TEXTO ÁUREO “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdad...
TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
TEXTO ÁUREO – JOÃO 1.14
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
1. O Verbo eterno que se fez carne
Análise Grega
- ὁ Λόγος (ho Lógos) – “o Verbo / a Palavra”
No contexto joanino, Lógos não é apenas palavra falada, mas razão divina, autoexpressão perfeita de Deus. João dialoga tanto com o Antigo Testamento (Sl 33.6; Gn 1) quanto com o pensamento helênico, mas redefine o Logos como Pessoa, não conceito. - σὰρξ ἐγένετο (sárx egéneto) – “se fez carne”
Sárx indica a condição humana real, frágil e histórica, não aparência. João afirma claramente a encarnação real, combatendo qualquer forma de docetismo (a ideia de que Cristo apenas “parecia” humano).
Teologia do Texto
Aqui está o coração da Cristologia bíblica:
- Jesus não começou a existir em Belém; Ele assumiu a humanidade;
- O eterno entrou no tempo;
- O Criador vestiu-se de criatura.
📌 Princípio teológico:
A encarnação revela que Deus não salva o homem à distância, mas entrando plenamente na sua história.
2. “Habitou entre nós”: Deus presente
Análise Grega
- ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”, literalmente “armou sua tenda”
A palavra remete ao tabernáculo do Antigo Testamento (Êx 25.8), onde a glória de Deus habitava no meio do povo.
Teologia Bíblica
João está declarando que:
- Jesus é o novo Tabernáculo;
- A presença de Deus não está mais restrita a um lugar, mas a uma Pessoa;
- Em Cristo, Deus está acessível, próximo e relacional.
📌 Conexão bíblica:
“Eis o tabernáculo de Deus com os homens” (Ap 21.3).
Aplicação Espiritual
Cristianismo não é apenas doutrina correta, mas presença viva. Em Cristo, Deus caminha conosco, sofre conosco e nos redime de dentro da nossa realidade.
3. “Vimos a sua glória”: revelação visível de Deus
Análise Grega
- δόξα (dóxa) – “glória”
No AT (hebraico כָּבוֹד – kavôd), glória é o “peso”, a manifestação visível da presença divina. - Em João, essa glória não é primariamente esplendor externo, mas revelação do caráter de Deus na vida, morte e ressurreição de Cristo (Jo 12.23).
Teologia do Texto
A glória de Deus é vista:
- Na humildade da encarnação;
- Na compaixão de Jesus;
- No amor sacrificial da cruz.
📌 Paradoxo cristológico:
A glória máxima de Deus se manifesta no Cristo humilhado (Fp 2.6–11).
4. O Unigênito do Pai
Análise Grega
- μονογενής (monogenḗs) – “Unigênito”, “único da mesma natureza”
Não significa “criado”, mas único em essência, singular em relação.
Teologia Trinitária
Jesus é:
- Distinto do Pai, mas da mesma essência;
- Revelação perfeita do Pai (Jo 14.9);
- O Filho eterno que dá a conhecer Deus.
📌 Princípio doutrinário:
Conhecer Jesus é conhecer quem Deus é.
5. Cheio de graça e de verdade
Análise Grega
- χάρις (cháris) – “graça”
Favor imerecido, amor que se inclina ao indigno. - ἀλήθεια (alḗtheia) – “verdade”
Não apenas informação correta, mas realidade revelada, fidelidade, aquilo que é confiável.
Conexão com o AT
João ecoa Êxodo 34.6:
- חֶסֶד וֶאֱמֶת (ḥésed we’emet) – “graça e fidelidade”.
Cristo é o cumprimento pleno do caráter revelado de Deus.
Aplicação Pastoral
Jesus não é:
- Verdade sem graça (legalismo);
- Nem graça sem verdade (relativismo).
Ele é a síntese perfeita que salva, transforma e santifica.
APLICAÇÕES PESSOAIS E ECLESIAIS
- Deus se revela em Cristo, não em especulações humanas
Toda teologia cristã deve ser cristocêntrica. - A fé cristã é histórica e encarnada
Deus entra na nossa realidade concreta. - A Igreja deve refletir graça e verdade
Nem dureza sem amor, nem amor sem compromisso com a verdade. - Ver Jesus é ver a glória de Deus
A vida cristã é contemplação e imitação de Cristo.
TABELA EXPOSITIVA – JOÃO 1.14
Expressão
Termo Original
Significado Teológico
Aplicação
Verbo
Lógos
Autoexpressão eterna de Deus
Cristo revela Deus
Se fez carne
sárx egéneto
Encarnação real
Deus entrou na história
Habitou
eskēnōsen
Novo Tabernáculo
Deus presente conosco
Glória
dóxa / kavôd
Manifestação divina
Cristo revela o Pai
Unigênito
monogenḗs
Único em essência
Jesus é Deus
Graça e verdade
cháris / alḗtheia
Amor fiel e revelador
Vida transformada
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
João 1.14 é um dos textos mais profundos de toda a Escritura. Ele afirma que o Deus invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo, e o santo aproximou-se do pecador sem perder sua glória.
Jesus Cristo é:
- A revelação plena de Deus;
- A manifestação da graça salvadora;
- A verdade que liberta;
- A glória acessível ao ser humano.
Quem vê Cristo, vê Deus; quem recebe Cristo, recebe vida.
TEXTO ÁUREO – JOÃO 1.14
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
1. O Verbo eterno que se fez carne
Análise Grega
- ὁ Λόγος (ho Lógos) – “o Verbo / a Palavra”
No contexto joanino, Lógos não é apenas palavra falada, mas razão divina, autoexpressão perfeita de Deus. João dialoga tanto com o Antigo Testamento (Sl 33.6; Gn 1) quanto com o pensamento helênico, mas redefine o Logos como Pessoa, não conceito. - σὰρξ ἐγένετο (sárx egéneto) – “se fez carne”
Sárx indica a condição humana real, frágil e histórica, não aparência. João afirma claramente a encarnação real, combatendo qualquer forma de docetismo (a ideia de que Cristo apenas “parecia” humano).
Teologia do Texto
Aqui está o coração da Cristologia bíblica:
- Jesus não começou a existir em Belém; Ele assumiu a humanidade;
- O eterno entrou no tempo;
- O Criador vestiu-se de criatura.
📌 Princípio teológico:
A encarnação revela que Deus não salva o homem à distância, mas entrando plenamente na sua história.
2. “Habitou entre nós”: Deus presente
Análise Grega
- ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”, literalmente “armou sua tenda”
A palavra remete ao tabernáculo do Antigo Testamento (Êx 25.8), onde a glória de Deus habitava no meio do povo.
Teologia Bíblica
João está declarando que:
- Jesus é o novo Tabernáculo;
- A presença de Deus não está mais restrita a um lugar, mas a uma Pessoa;
- Em Cristo, Deus está acessível, próximo e relacional.
📌 Conexão bíblica:
“Eis o tabernáculo de Deus com os homens” (Ap 21.3).
Aplicação Espiritual
Cristianismo não é apenas doutrina correta, mas presença viva. Em Cristo, Deus caminha conosco, sofre conosco e nos redime de dentro da nossa realidade.
3. “Vimos a sua glória”: revelação visível de Deus
Análise Grega
- δόξα (dóxa) – “glória”
No AT (hebraico כָּבוֹד – kavôd), glória é o “peso”, a manifestação visível da presença divina. - Em João, essa glória não é primariamente esplendor externo, mas revelação do caráter de Deus na vida, morte e ressurreição de Cristo (Jo 12.23).
Teologia do Texto
A glória de Deus é vista:
- Na humildade da encarnação;
- Na compaixão de Jesus;
- No amor sacrificial da cruz.
📌 Paradoxo cristológico:
A glória máxima de Deus se manifesta no Cristo humilhado (Fp 2.6–11).
4. O Unigênito do Pai
Análise Grega
- μονογενής (monogenḗs) – “Unigênito”, “único da mesma natureza”
Não significa “criado”, mas único em essência, singular em relação.
Teologia Trinitária
Jesus é:
- Distinto do Pai, mas da mesma essência;
- Revelação perfeita do Pai (Jo 14.9);
- O Filho eterno que dá a conhecer Deus.
📌 Princípio doutrinário:
Conhecer Jesus é conhecer quem Deus é.
5. Cheio de graça e de verdade
Análise Grega
- χάρις (cháris) – “graça”
Favor imerecido, amor que se inclina ao indigno. - ἀλήθεια (alḗtheia) – “verdade”
Não apenas informação correta, mas realidade revelada, fidelidade, aquilo que é confiável.
Conexão com o AT
João ecoa Êxodo 34.6:
- חֶסֶד וֶאֱמֶת (ḥésed we’emet) – “graça e fidelidade”.
Cristo é o cumprimento pleno do caráter revelado de Deus.
Aplicação Pastoral
Jesus não é:
- Verdade sem graça (legalismo);
- Nem graça sem verdade (relativismo).
Ele é a síntese perfeita que salva, transforma e santifica.
APLICAÇÕES PESSOAIS E ECLESIAIS
- Deus se revela em Cristo, não em especulações humanas
Toda teologia cristã deve ser cristocêntrica. - A fé cristã é histórica e encarnada
Deus entra na nossa realidade concreta. - A Igreja deve refletir graça e verdade
Nem dureza sem amor, nem amor sem compromisso com a verdade. - Ver Jesus é ver a glória de Deus
A vida cristã é contemplação e imitação de Cristo.
TABELA EXPOSITIVA – JOÃO 1.14
Expressão | Termo Original | Significado Teológico | Aplicação |
Verbo | Lógos | Autoexpressão eterna de Deus | Cristo revela Deus |
Se fez carne | sárx egéneto | Encarnação real | Deus entrou na história |
Habitou | eskēnōsen | Novo Tabernáculo | Deus presente conosco |
Glória | dóxa / kavôd | Manifestação divina | Cristo revela o Pai |
Unigênito | monogenḗs | Único em essência | Jesus é Deus |
Graça e verdade | cháris / alḗtheia | Amor fiel e revelador | Vida transformada |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
João 1.14 é um dos textos mais profundos de toda a Escritura. Ele afirma que o Deus invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo, e o santo aproximou-se do pecador sem perder sua glória.
Jesus Cristo é:
- A revelação plena de Deus;
- A manifestação da graça salvadora;
- A verdade que liberta;
- A glória acessível ao ser humano.
Quem vê Cristo, vê Deus; quem recebe Cristo, recebe vida.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Jo 1.1-3 O Verbo eterno e divino
Terça – Jo 1.14 O Verbo se fez carne
Quarta – Êx 25.8-9 Deus habita entre o povo
Quinta – Jo 1.17 Graça e verdade por Cristo
Sexta – Jo 1.18 O Filho unigênito revelou o Pai
Sábado – Cl 1.15-19 Cristo, a imagem do Deus invisível
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
LEITURA DIÁRIA — O VERBO E A REVELAÇÃO PLENA DE DEUS
A sequência dos textos da semana forma uma linha teológica progressiva:
eternidade → encarnação → presença → graça → revelação → plenitude.
Todos convergem para uma verdade central: Jesus Cristo é a revelação final, suficiente e perfeita de Deus.
SEGUNDA – JOÃO 1.1–3
O Verbo eterno e divino
“No princípio era o Verbo…”
Análise Grega
- Ἐν ἀρχῇ (En archê) – “No princípio”
Remete diretamente a Gênesis 1.1, afirmando que o Verbo já existia antes da criação. - ἦν (ēn) – verbo no imperfeito: “era continuamente”
Indica existência eterna, sem começo. - θεὸς ἦν ὁ λόγος (theós ēn ho lógos) – “o Verbo era Deus”
Afirmação inequívoca da divindade plena do Filho, sem confundi-lo com o Pai.
Teologia
Cristo não é criatura nem intermediário criado. Ele é:
- Eterno,
- Pessoal,
- Criador (v.3).
📌 Princípio doutrinário:
Sem o Verbo, nada existe; logo, sem Cristo não há criação, redenção nem sentido último.
Aplicação
A fé cristã começa com a convicção de que Jesus não é apenas parte da história, mas o Senhor da história.
TERÇA – JOÃO 1.14
O Verbo se fez carne
“O Verbo se fez carne e habitou entre nós…”
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) – carne
Enfatiza a humanidade real, vulnerável e histórica. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”
“Armou sua tenda”, linguagem do tabernáculo.
Teologia
A encarnação une:
- Divindade plena;
- Humanidade plena;
- Em uma só Pessoa (união hipostática).
📌 Cristologia:
Deus não enviou apenas uma mensagem, enviou a Si mesmo.
Aplicação
Cristo compreende nossas dores, limites e tentações, pois assumiu a nossa condição.
QUARTA – ÊXODO 25.8–9
Deus habita entre o povo
“E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.”
Análise Hebraica
- שָׁכַן (shākan) – “habitar”
Origem do termo Shekinah, a presença manifesta de Deus. - מִשְׁכָּן (mishkān) – tabernáculo
Lugar da presença divina no meio do povo.
Teologia Bíblica
O tabernáculo era:
- Temporário;
- Tipológico;
- Preparatório.
Em Cristo, a presença deixa de ser localizada e torna-se pessoal.
📌 Tipologia:
O tabernáculo aponta para Cristo como a morada definitiva de Deus entre os homens.
Aplicação
Hoje, Deus não habita em tendas feitas por mãos humanas, mas no meio do seu povo em Cristo.
QUINTA – JOÃO 1.17
Graça e verdade por Cristo
“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Análise Grega
- ἐδόθη (edóthē) – “foi dada” (Lei)
- ἐγένετο (egéneto) – “vieram a existir” (graça e verdade)
Teologia
A Lei:
- Revela o pecado;
- Não remove a culpa.
Cristo:
- Concede graça (cháris);
- Revela a verdade (alḗtheia);
- Oferece salvação plena.
📌 Equilíbrio teológico:
A graça não anula a verdade, e a verdade não elimina a graça.
Aplicação
A vida cristã não é legalismo nem relativismo, mas transformação pela graça verdadeira.
SEXTA – JOÃO 1.18
O Filho unigênito revelou o Pai
“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
Análise Grega
- μονογενής (monogenḗs) – único em essência, singular
- ἐξηγήσατο (exēgēsato) – “revelou”, “explicou completamente”
Origem da palavra exegese.
Teologia
Jesus é a exegese viva de Deus.
Ele não apenas fala sobre Deus — Ele o revela plenamente.
📌 Princípio cristológico:
Não há conhecimento verdadeiro de Deus fora de Cristo.
Aplicação
Buscar a Deus é, necessariamente, conhecer mais profundamente a pessoa de Jesus.
SÁBADO – COLOSSENSES 1.15–19
Cristo, a imagem do Deus invisível
“Ele é a imagem do Deus invisível…”
Análise Grega
- εἰκών (eikṓn) – imagem
Representação perfeita, não cópia imperfeita. - πλήρωμα (plḗrōma) – plenitude
Totalidade da essência divina.
Teologia
Cristo é:
- Revelação visível do invisível;
- Cabeça da criação;
- Cabeça da Igreja;
- Plenitude de Deus encarnada.
📌 Alta Cristologia Paulina:
Tudo começa, subsiste e se consuma em Cristo.
Aplicação
A vida cristã encontra sentido quando Cristo ocupa o centro absoluto da fé e da existência.
TABELA EXPOSITIVA – LEITURA DIÁRIA
Dia
Texto
Ênfase
Termo-chave
Verdade Central
Segunda
Jo 1.1–3
Eternidade
Lógos
Cristo é Deus
Terça
Jo 1.14
Encarnação
Sárx
Deus conosco
Quarta
Êx 25.8–9
Presença
Shākan
Deus habita
Quinta
Jo 1.17
Salvação
Cháris
Graça redentora
Sexta
Jo 1.18
Revelação
Exēgēsato
Deus revelado
Sábado
Cl 1.15–19
Plenitude
Plḗrōma
Cristo é tudo
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
A Leitura Diária revela um Cristo:
- Eterno (Jo 1.1),
- Encarnado (Jo 1.14),
- Presente (Êx 25),
- Gracioso e verdadeiro (Jo 1.17),
- Revelador do Pai (Jo 1.18),
- Plenitude divina (Cl 1).
Jesus não é apenas parte da revelação: Ele é a própria revelação.
Conhecer Cristo é conhecer Deus; viver em Cristo é viver na plenitude da graça e da verdade.
LEITURA DIÁRIA — O VERBO E A REVELAÇÃO PLENA DE DEUS
A sequência dos textos da semana forma uma linha teológica progressiva:
eternidade → encarnação → presença → graça → revelação → plenitude.
Todos convergem para uma verdade central: Jesus Cristo é a revelação final, suficiente e perfeita de Deus.
SEGUNDA – JOÃO 1.1–3
O Verbo eterno e divino
“No princípio era o Verbo…”
Análise Grega
- Ἐν ἀρχῇ (En archê) – “No princípio”
Remete diretamente a Gênesis 1.1, afirmando que o Verbo já existia antes da criação. - ἦν (ēn) – verbo no imperfeito: “era continuamente”
Indica existência eterna, sem começo. - θεὸς ἦν ὁ λόγος (theós ēn ho lógos) – “o Verbo era Deus”
Afirmação inequívoca da divindade plena do Filho, sem confundi-lo com o Pai.
Teologia
Cristo não é criatura nem intermediário criado. Ele é:
- Eterno,
- Pessoal,
- Criador (v.3).
📌 Princípio doutrinário:
Sem o Verbo, nada existe; logo, sem Cristo não há criação, redenção nem sentido último.
Aplicação
A fé cristã começa com a convicção de que Jesus não é apenas parte da história, mas o Senhor da história.
TERÇA – JOÃO 1.14
O Verbo se fez carne
“O Verbo se fez carne e habitou entre nós…”
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) – carne
Enfatiza a humanidade real, vulnerável e histórica. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”
“Armou sua tenda”, linguagem do tabernáculo.
