Lição 1 - Gênesis, o Livro da Criação Divina - 04 de outubro de 2015 - EBD Adulto - CPAD


TEXTO ÁUREO
"No princípio, criou Deus os céus e a terra." (Gn 1.1)
Deus se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que Deus não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Noutras palavras, Deus existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (1Tm 6.16; Cl 1.16).

VERDADE PRÁTICA
Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 1.1
Deus cria, no princípio, os céus e a terra
Terça - Gn 2.7
A criação do ser humano, obra prima da criação
Quarta - Gn 3.1-7
A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo
Quinta - Gn 7.1-12
A maldade humana se multiplica e Deus ordena o dilúvio 
Sexta - Gn 12.1-3
Deus chama Abraão e dá início à nação de Israel 
Sábado - Gn 45.5
José, o governo da providência divina


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 1.1-10,14,26
1 -  No princípio, criou Deus os céus e a terra.
2 -  E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3  -  E disse Deus: Haja luz. E houve luz.
4  - E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
5 -  E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.
6 -   E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
7 -  E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.
8 -  E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.
9  - E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.
10 -  E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.
14 -  E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. 
26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. 

OBJETIVO GERAL
Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis. 

HINOS SUGERIDOS: 216,526, 527, da Harpa Cristã

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  1. Apresentar o tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;
  2. Conhecer os objetivos do livro de Gênesis;  
  3. Explicar o conteúdo do livro de Gênesis. 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis.  O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: "Quem criou o universo?" e "De onde viemos?" Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel. 
O comentarista é o pastor Claudionor de Andrade - autor de diversos livros e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD.
Que o Deus que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências marcantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Sem o Gênesis, não teríamos condições de responder às grandes perguntas da vida: "Quem fez os céus e a terra?" e "De onde viemos?" Tendo em vista a sua importância à nossa fé, começaremos a estudar, a partir de agora, essa porção tão querida das Sagradas Escrituras. 
Que o Senhor nos ajude a entender a sua obra criadora e os propósitos da sua criação. E que o Espírito Santo nos ilumine com as histórias e doutrinas do livro que, escrito há três mil e quinhentos anos, jamais perdeu a influência e a atualidade.
Estude metodicamente o Gênesis. Destaque as partes que mais lhe tocarem o coração, aplicando-as à sua vida. Você comprovará a eficácia desse livro da Bíblia  em seu cotidiano. [Comentário: Gênesis (do grego Γένεσις, "origem", "nascimento", "criação") é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia cristã. Gênesis é o nome dado pela Septuaginta (versão da Bíblia hebraica traduzida em etapas para o grego koiné, entre o século III a.C. e o século I a.C., em Alexandria) ao primeiro destes livros, ao passo que seu título hebraico Bereshit (בְּרֵאשִׁית, B'reishit, "No princípio" - Os livros da Bíblia Hebraica não tinham qualquer título. Eram chamados, simplesmente, pela primeira ou primeiras palavras.) é tirado da primeira palavra de sua sentença inicial. O livro de Gênesis tem sido por vezes chamado de “semente-enredo” de toda a Bíblia. A maioria das principais doutrinas da Bíblia é introduzida de forma “semente” no livro de Gênesis. Junto com a Queda do homem, a promessa de Deus de salvação ou redenção é registrada (Gn 3.15). As doutrinas da criação, imputação do pecado, justificação, expiação, depravação, ira, graça, soberania, responsabilidade e muitas outras são abordadas neste livro de origens chamado Gênesis. Muitas das grandes questões da vida são respondidas em Gênesis. (1) De onde é que eu vim? (Deus nos criou - Gn 1.1) (2) Por que estou aqui? (Nós estamos aqui para ter um relacionamento com Deus - Gn 15.6) (3) Para onde vou? (Temos um destino após a morte - Gênesis 25.8). Gênesis é o primeiro dos cinco “livros de Moisés,” os quais compõem o Pentateuco ou primeira divisão da Bíblia. O Pentateuco relata a história das origens da nação israelita e de suas instituições, especialmente a Torá ou Lei que Javé, o Deus de Israel, revelou ao seu povo escolhido. Dentro do Pentateuco, o livro de Gênesis funciona como a introdução ao êxodo do Egito, o grande evento salvífico do Antigo Testamento que deu início à nação israelita.] Vamos pensar maduramente sobre a fé cristã?


PONTO CENTRAL
O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: "Quem criou o universo?" e "De onde viemos?".

