TEXTO PRINCIPAL “Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.” (Gl 4.28). RESUMO DA LIÇÃO Pela fé em Jesus Cristo, somos filhos...
“Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.” (Gl 4.28).
RESUMO DA LIÇÃO
Pela fé em Jesus Cristo, somos filhos de Deus e descendência de Abraão.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Gálatas 4:28
Texto:
“Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.”
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas para combater a distorção da fé cristã pela influência da Lei Mosaica como requisito para a salvação.
- Ele contrasta o filho da escrava (Ismael) com o filho da livre (Isaque):
- Ismael representa a escravidão à lei ou às obras.
- Isaque representa a filiação pela promessa de Deus, recebida pela fé (cf. Gl 4.21-27).
- O versículo reafirma que a verdadeira liberdade e filiação divina vêm pela fé, não pela observância legalista.
2. Análise das Palavras-Chave no Grego
- “Nós, irmãos” (ἡμεῖς οἱ ἀδελφοί – hēmeis hoi adelphoi)
- Destaca a comunidade cristã unida em Cristo, incluindo todos que crêem.
- “Filhos da promessa” (τέκνα τῆς ἐπαγγελίας – tekna tēs epangelias)
- Tekna: filhos, descendência, com ênfase na herança espiritual.
- Epangelias: promessa, palavra usada por Deus para garantir cumprimento futuro.
- Indica relação espiritual com Deus baseada na promessa e não no mérito humano (cf. Rm 9:8).
- “Como Isaque” (ὡς Ἰσαάκ – hōs Isaak)
- Isaque foi o filho da promessa de Deus a Abraão e Sara, concebido no cumprimento sobrenatural da promessa divina (Gn 21:1-3).
- Paulo utiliza Isaque como modelo de filiação espiritual baseada na fé, contrastando com a filiação natural ou legalista.
3. Perspectiva Teológica
- Filhos da promessa:
- O crente em Cristo é herdeiro das promessas de Deus a Abraão (Gl 3:29; Rm 4:16).
- Não depende de obras ou da Lei, mas da fé em Jesus como cumprimento da promessa messiânica.
- Liberdade em Cristo:
- A filiação espiritual confere liberdade do jugo da Lei (Gl 4:5-7).
- Somos filhos e não escravos, com direito a herança eterna.
- Continuidades e contrastes:
- Ismael: obra humana e carne → escravidão.
- Isaque: promessa divina → liberdade e herança espiritual.
- Aplicação: a fé em Cristo nos coloca na linha de Isaque, não pelo esforço humano, mas pela graça divina.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer que sou filho de Deus pela fé, não pelo desempenho religioso.
- Viver com confiança e segurança na promessa divina, sabendo que Deus cumpre Sua Palavra.
- Evitar a tentação de “merecer” bênçãos por obras; a herança espiritual é um presente de Deus.
- Compartilhar essa liberdade e esperança com outros, refletindo a filiação em Cristo.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, Paul: Apostle of the Heart Set Free – destaca a filiação espiritual como base da liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – analisa o contraste Ismael/Isaque e a argumentação de Paulo sobre promessa e lei.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa que a fé substitui o legalismo como critério de filiação a Deus.
- John Stott, The Message of Galatians – reforça a importância de entender a promessa como fonte de segurança e esperança.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4:28
Elemento do Versículo
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
Nós, irmãos
ἡμεῖς οἱ ἀδελφοί
Comunidade cristã unida pela fé
Valorizar a comunhão e unidade na igreja
Filhos da promessa
τέκνα τῆς ἐπαγγελίας
Herdeiros espirituais baseados na promessa de Deus
Viver com confiança e segurança na promessa divina
Como Isaque
ὡς Ἰσαάκ
Modelo de filiação pela fé, não por obra humana
Evitar depender de obras ou legalismo para se relacionar com Deus
Contraste implícito
Ismael vs Isaque
Escravidão da carne versus liberdade da promessa
Abraçar a liberdade em Cristo e rejeitar religiosidade vazia
Síntese:
Gálatas 4:28 nos lembra que somos filhos de Deus pela fé, seguindo o modelo de Isaque. Nossa filiação espiritual não depende de mérito humano, mas da promessa cumprida em Cristo, garantindo liberdade, herança e comunhão com Deus.
Gálatas 4:28
Texto:
“Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque.”
