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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

LIÇÃO Nº 2 – ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO – 13 DE OUTUBRO DE 2013 – EBD – CPAD

4º TRIMESTRE DE 2013 - VERSÃO IDÊNTICA À REVISTA - SUBSÍDIO E VÍDEO AULA LOGO ABAIXO.

Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes.
COMENTARISTA: JOSÉ GONÇALVES



LIÇÃO 2 - ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO
13 DE OUTUBRO DE 2013

TEXTO ÁUREO

 "Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade" (Pv 5.15,18).
  
VERDADE PRÁTICA
  
A melhor prevenção contra o adultério é temer ao Senhor e estreitar os laços do amor conjugal.


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Pv 5.3,4
A ilusão do adultério
S
Terça - Pv 5.7,8
Prevenção contra o adultério
T
Quarta - Pv 5.9-12
As consequências do adultério
Q
Quinta - Pv 7.13
A falsa delicadeza da adúltera
Q
Sexta - Pv 5.16.207.1
O conselho previne o adultério
S
Sábado - Pv 5.15-19
A saudável intimidade do casal
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Provérbios 5.1-6

1- Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha razão inclina o teu ouvido;
2- para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento.
3- Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite;
4- mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios.
5- Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno.
6- Ela não pondera a vereda da vida; as suas carreiras são variáveis, e não as conhece.

ESBOÇO DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS
I. Prólogo: Propósito e Temas de Provérbios (1.1-7)

II. Treze Discursos à Juventude sobre a sabedoria (1.8-9.18)
A) Obedece a Teus Pais e Segue Seus Conselhos (1.8,9)
B) Recuse Todas as Tentações dos Incrédulos (1.10-19)
C) Submeta-se à Sabedoria e ao Temor do Senhor (1.20-33)
D) Busque a sabedoria e Seu Discernimento e Virtude (2.1-22)
E) Características e Benefícios da Verdadeira Sabedoria (3.1-35)
F) A Sabedoria Como Tesouro da Família (4.1-13,20-27)
G) A Sabedoria e os Dois Caminhos da Vida (4.14-19)
H) A Tentação e Loucura da Impureza Sexual (5.1-14)
I) Exortação à Fidelidade Conjugal (5.15-23)
J) Evite Ser Fiador, Preguiçoso e Enganador (6.1-19)
K) A Loucura Inominável da Impureza Sexual a Qualquer Pretexto (6.20-7.27)

L) O Convite da Sabedoria (8.1-36)
M) Contraste entre a Sabedoria e a Insensatez (9.1-18)

III. A Compilação Principal dos Provérbios de Salomão (10.1-22.16)
A) Provérbios Contrastantes sobre o Justo e o Ímpio (10.1-15.33)
B) Provérbios de Incentivo à Vida de Retidão (16.1-22.16)

IV. Outros Provérbios dos Sábios (22.17-24.34)

V. Provérbios de Salomão Registrados pelos homens de Ezequias (25.1-29.27)
A) Provérbios sobre Vários Tipos de Pessoas (25.1-26.28)
B) Provérbios sobre Vários Tipos de Procedimentos (27.1-29.27)
VI. Palavras Finais de Sabedoria (30.1-31.31)
A) De Agur (30.1-33)
B) De Lemuel (31.1-9)
C) Acerca da Esposa sábia (31.10-31)
Texto extraído da “Bíblia de Estudo Pentecostal”, editada pela CPAD.

INTRODUÇÃO

PALAVRA-CHAVE – ADULTÉRIO: Violação, transgressão da regra de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial.

O advento das mídias eletrônicas, e de forma mais específica as redes sociais, facilitou muito para a possibilidade de alguém vir a ter um "caso" extraconjugal. As estatísticas demonstram essa triste realidade. A cada dia, cresce o número de lares desfeitos e, juntamente com este fenômeno, as consequências nefastas para a sociedade. E as igrejas? Estas também têm sofrido o efeito de tais males.
Apesar de a infidelidade conjugal ser uma prática pecaminosa antiga, é preciso entender que a sexualidade é algo intrínseco ao ser humano. Logo, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher desde sempre. O problema está na forma de expressão do desejo e em como é satisfeito. Segundo o entendimento mundano, não há regras para o homem e a mulher viverem a sua sexualidade. No entanto, as Escrituras demarcam um limite bem preciso: o casamento legitimamente instituído por Deus. Aqui, encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para orientar-nos contra as ilusões e as artimanhas do adultério.

I. CONSELHOS SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA

1. Uma dádiva divina. Boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito à sexualidade humana. Ele dedicou quase três capítulos do livro de Provérbios para falar sobre o sexo e seus desvios (Pv 5.1-23;6.20-357.1-27). Nesses provérbios, há dezenas de máximas que nos ensinam muito sobre como estabelecer o parâmetro de um relacionamento saudável.
Quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal, o sábio advertiu: "Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas as suas carreiras" (Pv 5.21). Isto é, Deus considera os caminhos do homem e a forma deste conduzir até mesmo a sua sexualidade, pois se trata de uma criação divina e como tal é uma dádiva do Criador à humanidade. Se o Senhor "aplana todas as nossas carreiras", demonstrando cuidado pelo exercício correto da sexualidade, concluímos não ser o sexo algo mau ou maligno, mas algo honroso e nobre (Hb 13.41 Pe 3.7).

2. Uma predisposição humana. Ao iniciar a sua coletânea de conselhos sobre como evitar os laços do adultério, Salomão chama a atenção do seu "filho" para que ouças os seus conselhos e aja em conformidade com estes (Pv 5.1,2). O texto hebraico de Provérbios, nesse versículo, apresenta a palavra ben traduzida em nossas Bíblias como "filho". O mesmo termo ocorre também nas advertências contra o adultério em Provérbios 6.20 e 7.1. A palavra ben pode se referir tanto a um filho biológico quanto a um discípulo. Em todos os casos, a admoestação é dirigida a um ser humano que, como todos nós, está sujeito à tentação! Portanto, a fim de vivermos o gozo da nossa sexualidade nos parâmetros estabelecidos pelo Criador, que é o casamento, ouçamos o conselho do sábio. O sexo, portanto, foi criado por Deus para ser praticado entre um homem e uma mulher, mas somente no casamento. Antes do casamento e fora do casamento é pecado.

II. AS CAUSAS DA INFIDELIDADE

1. Concupiscência.Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de "filho meu". Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos!  Por isso, o sábio aconselha: "Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos" (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).

2. Carências.Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve ser a vida íntima do casal. A frase "bebe a água da tua própria cisterna" mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso, assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em muitas famílias.

III. AS CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE

1. Perda da comunhão familiar.Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da família. O sábio avisa que o "seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios" (Pv 5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: "Deus perdoa quem cometeu tal ato?" Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências ficam (Pv 5.9-14).
2. Perda da comunhão com Deus. É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia desse fato e por isso advertiu: "Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno" (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e esta designa o mundo dos mortos. De fato a expressão "ali estão os mortos", no hebraico, significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1 Co 6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).

IV. CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE

1. Sexo com intimidade. A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo;  e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?" (Pv 5.18-20).
Há maridos que não demonstram o mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem às expectativas do cônjuge.
2. Apego à Palavra de Deus e à disciplina. Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.

CONCLUSÃO

A fidelidade conjugal é o que Deus idealizou aos seus filhos. Sabemos que a tentação é uma realidade, que vem acompanhada da natureza adâmica que herdamos, e ambas pressionam-nos a desprezar o santo  ideal da fidelidade. Todavia, o Senhor deixou-nos a sua Palavra com dezenas de conselhos, a fim de prevenir-nos quanto ao abismo chamado adultério.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI


Subsídio Vida Cristã
"Sexo promove comunhão
A Bíblia afirma que ser dois é melhor do que ser um, e que onde estiverem dois ou três reunidos, Deus ali estaria (Ec 4.9-12Mt 18.20). E em 1 Pedro lemos que quando um casal precisa coabitar (verbo que significa relacionar-se sexualmente) com entendimento para que as suas orações sejam respondidas. Ora, isto significa que sexo tem a ver com vida espiritual, e que o casal, sendo dois, têm a possibilidade de serem mais fortes quando unidos, além da promessa da presença de Deus com eles no cotidiano da vida e na oração conjunta.
Não tenho medo de afirmar que muitos casais estão com problemas pessoais, financeiros, profissionais, de saúde, e até ministeriais, porque não estão se entendendo na vida sexual. Por mais que orem suas orações estão impedidas [...]. Outros há que até se acertam na cama, mas vivem às turras e perdem a bênção de Deus pois se magoam mutuamente. Sem falar em casais que não oram juntos, que não fazem cultos domésticos, e que não dividem o sacerdócio do lar. Estes perdem a chance de serem dois, e de vivenciarem uma vida conjugal, profissional, financeira, familiar, ministerial e sexual prazerosa e sadia" (CRUZ, Elaine. Sócios, Amigos & Amados:Os Três Pilares do Casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.241).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII


Subsídio Vida Cristã
"FUGIRÁS DA TENTAÇÃO - ON LINE E DE OUTRAS FORMAS

CORRA DA TENTAÇÃO

O Antigo Testamento não é o único que trata do assunto 'fugir da tentação sexual'. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo chama nossos corpos de templos do Espírito Santo. Qualquer outro pecado, ele diz, cometemos contra Deus, mas a imoralidade sexual é um pecado tanto contra Deus quanto contra nossos próprios corpos. O povo de Corinto conhecia bem a imoralidade sexual; muitos juntavam-se a ela em vez de fugir dela. Mas Paulo os instruiu a fugir (1 Co 16.18).
O apóstolo repetiu essa ordem ao jovem pastor chamado Timóteo. Como a maioria dos jovens, Timóteo lutava com os desejos. Então Paulo instruiu a seu jovem amigo a 'fugir das paixões da mocidade' (2 Tm 2.22). Essa instrução reporta-se não apenas a maridos e esposas, mas também àqueles que estão para se casar. A Bíblia ensina que nossos corpos são presentes reservados para nossos futuros cônjuges. Que presente de casamento maravilhoso para se trazer ao seu próprio casamento!
A Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, nunca nos encoraja a tentar enfrentar a tentação sexual. Mas insiste em que saiamos completamente do caminho dela.