Teologia
A encarnação une:
- Divindade plena;
- Humanidade plena;
- Em uma só Pessoa (união hipostática).
📌 Cristologia:
Deus não enviou apenas uma mensagem, enviou a Si mesmo.
Aplicação
Cristo compreende nossas dores, limites e tentações, pois assumiu a nossa condição.
QUARTA – ÊXODO 25.8–9
Deus habita entre o povo
“E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.”
Análise Hebraica
- שָׁכַן (shākan) – “habitar”
Origem do termo Shekinah, a presença manifesta de Deus. - מִשְׁכָּן (mishkān) – tabernáculo
Lugar da presença divina no meio do povo.
Teologia Bíblica
O tabernáculo era:
- Temporário;
- Tipológico;
- Preparatório.
Em Cristo, a presença deixa de ser localizada e torna-se pessoal.
📌 Tipologia:
O tabernáculo aponta para Cristo como a morada definitiva de Deus entre os homens.
Aplicação
Hoje, Deus não habita em tendas feitas por mãos humanas, mas no meio do seu povo em Cristo.
QUINTA – JOÃO 1.17
Graça e verdade por Cristo
“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Análise Grega
- ἐδόθη (edóthē) – “foi dada” (Lei)
- ἐγένετο (egéneto) – “vieram a existir” (graça e verdade)
Teologia
A Lei:
- Revela o pecado;
- Não remove a culpa.
Cristo:
- Concede graça (cháris);
- Revela a verdade (alḗtheia);
- Oferece salvação plena.
📌 Equilíbrio teológico:
A graça não anula a verdade, e a verdade não elimina a graça.
Aplicação
A vida cristã não é legalismo nem relativismo, mas transformação pela graça verdadeira.
SEXTA – JOÃO 1.18
O Filho unigênito revelou o Pai
“O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
Análise Grega
- μονογενής (monogenḗs) – único em essência, singular
- ἐξηγήσατο (exēgēsato) – “revelou”, “explicou completamente”
Origem da palavra exegese.
Teologia
Jesus é a exegese viva de Deus.
Ele não apenas fala sobre Deus — Ele o revela plenamente.
📌 Princípio cristológico:
Não há conhecimento verdadeiro de Deus fora de Cristo.
Aplicação
Buscar a Deus é, necessariamente, conhecer mais profundamente a pessoa de Jesus.
SÁBADO – COLOSSENSES 1.15–19
Cristo, a imagem do Deus invisível
“Ele é a imagem do Deus invisível…”
Análise Grega
- εἰκών (eikṓn) – imagem
Representação perfeita, não cópia imperfeita. - πλήρωμα (plḗrōma) – plenitude
Totalidade da essência divina.
Teologia
Cristo é:
- Revelação visível do invisível;
- Cabeça da criação;
- Cabeça da Igreja;
- Plenitude de Deus encarnada.
📌 Alta Cristologia Paulina:
Tudo começa, subsiste e se consuma em Cristo.
Aplicação
A vida cristã encontra sentido quando Cristo ocupa o centro absoluto da fé e da existência.
TABELA EXPOSITIVA – LEITURA DIÁRIA
Dia | Texto | Ênfase | Termo-chave | Verdade Central |
Segunda | Jo 1.1–3 | Eternidade | Lógos | Cristo é Deus |
Terça | Jo 1.14 | Encarnação | Sárx | Deus conosco |
Quarta | Êx 25.8–9 | Presença | Shākan | Deus habita |
Quinta | Jo 1.17 | Salvação | Cháris | Graça redentora |
Sexta | Jo 1.18 | Revelação | Exēgēsato | Deus revelado |
Sábado | Cl 1.15–19 | Plenitude | Plḗrōma | Cristo é tudo |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
A Leitura Diária revela um Cristo:
- Eterno (Jo 1.1),
- Encarnado (Jo 1.14),
- Presente (Êx 25),
- Gracioso e verdadeiro (Jo 1.17),
- Revelador do Pai (Jo 1.18),
- Plenitude divina (Cl 1).
Jesus não é apenas parte da revelação: Ele é a própria revelação.
Conhecer Cristo é conhecer Deus; viver em Cristo é viver na plenitude da graça e da verdade.
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-5,14
1- No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 – Ele estava no princípio com Deus.
3- Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4- Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5- e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
14- E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
JOÃO 1.1–5, 14 — O VERBO E A REVELAÇÃO PLENA DE DEUS
O prólogo de João é uma das mais altas declarações cristológicas das Escrituras. Ele responde, de forma definitiva, às perguntas centrais da fé: Quem é Jesus? De onde Ele vem? O que Ele faz? A resposta do evangelista é clara: Jesus é o Verbo eterno, Deus verdadeiro, Criador de todas as coisas, fonte da vida e da luz, que se fez carne para revelar o Pai e redimir a humanidade.
1. O VERBO ETERNO E DIVINO (Jo 1.1–2)
“No princípio, era o Verbo…”
Análise Grega
- Ἐν ἀρχῇ (En archē) — “No princípio”
Eco direto de Gênesis 1.1, indicando que o Verbo precede a criação. - ἦν (ēn) — imperfeito do verbo “ser”
Expressa existência contínua e eterna, não iniciada no tempo. - ὁ λόγος (ho Lógos) — “o Verbo”
No mundo grego, lógos era razão ou princípio ordenador; no AT, a Palavra criadora de Deus (dābār). João une ambos, afirmando que essa Palavra é pessoal. - καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος (kai theós ēn ho lógos) — “e o Verbo era Deus”
Afirmação inequívoca da divindade plena do Filho, sem confundi-lo com o Pai.
Teologia
Cristo não é criatura, profeta elevado ou ser intermediário. Ele é:
- Eterno (sem começo),
- Distinto do Pai (“estava com Deus”),
- Consubstancial com o Pai (“era Deus”).
📌 Cristologia joanina: Jesus é plenamente Deus e plenamente distinto na Trindade.
Aplicação pessoal
Nossa fé não repousa em um mestre moral, mas no Deus eterno que se revelou em Cristo. Isso exige adoração, submissão e confiança total.
2. O VERBO CRIADOR (Jo 1.3)
“Todas as coisas foram feitas por ele…”
Análise Grega
- ἐγένετο (egéneto) — “vieram a existir”
Indica que tudo que existe teve um começo, exceto o Verbo. - χωρὶς αὐτοῦ (chōrís autoû) — “sem Ele”
Ênfase absoluta: nada existe fora da ação criadora do Verbo.
Teologia
João afirma que:
- Cristo é agente da criação;
- A criação não é autônoma nem fruto do acaso;
- Tudo depende de Cristo para existir e subsistir (cf. Cl 1.16-17).
📌 Doutrina da Criação:
Aquele que salva é o mesmo que cria; redenção e criação se encontram em Cristo.
Aplicação pessoal
Se tudo foi criado por Ele, então nossa vida pertence a Ele. Não somos donos de nós mesmos.
3. VIDA E LUZ EM CRISTO (Jo 1.4–5)
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”
Análise Grega
- ζωή (zōḗ) — vida
Não apenas vida biológica (bíos), mas vida divina, plena e eterna. - φῶς (phōs) — luz
Símbolo bíblico de verdade, revelação, santidade e salvação. - κατέλαβεν (katélaben) — “não a compreenderam / não a venceram”
Pode significar tanto não entender quanto não dominar.
Teologia
A luz de Cristo:
- Revela Deus;
- Desmascara o pecado;
- Concede vida espiritual.
As trevas:
- Representam o mundo caído;
- Rejeitam a luz;
- Não conseguem apagá-la.
📌 Teologia joanina:
O conflito entre luz e trevas não é equilibrado; a vitória da luz é certa.
Aplicação pessoal
Quem vive afastado de Cristo permanece em trevas; quem anda com Ele vive na luz e na verdade.
4. O VERBO ENCARNADO (Jo 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…”
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) — carne
Enfatiza a humanidade real, histórica e vulnerável de Jesus. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) — “habitou”
Literalmente: “armou sua tenda”, referência direta ao tabernáculo. - δόξα (dóxa) — glória
Não glória política, mas a manifestação do caráter divino. - χάρις καὶ ἀλήθεια (cháris kai alḗtheia) — graça e verdade
Eco de Êxodo 34.6 (misericórdia e fidelidade).
Teologia
A encarnação revela que:
- Deus se aproxima;
- Deus se envolve;
- Deus se revela plenamente em Cristo.
📌 Encarnação:
Jesus não aparentou ser humano; Ele se fez carne sem deixar de ser Deus.
Aplicação pessoal
Cristo conhece nossas dores, limitações e tentações. Não seguimos um Deus distante, mas um Salvador presente.
TABELA EXPOSITIVA — JOÃO 1.1–5,14
Texto
Ênfase
Termo Grego
Verdade Teológica
Jo 1.1
Eternidade
Lógos
Cristo é Deus
Jo 1.2
Trindade
ēn
Distinção e unidade
Jo 1.3
Criação
egéneto
Cristo é Criador
Jo 1.4
Salvação
zōḗ
Vida eterna
Jo 1.5
Conflito
phōs
Luz vence trevas
Jo 1.14
Encarnação
sárx
Deus conosco
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
João 1.1–5,14 apresenta uma verdade central e inegociável da fé cristã:
Jesus Cristo é o Verbo eterno que se fez carne para revelar Deus, conceder vida e trazer luz às trevas.
Negar essa verdade compromete toda a fé cristã. Crer nela transforma completamente nossa visão de Deus, de nós mesmos e do mundo.
👉 Crer no Verbo é viver na luz.
Rejeitar o Verbo é permanecer nas trevas.
JOÃO 1.1–5, 14 — O VERBO E A REVELAÇÃO PLENA DE DEUS
O prólogo de João é uma das mais altas declarações cristológicas das Escrituras. Ele responde, de forma definitiva, às perguntas centrais da fé: Quem é Jesus? De onde Ele vem? O que Ele faz? A resposta do evangelista é clara: Jesus é o Verbo eterno, Deus verdadeiro, Criador de todas as coisas, fonte da vida e da luz, que se fez carne para revelar o Pai e redimir a humanidade.
1. O VERBO ETERNO E DIVINO (Jo 1.1–2)
“No princípio, era o Verbo…”
Análise Grega
- Ἐν ἀρχῇ (En archē) — “No princípio”
Eco direto de Gênesis 1.1, indicando que o Verbo precede a criação. - ἦν (ēn) — imperfeito do verbo “ser”
Expressa existência contínua e eterna, não iniciada no tempo. - ὁ λόγος (ho Lógos) — “o Verbo”
No mundo grego, lógos era razão ou princípio ordenador; no AT, a Palavra criadora de Deus (dābār). João une ambos, afirmando que essa Palavra é pessoal. - καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος (kai theós ēn ho lógos) — “e o Verbo era Deus”
Afirmação inequívoca da divindade plena do Filho, sem confundi-lo com o Pai.
Teologia
Cristo não é criatura, profeta elevado ou ser intermediário. Ele é:
- Eterno (sem começo),
- Distinto do Pai (“estava com Deus”),
- Consubstancial com o Pai (“era Deus”).
📌 Cristologia joanina: Jesus é plenamente Deus e plenamente distinto na Trindade.
Aplicação pessoal
Nossa fé não repousa em um mestre moral, mas no Deus eterno que se revelou em Cristo. Isso exige adoração, submissão e confiança total.
2. O VERBO CRIADOR (Jo 1.3)
“Todas as coisas foram feitas por ele…”
Análise Grega
- ἐγένετο (egéneto) — “vieram a existir”
Indica que tudo que existe teve um começo, exceto o Verbo. - χωρὶς αὐτοῦ (chōrís autoû) — “sem Ele”
Ênfase absoluta: nada existe fora da ação criadora do Verbo.
Teologia
João afirma que:
- Cristo é agente da criação;
- A criação não é autônoma nem fruto do acaso;
- Tudo depende de Cristo para existir e subsistir (cf. Cl 1.16-17).
📌 Doutrina da Criação:
Aquele que salva é o mesmo que cria; redenção e criação se encontram em Cristo.
Aplicação pessoal
Se tudo foi criado por Ele, então nossa vida pertence a Ele. Não somos donos de nós mesmos.
3. VIDA E LUZ EM CRISTO (Jo 1.4–5)
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.”
Análise Grega
- ζωή (zōḗ) — vida
Não apenas vida biológica (bíos), mas vida divina, plena e eterna. - φῶς (phōs) — luz
Símbolo bíblico de verdade, revelação, santidade e salvação. - κατέλαβεν (katélaben) — “não a compreenderam / não a venceram”
Pode significar tanto não entender quanto não dominar.
Teologia
A luz de Cristo:
- Revela Deus;
- Desmascara o pecado;
- Concede vida espiritual.
As trevas:
- Representam o mundo caído;
- Rejeitam a luz;
- Não conseguem apagá-la.
📌 Teologia joanina:
O conflito entre luz e trevas não é equilibrado; a vitória da luz é certa.
Aplicação pessoal
Quem vive afastado de Cristo permanece em trevas; quem anda com Ele vive na luz e na verdade.
4. O VERBO ENCARNADO (Jo 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…”
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) — carne
Enfatiza a humanidade real, histórica e vulnerável de Jesus. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) — “habitou”
Literalmente: “armou sua tenda”, referência direta ao tabernáculo. - δόξα (dóxa) — glória
Não glória política, mas a manifestação do caráter divino. - χάρις καὶ ἀλήθεια (cháris kai alḗtheia) — graça e verdade
Eco de Êxodo 34.6 (misericórdia e fidelidade).
Teologia
A encarnação revela que:
- Deus se aproxima;
- Deus se envolve;
- Deus se revela plenamente em Cristo.
📌 Encarnação:
Jesus não aparentou ser humano; Ele se fez carne sem deixar de ser Deus.
Aplicação pessoal
Cristo conhece nossas dores, limitações e tentações. Não seguimos um Deus distante, mas um Salvador presente.
TABELA EXPOSITIVA — JOÃO 1.1–5,14
Texto | Ênfase | Termo Grego | Verdade Teológica |
Jo 1.1 | Eternidade | Lógos | Cristo é Deus |
Jo 1.2 | Trindade | ēn | Distinção e unidade |
Jo 1.3 | Criação | egéneto | Cristo é Criador |
Jo 1.4 | Salvação | zōḗ | Vida eterna |
Jo 1.5 | Conflito | phōs | Luz vence trevas |
Jo 1.14 | Encarnação | sárx | Deus conosco |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
João 1.1–5,14 apresenta uma verdade central e inegociável da fé cristã:
Jesus Cristo é o Verbo eterno que se fez carne para revelar Deus, conceder vida e trazer luz às trevas.
Negar essa verdade compromete toda a fé cristã. Crer nela transforma completamente nossa visão de Deus, de nós mesmos e do mundo.
👉 Crer no Verbo é viver na luz.
Rejeitar o Verbo é permanecer nas trevas.
PLANO DE AULA
1- INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos Jesus Cristo como o Verbo eterno de Deus – plenamente divino, Criador e revelador do Pai. Com base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos que Ele é Deus desde a eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos homens. Destacamos também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de Deus, cheia de graça e de verdade.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo;
II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz;
III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.
B) Motivação: O apóstolo João, Inspirado no Espírito Santo, começa seu Evangelho revelando que Jesus não é apenas um homem especial Ele é o próprio Deus, eterno e criador, que se fez carne para revelar o Pai. Essa revelação exige de nós adoração, obediência e proclamação.
C) Sugestão de Método: Antes de Para iniciar a aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador e Revelador. Peça a três voluntários que segurem cada palavra na frente da turma. Explique que, no prólogo de João, Jesus é apresentado nessas três dimensões: Eterno (sempre existiu e é Deus), Criador (todas as coisas foram feitas por Ele) e Revelador (veio para mostrar quem é o Pai). Em seguida, leia João 1.1-18 e, a cada título, peça ao aluno que o segura que dê um passo à frente, ilustrando como essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo. Finalize destacando João 1.14 e mostrando que, quando Cristo veio, o eterno, o criador e o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: O Cristo que servimos é o Verbo eterno, Deus de toda a eternidade, que criou todas as coisas e revelou plenamente o Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o Evangelho. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em Jesus, vemos o próprio Deus.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “O Verbo”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tema do Verbo como pessoa distinta em relação ao Pai no Tópico “O Verbo como Deus Eterno”; 2) O texto “A Vida era a Luz dos Homens”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tópico “O Verbo como Criador”.
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Para a Lição 06 - O Filho como o Verbo de Deus do 1º Trimestre de 2026 da CPAD, o foco está na pré-existência de Cristo e em Sua função como o Logos (a Palavra Viva) que revela o Pai.
Aqui estão duas sugestões de dinâmicas práticas:
1. Dinâmica: "O Verbo que Comunica"
Objetivo: Demonstrar que Jesus é o canal de comunicação perfeito entre Deus e a humanidade.
- Material: Uma caixa fechada com um objeto desconhecido dentro (ex: um espelho ou uma Bíblia).
- Procedimento:
- Peça para os alunos descreverem o que está na caixa sem abri-la. Eles farão suposições baseadas em sons ou peso.
- Explique que, antes de Cristo, a humanidade tinha uma visão limitada de Deus.
- Abra a caixa e mostre o objeto.
- Aplicação: Assim como o objeto só foi plenamente conhecido quando revelado, Jesus é o "Verbo" que tirou o véu e revelou exatamente quem Deus é, manifestando Sua graça e verdade.
2. Dinâmica: "Verdade vs. Heresia"
Objetivo: Reforçar a doutrina da divindade e encarnação de Jesus, combatendo conceitos errados como o gnosticismo.
- Material: Pequenos cartões com frases sobre Jesus.
- Frases Sugeridas:
- Verdade: "O Verbo era Deus", "Jesus é 100% Deus e 100% homem", "O Verbo se fez carne".