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas para combater a distorção da fé cristã pela influência da Lei Mosaica como requisito para a salvação.
- Ele contrasta o filho da escrava (Ismael) com o filho da livre (Isaque):
- Ismael representa a escravidão à lei ou às obras.
- Isaque representa a filiação pela promessa de Deus, recebida pela fé (cf. Gl 4.21-27).
- O versículo reafirma que a verdadeira liberdade e filiação divina vêm pela fé, não pela observância legalista.
2. Análise das Palavras-Chave no Grego
- “Nós, irmãos” (ἡμεῖς οἱ ἀδελφοί – hēmeis hoi adelphoi)
- Destaca a comunidade cristã unida em Cristo, incluindo todos que crêem.
- “Filhos da promessa” (τέκνα τῆς ἐπαγγελίας – tekna tēs epangelias)
- Tekna: filhos, descendência, com ênfase na herança espiritual.
- Epangelias: promessa, palavra usada por Deus para garantir cumprimento futuro.
- Indica relação espiritual com Deus baseada na promessa e não no mérito humano (cf. Rm 9:8).
- “Como Isaque” (ὡς Ἰσαάκ – hōs Isaak)
- Isaque foi o filho da promessa de Deus a Abraão e Sara, concebido no cumprimento sobrenatural da promessa divina (Gn 21:1-3).
- Paulo utiliza Isaque como modelo de filiação espiritual baseada na fé, contrastando com a filiação natural ou legalista.
3. Perspectiva Teológica
- Filhos da promessa:
- O crente em Cristo é herdeiro das promessas de Deus a Abraão (Gl 3:29; Rm 4:16).
- Não depende de obras ou da Lei, mas da fé em Jesus como cumprimento da promessa messiânica.
- Liberdade em Cristo:
- A filiação espiritual confere liberdade do jugo da Lei (Gl 4:5-7).
- Somos filhos e não escravos, com direito a herança eterna.
- Continuidades e contrastes:
- Ismael: obra humana e carne → escravidão.
- Isaque: promessa divina → liberdade e herança espiritual.
- Aplicação: a fé em Cristo nos coloca na linha de Isaque, não pelo esforço humano, mas pela graça divina.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer que sou filho de Deus pela fé, não pelo desempenho religioso.
- Viver com confiança e segurança na promessa divina, sabendo que Deus cumpre Sua Palavra.
- Evitar a tentação de “merecer” bênçãos por obras; a herança espiritual é um presente de Deus.
- Compartilhar essa liberdade e esperança com outros, refletindo a filiação em Cristo.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, Paul: Apostle of the Heart Set Free – destaca a filiação espiritual como base da liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – analisa o contraste Ismael/Isaque e a argumentação de Paulo sobre promessa e lei.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa que a fé substitui o legalismo como critério de filiação a Deus.
- John Stott, The Message of Galatians – reforça a importância de entender a promessa como fonte de segurança e esperança.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4:28
Elemento do Versículo | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Nós, irmãos | ἡμεῖς οἱ ἀδελφοί | Comunidade cristã unida pela fé | Valorizar a comunhão e unidade na igreja |
Filhos da promessa | τέκνα τῆς ἐπαγγελίας | Herdeiros espirituais baseados na promessa de Deus | Viver com confiança e segurança na promessa divina |
Como Isaque | ὡς Ἰσαάκ | Modelo de filiação pela fé, não por obra humana | Evitar depender de obras ou legalismo para se relacionar com Deus |
Contraste implícito | Ismael vs Isaque | Escravidão da carne versus liberdade da promessa | Abraçar a liberdade em Cristo e rejeitar religiosidade vazia |
Síntese:
Gálatas 4:28 nos lembra que somos filhos de Deus pela fé, seguindo o modelo de Isaque. Nossa filiação espiritual não depende de mérito humano, mas da promessa cumprida em Cristo, garantindo liberdade, herança e comunhão com Deus.
LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Gl 4.21 Para seguir a Lei, ao menos leia-a
TERÇA — Gl 4.22 Dois filhos, um escravo e outro livre
QUARTA — Gl 4.24 Filhos da servidão
QUINTA — Gl 4.28 Filhos da promessa
SEXTA — Gl 4.29 Os Filhos da promessa são perseguidos
SÁBADO — Gl 5.1 Não se coloque debaixo de servidão
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Leitura da Semana (Gl 4.21–5.1)
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas enfrentando a influência de judaizantes que pregavam que os cristãos precisavam seguir a Lei de Moisés para serem justificados.
