LEITURA BÍBLICA Atos 15.36-41; 16.6-10 A MENSAGEM “— Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde já anunciamos a palavra do Se...
LEITURA BÍBLICA
Atos 15.36-41; 16.6-10
A MENSAGEM
“— Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde já anunciamos a palavra do Senhor. Vamos ver se eles estão bem.” Atos 15.36 b
Devocional
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Atos 15.36–41; 16.6–10
Tema: Quando Deus dirige nossos planos e nossos caminhos
Esta passagem apresenta uma combinação muito rica de planejamento humano, divergência entre pessoas, providência divina, cuidado pastoral e direção do Espírito Santo.
Lucas mostra que Paulo e Barnabé tinham um propósito legítimo: voltar às cidades onde haviam pregado e verificar como estavam os irmãos. Entretanto, a missão não se desenvolve exatamente como eles haviam planejado. A partir de Atos 16, percebemos que Deus não apenas abençoa a missão; Ele também dirige seus caminhos.
A grande lição pode ser resumida assim:
O cristão deve planejar com responsabilidade, mas submeter seus planos à soberania de Deus e permanecer sensível à direção do Espírito Santo.
1. A intenção de Paulo: cuidar daqueles que foram alcançados
Atos 15.36 registra:
“Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde já anunciamos a palavra do Senhor.”
Paulo não pensava apenas em evangelizar novos lugares.
Ele também desejava acompanhar aqueles que já haviam recebido o Evangelho.
Isso revela uma verdade importante sobre a missão cristã:
Evangelização e discipulado caminham juntos.
A obra missionária não termina quando alguém aceita a mensagem.
É necessário:
- ensinar;
- acompanhar;
- fortalecer;
- corrigir;
- encorajar;
- formar novos discípulos.
O verbo utilizado no contexto da “visita” possui a ideia de inspecionar, observar cuidadosamente, cuidar, verificar a condição de alguém.
Portanto, Paulo não estava simplesmente fazendo turismo missionário.
Ele queria saber:
“Como estão os irmãos?”
2. A missão envolve pessoas, não apenas projetos
A expressão:
“visitar os irmãos”
é pastoralmente significativa.
Paulo havia anunciado Cristo em diversas cidades, mas aquelas pessoas continuavam sendo importantes para ele.
Isso aparece também em suas cartas.
Em 1 Tessalonicenses 1.2-3, Paulo afirma que se lembrava constantemente dos irmãos em oração.
Há, portanto, uma conexão entre:
pregação → discipulado → acompanhamento → oração.
A missão cristã não pode ser reduzida a números, eventos ou expansão institucional.
Por trás de cada conversão existe uma pessoa que precisa ser cuidada.
3. Planejamento não é falta de fé
É importante não interpretar Atos 15.36 como se Paulo estivesse simplesmente “fazendo planos humanos” e posteriormente aprendesse que deveria confiar em Deus.
O planejamento fazia parte de sua responsabilidade missionária.
A Bíblia não condena planejamento.
Provérbios 16.1 afirma:
“Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da língua.”
E Salmo 37.5:
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”
A lógica bíblica não é:
“Não faça planos.”
Mas:
“Faça planos debaixo da soberania de Deus.”
4. A palavra hebraica para “entregar”
Salmo 37.5 utiliza o conceito hebraico:
גָּלַל — gālal
que literalmente possui a ideia de rolar, transferir, colocar sobre alguém.
A imagem é poderosa:
“Role o seu caminho sobre o Senhor.”
Ou seja:
coloque o peso, a direção e o resultado do caminho nas mãos de Deus.
Isso não significa passividade.
Significa dependência.
5. O conflito entre Paulo e Barnabé
Atos 15.39 apresenta um episódio difícil:
“E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro.”
Paulo queria retornar com Barnabé.
Barnabé queria levar João Marcos.
Paulo não considerava prudente levá-lo novamente porque Marcos havia abandonado a primeira viagem missionária.
Barnabé, porém, acreditava em sua recuperação.
O resultado foi a separação dos dois.
Esse episódio é importante porque demonstra que:
grandes homens de Deus continuam sendo seres humanos.
Eles podem:
- discordar;
- avaliar situações de maneira diferente;
- tomar decisões distintas.
A Bíblia não romantiza seus personagens.
6. A discordância não anulou a missão
Aqui está uma das grandes lições teológicas da passagem.
Paulo e Barnabé se separaram.
Mas:
a missão continuou.
Barnabé levou Marcos.
Paulo escolheu Silas.
Em vez de uma única equipe missionária, surgiram duas frentes.
Isso não significa que o conflito tenha sido bom em si mesmo.
Mas revela a soberania de Deus:
Deus pode continuar realizando Sua obra mesmo quando Seus servos enfrentam limitações humanas.
7. Barnabé e Marcos: uma história de restauração
O desenvolvimento posterior da história é extraordinário.
Marcos, que havia sido motivo da divergência, posteriormente tornou-se útil a Paulo.
Em 2 Timóteo 4.11, Paulo diz:
“Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.”
Isso demonstra que:
um fracasso no passado não precisa determinar o futuro de uma pessoa.
Barnabé aparentemente enxergou potencial onde Paulo, naquele momento, enxergou risco.
E a história mostrou que Marcos amadureceu.
Há aqui uma preciosa dimensão pastoral:
algumas pessoas precisam de uma segunda oportunidade para que sua vocação seja desenvolvida.
8. Atos 16.6 — O Espírito impede determinado caminho
Depois de escolher Silas, Paulo inicia a segunda viagem.
Porém, Lucas registra algo surpreendente:
“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.”
Observe o paradoxo:
Eles estavam indo pregar o Evangelho.
Era uma atividade boa.
Era uma atividade bíblica.
Era uma atividade missionária.
Mas:
o Espírito Santo os impediu de seguir determinada direção.
Isso nos ensina uma verdade fundamental:
nem toda porta aberta é necessariamente a porta que Deus quer que atravessemos naquele momento.
9. “Impedidos pelo Espírito Santo”
O texto não explica exatamente como ocorreu esse impedimento.
Lucas simplesmente afirma que o Espírito os impediu.
