TEXTO PRINCIPAL “Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para a...
TEXTO PRINCIPAL
“Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.” (Jr 1.10)
RESUMO DA LIÇÃO
Assim como o profeta Jeremias, temos a missão de anunciar a Palavra de Deus até os confins da Terra.
LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Jr 10.7 O Rei das nações
TERÇA – SL 22.27 Todos os limites da Terra se converterão ao Senhor
QUARTA – GL 3.26-29 Pela fé, somos filhos de Deus e parte do Reino
QUINTA – Jo 20.21 A Grande Comissão
SEXTA – Is 60.1-4 Israel, luz para as nações
SÁBADO – Ap 1.8 O Princípio e o Fim
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. Comentário Bíblico-Teológico do Texto Principal
Jeremias 1.10
“Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.”
1.1 Contexto histórico e teológico
Jeremias é chamado em um período de crise espiritual, política e moral em Judá (final do séc. VII a.C.). O profeta é vocacionado não apenas como porta-voz local, mas como instrumento do juízo e da restauração divina sobre as nações. Seu ministério ultrapassa fronteiras étnicas e geográficas, revelando o senhorio universal de YHWH.
O versículo 10 funciona como um programa teológico do livro, estabelecendo a tensão entre juízo e esperança, desconstrução e reconstrução, característica central da profecia jeremiana.
2. Análise das palavras hebraicas-chave
2.1 “Ponho-te” – נָתַתִּיךָ (natattîkā)
Verbo nātan (“dar, estabelecer, designar”). Indica uma ação soberana de Deus, não uma escolha humana. Jeremias é colocado por Deus como autoridade profética.
📌 Teologia: A missão profética é delegação divina, não iniciativa pessoal.
2.2 “Sobre as nações e sobre os reinos” – עַל־הַגּוֹיִם וְעַל־הַמַּמְלָכוֹת
- Goyim (גּוֹיִם): povos, nações gentílicas.
- Mamlākôt (מַּמְלָכוֹת): reinos organizados, sistemas políticos.
📌 Teologia: Deus governa tanto povos quanto estruturas de poder. A Palavra profética confronta sistemas injustos, não apenas indivíduos.
2.3 Seis verbos missionais (estrutura teológica)
Verbo Hebraico
Tradução
Ênfase
נָתַשׁ (natash)
arrancar
Remover o que é ilegítimo
נָתַץ (natats)
derrubar
Desconstruir estruturas
אָבַד (avad)
destruir
Juízo total
הָרַס (haras)
arruinar
Colapso moral/espiritual
בָּנָה (banah)
edificar
Restauração
נָטַע (nataʿ)
plantar
Continuidade e esperança
📌 Observação teológica: Os quatro primeiros verbos são negativos, mas não são o fim. Eles preparam o caminho para os dois últimos, que apontam para redenção e futuro.
3. Conexão Teológica com o Resumo da Lição
“Assim como o profeta Jeremias, temos a missão de anunciar a Palavra de Deus até os confins da Terra.”
A missão confiada a Jeremias encontra seu cumprimento pleno na missão da Igreja. O que era profético e preparatório no Antigo Testamento torna-se missionário e expansivo no Novo Testamento.
4. Comentário Bíblico-Teológico da Leitura Semanal
SEGUNDA – Jeremias 10.7 | O Rei das nações
“Quem não te temerá, ó Rei das nações?”
- Melek ha-goyim (מֶלֶךְ הַגּוֹיִם): Deus é Rei universal.
📌 Jeremias não anuncia um Deus tribal, mas o Soberano cósmico.
TERÇA – Salmo 22.27 | Todos os limites da Terra
“Todos os confins da Terra se lembrarão e se converterão ao Senhor.”
📌 Teologia missional: O juízo tem como objetivo final a conversão das nações, não apenas sua condenação.
QUARTA – Gálatas 3.26-29 | Filhos pela fé
- Huioi Theou (υἱοὶ Θεοῦ): filhos de Deus.
- En Christō (ἐν Χριστῷ): união com Cristo.
📌 A promessa a Israel se expande em Cristo para todas as etnias, cumprindo a dimensão universal anunciada por Jeremias.
QUINTA – João 20.21 | A Grande Comissão
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
- Apostellō (ἀποστέλλω): enviar com autoridade.
📌 A Igreja assume o papel profético: confrontar, denunciar, restaurar e anunciar.
SEXTA – Isaías 60.1-4 | Luz para as nações
- ’Or (אוֹר): luz, revelação.
📌 A missão não é apenas verbal, mas testemunhal. O povo de Deus revela quem Ele é.
SÁBADO – Apocalipse 1.8 | O Princípio e o Fim
- Alpha kai Ōmega (Ἄλφα καὶ Ὦμέγα)
📌 O mesmo Deus que envia Jeremias governa o início, o meio e o fim da história.
5. Aplicação Pessoal e Pastoral
- A Palavra de Deus continua confrontando sistemas injustos, não apenas pecados individuais.
- Nem toda destruição espiritual é negativa: Deus arranca para plantar.
- O cristão é chamado a uma missão integral: denunciar o erro e anunciar a esperança.
- A missão não tem fronteiras geográficas, culturais ou sociais.
- Onde Deus envia Sua Palavra, Ele também garante Sua autoridade.
6. Tabela Expositiva da Lição
Elemento
Texto
Ênfase Teológica
Aplicação
Chamado profético
Jr 1.10
Soberania divina
Obediência ao chamado
Alcance
Nações e reinos
Universalidade
Missão global
Juízo
Arrancar e destruir
Santidade de Deus
Confrontar o pecado
Restauração
Edificar e plantar
Graça e esperança
Restaurar vidas
Cumprimento
Jo 20.21
Missão da Igreja
Evangelização
Consumação
Ap 1.8
Cristo soberano
Perseverança
Conclusão Teológica
Jeremias 1.10 revela que a Palavra de Deus não é neutra: ela derruba ídolos, confronta reinos e reconstrói vidas. Assim como Jeremias foi levantado sobre as nações, a Igreja é enviada ao mundo, proclamando um Reino que já começou, mas que será plenamente consumado em Cristo.
1. Comentário Bíblico-Teológico do Texto Principal
Jeremias 1.10
“Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.”
1.1 Contexto histórico e teológico
Jeremias é chamado em um período de crise espiritual, política e moral em Judá (final do séc. VII a.C.). O profeta é vocacionado não apenas como porta-voz local, mas como instrumento do juízo e da restauração divina sobre as nações. Seu ministério ultrapassa fronteiras étnicas e geográficas, revelando o senhorio universal de YHWH.
O versículo 10 funciona como um programa teológico do livro, estabelecendo a tensão entre juízo e esperança, desconstrução e reconstrução, característica central da profecia jeremiana.
2. Análise das palavras hebraicas-chave
2.1 “Ponho-te” – נָתַתִּיךָ (natattîkā)
Verbo nātan (“dar, estabelecer, designar”). Indica uma ação soberana de Deus, não uma escolha humana. Jeremias é colocado por Deus como autoridade profética.
📌 Teologia: A missão profética é delegação divina, não iniciativa pessoal.
2.2 “Sobre as nações e sobre os reinos” – עַל־הַגּוֹיִם וְעַל־הַמַּמְלָכוֹת
- Goyim (גּוֹיִם): povos, nações gentílicas.
- Mamlākôt (מַּמְלָכוֹת): reinos organizados, sistemas políticos.
📌 Teologia: Deus governa tanto povos quanto estruturas de poder. A Palavra profética confronta sistemas injustos, não apenas indivíduos.
2.3 Seis verbos missionais (estrutura teológica)
Verbo Hebraico | Tradução | Ênfase |
נָתַשׁ (natash) | arrancar | Remover o que é ilegítimo |
נָתַץ (natats) | derrubar | Desconstruir estruturas |
אָבַד (avad) | destruir | Juízo total |
הָרַס (haras) | arruinar | Colapso moral/espiritual |
בָּנָה (banah) | edificar | Restauração |
נָטַע (nataʿ) | plantar | Continuidade e esperança |
📌 Observação teológica: Os quatro primeiros verbos são negativos, mas não são o fim. Eles preparam o caminho para os dois últimos, que apontam para redenção e futuro.
