Lição 5 - Confirmando o Concerto - 03/05/2020 - EBD Jovem - CPAD

TEXTO DO DIA "Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram e, em seu coração, se tornaram ao Egito." (At 7...


TEXTO DO DIA
"Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram e, em seu coração, se tornaram ao Egito." (At 7.39)
SÍNTESE
Deus firmou um concerto conosco mediante a nossa fé em seu Filho Jesus Cristo.

AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA - Gn 9.8,9
Deus fez aliança com Noé
TERÇA - Gn 15.18
Deus faz aliança com Abraão
QUARTA - Êx 2.24
Deus se lembra da aliança com os patriarcas
QUINTA - Êx 24.4-8
O livro da aliança deve ser lido
SEXTA - Dt 4.23
O povo de Deus não deve esquecer-se da aliança
SÁBADO - Hb 12.24
Jesus, o Mediador de uma nova aliança

Objetivos

I - EXPLICAR o significado da circuncisão para os hebreus;
II - EXPOR os episódios fundamentais acontecidos no arraial montado em Gilgal, um lugar marcante para a história do povo hebreu;
III - MOSTRAR como surgiu a Páscoa e qual o seu simbolismo.

Interação

Todas as lições dessa revista possuem um elo que as une, pois tratam de temas sequenciais do livro de Josué. Dessa maneira é confuso para um aluno compreender a lição atual se ele não tiver conhecimento das anteriores. Se ficarem muito calados durante a aula, procure mobilizá-los, estimulando a perguntarem, opinarem, etc. Sempre motive os alunos para que não faltem à próxima aula e para que convidem os que estão mais ausentes. Essas lições são importantíssimas para o crescimento cristão, pois trazem valiosas orientações que se adéquam ao nosso dia a dia moderno, pois retratam, como sombras do passado, a conduta do povo de Deus que propiciou a conquista da Terra Prometida!

Orientação Pedagógica

Nessa lição estudaremos dois temas importantes no Antigo Testamento: A circuncisão e a Páscoa. Então, para apresentar melhor os assuntos, reproduza o quadro abaixo, mostrando o ensino teológico correto e o que diz o conhecimento popular.
Texto bíblico
Josué 5.2-12

2       Naquele tempo, disse o SENHOR a Josué: Faze facas de pedra e torna a circuncidar os filhos de Israel.
3       Então, Josué fez para si facas de pedra e circuncidou aos filhos de Israel em Gibeate-Haralote.
4       E foi esta a causa por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os varões, todos os homens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo caminho, depois que saíram do Egito.
5        Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nenhum do povo que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado.
6       Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a nação, os homens de guerra, que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do SENHOR, aos quais o SENHOR tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o SENHOR jurara a seus pais dar-nos, terra que mana leite e mel.
7        Porém, em seu lugar, pôs a seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho.
8       E aconteceu que, acabando de circuncidar toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam.
9       Disse mais o SENHOR a Josué: Hoje, revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal, até ao dia de hoje.
10      Estando, pois, os filhos de Israel alojados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó.
11      E comeram do trigo da terra, do ano antecedente, ao outro dia depois da Páscoa; pães asmos e espigas tostadas comeram no mesmo dia.
12      E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do trigo da terra, do ano antecedente, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano, comeram das novidades da terra de Canaã.

INTRODUÇÃO

Deus chamou o patriarca Abrão e fez com ele uma aliança. Para cumprir a sua parte, como forma de aceitação do concerto, Abrão deveria comprometer-se com a prática da circuncisão, em todos os homens de sua casa. Ele aceitou o desafio e muito tempo depois, às vésperas do êxodo, o Senhor estabeleceu a festa da Páscoa, a qual foi celebrada duas vezes: na saída do Egito e no deserto do Sinai (Nm 9). O Senhor estava ensinando seu povo sobre a obediência e a devoção.

 O Todo-Poderoso lhes dava mantimento, conforto, proteção, porém requeria deles (como requer da Igreja) uma atitude de fé.  Mas, ao contrário, eles rebelaram-se contra o Senhor. Em face disso, Deus tirou-lhes o privilégio da celebração da Páscoa e admitiu a não circuncisão do restante do povo, até o dia em que puseram os pés em Canaã. Nesse instante, Deus determinou uma nova circuncisão e a comemoração da Páscoa. Uma nova etapa da vida deles estava chegando e, por isso, precisavam manter a intimidade com Deus, confirmando a parte deles na aliança.

