Um Desabafo! - Aos Grandes e Pequenos.


          Conta certa Parábola, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.

           Quando os bombeiros "Grandes e Pequenos" chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:  - Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!

           Nesse instante, um ancião "que andava como criança" passava pelo local, comentou: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Pode nos dizer como?
          - É simples - respondeu o velho. - Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

           Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, mais capacita os escolhidos - Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. Mt 22:14- "Porque muitos são chamados. Mas poucos os escolhidos" No meio de tanta beleza e capacidade provida de Deus atravez desta fábula, percebemos neste mundo que há homens perversos, grandes e pequenos que não acreditam em você.

          Uns tem os pés firmes no chão e a cabeça poucos palmos acima. Não conseguem se erguer acima da mesquinhez, do vulgar, são medíocres por natureza, quando não por conveniência ou até por convicção. Não tem ideias, seus sonhos morreram na adolescência. muitas vezes expulsam o artista, o criador, o revolucionário. Os grandes deixam-se enterrar na lama. Em parte, sobretudo por culpa própria. Os grandes rejeita o artista, o poeta, o escritor quando este veste a pele do mendigo, quando este está possuído pela depressão. Por isso, não podemos estar sempre do lado dos grandes.

          Há pequenos que aparentemente são grandes. Sonham e tem ideias muito alevantados. Veem o mundo de um prisma alto e por isso alguns os consideram grandes. Enganam-se, porém. A cabeça realmente está nas nuvens, e que melhor lugar para ter a cabeça?, longe da poluição cá de baixo; os pés, porém, destes aparentemente grandes, balançam inconsequentemente poucos palmos abaixo. O pequeno, toma muitas vezes o partido dos poderosos porque não compreende e teme a loucura do escritor. Por isso, somos como os antigos cavaleiros. Temos uma missão. Uma missão tantas vezes incompreendida, mesmo e sobretudo, pelos que nos estão mais próximos. Por isso, tantas vezes nos sentimos sós. Só, de tempos a tempos, nos aparecem "almas gémeas" que nos compreendem, que nos tentam compreender.
         
         Porque estamos fartos. "Estamos fartos de tantos rodeios, fartos de esperar, com o ouvido colado ao chão". Não fazemos das palavras um mero objecto de diversão como fazem os poetas da corte. Às vezes fazemos os outros rir mas não queremos ficar por aí. Chateia-nos aquele risinho idiota, das piadas idiotas, que só perpetuam o status quo. Aborrece-nos de morte a intriga, a inveja, o diz que diz que vai aí pelas casas. O homem pequeno, tal como o homem grande, destila veneno. Às vezes o poeta, o escritor tem de afastar-se, tem de subir à sua montanha para não se deixar envenenar.

          O poeta, o escritor, não pode enaltecer nem exaltar o homem pequeno e grande. Nós somos feitos de outra substância, feitos de barro, do além. É fruto da Criação. É isto que vós, homens pequenos e grandes, nunca compreendereis. Despojai-vos de tudo, das vossas intrigas, da vossa mentira, da vossa mercearia. Se quereis ser grandes, faça-se como crianças, ou melhor, seja uma Criança.

         Há somente um tipo de grandes na terra. São aqueles que freguentam os parquinhos de infância, os que estão no jardim da inocência, aqueles que tem a mente bem acima da poluição heréticas, teológicas e filosóficas. Acima da tagarelice que tanto distrai e não raro destroi, acima da crítica destrutiva que consome, mas mantém os pés firmes no chão. Temos que atentar à oração do Mestre Jesus: "Não te peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal".

          Absalão queria ser grande, Nero queria ser grande, Alexandre queria ser grande, Nabucodonosor queria ser grande, Herodes queria ser grande e todos tiveram um fim tragico. Até os apostolos queriam ser grandes... "Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus."(Mateus 18:1-4)

          As coisas acontecem na hora certa. Exatamente quando devem acontecer. Momentos felizes, louve a Deus. Momentos difíceis, busque a Deus. Momentos silenciosos, adore a Deus. Momentos dolorosos, confie em Deus. Cada momento, agradeça a Deus.

Meditem: "Pois te esquecerás dos teus sofrimentos e deles só terás lembrança como de águas que passaram. A tua vida será mais clara que o meio-dia; ainda que lhe haja trevas, serão como a manhã. Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranqüilo. Deitar-te-ás, e ninguém te espantará; e muitos procurarão obter o teu favor." (Jó, 11:16-19)

Hubner Braz
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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6 Milhões de Confessos:

  1. Hubner

    Antes de outros acreditarem em nós, nós mesmos precisamos acreditar.
    Ouvir mais a voz de nossa consciência e coração, e ser mais surdo para as vozes pessimistas.

    A grandeza humana é medida pelos ideias de um homem, e pelo preço que esta disposto a pagar por ele.
    Quem não tem um ideal para morrer, não tem motivos para viver.

    Precisamos antes de tudo, não de grande artistas, músicos, escritores, poetas e pensadores, mas de pessoas mais humanas, pois podemos até fracassar como pais, filhos, esposos e irmãos, mas não como pessoas, como gentes, como seres humanos.

    A humanidade precisa mesmo de pessoas mais humanas.

    Abraços

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  2. Caramba Marcio!
    Quando arrumo um tempinho pra comentar no blog do menino-teólogo-articulista-defensor-da-sã-doutrina..rsss você já passou por aqui e me deixou sem palavras novamente.

    Hubner..adorei seu ensaio...vejo (olha a mãe Diná aí) um futuro promissor para você..pois escreves com a alma..e isso é a centelha que falta em muitos escritores.

    Beijão menino!

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  3. Márcinho,

    Torno as palavras do Neredson as minhas. Comentario digno de aplausos, você realmente captou a alma do texto.

    Edson,

    Obrigado pelo incentivo que de vez por outra, passa para meu ego.
    Sou um apreciador de seus textos polemicos e gosto do seu jeitão de ver a liberdade de um ponto de vista diferente.

    Abração rapazes e amigos.

    Hubner Braz

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  4. Amigo Hubner, tudo bem?

    Primeiro, parabéns pela escrita fluente, limpa e com um tema tão importante. Quero destacar do seu texto, essa frase:

    "Há somente um tipo de grandes na terra. São aqueles que freguentam os parquinhos de infância, os que estão no jardim da inocência, aqueles que tem a mente bem acima da poluição heréticas, teológicas e filosóficas."

    Ela é verdadeira. Eu poderia dizer o seguinte: os grandes, são aqueles que mesmo sabendo que são grandes, não deixam sua grandeza afastá-lo do parquinho.

    abraços

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  5. Olá!

    Bom texto!
    Boa dica a da meditação, sempre trás boas dicas em seus textos, e isso é muito proveitoso.

    Até a próxima...

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  6. Eduardo Medeiros,

    Otima reflexão... sem palavras.

    Edjane,

    Obrigado por contribuir de alguma forma nos textos escritos.

    Abraços

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