3. Conexão Teológica com o Resumo da Lição
“Assim como o profeta Jeremias, temos a missão de anunciar a Palavra de Deus até os confins da Terra.”
A missão confiada a Jeremias encontra seu cumprimento pleno na missão da Igreja. O que era profético e preparatório no Antigo Testamento torna-se missionário e expansivo no Novo Testamento.
4. Comentário Bíblico-Teológico da Leitura Semanal
SEGUNDA – Jeremias 10.7 | O Rei das nações
“Quem não te temerá, ó Rei das nações?”
- Melek ha-goyim (מֶלֶךְ הַגּוֹיִם): Deus é Rei universal.
📌 Jeremias não anuncia um Deus tribal, mas o Soberano cósmico.
TERÇA – Salmo 22.27 | Todos os limites da Terra
“Todos os confins da Terra se lembrarão e se converterão ao Senhor.”
📌 Teologia missional: O juízo tem como objetivo final a conversão das nações, não apenas sua condenação.
QUARTA – Gálatas 3.26-29 | Filhos pela fé
- Huioi Theou (υἱοὶ Θεοῦ): filhos de Deus.
- En Christō (ἐν Χριστῷ): união com Cristo.
📌 A promessa a Israel se expande em Cristo para todas as etnias, cumprindo a dimensão universal anunciada por Jeremias.
QUINTA – João 20.21 | A Grande Comissão
“Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.”
- Apostellō (ἀποστέλλω): enviar com autoridade.
📌 A Igreja assume o papel profético: confrontar, denunciar, restaurar e anunciar.
SEXTA – Isaías 60.1-4 | Luz para as nações
- ’Or (אוֹר): luz, revelação.
📌 A missão não é apenas verbal, mas testemunhal. O povo de Deus revela quem Ele é.
SÁBADO – Apocalipse 1.8 | O Princípio e o Fim
- Alpha kai Ōmega (Ἄλφα καὶ Ὦμέγα)
📌 O mesmo Deus que envia Jeremias governa o início, o meio e o fim da história.
5. Aplicação Pessoal e Pastoral
- A Palavra de Deus continua confrontando sistemas injustos, não apenas pecados individuais.
- Nem toda destruição espiritual é negativa: Deus arranca para plantar.
- O cristão é chamado a uma missão integral: denunciar o erro e anunciar a esperança.
- A missão não tem fronteiras geográficas, culturais ou sociais.
- Onde Deus envia Sua Palavra, Ele também garante Sua autoridade.
6. Tabela Expositiva da Lição
Elemento | Texto | Ênfase Teológica | Aplicação |
Chamado profético | Jr 1.10 | Soberania divina | Obediência ao chamado |
Alcance | Nações e reinos | Universalidade | Missão global |
Juízo | Arrancar e destruir | Santidade de Deus | Confrontar o pecado |
Restauração | Edificar e plantar | Graça e esperança | Restaurar vidas |
Cumprimento | Jo 20.21 | Missão da Igreja | Evangelização |
Consumação | Ap 1.8 | Cristo soberano | Perseverança |
Conclusão Teológica
Jeremias 1.10 revela que a Palavra de Deus não é neutra: ela derruba ídolos, confronta reinos e reconstrói vidas. Assim como Jeremias foi levantado sobre as nações, a Igreja é enviada ao mundo, proclamando um Reino que já começou, mas que será plenamente consumado em Cristo.
OBJETIVOS
COMPREENDER que Deus fala às nações;
REFLETIR a respeito do chamado de Jeremias para as nações;
SABER que Israel, como povo escolhido de Deus, falhou para com as nações.
INTERAÇÃO
Professor(a), estamos encerrando o estudo do livro do profeta Jeremias. Quantas lições preciosas pudemos aprender com Jeremias! No entanto, creio que mais importante seja que ele bem poderia haver escapado de todas aquelas angústias. Porém, ele optou por sofrer com o povo de Deus. O seu amor pelo Senhor e por Judá fez com que ele acompanhasse seu povo até as últimas consequências. Que sigamos o exemplo de Jeremias. Ele foi e é um exemplo de amor, resiliência, fidelidade e compromisso com o Eterno.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), escreva no quadro: “O Livro de Jeremias”. Pergunte aos alunos os pontos que eles mais gostaram de estudar e o porquê. Ouça-os com atenção e incentive a participação de todos, pois a participação deles vai ajudar você a fazer uma avaliação do trimestre. Depois, explique que “o livro é, basicamente, uma coletânea das profecias de Jeremias, dirigidas principalmente a Judá (caps. 2-29), mas também a nove nações estrangeiras (caps. 46-51). Estas profecias se concentram particularmente no juízo, embora haja algumas que tratam de esperança futura e restauração (em especial, os caps. 30-33). Estas profecias não estão rigidamente organizadas em ordem cronológica (segundo a sequência dos eventos), nem tematicamente (por tema ou assunto). Parte do livro está escrita em poesia, ao passo que outras partes estão em forma narrativa (isto é, como relato, história ou descrição de eventos). As suas mensagens proféticas estão mescladas com vislumbres históricos (1) da vida pessoal e do ministério do profeta (p.ex., caps. 1: 34-38: 40-45), (2) da história de Judá, principalmente durante o período dos reis Josias (caps. 1-6), Jeoaquim (caps. 7-20) e Zedequias (caps. 21-25: 34), incluindo a conquista de Jerusalém (cap. 39), e (3) de eventos internacionais que envolveram a Babilônia e outras nações (caps. 25-29: 46-52)” (Adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal Para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023. p. 974).
TEXTO BÍBLICO
Jeremias 46.1-5
1 Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.
2 Acerca do Egito, que estava junto de Faraó Neco, rei do Egito, que estava junto ao rio Eufrates, em Carquemis: ao qual feriu Nabucodonosor, rei da Babilônia, no ano quarto de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá:
3 Preparai o escudo e o pavês e chegai-vos de couraças.
4 Selai os cavalos, e montai, cavaleiros, e apresentai-vos com elmos; alimpai as lanças e vesti-vos de couraças.
5 Por que razão vejo os medrosos voltando as costas? Os seus heróis estão abatidos e vão fugindo, sem olharem para trás; terror há ao redor, diz o Senhor.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
1. Contexto histórico e literário de Jeremias 46
Jeremias 46 inaugura a seção conhecida como “Oráculos contra as Nações” (Jr 46–51). Diferente da profecia dirigida a Judá, aqui o foco é o Egito, potência militar e política que frequentemente serviu como falsa esperança para Judá diante da expansão babilônica.
O pano de fundo histórico é a Batalha de Carquemis (605 a.C.), quando o exército egípcio, liderado por Faraó Neco II, foi decisivamente derrotado por Nabucodonosor, príncipe herdeiro da Babilônia. Este evento marcou a virada geopolítica do Antigo Oriente Próximo.
📌 Teologia central: Deus não governa apenas Israel; Ele é Senhor da história internacional.
2. Comentário bíblico-teológico versículo por versículo
Jeremias 46.1
“Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.”
Análise hebraica
- Dəvar-YHWH (דְּבַר־יְהוָה) – “Palavra do Senhor”: expressão técnica profética que indica revelação autoritativa.
- ʿAl-haggôyim (עַל־הַגּוֹיִם) – “contra as nações”: preposição ʿal pode significar “contra” ou “a respeito de”.
📌 Teologia: A Palavra de Deus não se limita ao povo da aliança. As nações também são responsáveis diante de YHWH, mesmo sem a Torá.
Jeremias 46.2
“Acerca do Egito… ao qual feriu Nabucodonosor… no quarto ano de Jeoaquim…”
Observações históricas
- Faraó Neco II: governante egípcio que tentou conter o avanço babilônico.
- Carquemis: ponto estratégico no rio Eufrates.
- Quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.): data-chave, também associada ao início da hegemonia babilônica.
📌 Teologia da história: O texto mostra que eventos militares não são acidentais, mas instrumentos do juízo divino.
Jeremias 46.3–4
“Preparai o escudo e o pavês… selai os cavalos… alimpai as lanças…”
Análise lexical
- Māgēn (מָגֵן) – escudo pequeno (uso individual).
- Ṣinnāh (צִנָּה) – escudo grande (proteção coletiva).
- Sûs (סוּס) – cavalo, símbolo de poder militar.
