As últimas 24 horas da vida terrena de Jesus concentram o ápice da história da redenção. Nelas vemos o cumprimento da Lei, dos Profetas e do...
As últimas 24 horas da vida terrena de Jesus concentram o ápice da história da redenção. Nelas vemos o cumprimento da Lei, dos Profetas e do plano eterno de Deus. Não são apenas horas de sofrimento humano, mas de entrega voluntária, obediência perfeita e amor sacrificial.
1. A ceia e a despedida
Textos: Mt 26.17-35; Mc 14.12-31; Lc 22.7-38; Jo 13–17
Jesus reúne os discípulos para a última ceia. Ali acontecem algumas coisas centrais:
- Ele lava os pés dos discípulos (Jo 13.1-17), mostrando que a glória do Reino passa pelo serviço.
- Identifica o traidor, Judas (Jo 13.21-30).
- Institui a Ceia do Senhor: o pão e o cálice apontam para Seu corpo e sangue entregues pela nova aliança (Lc 22.19-20; 1Co 11.23-26).
- Anuncia a negação de Pedro (Mt 26.34).
- Pronuncia o discurso de despedida e a oração sacerdotal (Jo 14–17).
Enfoque teológico
Jesus não foi arrastado passivamente para a morte. Ele a interpreta antes de sofrê-la. Seu sangue não seria mera tragédia histórica, mas sangue da aliança. A cruz já é anunciada na mesa.
2. Getsêmani: a agonia da obediência
Textos: Mt 26.36-46; Mc 14.32-42; Lc 22.39-46
Depois da ceia, Jesus vai ao Getsêmani. Ali aparece a profundidade de Sua humanidade santa. Ele sente angústia extrema e ora:
“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42).
Enfoque teológico
O “cálice” aponta para a ira justa de Deus contra o pecado. Jesus não teme apenas a dor física, mas o peso da missão redentora. No Getsêmani, o segundo Adão vence onde o primeiro falhou: em vez de rebelião, há submissão perfeita.
3. A prisão de Jesus
Textos: Mt 26.47-56; Mc 14.43-52; Lc 22.47-53; Jo 18.1-12
Judas chega com a multidão e beija Jesus. O sinal de afeto é usado como instrumento de traição. Jesus é preso, e os discípulos se dispersam.
Enfoque teológico
A prisão de Jesus não revela derrota de Seu poder, mas cumprimento voluntário da vontade do Pai. Em João, isso fica muito claro: Ele se entrega conscientemente. O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas (Jo 10.11).
4. O julgamento religioso
Textos: Mt 26.57-68; Mc 14.53-65; Lc 22.54,63-71; Jo 18.13-24
Jesus é levado diante de Anás, Caifás e do Sinédrio. Falsas testemunhas se levantam. Finalmente, ao afirmar Sua identidade messiânica e divina, é acusado de blasfêmia.
Enfoque teológico
A ironia é profunda: o Santo é julgado pelos culpados, a Verdade é condenada pelos mentirosos, o Filho de Deus é rejeitado pelos guardiões da religião. Aqui se cumpre Isaías 53: “como cordeiro foi levado ao matadouro”.
5. A queda de Pedro
Textos: Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-27
Enquanto Jesus é fiel diante dos tribunais, Pedro O nega três vezes. Quando o galo canta, Pedro chora amargamente.
Enfoque teológico
A narrativa mostra o contraste entre a fraqueza humana e a fidelidade de Cristo. A salvação não depende da firmeza dos discípulos, mas da constância do Salvador.
6. O julgamento romano
Textos: Mt 27.1-31; Mc 15.1-20; Lc 23.1-25; Jo 18.28–19.16
Jesus é levado a Pilatos, depois a Herodes, e novamente a Pilatos. Embora repetidamente reconhecido como inocente, é entregue à crucificação por pressão política e covardia moral.
Barrabás é solto, e Jesus condenado.
Enfoque teológico
Barrabás livre e Jesus condenado formam uma imagem poderosa do evangelho: o culpado é solto, e o inocente toma o lugar do pecador. A substituição penal aparece aqui com força dramática.
