TEXTO AUREO “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim e...
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”. 1 Tessalonicenses 4.17
VERDADE APLICADA
A certeza do arrebatamento deve produzir na Igreja uma vida de vigilância, Santidade, serviço e contínua preparação para o encontro com Cristo nos ares.
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Comentário de Hubner Braz
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OBJETIVO DA LIÇÃO
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Comentário de Hubner Braz
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MOTIVO DE ORAÇÃO:
Ore para que a Igreja permaneça vigilante e preparada para o Arrebatamento.
ESBOÇO DA LIÇÃO
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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A volta de Cristo é uma promessa segura e a bendita esperança da Igreja (Tt 2.13). A Bíblia ensina que os mortos em Cristo ressuscitarão e que os salvos vivos serão transformados para encontrar o Senhor (1 Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). Nesta lição, estudaremos o Arrebatamento, a transformação dos salvos e a necessidade de permanecermos vigilantes e preparados para esse acontecimento.
1- O CUMPRIMENTO DA PROMESSA
A volta de Cristo mantém viva a confiança da Igreja, mesmo diante das aflições do tempo presente. Essa certeza recorda aos salvos que sua jornada não termina neste mundo e que Deus conduzirá todas as coisas ao cumprimento de Sua Palavra (Rm 8.18; Hb 10.37).
1.1. A natureza do Arrebatamento. O Arrebatamento não será uma experiência interior, uma figura de linguagem ou um processo gradual da história. O Senhor descerá do Céu, haverá a voz do arcanjo e o toque da trombeta de Deus (1 Ts 4.16). Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e os crentes que estiverem vivos serão transformados em um instante (1Co 15.51,52). Em seguida, todos serão arrebatados para o encontro com Jesus nos ares (lTs 4.17). A ação será repentina, sobrenatural e abrangente, alcançando os salvos de todas as épocas. Nesse acontecimento, o corpo sujeito à corrupção será revestido de incorruptibilidade, cumprindo-se plenamente o propósito redentor de Deus para a Igreja (1 Co 15.53,54; Rm 8.23).
O arrebatamento é a esperança dos que pertencem a Cristo, aguardam o Seu retorno e permanecem firmes, preparados e comprometidos com a fé (Jo 14.3; Hb 9.28). Nesse glorioso acontecimento, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e os salvos que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). A partir desse encontro, a Igreja permanecerá para sempre com Ele, desfrutando plenamente da Salvação e da comunhão preparadas por Deus (Tt 2.13; 1 Jo 3.2,3).
1.2. O propósito do Arrebatamento. O Arrebatamento tem como propósito reunir a Igreja com Cristo, conforme Sua promessa de voltar e receber os Seus (Jo 14.3). Esse evento também representa o livramento dos salvos da ira futura (1 Ts 1.10; 5.9). Jesus prometeu guardar os que permanecerem fiéis na hora da provação que virá sobre o mundo (Ap 3.10). Após o glorioso encontro nos ares com o Senhor, enquanto na terra estiver acontecendo a Grande Tribulação, os santos comparecerão diante do Tribunal de Cristo (2Co 5.10) e participarão das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7).
William Barros (2020) destaca que a ressurreição e a transformação dos salvos manifestaram a fidelidade de Deus à Sua promessa. Ao toque da trombeta, os mortos em Cristo serão levantados, e os salvos vivos serão transformados. O arrebatamento não somente livrará os salvos da ira vindoura, mas também os introduzirá num estado de glória, quando terão um corpo imortal, incorruptível, e verão o Senhor face a face ( 1 Co 15.51-54; 1Jo 3,2). Os fiéis serão recompensados com base em sua conduta pessoal (Mt 16,27; 2Jo 1,8; Ap 22,12) e reinarão com Cristo (2Tm 2,12; Ap 5,10
1.3. A certeza do Arrebatamento. O NT nos assegura que Jesus voltará para buscar os Seus, como Ele próprio prometeu (Jo 14.3; Ap 22.20). Os anjos confirmaram esse retorno (At 1.10,11), e as Escrituras anunciam a vinda gloriosa de Jesus e o cumprimento da Salvação daqueles que O aguardam (Dn 7.13,14; Hb 9.28). A celebração da Ceia do Senhor mantém viva essa esperança, pois anuncia Sua morte até que Ele venha ( 1 Co 11.26). Dessa maneira, os sinais ensinados por Jesus lembram à Igreja a necessidade de permanecer vigilante e preparada (Mt 24.33; 25.13), sem perturbações, apenas confiando na promessa e perseverando até o fim (Jo 14.1-3; Ap 22.7).
