VERSÍCULO DO DIA “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”, Mt 5.5 Texto de Referência: Mt 11.29 OBJETIVOS DA LIÇÃO Destaca...
VERSÍCULO DO DIA
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”, Mt 5.5
Texto de Referência: Mt 11.29
OBJETIVOS DA LIÇÃO
VERDADE APLICADA
A humildade e a submissão à Vontade de Deus, em vez de arrogância e violência, conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que Jesus nos dê um coração manso e humilde como o dEle
LEITURA SEMANAL
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
“BEM-AVENTURADOS OS MANSOS” — A MANSIDÃO NO ENSINO DE JESUS
TEXTO-CHAVE
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5.5)
TEXTO DE REFERÊNCIA
“Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29)
I. O PODER TRANSFORMADOR DAS PALAVRAS DE JESUS
As palavras de Jesus não são meros ensinamentos morais, mas palavras performativas, isto é, produzem aquilo que anunciam. Quando Cristo proclama as Beatitudes (Mt 5.1-12), Ele redefine completamente os valores do Reino de Deus, subvertendo a lógica humana baseada em poder, violência e autopromoção.
Análise lexical (grego)
- Μακάριοι (makárioi) — bem-aventurados, felizes por causa de uma condição espiritual concedida por Deus
- Não se trata de felicidade circunstancial, mas de estado de graça, de alguém aprovado por Deus
Assim, ao declarar “bem-aventurados os mansos”, Jesus afirma que a verdadeira felicidade não nasce da força coercitiva, mas da submissão confiante à vontade divina.
II. A NATUREZA E A IMPORTÂNCIA DAS BEATITUDES
As Beatitudes são o portal do Sermão do Monte e apresentam o perfil do cidadão do Reino. Elas não descrevem virtudes naturais, mas frutos de um coração transformado pela graça.
A mansidão no contexto das Beatitudes
- Ela não aparece isolada, mas ligada à humildade, à misericórdia e à justiça
- Representa a postura interior daquele que confia em Deus como justo juiz
Relação com o Antigo Testamento
Jesus ecoa diretamente o Salmo 37.11:
“Mas os mansos herdarão a terra”
No hebraico:
- עֲנָוִים (‘anavím) — humildes, submissos, dependentes de Deus
Isso mostra que Jesus não cria um novo conceito, mas revela o sentido pleno da promessa veterotestamentária.
III. A MANSIDÃO SEGUNDO JESUS: ENSINO E EXEMPLO
Análise lexical (grego)
- πραΰς (praýs) — manso, gentil, controlado
- Não significa fraqueza, mas força sob controle
Jesus é o maior exemplo dessa mansidão:
“Sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29)
Ele ensinou a mansidão não apenas com palavras, mas:
- Ao suportar injúrias sem revidar (1Pe 2.23)
- Ao corrigir com graça (Jo 8.10,11)
- Ao entregar-se voluntariamente à cruz (Is 53.7)
A didática de Jesus é encarnacional: Ele vive o que ensina.
IV. A PROMESSA: “HERDARÃO A TERRA”
Significado teológico da herança
- κληρονομέω (klēronoméō) — receber por direito de filiação
- A promessa não é apenas material, mas escatológica
A “terra” aponta para:
- A provisão e cuidado de Deus no presente
- A participação no Reino futuro
- A nova criação (Ap 21.1)
Os mansos não tomam a terra à força — recebem-na como herança.
V. A VERDADE APLICADA À VIDA CRISTÃ
“A humildade e a submissão à Vontade de Deus […] conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.”
Aplicações práticas
- Mansidão não é passividade, mas confiança ativa em Deus
- Corrigir com mansidão reflete o caráter de Cristo (Gl 6.1)
- A mansidão preserva relacionamentos e glorifica a Deus
- Em um mundo agressivo, o manso é um sinal do Reino
VI. A MANSIDÃO COMO FRUTO DO AMOR
A leitura semanal (1Jo 4.7,16) mostra que a mansidão nasce do amor:
- Onde o amor governa, a violência perde espaço
- Onde Deus habita, o coração aprende a descansar
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NO ENSINO BÍBLICO
Elemento
Texto
Termo Original
Ênfase Teológica
Aplicação
Bem-aventurança
Mt 5.5
Makários
Aprovação divina
Viver segundo o Reino
Mansidão
Mt 11.29
Praýs
Força controlada
Imitar Cristo
Humildade
Sl 37.11
‘Anavím
Dependência de Deus
Confiar na justiça divina
Herança
Mt 5.5
Klēronoméō
Promessa escatológica
Esperança eterna
Amor
1Jo 4.16
Agápē
Base da mansidão
Vida transformada
MOMENTO DE ORAÇÃO (REFLEXÃO TEOLÓGICA)
Orar por mansidão é pedir para sermos conformados ao caráter de Cristo. Trata-se de uma entrega diária do ego, do orgulho e da autodefesa, confiando que Deus é suficiente para nos sustentar, justificar e conduzir.
CONCLUSÃO
A mansidão ensinada por Jesus não é fraqueza espiritual, mas marca dos verdadeiros herdeiros do Reino. Em um mundo que exalta a força e a imposição, Cristo chama seus discípulos a um caminho mais alto: o da humildade, da submissão e da confiança plena no Pai. Os mansos não perdem — eles herdam. E essa herança é eterna. 🙏
“BEM-AVENTURADOS OS MANSOS” — A MANSIDÃO NO ENSINO DE JESUS
TEXTO-CHAVE
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt 5.5)
TEXTO DE REFERÊNCIA
“Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29)
I. O PODER TRANSFORMADOR DAS PALAVRAS DE JESUS
As palavras de Jesus não são meros ensinamentos morais, mas palavras performativas, isto é, produzem aquilo que anunciam. Quando Cristo proclama as Beatitudes (Mt 5.1-12), Ele redefine completamente os valores do Reino de Deus, subvertendo a lógica humana baseada em poder, violência e autopromoção.