TRATE A TENTAÇÃO SEXUAL COMO UMA DOENÇA MORTAL

Imagine que você tenha ouvido a respeito de um surto de uma doença mortal em uma área remota. Apenas profissionais médicos treinados ousaram viajar até a área onde houve o surto, e você ficou sabendo que se contrair a doença provavelmente morrerá. Você também sabe que apenas aqueles que viajam para o local da epidemia estão vulneráveis à doença.
Seria um ato de bravura ou de plena estupidez viajar até a área afetada apenas para provar quão 'resistente' à bactéria mortal você é? Nenhuma pessoa em sã consciência se poria em tamanho perigo sem uma boa razão. Mas é exatamente isso que muitos cristãos fazem em relação à tentação sexual. Antes e depois do casamento, dedicam-se a ela, flertam com ela e entretêm-se com ela - acreditando que no último instante serão capazes de pisar nos freios e evitar a colisão.
Isso não funciona desse jeito. Deus nos conhece. Ele nos criou, então sabe o quanto a tentação sexual pode arrastar seus filhos. É por isso que Ele nos instrui a fugir. Se tratássemos a tentação sexual como uma doença mortal e altamente contagiosa, entenderíamos melhor e obedeceríamos à admoestação da Bíblia a fugir" (YOUNG, ED. Os Dez Mandamentos do Casamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp.123-24)

1º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Natalino das Neves ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


2º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O AD Londrina ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


3º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Caramuru ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


4º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor Fábio Segantin ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


5º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O pastor da CPAD ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


6º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O AD Linhares ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.


7º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O TV Escola Dominical ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.

  
8º Vídeo Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O EBD Fora da Caixa ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.



Vídeo Extra Pré-Aula - Dicas da CPAD para que o professor possa dar uma boa aula: O Pastor Josue Gonçalves ajuda você na preparação da sua aula de Escola Dominical.



PORTAL ESCOLA DOMINICAL
4º Trimestre de 2013 - CPAD
SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSA: A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentários da revista da CPAD: Pr. José Gonçalves
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
ESBOÇO Nº 2

LIÇÃO Nº 2 – ADVERTÊNCIAS CONTRA O ADULTÉRIO

A sabedoria divina leva o homem a ser um cônjuge fiel.

INTRODUÇÃO

- Na continuidade do estudo de temas sobre o livro de Provérbios, veremos o que o proverbista fala a respeito do adultério, da fidelidade conjugal.

- A sabedoria divina leva o homem a ser um cônjuge fiel, a respeitar a instituição do casamento.

I – A FAMÍLIA E O CASAMENTO

- Dando continuidade ao estudo de temas no livro de Provérbios, estudaremos hoje o que o proverbista fala a respeito do adultério, da infidelidade conjugal.

- O pastor presbiteriano Daniel Santos Jr., especialista no livro de Provérbios, afirma que um dos temas mais recorrentes do livro é a questão da promiscuidade, da imoralidade sexual, que é duramente combatida pelo proverbista (como se vê no vídeo “O perfil do ‘Filho meu’ em Provérbios – Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=0sWiEVKsC58 Acesso em 27 ago. 2013).

- Vê-se, portanto, que, como o livro de Provérbios foi escrito como sendo um “guia da sabedoria” aos seres humanos, um ensino divino a respeito de como devemos conviver sobre a face da Terra de modo a agradar a Deus e a alcançar a eternidade, um dos pontos principais desta convivência é a moralidade, o respeito aos ditames estabelecidos por Deus com relação ao sexo e, por conseguinte, à família.

- Sim, quando falamos em comportamento sexual, em moralidade sexual, é inegável que estamos a falar de família, porquanto é a família o lugar onde se tem o regramento do sexo e, mais, a própria determinação para a sua realização e consequente perpetuação da espécie humana.

- Ao criar a família, o Senhor estabeleceu que nela se deveria efetuar um dos propósitos que Deus estabeleceu para o homem, que era a multiplicação da espécie (Gn.1:28), multiplicação esta que se faria a partir da reprodução entre um homem e uma mulher, já que quis o Criador que o homem fosse um ser sexuado, macho e fêmea (Gn.1:27).

- A propósito, o ser humano é o único ser moral que é também sexuado, pois os demais seres morais, Deus e os anjos, são seres assexuados (Mt.22:30). A moralidade sexual, portanto, é uma peculiaridade da humanidade, algo que a distingue dos demais seres, motivo pelo qual totalmente desarrazoado o comportamento em nossos dias de querer “provar” a “naturalidade” de certas condutas, como o “homossexualismo”, a partir do estudo de outras espécies animais, como alguns têm feito.

- A família, para poder cumprir este propósito de multiplicação, exige a união entre um homem e uma mulher, que foi exatamente o que Deus estabeleceu, ao determinar que toda família se iniciasse pelo casamento, este máximo compromisso entre homem e mulher, que estabelecem uma comunhão de vida (Gn.2:24).

- O casamento, portanto, é, precisamente, este gesto pelo qual um homem e uma mulher, deixando os seus pais, resolvem estabelecer uma comunhão de vida, a fim de cumprir o propósito estabelecido pelo Senhor ao ser humano. Estabelece-se, assim, uma aliança entre o homem e a mulher e entre ambos e Deus, a fim de que, por meio desta comunhão de vida, seja cumprido o que Deus exige de cada ser humano sobre a face da Terra. É, por isso, que Salomão denominará esta situação de “cordão de três dobras” (Ec.4:12) e que Malaquias indicará que, em todo casamento, Deus Se faz testemunha do concerto feito entre os cônjuges (Ml.2:14).

- O casamento, portanto, apresenta-se como uma comunhão que homem e mulher estabelecem entre si, na presença de Deus, para cumprirem o propósito estatuído pelo Senhor à humanidade, comunhão esta que estabelece uma aliança, onde um dos aspectos mais relevantes é a fidelidade.

- Esta comunhão que homem e mulher estabelecem não é apenas para a multiplicação, mas, em primeiro lugar, para a frutificação, que é o primeiro dos cinco propósitos estabelecidos à humanidade pelo Senhor (Gn.1:28).

- A frutificação mencionada no texto bíblico não se confunde com a multiplicação que se segue, senão teríamos uma inexplicável redundância no texto. Quando o Senhor fala que homem e mulher, devidamente abençoados pelo Senhor após se terem unido em casamento, devem “frutificar”, está a exigir deles a produção do que o apóstolo Paulo denominará de “fruto do Espírito” (Gl.5:22).

- O homem, criado para ser a coroa da criação terrena (Sl.8:5), deveria, nesta mesma Terra, produzir frutos de justiça (Fp.1:11), a fim de que o Senhor fosse glorificado pela sua mais perfeita criação sobre a face da Terra. Não é por outro motivo, aliás, que Jesus, ao vir restaurar a humanidade, disse que havia vindo e escolhido os Seus discípulos para que dessem fruto e fruto permanente (Jo.15:16).

- Para que possa produzir fruto, é indispensável que o ser humano esteja em comunhão com Deus (Jo.15:1,2), ou seja, que esteja separado do pecado, que é o que faz divisão entre Deus e os homens (Is.59:2).

- Destarte, para que se tenha a frutificação, faz-se mister que o casal esteja não só em comunhão entre si, mas também em comunhão com Deus. Esta dupla comunhão, necessária para que se tenha o cumprimento dos propósitos estabelecidos pelo Senhor à humanidade, exige, portanto, fidelidade do homem a Deus, a sua obediência aos preceitos estatuídos pelo Criador, fidelidade que também deve se refletir na vida conjugal.

- É por isso mesmo que as Escrituras Sagradas põem o casamento como uma figura, um símbolo, um sinal da própria comunhão que existe entre o homem e Deus. Assim, a aliança existente entre Deus e Israel é comparada ao casamento (Ez.23; Os.2:2,16), bem como a aliança entre Cristo e a Igreja (Ef.5:22-33).

- A mesma fidelidade que se exige no relacionamento entre Deus e o ser humano (Gn.2:16,17; 9:2-7; Ex.5:5-8; Dt.28; Mc.16:16) é igualmente necessária no relacionamento entre marido e mulher, vez que estão em comunhão de vida, devendo, assim, refletir no seu relacionamento a mesma unidade que se requer entre Deus e o homem (Jo.17:21).

- Por isso, o casamento foi instituído como uma união entre um homem e uma mulher, ou seja, uma união monogâmica (Gn.2:24; Mt.19:5; Ef.5:33) e que dure até a morte (Gn.2:24; Mt.19:6; Rm.7:1,2).

II – A SABEDORIA LIVRA DA MULHER ESTRANHA

- É, portanto, dentro desta perspectiva instituída por Deus para a família e para o seu ato fundante, que é o casamento, que o proverbista falará a respeito da fidelidade conjugal.

- Conforme já se disse, o livro de Provérbios, em mais de uma passagem, mostra a preocupação de seu autor para com a manutenção da fidelidade conjugal e dos princípios divinos estatuídos por Deus para a vida familiar, porquanto é a família o lugar primeiro onde devemos demonstrar nossa comunhão com Deus e a base de toda a convivência social do ser humano sobre a face da Terra.

- Se o intuito do livro de Provérbios, como nos ensinava o saudoso pastor Severino Pedro da Silva, é nos ensinar a nos relacionar com os demais seres humanos sobre a face da Terra, de modo a agradarmos ao Senhor, uma tal convivência tem de começar em casa, na família, este primeiro grupo social a que pertencemos e que se constitui na “célula mater” da sociedade.

- É interessante notar que, como afirma o já mencionado pastor Daniel Santos Jr. (cujo blog pessoal é http://danielsantosjr.com/ ), o próprio livro de Provérbios se apresenta como um “manual de conselhos” que é dado aos filhos pelos pais, pais que, aliás, mostram que além deles mesmos, existe algo superior que lhes pode ensinar, que é a sabedoria, sabedoria esta que, como já dissemos na lição anterior, nada mais é que o próprio Cristo (I Co.1:30).

