TEXTO PRINCIPAL “Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Sl 34.8). RESUMO DA LIÇÃO A obra da salvação, q...
TEXTO PRINCIPAL
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Sl 34.8).
RESUMO DA LIÇÃO
A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus.
LEITURA DA SEMANA
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
TEXTO PRINCIPAL
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Salmos 34.8)
O Salmo 34 é um convite à experiência pessoal com Deus. O salmista não apenas afirma que o Senhor é bom, mas convoca o povo a experimentar essa bondade.
Análise do hebraico
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amú): experimentar, saborear, conhecer por vivência direta.
- “Vede” — רְאוּ (re’ú): perceber, discernir com clareza.
- “Bom” — טוֹב (tôv): agradável, belo, benéfico, moralmente excelente.
- “Bem-aventurado” — אַשְׁרֵי (’ashrê): feliz, plenamente favorecido.
- “Confia” — חָסָה (ḥasáh): refugiar-se, depender, lançar-se com segurança.
📌 Ênfase teológica
A bondade de Deus não é apenas um atributo abstrato, mas uma realidade vivenciada na salvação, que produz segurança, alegria e confiança no Senhor.
RESUMO DA LIÇÃO – ANÁLISE TEOLÓGICA
“A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus.”
A salvação é o ponto onde os atributos de Deus se manifestam em perfeita harmonia:
- Sua bondade, ao agir graciosamente;
- Seu amor, ao entregar o Filho;
- Sua santidade, ao tratar o pecado com justiça.
Esses atributos não competem entre si, mas se complementam na obra redentora realizada em Cristo (Sl 85.10).
COMENTÁRIO DA LEITURA DA SEMANA
🔹 SEGUNDA — Tito 3.4,5
A salvação é resultado da bondade de Deus
“Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus...”
Análise do grego
- “Benignidade” — χρηστότης (chrēstótēs): bondade ativa, graciosa.
- “Misericórdia” — ἔλεος (éleos): compaixão imerecida.
- “Regeneração” — παλιγγενεσία (palingenesía): novo nascimento.
📌 Doutrina central
A salvação não procede das obras humanas, mas da bondade soberana de Deus, aplicada pelo Espírito Santo.
🔹 TERÇA — Colossenses 2.9; João 14.9,10
Em Jesus habita plenamente a divindade
“Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
Análise do grego
- “Plenitude” — πλήρωμα (plḗrōma): totalidade, nada ausente.
- “Divindade” — θεότης (theótēs): essência plena de Deus.
📌 Cristologia bíblica
Jesus não reflete parcialmente Deus; Ele é Deus encarnado, revelando perfeitamente o Pai em bondade, amor e santidade.
🔹 QUARTA — Efésios 2.1
Mortos em nossos pecados
“Estando vós mortos em ofensas e pecados.”
Análise do grego
- “Mortos” — νεκρούς (nekróus): incapazes espiritualmente.
- “Pecados” — ἁμαρτία (hamartía): errar o alvo, desvio moral.
📌 Antropologia bíblica
O homem, sem Cristo, não está apenas doente espiritualmente, mas morto, necessitando de intervenção divina soberana.
🔹 QUINTA — 1 Coríntios 13.4
O amor verdadeiro é paciente, bondoso e altruísta
“O amor é paciente, é benigno...”
Análise do grego
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário.
- “Benigno” — χρηστεύεται (chrēsteúetai): age com bondade prática.
📌 Teologia do amor
O amor de Deus revelado na salvação não é apenas sentimento, mas ação concreta em favor do pecador (Rm 5.8).
🔹 SEXTA — Isaías 6.3
Deus é absolutamente santo
“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos.”
Análise do hebraico
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, puro, transcendente.
A tríplice repetição indica santidade absoluta e incomparável.
📌 Santidade e salvação
A santidade de Deus exige que o pecado seja tratado com justiça — e isso acontece plenamente na cruz.
🔹 SÁBADO — 1 Pedro 1.16
A santidade é uma ordem fundamentada em Deus
“Sede santos, porque eu sou santo.”
📌 Ética cristã
A santidade não é opcional; é consequência inevitável de quem foi alcançado pela salvação. Somos chamados a refletir o caráter do Deus que nos salvou.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
- Provar da bondade de Deus
A fé cristã não é apenas doutrina, mas experiência viva com Deus. - Confiar plenamente no Senhor
A bem-aventurança está em depender de Deus e não de si mesmo. - Viver em santidade
A graça que salva é a mesma que transforma e santifica. - Refletir o caráter de Cristo
Bondade, amor e santidade devem ser visíveis na vida do salvo.
TABELA EXPOSITIVA – A SALVAÇÃO E OS ATRIBUTOS DE DEUS
Atributo de Deus
Texto-base
Termo bíblico
Ênfase teológica
Bondade
Sl 34.8; Tt 3.4
Tôv / Chrēstótēs
Graça salvadora
Amor
Jo 3.16; 1Co 13.4
Agápē
Sacrifício voluntário
Santidade
Is 6.3; 1Pe 1.16
Qādôsh
Pureza absoluta
Divindade de Cristo
Cl 2.9
Plḗrōma
Plenitude de Deus
Condição humana
Ef 2.1
Nekrós
Total dependência da graça
SÍNTESE FINAL
A salvação revelada em Jesus Cristo é a maior demonstração da bondade, do amor e da santidade de Deus. O pecador, morto em seus pecados, é alcançado pela bondade divina, redimido pelo amor sacrificial de Cristo e transformado para viver em santidade. Provar dessa salvação é experimentar a verdadeira bem-aventurança: confiar plenamente no Senhor e viver para a Sua glória.
TEXTO PRINCIPAL
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Salmos 34.8)
O Salmo 34 é um convite à experiência pessoal com Deus. O salmista não apenas afirma que o Senhor é bom, mas convoca o povo a experimentar essa bondade.
Análise do hebraico
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amú): experimentar, saborear, conhecer por vivência direta.
- “Vede” — רְאוּ (re’ú): perceber, discernir com clareza.
- “Bom” — טוֹב (tôv): agradável, belo, benéfico, moralmente excelente.
- “Bem-aventurado” — אַשְׁרֵי (’ashrê): feliz, plenamente favorecido.
- “Confia” — חָסָה (ḥasáh): refugiar-se, depender, lançar-se com segurança.
📌 Ênfase teológica
A bondade de Deus não é apenas um atributo abstrato, mas uma realidade vivenciada na salvação, que produz segurança, alegria e confiança no Senhor.
RESUMO DA LIÇÃO – ANÁLISE TEOLÓGICA
“A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus.”
A salvação é o ponto onde os atributos de Deus se manifestam em perfeita harmonia:
- Sua bondade, ao agir graciosamente;
- Seu amor, ao entregar o Filho;
- Sua santidade, ao tratar o pecado com justiça.
Esses atributos não competem entre si, mas se complementam na obra redentora realizada em Cristo (Sl 85.10).
COMENTÁRIO DA LEITURA DA SEMANA
🔹 SEGUNDA — Tito 3.4,5
A salvação é resultado da bondade de Deus
“Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus...”
Análise do grego
- “Benignidade” — χρηστότης (chrēstótēs): bondade ativa, graciosa.
- “Misericórdia” — ἔλεος (éleos): compaixão imerecida.
- “Regeneração” — παλιγγενεσία (palingenesía): novo nascimento.
📌 Doutrina central
A salvação não procede das obras humanas, mas da bondade soberana de Deus, aplicada pelo Espírito Santo.
🔹 TERÇA — Colossenses 2.9; João 14.9,10
Em Jesus habita plenamente a divindade
“Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.”
Análise do grego
- “Plenitude” — πλήρωμα (plḗrōma): totalidade, nada ausente.
- “Divindade” — θεότης (theótēs): essência plena de Deus.
📌 Cristologia bíblica
Jesus não reflete parcialmente Deus; Ele é Deus encarnado, revelando perfeitamente o Pai em bondade, amor e santidade.
🔹 QUARTA — Efésios 2.1
Mortos em nossos pecados
“Estando vós mortos em ofensas e pecados.”
Análise do grego
- “Mortos” — νεκρούς (nekróus): incapazes espiritualmente.
- “Pecados” — ἁμαρτία (hamartía): errar o alvo, desvio moral.
📌 Antropologia bíblica
O homem, sem Cristo, não está apenas doente espiritualmente, mas morto, necessitando de intervenção divina soberana.
🔹 QUINTA — 1 Coríntios 13.4
O amor verdadeiro é paciente, bondoso e altruísta
“O amor é paciente, é benigno...”
Análise do grego
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário.
- “Benigno” — χρηστεύεται (chrēsteúetai): age com bondade prática.
📌 Teologia do amor
O amor de Deus revelado na salvação não é apenas sentimento, mas ação concreta em favor do pecador (Rm 5.8).
🔹 SEXTA — Isaías 6.3
Deus é absolutamente santo
“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos.”
Análise do hebraico
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, puro, transcendente.
A tríplice repetição indica santidade absoluta e incomparável.
📌 Santidade e salvação
A santidade de Deus exige que o pecado seja tratado com justiça — e isso acontece plenamente na cruz.
🔹 SÁBADO — 1 Pedro 1.16
A santidade é uma ordem fundamentada em Deus
“Sede santos, porque eu sou santo.”