Isso nos ensina prudência.
Nem sempre a direção de Deus vem acompanhada de explicações detalhadas.
Às vezes recebemos:
direção sem explicação.
Paulo sabia que não deveria seguir para determinada região, mas ainda não sabia exatamente para onde deveria ir.
10. Atos 16.7 — Outra porta fechada
Depois disso:
“intentando ir para Bitínia, não lho permitiu o Espírito.”
Temos uma repetição.
Primeiro:
Ásia → impedidos.
Depois:
Bitínia → não permitido.
Imagine a experiência de Paulo.
Ele tinha:
- chamado;
- experiência;
- equipe;
- mensagem;
- disposição.
Mas duas possibilidades foram fechadas.
Isso nos ensina:
portas fechadas também podem ser instrumentos da providência divina.
11. A providência de Deus
A teologia cristã chama isso de:
Providência divina
Deus governa os acontecimentos sem anular a responsabilidade humana.
Provérbios 16.9:
“O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
Paulo fazia planos.
Deus dirigia os passos.
Paulo caminhava.
Deus corrigia a rota.
12. O significado de “providência”
A ideia bíblica de providência envolve Deus:
- sustentando;
- governando;
- conduzindo;
- preservando;
- direcionando Sua criação para Seus propósitos.
Portanto:
Deus não está apenas esperando para reagir às decisões humanas. Ele está soberanamente conduzindo a história.
13. Atos 16.8-9 — O chamado macedônio
Depois das portas fechadas, Paulo chega a Trôade.
Então acontece:
“E Paulo teve, de noite, uma visão.”
Um homem da Macedônia aparece dizendo:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
Agora a direção fica clara.
A pergunta não era mais:
“Para onde não devemos ir?”
Mas:
“Para onde Deus está nos enviando?”
14. A visão não é o centro; a missão é
É importante observar que a visão não existe como uma experiência espiritual isolada.
Ela está relacionada diretamente à missão.
O homem diz:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
A direção sobrenatural tinha uma finalidade prática:
levar o Evangelho a pessoas que ainda precisavam ouvir.
Isso protege a interpretação de uma espiritualidade centrada apenas em experiências.
A verdadeira direção espiritual conduz à obediência e ao cumprimento da missão de Deus.
15. “Passa à Macedônia e ajuda-nos”
A palavra “ajuda” é significativa.
O Evangelho chega como auxílio à condição humana.
A necessidade mais profunda da Macedônia não era simplesmente econômica, política ou social.
Era espiritual.
Precisavam ouvir:
o Evangelho de Jesus Cristo.
A Igreja é enviada para anunciar a mensagem que responde à necessidade fundamental do ser humano: reconciliação com Deus por meio de Cristo.
16. Atos 16.10 — Discernimento comunitário
Lucas muda o relato para a primeira pessoa do plural:
“procuramos partir logo para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.”
Aqui aparece um princípio importante:
discernimento não é apenas individual.
Eles:
- receberam a direção;
- avaliaram a experiência;
- compreenderam seu significado;
- chegaram a uma conclusão;
- obedeceram.
O texto diz:
“concluindo que Deus nos havia chamado.”
Não houve simplesmente:
“Eu tive uma visão, portanto todos devem seguir.”
Houve discernimento.
17. A palavra “concluindo”
O verbo grego empregado possui a ideia de inferir, reunir evidências, chegar a uma conclusão.
Isso é teologicamente relevante.
A direção espiritual não elimina:
- raciocínio;
- avaliação;
- discernimento;
- comunidade;
- prudência.
O Espírito Santo não precisa ser colocado em oposição à inteligência.
O Espírito dirige também por meio de uma mente iluminada e de um discernimento responsável.
18. A sequência da direção divina
Podemos visualizar o texto assim:
Etapa
Acontecimento
Princípio
1
Paulo planeja retornar às igrejas
Planejamento
2
Paulo e Barnabé divergem
Limitação humana
3
Paulo segue com Silas
Continuidade da missão
4
Espírito impede a Ásia
Porta fechada
5
Bitínia também é impedida
Segunda direção negativa
6
Paulo chega a Trôade
Espera
7
Visão do macedônio
Direção
8
Equipe discerne
Avaliação
9
Partem para Macedônia
Obediência
10
Evangelho entra na Europa
Cumprimento providencial
19. Aplicação: quando Deus fecha uma porta
Uma das maiores dificuldades da vida cristã é compreender portas fechadas.
Às vezes pensamos:
“Se é algo bom, Deus necessariamente vai permitir.”
Atos 16 demonstra que isso não é verdade.
Paulo queria evangelizar.
Deus disse:
“Não agora, não nesse lugar.”
Portanto:
uma boa oportunidade não é necessariamente uma direção divina.
Precisamos aprender a perguntar:
“Senhor, não apenas o que posso fazer, mas o que Tu queres que eu faça?”
20. Os textos devocionais reforçam essa verdade
Segunda — Salmo 37.5
“Entrega o teu caminho ao Senhor.”
Lição: confiar o caminho a Deus.
Terça — Provérbios 16.1
O homem prepara, mas Deus dirige.
Lição: planejamento e soberania caminham juntos.
Quarta — Atos 16.1-5
Timóteo entra na equipe.
Lição: Deus prepara pessoas para Sua missão.
Quinta — 1 Tessalonicenses 1.1-3
Paulo lembra dos irmãos em oração.
Lição: missão também significa cuidado pastoral.
Sexta — 1 Tessalonicenses 1.7-8
A fé dos tessalonicenses se torna conhecida.
Lição: uma igreja discipulada torna-se testemunha.
Sábado — Atos 18.18-21
Paulo continua sua jornada missionária.
Lição: a missão prossegue sob a direção de Deus.
21. Grande princípio teológico
A passagem ensina uma teologia equilibrada entre:
Responsabilidade humana
Paulo planeja.
Providência divina
O Espírito redireciona.
Discernimento espiritual
A equipe interpreta a direção.
Obediência
Eles partem.
Missão
O Evangelho avança.
Portanto:
A soberania de Deus não elimina nossa responsabilidade; ela dá sentido à nossa responsabilidade.