Caminhar com Deus apresenta, algumas vezes, exigências pouco compreensíveis, sob o prisma da racionalidade. Nesse diapasão, o Deus que criou o Universo e tudo que nele há, estabeleceu os princípios que regem o Seu relacionamento com os homens, e para tanto, prescreveu-lhes condutas, muitas das quais, é bem verdade, simbólicas, mas extremamente necessárias. Uma delas é a circuncisão, a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino (Gn 17.11; At 7.8; Rm 4.11), anunciada pelo Senhor como condição indispensável, antes da Dispensação da Graça, para que alguém participasse do pacto abraâmico1 – a fonte de toda a bem-aventurança dos hebreus enquanto nação. Assim, para que Abraão cumprisse a sua parte na aliança (observe-se como Deus é humilde – submeter-se a fazer acordo com homens fracos e mortais), ele deveria se comprometer com a prática da circuncisão em todos os homens de sua casa.
O pai da fé cumpriu fielmente esse compromisso, que foi transmitido aos seus descendentes. Entretanto, durante a peregrinação no deserto, não consta a realização de nenhuma cerimônia de circuncisão. Deus, nesse período, deu aos hebreus mantimento, conforto, proteção, porém requeria deles (como requer da Igreja) uma atitude de obediência e fé, o que não aconteceu, e isso lhes custou, também, a perda do privilégio da celebração da Páscoa.
Quando a nova geração colocou os pés em Canaã – o evento conhecido como eisodus, Deus autorizou a circuncisão, para a confirmação da aliança, e a comemoração da Páscoa, pois uma nova etapa da vida deles estava chegando. Aliás, sabe-se que “aliança é um acordo entre duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes: partes, condições, resultados, garantias”2. Nesse caso específico, as partes eram Deus e Abraão e seus descendentes; a condição para Abraão era a circuncisão, os resultados e as garantias eram com Deus, e, por isso, o Senhor fez um juramento, porque Ele queria “mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa” de forma que “por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta,” Abraão e sua descendência fossem consolados na esperança do cumprimento da promessa (Hb 7.13-18).
Na vida dos cristãos hodiernos, igualmente, Deus cerca seus filhos de muitas promessas que nos acalmam o coração se, realmente, aprendemos a descansar nEle. A missão de Jesus Cristo, em seu aspecto encarnacional, ou seja, quando adentrou e participou do mundo do sofrimento humano3, frequentemente falava sobre o futuro com seus discípulos, mostrando-lhes as lutas e dificuldades que enfrentariam, mas sempre lhes garantindo que dias melhores viriam, ainda que fossem quando atravessassem os umbrais da eternidade. Que importava? Desde que mantivessem intacta a aliança com o Senhor, nesta vida ou no provir, eles seriam mais que vencedores. As contingências próprias da existência, portanto, fossem elas agradáveis ou não, seriam apenas o tempero da vitória no Céu (Rm 8.18).

I - CIRCUNCISÃO, UM PACTO DE DEUS COM OS HEBREUS

1. A aceitação do pacto abraâmico.
A circuncisão é a retirada do prepúcio do órgão sexual masculino. Entretanto, muito mais do que uma conduta de saúde pública, a circuncisão aqui estudada era praticada em forma de ritual pelos hebreus, e trazia em seu conteúdo não a concretização de uma aliança, mas a "resposta humana" ao concerto firmado pelo Senhor com o patriarca Abrão (Gn 17.9-14). Era, portanto, um ato de obediência e fé (Dt 10.16; Jr 4.4), que deixava uma marca na carne capaz de distinguir os israelitas dos demais povos. A circuncisão era realizada com uma faca de pedra (Js 5.2), embora naquele tempo já existissem instrumentos de bronze, mas não de ferro, haja vista vivessem no final da Idade do Bronze.