A esperança do arrebatamento está fundamentada na fidelidade de Cristo e não em méritos humanos. A Salvação é recebida pela Graça, mediante a fé (Ef 2.8,9), mas as obras dos salvos serão avaliadas diante do Tribunal de Cristo (Rm 14.10; 2 Co 5.10; 1Co 3.12-15). Por si só, a perseverança não conquista a Salvação, mas demonstra uma fé viva, obediente e firmada nas promessas de Deus (Hb 10.35,36; Tg 2.17). Jesus garantiu que voltará para receber os Seus (Jo 14.1-3), e a promessa feita ao vencedor confirma que a fidelidade dos cristãos será reconhecida pelo Senhor (Ap 3.12). Desse modo, a Doutrina da Volta de Cristo reúne três verdades essenciais: a Salvação pela Graça, a santificação durante a caminhada e a recompensa pela fidelidade.
EU ENSINEI QUE:
Cristo voltará para reunir Sua Igreja e cumprir plenamente a Sua promessa.
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Comentário de Hubner Braz
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2- O toque das trombetas e a Transformação dos salvos
A esperança do arrebatamento está firmada na Graça de Deus e na promessa de Cristo (Ef 2.8,9; Jo 14.1-3). Embora a Salvação não seja alcançada por obras, os salvos terão seu serviço avaliado pelo Senhor (1Co 3.13-15; 2Co 5.10). Por isso, cada crente deve conduzir sua vida em obediência a Deus, mantendo-se preparado e confiante no cumprimento de Suas promessas. Enquanto essa bendita esperança não se concretiza, o Espírito Santo fortalece a Igreja para perseverar e testemunhar até o Dia de Cristo.
2.1. O toque das trombetas. As trombetas eram usadas para transmitir ordens ao acampamento de Israel, e todos deveriam reconhecer seus diferentes toques. Quando as duas trombetas soavam, todo o povo era convocado; quando apenas uma delas era tocada, os líderes deveriam reunir-se diante de Moisés (Nm 10.1-4). As trombetas também orientavam a partida dos grupos durante a caminhada pelo deserto (Nm 10.5-7). Em tempos de guerra, seu toque servia como sinal de alerta e convocação para a batalha (Nm 10.9; 2Cr 13.14,15). Portanto, o som de cada trombeta devia ser claro e reconhecido por todos os israelitas (1 Co 14.8).
O povo de Israel conhecia bem o toque das trombetas. Elas eram usadas nas convocações solenes (Lv 23.24), no anúncio do Jubileu (Lv 25.9), na organização da marcha e nos momentos de batalha (Nm 10.2-9). O sonido de trombeta também esteve presente na manifestação de Deus no monte Sinai, ressaltando a solenidade de Sua voz e presença (Êx 19.16,19; Hb 12.18,19). Do mesmo modo, a Igreja aguarda a trombeta de Deus, que anunciará a ressurreição dos mortos em Cristo, a transformação dos salvos vivos e o encontro com o Senhor nos ares (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51,52). Essa promessa traz esperança e consolo para os que pertencem a Cristo (1Ts 4.18).