- Ele usa a história de Abraão, Ismael e Isaque para ilustrar dois tipos de descendência:
- Descendência da carne (Ismael): escravidão, legalismo, confiança em obras humanas.
- Descendência da promessa (Isaque): liberdade, herança espiritual, fé em Deus.
- O apóstolo reforça que a verdadeira liberdade em Cristo vem da fé, não da observância legalista da Lei (Gl 5.1).
2. Análise das Passagens por Dia
Dia
Versículo
Análise Teológica e Palavras-Chave
Aplicação Prática
Segunda
Gl 4.21
“Para seguir a Lei, ao menos leia-a” – νομίζετε (nomizete, “pensais/considerais”) mostra que muitos interpretam a Lei sem entendê-la. Paulo sugere que a Lei não é caminho de liberdade, mas de servidão se mal interpretada.
Incentivo a conhecer a Bíblia corretamente, não depender de tradições ou interpretações humanas.
Terça
Gl 4.22
“Dois filhos, um escravo e outro livre” – Paulo usa a história de Abraão (Ismael/Isaque) para ilustrar descendência física versus espiritual.
Identificar se nossa vida cristã é marcada por liberdade ou legalismo.
Quarta
Gl 4.24
“Filhos da servidão” – τέκνα τῆς παιδείας (tekna tēs paideias, filhos da escravidão/educação servil) indica vida limitada, submetida à Lei sem o Espírito.
Avaliar áreas da vida em que ainda se vive na “escravidão da lei” em vez da graça.
Quinta
Gl 4.28
“Filhos da promessa” – τέκνα τῆς ἐπαγγελίας, descendentes de Isaque; herdeiros de Deus pela fé.
Viver com confiança e segurança na promessa de Deus, sabendo que a herança é espiritual.
Sexta
Gl 4.29
“Os filhos da promessa são perseguidos” – διωκόμενοι (diōkomenoi) indica que a fé ativa atrai oposição.
Preparar-se para enfrentar críticas ou oposição por viver conforme o Evangelho.
Sábado
Gl 5.1
“Não se coloque debaixo de servidão” – συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe, “não se aprisionem”) reforça liberdade em Cristo.
Resistir ao legalismo, tradições humanas e regras que limitam a fé em Cristo.
3. Palavras-Chave Gregas
- τέκνα τῆς ἐπαγγελίας (tekna tēs epangelias) – filhos da promessa, descendência espiritual pela fé.
- διωκόμενοι (diōkomenoi) – perseguidos, perseguição como consequência de viver segundo a fé.
- συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe) – não se aprisionem, não voltem à servidão legalista.
4. Perspectiva Teológica
- Liberdade em Cristo: A verdadeira filiação a Deus é baseada na promessa, recebida pela fé, não na lei.
- Descendência espiritual: Como Isaque, somos herdeiros das promessas de Deus, livres da servidão legalista.
- Perseguição inevitável: Seguir a fé e a liberdade cristã muitas vezes atrai oposição, mas a promessa é segura.
- Graça versus legalismo: Paulo contrapõe a Lei como servidão ao Evangelho como liberdade plena (Gl 5.1).
5. Aplicação Pessoal
- Examinar se minha vida está marcada por liberdade em Cristo ou servidão legalista.
- Confiar nas promessas de Deus e não nas obras para salvação.
- Enfrentar críticas e perseguições com coragem, sabendo que somos herdeiros de Deus.
- Incentivar outros a viverem na liberdade da fé, evitando tradições que aprisionam.
6. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, Paul: Apostle of the Heart Set Free – destaca a distinção entre descendência da carne e da promessa.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – análise detalhada da argumentação paulina sobre Lei, promessa e liberdade.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza que a filiação em Cristo leva à liberdade espiritual e resistência à perseguição.
- John Stott, The Message of Galatians – reforça que a liberdade é o coração do Evangelho, não dependente de obras humanas.
7. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21–5.1
Versículo
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
4.21
νομίζετε (nomizete)
Interpretação humana da Lei, risco de legalismo
Ler e interpretar a Bíblia corretamente
4.22
δύο υἱοὶ (duo huioi)
Dois tipos de descendência: carne vs promessa
Identificar se vivemos na liberdade ou servidão
4.24
τέκνα τῆς παιδείας
Filhos da servidão, limitados pela Lei
Romper com práticas que aprisionam a fé
4.28
τέκνα τῆς ἐπαγγελίας
Filhos da promessa, herdeiros pela fé
Viver confiantes na promessa de Deus
4.29
διωκόμενοι (diōkomenoi)
Perseguidos por causa da fé
Preparar-se para enfrentar oposição com fé
5.1
συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe)
Não se aprisionem; liberdade em Cristo
Resistir ao legalismo e regras humanas
Leitura da Semana (Gl 4.21–5.1)
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas enfrentando a influência de judaizantes que pregavam que os cristãos precisavam seguir a Lei de Moisés para serem justificados.
- Ele usa a história de Abraão, Ismael e Isaque para ilustrar dois tipos de descendência:
- Descendência da carne (Ismael): escravidão, legalismo, confiança em obras humanas.
- Descendência da promessa (Isaque): liberdade, herança espiritual, fé em Deus.
- O apóstolo reforça que a verdadeira liberdade em Cristo vem da fé, não da observância legalista da Lei (Gl 5.1).
2. Análise das Passagens por Dia
Dia | Versículo | Análise Teológica e Palavras-Chave | Aplicação Prática |
Segunda | Gl 4.21 | “Para seguir a Lei, ao menos leia-a” – νομίζετε (nomizete, “pensais/considerais”) mostra que muitos interpretam a Lei sem entendê-la. Paulo sugere que a Lei não é caminho de liberdade, mas de servidão se mal interpretada. | Incentivo a conhecer a Bíblia corretamente, não depender de tradições ou interpretações humanas. |
Terça | Gl 4.22 | “Dois filhos, um escravo e outro livre” – Paulo usa a história de Abraão (Ismael/Isaque) para ilustrar descendência física versus espiritual. | Identificar se nossa vida cristã é marcada por liberdade ou legalismo. |
Quarta | Gl 4.24 | “Filhos da servidão” – τέκνα τῆς παιδείας (tekna tēs paideias, filhos da escravidão/educação servil) indica vida limitada, submetida à Lei sem o Espírito. | Avaliar áreas da vida em que ainda se vive na “escravidão da lei” em vez da graça. |
Quinta | Gl 4.28 | “Filhos da promessa” – τέκνα τῆς ἐπαγγελίας, descendentes de Isaque; herdeiros de Deus pela fé. | Viver com confiança e segurança na promessa de Deus, sabendo que a herança é espiritual. |
Sexta | Gl 4.29 | “Os filhos da promessa são perseguidos” – διωκόμενοι (diōkomenoi) indica que a fé ativa atrai oposição. | Preparar-se para enfrentar críticas ou oposição por viver conforme o Evangelho. |
Sábado | Gl 5.1 | “Não se coloque debaixo de servidão” – συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe, “não se aprisionem”) reforça liberdade em Cristo. | Resistir ao legalismo, tradições humanas e regras que limitam a fé em Cristo. |
3. Palavras-Chave Gregas
- τέκνα τῆς ἐπαγγελίας (tekna tēs epangelias) – filhos da promessa, descendência espiritual pela fé.
- διωκόμενοι (diōkomenoi) – perseguidos, perseguição como consequência de viver segundo a fé.
- συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe) – não se aprisionem, não voltem à servidão legalista.
4. Perspectiva Teológica
- Liberdade em Cristo: A verdadeira filiação a Deus é baseada na promessa, recebida pela fé, não na lei.
- Descendência espiritual: Como Isaque, somos herdeiros das promessas de Deus, livres da servidão legalista.
- Perseguição inevitável: Seguir a fé e a liberdade cristã muitas vezes atrai oposição, mas a promessa é segura.
- Graça versus legalismo: Paulo contrapõe a Lei como servidão ao Evangelho como liberdade plena (Gl 5.1).
5. Aplicação Pessoal
- Examinar se minha vida está marcada por liberdade em Cristo ou servidão legalista.
- Confiar nas promessas de Deus e não nas obras para salvação.
- Enfrentar críticas e perseguições com coragem, sabendo que somos herdeiros de Deus.
- Incentivar outros a viverem na liberdade da fé, evitando tradições que aprisionam.
6. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, Paul: Apostle of the Heart Set Free – destaca a distinção entre descendência da carne e da promessa.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – análise detalhada da argumentação paulina sobre Lei, promessa e liberdade.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza que a filiação em Cristo leva à liberdade espiritual e resistência à perseguição.
- John Stott, The Message of Galatians – reforça que a liberdade é o coração do Evangelho, não dependente de obras humanas.
7. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21–5.1
Versículo | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
4.21 | νομίζετε (nomizete) | Interpretação humana da Lei, risco de legalismo | Ler e interpretar a Bíblia corretamente |
4.22 | δύο υἱοὶ (duo huioi) | Dois tipos de descendência: carne vs promessa | Identificar se vivemos na liberdade ou servidão |
4.24 | τέκνα τῆς παιδείας | Filhos da servidão, limitados pela Lei | Romper com práticas que aprisionam a fé |
4.28 | τέκνα τῆς ἐπαγγελίας | Filhos da promessa, herdeiros pela fé | Viver confiantes na promessa de Deus |
4.29 | διωκόμενοι (diōkomenoi) | Perseguidos por causa da fé | Preparar-se para enfrentar oposição com fé |
5.1 | συγκρατεῖσθε (sygkrateisthe) | Não se aprisionem; liberdade em Cristo | Resistir ao legalismo e regras humanas |
OBJETIVOS
EXPLICAR o argumento que Paulo utilizou para mostrar aos gálatas a diferença entre ser escravo e ser livre;
COMPREENDER as diferenças entre ser filho da escrava e da livre;
MOSTRAR a solução encontrada para o filho da escrava.
Este blog foi feito com muito carinho 💝 para você. Ajude-nos 🙏 . Oferte com qualquer valor no Pix/TEl: (11)97828-5171 e você estará colaborando para que esse blog continue trazendo conteúdo exclusivo e de edificação para a sua vida
INTERAÇÃO
Professor(a), você está gostando do estudo da Carta aos Gálatas? Como seus alunos estão reagindo às exposições? Vamos prosseguir com o estudo e nesta lição estudaremos a respeito da história apresentada por Paulo sobre Ismael e Isaque, os dois filhos de Abraão. Paulo utiliza como exemplo os filhos do patriarca para discorrer a respeito da escravidão e da liberdade, onde a escravidão é a perda da liberdade e da identidade. Veremos que o apóstolo se esforçou para que os gálatas compreendessem que a liberdade que receberam em Jesus estava sendo colocada em risco por conta da decisão deles de se sujeitarem aos ensinos dos judaizantes. Eles deveriam compreender que, em Cristo, eram livres da guarda da Lei.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), reproduza o esquema abaixo e utilize-o para enfatizar o que dispomos como descendência de Adão (escravos) e como filhos de Deus (livres em Cristo).
- COMO FILHOS DE ADÃO (ESCRAVOS)
- Ruína;
- Pecado;
- Morte;
- Separação de Deus;
- Desobediência;
- Punição;
- Lei.
- COMO FILHOS DE DEUS (LIVRES EM CRISTO)
- Salvação;
- Justiça;
- Vida eterna;
- Relacionamento com Deus;
- Obediência;
- Libertação;
- Graça.
- DINAMICA EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Dinâmica – Filhos da Promessa x Filhos da Carne
Objetivo:
- Ajudar os jovens a compreenderem a diferença entre vida sob a Lei/ esforço humano e vida na promessa de Deus em Cristo.
- Incentivar a reflexão sobre a liberdade cristã e os perigos do legalismo.
- Promover discussão em grupo e aplicação prática na vida diária.
Materiais:
- Cartões ou papéis coloridos (vermelhos e verdes)
- Canetas ou marcadores
- Quadro branco ou flipchart (opcional)
Passo a Passo:
1. Preparação:
- Divida a turma em grupos de 3 a 5 jovens.
- Entregue cartões verdes (representando “Filhos da Promessa”) e cartões vermelhos (representando “Filhos da Carne”).
2. Instruções:
- Cada grupo deve listar atitudes, escolhas ou comportamentos que se encaixam em cada categoria:
- Filhos da Promessa (verde): fé, confiança em Deus, obediência, liberdade em Cristo.
- Filhos da Carne (vermelho): dependência da própria força, legalismo, pressa em antecipar planos de Deus, escravidão espiritual.
