Lição 11: Crenças religiosas Data: 10 de Setembro de 2017 = JOvem - CPAD


TEXTO DO DIA
Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas” (Mc 7.8).

SÍNTESE
Muitas das crenças religiosas ditas evangélicas do nosso tempo não mais reproduzem a cosmovisão do Reino de Deus, por se conformarem com o sistema deste mundo.

AGENDA DE LEITURA
Segunda Êx 7.10-12: Imitando os sinais de Deus
Terça Nm 26.61: O perigo do fogo estranho
Quarta Pv 22.28: Não remova os marcos antigos
Quinta Ml 2.2: Bênçãos amaldiçoadas
Sexta Mc 7.9: Invalidando o mandamento de Deus
Sábado Ap 14.6: O Evangelho eterno

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • ANALISAR o crescimento evangélico e as crenças religiosas da atualidade;
  • MOSTRAR alguns dos males do sincretismo cultural e religioso do nosso tempo;
  • EXPLICAR os perigos do adultério espiritual.

TEXTO BÍBLICO
Gálatas 1.6-12.

6 Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho,
7 o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
8 Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
9 Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
10 Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.
11 Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens,
12 porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO

Hoje, depois de dois mil anos, o conceito original de Cristianismo foi sociologicamente perdido, pois tudo que se faz sob o “símbolo da cruz”, chama-se de Cristianismo, não sendo feita nenhuma depuração, mas no início não foi assim. Ser cristão significava viver como Cristo e jamais o negar, ainda que para isso tivessem de morrer! Não se contaminariam com a cultura do mundo. Eles sempre estavam juntos, vivendo integralmente a contracultura do evangelho. Esse foi o segredo da Igreja Primitiva: produziu uma revolução cultural, pois quando a pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado. O evangelicalismo deste tempo pós-moderno precisa voltar ao Cristianismo puro e simples. [Um “cristão” (em hebraico: 'messianista') é uma pessoa que tem fé em Jesus como o prometido “Cristo” ou “Messias” (literalmente, “ungido”) e é, por definição, “um seguidor de Cristo”. O Dicionário Vine diz: “christianos — uma palavra formada após o estilo romano, significando um aderente de Jesus". Segundo outra fonte, os cristãos são definidos como “os que pertencem ou são devotados a Cristo”. [1] A nota de rodapé na Bíblia de Estudo MacArthur diz que o nome cristão era originalmente um “termo de escárnio, significando 'do partido de Cristo'. Porém, nem todos os comentaristas (ou tradutores) da Bíblia concordam que o nome foi dado originalmente como uma palavra de escárnio ou desprezo. Sobre este ponto, o erudito bíblico do século 19, Albert Barnes escreveu: “se os discípulos assumiram o nome por si mesmos, ou se foi dado por indicação divina, tem sido uma questão de debate. Não é provável que tenha sido dado como forma de escárnio, pois no nome “cristão” nada havia de desonroso.” [2] Segundo outra fonte: “A palavra é formada com o sufixo latino que designa “seguidor ou partidário” (compare-se com os “herodianos”, em Marcos 3:6) Não existe razão válida para se pensar que o termo era usado como escárnio. Ele simplesmente significa as pessoas que seguem a Cristo”. [3] O primeiro nome, dado pela primeira vez em Antioquia aos seguidores de Cristo. No Novo Testamento, ele só ocorre em 1 Pedro 4:16, Atos 11:26; 26:27,28. O nome entre eles próprios era 'irmãos', 'discípulos', 'os do caminho' (Atos 6:1,3; 9:2), “santos” (Rom. 1:7). Como os judeus negavam que Jesus é o Cristo, nunca deram origem ao nome 'cristãos', mas os chamavam de 'Nazarenos' (Atos 24:5). Os gentios os confundiam com os judeus, e pensavam que eles eram uma seita judaica. Porém, começou uma nova época no desenvolvimento da igreja quando, em Antioquia, os gentios idólatras (não meramente prosélitos judeus dentre os gentios, como o eunuco, um prosélito circuncidado, e Cornélio, um prosélito incircunciso do portão) foram convertidos. Então os gentios precisaram de um novo nome para designar pessoas que não eram judeus, nem pelo nascimento, nem pela religião. E o povo de Antioquia era famoso por sua prontidão em dar nomes: Partidários de Cristo, Christiani, assim como Caesariani significava os partidários de César; e um nome latino, uma vez que Antioquia havia se tornado uma cidade latina. Mas o nome [cristão] foi designado divinamente (como chrematizo sempre exprime, At 11.26).” [5]. De fato, o que se depreende de tudo que já foi escrito é que os discípulos foram chamados de cristãos, porque eles adotaram Cristo como seu Mestre, creditando a ele suas doutrinas e seguindo o modo de vida estabelecido por ele. A igreja primitiva é o modelo mais excelente para todas as outras, em todos os tempos, em todos os lugares. Esta igreja tornou-se uma referência de igreja fiel, digna de ser imitada. Ao vermos em nossos dias as mais variadas igrejas, com as mais diversas liturgias, diferenças doutrinárias e denominações, nos perguntamos: “Qual é a igreja que queremos ser”? Ao olharmos para a igreja no livro de Atos 2, encontraremos as marcas de uma igreja verdadeira. Alguém já disse: “Só conseguiremos enxergar o futuro com os olhos do passado” [6].] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?
[1]   Anchor Bible Dictionary, Volume I (Nova York: Doubleday, 1992) pág. 925. (O grifo é nosso).
[2] Notas sobre o Novo Testamento, Explicativas e Práticas, Albert Barnes, editado por Robert Frew DD, Atos (Grand Rapids: Baker Book House, 1967) pág. 185 em inglês.
[3] Wycliffe Bible Commentary (Chicago: Moody Press, 1962) pág. 1144 em inglês.
[4] Atos 11:26
[5] Dicionário Bíblico Fausset, A. R. Fausset (Grand Rapids: Zondervan, 1963) pág. 126 em inglês. Seria mais correto dizer “como chrematizo quase sempre exprime”, ou “normalmente exprime” no Novo Testamento.

