Vagabundo Confesso - Capítulo 4: A Jornada - 1ºParte

No capítulo anterior de Vagabundo Confesso

Eric descobre pistas sobre o caso “Carla”, achando um cartão com iniciais J.C. jogado pela casa da Eunice. 

A Mãe dela acredita que ela não sumiu e inclusive a Carla tinha deixado uma carta pra Eric antes de sumir, ele aproveitou o momento e respondeu a carta com outra carta. 

Logo, em seguida vai ao encontro de Susana Werner no hospital mais é surpreendido por alguém que esbarra de tal maneira que ele cai no chão desmaiado...
 Vagabundo Confesso
Capítulo 4: A Jornada - 1º Parte
Autor: O Varão
Escritura e revisão gramatical: Hubner Braz
Colaborador: O Divino

“Onde estou...” Foi à primeira frase que pronunciei depois da minha recuperação. Já passou um mês, e agora me encontro na casa do capelão Reynaldo Giony, o marido da Susana Werner. Mas desde o dia que ela sumiu não a vejo, o Rey diz que ela pegou férias e foi para Miame-EUA.

Então, aproveitei os dias para me conhecer melhor. Às vezes é necessário fazer este exercício de auto-reconhecimento. Afinal pensei: “Desejo que todas as pessoas se conheçam para se compreenderem, e se compreendam para se completarem, eis o segredo de toda harmonia”.

Rey, ao ouvir meu alto pensamento, se atirou na poltrona predileta, aquela das conversas sérias e disse-me:

- Devagar com seus pensamentos Eric... Para conquistar este segredo é preciso respeitar as regras do jogo... Não é tão fácil como você pensa. Para que as pessoas se conheçam Eric é preciso aparecer de rosto descoberto.
E quantas máscaras existem nos rostos das pessoas, por exemplo, as enfermeiras de plantão... Lembra da Enfª. Pimentinha? Perde toda a naturalidade, instintivamente procura um espelho para se olhar, arruma um sorriso estudado, endireita os cabelos. Parece uma atriz que entra em cena.
E a Enfª. Cida? Fica logo como garoto, enfia as mãos nos bolsos, puxa a gíria junto com o cigarro, numa posição que, para ela, deve ser irresistível. E a Enfª. Ana Maria, engraçada Marianinha, que interrogava todos os rapazes com o maior desembaraço e achava divertido qualquer indivíduo puxar conversa. Ela diz que responde para ver... – ver o que? Queria eu saber... Por isso escolhi casar com a Susana Werner, encontrei-a no lugar certo, no dia certo e no momento certo da minha vida. Foi Deus que preparou e me deu!

Nessa altura eu não conseguia controlar as risadas e entrei no jogo. Na minha mente, vieram mais retratos para a coleção:

- Rey, falta a Enfª. Ivone, que não agüenta um livro sério, mas basta o Dr. Zé andar por perto dela, ela só fala de literatura com ares de intelectual!...

- É Eric... Mascaras, mascaras, mascaras! Às vezes mal presas ainda nesses rostos belos e novos; elas tinham vontade de dar na vista, sem perceber que estavam parecendo pavõezinhos que abanam o leque! O que aprendi é, que se eu quero que a vida com elas se reverta em benefícios, ambos têm que ser fervorosamente sinceros...

- Rey, disse tudo! Elas nos podem ajudar tanto quando querem ser simples, leais, francas e puras. Elas nos ensinam a doçura, os matizes da sensibilidade, a delicadeza... E nós, por nosso lado, também lhes podemos ensinar a não se perderem nas sutilezas dos sentimentos, a desenvolver a sua energia. Podemos muito bem estar interessado por qualquer moça sem ter a intenção de namorá-la... Mas esse é o equivoco muito grave entre mocas e rapazes. Às vezes, elas nos acusam de falta de lealdade, quando, na verdade, foram elas que estiveram representando sozinhas o pequeno, o grande jogo dos sentimentos... Olha só Rey, onde nossa conversa foi parar... Ahh, bateu uma saudade da Carla!

E depois de longos rodeios Rey entrou no assunto que estava encalhado há dias. Desde que cheguei aqui, na casa dele, ele queria falar comigo sobre o meu passado. Ajudar-me a desvendar este mistério. Fiquei pensativo, pois o que bateu no meu coração doía.