7. A via dolorosa e a crucificação
Textos: Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Lc 23.26-43; Jo 19.17-27
Jesus é levado ao Gólgota. É crucificado entre malfeitores. Mesmo na cruz:
- ora por Seus verdugos (Lc 23.34),
- promete paraíso ao ladrão arrependido (Lc 23.43),
- confia Sua mãe ao discípulo amado (Jo 19.26-27).
Enfoque teológico
A cruz é ao mesmo tempo:
- ato supremo de injustiça humana,
- e ato supremo do amor e justiça de Deus.
Ali Cristo carrega o pecado do Seu povo. Não morre como mártir apenas, mas como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).
8. As sete palavras da cruz
Tradicionalmente se destacam sete declarações de Jesus na cruz:
- “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23.34)
- “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43)
- “Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19.26-27)
- “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46; Mc 15.34)
- “Tenho sede” (Jo 19.28)
- “Está consumado” (Jo 19.30)
- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46)
Enfoque teológico
Essas palavras revelam:
- perdão,
- salvação,
- compaixão,
- sofrimento vicário,
- humanidade real,
- obra concluída,
- e entrega confiante ao Pai.
“Está consumado” resume a vitória: a obra redentora foi completada.
9. A morte de Jesus
Textos: Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Lc 23.44-49; Jo 19.28-30
Ao meio-dia, trevas cobrem a terra. O véu do templo se rasga. A criação reage à morte do Criador encarnado.
Enfoque teológico
O rasgar do véu simboliza acesso aberto a Deus por meio do sacrifício de Cristo. A cruz encerra o sistema antigo como caminho de aproximação e inaugura o acesso pleno ao Pai.
Hebreus interpreta isso de forma magnífica: agora temos entrada no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus (Hb 10.19-22).
10. O sepultamento
Textos: Mt 27.57-66; Mc 15.42-47; Lc 23.50-56; Jo 19.38-42
José de Arimateia e Nicodemos cuidam do corpo de Jesus e O colocam em um túmulo novo.
Enfoque teológico
O sepultamento confirma a realidade de Sua morte. Cristo não apenas “pareceu” morrer; morreu de fato. Isso é essencial para a verdade da ressurreição.
Síntese teológica das últimas 24 horas
1. Jesus obedeceu até o fim
Desde o cenáculo até a cruz, Jesus é o Servo obediente. Filipenses 2.8 resume:
“foi obediente até a morte, e morte de cruz.”
2. Jesus sofreu vicariamente
Seu sofrimento não foi apenas exemplo moral, mas substituição redentora. Ele morreu por nós.
3. Jesus cumpriu as Escrituras
As últimas 24 horas revelam o cumprimento de:
- Isaías 53,
- Salmo 22,
- Zacarias,
- e todo o sistema sacrificial.
4. Jesus venceu justamente ao se entregar
A cruz parece derrota, mas é vitória. Colossenses 2.15 mostra que, na cruz, Cristo triunfou sobre principados e potestades.
Aplicação pessoal
1. A cruz mostra a gravidade do pecado
Se o pecado pudesse ser tratado de forma leve, Cristo não precisaria morrer.
2. A cruz mostra a profundidade do amor de Deus
As últimas 24 horas de Jesus revelam o amor santo, sacrificial e redentor do Senhor.
3. A obediência de Cristo é nosso fundamento
Nossa esperança não está em nossa firmeza, mas na fidelidade perfeita de Jesus.
4. O discípulo é chamado a seguir o mesmo caminho
Não de redenção, porque isso Cristo já cumpriu sozinho, mas de:
- serviço,
- renúncia,
- submissão ao Pai,
- e fidelidade em meio ao sofrimento.
