Lição 4 - Salvação - O Amor e a Misericórdia de Deus - 22 de Outubro de 2017 - EBD Adulto - CPAD


Texto Áureo

Verdade Prática
'Vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia."(1Pe 2.10)

A partir de seu amor misericordioso, aprouve a Deus enviar seu Filho para morrer em lugar da humanidade.
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Leitura Diária
Segunda Jo 3.16: O amor e a misericórdia de Deus
Terça Lm 3.22,23: A nossa existência é fruto da misericórdia divina
Quarta 1Jo 3.16: Cristo deu a sua vida por nós, assim, devemos oferecer a nossa em favor dos nossos irmãos

Quinta Rm 5.5-8: Cristo morreu em nosso lugar
Sexta Ef 2.4,5: A grande benignidade de Deus por intermédio de Cristo
Sábado Jo 1.10-12: O projeto redentor de Jesus, o Filho de Deus

Leitura Bíblica em Classe
1 João 4.13-19
13 Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.
14 E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
15 Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

17 Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
18 No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
19 Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.

HINOS SUGERIDOS: 27,310,411 da Harpa Cristã

Objetivo Geral
Mostrar que a salvação é resultado do amor misericordioso de Deus.

Objetivos Específicos
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I -   Apresentar o maravilhoso amor de Deus;
II-   Explicar a misericórdia de Deus no plano da salvação;
II – Analisar o amor, a bondade e a compaixão na vida do salvo.


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A salvação é obra do imenso amor de Deus e de sua maravilhosa misericórdia. Essa obra só foi possível porque o Pai amou tanto a humanidade a ponto de dar o seu próprio Filho para morrer no lugar dela. Assim, por intermédio de sua misericórdia, Deus concedeu perdão ao pecador, fazendo deste seu filho por adoção, dando-lhe vida em abundância. [Comentário: Como sugere o título da lição, iremos refletir acerca de dois atributos divinos, o amor e a misericórdia, agindo em favor do homem caído, a fim de lhe proporcionar salvação. Em teologia chamamos este estudo de soteriologia. O termo soteriologia vem do vocábulo grego 'soteria' e significa salvação, libertação de um perigo iminente, livramento do poder da maldição do pecado, restituição do homem à plena comunhão com Deus. Pelo texto de Efésios 2.8 ficamos sabendo que esta salvação só pode ser obtida pela graça, ou seja, é um dom gratuito e imerecido que o pecador recebe. Deus, não o homem, é a fonte dessa transformação (Ef 2.1,8). Como disse Isaías: “Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1.6) e o Senhor Jesus, em Mateus: “... porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes” (Mt 9.12), entendemos que a Salvação implica em efetuar <<levar a efeito, realizar; efetivar, cumprir>> com sucesso a plena libertação de alguém ou de alguma coisa, de perigo iminente. O grande amor e dom gratuito de Deus, a Sua rica graça e misericórdia abundante, são a causa do renascimento. O grande poder de Deus - o poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos – é demonstrado na regeneração e conversão de pecadores (Ef 1.19-20).] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?

PONTO CENTRAL
Jesus Cristo veio ao mundo na plenitude dos tempos para salvar a humanidade.

