ESTUDO 9 — HEBREUS 12 - JESUS, AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ - SUPLEMENTO EXCLUSIVO DO PROFESSOR Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo...
Afora o suplemento do professor, todo o conteúdo de cada lição é igual para alunos e mestres, inclusive o número da página.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Em Hebreus 12 há 29 versos. Sugerimos começar a aula lendo, com os alunos, Hebreus 12.1-17 (5 a 7 min.).
A revista funciona como guia de estudo e leitura complementar, mas não substitui a leitura da Bíblia.
Prezado(a) professor(a), neste nono estudo, somos convocados a olhar firmemente para Jesus, a nossa maior inspiração e o sustentador de nossa fé em tempos de tribulação. Ao ministrar esta aula, encoraje seus alunos a correrem a carreira cristã com perseverança, desfazendo-se de todo embaraço e do pecado que assedia a caminhada. Explore a preciosa doutrina da disciplina paternal, mostrando que a correção divina não é sinal de rejeição ou ira, mas uma prova profunda do amor de Deus que nos trata como filhos legítimos e visa a nossa santificação. Por fim, trace o glorioso contraste entre o temor do monte Sinai e a graça acolhedora do monte Sião, a Jerusalém celestial. Desperte na classe a reverência e o temor santo ao Senhor, lembrando-os de que fazemos parte de um Reino eterno e inabalável que jamais será abalado.
OBJETIVOS
Compreender que Jesus é o modelo perfeito e o sustentador da fé.
Reconhecer a disciplina divina como expressão do Seu amor paternal.
Viver com perseverança e reverência como cidadão do Reino inabalável.
PARA COMEÇAR A AULA
Leve uma mochila e encha-a de livros pesados diante da classe. Pergunte: "Um atleta, por mais que fosse considerado o favorito da competição, venceria uma maratona se fosse o único carregando este fardo nas costas?" Após as respostas, enquanto esvazia a mochila, explique que, segundo Hebreus 12, a carreira cristã exige leveza. Para corrermos com perseverança, não podemos tolerar pesos desnecessários. Conclua desafiando a turma a desembaraçar-se de todo peso e do pecado que tenazmente atrasa nossa jornada rumo a Cristo!
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DO ESTUDO
1) Para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
2) Para sermos participantes da Sua santidade.
3) Porque sem a santificação, ninguém verá o Senhor.
LEITURA ADICIONAL
Paulo freqüentemente usa a imagem de uma competição atlética para descrever a disciplina, o enfoque e a dedicação que são necessários para a vida cristã (por exemplo, 1 Co 9.24-27; Gl 2.2; 5.7; Fp 2.16; 3.13,14; 1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7, Ba). O autor de Hebreus se refere também à vida cristã como uma "carreira que nos está proposta" (12.1c). Ele se identifica com os seus leitores como um dos que participam da corrida ( o termo "nós" está implícito na frase). Existe uma multidão de testemunhas inspiradoras ao nosso redor (12.1a). A palavra "nuvem" é usada metaforicamente referindo-se a uma hoste de "testemunhas", que novamente diz respeito ao grande número de heróis da fé mencionados e não mencionados no capitulo 11. Mas em que sentido são testemunhas? Será que estão assistindo do céu ( como espectadores em um estádio) e aplaudem a presente geração de corredores cristãos, de acordo com seu progresso em direção à meta? Ou são testemunhas no sentido de serem exemplos para a geração presente, sobre as possibilidades da fé e da perseverança, por terem vencido a corrida anteriormente? F. F. Bruce acredita que o autor se referia à segunda opção (Bruce, 1964, 333). Igualmente, J. Moffatt declara: "O que vemos neles, não é o que eles vêem em nós; este é o ponto principal que o escritor deseja destacar" (1924, 193). O escritor Leon Morris, porém, acredita que ambas as idéias possam estar presentes. Ele observa: "Talvez devêssemos pensar sobre algo como uma corrida de revezamento, onde aqueles que terminaram sua participação e entregaram seu bastão estejam assistindo e encorajando seus sucessores" (1981,133). Esta interpretação pode ser considerada um exagero.
