos homens.
📖 O jejum na Igreja Primitiva
O livro de Atos revela que o jejum acompanhava:
- Separação para o ministério (At 13.2-3);
- Estabelecimento de liderança espiritual (At 14.23);
- Vida missionária e pastoral (2Co 6.5; 11.27).
Esses jejuns não eram legalistas, mas voluntários, fruto de uma vida sensível ao Espírito Santo.
APLICAÇÃO PESSOAL
O jejum bíblico nos ensina que:
- Nem tudo se vence apenas com conhecimento;
- Algumas batalhas exigem sensibilidade espiritual;
- A carne precisa ser disciplinada para que o espírito seja fortalecido.
Jejuar é dizer com atitudes:
“Senhor, dependo mais de Ti do que do alimento que sustenta meu corpo.”
Não se trata de sofrer, mas de submeter-se; não de aparecer, mas de aproximar-se; não de merecer, mas de buscar comunhão.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM NA REVELAÇÃO BÍBLICA
Aspecto | Texto bíblico | Palavra-chave | Ênfase teológica | Aplicação |
Definição | Jl 2.12 | Tsôm (jejum) | Quebrantamento | Humilhar-se |
Motivação | At 3.19 | Metanoia | Arrependimento | Voltar-se a Deus |
Ensino de Jesus | Mt 6.16-18 | Hypokritḗs | Sinceridade | Evitar ostentação |
Exemplo de Cristo | Mt 4.2 | — | Preparação espiritual | Dependência |
Igreja Primitiva | At 13.2-3 | — | Direção do Espírito | Sensibilidade |
SÍNTESE FINAL
O jejum bíblico não é uma prática ultrapassada, nem um ritual místico, mas uma disciplina espiritual viva, ensinada por Jesus e praticada pela Igreja. Quando compreendido à luz da Palavra, ele produz humildade, discernimento, poder espiritual e comunhão profunda com Deus.
✨ Jejuar não muda Deus — muda quem jejua.
1.2. O jejum dos hipócritas. O jejum praticado por quem se mostra abatido, com o semblante descaído, é uma hipocrisia, pois o objetivo de quem age assim é se mostrar espiritual para os demais. Isso, porém, é algo que a Bíblia condena (Mt 6.16-18). Quem jejua não precisa tornar isso público, é entre você e Deus.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 2016- Lição 7): “A maneira correta de jejuar trará ao servo de Jesus Cristo uma recompensa. Todavia, para que isso suceda, precisamos entender que o jejum é uma arma secreta; que, se usada ocasionalmente, assim como o esmolar, deve ser um ato alegre. Uma vez definido o alvo do jejum, que pode ser mostrar a Deus tristeza pelo pecado ou preparar-se para maiores desafios espirituais, devemos fugir de todo orgulho espiritual. A maneira de jejuar ensinada pelo Senhor Jesus é proceder como se fossemos a uma festa, ou seja, “unge a tua cabeça e lava o teu rosto”. Parafraseando o que foi dito: “Tome um banho e passe um bom perfume, como se você fosse a uma festa”.
1.3. Humilhando-se diante de Deus. O jejum é uma maneira de nos humilharmos diante de Deus. Esdras disse: “Apregoei ali um jejum […] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus”, Ed 8.21. Neemias reuniu o povo “com jejum e pano de saco”, e os israelitas estavam abatidos por seus pecados (Ne 9.1-3). Naquele momento, o jejum e o pano de saco representavam submissão a Deus e arrependimento.
Pastor Adalberto Alves (Revista Betel Dominical 4 Trimestre de 2018 Lição 9): “A narrativa bíblica diz que os filhos de Israel se juntaram com jejum e pano de saco, além de trazerem terra sobre si (Ne 9.1). Todos os que pertenciam à linhagem de Israel se apartaram de todos os estranhos que viviam ao redor e se humilharam perante o Senhor, confessando os seus pecados e as iniquidades de seus pais (Ne 9.2). A partir do anúncio da Palavra, o povo foi quebrantado e, com jejum e oração, reconheceu e arrependeu-se de seus pecados. Ainda hoje, a Palavra de Deus, a oração e o jejum são recursos relevantes para nós, pois nos ajudam a ter disciplina e santidade na caminhada crista”.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O JEJUM: ENTRE A HIPOCRISIA RELIGIOSA E A HUMILHAÇÃO GENUÍNA
1.2. O JEJUM DOS HIPÓCRITAS
Jesus confronta diretamente o jejum exibicionista praticado por alguns líderes religiosos de Seu tempo (Mt 6.16-18). O problema não era o jejum em si, mas a motivação do coração. O Senhor afirma:
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
📖 Análise lexical (grego)
A palavra grega usada por Jesus para “hipócritas” é ὑποκριτής (hypokritḗs), originalmente aplicada a atores de teatro, que utilizavam máscaras para representar papéis. No contexto espiritual, o termo descreve alguém que aparenta piedade exterior, mas cujo interior está vazio de sinceridade diante de Deus.
Outro verbo importante é ἀφανίζουσιν (aphanízousin), traduzido como “desfiguram o rosto”. Ele carrega a ideia de tornar irreconhecível, apagar, deturpar. Os hipócritas faziam isso intencionalmente para chamar atenção e provocar admiração pública.
📌 Teologicamente, Jesus ensina que:
- O jejum que busca aprovação humana já recebeu sua “recompensa”;
- Deus não responde a performances religiosas;
- Espiritualidade verdadeira não precisa de plateia.
Por isso, Cristo ordena:
“Unge a cabeça e lava o rosto” (Mt 6.17)
Essa linguagem aponta para normalidade, alegria e discrição. Jejuar, segundo Jesus, deve ser algo entre o discípulo e o Pai, não uma vitrine espiritual.
Como bem observa o Bispo Primaz Manoel Ferreira, o jejum é uma “arma secreta”. Ele perde seu valor espiritual quando se transforma em instrumento de autopromoção.
1.3. HUMILHANDO-SE DIANTE DE DEUS
Em contraste com o jejum hipócrita, a Escritura apresenta o jejum como instrumento legítimo de humilhação e arrependimento.
📖 Esdras e Neemias: jejum como quebrantamento
Em Esdras 8.21, o profeta declara:
“Apregoei ali um jejum […] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus”.
O verbo hebraico usado para “humilhar” é עָנָה (‘ānâ), que significa submeter-se, afligir voluntariamente a alma, reconhecer a própria pequenez. O jejum, portanto, não é um sofrimento imposto por Deus, mas uma decisão consciente de submissão espiritual.
Em Neemias 9.1-3, o povo se reúne:
- Com jejum;
- Com pano de saco;
- Com terra sobre a cabeça.
Esses símbolos expressavam luto espiritual, arrependimento profundo e reconhecimento do pecado pessoal e coletivo. O pano de saco (śaq) era associado à dor e à contrição; a terra sobre a cabeça indicava consciência da própria fragilidade.
📌 Note que o texto bíblico destaca três elementos inseparáveis:
- A Palavra foi lida;
- O povo foi quebrantado;
- Houve confissão e arrependimento.
O jejum, isolado da Palavra e da oração, perde seu propósito. Mas, unido a elas, torna-se um poderoso meio de restauração espiritual.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
Este ensino nos confronta diretamente com duas perguntas essenciais:
- Por que jejuamos?
- Para quem jejuamos?
O jejum que agrada a Deus:
- Não busca reconhecimento humano;
- Não nasce do orgulho espiritual;
- Não é exibido como medalha de fé.
Ele nasce de um coração que reconhece sua dependência total do Senhor. Ainda hoje, como afirma o Pr. Adalberto Alves, a Palavra, a oração e o jejum continuam sendo recursos indispensáveis para uma vida cristã disciplinada, santa e sensível à voz de Deus.
Jejuar é dizer sem palavras:
“Senhor, preciso mais da Tua presença do que do meu próprio sustento.”
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM HIPÓCRITA × JEJUM BÍBLICO
Aspecto
Jejum dos hipócritas
Jejum bíblico
Motivação
Aparência espiritual
Humilhação diante de Deus
Termo bíblico
Hypokritḗs (ator)
‘Ānâ (humilhar-se)
Postura exterior
Rosto abatido, exibicionismo
Normalidade e discrição
Recompensa
Louvor humano (temporário)
Recompensa do Pai
Resultado espiritual
Vazio, orgulho
Quebrantamento e restauração
SÍNTESE FINAL
O ensino bíblico deixa claro que não é o ato de jejuar que move Deus, mas o coração com que se jejua. Onde há humildade, arrependimento e sinceridade, o jejum se torna um instrumento poderoso de comunhão. Onde há orgulho e exibição, torna-se apenas religiosidade vazia.