I - TEMA, DATA, AUTORIA E LOCAL
Neste tópico, buscaremos algumas informações bibliológicas (é a ciência da história e composição dos livros.) sobre o primeiro livro da Bíblia Sagrada.
1. Tema. O tema de Gênesis pode ser resumido em seu primeiro versículo: "No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). O assunto central do livro, portanto, é a origem divina dos céus, da terra, da humanidade e do povo de Israel. [Comentário: O Comentarista aponta como ponto central a origem divina do que foi criado; particularmente, entendo que o assunto central do livro é o pecado do homem e os passos iniciais destinados à sua redenção, mediante uma aliança divina feita com uma raça escolhida, cuja história primitiva ali se descreve.  Deus criou um universo que era bom e livre do pecado. Deus criou o homem para ter um relacionamento pessoal com Ele. Adão e Eva pecaram e, assim, trouxeram o mal e a morte ao mundo. O mal aumentou de forma constante em todo o mundo até que houve apenas uma família em que Deus encontrou algo de bom. Deus enviou o Dilúvio para acabar com o mal, mas salvou Noé, sua família e os animais da Arca. Após o Dilúvio, a humanidade começou novamente a se multiplicar e a se espalhar por todo o mundo.]
2. Data. A cronologia de que dispomos indica que o Gênesis foi escrito no século 15 antes do nascimento do Salvador. É a obra mais antiga a chegar-nos integralmente às mãos. Dos textos mesopotâmios e egípcios, por exemplo, só nos restam fragmentos confusos e bastante duvidosos. Quanto ao Gênesis, nós o temos em sua integridade. [Comentário: A Bíblia de Estudo Plenitude (SBB) traz na introdução do livro de Gênesis o seguinte: “A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio de décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o Templo “no ano 480 depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma, Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto”.]
3. Autoria. As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44). Inspirado pelo Espírito Santo, ele selecionou as narrativas orais e os registros genealógicos conservados pelos hebreus, redigindo-os como um todo homogêneo, coerente e lógico. Trata-se de um texto confiável e sem contaminação mitológica. Jesus mesmo atestou-lhe a historicidade (Mt 19.4-6; Lc 11.51). Sua inspiração divina é incontestável.    [Comentário: Enquanto nenhuma declaração é dada sobre quem teria escrito esse livro, a tradição sempre tem dito que o autor desse livro é Moisés. Evidências para isso tem-se encontrado: (1) No Novo Testamento normalmente atribui Gênesis a Moisés: indicação desse fato é que em Jo.7.23 Jesus afirma que a circuncisão, que é apresentada em Gn.17.12, faz parte da Lei de Moisés. Mais comum ainda no NT é a declaração do Pentateuco como livro de Moisés. Evangelhos: Mt.8.5; 19.19.4-8; Mc.1.44; 7.10; 12.19, 26; Lc.2.22; 5,14; 20.37; Jo.1.17, 45; 7.19, 22-24; 8.5; Atos: At.3.22; 7.44; 13.39; 15.5; 28.23; Paulo: Rm.10.5; 10.19; 1Co.9.9; Autor de Hebreus: Hb.9.19; 10.28. (2) No Antigo Testamento também parece atribuir a autoria do Pentateuco (Tora) a Moisés: Livros Históricos: Js.1.7-8; 8.31-32; 1Re.2.3; 2Re.14.6; 21.8; Ed.6.18; Ne.13.1; Profetas: Dn.9.11-13; Ml.4.4. O próprio Pentateuco aponta para esse fato: Ex.17.14; 24.4-8; 34.27; Nm.33.1-2; Dt.31.9, 22. (3) Além disso, o autor do Pentateuco demonstra conhecer detalhes tão particulares da história que só uma testemunha ocular poderia saber: Quantidades específicas de fontes e árvores (Ex.15.27) Detalhes específicos do povo em ocasiões específicas (Nm.2.1-31) Detalhes da alimentação (Nm.11.7-8). Se alguém duvidar da autoria Mosaica do Pentateuco ou de Gênesis, deve atribuir também ou falsidade ou erro, tanto dos textos do Velho, como do Novo Testamento. Em outras palavras, os profetas, escritores, apóstolos e o próprio Jesus Cristo deveriam ser considerados ou falsos ou equivocados. Portanto, “a autoria de Gênesis é atribuída a Moisés, mais provavelmente durante a jornada do Egito para Canaã, com o uso de fontes que tivesse à disposição, quer orais quer escritas, debaixo do ministério orientador do Espírito de Deus. PINTO, Carlos Osvaldo, Foco e Desenvolvimento do Antigo Testamento. pp.23. Disponível em https://marceloberti.wordpress.com/2009/08/07/o-livro-de-genesis/ Em Atos 7.37,38 se dissipa toda a dúvida quanto a origem do livro; foi recebido das mãos de Deus por Moisés - nasceu no Monte Sinai.]
4. Local. O livro de Gênesis foi escrito durante a peregrinação dos filhos de Israel rumo à Terra Prometida, isto é, entre o Egito e o deserto do Sinai (Êx 24.4). [Comentário:O livro de Gênesis não afirma quando foi escrito. A data de sua autoria, como vimos, é provavelmente entre 1440 e 1400 a.C., entre o tempo quando Moisés conduziu os israelitas para fora do Egito e a sua morte, durante a peregrinação no deserto.]

SÍNTESE DO TÓPICO I
O tema central do livro de Gênesis se encontra no primeiro capítulo e versículo: "No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). 


SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o esquema abaixo. Para introduzir a aula faça as seguintes indagações: "Quem é o autor do livro de Gênesis?" "Qual o objetivo do livro?" "Quais são os principais temas abordados pelo autor?" Explique que fazer e responder estas perguntas é fundamental para a compreensão de qualquer livro da Bíblia. 

CONHEÇA MAIS
*A história da criação
"A primeira coisa que chama a atenção do leitor da Bíblia é o laconismo (apenas dois capítulos) com que a história da Criação do mundo e da humanidade é contada. A aritmética de Gênesis é impressionante. Somente dois capítulos são dedicados à história da Criação e um à entrada do pecado na raça humana. Por outro lado, treze capítulos são dedicados a Abraão, dez a Jacó e doze a José (que nem era um patriarca, nem um filho por meio do qual as promessas da aliança seriam perpetuadas). Ora, presenciamos o fenômeno de doze capítulos para José e apenas dois para a Criação. Seria impossível alguém ser, por assim dizer, seis vezes mais importante que o mundo?" 
Para conhecer mais leia Manual do Pentateuco, CPAD, p.19.

 A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas.