- Qôbaʿ (קוֹבַע) – elmo.
- Rōmaḥ (רוֹמַח) – lança.
📌 Ironia profética: Jeremias descreve o preparo militar com riqueza de detalhes para enfatizar sua inutilidade diante do decreto divino.
📖 Cf. Salmo 20.7:
“Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor.”
Jeremias 46.5
“Por que razão vejo os medrosos voltando as costas?”
Análise hebraica
- Madduaʿ (מַדּוּעַ) – “por que?”: pergunta retórica profética.
- Ḥattîm (חַתִּים) – “aterrorizados, quebrantados”.
- Magôr missāvîv (מָגוֹר מִסָּבִיב) – “terror por todos os lados”.
📌 Expressão recorrente em Jeremias para indicar pânico enviado por Deus como forma de juízo (cf. Jr 6.25; 20.3).
📌 Teologia: Quando Deus retira Sua sustentação, até os “heróis” se tornam frágeis.
3. Teologia principal do texto
3.1 O colapso da autossuficiência humana
O Egito confiava:
- Em poder militar
- Em alianças políticas
- Em cavalos e armas
Mas o texto demonstra que nenhuma estrutura humana resiste ao juízo soberano de Deus.
3.2 Deus como Senhor das guerras e da história
Embora Nabucodonosor seja um rei pagão, ele é apresentado como instrumento do juízo divino (cf. Jr 25.9).
📌 Teologia bíblica consistente: Deus governa inclusive por meio de agentes que não o reconhecem conscientemente.
4. Aplicação pessoal e pastoral
- Toda confiança que não está em Deus é frágil, ainda que pareça sólida.
- Deus permite colapsos para revelar falsas seguranças.
- O povo de Deus não deve buscar proteção onde Deus já decretou juízo.
- A vitória ou derrota não dependem apenas de preparo, mas da vontade soberana do Senhor.
- O texto chama a Igreja a discernir os tempos e não confiar em “Egitos modernos”.
5. Tabela Expositiva – Jeremias 46.1–5
Texto
Tema
Ênfase Teológica
Aplicação
Jr 46.1
Palavra contra as nações
Senhorio universal de Deus
Deus governa todos
Jr 46.2
Derrota do Egito
Deus dirige a história
Não confiar em potências
Jr 46.3–4
Preparação militar
Limite do poder humano
Armas não salvam
Jr 46.5
Pânico e fuga
Juízo divino
Temer ao Senhor
Conjunto
Queda do orgulho
Soberania divina
Dependência de Deus
Conclusão Teológica
Jeremias 46.1–5 revela que o verdadeiro campo de batalha não é apenas militar, mas espiritual. O Egito perdeu não por falta de estratégia, mas porque lutou contra o decreto do Senhor. O texto ecoa através da história como um alerta permanente: quando Deus se levanta, nenhum poder humano permanece de pé.
1. Contexto histórico e literário de Jeremias 46
Jeremias 46 inaugura a seção conhecida como “Oráculos contra as Nações” (Jr 46–51). Diferente da profecia dirigida a Judá, aqui o foco é o Egito, potência militar e política que frequentemente serviu como falsa esperança para Judá diante da expansão babilônica.
O pano de fundo histórico é a Batalha de Carquemis (605 a.C.), quando o exército egípcio, liderado por Faraó Neco II, foi decisivamente derrotado por Nabucodonosor, príncipe herdeiro da Babilônia. Este evento marcou a virada geopolítica do Antigo Oriente Próximo.
📌 Teologia central: Deus não governa apenas Israel; Ele é Senhor da história internacional.
2. Comentário bíblico-teológico versículo por versículo
Jeremias 46.1
“Palavra do Senhor que veio a Jeremias, o profeta, contra as nações.”
Análise hebraica
- Dəvar-YHWH (דְּבַר־יְהוָה) – “Palavra do Senhor”: expressão técnica profética que indica revelação autoritativa.
- ʿAl-haggôyim (עַל־הַגּוֹיִם) – “contra as nações”: preposição ʿal pode significar “contra” ou “a respeito de”.
📌 Teologia: A Palavra de Deus não se limita ao povo da aliança. As nações também são responsáveis diante de YHWH, mesmo sem a Torá.
Jeremias 46.2
“Acerca do Egito… ao qual feriu Nabucodonosor… no quarto ano de Jeoaquim…”
Observações históricas
- Faraó Neco II: governante egípcio que tentou conter o avanço babilônico.
- Carquemis: ponto estratégico no rio Eufrates.
- Quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.): data-chave, também associada ao início da hegemonia babilônica.
📌 Teologia da história: O texto mostra que eventos militares não são acidentais, mas instrumentos do juízo divino.
Jeremias 46.3–4
“Preparai o escudo e o pavês… selai os cavalos… alimpai as lanças…”
Análise lexical
- Māgēn (מָגֵן) – escudo pequeno (uso individual).
- Ṣinnāh (צִנָּה) – escudo grande (proteção coletiva).
- Sûs (סוּס) – cavalo, símbolo de poder militar.
- Qôbaʿ (קוֹבַע) – elmo.
- Rōmaḥ (רוֹמַח) – lança.
📌 Ironia profética: Jeremias descreve o preparo militar com riqueza de detalhes para enfatizar sua inutilidade diante do decreto divino.
📖 Cf. Salmo 20.7:
“Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor.”
Jeremias 46.5
“Por que razão vejo os medrosos voltando as costas?”
Análise hebraica
- Madduaʿ (מַדּוּעַ) – “por que?”: pergunta retórica profética.
- Ḥattîm (חַתִּים) – “aterrorizados, quebrantados”.
- Magôr missāvîv (מָגוֹר מִסָּבִיב) – “terror por todos os lados”.
📌 Expressão recorrente em Jeremias para indicar pânico enviado por Deus como forma de juízo (cf. Jr 6.25; 20.3).
📌 Teologia: Quando Deus retira Sua sustentação, até os “heróis” se tornam frágeis.
3. Teologia principal do texto
3.1 O colapso da autossuficiência humana
O Egito confiava:
- Em poder militar
- Em alianças políticas
- Em cavalos e armas
Mas o texto demonstra que nenhuma estrutura humana resiste ao juízo soberano de Deus.
3.2 Deus como Senhor das guerras e da história
Embora Nabucodonosor seja um rei pagão, ele é apresentado como instrumento do juízo divino (cf. Jr 25.9).
📌 Teologia bíblica consistente: Deus governa inclusive por meio de agentes que não o reconhecem conscientemente.
4. Aplicação pessoal e pastoral
- Toda confiança que não está em Deus é frágil, ainda que pareça sólida.
- Deus permite colapsos para revelar falsas seguranças.
- O povo de Deus não deve buscar proteção onde Deus já decretou juízo.
- A vitória ou derrota não dependem apenas de preparo, mas da vontade soberana do Senhor.
- O texto chama a Igreja a discernir os tempos e não confiar em “Egitos modernos”.
5. Tabela Expositiva – Jeremias 46.1–5
Texto | Tema | Ênfase Teológica | Aplicação |
Jr 46.1 | Palavra contra as nações | Senhorio universal de Deus | Deus governa todos |
Jr 46.2 | Derrota do Egito | Deus dirige a história | Não confiar em potências |
Jr 46.3–4 | Preparação militar | Limite do poder humano | Armas não salvam |
Jr 46.5 | Pânico e fuga | Juízo divino | Temer ao Senhor |
Conjunto | Queda do orgulho | Soberania divina | Dependência de Deus |
Conclusão Teológica
Jeremias 46.1–5 revela que o verdadeiro campo de batalha não é apenas militar, mas espiritual. O Egito perdeu não por falta de estratégia, mas porque lutou contra o decreto do Senhor. O texto ecoa através da história como um alerta permanente: quando Deus se levanta, nenhum poder humano permanece de pé.
INTRODUÇÃO
Jeremias, como profeta, anunciou a mensagem de Deus às pessoas de seus dias. Também confirmou o compromisso de Deus com toda a raça humana, indistintamente, conforme prometido a Abraão (Gn 12.1-3).
