Texto Áureo “Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e at...
Texto Áureo
“Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca” Gn 7:23
Verdade Aplicada
Livramento e cura são dois aspectos pertinentes a salvação, uma graça exclusiva oferecida por Deus aos seus filhos.
Objetivos da Lição
Demonstrar a importância de sermos um milagre de Deus para a nossa geração;
Apresentar a necessidade de trabalharmos naquilo que Deus nos fala para a nossa salvação;
Mostrar o valor da salvação conferida pela graça de Deus para todos os que creem.
Textos de Referência
Gn 6:5-7, 17
Introdução
Diante de uma sociedade perversa e corrompida, Noé achou graça diante de Deus, e foi escolhido juntamente com sua família para se tornar o salvador de seu tempo. Sua missão era construir uma arca, anunciar um dilúvio, e preparar-se para o dia final.
1. Noé, o milagre do livramento
Nos dias de Noé a corrupção humana chegou a tal ponto que o Senhor se entristeceu de ter feito o homem (Gn 6:6). Salvar os justos e reiniciar uma nova civilização foi o único meio que Deus encontrou para aquele mundo imperdoável.
A Bíblia não relata os detalhes dos primeiros 500 anos da vida de Noé, mas alguns fatos ficam evidentes. Ele viveu numa circunstância difícil, um período da história em que quase todas as pessoas se dedicavam ao pecado. As pessoas eram carnais, totalmente rebeldes contra seu Criador (Gn 6:1-3). Noé foi casado e pai de três filhos, Sem, Cam e Jafé, que também se casaram (Gn 7:13). O fato mais importante sobre a vida de Noé não vem da perspectiva humana de algum momento de importância histórica. O que mais importa é a avaliação de Deus da vida deste homem: “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus” (Gn 6:9).
1.1 A corrupção generalizada daqueles dias
A época de Noé foi marcada por grandes avanços, o que contraria o pensamento de muitos que veem aquela civilização como primitiva e recém-saída das “cavernas”.
Havia trabalhos como o cultivo de sementes e armazenamento de colheitas, e o pastoreio de vários tipos de animais eram coisas comuns. Porém veio a construção de grandes cidades, a descoberta da metalurgia, a música e a ciência da guerra, pois havia famosos valentes da antiguidade (Gn 6.4b).
Estes tais são responsáveis pela grande corrupção, pois, a mistura da linhagem piedosa com a impiedosa levou a corrupção que houve naquele período. Deus criou o homem bom e perfeito, isso significa que ele trouxe uma lei em seu coração, mas o pecado se incrustou de tal forma na vida humana que Deus não teve outro jeito a não ser destruir aquela sociedade impiedosa (Gn 6.5-7).
1.2 O juízo de Deus para o fim daquela sociedade
Toda terra foi invadida por uma onda de maldade tão grande que incomodou os céus. A alma humana ficou tão contaminada que tudo quanto pensava refletia egoísmo, violência desmedida, e desprezo às coisas de Deus.
Cremos que deus não permitiu tais coisas continuassem, porque certamente iriam comprometer o plano messiânico da redenção, aliás, esse era o verdadeiro propósito de Satanás, impedir a vinda do Messias. A maldade foi tanta que até mesmo os animais foram afetados, por isso, disse Deus: “Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até o réptil, e até ave dos céus” (Gn 6.7). Então, o fim daquela geração foi marcado pelo juízo Divino através de um dilúvio universal que seria o único remédio para aquela situação.
1.3 Noé, o homem com quem Deus contou
De toda aquela geração, o único justo encontrado por Deus foi Noé (Ez 14.14). Ao contrário de Moisés, Elias e do Senhor Jesus, Noé não fez milagres, ele foi o milagre em pessoa. Numa época em que a inversão de valores se tornou comum, o certo era o errado, e qualquer que fizesse o contrário era humilhado e ridicularizado, podemos dizer que Noé foi um milagre por inteiro (Gn 6.9). Deus pôde contar com esse homem, ele não falhou, foi honrado o suficiente para ir contra a correnteza da maldade, perseverando em fazer a vontade de Deus. Àqueles que defendem que a linhagem de Sete era santa, veem aqui um fator crítico, visto que ela também se perdeu em meio a corrupção. Noé, porém, conservava a sua piedade e integridade, influenciava a sua família, tornando-se assim, um milagre extraordinário de liderança (Gn 6.8).