II - OBJETIVOS DO GÊNESIS
Todos os livros da Bíblia Sagrada foram escritos com objetivos bem definidos, pois o propósito de Deus sempre foi a redenção plena de Israel e dos gentios (2 Tm 3.16). Na leitura de Gênesis, ressaltamos dois intuitos divinos. [Comentário: O propósito do primeiro livro do Pentateuco é fornecer um breve sumário da história da revelação, desde o princípio até que os israelitas foram levados para o Egito e estavam a ponto de se tornarem em nação teocrática. De forma prática, Gênesis parece demonstrar, do início ao fim, quem é o Deus que chamou a Moisés para liderar o Povo. É nesse texto que Moisés registra YAHWEH como o Deus que é poderoso para Criar, Julgar e Punir, Retribuir, Chamar, Restaurar e Salvar Seu povo. Gênesis é um relato da Personalidade e Caráter de YAHWEH como Deus Poderoso, Cuidadoso, Amoroso e Soberano.]
1. Fortalecer a fé da geração do êxodo. Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel que, resgatada do Egito, peregrinava em direção a Canaã. Na redenção dos hebreus, o Espírito Santo usou não somente a doutrina do Único e Verdadeiro Deus, mas também a narrativa da salvação (Êx 3.14-16). 
Os israelitas, pois, careciam inteirar-se de uma grande verdade: o mesmo Senhor, que criou todas as coisas e se revelou a Abraão, era poderoso o bastante para introduzi-los na Terra Prometida (Êx 3.17). Eles precisavam saber, igualmente, que a região de Canaã pertencia-lhes por direito, como atestam as várias escrituras de posse registradas em Gênesis (Gn 12.1; 15.18; 17.8; 26.3; 28.13; 50.24). [Comentário: Em êxodo 17.14 e 34.27, Deus ordenou que Moisés escrevesse um livro, e de fato ele escreveu (Êx 24.5-7; Nm 33.2; Dt 31.9) e chamou seu livro de o livro da aliança (Êx 24.7), o livro desta lei (Dt 28.58,61); e este livro da lei (Dt 29.20-27; 30.10; 31.24-26). Isso inclui todo o Pentateuco, que foi considerado pelos judeus um livro, com cinco partes. Gênesis registra com exatidão a criação, os começos da história da humanidade e a origem do povo hebreu, bem como o concerto entre Deus e os hebreus através de Abraão e os demais patriarcas. Gênesis provê um alicerce essencial para o restante do Pentateuco e para toda a revelação bíblica subseqüente. Preserva o único registro fidedigno a respeito dos começos do universo, da humanidade, do casamento, do pecado, das cidades, dos idiomas, das nações, de Israel e da história da redenção. Foi escrito de conformidade com o propósito de Deus a fim de dar ao seu povo segundo o concerto, tanto do AT quanto do NT, uma compreensão fundamental de si mesmo, da criação, da raça humana, da queda, da morte, do julgamento, do concerto e da promessa da redenção através do descendente de Abraão.]
2. Responder às grandes perguntas da vida. Paulo sabia como empregar as verdades do Gênesis. No Areópago de Atenas, ele deixou bem patente aos filósofos que o Deus Desconhecido, tão venerado pelos gregos, era de fato o Criador de todas as coisas (At 17.19-31). Além de evangelizá-los, o apóstolo respondeu-lhes as grandes perguntas da vida: "Quem fez o Universo?" "E de onde viemos?" Até então, eles haviam buscado respostas em seus poetas e filósofos, mas a mitologia é incapaz de satisfazer-nos à sede espiritual.
Na proclamação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornando-nos réus da morte eterna;  3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador.
A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. O que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não formos precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão  a fé salvadora.  [Comentário: Apesar de Gênesis mostrar o fracasso humano, sua queda e perda de sua posição para com Deus, o livro também é o registro da graça de Deus. Desde o começo o Senhor proveu a redenção do homem através da semente da mulher – a promessa do nascimento de Cristo. O objetivo de Deus ao nos dar o livro de Gênesis não era fornecer dados científicos, mas afirmar a existência de Deus, sua criação e soberania sobre todas as coisas, a origem do pecado e a redenção em Cristo Jesus. Gênesis registra o começo da história da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo maior do que todo o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinqüenta vezes nos caps. 1—2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas — o primeiro casamento, a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no cap. 15, e ratificado no cap. 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento redentor central do AT. O que precisamos mais para fundamentar a importância do livro para a apresentação do plano redentor?]

SÍNTESE DO TÓPICO II
Um dos objetivos de Moisés ao escrever o livro de Gênesis, era fortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.

 Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Gênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de Deus.
Existem realmente apenas duas maneiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia associa a criação do universo a um Deus pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse Deus. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabilidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção.
O livro de Gênesis registra a história dos hebreus, um povo escolhido por Deus para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande patriarca, são evidências que Deus tem um propósito permanente para o homem.
Este livro dá subsídios que favorecem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. Deus é Deus e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a maravilha do seu infinito e redentor amor" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 22). 