OBS: “…No livro de Provérbios, Salomão aconselhou o sábio a ouvir e crescer em ciência. Salomão se refere à Sabedoria como tendo morada, como possuindo conhecimento, agindo com discrição, dando autoridade aos reis e governadores; como possuída por Jeová; estando presente no princípio com Jeová, antes da criação; a Sabedoria, como arquiteto, enchia-se de gozo dia após dia; convidava para banquete etc. Ora, considerando que o Verba estava no princípio com Deus e tudo foi feito por Ele, e sendo Ele o Unigênito de Deus, e vendo aqui a Sabedoria mencionada nas mesmas circunstâncias do Verbo, vemos necessariamente nela a Segunda Pessoa da Trindade, o Filho de Deus, Pv cap.8.…” (NYSTRÖM, Samuel. Jesus Cristo, nossa glória. 2.ed., p.40).

- Assim, já na terceira série de conselhos dados ao “filho meu”, no capítulo 2 de Provérbios, já temos a menção à questão da pureza sexual, da necessidade de termos uma vida moral regrada segundo a sabedoria.

- Os dedicados pais avisam ao “seu filho” que buscasse a sabedoria do Senhor (Pv.3:6), sabedoria que o faria entender a justiça, o juízo, a equidade e todas as boas veredas (Pv.3:9), a fim de o livrar da mulher estranha e da estrangeira, da que lisonjeia com as suas palavras (Pv.2:16).

- A primeira observação que se faz, portanto, com relação à pureza sexual, é que um dos perigos existentes é a “mulher estranha”, a “mulher estrangeira”, ou seja, a pessoa que não pertence à mesma nação, à mesma linhagem, à mesma origem.

- Cumpre observar, por primeiro, que a utilização da palavra “mulher” não significa que se está apenas a considerar que o sexo feminino seja capaz de fomentar a impureza. Aqui, como se está a dirigir ao “filho meu”, utiliza-se a palavra “mulher” precisamente para se dar a entender que se trata de considerações a respeito da formação de família, que se dá necessariamente entre um homem e uma mulher, mais uma demonstração de que as chamadas “uniões de pessoa do mesmo sexo” são uma aberração, que está além de qualquer consideração por parte de quem queira servir ao Senhor, de que a natureza das coisas impõe a heterossexualidade na formação de famílias.

- A sabedoria livra-nos da “mulher estranha”, da “mulher estrangeira” (Pv.2:16). A sabedoria vinda da parte de Deus ensina-nos que somente devemos assumir compromisso de formação de família com quem for da mesma nação, com uma “mulher nacional”, ou seja, com quem pertença a esta “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes d’Aquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (I Pe.2:9).

- A sabedoria leva-nos, assim, a evitar o “jugo desigual”, a criação de um convívio de comunhão de vida com alguém que não seja salvo, que não esteja pertencendo ao corpo de Cristo, o que, naturalmente inclui aqueles que, embora se digam cristãos, não o são autenticamente.

- Somente podemos estabelecer uma aliança de comunhão de vida, um casamento com quem tenha sido igualmente escolhido pelo Senhor Jesus para frutificar permanentemente neste mundo, com quem tenha sido lavado no sangue de Cristo e, com isso, se tornado rei e sacerdote (Ap.1:5,6), que tenha se separado do pecado, que tenha sido comprado pelo Senhor e, assim, esteja servindo a Deus com espírito, alma e corpo (I Co.6:20; I Ts.5:23) e que esteja, neste mundo, dando bom testemunho e evangelizando.

- A “mulher estranha”, a “mulher estrangeira” não tem qualquer destes requisitos. Não pertence ao povo de Deus, não tem qualquer compromisso com o Senhor e, por isso, está voltada unicamente aos prazeres da carne, pois não anda segundo o espírito, mas, sim, segundo a carne, jamais podendo agradar ao Senhor (Rm.8:7,8).

- Tanto assim é que a “mulher estranha” tem como atividade principal “lisonjear com suas palavras” (Pv.2:16) aquele com quem pretende pecar. Sua tática é, precisamente, o de fazer prevalecer o “ego” do pretenso parceiro, envaidecê-lo, fazê-lo dar voz ao “eu” em detrimento da voz do Senhor, pois isto é propriamente a ação de quem anda segundo a carne.

- A ação da carne sobre nós busca, quase sempre, fazer com que deixemos de lado aquilo que nos é ensinado por parte do Senhor e dar vazão a nossos próprios sentimentos e argumentos, ou seja, trata-se de uma artimanha pela qual deixamos de atender ao que manda o espírito, que está em comunhão com o Espírito Santo, para deixar “descer da cruz” o “velho homem”, a natureza pecaminosa que, embora “crucificada com Cristo” (Gl.2:20; Cl.2:14), ainda não foi retirada de nosso interior, o que somente ocorrerá na glorificação (I Co.15:50-54).

- A “mulher estranha” é guiada pela carne, é inimiga de Deus e, portanto, da sabedoria, tanto que “deixou o guia da sua mocidade e se esqueceu do concerto do seu Deus” (Pv.2:17). Aqui temos uma explicitação daquilo que já dissemos supra, ou seja, de que a infidelidade conjugal é mera decorrência da infidelidade para com Deus.

- A “mulher estranha”, diz a Nova Tradução na Linguagem de Hoje, “esquece os votos sagrados do casamento e é infiel ao marido”, ou, na Tradução Brasileira, “abandona o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus”. A King James Atualizada em português denomina esta mulher como aquela que “abandona aquele que desde a juventude foi seu companheiro dedicado, ignorando a aliança que pactuou diante de Deus”.

- Temos, portanto, que uma característica de quem não pertence ao povo de Deus é, precisamente, o de não respeitar o casamento, de não venerar o matrimônio, como exigido dos servos do Senhor (Hb.13:4), partindo, então, em direção ao adultério, que nada mais é que a infidelidade conjugal, a prática sexual de uma pessoa casada com quem não é seu cônjuge.

OBS: “Isto é, a mulher do próximo. Esta primeira parte dos Provérbios, a mais recente em sua redação, sempre adverte contra o adultério (2,16-19; 5,2-23; 6-24-7,27). O adultério aí é igualado (2,17) à ruptura da aliança com Deus (cf. também 5,15+); conduz ao Xeol (2,18;5,5-6; 7,26-27). Nesses textos, somente uma vez se faz alusão à prostituição (6m26), que os antigos provérbios igualam ao adultério (cf.23,27; 29,3; 31,3), com a advertência comum de que corrompe os reis e enfraquece os guerreiros.” (BÍBLIA DE JERUSALÉM, nota a, p.1024).

- A prática do adultério é consequência de quem não tem mais qualquer compromisso com Deus. É a demonstração de uma vida descompromissada com o Senhor, pois somente quem quebra a sua aliança com Deus é capaz de, também, quebrar a sua aliança com o seu cônjuge.

- Assim, não é surpresa que o terceiro mandamento voltado para a nossa convivência com o próximo, o sexto mandamento, seja, precisamente, “não adulterarás” (Ex.20:14), porquanto revela que, depois de se ter estabelecido a necessidade de honra aos pais (Ex.20:12) e de respeito à vida do próximo (Ex.20:13), o próximo passo é o de respeitar a aliança firmada com aquele com quem assumimos o compromisso de ter comunhão de vida sobre a face da Terra. Todos estes três mandamentos decorrem de estarmos a ter um relacionamento fiel com o Senhor, que representa os quatro primeiros mandamentos do Decálogo (“não terás outros deuses diante de Mim”, “não farás imagem de escultura”, “não tomarás o nome do Senhor em vão”, “não trabalharás no sábado” – Ex:20:1-11).

- A “mulher estranha” é, portanto, uma adúltera, alguém que, desprezando completamente a aliança que fez com seu marido, corre atrás de uma aventura, de um novo parceiro sexual. Age, assim, da mesma forma que os sacerdotes que, nos dias do profeta Malaquias, também deixavam a “mulher da sua mocidade” em busca de novos relacionamentos (Ml.2:14).

- O adultério, diz o proverbista, tem como resultado a morte. A casa da “mulher estranha” inclina-se para a morte e as suas veredas para os mortos (Pv.2:18), pois ela se deixa guiar pela carne e a “inclinação da carne é morte” (Rm.8:6). Portanto, não nos iludamos: quem abre brecha em sua vida para o adultério, como, lamentavelmente, tem acontecido muito entre os que cristãos se dizem ser, está caminhando para a morte eterna. Tomemos cuidado!

- Diz o proverbista que todos os que se dirigem a estas veredas, não voltarão e não atinarão com as veredas da vida (Pv.2:18). Alguns procuram aqui uma base bíblica para dizer que o adultério é um pecado imperdoável, pois se estaria a dizer que quem adulterar não poderá voltar ao caminho da vida, ou seja, não alcançaria o perdão do Senhor.

- Por primeiro, embora o texto realmente indique esta impossibilidade de retorno ao caminho da vida, não se pode aqui fazer uma interpretação isolada, tirando o texto tanto do contexto em que foi escrito quanto do restante das Escrituras, sob pena de criarmos um “pretexto”.

- Temos de verificar que o texto é poético, ou seja, não pode ser admitido literalmente, tanto que se está a dizer que aquele que vai ao encontro desta “mulher estranha”, vai para “as veredas dos mortos”, ou seja, dos que habitam as “sombras”, dos que estão no “além”, o que, à evidência, não pode ser entendido literalmente.

- O que o texto está a dizer que quem aceita comunhão com a “mulher estranha”, quem se adapta ao seu “modus vivendi”, também perderá a aliança com Deus e, portanto, em se mantendo assim, não terá como obter a vida eterna. A perspectiva não é a de que o pecado não tem perdão, mas que a assunção de uma maneira de viver igual a da mulher estranha, sem arrependimento, conduzirá à perdição.

- Além do mais, não temos como considerar que o texto diga que o adultério é imperdoável, se temos exemplo bíblico de pessoa que adulterou e obteve o perdão de Deus, como foi o caso do rei Davi.

- De qualquer modo, o texto indica a seriedade da questão relativa ao adultério e que tal atitude põe em grave risco a salvação de nossas almas. Pensemos nisto, notadamente num mundo tão corrompido do ponto-de-vista moral como é o que estamos a viver.

III – AS NEFASTAS CONSEQUÊNCIAS DE SER ATRAÍDO PELA MULHER ESTRANHA

- Após ter mostrado que a sabedoria livra da mulher estranha, o proverbista, também em forma de conselho paternal, torna ao assunto na décima série de conselhos ao “filho meu”, o que cobre todo o capítulo 5 de Provérbios.