📌 Ética cristã
A santidade não é opcional; é consequência inevitável de quem foi alcançado pela salvação. Somos chamados a refletir o caráter do Deus que nos salvou.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
- Provar da bondade de Deus
A fé cristã não é apenas doutrina, mas experiência viva com Deus. - Confiar plenamente no Senhor
A bem-aventurança está em depender de Deus e não de si mesmo. - Viver em santidade
A graça que salva é a mesma que transforma e santifica. - Refletir o caráter de Cristo
Bondade, amor e santidade devem ser visíveis na vida do salvo.
TABELA EXPOSITIVA – A SALVAÇÃO E OS ATRIBUTOS DE DEUS
Atributo de Deus | Texto-base | Termo bíblico | Ênfase teológica |
Bondade | Sl 34.8; Tt 3.4 | Tôv / Chrēstótēs | Graça salvadora |
Amor | Jo 3.16; 1Co 13.4 | Agápē | Sacrifício voluntário |
Santidade | Is 6.3; 1Pe 1.16 | Qādôsh | Pureza absoluta |
Divindade de Cristo | Cl 2.9 | Plḗrōma | Plenitude de Deus |
Condição humana | Ef 2.1 | Nekrós | Total dependência da graça |
SÍNTESE FINAL
A salvação revelada em Jesus Cristo é a maior demonstração da bondade, do amor e da santidade de Deus. O pecador, morto em seus pecados, é alcançado pela bondade divina, redimido pelo amor sacrificial de Cristo e transformado para viver em santidade. Provar dessa salvação é experimentar a verdadeira bem-aventurança: confiar plenamente no Senhor e viver para a Sua glória.
OBJETIVOS
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INTERAÇÃO
Nesta lição, estudaremos a respeito da natureza do Deus Salvador, que tomou a iniciativa de redimir a raça humana, “não por causa de quem nós éramos, mas por causa de quem Deus é. Não para nos manter como somos, mas para nos transformar, para nos tornar novas criaturas”. Você, professor(a), já parou para pensar que essa transformação gera em nós um viver santo, como reflexo dessa nova vida que passamos a experimentar? Foi por meio do grande amor de Deus, revelado em Cristo Jesus, que passamos a ter “entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes” (Rm 5.2). Após receber as dádivas deste grande amor, somos orientados a não ficar com ele apenas para nós. Sabemos que somos amados. Podemos contar aos outros. Mas como eles podem saber que o amor de Deus é real? Somos convidados a compartilhar desse amor com outras pessoas. Você tem feito isso? Tem estimulado seus alunos a fazerem o mesmo?
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), seus alunos precisam saber que a salvação é operada pela Trindade. Nesta lição eles verão como o Pai está presente nesta obra, e nas lições seguintes aprenderão a respeito do papel do Filho e do Espírito Santo. Além do corpo humano de Cristo conter a essência de Deus, é graças ao amor do Pai que todo o processo de salvação teve início. Neste sentido, não podemos, em um só minuto, duvidar deste grande amor. Sabemos que Ele é real, pois “Cristo… morreu… pelos ímpios” (Rm 5.6-8). Quem daria a sua própria vida por uma pessoa má? Neste trecho bíblico, “Paulo respondeu que há provas objetivas e subjetivas do amor de Deus. A cruz de Cristo se levanta na história, lançando a sua sombra sobre todos os séculos, uma prova vívida e inequívoca de que Deus realmente nos ama! Embora uma pessoa incomum possa dar sua vida para salvar um homem verdadeiramente bom, Jesus Cristo deu sua vida para nos salvar, apesar do fato de sermos pecadores. Pode haver ocasiões em que você e eu não conseguimos sentir o amor de Deus. Mas não precisa existir uma ocasião em que duvidamos dEle. Precisamos apenas olhar para o Calvário e lembrar por que Jesus morreu.” Seus alunos precisam ser incentivados a desenvolver um relacionamento real e pessoal com aquEle que nos amou primeiro. Faça uma oração de agradecimento a Deus pela salvação que nos alcançou como resultado deste grande amor. (Adaptado de Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.771).
TEXTO BÍBLICOSalmos 105.5,6; 34.8,9; Lucas 18.18,19; Romanos 5.6-8.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Os textos apresentados revelam, de forma progressiva e complementar, quem Deus é, como Ele se relaciona com o Seu povo e como Sua bondade, amor e santidade se manifestam plenamente na obra redentora de Cristo. Do Antigo ao Novo Testamento, a Escritura apresenta um Deus que age na história, chama Seu povo à memória e à reverência, revela Sua bondade absoluta e prova Seu amor por meio do sacrifício de Cristo.
1. Salmos 105.5,6 — O Deus que age na história e chama à memória
“Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca…”
Análise do hebraico
- “Lembrai-vos” — זִכְרוּ (zikrû): recordar ativamente, trazer à mente com propósito.
- “Maravilhas” — נִפְלְאוֹת (niflʾôt): atos extraordinários, intervenções sobrenaturais.
- “Juízos” — מִשְׁפְּטֵי (mishpətê): decisões justas, sentenças corretas.
- “Escolhidos” — בְּחִירָיו (beḥîrāv): separados por iniciativa divina.
Ênfase teológica
O salmista convoca o povo da aliança a recordar a fidelidade histórica de Deus. A memória das obras divinas sustenta a fé presente. A bondade de Deus não é abstrata, mas comprovada em atos concretos de livramento, provisão e justiça.
📌 Teologia da aliança
Deus age soberanamente na história e se relaciona com um povo escolhido não por mérito, mas por graça (Dt 7.7–8).
2. Salmos 34.8,9 — A bondade de Deus experimentada e temida
“Provai e vede que o Senhor é bom…”
Análise do hebraico
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amû): experimentar, saborear pessoalmente.
- “Bom” — טוֹב (tôv): belo, agradável, moralmente excelente.
- “Temei” — יְרְאוּ (yerʾû): reverenciar com temor respeitoso.
- “Falta” — מַחְסוֹר (maḥsôr): carência, escassez.
Ênfase teológica
A bondade de Deus deve ser experimentada pessoalmente, mas essa experiência não elimina o temor reverente. O texto une dois conceitos essenciais: confiança e temor.
📌 Princípio espiritual
Quem confia no Senhor e o teme vive sob Sua provisão. A bondade de Deus não gera irreverência, mas adoração obediente.
3. Lucas 18.18,19 — A bondade absoluta pertence somente a Deus
“Ninguém há bom, senão um, que é Deus.”
Análise do grego
- “Bom” — ἀγαθός (agathós): moralmente perfeito, absolutamente virtuoso.
- “Vida eterna” — ζωὴν αἰώνιον (zōēn aiṓnion): vida plena, participação na vida divina.
Ênfase cristológica
Jesus não nega Sua divindade; Ele conduz o jovem rico à reflexão correta sobre quem é verdadeiramente bom. Toda bondade humana é relativa; somente Deus é a fonte e o padrão absoluto da bondade.
📌 Doutrina do pecado
A pergunta do jovem revela uma mentalidade meritória. Jesus desmonta essa lógica, mostrando que a vida eterna não é alcançada por obras, mas por relacionamento com Deus.
4. Romanos 5.6–8 — A prova suprema do amor de Deus
“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós…”
Análise do grego
- “Fracos” — ἀσθενῶν (asthenōn): impotentes, incapazes.
- “Ímpios” — ἀσεβῶν (asebōn): irreverentes, sem temor a Deus.
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial e voluntário.
- “Prova” — συνίστησιν (synístēsin): demonstrar de forma clara e pública.
Ênfase soteriológica
Paulo mostra que o amor de Deus é ativo e comprovado. Cristo morreu não por pessoas boas, mas por pecadores. A cruz é a evidência irrefutável do amor divino.
📌 Justificação pela graça
A salvação é iniciativa exclusiva de Deus. O ser humano não contribui com mérito, apenas recebe pela fé (Rm 3.24).
INTEGRAÇÃO TEOLÓGICA DOS TEXTOS
Esses textos revelam um fluxo doutrinário coerente:
- Deus age na história (Sl 105)
- Deus convida à experiência pessoal de Sua bondade (Sl 34)
- Deus é o único absolutamente bom (Lc 18)
- Deus prova Seu amor na cruz (Rm 5)
Do memorial da aliança à cruz de Cristo, a Escritura apresenta um Deus bom, amoroso e santo, que se revela e se doa em favor do ser humano.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Cultivar a memória espiritual
Lembrar-se das obras de Deus fortalece a fé em tempos difíceis. - Experimentar a bondade do Senhor
A fé bíblica envolve vivência, não apenas conhecimento intelectual. - Reconhecer nossa total dependência de Deus
Somente Deus é bom; toda salvação procede dEle. - Viver à luz da cruz
A resposta correta ao amor demonstrado é gratidão, obediência e santidade.
TABELA EXPOSITIVA
Texto
Tema central
Palavra-chave (original)
Ênfase teológica
Sl 105.5–6
Memória das obras de Deus
Zikrû (lembrar)
Fidelidade histórica
Sl 34.8–9
Bondade e temor do Senhor
Tôv (bom)
Experiência e reverência
Lc 18.18–19
Bondade absoluta de Deus
Agathós (bom)
Exclusividade divina
Rm 5.6–8
Amor provado na cruz
Agápē (amor)
Graça redentora
SÍNTESE FINAL
Os textos analisados revelam que a bondade de Deus não é apenas um atributo, mas uma realidade histórica, experiencial e redentora. O Senhor age na história, convida Seu povo a provar de Sua bondade, afirma Sua perfeição absoluta e prova Seu amor de forma definitiva na morte de Cristo. Assim, a salvação é a maior expressão da bondade, do amor e da santidade de Deus, levando o ser humano à confiança, ao temor reverente e à adoração sincera.