III - O CONTEÚDO DO GÊNESIS
O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos  em contato com o início da História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos, adotaremos uma divisão mais analítica. [Comentário: O livro de Gênesis pode ser dividido em duas seções: História Primitiva e História Patriarcal. A História Primitiva registra (1) Criação (Gênesis 1-2), (2) a Queda do homem (Gênesis 3-5), (3) o Dilúvio (Gênesis 6-9) e (4) a Dispersão (Gênesis capítulos 10-11). A História Patriarcal registra as vidas de quatro grandes homens: (1) Abraão (Gênesis 12-25:8), (2) Isaque (Gênesis 21:1-35-29); (3) Jacó (Gênesis 25:21-50: 14) e (4) José (Gênesis 30:22-50:26). Deus criou um universo que era bom e livre do pecado. Deus criou o homem para ter um relacionamento pessoal com Ele. Adão e Eva pecaram e, assim, trouxeram o mal e a morte ao mundo. O mal aumentou de forma constante em todo o mundo até que houve apenas uma família em que Deus encontrou algo de bom. Deus enviou o Dilúvio para acabar com o mal, mas salvou Noé, sua família e os animais da Arca. Após o Dilúvio, a humanidade começou novamente a se multiplicar e a se espalhar por todo o mundo. Deus escolheu Abraão, através de quem Ele criaria um povo escolhido e eventualmente o Messias prometido. A linhagem escolhida foi passada para o filho de Abraão, Isaque, e então ao filho de Isaque, Jacó. Deus mudou o nome de Jacó para Israel, e os seus doze filhos tornaram-se os antepassados das doze tribos de Israel. Em Sua soberania, Deus fez com que o filho de Jacó, José, fosse enviado para o Egito como resultado das ações desprezíveis dos seus irmãos. Este ato, projetado para o mal pela perversidade dos irmãos, foi por Deus destinado para o bem e eventualmente resultou em Jacó e sua família sendo salva por José de uma fome devastadora, pois este havia adquirido grande poder no Egito.]
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1. Criação. Em seus dois capítulos iniciais, o autor sagrado mostra como vieram a existir os céus, a terra e a humanidade. Tudo quanto vemos, e também o que não podemos ver, foi criado por Deus (Gn 1-2).
O capítulo dois é dedicado à criação do homem e da mulher e à instituição do casamento. Temos aqui uma história real, e não uma parábola como alegam os incrédulos. [Comentário: Capítulos 1 e 2 falam sobre a criação do Universo pela palavra de Deus. O autor não apresenta argumentos filosóficos nem explicações científicas deste processo. Ele afirma que Deus falou e, pela força da sua palavra, criou todas as coisas. O primeiro capítulo descreve a criação geral e o segundo volta a destacar mais detalhadamente o que Deus fez para criar o homem e a mulher, o casal que passa a ser conhecido como Adão e Eva. Deus criou este casal com a capacidade de compreender palavras faladas e de escolher entre o amor e o ódio. O amor seria manifestado em atos de obediência para agradar o Criador, enquanto a rebeldia seria prova do desrespeito para com ele. Descobrimos no capítulo 2, também, a vontade de Deus sobre o casamento. Antes de existir qualquer tipo de igreja ou religião organizada, Deus explicou sua intenção de um homem e uma mulher se unirem no casamento (Gn 2.24; compare Mc 10.5-8).]
2. A Queda e a degradação humana. Nos capítulos três, quatro e cinco, vemos como o pecado foi introduzido no mundo e as suas terríveis consequências. Em meio a essa tragédia, porém, o Senhor anuncia a redenção da humanidade através da semente da mulher (Gn 3.15). [Comentário: Os Capítulos 3, 4 e 5 destacam a separação do homem de Deus em consequência do pecado. Adão e Eva desobedeceram a palavra de Deus e sofreram várias consequências deste erro. O mais grave dos resultados foi a separação de Deus na expulsão do casal do paraíso terrestre do Éden. Depois, outros também pecaram e sofreram consequências.]
3. O dilúvio. Devido à degradação da raça humana, o Senhor decreta o fim da primeira civilização. A descendência de Adão, porém, seria preservada por intermédio de Noé (Gn 6-8). [Comentário: Os Capítulos 6 a 9 relatam um dilúvio mundial que Deus usou para limpar o mundo do pecado e começar novamente com a família de Noé. Oito pessoas foram salvas pela água (1 Pedro 3:20).]
4. O recomeço da civilização. Passado o grande dilúvio, Noé dá início a um novo ciclo civilizatório. A história do recomeço é contada dos capítulos nove a 11 de Gênesis. Dessa forma, o clã noético acaba por gerar nações, línguas e culturas diferentes. [Comentário: Os Capítulos 10 e 11 descrevem a dispersão dos descendentes de Noé depois do dilúvio. Foram espalhados pela confusão dos idiomas que Deus fez quando alguns tentaram se exaltar contra o Senhor. No final do capítulo 11, a lista dos descendentes de Noé chega a Abraão, o personagem principal do resto do livro de Gênesis.]
5. A origem da nação de Israel. A partir do capítulo 12 até ao fim do livro, o autor sagrado dedica-se à formação da nação de Israel. A história do povo eleito, no Gênesis, tem início com Abraão e encerra-se com José. [Comentário: Os Capítulos 12 a 50 contam a história de quatro gerações da família pela qual Deus prometeu cumprir seus propósitos para com os homens. Deus prometeu fazer dos descendentes de Abraão uma grande nação que receberia uma terra especial. Mais importante, ele disse que um dos descendentes deste patriarca abençoaria todas as famílias da terra. Esta profecia de Gênesis 12:1-3 predisse a vinda de Jesus Cristo uns 2.000 anos antes do seu nascimento. Nestes capítulos, aprendemos sobre a fé obediente de Abraão, Isaque, Jacó e José. Também descobrimos como esta família chegou ao Egito, onde passou gerações na escravidão. Desta maneira Moisés apresentou o pano de fundo para o povo israelita de sua geração compreender seu lugar no plano de Deus.]

SÍNTESE DO TÓPICO III
Podemos encontrar no livro de Gênesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel. 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1-2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas -a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada  deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, p. 29).
O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé.

CONCLUSÃO
Veja como são contrastantes o primeiro e o último versículo de Gênesis. Na abertura do livro, um toque de indescritível alegria: "No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). No último, uma nota de condolências: "E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito" (Gn 50.26). 
Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna. Foi o que o Senhor prometeu a Abraão: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Essa promessa é disponibilizada aos que creem em Jesus e receberam o perdão de seus pecados. [Comentário: Uma das principais mensagens do livro de Gênesis foi bem resumida em um comentário no Novo Testamento sobre os patriarcas: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria” (Hb 11.13-14). O primeiro livro da Bíblia está cheio de esperança!“NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8)”,
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Setembro de 2015

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis:
Quem escreveu o Gênesis?
As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44).
Quais foram os leitores imediatos do Gênesis?
Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel.
Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis.
Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida.
Qual o conteúdo do livro de Gênesis?
O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos  em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização. 
Por que Gênesis nos é tão importante? 
Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do  acaso; trata-se de criação divina. 


CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 64, p. 37. 
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. 


SUGESTÃO DE LEITURA

Criacionismo: Verdade ou Mito?
Esta obra ensina ao leitor respostas que unem ciência e fé e como utilizá-las para defender a Palavra de Deus. Escrito por diversos cientistas internacionais, o livro é repleto de charges, infográficos, fotografias, linhas do tempo, desenhos explicativos e, também, um texto de linguagem acessível.

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2º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O AD Londrina ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


3º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Caramuru do Belemzinho ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


4º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Luiz H. Silva ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


5º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O TV Escola Bíblica explica a história da Escola Dominical.


6º Vídeo Pré-Aula - Dicas da EBD Centenário para que o professor possa dar uma boa aula: AD (Fabio Segate) Edson Lunenato ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


7º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor da EBP Em Foco ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


8º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor da EBD (Fora da Caixa) Palavra Urgente ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


9º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: Pr. EBD Pr. da AD Lajes ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


10º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O Lucas Netto ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.



11º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: AD Pr. de Campinas ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


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1º Slide Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor Moises Sampaio possa dar uma boa aula: PCC ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.