I. CRESCIMENTO EVANGÉLICO E CRENÇAS RELIGIOSAS

1. Século I. O crescimento vertiginoso do Cristianismo, no Século I, trouxe a necessidade de se fazer alguns ajustes, para acomodar todas as vertentes étnicas e culturais emergentes. Diante disso, os apóstolos se reuniram em assembleia, na Cidade de Jerusalém, para resolver esse impasse, e ali estabeleceram os comportamentos que deveriam ser praticados por todos (At 15.20-22). As recomendações apostólicas eram um extrato de amor, santidade e comunhão entre os cristãos do mundo, um ponto de convergência comportamental. Os cristãos primitivos construíram a unidade sem negociar a verdade, pois queriam seguir juntos, com uma cosmovisão sólida e coerente, para que crescessem consistentemente, delineando a identidade cultural cristã. Eles conciliaram o que era aparentemente inconciliável, porque o Espírito Santo alinhou os entendimentos. [O objetivo de um concílio eclesiástico, convocado sob orientação divina, é preservar a unidade da Igreja no ESPÍRITO SANTO e conservar a sã doutrina. [7]. Ao retomar da primeira viagem, Paulo deparou com um problema sério no meio. dos judeus cristãos. Ele havia descoberto a fórmula da transculturação, ou seja, evangelizar os gentios sem os judaizar. Os radicais que permeavam a Igreja, os judaizantes, queriam que esses novos crentes seguissem o modus vivendi deles. Essa discussão deu origem ao Concílio de Jerusalém. DEUS abriu a porta da fé aos gentios.. Isso era ponto pacífico (At 11.18; 14.27). Outro problema surgiu sobre a situação deles: deviam ser judaizados? Essa questão era séria e podia ameaçar as bases do Cristianismo. Alguns dentre os de Jerusalém foram a Antioquia, dizendo que os gentios deviam se tomar judeus para serem salvos. Diziam que os gentios deviam viver o modus vivendi judaico, prescrito na lei (At 15.1,5). Isso era proveniente dos fariseus que se haviam convertido. Eles se apresentaram como vindos da parte de Tiago (GI 2.12), que jamais os autorizou, como ele mesmo declara (At 15.24). Saíram da igreja em Jerusalém, realmente, mas não foram autorizados a falar em nome dos apóstolos. Em Antioquia da Síria, eles fizeram um estrago muito grande. Até Pedro e Barnabé se deixaram levar por essa "dissimulação", fazendo "vista grossa" (GI 2.11- 13). Paulo entendeu com clareza meridiana o que isso representava e com justiça ficou revoltado. Repreendeu publicamente um dos principais líderes da Igreja (GI2.14). O texto de Atos 15.1-5 tem ligação com o testemunho de Paulo registrado em Gálatas 1.7 e 5.10. Esta carta foi escrita antes do Concílio de Jerusalém, se "às igrejas da Galácia" (GI 1.1), for uma referência às igrejas da Galácia do Sul, que Paulo e Barnabé fundaram na primeira viagem missionária: Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. A DECISÃO DO CONCÍLIO:
1. "Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos". Esse preceito diz respeito às restrições que se referem aos alimentos sacrificados aos ídolos. Essa matéria foi aprofundada posteriormente por Paulo (Rm 14.13-16; I Co 8. 7-15; 10.23-33).
