LEITURA BÍBLICA Filipenses 4.10-20 A MENSAGEM “Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé.” 2 Timóteo 4.7 Devociona...
LEITURA BÍBLICA
Filipenses 4.10-20
A MENSAGEM
“Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé.” 2 Timóteo 4.7
Devocional
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Este bloco de leitura bíblica e devocional diário resume com maestria o fechamento da jornada missionária e o legado pastoral do apóstolo Paulo. A passagem de Filipenses 4 retrata o desprendimento material e a generosidade recíproca, enquanto o versículo-chave de 2 Timóteo 4:7 coroa sua trajetória como o herói que perseverou até o fim da carreira. O cronograma semanal guia o leitor pelo sofrimento, pelo triunfo ministerial e pela dependência contínua do Espírito Santo.
Comentário Bíblico-Teológico Estruturado
1. Leitura Bíblica Principal — Filipenses 4:10-20
- Análise Exegética: No versículo 11, Paulo afirma: "aprendi a contentar-se com o que tenho". O termo grego para "contentar-se" é autarkes (αὐτάρκης). No contexto da filosofia estoica da época, autarkes significava uma autossuficiência humana arrogante e isolada. No entanto, Paulo ressignifica a palavra de forma radical no versículo 13: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (panta ischyoo en to endynamounti me). A suficiência do apóstolo não vem do ego, mas do poder interior (endynamoo, ἐνδυναμόω — capacitar com força divina operacional) injetado continuamente por Cristo Jesus. O versículo 18 elogia a oferta dos filipenses como "cheiro de suavidade" (osmen euodias, ὀσμὴν εὐωδίας), ecoando o vocabulário sacrificial levítico das ofertas aceitáveis a Yahweh.
- Fundamentação Teológica: Gordon D. Fee (Paul's Letter to the Philippians) destaca que este bloco expõe a teologia do contentamento pactual e da providência divina. Paulo não era um asceta que odiava os bens materiais, nem um oportunista ganancioso. Ele aprendeu a viver tanto na fartura como na escassez porque sua alegria dependia de uma Fonte transcendente. Fee pontua que a generosidade mútua da Igreja local estabelece uma "sociedade no Evangelho" (koinonia), onde o suprimento das necessidades dos servos de Deus resulta em adoração e louvor ao Pai.
2. A Mensagem Central — 2 Timóteo 4:7
- Análise Exegética: O brado final de Paulo utiliza três metáforas monumentais da cultura clássica: "Combati o bom combate (ton kalon agona egonismai), acabei a carreira (ton dromon teteleka), guardei a fé (ten pistin tetereka)". O termo agon (ἀγών) evoca a luta atlética e militar de alta intensidade na arena grega. A "carreira" (dromos) refere-se ao circuito de corrida dos jogos helênicos. O verbo "guardar" (tereo, τηρέω) possui um peso jurídico estrito: significa preservar intacto um depósito, vigiar um tesouro sob custódia militar para que nada se perca ou seja contaminado.
- Fundamentação Teológica: John Stott (A Mensagem de 2 Timóteo) salienta que este versículo é o testamento espiritual do apóstolo antes do martírio na prisão de Roma. Paulo olha para trás sem remorsos. A "fé" que ele guardou (ten pistin) não era apenas a sua crença pessoal, mas o depósito doutrinário absoluto do Evangelho (paratheke). Stott argumenta que a fidelidade ministerial se mede pela preservação inflexível da verdade bíblica contra as heresias e na constância da marcha evangelística, mesmo quando as circunstâncias ao redor sugerem abandono e confinamento.
3. O Fluxo do Devocional Diário (Segunda a Sábado)
- Análise Exegética: O devocional diário traça a anatomia da eclesiologia e da guerra espiritual. Na segunda e terça (At 20; At 28), o ministério paulino fecha sob o selo do desprendimento e do avanço livre do Reino de forma akolytoos (ἀκωλύτως) — sem impedimento algum. Na quinta e sexta (2Tm 4), o sofrimento do abandono humano é superado pelo socorro teofânico do Senhor, que se colocou ao lado dele (paresti) para revesti-lo de força (enedynamosen). O sábado culmina no imperativo de Efésios 6:10: "fortalecei-vos no Senhor" (endynamousthe en kyrio, ἐνδυναμοῦσθε ἐν κυρίῳ), ordenando que a Igreja vista a armadura divina para resistir ao sistema corrompido do mundo.
