EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR - LIÇÃO 13 - 30 DE JUNHO DE 2013 - EBD - CPAD

2º TRIMESTRE DE 2013


Título: A Família Cristã no Século XXI: Protegendo seu Lar dos Ataques do Inimigo.

COMENTARISTA: PR. ELINALDO RENOVATO DE LIMA


 

LIÇÃO 13: EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR
30 DE JUNHO DE 2013




TEXTO ÁUREO
"Porém,  se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quemserviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minhacasa serviremos ao SENHOR" (Js  24.15).

VERDADE PRÁTICA
Com  a graça de Deus, a família cristã vencerá os desafios da  vida.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 7.1- A salvação de  uma família
S
Terça - Ef 6.4- Doutrina e conselho para filhos
T
Quarta - Pv  22.6  - Instruindo o filho  no  caminho do  Senhor
Q
Quinta - Êx 20.12  - O primeiro mandamento com promessa
Q
Sexta - 2 Tm  3.14-17  - A perfeita instrução para uma vida feliz
S
Sábado - 2 Pe  3.18- Crescendo na  graça e no  conhecimento
S

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Josué 24.14-18,22,24

14 - Agora, pois, temei ao SENHOR, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses  aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao SENHOR.

15- Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: se os  deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.

16- Então, respondeu o povo e disse: Nunca nos aconteça que deixemos o SENHOR para servirmos a  outros deuses;

17- porque o SENHOR é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do  Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou  por todo o caminho que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.

18- E o SENHOR expeliu de diante de nós a todas estas gentes, até ao amorreu, morador da terra; também nós serviremos ao SENHOR, porquanto é nosso Deus.

22- E Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós mesmos de que vós escolhestes o SENHOR,  para o servir. E disseram: Somos testemunhas.

24- E disse o povo a Josué: Serviremos ao SENHOR, nosso Deus, e obedeceremos à sua voz.



INTRODUÇÃO

Palavra-Chave: Casa: Lar, Família.

Neste trimestre estudamos os diversos males que têm assolado a família e vimos também que Deus é a única resposta para os nossos dias. Por isso, devemos ter o Senhor Jesus como o esteio e o centro de nosso lar. Se orarmos, jejuarmos, lermos a Bíblia e fizermos o  culto doméstico, teremos condições de  lutar contra as forças do mal  e vencê-las em  nome de  Jesus. Frequentemos assiduamente a igreja e não faltemos à Escola Dominical. A família que fielmente serve ao Senhor jamais será destruída. Vigiemos e oremos em  todo o tempo, para que a nossa casa não seja alcançada pelas águas do dilúvio moral que encobre o presente século. Digamos, pois, ousadamente: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.



I. O EXEMPLO DECISIVO E CORAJOSO DE NOÉ

1. Noé andou com Deus. A vida de  Noé  revela as qualidades indispensáveis de  um  servo de  Deus: "varão justo", "reto em suas gerações" e que "andava com Deus"  (Gn 6.9). Por isso mesmo, o patriarca "achou graça aos olhos do  Senhor" (Gn  6.8). todas  essas características revelaram-se intensa e  visivelmente na  vida de  Noé  em  meio a uma sociedade perversa, violenta, imoral e  inimiga do  Santíssimo  Deus. O patriarca é  um  exemplo para os pais de família destes últimos dias.

2. Vivendo numa sociedade corrompida.A época de  Noé foi  marcada por uma imoralidade incontrolável e  por uma ausência completa de  temor a  Deus (Gn 6.11,12). Não poderia haver mundo pior. Quando analisamos a chamada sociedade pós-moderna, depressa concluímos: não há diferença entre o nosso século e o século no  qual vivia o santo patriarca. Eis aí um dos mais fortes prenúncios da iminente volta de Jesus (Mt 24.37,39).

Portanto, que o  exemplo de Noé nos inspire a confiar em Deus e a agir como Ele requer de  todos os seus filhos. É hora de   lutar por nossas famílias, a fim de  que Satanás não as destrua.