- Heresia: "Jesus foi apenas um grande profeta", "O corpo de Jesus era apenas uma aparência espiritual", "Jesus foi criado por Deus no princípio".
- Procedimento: Peça para os alunos classificarem as frases em dois quadros: Doutrina Bíblica ou Heresia.
- Aplicação: Discuta por que as heresias são perigosas e como o Evangelho de João afirma que Jesus é a vida e a luz eterna.
Para a Lição 06 - O Filho como o Verbo de Deus do 1º Trimestre de 2026 da CPAD, o foco está na pré-existência de Cristo e em Sua função como o Logos (a Palavra Viva) que revela o Pai.
Aqui estão duas sugestões de dinâmicas práticas:
1. Dinâmica: "O Verbo que Comunica"
Objetivo: Demonstrar que Jesus é o canal de comunicação perfeito entre Deus e a humanidade.
- Material: Uma caixa fechada com um objeto desconhecido dentro (ex: um espelho ou uma Bíblia).
- Procedimento:
- Peça para os alunos descreverem o que está na caixa sem abri-la. Eles farão suposições baseadas em sons ou peso.
- Explique que, antes de Cristo, a humanidade tinha uma visão limitada de Deus.
- Abra a caixa e mostre o objeto.
- Aplicação: Assim como o objeto só foi plenamente conhecido quando revelado, Jesus é o "Verbo" que tirou o véu e revelou exatamente quem Deus é, manifestando Sua graça e verdade.
2. Dinâmica: "Verdade vs. Heresia"
Objetivo: Reforçar a doutrina da divindade e encarnação de Jesus, combatendo conceitos errados como o gnosticismo.
- Material: Pequenos cartões com frases sobre Jesus.
- Frases Sugeridas:
- Verdade: "O Verbo era Deus", "Jesus é 100% Deus e 100% homem", "O Verbo se fez carne".
- Heresia: "Jesus foi apenas um grande profeta", "O corpo de Jesus era apenas uma aparência espiritual", "Jesus foi criado por Deus no princípio".
- Procedimento: Peça para os alunos classificarem as frases em dois quadros: Doutrina Bíblica ou Heresia.
- Aplicação: Discuta por que as heresias são perigosas e como o Evangelho de João afirma que Jesus é a vida e a luz eterna.
INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo o Filho de Deus – onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.
Palavra -Chave: Verbo
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O VERBO ETERNO: DEUS REVELADO NA ENCARNAÇÃO
Palavra-chave: Verbo
INTRODUÇÃO TEOLÓGICA
O prólogo do Evangelho de João (Jo 1.1–18) funciona como uma porta de entrada cristológica para todo o Novo Testamento. Diferente dos Evangelhos Sinóticos, João não inicia com genealogia ou nascimento, mas com a eternidade do Verbo. Ele apresenta Jesus não apenas como Messias prometido, mas como Deus eterno, Criador, Revelador e Redentor.
A introdução afirma corretamente que a encarnação do Verbo representa o clímax da revelação divina: aquilo que era invisível tornou-se visível; o eterno entrou na história; o insondável Deus se deixou conhecer plenamente em Cristo. Essa é a essência da revelação especial.
1. O VERBO ETERNO — IDENTIDADE DIVINA
Análise Grega
- ὁ Λόγος (ho Lógos) — o Verbo
No contexto: - Hebraico (AT): דָּבָר – dābār → Palavra criadora, eficaz, reveladora (Sl 33.6; Is 55.11).
- Grego: lógos → razão, princípio organizador do universo.
João une ambos e declara que o Logos não é uma força impessoal, mas uma Pessoa eterna.
- ἦν (ēn) — “era”
Indica existência contínua, sem origem no tempo.
📌 Teologia:
O Verbo não começou em Belém; Ele existe desde a eternidade como Deus.
2. O VERBO CRIADOR — ORIGEM DE TODAS AS COISAS
A introdução destaca o Verbo como Criador. Isso é central em João 1.3.
Análise Grega
- πάντα δι’ αὐτοῦ ἐγένετο (pánta di’ autoû egéneto)
“Todas as coisas vieram a existir por meio dele.”
O verbo ἐγένετο (egéneto) indica que:
- Tudo que foi criado teve um começo;
- O Verbo não faz parte da criação, mas é seu agente.
📌 Doutrina:
Cristo é o fundamento ontológico da realidade. Nada existe fora d’Ele.
3. O VERBO REVELADOR — DEUS TORNADO VISÍVEL
A introdução afirma corretamente que João “viu a glória” do Verbo.
Análise Grega
- δόξα (dóxa) — glória
No AT (hebraico כָּבוֹד – kāvōd), glória é o peso, a presença manifesta de Deus. - ἐθεασάμεθα (etheasámetha) — “contemplamos”
Verbo que indica observação atenta, experiencial, não algo superficial.
📌 Teologia:
A glória que antes se manifestava no tabernáculo agora se revela em uma Pessoa.
4. O VERBO ENCARNADO — O CLÍMAX DA REVELAÇÃO
“O Verbo se fez carne” (Jo 1.14)
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) — carne
Enfatiza a humanidade real, frágil e histórica. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) — “habitou”
Literalmente: armou sua tenda, alusão direta ao tabernáculo (Êx 25.8).
📌 Teologia da Encarnação:
- Deus não apenas falou;
- Deus veio;
- Deus habitou com o ser humano.
A encarnação é o ponto máximo da auto-revelação divina (Hb 1.1-3).
5. GRAÇA E VERDADE — A PLENITUDE EM CRISTO
Análise Grega
- χάρις (cháris) — graça
Favor imerecido, iniciativa divina para salvar. - ἀλήθεια (alḗtheia) — verdade
Aquilo que é real, confiável, revelado.
Esses termos ecoam Êxodo 34.6:
- חֶסֶד (ḥésed) — misericórdia
- אֱמֶת (’emét) — fidelidade
📌 Teologia:
O que no AT era revelado em atos e palavras, no NT é plenamente personificado em Cristo.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
- Se o Verbo é Deus, Ele merece adoração e obediência total.
- Se o Verbo se fez carne, Deus entende nossas dores, limites e tentações.
- Se o Verbo revelou o Pai, não precisamos buscar outras revelações fora de Cristo.
- Se a glória foi vista, nossa fé não é mística abstrata, mas histórica e concreta.
👉 Rejeitar Cristo é rejeitar a revelação plena de Deus.
👉 Conhecer Cristo é conhecer o Pai.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO NO PRÓLOGO DE JOÃO
Aspecto
Texto
Termo Original
Ênfase Teológica
Eternidade
Jo 1.1
ēn
Cristo é eterno
Identidade
Jo 1.1
Lógos
Cristo é Deus
Criação
Jo 1.3
egéneto
Cristo é Criador
Encarnação
Jo 1.14
sárx
Deus se fez homem
Presença
Jo 1.14
eskēnōsen
Deus habita conosco
Revelação
Jo 1.14
dóxa
Glória visível
Salvação
Jo 1.14
cháris
Graça redentora
Verdade
Jo 1.14
alḗtheia
Revelação fiel
SÍNTESE FINAL
A introdução do prólogo joanino afirma uma das verdades mais sublimes da fé cristã:
O Verbo eterno não apenas falou — Ele veio.
Não apenas revelou — Ele se fez carne.
Não apenas mostrou glória — Ele é a glória.
Cristo é o ponto onde eternidade e tempo se encontram, onde Deus se deixa conhecer, e onde a redenção se torna possível.
O VERBO ETERNO: DEUS REVELADO NA ENCARNAÇÃO
Palavra-chave: Verbo
INTRODUÇÃO TEOLÓGICA
O prólogo do Evangelho de João (Jo 1.1–18) funciona como uma porta de entrada cristológica para todo o Novo Testamento. Diferente dos Evangelhos Sinóticos, João não inicia com genealogia ou nascimento, mas com a eternidade do Verbo. Ele apresenta Jesus não apenas como Messias prometido, mas como Deus eterno, Criador, Revelador e Redentor.
A introdução afirma corretamente que a encarnação do Verbo representa o clímax da revelação divina: aquilo que era invisível tornou-se visível; o eterno entrou na história; o insondável Deus se deixou conhecer plenamente em Cristo. Essa é a essência da revelação especial.
1. O VERBO ETERNO — IDENTIDADE DIVINA
Análise Grega
- ὁ Λόγος (ho Lógos) — o Verbo
No contexto: - Hebraico (AT): דָּבָר – dābār → Palavra criadora, eficaz, reveladora (Sl 33.6; Is 55.11).
- Grego: lógos → razão, princípio organizador do universo.
João une ambos e declara que o Logos não é uma força impessoal, mas uma Pessoa eterna.
- ἦν (ēn) — “era”
Indica existência contínua, sem origem no tempo.
📌 Teologia:
O Verbo não começou em Belém; Ele existe desde a eternidade como Deus.
2. O VERBO CRIADOR — ORIGEM DE TODAS AS COISAS
A introdução destaca o Verbo como Criador. Isso é central em João 1.3.
Análise Grega
- πάντα δι’ αὐτοῦ ἐγένετο (pánta di’ autoû egéneto)
“Todas as coisas vieram a existir por meio dele.”
O verbo ἐγένετο (egéneto) indica que:
- Tudo que foi criado teve um começo;
- O Verbo não faz parte da criação, mas é seu agente.
📌 Doutrina:
Cristo é o fundamento ontológico da realidade. Nada existe fora d’Ele.
3. O VERBO REVELADOR — DEUS TORNADO VISÍVEL
A introdução afirma corretamente que João “viu a glória” do Verbo.
Análise Grega
- δόξα (dóxa) — glória
No AT (hebraico כָּבוֹד – kāvōd), glória é o peso, a presença manifesta de Deus. - ἐθεασάμεθα (etheasámetha) — “contemplamos”
Verbo que indica observação atenta, experiencial, não algo superficial.
📌 Teologia:
A glória que antes se manifestava no tabernáculo agora se revela em uma Pessoa.
4. O VERBO ENCARNADO — O CLÍMAX DA REVELAÇÃO
“O Verbo se fez carne” (Jo 1.14)
Análise Grega
- σὰρξ (sárx) — carne
Enfatiza a humanidade real, frágil e histórica. - ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) — “habitou”
Literalmente: armou sua tenda, alusão direta ao tabernáculo (Êx 25.8).
📌 Teologia da Encarnação:
- Deus não apenas falou;
- Deus veio;
- Deus habitou com o ser humano.
A encarnação é o ponto máximo da auto-revelação divina (Hb 1.1-3).
5. GRAÇA E VERDADE — A PLENITUDE EM CRISTO
Análise Grega
- χάρις (cháris) — graça
Favor imerecido, iniciativa divina para salvar. - ἀλήθεια (alḗtheia) — verdade
Aquilo que é real, confiável, revelado.
Esses termos ecoam Êxodo 34.6:
- חֶסֶד (ḥésed) — misericórdia
- אֱמֶת (’emét) — fidelidade
📌 Teologia:
O que no AT era revelado em atos e palavras, no NT é plenamente personificado em Cristo.
APLICAÇÃO PESSOAL E PASTORAL
- Se o Verbo é Deus, Ele merece adoração e obediência total.
- Se o Verbo se fez carne, Deus entende nossas dores, limites e tentações.
- Se o Verbo revelou o Pai, não precisamos buscar outras revelações fora de Cristo.
- Se a glória foi vista, nossa fé não é mística abstrata, mas histórica e concreta.
👉 Rejeitar Cristo é rejeitar a revelação plena de Deus.
👉 Conhecer Cristo é conhecer o Pai.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO NO PRÓLOGO DE JOÃO
Aspecto | Texto | Termo Original | Ênfase Teológica |
Eternidade | Jo 1.1 | ēn | Cristo é eterno |
Identidade | Jo 1.1 | Lógos | Cristo é Deus |
Criação | Jo 1.3 | egéneto | Cristo é Criador |
Encarnação | Jo 1.14 | sárx | Deus se fez homem |
Presença | Jo 1.14 | eskēnōsen | Deus habita conosco |
Revelação | Jo 1.14 | dóxa | Glória visível |
Salvação | Jo 1.14 | cháris | Graça redentora |
Verdade | Jo 1.14 | alḗtheia | Revelação fiel |
SÍNTESE FINAL
A introdução do prólogo joanino afirma uma das verdades mais sublimes da fé cristã:
O Verbo eterno não apenas falou — Ele veio.
Não apenas revelou — Ele se fez carne.
Não apenas mostrou glória — Ele é a glória.
Cristo é o ponto onde eternidade e tempo se encontram, onde Deus se deixa conhecer, e onde a redenção se torna possível.
I- O VERBO COMO DEUS ETERNO
1- O Verbo preexistente. O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo Preexistente (João 1.1)
1.1 O prólogo como “Hino do Logos”
Os dezoito primeiros versículos do Evangelho de João são frequentemente chamados de “Hino do Logos”, pois apresentam, de forma poética e teologicamente densa, a identidade, a obra e a missão do Filho de Deus. João não escreve apenas uma introdução literária, mas uma confissão cristológica que estabelece os fundamentos da fé cristã.
Ao iniciar com a expressão “No princípio”, João intencionalmente remete o leitor a Gênesis 1.1, criando uma ponte entre a criação original e a nova criação em Cristo. O evangelista não está falando do início da história, mas da eternidade, anterior a toda realidade criada.
1.2 Análise lexical: “No princípio, era o Verbo”
a) “No princípio” — ἐν ἀρχῇ (en archē)
- ἀρχή (archē): princípio, origem, causa primeira, autoridade.
- Aqui, não indica um ponto cronológico, mas um estado eterno.
📌 Implicação teológica:
João afirma que, quando todas as coisas começaram a existir, o Verbo já existia. Ele não teve origem; Ele é anterior ao tempo.
b) “Era” — ἦν (ēn)
- Verbo no imperfeito do indicativo, indicando existência contínua e ininterrupta.
- Contrasta com ἐγένετο (egeneto), usado para a criação (Jo 1.3).
📌 Doutrina:
Tudo o que foi criado veio a existir; o Verbo simplesmente era. Isso revela o atributo da eternidade, exclusivo de Deus (Sl 90.2).
c) “Verbo” — λόγος (lógos)
No contexto bíblico, Logos carrega múltiplas camadas de significado:
- No Antigo Testamento (hebraico):
- דָּבָר (dābār) — Palavra eficaz, criadora e reveladora (Gn 1; Is 55.11).
- No pensamento grego:
- Princípio racional que governa o cosmos.
- Em João:
- Não um princípio impessoal, nem um intermediário criado, mas uma Pessoa divina.
📌 Cristologia joanina:
João redefine o conceito de Logos afirmando que Ele é Deus pessoal, eterno e relacional.
1.3 O Logos como Deus, não como ser intermediário
João escreve em um contexto marcado por:
- Filosofia grega, que via o Logos como força impessoal;
- Proto-gnosticismo, que defendia seres intermediários entre Deus e o mundo material.
Contra essas ideias, João declara de forma inequívoca:
- O Logos não é criado;
- O Logos não é inferior;
- O Logos é Deus (Jo 1.1c).
Essa verdade é confirmada por textos paralelos:
- João 1.14 — o Logos é o Filho unigênito;
- João 3.16 — o Filho eterno enviado pelo Pai;
- Colossenses 1.17 — “Ele é antes de todas as coisas”.
📌 Doutrina da Trindade:
O Filho é coeterno, consubstancial e coexistente com o Pai, distinto em pessoa, mas idêntico em essência.
1.4 Eternidade e preexistência do Filho
A preexistência do Verbo significa que:
- Jesus não começou a existir na encarnação;
- Belém não foi Seu início, mas Sua manifestação histórica;
- Sua existência transcende tempo, espaço e matéria.
📖 “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58).
Essa declaração associa Jesus diretamente ao nome divino revelado em Êxodo 3.14 (אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה – ’Ehyeh ’Asher ’Ehyeh).
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIOLÓGICA
- Se Cristo é eterno, Ele é digno de fé absoluta e adoração plena.
- Se Ele sempre existiu, Sua obra redentora não é improvisada, mas parte do plano eterno de Deus.
- Se o Verbo é Deus, rejeitar a divindade de Cristo é rejeitar o próprio Deus.
- Se Ele é pré-existente, Ele sustenta nossa vida hoje e nossa esperança eterna.
👉 A Igreja não proclama apenas um mestre moral, mas o Deus eterno que se fez homem.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO PREEXISTENTE
Elemento
Texto
Termo Original
Ênfase Teológica
Eternidade
Jo 1.1
en archē
Existência antes do tempo
Continuidade
Jo 1.1
ēn
Ser eterno, sem começo
Identidade
Jo 1.1
lógos
Filho divino, pessoal
Divindade
Jo 1.1c
Theós
Essência divina
Relação
Jo 1.1b
pros ton Theón
Comunhão com o Pai
Preexistência
Cl 1.17
pro pantōn
Antes de todas as coisas
SÍNTESE FINAL
O Verbo é eterno porque é Deus.
Ele não surgiu na história; Ele entrou na história.
João afirma, com precisão teológica, que Jesus Cristo é o Logos eterno, coexistente com o Pai, fundamento da criação e centro da revelação.
A fé cristã começa na eternidade e se revela na encarnação.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo Preexistente (João 1.1)
1.1 O prólogo como “Hino do Logos”
Os dezoito primeiros versículos do Evangelho de João são frequentemente chamados de “Hino do Logos”, pois apresentam, de forma poética e teologicamente densa, a identidade, a obra e a missão do Filho de Deus. João não escreve apenas uma introdução literária, mas uma confissão cristológica que estabelece os fundamentos da fé cristã.
Ao iniciar com a expressão “No princípio”, João intencionalmente remete o leitor a Gênesis 1.1, criando uma ponte entre a criação original e a nova criação em Cristo. O evangelista não está falando do início da história, mas da eternidade, anterior a toda realidade criada.