I- UM DEUS PARA AS NAÇÕES
1- Deus fala às nações. Assim como os demais profetas, Jeremias foi enviado inicialmente ao seu povo, o que não significa que não teve de advertir às demais nações a respeito da responsabilidade que todos, indistintamente, têm diante de Deus. Ao contrário disso, Jeremias profetizou contra várias nações, reafirmando assim a universalidade do plano de Deus e a verdade de que todos os povos devem uma resposta e reverência ao Criador (46-64). Um ponto importante a ser considerado é de que, ao tratar com as nações por meio de profetas que levantou, de forma direta, Deus estava conclamando o seu povo a comunicar a estas nações acerca de seu caráter justo, santo e amoroso, em seu chamado para que estas nações o reconhecessem, o temesse e se arrependerem de seus maus caminhos. Jeremias foi chamado às nações para anunciar arrependimento e lembrar ao povo de que o Senhor é Deus de todos os povos.
2- Um plano para as nações. Quando chamou a Abraão e anunciou que de sua semente um povo seria levantado, Deus comunicou que o seu plano não estaria limitado a este povo, mas que se trata. desde o início, de um plano universal, isto é, que envolve todas as nações, conforme se observa: “[…] e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Está claro que, desde o início, o alvo de Deus não foi somente Abraão e nem tampouco Israel, mas sim, abençoar todos os povos, de todas as nações.
3- Um reino de nações. O profeta Isaías anunciou: “O teu Deus reina” (52.7). Jeremias chamou o povo a temer a Deus sob o argumento de que Ele é o “Rei das nações” (Jr 10.7). Deus é Soberano e o seu reino é formado por “povos, nações e línguas” e “o seu domínio é um domínio eterno” e “não será destruído” (Dn 7.14). Definitivamente, o Reino de Deus é um reino de nações.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
INTRODUÇÃO
O profeta Jeremias foi chamado por Deus para anunciar Sua palavra a Israel, mas sua missão não se restringiu apenas ao povo escolhido. Ele também profetizou contra as nações, reafirmando que Deus é soberano sobre todos os povos e que todos têm responsabilidade diante d’Ele (Jr 46–64). Este princípio remonta ao pacto feito com Abraão: Deus planejou a salvação e a bênção de forma universal (Gn 12.1-3).
I – UM DEUS PARA AS NAÇÕES
1. Deus fala às nações
Jeremias, assim como outros profetas, teve a tarefa de advertir tanto Israel quanto as nações vizinhas, mostrando que todos devem prestar contas a Deus.
Análise do hebraico
- גּוֹי (goy) — nação, povo
Aparece frequentemente em Jeremias para indicar tanto Israel quanto outros povos. - חָטָא (chatá) — pecar, errar
Indica a responsabilidade moral universal; todas as nações são chamadas ao arrependimento.
Implicação teológica
Deus não limita Sua justiça ou amor a Israel; todas as nações são responsáveis diante de Seu julgamento e chamadas à santidade. A profecia de Jeremias revela que a comunicação da Palavra de Deus é tanto direta (profetas) quanto mediada pelo povo escolhido.
📌 Aplicação prática:
O cristão deve viver como embaixador do Reino, levando o caráter justo, santo e amoroso de Deus ao seu contexto cultural, seja local, nacional ou global.
2. Um plano para as nações
O pacto com Abraão demonstra que o plano de Deus sempre foi universal:
“…e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12.3)
Análise do hebraico
- מִשְׁפְּחֹת הָאָרֶץ (mishpeḥot hā’āretz) — famílias da terra
Indica todos os povos, não apenas a linhagem de Israel. - בָּרֵךְ (bārech) — bendizer, abençoar
Significa prosperidade, bem-estar espiritual e comunhão com Deus.
Implicação teológica
A promessa não é restrita a Israel; Deus deseja que todos os povos sejam alcançados pela Sua bênção. A missão da Igreja continua esse plano, proclamando o Evangelho a todas as nações.
📌 Aplicação prática:
Devemos participar da missão de Deus no mundo, reconhecendo que Deus ama e chama todos os povos para a salvação.
3. Um reino de nações
Deus não é apenas o Deus de Israel; Ele é o Rei soberano sobre todas as nações:
- Isaías: “O teu Deus reina” (Is 52.7)
- Jeremias: Deus é o “Rei das nações” (Jr 10.7)
- Daniel: “Seu domínio é eterno e não será destruído” (Dn 7.14)
Análise do hebraico e grego
- מֶלֶךְ (melekh) — rei
Aponta a soberania absoluta de Deus sobre todos os povos. - אֶת־עַמִּים וּגּוֹיִם (‘amim u-goyim) — povos e nações
Indica a universalidade do Seu Reino. - αἰώνιος (aiōnios) — eterno (Dn 7.14, grego LXX)
Seu domínio não terá fim, mostrando a continuidade da justiça e santidade de Deus.
Implicação teológica
O Reino de Deus é universal e eterno, abrangendo todos os povos e culturas. A soberania divina exige reverência, obediência e proclamação da mensagem de arrependimento a todas as nações.
📌 Aplicação prática:
A Igreja deve entender seu papel como parte do Reino de Deus, comunicando às pessoas de todas as culturas que Deus é soberano e santo.
TABELA EXPOSITIVA — DEUS PARA AS NAÇÕES
Tema
Texto Bíblico
Termo Hebraico / Grego
Aplicação
Deus fala às nações
Jr 46–64
גּוֹי (goy), חָטָא (chatá)
Responsabilidade universal diante de Deus; proclamar arrependimento
Plano universal
Gn 12.3
מִשְׁפְּחֹת הָאָרֶץ (mishpeḥot hā’āretz), בָּרֵךְ (bārech)
Todos os povos são chamados à bênção; participação na missão divina
Reino de Deus
Is 52.7; Jr 10.7; Dn 7.14
מֶלֶךְ (melekh), αἰώνιος (aiōnios)
Soberania universal; Reino eterno; submissão e adoração de todas as nações
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Jeremias demonstra que Deus é soberano sobre todas as nações, não apenas Israel. O plano divino é universal, buscando a bênção e a salvação de todos os povos. A profecia enfatiza que a Igreja deve anunciar o caráter justo, santo e amoroso de Deus, chamando todos ao arrependimento e à adoração. O Reino de Deus não é limitado por fronteiras humanas, sendo eterna e universal, exigindo reverência, santidade e participação ativa do povo de Deus na missão global.
“O Senhor é Rei de todas as nações; Seu domínio é eterno e todos os povos devem reconhecê-lo.”
INTRODUÇÃO
O profeta Jeremias foi chamado por Deus para anunciar Sua palavra a Israel, mas sua missão não se restringiu apenas ao povo escolhido. Ele também profetizou contra as nações, reafirmando que Deus é soberano sobre todos os povos e que todos têm responsabilidade diante d’Ele (Jr 46–64). Este princípio remonta ao pacto feito com Abraão: Deus planejou a salvação e a bênção de forma universal (Gn 12.1-3).
I – UM DEUS PARA AS NAÇÕES
1. Deus fala às nações
Jeremias, assim como outros profetas, teve a tarefa de advertir tanto Israel quanto as nações vizinhas, mostrando que todos devem prestar contas a Deus.
Análise do hebraico
- גּוֹי (goy) — nação, povo
Aparece frequentemente em Jeremias para indicar tanto Israel quanto outros povos. - חָטָא (chatá) — pecar, errar
Indica a responsabilidade moral universal; todas as nações são chamadas ao arrependimento.
Implicação teológica
Deus não limita Sua justiça ou amor a Israel; todas as nações são responsáveis diante de Seu julgamento e chamadas à santidade. A profecia de Jeremias revela que a comunicação da Palavra de Deus é tanto direta (profetas) quanto mediada pelo povo escolhido.
📌 Aplicação prática:
O cristão deve viver como embaixador do Reino, levando o caráter justo, santo e amoroso de Deus ao seu contexto cultural, seja local, nacional ou global.
2. Um plano para as nações
O pacto com Abraão demonstra que o plano de Deus sempre foi universal:
“…e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn 12.3)
Análise do hebraico
- מִשְׁפְּחֹת הָאָרֶץ (mishpeḥot hā’āretz) — famílias da terra
Indica todos os povos, não apenas a linhagem de Israel. - בָּרֵךְ (bārech) — bendizer, abençoar
Significa prosperidade, bem-estar espiritual e comunhão com Deus.