A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE

Estamos terminando mais um ano letivo da Escola Bíblica Dominical, agradecendo a Deus por, em tempos tão difíceis, termos podido aprender a sã doutrina em liberdade de culto e de crença, tendo tido oportunidade de continuar a nossa santificação.
Neste último trimestre, teremos mais um trimestre bíblico, em que estaremos a estudar o livro de Gênesis, mais propriamente a primeira parte do livro, que abarca os 11 primeiros capítulos, que dão conta da criação e das três primeiras dispensações (inocência, consciência e governo humano), chamada de “ciclo das origens”. As três últimas lições falam, sucintamente, das vidas dos patriarcas Abraão e Isaque, bem como uma lição a respeito de José.
O livro de Gênesis recebeu este nome por parte dos responsáveis pela tradução das Escrituras para o grego, a primeira versão da Bíblia, a chamada Septuaginta, precisamente porque é o livro das origens, ou seja, o livro em que ficamos a saber, pela revelação divina, do princípio de todas as coisas, do começo de tudo o que há.
O significado de “Gênesis” em grego é “origem”, sendo certo que os israelitas chamam este livro de “Bereshit”, que são as primeiras palavras do texto, ou seja, “No princípio”, nome que também dá a ideia de que se trata de um livro que trata dos começos, dos princípios, das origens.
Embora o livro de Gênesis, pelo seu próprio conteúdo, seja o primeiro na ordem dos livros da Bíblia Sagrada, não foi o primeiro livro a ser escrito. Os estudiosos das Escrituras e a própria tradição judaica consideram que o primeiro livro da Bíblia a ser escrito foi o livro de Jó, que teria sido escrito ou por Jó, ou por Moisés, quando ainda estava no deserto de Midiã.
O livro de Gênesis foi escrito por Moisés durante a peregrinação de Israel para a Terra Prometida.
Podemos dividir este trimestre em cinco blocos. O primeiro, introdutório, veremos, na lição 1, em linhas gerais, o livro de Gênesis.
O segundo bloco cuida da criação de todas as coisas, abarcando as lições 2 e 3, onde estudaremos a criação dos céus e da terra (lição 2) e a criação do homem (lição 3).
O terceiro bloco cuida da chamada “dispensação da consciência”, que vai desde a queda do homem até o dilúvio, abarcando as lições 4 a 7.
O quarto bloco cuida da chamada “dispensação do governo humano”, que vai desde o dilúvio até a confusão das línguas em Babel, abarcando as lições 8 a 10.
O quinto e último bloco cuida da chamada “dispensação patriarcal”, com três sucintos estudos a respeito de Abraão (lição 11), Isaque (lição 12) e José (lição 13).
A capa deste trimestre apresenta-nos o globo terrestre devidamente iluminado. Tal ilustração nos remete à criação de todas as coisas, pois toda a criação iniciou-se pela luz (Gn.1:3, ao começo de todas as coisas, que é, aliás, o título deste trimestre.
O comentarista deste trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, consultor teológico A e ex-gerente de publicações da CPAD.
Que, ao término deste trimestre, tendo refletido sobre o início de todas as coisas, possamos aumentar a nossa fé, sabendo que Aquele que começou a boa obra, também fará com que se tenha a consumação que já está devidamente revelada nas Escrituras Sagradas.

B) LIÇÃO 1 – GÊNESIS, O LIVRO DA CRIAÇÃO DIVINA

O Livro de Gênesis é o livro das origens, princípios e começos.

INTRODUÇÃO

- Neste trimestre letivo, estudaremos o livro de Gênesis.
- O livro de Gênesis é o livro das origens, princípios e começos.