I - O MARAVILHOSO AMOR DE DEUS

1. Deus é amor. Se é difícil dimensionar o amor da mãe pelos filhos, imagine o amor de Deus, que é mais profundo e incomensurável (Is 49.15)! Nesse sentido, Deus usou o profeta Oseias para demonstrar o verdadeiro amor pelo seu povo, ainda que os israelitas se apresentassem indiferentes a esse amor (Os 11.1-4). Ora, amar reflete a natureza do próprio Deus, pois Ele é amor (1Jo 4.8,16). Sendo o Pai a própria essência do amor, nós, seus filhos, somos apenas dotados por Ele com a capacidade de amar (1Jo 4.19). Assim, a maior demonstração do amor de Deus pelo mundo foi quando Ele; entregou vicariamente o seu amado Filho (Rm 5.8; 2 Co 5.14; Gl 2.20). Logo, o objeto desse amor vai muito além da Criação, pois tem, na humanidade, seu valor monumental (Jo 3.16). [Comentário: No site ‘gotquestions.org’ encontramos a seguinte definição para o significado do amor de Deus: “Deus é amor: o que isto significa? Primeiramente vamos observar como a Palavra de Deus, a Bíblia, descreve “amor”, e então veremos algumas maneiras de como isto se aplica a Deus. “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha...” (I Coríntios 13:4-8a). Esta é a descrição de Deus para o amor. Isto é como Ele é, e os cristãos devem fazer disto sua meta (mesmo que sempre em processo). A maior expressão do amor de Deus é a nós comunicada em João 3.16 e Romanos 5.8: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê (em Jesus Cristo) não pereça, mas tenha a vida eterna.” “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Nestes versos podemos ver que o maior desejo de Deus é que nos juntemos a Ele em Seu lar eterno, o céu. Ele tornou isto possível pagando o preço por nossos pecados. Ele nos ama por sua própria escolha, um ato de Sua própria vontade. “Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões a uma se acendem” (Oséias 11:8b). O amor perdoa. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).” . No contexto do Livro do Profeta Oséias este amor de Deus é demonstrado através de uma grande alegoria: o Profeta Oséias é ordenado por Deus a buscar e casar com uma prostituta e ter filhos com ela (Os 1.2). Oséias é traído por esta mulher e outra vez Deus mandar o Profeta se reconciliar com ela (Os 3.1). Essa alegoria revela o amor de Deus por Israel - Deus sempre buscando e perdoando só pelo fato de amar. Um amor incondicional e incomparável.]
1. Deus é amor: o que isto significa?. Disponível em: <https://www.gotquestions.org/Portugues/Deus-e-amor.html>. Acesso em: 05 out. 2017.

2. Um amor que não se pode conter. Deus sempre amou o ser humano. A criação do homem e da mulher, por si mesma, é a prova deste amor divino (Gn 1.26,27). Nesse aspecto, o amor de Deus pela humanidade é incondicional, ou seja, não há nada que o ser humano possa fazer para aumentá-lo ou diminuí-lo (2 Pe 3.9; 1Tm 2.4). Entretanto, há uma tensão entre o amor de Deus e a sua justiça. Como conciliar isso? As Escrituras mostram que o ser humano escolhe abandonar esse ato de amor, de modo que o Altíssimo, respeitando o livro-arbítrio do homem, o entrega à sua própria condição (Rm 1.18-32). Assim, o amor e a justiça de Deus se conciliam.[Comentário: O amor é a característica essencial da natureza de Deus. Tudo que Deus faz está ligado ao Seu amor. O amor de Deus é incondicional, por isso 1º João 4.8 afirma que Deus é amor, significando que Ele tem as mesmas características que o amor. "E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?" (Pv 24.12). A justiça de Deus é a retidão de sua natureza, aquilo pelo qual faz o que é reto e de igual medida. No site http://solascriptura-tt.orgencontramos um excelente artigo baseado em Salmos 136.15-20, ‘O Amor e a Ira de Deus’, onde o autor discorre: “Os pensamentos e as maneiras de Deus são superiores ao entendimento do homem (Jó 33:12; Isa 55:8,9; I Cor 1:25; I João 3:20). Entrando no assunto do amor e da ira de Deus encontramo-nos diante de imensos conceitos divinos que são insondáveis chegando a ser inescrutáveis (não pode ser medido) (Rom 11:33-36; Sal 77:19). O amor de Deus em Cristo “excede todo o entendimento” (Efés 3:19) e sobre a ira de Deus a Bíblia diz, “quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira?” (Naum 1:6). A Bíblia declara que Deus é amor (I João 4:8,16) e com a mesma ênfase declara que Deus é fogo consumidor (Deut 4:24; Heb 12:29). Por não sermos como Deus (Sal 50:21; I Sam 16:7; Num 23:19) quando procuramos entender Seus atributos, por necessidade, isso requer fé e temor. A Bíblia declara que Deus é Espírito (João 4:24), luz (I João 1:5) e amor (I João 4:8,16). Por Deus ser o que é, todos os atributos da divindade são influenciados e equilibrados. Nenhum atributo pode ser separado dos demais. Portanto, é necessário estudarmos cada atributo a luz dos outros. Para entendermos o equilíbrio entre o amor e a ira de Deus, temos que estudar cada um. A forma como os atributos se mesclam será vista uma vez que entendamos cada um separadamente.”2Sobre o livre-arbítrio, sugiro uma leitura interessante clicando AQUI.]
2. Pastor Calvin G. Gardner, O Amor e a Ira de Deus. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2017.