22. Aplicação para a vida cristã
Quando fazemos planos, devemos dizer:
“Senhor, estes são os meus planos; mas estou disposto a mudar a rota se Tu me mostrares outro caminho.”
Quando uma porta fecha:
não devemos imediatamente interpretar como fracasso.
Quando não entendemos:
devemos continuar buscando direção.
Quando Deus mostra o caminho:
devemos obedecer.
23. O grande contraste
Paulo começou dizendo:
“Vamos voltar...”
Mas Deus acabou dizendo:
“Passe à Macedônia.”
O plano inicial era:
retornar.
A direção providencial conduziu:
adiante.
Isso mostra que:
Deus pode usar nossos planos como ponto de partida para nos conduzir a lugares que jamais imaginamos.
Conclusão
Atos 15–16 nos ensina que a vida cristã não consiste simplesmente em ter bons planos, mas em submeter bons planos ao Deus soberano.
Paulo tinha um projeto legítimo.
Barnabé tinha uma convicção diferente.
Eles se separaram.
Mesmo assim, Deus continuou trabalhando.
Paulo iniciou uma nova etapa com Silas.
Depois, duas portas foram fechadas.
Então veio a direção:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
E eles concluíram:
“Deus nos havia chamado.”
A grande lição para o discípulo de Cristo é:
Planeje, mas ore.
Caminhe, mas discirna.
Trabalhe, mas dependa.
Quando Deus fechar uma porta, não desista.
Quando Ele abrir o caminho, obedeça.
Porque, na missão cristã,
nem sempre o caminho que parece melhor é o caminho que Deus determinou; mas o caminho que Deus determina sempre está inserido em Seu propósito soberano.
E talvez a oração mais apropriada diante dos nossos projetos seja:
“Senhor, dirige os meus passos. Se meu caminho estiver de acordo com a Tua vontade, confirma-o; se não estiver, fecha a porta e dá-me discernimento para reconhecer o caminho que Tu preparaste.”
Atos 15.36–41; 16.6–10
Tema: Quando Deus dirige nossos planos e nossos caminhos
Esta passagem apresenta uma combinação muito rica de planejamento humano, divergência entre pessoas, providência divina, cuidado pastoral e direção do Espírito Santo.
Lucas mostra que Paulo e Barnabé tinham um propósito legítimo: voltar às cidades onde haviam pregado e verificar como estavam os irmãos. Entretanto, a missão não se desenvolve exatamente como eles haviam planejado. A partir de Atos 16, percebemos que Deus não apenas abençoa a missão; Ele também dirige seus caminhos.
A grande lição pode ser resumida assim:
O cristão deve planejar com responsabilidade, mas submeter seus planos à soberania de Deus e permanecer sensível à direção do Espírito Santo.
1. A intenção de Paulo: cuidar daqueles que foram alcançados
Atos 15.36 registra:
“Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde já anunciamos a palavra do Senhor.”
Paulo não pensava apenas em evangelizar novos lugares.
Ele também desejava acompanhar aqueles que já haviam recebido o Evangelho.
Isso revela uma verdade importante sobre a missão cristã:
Evangelização e discipulado caminham juntos.
A obra missionária não termina quando alguém aceita a mensagem.
É necessário:
- ensinar;
- acompanhar;
- fortalecer;
- corrigir;
- encorajar;
- formar novos discípulos.
O verbo utilizado no contexto da “visita” possui a ideia de inspecionar, observar cuidadosamente, cuidar, verificar a condição de alguém.
Portanto, Paulo não estava simplesmente fazendo turismo missionário.
Ele queria saber:
“Como estão os irmãos?”
2. A missão envolve pessoas, não apenas projetos
A expressão:
“visitar os irmãos”
é pastoralmente significativa.
Paulo havia anunciado Cristo em diversas cidades, mas aquelas pessoas continuavam sendo importantes para ele.
Isso aparece também em suas cartas.
Em 1 Tessalonicenses 1.2-3, Paulo afirma que se lembrava constantemente dos irmãos em oração.
Há, portanto, uma conexão entre:
pregação → discipulado → acompanhamento → oração.
A missão cristã não pode ser reduzida a números, eventos ou expansão institucional.
Por trás de cada conversão existe uma pessoa que precisa ser cuidada.
3. Planejamento não é falta de fé
É importante não interpretar Atos 15.36 como se Paulo estivesse simplesmente “fazendo planos humanos” e posteriormente aprendesse que deveria confiar em Deus.
O planejamento fazia parte de sua responsabilidade missionária.
A Bíblia não condena planejamento.
Provérbios 16.1 afirma:
“Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da língua.”
E Salmo 37.5:
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”
A lógica bíblica não é:
“Não faça planos.”
Mas:
“Faça planos debaixo da soberania de Deus.”
4. A palavra hebraica para “entregar”
Salmo 37.5 utiliza o conceito hebraico:
גָּלַל — gālal
que literalmente possui a ideia de rolar, transferir, colocar sobre alguém.
A imagem é poderosa:
“Role o seu caminho sobre o Senhor.”
Ou seja:
coloque o peso, a direção e o resultado do caminho nas mãos de Deus.
Isso não significa passividade.
Significa dependência.
5. O conflito entre Paulo e Barnabé
Atos 15.39 apresenta um episódio difícil:
“E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro.”
Paulo queria retornar com Barnabé.
Barnabé queria levar João Marcos.
Paulo não considerava prudente levá-lo novamente porque Marcos havia abandonado a primeira viagem missionária.
Barnabé, porém, acreditava em sua recuperação.
O resultado foi a separação dos dois.
Esse episódio é importante porque demonstra que:
grandes homens de Deus continuam sendo seres humanos.
Eles podem:
- discordar;
- avaliar situações de maneira diferente;
- tomar decisões distintas.
A Bíblia não romantiza seus personagens.
6. A discordância não anulou a missão
Aqui está uma das grandes lições teológicas da passagem.
Paulo e Barnabé se separaram.
Mas:
a missão continuou.
Barnabé levou Marcos.
Paulo escolheu Silas.
Em vez de uma única equipe missionária, surgiram duas frentes.
Isso não significa que o conflito tenha sido bom em si mesmo.
