A Vez da Treplica: Escuta Você Amor - Duas Cartas e um Desabafo. - Confissões entre Carla e Eric.

Escuta Eric, você tá querendo brincar comigo é?

Devia socializar o elogio e individualizar a crítica, para tornar a pessoas mais comprometidas com seus sentimentos e emoções.

Meu filho, eu não sou uma jóia rara perdida na porra do norte enlameado de sofrimento, “desculpe o palavrão”... Eu moro no paraíso, e fique sabendo que, aqui não tem lama.

E sou muito grata ao meu Deus por isso, pois mesmo morando aqui, posso ir onde eu quiser... E digo mais a você bâm, bâm, bâm, talvez, com toda a minha humildade, eu já tenha ido a lugares que você nunca irá.

Quer saber o que eu acho Eric, você devia mesmo era se desprender da sua armadura e começar ser você.

Muito obrigada pelo elogio a minha pessoa senhor, só que não sou esta pobre coitada morando num lugar distante que não poderia ver.

Alias, eu esperei dois anos Eric, dois longos anos para que você fosse capaz de ao menos me dizer, “Carla vamos nos aproximar mais, o que devemos fazer, como posso ir ai? Minha condições são essas, eu só tenho isso.”

Você fez essa pergunta a mim alguma vez?

o! Estava muito ocupado com seu grande evento lembra?

Mais deixa pra lá, não tem importância nenhuma mais.

Se você baba ou não baba dormindo, eu não sei. Se ocupar sessenta por cento de seu pensamento pensado em mim também não sei... Mais sei que se tivesse qualquer sentimento por mim se ocupava de dizer, e não ficaria se acovardando com medo do desconhecido. Pois saiba meu filho que, o desconhecido é o nosso destino e de todas as demais pessoas deste mundo.

Eu estou sofrendo? Estou! Mais sou mais feliz que você, porque nunca neguei que te amei.

E você? Que não tem uma definição, nem opinião própria de si mesmo.

E outra coisa, serei sempre quem eu sou meu caro, porque vivo a plenitude de meu coração e não preciso usar máscaras como armaduras para enrijecer minhas ações e sentimentos, eu não preciso engolir minhas lágrimas quando correm pelo meu rosto; nem mastigo minhas opiniões quando devo manifestá-las, e não sufoco meu amor pela pessoa que escolhi com medo de expor a grandiosidade desse amor.

Portanto, meu caro... Jamais me arrependo do fiz ou faço.

É engraçado, o conceito que as pessoas de cidade grande tem com que mora distante, meu caro!

E se estou aqui até agora, é porque devo isso a meu pai, porém sou tão culta como qualquer outra pessoa.

Mais você não entenderia nada, caso eu, explicasse, não importa mais, nada mais importa.

Tudo que importa é que, vivo plenamente tudo que posso viver.

Você brincou comigo todo esse tempo... E eu só queria entender, porque fez isso comigo. Mais se não tem resposta, como diria você, "foda-se".

Carla Sheid

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Para tudo... Carlinha,

Você não é a única certa deste mundo, mais reconheço que dessa fez você desabafou, tirou das entranhas tudo que estava entalado acerca de minhas atitudes, ou será que estas foram minhas atitudes... Eu sei que fui egoísta, mais uma coisa posso lhe dizer: Fiz de tudo pra te encontrar. Talvez não fosse o suficiente e deveria me esforçar mais ainda. Mas não deu. E como já tinha lhe dito, eu não gosto de brincar com ninguém acerca de sentimentos e quem falou foda-se, foi você e não eu.

Os sentimentos alheios têm donos e quem brinca com isso está blasfemando da própria alma. Então, quero que saibas que não sou capaz de tal atrocidade.

Você é minha jóia do interior, mais uma jóia cheia de brilho e grandeza. E essas coisas... Aprendemos com o tempo, fora das cidades grandes. Pessoas de cidade grande, fala como a Adriana do BBB: "Primeiro eu, segundo eu e terceiro eu." Pensam somente em si.

E você sabe que além de eu morar numa cidade grande, eu sou do interiorzão. Da terrinha onde sobrevive comendo rapadura, farinha e pirão de peixe. Fui criado assim... No meio do nada. Mas este nada que é para alguns, para mim era tudo. Tinha minha família por perto, e quando chegava o fim de ano todos eles se reunião para a grande confraternização familiar.

Sou desse tempo, do seu tempo, do nosso tempo... Tempo este, divido pelo tempo das nossas vidas e somadas por momentos de dois anos entre nós.

Agora que discorri está missiva, quero lhe perguntar "sendo o maior cara de pau do mundo": "Carla vamos nos aproximar mais, o que devemos fazer, como posso ir ai? Minha condições são essas: "Vagabundo, trabalhador sem folga e apaixonado pela vida poética e a liberdade que tenho no mundo, eu só tenho isso..."

Carla, pra mim, dar uma resposta tem que ser a sua altura, o seu texto é prova disso, longo e direto.

Creio que entendi o que você quer e responderei a ti em breve com mais simplicidade e destreza. Mais não esquenta, o final vai ser do jeito que você quer..., é duro..., semelhante a Ícaro que morreu por causa da sua imprudência em querer se aproximar do sol “sua eterna paixão” usando asas feitas de cera.

Eu ainda mandarei a continuação desta carta.

Eric, O vagabundo Confesso.
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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2 Milhões de Confessos:

  1. Nossa, quero muito ler a continuação desse carta!!
    Adorei...
    Bom final de semana!!!

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  2. PS: Corrigi a parte inicial da carta do Eric.

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