- Nesta nova abordagem do tema do adultério, o proverbista começa indicando que o adultério proporciona, sim, um grande prazer. O autor é enfático ao dizer que “os lábios da mulher estranha destilam favos de mel e o seu paladar é mais macio do que o azeite” (Pv.5:3).

- É inegável que o adultério está vinculado ao prazer, à obtenção de sensações que satisfaçam a concupiscência da carne, os instintos que se encontram sem controle por parte de alguém. Tem-se no adultério uma fórmula para saciar o “apetite desordenado”, para se satisfazer aquilo que não se consegue controlar.

- Nos dias em que vivemos, então, isto acaba sendo até um imperativo, um mandamento para aqueles que não servem a Deus. Vivemos uma época em que predomina o “hedonismo”, ou seja, a busca do prazer a qualquer custo, que, unido ao individualismo e ao egoísmo, leva os homens a quererem satisfazer suas necessidades, suas fantasias e seus caprichos independentemente de qualquer controle, limite ou regra.

- Em dias assim, é evidente que o adultério se apresenta como algo que é visto com normalidade e, pior ainda, algo até necessário, a fim de que se possa ter satisfação e prazer. Não é por outro motivo que já começa a encontrar cada vez maior número de adeptos o chamado “casamento aberto” em que os cônjuges se liberam a ter aventuras sexuais com terceiros, como forma de “impedir o tédio” e o “desgaste da relação”.

- Num primeiro instante, o adultério provoca, mesmo, esta sensação de prazer e de satisfação. O cônjuge adúltero sente-se alguém com capacidade ainda de sedução, de atração e de quem se sente valorizado em seu “ego”. No entanto, como diz o proverbista, “o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios, os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno” (Pv.5:5).

- O prazer proporcionado pela prática do adultério, voltado à satisfação do “ego”, dos instintos carnais incontrolados, não vale a pena. Em virtude da sua prática, a pessoa acaba perdendo, por primeiro, a comunhão com Deus, passando a caminhar para a morte eterna, já passando a sofrer a morte espiritual.

- Como se isto fosse pouco, o adúltero, também, acaba trazendo para si sórdidas e terríveis consequências, porquanto tal atitude trará a destruição do seu casamento e, por conseguinte, a desintegração familiar, sem falar que sua própria credibilidade diante da sociedade ficará sensivelmente abalada, quando não irremediavelmente comprometida e/ou perdida.

- Tanto assim é que a “mulher estranha” é mostrada como sendo uma pessoa “que não pondera a vereda da vida”, ou seja, uma pessoa inconsequente, que não tem qualquer preocupação com a vida espiritual, que vive única e exclusivamente para as coisas terrenas, para as coisas desta vida (Pv.5:6). Assim, quem passa a praticar o adultério com uma tal pessoa, está também rejeitando toda e qualquer consideração com respeito à vida eterna, o que é altamente preocupante para quem filho de Deus se diz ser.

- Mas, além disso, ou por causa disso, a “mulher estranha” é também apontada como sendo alguém que tem “carreiras variáveis, que não são conhecidas” (Pv.5:6), que a Bíblia de Jerusalém traduz como sendo “trilhos que se extraviam, sem que isto seja percebido”.

- A prática do adultério leva, como disse o texto já estudado no capítulo 2, a uma vida de “cegueira espiritual”, quando não se sabe para onde se está indo, quando não se tem a mínima consciência do que se está a fazer. O adúltero, em nome de um prazer fugaz, começa a “atirar no escuro”, a construir circunstâncias e condições dos quais não tem a mínima noção e que trarão consequências imprevistas e que causarão enorme mal.

- Não podemos nos esquecer, aliás, que o proverbista alude ao fato que o fim do adúltero é “agudo como a espada de dois fios”, ou seja, trará enormes feridas, enormes estragos para a pessoa. A “espada de dois fios”, que corta dos dois lados, faz-nos lembrar a Palavra de Deus, que é assim figurada pelo escritor aos hebreus (Hb.4:12), Palavra esta que julgará a todo ser humano no último dia (Jo.12:48), contexto de julgamento que também se encontra no contexto da carta aos hebreus (Hb.4:13).

- O adultério é julgado diretamente por Deus (Hb.13:4), e isto deve ser algo que nos faça vigiar constantemente para não entrarmos nesta verdadeira “arapuca” satânica, pois se trata de um assunto realmente sério, a ponto de deixar tomar para si o julgamento. Quem entra na senda do adultério não tem a mínima ideia das desastrosas consequências que está a criar para si próprio. Veja-se, aliás, o que ocorreu a Davi por causa de seu adultério com Bateseba.

- O próprio proverbista, ao aconselhar que se deve afastar da mulher estranha, nem sequer se aproximando da porta de sua casa, é claro ao afirmar que uma das consequências do adultério é a perda da honra e a entrega dos anos aos cruéis (Pv.5:9).

- Aquele que adultera perde a sua honra, a sua dignidade. Ao quebrar a aliança com o seu cônjuge, ele perde completamente a sua autoridade moral diante daqueles que o cercam, a começar do cônjuge traído e dos filhos. Sua credibilidade, inclusive, fica abalada na sociedade como um todo, mesmo a sociedade pecaminosa, porque não será mais visto como uma pessoa digna de confiança, pois foi incapaz de cumprir a aliança que assumira com quem estabelecera comunhão de vida.

- Aquele que adultera também entrega a sua vida a pessoas cruéis. O clima de desconfiança criado faz com que não se tenha mais sossego nem tranquilidade, todos terão receio do adúltero e o adúltero, de todos, gerando traumas e dificuldades de relacionamentos que comprometem todos os quadrantes da vida.

- Como se não bastasse isso, o adultério também faz ressaltar os “instintos primitivos” e, não raras vezes, os adultérios geram como “filhotes” homicídios, assassinatos e derramamento de sangue, como demonstram as tristes estatísticas brasileiras a respeito da violência doméstica. Tais fatos apenas corroboram o que dizem as Escrituras Sagradas e comprovam que ela é, verdadeiramente, a Palavra de Deus.

- O adultério, ainda, diz o proverbista, causa o empobrecimento daquele que adultera, pois suas riquezas, suas fazendas vão para estranhos, fazendo com que o fruto de seu trabalho seja desviado para benefícios de outros (Pv.5:10). Ora, quem não sabe que o adultério sempre traz penúria para a vida familiar, já que o cônjuge passa a desviar o fruto do suor do seu rosto para o sustento do romance ilícito? Quem não conhece a história de pessoas que se endividaram e gastaram todas as suas reservas para sustentar amantes? O próprio proverbista mostra que à prostituição segue o desperdício da fazenda (Pv.29:3). Aliás, foi assim que o filho pródigo gastou tudo quanto recebera de seu pai (Lc.16:13).
- Pesquisas têm comprovado, ainda, que, além de o adultério trazer penúria para a família e para o seu praticante, a desintegração familiar decorrente desta atitude também enseja, por si só, uma perda patrimonial. As estatísticas comprovam que todo o casal que se separa empobrece na separação, na cessação da vida em comum.

OBS: “…Fora o custo emocional, o divórcio também empobrece o casal, ao menos num primeiro momento. Começa pelas despesas do processo em si – principalmente se a separação não for amigável –, passando pela partilha dos bens, o custo de se manter dois lares e as tentações da nova vida de solteiro.…” (WILTGEN, Júlia. Divórcio deixa casal mais pobre; saiba enfrentar a situação. Exame, 28 maio 2013. Disponível em: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/divorcio-deixa-casal-mais-pobre-saiba-enfrentar-a-situacao Acesso em 27 ago. 2013).

- Mas o proverbista prossegue, dizendo que, além de todo este mal, o adultério ainda proporcionará o “consumo da tua carne e do teu corpo” e com “gemidos ao final” (Pv.5:11). O adultério leva a um final doloroso, onde o corpo certamente padecerá, ou seja, o adultério leva a pessoa também a uma deterioração da saúde, tanto física quanto mental, levando-a a um sofrimento atroz até os derradeiros momentos de sua existência terrena.

- Pessoas que vivem uma vida sexual desregrada estão mais propícias, mesmo, a contrair enfermidades terríveis, como a “aids” e tantas outras doenças incuráveis e que causam grande sofrimento, sem falar na própria questão emocional e psíquica, diante de todo um mundo destruído à sua volta, não raras vezes com mágoas e ressentimentos de familiares que jamais se conseguem superar.

- Dentre estes males que acompanharão o adúltero até a morte, está o chamado “peso da consciência”, que é bem explicitado pelo proverbista em Pv.5:12-14, uma terrível sensação de remorso que causará enormes dores na alma e que não poderá ter qualquer reversão. Quantos males causa o adultério! Que possamos fugir deste laço demoníaco para que não sejamos acometidos deles!

- Por isso, o proverbista diz com toda proficência: “E por que, filho meu, andarias atraído pela estranha, e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv.5:20).

IV – A VIGILÂNCIA CONTRA O ASSÉDIO DA MULHER ESTRANHA

- O proverbista volta a tocar no assunto do adultério na décima quinta série de conselhos ao “filho meu”, agora no capítulo 7, a última série desta parte chamada introdutória do livro de Provérbios, que abrange os nove primeiros capítulos deste livro.
- Aqui o proverbista pede que o “seu filho” guardasse as suas palavras e chamasse a sabedoria de “sua irmã” (Pv.7:4), pois só assim ele seria guardado da “mulher alheia, da mulher estranha, que lisonjeia com as suas palavras” (Pv.7:5).

- Temos aqui, portanto, a mesma figura a que o proverbista já havia aludido no capítulo 2, mostrando, uma vez mais, que, para Deus, cada homem tem de ter a sua própria mulher, e cada mulher o seu próprio marido (Ef.5:33).

- A “mulher estranha” aqui é chamada de “mulher alheia”, ou seja, “mulher de outro”, a indicar que, no casamento, não podemos ter intimidade nem comunhão com pessoa alguma a não ser o nosso cônjuge.

- Isto é importante observar, porque muitos, nos dias de hoje, acham que a comunhão a que alude o texto bíblico é apenas o relacionamento íntimo, a conjunção carnal, o sexo genital, quando, na verdade, está-se a falar de uma comunhão de vida que abrange todos os aspectos da vida, até porque a sexualidade não se reduz à genitalidade.