Mas revela a soberania de Deus:
Deus pode continuar realizando Sua obra mesmo quando Seus servos enfrentam limitações humanas.
7. Barnabé e Marcos: uma história de restauração
O desenvolvimento posterior da história é extraordinário.
Marcos, que havia sido motivo da divergência, posteriormente tornou-se útil a Paulo.
Em 2 Timóteo 4.11, Paulo diz:
“Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.”
Isso demonstra que:
um fracasso no passado não precisa determinar o futuro de uma pessoa.
Barnabé aparentemente enxergou potencial onde Paulo, naquele momento, enxergou risco.
E a história mostrou que Marcos amadureceu.
Há aqui uma preciosa dimensão pastoral:
algumas pessoas precisam de uma segunda oportunidade para que sua vocação seja desenvolvida.
8. Atos 16.6 — O Espírito impede determinado caminho
Depois de escolher Silas, Paulo inicia a segunda viagem.
Porém, Lucas registra algo surpreendente:
“E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.”
Observe o paradoxo:
Eles estavam indo pregar o Evangelho.
Era uma atividade boa.
Era uma atividade bíblica.
Era uma atividade missionária.
Mas:
o Espírito Santo os impediu de seguir determinada direção.
Isso nos ensina uma verdade fundamental:
nem toda porta aberta é necessariamente a porta que Deus quer que atravessemos naquele momento.
9. “Impedidos pelo Espírito Santo”
O texto não explica exatamente como ocorreu esse impedimento.
Lucas simplesmente afirma que o Espírito os impediu.
Isso nos ensina prudência.
Nem sempre a direção de Deus vem acompanhada de explicações detalhadas.
Às vezes recebemos:
direção sem explicação.
Paulo sabia que não deveria seguir para determinada região, mas ainda não sabia exatamente para onde deveria ir.
10. Atos 16.7 — Outra porta fechada
Depois disso:
“intentando ir para Bitínia, não lho permitiu o Espírito.”
Temos uma repetição.
Primeiro:
Ásia → impedidos.
Depois:
Bitínia → não permitido.
Imagine a experiência de Paulo.
Ele tinha:
- chamado;
- experiência;
- equipe;
- mensagem;
- disposição.
Mas duas possibilidades foram fechadas.
Isso nos ensina:
portas fechadas também podem ser instrumentos da providência divina.
11. A providência de Deus
A teologia cristã chama isso de:
Providência divina
Deus governa os acontecimentos sem anular a responsabilidade humana.
Provérbios 16.9:
“O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.”
Paulo fazia planos.
Deus dirigia os passos.
Paulo caminhava.
Deus corrigia a rota.
12. O significado de “providência”
A ideia bíblica de providência envolve Deus:
- sustentando;
- governando;
- conduzindo;
- preservando;
- direcionando Sua criação para Seus propósitos.
Portanto:
Deus não está apenas esperando para reagir às decisões humanas. Ele está soberanamente conduzindo a história.
13. Atos 16.8-9 — O chamado macedônio
Depois das portas fechadas, Paulo chega a Trôade.
Então acontece:
“E Paulo teve, de noite, uma visão.”
Um homem da Macedônia aparece dizendo:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
Agora a direção fica clara.
A pergunta não era mais:
“Para onde não devemos ir?”
Mas:
“Para onde Deus está nos enviando?”
14. A visão não é o centro; a missão é
É importante observar que a visão não existe como uma experiência espiritual isolada.
Ela está relacionada diretamente à missão.
O homem diz:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
A direção sobrenatural tinha uma finalidade prática:
levar o Evangelho a pessoas que ainda precisavam ouvir.
Isso protege a interpretação de uma espiritualidade centrada apenas em experiências.
A verdadeira direção espiritual conduz à obediência e ao cumprimento da missão de Deus.
15. “Passa à Macedônia e ajuda-nos”
A palavra “ajuda” é significativa.
O Evangelho chega como auxílio à condição humana.
A necessidade mais profunda da Macedônia não era simplesmente econômica, política ou social.
Era espiritual.
Precisavam ouvir:
o Evangelho de Jesus Cristo.
A Igreja é enviada para anunciar a mensagem que responde à necessidade fundamental do ser humano: reconciliação com Deus por meio de Cristo.
16. Atos 16.10 — Discernimento comunitário
Lucas muda o relato para a primeira pessoa do plural:
“procuramos partir logo para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.”
Aqui aparece um princípio importante:
discernimento não é apenas individual.
Eles:
- receberam a direção;
- avaliaram a experiência;
- compreenderam seu significado;
- chegaram a uma conclusão;
- obedeceram.
O texto diz:
“concluindo que Deus nos havia chamado.”
Não houve simplesmente:
“Eu tive uma visão, portanto todos devem seguir.”
Houve discernimento.
17. A palavra “concluindo”
O verbo grego empregado possui a ideia de inferir, reunir evidências, chegar a uma conclusão.
Isso é teologicamente relevante.
A direção espiritual não elimina:
- raciocínio;
- avaliação;
- discernimento;
- comunidade;
- prudência.
O Espírito Santo não precisa ser colocado em oposição à inteligência.
O Espírito dirige também por meio de uma mente iluminada e de um discernimento responsável.
18. A sequência da direção divina
Podemos visualizar o texto assim:
Etapa | Acontecimento | Princípio |
1 | Paulo planeja retornar às igrejas | Planejamento |
2 | Paulo e Barnabé divergem | Limitação humana |
3 | Paulo segue com Silas | Continuidade da missão |
4 | Espírito impede a Ásia | Porta fechada |
5 | Bitínia também é impedida | Segunda direção negativa |
6 | Paulo chega a Trôade | Espera |
7 | Visão do macedônio | Direção |
8 | Equipe discerne | Avaliação |
9 | Partem para Macedônia | Obediência |
10 | Evangelho entra na Europa | Cumprimento providencial |
19. Aplicação: quando Deus fecha uma porta
Uma das maiores dificuldades da vida cristã é compreender portas fechadas.
Às vezes pensamos:
“Se é algo bom, Deus necessariamente vai permitir.”
Atos 16 demonstra que isso não é verdade.