3. A salvação de Noé e sua família.No mundo antigo, apenas Noé e a  sua família escaparam do cataclismo que devastou a terra (Gn 7.1). A fé  de  Noé  estendeu-se aos seus filhos, estes creram em Deus e foram salvos do  dilúvio. Não  havia nada que pudesse salvá-los, a não ser a firme decisão de dizer "sim" ao Senhor.  Somente  a  graça de Deus, que alcançou o patriarca e a sua casa, pode salvar o nosso lar da destruição moral e espiritual de nossos dias



II. JOSUÉ - UMA DECISãO EXEMPLAR

1. A  firme tomada de posição.  Josué tomou uma firme e decisiva posição, a  fim  de  preservar  a sua família da  idolatria e da lassidão moral de Canaã (Js 24.15). É um   exemplo que todo crente deve seguir. Caso contrário, nosso cônjuge e  filhos serão destruídos pela iniquidade. Há muitos lares que, apesar de  serem conhecidos como cristãos, não mais servem a Cristo. Os pais já abdicaram de suas responsabilidades quanto à formação espiritual, moral e ética de seus filhos. Não  mais os educam com amor e firmeza; não lhes impõem qualquer limite. E o  que dizer da violência doméstica? Não podemos confundir disciplina com truculência e brutalidade, pois a esse respeito a Palavra de Deus é bastante clara: "E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na  doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6.4).

2. O  perigo da   omissão dos pais. A Palavra de  Deus recomenda aos pais que criem os seus filhos "na doutrina e admoestação do  Senhor" (Ef 6.4b). Isso significa que não podemos nos omitir. veja mais uma vez o exemplo de Josué. Ele não se omitiu, mas levou toda a sua casa a servir somente a Deus (Js 24.15). De igual modo, devemos educar nossos filhos. Essa  decisão tem de  ser prioritária em  nossa vida. Assim agiu Josué, porque ele sabia que, doutra forma, não haveria esperança para o seu lar.



III.  O EXEMPLO DOS  RECABITAS

1. Uma família exemplar. A Bíblia de Estudo Pentecostal afirma que os recabitas eram um  povo que "fazia parte de  uma tribo nômade aparentada com os queneus e com Jetro, sogro de  Moisés (cf. Jz 1.161 Cr 2.55). Seu ancestral, Jonadabe (cf. 2 Rs 10.15-27), ordenara a  seus filhos, mais de duzentos anos antes, que não bebessem nenhum tipo de vinho".
Mais tarde, o próprio Deus tomou os recabitas como exemplo, para mostrar como uma família pode e deve comportar-se. Eles agiam com dignidade, moderação e  fidelidade ao  Senhor em  meio a  uma sociedade corrompida e carregada de  vícios (Jr 35.1-19).

2. Um  exemplo de fidelidade.  Aos seus  filhos, Recabe transmitira fielmente os princípios da lei de  Deus. Passados duzentos anos, seus descendentes continuavam a  observar-lhe  as ordenanças e  a respeitar-lhe as tradições. Por  isso, o Senhor resolveu mostrá-los como exemplo de fidelidade aos filhos de Judá. Instruído por Deus, Jeremias leva-os a uma das câmaras do Santo templo e oferece vinho àqueles homens (Jr 35.1-14). Mas eles se recusam a beber, porque se mantinham obedientes à  voz de  Recabe: "Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou, dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; [...] Obedecemos, pois, à voz de  Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em  tudo quanto nos ordenou [...]" (Jr 35.6,8).
Em virtude de  sua obediência, os recabitas foram grandemente abençoados: "visto que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus mandamentos, e fizestes conforme tudo quanto vos ordenou, assim diz  o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel: Nunca faltará varão a Jonadabe, filho de Recabe, que assista perante a minha face todos os dias" (Jr 35.18,19). Quando da destruição de Jerusalém pelos babilônios, eles foram poupados por Deus ao passo que os judeus infiéis vieram a perecer.
Se encaminharmos nossos filhos nas Sagradas Escrituras, eles também serão preservados da  tribulação que virá  sobre este mundo que jaz  no  maligno. Portanto, instrua sua casa na doutrina e na  admoestação do  Senhor.