2. Proibição do sangue. A proibição de se alimentar de sangue está prevista na lei de Moisés (Lv 3.17). No entanto, ele era usado como alimento ou bebida pelos gentios.
Interpretar tal passagem, como proibição para a transfusão de sangue, sustentada pelas testemunhas-de-jeová, é uma "camisa-de-força" e não resiste à exegese bíblica. Primeiro, porque o sangue dessa passagem é o dos animais, e não o humano. Pois elas seriam obrigadas a admitir que a "carne sufocada" seja uma referência à carne humana. Em segundo lugar, porque nenhum preceito bíblico é nocivo à vida. Essa crença das testemunhas-de-jeová é condenada por JESUS (Mt 12.3-7).
3. Abstenção da carne sufocada. Esse preceito está na lei de Moisés (Gn 9.5; 17.10-16; Dt 12.16, 23-25). Era muito comum entre os gentios, e ainda hoje, abater animais sem o derramamento de seu sangue.
4. Abstenção da prostituição. O padrão moral deles estava muito aquém do judaico-cristão..Era grande o risco de os gentios convertidos naufragarem nessas práticas licenciosas. Havia nos templos a chamada "prostituição sagrada".
5. Caráter dessas regras. A expressão "destas coisas fazeis bem se vos guardardes" (v. 29) parece mais uma recomendação. Tiago acrescenta ainda: "Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue e, cada sábado, é lido nas sinagogas" (v. 21). Isso significa que os judeus têm o alto padrão de conduta e um modus vivendi exemplar, porque estudam sobre isso nas sinagogas todos os sábados. Os gentios não aprenderam os bons costumes, porque nunca tiveram quem os ensinasse. Por essa razão, o modus vivendi deles era precário. Aplicar essa conduta judaica aos gentios era o mesmo que afirmar que a graça do Senhor não era suficiente. A lei de Moisés seria o complemento para a salvação. Isso reduziria o Cristianismo a uma mera seita do judaísmo e, além disso, confundiria com a identidade judaica. Nesse caso, era como se os cristãos de hoje usassem o talit (manto usado pelos judeus religiosos) e o kippar (solidéo que eles usam sobre a cabeça), alimentando-se apenas de khasher, como os judeus; além de outros ritos, como condição para a salvação.
6. Uma questão de consciência. Essas regras eram o mínimo que se pedia dos gentios, para não escandalizarem os judeus cristãos. Porém, mais por amor a eles. do que um meio de salvação. Uns acham que se trata de injunções e não ordenanças obrigatórias, usando como base Romanos 14.13-16; 1 Coríntios 8.7-13 e 10.27-29. Os contrários dizem que o assunto tratado por Paulo nas citações acima, é outro. [8].]
[7] Lição 11- O Primeiro Concílio da Igreja de Cristo, Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos, Atos dos Apóstolos - Até aos confins da terra, Comentários da revista da CPAD: Pr. Claudionor de Andrade
[8] Revista CPAD - 3º Trimestre de 1996 - Atos - O padrão para a Igreja da Última Hora - Pr. Ezequias Soares - Lição 13 - O PRIMEIRO CONCÍLIO APOSTÓLICO - CPAD.

