TEXTO ÁUREO “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para ...
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. Apocalipse 3.10
VERDADE APLICADA
Como membros do Corpo de Cristo, seguimos firmes na revelação bíblica de que pelo sangue de Jesus seremos salvos da ira de Deus.
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Comentário de Hubner Braz
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OBJETIVOS DA LIÇÃO
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Comentário de Hubner Braz
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MOTIVO DE ORAÇÃO:
Ore para que a Igreja permaneça firme, fiel e preparada para a volta de Cristo.
ESBOÇO DA LIÇÃO
DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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A Bíblia revela que haverá um período de intensa aflição sobre a Terra, marcado pela manifestação do juízo divino e pelo avanço da oposição contra Deus. Embora o cenário seja severo, nenhum acontecimento escapará ao controle do Senhor. Nesta lição, estudaremos o propósito da Grande Tribulação, a atuação do Anticristo e as verdades que fortalecem a confiança da Igreja no livramento prometido por Cristo (Dn 12.1; Mt 24.21; Ap 3.10).
PONTO DE PARTIDA: A Grande Tribulação será um tempo de juízo sobre a terra.
1- O período da Grande Tribulação
A Grande Tribulação ocupará um lugar definido no cumprimento das profecias. Esse período estará relacionado à última semana de Daniel, à atuação do Anticristo e aos juízos descritos no Apocalipse. Ao mesmo tempo, revelará a fidelidade de Deus às Suas alianças e Sua autoridade sobre toda oposição humana e espiritual (Dn 9.27; 2Ts 2.3-8; Ap 6.1-17).
1.1. Um tempo de angústia. A Grande Tribulação será um período de grande angústia sobre a Terra, anunciado pelos profetas e confirmado por Jesus (Jr 30.7; Dn 12.1; Mt 24.21). Esse tempo corresponderá à última semana profética de Daniel, com duração de sete anos (Dn 9.27). Na primeira metade, haverá uma aparente paz; porém, o Anticristo romperá sua aliança e iniciará um período de intensa perseguição (Dn 9.27; ITs 5.3). Os últimos três anos e meio da Grande Tribulação foram marcados por muito sofrimento e severa oposição aos que serviram a Deus (Ap 11.2,3; 12.6; 13.5).
William Barros (2020) destaca que a profecia bíblica não apresenta acontecimentos isolados, mas um desenvolvimento coerente do plano divino. A última semana de Daniel se relaciona aos eventos descritos por Jesus e ampliados no Apocalipse, mostrando a unidade da revelação acerca do período final (Dn 9.27; Mt 24.15-22; Ap 11.2,3). Essa harmonia confirma que Deus revelou o necessário para que Seu povo compreenda a seriedade desses acontecimentos sem recorrer a especulações.
1.2. O propósito da Grande Tribulação. A Grande Tribulação terá dois propósitos principais. O primeiro deles estará relacionado a Israel, que será levado a reconhecer o Messias e experimentar o cumprimento das promessas feitas por Deus à nação (Jr 30.7; Zc 12.10; Rm 11.26,27). Isso mostrará que o Senhor não abandona Seus propósitos nem Sua fidelidade. O segundo propósito será manifestar Seu juízo sobre as nações que persistirem na incredulidade, no engano e na prática do pecado (Ap 6.15-17; 14.8-10). Desse modo, a Grande Tribulação revelará, ao mesmo tempo, a Fidelidade de Deus às Suas alianças e a perfeita justiça de Seus juízos diante da rebelião humana.
As Escrituras mostram que os juízos divinos alcançarão as nações por causa de sua incredulidade e rebelião contra Deus. Seduzidas pela influência religiosa e moral de Babilônia, elas participam de suas práticas, contrárias à Verdade (Ap 14.8). Também seguiram o falso profeta e prestaram adoração à Besta, rejeitando a Soberania do Senhor (Ap 13.11-18). Por causa desta impiedade, o juízo alcança pessoas de todas as classes e posições, desde reis e poderosos até servos e livres (Ap 6.15-17). Mesmo diante dos flagelos, muitos continuarão blasfemando contra Deus e não se arrependeram para Lhe dar glória (Ap 16.9). Isso evidencia a gravidade da rebelião humana e a justiça dos juízos divinos.
1.3. Os selos, as trombetas e as taças. Os juízos da Grande Tribulação são apresentados no Apocalipse por meio da abertura dos sete selos, do toque das sete trombetas e do derramamento das sete taças. Com os selos, surgirão falsa paz, guerras, fome, morte, perseguição e grandes abalos na criação (Ap 6.1-17). Com as trombetas, os juízes alcançarão a vegetação, o mar, as fontes das águas, os astros e a humanidade (Ap 8.6-13; 9.1-21). Um terço da humanidade morrerá por ocasião da sexta trombeta (Ap 9.15-18). Com o derramamento das taças, os juízos serão ainda mais intensos: haverá chagas, as águas se tornarão em sangue, o sol abrasará os homens e grandes abalos alcançarão a terra (Ap 16.1-21). Esses acontecimentos revelam a Justiça de Deus diante da persistente rebelião humana.