1.2 Análise lexical: “No princípio, era o Verbo”
a) “No princípio” — ἐν ἀρχῇ (en archē)
- ἀρχή (archē): princípio, origem, causa primeira, autoridade.
- Aqui, não indica um ponto cronológico, mas um estado eterno.
📌 Implicação teológica:
João afirma que, quando todas as coisas começaram a existir, o Verbo já existia. Ele não teve origem; Ele é anterior ao tempo.
b) “Era” — ἦν (ēn)
- Verbo no imperfeito do indicativo, indicando existência contínua e ininterrupta.
- Contrasta com ἐγένετο (egeneto), usado para a criação (Jo 1.3).
📌 Doutrina:
Tudo o que foi criado veio a existir; o Verbo simplesmente era. Isso revela o atributo da eternidade, exclusivo de Deus (Sl 90.2).
c) “Verbo” — λόγος (lógos)
No contexto bíblico, Logos carrega múltiplas camadas de significado:
- No Antigo Testamento (hebraico):
- דָּבָר (dābār) — Palavra eficaz, criadora e reveladora (Gn 1; Is 55.11).
- No pensamento grego:
- Princípio racional que governa o cosmos.
- Em João:
- Não um princípio impessoal, nem um intermediário criado, mas uma Pessoa divina.
📌 Cristologia joanina:
João redefine o conceito de Logos afirmando que Ele é Deus pessoal, eterno e relacional.
1.3 O Logos como Deus, não como ser intermediário
João escreve em um contexto marcado por:
- Filosofia grega, que via o Logos como força impessoal;
- Proto-gnosticismo, que defendia seres intermediários entre Deus e o mundo material.
Contra essas ideias, João declara de forma inequívoca:
- O Logos não é criado;
- O Logos não é inferior;
- O Logos é Deus (Jo 1.1c).
Essa verdade é confirmada por textos paralelos:
- João 1.14 — o Logos é o Filho unigênito;
- João 3.16 — o Filho eterno enviado pelo Pai;
- Colossenses 1.17 — “Ele é antes de todas as coisas”.
📌 Doutrina da Trindade:
O Filho é coeterno, consubstancial e coexistente com o Pai, distinto em pessoa, mas idêntico em essência.
1.4 Eternidade e preexistência do Filho
A preexistência do Verbo significa que:
- Jesus não começou a existir na encarnação;
- Belém não foi Seu início, mas Sua manifestação histórica;
- Sua existência transcende tempo, espaço e matéria.
📖 “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58).
Essa declaração associa Jesus diretamente ao nome divino revelado em Êxodo 3.14 (אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה – ’Ehyeh ’Asher ’Ehyeh).
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIOLÓGICA
- Se Cristo é eterno, Ele é digno de fé absoluta e adoração plena.
- Se Ele sempre existiu, Sua obra redentora não é improvisada, mas parte do plano eterno de Deus.
- Se o Verbo é Deus, rejeitar a divindade de Cristo é rejeitar o próprio Deus.
- Se Ele é pré-existente, Ele sustenta nossa vida hoje e nossa esperança eterna.
👉 A Igreja não proclama apenas um mestre moral, mas o Deus eterno que se fez homem.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO PREEXISTENTE
Elemento | Texto | Termo Original | Ênfase Teológica |
Eternidade | Jo 1.1 | en archē | Existência antes do tempo |
Continuidade | Jo 1.1 | ēn | Ser eterno, sem começo |
Identidade | Jo 1.1 | lógos | Filho divino, pessoal |
Divindade | Jo 1.1c | Theós | Essência divina |
Relação | Jo 1.1b | pros ton Theón | Comunhão com o Pai |
Preexistência | Cl 1.17 | pro pantōn | Antes de todas as coisas |
SÍNTESE FINAL
O Verbo é eterno porque é Deus.
Ele não surgiu na história; Ele entrou na história.
João afirma, com precisão teológica, que Jesus Cristo é o Logos eterno, coexistente com o Pai, fundamento da criação e centro da revelação.
A fé cristã começa na eternidade e se revela na encarnação.
2- O Verbo como pessoa distinta. No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
2. O Verbo como Pessoa Distinta (João 1.1b)
“e o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b)
Este segmento do prólogo joanino aprofunda a revelação da identidade do Logos ao afirmar não apenas Sua divindade, mas também Sua distinção pessoal em relação ao Pai. João equilibra com precisão duas verdades centrais da fé cristã: unidade de essência e distinção de Pessoas dentro da Trindade.
1. Análise lexical e sintática do texto grego
a) “Estava com Deus” — πρὸς τὸν Θεόν (pros ton Theón)
A preposição πρός (pros) é decisiva para a teologia do texto.
- Diferente de meta (com, no sentido de associação) ou en (em),
- pros indica movimento em direção, orientação relacional, comunhão face a face.
📌 Sentido teológico:
O Logos não apenas coexistia com Deus, mas vivia em relacionamento ativo, pessoal e eterno com o Pai.
Essa expressão sugere:
- Intimidade;
- Reciprocidade;
- Comunhão consciente.
O Verbo não é uma emanação divina nem um atributo impessoal de Deus, mas Pessoa que se relaciona com outra Pessoa.
b) “Deus” — τὸν Θεόν (ton Theón)
O uso do artigo definido (ton) identifica claramente Deus Pai, distinguindo-O do Logos, sem separá-los.
📌 João evita dois erros teológicos:
- Modalismo – a ideia de que Pai e Filho são apenas manifestações temporárias de uma única Pessoa.
- Politeísmo – a noção de deuses distintos e independentes.
O texto afirma distinção sem divisão.
2. A distinção pessoal dentro da unidade divina
João 1.1b ensina que:
- O Verbo não é o Pai;
- O Verbo não é uma parte de Deus;
- O Verbo é Pessoa distinta, eternamente voltada para o Pai.
Essa verdade é reiterada em:
- João 1.2 — “Ele estava no princípio com Deus”;
- João 17.5 — “a glória que eu tive contigo antes que o mundo existisse”;
- 1 João 1.2 — “a vida eterna… estava com o Pai”.
📌 Doutrina trinitária clássica:
Uma única essência (οὐσία – ousía), três Pessoas (ὑποστάσεις – hypostáseis).
3. Harmonia com o monoteísmo bíblico (Dt 6.4)
“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
O Shema (Dt 6.4) utiliza o termo hebraico:
- אֶחָד (’echad) — unidade composta, não singularidade absoluta.
Exemplos do uso de ’echad:
- Gn 2.24 — “uma só carne” (duas pessoas);
- Nm 13.23 — “um cacho” (vários frutos).
📌 Implicação:
A unidade divina bíblica permite pluralidade pessoal sem comprometer o monoteísmo.
4. Refutação do modalismo e do sabelianismo
João 1.1b exclui a ideia de que:
- O Pai se tornou o Filho;
- O Filho se tornou o Espírito;
- Deus atua apenas em “modos sucessivos”.
A relação “face a face” implica coexistência eterna, não alternância histórica.
📖 “Agora, pois, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo” (Jo 17.5).
Não há como o Filho falar com o Pai se ambos fossem a mesma Pessoa.
5. Dimensão pneumatológica implícita
Embora João 1.1 não mencione explicitamente o Espírito Santo, a teologia joanina o apresenta como igualmente distinto e pessoal:
- Jo 14.16 — “outro Consolador” (ἄλλον παράκλητον);
- Jo 15.26 — procede do Pai;
- Jo 16.13 — guia, fala e revela.
📌 A Trindade é eterna em comunhão, não apenas em existência.
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIOLÓGICA
- Deus é relacional em Sua essência, logo o ser humano, criado à Sua imagem, foi feito para relacionamento.
- A salvação não é apenas jurídica, mas relacional: somos introduzidos na comunhão do Pai com o Filho (1 Jo 1.3).
- A oração cristã é trinitária: ao Pai, por meio do Filho, no Espírito.
- A Igreja reflete a Trindade quando vive em unidade com diversidade.
👉 Um Deus que é comunhão eterna nos chama a viver comunhão verdadeira.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO PESSOA DISTINTA
Elemento
Texto
Termo Original
Ensinamento Teológico
Relação
Jo 1.1b
pros ton Theón
Comunhão face a face
Distinção
Jo 1.1b
ton Theón
Pai distinto do Filho
Coexistência
Jo 1.2
en archē
Eternidade relacional
Unidade
Dt 6.4
’echad
Unidade composta
Glória compartilhada
Jo 17.5
para seautō
Igualdade de natureza
Comunhão
1 Jo 1.3
koinōnía
Vida trinitária partilhada
SÍNTESE FINAL
O Verbo é eterno e pessoal.
Ele é Deus e está com Deus.
Ele não é o Pai, mas está eternamente voltado para o Pai em amor, glória e comunhão.
A Trindade não é um mistério lógico a ser resolvido, mas uma verdade revelada a ser adorada.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
2. O Verbo como Pessoa Distinta (João 1.1b)
“e o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b)
Este segmento do prólogo joanino aprofunda a revelação da identidade do Logos ao afirmar não apenas Sua divindade, mas também Sua distinção pessoal em relação ao Pai. João equilibra com precisão duas verdades centrais da fé cristã: unidade de essência e distinção de Pessoas dentro da Trindade.
1. Análise lexical e sintática do texto grego
a) “Estava com Deus” — πρὸς τὸν Θεόν (pros ton Theón)
A preposição πρός (pros) é decisiva para a teologia do texto.
- Diferente de meta (com, no sentido de associação) ou en (em),
- pros indica movimento em direção, orientação relacional, comunhão face a face.
📌 Sentido teológico:
O Logos não apenas coexistia com Deus, mas vivia em relacionamento ativo, pessoal e eterno com o Pai.
Essa expressão sugere:
- Intimidade;
- Reciprocidade;
- Comunhão consciente.
O Verbo não é uma emanação divina nem um atributo impessoal de Deus, mas Pessoa que se relaciona com outra Pessoa.
b) “Deus” — τὸν Θεόν (ton Theón)
O uso do artigo definido (ton) identifica claramente Deus Pai, distinguindo-O do Logos, sem separá-los.
📌 João evita dois erros teológicos:
- Modalismo – a ideia de que Pai e Filho são apenas manifestações temporárias de uma única Pessoa.
- Politeísmo – a noção de deuses distintos e independentes.
O texto afirma distinção sem divisão.
2. A distinção pessoal dentro da unidade divina
João 1.1b ensina que:
- O Verbo não é o Pai;
- O Verbo não é uma parte de Deus;
- O Verbo é Pessoa distinta, eternamente voltada para o Pai.
Essa verdade é reiterada em:
- João 1.2 — “Ele estava no princípio com Deus”;
- João 17.5 — “a glória que eu tive contigo antes que o mundo existisse”;
- 1 João 1.2 — “a vida eterna… estava com o Pai”.
📌 Doutrina trinitária clássica:
Uma única essência (οὐσία – ousía), três Pessoas (ὑποστάσεις – hypostáseis).
3. Harmonia com o monoteísmo bíblico (Dt 6.4)
“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
O Shema (Dt 6.4) utiliza o termo hebraico:
- אֶחָד (’echad) — unidade composta, não singularidade absoluta.
Exemplos do uso de ’echad:
- Gn 2.24 — “uma só carne” (duas pessoas);
- Nm 13.23 — “um cacho” (vários frutos).
📌 Implicação:
A unidade divina bíblica permite pluralidade pessoal sem comprometer o monoteísmo.
4. Refutação do modalismo e do sabelianismo
João 1.1b exclui a ideia de que:
- O Pai se tornou o Filho;
- O Filho se tornou o Espírito;
- Deus atua apenas em “modos sucessivos”.
A relação “face a face” implica coexistência eterna, não alternância histórica.
📖 “Agora, pois, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo” (Jo 17.5).
Não há como o Filho falar com o Pai se ambos fossem a mesma Pessoa.
5. Dimensão pneumatológica implícita
Embora João 1.1 não mencione explicitamente o Espírito Santo, a teologia joanina o apresenta como igualmente distinto e pessoal:
- Jo 14.16 — “outro Consolador” (ἄλλον παράκλητον);
- Jo 15.26 — procede do Pai;
- Jo 16.13 — guia, fala e revela.
📌 A Trindade é eterna em comunhão, não apenas em existência.
APLICAÇÃO PESSOAL E ECLESIOLÓGICA
- Deus é relacional em Sua essência, logo o ser humano, criado à Sua imagem, foi feito para relacionamento.
- A salvação não é apenas jurídica, mas relacional: somos introduzidos na comunhão do Pai com o Filho (1 Jo 1.3).
- A oração cristã é trinitária: ao Pai, por meio do Filho, no Espírito.
- A Igreja reflete a Trindade quando vive em unidade com diversidade.
👉 Um Deus que é comunhão eterna nos chama a viver comunhão verdadeira.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO PESSOA DISTINTA
Elemento | Texto | Termo Original | Ensinamento Teológico |
Relação | Jo 1.1b | pros ton Theón | Comunhão face a face |
Distinção | Jo 1.1b | ton Theón | Pai distinto do Filho |
Coexistência | Jo 1.2 | en archē | Eternidade relacional |
Unidade | Dt 6.4 | ’echad | Unidade composta |
Glória compartilhada | Jo 17.5 | para seautō | Igualdade de natureza |
Comunhão | 1 Jo 1.3 | koinōnía | Vida trinitária partilhada |
SÍNTESE FINAL
O Verbo é eterno e pessoal.
Ele é Deus e está com Deus.
Ele não é o Pai, mas está eternamente voltado para o Pai em amor, glória e comunhão.
A Trindade não é um mistério lógico a ser resolvido, mas uma verdade revelada a ser adorada.
3- O Verbo é da mesma essência do Pai. Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido – fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
3. O Verbo é da mesma essência do Pai (João 1.1c)
“e o Verbo era Deus” (καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος)
Esta declaração final de João 1.1 é uma das afirmações mais densas e decisivas da cristologia bíblica. Aqui, o evangelista conclui sua tríplice apresentação do Logos:
- eterno,
- distinto do Pai,
- plenamente Deus em essência.
1. Análise exegética da construção grega
a) A ordem das palavras: καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος
No grego koiné, a ordem é intencional:
- Θεὸς (Theós) – predicativo
- ἦν (ēn) – verbo “era” (imperfeito)
- ὁ Λόγος (ho Lógos) – sujeito com artigo
📌 Ênfase joanina:
Ao colocar Theós antes do verbo, João destaca a natureza do Logos, não sua identidade pessoal com o Pai.
b) A ausência do artigo em Θεός
O substantivo Θεός aparece sem artigo definido (anarthrous), o que tem sido explorado indevidamente por grupos heréticos. No entanto, segundo a gramática grega:
- Substantivos predicativos antes do verbo geralmente não levam artigo;
- A ausência do artigo indica qualidade ou essência, não indefinição.
📘 Regra de Colwell (1933):
“Um predicativo definido que precede o verbo geralmente não tem artigo.”
Assim, João não escreveu:
- ho Theós ēn ho Lógos (o que confundiria o Logos com o Pai),
nem - theós tis (“um deus”).
Ele escreveu exatamente o que precisava para afirmar:
👉 o Logos possui a natureza de Deus.
2. Refutação da tradução “um deus”
Traduções como a da Tradução do Novo Mundo (“a Palavra era um deus”) são gramaticalmente indefensáveis porque:
- Ignoram o uso sintático do predicativo anartro;
- Introduzem politeísmo alheio ao contexto joanino;
- Contradizem o monoteísmo bíblico imediato (Jo 1.3; 1.18).
📖 João 1.3 declara que todas as coisas foram criadas por Ele — o que exclui a possibilidade de o Logos ser um ser criado.
3. A igualdade essencial entre o Pai e o Filho
João 1.1c afirma consubstancialidade, não identidade pessoal.
Essa verdade é reiterada em outras passagens:
- João 10.30 — “Eu e o Pai somos um” (ἕν – unidade de essência);
- João 14.9 — “Quem me vê a mim vê o Pai”;
- Colossenses 2.9 — “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (πᾶν τὸ πλήρωμα τῆς θεότητος);
- Hebreus 1.3 — “expressão exata do seu ser” (χαρακτὴρ τῆς ὑποστάσεως).
📌 A teologia apostólica não fala de semelhança parcial, mas de plenitude divina no Filho.
4. “Mesma substância” – ὁμοούσιος (homoousios)
A linguagem teológica posterior apenas sistematizou o ensino bíblico.
No Concílio de Niceia (325 d.C.), a Igreja afirmou que o Filho é:
ὁμοούσιος τῷ Πατρί — “da mesma substância do Pai”.
Isso não é uma invenção filosófica, mas uma confissão bíblica organizada, fundamentada em textos como João 1.1 e Colossenses 2.9.
📌 O Filho:
- não é semelhante (homoiousios),
- não é inferior,
- não é criado,
- é Deus verdadeiro de Deus verdadeiro.
5. Implicações cristológicas e soteriológicas
- Somente Deus pode revelar Deus plenamente (Jo 1.18).
- Somente Deus pode salvar plenamente (Is 43.11).
- Se Cristo não fosse plenamente Deus:
- Sua obra seria insuficiente;
- Sua adoração seria idolatria;
- Sua cruz não teria valor eterno.
📖 “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19).
APLICAÇÃO PESSOAL E DOUTRINÁRIA
- A fé cristã repousa sobre um Cristo plenamente divino.
- Adorar Jesus é adorar a Deus, não um intermediário.
- A comunhão com Cristo é comunhão com o próprio Deus.
- Qualquer doutrina que diminui a divindade de Cristo compromete o Evangelho.
👉 Um Cristo menor gera uma salvação menor.
TABELA EXPOSITIVA — “O VERBO ERA DEUS”
Elemento
Texto
Termo Grego
Ensinamento
Natureza
Jo 1.1c
Theós (sem artigo)
Essência divina
Ênfase
Jo 1.1c
Predicativo antes do verbo
Qualidade, não indefinição
Unidade
Jo 10.30
hen
Unidade de essência
Plenitude
Cl 2.9
plērōma tēs theótētos
Divindade total
Revelação
Hb 1.3
charaktēr
Igualdade ontológica
Criação
Jo 1.3
egeneto
Logos não criado
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas estava com Deus —
o Verbo era Deus.