- Fundamentação Teológica: F.F. Bruce (The Book of the Acts) e D.A. Carson argumentam em harmonia que o itinerário desses textos prova que o mensageiro humano é perecível e passível de prisões ou abandono, mas o plano soberano de Deus é indestrutível. A força da Igreja contra os kairoi chalepoi (tempos difíceis) não reside em estratégias puramente corporativas ou facilidades institucionais, mas na união mística com Cristo Jesus através da habitação e do revestimento de poder do Espírito Santo (dynamis).
Tabela Expositiva: A Teologia da Carreira e da Suficiência em Cristo
Seção do Devocional
Vetor Teológico / Metafórico
Termo Original Chave
Desdobramento Prático no Reino
Filipeinses 4:11
Contentamento que independe das oscilações da economia ou circunstâncias.
Autarkes (αὐτάρκης)
Encontrar repouso emocional e espiritual exclusivamente na soberania de Deus.
Filipenses 4:13
Capacitação sobrenatural e contínua injetada por Cristo na fraqueza.
Endynamounti (ἐνδυναmoῦντι)
Romper com a autossuficiência carnal e depender diariamente do poder do Alto.
2 Timóteo 4:7
O combate atlético e a preservação militar do depósito da sã doutrina.
Agon / Tetereka (ἀγών / τηρέω)
Correr com perseverança, guardando a fidelidade à verdade até o fim da vida.
Atos 28:31
O caráter irrefreável do avanço do Evangelho apesar das prisões.
Akolytoos (ἀκωλύτως)
Descanso: governos ou crises humanas não podem algemar a Palavra de Deus.
Efésios 6:10
Mandamento de fortalecimento no poder e na força da soberania do Senhor.
Endynamousthe (ἐνδυναμοῦσθε)
Revestir-se de autoridade espiritual e vigilância contra as ciladas do inimigo.
Aplicação Pessoal Resumida
Compreenda que a eficácia da sua jornada cristã e a preservação da sua fé não podem ficar reféns das circunstâncias difíceis, da escassez financeira ou do abandono de pessoas ao seu redor. O aprendizado da vida cristã exige o cultivo do contentamento legítimo (autarkes), sabendo que a sua força não emana de capacidades humanas, mas da presença oculta e poderosa de Jesus Cristo que o fortalece por dentro (endynamounti).
Assuma a postura de um atleta espiritual disciplinado e de um soldado fiel na guarda do depósito da Palavra. Rejeite o comodismo espiritual e o medo do cenário contemporâneo. Invista a sua vida no avanço do Evangelho, exercite a generosidade pactual com a obra de Deus e fortaleça-se no Senhor diariamente (Ef 6:10). Corra a sua carreira com os olhos fitos na eternidade, para que no fim da caminhada você possa bradar com convicção e integridade: combatei o bom combate, terminei a corrida e conservei a fé!
Este bloco de leitura bíblica e devocional diário resume com maestria o fechamento da jornada missionária e o legado pastoral do apóstolo Paulo. A passagem de Filipenses 4 retrata o desprendimento material e a generosidade recíproca, enquanto o versículo-chave de 2 Timóteo 4:7 coroa sua trajetória como o herói que perseverou até o fim da carreira. O cronograma semanal guia o leitor pelo sofrimento, pelo triunfo ministerial e pela dependência contínua do Espírito Santo.