Análise lexical (grego)
- Μακάριοι (makárioi) — bem-aventurados, felizes por causa de uma condição espiritual concedida por Deus
- Não se trata de felicidade circunstancial, mas de estado de graça, de alguém aprovado por Deus
Assim, ao declarar “bem-aventurados os mansos”, Jesus afirma que a verdadeira felicidade não nasce da força coercitiva, mas da submissão confiante à vontade divina.
II. A NATUREZA E A IMPORTÂNCIA DAS BEATITUDES
As Beatitudes são o portal do Sermão do Monte e apresentam o perfil do cidadão do Reino. Elas não descrevem virtudes naturais, mas frutos de um coração transformado pela graça.
A mansidão no contexto das Beatitudes
- Ela não aparece isolada, mas ligada à humildade, à misericórdia e à justiça
- Representa a postura interior daquele que confia em Deus como justo juiz
Relação com o Antigo Testamento
Jesus ecoa diretamente o Salmo 37.11:
“Mas os mansos herdarão a terra”
No hebraico:
- עֲנָוִים (‘anavím) — humildes, submissos, dependentes de Deus
Isso mostra que Jesus não cria um novo conceito, mas revela o sentido pleno da promessa veterotestamentária.
III. A MANSIDÃO SEGUNDO JESUS: ENSINO E EXEMPLO
Análise lexical (grego)
- πραΰς (praýs) — manso, gentil, controlado
- Não significa fraqueza, mas força sob controle
Jesus é o maior exemplo dessa mansidão:
“Sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29)
Ele ensinou a mansidão não apenas com palavras, mas:
- Ao suportar injúrias sem revidar (1Pe 2.23)
- Ao corrigir com graça (Jo 8.10,11)
- Ao entregar-se voluntariamente à cruz (Is 53.7)
A didática de Jesus é encarnacional: Ele vive o que ensina.
IV. A PROMESSA: “HERDARÃO A TERRA”
Significado teológico da herança
- κληρονομέω (klēronoméō) — receber por direito de filiação
- A promessa não é apenas material, mas escatológica
A “terra” aponta para:
- A provisão e cuidado de Deus no presente
- A participação no Reino futuro
- A nova criação (Ap 21.1)
Os mansos não tomam a terra à força — recebem-na como herança.
V. A VERDADE APLICADA À VIDA CRISTÃ
“A humildade e a submissão à Vontade de Deus […] conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.”
Aplicações práticas
- Mansidão não é passividade, mas confiança ativa em Deus
- Corrigir com mansidão reflete o caráter de Cristo (Gl 6.1)
- A mansidão preserva relacionamentos e glorifica a Deus
- Em um mundo agressivo, o manso é um sinal do Reino
VI. A MANSIDÃO COMO FRUTO DO AMOR
A leitura semanal (1Jo 4.7,16) mostra que a mansidão nasce do amor:
- Onde o amor governa, a violência perde espaço
- Onde Deus habita, o coração aprende a descansar
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NO ENSINO BÍBLICO
Elemento | Texto | Termo Original | Ênfase Teológica | Aplicação |
Bem-aventurança | Mt 5.5 | Makários | Aprovação divina | Viver segundo o Reino |
Mansidão | Mt 11.29 | Praýs | Força controlada | Imitar Cristo |
Humildade | Sl 37.11 | ‘Anavím | Dependência de Deus | Confiar na justiça divina |
Herança | Mt 5.5 | Klēronoméō | Promessa escatológica | Esperança eterna |
Amor | 1Jo 4.16 | Agápē | Base da mansidão | Vida transformada |
MOMENTO DE ORAÇÃO (REFLEXÃO TEOLÓGICA)
Orar por mansidão é pedir para sermos conformados ao caráter de Cristo. Trata-se de uma entrega diária do ego, do orgulho e da autodefesa, confiando que Deus é suficiente para nos sustentar, justificar e conduzir.
CONCLUSÃO
A mansidão ensinada por Jesus não é fraqueza espiritual, mas marca dos verdadeiros herdeiros do Reino. Em um mundo que exalta a força e a imposição, Cristo chama seus discípulos a um caminho mais alto: o da humildade, da submissão e da confiança plena no Pai. Os mansos não perdem — eles herdam. E essa herança é eterna. 🙏
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INTRODUÇÃO
O termo grego paus, que significa “manso”, aparece algumas vezes no NT. Duas vezes ele é empregado em referência ao próprio Jesus (Mt 11.29; 21.5) e também aparece na Primeira Carta de Pedro 3.4. O apóstolo Paulo, ao falar do Fruto do Espírito (Gl 5.22), usou o termo grego pacotes para designar “mansidão”.
Ponto-Chave
“Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito.”
1- OS MANSOS DE CORAÇÃO
O cristão não deve se angustiar nem se revoltar diante das tempestades da vida. Em meio a situações estressantes, devemos exercitar a mansidão e manter a calma. Para tanto, é preciso estar sempre em comunhão com Jesus, para que Ele traga quietude à nossa alma.
1.1. Trilhando o caminho da mansidão. É bom estar perto de uma pessoa mansa, que tem o coração afável. Os mansos atraem a atenção por sua presença agradável e serena. São pessoas afetuosas, compreensivas e calmas. Por outro lado, os ríspidos tendem a nos afastar, pois são rudes e indelicados na maior parte do tempo. Por isso, o Apóstolo Paulo nos recomenda andar como é digno da vocação com que fomos chamados, com humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef 4.1,2).
1.2. Ser manso não significa ser covarde. A mansidão não é sinal de fraqueza ou medo; pelo contrário, é uma virtude divina. Cristo, embora sendo Todo-Poderoso, tinha um caráter manso (Mt 11.29). O Bispo Abner Ferreira, em “Pregando sobre os problemas da vida reflexões” (V.1. Ed. Betel, 2024, p.191), observa: “Não devemos entender uma pessoa mansa como covarde. Infelizmente, o manso é visto atualmente como alguém boboca, ingênuo e fácil de ludibriar. Entretanto, tem mais a ver com o domínio de sua bravura”. A mansidão, portanto, não é característica de pessoas covardes nem passivas, mas de quem sabe canalizar a ira, mostrando-se forte nos momentos de crise.