Distinto em Pessoa, idêntico em essência.
Eterno como o Pai, Criador como o Pai, digno da mesma glória.
Negar a plena divindade de Cristo é negar o próprio Deus revelado.
I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
3. O Verbo é da mesma essência do Pai (João 1.1c)
“e o Verbo era Deus” (καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος)
Esta declaração final de João 1.1 é uma das afirmações mais densas e decisivas da cristologia bíblica. Aqui, o evangelista conclui sua tríplice apresentação do Logos:
- eterno,
- distinto do Pai,
- plenamente Deus em essência.
1. Análise exegética da construção grega
a) A ordem das palavras: καὶ Θεὸς ἦν ὁ Λόγος
No grego koiné, a ordem é intencional:
- Θεὸς (Theós) – predicativo
- ἦν (ēn) – verbo “era” (imperfeito)
- ὁ Λόγος (ho Lógos) – sujeito com artigo
📌 Ênfase joanina:
Ao colocar Theós antes do verbo, João destaca a natureza do Logos, não sua identidade pessoal com o Pai.
b) A ausência do artigo em Θεός
O substantivo Θεός aparece sem artigo definido (anarthrous), o que tem sido explorado indevidamente por grupos heréticos. No entanto, segundo a gramática grega:
- Substantivos predicativos antes do verbo geralmente não levam artigo;
- A ausência do artigo indica qualidade ou essência, não indefinição.
📘 Regra de Colwell (1933):
“Um predicativo definido que precede o verbo geralmente não tem artigo.”
Assim, João não escreveu:
- ho Theós ēn ho Lógos (o que confundiria o Logos com o Pai),
nem - theós tis (“um deus”).
Ele escreveu exatamente o que precisava para afirmar:
👉 o Logos possui a natureza de Deus.
2. Refutação da tradução “um deus”
Traduções como a da Tradução do Novo Mundo (“a Palavra era um deus”) são gramaticalmente indefensáveis porque:
- Ignoram o uso sintático do predicativo anartro;
- Introduzem politeísmo alheio ao contexto joanino;
- Contradizem o monoteísmo bíblico imediato (Jo 1.3; 1.18).
📖 João 1.3 declara que todas as coisas foram criadas por Ele — o que exclui a possibilidade de o Logos ser um ser criado.
3. A igualdade essencial entre o Pai e o Filho
João 1.1c afirma consubstancialidade, não identidade pessoal.
Essa verdade é reiterada em outras passagens:
- João 10.30 — “Eu e o Pai somos um” (ἕν – unidade de essência);
- João 14.9 — “Quem me vê a mim vê o Pai”;
- Colossenses 2.9 — “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (πᾶν τὸ πλήρωμα τῆς θεότητος);
- Hebreus 1.3 — “expressão exata do seu ser” (χαρακτὴρ τῆς ὑποστάσεως).
📌 A teologia apostólica não fala de semelhança parcial, mas de plenitude divina no Filho.
4. “Mesma substância” – ὁμοούσιος (homoousios)
A linguagem teológica posterior apenas sistematizou o ensino bíblico.
No Concílio de Niceia (325 d.C.), a Igreja afirmou que o Filho é:
ὁμοούσιος τῷ Πατρί — “da mesma substância do Pai”.
Isso não é uma invenção filosófica, mas uma confissão bíblica organizada, fundamentada em textos como João 1.1 e Colossenses 2.9.
📌 O Filho:
- não é semelhante (homoiousios),
- não é inferior,
- não é criado,
- é Deus verdadeiro de Deus verdadeiro.
5. Implicações cristológicas e soteriológicas
- Somente Deus pode revelar Deus plenamente (Jo 1.18).
- Somente Deus pode salvar plenamente (Is 43.11).
- Se Cristo não fosse plenamente Deus:
- Sua obra seria insuficiente;
- Sua adoração seria idolatria;
- Sua cruz não teria valor eterno.
📖 “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19).
APLICAÇÃO PESSOAL E DOUTRINÁRIA
- A fé cristã repousa sobre um Cristo plenamente divino.
- Adorar Jesus é adorar a Deus, não um intermediário.
- A comunhão com Cristo é comunhão com o próprio Deus.
- Qualquer doutrina que diminui a divindade de Cristo compromete o Evangelho.
👉 Um Cristo menor gera uma salvação menor.
TABELA EXPOSITIVA — “O VERBO ERA DEUS”
Elemento | Texto | Termo Grego | Ensinamento |
Natureza | Jo 1.1c | Theós (sem artigo) | Essência divina |
Ênfase | Jo 1.1c | Predicativo antes do verbo | Qualidade, não indefinição |
Unidade | Jo 10.30 | hen | Unidade de essência |
Plenitude | Cl 2.9 | plērōma tēs theótētos | Divindade total |
Revelação | Hb 1.3 | charaktēr | Igualdade ontológica |
Criação | Jo 1.3 | egeneto | Logos não criado |
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas estava com Deus —
o Verbo era Deus.
Distinto em Pessoa, idêntico em essência.
Eterno como o Pai, Criador como o Pai, digno da mesma glória.
Negar a plena divindade de Cristo é negar o próprio Deus revelado.
SINOPSE I
O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O VERBO. João começa o seu Evangelho (isto é, o relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de Jesus Cristo) chamando Jesus de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para definir Jesus, o apóstolo o apresenta como a Palavra pessoal de Deus, por meio da qual todas as coisas vieram à existência (v. 3; cf. Gn 1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que Deus tem falado conosco através de seu Filho (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as próprias palavras de Jesus procedem diretamente de Deus (Jo 8.28; 14.24). A Palavra escrita de Deus declara que Jesus Cristo é a sabedoria divina para nós em todos os aspectos, ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os propósitos do Senhor (1Co 1.30; Ef 3.10-11; Cl 2.2-3). Além dis-so, a Escritura descreve Jesus como a perfeita revelação da natureza e da personalidade do Pai (Jo 1.3-5, 14, 18; Cl 2.9) Cristo é Deus em forma humana. Assim como as palavras de uma pessoa revelam seu coração e sua mente, Cristo, como ‘o Verbo’ (isto é, a Palavra), revela o coração e a mente de Deus (Jo 14.9). […] A relação entre o Verbo e o Pai. (a) Cristo estava ‘com Deus’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15). Ele é uma pessoa que existe eternamente não tem começo nem fim diferentemente de Deus Pai, mas em um relacionamento eterno e uniforme com Ele. (b) Cristo é divino (‘o Verbo era Deus’), tem a mesma natureza, o mesmo caráter e o mesmo modo de ser que o Pai (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo Pentecostal – Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
II- O VERBO COMO CRIADOR
1- O agente da criação. A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bārā’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada latim ex nihilo (Hb 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hb 1.2).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1.3)
João não apenas afirma a eternidade e a divindade do Verbo; ele declara explicitamente que o Logos é o agente ativo da criação. Esta afirmação insere Jesus Cristo no âmbito exclusivo das obras de Deus, pois, biblicamente, criar é prerrogativa divina.
1. A criação no Antigo Testamento: בָּרָא (bārā’)
a) O significado teológico de bārā’
Em Gênesis 1.1, o verbo hebraico בָּרָא (bārā’) é usado:
“No princípio criou Deus (בָּרָא אֱלֹהִים) os céus e a terra.”
Características do termo:
- Usado exclusivamente com Deus como sujeito;
- Indica uma ação soberana, livre e absoluta;
- Não descreve moldagem de matéria pré-existente, mas originação.
📌 A doutrina clássica da criação ex nihilo (“do nada”) é confirmada em Hebreus 11.3:
“o que se vê não foi feito do que é aparente”.
b) Deus como Criador único
O Antigo Testamento é enfático:
- Salmos 33.6 — “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus”;
- Isaías 45.12 — “Eu fiz a terra e criei nela o homem”;
- Neemias 9.6 — “Tu fizeste os céus… e tudo o que neles há”.
📌 Não há cooperação de criaturas, nem intermediários criados. Deus cria sozinho.
2. João 1.3 – Exegese grega
a) “Todas as coisas foram feitas” — πάντα δι’ αὐτοῦ ἐγένετο
- πάντα (pánta) — “todas as coisas”, sem exceção;
- δι’ αὐτοῦ (di’ autoû) — “por meio dele”, indicando agência instrumental ativa;
- ἐγένετο (egéneto) — “vieram a existir”.
📌 O verbo ginomai indica passagem do não-ser ao ser, reforçando a criação absoluta.
b) A cláusula negativa enfática
“e sem ele nada do que foi feito se fez”
- χωρὶς αὐτοῦ (chorís autoû) — “separado dele”;
- οὐδὲ ἕν (oudè hén) — “nem sequer uma coisa”.
📌 João elimina qualquer exceção possível:
- nada existe fora da ação criadora do Logos;
- o Logos não pode estar incluído na categoria do “feito”.
➡️ Se todas as coisas criadas vieram à existência por meio dele, então Ele não é criado.
3. O Verbo como Criador no Novo Testamento
João não está isolado em sua teologia:
a) Colossenses 1.16–17
“Porque nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por ele e para ele.”
- ἐν αὐτῷ — esfera da criação;
- δι’ αὐτοῦ — meio;
- εἰς αὐτόν — finalidade.
Cristo é:
- causa eficiente,
- causa instrumental,
- causa final.
b) Hebreus 1.2
“por quem também fez o universo” (δι’ οὗ καὶ ἐποίησεν τοὺς αἰῶνας).
Aqui, o Filho é apresentado como:
- herdeiro de todas as coisas;
- criador dos “séculos” (tempo e espaço).
📌 O Criador é maior que a criação.
4. Implicações cristológicas
- Se Jesus cria, Ele é Deus — pois criar é obra exclusiva do Senhor.
- A cristologia bíblica é elevada, não funcional apenas.
- O Logos não é mero mediador criado, mas agente divino eterno.
📖 Isaías 44.24:
“Eu, o Senhor, fiz todas as coisas, estendi os céus sozinho”.
➡️ João afirma que isso ocorreu por meio do Verbo, logo, o Verbo participa plenamente da identidade divina.
5. Implicações teológicas e pastorais
- O universo não é fruto do acaso, mas da vontade consciente de Cristo.
- Aquele que sustenta a criação é o mesmo que sustenta a Igreja.
- O Salvador é também o Criador: sua autoridade é total.
📖 Colossenses 1.17:
“nele tudo subsiste”.
APLICAÇÃO PESSOAL
- A fé cristã repousa sobre um Cristo soberano sobre toda a realidade.
- Nenhuma área da vida está fora do senhorio do Criador.
- Confiamos naquele que fez o universo para cuidar de nós.
- A adoração cristã é cósmica: adoramos o Criador encarnado.
👉 Se Ele criou tudo, pode restaurar tudo.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO CRIADOR
Aspecto
Texto
Termo Original
Ensinamento
Criação
Gn 1.1
bārā’
Ação exclusiva de Deus
Origem
Hb 11.3
ek mē phainomenōn
Ex nihilo
Agência
Jo 1.3
di’ autoû
O Verbo como agente
Totalidade
Jo 1.3
pánta
Nada excluído
Continuidade
Cl 1.17
synéstēken
Sustentação contínua
Autoridade
Hb 1.2
epoíēsen
Criador do universo
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas estava no princípio —
Ele foi o agente pelo qual o princípio veio a existir.
Criador eterno, Senhor do tempo e da matéria,
Jesus Cristo é Deus que cria, sustenta e governa todas as coisas.
Negar Cristo como Criador é negar a própria estrutura da fé bíblica.
II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1.3)
João não apenas afirma a eternidade e a divindade do Verbo; ele declara explicitamente que o Logos é o agente ativo da criação. Esta afirmação insere Jesus Cristo no âmbito exclusivo das obras de Deus, pois, biblicamente, criar é prerrogativa divina.
1. A criação no Antigo Testamento: בָּרָא (bārā’)
a) O significado teológico de bārā’
Em Gênesis 1.1, o verbo hebraico בָּרָא (bārā’) é usado:
“No princípio criou Deus (בָּרָא אֱלֹהִים) os céus e a terra.”
Características do termo:
- Usado exclusivamente com Deus como sujeito;
- Indica uma ação soberana, livre e absoluta;
- Não descreve moldagem de matéria pré-existente, mas originação.
📌 A doutrina clássica da criação ex nihilo (“do nada”) é confirmada em Hebreus 11.3:
“o que se vê não foi feito do que é aparente”.
b) Deus como Criador único
O Antigo Testamento é enfático:
- Salmos 33.6 — “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus”;
- Isaías 45.12 — “Eu fiz a terra e criei nela o homem”;
- Neemias 9.6 — “Tu fizeste os céus… e tudo o que neles há”.
📌 Não há cooperação de criaturas, nem intermediários criados. Deus cria sozinho.
2. João 1.3 – Exegese grega
a) “Todas as coisas foram feitas” — πάντα δι’ αὐτοῦ ἐγένετο
- πάντα (pánta) — “todas as coisas”, sem exceção;
- δι’ αὐτοῦ (di’ autoû) — “por meio dele”, indicando agência instrumental ativa;
- ἐγένετο (egéneto) — “vieram a existir”.
📌 O verbo ginomai indica passagem do não-ser ao ser, reforçando a criação absoluta.
b) A cláusula negativa enfática
“e sem ele nada do que foi feito se fez”
- χωρὶς αὐτοῦ (chorís autoû) — “separado dele”;
- οὐδὲ ἕν (oudè hén) — “nem sequer uma coisa”.
📌 João elimina qualquer exceção possível:
- nada existe fora da ação criadora do Logos;
- o Logos não pode estar incluído na categoria do “feito”.
➡️ Se todas as coisas criadas vieram à existência por meio dele, então Ele não é criado.
3. O Verbo como Criador no Novo Testamento
João não está isolado em sua teologia:
a) Colossenses 1.16–17
“Porque nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por ele e para ele.”
- ἐν αὐτῷ — esfera da criação;
- δι’ αὐτοῦ — meio;
- εἰς αὐτόν — finalidade.
Cristo é:
- causa eficiente,
- causa instrumental,
- causa final.
b) Hebreus 1.2
“por quem também fez o universo” (δι’ οὗ καὶ ἐποίησεν τοὺς αἰῶνας).
Aqui, o Filho é apresentado como:
- herdeiro de todas as coisas;
- criador dos “séculos” (tempo e espaço).
📌 O Criador é maior que a criação.
4. Implicações cristológicas
- Se Jesus cria, Ele é Deus — pois criar é obra exclusiva do Senhor.
- A cristologia bíblica é elevada, não funcional apenas.
- O Logos não é mero mediador criado, mas agente divino eterno.
📖 Isaías 44.24:
“Eu, o Senhor, fiz todas as coisas, estendi os céus sozinho”.
➡️ João afirma que isso ocorreu por meio do Verbo, logo, o Verbo participa plenamente da identidade divina.
5. Implicações teológicas e pastorais
- O universo não é fruto do acaso, mas da vontade consciente de Cristo.
- Aquele que sustenta a criação é o mesmo que sustenta a Igreja.
- O Salvador é também o Criador: sua autoridade é total.
📖 Colossenses 1.17:
“nele tudo subsiste”.
APLICAÇÃO PESSOAL
- A fé cristã repousa sobre um Cristo soberano sobre toda a realidade.
- Nenhuma área da vida está fora do senhorio do Criador.
- Confiamos naquele que fez o universo para cuidar de nós.
- A adoração cristã é cósmica: adoramos o Criador encarnado.
👉 Se Ele criou tudo, pode restaurar tudo.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO CRIADOR
Aspecto | Texto | Termo Original | Ensinamento |
Criação | Gn 1.1 | bārā’ | Ação exclusiva de Deus |
Origem | Hb 11.3 | ek mē phainomenōn | Ex nihilo |
Agência | Jo 1.3 | di’ autoû | O Verbo como agente |
Totalidade | Jo 1.3 | pánta | Nada excluído |
Continuidade | Cl 1.17 | synéstēken | Sustentação contínua |
Autoridade | Hb 1.2 | epoíēsen | Criador do universo |
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas estava no princípio —
Ele foi o agente pelo qual o princípio veio a existir.
Criador eterno, Senhor do tempo e da matéria,
Jesus Cristo é Deus que cria, sustenta e governa todas as coisas.
Negar Cristo como Criador é negar a própria estrutura da fé bíblica.
2- A fonte da vida. O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1 Jo 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II – O VERBO COMO CRIADOR
2. A fonte da vida
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (João 1.4)
Após afirmar que o Verbo é o agente da criação, João avança para uma declaração ainda mais profunda: a vida não apenas foi criada por Ele, mas existe n’Ele. O evangelista desloca o foco do ato criador para a fonte ontológica da vida.
1. Exegese de João 1.4
a) “Nele estava a vida” — ἐν αὐτῷ ζωὴ ἦν
- ἐν αὐτῷ (en autô) — “nele”, indicando localização ontológica, não apenas funcional;
- ζωὴ (zōē) — vida em sentido pleno, qualitativo e eterno;
- ἦν (ēn) — imperfeito do verbo eimi (ser/estar), indicando existência contínua.
📌 João não diz que a vida veio ao Verbo, mas que sempre esteve n’Ele.
b) O termo grego ζωὴ (zōē)
No Novo Testamento, há dois principais termos para “vida”:
- βίος (bíos) — vida biológica, subsistência;
- ζωὴ (zōē) — vida plena, divina, eterna.
João usa zōē:
- para a vida eterna (Jo 3.16);
- para a vida espiritual (Jo 10.10);
- para a vida que vence a morte (Jo 11.25).