Tabela expositiva
Momento | Referências | Sentido bíblico-teológico |
Última Ceia | Mt 26; Mc 14; Lc 22; Jo 13–17 | Instituição da nova aliança e interpretação da cruz |
Getsêmani | Mt 26.36-46; Lc 22.39-46 | A agonia da obediência e submissão ao Pai |
Prisão | Jo 18.1-12 | Entrega voluntária do Cordeiro |
Julgamento judaico | Mt 26.57-68 | Rejeição do Messias e injustiça religiosa |
Negação de Pedro | Lc 22.54-62 | Fraqueza humana versus fidelidade de Cristo |
Julgamento romano | Jo 18–19 | O inocente condenado no lugar do culpado |
Crucificação | Lc 23; Jo 19 | Sacrifício substitutivo e revelação do amor divino |
Sete palavras da cruz | Evangelhos | Perdão, salvação, sofrimento, consumação e entrega |
Morte de Jesus | Mt 27.45-56 | Obra redentora consumada |
Sepultamento | Jo 19.38-42 | Realidade da morte e preparação para a ressurreição |
As últimas 24 horas da vida de Jesus não são apenas o fim de uma biografia; são o centro da redenção. Nelas, Cristo:
- obedece perfeitamente,
- sofre vicariamente,
- cumpre as Escrituras,
- vence pela entrega,
- e consuma a obra da salvação.
A cruz não foi acidente. Foi missão.
O sofrimento não foi mero martírio. Foi expiação.
A morte não foi o fim. Foi o caminho para a ressurreição.
ABAIXO ESTÁ DE ACORDO COM A LINHA DO TEMPO E DE FORMA CRONOLÓGICA
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As Últimas 24 Horas da Vida de Jesus - Cronologia
A MISSÃO DA PÁSCOA DOS DISCÍPULOS
DATA JUDAICA: NISÃ 14
DIA ROMANO: QUINTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: MANHÃ
LOCAL: BETÂNIA E JERUSALÉM
1. Os discípulos perguntaram para Jesus sobre a Páscoa. Ele envia Pedro e João para prepará-la.
(Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13)
A ÚLTIMA CEIA
DATA JUDAICA: NISÃ 14-15
DIA ROMANO: QUINTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: NOITE
LOCAL: O CENÁCULO EM JERUSALÉM
2. Jesus e os discípulos chegam ao Cenáculo.
(Marcos 14:17; Lucas 22:14)
3. Jesus lava os pés dos discípulos.
(João 13:3-17)
4. Jesus anuncia que um dos discípulos O trairá.
(João 13:18-21)
5. A Ceia começa oficialmente.
(Mateus 26:20; Lucas 22:14)
6. Jesus anuncia que ansiava por comer esta Páscoa com eles.
(Lucas 22:15-16)
7. Jesus abençoa o primeiro cálice de vinho.
(Lucas 22:17-18)
8. Jesus parte o pão e Se identifica como o Pão Asmo.
(Mateus 26:26; Marcos 14:22; Lucas 22:19)
9. Jesus anuncia pela segunda vez que um dos doze O trairá. Isso perturba os discípulos. Jesus identifica Judas como Seu traidor, mas os discípulos não entendem isso imediatamente. Judas então sai para trair Jesus. Isso desencadeia os eventos que levarão à Sua execução.
(Mateus 26:21-25; Marcos 14:17-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30)
Nota: Quando Judas procurou os sacerdotes na noite da Páscoa, eles provavelmente ficaram surpresos, muito alarmados e principalmente despreparados para prendê—lo e condená—lo naquela noite. Eles se apressaram em fazer o que fosse necessário para matar Jesus antes que os rumores de sua conspiração vazassem. Os eventos que se seguiram foram impulsionados pelo ódio e pelo medo, sendo desorganizados, confusos e ilegais.
10. Jesus enche uma segunda (ou mais) taça de vinho e se identifica como o Cordeiro da Páscoa.
(Mateus 26:27-28; Marcos 14:23-24; Lucas 22:20)
11. Jesus enche uma terceira (ou mais) taça de vinho e diz que não a beberá novamente até estar com os discípulos no Reino.
(Mateus 26:29; Marcos 14:25)
DISCURSO NO CENÁCULO
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: QUINTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: APÓS O PÔR—DO—SOL (E APÓS A CEIA)
LOCAL: O CENÁCULO EM JERUSALÉM
12. Os discípulos discutem sobre quem é o maior.
(Lucas 22:24)
13. Jesus os lembra sobre a verdadeira grandeza e discute sobre Seu Reino.
(Lucas 22:25-29)
14. Jesus fala a eles sobre Seu mandamento de amarem uns aos outros.
(João 13:31-35)
15. Jesus informa a Pedro que Satanás pediu para peneirá—lo como trigo, mas que Ele orou por Pedro para que, quando voltasse a Jesus, encorajasse seus irmãos.