Os textos apresentados revelam, de forma progressiva e complementar, quem Deus é, como Ele se relaciona com o Seu povo e como Sua bondade, amor e santidade se manifestam plenamente na obra redentora de Cristo. Do Antigo ao Novo Testamento, a Escritura apresenta um Deus que age na história, chama Seu povo à memória e à reverência, revela Sua bondade absoluta e prova Seu amor por meio do sacrifício de Cristo.
1. Salmos 105.5,6 — O Deus que age na história e chama à memória
“Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca…”
Análise do hebraico
- “Lembrai-vos” — זִכְרוּ (zikrû): recordar ativamente, trazer à mente com propósito.
- “Maravilhas” — נִפְלְאוֹת (niflʾôt): atos extraordinários, intervenções sobrenaturais.
- “Juízos” — מִשְׁפְּטֵי (mishpətê): decisões justas, sentenças corretas.
- “Escolhidos” — בְּחִירָיו (beḥîrāv): separados por iniciativa divina.
Ênfase teológica
O salmista convoca o povo da aliança a recordar a fidelidade histórica de Deus. A memória das obras divinas sustenta a fé presente. A bondade de Deus não é abstrata, mas comprovada em atos concretos de livramento, provisão e justiça.
📌 Teologia da aliança
Deus age soberanamente na história e se relaciona com um povo escolhido não por mérito, mas por graça (Dt 7.7–8).
2. Salmos 34.8,9 — A bondade de Deus experimentada e temida
“Provai e vede que o Senhor é bom…”
Análise do hebraico
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amû): experimentar, saborear pessoalmente.
- “Bom” — טוֹב (tôv): belo, agradável, moralmente excelente.
- “Temei” — יְרְאוּ (yerʾû): reverenciar com temor respeitoso.
- “Falta” — מַחְסוֹר (maḥsôr): carência, escassez.
Ênfase teológica
A bondade de Deus deve ser experimentada pessoalmente, mas essa experiência não elimina o temor reverente. O texto une dois conceitos essenciais: confiança e temor.
📌 Princípio espiritual
Quem confia no Senhor e o teme vive sob Sua provisão. A bondade de Deus não gera irreverência, mas adoração obediente.
3. Lucas 18.18,19 — A bondade absoluta pertence somente a Deus
“Ninguém há bom, senão um, que é Deus.”
Análise do grego
- “Bom” — ἀγαθός (agathós): moralmente perfeito, absolutamente virtuoso.
- “Vida eterna” — ζωὴν αἰώνιον (zōēn aiṓnion): vida plena, participação na vida divina.
Ênfase cristológica
Jesus não nega Sua divindade; Ele conduz o jovem rico à reflexão correta sobre quem é verdadeiramente bom. Toda bondade humana é relativa; somente Deus é a fonte e o padrão absoluto da bondade.
📌 Doutrina do pecado
A pergunta do jovem revela uma mentalidade meritória. Jesus desmonta essa lógica, mostrando que a vida eterna não é alcançada por obras, mas por relacionamento com Deus.
4. Romanos 5.6–8 — A prova suprema do amor de Deus
“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós…”
Análise do grego
- “Fracos” — ἀσθενῶν (asthenōn): impotentes, incapazes.
- “Ímpios” — ἀσεβῶν (asebōn): irreverentes, sem temor a Deus.
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial e voluntário.
- “Prova” — συνίστησιν (synístēsin): demonstrar de forma clara e pública.
Ênfase soteriológica
Paulo mostra que o amor de Deus é ativo e comprovado. Cristo morreu não por pessoas boas, mas por pecadores. A cruz é a evidência irrefutável do amor divino.
📌 Justificação pela graça
A salvação é iniciativa exclusiva de Deus. O ser humano não contribui com mérito, apenas recebe pela fé (Rm 3.24).
INTEGRAÇÃO TEOLÓGICA DOS TEXTOS
Esses textos revelam um fluxo doutrinário coerente:
- Deus age na história (Sl 105)
- Deus convida à experiência pessoal de Sua bondade (Sl 34)
- Deus é o único absolutamente bom (Lc 18)
- Deus prova Seu amor na cruz (Rm 5)
Do memorial da aliança à cruz de Cristo, a Escritura apresenta um Deus bom, amoroso e santo, que se revela e se doa em favor do ser humano.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Cultivar a memória espiritual
Lembrar-se das obras de Deus fortalece a fé em tempos difíceis. - Experimentar a bondade do Senhor
A fé bíblica envolve vivência, não apenas conhecimento intelectual. - Reconhecer nossa total dependência de Deus
Somente Deus é bom; toda salvação procede dEle. - Viver à luz da cruz
A resposta correta ao amor demonstrado é gratidão, obediência e santidade.
TABELA EXPOSITIVA
Texto | Tema central | Palavra-chave (original) | Ênfase teológica |
Sl 105.5–6 | Memória das obras de Deus | Zikrû (lembrar) | Fidelidade histórica |
Sl 34.8–9 | Bondade e temor do Senhor | Tôv (bom) | Experiência e reverência |
Lc 18.18–19 | Bondade absoluta de Deus | Agathós (bom) | Exclusividade divina |
Rm 5.6–8 | Amor provado na cruz | Agápē (amor) | Graça redentora |
SÍNTESE FINAL
Os textos analisados revelam que a bondade de Deus não é apenas um atributo, mas uma realidade histórica, experiencial e redentora. O Senhor age na história, convida Seu povo a provar de Sua bondade, afirma Sua perfeição absoluta e prova Seu amor de forma definitiva na morte de Cristo. Assim, a salvação é a maior expressão da bondade, do amor e da santidade de Deus, levando o ser humano à confiança, ao temor reverente e à adoração sincera.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, vamos estudar a natureza do Deus que se revela como Salvador – um Deus que redime, é cheio de bondade e que, por meio de Jesus, se mostra como o Deus que salva. Também vamos refletir sobre a natureza amorosa dEle, pois é nesse amor que está fundamentada toda a história da salvação. E, por fim, vamos aprender sobre a santidade do Deus Salvador. Nosso propósito aqui é mostrar que, por meio de sua bondade, amor e santidade, o Deus revelado na Bíblia deseja se relacionar conosco, pecadores, que fomos alcançados por seu maravilhoso amor.
I- O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
1- A história da salvação mostra Deus como o Redentor. Desde Gênesis, Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15). Nesse sentido, o Salmo 105 nos convida a contemplar essa característica redentora de Deus por meio de suas maravilhas, prodígios e juízos em favor do seu povo, Israel (vv.5,6). Esse é o Deus que redime pecadores. É maravilhoso saber que, mesmo nós não sendo merecedores, o Eterno Redentor se importa conosco. Por isso, Ele tomou a iniciativa de agir com bondade e misericórdia para com o seu povo. É justamente essa natureza misericordiosa e bondosa de Deus que revela o seu amor por nós. A bondade redentora de Deus, declarada desde o início, também é percebida em sua fidelidade, como vemos no Salmo 34.
2- Deus é bom e digno de confiança. O Salmo 34 nos convida a experimentar a bondade divina e, como resultado, a felicidade alcança aquele que confia nEle (v.8). Quando provamos da sua bondade e nos entregamos a Ele com plena confiança, o temor do Senhor — uma atitude que caracteriza a verdadeira sabedoria espiritual (Pv 1.7) — passa a fazer parte da nossa vida. Assim, passamos a conhecer, de fato, o Deus da Bíblia: um Deus bom, confiável e digno de temor. É exatamente dessa maneira que o Novo Testamento apresenta a salvação, como resultado da bondade e das misericórdias divinas: “Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens” (Tt 3.4), fomos alcançados por sua obra salvadora — não por méritos ou esforços humanos, mas por sua iniciativa amorosa e cheia de graça (Tt 3.5). Como é clara a natureza generosa, bondosa e misericordiosa do nosso Deus!
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
INTRODUÇÃO – O Deus Salvador: bondoso, amoroso e santo
A revelação bíblica apresenta Deus não como uma ideia abstrata, mas como um Deus pessoal que age na história para salvar. Desde o início das Escrituras, Ele se revela como Redentor, movido por Sua bondade, fundamentado em Seu amor e coerente com Sua santidade. A salvação não nasce da necessidade humana, mas da iniciativa graciosa de Deus, que deseja restaurar o relacionamento com o ser humano caído. Em Jesus Cristo, essa revelação atinge seu ponto culminante, pois o Filho manifesta de forma perfeita o caráter salvador do Pai.
I – O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
1. A história da salvação mostra Deus como o Redentor
Desde Gênesis 3.15, conhecido como o Protoevangelho, Deus revela Seu propósito redentor ao prometer a derrota definitiva do mal. A salvação, portanto, não é uma reação tardia ao pecado, mas um plano eterno (Ef 1.4).