2. Séculos XX e XXI. O Brasil experimentou, ao longo das últimas décadas, um vertiginoso crescimento numérico da igreja evangélica. De acordo com o IBGE, em 1980 algo em torno de 6,6% dos brasileiros eram evangélicos; em 1991, o percentual passou a 9,0%; no ano 2000, subiu para 15,4% da população e no último censo, em 2010, o índice saltou para 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Talvez hoje os evangélicos brasileiros já totalizem mais de 50 milhões de pessoas! No Século I, a igreja cristã cumpriu a Grande Comissão e a comissão cultural, levando o evangelho da salvação e transformando a cultura do mundo antigo. Hoje, entretanto, não se visualiza a existência de uma contracultura produzida uniformemente pelas igrejas evangélicas. Prova disso é que, não obstante esse impressionante crescimento numérico, os índices de criminalidade, prostituição infantil, trabalho escravo, corrupção, dentre outras mazelas sociais, não têm diminuído. Numa análise matemática, o crescimento evangélico não está fazendo diferença na cultura nacional. Algo, então, precisa ser mudado, pois esse não é o efeito prático do Cristianismo puro e simples. [Seria correto afirmarmos que a igreja está em crise, fragilizada? Certamente que os muitos escândalos de alguns líderes a desautorizaram diante de uma sociedade perplexa. Mas diante de tudo isso, sabemos que a Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável, descrita pelo apóstolo Paulo, esta as portas do inferno não poderão prevalecer. Outra vez pergunto: Seria correto afirmarmos que a igreja está em crise, fragilizada? A verdade é que a igreja jamais irá perder sua beleza e relevância, até porque, como corpo de Cristo, não precisa de paredes para aprisioná-la. É livre, dinâmica e transformadora. Como escreve o Ver Hernandes Dias Lopes: “A igreja é chamada do mundo, está no mundo, mas não é mundo, antes chama do mundo aqueles que devem pertencer à família de Deus; A igreja só é relevante quando é totalmente diferente do mundo. A amizade da igreja com o mundo é uma desastre (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.2). Quando a igreja tenta imitar o mundo para atrair o mundo, ela perde sua capacidade transformadora.”[9].]
3. Sincretismo evangélico. Algumas crenças religiosas evangélicas pós-modernas são eminentemente sincréticas, ou seja, misturadas com elementos cultuais da sociedade, notadamente dos elementos cultuais místicos dos católicos, espíritas, dos cultos afros e até das religiões indígenas. Uma miscelânea de ideias e conceitos antagônicos, que buscam o resultado a qualquer custo. Daí advém a realização de novenas, o uso do sal grosso, rosa ungida, a deificação de líderes (cujo suor pode curar), a formulação de poções feitas com dezenas de ingredientes “mágicos”, dentre inúmeras outras práticas, que indicam que os “convertidos” permanecem prisioneiros do misticismo, embora tenham alterado o rótulo religioso. [O texto que se segue é uma reprodução do artigo Sincretismo Evangélico: Absorção ou Retenção?, de autoria de Humberto Ramos, disponível no site Púlpito Cristão: “O seguimento evangélico que hoje mais cresce no Brasil é chamado de neopentecostalismo, seguimento que, procurando adequar-se ao mundo globalizado e plural, até onde se pode perceber, tem decidido investir em uma gama de ingredientes encontrados nas esferas mais populares da espiritualidade latino-americana. Amuletos, objetos sagrados, flores, água benzida (orada ou ungida, na terminologia neopentecostal), a concepção dualista do bem e do mal, e a elaboração de uma teologia superficial sem muitas implicações no âmbito social, mas que na dimensão individual funda-se na relação de troca com o divino. De forma que, contribuindo financeiramente com a Igreja, a benção será concedida. Comparecendo sete sextas-feiras em determinada campanha, o sonho será realizado. Tal direcionamento é tão notório que nem mesmo carece de exemplos. Uma olhada nos programas neopentecostais na mídia televisiva basta para se ter uma noção de como tem-se desenvolvido essa nova manifestação religiosa. É curioso que os estudiosos ainda o considerem como sendo parte do protestantismo. Embora possam, de fato, ainda ser chamados de evangélicos, tem-se tornado incabível creditar a eles qualquer ligação essencial com o protestantismo, uma vez que as suas ênfases teológicas colidem em tudo aquilo defendido pelos reformadores. As novas liturgias, em tons de encenações profundamente simbólicas e a mistificação de palavras, gestos e objetos, destoam por completo do caráter iconoclasta das igrejas protestantes. Em outras palavras, o protestantismo inicial posicionou-se radicalmente em relação a qualquer prática supostamente oferecesse ao crente qualquer vantagem diante de Deus ou servisse de moeda de troca para fins de recebimento de bênçãos” [10].]
Pense!
No lugar em que o Cristianismo puro e simples chega há, necessariamente, mudança cultural?

Ponto Importante
Com a chegada do Cristianismo verdadeiro há, sempre, uma revolução cultural, pois quando uma pessoa é transformada por Cristo, o mundo ao seu redor é mudado.