(Lucas 22:31)
16. Jesus informa a Pedro que ele O negará (pela primeira vez).
(Lucas 22:32; João 13:36)
17. Pedro promete que morrerá por Jesus (pela primeira vez).
(Lucas 22:33; João 13:38)
18. Jesus diz a Pedro que ele O negará três vezes (pela primeira vez).
(Lucas 22:34; João 13:38)
19. Jesus informa aos discípulos que está indo embora. Eles o questionam, e Ele responde com várias garantias e advertências.
(João 14, também Lucas 22:35-38)
20. Jesus e os discípulos cantam hinos e partem para o Monte das Oliveiras.
(Mateus 26:30; Marcos 14:26; Lucas 22:39; João 14:31)
ÚLTIMAS PROFECIAS E INSTRUÇÕES COMPARTILHADAS PELO CAMINHO ATÉ O MONTE DAS OLIVEIRAS (GETSÊMANI)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: QUINTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: NOITE
LOCAL: NAS RUAS DE JERUSALÉM E ALÉM DE SEUS PORTÕES
21. Jesus anuncia que todos os discípulos O abandonarão.
(Mateus 26:31; Marcos 14:27)
22. Jesus diz a eles para encontrá—Lo na Galileia depois de ressuscitar.
(Mateus 26:32; Marcos 14:28)
23. Pedro promete (provavelmente pela segunda vez) que nunca negará Jesus.
(Mateus 26:33, 35; Marcos 14:29, 31)
24. Jesus lembra a Pedro (provavelmente pela segunda vez) que ele O negará três vezes.
(Mateus 26:34; Marcos 14:28)
25. Jesus ensina que Ele é a Videira e os discípulos são os Ramos.
(João 15:1-11)
26. Jesus lembra os discípulos de amarem uns aos outros como Ele os amou.
(João 15:12-17)
27. Jesus lembra os discípulos de que o mundo os odiará como O odiou.
(João 15:18-25)
28. Jesus promete enviar o Espírito Santo.
(João 15:26 - 16:15)
29. Jesus prevê Sua morte e ressurreição e promete a Seus discípulos que tudo resultará para o bem.
(João 16:16-33)
30. Jesus ora pela proteção e santificação de Seus discípulos, e para que os crentes tenham união e compartilhem de Sua glória.
(João 17)
ORANDO NO JARDIM DO GETSÊMANI
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: QUINTA—FEIRA—SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: NOITE
LOCAL: O JARDIM DO GETSÊMANI
31. Jesus pede aos discípulos que entrem no Jardim do Getsêmani. Ele pede que fiquem vigiando e orando.
(Mateus 26:36; Marcos 14:32; Lucas 22:40; João 18:1)
32. Jesus vai mais adiante no jardim para orar e leva consigo Pedro, Tiago e João.
(Mateus 26:37; Marcos 14:33; Lucas 22:41)
33. A alma de Jesus está profundamente angustiada. Ele pede a Deus que tire o cálice Dele, mas Ele quer fazer a vontade de Seu Pai. Um anjo O auxilia.
(Mateus 26:37-39, 42; Marcos 14:33-36; Lucas 22:42-44)
34. Os discípulos continuam caindo no sono. Jesus os acorda duas vezes.
(Mateus 26:40, 43-44; Marcos 14:37-40)
35. Jesus acorda Seus discípulos pela terceira vez e informa que foi traído.
(Mateus 26:45-46; Marcos 14:41-42; Lucas 22:45-46)
A PRISÃO DE JESUS
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: APÓS A MEIA—NOITE?
LOCAL: O JARDIM DO GETSÊMANI
36. Judas lidera um grupo dos principais sacerdotes judeus até onde Jesus estava para prendê-Lo. Eles estão acompanhados por uma escolta romana. Judas trai Jesus com um beijo.