Comentário Bíblico-Teológico Estruturado
1. Leitura Bíblica Principal — Filipenses 4:10-20
- Análise Exegética: No versículo 11, Paulo afirma: "aprendi a contentar-se com o que tenho". O termo grego para "contentar-se" é autarkes (αὐτάρκης). No contexto da filosofia estoica da época, autarkes significava uma autossuficiência humana arrogante e isolada. No entanto, Paulo ressignifica a palavra de forma radical no versículo 13: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (panta ischyoo en to endynamounti me). A suficiência do apóstolo não vem do ego, mas do poder interior (endynamoo, ἐνδυναμόω — capacitar com força divina operacional) injetado continuamente por Cristo Jesus. O versículo 18 elogia a oferta dos filipenses como "cheiro de suavidade" (osmen euodias, ὀσμὴν εὐωδίας), ecoando o vocabulário sacrificial levítico das ofertas aceitáveis a Yahweh.
- Fundamentação Teológica: Gordon D. Fee (Paul's Letter to the Philippians) destaca que este bloco expõe a teologia do contentamento pactual e da providência divina. Paulo não era um asceta que odiava os bens materiais, nem um oportunista ganancioso. Ele aprendeu a viver tanto na fartura como na escassez porque sua alegria dependia de uma Fonte transcendente. Fee pontua que a generosidade mútua da Igreja local estabelece uma "sociedade no Evangelho" (koinonia), onde o suprimento das necessidades dos servos de Deus resulta em adoração e louvor ao Pai.
2. A Mensagem Central — 2 Timóteo 4:7
- Análise Exegética: O brado final de Paulo utiliza três metáforas monumentais da cultura clássica: "Combati o bom combate (ton kalon agona egonismai), acabei a carreira (ton dromon teteleka), guardei a fé (ten pistin tetereka)". O termo agon (ἀγών) evoca a luta atlética e militar de alta intensidade na arena grega. A "carreira" (dromos) refere-se ao circuito de corrida dos jogos helênicos. O verbo "guardar" (tereo, τηρέω) possui um peso jurídico estrito: significa preservar intacto um depósito, vigiar um tesouro sob custódia militar para que nada se perca ou seja contaminado.
- Fundamentação Teológica: John Stott (A Mensagem de 2 Timóteo) salienta que este versículo é o testamento espiritual do apóstolo antes do martírio na prisão de Roma. Paulo olha para trás sem remorsos. A "fé" que ele guardou (ten pistin) não era apenas a sua crença pessoal, mas o depósito doutrinário absoluto do Evangelho (paratheke). Stott argumenta que a fidelidade ministerial se mede pela preservação inflexível da verdade bíblica contra as heresias e na constância da marcha evangelística, mesmo quando as circunstâncias ao redor sugerem abandono e confinamento.
3. O Fluxo do Devocional Diário (Segunda a Sábado)
- Análise Exegética: O devocional diário traça a anatomia da eclesiologia e da guerra espiritual. Na segunda e terça (At 20; At 28), o ministério paulino fecha sob o selo do desprendimento e do avanço livre do Reino de forma akolytoos (ἀκωλύτως) — sem impedimento algum. Na quinta e sexta (2Tm 4), o sofrimento do abandono humano é superado pelo socorro teofânico do Senhor, que se colocou ao lado dele (paresti) para revesti-lo de força (enedynamosen). O sábado culmina no imperativo de Efésios 6:10: "fortalecei-vos no Senhor" (endynamousthe en kyrio, ἐνδυναμοῦσθε ἐν κυρίῳ), ordenando que a Igreja vista a armadura divina para resistir ao sistema corrompido do mundo.
- Fundamentação Teológica: F.F. Bruce (The Book of the Acts) e D.A. Carson argumentam em harmonia que o itinerário desses textos prova que o mensageiro humano é perecível e passível de prisões ou abandono, mas o plano soberano de Deus é indestrutível. A força da Igreja contra os kairoi chalepoi (tempos difíceis) não reside em estratégias puramente corporativas ou facilidades institucionais, mas na união mística com Cristo Jesus através da habitação e do revestimento de poder do Espírito Santo (dynamis).