A circuncisão não trazia em si a concretização de uma aliança,  ela representava a adesão humana ao concerto firmado pelo Senhor com o patriarca Abraão (Gn 17.9-14)– uma condição imposta por Deus, como dito anteriormente, que consistia em um ato de obediência e fé (Dt 10.16; Jr 4.4; Cl 2.11,12). A cirurgia (por óbvio, sem anestesia), feita com uma pedra amolada (Js 5.2), causava fortes dores e desconforto por até três dias, deixando uma cicatriz na carne que distinguia os israelitas dos demais povos. Para se entender o motivo pelo qual Deus não mudou o rústico instrumento cirúrgico utilizado para a circuncisão, mesmo com o avanço da metalurgia do bronze e ferro, mister lembrar que Jesus disse ser Ele a pedra angular rejeitada (Mc 12.10; At 4.11; 1Pe 2.7) e Paulo ter afirmado que Cristo era a rocha que os seguia (1Co 10.4).
Na verdade, Deus estava apontando sempre, com todas as regras cerimoniais, para Cristo. Prova disso é que Paulo, ao falar da circuncisão menciona que “Nele também vocês foram circuncidados, não com uma circuncisão feita por mãos humanas, mas pela remoção do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo (...)” (Cl 2.11, 12 NAA). Assim, o apóstolo dos gentios fez uma ponte tipológica entre a circuncisão e o batismo em águas, ressignificando a circuncisão em relação à ordenança neotestamentária, haja vista que são momentos simbólicos da velha e nova aliança em que o ser humano morre para si mesmo e ressurge para Deus.
Ocorre, entretanto, que alguns estudiosos erradamente elegem o trecho de Cl 2.11,12 como argumento para defenderem o batismo em águas de bebês, alegando que as crianças hebreias, logo aos oito dias de vida, deveriam ser circuncidadas. Essa interpretação, todavia, não resiste ao melhor uso das premissas hermenêuticas. Ora, se por um lado, Paulo, para combater a doutrina dos judaizantes, ressignificou a circuncisão, de outro Jesus realizou a mesma engenharia interpretativa com festa da Páscoa, transmudando-a na celebração da Santa Ceia, porém poucos elementos cerimoniais permaneceram na nova “festa” instituída, inclusive não sendo observada o tempo em que acontecia, pois a Páscoa era realizada uma vez por ano, no primeiro mês, ao passo que a ceia cristã era celebrada sempre, na igreja primitiva, ao que tudo indica,  “no primeiro dia da semana”.
Dessa forma, há respaldo bíblico para afirmar que a Páscoa foi transmudada em Santa Ceia e que a circuncisão foi ressignificada pela ordenança do batismo. Contudo, daí a defender que haja batismo de crianças por que a circuncisão acontecia no oitavo dia de nascimento, constitui-se em verdadeira agressão hermenêutica, uma vez que não há designações neotestamentárias que fundamentem tal tese.
O pacto abraâmico, portanto, ao exigir como condição de aceitação a circuncisão, traduzia o simbolismo da morte do adorador, em oposição ao sacrifício de seres humanos, amplamente praticado em religiões pagãs. Paulo explica, todavia, que a circuncisão em si não era nada se a pessoa não fosse fiel a Deus, pois o que vale para o Céu é a circuncisão do coração (mente); a mesma regra aplica-se integralmente a quem participa da Santa Ceia.
No cristianismo, não adianta a pessoa apresentar santidade exteriormente se não houver, no interior, fidelidade, pureza e bondade. Nessa situação, o indivíduo não passará, como disse Jesus, de um sepulcro caiado, bonito por fora, nas cheio de podridão por dentro (Mt 23.27). Imprestável, portanto. Essa é, em suma, a ética do Reino de Deus em todos os tempos!

2. Uma marca de Deus.
A circuncisão produzia uma marca de autoridade e comunhão, por demonstrar que Deus aceitava uma alma para adorá-lo. Isso era tão relevante que Moisés e sua esposa tiveram um grave incidente com o Senhor, o qual tencionou matá-lo pelo fato de seu filho não ser circuncidado (Êx 4.24-26). É triste notar que a geração que saiu do Egito, não obstante circuncidada na carne, não tinha o coração e os lábios circuncidados (Êx 6.12; Lv 26.41), por isso morreram no deserto. Esse era o grande desafio da geração do eisodus (e da nossa também): Ser obediente a Deus em tudo, não apenas na aparência, mas no homem interior.