(Mateus 26:47-50; Marcos 14:43-46; Lucas 22:47-48; João 18:2-3)
37. Jesus pergunta a quem a multidão armada procura. Eles respondem: "Jesus de Nazaré". Jesus responde: "Eu sou Ele", e eles caem no chão. Ele pergunta isso uma segunda vez, e quando respondem, Jesus diz que Ele é quem procuram e que deixem os outros irem.
(João 18:4-9)
38. Pedro ataca aqueles que vieram prender Jesus e corta a orelha de Malco, servo do Sumo Sacerdote. Jesus a cura milagrosamente e repreende Pedro.
(Mateus 26:51-54; Marcos 14:47; Lucas 22:49-51; João 18:10-11)
39. Jesus se submete à prisão, enquanto os discípulos fogem.
(Mateus 26:55-56; Marcos 14:48-52; Lucas 22:52-53; João 18:12)
O JULGAMENTO PRELIMINAR DE JESUS
(1º Julgamento Religioso)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: MADRUGADA
LOCAL: JERUSALÉM — A CASA DE ANÁS
40. Jesus é levado à pressa para a casa de Anás, onde é interrogado e maltratado.
(João 18:13, 19-24)
41. Pedro e outro discípulo seguem Jesus. Pedro nega ser Seu discípulo pela primeira vez.
(Mateus 26:58, 69-70; Marcos 14:54, 66-68; Lucas 22:54-57; João 18:15-18)
O TRIBUNAL NOTURNO DE JESUS
(2º Julgamento Religioso)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: MADRUGADA
LOCAL: JERUSALÉM — A CASA DE CAIFÁS
42. Jesus é levado a Caifás, o sumo sacerdote em exercício, onde é falsamente acusado de muitas coisas perante o Sinédrio. Quando parecia que o conselho não seria capaz de sustentar uma acusação, Caifás intervém e cria uma situação para Jesus cometer "Blasfêmia". Ele é acusado rapidamente e condenado.
(Mateus 26:57, 59-66; Marcos 14:53-64; João 18:24)
43. Os sacerdotes, anciãos, escribas e oficiais abusam e zombam de Jesus.
(Mateus 26:67-68; Marcos 14:55-65; João 18:24)
44. Pedro nega ser discípulo de Jesus pela segunda e terceira vez. Jesus olha para Pedro quando um galo canta e Pedro foge amargurado.
(Mateus 26:71-75; Marcos 14:68-72; Lucas 22:58-62; João 18:14-18)
O REMORSO DE JUDAS
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: LUZ PRÉ—ALVORECER
LOCAL: JERUSALÉM — O DISTRITO DO TEMPLO E O VALE DE HINOM
45. Judas se arrepende de sua decisão e tenta desfazê—la devolvendo o dinheiro do suborno aos sacerdotes. Eles não aceitam. Ele joga o dinheiro aos pés deles e foge amargurado.
(Mateus 27:3-5)
46. Judas se enforca, e seu corpo se rompe ao cair.
(Mateus 27:5; Atos 1:18-19)
O JULGAMENTO DE JESUS AO NASCER DO SOL DIANTE DO SINÉDRIO
(3º Julgamento Religioso)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: PRIMEIROS SINAIS DE LUZ
LOCAL: JERUSALÉM — A CÂMARA DE PEDRAS LAVRADAS — MONTE DO TEMPLO
47. Assim que é declarado o amanhecer, o conselho religioso — o Sinédrio — se reúne em sua câmara para condenar oficialmente Jesus por blasfêmia.
(Mateus 27:1; Marcos 15:1; Lucas 22:66-71)
O INTERROGATÓRIO DE JESUS DIANTE DE PILATOS
(1ª Fase do Julgamento Civil)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: AMANHECER—MADRUGADA
LOCAL: JERUSALÉM — O PRAETÓRIO
48. Os sacerdotes levam Jesus ao Prefeito Romano, Pilatos, diante de quem o acusam de insurreição e afirmam que ele merece ser executado.