CONCLUSÃO

Diante de  todo o  Israel, Josué foi  decisivo: "Eu e  a  minha casa serviremos ao  Senhor". Se não agirmos da  mesma forma, corremos o  risco de  ver  o  nosso lar destruído pelo Maligno. O momento requer firmeza e coragem. O que estamos esperando? Neste momento, reúna o seu cônjuge e filhos e renove os seus votos de fidelidade a Deus. Agindo assim, você terá o Senhor Jesus como o seu hóspede permanente. Oremos e lutemos pela família cristã.



AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI

Subsídio Teológico

"NOÉ,  UM SEGUNDO  ADÃO
                                                                                                                                   
O pecado do  homem nos dias de  Noé  era  atroz e doloroso ao Senhor, que se arrependeu de  ter criado o homem. Ele determinou enterrar o homem sob as águas do mar da mesma maneira que enterrara Adão sob a superfície da terra. As águas caóticas, que se submeteram obedientemente à  mão do  Criador para que a terra seca aparecesse, agora seriam soltas pelo Criador como instrumento da  ira  vingativa divina. Mas mesmo assim os propósitos criativos originais não seriam frustrados e reduzidos, porque Deus começaria novamente com outro Adão, outra imagem que manteria o mandato da  soberania. Claro que este 'Adão' era  nada mais nada menos que Noé.
Noé, embora justo e inocente, foi escolhido não por causa da  sua condição reta, mas como objeto da  graça eletiva de  Deus (Gn  6.8). Essa   eleição tinha óbvias implica-
ções salvíficas - ele  foi  salvo do Dilúvio -, mas, além disso, e mais fundamentalmente, era  a escolha pelo ajuste do  concerto para o qual Adão fora criado. Noé tinha de ser o começo de um novo empreendimento de compromisso do concerto, um novo vice-regente por meio de quem os propósitos soberanos de  Deus tornar-se-iam realidade" (ZUCK, Roy B (Ed.).  Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de  Janeiro: CPAD. 2009, p.36).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII

Subsídio Teológico e Homilético

"A Promessa de Temer e Obedecer a Deus                                             
Quase todo o relato de  Josué é preenchido com a conquista e a divisão da  terra pelos israelitas. Nesse sentido, isso é o assunto de que o livro  trata. No entanto, encontramos um  subtexto importante que precede essa atividade e  continua ao  longo dela. O povo fez isso porque prometeu temer e obedecer a Deus.
Pergunto-me se você notou isso ao ler Josué ou se apenas seguiu as histórias extraordinárias de espiões e de queda de muros. No capítulo 1, eles prometeram obedecer a Josué, o porta-voz do  Senhor (1.16-18). No capítulo 5, eles, depois de  atravessar o Jordão, mas antes de  ir para Jericó, começam de  novo a praticar a circuncisão e a comemorar a Páscoa (5.7-10). Na época do  Êxodo, quarenta anos atrás, o Senhor dera essas duas práticas ao seu povo, todavia, desde essa época tinham negligenciado essas práticas. O povo prometeu ter o Senhor como seu Deus ao  reinstituir essas práticas. Em certo sentido, eles voltavam a ser o povo do  Senhor após o período de quarenta anos no  deserto, quando viveram em  um  estado de  verdadeira suspensão do  entusiasmo. A seguir, no  capítulo 8, o povo escuta Josué reler toda a lei de  Moisés (8.34,35) após a derrota de Jericó e de Ai que marcou o início da conquista da terra. Esse  tempo incrível de  ensino - é um  símbolo poderoso de  que, na  verdade, eles são o povo do  Senhor.
No final do livro, no registro de seus últimos atos públicos como líder deles, Josué leva  o povo a renovar sua aliança com o Senhor. No que é uma das mais incomuns declarações da  Bíblia,  Josué soa como se incitasse o povo a não escolher seguir ao Senhor. Claro que não é esse o caso, ele  tenta garantir que entendam a seriedade da escolha que estavam para fazer.
[...] Os anos (ou mesmo décadas) narrados nesse livro, mostra-nos que é exatamente isso que o povo faz. Ele mantém sua promessa de  servir ao  Senhor como o  Deus deles. Entretanto, ao  mesmo tempo em  que fazem isso, eles continuam a pecar" (DEvER, Mark. A Mensagem do Antigo TestamentoUma  Exposição Teológica e Homilética. 1.ed. Rio de  Janeiro: CPAD, 2008, pp.189-90).