✨ O jejum que sobe como perfume a Deus nasce no secreto, molda o caráter e produz transformação verdadeira.
O JEJUM: ENTRE A HIPOCRISIA RELIGIOSA E A HUMILHAÇÃO GENUÍNA
1.2. O JEJUM DOS HIPÓCRITAS
Jesus confronta diretamente o jejum exibicionista praticado por alguns líderes religiosos de Seu tempo (Mt 6.16-18). O problema não era o jejum em si, mas a motivação do coração. O Senhor afirma:
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas…”
📖 Análise lexical (grego)
A palavra grega usada por Jesus para “hipócritas” é ὑποκριτής (hypokritḗs), originalmente aplicada a atores de teatro, que utilizavam máscaras para representar papéis. No contexto espiritual, o termo descreve alguém que aparenta piedade exterior, mas cujo interior está vazio de sinceridade diante de Deus.
Outro verbo importante é ἀφανίζουσιν (aphanízousin), traduzido como “desfiguram o rosto”. Ele carrega a ideia de tornar irreconhecível, apagar, deturpar. Os hipócritas faziam isso intencionalmente para chamar atenção e provocar admiração pública.
📌 Teologicamente, Jesus ensina que:
- O jejum que busca aprovação humana já recebeu sua “recompensa”;
- Deus não responde a performances religiosas;
- Espiritualidade verdadeira não precisa de plateia.
Por isso, Cristo ordena:
“Unge a cabeça e lava o rosto” (Mt 6.17)
Essa linguagem aponta para normalidade, alegria e discrição. Jejuar, segundo Jesus, deve ser algo entre o discípulo e o Pai, não uma vitrine espiritual.
Como bem observa o Bispo Primaz Manoel Ferreira, o jejum é uma “arma secreta”. Ele perde seu valor espiritual quando se transforma em instrumento de autopromoção.
1.3. HUMILHANDO-SE DIANTE DE DEUS
Em contraste com o jejum hipócrita, a Escritura apresenta o jejum como instrumento legítimo de humilhação e arrependimento.
📖 Esdras e Neemias: jejum como quebrantamento
Em Esdras 8.21, o profeta declara:
“Apregoei ali um jejum […] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus”.
O verbo hebraico usado para “humilhar” é עָנָה (‘ānâ), que significa submeter-se, afligir voluntariamente a alma, reconhecer a própria pequenez. O jejum, portanto, não é um sofrimento imposto por Deus, mas uma decisão consciente de submissão espiritual.
Em Neemias 9.1-3, o povo se reúne:
- Com jejum;
- Com pano de saco;
- Com terra sobre a cabeça.
Esses símbolos expressavam luto espiritual, arrependimento profundo e reconhecimento do pecado pessoal e coletivo. O pano de saco (śaq) era associado à dor e à contrição; a terra sobre a cabeça indicava consciência da própria fragilidade.
📌 Note que o texto bíblico destaca três elementos inseparáveis:
- A Palavra foi lida;
- O povo foi quebrantado;
- Houve confissão e arrependimento.
O jejum, isolado da Palavra e da oração, perde seu propósito. Mas, unido a elas, torna-se um poderoso meio de restauração espiritual.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
Este ensino nos confronta diretamente com duas perguntas essenciais:
- Por que jejuamos?
- Para quem jejuamos?
O jejum que agrada a Deus:
- Não busca reconhecimento humano;
- Não nasce do orgulho espiritual;
- Não é exibido como medalha de fé.
Ele nasce de um coração que reconhece sua dependência total do Senhor. Ainda hoje, como afirma o Pr. Adalberto Alves, a Palavra, a oração e o jejum continuam sendo recursos indispensáveis para uma vida cristã disciplinada, santa e sensível à voz de Deus.
Jejuar é dizer sem palavras:
“Senhor, preciso mais da Tua presença do que do meu próprio sustento.”
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM HIPÓCRITA × JEJUM BÍBLICO
Aspecto | Jejum dos hipócritas | Jejum bíblico |
Motivação | Aparência espiritual | Humilhação diante de Deus |
Termo bíblico | Hypokritḗs (ator) | ‘Ānâ (humilhar-se) |
Postura exterior | Rosto abatido, exibicionismo | Normalidade e discrição |
Recompensa | Louvor humano (temporário) | Recompensa do Pai |
Resultado espiritual | Vazio, orgulho | Quebrantamento e restauração |
SÍNTESE FINAL
O ensino bíblico deixa claro que não é o ato de jejuar que move Deus, mas o coração com que se jejua. Onde há humildade, arrependimento e sinceridade, o jejum se torna um instrumento poderoso de comunhão. Onde há orgulho e exibição, torna-se apenas religiosidade vazia.
✨ O jejum que sobe como perfume a Deus nasce no secreto, molda o caráter e produz transformação verdadeira.
EU ENSINEI QUE:
Jejuar é abster-se de alimentos por um período de tempo com o objetivo de nos aproximarmos de Deus.
2- A importância do jejum
No jejum, fortalecemos o espírito para que ele prevaleça sobre as coisas da carne. Essa prática nos ajuda a dizer não para os desejos e anseios humanos e nos ajuda a priorizar os valores eternos.
2.1. Jejum e arrependimento. Não podemos achar que o jejum é sinônimo de arrependimento ou contrição. Lembremos que Jezabel convocou um jejum (1Rs 21.9). Em Isaías 58.1-14,0 o profeta denunciou a conduta do povo, pois a essência do jejum que agrada a Deus não se resume a abster-se de alimento ou subjugar o corpo. A mensagem de Isaías confirma o que o salmista declara, ou seja, o jejum não deve ser uma prática isolada de outras atitudes (Sl 66.18). O jejum precisa ser acompanhado de humildade, contrição e oração, além de expressar disposição de mudança, de concerto e de negar-se a si próprio.
O Profeta Isaías nos mostra que o povo não tinha aprendido nada sobre o sentido espiritual do jejum, pois a razão principal dos seus dias de jejum era para o próprio contentamento (Is 58.3). Eles jejuavam e participavam de contendas e debates (Is 58.4), ou seja, jejuavam, mas não havia mudança de comportamento.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
A IMPORTÂNCIA DO JEJUM E SUA RELAÇÃO COM O ARREPENDIMENTO
2. A IMPORTÂNCIA DO JEJUM
O jejum ocupa lugar relevante na espiritualidade bíblica porque atua diretamente na ordem interior do ser humano, fortalecendo o espírito para que este governe sobre os impulsos da carne. Ele não anula a natureza humana, mas reorganiza as prioridades, colocando o Reino de Deus acima das demandas imediatas do corpo (Mt 6.33).
Biblicamente, o jejum não é um fim em si mesmo, mas um meio pedagógico espiritual. Ele treina o discípulo a dizer “não” ao que é legítimo, para dizer “sim” ao que é eterno. Assim, o jejum se torna um instrumento de disciplina, sensibilidade espiritual e domínio próprio, frutos do Espírito (Gl 5.22,23).
2.1. JEJUM E ARREPENDIMENTO
📖 O jejum não é automaticamente arrependimento
Um dos erros mais comuns é confundir jejum com arrependimento. A Escritura demonstra que é possível jejuar sem nenhuma transformação interior. O exemplo de Jezabel é emblemático: ela convoca um jejum (1Rs 21.9), mas com objetivos perversos — manipulação, injustiça e assassinato. O jejum, nesse caso, foi usado como instrumento de aparência religiosa para encobrir o pecado.
Isso nos ensina que a legitimidade do jejum está na intenção do coração, não na prática externa.
📖 Análise lexical (hebraico)
Em Isaías 58, o termo hebraico para jejum é צוֹם (tsôm), que significa abstenção, privação voluntária. Contudo, o profeta mostra que o problema não estava no tsôm, mas no descompasso entre o rito e a ética.
Outro termo-chave é עָנָה (‘ānâ), “humilhar a alma” (Is 58.3). O povo pergunta:
“Por que jejuamos (tsôm) e não atentas para isso? Por que humilhamos (‘ānâ) a nossa alma, e não o sabes?”
Deus responde revelando a hipocrisia:
- Jejuavam, mas buscavam seus próprios interesses (Is 58.3);
- Jejuavam, mas exploravam trabalhadores;
- Jejuavam, mas promoviam contendas e debates (Is 58.4).
📌 Ou seja, havia abstinência corporal sem quebrantamento moral.
📖 O jejum que Deus rejeita
Isaías 58 denuncia um jejum egocêntrico, feito “para o próprio contentamento” (ḥēp̄eṣ — prazer, vontade pessoal). O povo praticava ritos religiosos, mas mantinha:
- Injustiça social;
- Violência verbal;
- Corações endurecidos.