Reynaldo iniciou o seu sermão e disse: - Eric, aonde você vai os problemas te seguem. Você não sabe com quem está lutando. Quero dizer que você luta por algo muito maior que você mesmo.
- É verdade Rey... Meus olhos brilhavam de lágrimas, meu coração apertava por este algo que lutava...

- Calma, ainda não terminei... Às vezes você deixa ser dominado pelo ódio, não deixe isso acontecer ele não vai te guiar. Sabe por quê você luta?

- Não sei...
- Você luta por amor Eric, mais seu ódio distorce seu julgamento. Creia no verdadeiro Deus, procure a inocência em vez do ódio. Somente em Deus todas as coisas se tornam uma. Você não apenas aceitar Deus, você deve abraçá-lo sem medo. Você deve sentir sem seus sentidos. Despertar a energia desses Deus que está dentro de ti. Eu te salvei porque sabia que o propósito de Deus na sua vida e grande.
- Como? Você me salvou?

- Sim, lá na avenida paulista, dos Skinheads...
(Pausa Insana)

Flashback do Reynaldo Giony King.

Estava evangelizando na Av. Paulista, era virada de ano e não poderia ir ao hospital. Neste dia levantei a mão para o sol, à contra luz, agradecendo ao Pai pelas almas que se renderam a Ele. Por instante, me peguei admirando o conjunto suave dos meus músculos que respondiam ao mais leve desejo do pensamento:

- Nunca tinha pensado como é bonita a mão! Não só isso, cada parte do corpo são as obras primas mais perfeita da criação! Mais infinitas que os mares, que a majestade das montanhas, ou a delicadeza espiritual das flores! Porque ele é o ponto de encontro misterioso da carne e do espírito.

Derrepente fui interrompido, via ao longe um corpo sendo molestado, espancado, violentado... Não agüentei e chamei meus amigos capelães para socorrer.

Quando cheguei, o estado do corpo era deplorável. Ensangüentado não sabia quem era e pra onde iria. Perguntei o nome, e sem forças ele sussurrou no meu ouvido. – Eric...

Falei a ele, para manter-se calmo que a ambulância viria resgatá-lo. Fiz uma breve oração e deixei a ambulância levá-lo.

Fui para casa, a Susana Werner, disse-me que o hospital estava movimentado e que tinha chegado um amigo do antigo orfanato totalmente machucado.
Pensei: “É o Eric!” mantive meu silêncio e agradeci a Deus por salvar mais uma alma daqueles endemoniados. “Que uma mão não veja a caridade que a outra faz”...
________________________

(Continuação Insana)

- Obrigado Rey, se não fosse você eu iria parar na eterna casa, a sete palmos do chão.
- Não me agradeça Eric, e sim a Deus e inicia a sua jornada. Vou te dar uma diga: Comece de onde você a viu pela última vez. 
- Eu vi... quem?

- Viu a Carla, você não disse que ela é a peça chave do quebra-cabeça.

- Aproveite enquanto é tempo Eric... Porque os costumes mudam com o tempo e o tempo correu muito desde que conheci a Susana. As civilizações são como os rios, não voltam à nascente. Seria inútil querer o contrário. E além disso, para quê?

Depois dessas palavras, eu iniciei a jornada, não podia perder um segundo sequer sem estar ao lado da minha amada.. comecei pela...

Onde Eric começou a jornada?.... Veremos na 2ª parte do 4º Capítulo da BlogNovela mais eletrizante da Blogosfera... "Vagabundo Confesso". Daqui a alguns dias... Fiquem plugados no Blog Confissões Insanas!
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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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3 Milhões de Confessos:

  1. Uffa!!! Que demora, mais está aí, o proximo capítulo dividido em duas partes... é longo...

    Ótimo dia pra ti...

    Fui...

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  2. como ja disse no outro comentário, gostei da história .. bem interessante e envolvente.

    Aguardando o resto!!

    Abraços

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  3. Faz tempo que não aparecia por aqui. Já estava com saudade, tudo continua ótimo com sempre foi. Boa semana, um abraço!

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