Paulo queria evangelizar.
Deus disse:
“Não agora, não nesse lugar.”
Portanto:
uma boa oportunidade não é necessariamente uma direção divina.
Precisamos aprender a perguntar:
“Senhor, não apenas o que posso fazer, mas o que Tu queres que eu faça?”
20. Os textos devocionais reforçam essa verdade
Segunda — Salmo 37.5
“Entrega o teu caminho ao Senhor.”
Lição: confiar o caminho a Deus.
Terça — Provérbios 16.1
O homem prepara, mas Deus dirige.
Lição: planejamento e soberania caminham juntos.
Quarta — Atos 16.1-5
Timóteo entra na equipe.
Lição: Deus prepara pessoas para Sua missão.
Quinta — 1 Tessalonicenses 1.1-3
Paulo lembra dos irmãos em oração.
Lição: missão também significa cuidado pastoral.
Sexta — 1 Tessalonicenses 1.7-8
A fé dos tessalonicenses se torna conhecida.
Lição: uma igreja discipulada torna-se testemunha.
Sábado — Atos 18.18-21
Paulo continua sua jornada missionária.
Lição: a missão prossegue sob a direção de Deus.
21. Grande princípio teológico
A passagem ensina uma teologia equilibrada entre:
Responsabilidade humana
Paulo planeja.
Providência divina
O Espírito redireciona.
Discernimento espiritual
A equipe interpreta a direção.
Obediência
Eles partem.
Missão
O Evangelho avança.
Portanto:
A soberania de Deus não elimina nossa responsabilidade; ela dá sentido à nossa responsabilidade.
22. Aplicação para a vida cristã
Quando fazemos planos, devemos dizer:
“Senhor, estes são os meus planos; mas estou disposto a mudar a rota se Tu me mostrares outro caminho.”
Quando uma porta fecha:
não devemos imediatamente interpretar como fracasso.
Quando não entendemos:
devemos continuar buscando direção.
Quando Deus mostra o caminho:
devemos obedecer.
23. O grande contraste
Paulo começou dizendo:
“Vamos voltar...”
Mas Deus acabou dizendo:
“Passe à Macedônia.”
O plano inicial era:
retornar.
A direção providencial conduziu:
adiante.
Isso mostra que:
Deus pode usar nossos planos como ponto de partida para nos conduzir a lugares que jamais imaginamos.
Conclusão
Atos 15–16 nos ensina que a vida cristã não consiste simplesmente em ter bons planos, mas em submeter bons planos ao Deus soberano.
Paulo tinha um projeto legítimo.
Barnabé tinha uma convicção diferente.
Eles se separaram.
Mesmo assim, Deus continuou trabalhando.
Paulo iniciou uma nova etapa com Silas.
Depois, duas portas foram fechadas.
Então veio a direção:
“Passa à Macedônia e ajuda-nos.”
E eles concluíram:
“Deus nos havia chamado.”
A grande lição para o discípulo de Cristo é:
Planeje, mas ore.
Caminhe, mas discirna.
Trabalhe, mas dependa.
Quando Deus fechar uma porta, não desista.
Quando Ele abrir o caminho, obedeça.
Porque, na missão cristã,
nem sempre o caminho que parece melhor é o caminho que Deus determinou; mas o caminho que Deus determina sempre está inserido em Seu propósito soberano.
E talvez a oração mais apropriada diante dos nossos projetos seja:
“Senhor, dirige os meus passos. Se meu caminho estiver de acordo com a Tua vontade, confirma-o; se não estiver, fecha a porta e dá-me discernimento para reconhecer o caminho que Tu preparaste.”
Objetivos
Ei Professor!
Nesta lição veremos duas mudanças na rotina e nos planos do Apóstolo Paulo: o desacordo com Barnabé e a viagem para a Macedônia. Isso nos mostra que os crentes podem enfrentar divergências e situações difíceis. O segredo para lidar com essas circunstâncias é entregar o caso a Deus em oração e estar disposto a seguir a vontade dEle. São nesses momentos que as pessoas devem buscar ainda mais a presença do Senhor, para pedir discernimento e ouvir a voz do Mestre. Reserve um momento durante a semana para analisar quantas vezes, na sua vida, a situação parecia boa, porém, Deus mostrou que tinha outro plano para você.
Ponto de Partida
Muitas vezes é difícil entender que Deus tem um plano diferente daquele que queríamos. Por isso, planejar e entregar ao Senhor para aprovação é sempre a melhor postura. Deus enxerga além daquilo que vemos. Além disso. Ele sempre sabe o que é melhor para nós. O Apóstolo Paulo entregou sua vida a Deus e deixou ser guiado pela vontade divina. Ele não ficou se lamentando, quando sua ideia não se concretizou. Ele preferiu continuar pelo caminho preparado pelo Senhor. Inicie sua aula explicando para a turma que a ferramenta que devemos usar para guiar a nossa vida não é uma bússola ou um GPS, mas, sim, a voz de Deus. Seguir as orientações do Pai é sempre a melhor escolha.
Vamos Descobrir
Você está pronto (a) para continuar estudando a rota de Paulo? Depois de ter participado do debate teológico em Jerusalém, o Apóstolo planejou visitar as igrejas que ele havia fundado na primeira viagem. No meio do caminho, veremos que foi preciso rever a programação e reajustar a rota. Seu plano era circular pelas igrejas da Ásia Menor, mas acabou indo para a Europa!
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Aqui estão três opções de dinâmicas práticas e envolventes para a Lição 07 dos Adolescentes (3º Trimestre) da EBD da CPAD, cujo tema é "A Segunda Viagem Missionária".
Elas abordam os pontos centrais da lição: o desentendimento entre Paulo e Barnabé, a direção dada pelo Espírito Santo na mudança de rota e a importância da pregação.
Opção 1: Dinâmica da Mudança de Rota (Foco no Espírito Santo)
Objetivo: Mostrar como o Espírito Santo direciona nossos planos, assim como impediu Paulo de ir para certas regiões e o enviou para a Europa (Macedônia).
- Material: Um rolo de fita crepe e pequenos papéis com tarefas/desafios simples (ex: "recite um versículo", "dê um abraço no colega", "ore por alguém").