O salmista confirma esse princípio:
“Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Sl 66.18).
Isso demonstra que o jejum não substitui obediência, nem compensa uma vida desalinhada com a vontade de Deus.
📖 O jejum que agrada a Deus
Em Isaías 58.6-7, o Senhor redefine o verdadeiro jejum:
- Soltar as ligaduras da impiedade;
- Desfazer as ataduras do jugo;
- Repartir o pão com o faminto;
- Acolher o pobre e o desamparado.
Esse jejum envolve:
- Humildade (postura diante de Deus);
- Contrição (dor pelo pecado);
- Oração (dependência);
- Mudança prática de vida (frutos visíveis).
Assim, o jejum bíblico autêntico é inseparável da conversão prática e da negação de si mesmo (Lc 9.23).
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
Este texto nos convida a uma autoavaliação sincera:
- Tenho jejuado para mudar circunstâncias ou para permitir que Deus mude a mim?
- Meu jejum resulta em mais amor, justiça e misericórdia?
- Há áreas da minha vida que ainda resistem ao arrependimento?
O jejum que transforma não termina quando o alimento retorna, mas quando o coração permanece quebrantado. Sem arrependimento, o jejum vira ritual; com arrependimento, torna-se instrumento de renovação espiritual profunda.
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM FORMAL × JEJUM QUE AGRADA A DEUS
Aspecto
Jejum formal
Jejum bíblico autêntico
Base
Abstinência externa
Humilhação interior
Motivação
Interesse próprio
Alinhamento com Deus
Termo-chave
Tsôm sem ‘ānâ
Tsôm com ‘ānâ
Comportamento
Contendas e injustiça
Misericórdia e justiça
Resultado
Deus não responde
Presença, luz e restauração
SÍNTESE FINAL
O jejum é importante, mas não é mágico nem automático. Ele só cumpre seu propósito quando caminha junto com arrependimento, oração, humildade e mudança de vida. Jejuar sem transformação é apenas religião; jejuar com arrependimento é caminho de restauração.
🔥 O jejum que Deus aceita começa no coração, alcança a conduta e produz frutos que glorificam o Senhor.
A IMPORTÂNCIA DO JEJUM E SUA RELAÇÃO COM O ARREPENDIMENTO
2. A IMPORTÂNCIA DO JEJUM
O jejum ocupa lugar relevante na espiritualidade bíblica porque atua diretamente na ordem interior do ser humano, fortalecendo o espírito para que este governe sobre os impulsos da carne. Ele não anula a natureza humana, mas reorganiza as prioridades, colocando o Reino de Deus acima das demandas imediatas do corpo (Mt 6.33).
Biblicamente, o jejum não é um fim em si mesmo, mas um meio pedagógico espiritual. Ele treina o discípulo a dizer “não” ao que é legítimo, para dizer “sim” ao que é eterno. Assim, o jejum se torna um instrumento de disciplina, sensibilidade espiritual e domínio próprio, frutos do Espírito (Gl 5.22,23).
2.1. JEJUM E ARREPENDIMENTO
📖 O jejum não é automaticamente arrependimento
Um dos erros mais comuns é confundir jejum com arrependimento. A Escritura demonstra que é possível jejuar sem nenhuma transformação interior. O exemplo de Jezabel é emblemático: ela convoca um jejum (1Rs 21.9), mas com objetivos perversos — manipulação, injustiça e assassinato. O jejum, nesse caso, foi usado como instrumento de aparência religiosa para encobrir o pecado.
Isso nos ensina que a legitimidade do jejum está na intenção do coração, não na prática externa.
📖 Análise lexical (hebraico)
Em Isaías 58, o termo hebraico para jejum é צוֹם (tsôm), que significa abstenção, privação voluntária. Contudo, o profeta mostra que o problema não estava no tsôm, mas no descompasso entre o rito e a ética.
Outro termo-chave é עָנָה (‘ānâ), “humilhar a alma” (Is 58.3). O povo pergunta:
“Por que jejuamos (tsôm) e não atentas para isso? Por que humilhamos (‘ānâ) a nossa alma, e não o sabes?”
Deus responde revelando a hipocrisia:
- Jejuavam, mas buscavam seus próprios interesses (Is 58.3);
- Jejuavam, mas exploravam trabalhadores;
- Jejuavam, mas promoviam contendas e debates (Is 58.4).
📌 Ou seja, havia abstinência corporal sem quebrantamento moral.
📖 O jejum que Deus rejeita
Isaías 58 denuncia um jejum egocêntrico, feito “para o próprio contentamento” (ḥēp̄eṣ — prazer, vontade pessoal). O povo praticava ritos religiosos, mas mantinha:
- Injustiça social;
- Violência verbal;
- Corações endurecidos.
O salmista confirma esse princípio:
“Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Sl 66.18).
Isso demonstra que o jejum não substitui obediência, nem compensa uma vida desalinhada com a vontade de Deus.
📖 O jejum que agrada a Deus
Em Isaías 58.6-7, o Senhor redefine o verdadeiro jejum:
- Soltar as ligaduras da impiedade;
- Desfazer as ataduras do jugo;
- Repartir o pão com o faminto;
- Acolher o pobre e o desamparado.
Esse jejum envolve:
- Humildade (postura diante de Deus);
- Contrição (dor pelo pecado);
- Oração (dependência);
- Mudança prática de vida (frutos visíveis).
Assim, o jejum bíblico autêntico é inseparável da conversão prática e da negação de si mesmo (Lc 9.23).
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
Este texto nos convida a uma autoavaliação sincera:
- Tenho jejuado para mudar circunstâncias ou para permitir que Deus mude a mim?
- Meu jejum resulta em mais amor, justiça e misericórdia?
- Há áreas da minha vida que ainda resistem ao arrependimento?
O jejum que transforma não termina quando o alimento retorna, mas quando o coração permanece quebrantado. Sem arrependimento, o jejum vira ritual; com arrependimento, torna-se instrumento de renovação espiritual profunda.
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM FORMAL × JEJUM QUE AGRADA A DEUS
Aspecto | Jejum formal | Jejum bíblico autêntico |
Base | Abstinência externa | Humilhação interior |
Motivação | Interesse próprio | Alinhamento com Deus |
Termo-chave | Tsôm sem ‘ānâ | Tsôm com ‘ānâ |
Comportamento | Contendas e injustiça | Misericórdia e justiça |
Resultado | Deus não responde | Presença, luz e restauração |
SÍNTESE FINAL
O jejum é importante, mas não é mágico nem automático. Ele só cumpre seu propósito quando caminha junto com arrependimento, oração, humildade e mudança de vida. Jejuar sem transformação é apenas religião; jejuar com arrependimento é caminho de restauração.
🔥 O jejum que Deus aceita começa no coração, alcança a conduta e produz frutos que glorificam o Senhor.
2.2. Jejum e oração. A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. De acordo com as Palavras de Jesus, há ocasiões nas quais a oração deve ser acompanhada de jejum, uma vez que há castas de demônios que só podem ser expulsas com oração e jejum (Mt 17.21). Contudo, não encontramos nas Escrituras uma ênfase no jeito como há em relação à oração. E, quando jejuamos, não devemos considerar que essa prática nos faz merecedores de ser atendidos em nossas orações. Na parábola de Jesus, o fariseu que orava e jejuava não foi justificado (Lc 18.11-14).
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical – 3º Trimestre de 2016 Lição 7): “O jejum é uma prática frequentemente mencionada na Bíblia e geralmente vinculada à oração. Davi jejuou quando seu filho recém-nascido adoeceu gravemente (2Sm 12.16). Daniel jejuava quando buscava uma orientação especial da parte de Deus (Dn 10.3). A igreja estava jejuando quando enviou Paulo e Barnabé para o campo missionário (At 13.2,3)”.