EXERCÍCIOS

1. Cite as qualidades indispensáveis de servo de Deus na vida de Noé.
R.

2. Qual  era  a marca da  época de Noé?
R.

3. O que a Palavra de  Deus recomenda aos   pais na  criação dos seus filhos?
R.

4. Quem eram os recabitas?
R.

5. Você tem instruído a sua família na  Palavra de  Deus?
R.




LIÇÃO Nº 13 – EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR

No relacionamento com a sociedade, a família deve ser um altar ao Senhor.

INTRODUÇÃO

- No término deste trimestre, estudaremos como deve ser o relacionamento da família com a sociedade.

- No relacionamento com a sociedade, a família deve ser um altar ao Senhor.

I – O RELACIONAMENTO DA FAMÍLIA COM A SOCIEDADE NO PERÍODO ANTEDILUVIANO

- Chegamos ao final do estudo deste trimestre, que esperamos tenha sido profícuo, a fim de que melhoremos a nossa vida familiar e, por conseguinte, a nossa própria vida espiritual.
- Finalizando este tão importante estudo, analisaremos como deve ser o relacionamento da família com a sociedade como um todo. Sendo a base da sociedade, a família precisa se relacionar com o todo social de tal maneira que não perca suas características, como também não deixe de ser o que sempre deve ser, ou seja, o ambiente propício e adequado para a comunhão com Deus e o cumprimento de Seu propósito para a humanidade.
- Temos visto ao longo do trimestre que a família foi criada por Deus para ser o ambiente propício e adequado para que o homem entre em comunhão com o Senhor, como também realize o propósito estabelecido por Deus quando da criação do ser humano.
- Com a entrada do pecado no mundo, esta circunstância tornou-se extremamente prejudicada, mas, com a salvação em Cristo Jesus, é, sim, retornarmos ao princípio estatuído por Deus à família e, deste modo, criarmos condições para que nossas famílias sejam ambientes em que se adore a Deus, verdadeiros “lares”, verdadeiros altares ao Senhor, fato que fará com que toda a sociedade seja atingida pelo Evangelho, já que a sociedade é formada de famílias.
- Neste ponto, logo vemos que a família não pode, em absoluto, ficar subordinada à sociedade, deve, sim, manter a sua autonomia e independência, que, aliás, conforme já visto ao longo do trimestre, é uma das características do modelo familiar tal como criado pelo Senhor.
- Logo no limiar da história da humanidade, vemos dois modelos bem distintos de organização social, que bem demonstram isto. Enquanto Caim deu preferência à “cidade”, ou seja, à “sociedade”, menosprezando o aspecto familiar (Gn.4:16,17); Sete, assim que teve o seu filho, deu preferência à “família”, passando a invocar o nome do Senhor quando teve o seu primogênito Enos (Gn.4:26).
- A civilização caimita deu proeminência à tecnologia, à cultura, aviltando os valores familiares, surgindo, em seu bojo, a poligamia e a prostituição, tudo porque se construiu longe da presença do Senhor e, por conseguinte, em total menosprezo à comunhão com Deus, que se faria precipuamente mediante o ambiente criado para tal fim, a saber, a família. Por isso, os caimitas são identificados como sendo “filhos dos homens” 
(Gn.6:2).