3. A certeza do amor de Deus. As relações humanas, infelizmente, implicam trocas, por isso certa dificuldade de compreendermos a gratuidade do amor de Deus. Pensamos que quando o decepcionamos com nossas atitudes e pecados, Ele vira as costas para nós, como fazem as pessoas as quais frustramos com nossas ações. Ora, havendo quebrantamento de coração (SI 51.17), verdadeiro arrependimento (Pv 28.13) e atitude de retorno sincero, Deus jamais abandona os seus filhos, ainda que estes o tenham ofendido (Lc 15.11-32). Assim, Ele nos convida a experimentar do seu perdão e a desfrutar do seu amor como filhos mui amados. Isso tudo acontece porque o amor do Altíssimo não se baseia no ser humano, objeto de seu amor, mas nEle mesmo (Dt 7.6,7), a fonte inesgotável de amor. [Comentário: O amor de Deus não é influenciado (Dt 7.7,8; 2Tm 1.9), nada em nós atrai ou atraiu o amor expressado por Deus. Deus é livre para demonstrar Seu amor espontâneo sem algo em nós que O faça nos amar (1Jo 4.10,19). Assim, este amor é gracioso (Jo 3.16; 1Jo 4.9), é favor imerecido. Essa expressão da graça vê-se quando entendemos o alvo do amor e o resultado de tal amor (Rm 8.35-39) e compreendemos a sua maior expressão: Cristo (1Jo 4.9). Por ter dado Cristo sabemos que Ele não deixará faltar algo para os Seus (Rm 8.32). O Pr João Batista de Oliveira escreve em seu site: “Quando João 19: 30 diz: “está consumado”, que é a expressão grega tételestai, ele quer dizer quer tudo está pago. Isto representa a salvação para o cristão. Tudo foi comprado no calvário. Abrange cada fase de nossas necessidades e dura de eternidade a eternidade. Inclui a libertação do pecado no presente e a apresentação contra as invasões do pecado no futuro, Jd 1: 24-25; Tt 2: 11-13. Então, vejamos em detalhes suas fases: salvação: arrependimento, fé, conversão, regeneração, justificação, adoção e santificação.”3. Sobre a certeza do amor de Deus leia este excelente artigo do Pr Josualdo Dreger, Pastor Presidente da Assembleia de Deus Campo de Itajá/GO, clicando AQUI.]
3. Pastor João Batista de Oliveira, Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2017.


SÍNTESE DO TÓPICO I
A salvação é a maior prova do amor e da misericórdia de Deus por nós.