Livro: “Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento” (French L. Arrington; Roger Stronstad, eds. CPAD, 2017, p. 1628-1629).
ROTEIRO DO ESTUDO
Leitura Bíblica Com Todos: Hebreus 12.1-17
Verdade Prática
Fixando os olhos em Cristo, aceitamos a disciplina do Pai e permanecemos firmes na esperança do Reino inabalável.
Texto Áureo
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” — Hb 12.2
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
EM BREVE
INTRODUÇÃO
I. CORRENDO COM PERSEVERANÇA (12.1-3)
1. Livres de todo embaraço (12.1)
2. Autor e Consumador da fé (12.2)
3. Perseverando até o fim (12.3)
II. A DISCIPLINA DOS FILHOS (12.4-17)
1. Correção revela a filiação (12.6)
2. Disciplina produz santidade (12.10)
3. Fortaleçam as mãos cansadas (12.12)
III. O REINO INABALÁVEL (12.18-29)
1. Do Sinai ao Monte Sião (12.22)
2. Não rejeiteis aquele que fala (12.25)
3. Sirvam a Deus com reverência (12.28)
APLICAÇÃO PESSOAL
Devocional Diário: Hb 12.1; Hb 12.2; Hb 12.6; Hb 12.10; Hb 12.14; Hb 12.28.
Hinos da Harpa: 20 - 400
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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INTRODUÇÃO
O capítulo 12 é o clímax das exortações anteriores. Após mostrar os heróis da fé, o autor foca em Jesus, que supera todos personagens apresentados no capítulo 11. Ele é o Autor e Consumador da fé, que inicia, sustenta e aperfeiçoa a jornada do Seu povo. Assim, ensina três grandes lições: o cristão deve perseverar com os olhos fitos em Cristo; as dificuldades da caminhada muitas vezes constituem a disciplina amorosa do Pai para formar filhos santos; e, finalmente, sendo parte de um Reino inabalável, devemos servir a Deus com temor, reverência e gratidão.
I. CORRENDO COM PERSEVERANÇA (12.1-3)
Após apresentar a galeria dos heróis da fé, o autor amplia a perspectiva. As testemunhas do passado apontam para uma realidade maior: a vida cristã é uma corrida que exige resistência, renúncia e constância. Entretanto, o segredo da perseverança não está na força humana, mas em manter os olhos fixos Naquele que é o Autor e Consumador da fé.
1. Livres de todo embaraço (12.1)
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.
O autor utiliza a figura de uma corrida para descrever a vida cristã. Assim como um atleta remove tudo o que possa prejudicar seu desempenho, o discípulo de Cristo é chamado a abandonar todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia. A expressão não se refere apenas ao pecado manifesto, mas também a tudo aquilo que, embora nem sempre seja pecaminoso em si mesmo, impede o crescimento espiritual e enfraquece a comunhão com Deus.
A presença de uma "tão grande nuvem de testemunhas" significa que as vidas dos heróis apresentados permanecem como testemunho da fidelidade de Deus e da importância da perseverança. Eles demonstraram que é possível permanecer firmes em meio às provações. Agora, a Igreja é chamada a correr a mesma carreira com perseverança.
Antes de avançar, é necessário remover aquilo que atrapalha a caminhada. Nenhum cristão perseverará até o fim carregando pesos que o impedem de correr com liberdade.
2. Autor e Consumador da fé (12.2)
Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
A fé cristã não encontra sua inspiração definitiva em Abraão, Moisés ou qualquer outro personagem bíblico, mas em Jesus. Ele é o "Autor" da fé porque inaugura o caminho da confiança e da obediência perfeita ao Pai. É também o "Consumador", porque leva essa obra à sua plena realização.
A supremacia de Cristo aparece novamente em Hebreus. Os heróis do capítulo 11 foram exemplos de fé, mas Jesus é a própria perfeição da fé. Ele suportou a cruz, desprezou a vergonha e perseverou até o fim por causa da alegria que lhe estava proposta. Sua exaltação à direita do trono de Deus demonstra que o caminho da obediência culmina em vitória.