Refletindo
“A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário, fazendo todo o bem que pode em retribuição ao mal que o outro lhe fez.” C.H. Spurgeon
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
OS MANSOS DE CORAÇÃO — A VIRTUDE QUE REVELA A FORÇA DO CARÁTER CRISTÃO
INTRODUÇÃO TEOLÓGICA
A mansidão é uma das virtudes mais mal compreendidas da espiritualidade cristã. O Novo Testamento utiliza dois termos principais para expressá-la:
- πραΰς (praýs) — “manso”, “gentil”, “suave”
- πραΰτης (praýtēs) — “mansidão”, “brandura de caráter”
Ambos descrevem uma força interior controlada, jamais passividade ou fraqueza. O próprio Cristo é apresentado como o modelo supremo dessa virtude (Mt 11.29; 21.5). O apóstolo Paulo, ao listar o Fruto do Espírito (Gl 5.22), deixa claro que a mansidão é resultado direto da ação do Espírito Santo no coração regenerado, não de temperamento natural.
PONTO-CHAVE (ÊNFASE TEOLÓGICA)
Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito.
Essa definição está alinhada com o ensino bíblico, pois a mansidão nasce da submissão à soberania divina e se manifesta em relacionamentos marcados pela graça.
I. OS MANSOS DE CORAÇÃO
Jesus ensinou que a mansidão é uma realidade interior antes de ser comportamental. Ela brota de um coração pacificado por Deus.
Análise bíblica
- Coração (gr. kardía) — centro da vontade, das emoções e decisões
- A mansidão não é repressão emocional, mas governo espiritual das emoções
O cristão manso não ignora as tempestades da vida, mas as enfrenta com serenidade, porque confia que Deus está no controle (Sl 46.10; Is 26.3).
A comunhão contínua com Cristo é o meio pelo qual a alma encontra descanso e quietude (Mt 11.28-29).
1.1. TRILHANDO O CAMINHO DA MANSIDÃO
A mansidão produz ambientes de paz. Pessoas mansas tornam-se instrumentos da graça de Deus na convivência humana.
Ênfase paulina
“Andar de modo digno da vocação […] com toda humildade e mansidão” (Ef 4.1-2)
- Humildade (tapeinophrosýnē) — mente submissa
- Mansidão (praýtēs) — atitude gentil
- Suportar (anechómenoi) — tolerar com amor
A mansidão não apenas aproxima pessoas, mas edifica a comunhão cristã, evitando rupturas desnecessárias.
1.2. SER MANSO NÃO SIGNIFICA SER COVARDE
Biblicamente, a mansidão é uma expressão de força disciplinada.
Cristo como modelo
- Jesus expulsou os vendilhões do Templo (Jo 2.15)
- Enfrentou líderes religiosos com autoridade (Mt 23)
- Submeteu-se voluntariamente à cruz (Is 53.7)
Isso revela que a mansidão é o controle santo da bravura, não ausência dela.
Análise teológica
- A ira, quando governada pelo Espírito, não se transforma em violência (Ef 4.26)
- O manso escolhe responder com graça, mesmo quando poderia reagir com dureza
Spurgeon expressa bem essa verdade ao afirmar que o manso vence o mal pelo bem, cumprindo o princípio de Romanos 12.20.
REFLEXÃO TEOLÓGICA
“A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário…” — C.H. Spurgeon
Essa “vingança” não é punitiva, mas redentiva, pois visa constranger o mal com o bem, refletindo o caráter de Cristo.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
- Mansidão é evidência de maturidade espiritual
- É impossível ser manso sem comunhão com Cristo
- A mansidão transforma conflitos em oportunidades de testemunho
- Ser manso é confiar que Deus é o justo juiz
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA CRISTÃ
Aspecto
Texto Bíblico
Termo Original
Ênfase Teológica
Aplicação
Mansidão de Cristo
Mt 11.29
Praýs
Modelo perfeito
Imitar Jesus
Fruto do Espírito
Gl 5.22
Praýtēs
Obra do Espírito
Vida transformada
Caminhada cristã
Ef 4.1-2
Praýtēs
Unidade da Igreja
Relacionamentos saudáveis
Força controlada
Is 53.7
‘Anav (heb.)
Submissão a Deus
Vitória sobre o mal
Resposta ao mal
Rm 12.20
—
Ética do Reino
Vencer pelo bem
CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude espiritual profundamente cristocêntrica. Longe de representar fraqueza, ela revela domínio próprio, maturidade espiritual e confiança absoluta em Deus. O manso não reage por impulso, mas responde com sabedoria; não busca vingança, mas redenção. Em um mundo marcado pela agressividade, os mansos refletem a beleza do caráter de Cristo e se tornam verdadeiros instrumentos de paz. 🙏
OS MANSOS DE CORAÇÃO — A VIRTUDE QUE REVELA A FORÇA DO CARÁTER CRISTÃO
INTRODUÇÃO TEOLÓGICA
A mansidão é uma das virtudes mais mal compreendidas da espiritualidade cristã. O Novo Testamento utiliza dois termos principais para expressá-la:
- πραΰς (praýs) — “manso”, “gentil”, “suave”
- πραΰτης (praýtēs) — “mansidão”, “brandura de caráter”
Ambos descrevem uma força interior controlada, jamais passividade ou fraqueza. O próprio Cristo é apresentado como o modelo supremo dessa virtude (Mt 11.29; 21.5). O apóstolo Paulo, ao listar o Fruto do Espírito (Gl 5.22), deixa claro que a mansidão é resultado direto da ação do Espírito Santo no coração regenerado, não de temperamento natural.