Tabela Expositiva: A Teologia da Carreira e da Suficiência em Cristo
Seção do Devocional | Vetor Teológico / Metafórico | Termo Original Chave | Desdobramento Prático no Reino |
Filipeinses 4:11 | Contentamento que independe das oscilações da economia ou circunstâncias. | Autarkes (αὐτάρκης) | Encontrar repouso emocional e espiritual exclusivamente na soberania de Deus. |
Filipenses 4:13 | Capacitação sobrenatural e contínua injetada por Cristo na fraqueza. | Endynamounti (ἐνδυναmoῦντι) | Romper com a autossuficiência carnal e depender diariamente do poder do Alto. |
2 Timóteo 4:7 | O combate atlético e a preservação militar do depósito da sã doutrina. | Agon / Tetereka (ἀγών / τηρέω) | Correr com perseverança, guardando a fidelidade à verdade até o fim da vida. |
Atos 28:31 | O caráter irrefreável do avanço do Evangelho apesar das prisões. | Akolytoos (ἀκωλύτως) | Descanso: governos ou crises humanas não podem algemar a Palavra de Deus. |
Efésios 6:10 | Mandamento de fortalecimento no poder e na força da soberania do Senhor. | Endynamousthe (ἐνδυναμοῦσθε) | Revestir-se de autoridade espiritual e vigilância contra as ciladas do inimigo. |
Aplicação Pessoal Resumida
Compreenda que a eficácia da sua jornada cristã e a preservação da sua fé não podem ficar reféns das circunstâncias difíceis, da escassez financeira ou do abandono de pessoas ao seu redor. O aprendizado da vida cristã exige o cultivo do contentamento legítimo (autarkes), sabendo que a sua força não emana de capacidades humanas, mas da presença oculta e poderosa de Jesus Cristo que o fortalece por dentro (endynamounti).
Assuma a postura de um atleta espiritual disciplinado e de um soldado fiel na guarda do depósito da Palavra. Rejeite o comodismo espiritual e o medo do cenário contemporâneo. Invista a sua vida no avanço do Evangelho, exercite a generosidade pactual com a obra de Deus e fortaleça-se no Senhor diariamente (Ef 6:10). Corra a sua carreira com os olhos fitos na eternidade, para que no fim da caminhada você possa bradar com convicção e integridade: combatei o bom combate, terminei a corrida e conservei a fé!
Objetivos
Ei Professor!
Chegamos, enfim, à última aula deste trimestre. Durante esses meses você estudou e ensinou a história do maior missionário do primeiro século. A vida e o ministério do Apóstolo Paulo impressionou e inspirou milhares de cristãos, por seu amor a Jesus, dedicação à obra missionária e lealdade ao Senhor. Paulo serviu ao Reino de Deus no seu tempo e no lugar em que viveu e trabalhou. Todos os cristãos são convocados a fazer o mesmo. Assim como o Apóstolo, temos que ser sal da terra e luz do mundo na nossa casa, no trabalho e para todos. que estão ao nosso redor – Que Deus abençoe seu ministério.
Ponto de Partida
Relembre com a classe a trajetória do apóstolo Paulo. Pergunte para os alunos de qual história eles gostaram mais. Após o compartilhamento, diga: “hoje veremos que, embora o livro de Atos termine com a prisão de Paulo em Roma, seu ministério ainda teve continuidade. A prisão não o parou. Ele continuou a servir a Deus escrevendo cartas para as igrejas. O conteúdo das cartas paulinas trata da aplicação dos ensinos de Jesus ao dia a dia. Além disso, através delas, podemos descobrir alguns lugares por onde o Apóstolo passou após seu julgamento. Assim, vamos conhecer um pouco de cada uma das cartas de Paulo”.
Vamos Descobrir
Depois de acompanharmos tantas viagens do apóstolo Paulo até a sua prisão, veremos o que aconteceu com ele depois de Atos 28. As cartas que ele enviava, para se comunicar com as igrejas e seus amigos, nos mostram a trajetória final do Apóstolo. Além disso, elas tratam da aplicação dos ensinos de Jesus ao dia a dia das igrejas. Assim, nelas há mensagens para correção de algum comportamento errado, de ensino e de encorajamento.
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Para a Lição 13: A Partida e o Legado de Paulo (Classe de Adolescentes da EBD), uma excelente opção é a dinâmica “A Mala do Legado”. Os adolescentes se conectam muito com o conceito de identidade, futuro e marcas que deixamos no mundo. Esta atividade usa a metáfora de uma viagem para trabalhar o fim do ministério de Paulo e o bastão que ele passa para a nova geração (como Timóteo e nós).