- Como fazer:
- Cole linhas de fita crepe no chão simulando "caminhos" ou "rotas" que levam a diferentes cantos da sala. No final de cada linha, coloque um papel com uma tarefa virado para baixo.
- Divida os adolescentes em duplas. Um jovem terá os olhos vendados (o missionário) e o outro o guiará apenas pela voz (a rota planejada).
- Quando a dupla estiver no meio do caminho, você (o professor, representando o Espírito Santo) dirá: "Rota bloqueada!".
- O guia terá que mudar a rota do colega vendado na hora, direcionando-o para um caminho totalmente diferente do planejado.
- Reflexão: Pergunte como eles se sentiram mudando de planos de repente. Explique que Paulo queria revisitar igrejas antigas, mas Deus bloqueou o caminho porque tinha um plano maior na Europa. Precisamos ser sensíveis à voz do Espírito Santo.
Opção 2: Dinâmica dos Balões dos Ensinamentos (Foco na Missão)
Objetivo: Estimular a criatividade e o debate sobre o que os adolescentes devem pregar hoje em dia.
- Material: Balões de soprar (bexigas), pedaços de papel e canetas. []
- Como fazer:
- Escreva em papéis diferentes ordens ou ensinamentos bíblicos importantes que Jesus e os apóstolos nos deixaram (ex: "Amar o próximo", "Perdoar as ofensas", "Ir por todo o mundo", "Falar a verdade").
- Coloque cada papel dentro de um balão, encha e amarre. Se quiser deixar mais atrativo, coloque um bombom junto.
- Distribua os balões para a classe de forma criativa. Peça para que todos estourem os balões ao mesmo tempo.
- Cada adolescente deve ler o ensinamento sorteado e responder de forma rápida: "O que você acha desse ensinamento? Como você pode praticar isso na sua escola ou com seus amigos hoje?". []
- Reflexão: Assim como Paulo e Silas levaram a mensagem correta para novos lugares, nós também recebemos ensinamentos que precisam ser compartilhados e vividos na nossa realidade.
Opção 3: Dinâmica da Reconciliação e Novas Chances (Foco em Barnabé e João Marcos)
Objetivo: Refletir sobre o desentendimento entre Paulo e Barnabé por causa de João Marcos, e a importância de dar novas oportunidades às pessoas.
- Material: Um vaso de plástico ou um objeto que se divida em partes, e fita adesiva.
- Como fazer:
- Relembre os alunos sobre a divisão da equipe: Barnabé queria levar João Marcos, mas Paulo não queria porque ele havia desistido na primeira viagem. Isso gerou uma separação (separe o objeto em dois ou divida a classe em dois grupos: Equipe Paulo e Equipe Barnabé).
- Entregue um papel para o grupo de "Paulo" com motivos de Justiça (por que João Marcos errou ao abandonar a missão) e para o grupo de "Barnabé" com motivos de Graça (por que ele merecia uma segunda chance).
- Promova um rápido debate amigável de 3 minutos sobre os dois lados.
•Reflexão: Mostre que, no fim, Deus usou a separação para multiplicar as missões (duas viagens aconteceram em vez de uma). Mais tarde, o próprio Paulo reconheceu o valor de João Marcos (2 Timóteo 4:11). Pergunte aos adolescentes se eles já deixaram de dar uma segunda chance a um amigo que falhou.
Aqui estão três opções de dinâmicas práticas e envolventes para a Lição 07 dos Adolescentes (3º Trimestre) da EBD da CPAD, cujo tema é "A Segunda Viagem Missionária".
Elas abordam os pontos centrais da lição: o desentendimento entre Paulo e Barnabé, a direção dada pelo Espírito Santo na mudança de rota e a importância da pregação.
Opção 1: Dinâmica da Mudança de Rota (Foco no Espírito Santo)
Objetivo: Mostrar como o Espírito Santo direciona nossos planos, assim como impediu Paulo de ir para certas regiões e o enviou para a Europa (Macedônia).
- Material: Um rolo de fita crepe e pequenos papéis com tarefas/desafios simples (ex: "recite um versículo", "dê um abraço no colega", "ore por alguém").
- Como fazer:
- Cole linhas de fita crepe no chão simulando "caminhos" ou "rotas" que levam a diferentes cantos da sala. No final de cada linha, coloque um papel com uma tarefa virado para baixo.
- Divida os adolescentes em duplas. Um jovem terá os olhos vendados (o missionário) e o outro o guiará apenas pela voz (a rota planejada).
- Quando a dupla estiver no meio do caminho, você (o professor, representando o Espírito Santo) dirá: "Rota bloqueada!".
- O guia terá que mudar a rota do colega vendado na hora, direcionando-o para um caminho totalmente diferente do planejado.
- Reflexão: Pergunte como eles se sentiram mudando de planos de repente. Explique que Paulo queria revisitar igrejas antigas, mas Deus bloqueou o caminho porque tinha um plano maior na Europa. Precisamos ser sensíveis à voz do Espírito Santo.
Opção 2: Dinâmica dos Balões dos Ensinamentos (Foco na Missão)
Objetivo: Estimular a criatividade e o debate sobre o que os adolescentes devem pregar hoje em dia.
- Material: Balões de soprar (bexigas), pedaços de papel e canetas. []
- Como fazer:
- Escreva em papéis diferentes ordens ou ensinamentos bíblicos importantes que Jesus e os apóstolos nos deixaram (ex: "Amar o próximo", "Perdoar as ofensas", "Ir por todo o mundo", "Falar a verdade").
- Coloque cada papel dentro de um balão, encha e amarre. Se quiser deixar mais atrativo, coloque um bombom junto.
- Distribua os balões para a classe de forma criativa. Peça para que todos estourem os balões ao mesmo tempo.
- Cada adolescente deve ler o ensinamento sorteado e responder de forma rápida: "O que você acha desse ensinamento? Como você pode praticar isso na sua escola ou com seus amigos hoje?". []
- Reflexão: Assim como Paulo e Silas levaram a mensagem correta para novos lugares, nós também recebemos ensinamentos que precisam ser compartilhados e vividos na nossa realidade.