PONTO-CHAVE (ÊNFASE TEOLÓGICA)
Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito.
Essa definição está alinhada com o ensino bíblico, pois a mansidão nasce da submissão à soberania divina e se manifesta em relacionamentos marcados pela graça.
I. OS MANSOS DE CORAÇÃO
Jesus ensinou que a mansidão é uma realidade interior antes de ser comportamental. Ela brota de um coração pacificado por Deus.
Análise bíblica
- Coração (gr. kardía) — centro da vontade, das emoções e decisões
- A mansidão não é repressão emocional, mas governo espiritual das emoções
O cristão manso não ignora as tempestades da vida, mas as enfrenta com serenidade, porque confia que Deus está no controle (Sl 46.10; Is 26.3).
A comunhão contínua com Cristo é o meio pelo qual a alma encontra descanso e quietude (Mt 11.28-29).
1.1. TRILHANDO O CAMINHO DA MANSIDÃO
A mansidão produz ambientes de paz. Pessoas mansas tornam-se instrumentos da graça de Deus na convivência humana.
Ênfase paulina
“Andar de modo digno da vocação […] com toda humildade e mansidão” (Ef 4.1-2)
- Humildade (tapeinophrosýnē) — mente submissa
- Mansidão (praýtēs) — atitude gentil
- Suportar (anechómenoi) — tolerar com amor
A mansidão não apenas aproxima pessoas, mas edifica a comunhão cristã, evitando rupturas desnecessárias.
1.2. SER MANSO NÃO SIGNIFICA SER COVARDE
Biblicamente, a mansidão é uma expressão de força disciplinada.
Cristo como modelo
- Jesus expulsou os vendilhões do Templo (Jo 2.15)
- Enfrentou líderes religiosos com autoridade (Mt 23)
- Submeteu-se voluntariamente à cruz (Is 53.7)
Isso revela que a mansidão é o controle santo da bravura, não ausência dela.
Análise teológica
- A ira, quando governada pelo Espírito, não se transforma em violência (Ef 4.26)
- O manso escolhe responder com graça, mesmo quando poderia reagir com dureza
Spurgeon expressa bem essa verdade ao afirmar que o manso vence o mal pelo bem, cumprindo o princípio de Romanos 12.20.
REFLEXÃO TEOLÓGICA
“A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário…” — C.H. Spurgeon
Essa “vingança” não é punitiva, mas redentiva, pois visa constranger o mal com o bem, refletindo o caráter de Cristo.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
- Mansidão é evidência de maturidade espiritual
- É impossível ser manso sem comunhão com Cristo
- A mansidão transforma conflitos em oportunidades de testemunho
- Ser manso é confiar que Deus é o justo juiz
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA CRISTÃ
Aspecto | Texto Bíblico | Termo Original | Ênfase Teológica | Aplicação |
Mansidão de Cristo | Mt 11.29 | Praýs | Modelo perfeito | Imitar Jesus |
Fruto do Espírito | Gl 5.22 | Praýtēs | Obra do Espírito | Vida transformada |
Caminhada cristã | Ef 4.1-2 | Praýtēs | Unidade da Igreja | Relacionamentos saudáveis |
Força controlada | Is 53.7 | ‘Anav (heb.) | Submissão a Deus | Vitória sobre o mal |
Resposta ao mal | Rm 12.20 | — | Ética do Reino | Vencer pelo bem |
CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude espiritual profundamente cristocêntrica. Longe de representar fraqueza, ela revela domínio próprio, maturidade espiritual e confiança absoluta em Deus. O manso não reage por impulso, mas responde com sabedoria; não busca vingança, mas redenção. Em um mundo marcado pela agressividade, os mansos refletem a beleza do caráter de Cristo e se tornam verdadeiros instrumentos de paz. 🙏
2- CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão é resultado de uma vida governada por Deus, pela ação do Espírito Santo. Ao olhar para a vida de Jesus, contemplamos Sua mansidão, pois Ele era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1). O Apóstolo Paulo, na Segunda Carta a Timóteo, ressaltou: “E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem […]”. 2Tm 2.24,25. Aos de coração manso, Cristo deixou uma belíssima promessa: eles herdarão a terra (Mt 5.5).
2.1. O Espírito Santo nos faz mansos. A mansidão é uma virtude cristã, uma característica de quem busca ser cheio do Espírito Santo, que transforma o nosso coração e nos ajuda a manter os sentimentos sob controle. Ele nos capacita a controlar impulsos egoístas, a confiar em Deus e a refletir a mansidão de Cristo (Mt 11.29). Por meio de Sua presença, somos guiados a viver com gentileza e submissão à vontade de Deus, nos tornando aptos a herdar a terra, uma bênção prometida em Mateus 5.5.
2.2. Moisés, um homem manso. Moisés foi confrontado injustamente por seus irmãos, Arão e Miriã; ainda assim, ele manteve a calma, pois era “varão muito manso” (Nm 12.1-3). Apesar de sua autoridade como líder de Israel, ele também mostrava paciência e gentileza diante das rebeliões e murmurações do povo. A mansidão de Moisés não era fraqueza, mas uma força interior que se refletia na intercessão pelo povo e na obediência à vontade de Deus.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II – CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão como fruto do governo do Espírito Santo
FUNDAMENTO TEOLÓGICO
A mansidão não é uma virtude natural, mas um fruto espiritual que nasce de uma vida submetida ao governo de Deus. Ela é resultado direto da atuação do Espírito Santo no interior do crente (Gl 5.22). Jesus, o modelo perfeito, viveu em plena comunhão com o Espírito, sendo conduzido por Ele em toda a sua missão (Lc 4.1).
A promessa feita por Cristo — “os mansos herdarão a terra” (Mt 5.5) — ecoa o Salmo 37.11 e aponta tanto para uma bênção presente quanto para a herança escatológica do Reino.