- Já a civilização setita, por se erigir com base na família, por privilegiar o ambiente especialmente criado para se ter a comunhão com Deus, notabilizou-se pela sua proximidade com o Senhor, a ponto de ter o primeiro profeta (Enoque – Jd.14) e de ter a descendência conhecida como “filhos de Deus” (Gn.6:2).
- Todavia, quando ambas as civilizações entraram em contato, algo muito triste ocorreu. Os setitas não souberam preservar os valores familiares, a invocação ao nome do Senhor e acabaram adotando o “modus vivendi” dos caimitas, a ponto de adotarem a poligamia e o total menosprezo ao casamento, gerando, então, uma sociedade totalmente corrompida, que acabou sofrendo o juízo divino com o dilúvio.
- O menosprezo dos valores familiares estabelecidos por Deus, portanto, levou à corrupção generalizada da humanidade, uma situação que o Senhor Jesus descreveu como sendo idêntica a que se viveria nos dias imediatamente anteriores à Sua vinda (Mt.24:37-39), ou seja, os dias em que estamos a viver.
- Temos, assim, uma importante lição quando analisamos os dias antediluvianos: se os “filhos de Deus” adotarem o “modus vivendi” dos “filhos dos homens”, menosprezando os valores familiares, perecerão juntamente com os incrédulos, porque deixarão de servir ao Senhor.
- O assunto é grave e tem sido um dos fatores primordiais para a apostasia espiritual que temos presenciado entre os que cristãos se dizem ser. Nos dias hodiernos, não são poucos os que afirmam servir a Deus mas têm adotado o “modus vivendi” familiar do mundo, trazendo, assim, para si mesmos a perdição eterna, como será evidenciado quando do arrebatamento da Igreja.
- Lamentavelmente, muitos estão, a exemplo dos descendentes de Sete nos dias de Noé, a assumir uma vida familiar mundana, onde não há mais qualquer adoração a Deus no lar, que, aliás, não pode ser propriamente chamado de “lar”, tendo em vista a ausência total de um altar ao Senhor em suas casas, onde o pecado domina e a mentalidade é completamente moldada pela mídia e pelo “mistério da injustiça”.
- Quando verificamos, em muitas igrejas locais, na atualidade, a forma como jovens e adolescentes vivem a sua sexualidade, quando verificamos o número de divórcios que ocorrem entre os casais que cristãos se dizem ser, quando contemplamos a total falta de educação cristã nas casas, quando analisamos a inexistência completa de cultos domésticos nas famílias ditas cristãs, contemplamos, com imensa tristeza, que, efetivamente, muitos são os que, a exemplo dos descendentes de Sete, hoje são apenas nominalmente “filhos de Deus” e, em suas casas, estão a repetir os mesmos erros que levaram o Senhor a destruir toda aquela geração antediluviana.
- No relacionamento com a sociedade, não podemos, de forma alguma, deixarmos que nossa vida 
familiar seja corrompida. É imperioso que mantenhamos o propósito divino estatuído para o lar, ou seja, que lá seja um lugar de invocação ao nome do Senhor, um local destinado a experimentarmos a comunhão com Deus.
- Em meio àquela corrupção generalizada que vivia a humanidade no período antediluviano, sobressaiu-se a figura de Noé, que a Bíblia diz ter achado graça aos olhos do Senhor (Gn.6:8). Ao contrário do restante da humanidade de seu tempo, Noé mantinha os valores familiares e invocava o nome do Senhor, não tendo cedido à multiplicação da maldade sobre a terra, nem à contínua maldade das imaginações dos pensamentos (Gn.6:5).
- Noé preservou a sua vida familiar, porque, em primeiro lugar, permaneceu invocando o nome do Senhor, tanto que Deus veio falar-lhe a respeito da Sua decisão de destruir a terra com o dilúvio. Na casa de Noé, havia comunicação com Deus, buscava-se a presença do Senhor, ia-se ao encontro de Deus.
- Somente se tivermos uma vida de adoração ao Senhor em nossa família, somente se O invocarmos em nosso lar, teremos condições de resistir aos ataques do mundo e à influência corruptora da sociedade que se constrói ao largo dos princípios bíblicos. É preciso termos, em nossas casas, uma contínua meditação nas Escrituras e uma vida de oração, a fim de que, sujeitando-nos a Deus, podermos resistir ao diabo e fazê-lo fugir de nossas casas (Tg.4:7).