II - UM DEUS MISERICORDIOSO

1. O que é misericórdia? É a fidelidade de Deus mediante a aliança de amor estabelecida com a humanidade (SI 89.28), apesar da infidelidade dela. Por conseguinte, a misericórdia do Pai torna-se favor imerecido para com o pecador, que merecia a condenação eterna, a fim de livrá-lo tanto da morte física quanto da espiritual (Lm 3.22). Quão permeadas de misericórdia são as obras de Deus (SI 145.9)! [Comentário: Não podemos confundir Misericórdia e graça. O site significados.com.br define misericórdia divina como: “Misericórdia Divina é Deus perdoar os pecados, apesar das faltas cometidas pelos pecadores. É a libertação do julgamento4. Embora Misericórdia e graça tenham significados semelhantes, teologicamente não são a mesma coisa. A misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos. O Dr. Louis Berkhof em sua teologia sistemática escreve sobre os Atributos Morais de Deus: “Outro importante aspecto da bondade e amor de Deus é a Sua misericórdia ou terna compaixão. A palavra hebraica mais geralmente empregada para esta perfeição é chesed. Há outra palavra, porém, que expressa uma terna e profunda compaixão, a saber, a palavra racham, às vezes lindamente traduzida por “terna misericórdia”. A Septuaginta e o Novo Testamento empregam a palavra grega eleos para designar a misericórdia de Deus. Se a graça de Deus vê o homem como culpado diante de Deus e, portanto, necessitado de perdão, a misericórdia de Deus o vê como um ser que está suportando as conseqüências do pecado, que se acha em lastimável condição, e que, portanto, necessita do socorro divino. Pode-se definir a misericórdia divina como a bondade ou amor de Deus demonstrado para com os que se acham na miséria ou na desgraça, independentemente dos seus méritos. Em Sua misericórdia Deus se revela um Deus compassivo, que tem pena dos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça. Esta misericórdia é generosa, Dt 5.10; Sl 57.10; 86.5, e os poetas de Israel se dedicam em entoar canções descrevendo-a como duradoura e eterna, 1 Cr 16.34; 2 Cr 7.6; Sl 136; Ed 3.11. No Novo Testamento é muitas vezes mencionada ao lado da graça de Deus, especialmente nas saudações, 1 Tm 1.2; 2 Tm 1.1; Tt 1.4. Repetidamente se nos diz que essa perfeição divina é demonstrada para com os que temem a Deus, ex 20.2; Dt 7.9; Sl 86.5; Lc 1.50. Não significa, porém, que se limita a eles, conquanto a desfrutem em medida especial. As ternas misericórdias de Deus estão sobre todas as Suas obras, Sl 145.9, e até os que não O temem compartilham delas, Ez 18.23, 32; 33.11; Lc 6.35, 36. Não se pode apresentar a misericórdia de Deus como oposta à Sua justiça. Ela é exercida somente em harmonia com a mais estrita justiça de Deus, em vista dos méritos de Jesus Cristo. Outros termos empregados para expressar a misericórdia de Deus são “piedade”, “compaixão”, “benignidade”5.]
4. https://www.significados.com.br/misericordia/, Acesso em: 05 out. 2017
5. Louis Berkhof, Teologia Sistemática, Editora Cultura Cristã. Disponível emhttp://www.monergismo.com/textos/atributos_deus/moral_berkhof.htm. Acesso em: 05 out. 2017
2. O Pai da misericórdia. A Bíblia afirma que Deus é o Pai da misericórdia (2 Co 1.3; Êx 34.6; Jn 4.2). Pelo fato de conhecer a estrutura humana, pois Ele mesmo a criou, o Altíssimo exerce a sua misericórdia, demorando a irar-se e não nos tratando segundo as nossas iniquidades (SI 103.8-12); pois Deus "conhece a nossa estrutura" e "lembra-se de que somos pó" (SI 103.14). Baseado na expressão dessa misericórdia, o pecador arrependido pode tranquilizar o seu coração e, no lugar de sentir-se perturbado e aflito, descansar no perdão e na reconciliação de Deus (1Jo 2.1). Jesus Cristo, o Filho de Deus, manifestou na prática de seu ministério a divina misericórdia do Pai. A compaixão demonstrada pelo Filho aos pecadores (Mt 15.32; 20.34; Mc 8.2) e o olhar terno de Jesus diante do sofrimento humano (Lc 7.13; 15.20; Jo 8.10,11) expressam a imagem do Pai da misericórdia (Hb 1.1-3). [Comentário: C. D. Cole escreve em “A misericórdia de Deus”: “A misericórdia de Deus é descrita em vários lugares e de maneiras diversas. Sua misericórdia é grande (1 Reis 3:6), é suficiente (Salmo 86:5), é terna (Lucas l:78), é abundante (1 Pedro 1:3), é rica (Efésios 2:4), é eterna (Salmo 103:17). É tão grande consolação sabermos que Deus é tão abundante e rico exatamente no que necessitamos como pobres pecadores. Não é surpresa que o Salmista diga: “Cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia”. Salmo 59:166. Pr. Silvano Doblinski, Presidente da Igreja Assembleia de Deus do Jabaquara em São Paulo, escreve: “Servimos a Um Deus Misericordioso. - A Bíblia fala que Deus é o Pai das misericórdias. II Co. 1.3: Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação. - Na história da humanidade temos visto a grande misericórdia de Deus para com os homens. Lm. 3.22: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. - Deus tem agido com misericórdia para com as nossas vidas. - Deus é misericordioso para com aqueles que o temem. Sl. 103.17: Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos. - A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas. - Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no Sl. 103.8: Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade.”7.
6. C. D. Cole escreve em “A misericórdia de Deus”.http://palavraprudente.com.br/biblia/definicao-de-doutrina-volume-1/capitulo-16-a-misericordia-de-deus/, Acesso em: 05 out. 2017
7. Pr. Silvano Doblinski, Presidente da Igreja Assembleia de Deus do Jabaquara em São Paulo. A Importância da Misericórdia. Disponível em: http://www.adjabaquara.com.br/mensagens/23-12-2014.html. Acesso em: 05 out. 2017