Análise do hebraico (Salmos 105.5–6)
- “Lembrai-vos” — זִכְרוּ (zikrû): recordar de forma ativa e contínua.
- “Maravilhas” — נִפְלְאוֹת (niflʾôt): atos extraordinários de intervenção divina.
- “Prodígios” — מוֹפְתִים (môphtîm): sinais visíveis do poder redentor.
- “Juízos” — מִשְׁפָּטִים (mishpātîm): decisões justas em favor do povo da aliança.
- “Escolhidos” — בְּחִירָיו (beḥîrāv): aqueles separados por graça soberana.
Ênfase teológica
O Salmo 105 apresenta um Deus que redime por meio da história, intervindo em favor de um povo que não merecia tal graça. A redenção está enraizada na bondade e misericórdia divinas, e não na fidelidade humana. Essa natureza redentora é reafirmada no Salmo 34, onde a fidelidade de Deus sustenta os que nEle confiam.
📌 Princípio doutrinário
A salvação é iniciativa soberana de Deus e expressão de Sua fidelidade à aliança.
2. Deus é bom e digno de confiança
O Salmo 34 nos convida não apenas a conhecer, mas a experimentar a bondade de Deus.
Análise do hebraico (Salmos 34.8)
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amû): experimentar pessoalmente, saborear.
- “Bom” — טוֹב (tôv): moralmente excelente, benéfico e agradável.
- “Confia” — חָסָה (ḥāsāh): refugiar-se com segurança.
- “Temor” — יִרְאָה (yir’āh): reverência respeitosa que conduz à obediência.
Conexão com o Novo Testamento
Paulo reafirma essa verdade ao declarar que a salvação procede da bondade (χρηστότης – chrēstótēs) e do amor (φιλανθρωπία – philanthrōpía) de Deus (Tt 3.4). O apóstolo enfatiza que:
- A salvação não é por obras (οὐκ ἐξ ἔργων),
- Mas pela misericórdia divina (ἔλεος), aplicada pela regeneração do Espírito (Tt 3.5).
📌 Ênfase soteriológica
A salvação é fruto da bondade e misericórdia de Deus, recebida pela fé, e não conquistada por mérito humano.
3. Jesus revela a natureza salvadora de Deus
A revelação de Deus como Salvador atinge sua plenitude em Jesus Cristo.
Análise do grego
- “Plenitude” — πλήρωμα (plḗrōma): totalidade absoluta.
- “Habita corporalmente” — κατοικεῖ σωματικῶς (katoikeî sōmatikōs): presença permanente e encarnada da divindade (Cl 2.9).
- “Bom” — ἀγαθός (agathós): perfeitamente bom, sem qualquer falha moral.
Ao afirmar que somente Deus é bom (Lc 18.19), Jesus:
- Afirma a bondade absoluta de Deus;
- Aponta implicitamente para Sua própria divindade;
- Revela a perfeita unidade entre Pai e Filho (Jo 14.9–10).
Ênfase cristológica e trinitária
Jesus é a revelação visível do Deus invisível (Cl 1.15). Nele, a bondade, o amor e o poder salvador de Deus se tornam acessíveis à humanidade. A salvação não é apenas um conceito, mas uma Pessoa.
📌 Princípio espiritual
Conhecer a Deus salvador exige um relacionamento vivo com Cristo, e não mera religiosidade externa.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Responder à iniciativa graciosa de Deus
A salvação começa em Deus, mas exige uma resposta pessoal de fé e arrependimento. - Experimentar a bondade do Senhor diariamente
A fé cristã é relacional e vivencial, não apenas intelectual. - Confiar plenamente no caráter de Deus
Quem conhece a bondade de Deus aprende a descansar nEle, mesmo em meio às adversidades. - Buscar um relacionamento autêntico com Cristo
O Deus que salva deseja ser conhecido e amado, não apenas cultuado de forma ritual.
TABELA EXPOSITIVA
Seção
Texto-base
Palavra-chave (original)
Ênfase teológica
Deus Redentor
Sl 105.5–6
Zikrû (lembrar)
Redenção histórica
Deus Bondoso
Sl 34.8
Tôv (bom)
Experiência e confiança
Salvação por graça
Tt 3.4–5
Chrēstótēs (bondade)
Iniciativa divina
Revelação em Cristo
Cl 2.9; Jo 14.9
Plḗrōma (plenitude)
Cristo como Deus Salvador
SÍNTESE FINAL
A Bíblia revela um Deus que salva porque é bom, redime porque ama e age com justiça porque é santo. Desde o início da história até a revelação plena em Jesus Cristo, Deus demonstra que Sua vontade é restaurar o ser humano por meio de um relacionamento vivo e transformador. Conhecer esse Deus Salvador nos conduz à fé verdadeira, à confiança plena e à adoração sincera, pois fomos alcançados, não por mérito, mas por Seu maravilhoso amor.
O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
INTRODUÇÃO – O Deus Salvador: bondoso, amoroso e santo
A revelação bíblica apresenta Deus não como uma ideia abstrata, mas como um Deus pessoal que age na história para salvar. Desde o início das Escrituras, Ele se revela como Redentor, movido por Sua bondade, fundamentado em Seu amor e coerente com Sua santidade. A salvação não nasce da necessidade humana, mas da iniciativa graciosa de Deus, que deseja restaurar o relacionamento com o ser humano caído. Em Jesus Cristo, essa revelação atinge seu ponto culminante, pois o Filho manifesta de forma perfeita o caráter salvador do Pai.
I – O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR
1. A história da salvação mostra Deus como o Redentor
Desde Gênesis 3.15, conhecido como o Protoevangelho, Deus revela Seu propósito redentor ao prometer a derrota definitiva do mal. A salvação, portanto, não é uma reação tardia ao pecado, mas um plano eterno (Ef 1.4).
Análise do hebraico (Salmos 105.5–6)
- “Lembrai-vos” — זִכְרוּ (zikrû): recordar de forma ativa e contínua.
- “Maravilhas” — נִפְלְאוֹת (niflʾôt): atos extraordinários de intervenção divina.
- “Prodígios” — מוֹפְתִים (môphtîm): sinais visíveis do poder redentor.
- “Juízos” — מִשְׁפָּטִים (mishpātîm): decisões justas em favor do povo da aliança.
- “Escolhidos” — בְּחִירָיו (beḥîrāv): aqueles separados por graça soberana.
Ênfase teológica
O Salmo 105 apresenta um Deus que redime por meio da história, intervindo em favor de um povo que não merecia tal graça. A redenção está enraizada na bondade e misericórdia divinas, e não na fidelidade humana. Essa natureza redentora é reafirmada no Salmo 34, onde a fidelidade de Deus sustenta os que nEle confiam.
📌 Princípio doutrinário
A salvação é iniciativa soberana de Deus e expressão de Sua fidelidade à aliança.
2. Deus é bom e digno de confiança
O Salmo 34 nos convida não apenas a conhecer, mas a experimentar a bondade de Deus.
Análise do hebraico (Salmos 34.8)
- “Provai” — טַעֲמוּ (ta‘amû): experimentar pessoalmente, saborear.
- “Bom” — טוֹב (tôv): moralmente excelente, benéfico e agradável.
- “Confia” — חָסָה (ḥāsāh): refugiar-se com segurança.
- “Temor” — יִרְאָה (yir’āh): reverência respeitosa que conduz à obediência.
Conexão com o Novo Testamento
Paulo reafirma essa verdade ao declarar que a salvação procede da bondade (χρηστότης – chrēstótēs) e do amor (φιλανθρωπία – philanthrōpía) de Deus (Tt 3.4). O apóstolo enfatiza que:
- A salvação não é por obras (οὐκ ἐξ ἔργων),
- Mas pela misericórdia divina (ἔλεος), aplicada pela regeneração do Espírito (Tt 3.5).
📌 Ênfase soteriológica
A salvação é fruto da bondade e misericórdia de Deus, recebida pela fé, e não conquistada por mérito humano.
3. Jesus revela a natureza salvadora de Deus
A revelação de Deus como Salvador atinge sua plenitude em Jesus Cristo.
Análise do grego
- “Plenitude” — πλήρωμα (plḗrōma): totalidade absoluta.
- “Habita corporalmente” — κατοικεῖ σωματικῶς (katoikeî sōmatikōs): presença permanente e encarnada da divindade (Cl 2.9).
- “Bom” — ἀγαθός (agathós): perfeitamente bom, sem qualquer falha moral.
Ao afirmar que somente Deus é bom (Lc 18.19), Jesus:
- Afirma a bondade absoluta de Deus;
- Aponta implicitamente para Sua própria divindade;
- Revela a perfeita unidade entre Pai e Filho (Jo 14.9–10).
Ênfase cristológica e trinitária
Jesus é a revelação visível do Deus invisível (Cl 1.15). Nele, a bondade, o amor e o poder salvador de Deus se tornam acessíveis à humanidade. A salvação não é apenas um conceito, mas uma Pessoa.
📌 Princípio espiritual
Conhecer a Deus salvador exige um relacionamento vivo com Cristo, e não mera religiosidade externa.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Responder à iniciativa graciosa de Deus
A salvação começa em Deus, mas exige uma resposta pessoal de fé e arrependimento. - Experimentar a bondade do Senhor diariamente
A fé cristã é relacional e vivencial, não apenas intelectual. - Confiar plenamente no caráter de Deus
Quem conhece a bondade de Deus aprende a descansar nEle, mesmo em meio às adversidades. - Buscar um relacionamento autêntico com Cristo
O Deus que salva deseja ser conhecido e amado, não apenas cultuado de forma ritual.