2.3. Jejum e domínio próprio. Em um tempo com tantas distrações e ativismo, a prática do jejum e da oração pode contribuir muito para exercitarmos a autodisciplina. Paulo menciona as competições atléticas para enfatizar a importância do domínio próprio (1Co 9.24-27). Ele se esforçava para não ser dominado pelos desejos carnais. Assim, a prática do jejum bíblico está entre as disciplinas espirituais que o discípulo de Cristo pode praticar para aumentar o autocontrole diante das tentações e adversidades da vida.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical 3º Trimestre de 2022 Lição 7): “Da mesma forma que ajudar os necessitados e orar, o jejum também deve ocorrer na privacidade do coração do discípulo (Mt 6.17,18; Lc 2.37). Visto que o jejum requer autocontrole rigoroso, é uma tentação importante comunicar sutilmente nossos esforços e vitórias aos outros. Embora isso possa ser feito de maneira inocente, Jesus nos avisa que revelar nosso jejum pode se tornar uma forma perigosa de orgulho e auto engano espiritual. O jejum pode ser individual ou coletivo (Jn 3.5). O individual trata com o particular de cada um, o coletivo visa sempre encorajar a Igreja a concentrar-se na Obra de Deus, pedir direcionamento, expressar a tristeza pelo pecado, a buscar o perdão na comunidade”.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
JEJUM, ORAÇÃO E DOMÍNIO PRÓPRIO NA VIDA CRISTÃ
2.2. JEJUM E ORAÇÃO
📖 A inseparabilidade funcional entre jejum e oração
Na Escritura, jejum e oração aparecem frequentemente associados, não como práticas concorrentes, mas como disciplinas complementares. A oração expressa dependência verbal e relacional; o jejum intensifica essa dependência por meio da renúncia consciente. Assim, o jejum não substitui a oração, nem a oração elimina a necessidade do jejum em certos contextos.
Em Marcos 9.29 (paralelo de Mt 17.21), Jesus afirma:
“Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.”
A expressão grega para “casta” é γένος (génos), indicando uma categoria específica. Isso sugere que há batalhas espirituais cuja complexidade exige maior profundidade espiritual, não fórmulas rápidas.
📖 Análise lexical (grego)
- νηστεία (nēsteía) — jejum, abstinência voluntária;
- προσευχή (proseuchḗ) — oração, súplica dirigida a Deus;
- ἐκβάλλω (ekbállō) — expulsar, lançar fora com autoridade.
O texto ensina que autoridade espiritual não é meramente declarativa, mas está ligada à vida de comunhão, consagração e dependência.
📌 O jejum, portanto, não cria poder, mas remove ruídos espirituais que enfraquecem a sensibilidade à direção de Deus.
📖 O perigo da meritocracia espiritual
Jesus alerta que jejuar não torna alguém automaticamente aceitável diante de Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.11-14), o fariseu menciona seu jejum como mérito:
“Jejuo duas vezes na semana…”
Contudo, o verbo grego δικαιόω (dikaióō) — justificar — não se aplica a ele. Quem é justificado é o publicano arrependido, não o religioso disciplinado.
🔎 Isso revela um princípio fundamental:
Jejum sem humildade gera orgulho; jejum com humildade aprofunda a comunhão.
📖 Jejum como preparação para decisões e direção divina
Os exemplos citados confirmam que o jejum bíblico acompanha momentos decisivos:
- Davi — clamor e submissão à soberania divina (2Sm 12.16);
- Daniel — busca de revelação e entendimento espiritual (Dn 10.3);
- Igreja Primitiva — envio missionário sob direção do Espírito (At 13.2,3).
Nesses casos, o jejum não forçou Deus a agir, mas alinhou os servos à vontade de Deus.
2.3. JEJUM E DOMÍNIO PRÓPRIO
📖 O jejum como treinamento espiritual
Paulo usa a metáfora atlética para ensinar autodisciplina:
“Todo aquele que luta de tudo se abstém” (1Co 9.25).
O verbo grego ἐγκρατεύομαι (enkrateúomai) significa exercer autocontrole, governar a si mesmo. Esse termo está diretamente ligado ao fruto do Espírito (ἐγκράτεια — enkráteia; Gl 5.23).
📌 O jejum é uma forma prática de treinar a vontade para que o espírito governe sobre os impulsos da carne.
📖 Jejum em um mundo de excessos
Vivemos em uma cultura de:
- Imediatismo;
- Satisfação constante;
- Distrações permanentes.
O jejum bíblico se torna um ato contracultural, ensinando o discípulo a:
- Esperar;
- Renunciar;
- Discernir;
- Priorizar o eterno sobre o imediato.
Jejuar não é rejeitar o corpo, mas submetê-lo ao governo do Espírito (Rm 8.5-6).
📖 Privacidade e humildade no jejum
Jesus orienta que o jejum seja vivido na intimidade:
“Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.18).
O risco apontado por Jesus e pelos autores citados é o orgulho espiritual sutil — quando a disciplina se transforma em autopromoção.
📌 O jejum verdadeiro não busca reconhecimento humano, mas aprovação divina.
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Minha prática de jejum tem aprofundado minha vida de oração?
- Tenho buscado jejuar para me alinhar à vontade de Deus ou para obter respostas rápidas?
- O jejum tem produzido mais domínio próprio, humildade e sensibilidade espiritual em mim?
O jejum bíblico não enfraquece o crente; fortalece o espírito, disciplina a vontade e aprofunda a comunhão com Deus.
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM, ORAÇÃO E DOMÍNIO PRÓPRIO
Aspecto
Enfoque bíblico
Resultado espiritual
Jejum + oração
Dependência e batalha espiritual
Autoridade e discernimento
Jejum sem humildade
Orgulho religioso
Rejeição divina
Jejum com propósito
Direção e consagração
Alinhamento à vontade de Deus
Domínio próprio
Enkráteia (Gl 5.23)
Vitória sobre a carne
Privacidade
Intimidade com o Pai
Recompensa espiritual
SÍNTESE FINAL
O jejum bíblico fortalece a oração e disciplina o caráter. Ele não compra respostas de Deus, mas prepara o coração do discípulo para ouvir, obedecer e permanecer firme. Em um mundo dominado por excessos, o jejum é uma escola espiritual que forma crentes maduros, sensíveis ao Espírito e preparados para enfrentar as batalhas da fé.
🔥 Jejuar é menos sobre deixar de comer e mais sobre aprender a depender totalmente de Deus.
JEJUM, ORAÇÃO E DOMÍNIO PRÓPRIO NA VIDA CRISTÃ
2.2. JEJUM E ORAÇÃO
📖 A inseparabilidade funcional entre jejum e oração
Na Escritura, jejum e oração aparecem frequentemente associados, não como práticas concorrentes, mas como disciplinas complementares. A oração expressa dependência verbal e relacional; o jejum intensifica essa dependência por meio da renúncia consciente. Assim, o jejum não substitui a oração, nem a oração elimina a necessidade do jejum em certos contextos.
Em Marcos 9.29 (paralelo de Mt 17.21), Jesus afirma:
“Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.”
A expressão grega para “casta” é γένος (génos), indicando uma categoria específica. Isso sugere que há batalhas espirituais cuja complexidade exige maior profundidade espiritual, não fórmulas rápidas.
📖 Análise lexical (grego)
- νηστεία (nēsteía) — jejum, abstinência voluntária;
- προσευχή (proseuchḗ) — oração, súplica dirigida a Deus;
- ἐκβάλλω (ekbállō) — expulsar, lançar fora com autoridade.
O texto ensina que autoridade espiritual não é meramente declarativa, mas está ligada à vida de comunhão, consagração e dependência.
📌 O jejum, portanto, não cria poder, mas remove ruídos espirituais que enfraquecem a sensibilidade à direção de Deus.
📖 O perigo da meritocracia espiritual
Jesus alerta que jejuar não torna alguém automaticamente aceitável diante de Deus. Na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.11-14), o fariseu menciona seu jejum como mérito:
“Jejuo duas vezes na semana…”
Contudo, o verbo grego δικαιόω (dikaióō) — justificar — não se aplica a ele. Quem é justificado é o publicano arrependido, não o religioso disciplinado.
🔎 Isso revela um princípio fundamental:
Jejum sem humildade gera orgulho; jejum com humildade aprofunda a comunhão.
📖 Jejum como preparação para decisões e direção divina
Os exemplos citados confirmam que o jejum bíblico acompanha momentos decisivos:
- Davi — clamor e submissão à soberania divina (2Sm 12.16);
- Daniel — busca de revelação e entendimento espiritual (Dn 10.3);
- Igreja Primitiva — envio missionário sob direção do Espírito (At 13.2,3).
Nesses casos, o jejum não forçou Deus a agir, mas alinhou os servos à vontade de Deus.
2.3. JEJUM E DOMÍNIO PRÓPRIO
📖 O jejum como treinamento espiritual
Paulo usa a metáfora atlética para ensinar autodisciplina:
“Todo aquele que luta de tudo se abstém” (1Co 9.25).
O verbo grego ἐγκρατεύομαι (enkrateúomai) significa exercer autocontrole, governar a si mesmo. Esse termo está diretamente ligado ao fruto do Espírito (ἐγκράτεια — enkráteia; Gl 5.23).
📌 O jejum é uma forma prática de treinar a vontade para que o espírito governe sobre os impulsos da carne.
📖 Jejum em um mundo de excessos
Vivemos em uma cultura de:
- Imediatismo;
- Satisfação constante;
- Distrações permanentes.