2.1. O ESPÍRITO SANTO NOS FAZ MANSOS
Análise lexical
- Mansidão (gr. praýtēs) — suavidade de caráter, força sob controle
- Cheios do Espírito (gr. plēróō) — governados, dominados, controlados
O Espírito Santo atua na transformação do coração, alinhando as emoções, a vontade e as reações do crente à vontade de Deus. Essa mansidão não elimina sentimentos fortes, mas ensina a administrá-los de modo santo (Ef 4.26).
Ênfase paulina (2Tm 2.24-25)
O apóstolo Paulo estabelece um padrão pastoral e espiritual:
- Não contender (machesthai) — evitar disputas carnais
- Ser manso (ēpion) — gentil, acessível
- Aptidão para ensinar (didaktikón) — ensino com paciência
- Correção com mansidão (praýtēs) — esperança de arrependimento
Assim, a mansidão se torna instrumento de restauração e não de confronto destrutivo.
Aplicação espiritual
A presença do Espírito:
- Domina impulsos egoístas
- Produz autocontrole emocional
- Reflete o caráter de Cristo
- Prepara o crente para a herança prometida
2.2. MOISÉS, UM HOMEM MANSO
Análise hebraica
- Manso (heb. ‘ānāw) — humilde, submisso, dependente de Deus
- Números 12.3 descreve Moisés como o homem mais manso da terra
Essa mansidão não contradiz sua autoridade. Pelo contrário, qualifica sua liderança.
Contexto bíblico
Moisés foi:
- Injustamente acusado por Miriã e Arão
- Alvo constante das murmurações do povo
- Líder de uma nação difícil
Ainda assim:
- Não reagiu com vingança
- Intercedeu por quem o atacou (Nm 12.13)
- Submeteu-se à vontade divina
Sua mansidão era expressão de confiança absoluta em Deus, não fraqueza emocional.
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIÁSTICA
- Mansidão é evidência de maturidade espiritual
- Não se desenvolve sem a ação do Espírito Santo
- Qualifica o crente para liderar, ensinar e corrigir
- Produz paz em meio a conflitos
- Prepara-nos para a herança do Reino
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA BÍBLICA
Personagem
Texto
Termo Original
Característica
Aplicação
Jesus
Mt 11.29
Praýs
Modelo perfeito
Imitar Cristo
Servo do Senhor
2Tm 2.24
Ēpios / Praýtēs
Correção com graça
Discipulado saudável
Fruto do Espírito
Gl 5.22
Praýtēs
Obra divina
Vida transformada
Moisés
Nm 12.3
‘Ānāw
Humildade e autocontrole
Liderança piedosa
Promessa
Mt 5.5
—
Herança do Reino
Esperança escatológica
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Cultivar um coração manso é permitir que o Espírito Santo governe nossas reações, palavras e atitudes. A mansidão não anula a autoridade, mas a santifica; não apaga a força, mas a disciplina. Assim como em Cristo e em Moisés, ela se manifesta como poder sob controle, refletindo a beleza do caráter de Deus. Os que vivem dessa forma experimentam paz no presente e aguardam, com esperança, a herança prometida pelo Senhor. 🙏
II – CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão como fruto do governo do Espírito Santo
FUNDAMENTO TEOLÓGICO
A mansidão não é uma virtude natural, mas um fruto espiritual que nasce de uma vida submetida ao governo de Deus. Ela é resultado direto da atuação do Espírito Santo no interior do crente (Gl 5.22). Jesus, o modelo perfeito, viveu em plena comunhão com o Espírito, sendo conduzido por Ele em toda a sua missão (Lc 4.1).
A promessa feita por Cristo — “os mansos herdarão a terra” (Mt 5.5) — ecoa o Salmo 37.11 e aponta tanto para uma bênção presente quanto para a herança escatológica do Reino.
2.1. O ESPÍRITO SANTO NOS FAZ MANSOS
Análise lexical
- Mansidão (gr. praýtēs) — suavidade de caráter, força sob controle
- Cheios do Espírito (gr. plēróō) — governados, dominados, controlados
O Espírito Santo atua na transformação do coração, alinhando as emoções, a vontade e as reações do crente à vontade de Deus. Essa mansidão não elimina sentimentos fortes, mas ensina a administrá-los de modo santo (Ef 4.26).
Ênfase paulina (2Tm 2.24-25)
O apóstolo Paulo estabelece um padrão pastoral e espiritual:
- Não contender (machesthai) — evitar disputas carnais
- Ser manso (ēpion) — gentil, acessível
- Aptidão para ensinar (didaktikón) — ensino com paciência
- Correção com mansidão (praýtēs) — esperança de arrependimento
Assim, a mansidão se torna instrumento de restauração e não de confronto destrutivo.
Aplicação espiritual
A presença do Espírito:
- Domina impulsos egoístas
- Produz autocontrole emocional
- Reflete o caráter de Cristo
- Prepara o crente para a herança prometida
2.2. MOISÉS, UM HOMEM MANSO
Análise hebraica
- Manso (heb. ‘ānāw) — humilde, submisso, dependente de Deus
- Números 12.3 descreve Moisés como o homem mais manso da terra
Essa mansidão não contradiz sua autoridade. Pelo contrário, qualifica sua liderança.
Contexto bíblico
Moisés foi:
- Injustamente acusado por Miriã e Arão
- Alvo constante das murmurações do povo
- Líder de uma nação difícil
Ainda assim:
- Não reagiu com vingança
- Intercedeu por quem o atacou (Nm 12.13)
- Submeteu-se à vontade divina
Sua mansidão era expressão de confiança absoluta em Deus, não fraqueza emocional.