TABELA EXPOSITIVA
Seção | Texto-base | Palavra-chave (original) | Ênfase teológica |
Deus Redentor | Sl 105.5–6 | Zikrû (lembrar) | Redenção histórica |
Deus Bondoso | Sl 34.8 | Tôv (bom) | Experiência e confiança |
Salvação por graça | Tt 3.4–5 | Chrēstótēs (bondade) | Iniciativa divina |
Revelação em Cristo | Cl 2.9; Jo 14.9 | Plḗrōma (plenitude) | Cristo como Deus Salvador |
SÍNTESE FINAL
A Bíblia revela um Deus que salva porque é bom, redime porque ama e age com justiça porque é santo. Desde o início da história até a revelação plena em Jesus Cristo, Deus demonstra que Sua vontade é restaurar o ser humano por meio de um relacionamento vivo e transformador. Conhecer esse Deus Salvador nos conduz à fé verdadeira, à confiança plena e à adoração sincera, pois fomos alcançados, não por mérito, mas por Seu maravilhoso amor.
SUBSÍDIO 1
II- A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS
1- A salvação como ato de amor. Romanos 5 descreve a morte de Cristo, o Justo, no lugar dos ímpios (Rm 5.6) e revela o ato mais amoroso de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Deus entregou seu Filho único por amor. Ele não o entregou depois que fomos justificados, regenerados e santificados; pelo contrário, Ele o entregou quando ainda estávamos “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1). Ora, se isso não é amor, então o que seria? Esse é o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta — um amor sofredor, bondoso, verdadeiro (1Co 13.4-7).
2- O amor de Deus se manifestou na cruz. A doutrina do amor de Deus é o fundamento da obra da salvação. Como pentecostais, afirmamos com convicção: o que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus. A Bíblia declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Esse amor é tão grande e profundo que abrange todas as pessoas — todas mesmo! O apóstolo Paulo reforça isso ao dizer que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). O amor de Deus é acolhedor, misericordioso e universal. Ele não faz acepção de pessoas. O apóstolo João, conhecido como o “apóstolo do amor”, explica isso ainda mais claramente: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10). Aqui, duas verdades bíblicas precisam ser afirmadas com clareza: a) Deus amou todos os pecadores; b) Por esse amor, Ele enviou seu Filho como sacrifício no lugar dos pecadores. Essa é a essência da morte vicária de Jesus — Ele morreu em nosso lugar. Isso não foi um ato de injustiça, mas de misericórdia. É um mistério glorioso da salvação: no Calvário, o amor divino se encontrou com a morte, para que os pecadores pudessem viver.
3- Respondendo ao amor de Deus com gratidão. Para o cristão, expressar gratidão pela salvação é mais do que palavras bonitas ou momentos emocionantes na igreja — é viver com propósito, identidade e sentido em Cristo todos os dias. É reconhecer que Deus nos amou primeiro, mesmo quando não merecíamos (Rm 5.8), e responder a esse amor com escolhas que honrem o sacrifício de Jesus. A gratidão verdadeira se mostra no comportamento: nas decisões que tomamos, nas amizades que cultivamos, na maneira como lidamos com as tentações e na disposição em servir a Deus e ao próximo. Como escreveu o apóstolo João: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). O amor de Deus não apenas nos alcança — ele nos transforma. Nossa rotina, nossas redes sociais, nossas atitudes, tudo em nós tem refletido essa gratidão?
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II – A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS
1. A salvação como ato supremo de amor
Romanos 5 apresenta um dos textos mais densos da teologia paulina acerca do amor divino. Paulo não descreve o amor de Deus como sentimento abstrato, mas como ato histórico e sacrificial. A morte de Cristo ocorreu “a seu tempo” (κατὰ καιρόν – katà kairón), indicando o momento determinado por Deus, conforme Seu plano eterno (Rm 5.6).
Análise do grego (Romanos 5.6–8)
- “Fracos” — ἀσθενῶν (asthenōn): incapazes, moral e espiritualmente impotentes.
- “Ímpios” — ἀσεβῶν (asebōn): irreverentes, sem devoção a Deus.
- “Pecadores” — ἁμαρτωλῶν (hamartōlōn): aqueles que erraram o alvo moral.
- “Prova” — συνίστησιν (synístēsin): demonstrar de forma objetiva, tornar evidente.
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário e imerecido.
Paulo enfatiza o contraste: Cristo morreu não por justos, mas por pecadores. O amor de Deus se manifesta quando o ser humano se encontrava espiritualmente morto (Ef 2.1), sem mérito algum. Essa realidade confirma que a salvação não é resposta ao arrependimento humano, mas a causa dele.
Conexão com 1 Coríntios 13
O amor descrito por Paulo em 1Co 13 não é teórico; ele é personificado na cruz. O amor que “tudo sofre, tudo suporta” alcança seu ápice no sofrimento vicário de Cristo, revelando que a cruz é a maior ilustração do amor ágape.
📌 Princípio teológico
A salvação é a maior evidência do amor divino porque foi realizada quando o ser humano não podia oferecer nada em troca.
2. O amor de Deus manifestado na cruz
A cruz não é apenas o instrumento da redenção, mas o altar onde o amor de Deus foi publicamente revelado. João 3.16 resume toda a história da salvação em um único ato: Deus deu.
Análise do grego (João 3.16; 1 João 4.10)
- “Amou” — ἠγάπησεν (ēgápēsen): amor deliberado e contínuo.
- “Mundo” — κόσμος (kósmos): humanidade caída, em rebelião contra Deus.
- “Deu” — ἔδωκεν (édōken): entregar voluntariamente como oferta.
- “Propiciação” — ἱλασμός (hilasmós): sacrifício que satisfaz a justiça divina e remove a ira.
João deixa claro que:
- O amor origina-se em Deus, não no ser humano;
- A cruz não foi um acidente histórico, mas um ato intencional do Pai;
- A morte de Cristo foi vicária, substitutiva e redentora.
Dimensão universal do amor divino
Textos como 1Tm 2.4 afirmam que Deus deseja a salvação de todos. Isso não significa universalismo soteriológico (salvação automática), mas revela que:
- O amor de Deus é universal em alcance;
- A provisão da salvação é suficiente para todos;
- A aplicação da salvação ocorre mediante a fé em Cristo.
📌 Ênfase pentecostal
O amor de Deus é ativo, missionário e inclusivo. Ele busca, convence, chama e oferece salvação a todos por meio do Espírito Santo.
3. Respondendo ao amor de Deus com gratidão transformadora
O amor que salva é o mesmo que transforma. A resposta adequada ao amor divino não é apenas emoção, mas vida rendida.
Análise do grego (1 João 4.19)
- “Amamos” — ἀγαπῶμεν (agapōmen): amar de modo contínuo e prático.
- “Primeiro” — πρῶτος (prōtos): prioridade absoluta da iniciativa divina.
João ensina que:
- O amor cristão é resposta, não iniciativa;
- A gratidão verdadeira se expressa em obediência, santidade e serviço.
A vida cristã, portanto, torna-se uma resposta diária à graça recebida:
- Nossas escolhas refletem nossa gratidão;
- Nosso testemunho revela se compreendemos o valor da cruz;
- Nossa conduta confirma se o amor nos alcançou de fato.
📌 Princípio ético
A gratidão pelo amor salvador se manifesta em uma vida que glorifica a Cristo em todas as áreas.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reconheça o valor da cruz diariamente
Nunca naturalize o sacrifício de Cristo; ele foi a prova máxima do amor de Deus. - Viva como alguém que foi amado primeiro
Abandone a culpa e a autossuficiência; a salvação é dom gracioso. - Permita que o amor de Deus molde suas escolhas
Relacionamentos, hábitos e decisões devem refletir gratidão e fidelidade. - Testemunhe o amor que o alcançou
Quem experimenta o amor de Deus torna-se canal desse amor ao próximo.
TABELA EXPOSITIVA
Tema
Texto-base
Termo original
Ênfase teológica
Amor sacrificial
Rm 5.6–8
Agápē
Amor imerecido
Condição humana
Ef 2.1
Nekroús (mortos)
Incapacidade espiritual
Amor revelado
Jo 3.16
Edōken (deu)
Doação divina
Morte vicária
1Jo 4.10
Hilasmós
Substituição redentora
Resposta humana
1Jo 4.19
Agapōmen
Gratidão transformadora
SÍNTESE FINAL
A salvação é a prova incontestável do amor de Deus. Na cruz, Deus revelou que Seu amor não é condicionado ao mérito humano, mas fundamentado em Sua própria natureza. Cristo morreu quando éramos fracos, ímpios e pecadores, demonstrando que o amor divino precede qualquer resposta humana. Esse amor não apenas nos salva, mas nos transforma, chamando-nos a viver em gratidão, santidade e compromisso com Aquele que nos amou primeiro.
II – A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS
1. A salvação como ato supremo de amor
Romanos 5 apresenta um dos textos mais densos da teologia paulina acerca do amor divino. Paulo não descreve o amor de Deus como sentimento abstrato, mas como ato histórico e sacrificial. A morte de Cristo ocorreu “a seu tempo” (κατὰ καιρόν – katà kairón), indicando o momento determinado por Deus, conforme Seu plano eterno (Rm 5.6).