I – O LIVRO DE GÊNESIS

- Estamos dando início ao quarto e último trimestre letivo de 2015, agradecendo ao Senhor pela oportunidade de termos tido mais um ano de estudo da Sua Palavra.
- Neste trimestre letivo, teremos mais um trimestre bíblico, estudando, desta feita, o livro de Gênesis, o primeiro livro do Pentateuco, o conjunto dos cinco livros escritos por Moisés e que são chamados de “os livros da lei”, a Torá, como este grupo é denominado pelos israelitas.
- O nome “Gênesis” dado a este livro foi dado pelos escritores judeus que traduziram a Bíblia para o grego, a primeira versão das Escrituras, denominada de “Septuaginta”, porque, segundo a tradição, teria sido feita por setenta escribas, versão esta que foi mandada fazer pelo rei do Egito, Ptolomeu II Filadelfo, que, então, governava sobre os judeus, no século III a.C.
- “Gênesis” significa “origem” e o tema do livro de Gênesis é, precisamente, a origem de todas as coisas. No relato deste livro, temos a narrativa da criação de todas as coisas, da criação do ser humano, do princípio da história da humanidade como também as origens do povo de Israel, com as histórias dos patriarcas da nação israelita (Abraão, Isaque e Jacó, bem como a pormenorização da história de José, o filho de Jacó pela ida dos israelitas para o Egito).
- Os israelitas denominam este livro de “Bereshit” (בראשית), que são as primeiras palavras do texto, cujo significado é “No princípio”, título que também nos indica que o livro trata dos começos, das origens, dos princípios.
- O autor do livro de Gênesis é Moisés, pois toda a Torá, ou seja, o Pentateuco é de autoria de Moisés, como nos dá conta o próprio Senhor Jesus (Lc.24:44), livro que foi escrito durante a peregrinação de Israel na Terra Prometida e que, certamente, estava no livro que Moisés entregou e mandou que ficasse junto a arca pouco antes de sua morte (Dt.31:9).
- A chamada “crítica bíblica” questiona a autoria de Moisés não só em relação ao livro de Gênesis como também de todo o Pentateuco, mas se trata de mais uma demonstração de incredulidade de pessoas que querem reduzir a Bíblia ao raciocínio humano, à lógica humana. Se Jesus diz que a lei foi escrita por Moisés, se a Bíblia diz que os escritos do Pentateuco são de autoria de Moisés, não temos o que questionar.
- Finnis Jennings Dake traz dezesseis provas de que a autoria do Pentateuco e, por conseguinte, do livro de Gênesis é de Moisés, em estudo que vale a pena aqui transcrever:
“…16 provas de que Moisés escreveu o Pentateuco
1. Deus ordenou-lhe que escrevesse um livro (Ex.17:14: 34:27)
2. Moisés escreveu um livro (Ex.24:5,7; Nm.33:2; Dt.31:9)
3. Ele chamou seu livro de o livro da aliança (Ex.24:7), o livro desta lei (Dt.28:58,61) e este livro da lei (Dt.29:20-27; 30:10; 31:24-26). Isso inclui todo o Pentateuco, que foi considerado pelos judeus, um livro de 5 partes.
4. Cópias do livro de Moisés eram feitas para os reis (Dt.17:18-20).
5. Deus reconhece o livro da lei como escrito por Moisés e ordenou que ele fosse a regra de conduta para Josué (Js.1:8; 8:30-35).
6. Josué aceitou o livro da lei como sendo escrito por Moisés e o copiou em 2 montes (Dt.11:26-32; Js.8:30-35). Ele contribuiu com o livro, escrevendo talvez o último capítulo (dt.34) sobre a morte de Moisés (Js.24:26).
7. Josué ordenou a todo Israel que obedecessem ao livro da lei de Moisés (Js.23:6).
8. Durante o período dos reis, esse livro era a lei:
(1) Davi o reconheceu (I Cr.16:40).
(2) Salomão foi encarregado por Davi de mantê-lo (I Rs.2:3)
(3) Ele foi achado e obedecido por Josias e Israel (II Rs.22:8-23:25; II Cr. 34:14-35:18)
(4) Josafá o ensinou a todo o Israel (II Cr.17:1-9)
(5) Joiada obedeceu a ele (II Rs.12:2; II Cr.23:11,18)
(6) Amazias obedeceu a ele (II Rs.14:3-6; II Cr.25:4)
(7) Ezequias obedeceu a ele (II Cr.30:1-18).
9. Os profetas referem-se a ele como a lei de Deus escrita por Moisés (Dn.9:11. Ml.4:4).
10. Tanto Esdras como Neemias atribuem o livro da lei a Moisés (Ed.3:2; 6:18; 7:6; Ne.1:7-9; 8:1,14,18;9:14; 10:28,29; 13:1).
11. Cristo atribui toda a lei — todos os 5 livros do Pentateuco — a Moisés (confira Lc.24:27,44 com Gn.3:15; 12:1-3; Mc.12:26 com Ex.3 e Mc.7:10 com Ex.20:12; 21:17. Veja também Jo.1:17; 5:46; 7:19,23).
12. Os apóstolos atribuíram a lei a Moisés (At.13:39; 15:1,5,21; 28:23).
13. Por mais de 3.500 anos, era consenso entre estudiosos judeus e o povo comum que Moisés escreveu o Pentateuco. Os judeus de todos os tempos da história nunca questionaram isso.
14. Escritores pagãos — Ticitus, Juvenal, Strabo, Longinus, Porfírio, Juliano e outros — concordam sem questionamento que Moisés escreveu o Pentateuco.
15. Líderes religioso entre os pagãos — Moisés e outros — o atribuem a Moisés.
16. Evidências no próprio livro provam um autor:
(1) O Pentateuco foi escrito por um hebreu que falava a língua hebraica e apreciava os sentimentos dessa nação. Moisés cumpria esse requerimento.
(2) Foi escrito por um hebreu familiarizado com o Egito e a Arábia, seus costumes e cultura. Desde que os ensinos egípcios foram cuidadosamente ocultados para os estrangeiros e eram somente para os sacerdotes e a família real, Moisés era o único hebreu conhecido que poderia cumprir esse requisito (At.7:22; Hb.11:23-29).
(3) Há uma exata correspondência entre as narrativas e as instituições, mostrando que ambos são do mesmo autor.
(4) A concordância no estilo dos 5 livros prova um único autor.
(5) O próprio Moisés declarou claramente ser ele o escritor desta lei. Veja Ex.24:4; Nm.33:2; Dt.31:9,22.
…” (BÍBLIA DE ESTUDO DAKE. Rio de Janeiro-Belo Horizonte: CPAD-Atos, 2009, pp.2-3).
- Entendem alguns que o livro de Gênesis foi escrito no monte Sinai, como parte da revelação que Deus deu a Moisés, quando ele ficou durante quarenta dias e quarenta noites a sós com o Senhor (Ex.24:18), como uma introdução às leis e ordens dadas pelo Senhor a Moisés naquela oportunidade, ou seja, por volta de 1440 a.C..
- Apesar de ser o livro que está, pelo próprio teor, no início da Bíblia Sagrada, Gênesis não foi o primeiro livro a ser escrito. Tanto estudiosos da Bíblia quanto a tradição judaica entendem que o primeiro livro a ser escrito foi o livro de Jó, tenha sido ele escrito pelo próprio Jó, tenha sido ele escrito por Moisés, como considera a tradição judaica, escrito este que se teria dado quando Moisés ainda se encontrava em Midiã.
- Segundo Finnis Jennings Dake (1902-1987), o livro de Gênesis tem 50 capítulos, 1.533 versículos, 38.267 palavras, 1.385 versículos de história, 149 questões, 56 profecias, 123 versículos com profecias cumpridas, 23 versículos com profecias não cumpridas, 106 ordens, 71 promessas, 236 predições e 95 mensagens distintas de Deus.
- Para aqueles estudiosos que relacionam cada livro das Escrituras a uma letra do alfabeto hebraico, o livro de Gênesis está vinculado à letra “Álefe” (א), que é o símbolo das “primeiras coisas”, sendo, aliás, uma letra que é a referência ao próprio Deus, que Se apresenta como o Princípio (Is.44:6; Ap.1:8). A propósito, “álefe” é a letra com que se inicia o primeiro nome divino apresentado na Bíblia Sagrada, “Elohim” (אלהים), logo em Gn.1:1. Os rabinos judeus entendem que a letra “Álefe” é o símbolo de Deus como o Criador e Mestre do Universo.
II – A ESTRUTURA DO LIVRO DE GÊNESIS – AS DUAS PRIMEIRAS DISPENSAÇÕES