Opção 3: Dinâmica da Reconciliação e Novas Chances (Foco em Barnabé e João Marcos)
Objetivo: Refletir sobre o desentendimento entre Paulo e Barnabé por causa de João Marcos, e a importância de dar novas oportunidades às pessoas.
- Material: Um vaso de plástico ou um objeto que se divida em partes, e fita adesiva.
- Como fazer:
- Relembre os alunos sobre a divisão da equipe: Barnabé queria levar João Marcos, mas Paulo não queria porque ele havia desistido na primeira viagem. Isso gerou uma separação (separe o objeto em dois ou divida a classe em dois grupos: Equipe Paulo e Equipe Barnabé).
- Entregue um papel para o grupo de "Paulo" com motivos de Justiça (por que João Marcos errou ao abandonar a missão) e para o grupo de "Barnabé" com motivos de Graça (por que ele merecia uma segunda chance).
- Promova um rápido debate amigável de 3 minutos sobre os dois lados.
•Reflexão: Mostre que, no fim, Deus usou a separação para multiplicar as missões (duas viagens aconteceram em vez de uma). Mais tarde, o próprio Paulo reconheceu o valor de João Marcos (2 Timóteo 4:11). Pergunte aos adolescentes se eles já deixaram de dar uma segunda chance a um amigo que falhou.
Hora de Aprender
Depois do Concílio de Jerusalém, Paulo e Barnabé continuaram mais algum tempo com os irmãos e as irmãs de Antioquia, ensinando sobre as Escrituras. Então, Paulo decidiu que era hora de fazer outra viagem missionária, a fim de visitar as igrejas por onde haviam passado na primeira viagem.
I – A ROTA DA SEGUNDA VIAGEM
O plano inicial da segunda viagem era Paulo e Barnabé percorrerem as cidades por onde tinham pregado e plantado igrejas. Mas, houve um desentendimento entre eles. Você lembra que o jovem João Marcos os havia deixado durante a primeira viagem e voltado para Jerusalém (At 13.13)? Barnabé queria dar uma nova oportunidade para ele e desejava levar João nesta nova viagem. Paulo discordou fortemente. Por isso, a dupla se separou. Então, Barnabé seguiu em viagem e navegou para Chipre com João. E Paulo seguiu seu plano na companhia de Silas (At 15.37-39). Assim, Paulo e Silas saíram de Antioquia da Síria, cruzaram a Ásia Menor (At 15.40-16.8), passando pelas regiões da Cilícia, Galácia, Frigia e Mísia. Então, seguiram pela Europa (At 16.12), onde ocorreu a maior parte da viagem. Primeiro na Macedônia, nas cidades de Filipos, Apolônia, Anfípolis, Tessalônica e Bereia. Depois na Acaia, nas cidades de Atenas, Corinto e Cencreia. O caminho da volta foi por Éfeso, onde ficaram algum tempo antes de seguirem para Jerusalém, tendo desembarcado na Cesareia.
I- AUXÍLIO PEDAGÓGICA
Do mesmo modo que você fez na lição 4, selecione e mostre fotos atuais das paisagens das regiões por onde cidades por onde o Apóstolo Paulo passou. Continue incentivando seus alunos a memorizarem os nomes das cidades de cada viagem. Se possível, faça uso de um mapa.
| Cidade na época de Paulo Trôade Neápolis Filipos Anfípolis Apolônia Tessalônica Bereia Atenas Corinto Cencreia Éfeso Rodes | Cidade atualmente Próxima à Hisarlik Próxima à Kavalla Filipos (ruínas) Anfípolis Apolônia (ruínas) Tessaloniki Verria (ruínas) Atenas (ruínas) Corinto Cencreia (ruínas) Éfeso (ruínas) Rodes |
II – MUDANÇA DE PLANOS
Paulo começou a viagem planejando visitar as igrejas na província da Ásia. Porém, o relato de Atos nos conta que o Espírito Santo estava impedindo o Apóstolo de seguir esse plano. Ele queria ir para Bitínia (At 16.6, 7). No entanto, depois de contornar a região da Mísia, Paulo foi para Trôade, que é na direção oposta, e ali teve uma visão. Ele viu um homem da Macedônia que lhe pedia que fosse à Macedônia para ajudá-los (At 16.9). Confiando na direção divina, o Apóstolo mudou sua programação e seguiu outro plano. Ao invés de continuar na Ásia Menor, Paulo e seus companheiros se dirigiram à região da Macedônia. Pegaram um navio em Trôade e chegaram em Filipos.
Era a primeira viagem registrada do Apóstolo à Europa! Lucas conta que, no sábado, em Filipos, Paulo foi pregar na beira do rio, onde existia um lugar de oração. Não havia sinagoga la. E agora?! — O Apóstolo mudou de estratégia e deu tudo certo. Ali, os missionários conheceram Lídia e outras mulheres (At 16.13-15). E assim nasceu uma igreja que amou e ajudou Paulo (Fp 4.14-19). O nome desse lugar é familiar? Sim. É onde moravam os irmãos que receberam a Carta aos Filipenses! Depois, continuaram a rota por outras cidades da Macedônia. Silas e Timóteo permaneceram em Beréia e Paulo foi sozinho para a região da Acaia (At 17.14).
Quando chegou na cidade de Atenas, ele se deparou com o altar “ao Deus Desconhecido” (At 17.23). Lá havia muitos altares, para muitos “deuses”. Os atenienses não queriam esquecer de algum “deus’’, então fizeram um altar com esse nome. O Apóstolo foi até a Câmara Municipal de Atenas para pregar. Paulo, sábio e dirigido pelo Espírito Santo, adaptou a pregação do Evangelho a uma linguagem que seus ouvintes filósofos iriam entender. Paulo explicou que a mensagem do Evangelho é sobre o “Deus Desconhecido” que se torna conhecido por meio de Jesus Cristo. Alguns não judeus creram (At 17.32-34). Partindo dali, Paulo foi para Corinto, a capital da região da Acaia. Ali, o Apóstolo exerceu sua profissão de fazedor de barracas, até que Silas e Timóteo chegaram para ajudá-lo (At 18.3-5).