- Após 5 minutos, cada grupo apresenta suas listas e explica por que classificou cada item.
3. Discussão Bíblica:
- Leia Gálatas 4.21-31 com todos e destaque:
- Ismael = Filho da Carne (legalismo, esforço humano, escravidão).
- Isaque = Filho da Promessa (fé, liberdade, bênçãos).
- Pergunte aos jovens:
- Quais áreas da sua vida ainda estão mais próximas da “carne” do que da “promessa”?
- Como podemos viver como filhos da promessa no dia a dia?
4. Aplicação Prática:
- Cada jovem escreve em um cartão verde uma atitude que quer desenvolver para viver como Filho da Promessa.
- Cada jovem escreve em um cartão vermelho um hábito ou pensamento que precisa abandonar para não se submeter à escravidão da carne/Lei.
- Opcional: cole os cartões em um mural da igreja como compromisso coletivo de liberdade em Cristo.
5. Conclusão:
- Reforce que ser filho da promessa significa viver na fé e liberdade em Cristo, confiando nas promessas de Deus e rejeitando legalismos ou esforços humanos que escravizam.
- Encoraje os jovens a defender sua liberdade em Cristo diariamente e a inspirar outros a fazerem o mesmo.
Variante Rápida (10 minutos)
- Faça a dinâmica como debate relâmpago:
- Uma frase é dita pelo líder (“Confio mais na Lei do que em Deus” ou “Acredito que Deus cumpre Suas promessas”)
- Os jovens correm para o lado do salão correspondente: vermelho = filho da carne, verde = filho da promessa.
- Comente cada escolha rapidamente, reforçando a aplicação prática.
TEXTO BÍBLICO
Gálatas 4.21-26.
21 — Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?
22 — Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.
23 — Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa,
24 — o que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos, um do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar.
25 — Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos.
26 — Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós;
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Gálatas 4.21-26
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas para advertir sobre o perigo do legalismo judaizante, que insistia na observância da Lei Mosaica como condição de salvação.
- Ele recorre à história de Abraão, Ismael e Isaque para demonstrar dois tipos de descendência:
- Descendência da escrava (Agar/Ismael) → correspondendo à Lei, escravidão, confiança na carne.
- Descendência da livre (Sara/Isaque) → correspondendo à promessa, liberdade e fé.
- O apóstolo utiliza uma alegoria para mostrar que a verdadeira Jerusalém espiritual é aquela que está livre, mãe de todos os crentes, e não a cidade física, escrava da Lei.
2. Análise Versículo por Versículo
Gl 4.21 – “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?”
- Vocabulário Grego: ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō), “estar debaixo da lei”, significa submissão ou escravidão à Lei.
- Paulo desafia os judaizantes a refletirem sobre a lei que afirmam seguir.
Gl 4.22 – “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.”
- Paulo se refere a Gn 16 e 21, mostrando que a descendência de Abraão inclui Ismael (carne) e Isaque (promessa).
- υἱός (huios) = filho, com sentido de herança e linhagem, não apenas biológica, mas espiritual.
Gl 4.23 – “Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa”
- κατὰ σάρκα (kata sarka) = “segundo a carne”, indica filiação natural, baseada em esforço humano ou obras.
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “por promessa”, significa filiação espiritual recebida pela fé em Deus, não por mérito humano (cf. Rm 4:16).
Gl 4.24 – “O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos…”
- ἀλληγορία (allēgoria) = alegoria, uso simbólico da história para ensino espiritual.
- συνθήκη (synthēkē) = concerto, pacto; Paulo compara:
- Sinai / Agar → Lei → escravidão.
- Sara → promessa → liberdade.
Gl 4.25-26 – “Agar é Sinai… Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós.”
- ἄνω Ἰερουσαλήμ (anō Ierousalēm) = Jerusalém de cima, espiritual, não física.
- Paulo enfatiza a liberdade espiritual dos filhos da promessa, que é a verdadeira herança de Deus.
3. Perspectiva Teológica
- Dois tipos de descendência:
- Ismael / Agar → escravidão à lei, confiança em esforço humano.
- Isaque / Sara → liberdade pela fé, herança da promessa.
- Alegoria como ensino espiritual: Paulo mostra que a história de Abraão aponta para a verdadeira filiação espiritual em Cristo.