II. OS MALES DO SINCRETISMO CULTURAL E RELIGIOSO
1. Pregação da cultura do mundo. A pregação cristã deve se basear exclusivamente nas Escrituras (Sola Scriptura), mas quando o sincretismo religioso surge, elementos culturais e doutrinários são incorporados gerando apostasia. Exemplo disso são pregações que ensinam e estimulam o amor ao dinheiro e às riquezas. Isso caracteriza a igreja utilitarista, ou seja, se os resultados numéricos (e financeiros) forem positivos, então o método e a doutrinação podem (e devem) continuar. Nessa esteira, muito tem proliferado a famigerada teologia da prosperidade, a qual coloca os bens materiais em posição de destaque na vida, estimulando a busca deles. Inclusive, é bom lembrar que não foi Jesus quem disse: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”, mas o próprio Diabo (Mt 4.9). Todo cuidado é pouco. [Sola Scriptura, segundo a Reforma Protestante, é o princípio segundo o qual a Bíblia tem absoluta primazia ante a Tradição legada pelo magistério da Igreja Cristã, quando, os princípios doutrinários entre esta e aquela forem conflitantes. As Escrituras são a única regra de fé e prática. A Bíblia é completa, dotada de autoridade e verdadeira. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3.16). Sobre a igreja utilitarista, a revista Ultimato Online traz o seguinte artigo: “’Utilitarismo do sagrado’ - Vivemos em uma sociedade cheia de apelos e seduções, uma sociedade em que as pessoas são induzidas por meio de um sistema agressivo de marketing a um intenso desejo de consumir produtos e serviços, consumo esse que gera mais insatisfação do que qualquer outro resultado. Estes apelos são perceptíveis, também, nos ambientes eclesiásticos, onde o sagrado é negociável e manipulável, entretanto esquecem que o sagrado em si mesmo já seduz o ser humano, pois ele é mistério e se relaciona na esfera do desconhecido. E se não bastasse a atração própria do sagrado, existem pessoas que legitimam suas ações em nome de Deus para atraírem outras a terem contato com o sagrado. Não incluo aqui apenas líderes, pastores, ministros, mas, descrevo também cristãos comuns, sem nomes, sem cargos, membros de igrejas que consciente ou inconscientemente, pregam o utilitarismo do sagrado. Quantas vezes não falamos para amigos, colegas ou conhecidos que estão passando por dificuldades: "Vai lá na igreja que Deus pode te ajudar", ou então, "entre na campanha da vitória na minha igreja e seu problema será resolvido", enfim, a verdade é que criamos no imaginário do outro uma forma de comercialização com Deus, uma verdadeira relação de barganhas com Deus. Assim, o que parece é que temos um grupo de pessoas nas igrejas, motivado não pela busca por Deus, mas pela satisfação de necessidades pessoais. Não podemos esquecer que a experiência com o sagrado requer de nós seriedade, temor a Deus, que podemos traduzir como "levar Deus a sério". Mas, infelizmente, o que percebemos é a inversão desses valores no momento em que as pessoas não estão servindo a Deus, mas estão servindo-se de Deus. O sagrado na pós-modernidade tem se tornado mais um objeto de consumo entre tantos outros, e a responsabilidade para mudar essa realidade está em nós.” [11].]

2. Humanismo secular. Consequência indissociável do sincretismo de certas crenças ditas evangélicas é o aparecimento do humanismo secular, — o homem se torna o centro de todas as coisas. O humanismo tira a primazia de Deus e faz o homem assentar-se soberano; então, assim, a obra de Deus se transforma em “ministério” desta ou daquela celebridade, o púlpito da congregação se transforma em palco e o culto, em show. Como se não bastasse, são outorgados títulos ufanistas aos líderes, tais como apóstolo, patriarca, sumo-sacerdote, e até rei, dentre outros, de maneira a identificá-lo acima dos demais líderes cristãos. Isso é humanismo secular e trata-se de uma apostasia à fé cristã. [O humanismo secular é uma postura filosófica (alternativamente conhecido por alguns adeptos como "Humanismo", especificamente com H maiúsculo para distingui-la de outras formas de humanismo) que abraça a razão humana, a ética, a justiça social e o naturalismo filosófico, rejeita especificamente dogmas religiosos, o sobrenatural, pseudociência ou superstições como a base da moralidade e de tomada de decisão. Ele postula que os seres humanos são capazes de ser éticos e morais sem religião ou sem um deus [12]. Vivemos uma época de muitas nomenclaturas ministeriais no meio evangélico brasileiro. Alguns líderes de diferentes denominações cristãs, mesmo atuando nas mesmas funções, usam termos e nomes diferentes como apóstolos, pastores, bispos, presbíteros e muitos outros. Infelizmente conseguimos identificar que alguns ministros usam algumas nomenclaturas bíblicas por uma busca de autoridade eclesiástica e um suposto poder espiritual, criando assim uma visível contradição quanto ao real significado do título e dos nomes na Bíblia [13]. É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11). Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico. [14].]