(Mateus 27:2; Marcos 15:1; Lucas 23:1-2; João 18:28-32)
49. Pilatos investiga essas acusações entrevistando pessoalmente Jesus no Pretório, mas não encontra culpa nele.
(Mateus 27:11-14; Marcos 15:2-5; Lucas 23:3-4; João 18:33-38)
50. Pilatos declara a inocência de Jesus a seus acusadores, e eles protestam. Jesus fica em silêncio. Quando Pilatos descobre que Jesus é da Galileia, ele o envia a Herodes, que também estava em Jerusalém naquele momento.
(Lucas 23:4-7)
A AUDIÊNCIA DE JESUS DIANTE DE HERODES ANTIPAS
(2ª Fase do Julgamento Civil)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: AMANHECER—MADRUGADA
LOCAL: JERUSALÉM — PALÁCIO DE HERODES
51. Jesus permanece em silêncio diante de Herodes Antipas, cujo entusiasmo inicial desaparece quando Ele não realiza um milagre sob demanda. Depois de vesti—Lo como um falso rei, Herodes devolve Jesus a Pilatos.
(Lucas 23:8-12)
O JULGAMENTO DE PILATOS
(3ª Fase do Julgamento Civil)
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: MANHÃ CEDO
LOCAL: JERUSALÉM — O PRAETÓRIO
52. Quando o julgamento é retomado no Pretório, Pilatos reafirma a inocência de Jesus diante da multidão reunida. Sabendo que eles não gostarão desse veredicto, o governador promete castigar Jesus antes de libertá—Lo. Este gesto extraordinário é a primeira tentativa de Pilatos de libertar Jesus.
(Lucas 23:13-16)
53. Os sacerdotes recusam a oferta de Pilatos. Pilatos se dirige à multidão pela primeira vez contrapondo que usará seu costumeiro "Perdão da Páscoa" para libertar Jesus — "o Rei dos Judeus". (Mateus, Marcos e Lucas interrompem para explicar esse costume). O "Perdão da Páscoa" é a segunda tentativa de Pilatos de libertar Jesus.
(Mateus 27:15-16; Marcos 15:6-9; Lucas 23:17; João 18:39)
54. A esposa de Pilatos o adverte sobre um sonho perturbador.
(Mateus 27:19)
55. Os principais sacerdotes e anciãos persuadem a multidão a pedir a Pilatos que liberte Barrabás.
(Mateus 27:20; Marcos 15:11)
56. Quando Pilatos oferece à multidão a escolha de liberar Jesus ou Barrabás, persuadida pelos sacerdotes, a multidão escolhe Barrabás. Surpreso com a resposta, Pilatos pergunta o que eles querem que ele faça com o Rei dos Judeus. A multidão responde: "Crucifica—o!"
(Mateus 27:17-18, 21-22; Marcos 15:11-13; Lucas 23:18-21; João 18:39-40)
57. Surpreendido com a resposta, mas ainda querendo libertar Jesus, Pilatos ordena que Jesus seja açoitado, esperando que a punição brutal de um homem declarado inocente satisfaça a multidão. Os legionários romanos espancam e zombam Dele como um rei, colocando uma capa sobre Ele e pressionando uma coroa de espinhos em Sua cabeça.
(Mateus 27:27-31; Marcos 15:16-20a; Lucas 23:20-22; João 19:1-3)
58. Pilatos apresenta o Rei Jesus ensanguentado e piedoso aos judeus: "Eis o Homem", e reafirma Sua inocência, mas as multidões persistem. Neste ponto, os judeus introduzem uma nova acusação — a acusação de blasfêmia — e insistem que Ele deve morrer porque pretendia ser o Filho de Deus. Isso perturba Pilatos.
(Lucas 23:23; João 19:4-8)
59. Exasperado, Pilatos investiga e entrevista Jesus pela segunda vez dentro do Pretório. Jesus permanece em silêncio enquanto Pilatos tenta desesperadamente encontrar um motivo para libertá—Lo. Quando Pilatos ameaça Jesus com seu poder, Jesus lembra calmamente ao governador onde reside sua autoridade e responsabilidade final.