Análise do grego (Romanos 5.6–8)
- “Fracos” — ἀσθενῶν (asthenōn): incapazes, moral e espiritualmente impotentes.
- “Ímpios” — ἀσεβῶν (asebōn): irreverentes, sem devoção a Deus.
- “Pecadores” — ἁμαρτωλῶν (hamartōlōn): aqueles que erraram o alvo moral.
- “Prova” — συνίστησιν (synístēsin): demonstrar de forma objetiva, tornar evidente.
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário e imerecido.
Paulo enfatiza o contraste: Cristo morreu não por justos, mas por pecadores. O amor de Deus se manifesta quando o ser humano se encontrava espiritualmente morto (Ef 2.1), sem mérito algum. Essa realidade confirma que a salvação não é resposta ao arrependimento humano, mas a causa dele.
Conexão com 1 Coríntios 13
O amor descrito por Paulo em 1Co 13 não é teórico; ele é personificado na cruz. O amor que “tudo sofre, tudo suporta” alcança seu ápice no sofrimento vicário de Cristo, revelando que a cruz é a maior ilustração do amor ágape.
📌 Princípio teológico
A salvação é a maior evidência do amor divino porque foi realizada quando o ser humano não podia oferecer nada em troca.
2. O amor de Deus manifestado na cruz
A cruz não é apenas o instrumento da redenção, mas o altar onde o amor de Deus foi publicamente revelado. João 3.16 resume toda a história da salvação em um único ato: Deus deu.
Análise do grego (João 3.16; 1 João 4.10)
- “Amou” — ἠγάπησεν (ēgápēsen): amor deliberado e contínuo.
- “Mundo” — κόσμος (kósmos): humanidade caída, em rebelião contra Deus.
- “Deu” — ἔδωκεν (édōken): entregar voluntariamente como oferta.
- “Propiciação” — ἱλασμός (hilasmós): sacrifício que satisfaz a justiça divina e remove a ira.
João deixa claro que:
- O amor origina-se em Deus, não no ser humano;
- A cruz não foi um acidente histórico, mas um ato intencional do Pai;
- A morte de Cristo foi vicária, substitutiva e redentora.
Dimensão universal do amor divino
Textos como 1Tm 2.4 afirmam que Deus deseja a salvação de todos. Isso não significa universalismo soteriológico (salvação automática), mas revela que:
- O amor de Deus é universal em alcance;
- A provisão da salvação é suficiente para todos;
- A aplicação da salvação ocorre mediante a fé em Cristo.
📌 Ênfase pentecostal
O amor de Deus é ativo, missionário e inclusivo. Ele busca, convence, chama e oferece salvação a todos por meio do Espírito Santo.
3. Respondendo ao amor de Deus com gratidão transformadora
O amor que salva é o mesmo que transforma. A resposta adequada ao amor divino não é apenas emoção, mas vida rendida.
Análise do grego (1 João 4.19)
- “Amamos” — ἀγαπῶμεν (agapōmen): amar de modo contínuo e prático.
- “Primeiro” — πρῶτος (prōtos): prioridade absoluta da iniciativa divina.
João ensina que:
- O amor cristão é resposta, não iniciativa;
- A gratidão verdadeira se expressa em obediência, santidade e serviço.
A vida cristã, portanto, torna-se uma resposta diária à graça recebida:
- Nossas escolhas refletem nossa gratidão;
- Nosso testemunho revela se compreendemos o valor da cruz;
- Nossa conduta confirma se o amor nos alcançou de fato.
📌 Princípio ético
A gratidão pelo amor salvador se manifesta em uma vida que glorifica a Cristo em todas as áreas.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reconheça o valor da cruz diariamente
Nunca naturalize o sacrifício de Cristo; ele foi a prova máxima do amor de Deus. - Viva como alguém que foi amado primeiro
Abandone a culpa e a autossuficiência; a salvação é dom gracioso. - Permita que o amor de Deus molde suas escolhas
Relacionamentos, hábitos e decisões devem refletir gratidão e fidelidade. - Testemunhe o amor que o alcançou
Quem experimenta o amor de Deus torna-se canal desse amor ao próximo.
TABELA EXPOSITIVA
Tema | Texto-base | Termo original | Ênfase teológica |
Amor sacrificial | Rm 5.6–8 | Agápē | Amor imerecido |
Condição humana | Ef 2.1 | Nekroús (mortos) | Incapacidade espiritual |
Amor revelado | Jo 3.16 | Edōken (deu) | Doação divina |
Morte vicária | 1Jo 4.10 | Hilasmós | Substituição redentora |
Resposta humana | 1Jo 4.19 | Agapōmen | Gratidão transformadora |
SÍNTESE FINAL
A salvação é a prova incontestável do amor de Deus. Na cruz, Deus revelou que Seu amor não é condicionado ao mérito humano, mas fundamentado em Sua própria natureza. Cristo morreu quando éramos fracos, ímpios e pecadores, demonstrando que o amor divino precede qualquer resposta humana. Esse amor não apenas nos salva, mas nos transforma, chamando-nos a viver em gratidão, santidade e compromisso com Aquele que nos amou primeiro.
SUBSÍDIO 2
Professor(a), explique aos alunos que Jesus “aniquilou-se a si mesmo” (Fp 2.7). “Esta frase em grego corresponde a ekenōsen (verbo kenoō, derivado de kenos, ‘vazio, vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse esvaziamento não significou apenas uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, mas também a aceitação do sofrimento humano, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz.” (Bíblia de Estudo Pentecostal Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2199).
III- A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA
1- Deus é absolutamente santo. A Bíblia revela que uma das características fundamentais de Deus é a sua santidade. No livro do profeta Isaías, lemos a proclamação dos anjos: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). O apóstolo Pedro escreve em sua Primeira Epístola: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15). Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus, como está escrito: “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44). Portanto, o chamado de Deus à santidade não é apenas uma sugestão, mas algo que reflete quem Ele é. Ora, Deus é amor, mas também é absolutamente santo.
2- A salvação é um chamado à santidade. A obra de salvação não inclui apenas o perdão dos pecados, mas um chamado à transformação completa da vida. É um chamado positivo à santidade da vida (Rm 6.22). A doutrina bíblica da salvação ensina que, ao sermos alcançados pela graça, experimentamos o que muitos estudiosos chamam de santidade posicional, ou seja, refere-se à condição de santos que o salvo recebe no momento em que a salvação é operada (1Co 1.2; Hb 10.10). Essa é uma realidade imediata e completa, vinda direta e exclusivamente de Deus. Além dessa realidade, há outra denominada de “santidade progressiva”, que se refere ao processo contínuo de transformação interior operada pelo Espírito Santo ao longo da caminhada espiritual (2Co 3.18; Fp 2.12,13). Essa é uma realidade paulatina que exige uma cooperação do crente nesse desenvolvimento espiritual. Nesse sentido, é uma decisão do salvo escolher andar com Deus todos os dias, optando por obedecer à sua Palavra mesmo quando o mundo diz o contrário.
3- A cruz: o encontro da justiça e do amor de Deus e o caminho para a santidade. A cruz de Cristo é o maior marco da história da salvação. Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade. Deus é santo e não pode tolerar o pecado (Hc 1.13), mas também é amor, e deseja salvar o pecador (Jo 3.16). Na cruz, vemos que o pecado não foi ignorado, pelo contrário, ele foi julgado com todo o peso da justiça divina. Jesus, o Cordeiro sem mancha, tomou sobre si a culpa que era nossa (Is 53.5). Ao mesmo tempo, esse sacrifício revela o quanto Deus nos ama, ao ponto de entregar seu Filho por nós. A cruz mostra que a salvação não é barata: ela custou o sangue de Cristo. Ali, Deus permanece justo ao punir o pecado e, ao mesmo tempo, é amoroso ao justificar o pecador que crê em Jesus (Rm 3.26). O madeiro é, portanto, o ponto onde a santidade de Deus exige justiça, e o amor de Deus oferece graça.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
III – A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA
1. Deus é absolutamente santo
A santidade é um dos atributos centrais e inegociáveis da natureza divina. Em Isaías 6.3, os serafins proclamam incessantemente:
“Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos”.
Análise do hebraico (Isaías 6.3)
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, distinto, absolutamente puro.
- A repetição tripla (Santo, Santo, Santo) indica plenitude, intensidade e perfeição absoluta. No hebraico bíblico, essa forma superlativa é raríssima e aponta para a supremacia total da santidade divina.
A santidade de Deus significa que Ele é:
- Moralmente perfeito;
- Totalmente separado do pecado;
- Transcendente e incomparável.
Quando Pedro escreve:
“Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16),
ele cita diretamente Levítico (Lv 11.44), mostrando que o chamado à santidade não é uma inovação do Novo Testamento, mas uma exigência que flui da própria identidade de Deus.
Análise do grego (1 Pedro 1.15)
- “Santo” — ἅγιος (hágios): separado para Deus, consagrado.
- “Maneira de viver” — ἀναστροφή (anastrophḗ): conduta, estilo de vida contínuo.