Eles trouxeram boas notícias da igreja em Tessalônica. Então, Paulo escreveu a primeira carta a essa igreja (1 Ts 1.1,3.6) e, mais tarde, fez uma segunda carta também. Paulo ficou um ano e meio em Corinto para ensinar sobre as Escrituras (At 18.11). Como de costume, aos sábados, ele pregava nas sinagogas e sofreu oposição por isso. Desanimou? Não. O Senhor lhe apareceu numa visão para encorajá-lo (At 18.9,10). E ali surgiu mais uma igreja. Depois desse período, Paulo foi para Éfeso com Priscila e Áquila, onde pregou nas sinagogas. O Apóstolo deixou o casal nesta cidade e seguiu a rota de volta para casa, prometendo que voltaria para visitá-los. Na sequência, deu uma paradinha em Jerusalém para ver os irmãos e as irmãs dali e, finalmente, retornou para a Antioquia da Síria (At 18.21, 22)
II – AUXÍLIO DIDÁTICO
Em Atenas, Paulo citou um filósofo estóico: “e alguns dos poetas de vocês disseram: ‘Nós também somos filhos dele”’ (At 17.28 b). O pensamento dos estóicos dominava na época de Paulo. Os estóicos criam no panteísmo, ou seja, eles pensavam que o mundo é deus, que o universo consistia do logos — a razão que estruturava a matéria da qual o universo é feito. Para eles, o destino determinava a vida das pessoas, e, por isso, cada um só tinha controle sobre suas próprias decisões.
Em Atenas também viviam os epicureus —pessoas que seguiam as ideias do epicurismo. Eles eram, sobretudo, os membros da alta sociedade. Acreditavam que os deuses não se envolviam com o mundo e rejeitavam o projeto divino na natureza. Para eles, o propósito da vida era o prazer. A pregação do Evangelho do Senhor Jesus em Atenas deve ter gerado grande impacto entre as pessoas, pois era diferente de tudo o que estavam acostumados. Paulo usou seus conhecimentos culturais da época para conseguir se comunicar com esses gentios e, dessa forma, anunciar o Salvador: Jesus Cristo.
III- A SENSIBILIDADE ESPIRITUAL
O plano inicial de ter dado errado não foi um problema para Paulo, pois Deus estava no controle da viagem. Seguir outro plano garantiu que judeus e não judeus, homens e mulheres, senhores e servos, ouvissem que Jesus é o Salvador. Surgiram novas igrejas e novos líderes. Muitas vezes, as coisas não acontecem como planejado, porque assim Deus desejou. Como lidar com a situação? Ore. É importante ter intimidade com Deus e discernimento para ouvir seu direcionamento e conhecer a sua vontade.
II- AUXÍLIO DEVOCIONAL
CONCLUSÃO
A segunda viagem de Paulo foi longa, mas guiada por Deus. Durante esse período, pessoas aceitaram as Boas-Novas de Jesus, e novas igrejas surgiram. Nos dias de hoje, somos convidados a entregar nossos planos ao Senhor e prestar atenção no seu direcionamento.
VAMOS PRATICAR
Pense Nisso
Conhecer a vontade de Deus é algo muito importante, sabia? Paulo recebia o direcionamento do Senhor. Sabe como você pode conhecer a vontade de Deus? Através da oração e da leitura bíblica. Fale com Deus e faça suas perguntas para Ele. No tempo certo, Ele vai te responder.
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL
.
Gostou do site? Ajude-nos a Manter e melhorar ainda mais este Site. Nos abençoe Com Uma Oferta pelo PIX: E-MAIL
pecadorconfesso@hotmail.com
“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. (Lucas 6:38)
CONHEÇA E ADQUIRA SUA REVISTA DO 3º TRIMESTRE DE 2026 DE TODAS AS CLASSES DA EDITORA BETEL, CPAD, CG, PECC entre outros:
CONHEÇA E ADQUIRA SUA REVISTA DO 3º TRIMESTRE DE 2026 DE TODAS AS CLASSES DA EDITORA BETEL, CPAD, CG, PECC entre outros:
EBD Adolescentes | 3° Trimestre De 2024 | Tema: As Parábolas de Jesus são Vivas | Escola Biblica Dominical | CPAD |
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:
Quem compromete-se com a EBD não inventa histórias, mas fala o que está escrito na Bíblia!
Quem compromete-se com a EBD não inventa histórias, mas fala o que está escrito na Bíblia!
📩 Receba rápido o acesso Vip total ou por classe.
O acesso vip foi pensado para facilitar o superintende e professores de EBD, dá a possibilidade de ter em mãos, Slides, Subsídios, EBD de todas as classes e faixas etárias - Entre em contato.
Abrir Telegram
Abrir Whatsapp
O acesso vip foi pensado para facilitar o superintende e professores de EBD, dá a possibilidade de ter em mãos, Slides, Subsídios, EBD de todas as classes e faixas etárias - Entre em contato.
Abrir Telegram
Abrir Whatsapp
ADQUIRA O ACESSO VIP 👆👆👆👆👆👆 Entre em contato.
Os conteúdos tem lhe abençoado? Nos abençoe também com Uma Oferta Voluntária de qualquer valor pelo PIX: E-MAIL pecadorconfesso@hotmail.com – ou, PIX:TEL (15)99798-4063 Seja Um Parceiro Desta Obra. “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. Lucas 6:38
- ////////----------/////////--------------///////////
- ////////----------/////////--------------///////////
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
EM BREVE
SUBSÍDIOS DAS REVISTAS
---------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------
(1) ESCALA DE PROFESSORES EM PDF - ESCOLA DOMINICAL
(2) APOSTILAS GRATUIDAS EM PDF PARA MELHORAR EBD
(3) MARCADORES DE PAGINAS PARA EBD(caderneta e relatório EBD em PDF)
(4) CERTIFICADO DE CONCLUSÃO EBD E OUTROS
(5) DICAS PARA ENCERRAMENTO DA EBD - ESCOLA DOMINICAL
- ////////----------/////////--------------///////////













COMMENTS