- A “mulher alheia” é o cônjuge do outro, é alguém que está destinado para alguém que não é a pessoa que já se casou, que já tem a sua própria mulher, o seu próprio marido. Por isso, não se pode estabelecer “comunhão de vida” com pessoa que não seja nosso cônjuge. Não podemos ter “confidentes”, “companheiros de desabafo”, “guardadores de segredos” entre pessoas que não sejam nossos cônjuges. Somente ao nosso cônjuge devemos “abrir nossos corações”; somente ao nosso cônjuge, devemos ter plena e irrestrita intimidade.

- Nesta nova advertência contra o adultério, o proverbista se utilizará de um novo método didático. Ele trará uma ilustração, um caso que ele mesmo disse ter visto “da janela de sua casa”, para mostrar a necessidade de se evitar a conduta do adultério.

- Diz o proverbista que, estando na janela de sua casa, viu um “simples”, um “falto de juízo”, um jovem que passava pela rua junto à esquina da mulher estranha, jovem que seguia o caminho de sua casa, no crepúsculo, à tarde do dia, na escuridão e trevas da noite (Pv.7:7-9).

- Como o proverbista, da janela de sua casa, poderia saber que aquele jovem era “falto de juízo, simples”? (lembrando que “simples”, no livro de Provérbios, tem o sentido de “louco”, “sem juízo”, “sem sabedoria”, “tolo”). Era um seu conhecido? Não, não parece ser um conhecido do proverbista, que a ele se refere de modo vago e incerto. Como, então, poderia julgá-lo ser um “simples”?

- O proverbista verificou que aquele mancebo era “falto de juízo” por causa de seu comportamento. Por primeiro, o jovem passava na esquina da casa da mulher estranha, cujas más qualidades já eram de todo conhecidas ou, pelo menos, eram evidentes, já que o próprio proverbista mostra a sua conduta de mulher imoral, vez que portava “enfeites de prostituta” (Pv.7:10) e “seus pés não paravam em casa” (Pv.7:11).

- Tratava-se de alguém que não vivia com prudência, que não receou se aproximar de uma situação embaraçosa, que não fez caso de se aproximar do mal. O próprio proverbista já dissera, antes, que se deve evitar de se aproximar da porta da casa da mulher estranha (Pv.5:8).

- Muitos, na atualidade, se conduzem da mesma maneira. Não se afastam de situações embaraçosas e que podem levar ao adultério. Mesmo sabendo da licenciosidade de muitas pessoas, de sua má conduta moral, de seu desapreço pela pureza sexual, “brincam com fogo” e acham que jamais irão se queimar. Sejamos como José que, embora tenha enfrentado situação assaz embaraçosa, não a produziu (Pv.39:11) e, por isso mesmo, pôde se livrar dela, ainda que tenha sido levado ao cárcere injustamente.

- Nos dias em que vivemos, precisamos deixar todo o embaraço para que não venhamos a cair nas ciladas da “mulher ou do homem alheios”. Temos de ser cuidadosos e não darmos lugar ao diabo. Vivemos numa sociedade cada vez mais libertina, onde os costumes procuram enxergar “radicalismos” e “fanatismos” em certos cuidados e condutas, mas que o proverbista nos mostra serem atitudes de prudência, que não só nos impedirá de chegar à “esquina da casa da mulher alheia”, como também a nos fazer fugir “da aparência do mal” (I Ts.5:22).

- Mas, além de estar o jovem “falto de juízo” na esquina da casa da mulher alheia, também ali se encaminhou “no crepúsculo, à tarde do dia, na escuridão e trevas da noite” (Pv.7:9), ou seja, num instante em que a iluminação já desaparecia, quando havia pouca luz, quando se estava a predominar as trevas.

- Precisamos, amados irmãos, para nos prevenirmos do adultério, estar sempre como “filhos da luz e filhos do dia” (I Ts.5:5), e, para tanto, como diz o apóstolo Paulo, precisamos vigiar e ser sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação (I Ts.5:8).

- Somente mantendo uma vida espiritual equilibrada, fervorosa, alimentando-nos com a Palavra de Deus, tendo uma vida de oração e de busca do poder de Deus, poderemos nos comportar como “filhos da luz e filhos do dia”, não deixando que “o crepúsculo, a tarde do dia, a escuridão e as trevas da noite” venham a perturbar a nossa visão espiritual e, por causa disso, sejamos enganados pelas astutas ciladas do inimigo.

- Como escapar do adultério, da impureza sexual, se nossas mentes estiverem dominadas pela pornografia e não pela esperança da salvação? Como escapar do adultério, se nossos olhos estiverem a cobiçar os corpos da mulher alheia, em vez de se concentrarem em outras coisas? Como disse o Senhor Jesus: “A candeia do corpo são os olhos, de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mt.6:22,23).

- O mancebo “falto de juízo”, que estava na hora errada, no lugar errado e em condições erradas, não resistiu ao ataque da “mulher alheia”, que dele se aproximou e o beijou, fazendo-lhe a oferta de com ela ir para a sua casa (Pv.7:13-15). Como afirma o pastor e missionário sueco Nils Kastberg (1896-1978): “Lembra-te, amigo, de que o Maligno trabalha, segundo um plano bem preparado, e avançando na hora da tua fraqueza” (Lição 3 – A queda e o arrependimento de Pedro. 20 jan. 1935. Coleção Lições Bíblicas, v.1, p.174).

- Nas lisonjas da “mulher alheia”, vemos quais as armas utilizadas pelo inimigo para atrair as pessoas “faltas de juízo”, já sensivelmente enfraquecidas por terem se envolvido com o embaraço e não se portarem como “filhos da luz e filhos do dia”.

- A primeira delas é a “aproximação”. Como o “falto de juízo” já está “na esquina da casa”, torna-se fácil à “mulher alheia” dele se aproximar. Assim como quando nos aproximamos de Deus, Ele Se aproxima de nós (Tg.4:8), de igual modo quando nos aproximamos do pecado, ele também se aproxima de nós.

- A segunda arma é o “beijo”. A “mulher alheia” se aproximou do mancebo e o beijou. O beijo era cumprimento comum e corriqueiro na cultura hebraica, mas ele foi dado com más intenções, com aspecto sedutor. De igual maneira, a aproximação da “mulher alheia” sempre se dá dentro de “parâmetros culturais aceitáveis e toleráveis”, que não indicam, aparentemente, “nada de mal”, mas cujas intenções são malévolas.

- Muitos têm enveredado pela prática do adultério a partir deste “comportamento normal”, “que não tem nada de mal”, máxime em nossos dias em que a libertinagem e a corrupção normal têm tornado “normais” condutas absolutamente inadmissíveis para quem segue uma vida de santidade. Tomemos cuidado!

- A terceira arma é a impudência, ou seja, a “falta de pudor”. O texto diz que a mulher “esforçou o seu rosto”. Na Bíblia de Jerusalém consta que ela “o agarrou”, enquanto que, na Tradução Brasileira, está escrito que ela possuía uma “cara sem vergonha”, e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz a expressão como “olhar atrevido”, ao passo que a King James Atualizada prefere dizer que o “beijo foi sem pudor”.

- De qualquer sorte, após uma primeira demonstração de comportamento moralmente aceitável, logo se revela a má intenção, a malícia, a falta de pudor, a busca de uma intimidade que somente se pode ter com o cônjuge, o único ambiente onde se tem ausência de pudor (Gn.2:25).

- A aproximação recíproca e a aceitação de uma conduta aparentemente tolerável leva ao início de uma intimidade que não se pode ter, em absoluto, a não ser com o cônjuge. Permitir-se uma situação desta com quem não é seu cônjuge já configura adultério (cfr. Mt.5:28,29). Tomemos cuidado!

- A quarta arma é a aparência de seriedade. A “mulher estranha” mostrou ter cumprido seus votos e efetuado sacrifícios pacíficos, dando, pois, aparência de se tratar de uma pessoa cumpridora de seus deveres, responsável e que sabe bem medir seus atos, embora, conforme já tenhamos dito ao analisar outra passagem deste livro de Provérbios, seja, na verdade, uma pessoa descompromissada com Deus e que não tem a mínima consciência de onde está a andar (Pv.2:17; 5:6).

- Muitos se iludem com a “seriedade” do que convida ao adultério, com a sua “responsabilidade” e “segurança”. Muitos acreditam piamente que o sentimento apresentado pelo adúltero é sincero, sublime e, mais ainda, que tudo será feito sem qualquer perspectiva de descoberta. Ledo engano. Mais cedo ou mais tarde, perceberão que foram usados como mero instrumento de satisfação do outro, que agiram irresponsavelmente e que tudo foi descoberto, trazendo a desonra, a destruição da família e as demais consequências a que já aludimos.

- Quanto ao aspecto “segurança”, a “mulher estranha” é mestra em ofertar-lhe. Ao mancebo falto de juízo, não cessou de dar garantias de que nada aconteceria ao jovem, pois o marido não estava em casa, havia viajado para longe, tinha dia marcado para voltar, dia ainda distante daquela noite (Pv.7:19,20).

- A quinta arma é a oferta do prazer. Já dissemos que o prazer, realmente, comparece como o primeiro elemento de um adultério, a satisfação da concupiscência, o “saciar de amores, a alegria com os amores” de que fala a “mulher estranha” (Pv.7:18), tudo isto dentro de um ambiente sedutor e convidativo (Pv.7:16,17). Todavia, como já se disse, este momento prazeroso traz um sem número de dissabores e tragédias.

- Diante de tanta astúcia, o jovem não resiste, é seduzido pela “mulher estranha” e se comporta como “um boi que vai ao matadouro, como o louco ao castigo das prisões” (Pv.7:22) e, completamente enganado pelo pecado, assim prossegue neste caminho de morte, “até que a flecha lhe atravesse o fígado, como a ave, que se apressa para o laço, e não sabe que ele está ali contra a sua vida” (Pv.7:23). O jovem, assim, é mais um morto pelo inimigo de nossas almas (Pv.7:26).

- O resultado de tudo isto é a morte, diz o proverbista, pois a casa da “mulher estranha”, o lugar da prática do pecado, é “caminhos de sepultura”, “os quais descem às câmaras da morte” (Pv.7:27). Não é à toa que o proverbista chama a “mulher estranha” de “poço estreito” (Pv.23:27).