➡️ Assim, o Verbo é a fonte:
- da vida física (criação),
- da vida espiritual (novo nascimento),
- da vida eterna (salvação).
2. Autossuficiência divina do Verbo
a) Vida em si mesmo
Jesus afirma explicitamente:
“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo.” (Jo 5.26)
A expressão “vida em si mesmo” aponta para:
- aseidade (do latim a se = “de si mesmo”);
- independência absoluta;
- existência não derivada.
📖 Atos 17.25:
“Deus não é servido por mãos humanas, como que necessitando de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida”.
➡️ O Filho compartilha dessa mesma propriedade divina.
b) Igualdade de essência com o Pai
João 5.26 não ensina inferioridade do Filho, mas comunicação eterna da essência dentro da Trindade. O Pai não “criou” a vida no Filho no tempo, mas a comunica eternamente.
📌 Isso confirma:
- João 1.1 — o Verbo era Deus;
- João 10.30 — “Eu e o Pai somos um”;
- João 14.9 — quem vê o Filho vê o Pai.
3. Cristo como fonte da vida eterna
O apóstolo João retoma essa verdade em sua primeira epístola:
“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho.” (1Jo 5.11)
E conclui:
“Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1Jo 5.12)
📌 A vida não é apenas algo que Cristo concede; é algo que Ele é.
4. Implicações teológicas
- Cristologia elevada
Jesus não é apenas um doador de vida, mas a própria fonte da vida. - Soteriologia cristocêntrica
Não há vida eterna fora de Cristo. - Antropologia bíblica
A morte espiritual é ausência de comunhão com a Fonte da vida (Ef 2.1). - Trindade
O Filho participa plenamente dos atributos incomunicáveis de Deus.
5. Aplicação pessoal e pastoral
- Toda vida verdadeira procede de Cristo.
- A existência sem Cristo pode ser biológica, mas não plena.
- A comunhão com Jesus é comunhão com a própria vida de Deus.
- O crente vive porque está unido à Fonte eterna.
📖 João 10.10:
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
👉 Fora de Cristo há existência; em Cristo há vida.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO FONTE DA VIDA
Aspecto
Texto Bíblico
Termo Original
Ensinamento
Vida no Verbo
Jo 1.4
zōē
Vida plena e eterna
Existência contínua
Jo 1.4
ēn
Vida sempre presente
Aseidade
Jo 5.26
zōē en heautō
Vida em si mesmo
Mediação da vida
1Jo 5.11
en tō Huiō
Vida está no Filho
Exclusividade
1Jo 5.12
ouk echei
Fora de Cristo não há vida
Plenitude
Jo 10.10
perissón
Vida abundante
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas criou a vida;
Ele é a própria vida.
Eterna, autossuficiente, divina, comunicável —
a vida que vence a morte e ilumina os homens
flui exclusivamente de Jesus Cristo.
Quem se afasta do Verbo afasta-se da vida;
quem se une ao Verbo participa da eternidade.
II – O VERBO COMO CRIADOR
2. A fonte da vida
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” (João 1.4)
Após afirmar que o Verbo é o agente da criação, João avança para uma declaração ainda mais profunda: a vida não apenas foi criada por Ele, mas existe n’Ele. O evangelista desloca o foco do ato criador para a fonte ontológica da vida.
1. Exegese de João 1.4
a) “Nele estava a vida” — ἐν αὐτῷ ζωὴ ἦν
- ἐν αὐτῷ (en autô) — “nele”, indicando localização ontológica, não apenas funcional;
- ζωὴ (zōē) — vida em sentido pleno, qualitativo e eterno;
- ἦν (ēn) — imperfeito do verbo eimi (ser/estar), indicando existência contínua.
📌 João não diz que a vida veio ao Verbo, mas que sempre esteve n’Ele.
b) O termo grego ζωὴ (zōē)
No Novo Testamento, há dois principais termos para “vida”:
- βίος (bíos) — vida biológica, subsistência;
- ζωὴ (zōē) — vida plena, divina, eterna.
João usa zōē:
- para a vida eterna (Jo 3.16);
- para a vida espiritual (Jo 10.10);
- para a vida que vence a morte (Jo 11.25).
➡️ Assim, o Verbo é a fonte:
- da vida física (criação),
- da vida espiritual (novo nascimento),
- da vida eterna (salvação).
2. Autossuficiência divina do Verbo
a) Vida em si mesmo
Jesus afirma explicitamente:
“Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo.” (Jo 5.26)
A expressão “vida em si mesmo” aponta para:
- aseidade (do latim a se = “de si mesmo”);
- independência absoluta;
- existência não derivada.
📖 Atos 17.25:
“Deus não é servido por mãos humanas, como que necessitando de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida”.
➡️ O Filho compartilha dessa mesma propriedade divina.
b) Igualdade de essência com o Pai
João 5.26 não ensina inferioridade do Filho, mas comunicação eterna da essência dentro da Trindade. O Pai não “criou” a vida no Filho no tempo, mas a comunica eternamente.
📌 Isso confirma:
- João 1.1 — o Verbo era Deus;
- João 10.30 — “Eu e o Pai somos um”;
- João 14.9 — quem vê o Filho vê o Pai.
3. Cristo como fonte da vida eterna
O apóstolo João retoma essa verdade em sua primeira epístola:
“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho.” (1Jo 5.11)
E conclui:
“Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1Jo 5.12)
📌 A vida não é apenas algo que Cristo concede; é algo que Ele é.
4. Implicações teológicas
- Cristologia elevada
Jesus não é apenas um doador de vida, mas a própria fonte da vida. - Soteriologia cristocêntrica
Não há vida eterna fora de Cristo. - Antropologia bíblica
A morte espiritual é ausência de comunhão com a Fonte da vida (Ef 2.1). - Trindade
O Filho participa plenamente dos atributos incomunicáveis de Deus.
5. Aplicação pessoal e pastoral
- Toda vida verdadeira procede de Cristo.
- A existência sem Cristo pode ser biológica, mas não plena.
- A comunhão com Jesus é comunhão com a própria vida de Deus.
- O crente vive porque está unido à Fonte eterna.
📖 João 10.10:
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
👉 Fora de Cristo há existência; em Cristo há vida.
TABELA EXPOSITIVA — O VERBO COMO FONTE DA VIDA
Aspecto | Texto Bíblico | Termo Original | Ensinamento |
Vida no Verbo | Jo 1.4 | zōē | Vida plena e eterna |
Existência contínua | Jo 1.4 | ēn | Vida sempre presente |
Aseidade | Jo 5.26 | zōē en heautō | Vida em si mesmo |
Mediação da vida | 1Jo 5.11 | en tō Huiō | Vida está no Filho |
Exclusividade | 1Jo 5.12 | ouk echei | Fora de Cristo não há vida |
Plenitude | Jo 10.10 | perissón | Vida abundante |
SÍNTESE FINAL
O Verbo não apenas criou a vida;
Ele é a própria vida.
Eterna, autossuficiente, divina, comunicável —
a vida que vence a morte e ilumina os homens
flui exclusivamente de Jesus Cristo.
Quem se afasta do Verbo afasta-se da vida;
quem se une ao Verbo participa da eternidade.
3- A luz dos homens. O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandecia nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1 Jo 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 NASA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambas não pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho de Deus (Rm 13.12).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
3 – A LUZ DOS HOMENS (João 1.4b–5)
1. Exegese do texto joanino
O texto grego de João 1.4–5 afirma:
καὶ ἡ ζωὴ ἦν τὸ φῶς τῶν ἀνθρώπων· καὶ τὸ φῶς ἐν τῇ σκοτίᾳ φαίνει, καὶ ἡ σκοτία αὐτὸ οὐ κατέλαβεν.
João estabelece uma progressão teológica:
Verbo → Vida → Luz → Homens → Conflito com as Trevas.
A vida (ζωή, zōḗ) que está no Verbo não permanece abstrata; ela se manifesta como luz (phōs), isto é, revelação, verdade, santidade e salvação.
2. A metáfora bíblica da Luz
Na Escritura, luz é um atributo divino essencial:
- Gn 1.3 – A criação começa com a luz
- Sl 27.1 – “O Senhor é a minha luz”
- Is 60.1 – A luz que dissipa as trevas espirituais
- 1 Jo 1.5 – “Deus é luz, e não há nele treva alguma”
Quando João declara que “a vida era a luz dos homens”, ele identifica Jesus com o próprio caráter revelatório de Deus. Cristo não apenas comunica luz; Ele é ontologicamente a Luz (Jo 8.12).
3. Análise dos termos gregos principais
a) φῶς (phōs) – Luz
Refere-se à revelação divina que:
- Torna Deus conhecido
- Revela o pecado
- Conduz à vida eterna
Em João, phōs tem sentido moral, espiritual e salvífico, não meramente intelectual.
b) σκοτία (skotía) – Trevas
Representa:
- O estado de alienação de Deus
- O domínio do pecado
- A cegueira espiritual (Jo 3.19; Ef 4.18)
As trevas não são apenas ausência de luz, mas oposição ativa à revelação divina.
c) κατέλαβεν (katélaben) – “não a compreenderam / não a dominaram”
Este verbo é semanticamente rico e admite três campos de significado:
- Compreender intelectualmente
- Apropriar-se
- Dominar, vencer, subjugar
No contexto joanino, o sentido mais forte é “não prevaleceram contra ela” (como bem traduz a NASB).
➡️ Teologicamente, isso afirma que:
- O pecado não pode extinguir a revelação de Cristo
- Satanás não pode vencer a Luz
- A rejeição humana não anula a vitória do Filho
4. Teologia bíblica do conflito Luz × Trevas
João apresenta um dualismo ético, não metafísico:
- Luz e trevas não são forças iguais
- A luz é soberana e invencível
“As trevas jamais podem apagar a luz; apenas revelam sua necessidade.”
Cristo entra num mundo caído, mas não é afetado pela corrupção dele (Jo 1.14; Hb 7.26).
5. Cristologia e Trindade
Jesus é a Luz porque:
- Ele procede do Pai (Jo 1.18)
- Compartilha da mesma essência divina (Jo 1.1c)
- Revela plenamente o Pai (Jo 14.9)
Assim, a luz que emana do Filho é a mesma luz que é própria do Pai, uma só essência, três Pessoas (Jo 10.30; 17.5).
6. Aplicação pessoal e pastoral
- A neutralidade é impossível
Quem não anda na luz, anda nas trevas (Jo 3.19–21). - A luz confronta antes de consolar
Ela revela o pecado para libertar, não para condenar (Jo 8.12). - O crente é chamado a refletir a luz
“Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14), não como fonte, mas como reflexo.
- As trevas atuais não anulam a vitória de Cristo
Crises morais, espirituais e culturais não significam derrota do Evangelho.
Tabela Expositiva – João 1.4–5
Elemento
Termo Bíblico
Significado Teológico
Referências
Vida
ζωή (zōḗ)
Vida eterna, autossuficiente
Jo 5.26; 1 Jo 5.11
Luz
φῶς (phōs)
Revelação divina e salvação
Jo 8.12; 1 Jo 1.5
Trevas
σκοτία (skotía)
Pecado, cegueira espiritual
Jo 3.19; Ef 4.18
Conflito
κατέλαβεν (katélaben)
Não dominaram / não venceram
Rm 13.12; Cl 2.15
Vitória
Luz invencível
Supremacia de Cristo
Ap 5.5; Jo 16.33
Conclusão Teológica
João ensina que a vida que está no Verbo manifesta-se como luz salvadora, e essa luz é invencível. Cristo é a revelação final de Deus, o Redentor que ilumina os homens e derrota definitivamente as trevas do pecado.
Onde Cristo reina, as trevas não têm a última palavra.
3 – A LUZ DOS HOMENS (João 1.4b–5)
1. Exegese do texto joanino
O texto grego de João 1.4–5 afirma:
καὶ ἡ ζωὴ ἦν τὸ φῶς τῶν ἀνθρώπων· καὶ τὸ φῶς ἐν τῇ σκοτίᾳ φαίνει, καὶ ἡ σκοτία αὐτὸ οὐ κατέλαβεν.
João estabelece uma progressão teológica:
Verbo → Vida → Luz → Homens → Conflito com as Trevas.
A vida (ζωή, zōḗ) que está no Verbo não permanece abstrata; ela se manifesta como luz (phōs), isto é, revelação, verdade, santidade e salvação.
2. A metáfora bíblica da Luz
Na Escritura, luz é um atributo divino essencial:
- Gn 1.3 – A criação começa com a luz
- Sl 27.1 – “O Senhor é a minha luz”
- Is 60.1 – A luz que dissipa as trevas espirituais
- 1 Jo 1.5 – “Deus é luz, e não há nele treva alguma”
Quando João declara que “a vida era a luz dos homens”, ele identifica Jesus com o próprio caráter revelatório de Deus. Cristo não apenas comunica luz; Ele é ontologicamente a Luz (Jo 8.12).
3. Análise dos termos gregos principais
a) φῶς (phōs) – Luz
Refere-se à revelação divina que:
- Torna Deus conhecido
- Revela o pecado
- Conduz à vida eterna
Em João, phōs tem sentido moral, espiritual e salvífico, não meramente intelectual.
b) σκοτία (skotía) – Trevas
Representa:
- O estado de alienação de Deus
- O domínio do pecado
- A cegueira espiritual (Jo 3.19; Ef 4.18)
As trevas não são apenas ausência de luz, mas oposição ativa à revelação divina.
c) κατέλαβεν (katélaben) – “não a compreenderam / não a dominaram”
Este verbo é semanticamente rico e admite três campos de significado:
- Compreender intelectualmente
- Apropriar-se
- Dominar, vencer, subjugar
No contexto joanino, o sentido mais forte é “não prevaleceram contra ela” (como bem traduz a NASB).
➡️ Teologicamente, isso afirma que:
- O pecado não pode extinguir a revelação de Cristo
- Satanás não pode vencer a Luz
- A rejeição humana não anula a vitória do Filho
4. Teologia bíblica do conflito Luz × Trevas
João apresenta um dualismo ético, não metafísico:
- Luz e trevas não são forças iguais
- A luz é soberana e invencível
“As trevas jamais podem apagar a luz; apenas revelam sua necessidade.”
Cristo entra num mundo caído, mas não é afetado pela corrupção dele (Jo 1.14; Hb 7.26).
5. Cristologia e Trindade
Jesus é a Luz porque:
- Ele procede do Pai (Jo 1.18)
- Compartilha da mesma essência divina (Jo 1.1c)
- Revela plenamente o Pai (Jo 14.9)
Assim, a luz que emana do Filho é a mesma luz que é própria do Pai, uma só essência, três Pessoas (Jo 10.30; 17.5).
6. Aplicação pessoal e pastoral
- A neutralidade é impossível
Quem não anda na luz, anda nas trevas (Jo 3.19–21). - A luz confronta antes de consolar
Ela revela o pecado para libertar, não para condenar (Jo 8.12). - O crente é chamado a refletir a luz
“Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14), não como fonte, mas como reflexo.
- As trevas atuais não anulam a vitória de Cristo
Crises morais, espirituais e culturais não significam derrota do Evangelho.
Tabela Expositiva – João 1.4–5
Elemento | Termo Bíblico | Significado Teológico | Referências |
Vida | ζωή (zōḗ) | Vida eterna, autossuficiente | Jo 5.26; 1 Jo 5.11 |
Luz | φῶς (phōs) | Revelação divina e salvação | Jo 8.12; 1 Jo 1.5 |
Trevas | σκοτία (skotía) | Pecado, cegueira espiritual | Jo 3.19; Ef 4.18 |
Conflito | κατέλαβεν (katélaben) | Não dominaram / não venceram | Rm 13.12; Cl 2.15 |
Vitória | Luz invencível | Supremacia de Cristo | Ap 5.5; Jo 16.33 |
Conclusão Teológica
João ensina que a vida que está no Verbo manifesta-se como luz salvadora, e essa luz é invencível. Cristo é a revelação final de Deus, o Redentor que ilumina os homens e derrota definitivamente as trevas do pecado.
Onde Cristo reina, as trevas não têm a última palavra.
SINOPSE II
Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS.
(1) A vida’ (gr. zöě) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é descrito como o Pão da Vida (Jo 6.35, 48) e a Água da Vida (Jo 4.10-11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é a vida’ (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo (cf. Jo 14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phós) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João, mais do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de Jesus é a luz para todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a Deus e aos seus planos para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A verdade, a natureza e o poder de Deus foram manifestados em Cristo e estão disponíveis a todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35-36, 46). Em Jesus também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1 Jo 1.7)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
III- O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1- A encarnação do Verbo. João também apresenta o Verbo como o supremo meio de auto revelação do Pai: “o Verbo” se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Cl 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1.23) a plena revelação do Pai (Hb 1.1).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1 – A ENCARNAÇÃO DO VERBO (João 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14)
Este versículo constitui o clímax do prólogo joanino. Após afirmar a eternidade, divindade e atividade criadora do Verbo (Jo 1.1–3), João declara agora o evento central da fé cristã: a encarnação.
1. Exegese do texto grego
O texto original diz:
Καὶ ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο καὶ ἐσκήνωσεν ἐν ἡμῖν…
a) σὰρξ ἐγένετο (sarx egeneto) – “se fez carne”
O verbo ἐγένετο (egeneto) indica tornar-se, não mera aparência. João rejeita qualquer forma de docetismo (a ideia de que Cristo apenas parecia humano).
- σὰρξ (sarx) enfatiza a realidade plena da humanidade, incluindo fragilidade, sofrimento e limitação física.
- Não significa corrupção moral, mas condição humana real (Rm 8.3).
➡️ O Verbo assumiu a natureza humana sem abandonar a natureza divina (Fp 2.6-8).
b) ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”
O verbo vem de σκηνή (skēnḗ), “tenda” ou “tabernáculo”. Literalmente: “armou a sua tenda entre nós”.