Dinâmica: A Mala do Legado
- Objetivo: Compreender que a vida de Paulo chegou ao fim, mas ele deixou uma "bagagem" espiritual valiosa para a Igreja, desafiando os adolescentes a pensarem em qual legado eles estão construindo.
- Materiais necessários:
- Uma mochila ou mala de viagem vazia.
- Objetos reais ou imagens que representem o ministério de Paulo (ex: um pedaço de corda/corrente para as prisões, um pergaminho ou Bíblia para as cartas, um mapa para as viagens missionárias, um escudo de brinquedo ou espada para o bom combate).
- Papéis cortados em formato de "etiquetas de bagagem" e canetas para os alunos.
Passo a Passo:
- A Bagagem de Paulo (O Passado): Coloque a mochila em cima da mesa. Retire de dentro dela, um a um, os objetos que você preparou. À medida que tira o objeto, peça para a classe lembrar o que Paulo viveu (Ex: Tirou a Bíblia? “Paulo escreveu grande parte do Novo Testamento na prisão”; Tirou a corrente? “Ele sofreu, mas não desanimou”).
- O Texto Bíblico (O Presente): Leia com a classe o texto de 2 Timóteo 4.7-8: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé...”. Explique que Paulo estava terminando a sua viagem aqui na Terra e fechando a sua mala, deixando tudo o que viveu como um exemplo.
- Passando o Bastão (O Futuro): Olhe para os adolescentes e diga: "A viagem de Paulo acabou, mas a de vocês está começando. Que tipo de legado vocês querem deixar na escola, na família e na igreja?"
- Escrevendo as Etiquetas: Distribua as etiquetas de papel. Cada adolescente deve escrever uma marca ou valor espiritual de Paulo que ele deseja colocar na sua própria "mochila" para viver a partir de agora (ex: coragem para falar de Jesus na escola, fidelidade a Deus mesmo quando for difícil, amor pela Palavra).
- Encerramento: Os adolescentes vão até a frente, leem o que escreveram e colocam a etiqueta dentro da mochila de Paulo, simbolizando que o legado dele agora continua neles. O professor faz uma oração pedindo para que Deus capacite essa nova geração a guardar a fé até o fim.
Para a Lição 13: A Partida e o Legado de Paulo (Classe de Adolescentes da EBD), uma excelente opção é a dinâmica “A Mala do Legado”. Os adolescentes se conectam muito com o conceito de identidade, futuro e marcas que deixamos no mundo. Esta atividade usa a metáfora de uma viagem para trabalhar o fim do ministério de Paulo e o bastão que ele passa para a nova geração (como Timóteo e nós).
Dinâmica: A Mala do Legado
- Objetivo: Compreender que a vida de Paulo chegou ao fim, mas ele deixou uma "bagagem" espiritual valiosa para a Igreja, desafiando os adolescentes a pensarem em qual legado eles estão construindo.
- Materiais necessários:
- Uma mochila ou mala de viagem vazia.
- Objetos reais ou imagens que representem o ministério de Paulo (ex: um pedaço de corda/corrente para as prisões, um pergaminho ou Bíblia para as cartas, um mapa para as viagens missionárias, um escudo de brinquedo ou espada para o bom combate).
- Papéis cortados em formato de "etiquetas de bagagem" e canetas para os alunos.
Passo a Passo:
- A Bagagem de Paulo (O Passado): Coloque a mochila em cima da mesa. Retire de dentro dela, um a um, os objetos que você preparou. À medida que tira o objeto, peça para a classe lembrar o que Paulo viveu (Ex: Tirou a Bíblia? “Paulo escreveu grande parte do Novo Testamento na prisão”; Tirou a corrente? “Ele sofreu, mas não desanimou”).
- O Texto Bíblico (O Presente): Leia com a classe o texto de 2 Timóteo 4.7-8: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé...”. Explique que Paulo estava terminando a sua viagem aqui na Terra e fechando a sua mala, deixando tudo o que viveu como um exemplo.