- Noé tinha uma vida de comunhão com o Senhor e, por isso, manteve a sua casa fora da influência corruptora da sociedade antediluviana. Tanto foi assim que o Senhor pôde falar-lhe e Noé, uma vez tendo recebido a mensagem divina, pôde transmiti-la a seus filhos e ter, da parte dele, a mesma fé e obediência que levaram à salvação de toda a família (Gn.7:1).
- Temos, aqui, outro fator que levou à preservação da família de Noé mesmo diante de toda a corrupção da sociedade. Noé não somente tinha comunhão com Deus, como também soube transmitir os valores morais e espirituais para seus filhos, precisamente o que o Senhor determinaria a Israel por intermédio de Moisés (Dt.6:6,7).
- Noé não fez como Jó que, embora fosse um homem reto, sincero, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1,8), tinha um relacionamento com Deus solitário, que não se estendia a seus filhos, visto que sacrificava ao Senhor sozinho, após o turno de banquetes de seus filhos (Jó 1:4,5), a mostrar que, ao contrário do patriarca, os demais integrantes da família tinham uma vida espiritual pífia, uma vida voltada apenas para as coisas deste mundo, distante de Deus. O resultado disto, sabemos todos, foi que os filhos de Jó pereceram (Jó 1:18,19).
- Em nossos dias, há muitos Jós entre os servos de Deus. Cristãos retos, sinceros, tementes a Deus e que se desviam do mal, mas que, infelizmente, não transmitiram esta devoção e comunhão a seus filhos, que estão voltados tão somente para as coisas desta vida, que se preocupam apenas em banquetear, em desfrutar dos prazeres deste mundo, completamente distantes do Senhor e que, por isso mesmo, estão à mercê do homicida desde o princípio (Jo.8:44). Saiamos desta situação e evangelizemos nossos filhos, antes que seja tarde demais!
- Noé soube transmitir os valores morais e espirituais iniciados por Sete e, desta maneira, teve condições de levar sua família a aderir ao projeto divinamente estabelecido para a construção da arca que levou à salvação de toda a família da destruição.
- Devemos, a exemplo de Noé, fazer de nossa casa um local de adoração ao Senhor, de preservação dos valores e princípios bíblicos, pois, assim fazendo, também levaremos toda a nossa família a “entrar na arca”, que é símbolo de Cristo Jesus, o nosso Salvador, e fazer com que todos sejam salvos da ira futura (I Ts.1:10), todos sejam guardados da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo (Ap.3:10).
- Agora, se formos permissivos como foi o patriarca Jó, veremos, como ele, a destruição de nossos familiares, pois, se eles adotarem o “modus vivendi” mundano, se puserem como objetivos de suas vidas os prazeres deste mundo, os “banquetes”, se preferirem o “embriagar-se com o vinho” em vez da plenitude do Espírito Santo (Ef.5:18), estaremos diante de uma “tragédia anunciada”, visto que, a exemplo da sociedade corrompida dos dias de Noé, terão seus pensamentos voltados única e exclusivamente para a maldade e tais pensamos se concretizarão na prática da maldade e do pecado, e, por causa disso, não terão ouvidos para a pregação do Evangelho e serão subvertidos como foi aquela geração. Que Deus nos guarde!
- Foi por ter uma vida familiar condizente com a vontade divina que Noé pôde, durante cem anos, ser o “pregoeiro da justiça” (II Pe.2:5), alertando o povo do iminente juízo, a fim de que pudessem se arrepender de seus pecados. Verdade é que ninguém se converteu, mas o fato é que Noé cumpriu o seu papel de avisar aquele povo, tornando-se, assim, inocente da morte de seus contemporâneos.
- De igual modo, temos, hoje, o dever de anunciar o Evangelho a toda criatura, mas só poderemos fazê-lo se, tal qual Noé, também tivermos uma vida familiar que nos dê a devida autoridade para nos dirigimos à sociedade. Temos condição de sermos “pregoeiros da justiça”?

Ev. Caramuru
Postado por Pecador Confesso

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Sobre Hubner Braz

Criador, colunista e administrador do Pecador Confesso. Fascinado e apaixonado por DEUS!! Formado Bacharel em Teologia pela FATESP e F. Mêcanica pela FATEC-SP e Presbítero na A.D. Belem-Missão em Sorocaba, onde o Pastor Presidente é o Rev. Osmar José da Silva - CGADB, Tenho 1João 1:7-9 injetado na veia!.
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