3. Misericórdia com o pecador. De nada adiantaria a misericórdia divina se não fosse o seu impacto sobre a vida cotidiana do pecador. Logo, a misericórdia de Deus pode ser experimentada a cada dia, pois ela nunca acaba (SI 136.1 - ARA). O Altíssimo é longânimo para com o pecador, dando-lhe sempre novas chances de perdão e libertação do poder do pecado (Rm 6.18). Mediante a misericórdia divina somos libertos dos adversários (Ne 9.27), livres da destruição (Ne 9.31), cercados e coroados cuidadosamente pelo Todo-Poderoso (SI 23.6; 32.10; 103-4). Assim, apesar da situação dramática do pecador, a misericórdia de Deus pode alcançá-lo milagrosamente. [Comentário: Como esclarece C. D. Cole em “A misericórdia de Deus”: “MISERICÓRDIA DISTINGUIDA
1. Misericórdia e graça têm muito em comum, mas existem sombras de diferença entre elas. A graça vê o homem sem mérito; a misericórdia o vê como miserável. A graça pode ser exercida onde não há pecado; a misericórdia é mostrada somente a pecadores. A distinção é vista na maneira como Deus tratou os anjos não caídos. Deus nunca exerceu misericórdia para com eles, pois nunca pecaram, e portanto não estão em estado de miséria. Mas eles são objetos da graça. Foi pela graça que Deus os escolheu em meio a toda a raça angélica. 1 Timóteo 5:21. Foi em graça que Ele lhes deu tais serviços tão honrosos. Hebreus 1:19. Foi pela graça que Deus pôs Cristo como o Cabeça deles. Colossenses 2:10, 1 Pedro 3:22. Deus tratou com os anjos em graça, pois eles não mereciam Seu favor. Se anjos santos não podem merecer Seus favores, que esperança há para o homem pecaminoso?
2. A misericórdia e o amor são distinguidos nas Escrituras. O amor pode ser dirigido a um semelhante; a misericórdia somente existe entre um superior e um inferior. A misericórdia não vai além de dar alívio; amor nos predestinou para adoção como filhos. A misericórdia pode fazer um rei perdoar um traidor; era necessário haver amor para este rei adotar este traidor como seu próprio filho.
3. Há também uma distinção entre misericórdia e paciência. Há uma misericórdia geral de Deus que se assemelha a paciência. Tal misericórdia é temporária e se aplica a todas as suas obras. Salmo 145:9. Esta misericórdia pertence à Sua natureza essencial pela qual Ele provê as necessidades de Sua criação inteira, fazendo o sol levantar-se sobre o mau e o bom, e manda a chuva sobre o justo e o injusto. Mateus 5:45. Mas Sua misericórdia do concerto é exercida soberanamente por meio de Cristo e é eterna8.]
8. C. D. Cole “A misericórdia de Deus”. http://palavraprudente.com.br/biblia/definicao-de-doutrina-volume-1/capitulo-16-a-misericordia-de-deus/. Acesso em: 05 out. 2017