William Barros (2022) observa que os juízos do Apocalipse não ocorrem de modo desordenado. A abertura dos selos, o toque das trombetas e o derramamento das taças seguem uma progressão que evidencia a seriedade crescente da resposta divina ao pecado (Ap 6.1; 8.1,2; 16.1). Essa sequência demonstra que Deus age com propósito, justiça e pleno conhecimento do desenvolvimento dos acontecimentos.
EU ENSINEI QUE:
Deus cumprirá Sua Palavra, permanecendo soberano sobre todos os acontecimentos.
2- O governo mundial do Anticristo
O Anticristo será um governante marcado por arrogância, engano e oposição a Deus (Dn 7.25; 2Ts 2.3,4). Seu governo exercerá influência sobre as nações, mas permanecerá limitado pela soberania divina (Ap 13.5-8).
2.1. O surgimento do Anticristo. O Anticristo será revelado em um período marcado pela apostasia e pelo abandono da verdade (2Ts 2.3; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Sua plena manifestação ocorrerá quando for afastado aquilo que atualmente impede sua atuação (2Ts 2.6-8); então, ele se levantará contra Deus, procurará ocupar o lugar que pertence a Ele e será reconhecido como “o homem do pecado” e “o iníquo” (2Ts 2.3,4,8). Sua atuação será impulsionada por Satanás e acompanhada de sinais e prodígios enganadores (2Ts 2.9; Mt 24.24). Ele receberá do dragão poder e autoridade para exercer influência sobre povos e nações (Ap 13.1,2,7,8). Contudo, o engano alcançará especialmente aqueles que rejeitarem o amor da Verdade e escolherem permanecer na injustiça (2 Ts 2.10-12).
A atuação do Anticristo envolverá uma falsa pretensão messiânica. Ele procurará oferecer respostas políticas e religiosas em oposição a Cristo, atraindo aqueles que rejeitaram a verdade do Evangelho (Jo 5.43; 2Ts 2.9-12). Seu governo utilizará estruturas humanas para consolidar o domínio, mas, ao final, voltará sua força contra os próprios sistemas que o sustentaram (Ap 17.12-17).
2.2. O perfil do Anticristo. Daniel apresenta o Anticristo como um governante astuto, habilidoso no uso das palavras e capaz de ampliar sua influência por meio de acordos e estratégias engañosas (Dn 7.8,20; 8.23-25; 9.27). Impulsionado por Satanás, ele surgirá em um cenário de crises, oferecendo aparente segurança e soluções para os problemas das nações (2Ts 2.9,10; 1Ts 5.3). Contudo, suas promessas servirão apenas para manipular, conquistar apoio e consolidar um domínio contrário a Deus (Ap 13.4-8; 17.12,13).
O Anticristo agirá sob a influência de Satanás, representado no Apocalipse pelo dragão (Ap 12.9; 13.2,4). Sua manifestação será marcada pelo engano e por sinais mentirosos (2TS 2.9,10). Em um período de crises e insegurança, ele surgirá com promessas de paz e soluções para os problemas das nações (Dn 11.21,23; 1Ts 5.3). Por meio de discursos e acordos enganosos, conquistará o apoio de governantes (Dn 9.27; Ap 17.12,13).
2.3. O pacto com Israel e a blasfêmia. O profeta Daniel apresenta uma aliança que será rompida no meio da última semana profética, quando os sacrifícios serão interrompidos e a perseguição se tornará mais intensa (Dn 9.27; Ap 13.7). Nesse período, o Anticristo proferirá palavras de blasfêmia e buscará para si a honra que pertence somente a Deus (2Ts 2.3,4; Ap 13.5,6). Com o apoio do falso profeta, promoverá a adoração à Besta e à sua imagem (Ap 13.11-15). Além disso, exercerá controle sobre as atividades econômicas, impedindo a compra e a venda daqueles que não aceitarem sua marca (Ap 13.16,17).
César Roza de Melo (2024) destaca que a profecia de Daniel revela o caráter temporário do poder do Anticristo. Embora ele alcance influência e promova intensa perseguição, sua atuação permanecerá limitada ao tempo determinado por Deus (Dn 7.25,26; 9.27). O encerramento de seu domínio não dependerá de força política humana, mas da intervenção direta de Cristo em Sua manifestação gloriosa (2 Ts 2.8; Ap 19.19,20).
EU ENSINEI QUE:
O domínio do Anticristo será passageiro, e Cristo triunfará plenamente.