Implicação teológica
A promessa não é restrita a Israel; Deus deseja que todos os povos sejam alcançados pela Sua bênção. A missão da Igreja continua esse plano, proclamando o Evangelho a todas as nações.
📌 Aplicação prática:
Devemos participar da missão de Deus no mundo, reconhecendo que Deus ama e chama todos os povos para a salvação.
3. Um reino de nações
Deus não é apenas o Deus de Israel; Ele é o Rei soberano sobre todas as nações:
- Isaías: “O teu Deus reina” (Is 52.7)
- Jeremias: Deus é o “Rei das nações” (Jr 10.7)
- Daniel: “Seu domínio é eterno e não será destruído” (Dn 7.14)
Análise do hebraico e grego
- מֶלֶךְ (melekh) — rei
Aponta a soberania absoluta de Deus sobre todos os povos. - אֶת־עַמִּים וּגּוֹיִם (‘amim u-goyim) — povos e nações
Indica a universalidade do Seu Reino. - αἰώνιος (aiōnios) — eterno (Dn 7.14, grego LXX)
Seu domínio não terá fim, mostrando a continuidade da justiça e santidade de Deus.
Implicação teológica
O Reino de Deus é universal e eterno, abrangendo todos os povos e culturas. A soberania divina exige reverência, obediência e proclamação da mensagem de arrependimento a todas as nações.
📌 Aplicação prática:
A Igreja deve entender seu papel como parte do Reino de Deus, comunicando às pessoas de todas as culturas que Deus é soberano e santo.
TABELA EXPOSITIVA — DEUS PARA AS NAÇÕES
Tema | Texto Bíblico | Termo Hebraico / Grego | Aplicação |
Deus fala às nações | Jr 46–64 | גּוֹי (goy), חָטָא (chatá) | Responsabilidade universal diante de Deus; proclamar arrependimento |
Plano universal | Gn 12.3 | מִשְׁפְּחֹת הָאָרֶץ (mishpeḥot hā’āretz), בָּרֵךְ (bārech) | Todos os povos são chamados à bênção; participação na missão divina |
Reino de Deus | Is 52.7; Jr 10.7; Dn 7.14 | מֶלֶךְ (melekh), αἰώνιος (aiōnios) | Soberania universal; Reino eterno; submissão e adoração de todas as nações |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Jeremias demonstra que Deus é soberano sobre todas as nações, não apenas Israel. O plano divino é universal, buscando a bênção e a salvação de todos os povos. A profecia enfatiza que a Igreja deve anunciar o caráter justo, santo e amoroso de Deus, chamando todos ao arrependimento e à adoração. O Reino de Deus não é limitado por fronteiras humanas, sendo eterna e universal, exigindo reverência, santidade e participação ativa do povo de Deus na missão global.
“O Senhor é Rei de todas as nações; Seu domínio é eterno e todos os povos devem reconhecê-lo.”
SUBSÍDIO 1
“46.1-51.64 CONTRA AS NAÇÕES. Estes capítulos contêm profecias a respeito do juízo de Deus contra as nações estrangeiras. Deus tinha indicado Jeremias não só como um profeta para Judá, mas também como “um profeta para as nações” (1.5).
46.2 EGITO […] CARQUEMIS. Localizada no norte da Síria, cerca de 480 quilômetros ao norte de Jerusalém, Carquemis foi o lugar onde os babilônios derrotaram os egípcios em 605 a.C. Naquela época, a Babilônia se tornou o poder mundial dominante.
46.10 ESTE DIA É O DIA DO SENHOR. A derrota do Egito foi um resultado da ação de Deus; foi “um dia de vingança” devido à maneira pela qual o Egito tinha se angustiado e oprimido Juda (p.ex.. 2Rs 23.29.33-35). No final, Deus castigará todas as nações e as pessoas que rejeitaram a sua mensagem e maltrataram o seu povo.
(Bíblia de Estudo Pentecostal Para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023. р. 963.)
II- UM PROFETA PARA AS NAÇÕES
1- Um profeta para as nações. A expressão “nações” tem sentido amplo nas Escrituras, mas no contexto de Jeremias, tem relação com outros povos além de Israel, ou ainda, povos e nações pagãos e gentios (Ex 9.24: 34.10; Ez 5.6-8). Ao falar com Jeremias sobre o seu chamado, Deus usou este termo: “e às nações te dei por profeta” (1.5). Uma referência de que ele seria enviado, não somente aos da casa de Israel, mas também aos gentios. Assim como Deus determinou o início e o fim do ministério de Jeremias, Ele também decidiu que as nações seriam o seu público-alvo. Começando pelo “povo da aliança”, Jeremias se dirigiu também a outras nações, não negligenciando a sua responsabilidade com outros povos, falando-lhes amplamente, conforme o registro bíblico (46.1-51.64). Iniciando pelo Egito (46.2-28), o profeta Jeremias transmitiu a mensagem divina à Filístia (47.1-7), a Moabe (48.1-47), a Amom (49.1-6), a Edom (49.7-22). à Síria (49.23-33). a Elão (49.34-39) e à Babilônia (50.1-51.64). Está evidente, portanto, que, em obediência à vontade de Deus e aos seus propósitos, Jeremias foi um profeta para as nações.
2- Uma mensagem para as nações. A palavra do Senhor foi direcionada “contra as nações” (46.1). O termo “palavra” tem vários sentidos nas Escrituras, mas aqui indica a comunicação de Deus por intermédio de um agente (2 Sm 7.4; Jr 25.3: Os 1.1). Isso também se aplica aos Dez Mandamentos, pois são chamados de “as dez palavras do Senhor” (Êx 34.28; Dt 4.13). Jeremias não é o único profeta enviado a outras nações, além de Israel, já que houve profetas como Amós, Isaías e Ezequiel também o foram (Am 1.3-2.3: Is 13-23: Ez 25-32). Este interesse pelas nações revela não só o amor de Deus para com todos, mas também a sua justiça, já que os princípios aplicados para avaliar e disciplinar o seu povo são os mesmos usados a outros povos. O alvo divino é sempre castigar o pecado. A disposição de Jeremias em profetizar às nações tem relação direta com a sua forte convicção de que Deus “é o Criador de todas as coisas” (Jr 10.16). Para Ele, ao contrário dos falsos deuses e à fragilidade humana, Deus sustenta todas as suas obras, pois é Poderoso (10.12-16).
3- Uma mensagem para o Egito. A seção que apresenta as nações a quem Jeremias profetizou, inicia com a mensagem dirigida ao Egito e fala sobre a derrota do Faraó Neco, por ocasião da chamada batalha de Carquemis, diante de Nabucodonosor (46.2), acontecimento que abalou o Oriente Médio da época (v. 12). A mensagem de Jeremias contra o Egito é repleta de detalhes, demonstrando a precisão profética. Ele começa retratando os momentos que antecederam a batalha, com informações específicas acerca dos instrumentos de guerra e os que se envolveram nela (vv. 3-6), apresenta a batalha em si e os seus estragos (vv. 7-11), elucida também as terríveis consequências (vv. 13-26) e a promessa da restauração de Israel (vv. 27-28).
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II – UM PROFETA PARA AS NAÇÕES
O livro de Jeremias revela que o profeta não foi chamado apenas para advertir Israel, mas também para proclamar juízo e justiça sobre as nações vizinhas, mostrando que o plano e a justiça de Deus têm alcance universal (Jr 1.5; 46–51).
1. Um profeta para as nações
“Antes que te formasse no ventre, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jr 1.5)
Análise do hebraico
- נְבוּאָה (nevu’ah) — profecia, palavra profética
Refere-se à comunicação de Deus por meio do mensageiro humano. - גוֹיִם (goyim) — nações
Inclui povos gentios e pagãos além de Israel.
📌 Implicação teológica:
Jeremias recebeu um chamado universal, mostrando que o ministério profético não está restrito a Israel. Deus determina início, fim e alvo do ministério, incluindo o anúncio às nações sobre Sua justiça, santidade e soberania.
2. Uma mensagem para as nações
“Palavra do Senhor contra as nações” (Jr 46.1)
Análise do hebraico
- דְּבַר־יְהוָה (d’var-YHWH) — palavra do Senhor
Expressa a comunicação ativa de Deus, vinculada à autoridade e à verdade. - עֲבָרָה (‘avrah) — juízo, transgressão
O foco é sempre o pecado e a necessidade de arrependimento.