2.2. A última trombeta. A expressão “última trombeta” refere-se ao toque que acompanhará o arrebatamento da Igreja (1Co 15.51,52). Ela anunciará o cumprimento da promessa de Cristo e o momento em que a Igreja será reunida com o Senhor. Seu som marca a vitória dos salvos sobre a morte e a conclusão de sua jornada terrena. Essa trombeta não deve ser confundida com as trombetas do Apocalipse, que aparecem em um contexto de juízo sobre a Terra (Ap 8.6-13; 11.15-19).
Tanto Leon Morris (I Coríntios – Introdução e comentário. 1º ed. Vida Nova, 1981, p.187) quanto John Walvoord (O Arrebatamento. Editora Carisma, 2021, p. 240) comentam que a trombeta mencionada por Paulo em 1 Coríntios 15 e l Tessalonicenses 4, conectada com o arrebatamento e a ressurreição, está em harmonia com a autoridade de Cristo para ressuscitar os mortos (Jo 5.25). Nas Escrituras, a trombeta está associada a um evento importante. Era usada em momentos de festas e vitória. Estes dois aspectos estão presentes na ressurreição dos santos e no arrebatamento. A expressão “última” não se refere a uma série, e sim ao fim de uma era, de um período. Ela convoca os santos e é identificada como a “trombeta de Deus”. Vai começar um novo tempo, tanto para os santos como para os que ficarem na terra.
2.3. O mistério da transformação é revelado. A transformação dos salvos será necessária porque a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus (1Co 15.50). O corpo sujeito à corrupção será revestido de incorruptibilidade, e o corpo mortal será revestido de imortalidade ( 1 Co 15.53,54). Essa mudança não será apenas exterior, mas tornará os salvos semelhantes ao corpo glorioso de Cristo, plenamente preparados para permanecer em Sua presença (Fp 3.20,21; 1Jo 3.2).
A redenção em Cristo alcançará também o corpo. Atualmente, a criação e os salvos Experimentam as consequências da mortalidade, mas aguardam a plena manifestação da redenção (Rm 8.22,23). Na transformação, os efeitos da corrupção serão definitivamente removidos, e a vitória de Cristo sobre a morte será plenamente manifestada em todos os que Lhe pertencem.
EU ENSINEI QUE:
No arrebatamento, a promessa de Cristo será cumprida e os salvos estarão plenamente preparados para viver com Ele.
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Comentário de Hubner Braz
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3-Detalhes acerca da vinda de Jesus
A Bíblia apresenta a vinda de Jesus como certa e iminente. Entretanto, como o dia e a hora desse maravilhoso evento não foram revelados, ninguém deve deixar a preparação para depois (Mt 24.36,42; 25.13). De certo, essa doutrina não alimenta especulações sobre datas; porém, afirma que Deus conduz a História ao seu cumprimento e que todos prestarão contas diante dEle ( 1 Pe 4.5-7; 2Co 5.10). Cristo declarou: “Certamente, cedo venho”, reafirmando que Sua Palavra se cumprirá plenamente (Ap 22.12,20).
3.1. A iminência de Sua Vinda. A vinda de Cristo é certa e deve ser aguardada pela Igreja em constante expectativa. Os salvos são chamados a permanecer com os “lombos cingidos” e as “lâmpadas acesas”, como servos que esperam a chegada do seu senhor (Lc 12.35-40). Essa esperança acompanha a vida cristã desde os dias apostólicos, pois a nossa Salvação está agora mais próxima do que quando aceitamos a fé (Rm 13.11,12). A Igreja não aguarda um acontecimento incerto, mas o cumprimento da promessa dAquele que aparecerá para a Salvação dos que O esperam (Hb 9.28). Como o lavrador aguarda com paciência o fruto da terra, os discípulos devem fortalecer o coração, certos de que a vinda do Senhor se aproxima (Tg 5.7,8).
Nada poderá impedir o cumprimento do plano estabelecido por Deus, pois a promessa de Cristo se realizará no tempo determinado pelo Senhor (Hb 10.37). As Escrituras apresentam Sua vinda como repentina e inesperada, semelhante à chegada de um ladrão durante a noite ( 1 Ts 5.2; 2Pe 3.10). Essa verdade destaca a soberania divina sobre a História e mostra que o arrebatamento não dependerá de circunstâncias humanas. Quando o momento chegar, a promessa será cumprida plenamente, alcançando todos os que pertencem a Cristo (lTs 4.16,17; Jo 14.3).