O jejum bíblico se torna um ato contracultural, ensinando o discípulo a:
- Esperar;
- Renunciar;
- Discernir;
- Priorizar o eterno sobre o imediato.
Jejuar não é rejeitar o corpo, mas submetê-lo ao governo do Espírito (Rm 8.5-6).
📖 Privacidade e humildade no jejum
Jesus orienta que o jejum seja vivido na intimidade:
“Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.18).
O risco apontado por Jesus e pelos autores citados é o orgulho espiritual sutil — quando a disciplina se transforma em autopromoção.
📌 O jejum verdadeiro não busca reconhecimento humano, mas aprovação divina.
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Minha prática de jejum tem aprofundado minha vida de oração?
- Tenho buscado jejuar para me alinhar à vontade de Deus ou para obter respostas rápidas?
- O jejum tem produzido mais domínio próprio, humildade e sensibilidade espiritual em mim?
O jejum bíblico não enfraquece o crente; fortalece o espírito, disciplina a vontade e aprofunda a comunhão com Deus.
TABELA EXPOSITIVA — JEJUM, ORAÇÃO E DOMÍNIO PRÓPRIO
Aspecto | Enfoque bíblico | Resultado espiritual |
Jejum + oração | Dependência e batalha espiritual | Autoridade e discernimento |
Jejum sem humildade | Orgulho religioso | Rejeição divina |
Jejum com propósito | Direção e consagração | Alinhamento à vontade de Deus |
Domínio próprio | Enkráteia (Gl 5.23) | Vitória sobre a carne |
Privacidade | Intimidade com o Pai | Recompensa espiritual |
SÍNTESE FINAL
O jejum bíblico fortalece a oração e disciplina o caráter. Ele não compra respostas de Deus, mas prepara o coração do discípulo para ouvir, obedecer e permanecer firme. Em um mundo dominado por excessos, o jejum é uma escola espiritual que forma crentes maduros, sensíveis ao Espírito e preparados para enfrentar as batalhas da fé.
🔥 Jejuar é menos sobre deixar de comer e mais sobre aprender a depender totalmente de Deus.
EU ENSINEI QUE:
A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração.
3- A resposta ao jejum do justo
Relatos de pessoas que Deus não decretou o jejum como algo obrigatório, mas muitos de Seus filhos jejuavam voluntariamente: Moisés (Dt 9.9); Davi (25m 1.12; 3.35; 12.16); Josafa (2Cr 20.3); Esdras (Ed 10.6); Neemias (1.4); Ester (Et 4.16); Daniel (Dn 9.3; 10.3); Jesus (Mt 4.2). Veremos, neste tópico, as lições que podemos extrair dos relatos do jejum de Ester, Josafá e Daniel.
3.1. Ester enfrentou o desafio com jejum. Vemos, na atitude de Ester, que jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina. Ester pediu aos judeus da cidade de Susã que jejuassem por três dias, e eles assim fizeram (Et 4.16). O propósito daquele jejum foi pela sua ida até a presença do rei Assuero para pedir a intervenção dele diante do decreto de morte aos judeus imposto por Hama (Et 4.1-3).
Bispo Abner Ferreira (Ester. Editora Betel, 2020, p. 90): “Ester foi uma mulher que verdadeiramente consagrou-se ao Senhor, ela era, sem dúvida, repleta do Espírito Santo (Et 4.16). Ela tinha algo dentro dela que sobrepuja-lhe todos os seus sentimentos e todas as suas fraquezas. Algo tão profundo que sustentava sua confiança em Deus. Ester buscava a face do Senhor através de jejuns e de orações, e tinha uma intimidade profunda com Ele”.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
A RESPOSTA DIVINA AO JEJUM DO JUSTO
3 – A RESPOSTA AO JEJUM DO JUSTO
📖 O jejum como prática voluntária e relacional
A Escritura revela que Deus não impôs o jejum como um mandamento cerimonial obrigatório, como fez com o sábado ou os sacrifícios, mas o apresentou como uma disciplina espiritual voluntária, fruto de um coração sensível à sua presença. O fato de homens e mulheres de Deus — Moisés, Davi, Josafá, Esdras, Neemias, Ester, Daniel e o próprio Jesus — recorrerem ao jejum em momentos críticos indica que essa prática nasce da consciência da dependência humana diante da soberania divina.
No hebraico, jejum é expresso por צּוֹם (tsōm), que significa abstenção, privação deliberada. O termo não enfatiza apenas o ato físico, mas a postura espiritual de esvaziamento diante de Deus.
📌 O padrão bíblico mostra que:
O jejum não move Deus a agir; Deus responde ao coração que se humilha ao jejuar.
📖 A resposta divina ao jejum
O Antigo Testamento apresenta diversos contextos em que o jejum é seguido por:
- livramento (Ester);
- vitória militar (Josafá);
- revelação espiritual (Daniel);
- restauração nacional (Neemias).
Essas respostas não são automáticas nem mecânicas. Elas revelam que o jejum eficaz é aquele alinhado à vontade de Deus, acompanhado de oração, arrependimento e fé (2Cr 7.14).
3.1. ESTER ENFRENTOU O DESAFIO COM JEJUM
📖 Contexto histórico-teológico
Ester vive em um momento em que:
- Israel está no exílio;
- Não há templo;
- Não há profecias registradas;
- O nome de Deus sequer é mencionado explicitamente no livro.
Mesmo assim, Deus age de forma soberana por meio de um povo que jejuou, orou e se humilhou.
Quando Ester convoca o jejum em Susã (Et 4.16), ela não está apenas buscando coragem pessoal, mas mobilizando espiritualmente toda a comunidade judaica diante de uma sentença de morte coletiva.
📖 Análise lexical (hebraico)
- צוּם (tsūm) — jejuar, abster-se;
- זָעַק (zā‘aq) — clamar, gritar por socorro (Et 4.1);
- אָבַד (’ābad) — perecer, ser destruído (Et 4.16).
A frase de Ester:
“Se perecer, pereci”
revela um nível profundo de submissão absoluta à soberania de Deus. O jejum não garantiu segurança humana, mas fortaleceu a fé para obedecer, mesmo diante do risco.
📖 O jejum como preparação para decisões arriscadas
O jejum de Ester teve características específicas:
- Coletivo (“nem comais nem bebais”);
- Intenso (três dias e três noites);
- Direcionado (intercessão por livramento);
- Sacrificial (risco de morte).
📌 Isso revela que o jejum:
não elimina o perigo, mas prepara o coração para enfrentá-lo com fé.
Ester não entrou na presença do rei confiando em estratégia política, beleza ou posição, mas em uma intervenção divina precedida por consagração.
📖 A resposta de Deus ao jejum
O texto bíblico mostra que:
- Ester encontra favor diante do rei (Et 5.2);
- O decreto de morte é revertido (Et 8.11-12);
- O inimigo é derrotado (Et 7.10);
- O povo é preservado.
Embora o livro não mencione explicitamente Deus, a mão divina é evidente em cada detalhe. O jejum abriu espaço para que Deus atuasse por meio de circunstâncias, decisões e reversões inesperadas.
APLICAÇÃO ESPIRITUAL
- O jejum que praticamos nos prepara para fugir ou para obedecer?
- Temos buscado o jejum como disciplina de intimidade ou como último recurso?
- Nosso jejum gera coragem para agir conforme a vontade de Deus?
O exemplo de Ester ensina que:
O jejum não substitui a ação, mas fortalece quem precisa agir pela fé.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM DE ESTER
Elemento
Descrição bíblica
Ensinamento espiritual
Tipo de jejum
Coletivo e total
Unidade espiritual
Duração
Três dias e três noites
Intensidade e urgência
Motivo
Decreto de morte
Dependência total de Deus
Atitude de Ester
“Se perecer, pereci”
Submissão e fé
Resultado
Livramento nacional
Resposta divina ao justo
SÍNTESE FINAL
O jejum de Ester revela que Deus responde ao clamor do justo quando há humilhação, fé e disposição para obedecer. Ele não livra apenas do perigo externo, mas fortalece o coração para enfrentar desafios com coragem espiritual. Ester nos ensina que o verdadeiro jejum não é fuga da responsabilidade, mas preparação para cumprir o propósito de Deus, mesmo quando isso envolve riscos.
🔥 Quem jejua diante de Deus aprende a confiar nEle acima do medo, das circunstâncias e do próprio instinto de autopreservação.
A RESPOSTA DIVINA AO JEJUM DO JUSTO
3 – A RESPOSTA AO JEJUM DO JUSTO
📖 O jejum como prática voluntária e relacional
A Escritura revela que Deus não impôs o jejum como um mandamento cerimonial obrigatório, como fez com o sábado ou os sacrifícios, mas o apresentou como uma disciplina espiritual voluntária, fruto de um coração sensível à sua presença. O fato de homens e mulheres de Deus — Moisés, Davi, Josafá, Esdras, Neemias, Ester, Daniel e o próprio Jesus — recorrerem ao jejum em momentos críticos indica que essa prática nasce da consciência da dependência humana diante da soberania divina.