- Passando o Bastão (O Futuro): Olhe para os adolescentes e diga: "A viagem de Paulo acabou, mas a de vocês está começando. Que tipo de legado vocês querem deixar na escola, na família e na igreja?"
- Escrevendo as Etiquetas: Distribua as etiquetas de papel. Cada adolescente deve escrever uma marca ou valor espiritual de Paulo que ele deseja colocar na sua própria "mochila" para viver a partir de agora (ex: coragem para falar de Jesus na escola, fidelidade a Deus mesmo quando for difícil, amor pela Palavra).
- Encerramento: Os adolescentes vão até a frente, leem o que escreveram e colocam a etiqueta dentro da mochila de Paulo, simbolizando que o legado dele agora continua neles. O professor faz uma oração pedindo para que Deus capacite essa nova geração a guardar a fé até o fim.
Hora de Aprender
O apóstolo Paulo deixou um grande legado. Através do seu ministério, ele influenciou a formação e o desenvolvimento da organização das igrejas. Ele estabeleceu as bases da teologia cristã, formou Líderes, demonstrou como pregar o Evangelho e como viver a vida cristã. As cartas paulinas compõem o Novo Testamento e transmitem uma poderosa mensagem para todos nós.
I – O QUE ACONTECEU DEPOIS DE ATOS 28?
As informações sobre a vida de Paulo, depois da sua prisão em Roma, estão nas cartas que escreveu. Podemos identificar algumas localidades onde o Apóstolo esteve. São elas: Creta (Tt 1.5); Mileto (2 Tm 4.20); Éfeso (2 Tm 1.18; 4.12); Trôade (2 Tm 4.13); Filipos (1Tm 1.3) e Nicópolis (Tt 3.12). Até que ficou preso, pela segunda vez, em Roma (2 Tm 1.17). Depois disso, a Bíblia não relata, mas conta a tradição que o Apóstolo foi decapitado por volta de 68 d.C. Timóteo e Lucas foram cooperadores de Paulo até o fim (2Tm 4.9,11,16). Em seus últimos meses de vida, sabemos que Paulo escreveu para Timóteo, pedindo que o visitasse na prisão o mais rápido possível. Provavelmente, porque o inverno estava chegando.
Assim, ele pede que o rapaz leve sua capa e também os seus livros (2 Tm 4.13). Ao mesmo tempo, Paulo incentivava ao jovem obreiro que se mantivesse firme (1 Tm 4.12). As palavras que Paulo escreveu a Timóteo, um pouco antes de sua morte, comprovam que ele foi um homem que viveu para Deus: “Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé” (2 Tm 4.7) — belo exemplo que o Apóstolo deixou para seu discípulo.
I- AUXÍLIO DEVOCIONAL
Em 2 Timóteo 4.7,8 Lê-se as palavras de despedida do Apóstolo Paulo ao seu filho na fé: “Paulo sabia que este era o fim. Ele tinha convocado Timóteo para ‘militar a boa milícia’ (1 Tm 6.12); o seu próprio combate estava terminado. O combate tinha valido a pena, e ele tinha lutado bem. A carreira de Paulo estava acabada, ou pelo menos o final estava claramente próximo. É importante observar que Paulo não reivindicou ter vencido a corrida; ele estava satisfeito em tê-la terminado. Os corredores de maratona conhecem a alegria de terminar os torturantes quilômetros deste tipo de corrida — eles ficam satisfeitos simplesmente por cruzar a Linha de chegada. A conclusão é uma realização significativa, que revela incrível resistência e determinação.
A expressão ‘guardei a fé’ significa que Paulo guardou e preservou a mensagem do Evangelho. Paulo tinha convocado Timóteo para guardar o depósito que lhe havia confiado (1 Tm 6.20). Paulo tinha permanecido fiel à mensagem que lhe tinha sido confiada; ela também tinha sido confiada a Timóteo. Paulo nunca tinha vacilado em sua fé e tinha a confiança de que em breve viveria todas as promessas nas quais tinha baseado sua vida e seu ministério” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p. 541).