Ao longo da Bíblia observa-se o Senhor Deus, aqui e acolá, marcando as pessoas, seja no sentido físico, como foi o caso de Caim (Gn 4.15), ou espiritual, como se vê em Ez 9.4, em que o Altíssimo mandou que fosse colocada uma marca na testa daqueles que gemiam por causa do pecado de Jerusalém, e em Ap 19.16, quando Jesus, em glória, foi visto com uma inscrição na coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores. 
Interessante perceber, ao contrário, em Lv 19.28, que o Eterno proibiu aos homens colocarem marcas (hb. aqa` – que também pode ser traduzido por incisão, impressão, tatuagem) sobre a pele deles, pois isso teria uma representação simbólica importante sobre a “propriedade do indivíduo” – a quem a pessoa pertence – na medida em que havia um antigo costume no Oriente de que escravos e soldados levassem o nome ou o sinal de seu mestre ou comandante tatuado ou perfurado (cortado) em seus corpos para indicar a que mestre ou general eles pertenciam. Alguns devotos pagãos, igualmente, e com o mesmo sentido, marcavam a si mesmos desta forma, com o símbolo identificativo dos deuses que adoravam.
Assim, quando o Todo-Poderoso anunciou que a circuncisão – a resposta humana de aceitação – ficaria como sinal (hb. owth– marca distintiva, ou símbolo) da aliança estabelecida (Gn 17.11), demonstrava que, sendo Ele o Criador, poderia marcar os homens com a cicatriz da circuncisão, ou outra qualquer (como aconteceu com Caim) – isso é soberania – porém os homens não deveriam permitir nenhuma inscrição em sua pele (Lv 19.28), a fim de denotarem que suas vidas eram consagradas exclusivamente ao Senhor, que os marcara.
O significado espiritual da circuncisão, portanto, era tão importante que o apóstolo Paulo, pelo Espírito, em Rm 4.11 (versão NAA), afirmou: “E Abraão recebeu o sinal [gr. semeion– marca, símbolo – que indica, no texto, aquilo pelo qual uma pessoa é diferenciada das outras e pelo qual se faz conhecida] da circuncisão como selo da justiça da fé (...)”. Que visão extraordinária! Paulo estava ensinando que a circuncisão deixava mais que uma cicatriz, era um sinal de Deus, o selo da justiça que provém da fé, porque não era autorizada em face da realização de algum ato de “justiça própria” do homem, que sugerisse sua autojustificação pelas obras da lei. Absolutamente, mas era realizada, pela fé, em todos os meninos (já que não existe predestinação individual para alguém ir para o céu ou o inferno) aos oito dias de nascimento.
O sinal de Deus no homem pela circuncisão (Rm 4.11), simbolizava a concessão divina de comunhão e autoridade que defluiriam, para todos que cressem, do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário (com efeito retroativo), conforme está escrito: “...para que aquele que nEle crer...” (Jo 3.16). Nesse sentido, o mesmo Paulo escreveu: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito” (Gl 3.13, 14 – grifo acrescido). Isso é Graça, o dom imerecido. O selo da justiça da fé.
Mister recordar, porém, que a geração que saiu do Egito, não obstante circuncidada na carne, não tinha coração e lábios circuncidados (Ex 6.12; Lv 26.41; Rm 2.25), por isso morreu no deserto. Nesse passo, em Gl 6.17, Paulo fez lembrar que trazia no seu corpo as marcas (gr. stigma– sinal perfurado ou marca "a ferro e fogo") de Cristo. Essas marcas espirituais (embora ele possa aqui estar fazendo um trocadilho pelas cicatrizes que possuía, em face das 195 cruéis chicotadas recebidas dos judeus – 2 Co 11.24) constituíam-se no selo de sua comunhão com Deus e autoridade espiritual. Por isso, os gálatas não deveriam molestá-lo por questões sem importância, alusivas à lei mosaica, haja vista que ele já tinha o suficiente para a salvação– as marcas de Cristo.

3. Uma marca que era um requisito para ser guerreiro.
A circuncisão era um requisito para se comer a Páscoa (Êx 12.44,48), bem como para tornar-se guerreiro. Ele não poderia lutar as guerras do Senhor sem antes ser submetido ao ritual. Em Gênesis 17.14, Deus disse que os não circuncidados deveriam ser exterminados do povo. A circuncisão para um guerreiro soava com uma verdadeira proteção, que trazia a garantia da aliança abraâmica com Deus. Eis por que Davi, no confronto com Golias, insultou-o duas vezes chamando-o de incircunciso (1Sm 17.26,36). Aquele jovem pastor de ovelhas conhecia muito bem o Deus de Israel, e pela ação de uma "pedra" lançada por ele, o incircunciso gigante veio ao chão. Nas nossas pelejas, a única segurança que trazemos conosco é a obediência a Deus, pois a estratégia e perícia humanas, sem a aprovação do Senhor, para nada servirá. 
Para vencer as guerras que se avizinhavam, além da bênção de Deus, Israel precisava de um exército valoroso, obediente e cheio de fé, à altura do seu líder. Por isso, a restauração do pacto abraâmico era condição indispensável para se comer a Páscoa (Ex 12.44,48), bem como para um hebreu tornar-se guerreiro (Js 5.4); aliás, em Gn 17.14 Deus disse que os não circuncidados deveriam ser exterminados do povo e, de fato, o Senhor quase matou um filho de Moisés porque ele não era circuncidado (Ex 4.24-26).
Por tudo isso, a circuncisão para um guerreiro soava com uma verdadeira proteção (1Sm 17.26,36; Jz 14.3; 15.18; 1 Sm 14.6; 18.25; 2Sm 1.20; 3.14), que trazia a garantia da aliança com Deus, entretanto, ao mesmo tempo, tratava-se de uma cirurgia extremamente debilitante. Para se ter uma ideia das sequelas físicas, em Js 5.8 está escrito que o exército ficou desmobilizado até que sarassem as feridas, as quais provocavam fortes dores nos homens por, pelo menos, três dias (Gn 34.24,25), explicação apresentada por Josué como justificativa para a excepcionalidade da não circuncisão dos guerreiros até aquele momento (Js 5.4-7).