📌 Princípio teológico
Deus não apenas age de forma santa; Ele é santo. Portanto, a santidade não é opcional para o crente, mas uma resposta coerente à natureza daquele que o chamou.
2. A salvação como chamado à santidade
A salvação bíblica vai além do perdão jurídico; ela envolve transformação moral e espiritual. Paulo afirma que o resultado da libertação do pecado é a santificação, cujo fim é a vida eterna (Rm 6.22).
Santidade posicional
No momento da conversão, o crente é separado para Deus:
- “Santificados em Cristo Jesus” (1Co 1.2)
- “Santificados mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo” (Hb 10.10)
Aqui, a santidade é um ato definitivo de Deus, não resultado de esforço humano.
Análise do grego
- “Santificar” — ἁγιάζω (hagiázō): separar, consagrar, dedicar a Deus.
Essa santidade posicional declara o crente justo diante de Deus, com base exclusiva na obra de Cristo.
Santidade progressiva
Além da posição, a Escritura ensina um processo contínuo de transformação:
- “De glória em glória” (2Co 3.18)
- “Desenvolvei a vossa salvação” (Fp 2.12–13)
Esse processo envolve:
- A ação soberana do Espírito Santo;
- A cooperação consciente do crente;
- Obediência diária à Palavra.
📌 Princípio espiritual
A santidade é tanto dom recebido quanto caminho percorrido. Não escolhemos ser santos para sermos salvos; somos salvos para vivermos em santidade.
3. A cruz: justiça e amor como fundamento da santidade
A cruz é o ponto culminante onde os atributos divinos se encontram em perfeita harmonia. Habacuque declara que Deus é tão puro que não pode contemplar o mal (Hc 1.13), mas João afirma que Deus amou o mundo (Jo 3.16). Como reconciliar essas duas verdades? A resposta está na cruz.
Análise teológica da cruz
- Justiça divina: o pecado é julgado.
- Amor divino: o pecador é poupado.
- Substituição: Cristo toma o nosso lugar.
Isaías 53.5 revela que:
“Ele foi ferido por causa das nossas transgressões”.
Análise do hebraico (Isaías 53.5)
- “Ferido” — מְחֹלָל (meḥōlál): traspassado, violentamente atingido.
- “Castigo” — מוּסָר (musār): punição corretiva.
Paulo explica esse mistério em Romanos 3.26:
“Para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”.
📌 Síntese doutrinária
Na cruz:
- Deus não relativiza o pecado;
- O amor não anula a justiça;
- A justiça não elimina a graça.
O caminho da santidade passa necessariamente pela cruz, pois somente nela o pecado é tratado de forma definitiva.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reverencie a santidade de Deus
A graça não diminui a santidade divina; ela a revela com ainda mais clareza. - Viva a santidade como resposta ao amor
Santidade não é legalismo, mas gratidão obediente. - Permita que a cruz molde seu viver diário
Toda decisão cristã deve passar pelo crivo do sacrifício de Cristo. - Caminhe em dependência do Espírito Santo
A santificação progressiva não ocorre sem submissão ao agir do Espírito.
TABELA EXPOSITIVA
Tema
Texto-base
Termo original
Ênfase teológica
Santidade divina
Is 6.3
Qādôsh
Pureza absoluta
Chamado à santidade
1Pe 1.15–16
Hágios
Vida consagrada
Santidade posicional
Hb 10.10
Hagiázō
Ato definitivo
Santidade progressiva
2Co 3.18
Metamorphóō
Transformação contínua
Cruz e santidade
Rm 3.26
—
Justiça e graça
SÍNTESE FINAL
O Deus que salva é o mesmo Deus que é absolutamente santo. Sua santidade não se opõe ao Seu amor; ao contrário, ambos se encontram perfeitamente na cruz de Cristo. A salvação não é apenas livramento da condenação, mas um chamado para uma vida transformada, separada para Deus e moldada pela cruz. Fomos alcançados pela graça para refletir a santidade do Deus que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
III – A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA
1. Deus é absolutamente santo
A santidade é um dos atributos centrais e inegociáveis da natureza divina. Em Isaías 6.3, os serafins proclamam incessantemente:
“Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos”.
Análise do hebraico (Isaías 6.3)
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, distinto, absolutamente puro.
- A repetição tripla (Santo, Santo, Santo) indica plenitude, intensidade e perfeição absoluta. No hebraico bíblico, essa forma superlativa é raríssima e aponta para a supremacia total da santidade divina.
A santidade de Deus significa que Ele é:
- Moralmente perfeito;
- Totalmente separado do pecado;
- Transcendente e incomparável.
Quando Pedro escreve:
“Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16),
ele cita diretamente Levítico (Lv 11.44), mostrando que o chamado à santidade não é uma inovação do Novo Testamento, mas uma exigência que flui da própria identidade de Deus.
Análise do grego (1 Pedro 1.15)
- “Santo” — ἅγιος (hágios): separado para Deus, consagrado.
- “Maneira de viver” — ἀναστροφή (anastrophḗ): conduta, estilo de vida contínuo.
📌 Princípio teológico
Deus não apenas age de forma santa; Ele é santo. Portanto, a santidade não é opcional para o crente, mas uma resposta coerente à natureza daquele que o chamou.
2. A salvação como chamado à santidade
A salvação bíblica vai além do perdão jurídico; ela envolve transformação moral e espiritual. Paulo afirma que o resultado da libertação do pecado é a santificação, cujo fim é a vida eterna (Rm 6.22).
Santidade posicional
No momento da conversão, o crente é separado para Deus:
- “Santificados em Cristo Jesus” (1Co 1.2)
- “Santificados mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo” (Hb 10.10)
Aqui, a santidade é um ato definitivo de Deus, não resultado de esforço humano.
Análise do grego
- “Santificar” — ἁγιάζω (hagiázō): separar, consagrar, dedicar a Deus.
Essa santidade posicional declara o crente justo diante de Deus, com base exclusiva na obra de Cristo.
Santidade progressiva
Além da posição, a Escritura ensina um processo contínuo de transformação:
- “De glória em glória” (2Co 3.18)
- “Desenvolvei a vossa salvação” (Fp 2.12–13)
Esse processo envolve:
- A ação soberana do Espírito Santo;
- A cooperação consciente do crente;
- Obediência diária à Palavra.
📌 Princípio espiritual
A santidade é tanto dom recebido quanto caminho percorrido. Não escolhemos ser santos para sermos salvos; somos salvos para vivermos em santidade.
3. A cruz: justiça e amor como fundamento da santidade
A cruz é o ponto culminante onde os atributos divinos se encontram em perfeita harmonia. Habacuque declara que Deus é tão puro que não pode contemplar o mal (Hc 1.13), mas João afirma que Deus amou o mundo (Jo 3.16). Como reconciliar essas duas verdades? A resposta está na cruz.
Análise teológica da cruz
- Justiça divina: o pecado é julgado.
- Amor divino: o pecador é poupado.
- Substituição: Cristo toma o nosso lugar.
Isaías 53.5 revela que:
“Ele foi ferido por causa das nossas transgressões”.
Análise do hebraico (Isaías 53.5)
- “Ferido” — מְחֹלָל (meḥōlál): traspassado, violentamente atingido.
- “Castigo” — מוּסָר (musār): punição corretiva.
Paulo explica esse mistério em Romanos 3.26:
“Para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”.
📌 Síntese doutrinária
Na cruz:
- Deus não relativiza o pecado;
- O amor não anula a justiça;
- A justiça não elimina a graça.
O caminho da santidade passa necessariamente pela cruz, pois somente nela o pecado é tratado de forma definitiva.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reverencie a santidade de Deus
A graça não diminui a santidade divina; ela a revela com ainda mais clareza. - Viva a santidade como resposta ao amor
Santidade não é legalismo, mas gratidão obediente. - Permita que a cruz molde seu viver diário
Toda decisão cristã deve passar pelo crivo do sacrifício de Cristo. - Caminhe em dependência do Espírito Santo
A santificação progressiva não ocorre sem submissão ao agir do Espírito.
TABELA EXPOSITIVA
Tema | Texto-base | Termo original | Ênfase teológica |
Santidade divina | Is 6.3 | Qādôsh | Pureza absoluta |
Chamado à santidade | 1Pe 1.15–16 | Hágios | Vida consagrada |
Santidade posicional | Hb 10.10 | Hagiázō | Ato definitivo |
Santidade progressiva | 2Co 3.18 | Metamorphóō | Transformação contínua |
Cruz e santidade | Rm 3.26 | — | Justiça e graça |
SÍNTESE FINAL
O Deus que salva é o mesmo Deus que é absolutamente santo. Sua santidade não se opõe ao Seu amor; ao contrário, ambos se encontram perfeitamente na cruz de Cristo. A salvação não é apenas livramento da condenação, mas um chamado para uma vida transformada, separada para Deus e moldada pela cruz. Fomos alcançados pela graça para refletir a santidade do Deus que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
SUBSÍDIO 3
CONCLUSÃO
A Bíblia revela que Deus é, ao mesmo tempo, amoroso e santo, Ele não apenas exige santidade, mas é a própria santidade. E, mesmo sendo santo, não nos rejeitou por causa do pecado. Pelo contrário, foi por amor que providenciou, em Cristo, o caminho de volta. O pecado afastou a humanidade do Deus Criador, mas a cruz abriu a porta do regresso. A santidade não é apenas um padrão moral, mas uma resposta de amor a um Deus que, sendo santo, decidiu nos amar até o fim. Ter uma vida em santidade é responder positivamente ao amor do Deus que salva.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
CONCLUSÃO
Tema: Santidade como resposta ao amor do Deus que salva
A Escritura revela uma verdade teologicamente profunda e espiritualmente transformadora: Deus é simultaneamente santo e amoroso, e esses atributos não competem entre si — eles se harmonizam perfeitamente na obra da salvação realizada em Cristo.