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Comentário de Hubner Braz
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3- Entendendo a Grande Tribulação
Mesmo em meio aos juízos da Grande Tribulação, as Escrituras revelam a continuidade da ação salvadora de Deus, o livramento da Igreja e a responsabilidade de anunciar o Evangelho enquanto há oportunidade. Esses aspectos impedem que o tema seja tratado apenas como uma sucessão de acontecimentos severos.
3.1. Muitos serão salvos. Mesmo durante a Grande Tribulação, muitos se voltarão para Deus e permanecerão fiéis ao testemunho de Jesus (Ap 6.9-11; 12.11; 20.4). João contempla uma grande multidão, de todas as nações, tribos, povos e línguas, saindo desse período com as vestes lavadas no Sangue do Cordeiro (Ap 7.9,13,14). Ο Apocalipse apresenta ainda os cento e quarenta e quatro mil servos de Deus, selados dentre as tribos de Israel e pertencentes ao Cordeiro (Ap 7.3-8; 14.1-5). Assim, a Salvação continuará sendo concedida pela Graça aos que crerem em Cristo; contudo, muitos crentes enfrentam intensa perseguição por recusarem a imagem e a marca da Besta (Ap 13.7,10; 14.12,13).
Orivaldo Aparecido Prattis (2012) ressalta que os salvos durante a Grande Tribulação enfrentarão uma decisão pública e custosa diante do governo da Besta. Sua recusa em adorar a imagem ou receber a marca demonstrará que a fé verdadeira exige lealdade exclusiva a Cristo (Ap 13.15-17; 14.9-12). O testemunho desses fiéis mostrará que nenhuma pressão política, econômica ou religiosa pode anular a autoridade do Cordeiro sobre os que lhe pertencem.
3.2. A Igreja não passará pela Grande Tribulação. As Escrituras ensinam que a Igreja será arrebatada antes do período da ira divina (1 Ts 1.10; 5.9; Ap 3.10). Essa compreensão distingue as tribulações enfrentadas pelos cristãos ao longo da História da hora específica de juízo que alcançará o mundo. A promessa de Cristo é receber os Seus para estarem com Ele, livrando-os desse período de provação universal (Jo 14.1-3; 1Ts 4.16,17). Os exemplos de Noé e Ló mostram que Deus livra os que Lhe pertencem antes da manifestação do juízo (Lc 17.26-30; 2 Pe 2.5-9).
Orivaldo Aparecido Prattis (2012) observa que a promessa de Apocalipse 3.10 não se limita à preservação em meio à provação, mas aponta para o livramento da própria hora que virá sobre o mundo. Essa leitura está de acordo com a esperança apresentada por Paulo, segundo a qual a Igreja aguarda o Filho de Deus que a livra da ira futura (1 Ts 1.10; 5.9).
3.3. Lições da Grande Tribulação. O estudo da Grande Tribulação mostra que Deus é justo e que a rebelião humana produz sérias consequências (Rm 2.5,6; Ap 16.5-7). Também revela que, mesmo em meio aos juízos, o Senhor continua chamando pessoas ao arrependimento e oferecendo Salvação por meio do Cordeiro (Ap 7.9,14; 14.6,7). Essa verdade deve despertar na Igreja mais compromisso com a evangelização e fidelidade à Palavra de Deus (Mc 16.15; 2Tm 4.1,2). Enquanto há oportunidade, devemos anunciar e servir a Cristo, conservando viva a esperança da Sua vinda (Jo 9.4; Tt 2.13).
A Grande Tribulação também evidencia a urgência da mensagem cristã. A oportunidade de anunciar a reconciliação pertence ao tempo presente, antes que os juízos revelados sejam manifestados (2Co 5.18-20; 6.2). A Igreja não conhece o tempo de cada pessoa nem a duração das oportunidades que possui; por isso, deve proclamar o Evangelho com clareza, compaixão e senso de responsabilidade.
EU ENSINEI QUE:
A esperança na volta de Cristo leva a Igreja a anunciar o Evangelho com fidelidade.
CONCLUSÃO
A Grande Tribulação revelará a gravidade da rebelião humana, a limitação do poder do Anticristo e a justiça dos juízos divinos. A Igreja, porém, aguarda o livramento prometido por Cristo. Conhecer essas verdades deve aumentar nosso senso de responsabilidade, levando-nos a anunciar a Salvação enquanto há oportunidade e a confiar no triunfo definitivo do Senhor (1Ts 1.10; 2 Ts 2.8; Ap 19.19,20).
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Ao longo dos anos o pré-tribulacionismo tem sido duramente atacado por outras correntes escatológicas. Por outro lado, surpreendentemente é a corrente adotada pela grande maioria dos cristãos no mundo desde os Pais da Igreja. Muito atacada, mas pouquíssimo compreendida, esta obra de John F. Walvoord, um dos mais respeitados nomes do movimento pré-tribulacional desembarca no Brasil com a missão de esclarecer os pontos mais controvertidos no debate.
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