Assim, a perseverança cristã não nasce da autoconfiança, mas da contemplação constante de Cristo. Quanto mais os olhos estão fixos no Salvador, mais firme se torna a caminhada do discípulo.
3. Perseverando até o fim (12.3)
Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.
O autor conclui exortando seus leitores a considerarem atentamente Jesus, que suportou grande oposição, mas foi fiel até a morte. Em momentos de sofrimento e desânimo, o cristão deve olhar para Cristo e lembrar-se de sua perseverança.
A contemplação de Cristo fortalece a fé e renova as forças do crente. Quem observa apenas as dificuldades tende ao abatimento; quem contempla Jesus encontra motivos para continuar.
Dessa forma, estabelece o fundamento de todo o capítulo. A perseverança cristã não é sustentada pela força humana, mas por uma relação contínua com Cristo. Somente aqueles que correm com os olhos fixos no Autor e Consumador da fé permanecerão firmes até o fim.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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II. A DISCIPLINA DOS FILHOS (12.4-17)
Depois de apresentar Cristo como o modelo perfeito de perseverança, o autor responde a uma pergunta inevitável: por que Deus permite que seus filhos enfrentem tantas lutas? A resposta é surpreendente. As provações não são sinais do abandono divino, mas instrumentos da disciplina paternal de Deus.
1. Correção revela a filiação (12.6)
Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.
Ao comparar o sofrimento dos leitores com a paixão de Cristo, o autor lembra que eles ainda não haviam resistido "até ao sangue" na luta contra o pecado. Em seguida, cita Provérbios 3.11-12 para mostrar que a disciplina faz parte da relação entre Deus e seus filhos.
O termo "disciplina" não deve ser compreendido apenas como punição. No contexto bíblico, refere-se ao processo educativo pelo qual Deus instrui, corrige e amadurece seus filhos. Assim como um pai responsável não abandona a educação de seus filhos, Deus também não deixa seu povo entregue aos próprios caminhos.
A ausência de disciplina não é um privilégio, mas um sinal preocupante. O autor afirma que aqueles que não são disciplinados demonstram não pertencer verdadeiramente à família de Deus. Portanto, a correção divina deve ser recebida não com ressentimento, mas como uma evidência da graça paternal do Senhor
2. Disciplina produz santidade (12.10)
Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.
O escritor aprofunda seu argumento estabelecendo uma comparação entre os pais terrenos e Deus. Nossos pais nos corrigiram segundo seu entendimento e por um tempo limitado; Deus, porém, disciplina com perfeita sabedoria e sempre visando o nosso bem.
O propósito da disciplina é claramente declarado: "para sermos participantes da sua santidade". A santidade, nesse contexto, não é apenas uma posição concedida pela graça, mas também um processo contínuo de transformação. Deus utiliza as experiências da vida para conformar seus filhos ao caráter de Cristo.
Embora toda disciplina seja dolorosa no momento em que é experimentada, ela produz "um fruto pacífico de justiça" naqueles que se deixam exercitar por ela. O sofrimento, portanto, não possui valor em si mesmo; seu valor está na obra que Deus realiza por meio dele, aperfeiçoando a fé, fortalecendo a perseverança e moldando um caráter semelhante ao de Cristo.
3. Fortaleçam as mãos cansadas (12.12)
Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos;
O autor conclui com uma série de exortações práticas. As "mãos cansadas" e os "joelhos desconjuntados" representam uma comunidade espiritualmente desanimada, necessitando renovar suas forças para continuar a caminhada.
Essa renovação, porém, não é apenas individual. O escritor incentiva a Igreja a buscar a paz, a santificação e o cuidado mútuo, evitando que alguém se prive da graça de Deus. A conhecida expressão "raiz de amargura" descreve atitudes que contaminam não apenas uma pessoa, mas toda a comunidade cristã.
Como exemplo negativo, o autor apresenta Esaú. Ao desprezar seu direito de primogenitura por uma satisfação imediata, tornou-se símbolo daqueles que trocam as bênçãos eternas pelos prazeres passageiros. A maturidade espiritual exige exatamente o oposto: perseverança, discernimento e a capacidade de valorizar aquilo que possui verdadeiro valor diante de Deus.