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIÁSTICA
- Mansidão é evidência de maturidade espiritual
- Não se desenvolve sem a ação do Espírito Santo
- Qualifica o crente para liderar, ensinar e corrigir
- Produz paz em meio a conflitos
- Prepara-nos para a herança do Reino
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA BÍBLICA
Personagem | Texto | Termo Original | Característica | Aplicação |
Jesus | Mt 11.29 | Praýs | Modelo perfeito | Imitar Cristo |
Servo do Senhor | 2Tm 2.24 | Ēpios / Praýtēs | Correção com graça | Discipulado saudável |
Fruto do Espírito | Gl 5.22 | Praýtēs | Obra divina | Vida transformada |
Moisés | Nm 12.3 | ‘Ānāw | Humildade e autocontrole | Liderança piedosa |
Promessa | Mt 5.5 | — | Herança do Reino | Esperança escatológica |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Cultivar um coração manso é permitir que o Espírito Santo governe nossas reações, palavras e atitudes. A mansidão não anula a autoridade, mas a santifica; não apaga a força, mas a disciplina. Assim como em Cristo e em Moisés, ela se manifesta como poder sob controle, refletindo a beleza do caráter de Deus. Os que vivem dessa forma experimentam paz no presente e aguardam, com esperança, a herança prometida pelo Senhor. 🙏
3- OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
Davi, no Salmo 37, declarou: “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz”, Sl 37.11. Mais tarde, no Sermão da Montanha, Jesus reafirmou a Sua promessa: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”, Mt 5.5. Aqui, Jesus revela a bênção destinada aos mansos.
3.1. A natureza da mansidão. A mansidão é uma das virtudes do Fruto do Espírito, como descrito em Gálatas 5.22, a qual capacita o crente a tomar decisões sábias e equilibradas, que agradam a Deus. Uma pessoa mansa acolhe a Vontade de Deus independentemente das circunstâncias, como disse Jó: “Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?”, Jó 2.10. A mansidão, portanto, nos leva a renunciar ao orgulho e à autossuficiência, escolhendo obedecer e servir com amor, mesmo em meio aos desafios da vida.
3.2. A promessa da herança. A expressão “herdarão a terra” aponta para a bênção de receber a promessa de Deus tanto na vida presente quanto na futura. Para os mansos, isso significa encontrar paz espiritual no presente e, no futuro, participar do Reino Eterno de Deus, onde a justiça e a harmonia prevalecerão de maneira plena (S1 37.11).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
3 – OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
A promessa presente e escatológica da mansidão
FUNDAMENTO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A declaração de Jesus em Mateus 5.5 não surge de forma isolada, mas é uma citação direta e intencional do Salmo 37.11, texto profundamente enraizado na teologia da confiança em Deus diante das injustiças do mundo. Cristo, ao reafirmar essa promessa, insere a mansidão no coração da ética do Reino.
3.1. A NATUREZA DA MANSIDÃO
Análise lexical
- Mansos (heb. ‘ănāwîm – Sl 37.11): humildes, dependentes de Deus, oprimidos que confiam no Senhor
- Mansos (gr. praeîs – Mt 5.5): força controlada, disposição interior submissa à vontade divina
- Mansidão (gr. praýtēs – Gl 5.22): virtude produzida pelo Espírito Santo
A mansidão bíblica não é resignação passiva, mas confiança ativa no governo de Deus. Ela nasce quando o crente reconhece seus limites e entrega o controle da vida ao Senhor. O exemplo de Jó (Jó 2.10) ilustra essa postura: ele não nega a dor, mas se submete à soberania divina.
Teologia do Fruto do Espírito
A mansidão é fruto, não esforço humano. Ela:
- Alinha decisões à vontade de Deus
- Produz equilíbrio emocional e espiritual
- Reflete maturidade cristã
- Substitui orgulho por dependência do Senhor
3.2. A PROMESSA DA HERANÇA
Análise teológica da expressão “herdarão a terra”
- Herdar (gr. klēronoméō): receber por direito concedido, não por mérito
- Terra (heb. ’ārets / gr. gē): pode indicar tanto a terra prometida quanto a realidade do Reino vindouro
No Antigo Testamento, herdar a terra estava ligado à Aliança. No ensino de Jesus, a promessa é ampliada e escatologizada: aponta para a paz presente no governo de Deus e para a herança futura no Reino eterno.
Essa promessa envolve:
- Paz interior no presente (Rm 14.17)
- Segurança espiritual em meio às adversidades
- Esperança escatológica da Nova Terra (Ap 21.1)
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Os mansos confiam em Deus mesmo quando parecem perder
- Eles não tomam a justiça pelas próprias mãos
- Vivem em paz, ainda que cercados por conflitos
- Sabem que a herança não é imediata, mas certa
- Caminham com esperança, não com ansiedade
TABELA EXPOSITIVA — OS MANSOS E A HERANÇA PROMETIDA
Texto
Termo Original
Ênfase Teológica
Aplicação Prática
Sl 37.11
‘Ănāwîm
Confiança em Deus
Esperar no Senhor
Mt 5.5
Praeîs
Ética do Reino
Viver sob controle espiritual
Gl 5.22
Praýtēs
Fruto do Espírito
Vida transformada
Jó 2.10
—
Submissão soberana
Aceitar a vontade de Deus
Ap 21.1
—
Nova criação
Esperança futura
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
A promessa de que os mansos herdarão a terra revela um paradoxo do Reino de Deus: aqueles que não lutam pelo domínio humano recebem o domínio divino. A mansidão conduz à verdadeira herança porque se fundamenta na confiança absoluta em Deus. No presente, ela produz paz; no futuro, garante participação plena no Reino eterno. Assim, viver em mansidão é viver sob a certeza de que Deus cumpre fielmente Suas promessas. 🙏
3 – OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
A promessa presente e escatológica da mansidão
FUNDAMENTO BÍBLICO-TEOLÓGICO
A declaração de Jesus em Mateus 5.5 não surge de forma isolada, mas é uma citação direta e intencional do Salmo 37.11, texto profundamente enraizado na teologia da confiança em Deus diante das injustiças do mundo. Cristo, ao reafirmar essa promessa, insere a mansidão no coração da ética do Reino.