(João 19:9-11)
60. Pilatos faz esforços para libertar Jesus pela quarta vez, que as multidões ignoram. Em vez disso, a multidão coloca Pilatos em um dilema diabólico: forçando—o a escolher entre seguir a lei romana e libertar Jesus ou ser rotulado como inimigo de César ao libertá—Lo. Não desejando que o julgamento se arraste ainda mais, Pilatos senta—se no tribunal para encerrar as coisas.
(Lucas 23:23; João 19:12-13)
61. Pilatos coloca os judeus em um dilema próprio quando diz "Eis o vosso Rei" ao apresentar Jesus. Ele sabia que seria desagradável para os judeus reconhecerem Jesus como seu Rei, mas se negassem que Ele era seu Rei, concordariam funcionalmente com Pilatos que Ele era inocente das acusações. Em vez de fazer qualquer uma das opções, eles optam por cometer blasfêmia ao declarar "Não temos rei, senão César", em seus esforços para crucificar Jesus. Esta foi a quinta tentativa de Pilatos de libertar Jesus.
(Lucas 23:23; João 19:14-15)
62. Pilatos vê que não há nada que possa fazer para convencer a multidão e que uma revolta está começando. Em um apelo final para liberar Jesus, ou no esforço de se absolver do pecado que estava prestes a cometer, Pilatos lava publicamente as mãos diante da multidão e declara sua inocência. Todo o povo, que percebe que Pilatos está disposto a dar—lhes o que querem, declara: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!"
(Mateus 27:24-25; Lucas 23:23)
63. Pilatos cede. Ele liberta Barrabás e ordena que Jesus seja crucificado.
(Mateus 27:26; Marcos 15:15; Lucas 23:24-25; João 19:16)
ROTA DA CRUCIFICAÇÃO
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: MEIO DA MANHÃ
LOCAL: AS RUAS DE JERUSALÉM — FORA DOS PORTÕES DA CIDADE
64. Os romanos conduzem Jesus em direção ao local da execução, que está carregando Sua cruz.
(Mateus 27:31; Marcos 15:20b; Lucas 23:26a; João 19:17)
65. Simão de Cirene é obrigado a carregar a cruz de Jesus, possivelmente porque Jesus está muito enfraquecido para carregá—la.
(Mateus 27:32; Marcos 15:21; Lucas 23:26)
66. Jesus diz às mulheres que choram por Ele para, em vez disso, chorarem por seus próprios filhos.
(Lucas 23:27-31)
CRUCIFICAÇÃO
DATA JUDAICA: NISÃ 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: DA SEXTA À NONA HORA (9H ÀS 15H)
LOCAL: GÓLGOTA (FORA DE JERUSALÉM)
67. Ao chegar a Golgota, Jesus é oferecido vinho e vinagre para amenizar a dor, mas Ele recusa.
(Mateus 27:33-34; Marcos 15:22-23; Lucas 23:33a; João 19:17)
68. Jesus é crucificado entre dois criminosos. Seu crime é escrito em uma placa fixada em sua cruz: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus."
(Mateus 27:37-38; Marcos 15:27; Lucas 23:33; João 19:18-19)
69. Jesus recita a frase: "Pai, perdoa—lhes; porque não sabem o que estão fazendo."
(Lucas 23:34a)
70. As roupas de Jesus são divididas por sorteio pelos soldados romanos.
(Mateus 27:35; Marcos 15:24; Lucas 23:34b; João 19:23-25a)
71. Jesus é zombado por escarnecedores religiosos, seus executores e até pelos criminosos sendo executados ao seu lado. Um dos criminosos se arrepende e Jesus o assegura de que estará com Ele no Paraíso.