Jesus nos alertou sobre os dias de Noé, e o que antecede sua vinda é a corrupção generalizada, crise de integridade, sodomia, e profanação a tudo o que se considera sagrado. Noé não se intimidou, começo e terminou, não teve medo de testemunhar a verdade em meio à corrupção. De igual modo, o Senhor conta com os justos, somente eles podem brilhar em meio às trevas (Fp 2.15).
Quando Deus escolheu exemplos de fé para ensinar o povo de Judá no sexto século a.C., um dos três nomes que ele usou foi o de Noé (Ezequiel 14:12-20). Ele como Daniel e Jó, se destacou por sua coragem de fazer a vontade de Deus no meio de uma geração especialmente perversa e rebelde. Vamos ver algumas lições importantes da vida de Noé. A Bíblia relata poucas informações da primeira metade da vida de Noé. Mas, certamente, a importância deste homem na segunda metade da vida foi baseada na sua fidelidade a Deus durante os primeiros séculos de vida. É isso mesmo – séculos de fidelidade antes de ser chamado por Deus para sua missão mais importante. Naquela época, pessoas viviam muito mais do que hoje. O avô de Noé viveu na terra mais do que qualquer outro homem no registro bíblico – 969 anos (5:27). O próprio Noé atingiu a idade impressionante de 950 anos (9:29).
2. Os trabalhos de Nóe em prol da salvação
Não devemos pensar que somente a justiça de Noé lhe salvaria juntamente com sua família. Sua fé deveria ser acrescida de obras, ou seja, ele precisava trabalhar por sua salvação e garantir a vida de tudo quanto Deus lhe confiou (Hb 11:7; Tg 2:14-18).
2.1 Noé recebe instruções
Noé jamais coxeou entre dois pensamentos, ele sempre esteve atento ao que Deus lhe falou, e trabalhou para que a vontade de deus se cumprisse, renunciando aos seus prazeres e se tornando inimigo dos maus feitores (Tg 4.4). O registro do Gênesis é tão impressionante que demonstra que Noé foi capaz de ouvir não apenas a voz de deus, mas também foi hábil em atende-la. Noé ouviu da parte de Deus instruções precisas de como construir uma arca capaz de salvar a sua família, animais e algum outro ser humano que estivesse disposto a crer nesse tipo de salvação. Para ouvir a voz de Deus devemos, primeiramente, sufocar outras vozes como: a voz do nosso coração que sempre gosta de se acomodar ao pecado; as vozes da sociedade afastada de Deus. Essas vozes contrárias à vontade de Cristo ganham o mundo, porém, perdem a eterna salvação (Mc 8.36).
Será que isso vale à pena? Claro que não! Por isso, quem tem ouvidos ouça o que Cristo diz às igrejas, porque hoje vivemos os dias proféticos anunciados por Jesus (Mt 24. 37-39).
Eis adiante de nós o grande exemplo de Noé e das Palavras do Senhor Jesus com uma severa advertência. Ser fiel a Deus de modo integral.
2.2 Noé executa diligentemente as ordens de Deus
Noé recebeu ordens cuja obediência representava: a salvação da raça humana; a de diversos animais e também do plano Divino em relação ao Messias. Essa salvação consistiu em obedecer detalhes minuciosos da construção da arca como: acolhimento dos animais; a provisão de viveres para sua família e animais, e por fim, a ordem de Deus para entrar na arca (Gn 6.22; 7.5). Embora fosse Noé o construtor da arca, a salvação foi um ato da Graça Divina que se consolidou através de sua completa submissão (Gn 6.8). E aqui cumpre ressaltar essa diligência que é tão aclamada pelo senhor no sermão profético: cinco virgens prudentes; dos três servos, somente dois foram fiéis em relação aos talentos a eles confiados pelo seu senhor; e finalmente, as nações fiéis que serão tratadas como ovelhas na sua vinda (Mt 25.1-46).