- Por isso, atentemos para o sábio conselho do proverbista para que não desviemos nosso coração para o caminho do pecado, para o caminho da “mulher estranha” e não venhamos a nos perder nas suas veredas (Pv.7:25), perdendo inclusive a nossa dignidade real como filhos de Deus (cfr. Pv.31:3).

- Que estas palavras do proverbistas calem profundamente em nossos corações e que, assim fazendo, saibamos fugir deste terrível pecado que tantos têm conseguido derrubar em nossos dias. Amém!

2°Subsídio - Texto Básico: Pv 5:1-6

13/10/2013

“Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendita o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5:15,18).




INTRODUÇÃO

No capítulo 5 de Provérbios temos a aplicação da sabedoria ao relacionamento entre homem e mulher. Depois de um apelo inicial a favor da atenção concentrada no ensino (5:1,2), há uma advertência muito forte contra o fascínio do pecado (5:3-6). Em seguida, vem uma admoestação severa para se evitar a infidelidade (5:7-14). A última parte contém um apelo insistente a favor da fidelidade no casamento (5:15-23).

O adultério é a relação sexual entre uma pessoa casada e quem não é seu cônjuge. É grave pecado, que era duramente apenado na lei de Moisés (Lv 20:10; Dt 22:22). Aliás, “não adulterarás” é um dos dez mandamentos (Ex 20:14; Dt 5:18). Atualmente, o mundo vê o adultério como algo normal, natural e até esperado no casamento (recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível). Entretanto, o adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte (Mt 5:27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus (Pv 6:32-35). Com certeza, não há prática que cause tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família, célula-máter da sociedade, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas. O adultério é a figura da infidelidade, da própria perdição na Bíblia, tamanho o mal que representa. A Palavra afirma que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (Hb 13:4).

I – SUBSÍDIOS IMPORTANTES SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA

O sexo é uma atividade inata à natureza humana, estabelecida pelo próprio Deus e, portanto, todo cristão deve ver com naturalidade e sem qualquer preconceito, guiando-se unicamente pela Palavra de Deus como parâmetro de sua conduta relativa ao assunto. Assim, a atração sexual é algo natural e que revela a própria natureza sexuada do ser humano, devendo, porém, o instinto sexual ser dirigido com equilíbrio para que se faça a vontade de Deus que é a de que o sexo seja efetuado no casamento, com o cônjuge, com finalidades bem delimitadas (Cl 3:5,6), a saber:

- A procriação. O sexo é a forma natural pela qual os homens se reproduzem, cumprindo com o princípio ético da procriação (Gn 1:28). Assim, um dos objetivos do sexo é a procriação, mas não é o único, como têm defendido alguns setores religiosos, em especial a Igreja Romana. Fosse a procriação a única finalidade do sexo, não haveria manutenção de relações sexuais entre cônjuges quando um fosse estéril; isto, certamente, não ocorre, como se vê, claramente, em diversas passagens bíblicas.

- O ajustamento do casal. O sexo é uma maneira pela qual se dá o ajustamento do casal, pois é uma das principais expressões do amor conjugal. Com efeito, é através do sexo que um cônjuge se entrega ao outro, que um cônjuge procura agradar ao outro. É uma das expressões pelas quais se traduz a união do casal (“e serão ambos uma carne” – Gn 2:24, parte final). O amor conjugal não se confunde com o sexo, como propala erroneamente o mundo imerso no pecado, mas tem uma de suas expressões no sexo. O sexo praticado no modelo bíblico revela o verdadeiro amor, pois não é egoísta, tanto que diz a Palavra que o corpo do cônjuge está sob o domínio do outro (1Co 7:4). A fase de ajustamento do casal é tão importante que a lei de Moisés dispensava, durante um ano, o homem casado dos seus deveres cívicos, inclusive o de ir à guerra (Dt 24:5).

- A satisfação amorosa do casal. O sexo não é visto apenas com fim de procriação, como alguns defendem erroneamente, sem respaldo bíblico. Em Pv 5:18,19, está escrito que o prazer é algo próprio do sexo e que não é pecado a busca de satisfação entre homem e mulher. O sexo dá prazer de forma natural, de modo que não devemos ter de buscar e sentir satisfação na atividade sexual, pois é algo que lhe é próprio. O que se condena é o abuso, o domínio do homem pelo instinto sexual, de forma egoística e descontrolada, o que não se permite nem mesmo entre casados, pois isto revelará um desequilíbrio, sendo certo que a temperança, o domínio próprio, é uma das qualidades do fruto do Espírito Santo (Gl 5:22), enquanto que a lascívia e a impureza são obras da carne (Gl 5:19). 

Diante deste equilíbrio que deve haver na atividade sexual, medidas como a prática de relações sexuais antinaturais (como o sexo anal, o sexo grupal, o sexo com animais, por exemplo), mesmo feitas entre casados e com mútuo consentimento do casal, são abomináveis perante Deus, pois revelam carnalidade e descontrole do instinto sexual. Também se insere neste contexto a inconveniência de um casal cristão frequentar locais destinados à prática da prostituição e da licenciosidade como motéis, praias de nudismo, “resorts” de “hedonismo” ou coisas similares a estas, bem como de buscar excitação mediante acesso a produtos eróticos ou pornográficos. Embora o sexo entre casados não seja proibido, mas até um dever dos cônjuges, naturalmente os ambientes mencionados são repletos de pecado e destinados ao pecado, não podendo, pois, uma atividade sexual santa se desenvolver em meio a tais cenários. Ler Fp 4:8; 1Co 6:9-11.

II – AS CAUSAS DA INFIDELIDADE

A infidelidade conjugal é um processo maligno que tem início na mente. Em uma sociedade erotizada como a contemporânea, onde as expressões eróticas e pornográficas se tornaram mais explícitas e ousadas, a luta contra a tentação do adultério não é uma batalha individual, mas envolve a participação mútua do casal.

1. Falta de sabedoria. A infidelidade é tida como falta de sabedoria – “O que adultera com uma mulher é falta de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz” (Pv 6:32). Sabemos que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria. Quando se perde a reverência a Deus, a insensatez toma conta do coração do homem. Atualmente, muitos veem a infidelidade conjugal como uma prática normal, porém os princípios de Deus são eternos e imutáveis. Encontramos tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos sérias advertências contra a infidelidade conjugal (Êx 20:14; Dt 5:18; Rm 13:9; Gl 5:19). Como servos de Deus, precisamos estar atentos, pois "os lábios da mulher estranha destilam favos de mel". A princípio, a infidelidade pode parecer doce e prazerosa, mas o seu fim é amargoso como o absinto (Pv 5:4). Com a infidelidade, vem a disfunção familiar. Ela é perigosa, é destrutiva para toda família, para a Igreja do Senhor e para a sociedade de um modo geral.

2. Concupiscências e carências. Não duvido que as causas que contribuem para a infidelidade conjugal são fomentadas dentro do próprio lar. Com o passar dos anos, o esposo e a esposa deixam de cultivar o amor verdadeiro. Aquelas expressões de carinho dos primeiros tempos ficam esquecidas. O afeto vai desaparecendo entre os dois. No entanto, a necessidade de afeto continua a existir em cada um. É a chamada carência afetiva, que leva muitos a se decepcionarem com o casamento.

As lutas do dia-a-dia também tendem a desfazer o clima amoroso entre o casal, se não forem adotadas providências para cultivá-lo. O lar, em muitos casos, passa a ser uma espécie de pensão, na qual o marido é o hóspede número um, a esposa é a dona da pensão, e os filhos, os outros hóspedes costumeiros. Não mais existe o ambiente acolhedor e amigo no qual se respira amor, paz e harmonia. Enquanto isso, fora do lar, os cônjuges, no trabalho, no círculo de amizades, encontram sempre alguém que lhes dê atenção e se interesse (ou finge se interessar) pelos seus problemas.

Então Satanás, que não dorme, entra em ação. Começa a falar ao coração que é hora de experimentar um caso de amor, um romance, mesmo passageiro. O cônjuge, mesmo sendo cristão, diante de tal sedução, entra em conflito consigo mesmo. A mente começa a estampar a crise de afeto que existe no lar, a falta de carinho, a indiferença do outro cônjuge. A consciência bate forte, lembrando a condição de cristão, lavado e remido no sangue de Jesus. Nas primeiras investidas, o servo de Deus pensa, recua, vence. Mas, dia após dia, as coisas se agravam. A voz do Inimigo soa mais forte e sedutora; a concupiscência se aquece. Enfim, vem a queda, o ato, o pecado consumado, a morte espiritual.

Depois, entre desespero e reações evidentes, o coração explode. O lar, que antes estava ruim, fica pior. A culpa não dá paz. Os conflitos aumentam. Só há dois caminhos: abandonar o lar, a esposa, os filhos e viver na nova "pensão" ou continuar enganando a todos (mas não a Deus). Em qualquer caso, todos sofrem. O cônjuge infiel, o cônjuge fiel, os filhos, a família, a igreja. Para evitar esse tipo de contribuição à infidelidade é necessário que o casal se mantenha debaixo da orientação da Palavra de Deus. O esposo, amando sua esposa de todo o coração, como Cristo à Igreja. A esposa, amando o esposo da mesma forma e lhe sendo submissa pelo amor.
Em termos práticos, é necessário cultivar, tratar, regar e cuidar da planta do amor, para que as ervas daninhas da infidelidade não germinem no coração de um dos cônjuges. É bom, que os cristãos casados saibam que a santidade do cristianismo não faz ninguém deixar de ser humano. Nesta vida, precisamos de amor, de alegria, de paz, de carinho, de afeto. O leito conjugal precisa ser bem aproveitado, e a união sexual, legítima entre os casados, deve continuar sendo fator de integração, não apenas física, afetiva, mas também espiritual.

Deus rejeita aquele que é infiel à sua esposa, e o rejeita não aceitando sua adoração, o culto que é feito a Ele. Até as orações não são recebidas por Deus, quando o marido não coabita com sua mulher com entendimento, e vice-versa. Através do profeta Malaquias, o Senhor Deus repreendendo Israel por causa da infidelidade conjugal. Ele dizia que não aceitava mais suas ofertas, o culto que Israel fazia a Ele no Templo –“Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto" (Ml 2:14). É bom refletir antes de agir!