Pense!
Por qual razão Deus permitiu que a geração que entraria em Canaã ficasse um longo período sem ser circuncidada, no deserto?

Ponto Importante
Deus não queria somente a circuncisão do prepúcio, mas a do coração.

II - UM LUGAR CHAMADO GILGAL

1. Lugar de aliança (v. 8,9).
Gilgal foi o local da renovação da aliança com o Senhor, onde havia uma ambiência de comunhão com Deus e unidade de propósitos entre os israelitas. O doloroso ato da circuncisão, em uma população adulta, foi algo difícil, a ponto de terem de ficar retidos no mesmo lugar até sararem (v. 8). Em Gilgal, os israelitas foram restaurados, pois o opróbrio do Egito foi ali retirado (v. 9).
Deus frequentemente escolhe lugares especiais para atos marcantes. Alguns desses ambientes são de incomparável beleza, como foi o caso de Cesareia de Filipe, para onde Jesus levou seus discípulos e ali ouviu a declaração de Pedro de que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.13-16); outros, porém, são bastante inóspitos e estigmatizados, tal como a Ilha de Patmos, que era utilizada para abrigar prisioneiros do Império Romano, onde Deus revelou todo o futuro a João. Assim, haja vista que nada acontece por acaso no Reino de Deus, o Senhor escolheu Gilgal como o local da renovação da aliança abraâmica, amalgamando os sentimentos de comunhão com Deus e a unidade de propósitos entre os Israelitas.
Gilgal, que pode ser traduzido por Monte de Prepúcios (Js 5.8 ARA), constituiu-se em um memorial, às gerações futuras, acerca das muitas circuncisões ocorridas– símbolo da conversão nacional – corroborando a ideia de que os prepúcios, quando cortados, foram amontoados em uma pilha e cobertos com terra, formando um pequeno monte.4 
Aquele lugar, na verdade, por muito tempo seria um espaço de referência para os hebreus, sendo que ali se tornou um dos três lugares em que Samuel julgava a Israel (1Sm 7.16), um local de sacrifícios (1 Sm 10.8; 13.8; 15.21) e onde Saul foi proclamado rei (1Sm 11.15). Talvez lá tenha se tornado o centro da escola de profetas no tempo de Elias e Eliseu (2 Rs 2.1-4; 4.38). Uma localidade, portanto, que participou de forma importante da vida política e religiosa dos israelitas. 

2.  Lugar de exaltação.
O Senhor disse que estava revolvendo, naquele dia, o opróbrio do Egito (v. 9), elevando o povo a um patamar de excelência diante dEle. Não se tratava, obviamente, do opróbrio da escravidão imposta pelos egípcios, nem dizia respeito aos vexames e escárnios que os israelitas suportaram ou mesmo pelas condições degradantes em que viviam. A vergonha, o vexame e a desgraça eram devido às atitudes pecaminosas dos hebreus diante de Deus durante a caminhada pelo deserto. A murmuração, a dureza de coração e o pecado fizeram com que milhares morressem no deserto. Deus removeu o opróbrio em Gilgal, e restabeleceu a dignidade, ponto de partida para um novo capítulo na história do seu povo. O fato de os hebreus submeterem-se novamente ao Senhor enquanto nação, aceitando serem circuncidados, pela fé, fez com que eles fossem reinseridos no pacto espiritual.
Em Js 5.9 o Senhor disse que, por causa da confirmação da aliança abraâmica, Ele tirou, naquele dia, o opróbrio (grande desonra pública) do Egito sobre os Israelitas, porque naquele momento “eles foram reconhecidos como sendo filhos de Deus livres, tendo o selo da aliança em sua carne” 5, não havendo mais nenhum resquício de influência da cultura do Egito. Isso significava que a vergonha, vexame, desgraça, de ter a aliança abraâmica suspensa (Nm 14.28-30), por causa do amor ao Egito (Nm 14.2-4), que gerou a desaprovação do povo diante de Deus, e fez milhares morrerem no deserto (Nm 14.22,23), resolvera-se ali!
A estratégia e perícia humanas apresentavam-se como elementos importantes para a conquista de Canaã, como se viu nos combates descritos por Josué, entretanto, caso os guerreiros estivessem conformados com este mundo (Rm 12.1,2), de nada serviria toda a preparação. Exemplo disso aconteceu em Nm 14.40-45, quando um grupo de combatentes, desobedecendo à orientação de Moisés, começou uma guerra para conquistar a terra prometida, mas foram fragorosamente esmagados pelos inimigos.
Da mesma forma, para os cristãos entrarem no descanso que Deus tem preparado para aqueles que O amam, deve ser removido todo o resquício de influência do mundo (o que Deus considera “opróbrio”), e isso se dá quando acontece a verdadeira conversão, pois “quem está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17).