📌 Observações teológicas:
- A palavra do Senhor é mediada por Jeremias, mas é autêntica e poderosa, abrangendo todos os povos.
- Deus aplica os mesmos padrões morais e de justiça a Israel e às demais nações, mostrando consistência ética e universalidade de Seus juízos.
- Jeremias demonstra que Deus é Criador e Sustentador de todas as coisas (Jr 10.12-16), destacando Sua soberania sobre deuses falsos e a fragilidade humana.
📌 Aplicação prática:
O cristão deve reconhecer que Deus é soberano sobre todas as culturas e povos e que a proclamação do Evangelho deve ser universal, levando arrependimento e esperança a todos.
3. Uma mensagem para o Egito
O ministério profético contra o Egito (Jr 46.2-28) evidencia a precisão e o detalhamento da profecia de Jeremias, relacionando-se com acontecimentos históricos:
- Antecedentes da batalha: detalha instrumentos de guerra, estratégias e líderes (vv. 3–6).
- A batalha em Carquemis: destruição e derrota do Faraó Neco frente a Nabucodonosor (vv. 7–11).
- Consequências: destruição de exércitos e cidades, mostrando o juízo de Deus sobre as nações rebeldes (vv. 13–26).
- Promessa de restauração para Israel: reafirma a fidelidade divina ao povo da aliança (vv. 27–28).
📌 Implicação teológica:
A mensagem ao Egito demonstra que Deus é soberano sobre os acontecimentos históricos, que Ele julga as nações de acordo com sua obediência e que o juízo divino é preciso, justo e inevitável.
📌 Aplicação pessoal:
Devemos confiar na soberania de Deus, mesmo em situações políticas ou históricas adversas, sabendo que Ele sustenta os justos e julga os ímpios.
TABELA EXPOSITIVA — JEREMIAS: UM PROFETA PARA AS NAÇÕES
Tema
Texto Bíblico
Termo Hebraico / Grego
Aplicação
Chamado universal
Jr 1.5
גּוֹיִם (goyim), נְבוּאָה (nevu’ah)
Reconhecer que Deus chama para além de Israel; ministério global
Palavra do Senhor
Jr 46.1
דְּבַר־יְהוָה (d’var-YHWH)
Proclamar juízo e arrependimento a todos os povos
Justiça universal
Jr 10.16
חָכָם (chakham) – sábio, sustentador
Deus é Criador e Sustentador; aplica juízo a todos
Juízo histórico
Jr 46.2-28
מִלְחָמָה (milḥamah) — guerra
Deus governa a história; o juízo é preciso e soberano
Esperança de Israel
Jr 46.27-28
תִּקְוָה (tiqvah) — esperança
Confiança na fidelidade de Deus à aliança
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Jeremias exemplifica que o ministério profético ultrapassa fronteiras nacionais e culturais. Deus é soberano sobre todas as nações, estabelecendo padrões de justiça e julgamento para todos os povos. A proclamação do profeta às nações demonstra que a Palavra de Deus é universal, equilibrando amor e justiça, e que Ele é Criador e Sustentador de tudo. A mensagem do Egito reforça a precisão histórica e o poder soberano de Deus, ao mesmo tempo em que garante esperança para Israel.
“Deus é Rei de todas as nações; Seu juízo é justo, Sua palavra é universal e Sua fidelidade permanece para com os que confiam Nele.”
II – UM PROFETA PARA AS NAÇÕES
O livro de Jeremias revela que o profeta não foi chamado apenas para advertir Israel, mas também para proclamar juízo e justiça sobre as nações vizinhas, mostrando que o plano e a justiça de Deus têm alcance universal (Jr 1.5; 46–51).
1. Um profeta para as nações
“Antes que te formasse no ventre, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Jr 1.5)
Análise do hebraico
- נְבוּאָה (nevu’ah) — profecia, palavra profética
Refere-se à comunicação de Deus por meio do mensageiro humano. - גוֹיִם (goyim) — nações
Inclui povos gentios e pagãos além de Israel.
📌 Implicação teológica:
Jeremias recebeu um chamado universal, mostrando que o ministério profético não está restrito a Israel. Deus determina início, fim e alvo do ministério, incluindo o anúncio às nações sobre Sua justiça, santidade e soberania.
2. Uma mensagem para as nações
“Palavra do Senhor contra as nações” (Jr 46.1)
Análise do hebraico
- דְּבַר־יְהוָה (d’var-YHWH) — palavra do Senhor
Expressa a comunicação ativa de Deus, vinculada à autoridade e à verdade. - עֲבָרָה (‘avrah) — juízo, transgressão
O foco é sempre o pecado e a necessidade de arrependimento.
📌 Observações teológicas:
- A palavra do Senhor é mediada por Jeremias, mas é autêntica e poderosa, abrangendo todos os povos.
- Deus aplica os mesmos padrões morais e de justiça a Israel e às demais nações, mostrando consistência ética e universalidade de Seus juízos.
- Jeremias demonstra que Deus é Criador e Sustentador de todas as coisas (Jr 10.12-16), destacando Sua soberania sobre deuses falsos e a fragilidade humana.
📌 Aplicação prática:
O cristão deve reconhecer que Deus é soberano sobre todas as culturas e povos e que a proclamação do Evangelho deve ser universal, levando arrependimento e esperança a todos.
3. Uma mensagem para o Egito
O ministério profético contra o Egito (Jr 46.2-28) evidencia a precisão e o detalhamento da profecia de Jeremias, relacionando-se com acontecimentos históricos:
- Antecedentes da batalha: detalha instrumentos de guerra, estratégias e líderes (vv. 3–6).
- A batalha em Carquemis: destruição e derrota do Faraó Neco frente a Nabucodonosor (vv. 7–11).
- Consequências: destruição de exércitos e cidades, mostrando o juízo de Deus sobre as nações rebeldes (vv. 13–26).
- Promessa de restauração para Israel: reafirma a fidelidade divina ao povo da aliança (vv. 27–28).
📌 Implicação teológica:
A mensagem ao Egito demonstra que Deus é soberano sobre os acontecimentos históricos, que Ele julga as nações de acordo com sua obediência e que o juízo divino é preciso, justo e inevitável.
📌 Aplicação pessoal:
Devemos confiar na soberania de Deus, mesmo em situações políticas ou históricas adversas, sabendo que Ele sustenta os justos e julga os ímpios.
TABELA EXPOSITIVA — JEREMIAS: UM PROFETA PARA AS NAÇÕES
Tema | Texto Bíblico | Termo Hebraico / Grego | Aplicação |
Chamado universal | Jr 1.5 | גּוֹיִם (goyim), נְבוּאָה (nevu’ah) | Reconhecer que Deus chama para além de Israel; ministério global |
Palavra do Senhor | Jr 46.1 | דְּבַר־יְהוָה (d’var-YHWH) | Proclamar juízo e arrependimento a todos os povos |
Justiça universal | Jr 10.16 | חָכָם (chakham) – sábio, sustentador | Deus é Criador e Sustentador; aplica juízo a todos |
Juízo histórico | Jr 46.2-28 | מִלְחָמָה (milḥamah) — guerra | Deus governa a história; o juízo é preciso e soberano |
Esperança de Israel | Jr 46.27-28 | תִּקְוָה (tiqvah) — esperança | Confiança na fidelidade de Deus à aliança |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
Jeremias exemplifica que o ministério profético ultrapassa fronteiras nacionais e culturais. Deus é soberano sobre todas as nações, estabelecendo padrões de justiça e julgamento para todos os povos. A proclamação do profeta às nações demonstra que a Palavra de Deus é universal, equilibrando amor e justiça, e que Ele é Criador e Sustentador de tudo. A mensagem do Egito reforça a precisão histórica e o poder soberano de Deus, ao mesmo tempo em que garante esperança para Israel.
“Deus é Rei de todas as nações; Seu juízo é justo, Sua palavra é universal e Sua fidelidade permanece para com os que confiam Nele.”