1. Deus é santo em sua essência
A santidade não é apenas um atributo entre outros, mas a própria identidade moral e ontológica de Deus.
Análise do hebraico
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, distinto, absolutamente puro.
- Deus é separado do pecado, mas não separado do pecador arrependido.
A repetição tríplice em Isaías 6.3 (Santo, Santo, Santo) indica:
- Totalidade;
- Plenitude;
- Supremacia absoluta da santidade divina.
📌 Princípio teológico:
Deus não se torna santo em seus atos — Ele age assim porque é santo.
2. O amor santo que não rejeitou o pecador
Embora o pecado tenha rompido a comunhão entre Deus e a humanidade (Gn 3; Rm 3.23), Deus não reagiu com abandono, mas com redenção.
Análise do grego
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário e gracioso.
- “Até o fim” — εἰς τέλος (eis télos, Jo 13.1): até o extremo, até o limite máximo.
O amor de Deus não ignora o pecado, mas lida com ele de forma justa e redentora. A cruz é o ponto onde:
- A santidade exige justiça;
- O amor oferece substituição.
📌 Síntese doutrinária:
A cruz não é a suspensão da santidade de Deus, mas sua maior revelação.
3. A santidade como resposta ao amor salvador
A santidade cristã não é:
- Moralismo vazio;
- Legalismo religioso;
- Tentativa de merecer a salvação.
Ela é resposta amorosa à graça recebida.
Análise do grego (1 Pedro 1.15–16)
- “Sede” — γίνεσθε (gínesthe): tornai-vos continuamente.
- “Maneira de viver” — ἀναστροφή (anastrophḗ): conduta diária.
A santidade é:
- Posicional: recebida no novo nascimento;
- Progressiva: desenvolvida ao longo da vida cristã;
- Relacional: vivida em comunhão com Deus.
📌 Princípio espiritual:
Não vivemos em santidade para sermos amados — vivemos em santidade porque fomos amados.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reverencie a santidade de Deus
O Deus que salva não perdeu sua santidade para nos alcançar. - Ame a santidade, não apenas a salvação
A cruz não apenas nos livra do inferno, mas nos chama a uma nova vida. - Transforme gratidão em prática diária
Santidade se expressa em escolhas, palavras, relacionamentos e prioridades. - Viva santidade com dependência do Espírito
Ela não é fruto de força humana, mas da graça operante de Deus.
TABELA EXPOSITIVA
Ênfase
Texto
Termo original
Ensinamento
Santidade divina
Is 6.3
Qādôsh
Deus é absolutamente puro
Amor redentor
Jo 3.16
Agápē
Amor sacrificial
Cruz
Rm 3.26
—
Justiça e graça em harmonia
Chamado à santidade
1Pe 1.15
Hágios
Vida separada para Deus
Resposta humana
Rm 12.1
—
Culto racional e vivo
DINÂMICA – “A PONTE DA CRUZ”
🎯 OBJETIVO
Ensinar visual e espiritualmente que:
- O pecado separa;
- A cruz reconcilia;
- A santidade é o caminho de quem atravessou.
🧰 MATERIAL
- Uma fita, corda ou linha no chão (representando o abismo);
- Um papel em forma de cruz;
- Cartões ou papéis pequenos;
- Caneta.
📖 EXECUÇÃO
- Separe a sala em dois lados
- Um lado: “Deus Santo”
- Outro lado: “Humanidade Pecadora”
- Explique
“O pecado criou uma separação que o ser humano não consegue atravessar sozinho.”
- Coloque a cruz sobre a linha
“Cristo é o único caminho de volta.”
- Peça aos alunos
- Escrevam em um papel algo que Deus os chamou a abandonar ou transformar.
- Ao atravessarem a “ponte da cruz”, entreguem o papel simbolicamente aos pés da cruz.
- Leitura final
- 1 Pedro 1.15–16
- Romanos 6.22
🙏 REFLEXÃO FINAL
“A cruz não apenas nos salva do pecado — ela nos chama para uma vida santa.”
FRASE DE ENCERRAMENTO PARA A CLASSE
“A santidade não é o preço da salvação, mas o fruto de um amor que nos alcançou quando ainda éramos pecadores.”
CONCLUSÃO
Tema: Santidade como resposta ao amor do Deus que salva
A Escritura revela uma verdade teologicamente profunda e espiritualmente transformadora: Deus é simultaneamente santo e amoroso, e esses atributos não competem entre si — eles se harmonizam perfeitamente na obra da salvação realizada em Cristo.
1. Deus é santo em sua essência
A santidade não é apenas um atributo entre outros, mas a própria identidade moral e ontológica de Deus.
Análise do hebraico
- “Santo” — קָדוֹשׁ (qādôsh): separado, distinto, absolutamente puro.
- Deus é separado do pecado, mas não separado do pecador arrependido.
A repetição tríplice em Isaías 6.3 (Santo, Santo, Santo) indica:
- Totalidade;
- Plenitude;
- Supremacia absoluta da santidade divina.
📌 Princípio teológico:
Deus não se torna santo em seus atos — Ele age assim porque é santo.
2. O amor santo que não rejeitou o pecador
Embora o pecado tenha rompido a comunhão entre Deus e a humanidade (Gn 3; Rm 3.23), Deus não reagiu com abandono, mas com redenção.
Análise do grego
- “Amor” — ἀγάπη (agápē): amor sacrificial, voluntário e gracioso.
- “Até o fim” — εἰς τέλος (eis télos, Jo 13.1): até o extremo, até o limite máximo.
O amor de Deus não ignora o pecado, mas lida com ele de forma justa e redentora. A cruz é o ponto onde:
- A santidade exige justiça;
- O amor oferece substituição.
📌 Síntese doutrinária:
A cruz não é a suspensão da santidade de Deus, mas sua maior revelação.
3. A santidade como resposta ao amor salvador
A santidade cristã não é:
- Moralismo vazio;
- Legalismo religioso;
- Tentativa de merecer a salvação.
Ela é resposta amorosa à graça recebida.
Análise do grego (1 Pedro 1.15–16)
- “Sede” — γίνεσθε (gínesthe): tornai-vos continuamente.
- “Maneira de viver” — ἀναστροφή (anastrophḗ): conduta diária.
A santidade é:
- Posicional: recebida no novo nascimento;
- Progressiva: desenvolvida ao longo da vida cristã;
- Relacional: vivida em comunhão com Deus.
📌 Princípio espiritual:
Não vivemos em santidade para sermos amados — vivemos em santidade porque fomos amados.
APLICAÇÃO PESSOAL
- Reverencie a santidade de Deus
O Deus que salva não perdeu sua santidade para nos alcançar. - Ame a santidade, não apenas a salvação
A cruz não apenas nos livra do inferno, mas nos chama a uma nova vida. - Transforme gratidão em prática diária
Santidade se expressa em escolhas, palavras, relacionamentos e prioridades. - Viva santidade com dependência do Espírito
Ela não é fruto de força humana, mas da graça operante de Deus.
TABELA EXPOSITIVA
Ênfase | Texto | Termo original | Ensinamento |
Santidade divina | Is 6.3 | Qādôsh | Deus é absolutamente puro |
Amor redentor | Jo 3.16 | Agápē | Amor sacrificial |
Cruz | Rm 3.26 | — | Justiça e graça em harmonia |
Chamado à santidade | 1Pe 1.15 | Hágios | Vida separada para Deus |
Resposta humana | Rm 12.1 | — | Culto racional e vivo |
DINÂMICA – “A PONTE DA CRUZ”
🎯 OBJETIVO
Ensinar visual e espiritualmente que:
- O pecado separa;
- A cruz reconcilia;
- A santidade é o caminho de quem atravessou.
🧰 MATERIAL
- Uma fita, corda ou linha no chão (representando o abismo);
- Um papel em forma de cruz;
- Cartões ou papéis pequenos;
- Caneta.
📖 EXECUÇÃO
- Separe a sala em dois lados
- Um lado: “Deus Santo”
- Outro lado: “Humanidade Pecadora”
- Explique
“O pecado criou uma separação que o ser humano não consegue atravessar sozinho.” - Coloque a cruz sobre a linha
“Cristo é o único caminho de volta.” - Peça aos alunos
- Escrevam em um papel algo que Deus os chamou a abandonar ou transformar.
- Ao atravessarem a “ponte da cruz”, entreguem o papel simbolicamente aos pés da cruz.
- Leitura final
- 1 Pedro 1.15–16
- Romanos 6.22
🙏 REFLEXÃO FINAL
“A cruz não apenas nos salva do pecado — ela nos chama para uma vida santa.”
FRASE DE ENCERRAMENTO PARA A CLASSE
“A santidade não é o preço da salvação, mas o fruto de um amor que nos alcançou quando ainda éramos pecadores.”
HORA DA REVISÃO
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
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