No hebraico, jejum é expresso por צּוֹם (tsōm), que significa abstenção, privação deliberada. O termo não enfatiza apenas o ato físico, mas a postura espiritual de esvaziamento diante de Deus.
📌 O padrão bíblico mostra que:
O jejum não move Deus a agir; Deus responde ao coração que se humilha ao jejuar.
📖 A resposta divina ao jejum
O Antigo Testamento apresenta diversos contextos em que o jejum é seguido por:
- livramento (Ester);
- vitória militar (Josafá);
- revelação espiritual (Daniel);
- restauração nacional (Neemias).
Essas respostas não são automáticas nem mecânicas. Elas revelam que o jejum eficaz é aquele alinhado à vontade de Deus, acompanhado de oração, arrependimento e fé (2Cr 7.14).
3.1. ESTER ENFRENTOU O DESAFIO COM JEJUM
📖 Contexto histórico-teológico
Ester vive em um momento em que:
- Israel está no exílio;
- Não há templo;
- Não há profecias registradas;
- O nome de Deus sequer é mencionado explicitamente no livro.
Mesmo assim, Deus age de forma soberana por meio de um povo que jejuou, orou e se humilhou.
Quando Ester convoca o jejum em Susã (Et 4.16), ela não está apenas buscando coragem pessoal, mas mobilizando espiritualmente toda a comunidade judaica diante de uma sentença de morte coletiva.
📖 Análise lexical (hebraico)
- צוּם (tsūm) — jejuar, abster-se;
- זָעַק (zā‘aq) — clamar, gritar por socorro (Et 4.1);
- אָבַד (’ābad) — perecer, ser destruído (Et 4.16).
A frase de Ester:
“Se perecer, pereci”
revela um nível profundo de submissão absoluta à soberania de Deus. O jejum não garantiu segurança humana, mas fortaleceu a fé para obedecer, mesmo diante do risco.
📖 O jejum como preparação para decisões arriscadas
O jejum de Ester teve características específicas:
- Coletivo (“nem comais nem bebais”);
- Intenso (três dias e três noites);
- Direcionado (intercessão por livramento);
- Sacrificial (risco de morte).
📌 Isso revela que o jejum:
não elimina o perigo, mas prepara o coração para enfrentá-lo com fé.
Ester não entrou na presença do rei confiando em estratégia política, beleza ou posição, mas em uma intervenção divina precedida por consagração.
📖 A resposta de Deus ao jejum
O texto bíblico mostra que:
- Ester encontra favor diante do rei (Et 5.2);
- O decreto de morte é revertido (Et 8.11-12);
- O inimigo é derrotado (Et 7.10);
- O povo é preservado.
Embora o livro não mencione explicitamente Deus, a mão divina é evidente em cada detalhe. O jejum abriu espaço para que Deus atuasse por meio de circunstâncias, decisões e reversões inesperadas.
APLICAÇÃO ESPIRITUAL
- O jejum que praticamos nos prepara para fugir ou para obedecer?
- Temos buscado o jejum como disciplina de intimidade ou como último recurso?
- Nosso jejum gera coragem para agir conforme a vontade de Deus?
O exemplo de Ester ensina que:
O jejum não substitui a ação, mas fortalece quem precisa agir pela fé.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM DE ESTER
Elemento | Descrição bíblica | Ensinamento espiritual |
Tipo de jejum | Coletivo e total | Unidade espiritual |
Duração | Três dias e três noites | Intensidade e urgência |
Motivo | Decreto de morte | Dependência total de Deus |
Atitude de Ester | “Se perecer, pereci” | Submissão e fé |
Resultado | Livramento nacional | Resposta divina ao justo |
SÍNTESE FINAL
O jejum de Ester revela que Deus responde ao clamor do justo quando há humilhação, fé e disposição para obedecer. Ele não livra apenas do perigo externo, mas fortalece o coração para enfrentar desafios com coragem espiritual. Ester nos ensina que o verdadeiro jejum não é fuga da responsabilidade, mas preparação para cumprir o propósito de Deus, mesmo quando isso envolve riscos.
🔥 Quem jejua diante de Deus aprende a confiar nEle acima do medo, das circunstâncias e do próprio instinto de autopreservação.
3.2. Josafá buscou a Deus com oração e jejum. Os exércitos dos amonitas e moabitas, além de alguns outros, ameaçaram o Reino do Sul. Com a união desses povos, o exército inimigo tornou-se bem superior ao do Reino do Sul (2Cr 20.2). Receoso, Josafá orou, buscou a ajuda de Deus e decretou um jejum nacional. O povo de todas as cidades de Judá se uniu para buscar a ajuda do Senhor. Josafá, diante do cerco dos inimigos, voltou-se para Deus, que o socorreu (2Cr 20.3,4).
Bispo Abner Ferreira (Transformando as Adversidades em cenários de Milagres e Vitórias: Lições de como heróis superaram os desafios em tempos de escassez, guerras e angústias. Editora Betel, 2020, p. 88): “Assim com Josafá, aproxime-se de quem te fortalece nos momentos difíceis, não se afaste do Senhor Deus! […] Utilizando as armas da oração e jejum, Josafá se fortaleceu e pôde encontrar em Deus proteção contra o inimigo, que marchava confiante. Nenhum dia é igual ao outro, mas você pode fazer de todos uma conquista”.
3.3. Daniel jejuou por amor à sua nação. Daniel meditava nos escritos do Profeta Jeremias, que diziam que Jerusalém teria que ficar em ruínas durante setenta anos. Mesmo morando no palácio, Daniel não se esqueceu de suas origens e continuava a amar o seu povo. Então, ele recorreu ao Senhor Deus: orou com dedicação e sinceridade, vestiu-se de panos de saco, e jejuou sobre cinzas, derramando o coração e abrindo a alma para Deus (Dn 9.2.3). A ruína de Jerusalém levou o profeta à angústia de alma, que ele expressou a Deus com jejum e oração.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical -2° Trimestre de 2005 – Lição 10): “Podemos perceber, em todo o Livro de Daniel, a razão porque este profeta alcançou muitas vitórias (Dn 9.3). Primeiro Daniel procurou, através das Escrituras, o que Deus dissera sobre o assunto. Ele possuía uma biblioteca onde estudava. Ele disse: “Entendi pelos livros”. Em seguida orou, jejuou e rogou humilhado, vestido em pano de saco e com cinzas”.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
ORAÇÃO, JEJUM E INTERVENÇÃO DIVINA EM TEMPOS DE CRISE
3.2. JOSAFÁ BUSCOU A DEUS COM ORAÇÃO E JEJUM
(2 Crônicas 20)
📖 Contexto histórico e espiritual
O reinado de Josafá enfrenta uma das maiores ameaças militares de Judá. A coalizão entre moabitas, amonitas e meunitas cria um cenário humanamente impossível. O texto bíblico destaca que o perigo não era apenas iminente, mas desproporcional à capacidade defensiva do reino (2Cr 20.2).
A reação inicial de Josafá é descrita com clareza:
“Então Josafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR” (2Cr 20.3).
O temor não o paralisa; ele o conduz à dependência.
📖 Análise lexical (hebraico)
- יָרֵא (yārē’) — temer: aqui não indica pânico, mas consciência da própria limitação;
- דָּרַשׁ (dārash) — buscar com intensidade, investigar, recorrer com zelo;
- צוֹם (tsōm) — jejum decretado, abstinência com propósito espiritual.
Josafá não reage com estratégias políticas ou alianças militares, mas com humilhação nacional. O jejum proclamado não foi privado, mas público e comunitário, envolvendo todas as cidades de Judá (2Cr 20.4).
📖 Teologia do jejum em Josafá
O jejum, nesse contexto, tem três funções espirituais claras:
- Reconhecer a incapacidade humana
“Em nós não há força…” (2Cr 20.12)
- Centralizar a esperança em Deus
“Porém os nossos olhos estão postos em ti”
- Preparar o povo para ouvir a direção divina
O jejum cria um ambiente de sensibilidade espiritual que culmina na profecia de Jaaziel (2Cr 20.14-17).
📌 O jejum não substitui a batalha, mas redefine quem luta por nós:
“Esta peleja não é vossa, senão de Deus”.
📖 Resultado espiritual
A resposta de Deus não foi uma estratégia de guerra, mas uma palavra. O exército marchou adorando, e Deus mesmo confundiu os inimigos. O jejum precedeu:
- vitória sem combate;
- livramento sobrenatural;
- glorificação pública do nome do Senhor.