(Mateus 27:38-44; Marcos 15:27-32; Lucas 23:35-43)
72. Jesus pede a seu discípulo João que cuide de sua mãe após sua partida.
(João 19:25b-27)
73. Ao meio—dia, uma escuridão cobre toda a terra e dura até a nona hora.
(Mateus 27:45; Marcos 15:33; Lucas 23:44)
74. À nona hora, Jesus exclama: "Eli, Eli, lemá sabactâni?" que significa: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
(Mateus 27:46; Marcos 15:34)
75. Jesus diz: "Estou com sede." É oferecida a Ele uma esponja com vinho azedo. Ele a recebe.
(Mateus 27:48; Marcos 15:35-36a; João 19:30)
76. Jesus diz: "Está consumado".
(João 19:30b)
77. Jesus exclama em voz alta: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" e morre.
(Mateus 27:50; Marcos 15:37; Lucas 23:46; João 19:30c)
78. O véu do templo é rasgado de cima a baixo. A terra treme. Mortos santos ressuscitam.
(Mateus 27:51-53; Marcos 15:38; Lucas 23:45b)
79. O centurião em guarda confessa que Jesus era o Filho de Deus.
(Mateus 27:54; Marcos 15:39; Lucas 23:47)
80. Os seguidores de Jesus, que estavam observando de longe, juntamente com as mulheres que vieram com ele até a cruz, estão arrasados. Seu amigo, o Messias, está morto.
(Mateus 27:55-56; Marcos 15:40-41; Lucas 23:48-49)
81. O corpo de Jesus é perfurado por uma lança. Sangue e água saem de seu corpo.
(João 19:31-34)
SEPULTAMENTO DO CORPO DE JESUS
DATA JUDAICA: NISSAN 15
DIA ROMANO: SEXTA—FEIRA
HORÁRIO APROXIMADO: FINAL DA TARDE
LOCAL: RUAS DE JERUSALÉM — FORA DOS PORTÕES DA CIDADE
82. José de Arimatéia obtém permissão de Pilatos para descer o corpo de Jesus da cruz e enterrá—lo em um túmulo próximo.
(Mateus 27:57-58; Marcos 15:43-45; Lucas 23:50-52; João 19:38)
83. O corpo de Jesus é retirado rapidamente, preparado com especiarias para sepultamento e colocado no túmulo.
(Mateus 27:59-60; Marcos 15:46; Lucas 23:53-56a; João 19:39-42)
84. O túmulo de Jesus é selado com uma grande pedra.
(Mateus 27:60-61; Marcos 15:46-47)
SABBATH
DATA JUDAICA: NISAN 16
DIA ROMANO: SÁBADO
HORÁRIO APROXIMADO: DO PÔR DO SOL AO NASCER DO SOL
LOCAL: JERUSALÉM — O PRAETÓRIO E O TÚMULO DE JESUS FORA DAS MURALHAS DA CIDADE
85. Em algum momento naquela noite ou na manhã seguinte, os principais sacerdotes e fariseus pedem a Pilatos para colocar uma guarda para garantir o túmulo de Jesus, para que os discípulos não roubem o corpo e comecem um rumor de que Ele ressuscitou, como Jesus havia previsto. Pilatos atende plenamente ao pedido deles.
(Mateus 27:62-66)
86. O corpo de Jesus permanece sepultado no Sábado.
(Mateus 28:1; Marcos 16:1a; Lucas 23:56b)
RESSURREIÇÃO
DATA JUDAICA: NISSAN 17
DIA ROMANO: DOMINGO
HORÁRIO APROXIMADO: CEDO PELA MANHÃ
LOCAL: RUAS DE JERUSALÉM — FORA DOS PORTÕES DA CIDADE
87. No início da manhã após o sábado, as mulheres vão preparar melhor o corpo de Jesus para o sepultamento. Elas são recebidas por anjos que dizem que Jesus ressuscitou e está vivo.
(Mateus 28:1-7; Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-7; João 20:1)
88. As mulheres e Maria Madalena veem o Senhor Ressuscitado.
(Mateus 28:8-9; Marcos 16:9; João 20:11-18)
89. Pedro e João correm para o túmulo para investigar depois que as mulheres compartilham com eles o que encontraram.
(Marcos 16:10-11; Lucas 24:8-12; João 20:2-10)
90. Naquela noite, Jesus aparece a dois discípulos no Caminho de Emaús.
(Marcos 16:12; Lucas 24:13-34)
91. Jesus aparece aos discípulos (exceto Tomé) naquela noite.
(Lucas 24:36-49; João 20:19-23)









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