3.1. A NATUREZA DA MANSIDÃO
Análise lexical
- Mansos (heb. ‘ănāwîm – Sl 37.11): humildes, dependentes de Deus, oprimidos que confiam no Senhor
- Mansos (gr. praeîs – Mt 5.5): força controlada, disposição interior submissa à vontade divina
- Mansidão (gr. praýtēs – Gl 5.22): virtude produzida pelo Espírito Santo
A mansidão bíblica não é resignação passiva, mas confiança ativa no governo de Deus. Ela nasce quando o crente reconhece seus limites e entrega o controle da vida ao Senhor. O exemplo de Jó (Jó 2.10) ilustra essa postura: ele não nega a dor, mas se submete à soberania divina.
Teologia do Fruto do Espírito
A mansidão é fruto, não esforço humano. Ela:
- Alinha decisões à vontade de Deus
- Produz equilíbrio emocional e espiritual
- Reflete maturidade cristã
- Substitui orgulho por dependência do Senhor
3.2. A PROMESSA DA HERANÇA
Análise teológica da expressão “herdarão a terra”
- Herdar (gr. klēronoméō): receber por direito concedido, não por mérito
- Terra (heb. ’ārets / gr. gē): pode indicar tanto a terra prometida quanto a realidade do Reino vindouro
No Antigo Testamento, herdar a terra estava ligado à Aliança. No ensino de Jesus, a promessa é ampliada e escatologizada: aponta para a paz presente no governo de Deus e para a herança futura no Reino eterno.
Essa promessa envolve:
- Paz interior no presente (Rm 14.17)
- Segurança espiritual em meio às adversidades
- Esperança escatológica da Nova Terra (Ap 21.1)
APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Os mansos confiam em Deus mesmo quando parecem perder
- Eles não tomam a justiça pelas próprias mãos
- Vivem em paz, ainda que cercados por conflitos
- Sabem que a herança não é imediata, mas certa
- Caminham com esperança, não com ansiedade
TABELA EXPOSITIVA — OS MANSOS E A HERANÇA PROMETIDA
Texto | Termo Original | Ênfase Teológica | Aplicação Prática |
Sl 37.11 | ‘Ănāwîm | Confiança em Deus | Esperar no Senhor |
Mt 5.5 | Praeîs | Ética do Reino | Viver sob controle espiritual |
Gl 5.22 | Praýtēs | Fruto do Espírito | Vida transformada |
Jó 2.10 | — | Submissão soberana | Aceitar a vontade de Deus |
Ap 21.1 | — | Nova criação | Esperança futura |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
A promessa de que os mansos herdarão a terra revela um paradoxo do Reino de Deus: aqueles que não lutam pelo domínio humano recebem o domínio divino. A mansidão conduz à verdadeira herança porque se fundamenta na confiança absoluta em Deus. No presente, ela produz paz; no futuro, garante participação plena no Reino eterno. Assim, viver em mansidão é viver sob a certeza de que Deus cumpre fielmente Suas promessas. 🙏
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude que faz parte da vida cristã. A promessa em Mateus 5.5 revela o valor da mansidão como uma atitude que combina humildade, paciência e submissão a Deus. Longe de ser um sinal de fraqueza, a mansidão reflete tanto a capacidade de controlar as próprias emoções diante de qualquer adversidade quanto a confiança que temos nas promessas divinas, o que nos faz ser bem-aventurados.
Complementando
Os pré-requisitos do discipulado cristão não podem ser desempenhados sem o exercício da mansidão. Ela é necessária para que sejamos bem-sucedidos, seja em assuntos pessoais ou espirituais, e possamos lidar com os desafios e as adversidades da vida de maneira sábia e equilibrada, como agrada a Deus.
Eu ensinei que:
Vivemos em um mundo hostil, onde os violentos muitas vezes prevalecem. Porém, na contramão dessa realidade, Jesus nos ensina que há felicidade e recompensa eterna na mansidão.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
A mansidão como marca do verdadeiro discipulado cristão
1. SÍNTESE TEOLOGIA DA MANSIDÃO
A mansidão, segundo o ensino de Jesus em Mateus 5.5, não é uma virtude periférica, mas elemento essencial da ética do Reino de Deus. Ela integra humildade (tapeínōsis), paciência (makrothymía) e submissão confiante à soberania divina. O Senhor declara bem-aventurados (makárioi) aqueles que vivem sob essa disposição espiritual, pois eles recebem a aprovação de Deus e participam de Sua promessa.
Análise lexical essencial
- Mansidão (praýtēs – gr.): força sob controle, autocontenção governada pelo Espírito
- Bem-aventurados (makárioi – gr.): favorecidos por Deus, espiritualmente plenos
- Herdar (klēronoméō – gr.): receber por direito concedido, não por conquista humana
- Humildade (‘ănāwāh – heb.): reconhecimento da dependência total de Deus
Essa virtude expressa um coração que descansa nas promessas do Senhor, mesmo quando a lógica do mundo exalta a violência, a imposição e o orgulho.
2. A MANSIDÃO E OS PRÉ-REQUISITOS DO DISCIPULADO
O discipulado cristão exige atitudes que só podem ser sustentadas pela mansidão. Negar a si mesmo, carregar a cruz e seguir a Cristo (Lc 9.23) requerem um coração domado pelo Espírito Santo. Sem mansidão, o crente se torna reativo, orgulhoso e incapaz de perseverar nos desafios da caminhada cristã.
Aspectos práticos do discipulado moldados pela mansidão
- Relacionamentos saudáveis e pacificadores (Ef 4.2)
- Correção com amor e equilíbrio espiritual (Gl 6.1)
- Perseverança em meio às adversidades (Tg 1.3,4)
- Serviço cristão sem soberba ou contenda (2Tm 2.24)
Assim, a mansidão não apenas acompanha o discipulado, mas o viabiliza.