3.3. DANIEL JEJUOU POR AMOR À SUA NAÇÃO
(Daniel 9)
📖 Contexto profético e espiritual
Daniel vive no exílio, ocupa posição de destaque no império, mas não perdeu sua identidade espiritual nem seu amor por Israel. Ao estudar os escritos de Jeremias, ele compreende que o tempo do cativeiro estava chegando ao fim (Dn 9.2).
A reação de Daniel à revelação não foi passiva, mas intercessora.
📖 Análise lexical (hebraico)
- בִּין (bîn) — entender, discernir com profundidade espiritual;
- פָּנָה (pānāh) — voltar-se completamente;
- צוֹם (tsōm) — jejum;
- שַׂק (śaq) — pano de saco, sinal de humilhação;
- אֵפֶר (’ēfer) — cinzas, símbolo de arrependimento profundo.
Daniel não jejua para obter revelação nova, mas para alinhar-se ao que Deus já havia revelado.
📖 O jejum como intercessão substitutiva
Daniel ora confessando pecados que não foram cometidos pessoalmente por ele, mas pela nação:
“Pecamos, cometemos iniquidades…” (Dn 9.5)
Isso revela uma espiritualidade madura, marcada por:
- solidariedade espiritual;
- identificação com o povo;
- responsabilidade intercessora.
📌 O jejum de Daniel não é egoísta, mas corporativo e redentivo.
📖 Resposta divina
Antes mesmo de Daniel terminar a oração, o anjo Gabriel é enviado (Dn 9.21-23). Deus responde com:
- restauração da esperança;
- revelação profética (as setenta semanas);
- reafirmação do amor divino:
“Porque tu és muito amado”.
APLICAÇÃO ESPIRITUAL
- Diante das ameaças, temos reagido com medo ou com busca sincera a Deus?
- Nosso jejum tem sido motivado por interesse pessoal ou por amor à obra de Deus?
- Temos recorrido primeiro à Palavra antes de jejuar e orar?
Josafá ensina que o jejum prepara o povo para confiar;
Daniel ensina que o jejum prepara o coração para interceder.
TABELA EXPOSITIVA COMPARATIVA
Personagem
Contexto
Propósito do jejum
Atitude espiritual
Resposta de Deus
Josafá
Guerra iminente
Buscar socorro divino
Humilhação coletiva
Vitória sobrenatural
Daniel
Exílio nacional
Intercessão e arrependimento
Quebrantamento profundo
Revelação e restauração
SÍNTESE FINAL
O jejum de Josafá e Daniel revela que Deus responde quando Seu povo reconhece a própria limitação e se volta inteiramente para Ele. O jejum não muda o caráter de Deus, mas transforma o coração humano, tornando-o sensível à vontade divina. Seja em tempos de guerra ou de exílio, o Senhor honra aqueles que O buscam com oração, jejum e humildade sincera.
🔥 Quem jejua diante de Deus aprende a confiar quando não há saída e a interceder quando há esperança.
ORAÇÃO, JEJUM E INTERVENÇÃO DIVINA EM TEMPOS DE CRISE
3.2. JOSAFÁ BUSCOU A DEUS COM ORAÇÃO E JEJUM
(2 Crônicas 20)
📖 Contexto histórico e espiritual
O reinado de Josafá enfrenta uma das maiores ameaças militares de Judá. A coalizão entre moabitas, amonitas e meunitas cria um cenário humanamente impossível. O texto bíblico destaca que o perigo não era apenas iminente, mas desproporcional à capacidade defensiva do reino (2Cr 20.2).
A reação inicial de Josafá é descrita com clareza:
“Então Josafá temeu e pôs-se a buscar o SENHOR” (2Cr 20.3).
O temor não o paralisa; ele o conduz à dependência.
📖 Análise lexical (hebraico)
- יָרֵא (yārē’) — temer: aqui não indica pânico, mas consciência da própria limitação;
- דָּרַשׁ (dārash) — buscar com intensidade, investigar, recorrer com zelo;
- צוֹם (tsōm) — jejum decretado, abstinência com propósito espiritual.
Josafá não reage com estratégias políticas ou alianças militares, mas com humilhação nacional. O jejum proclamado não foi privado, mas público e comunitário, envolvendo todas as cidades de Judá (2Cr 20.4).
📖 Teologia do jejum em Josafá
O jejum, nesse contexto, tem três funções espirituais claras:
- Reconhecer a incapacidade humana
“Em nós não há força…” (2Cr 20.12) - Centralizar a esperança em Deus
“Porém os nossos olhos estão postos em ti” - Preparar o povo para ouvir a direção divina
O jejum cria um ambiente de sensibilidade espiritual que culmina na profecia de Jaaziel (2Cr 20.14-17).
📌 O jejum não substitui a batalha, mas redefine quem luta por nós:
“Esta peleja não é vossa, senão de Deus”.
📖 Resultado espiritual
A resposta de Deus não foi uma estratégia de guerra, mas uma palavra. O exército marchou adorando, e Deus mesmo confundiu os inimigos. O jejum precedeu:
- vitória sem combate;
- livramento sobrenatural;
- glorificação pública do nome do Senhor.
3.3. DANIEL JEJUOU POR AMOR À SUA NAÇÃO
(Daniel 9)
📖 Contexto profético e espiritual
Daniel vive no exílio, ocupa posição de destaque no império, mas não perdeu sua identidade espiritual nem seu amor por Israel. Ao estudar os escritos de Jeremias, ele compreende que o tempo do cativeiro estava chegando ao fim (Dn 9.2).
A reação de Daniel à revelação não foi passiva, mas intercessora.
📖 Análise lexical (hebraico)
- בִּין (bîn) — entender, discernir com profundidade espiritual;
- פָּנָה (pānāh) — voltar-se completamente;
- צוֹם (tsōm) — jejum;
- שַׂק (śaq) — pano de saco, sinal de humilhação;
- אֵפֶר (’ēfer) — cinzas, símbolo de arrependimento profundo.
Daniel não jejua para obter revelação nova, mas para alinhar-se ao que Deus já havia revelado.
📖 O jejum como intercessão substitutiva
Daniel ora confessando pecados que não foram cometidos pessoalmente por ele, mas pela nação:
“Pecamos, cometemos iniquidades…” (Dn 9.5)
Isso revela uma espiritualidade madura, marcada por:
- solidariedade espiritual;
- identificação com o povo;
- responsabilidade intercessora.
📌 O jejum de Daniel não é egoísta, mas corporativo e redentivo.
📖 Resposta divina
Antes mesmo de Daniel terminar a oração, o anjo Gabriel é enviado (Dn 9.21-23). Deus responde com:
- restauração da esperança;
- revelação profética (as setenta semanas);
- reafirmação do amor divino:
“Porque tu és muito amado”.
APLICAÇÃO ESPIRITUAL
- Diante das ameaças, temos reagido com medo ou com busca sincera a Deus?
- Nosso jejum tem sido motivado por interesse pessoal ou por amor à obra de Deus?
- Temos recorrido primeiro à Palavra antes de jejuar e orar?
Josafá ensina que o jejum prepara o povo para confiar;
Daniel ensina que o jejum prepara o coração para interceder.
TABELA EXPOSITIVA COMPARATIVA
Personagem | Contexto | Propósito do jejum | Atitude espiritual | Resposta de Deus |
Josafá | Guerra iminente | Buscar socorro divino | Humilhação coletiva | Vitória sobrenatural |
Daniel | Exílio nacional | Intercessão e arrependimento | Quebrantamento profundo | Revelação e restauração |
SÍNTESE FINAL
O jejum de Josafá e Daniel revela que Deus responde quando Seu povo reconhece a própria limitação e se volta inteiramente para Ele. O jejum não muda o caráter de Deus, mas transforma o coração humano, tornando-o sensível à vontade divina. Seja em tempos de guerra ou de exílio, o Senhor honra aqueles que O buscam com oração, jejum e humildade sincera.
🔥 Quem jejua diante de Deus aprende a confiar quando não há saída e a interceder quando há esperança.
EU ENSINEI QUE:
Jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina.
CONCLUSÃO
Em tempos de tantas ocupações, que o Espírito Santo nos ajude a priorizar em nosso viver momentos de oração e jejum, como expressão de um sincero interesse em buscar primeiro o Reino de Deus, nossa dependência completa da graça do Senhor, buscar aguçar nossa sensibilidade espiritual, procurar conhecer e receber mais do Senhor e o desejo em exercitar a autodisciplina.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
JEJUM: PROPÓSITO ESPIRITUAL E BUSCA PELA INTERVENÇÃO DIVINA
Síntese doutrinária do ensino
A afirmação — “Jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina” — encontra amplo respaldo nas Escrituras. O jejum bíblico nunca é apresentado como simples privação física, mas como um ato espiritual intencional, que envolve quebrantamento, dependência, arrependimento e alinhamento da vontade humana com a vontade de Deus.