3. Uma longa história. A história do sincretismo do fenômeno religioso é bastante antiga. Quando Moisés demorou a descer do monte, os israelitas fizeram um bezerro de ouro “egípcio” e disseram que aquele era o Senhor. Jeroboão I, ao criar os altares em Dã e Betel, iguais ao de Damasco, convenceu o povo que aqueles lugares seriam os substitutos do Templo em Jerusalém. As consequências em ambos os casos foram terríveis. Paulo, quando escreveu aos Gálatas repreendeu-os severamente pelo sincretismo daquela igreja. Eles estavam colocando as experiências religiosas acima das Escrituras. Então o apóstolo dos gentios recomendou que não aceitassem outro evangelho, nem que fosse pregado por um anjo (Gl 1.6-8). Qualquer “revelação” que contrariasse a “cosmovisão judaico-cristã” deveria ser considerada uma maldição. [Sincretismo é a fusão ou mistura de religiões ou filosofias estranhas, ou seja, é o processo pelo qual aspectos de uma religião são assimilados ou misturados com outra, levando a mudanças fundamentais em ambas [15]. Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem. O Pr Renato Vargens escreve em seu Blog: “A Igreja brasileira tem sido influenciada tanto pelo secularismo como pelo misticismo. Na verdade, o adversário das nossas almas é astuto e de forma incisiva tem atacado a igreja do Senhor. Pois bem, para nossa tristeza o comportamento de algumas das igrejas chamadas "evangélicas", cada vez mais tem se aproximado dos rituais espíritas. Lamentavelmente, em alguns dos denominados templos evangélicos é comum encontrar inúmeras aberrações teológicas.  Tais igrejas, de forma sincrética tem usado em seus cultos sal grosso para espantar mal olhado, fazem a terapia do amor que trás a pessoa amada em sete dias, acreditam em videntes espirituais, distribuem balas consagradas para “abençoar” crianças, frequentam reuniões do descarrego, elaboram despachos gospel, bebem a garrafada do tempo dos apóstolos, ungem com óleo  objetos inanimados, quebram  maldições hereditárias, expulsam encostos, fazem atos proféticos, e muito mais. Diante disso acredito que mais do que nunca precisamos tomar algumas posturas imediatas tais como: 1- Fazer das Escrituras nossa única e exclusiva regra de fé. 2- Treinar e capacitar melhor os nossos pastores. 3- Resgatar a importância do estudo bíblico e do ensino nas Igrejas Locais. 4- Fortalecer a Escola Bíblica. Que Deus tenha misericórdia do seu povo e nos leve a um genuíno arrependimento” [15].]

Pense!
A sincretização dos rituais e doutrinas religiosas não são importantes para trazerem mais pessoas ao conhecimento da verdade?

Ponto Importante
Paulo advertiu sobre o perigo do sincretismo religioso, alertando que qualquer “revelação” que contrariasse o Evangelho deveria ser considerada uma maldição