3. CONTRACULTURA DO REINO: MANSIDÃO EM UM MUNDO HOSTIL
Vivemos em uma sociedade marcada pela agressividade, autopromoção e disputa de poder. No entanto, Jesus subverte essa lógica ao afirmar que não são os violentos, mas os mansos, que herdarão a terra. Aqui se manifesta um paradoxo escatológico: quem parece perder aos olhos humanos, vence segundo os critérios do Reino.
A mansidão se torna, portanto, uma testemunha viva da fé, pois revela confiança no agir de Deus e esperança na recompensa eterna. Essa postura transforma o crente em sinal visível do Reino em meio ao caos do mundo (Mt 5.9,16).
4. APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Exercitar mansidão é confiar em Deus mais do que em si mesmo
- Ela preserva o coração da amargura e da vingança
- Produz equilíbrio emocional e maturidade espiritual
- Sustenta o crente diante das injustiças da vida
- Aponta para a herança eterna prometida aos fiéis
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA CRISTÃ
Dimensão
Termo Bíblico
Enfoque Teológico
Aplicação Prática
Virtude do Reino
Praýtēs
Força sob domínio do Espírito
Autocontrole e paz
Discipulado
Makrothymía
Perseverança espiritual
Fidelidade em crises
Promessa
Klēronoméō
Herança graciosa
Esperança eterna
Contracultura
Makárioi
Felicidade espiritual
Vida que glorifica a Deus
Exemplo supremo
Cristo
Mansidão perfeita
Modelo para o crente
CONCLUSÃO FINAL
A mansidão é a linguagem silenciosa da fé madura. Ela demonstra que o cristão não vive movido pela força das circunstâncias, mas pela confiança nas promessas de Deus. Em um mundo hostil, a mansidão se torna sinal de esperança, instrumento de paz e caminho seguro para a herança eterna. Assim, aqueles que aprendem com Cristo — manso e humilde de coração — descobrem que a verdadeira vitória pertence aos que confiam no Senhor. 🙏
A mansidão como marca do verdadeiro discipulado cristão
1. SÍNTESE TEOLOGIA DA MANSIDÃO
A mansidão, segundo o ensino de Jesus em Mateus 5.5, não é uma virtude periférica, mas elemento essencial da ética do Reino de Deus. Ela integra humildade (tapeínōsis), paciência (makrothymía) e submissão confiante à soberania divina. O Senhor declara bem-aventurados (makárioi) aqueles que vivem sob essa disposição espiritual, pois eles recebem a aprovação de Deus e participam de Sua promessa.
Análise lexical essencial
- Mansidão (praýtēs – gr.): força sob controle, autocontenção governada pelo Espírito
- Bem-aventurados (makárioi – gr.): favorecidos por Deus, espiritualmente plenos
- Herdar (klēronoméō – gr.): receber por direito concedido, não por conquista humana
- Humildade (‘ănāwāh – heb.): reconhecimento da dependência total de Deus
Essa virtude expressa um coração que descansa nas promessas do Senhor, mesmo quando a lógica do mundo exalta a violência, a imposição e o orgulho.
2. A MANSIDÃO E OS PRÉ-REQUISITOS DO DISCIPULADO
O discipulado cristão exige atitudes que só podem ser sustentadas pela mansidão. Negar a si mesmo, carregar a cruz e seguir a Cristo (Lc 9.23) requerem um coração domado pelo Espírito Santo. Sem mansidão, o crente se torna reativo, orgulhoso e incapaz de perseverar nos desafios da caminhada cristã.
Aspectos práticos do discipulado moldados pela mansidão
- Relacionamentos saudáveis e pacificadores (Ef 4.2)
- Correção com amor e equilíbrio espiritual (Gl 6.1)
- Perseverança em meio às adversidades (Tg 1.3,4)
- Serviço cristão sem soberba ou contenda (2Tm 2.24)
Assim, a mansidão não apenas acompanha o discipulado, mas o viabiliza.
3. CONTRACULTURA DO REINO: MANSIDÃO EM UM MUNDO HOSTIL
Vivemos em uma sociedade marcada pela agressividade, autopromoção e disputa de poder. No entanto, Jesus subverte essa lógica ao afirmar que não são os violentos, mas os mansos, que herdarão a terra. Aqui se manifesta um paradoxo escatológico: quem parece perder aos olhos humanos, vence segundo os critérios do Reino.
A mansidão se torna, portanto, uma testemunha viva da fé, pois revela confiança no agir de Deus e esperança na recompensa eterna. Essa postura transforma o crente em sinal visível do Reino em meio ao caos do mundo (Mt 5.9,16).
4. APLICAÇÃO PESSOAL E ESPIRITUAL
- Exercitar mansidão é confiar em Deus mais do que em si mesmo
- Ela preserva o coração da amargura e da vingança
- Produz equilíbrio emocional e maturidade espiritual
- Sustenta o crente diante das injustiças da vida
- Aponta para a herança eterna prometida aos fiéis
TABELA EXPOSITIVA — A MANSIDÃO NA VIDA CRISTÃ
Dimensão | Termo Bíblico | Enfoque Teológico | Aplicação Prática |
Virtude do Reino | Praýtēs | Força sob domínio do Espírito | Autocontrole e paz |
Discipulado | Makrothymía | Perseverança espiritual | Fidelidade em crises |
Promessa | Klēronoméō | Herança graciosa | Esperança eterna |
Contracultura | Makárioi | Felicidade espiritual | Vida que glorifica a Deus |
Exemplo supremo | Cristo | Mansidão perfeita | Modelo para o crente |
CONCLUSÃO FINAL
A mansidão é a linguagem silenciosa da fé madura. Ela demonstra que o cristão não vive movido pela força das circunstâncias, mas pela confiança nas promessas de Deus. Em um mundo hostil, a mansidão se torna sinal de esperança, instrumento de paz e caminho seguro para a herança eterna. Assim, aqueles que aprendem com Cristo — manso e humilde de coração — descobrem que a verdadeira vitória pertence aos que confiam no Senhor. 🙏
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