SÍNTESE DO TÓPICO II
Deus é um Pai misericordioso.

Ill - AMOR, BONDADE E COMPAIXÃO NA VIDA DO SALVO

1. Amor como adoração a Deus. O pecador não alcançado pela graça divina, por natureza, é inimigo de Deus (Rm 5.10), chegando até mesmo a odiá-lo (Lc 19.14). Mas, por intermédio da reconciliação que Cristo operou na cruz, o próprio Deus tomou a iniciativa e capacitou o salvo a amá-lo (1Jo 4.11,19). Por isso, o mandamento bíblico convida o ser humano a amar o Senhor Deus acima de todas as coisas (Dt 6.5; Mc 12.29,30). Isso não é apenas uma lei moral, mas um sentimento de profunda devoção de coração; uma necessidade concedida pelo Altíssimo ao homem para que este desfrute do deleite de sua presença (Dt 30.6). Logo, mediante o amor divino, o salvo em Cristo é levado a demonstrar, em atitudes e palavras, o quanto ele ama a Deus, sabendo que isso só foi possível porque o Pai amou-o primeiro (l Jo 4.19). [Comentário: “E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte” (Cl 1.21-22). A melhor notícia do mundo é que nossa separação de Deus terminou e estamos reconciliados com o Juiz do universo. Deus não é mais contra nós, mas por nós. Ter o amor onipotente do nosso lado fortalece poderosamente a alma. A vida se torna totalmente livre e corajosa quando o Ser mais forte é por você. Porém, o todo da mensagem de salvação de Paulo não é uma boa notícia para aqueles que rejeitam o diagnóstico de Colossenses 1.21. Ele diz: vocês eram “estranhos e inimigos no entendimento”. Quantas pessoas você conhece que dizem: “Eu sou inimigo de Deus em meu entendimento”? As pessoas raramente dizem: “Eu odeio a Deus”. Então, o que Paulo quer dizer quanto às pessoas serem “inimigas no entendimento” em relação a Deus antes de serem reconciliadas pelo sangue de Cristo? Acho que ele quer dizer que a inimizade está realmente ali em relação ao verdadeiro Deus, mas as pessoas não se permitem pensar no verdadeiro Deus. Elas imaginam que Deus é como gostariam que ele fosse, o que raramente inclui qualquer possibilidade de que possam estar em sérios problemas com ele. Mas com respeito ao Deus que realmente é — um Deus que é soberano sobre todas as coisas, incluindo a doença e a tragédia — todos nós fomos inimigos dele, diz Paulo. No íntimo, odiamos seu poder e autoridade absolutos. Se qualquer um de nós é salvo, isso é devido à maravilhosa verdade de que a morte de Cristo obteve a graça pela qual Deus conquistou nossos corações e nos fez amar aquele que uma vez odiamos. Muitos ainda estão aprendendo a não serem inimigos de Deus. É algo bom que ele seja gloriosamente paciente.9]
9. John Piper Completamente inimigo de Deus. Disponível em: <http://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/06/6-de-junho-completamente-inimigo-de-deus/>. Acesso em 05 out. 2017.