3. Lugar de prosperidade.
O povo de Israel andou de acampamento em acampamento por 40 anos em um deserto inóspito, no qual não havia água. Agora, após transpor o Jordão, os hebreus armaram em Gilgal seu primeiro arraial em Canaã, onde não há registro de falta de água e nem de comida. Há um tempo, na vida do servo de Deus, que as coisas são difíceis, como aconteceu na caminhada pelo deserto. Nesse caso, é preciso ter paciência e aguardar o fim do deserto. Entretanto, depois de renovada a aliança com Deus, o tempo da Terra Prometida chegou. Nos dias de abundância e fartura, a dependência de Deus ainda é necessária. Antes, o povo era saciado com água saída da rocha, mas agora beberiam da "chuva dos céus" (Dt 11.11,12).
Gilgal, o primeiro acampamento em Canaã, era, por excelência, um lugar do qual manava leite e mel. Ali não havia crise hídrica, e nem crise de pão. Os israelitas se sentiam muito felizes em Gilgal, pois estavam livres das dificuldades que suportaram no deserto e julgavam nada mais terem o que recear.6 
Há um tempo, na vida do servo de Deus, que as coisas inexoravelmente são difíceis e, por isso, os milagres são abundantes, como aconteceu na caminhada pelo deserto. Entretanto, passado o deserto, renovada a aliança com Deus, e chegado o tempo do cumprimento da promessa, os milagres da Providência diminuirão, em face da prosperidade da abundância da terra prometida. Nesses dias, a dependência de Deus ainda será necessária (antes o povo era saciado milagrosamente com água saída da Rocha, todavia agora beberia regularmente as águas das chuvas – Dt 11.11,12), mas é certo que um novo padrão de acontecimentos, com alguma previsibilidade, desenvolver-se-á.

Pense!
Por que Deus permitiu ao povo passar 40 anos no deserto?  Não foi tempo demais?

Ponto Importante
O deserto foi uma escola, na qual os hebreus aprenderam os estatutos de Deus (Sl 119.71).

III - A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

1. A primeira Páscoa.
Foi estabelecida por Deus sob a orientação de Moisés (Êx 12.1-20). O povo foi orientado para que, no dia 10 do mês de abibe (ou nisã), separasse um cordeiro por família, porque, dentro de quatro dias, o animal seria sacrificado, assado e comido com pães asmos e ervas amargas, e isso apressadamente. Haja vista que o povo estaria de saída do Egito. Deus falou, ainda, que na noite desse 14 do primeiro mês, um anjo sairia a matartodos os primogênitos do Egito, onde não houvesse o sangue do cordeiro a marcar os umbrais e vergas das portas (Êx 12.12). De fato, tudo aconteceu como dito pelo Senhor a Moisés.