III - AS CONSEQUENCIAS DA INFIDELIDADE

A infidelidade conjugal destrói casamentos e famílias, trazendo grandes prejuízos sociais, econômicos, emocionais e espirituais. O pior de tudo, afasta a pessoa de Deus. Segundo o sábio bíblico, “só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 6:32). Contudo, ainda que alguns tenham ciência das consequências devastadoras desse ato, pouco se faz com o objetivo de evitá-lo, e não são poucos os que “flertam com o inimigo ao lado”. Veja algumas consequências, dentre muitas:

1. Perda da comunhão familiar. A infidelidade conjugal não passa de um instrumento diabólico para a destruição e desagregação da família. A Bíblia diz que o marido deve amar a sua esposa da mesma forma que Cristo ama a Igreja. Ora, o Senhor ama a Igreja com sinceridade, e, sobretudo, com fidelidade. Esta fidelidade é tão grande, que "se formos infiéis, Ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo" (2Tm 2:13).

Quando um cônjuge adultera causa terrível transtorno à sua família: Em primeiro lugar, atinge ao cônjuge; Em segundo lugar, aos demais membros da família, principalmente aos filhos, que ficam confusos e perplexos por saber que o pai ou a mãe foi infiel, traindo a confiança matrimonial e dos filhos. O adultério mina o edifício da família em sua base, que é a confiança do esposo na esposa, e dos filhos nos pais. Em quem confiar, se os líderes traem um ao outro? O resultado dessa quebra de confiança é a tristeza, a decepção e a revolta dos filhos. Muitos, não tendo estrutura espiritual e emocional, enveredam por caminhos perigosos, envolvendo-se com drogas, bebida e prostituição. Quem pratica a infidelidade conjugal está edificando sua casa sobre a areia (Mt 7:26).

2. Perda da comunhão com Deus. O adultério é pecado gravíssimo aos olhos de Deus, o Criador do casamento, do lar e da família. Ele divide a família, afasta o cônjuge da presença de Deus e impede as bênçãos divinas. O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado. Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2Sm 11:27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas consequências. Muitas pessoas passam a vida inteira chorando por uma decisão errada feita apenas num instante. Pagam um alto preço por uma desobediência. Choram amargamente por tomar uma direção errada na vida. Cuidado com o pecado, pois ele pode levar você mais longe do que você quer ir.

3. Morte espiritual. O adultério leva à morte espiritual, às vezes até à morte física. O mais perigoso é a morte eterna, ou seja, o afastamento eterno de Deus; é a pior consequência da infidelidade conjugal. Alguns minutos de prazer ilícito podem levar um homem, ou uma mulher, para o inferno - “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros...herdarão o Reino de Deus” (1Co 6:10). É necessário estar alerta para as ciladas do Inimigo. O sábio Salomão, usado por Deus, exortou e advertiu quanto aos perigos do adultério. Sua palavra era a Palavra de Deus convocando seus filhos à vigilância contra a infidelidade conjugal. Com um realismo extraordinário, o Senhor verberou contra a prática pecaminosa, reconhecendo que "os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite" (Pv 5:3). No início, são "favos de mel", que depois, podem transformar-se em "favos de fel". Pense nisso!

IV – CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE

“No final de sua vida será muito tarde para pedir conselhos. Quando o desejo está aflorado, as pessoas não querem conselhos, querem satisfação. A melhor ocasião para aprender sobre os perigos e a tolice de praticar o sexo ilícito (ou qualquer outra coisa que seja prejudicial) é antes de ser tentado. Será mais fácil resistir à tentação se tal decisão tiver sido tomada previamente. Não espere para ver oque acontece. Prepare-se para a tentação, decidindo agora como agirá quando tiver de enfrentá-la” (Bíblia de Estudo - Aplicação Pessoal). Ler Pv 5:11-13.

Para que possamos enfrentar e vencer as “astutas ciladas do Diabo” (Ef 6:11) contra a fidelidade conjugal, proponho os seguintes conselhos:

1. Orar sempre - “Orai sem cessar” (1Ts 5:17)Orar é tão necessário quanto comer, tomar água, repousar e exercitar o corpo. Orar é o respirar da alma. Se uma pessoa passar mais de três minutos sem respirar, seu cérebro sofrerá lesões que podem ser irreversíveis, e ate morrer. Sem oração, certamente, advirão "lesões" espirituais que podem levar à morte. Ninguém consegue vencer as tentações, os ataques malignos contra a vida, o lar, o ministério, o casamento, sem oração.

O que levou o rei Davi a cometer pecados tão ignominiosos, a ponto de adulterar com a esposa de um soldado do exército que defendia seu reino e sua vida? Pior ainda, o que o levou a perder todo o senso de respeito e consideração pelo general Urias, quando mandou chamá-lo de volta para casa, após usar a esposa do amigo? E vendo que sua artimanha não funcionava, mandou-o de volta à batalha, levando a própria sentença de morte em mãos? Não foi falta de mulheres. Ele, o rei, tinha nada menos que sete mulheres e dez concubinas. O que derrotou Davi foi a falta de oração. Enquanto o exército de Israel lutava, ele passeava no terraço do palácio, ocioso. Deveria, ao levantar-se do repouso merecido, ter ido orar pelo seu povo, pelos soldados, que expunham a sua vida defendendo o reino. Mas não o fez. Não orou. Não vigiou (2Sm 12:7-14). Deixou-se levar pela concupiscência da carne, e da indução do Diabo para cometer atos tão vis, que se tornaram símbolo da falta de honradez e dignidade para um homem que fora chamado de "homem segundo o coração de Deus", na inferência do texto em que Deus reprova Saul, por sua desobediência e promete levantar um sucessor que seria do seu agrado (1Sm 13:14).

Portanto, não há como escapar se não atentarmos para este conselho. Como diz certo ditado cristão: "Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder". É simplista? Pode ser. Mas é real. Jesus mandou vigiar e orar para não cair em tentação (Mt 26:41).

2. Vigiar sempre. Explica muito bem o pastor Elinaldo Renovato quando diz: “Se a oração é o respirar da alma para não morrer, a vigilância são ‘as câmaras de segurança’ em torno da vida cristã. Além de grades de proteção, as pessoas instalam câmeras de segurança e cercas elétricas em torno de suas residências para evitar a ação dos marginais, que vivem à procura de assaltar os bens alheios. Tais aparatos não impedem, mas podem evitar muitas ações de meliantes. Na vida espiritual, a vigilância é indispensável. Sem a vigilância, a oração pode perder seus efeitos benéficos, pois surpresas e ‘ciladas do diabo’ podem ocorrer a qualquer momento, quando menos se espera. Para evitar cair nas garras do Diabo e ser presa da pratica do adultério, é indispensável vigiar sempre”.

3. Honre seu cônjuge – “Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações” (1Pe 3:7). Honrar a esposa, dando-lhe o apreço e o respeito necessário, é fator decisivo para uma vida conjugal ajustada e gratificante. Há esposos que se envergonham de suas esposas. Às vezes, por causa das marcas do tempo em suas mulheres, quando perdem a graça da juventude, há homens que deixam de se interessar por suas esposas; isso é brecha para o Adversário penetrar no relacionamento. O mesmo aplica-se às mulheres. A Bíblia diz que a mulher deve reverenciar seu marido “-Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido” (Ef 5.33).

4. Tenha desvelo pelo casamento. Os dois devem ter certos cuidados; usar sempre sua aliança no ambiente de trabalho; evitar envolvimento emocional com estranhos, e ter coisas que lembrem sua esposa e filhos, como fotos. Evitar envolvimento com pessoas da igreja, que possa causar prejuízo ao ministério e ao casamento. No aconselhamento, no caso de obreiros, ter muito cuidado para não envolver-se com mulheres que estão em dificuldade matrimonial. Vários obreiros já caíram, por não terem vigiado nessa parte.

5. Cuide da parte sexual (1Co 7:3,5). Cuidar dessa parte do matrimônio é importante para o equilíbrio espiritual, emocional e físico do marido e sua esposa. Quando o casal não vive bem nessa parte, o Diabo procura prejudicar o relacionamento, a fim de destruir o casamentoO Inimigo tem trabalhado de modo constante para levar o marido ou a esposa a pecar nessa área. Muitos pastores têm caído na cilada do Inimigo, por isso seus ministérios foram à bancarrota por causa da infidelidade conjugal. Cuidado! “os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite, mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno. Afasta dela o teu caminho e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dê a outros a tua honra, nem os teus anos a cruéis. Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele aplana todas a suas carreiras” (Pv 5:3-5,8,9,15,18,21).

6. Evite o uso da tecnologia a serviço do mal. A televisão é uma invenção extraordinária. Por ela, mensagens edificantes podem chegar a muitas pessoas. Um pregador pode alcançar milhões de telespectadores. Mas, por ela, o Diabo pode entrar nos lares e nas mentes de servos e servas de Deus. Pesquisas mostram que aonde chega o sinal de determinadas emissoras, com a transmissão de novelas, o número de separações de casais aumenta. Certas programações, na TV secular, são fruto do plano do Diabo para destruir a moral, os bons costumes, o lar e o casamento. Por isso, diz a Bíblia: "Não porei coisa má diante de meus olhos" (Sl 101:3). Pior que a TV é a internet, quando usada para o pecado. Muitos casais estão prejudicados em seu casamento, por causa do vício do cônjuge, que se deixa escravizar pelos contatos virtuais ilícitos. Há cristãos viciados em sexo virtual, em pornografia e relacionamentos com pessoas estranhas, o que equivale a adultério, segundo ensino de Jesus (Mt 5:28). Assim, o cristão deve evitar os programas imorais na TV e na internet, as revistas pornográficas, as novelas, cujo enredo é demonismo e sexo explícito, traição, violência, inversão de valores, desrespeito a Deus. Pergunta: Será que Jesus está ao lado de uma irmã, ou irmão, quando está assistindo à novela? Ou quando está diante da internet, acessando sites pornográficos?

7. Fuja dos desejos ilícitos (2Tm 2:22. Pv 3:7; 22:3). Os esposos mais jovens são mais visados pelas tentações do sexo; o Diabo aproveita-se dos problemas do casal para investir na infidelidade. Todavia, os de mais idade não estão imunes a pensamentos pecaminosos. A batalha contra as tentações está na mente, nas emoções, nos sentimentos; é preciso guardar o coração, porque dele procedem as fontes da vida (Pv 4:23); o pensamento deve ser levado cativo (2Co 10:5) e precisamos renovar o nosso entendimento (Rm 12:2).