2. Amar ao próximo. "Porque o amor de Cristo nos constrange" (2 Co 5.14), escreveu o apóstolo Paulo. Essa é a razão de o crente amar o seu irmão. Esse amor nos constrange a amar o próximo (Mt 5.43-45; Ef 5.2; 1Jo 4.11) porque Cristo morreu por ele igualmente (Rm 14.15; 1Co 8.11) e quando fazemos o bem a quem precisa fazemos ao próprio Senhor (Mt 25.40). De acordo com a parábola do Bom Samaritano, devemos amar o nosso próximo, não a quem escolhemos, mas a quem aparece diante de nós durante a caminhada da vida. Embora as relações sociais estejam precárias no contexto moderno, devemos amar o outro sem esperar algo em troca (Mt 22.39). Assim, evitaremos a frustração, o rancor e a exigência além do que se pode dar. O nosso desafio é simplesmente amar! [Comentário: O versículo que diz que “o amor de Cristo nos constrange” significa que Jesus muda como pensamos e nos desafia a agir de maneira diferente. Não podemos ficar indiferentes perante o amor de Jesus. Seu amor muda como vemos as pessoas. 2 Coríntios 5:14-15 explica que o amor de Cristo nos constrange porque agora nós pertencemos a Cristo e vivemos para fazer Sua vontade. Nesse contexto, constranger não significa ser embaraçoso. Constranger significa pressionar. O amor de Cristo nos constrange a viver para Deus10. No site Chamada.com há um excelente artigo de autoria de Martin e Deidre Bobgan: ‘Como Amo a Mim Mesmo?’ onde discorre-se acerca deste nosso desafio de simplesmente amar: “O mundo à nossa volta está promovendo o amor-próprio e a auto-estima. A auto-estima é um aspecto popular da psicologia humanista, que é baseada na crença de que todos nós nascemos bons e que a sociedade é a culpada. Esse sistema coloca o homem como a medida de todas as coisas. [...] O que há sob toda a retórica referente ao ego é um ataque ao Evangelho de Jesus Cristo, embora não se trate de um ataque frontal com limites de batalha claramente delineados. Ao contrário, na verdade é uma obra engenhosamente subversiva, não de carne e sangue, mas de principados e potestades, de dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, tal como Paulo explicou na parte final da carta aos Efésios. É triste sabermos que muitos cristãos não estão alertas contra o perigo. É incontável o número dos que estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho – o evangelho do ego11. Leia mais clicando AQUI]
11. Martin e Deidre Bobgan: ‘Como Amo a Mim Mesmo?’ Disponível em: <http://www.chamada.com.br/mensagens/amor_proprio.html> Acesso em 5 out. 2017.

3. Amor como serviço diaconal. Quando Jesus lavou os pés dos discípulos, Ele ensinou, na prática, um estilo de vida que deveria caracterizar seus discípulos (Jo 13.14), ou seja, o de um servir ao outro. O serviço em favor do próximo, uma vida sacrificada em favor de quem está perto de nós, demonstra, na prática, a grandeza do amor de Deus. Os que estão em nossa volta reconhecem isso (At 2.46,47). "Amar uns aos outros" é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que somos seguidores de Jesus (Jo 13.35). A Palavra de Deus nos ensina que expressar afeto de misericórdia é um estado de bem-aventurança que o Pai nos concede, pois igualmente podemos ser objeto dessa mesma misericórdia (Mt 5.7). [Comentário: C. René Padilla, fundador e presidente da Rede Miqueias, e membro-fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e da Fundação Kairós, escreve no artigo ‘A missão de Jesus e a nossa missão’, disponível na revista eletrônica Ultimato.com: “O ponto de partida mais apropriado para entender a natureza da missão que Deus nos delegou como igreja é a missão que, segundo os quatro evangelhos, Jesus Cristo levou a cabo durante seu ministério terreno. Quais foram suas prioridades? Qual foi sua mensagem? Que elementos incluiu em sua missão? Qual foi sua motivação? As respostas a estas perguntas nos ajudarão a entender um fato fundamental da eclesiologia e missiologia bíblicas: sem desconhecer ou minimizar as grandes diferenças de tempo e espaço entre nós e Jesus, a igreja é chamada a continuar a missão do Senhor ao longo da história até que ele volte. Em termos gerais, o propósito de Deus é que a igreja se constitua em uma comunidade de testemunhas de Jesus Cristo. Isto, no entanto, significa muito mais do que “dar testemunho” verbal sobre ele; significa ser e viver como ele. A missão da igreja é inseparável da missão de seu Senhor não só porque a igreja pertence a ele, mas também porque a vocação da igreja é que a Palavra que no primeiro século se fez carne e viveu entre nós (Jo 1.14) continue manifestando sua presença na sociedade no século 21 por meio dela12.]
12. C. René Padilla, ‘A missão de Jesus e a nossa missão’, disponível em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/332/a-missao-de-jesus-e-a-nossa-missao. Acesso em 5 out. 2017.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A salvação é evidenciada mediante o amor, a bondade e a compaixão.