SUBSÍDIO 2
“Jeremias profetizou que os babilônios não apenas derrotariam o Egito em Carquemis, mas que também derrotaram os exércitos egípcios na própria terra dos egípcios (568-567 a.C). O Senhor Deus deixaria bastante claro que os deuses do Egito não poderiam livrá-los da derrota (vv. 25-26). A destruição não seria permanente; o Egito seria restaurado no futuro e habitado até o tempo do reinado de Cristo na terra (cf. Is 19.23-25: Ez 29.8-14). Israel não devia temer a destruição total. A nação deveria ser castigada pelos seus pecados, mas sobreviveria e acabaria retornando à terra prometida e a uma posição de favor na presença de Deus (cf. 30.10-11; 31.1-6).
47.1-7 FILISTEUS. Os filisteus ocuparam a região costeira de Judá. Existia uma hostilidade frequente entre eles e o povo de Deus. Outras profecias contra os filisteus são encontradas em Is 14.28-31; Ez 25.15-17: Am 1.6-8; Sf 2.4-7.
48.1 MOABE. O país de Moabe se localizava no litoral leste do Mar Morto. Os moabitas eram descendentes de Ló, sobrinho de Abraão (Gn 19.30-37). (Abraão foi um grande homem de fé e o ancestral do povo hebreu.) Os moabitas estavam frequentemente em conflito com Israel Durante a época de Jeremias, gangues de moabitas atacaram partes de Judá depois que Nabucodonosor invadiu a região (2 Rs 24.2). Jeremias identificou muitas das cidades moabitas que seriam destruídas. Moabe foi conquistada pelos babilônios, e, consequentemente, desapareceu como nação. Outras profecias contra Moabe são encontradas em Is 15-16; Jr 9.25-26; 25.14-21; 27.2-3: Ez 25.8-11; Am 2.1-3: Sf 2.8-11.
A tendência de todas as nações é confiar em suas próprias tradições. tecnologia, poderio militar, conquistas e riqueza. Esta confiança enganadora, juntamente com um comportamento impiedoso do seu povo, causará a queda de qualquer nação. Assim como Deus destruiu Moabe, chegará o dia em que Ele abaterá todas as nações do mundo este dia é referido como “o dia do Senhor” (1 Ts 5.2-4).”
(Bíblia de Estudo Pentecostal Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p. 967.)
III- UM POVO PARA AS NAÇÕES
1- Israel, o povo que falhou com as nações. O ministério de Jeremias em relação a outras nações não foi um acontecimento à parte do plano maior de Deus que, por meio da missão de Israel de representá-lo, intenciona alcançar outros povos (Dt 28.9.10). Ao contrário disso, ele atuou no sentido de reafirmar o interesse divino em restaurar povos de todas as nações (Is 49.22.23).
2- Igreja, o povo de Deus para as nações. O texto de 1 Pedro 2.9 afirma que a Igreja foi escolhida para anunciar a mensagem de Deus. Nós somos a Igreja de Cristo, por isso fomos denominados de “geração eleita, sacerdócio real, a nação santa e o povo adquirido”. A Igreja recebeu de Deus a missão de anunciar a mensagem às nações. A missão da Igreja se identifica com a de Israel no que se refere à tarefa de representar Deus diante das nações. Duas verdades precisam ser ressaltadas aqui: A primeira é que o Senhor Jesus ordenou que a Igreja pregue o Evangelho. E a segunda é que a Igreja deve anunciar, em todos os lugares, e a todos os povos que só o Senhor é Deus e que Jesus é o Salvador.
SUBSIDIO 3
“51.33 AINDA UM POUCO, E O TEMPO DA SEGA LHE VIRÁ. De maneira simbólica, o profeta está se referindo à maneira como a Babilônia havia plantado más sementes de crueldade, adoração a ídolos e imoralidade. Agora a nação estava prestes a colher o juízo de Deus. Devemos nos lembrar de que os pecados são como as sementes, que crescem e acabam levando a uma grande e terrível colheita. O Novo Testamento nos adverte: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
Tendo escapado ao perigo da queda da Babilônia, os exilados tiveram que considerar que agora era o momento de voltar a Jerusalém e servir ao Senhor.
O último capítulo do livro de Jeremias mostra que o profeta falava verdadeiramente a Palavra de Deus, porque toda a destruição que ele havia predito se tornará realidade. Este capítulo é praticamente idêntico a 2 Rs 24.18-25.30; cf. também Jr 39.1-10.” (Bíblia de Estudo Pentecostal Para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023. р. 974.)
PROFESSOR(A), siga o exemplo de Jeremias e não permita que as adversidades desse mundo cale a sua voz e o impeça de anunciar a Palavra de Deus.
CONCLUSÃO
O Antigo Testamento, especialmente o profeta Jeremias, reafirma o caráter divino da Grande Comissão, do Novo Testamento, confiada à Igreja, tanto no que se refere à sua origem, quanto às suas bases e o seu objetivo. Vimos a respeito do compromisso de anunciar o Evangelho às nações, sob a perspectiva do profeta Jeremias que, à semelhança de outros profetas, falou às nações, como obediência à ordem de Deus e como vocação, pois para isso ele foi enviado, do mesmo modo que a Igreja é enviada na atualidade.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
I. UM POVO PARA AS NAÇÕES: A UNIDADE DO PLANO REDENTIVO
O tema central deste tópico é a continuidade da missão divina: Deus sempre teve um povo escolhido com responsabilidade universal. Israel, no Antigo Testamento, e a Igreja, no Novo Testamento, fazem parte de um mesmo plano redentor, ainda que em estágios distintos da revelação.
II. ISRAEL, O POVO QUE FALHOU COM AS NAÇÕES
1. A vocação missionária de Israel
Deuteronômio 28.9–10 declara:
“O Senhor te confirmará para si por povo santo… e todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor.”
Análise hebraica
- ʿAm qādôš (עַם קָדוֹשׁ) – “povo santo”: indica separação com propósito, não isolamento.
- Qārāʾ šēm (קָרָא שֵׁם) – “chamado pelo nome”: linguagem de representação; Israel deveria refletir o caráter de YHWH diante das nações.
📌 Teologia: A eleição de Israel nunca foi exclusivista, mas instrumental — Israel foi escolhido para que outros povos conhecessem a Deus.
2. A falha de Israel e o ministério profético
Embora chamado para ser luz, Israel frequentemente se voltou para dentro de si, caindo em:
- Idolatria
- Nacionalismo espiritual
- Alianças políticas contrárias à vontade divina
Jeremias surge, então, como um profeta que rompe fronteiras, proclamando juízo e esperança às nações (Jr 1.5,10; 46–51).
Isaías 49.22–23 reafirma:
“Eis que levantarei a minha mão para as nações…”
📌 Teologia restauradora: Mesmo diante da falha humana, o plano missionário de Deus não é abortado, mas reafirmado por meio dos profetas.
III. IGREJA, O POVO DE DEUS PARA AS NAÇÕES
1. A identidade missionária da Igreja – 1 Pedro 2.9
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido…”
Análise grega
- Genos eklekton (γένος ἐκλεκτόν) – geração eleita: continuidade do conceito de eleição.
- Hieráteuma basiléion (ἱεράτευμα βασίλειον) – sacerdócio real: mediação entre Deus e os povos.
- Laòs eis peripoíēsin (λαὸς εἰς περιποίησιν) – povo adquirido: pertencimento com missão.
📌 Cláusula-chave do texto:
“para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou…”
- Exangellō (ἐξαγγέλλω) – anunciar amplamente, proclamar publicamente.
📌 Teologia: A Igreja não existe apenas para adoração interna, mas para proclamação externa.
2. Continuidade e cumprimento da missão
A missão da Igreja não substitui a de Israel; ela a cumpre em Cristo.
As duas verdades destacadas no texto são centrais:
- A ordem é de Cristo (Mt 28.18–20; Jo 20.21).
- O alcance é universal — todos os povos, em todos os lugares.
📌 Cristologia missionária: Jesus é o conteúdo da mensagem — “só o Senhor é Deus” e “Jesus é o Salvador” (At 4.12).
IV. SUBSÍDIO 3: A LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA (Jr 51.33)
“Ainda um pouco, e o tempo da sega lhe virá.”
Análise simbólica e teológica
- Zeraʿ (זֶרַע) – semente.
- Qāṣîr (קָצִיר) – colheita.