3.2. A realidade dessa Vinda. A Igreja desaparecerá “num abrir e fechar de olhos”. Não há como precisar tal velocidade, pois Jesus disse que virá como um raio, um ladrão da noite. E, em várias ocasiões, Ele reiterou a necessidade de estarmos sempre prontos porque não haverá oportunidade igual a essa (Lc 12.39,40). Quando a trombeta tocar, somente os salvos ouvirão (Jo 10.27). Nosso Senhor com frequência alertou Seus discípulos sobre a necessidade de não se distraírem. Eles deveriam se manter vigilantes; cuidando para não serem surpreendidos, mas achados servindo ao Senhor com fidelidade (Mt 24.42-51).
William Barros (2020) destaca que “o Arrebatamento deve ser compreendido como um acontecimento real, sobrenatural e repentino, realizado pelo Poder de Deus (1Co 15.51,52; 1Ts 4.16, 17)”. A ênfase das Escrituras não está em explicar todos os detalhes desse momento, mas em afirmar que Cristo cumprirá Sua promessa e receberá os que Lhe pertencem (Jo 14.3; Hb 9.28). Diante desse fato, a realidade de Sua vinda chama cada discípulo a Permanecer fiel até o fim (Mt 24.44-46).
3.3. Perseverando até que Ele venha. Os apóstolos e os primeiros cristãos viveram na expectativa da volta de Cristo, aguardando dos Céus o Filho de Deus (lCo 1.7; 1Ts 1.9,10; Fp 3.20). Entretanto, os cuidados desta vida e o apego às coisas temporais podem comprometer a comunhão com Deus e apagar o fervor espiritual (Mt 13.22; Lc 21.34-36). Jesus ensinou que Seus discípulos devem conservar as lâmpadas acesas e permanecer preparados para Sua chegada (Lc 12.35-40; Mt 25.1-13). Também afirmou que aquele que perseverar até o fim será salvo (Mt 24.13). Por isso, devemos conservar firme a confissão da esperança, exercer a paciência e não abandonar a confiança na promessa divina (Hb 10.23,35-37; Tg 5.7,8). Mesmo diante dos que questionam a volta do Senhor, a Palavra assegura que a promessa não falhará (2Pe 3.3,4,9).
A vinda do Senhor nos é apresentada como a grande esperança da Igreja (Tt 2,13). Será o dia da transformação total. Teremos corpos glorificados, não mais experimentaremos dor, enfermidades ou morte. Nossa história seguirá por toda eternidade, e conheceremos a Deus como Ele é (1Jo 3,2). Somente um olhar na face de Jesus já recompensará todo o esforço de uma vida inteira. Devemos crer nesse dia e desejá-lo com toda a intensidade de nossa alma.
EU ENSINEI QUE:
A certeza da volta de Cristo exige perseverança, vigilância e fidelidade.
CONCLUSÃO
O Arrebatamento confirma a fidelidade de Cristo à promessa de receber Sua Igreja (Jo 14.1-3). Ao toque da trombeta de Deus, os mortos em Cristo ressuscitarão, os salvos vivos serão transformados, e todos estarão para sempre com o Senhor (lTs 4.16,17; 1Co 15.51-54). Enquanto aguarda a redenção do corpo, a Igreja foi selada com o Espírito Santo, o penhor de sua herança (Ef 1.13,14). O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus habita nos salvos e vivificará seus corpos mortais (Rm 8.11,23). Por isso, a esperança do arrebatamento é profundamente pentecostal: o Espírito sustenta a perseverança, distribui dons para o serviço e impulsiona o testemunho até a volta de Cristo (At 1.8; 1Co 12.4-7; Ap 22.17).
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