CONCLUSÃO

Concluindo esta Aula, recomendo atentar ao conselho do apóstolo Paulo no tocante a infidelidade conjugal. Disse ele à igreja de Corinto: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá: porque o templo de Deus, que sois vós, é santo" (1Co 3:16,17). O homem, ou a mulher cristã, deve tomar em consideração esta advertência solene da Bíblia: Se alguém destruir o seu próprio corpo, pelo pecado, Deus o destruirá. Mais clara, ainda, é a exortação, quando lemos o trecho de 1Co 6:18-20: "Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o nosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus e que não sois de vos mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no nosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus". Vemos, então, que a infidelidade conjugal, geralmente tornada em adultério, é considerada o maior pecado contra o corpo. Isto porque o corpo é "templo de Deus", "templo do Espírito Santo”. Havendo o verdadeiro amor, não haverá frieza sexual; haverá interesse, atração de um pelo outro; haverá prazer no ato sexual. É necessário evitar a infidelidade sob qualquer forma ou pretexto. Pense nisso!

Fonte: ebdweb

3°Subsídio - Texto Básico: Pv 5:1-6 – Por Altair Germano


"Bebe a água da tua cisterna e das correntes do teu poço. [...] Seja bendito o teu manancial e alegra-te com a mulher da tua mocidade" (Pv 5.15, 18)

A infidelidade conjugal (adultério), do hebraico na’aph é uma das práticas condenadas nos Dez Mandamentos: “Não adulterarás” (Êx 20.14).

Um caso de infidelidade conjugal no Antigo Testamento bastante conhecido é o de Davi:

E enviou Davi e perguntou por aquela mulher; e disseram: Porventura, não é esta Bate-Seba, filha de Eliã e mulher de Urias, o heteu? Então, enviou Davi mensageiros e a mandou trazer; e, entrando ela a ele, se deitou com ela (e já ela se tinha purificado da sua imundície); então, voltou ela para sua casa. (2 Sm 11.3-4)

As consequências deste episódio foram trágicas, pois culminou na trama da morte do marido de Bate-Seba, Uriaz (2 Sm 11.14-17). Davi pagou um alto preço por isso (2 Sm 12.14-19). Apesar do grande erro cometido, ao assumir seu pecado e demonstrar sincero arrependimento, a graça e a misericórdia de Deus se manifestaram em forma de perdão absoluto (2 Sm 12.13), isentando Davi das consequências legais de sua inflação:

Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. (Lv 20.10)

Em soberania e graça Deus concedeu o seu perdão a Davi. Quem pode contestá-lo? Quem é o legalista que confrontará o Senhor por ministrar em graça o seu perdão?

No Novo Testamento o tema infidelidade conjugal (adultério) é tratado por Jesus:

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela. (Mt 5.27-28)

O termo grego para "adultério" é moicheúseis, e para "cobiçar" epithumesai, que no contexto implica em ansiar, desejar possuir. Jesus foi para além da letra da Lei e dos comportamentos aparentes, enfatizando o “espírito” da Lei e as intenções do coração (homem interior). Conforme A. T. Robertson:

Jesus situa o adultério nos olhos e no coração antes do ato externo. Wunsche (Beitrage) cita duas declarações rabínicas pertinentes ao tema traduzidas por Bruce: “Os olhos e o coração são dois corretores do pecado”. (Comentário Mateus & Marcos: à luz do Novo Testamento Grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 73)

Dessa forma, mais uma vez os legalistas sofreram um duro golpe, pois com certeza, muitos dos que condenavam e apontavam os pecados alheios “concretizados” se viram incluídos no rol de adúlteros.

Outro episódio bastante conhecido no Novo Testamento é o da mulher pega em fragrante adultério:

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais. (Jo 8.3-11)

Mais uma vez a graça é manifesta em forma de atenção, compaixão, perdão e responsabilização. Sim, a graça perdoa, mas responsabiliza: “Vai-te em paz e não peques mais”.

INFIDELIDADE CONJUGAL E PERDÃO

A infidelidade conjugal (adultério) na vida do cristão geralmente é resultado de uma associação de fatores, dentre os quais: Acomodação com a vida espiritual (negligência na vida de oração e falta de vigilância), vida carnal, conflitos no casamento, etc.

A infidelidade promove na vida dos cônjuges e dos familiares dores, frustrações, angústias e tantos outros males (espirituais, sociais, morais e emocionais), podendo inclusive destruir o casamento e a harmonia familiar.

Diante de toda essa realidade é preciso deixar claro que a infidelidade conjugal se enquadra na categoria de pecado, e nesta condição é possível de ser perdoado. Essa possibilidade é geralmente negligenciada por cônjuges que aguardam a mínima (ou máxima) falha do outro, no sentido de ver nisso oportunidade e causa para o divórcio e novo casamento (em algumas situações a ideia já está maquinada em mentes perversas, pervertidas ou sem temor a Deus). Entre os textos que fundamentam a necessidade de perdoar os nossos ofensores destacamos:

Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. (Mt 6.12)

Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. (Mt 18.15)

Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. (Mt 18.33-35)

Temos uma grande dificuldade em aplicar os textos acima no contexto da infidelidade conjugal. Geralmente duas posições extremas são adotadas. A primeira é a legalista, que exige em todos os casos a exposição e a punição eclesiástica pública (mesmo em casos que não ganharam tal dimensão), o castigo severo, a exclusão arbitrária, a impossibilidade do perdão e da reconciliação conjugal. A segunda é extremamente liberal, e trata a infidelidade conjugal de maneira banal, como algo comum, inclusive podendo ser vivenciada e tolerada em nome de uma “graça” que não é a graça bíblica, racionalizando o fato, e usando a liberdade cristã para dar ocasião a carne, privando do Reino de Deus os que assim agem (Gl 5.13, 16-21). É preciso buscar o equilíbrio nos posicionamentos.

Não tenho dúvida alguma que a vontade do Pai celestial nos casos de infidelidade conjugal, onde o arrependimento da parte infiel é notório e verdadeiro, é a liberação do perdão. O próprio Deus foi vitimado pela infidelidade de Israel:

O relacionamento entre Deus e Israel é frequentemente comparado a um contrato matrimonial (e.g. Is 54.5; Jr 3.14; cf. Ef 5.22-32). “Desviando-se do Senhor”, a fim de adorar aos ídolos, Israel foi considerado por Deus como um caso de infidelidade ou prostituição espiritual. O casamento de Oséias deveria ser, portanto, uma lição prática para o infiel Reino do Norte. (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1273)

O perdão do Senhor para com a infidelidade de Israel é descrito da seguinte forma:

E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias. E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR. E acontecerá, naquele dia, que eu responderei, diz o SENHOR, eu responderei aos céus, e estes responderão à terra. E a terra responderá ao trigo, e ao mosto, e ao óleo; e estes responderão a Jezreel. E semeá-la-ei para mim na terra e compadecer-me-ei de Lo-Ruama; e a Lo-Ami direi: Tu és meu povo! E ele dirá: Tu és o meu Deus! (Os 2.19-23)

Algumas palavras quero destacar no texto bíblico acima. São elas: benignidade, misericórdia e fidelidade. Israel sofreu por sua  infidelidade, mas o Senhor retribuiu a infidelidade de Israel com fidelidade, bondade e misericórdia.

Há muitos livros que tratam sobre o tema “perdão”, que mostram os benefícios do mesmo.

Lendo a biografia de Davi, escrita por Charles R. Swindoll, me deparei com a seguinte narrativa que exemplifica bem o que acabamos de colocar:

As palavras de perdão e graça ditas são maravilhosamente terapêuticas para o ofensor, não importa quão pequena ou quão grande seja a ofensa. Expressar nossos sentimentos remove toda a dúvida. Stuart Briscoe escreve:

Há alguns anos, uma mulher muito bem vestida me procurou no escritório, muito aflita. Ela havia aceitado o Senhor alguns dias antes, mas pedira para ver-me porque algo a perturbava. A mulher contou-me uma história desagradável de um caso que estava tendo com um dos amigos do marido. A seguir, ela insistiu que o marido tinha de saber e que eu devia contar-lhe! Essa foi uma experiência nova para mim!

Depois de alguma discussão com a mulher, telefonei para o marido. Quando chegou em meu escritório, contei-lhe o que tinha acontecido. A reação dele foi algo notável e belo de se ver. Voltando-se para a esposa em lágrimas e com medo, ele disse:- Amo você e a perdôo. Vamos começar de novo.

Muitas coisas tiveram de ser esclarecidas e muitas feridas curadas; mas a resposta dele mostrando perdão, por compreender o perdão de Deus, tornou-se a base de uma nova alegria e uma nova vida. (Davi: um homem segundo o coração de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 1998, p. 317)

Por ser, na dimensão humana, o mais íntimo dos relacionamentos (Gn 2.24), o casamento é o que mais sofre com a infidelidade.

Ninguém está livre de cair no pecado de adultério. Nos dias atuais o mal uso as redes sociais, como por exemplo o facebook, tem cooperado para o aumento de casos de infidelidade conjugal. É preciso estar vigilante para não cair neste pecado que tanto males causa à família. Casais que enfrentam crises no casamento precisam buscar o diálogo, ou recorrer a busca por ajuda, pois as crises deixam os cônjuges vulneráveis ao adultério.

Na condição de pastor, já tratei de vários casos envolvendo a infidelidade conjugal, e sempre trabalhei no sentido da manutenção dos casamentos, incentivando o perdão e a restauração dos mesmos. Cada caso é um caso, e implica em uma série de considerações, de acompanhamento, e de muito diálogo, sempre tendo a Bíblia como fundamento no processo do aconselhamento pastoral, buscando acima de tudo a glória de Deus.

Confira a Resenha do Livro que auxiliará na EBD deste 4° Trimestre - Click na Resenha abaixo.

Resenha do Livro - Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso - José Gonçalves

Colaboração para o Site Pecador Confesso.

- Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco
- Presbítero Eudes L Souza
- Ev. Natlino das Neves
- Luciano de Paula Lourenço.

Texto Editado e Postado por Hubner Braz (@PecadorConfesso)


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