CONCLUSÃO
O amor e a misericórdia de Deus extrapolam a compreensão humana, pois ainda que se usem os melhores recursos linguísticos, estes não seriam capazes de descrever quão incomensuráveis são essas virtudes divinas. Nem mesmo o amor de uma mãe pelo seu filho é capaz de sobrepor o amor e a misericórdia de nosso Deus. Por isso, resta-nos expressar esse amor em nossa relação com cada criatura. [Comentário: Como discorre o Dr Louis Berkhof em sua Teologia Sistemática, (Editora Cultura Cristã), “Quando a bondade de Deus é exercida para com as Suas criaturas racionais, assume o caráter mais elevado de amor...” Não é possível descrever estes atributos divinos, no entanto, como fazem parte dos chamado atributos comunicáveis de Deus, aqueles que o homem pode demonstrar, mesmo que de maneira limitada. Desde que Deus é absolutamente bom em Si mesmo, Seu amor não pode achar completa satisfação em nenhum objeto falto de perfeição absoluta. Como discorre Berkhof, ‘Ele ama as Suas criaturas racionais por amor a Si mesmo, ou, para expressá-lo doutra forma, neles Ele se ama a Si mesmo, Suas virtudes, Sua obra e Seus dons’. O que mais pode nos confortar é que esse amor é direcionado a nós, Ele nos ama com amor especial, dado que nos vê como Seus filhos espirituais em Cristo. É a estes que Ele se comunica no sentido mais rico e mais completo, com toda a plenitude da Sua graça e misericórdia (Jo 16.27; Rm 5.8; 1Jo 3.1).] “... corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus ...” (Hebreus 12.1-2),
Francisco BarbosaCampina Grande-PBOutubro de 2017


PARA REFLETIR

A respeito de salvação, o amor e a misericórdia de Deus, responda:

• Como podemos medir e comparar o amor de Deus pela humanidade?
A maior demonstração do amor de Deus pelo mundo foi quando Ele entregou vicariamente o seu amado Filho (Rm 5.8; 2 Co 5. 14; Gl 2.20). Logo, o objeto desse amor vai muito além da Criação, pois tem, na humanidade, seu valor monumental (Jo 3.16).
• O amor de Deus pode ser modificado pelo homem?
Nesse aspecto, o amor de Deus pela humanidade é incondicional, ou seja, não há nada que o ser humano possa fazer para aumentá-lo ou diminuí-lo.
• O que é a misericórdia de Deus?
É a fidelidade de Deus mediante a aliança de amor estabelecida com a humanidade, apesar da infidelidade dela.
• Quando Jesus lavou os pés dos discípulos, o que Ele estava ensinando na prática?
Quando Jesus lavou os pés dos discípulos, Ele ensinou, na prática, um estilo de vida que deveria caracterizar seus discípulos (Jo 13. 14), ou seja, o de um servirão outro.
• Qual a maneira mais eficaz do crente demonstrar que é seguidor de Jesus?
"Amar uns aos outros" é a maneira mais eficaz de demonstrar ao mundo que somos seguidores de Jesus (Jo 13. 34).

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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