Essa escolha vocabular não é casual; João evoca deliberadamente:
- Êxodo 25.8 – “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles”
- Êxodo 40.34-35 – A glória do Senhor enchendo o tabernáculo
➡️ Assim como Deus habitou no tabernáculo no deserto, agora Ele habita definitivamente em Cristo.
c) ἐθεασάμεθα τὴν δόξαν αὐτοῦ – “vimos a sua glória”
- δόξα (dóxa) refere-se à manifestação visível da presença divina
- No AT, a glória era velada (Êx 33.20)
- Em Cristo, ela é revelada de modo acessível e redentor
Essa glória é percebida:
- Em seus milagres (Jo 2.11)
- Em seu caráter (Jo 13.31)
- Supremamente na cruz e ressurreição (Jo 12.23)
2. Teologia da Encarnação
A encarnação é o ápice da revelação progressiva:
- Deus falou por meio dos profetas (Hb 1.1)
- Agora fala no Filho (Hb 1.2)
Cristo não é apenas um mensageiro; Ele é a mensagem encarnada.
Em Jesus, Deus não apenas falou — Deus veio.
3. União Hipostática
João 1.14 ensina a doutrina da união hipostática:
- Uma Pessoa (o Filho)
- Duas naturezas (divina e humana)
- Sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação
Base bíblica:
- Cl 2.9 – “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”
- Fp 2.6-8 – Esvaziamento funcional, não ontológico
- 1 Tm 3.16 – “Deus se manifestou em carne”
4. Cristo como a plena revelação do Pai
Jesus é:
- Emanuel – Deus conosco (Mt 1.23)
- A imagem exata do Pai (Hb 1.3)
- O exegētēs do Pai (Jo 1.18) – aquele que O explica plenamente
Quem vê o Filho, vê o Pai (Jo 14.9).
5. Aplicação pessoal e pastoral
- Deus não é distante
A encarnação revela um Deus que entra na história humana, conhece a dor, o sofrimento e a tentação (Hb 4.15). - A fé cristã é histórica e concreta
Não se baseia em ideias abstratas, mas em um evento real: Deus feito homem. - O corpo importa
A encarnação dignifica o corpo humano e fundamenta a esperança da ressurreição. - A revelação exige resposta
Ver a glória de Cristo implica crer, obedecer e segui-lo (Jo 1.12).
Tabela Expositiva – João 1.14
Elemento
Termo Bíblico
Significado Teológico
Referências
Verbo
λόγος (lógos)
Filho eterno de Deus
Jo 1.1; Cl 1.15
Encarnação
σὰρξ ἐγένετο
Humanidade real de Cristo
Rm 8.3; Fp 2.7
Habitação
ἐσκήνωσεν
Deus presente entre os homens
Êx 25.8; Ap 21.3
Glória
δόξα (dóxa)
Presença divina revelada
Jo 2.11; 12.23
Revelação
Emanuel
Deus conosco
Mt 1.23; Hb 1.2
Conclusão Teológica
A encarnação é o ato máximo da auto-revelação divina. O Verbo eterno entrou na história, assumiu carne, habitou entre os homens e revelou plenamente o Pai. Em Cristo, Deus não é apenas conhecido — Ele é visto, ouvido e tocado (1 Jo 1.1-3).
Quem deseja conhecer a Deus precisa olhar para Jesus.
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1 – A ENCARNAÇÃO DO VERBO (João 1.14)
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14)
Este versículo constitui o clímax do prólogo joanino. Após afirmar a eternidade, divindade e atividade criadora do Verbo (Jo 1.1–3), João declara agora o evento central da fé cristã: a encarnação.
1. Exegese do texto grego
O texto original diz:
Καὶ ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο καὶ ἐσκήνωσεν ἐν ἡμῖν…
a) σὰρξ ἐγένετο (sarx egeneto) – “se fez carne”
O verbo ἐγένετο (egeneto) indica tornar-se, não mera aparência. João rejeita qualquer forma de docetismo (a ideia de que Cristo apenas parecia humano).
- σὰρξ (sarx) enfatiza a realidade plena da humanidade, incluindo fragilidade, sofrimento e limitação física.
- Não significa corrupção moral, mas condição humana real (Rm 8.3).
➡️ O Verbo assumiu a natureza humana sem abandonar a natureza divina (Fp 2.6-8).
b) ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – “habitou”
O verbo vem de σκηνή (skēnḗ), “tenda” ou “tabernáculo”. Literalmente: “armou a sua tenda entre nós”.
Essa escolha vocabular não é casual; João evoca deliberadamente:
- Êxodo 25.8 – “E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles”
- Êxodo 40.34-35 – A glória do Senhor enchendo o tabernáculo
➡️ Assim como Deus habitou no tabernáculo no deserto, agora Ele habita definitivamente em Cristo.
c) ἐθεασάμεθα τὴν δόξαν αὐτοῦ – “vimos a sua glória”
- δόξα (dóxa) refere-se à manifestação visível da presença divina
- No AT, a glória era velada (Êx 33.20)
- Em Cristo, ela é revelada de modo acessível e redentor
Essa glória é percebida:
- Em seus milagres (Jo 2.11)
- Em seu caráter (Jo 13.31)
- Supremamente na cruz e ressurreição (Jo 12.23)
2. Teologia da Encarnação
A encarnação é o ápice da revelação progressiva:
- Deus falou por meio dos profetas (Hb 1.1)
- Agora fala no Filho (Hb 1.2)
Cristo não é apenas um mensageiro; Ele é a mensagem encarnada.
Em Jesus, Deus não apenas falou — Deus veio.
3. União Hipostática
João 1.14 ensina a doutrina da união hipostática:
- Uma Pessoa (o Filho)
- Duas naturezas (divina e humana)
- Sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação
Base bíblica:
- Cl 2.9 – “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”
- Fp 2.6-8 – Esvaziamento funcional, não ontológico
- 1 Tm 3.16 – “Deus se manifestou em carne”
4. Cristo como a plena revelação do Pai
Jesus é:
- Emanuel – Deus conosco (Mt 1.23)
- A imagem exata do Pai (Hb 1.3)
- O exegētēs do Pai (Jo 1.18) – aquele que O explica plenamente
Quem vê o Filho, vê o Pai (Jo 14.9).
5. Aplicação pessoal e pastoral
- Deus não é distante
A encarnação revela um Deus que entra na história humana, conhece a dor, o sofrimento e a tentação (Hb 4.15). - A fé cristã é histórica e concreta
Não se baseia em ideias abstratas, mas em um evento real: Deus feito homem. - O corpo importa
A encarnação dignifica o corpo humano e fundamenta a esperança da ressurreição. - A revelação exige resposta
Ver a glória de Cristo implica crer, obedecer e segui-lo (Jo 1.12).
Tabela Expositiva – João 1.14
Elemento | Termo Bíblico | Significado Teológico | Referências |
Verbo | λόγος (lógos) | Filho eterno de Deus | Jo 1.1; Cl 1.15 |
Encarnação | σὰρξ ἐγένετο | Humanidade real de Cristo | Rm 8.3; Fp 2.7 |
Habitação | ἐσκήνωσεν | Deus presente entre os homens | Êx 25.8; Ap 21.3 |
Glória | δόξα (dóxa) | Presença divina revelada | Jo 2.11; 12.23 |
Revelação | Emanuel | Deus conosco | Mt 1.23; Hb 1.2 |
Conclusão Teológica
A encarnação é o ato máximo da auto-revelação divina. O Verbo eterno entrou na história, assumiu carne, habitou entre os homens e revelou plenamente o Pai. Em Cristo, Deus não é apenas conhecido — Ele é visto, ouvido e tocado (1 Jo 1.1-3).
Quem deseja conhecer a Deus precisa olhar para Jesus.
2- A plenitude da graça e da verdade. João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. doxa) remete ao conceito da shekinah – a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (Jo 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
2 – A PLENITUDE DA GRAÇA E DA VERDADE (João 1.14b)
“…vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14b)
Esta declaração de João não é apenas descritiva, mas confessional. O apóstolo testemunha que a glória contemplada em Jesus não era simbólica ou transitória, mas a manifestação plena da presença divina na pessoa do Filho encarnado.
1. A glória do Unigênito
a) δόξα (dóxa) e o conceito da Shekinah
A palavra δόξα (dóxa) no NT carrega o pano de fundo hebraico de כָּבוֹד (kavôd), que significa “peso”, “majestade”, “presença manifesta”.
No Antigo Testamento:
- A glória de Deus descia sobre o tabernáculo (Êx 40.34–35)
- Manifestava-se de forma velada e temporária
- O povo não podia contemplá-la plenamente (Êx 33.20)
Em Cristo:
- A glória não desce sobre um lugar, habita em uma Pessoa
- Não está mais escondida atrás de véus (2 Co 3.16–18)
- É acessível, visível e redentora (Jo 2.11)
➡️ Jesus é a Shekinah viva, a presença gloriosa de Deus em forma humana.
b) μονογενοῦς παρὰ πατρός (monogenous para patros)
O termo μονογενής (monogenḗs) não significa “criado”, mas único em natureza, singular em essência.
- Denota filiação eterna
- Expressa relação exclusiva e incomparável com o Pai
- Afirma a igualdade ontológica entre Pai e Filho (Jo 5.18)
➡️ A glória vista em Cristo é a mesma glória que Ele possuía junto ao Pai antes da fundação do mundo (Jo 17.5).
2. “Cheio de graça e de verdade”
a) πλήρης χάριτος καὶ ἀληθείας (plḗrēs cháritos kai alētheías)
O termo πλήρης (plḗrēs) indica plenitude absoluta, sem falta ou limitação.
Cristo não possui graça e verdade de forma parcial:
- Ele é a fonte
- Ele é a expressão máxima
- Ele é a encarnação viva dessas realidades
b) Graça – χάρις (cháris)
No contexto bíblico, χάρις é:
- Favor imerecido
- Ação soberana de Deus em favor do pecador
- Iniciativa divina na salvação
Cristo:
- Não apenas concede graça
- Personifica a graça (Ef 2.8; Tt 2.11)
- É a mediação viva entre Deus e os homens (Jo 1.16)
c) Verdade – ἀλήθεια (alētheía)
O termo significa:
- Aquilo que não está oculto
- Realidade revelada
- Fidelidade absoluta
Jesus:
- Não apenas fala a verdade
- É a Verdade (Jo 14.6)
- Revela a realidade última sobre Deus, o homem e a salvação
3. Graça e verdade versus a Lei
João estabelece um contraste teológico em João 1.17:
“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Esse contraste não é de oposição, mas de cumprimento:
- A Lei revelou o pecado
- Cristo revelou o Salvador
- A Lei apontou
- Cristo realizou
➡️ A Lei preparou o caminho; Cristo é o caminho.
4. Aplicações pessoais e pastorais
- A glória de Deus agora é acessível
Não está restrita a templos ou rituais, mas revelada em Cristo. - A graça é abundante e contínua
João 1.16 afirma: “graça sobre graça” — provisão incessante para o crente. - A verdade não é relativa
Ela está personificada em Cristo, não em sistemas humanos. - Vida cristã equilibrada
Graça sem verdade gera permissividade; verdade sem graça gera legalismo. Em Cristo, ambas coexistem perfeitamente.
Tabela Expositiva – Graça e Verdade em Cristo
Elemento
Termo Bíblico
Significado Teológico
Referências
Glória
δόξα (dóxa)
Presença manifesta de Deus
Êx 40.34; Jo 2.11
Unigênito
μονογενής
Filho eterno e único em essência
Jo 1.18; Hb 1.3
Plenitude
πλήρης
Totalidade sem falta
Cl 1.19
Graça
χάρις
Favor imerecido e salvador
Ef 2.8; Tt 2.11
Verdade
ἀλήθεια
Revelação plena e fiel
Jo 14.6
Conclusão Teológica
Em Jesus Cristo, a glória de Deus não apenas se manifestou — ela se revelou em plenitude. A graça que salva e a verdade que liberta não são conceitos abstratos, mas realidades encarnadas na pessoa do Filho eterno. Ver Cristo é contemplar a glória do Pai; receber Cristo é experimentar a graça que transforma e a verdade que redime.
Onde Cristo está, a glória se manifesta, a graça flui e a verdade permanece.
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
2 – A PLENITUDE DA GRAÇA E DA VERDADE (João 1.14b)
“…vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14b)
Esta declaração de João não é apenas descritiva, mas confessional. O apóstolo testemunha que a glória contemplada em Jesus não era simbólica ou transitória, mas a manifestação plena da presença divina na pessoa do Filho encarnado.
1. A glória do Unigênito
a) δόξα (dóxa) e o conceito da Shekinah
A palavra δόξα (dóxa) no NT carrega o pano de fundo hebraico de כָּבוֹד (kavôd), que significa “peso”, “majestade”, “presença manifesta”.
No Antigo Testamento:
- A glória de Deus descia sobre o tabernáculo (Êx 40.34–35)
- Manifestava-se de forma velada e temporária
- O povo não podia contemplá-la plenamente (Êx 33.20)
Em Cristo:
- A glória não desce sobre um lugar, habita em uma Pessoa
- Não está mais escondida atrás de véus (2 Co 3.16–18)
- É acessível, visível e redentora (Jo 2.11)
➡️ Jesus é a Shekinah viva, a presença gloriosa de Deus em forma humana.
b) μονογενοῦς παρὰ πατρός (monogenous para patros)
O termo μονογενής (monogenḗs) não significa “criado”, mas único em natureza, singular em essência.
- Denota filiação eterna
- Expressa relação exclusiva e incomparável com o Pai
- Afirma a igualdade ontológica entre Pai e Filho (Jo 5.18)
➡️ A glória vista em Cristo é a mesma glória que Ele possuía junto ao Pai antes da fundação do mundo (Jo 17.5).
2. “Cheio de graça e de verdade”
a) πλήρης χάριτος καὶ ἀληθείας (plḗrēs cháritos kai alētheías)
O termo πλήρης (plḗrēs) indica plenitude absoluta, sem falta ou limitação.
Cristo não possui graça e verdade de forma parcial:
- Ele é a fonte
- Ele é a expressão máxima
- Ele é a encarnação viva dessas realidades
b) Graça – χάρις (cháris)
No contexto bíblico, χάρις é:
- Favor imerecido
- Ação soberana de Deus em favor do pecador
- Iniciativa divina na salvação
Cristo:
- Não apenas concede graça
- Personifica a graça (Ef 2.8; Tt 2.11)
- É a mediação viva entre Deus e os homens (Jo 1.16)
c) Verdade – ἀλήθεια (alētheía)
O termo significa:
- Aquilo que não está oculto
- Realidade revelada
- Fidelidade absoluta
Jesus:
- Não apenas fala a verdade
- É a Verdade (Jo 14.6)
- Revela a realidade última sobre Deus, o homem e a salvação
3. Graça e verdade versus a Lei
João estabelece um contraste teológico em João 1.17:
“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”
Esse contraste não é de oposição, mas de cumprimento:
- A Lei revelou o pecado
- Cristo revelou o Salvador
- A Lei apontou
- Cristo realizou
➡️ A Lei preparou o caminho; Cristo é o caminho.
4. Aplicações pessoais e pastorais
- A glória de Deus agora é acessível
Não está restrita a templos ou rituais, mas revelada em Cristo. - A graça é abundante e contínua
João 1.16 afirma: “graça sobre graça” — provisão incessante para o crente. - A verdade não é relativa
Ela está personificada em Cristo, não em sistemas humanos. - Vida cristã equilibrada
Graça sem verdade gera permissividade; verdade sem graça gera legalismo. Em Cristo, ambas coexistem perfeitamente.
Tabela Expositiva – Graça e Verdade em Cristo
Elemento | Termo Bíblico | Significado Teológico | Referências |
Glória | δόξα (dóxa) | Presença manifesta de Deus | Êx 40.34; Jo 2.11 |
Unigênito | μονογενής | Filho eterno e único em essência | Jo 1.18; Hb 1.3 |
Plenitude | πλήρης | Totalidade sem falta | Cl 1.19 |
Graça | χάρις | Favor imerecido e salvador | Ef 2.8; Tt 2.11 |
Verdade | ἀλήθεια | Revelação plena e fiel | Jo 14.6 |
Conclusão Teológica
Em Jesus Cristo, a glória de Deus não apenas se manifestou — ela se revelou em plenitude. A graça que salva e a verdade que liberta não são conceitos abstratos, mas realidades encarnadas na pessoa do Filho eterno. Ver Cristo é contemplar a glória do Pai; receber Cristo é experimentar a graça que transforma e a verdade que redime.
Onde Cristo está, a glória se manifesta, a graça flui e a verdade permanece.
3- O revelador do Deus invisível. No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; 1 Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenes theos) significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo – o Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a auto revelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
3 – O REVELADOR DO DEUS INVISÍVEL (João 1.18)
“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.” (Jo 1.18)
João encerra o prólogo do seu Evangelho com uma das declarações mais elevadas da cristologia bíblica. O versículo 18 funciona como o cume teológico do “Hino ao Logos”, afirmando que tudo o que pode ser conhecido de Deus encontra sua revelação plena, definitiva e suficiente na pessoa de Jesus Cristo.
1. A invisibilidade e inacessibilidade de Deus
a) “Deus nunca foi visto por alguém”
O texto grego inicia com uma afirmação categórica:
Θεὸν οὐδεὶς ἑώρακεν πώποτε
(Theon oudeis heōraken pōpote)
- οὐδεὶς (oudeis) – ninguém, absolutamente ninguém
- ἑώρακεν (heōraken) – viu plenamente, com percepção total
- πώποτε (pōpote) – em tempo algum, jamais
Essa afirmação ecoa o ensino veterotestamentário:
- Moisés não pôde ver a face de Deus (Êx 33.20)
- Deus habita em luz inacessível (1 Tm 6.16)
- Ele é espírito e invisível (Cl 1.15)
➡️ João não nega as teofanias do AT, mas afirma que nenhuma delas revelou Deus em sua essência plena.