- O livro de Gênesis fala-nos do princípio de todas as coisas, tanto dos céus como da terra, tratando, assim, da criação, como também do princípio da história da humanidade, e do início da própria nação de Israel. Assim, trata-se de um livro que abarca um longo período da história humana.
- Podemos dividir o livro do Gênesis da seguinte forma:
I. Narrativa da criação – Gn.1:1-2:25.
II. Narrativa de fatos da dispensação da consciência – da queda do homem até o dilúvio – Gn.3:1-8:21
III. Narrativa de fatos da dispensação do governo humano – do dilúvio até a confusão das línguas em Babel – Gn.9:1-11:32.
IV. Narrativa da vida de Abraão ou “ciclo de Abraão” – Gn.12:1-25:18
V. Narrativa da vida de Isaque ou “ciclo de Isaque” – Gn.25:19-27:46
VI. Narrativa da vida de Jacó ou “ciclo de Jacó” – Gn.28:10-36:43
VII. Narrativa da vida de José ou “ciclo de José” – Gn.37:1-50:26
- A primeira parte do livro de Gênesis, que abarca os dois primeiros capítulos, trata da criação de todas as coisas. Em uma revelação dada por Deus a Moisés, temos o relato de como foram criadas todas as coisas, uma revelação do passado, do instante em que, na eternidade passada, o Senhor decidiu criar o Universo, a começar pelos próprios seres celestiais e, depois, a criação terrena.
- No primeiro capítulo, temos a descrição da criação de todas as coisas, criação esta que é dividida em seis períodos, os denominados “seis dias”, narrativa esta que tem sido, ao longo da história da humanidade, e, mais precisamente, do grande avanço científico dos últimos três séculos, sido confirmada pelas descobertas que a ciência tem feito.
- No segundo capítulo, temos a pormenorização da descrição da criação do homem, a coroa da criação terrena e para quem, afinal de contas, foi revelada a Bíblia Sagrada, com a descrição não só da criação do homem, como também da mulher e do jardim que Deus formou no Éden para ali colocar o primeiro casal. Neste mesmo capítulo, vemos, também, a criação da família, que é a obra-prima da criação divina e com a qual se encerra a primeira parte do livro, onde se nos mostra o começo de todas as coisas.
- A segunda parte do livro de Gênesis, que abarca os capítulos 3 até 8, narra os principais fatos ocorridos durante a chamada “dispensação da consciência”, ou seja, aquele período em que Deus tratou com o homem através da consciência humana, daquele “voz de Deus” que existe no interior de cada ser humano.
- No terceiro capítulo, é narrada a queda do homem e a entrada do pecado no mundo, ou seja, tem-se aqui o relato do “começo do pecado”, como também a promessa da vinda de um Salvador (Gn.3:15), o “começo do evangelho”, promessa esta que, não por acaso, é chamada pelos estudiosos das Escrituras como sendo o “protoevangelho”, ou seja, o “primeiro evangelho”.
- Apesar desta primeira promessa, deste “primeiro evangelho”, Deus não deixou de exercer os “primeiros juízos” decorrentes do pecado, mas, revelando ser Deus tanto juízo quanto misericórdia, também é relatada a “primeira manifestação de longanimidade”, pois o Senhor não só dá vestimentas ao primeiro casal, como também não lhes permite ter acesso à árvore da vida e, deste modo, não torna definitiva a queda.
- No quarto capítulo, é contada a história de Caim e de Abel, os primeiros filhos de Adão e de Eva, quando temos a narrativa do “primeiro culto”, do início da adoração ao Senhor, fato que gerou inveja em Caim, já que seu sacrifício não foi aceito, e temos, então, a narrativa do “primeiro crime”, que foi o crime de homicídio.
- Neste mesmo capítulo, vemos o desenvolvimento das duas primeiras civilizações, a civilização dos descendentes de Caim, onde se têm as primeiras invenções e descobertas, como também a civilização dos descendentes de Sete, o filho que o primeiro casal teve em lugar de Abel (Cf. Gn.4:25), onde se teve a “primeira invocação do nome do Senhor” (Gn.4:26) e, por conseguinte, a formação do “primeiro povo de Deus”.
- No quinto capítulo, é dada a genealogia dos descendentes de Sete, destacando-se a figura de Enoque, o “primeiro profeta” (Cf. Jd.14), genealogia que vai até Noé, que será o próximo protagonista no relato de Gênesis.
- No sexto capítulo, temos a narrativa da corrupção da “geração de Noé”, a apostasia do “primeiro povo de Deus”, que fez com que a terra se enchesse de violência e a imaginação da humanidade fosse má continuamente, o que levou à decisão divina de destruir o mundo por meio do dilúvio, que é, então, anunciado a Noé, que começou, então, a construir a arca consoante o mandado do Senhor.
- No sétimo e oitavo capítulos, temos a narrativa do dilúvio, que foi o juízo divino com que se encerrou a segunda dispensação.