A história de Noé não termina com esta avaliação positiva pela parte de Deus. Ele provou a sua fé, cumprindo uma tarefa fenomenal. Deus ordenou que ele construísse uma arca de aproximadamente 130 metros de comprimento – certamente o maior navio da antiguidade. Dá para imaginar as atitudes de outras pessoas enquanto este “louco” construía seu navio em terra seca, longe de qualquer mar. As pessoas do mundo podem nos tratar como loucos quando insistimos em fazer a vontade de Deus. Os servos de Deus não têm lugar neste mundo. Enquanto Noé recusou seguir o caminho do mundo, ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca, Noé obedeceu: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (6:22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica. O autor de Hebreus resumiu a história da fé de Noé:
“Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hebreus 11:7).
2.3 Noé, o pregoeiro da justiça
Entre os vários aspectos da integridade de Noé em seus dias, a Escritura o declara como um pregoeiro da justiça (2Pe 2.5). Ele denunciava que Deus iria trazer o dilúvio sobre aquele mundo, e sobre todos aqueles que desprezassem a oportunidade.
Isso se daria, porque de acordo com as palavras de Jesus os homens comiam, bebiam, casavam e se davam em casamento o que traduz com perfeição a palavra “ímpio” ou irreligioso. A postura de Noé como pregador indica a nossa responsabilidade e compromisso em anunciar o juízo de Deus (2Tim 4.1-5).
Explique aos seus alunos(as) que assim como a arca livrou a família de Noé, e as criaturas que nela estava. Da mesma forma, a morte de Cristo irá libertar a criação da escravidão do pecado (Rm 8.18-23).
Além de fazer a arca, Noé pregou a palavra de Deus (2 Pedro 2:5). Talvez as tendências dos homens de medir o sucesso de um líder religioso pelo tamanho de uma igreja rejeitariam um pregador como Noé. Apenas sete pessoas – a própria família – deram importância à mensagem que ele pregou. Devemos lembrar que Deus não mede o sucesso por padrões humanos.
3. Noé e o valor da salvação alcançada por ele
A Arca é uma imagem luminosa de nossa salvação em Cristo (I Pe 3:18-22). Jesus falou que muitos estariam desatentos para esse evento, e que Ele viria de forma inesperada, como um ladrão. Noé já estava na arca quando veio o Dilúvio, e nós onde estaremos? Será que sabemos o valor desse dia?
3.1 O valor do livramento
Assim que vieram as águas do dilúvio Noé e sua família estavam seguros dentro da arca. A arca foi o lugar idealizado por Deus para o escape na hora do juízo. Noé alcançou essa grandiosa salvação através da sua fé, ele vivia numa terra árida e seca onde a chuva parecia ser uma piada de mau gosto. Enquanto todos viviam despreocupados e zombando, veio o dilúvio e consumiu a todos. O mais interessante é que a mesma arca que livra também condena. O tempo se aproxima, Jesus está às portas, e devemos estar atentos porque como as virgens, muitos estão com as lamparinas se apagando e dormem acomodados desperdiçando a oportunidade de comprar azeite (Mt 25.7-10).
Devemos correr enquanto é tempo para que não nos suceda o que aconteceu com a geração de Noé. Quando deram por si, a porta já havia se fechado, e de igualmente modo, as virgens néscias também ficaram de fora (Lc 21.18).
3.2 O valor da cura
A salvação das águas do dilúvio significou a eliminação de toda uma civilização. Se fosse nos dias de hoje seria a eliminação de oito bilhões de pessoas, e aí muitos pensam: Como Deus foi capaz de condenar tantos assim? Seriam todos culpados de fato? Não podemos jamais esquecer que Deus é amor; mas também é justiça e juízo (Dt 4.24; Hb 12.29). No modo de Deus agir, as águas do dilúvio, lavaria a humanidade, que totalmente suja pelo pecado, apenas manchava o mundo que Ele criou. Todavia, em meio à sujeira, havia no bom sentido da palavra, alguém para ser aproveitado no recomeço de uma nova história. Desse modo, Deus, usando de misericórdia deu a Noé um mundo novo e totalmente limpo por causa de sua Justiça. O mesmo ele fará conosco, Sua Igreja. Ele purificará esse mundo perverso e nos entregará um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1,4-7).