Assim, a disciplina divina não termina na correção, mas conduz a uma vida de santidade, comunhão e perseverança. O Pai disciplina seus filhos para que continuem firmes na corrida da fé, preparados para alcançar a herança que lhes foi prometida.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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III. O REINO INABALÁVEL (12.18-29)
Os cristãos não pertencem mais ao Sinai, marcado pelo temor, pela distância e pela condenação, mas ao Monte Sião, onde Cristo estabeleceu a Nova Aliança por meio de seu sangue e também o seu Reino inabalável e eterno.
1. Do Sinai ao Monte Sião (12.22)
Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia.
Aqui se estabelece um contraste entre dois montes que representam duas realidades distintas. O monte Sinai relembra a entrega da Lei, acompanhada de fogo, trevas, tempestade e temor. A manifestação da santidade divina era tão impressionante que até Moisés declarou estar tomado de temor e tremor.
Em contraste, os cristãos chegaram ao Monte Sião, símbolo da Nova Aliança inaugurada por Cristo. Ali não predominam o medo e a distância, mas a comunhão com Deus, a reunião dos santos, a companhia dos anjos e a mediação de Jesus. O sangue de Cristo fala "coisas superiores ao de Abel", pois, enquanto o sangue de Abel clamava por justiça, o sangue de Cristo anuncia perdão, reconciliação e paz.
Essa comparação demonstra que a Nova Aliança não diminui a santidade de Deus, mas oferece pleno acesso à sua presença por meio da obra perfeita de Cristo.
2. Não rejeiteis aquele que fala (12.25)
Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte.
A partir desse privilégio, temos uma das advertências mais sérias da epístola: "Vede que não rejeiteis ao que fala". Se os israelitas sofreram as consequências por desobedecerem à voz de Deus na terra, muito maior será a responsabilidade daqueles que rejeitam a revelação definitiva anunciada pelo Filho.
Esse versículo retoma uma das principais ênfases de Hebreus: Deus continua falando ao seu povo. Sua voz ecoa por meio das Escrituras e da mensagem de Cristo. Ouvir essa voz implica responder com fé, obediência e perseverança. A maior tragédia espiritual não é deixar de ouvir, mas ouvir e permanecer indiferente.
3. Sirvam a Deus com reverência (12.28)
Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável com reverência e santo temor.
O capítulo termina olhando para o futuro. O Deus que um dia abalou a terra promete ainda abalar os céus e a terra, removendo tudo o que é passageiro para que permaneça apenas aquilo que é eterno. Em meio às constantes mudanças deste mundo, os filhos de Deus receberam um Reino que jamais será abalado.
Essa esperança produz uma resposta prática. O autor exorta os cristãos a servirem a Deus com gratidão, reverência e santo temor. A graça não elimina a reverência; antes, torna-a ainda mais profunda, pois conhecemos plenamente aquele que nos chamou para sua presença. A lembrança de que "o nosso Deus é fogo consumidor" reafirma sua santidade e convida a Igreja a viver em obediência, adoração sincera e fidelidade.
Dessa forma, Hebreus 12 encerra unindo esperança e responsabilidade. Aqueles que fixam os olhos em Cristo, aceitam a disciplina do Pai e permanecem ouvindo sua voz vivem como cidadãos do Reino inabalável, aguardando o cumprimento definitivo das promessas de Deus.
APLICAÇÃO PESSOAL
Fixe os olhos em Cristo todos os dias, aceite a disciplina de Deus com humildade e viva como cidadão do Reino inabalável.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
EM BREVE
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RESPONDA
1) Para onde o crente deve olhar a fim de correr com perseverança a carreira cristã que lhe está proposta?
Resposta: ____________________________________________________________________
2) Qual é o propósito amoroso do Pai celestial ao disciplinar os Seus filhos?
Resposta: ____________________________________________________________________
3) Segundo Hebreus 12.14, por que necessitamos de buscar a santificação?
Resposta: ____________________________________________________________________
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Comentário de Hubner Braz
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