📌 Babilônia semeou:
- Crueldade
- Idolatria
- Imoralidade
📌 Colheu:
- Juízo inevitável
A aplicação paulina em Gálatas 6.7 confirma a unidade ética das Escrituras:
“Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
📌 Teologia moral: Deus é paciente, mas não indiferente. O juízo pode tardar, mas é certo.
V. APLICAÇÃO PASTORAL E PEDAGÓGICA
Ao professor(a)
- Jeremias ensina que adversidade não anula vocação.
- A fidelidade à Palavra é mais importante que aceitação cultural.
- O ensino bíblico deve manter clareza profética e compaixão missionária.
À Igreja hoje
- Somos eleitos para servir, não para nos isolar.
- O silêncio diante do pecado também é uma forma de falha missionária.
- A missão é identidade, não programa.
- Onde a Igreja se cala, o mundo permanece nas trevas.
VI. TABELA EXPOSITIVA – UM POVO PARA AS NAÇÕES
Aspecto
Israel
Igreja
Ênfase Teológica
Aplicação
Eleição
Dt 28.9
1Pe 2.9
Eleição com propósito
Responsabilidade
Missão
Representar Deus
Anunciar Cristo
Continuidade redentiva
Testemunho
Falha
Idolatria
Omissão
Fragilidade humana
Vigilância
Profetas / Apóstolos
Jeremias
Igreja enviada
Palavra autoritativa
Obediência
Juízo e esperança
Jr 51.33
Gl 6.7
Semeadura e colheita
Santidade
Alcance
Nações
Todos os povos
Universalidade
Missão global
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
O profeta Jeremias demonstra que a missão não é um conceito neotestamentário tardio, mas uma expressão do coração eterno de Deus. O Antigo Testamento estabelece as bases; o Novo Testamento amplia o alcance; e a Igreja, hoje, carrega a responsabilidade histórica de proclamar que o Senhor reina e que Jesus Cristo salva.
Assim como Jeremias foi enviado às nações por vocação e obediência, a Igreja é enviada não por conveniência, mas por mandato divino. O silêncio nunca foi uma opção para o povo de Deus.
I. UM POVO PARA AS NAÇÕES: A UNIDADE DO PLANO REDENTIVO
O tema central deste tópico é a continuidade da missão divina: Deus sempre teve um povo escolhido com responsabilidade universal. Israel, no Antigo Testamento, e a Igreja, no Novo Testamento, fazem parte de um mesmo plano redentor, ainda que em estágios distintos da revelação.
II. ISRAEL, O POVO QUE FALHOU COM AS NAÇÕES
1. A vocação missionária de Israel
Deuteronômio 28.9–10 declara:
“O Senhor te confirmará para si por povo santo… e todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor.”
Análise hebraica
- ʿAm qādôš (עַם קָדוֹשׁ) – “povo santo”: indica separação com propósito, não isolamento.
- Qārāʾ šēm (קָרָא שֵׁם) – “chamado pelo nome”: linguagem de representação; Israel deveria refletir o caráter de YHWH diante das nações.
📌 Teologia: A eleição de Israel nunca foi exclusivista, mas instrumental — Israel foi escolhido para que outros povos conhecessem a Deus.
2. A falha de Israel e o ministério profético
Embora chamado para ser luz, Israel frequentemente se voltou para dentro de si, caindo em:
- Idolatria
- Nacionalismo espiritual
- Alianças políticas contrárias à vontade divina
Jeremias surge, então, como um profeta que rompe fronteiras, proclamando juízo e esperança às nações (Jr 1.5,10; 46–51).
Isaías 49.22–23 reafirma:
“Eis que levantarei a minha mão para as nações…”
📌 Teologia restauradora: Mesmo diante da falha humana, o plano missionário de Deus não é abortado, mas reafirmado por meio dos profetas.
III. IGREJA, O POVO DE DEUS PARA AS NAÇÕES
1. A identidade missionária da Igreja – 1 Pedro 2.9
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido…”
Análise grega
- Genos eklekton (γένος ἐκλεκτόν) – geração eleita: continuidade do conceito de eleição.
- Hieráteuma basiléion (ἱεράτευμα βασίλειον) – sacerdócio real: mediação entre Deus e os povos.
- Laòs eis peripoíēsin (λαὸς εἰς περιποίησιν) – povo adquirido: pertencimento com missão.
📌 Cláusula-chave do texto:
“para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou…”
- Exangellō (ἐξαγγέλλω) – anunciar amplamente, proclamar publicamente.
📌 Teologia: A Igreja não existe apenas para adoração interna, mas para proclamação externa.
2. Continuidade e cumprimento da missão
A missão da Igreja não substitui a de Israel; ela a cumpre em Cristo.
As duas verdades destacadas no texto são centrais:
- A ordem é de Cristo (Mt 28.18–20; Jo 20.21).
- O alcance é universal — todos os povos, em todos os lugares.
📌 Cristologia missionária: Jesus é o conteúdo da mensagem — “só o Senhor é Deus” e “Jesus é o Salvador” (At 4.12).
IV. SUBSÍDIO 3: A LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA (Jr 51.33)
“Ainda um pouco, e o tempo da sega lhe virá.”
Análise simbólica e teológica
- Zeraʿ (זֶרַע) – semente.
- Qāṣîr (קָצִיר) – colheita.
📌 Babilônia semeou:
- Crueldade
- Idolatria
- Imoralidade
📌 Colheu:
- Juízo inevitável
A aplicação paulina em Gálatas 6.7 confirma a unidade ética das Escrituras:
“Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.”
📌 Teologia moral: Deus é paciente, mas não indiferente. O juízo pode tardar, mas é certo.
V. APLICAÇÃO PASTORAL E PEDAGÓGICA
Ao professor(a)
- Jeremias ensina que adversidade não anula vocação.
- A fidelidade à Palavra é mais importante que aceitação cultural.
- O ensino bíblico deve manter clareza profética e compaixão missionária.
À Igreja hoje
- Somos eleitos para servir, não para nos isolar.
- O silêncio diante do pecado também é uma forma de falha missionária.
- A missão é identidade, não programa.
- Onde a Igreja se cala, o mundo permanece nas trevas.
VI. TABELA EXPOSITIVA – UM POVO PARA AS NAÇÕES
Aspecto | Israel | Igreja | Ênfase Teológica | Aplicação |
Eleição | Dt 28.9 | 1Pe 2.9 | Eleição com propósito | Responsabilidade |
Missão | Representar Deus | Anunciar Cristo | Continuidade redentiva | Testemunho |
Falha | Idolatria | Omissão | Fragilidade humana | Vigilância |
Profetas / Apóstolos | Jeremias | Igreja enviada | Palavra autoritativa | Obediência |
Juízo e esperança | Jr 51.33 | Gl 6.7 | Semeadura e colheita | Santidade |
Alcance | Nações | Todos os povos | Universalidade | Missão global |
CONCLUSÃO TEOLÓGICA
O profeta Jeremias demonstra que a missão não é um conceito neotestamentário tardio, mas uma expressão do coração eterno de Deus. O Antigo Testamento estabelece as bases; o Novo Testamento amplia o alcance; e a Igreja, hoje, carrega a responsabilidade histórica de proclamar que o Senhor reina e que Jesus Cristo salva.
Assim como Jeremias foi enviado às nações por vocação e obediência, a Igreja é enviada não por conveniência, mas por mandato divino. O silêncio nunca foi uma opção para o povo de Deus.
HORA DA REVISÃO
1- Para quem Jeremias foi enviado inicialmente?
Assim como os demais profetas. Jeremias foi enviado inicialmente ao seu povo, o que não significa que não teve de advertir as demais nações a respeito da responsabilidade que todos, indistintamente, têm diante de Deus.
2- Quem determinou o ministério de Jeremias e qual era o seu público-alvo?
Assim como Deus determinou o início e o fim do ministério de Jeremias. Ele também decidiu que as nações seriam o seu público-alvo.
3- De que é composto o Reino de Deus?
Definitivamente, o Reino de Deus é um reino de nações.
4- Cite 2 profetas que foram enviados a outras nações.
Isaías e Ezequiel.
5- Qual a maior e principal missão da Igreja?
A missão da Igreja se identifica com a de Israel no que se refere à tarefa de representar a Deus diante das nações.
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