II – COMUNICAÇÃO: AS EPÍSTOLAS
Paulo não só viajava bastante, como também escrevia muitas cartas. Era um meio de comunicação importante, para que ele mantivesse contato com as igrejas. O conteúdo das cartas de Paulo era focado nos ensinos, que visavam explicações sobre quem é Deus, sobre a importância da morte e ressurreição de Jesus e de como deve ser a vida do cristão na igreja e na sociedade em geral As cartas do Novo Testamento foram escritas no idioma grego. Não existia folha de papel, então elas eram escritas em papiros ou pergaminhos. Aliás, você sabe o que esses materiais são? Papiro era a folha feita do miolo da planta egípcia aquosa. Pergaminho era uma folha feita de couro de animais. Muitas vezes a produção de uma carta contava com o trabalho dos escribas, ou amanuenses, que eram profissionais especialistas em escrever cartas ou documentos. Naquela época, não existiam correios, como conhecemos hoje. Os viajantes eram “os carteiros” (mensageiros). Eles levavam as cartas para familiares, amigos ou parceiros de negócios.
Quando o mensageiro chegava ao destino, ele seguia as orientações dadas pelo remetente, explicava as instruções extras, lia ou simplesmente entregava a carta. A epístola (ou carta) tinha por objetivo substituir a presença da pessoa remetente. Por isso, geralmente o tom é oral, como se fosse uma conversa. A Bíblia destaca alguns irmãos e irmãs que trabalhavam como mensageiros das cartas paulinas: Febe (Rm 16.1,2), Tíquico (Ef 6.21,22; CL 4.7-9), Onésimo (Fm 10,12, Cl 4.9). Também mostra que Tércio colaborou com escriba (Rm 16.22). Além disso, o Apóstolo Paulo também escreveu cartas de próprio punho (1 Co 16.21; Gl 6.11; CL 4.18; 2 Ts 3.17).
II- AUXÍLIO DIDÁTICO
III – AUXÍLIO DEVOCIONAL
As cartas que Paulo escreveu eram respostas a problemas e questões das igrejas do século I. Por isso, elas falam de questões práticas da vida comunitária das igrejas e das famílias. A Palavra de Deus deve ser lida considerando sua aplicação na vida prática porque “todos nós precisamos de orientações em muitos aspectos da vida. Às vezes somos confrontados com grandes decisões, como por exemplo, com quem devemos nos casar ou se devemos aceitar uma oferta de emprego. Em outros momentos, pequenas decisões clamam por atenção, como por exemplo, qual câmera comprar, ou em qual hotel devemos nos hospedar durante as férias […].
No entanto, nem mesmo os melhores Livros das prateleiras virtuais da Amazon são capazes de abranger todos os aspectos de uma vida bem vivida. Nenhuma obra supera a Bíblia como um guia que abrange todos os aspectos da vida, e a Bíblia ainda é o Livro mais vendido de todos os tempos […]. Para Ler a Bíblia como um guia para a vida, primeiramente é preciso abraçar a visão da Bíblia sobre a realidade. Que verdades a Bíblia diz sobre Deus, sobre nós como seres humanos e sobre o mundo que nos rodeia? […]
Ler a Bíblia como um guia para a vida não é uma prática que se concentra principalmente na metodologia, mas sim uma abordagem sobre viver todos os aspectos da vida a partir do ponto de vista de uma visão bíblica do mundo. Nós não recorremos à Bíblia somente em tempos de crise. Nós a vivemos diariamente, e quando as crises vêm, a Bíblia continua a preencher os nossos pensamentos e a nos guiar, como tem feito desde o início” (GUTHRIE, G. H. Lendo a Bíblia para a Vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.27,31).
CONCLUSÃO
As cartas foram ferramentas para a comunicação da fé cristã. Paulo fez bastante uso desse recurso para se comunicar com as igrejas que fundou. Era uma forma de ensinar e apoiar as igrejas, mesmo estando distante. E ainda hoje, essas cartas nos ensinam muito.
VAMOS PRATICAR
Pense Nisso
As cartas do Apóstolo Paulo ficaram registradas para a posteridade. Elas são a inspirada Palavra de Deus e têm o poder “para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” (2 Tm 3.16 b).
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