III. O PERIGO DO ADULTÉRIO ESPIRITUAL
1. Tempos trabalhosos. Uma vez consolidada a corrupção de uma prática cristã, seja ela cultural, seja doutrinária, aos olhos do Senhor surge um adultério espiritual, o que Deus não tolera. Abundantes são os casos, na Bíblia, em que homens cometeram adultério espiritual e foram severamente punidos. Podem-se citar os acontecimentos envolvendo Nadabe e Abiú, os filhos de Eli, Uzá, Uzias, dentre outros. Episódio igualmente impressionante foi o de Ananias e Safira (At 5.1-7). Eles mentiram para o apóstolo Pedro, em um ambiente de culto, o que ocasionou suas mortes imediatamente, porque não havia apenas avareza, mas também um sentimento de zombaria, de desprezo pelas coisas do Senhor, um adultério espiritual. Isso acendeu o zelo de Deus. O juízo foi rápido, em cumprimento ao que está escrito: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). [O Dr. R. C. Sproul nos revela que este é um problema antigo: No Antigo Testamento, Deus esta profundamente preocupado com a pressão e a tentação do sincretismo. Enquanto o povo de Israel se movia em direção à Terra Prometida, foi confrontados com religiões pagãs. Os deuses cananeus, Baal e Aserá, tornaram-se objetos da devoção dos israelitas. Posteriormente, o povo de Deus adorou os deuses nacionais da Assíria e Babilônia. A Lei de Deus advertia claramente a Israel não somente contra abandonar o Senhor Deus por outros deuses, mas também contra adorar deuses juntamente com o verdadeiro Deus. Os profetas advertiam quanto aos juízos que viriam porque o povo modificava sua fé para acomodar doutrinas e práticas estrangeiras. (R. C. Sproul, 3º Caderno). E que perdurou no tempo do Novo Testamento: O período do Novo Testamento foi marcado por um sincretismo difuso. À medida que o Império Grego se expandia, seus deuses se mesclavam com os deuses nativos das nações conquistadas. O Império Romano também era receptivo a toda sorte de cultos e religiões místicas. O cristianismo não ficou incólume. Os pais da Igreja não só difundiram o evangelho, mas também lutaram para proteger sua integridade. O maniqueísmo (filosofia dualística que via o físico como sendo mau) insinuou-se em algumas doutrinas. O docetismo (ensino que negava que Jesus tinha um corpo físico) foi um problema mesmo enquanto o Novo Testamento estava sendo escrito. Muitas formas de neoplatonismo fizeram um esforço consciente para combinar os elementos da religião cristã com a filosofia platônica e o dualismo oriental. A história dos credos cristãos é a história do povo de Deus buscando separar-se das tramas das religiões e filosofias pagãs. Todas as gerações de cristãos enfrentam a tentação do sincretismo. (Idem). Assim como nos dias hodiernos: A igreja hoje ainda enfrenta o mesmo problema. Filosofias não-cristãs, como o marxismo ou o existencialismo buscam o poder do cristianismo enquanto renunciam àquilo que é unicamente cristão. O sincretismo continua sendo poderosa ferramenta para separar Deus de seu povo. (Idem).]

2. Subcultura. O sincretismo evangélico tende a produzir apenas uma subcultura do mundo, e não uma contracultura do Reino, ou seja, as pessoas passam a viver com particularidades culturais cristãs, sem, todavia,desprenderem-se do modo de vida dominante no mundo. Há uma conformação aos moldes sociais (Rm 12.2), uma aceitação tácita da cultura secular. Tal fato pode ser observado em algumas crenças religiosas do tempo atual que, por exemplo, não enxergam pecado na prática do sexo antes do casamento, aceitam a realização do aborto e do casamento homossexual, admitem toda forma de sensualidade e desejo da carne.[No site Púlpito Cristão, o artigo ‘Sincretismo Evangélico: Absorção ou Retenção?’, de autoria de Humberto Ramos, afirma: “São fascinantes as pesquisas que se dedicam com esmero em explorar as nuances do sincretismo religioso, em especial o sincretismo na esfera da Cristandade. Em se tratando do panorama nacional, pode-se dizer que desde cedo, ao passo em que se construía uma sociedade genuinamente brasileira – um povo resultante de uma série de misturas étnicas, culturais e religiosas –, a fé cristã (especificamente a Católico Romana) teve de duelar com crenças de diversos matizes. Conquanto a cristianização do Brasil tenha sido inicialmente agressiva, solapando a cultura e as crenças dos índios e, logo depois, dos negros trazidos para trabalharem como escravos, não pode-se falar em vencedor neste duelo. Basta olhar para o cenário religioso brasileiro para perceber a existência de dois tipos de catolicismo. O catolicismo clerical, teologicamente elaborado e dogmatizado, e o catolicismo popular, eivado de superstições e elementos originários dos cultos afroamerindios (não é conveniente tratar aqui o catolicismo liberal, que tem crescido no seio da Igreja Romana. Sem dúvida, houve uma absorção dos elementos das crenças indígenas e africanas, fundindo-se com o catolicismo português (que já veio com sua parcela de sincretismo.”[18]. Neste mesmo artigo, o autor afirma que no protestantismo, o ramo que se degenerou com o sincretismo foi o pentecostalismo. Claramente ele não faz distinção entre as correntes pentecostais, mas o que podemos observar é que as igrejas neo-pentecostais são as que apresentam esta subcultura, esta apreensão dos elementos sincréticos antes combatidos, que agora são incorporados às suas crenças. O pentecostalismo clássico se pauta pelas Escrituras (ainda que não devamos fazer vistas grossas para os desvios que há entre nós), pela pureza doutrinária, pela boa influencia do Evangelho na sociedade onde estamos inseridos.]