Um ano depois, mais uma vez, o Altíssimo determinou a celebração da Páscoa (Nm 9.1-3). Israel peregrinava, nesse tempo, pelo deserto. Antes, porém, de completar o segundo ano de peregrinação, os hebreus desistiram de invadir Canaã e, em seus corações, voltaram ao Egito (At 7.39), pelo que Deus rejeitou àquela geração. Nunca mais a Páscoa foi celebrada, até o dia em que a nova geração chegou a Canaã.
A informação de Paulo de que o Reino de Deus consiste em justiça, paz e alegria no Espírito (Rm 14.17), confere com percepção de que o Senhor costumeiramente se relaciona com seus filhos através de festas, sejam elas as estabelecidas por Deus ou criadas pelas tradições. São muitas. O próprio Jesus, nos seus dias sobre a Terra, habitualmente frequentava festas, fossem elas religiosas ou não. No evangelho de João, por exemplo, quase todos os eventos narrados aconteceram antes, durante ou logo após a celebração de alguma festa; vale lembrar que primeiro milagre de Jesus aconteceu numa festa de casamento. Ele morreu na festa da Páscoa, Sua ressurreição e a ressureição dos santos, quando do arrebatamento, estão vinculadas biblicamente à festa das primícias (1Co 15.20-23) e o Espírito Santo foi enviado durante a festa de Pentecostes.
O que interessa, neste instante, entrementes, é tratar acerca de uma das mais importantes, a da Páscoa, que foi estabelecida por Deus, sob a administração de Moisés, em Ex 12.1-20, sendo determinado que, no dia 10 do mês de abibe (ou nisã), o povo separasse um cordeiro, ou cabrito, por família, porque, dentro de quatro dias, o animal seria sacrificado, assado no fogo e comido com pães ázimos e ervas amargosas, e isso apressadamente, haja vista que o povo estaria em retirada da terra dos faraós. Assim, no dia 14 do mês de abibe (ou nisã) ela foi celebrada pela 1ª vez no Egito (Ex 12.12); a 2ª vez aconteceu no deserto, ao pé do Sinai (Nm 9.5) e depois disso houve sua suspensão, por causa da rebelião dos filhos de Israel, pois em seus corações voltaram ao Egito (At 7.39), pelo que Deus rejeitou àquela geração. Quando, porém, em Gilgal, aconteceu a circuncisão dos hebreus que nasceram no deserto, e o Senhor retirou de sobre eles o opróbrio do Egito, pela confirmação da aliança abraâmica, o Senhor concordou que, pela 3ª vez em 40 anos, a Páscoa fosse comemorada.

2. Páscoa: um memorial judaico perpétuo.
A Páscoa foi estabelecida em memorial perpétuo, mas o Senhor preferiu suportar a ausência dessa celebração tão importante, por 39 anos, tanto pela incircuncisão dos pretensos adoradores (Êx 12.48), quanto pela incapacidade que eles tinham de cumprir a liturgia determinada. Agora, depois da circuncisão em massa, o Senhor autorizou a referida celebração. Como visto, era a terceira vez que celebravam a Páscoa. A primeira vez foi na saída do Egito; a segunda vez  aconteceu no deserto, um ano depois, conforme Números 9.1,2 e, agora, a terceira vez quando aportavam na Terra Prometida.
Importante mencionar que não há informação de que os crentes da igreja primitiva tenham celebrado a Páscoa, tendo Jesus a comido pela última vez, juntamente com seus discípulos, na noite em que foi traído, quando a reinterpretou, em consonância com suas próprias experiências, fazendo-a adquirir maior significado em Sua própria Pessoa, retendo, com isso, todo o simbolismo, ao estabelecer a ordenança da Santa Ceia 7. A partir de então os crentes estão esperando o dia em que Ele beberá conosco do fruto da vide no Reino do Pai (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18), nas bodas do Cordeiro (Ap 19.7,9), mas em relação aos judeus ela foi estabelecida em memorial perpétuo (Ex 12.17). Paulo, nesse sentido, afirmou que Cristo é a nossa Páscoa (1Co 5.7)!
A perpetuidade do memorial judaico tem arrimo em suas raízes históricas, pois eles nunca devem esquecer que foram escravos do Egito e que o Senhor os tirou de lá com mão forte e braço estendido, sendo que o cordeiro trazia à lembrança o sacrifício; o pão sem fermento era um memorial à pureza e as ervas amargosas fazia menção à servidão amarga do Egito8. Não por a acaso, na Santa Ceia também, espiritualmente, fazemos a mesma viagem introspectiva, olhando para nosso o passado, presente e futuro em Cristo.

3. Páscoa: um símbolo poderoso.
A Páscoa apontava para a morte do Cordeiro de Deus, apontando para o sacrifício expiatório de Cristo no Calvário. Não se tratava de mera celebração cívico-religiosa, mas de um culto ao Deus verdadeiro, o Criador do Universo, o qual, fazendo-se semelhante aos homens, entregaria voluntariamente sua vida para salvar a humanidade de seus pecados.
A Páscoa era uma festa obrigatória para os hebreus, e a ausência injustificada de alguém apto seria punida com a morte, haja vista a força simbólica do evento. Confirmando tal circunstância, João Batista disse que Jesus era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29), fazendo clara alusão ao Senhor como o Cordeiro pascoal, e, com isso, atribuindo-lhe um simbolismo ainda mais poderoso: representava a morte do Filho Unigênito de Deus! 
Desde o início, quando celebrada ainda no Egito, não se tratava, aos olhos do Eterno, de mera celebração cívico-religiosa, era na verdade um culto ao Deus verdadeiro, o criador do Universo, o qual se encarnaria, fazendo-se semelhante aos homens, e entregaria voluntariamente Sua vida para salvar a humanidade de seus pecados.

Pense!
Qual a relação da Páscoa com o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário?