III – A ESTRUTURA DO LIVRO DE GÊNESIS – A TERCEIRA E QUARTA DISPENSAÇÕES

- Depois da narrativa do dilúvio, o livro de Gênesis passa, no nono capítulo, a descrever o chamado “pacto noaico”, ou seja, a aliança firmada entre Deus e Noé, onde se estabelecem as diretrizes para o repovoamento da terra, diretrizes estas que deram origem ao que se denomina de “dispensação do governo humano”, o período em que Deus tratou com o homem além da consciência com o próprio domínio da terra pelo homem que passou a ter não somente a governança do planeta mas a própria administração da justiça.
- Com o reinício da humanidade, Moisés relata o desenvolvimento desta nova comunidade formada pelos descendentes de Noé, a começar pela própria família de Noé, no episódio em que Noé se embriaga, o que motivou a maldição de Canaã por parte de seu avô.
- No décimo capítulo, Moisés traz-nos uma genealogia a respeito dos descendentes de Noé, mostrando, assim, a origem das nações que hoje temos em nosso planeta, tendo, no capítulo onze, explicado a dispersão das nações, com o episódio da confusão das línguas em Babel, que põe fim à dispensação do governo humano.
- Ante a rejeição da comunidade única de Babel, mister se fazia a construção de um novo povo de Deus, através do qual se poderia cumprir a promessa da redenção da humanidade e, por isso, o final do capítulo 11 é dedicado à genealogia de um dos filhos de Noé, Sem, de onde descenderia Abraão, que passa a ser o protagonista do livro a partir de então.
- A partir do capítulo 12 até o capítulo 25, temos o que se costuma denominar de “ciclo de Abraão”, ou seja, a narrativa da vida de Abraão, nascido Abrão, que, aos setenta anos de idade, foi chamado por Deus para deixar a sua cidade, Ur dos caldeus, para ser o pai de uma grande nação, nação esta de onde viria a “semente da mulher” prometida pelo Senhor ao primeiro casal no jardim do Éden.
- Tem início, assim, a dispensação patriarcal ou dispensação da promessa, período em que Deus tratou com a humanidade por meio dos “patriarcas”, aqueles que o Senhor escolheu para serem os pais de Israel, a nação que seria formada para dela vir o Messias, Aquele que restauraria a amizade entre Deus e os homens (Jo.4:22).
- Nestes quatorze capítulos, Moisés relata a vida do patriarca Abraão, sua chamada, sua peregrinação à terra de Canaã, os embates lá enfrentados, a demora de vinte e cinco anos para o cumprimento da promessa de que teria um filho, uma sequência de fatos que demonstram porque Abraão é conhecido como o “pai da fé”.
- Neste ciclo, temos a passagem de Gn.25:12-18 em que há a genealogia de Ismael, o filho que Abraão teve com a sua escrava Agar, dando-nos, portanto, a origem da nação árabe.
- A seguir, temos o chamado “ciclo de Isaque”, que abarca desde Gn.25:19, quando se relata o nascimento dos filhos gêmeos de Isaque, até o final do capítulo 27, onde o protagonista passa a ser o “filho da promessa”, ou seja, o filho que Deus havia prometido dar a Abraão. Isaque foi outro peregrino na terra de Canaã (Cf. Hb.11:8,9), que havia herdado a promessa de Deus dada a seu pai, que também enfrentou embates na terra de Canaã, mas que manteve a continuidade da fé de seu pai.
- A partir do capítulo 28 até o final do capítulo 36, o protagonista da história passa a ser Jacó, que posteriormente teve seu nome mudado para Israel (Gn.32:28), que, apesar de não ter sido o primogênito de Isaque, herdou as promessas feitas a Abraão, diante do desprezo que Esaú teve em relação à primogenitura (Gn.25:33,34).
- Moisés relata a ida de Jacó para Padã-Arã, onde ele formou a sua família, seus embates com o seu tio e sogro Labão, como também o seu retorno a Canaã, depois de vinte anos, quando, então, a exemplo de seu avô e pai, passou a peregrinar naquela terra. No “ciclo de Jacó”, é incluído o capítulo 36, que traz a genealogia de Esaú, o irmão de Jacó que desprezou a primogenitura e que deu origem à nação dos edomitas, que seriam históricos adversários do povo de Israel.
- A partir do capítulo 37, temos o chamado “ciclo de José”, em que o protagonista da história passa a ser José, o oitavo filho de Jacó (o sétimo filho homem) e primeiro filho de Raquel, que foi vendido pelos seus irmãos ao Egito e lá se tornou governador do Egito, para onde, durante os anos de fome que havia predito a Faraó, levou os seus familiares para morar.
- Neste “ciclo”, está o capítulo 38, onde se tem a história de Judá e de Tamar, um parêntese em que se mostra o “começo da tribo de Judá”, que é a tribo em que nasceria o Salvador.
- O livro do Gênesis termina com a morte de José e o povo de Israel no Egito, onde iria se formar como uma nação, de modo que temos aqui a história do “começo do povo de Israel”.
- O livro termina com a promessa feita pelos irmãos de José de que o corpo do governador do Egito não seria sepultado no Egito, mas que seria levado para Canaã quando o Senhor levasse Israel para lá, de modo que o livro termina com a reafirmação da promessa feita por Deus a Abraão, que era, assim, o “começo do cumprimento da promessa da redenção da humanidade”.
- Gênesis é, pois, nitidamente o “livro dos começos”, o “livro das origens”, livro cuja leitura nos permite conhecer e entender, desde o seu início, o plano de Deus para o homem, o descortinar da revelação divina para o homem.
- Ainda mencionando Finnis Jennings Dake, vemos que o tema de Gênesis é “…a criação, a queda e a redenção da raça humana através de Jesus Cristo. Em torno disso, centraliza-se toda a revelação divina e verdade das Escrituras. O livro é a sementeira de toda a Bíblia e é a correta compreensão de cada parte dela. O Gênesis é a fundação sobre a qual toda divina revelação se baseia e é construída. E não somente isso, mas entra e forma uma parte integrante de toda a revelação. Cada grande doutrina das Escrituras encontra suas raízes em Gênesis em princípio, tipo ou simples revelação…” (op.cit., p.2). Seu propósito, ainda segundo Dake, é “…revelar ao homem a origem do céu e da terra e de todas as demais coisas. Declarar Deus como um Criador pessoal e mostrar que nada evoluiu através de bilhões de anos. Registrar a história da queda do homem e a presença do pecado na terra como uma introdução para a Sua lei.…” (ibid.).
- Que a leitura deste livro, neste trimestre, tenha o condão de nos fazer fortalecer ainda mais a nossa fé e a nossa esperança no Senhor.
Caramuru Afonso Francisco

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2015
tEMA – O COMEÇO DE TODAS AS COISAS – Estudos sobre o livro de Gênesis
COMENTARISTA : CLAUDIONOR DE ANDRADE
INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE
1º SLIDE
Neste último trimestre de 2015, teremos mais um trimestre bíblico, em que estaremos a estudar o livro de Gênesis, mais propriamente a primeira parte do livro, que abarca os 11 primeiros capítulos, que dão conta da criação e das três primeiras dispensações (inocência, consciência e governo humano), chamada de “ciclo das origens”.
- As três últimas lições falando, sucintamente, das vidas dos patriarcas Abraão e Isaque, bem como uma lição a respeito de José.
2º SLIDE
- O livro de Gênesis recebeu este nome por parte dos responsáveis pela tradução da Septuaginta porque é o livro das origens, ou seja, o livro em que ficamos a saber, pela revelação divina, do princípio de todas as coisas, do começo de tudo o que há. “Gênesis” em grego é “origem”.
- Os israelitas chamam este livro de “Bereshit”, que são as primeiras palavras do texto, ou seja, “No princípio”, nome que também dá a ideia de que se trata de um livro que trata dos começos, dos princípios, das origens.
3º SLIDE
- O livro de Gênesis foi escrito por Moisés durante a peregrinação de Israel para a Terra Prometida.
- Alguns entendem que a revelação do Gênesis se deu antes das instruções dadas no monte Sinai após a entrega da lei.
4º SLIDE
Blocos do trimestre
1º bloco – introdução – lição 1
2º bloco – criação – lições e 3
3º bloco – dispensação da consciência – lições 4 a 7
4º bloco – dispensação do governo humano – lições 8 a 10
5º bloco - dispensação patriarcal – lições 11 a 13
5º SLIDE
Capa deste trimestre 
- O globo terrestre devidamente iluminado. Tal ilustração nos remete à criação de todas as coisas, pois toda a criação iniciou-se pela luz (Gn.1:3), ao começo de todas as coisas, que é, aliás, o título deste trimestre.
6º SLIDE
- O comentarista deste trimestre é o pastor Claudionor de Andrade, consultor teológico A e ex-gerente de publicações da CPAD.




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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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