3. Cristianismo puro e simples. O resultado prático de se viver o cristianismo na sua forma original é o estabelecimento de uma contracultura capaz de responder efetivamente a qualquer questionamento de ordem emocional, espiritual ou social. Está escrito que os crentes primitivos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão [...] E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (At 2.42,47). [Onde o verdadeiro Evangelho é pregado há transformação devida tanto para os que são agregados à comunidade da fé quanto aqueles que deixam de se converter, estes gozam das benesses do Evangelho mesmo sem dar-lhe o devido valor. Isso porque o evangelho abrange tudo a respeito da vida, tanto nesta vida presente quanto na vida futura. Como você se posiciona frente aos vários acontecimentos do mundo? Qual a sua opinião a respeito do aborto e da sexualidade? Como você vê o casamento? Qual deve ser o destino da educação e da política? À estas perguntas temos o barema das Escrituras, são elas que norteiam nosso entendimento e conduta. Colocando em prática esta cosmovisão, a sociedade onde estamos inseridos será influenciada.]

Pense!
As crenças religiosas não devem se atualizar, compatibilizando-se com os avanços sociais e políticos da sociedade contemporânea?

Ponto Importante
As denominações evangélicas não devem, em nome da liberdade cristã, dar ocasião ao pecado, pois sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

CONCLUSÃO
A revolução do Cristianismo continua em ação, porém tem-se observado a ausência de identidade com Cristo de algumas crenças religiosas “cristãs”, o que é dramático. Em qualquer tempo, o indivíduo que se entregar ao Senhor, como fizeram os primeiros cristãos, experimentará algo extraordinário, inigualável, e receberá uma nova vida em Cristo (2Co 5.17), criando ao redor de si uma contracultura transformadora. [Observando o cenário atual da igreja Brasileira, parece que as igrejas evangélicas tem abandonado a tarefa de serem contracultura; temos esquecido nosso papel de ser a resposta e alternativa à cultura imperante, e pior que isso, temos nos conformado em ser vistos como uma subcultura, uma fragmento a mais, uma opção a mais no supermercado de filosofias, seitas e religiões oferecidas no balcão da mídia. A proposta não é declararmos uma ‘guerra santa’ contra a cultura humanista ora em voga, nossa guerra não é contra carne e sangue, não devemos estabelecer um embate entre evangélicos conservadores e humanistas seculares sobre temas como o aborto, a educação pública e a religião, a homossexualidade e outra quantidade de temas controvertidos. Precisamos resgatar os valores do Reino dentro de nossas igrejas, vivê-las, ensiná-las. O que temos visto, na verdade, é o surgimento de uma subcultura evangélica, com os mesmos valores da cultura dominante! Com seus próprios programas e canais de televisão, sua diversão e entretenimento, sua publicidade paga, seus noticiários, revistas e ofertas especiais. Claro que ainda tem valores e princípios especiais, mas na realidade representam uma cópia da cultura que atacam. Tornaram-se uma subcultura e tem perdido a possibilidade de ser verdadeiramente uma contra-cultura.] “... corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus ...” (Hebreus 12.1-2),
Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Setembro de 2017

ESTANTE DO PROFESSOR
HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996.

HORA DA REVISÃO

1. O considerável aumento da população evangélica não produziu uma contracultura eficiente, pois os indicadores ruins continuam intocados. Por quê?
Resposta pessoal.
2. Identifique pelo menos dois exemplos do sincretismo evangélico.
Rosa ungida e o uso do sal grosso para rituais.
3. O que é uma igreja utilitarista?
É aquela igreja na qual, se os resultados numéricos forem positivos, então o método e a doutrinação devem continuar. O mais útil é o melhor.
4. O que é o adultério espiritual?
Traição ao cristianismo genuíno, a consolidação da corrupção de uma prática cristã.
5. O que é uma subcultura do mundo?
É o resultado da mistura cultural do cristianismo com o mundo. É o viver de uma coletividade que possui 
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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