Ponto Importante
Quando a Páscoa foi instituída o Altíssimo estava anunciando que Jesus, o Cordeiro imaculado, viria ao mundo e morreria em favor da humanidade.

SUBSÍDIO

"A circuncisão é, literalmente, a remoção cirúrgica do prepúcio do órgão sexual masculino. […] é prescrita como um sinal externo necessário (Gn 17.11; At 7.8; Rm 4.11) para que alguém pertencesse ao povo da aliança do Senhor. Naturalmente isso se aplicava somente às pessoas do sexo masculino. A circuncisão era um sinal adequado para o povo escolhido de Deus, porque a pureza espiritual e a santidade deviam caracterizar a sua vida.

O significado positivo da circuncisão no Novo Testamento não está no cumprimento da lei, mas sim no sinal do povo escolhido por Deus, era uma parte do mandamento de Deus que continha a promessa do Messias. A verdadeira circuncisão era um selo de fé. A verdadeira circuncisão 'não feita por mão [humana]' consiste em deixar de lado o 'corpo da carne' pela circuncisão em Cristo, isto é, ser sepultado com Ele no batismo e ressuscitar com Ele (Cl 2.11,12). Quem quer que sirva a Deus em Espírito e glorifique somente a Cristo estará verdadeiramente circuncidado (Rm 2.28,29; Fl 3.3). O Antigo Testamento enfatiza a circuncisão tanto no sentido espiritual quanto no carnal. O Novo Testamento valoriza somente no sentido espiritual ao atribuir-lhe um significado mais profundo" (Dicionário Bíblico Wycliffe.  Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 421-423).

CONCLUSÃO

Os hebreus precisavam fazer sua parte no concerto com Deus. Infelizmente, contudo, na maior parte do tempo, andaram de maneira desobediente, razão pela qual não puderam celebrar a páscoa por 39 anos. Após a saída do Egito, porém, com a confirmação, pela fé, da aliança abraâmica, com a circuncisão, o opróbrio do Egito foi removido e a Páscoa foi celebrada novamente. Israel estava apto para tomar posse das promessas divinas.
A circuncisão nacional dos nascidos no deserto, bem como a comemoração da Páscoa, por Josué, em Gilgal, provavelmente, diante de Deus, foram os episódios mais importantes de seu ministério. A passagem pelo rio Jordão, a queda dos muros de Jericó, a vitória sobre 31 reis cananeus têm seu excepcional significado espiritual e histórico, sem dúvida, mas esses dois fatos, que cravaram irretorquivelmente que o Altíssimo voltava-se, com compromisso, à geração que entrou em Canaã, ressai gloriosamente como a garantia de que todas as outras coisas dariam certo. Israel, enfim, estava apto para tomar posse das promessas divinas.

HORA DA REVISÃO
1. Conforme a lição, o que significa a circuncisão?
A circuncisão é o procedimento cirúrgico consistente na retirada do prepúcio do órgão sexual masculino.

2. Qual milagre cessou quando os hebreus comeram do fruto da terra de Canaã?
O maná que era recolhido todas as manhãs.

3. Em que local foi montado o primeiro acampamento hebreu na Terra Prometida?
Em Gilgal.

4. Qual a referência bíblica que afirma que os hebreus voltaram ao Egito em seus corações?
"Ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram e, em seu coração, se tornaram ao Egito" (At 7.39).

5. Moisés celebrou a páscoa quantas vezes?
Duas vezes.



1 PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Wycliffe. 1ª ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 421.
2 PFEIFFER, Charles F.; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Wycliffe. 1ª ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 61.
3 STOTT, John W. R..O Discípulo Radical. Viçosa, MG: Ultimato, 2011, p.26.
4 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico - Antigo Testamento - Josué a Estervol. 2, Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 21.
5 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico - Antigo Testamento - Josué a Ester. vol. 2, Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 20. 
6 JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 241.
7 JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 241.
8 CHAMPLIN, R. N.. Enciclopédia de Biblia, Teologia e Filosofia. 13ª ed., vol. 5, São Paulo: Hagnos, 2015 p. 101.

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Sobre o Autor:
Ev. Hubner BrazÉ escritor, professor e blogueiro. Formado Bacharel em Teologia pela FATESP, graduando em Mecânica pela FATEC. Criador do projeto Pecador Confesso e tem se destacado em palestras para jovens, casais, obreiros e missões urbanas.

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Pecador Confesso: Lição 5 - Confirmando o Concerto - 03/05/2020 - EBD Jovem - CPAD
Lição 5 - Confirmando o Concerto - 03/05/2020 - EBD Jovem - CPAD
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Pecador Confesso
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