Desde o Antigo até o Novo Testamento, o jejum aparece ligado a momentos de crise, consagração, discernimento e preparação espiritual. Ele não constrange Deus, mas reposiciona o ser humano diante d’Ele.
ANÁLISE BÍBLICO-LEXICAL
📖 No Antigo Testamento (hebraico)
- צוֹם (tsōm) — jejum
Refere-se à abstinência voluntária de alimento com finalidade espiritual (Jl 2.12; Ed 8.21). O termo está associado à humilhação (ʿānâ nephesh – “afligir a alma”), indicando submissão total a Deus. - כָּנַע (kānaʿ) — humilhar-se
Expressa a atitude interior correta que deve acompanhar o jejum (2Cr 7.14). Sem humilhação, o jejum perde seu sentido espiritual.
📖 No Novo Testamento (grego)
- νηστεία (nēsteía) — jejum
Literalmente, “não comer”. No ensino de Jesus (Mt 6.16-18), o termo está ligado à piedade secreta, longe da autopromoção religiosa. - ζητέω (zēteō) — buscar
Usado por Jesus em Mt 6.33: “Buscai primeiro o Reino de Deus”. O jejum é uma das formas práticas dessa busca prioritária.
📌 Conclusão lexical: o jejum bíblico envolve corpo, alma e espírito, e só é válido quando acompanhado de intencionalidade espiritual e dependência sincera de Deus.
FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA
- Jejum como expressão de dependência
O jejum confessa, na prática, que a vida não é sustentada apenas pelo pão, mas pela Palavra de Deus (Dt 8.3; Mt 4.4). Ao negar o alimento, afirmamos que Deus é nossa fonte suprema. - Jejum como instrumento de sensibilidade espiritual
Ao silenciar as demandas do corpo, aguçamos a percepção espiritual. Por isso, ele está frequentemente associado à revelação, direção divina e intercessão (Dn 9.3; At 13.2). - Jejum como exercício de autodisciplina
Em um mundo dominado pelo imediatismo, o jejum treina o coração a dizer “não” à carne e “sim” ao Espírito (1Co 9.25-27; Gl 5.16). - Jejum como prática cristocêntrica
Jesus não apenas ensinou sobre o jejum, mas o praticou (Mt 4.2), deixando claro que essa disciplina faz parte da vida espiritual madura.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
Em tempos de agendas cheias, excesso de estímulos e dispersão espiritual, o jejum nos chama a:
- reordenar prioridades;
- buscar primeiro o Reino de Deus;
- cultivar intimidade com o Senhor;
- desenvolver domínio próprio e sensibilidade espiritual.
Jejuar não é fugir do mundo, mas aprender a viver nele com o coração totalmente dependente da graça de Deus. O Espírito Santo nos conduz a essa prática não como fardo, mas como privilégio espiritual.
📌 O jejum não substitui a oração, a Palavra ou a obediência — ele potencializa todas essas disciplinas.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM NA VIDA CRISTÃ
Aspecto
Enfoque bíblico
Referência
Aplicação prática
Propósito
Busca por Deus
Jl 2.12
Reordenar prioridades
Atitude
Humilhação
Ed 8.21
Reconhecer dependência
Motivação
Intimidade com Deus
Mt 6.17-18
Evitar exibicionismo
Resultado
Sensibilidade espiritual
Dn 9.3
Discernir a vontade divina
Disciplina
Domínio próprio
1Co 9.27
Vencer a carne
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
O jejum bíblico é um chamado à profundidade espiritual. Ele não visa impressionar pessoas nem forçar respostas de Deus, mas formar um coração sensível, humilde e disciplinado. Quando praticado corretamente, torna-se um meio eficaz de crescimento espiritual, fortalecimento da fé e alinhamento com o Reino de Deus.
🙏 Que o Espírito Santo nos conduza a uma vida de oração e jejum não por obrigação, mas por amor; não por aparência, mas por dependência; não por religiosidade, mas por sede da presença de Deus.
JEJUM: PROPÓSITO ESPIRITUAL E BUSCA PELA INTERVENÇÃO DIVINA
Síntese doutrinária do ensino
A afirmação — “Jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina” — encontra amplo respaldo nas Escrituras. O jejum bíblico nunca é apresentado como simples privação física, mas como um ato espiritual intencional, que envolve quebrantamento, dependência, arrependimento e alinhamento da vontade humana com a vontade de Deus.
Desde o Antigo até o Novo Testamento, o jejum aparece ligado a momentos de crise, consagração, discernimento e preparação espiritual. Ele não constrange Deus, mas reposiciona o ser humano diante d’Ele.
ANÁLISE BÍBLICO-LEXICAL
📖 No Antigo Testamento (hebraico)
- צוֹם (tsōm) — jejum
Refere-se à abstinência voluntária de alimento com finalidade espiritual (Jl 2.12; Ed 8.21). O termo está associado à humilhação (ʿānâ nephesh – “afligir a alma”), indicando submissão total a Deus. - כָּנַע (kānaʿ) — humilhar-se
Expressa a atitude interior correta que deve acompanhar o jejum (2Cr 7.14). Sem humilhação, o jejum perde seu sentido espiritual.
📖 No Novo Testamento (grego)
- νηστεία (nēsteía) — jejum
Literalmente, “não comer”. No ensino de Jesus (Mt 6.16-18), o termo está ligado à piedade secreta, longe da autopromoção religiosa. - ζητέω (zēteō) — buscar
Usado por Jesus em Mt 6.33: “Buscai primeiro o Reino de Deus”. O jejum é uma das formas práticas dessa busca prioritária.
📌 Conclusão lexical: o jejum bíblico envolve corpo, alma e espírito, e só é válido quando acompanhado de intencionalidade espiritual e dependência sincera de Deus.
FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA
- Jejum como expressão de dependência
O jejum confessa, na prática, que a vida não é sustentada apenas pelo pão, mas pela Palavra de Deus (Dt 8.3; Mt 4.4). Ao negar o alimento, afirmamos que Deus é nossa fonte suprema. - Jejum como instrumento de sensibilidade espiritual
Ao silenciar as demandas do corpo, aguçamos a percepção espiritual. Por isso, ele está frequentemente associado à revelação, direção divina e intercessão (Dn 9.3; At 13.2). - Jejum como exercício de autodisciplina
Em um mundo dominado pelo imediatismo, o jejum treina o coração a dizer “não” à carne e “sim” ao Espírito (1Co 9.25-27; Gl 5.16). - Jejum como prática cristocêntrica
Jesus não apenas ensinou sobre o jejum, mas o praticou (Mt 4.2), deixando claro que essa disciplina faz parte da vida espiritual madura.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
Em tempos de agendas cheias, excesso de estímulos e dispersão espiritual, o jejum nos chama a:
- reordenar prioridades;
- buscar primeiro o Reino de Deus;
- cultivar intimidade com o Senhor;
- desenvolver domínio próprio e sensibilidade espiritual.
Jejuar não é fugir do mundo, mas aprender a viver nele com o coração totalmente dependente da graça de Deus. O Espírito Santo nos conduz a essa prática não como fardo, mas como privilégio espiritual.
📌 O jejum não substitui a oração, a Palavra ou a obediência — ele potencializa todas essas disciplinas.
TABELA EXPOSITIVA — O JEJUM NA VIDA CRISTÃ
Aspecto | Enfoque bíblico | Referência | Aplicação prática |
Propósito | Busca por Deus | Jl 2.12 | Reordenar prioridades |
Atitude | Humilhação | Ed 8.21 | Reconhecer dependência |
Motivação | Intimidade com Deus | Mt 6.17-18 | Evitar exibicionismo |
Resultado | Sensibilidade espiritual | Dn 9.3 | Discernir a vontade divina |
Disciplina | Domínio próprio | 1Co 9.27 | Vencer a carne |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
O jejum bíblico é um chamado à profundidade espiritual. Ele não visa impressionar pessoas nem forçar respostas de Deus, mas formar um coração sensível, humilde e disciplinado. Quando praticado corretamente, torna-se um meio eficaz de crescimento espiritual, fortalecimento da fé e alinhamento com o Reino de Deus.
🙏 Que o Espírito Santo nos conduza a uma vida de oração e jejum não por obrigação, mas por amor; não por aparência, mas por dependência; não por religiosidade, mas por sede da presença de Deus.
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