2. O Filho unigênito como revelação perfeita
a) μονογενὴς θεός (monogenḗs Theós)
Esta é uma das expressões mais profundas e debatidas do Novo Testamento. O texto mais antigo e melhor atestado afirma:
“o Deus unigênito”
- μονογενής (monogenḗs) – único em essência, singular, incomparável
- θεός (Theós) – Deus verdadeiro
Essa construção:
- Não sugere geração no tempo
- Não indica inferioridade
- Afirma divindade plena e eterna
Ela se harmoniza com:
- João 1.1 – “o Verbo era Deus”
- João 20.28 – “Meu Senhor e meu Deus”
- Hebreus 1.3 – “a expressa imagem do seu ser”
➡️ Cristo não é um reflexo distante de Deus, mas Deus revelado.
b) ὁ ὢν εἰς τὸν κόλπον τοῦ πατρός
(ho ōn eis ton kólpon tou patrós)
Traduzido como:
“que está no seio do Pai”
- ὁ ὢν (ho ōn) – aquele que está continuamente
- κόλπος (kólpos) – peito, íntimo, lugar de profunda comunhão
Essa expressão indica:
- Comunhão eterna
- Intimidade absoluta
- Unidade relacional e ontológica
➡️ O Filho não apenas veio do Pai; Ele permanece no Pai, em perfeita comunhão trinitária.
3. O Filho como exegeta do Pai
a) ἐξηγήσατο (exēgḗsato) – “o fez conhecer”
Este verbo é de onde vem a palavra exegese.
Significa:
- Explicar plenamente
- Tornar claro
- Revelar de modo definitivo
Cristo:
- Não revelou parte de Deus
- Não revelou uma ideia de Deus
- Revelou Deus em sua totalidade revelável
Por isso Jesus declara:
“Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9)
➡️ Fora de Cristo, toda tentativa de conhecer Deus é parcial, especulativa ou falha.
4. Implicações teológicas centrais
- Cristologia elevada
Jesus não é apenas mensageiro, mas a própria mensagem. - Revelação final e suficiente
Não há revelação mais alta que Cristo (Hb 1.1–2). - Trindade afirmada
Distinção de Pessoas, unidade de essência (homoousios). - Soteriologia sólida
Somente quem conhece o Filho conhece o Pai (Jo 17.3).
5. Aplicações pessoais e pastorais
- Não se conhece Deus por experiências místicas isoladas, mas por Cristo.
- Espiritualidade sem cristologia é engano.
- Quanto mais conhecemos Cristo, mais conhecemos o Pai.
- A Igreja é chamada a anunciar Cristo como revelação final de Deus, não apenas valores ou moralidade.
Tabela Expositiva – João 1.18
Elemento
Termo Grego
Significado Teológico
Referências
Invisibilidade de Deus
οὐδεὶς ἑώρακεν
Deus não pode ser visto em essência
Êx 33.20; 1 Tm 6.16
Unigênito
μονογενής
Único em essência, eterno
Jo 3.16; Hb 1.3
Deus unigênito
μονογενὴς θεός
Plena divindade do Filho
Jo 1.1; Cl 2.9
Comunhão eterna
κόλπος
Intimidade intratrinitária
Jo 17.5
Revelar
ἐξηγήσατο
Revelação plena e definitiva
Jo 14.9
Conclusão Teológica
João encerra seu prólogo afirmando que tudo o que pode ser conhecido de Deus foi revelado em Jesus Cristo. O Deus invisível tornou-se visível; o eterno entrou na história; o insondável se fez conhecido. Cristo é o exegeta perfeito do Pai, a revelação final, viva e suficiente de Deus à humanidade.
Conhecer a Deus é conhecer a Cristo. Fora d’Ele, há apenas sombras; n’Ele, a plena luz da revelação.
III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
3 – O REVELADOR DO DEUS INVISÍVEL (João 1.18)
“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.” (Jo 1.18)
João encerra o prólogo do seu Evangelho com uma das declarações mais elevadas da cristologia bíblica. O versículo 18 funciona como o cume teológico do “Hino ao Logos”, afirmando que tudo o que pode ser conhecido de Deus encontra sua revelação plena, definitiva e suficiente na pessoa de Jesus Cristo.
1. A invisibilidade e inacessibilidade de Deus
a) “Deus nunca foi visto por alguém”
O texto grego inicia com uma afirmação categórica:
Θεὸν οὐδεὶς ἑώρακεν πώποτε
(Theon oudeis heōraken pōpote)
- οὐδεὶς (oudeis) – ninguém, absolutamente ninguém
- ἑώρακεν (heōraken) – viu plenamente, com percepção total
- πώποτε (pōpote) – em tempo algum, jamais
Essa afirmação ecoa o ensino veterotestamentário:
- Moisés não pôde ver a face de Deus (Êx 33.20)
- Deus habita em luz inacessível (1 Tm 6.16)
- Ele é espírito e invisível (Cl 1.15)
➡️ João não nega as teofanias do AT, mas afirma que nenhuma delas revelou Deus em sua essência plena.
2. O Filho unigênito como revelação perfeita
a) μονογενὴς θεός (monogenḗs Theós)
Esta é uma das expressões mais profundas e debatidas do Novo Testamento. O texto mais antigo e melhor atestado afirma:
“o Deus unigênito”
- μονογενής (monogenḗs) – único em essência, singular, incomparável
- θεός (Theós) – Deus verdadeiro
Essa construção:
- Não sugere geração no tempo
- Não indica inferioridade
- Afirma divindade plena e eterna
Ela se harmoniza com:
- João 1.1 – “o Verbo era Deus”
- João 20.28 – “Meu Senhor e meu Deus”
- Hebreus 1.3 – “a expressa imagem do seu ser”
➡️ Cristo não é um reflexo distante de Deus, mas Deus revelado.
b) ὁ ὢν εἰς τὸν κόλπον τοῦ πατρός
(ho ōn eis ton kólpon tou patrós)
Traduzido como:
“que está no seio do Pai”
- ὁ ὢν (ho ōn) – aquele que está continuamente
- κόλπος (kólpos) – peito, íntimo, lugar de profunda comunhão
Essa expressão indica:
- Comunhão eterna
- Intimidade absoluta
- Unidade relacional e ontológica
➡️ O Filho não apenas veio do Pai; Ele permanece no Pai, em perfeita comunhão trinitária.
3. O Filho como exegeta do Pai
a) ἐξηγήσατο (exēgḗsato) – “o fez conhecer”
Este verbo é de onde vem a palavra exegese.
Significa:
- Explicar plenamente
- Tornar claro
- Revelar de modo definitivo
Cristo:
- Não revelou parte de Deus
- Não revelou uma ideia de Deus
- Revelou Deus em sua totalidade revelável
Por isso Jesus declara:
“Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9)
➡️ Fora de Cristo, toda tentativa de conhecer Deus é parcial, especulativa ou falha.
4. Implicações teológicas centrais
- Cristologia elevada
Jesus não é apenas mensageiro, mas a própria mensagem. - Revelação final e suficiente
Não há revelação mais alta que Cristo (Hb 1.1–2). - Trindade afirmada
Distinção de Pessoas, unidade de essência (homoousios). - Soteriologia sólida
Somente quem conhece o Filho conhece o Pai (Jo 17.3).
5. Aplicações pessoais e pastorais
- Não se conhece Deus por experiências místicas isoladas, mas por Cristo.
- Espiritualidade sem cristologia é engano.
- Quanto mais conhecemos Cristo, mais conhecemos o Pai.
- A Igreja é chamada a anunciar Cristo como revelação final de Deus, não apenas valores ou moralidade.
Tabela Expositiva – João 1.18
Elemento | Termo Grego | Significado Teológico | Referências |
Invisibilidade de Deus | οὐδεὶς ἑώρακεν | Deus não pode ser visto em essência | Êx 33.20; 1 Tm 6.16 |
Unigênito | μονογενής | Único em essência, eterno | Jo 3.16; Hb 1.3 |
Deus unigênito | μονογενὴς θεός | Plena divindade do Filho | Jo 1.1; Cl 2.9 |
Comunhão eterna | κόλπος | Intimidade intratrinitária | Jo 17.5 |
Revelar | ἐξηγήσατο | Revelação plena e definitiva | Jo 14.9 |
Conclusão Teológica
João encerra seu prólogo afirmando que tudo o que pode ser conhecido de Deus foi revelado em Jesus Cristo. O Deus invisível tornou-se visível; o eterno entrou na história; o insondável se fez conhecido. Cristo é o exegeta perfeito do Pai, a revelação final, viva e suficiente de Deus à humanidade.
Conhecer a Deus é conhecer a Cristo. Fora d’Ele, há apenas sombras; n’Ele, a plena luz da revelação.
SINOPSE III
O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.
CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquele que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Cristo, a Revelação Plena e Final do Pai
A conclusão apresentada sintetiza com precisão a alta cristologia joanina: Jesus Cristo é o Deus unigênito, a revelação definitiva do Pai, no qual a glória, a graça e a verdade de Deus se manifestam de modo pleno e visível. O prólogo de João não conduz apenas a uma afirmação doutrinária, mas a uma convocação teológica à adoração, à fé e à missão.
1. Jesus Cristo, o Deus Unigênito que revela o Pai
a) μονογενής (monogenḗs) – o Unigênito
O termo μονογενής não indica criação nem início no tempo, mas unicidade de essência e relação eterna. Cristo é:
- Único em sua filiação (Jo 3.16)
- Da mesma natureza do Pai (Jo 1.1; Cl 2.9)
- O Filho eternamente gerado, não feito
Ele é o Deus unigênito (Jo 1.18), expressão que reforça a verdade histórica e conciliar da Igreja: o Filho é consubstancial (homoousios) ao Pai.
➡️ Logo, a revelação do Pai não ocorre por meio de conceitos, mas por meio de uma Pessoa.
2. A plenitude da glória, da graça e da verdade
a) δόξα (dóxa) – Glória
No Antigo Testamento, a glória de Deus (hebr. כָּבוֹד – kavôd) manifestava-se de modo localizado e parcial (Êx 40.34). Em Cristo, essa glória:
- Não está mais restrita a um lugar
- Habita plenamente em uma Pessoa (Cl 2.9)
- Pode ser contemplada (Jo 1.14)
b) χάρις καὶ ἀλήθεια (cháris kai alḗtheia)
Essa expressão ecoa Êxodo 34.6 (ḥésed we’emet), revelando continuidade e cumprimento:
- χάρις (graça) – favor imerecido, poder salvador
- ἀλήθεια (verdade) – realidade última, fidelidade divina
Cristo não apenas comunica graça e verdade; Ele as encarna (Jo 14.6).
➡️ A revelação em Cristo é plena, não provisória; definitiva, não transitória.
3. A encarnação como chamado à adoração
A encarnação do Verbo (ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο) não é apenas um ponto dogmático da cristologia, mas o fundamento da adoração cristã:
- Adoramos porque Deus se aproximou
- O invisível tornou-se visível
- O eterno entrou na história
A resposta adequada à revelação não é apenas conhecimento intelectual, mas:
- Fé (Jo 1.12)
- Adoração (Mt 2.11)
- Obediência (Jo 14.21)
4. A revelação como fundamento da missão
Conhecer a Cristo é conhecer o Pai (Jo 14.9). Portanto:
- Proclamar Cristo é revelar Deus ao mundo
- Missão não é propaganda religiosa, mas manifestação da glória de Deus em Cristo
- A Igreja existe para tornar visível aquilo que foi revelado no Filho (Mt 28.19; 2Co 4.6)
➡️ Onde Cristo é anunciado fielmente, o Pai é conhecido verdadeiramente.
5. Aplicações pessoais e eclesiais
- Não há cristianismo verdadeiro sem encarnação
- Não há conhecimento de Deus fora de Cristo
- Não há missão sem proclamação do Verbo encarnado
- Não há adoração sem reconhecimento da glória revelada no Filho
Cada crente é chamado a:
- Crescer no conhecimento de Cristo
- Refletir Sua glória (2Co 3.18)
- Tornar visível o Deus revelado por meio de uma vida transformada
Tabela Expositiva Conclusiva
Tema
Termo Bíblico
Significado Teológico
Referências
Deus Unigênito
μονογενής θεός
Divindade plena do Filho
Jo 1.18; Cl 2.9
Revelação do Pai
ἐξηγήσατο
Revelação definitiva e plena
Jo 1.18; Hb 1.1–2
Glória manifesta
δόξα
Presença visível de Deus
Jo 1.14; Cl 1.15
Graça salvadora
χάρις
Favor redentor encarnado
Jo 1.17; Tt 2.11
Verdade eterna
ἀλήθεια
Realidade última em Cristo
Jo 14.6
Missão da Igreja
μαρτυρία
Testemunhar o Verbo
Jo 1.7; Mt 28.19
Síntese Final
Jesus Cristo é a revelação plena, final e suficiente de Deus. Nele, o Pai se faz conhecido; na encarnação, a glória se torna visível; na graça e na verdade, a salvação se manifesta. Conhecer a Cristo é conhecer a Deus. Proclamá-lo é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.
A fé cristã não começa com uma ideia sobre Deus, mas com o Deus que se fez carne e habitou entre nós.
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Cristo, a Revelação Plena e Final do Pai
A conclusão apresentada sintetiza com precisão a alta cristologia joanina: Jesus Cristo é o Deus unigênito, a revelação definitiva do Pai, no qual a glória, a graça e a verdade de Deus se manifestam de modo pleno e visível. O prólogo de João não conduz apenas a uma afirmação doutrinária, mas a uma convocação teológica à adoração, à fé e à missão.
1. Jesus Cristo, o Deus Unigênito que revela o Pai
a) μονογενής (monogenḗs) – o Unigênito
O termo μονογενής não indica criação nem início no tempo, mas unicidade de essência e relação eterna. Cristo é:
- Único em sua filiação (Jo 3.16)
- Da mesma natureza do Pai (Jo 1.1; Cl 2.9)
- O Filho eternamente gerado, não feito
Ele é o Deus unigênito (Jo 1.18), expressão que reforça a verdade histórica e conciliar da Igreja: o Filho é consubstancial (homoousios) ao Pai.
➡️ Logo, a revelação do Pai não ocorre por meio de conceitos, mas por meio de uma Pessoa.
2. A plenitude da glória, da graça e da verdade
a) δόξα (dóxa) – Glória
No Antigo Testamento, a glória de Deus (hebr. כָּבוֹד – kavôd) manifestava-se de modo localizado e parcial (Êx 40.34). Em Cristo, essa glória:
- Não está mais restrita a um lugar
- Habita plenamente em uma Pessoa (Cl 2.9)
- Pode ser contemplada (Jo 1.14)
b) χάρις καὶ ἀλήθεια (cháris kai alḗtheia)
Essa expressão ecoa Êxodo 34.6 (ḥésed we’emet), revelando continuidade e cumprimento:
- χάρις (graça) – favor imerecido, poder salvador
- ἀλήθεια (verdade) – realidade última, fidelidade divina
Cristo não apenas comunica graça e verdade; Ele as encarna (Jo 14.6).
➡️ A revelação em Cristo é plena, não provisória; definitiva, não transitória.
3. A encarnação como chamado à adoração
A encarnação do Verbo (ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο) não é apenas um ponto dogmático da cristologia, mas o fundamento da adoração cristã:
- Adoramos porque Deus se aproximou
- O invisível tornou-se visível
- O eterno entrou na história
A resposta adequada à revelação não é apenas conhecimento intelectual, mas:
- Fé (Jo 1.12)
- Adoração (Mt 2.11)
- Obediência (Jo 14.21)
4. A revelação como fundamento da missão
Conhecer a Cristo é conhecer o Pai (Jo 14.9). Portanto:
- Proclamar Cristo é revelar Deus ao mundo
- Missão não é propaganda religiosa, mas manifestação da glória de Deus em Cristo
- A Igreja existe para tornar visível aquilo que foi revelado no Filho (Mt 28.19; 2Co 4.6)
➡️ Onde Cristo é anunciado fielmente, o Pai é conhecido verdadeiramente.
5. Aplicações pessoais e eclesiais
- Não há cristianismo verdadeiro sem encarnação
- Não há conhecimento de Deus fora de Cristo
- Não há missão sem proclamação do Verbo encarnado
- Não há adoração sem reconhecimento da glória revelada no Filho
Cada crente é chamado a:
- Crescer no conhecimento de Cristo
- Refletir Sua glória (2Co 3.18)
- Tornar visível o Deus revelado por meio de uma vida transformada
Tabela Expositiva Conclusiva
Tema | Termo Bíblico | Significado Teológico | Referências |
Deus Unigênito | μονογενής θεός | Divindade plena do Filho | Jo 1.18; Cl 2.9 |
Revelação do Pai | ἐξηγήσατο | Revelação definitiva e plena | Jo 1.18; Hb 1.1–2 |
Glória manifesta | δόξα | Presença visível de Deus | Jo 1.14; Cl 1.15 |
Graça salvadora | χάρις | Favor redentor encarnado | Jo 1.17; Tt 2.11 |
Verdade eterna | ἀλήθεια | Realidade última em Cristo | Jo 14.6 |
Missão da Igreja | μαρτυρία | Testemunhar o Verbo | Jo 1.7; Mt 28.19 |
Síntese Final
Jesus Cristo é a revelação plena, final e suficiente de Deus. Nele, o Pai se faz conhecido; na encarnação, a glória se torna visível; na graça e na verdade, a salvação se manifesta. Conhecer a Cristo é conhecer a Deus. Proclamá-lo é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.
A fé cristã não começa com uma ideia sobre Deus, mas com o Deus que se fez carne e habitou entre nós.
REVISANDO O CONTEÚDO
1- Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.
2- O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.
3- Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.
4- A declaração “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.
5- A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente o quê?
“O Deus único gerado” – o Filho da mesma essência do Pai.
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