A história de Noé não termina com esta avaliação positiva pela parte de Deus. Ele provou a sua fé, cumprindo uma tarefa fenomenal. Deus ordenou que ele construísse uma arca de aproximadamente 130 metros de comprimento – certamente o maior navio da antiguidade. Dá para imaginar as atitudes de outras
pessoas enquanto este “louco” construía seu navio em terra seca, longe de qualquer mar. As pessoas do mundo podem nos tratar como loucos quando insistimos em fazer a vontade de Deus. Os servos de Deus não têm lugar neste mundo. Enquanto Noé recusou seguir o caminho do mundo, ele foi muito atento à vontade de Deus. Quando Deus mandou fazer a arca, Noé obedeceu: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (6:22). Por esta fé obediente, ele é usado como exemplo ao longo da história bíblica. O autor de Hebreus resumiu a história da fé de Noé:
“Pela fé, Noé, divinamente instruído acerca de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa; pela qual condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé” (Hebreus 11:7).
3.3 O valor eterno
Jamais devemos pensar no dilúvio como um mero evento natural, mas uma intervenção divina com propósitos eternos. Alguns cientistas atribuem ao dilúvio meras causas naturais removendo consequentemente a intencionalidade Divina. Ao salvar Noé e sua família Deus estava recomeçando a humanidade inteira, pois por ela repovoaria o mundo. Foi através de Noé e de Sem, que Deus estabeleceu a linhagem pela qual viria o Messias (Lc 3.36). Fica nítido que a corrupção geral humana foi uma tentativa de satanás frustrar a vinda do Messias. O dilúvio foi, portanto, a reação Divina para manter a sua palavra e seu plano de salvação, nisto reside o eterno valor da salvação. A justiça de deus trouxe o dilúvio e também não poupou os anjos que se rebelaram contra Deus. Assim, deus os prendeu em prisões reservando os para o juízo final (2Pe 2.4-5).
Quando as trombetas anunciarem a vinda gloriosa do Senhor para Sua igreja, somente os salvos ouvirão. Não haverá mais tempo para se aprontar, e esse dia será de grandes surpresas. Devemos vigiar enquanto é dia, pois a noite virá e não haverá mais tempo para o arrependimento (Mt 24.42).
O que separou Noé dos outros homens da sua época? O fato que ele foi separado – santificado – diferente da maioria. Ele teve coragem e, mais importante, teve fé para fazer a vontade de Deus quando outros se rebelaram. Ele não foi conduzido pelos outros, pois seguia a vontade de Deus em cada passo de sua vida.
Não era perfeito, mas era um homem justo e íntegro, usado e amado por Deus.
Conclusão
O Dilúvio foi o antídoto para curar a perversão da Humanidade; Durante cento e vinte anos ele trabalhou para garantir a salvação da Raça Humana, representada apenas por oito pessoas. Noé foi o milagre de Deus para aqueles últimos dias. Deus quer que façamos o mesmo em nosso tempo.
QUESTIONÁRIO
1. Qual o meio encontrado por Deus para tratar aquele mundo
imperdoável?
R. Salvar os justos e reiniciar uma nova civilização.
2. O que sentiu o Senhor ao ver uma corrupção generalizada?
R. Se arrependeu de ter feito o homem.
3. Para curar a perversão da humanidade que antídoto Deus usou?
R. O dilúvio.
4. A salvação de Noé consistiu em obedecer a que?
R. Obedecer aos detalhes minuciosos da construção da arca.
5. A arca é um símbolo de quem?
R. Do próprio Jesus Cristo e da salvação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bíblia Sagrada, Revista e Corrigida, Tradução de João Ferreira
de Almeida.
Revista do professor: Jovens e Adultos. Liderança Cristã. Rio de
Janeiro: Editora Betel - 4º Trimestre de 2014. Ano 24 n° 93.
Lição 2 – Noé, o milagre do livramento e da cura.
Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 02










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