- Jerusalém de cima: simboliza a Igreja universal e livre, mãe de todos os crentes, em contraste com a observância legalista da Lei de Moisés.
4. Aplicação Pessoal
- Avaliar se a vida espiritual depende de esforço humano ou da fé na promessa de Deus.
- Viver na liberdade cristã, confiando na graça e não em tradições ou regras religiosas.
- Reconhecer que a verdadeira filiação espiritual é em Cristo, sendo parte da “Jerusalém de cima”.
- Enfrentar críticas ou pressão legalista mantendo fé, esperança e liberdade.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – análise da alegoria de Agar e Sara e a liberdade em Cristo.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha o contraste entre descendência da carne e da promessa.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – destaca a liberdade cristã como herança da promessa.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a verdadeira filiação espiritual é recebida pela fé, não por obras da Lei.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21-26
Versículo
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
4.21
ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō)
Estar debaixo da Lei, submissão
Avaliar se seguimos regras ou a graça de Deus
4.22
υἱός (huios)
Filho, descendência, herança
Reconhecer filiação espiritual em Cristo
4.23
κατὰ σάρκα / κατὰ ἐπαγγελίαν
Carne vs promessa, esforço humano vs fé
Viver confiando na promessa de Deus, não em obras
4.24
ἀλληγορία (allēgoria)
Alegoria, ensino simbólico
Aplicar verdades espirituais em situações reais
4.25
Αγαρ / Σινᾶι
Lei → escravidão
Evitar dependência da Lei para justificar-se
4.26
ἄνω Ἰερουσαλήμ
Jerusalém de cima, liberdade espiritual
Ser parte da Igreja livre, confiando na promessa
Gálatas 4.21-26
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas para advertir sobre o perigo do legalismo judaizante, que insistia na observância da Lei Mosaica como condição de salvação.
- Ele recorre à história de Abraão, Ismael e Isaque para demonstrar dois tipos de descendência:
- Descendência da escrava (Agar/Ismael) → correspondendo à Lei, escravidão, confiança na carne.
- Descendência da livre (Sara/Isaque) → correspondendo à promessa, liberdade e fé.
- O apóstolo utiliza uma alegoria para mostrar que a verdadeira Jerusalém espiritual é aquela que está livre, mãe de todos os crentes, e não a cidade física, escrava da Lei.
2. Análise Versículo por Versículo
Gl 4.21 – “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?”
- Vocabulário Grego: ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō), “estar debaixo da lei”, significa submissão ou escravidão à Lei.
- Paulo desafia os judaizantes a refletirem sobre a lei que afirmam seguir.
Gl 4.22 – “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.”
- Paulo se refere a Gn 16 e 21, mostrando que a descendência de Abraão inclui Ismael (carne) e Isaque (promessa).
- υἱός (huios) = filho, com sentido de herança e linhagem, não apenas biológica, mas espiritual.
Gl 4.23 – “Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa”
- κατὰ σάρκα (kata sarka) = “segundo a carne”, indica filiação natural, baseada em esforço humano ou obras.
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “por promessa”, significa filiação espiritual recebida pela fé em Deus, não por mérito humano (cf. Rm 4:16).
Gl 4.24 – “O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos…”
- ἀλληγορία (allēgoria) = alegoria, uso simbólico da história para ensino espiritual.
- συνθήκη (synthēkē) = concerto, pacto; Paulo compara:
- Sinai / Agar → Lei → escravidão.
- Sara → promessa → liberdade.
Gl 4.25-26 – “Agar é Sinai… Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós.”
- ἄνω Ἰερουσαλήμ (anō Ierousalēm) = Jerusalém de cima, espiritual, não física.
- Paulo enfatiza a liberdade espiritual dos filhos da promessa, que é a verdadeira herança de Deus.
3. Perspectiva Teológica
- Dois tipos de descendência:
- Ismael / Agar → escravidão à lei, confiança em esforço humano.
- Isaque / Sara → liberdade pela fé, herança da promessa.
- Alegoria como ensino espiritual: Paulo mostra que a história de Abraão aponta para a verdadeira filiação espiritual em Cristo.
- Jerusalém de cima: simboliza a Igreja universal e livre, mãe de todos os crentes, em contraste com a observância legalista da Lei de Moisés.
4. Aplicação Pessoal
- Avaliar se a vida espiritual depende de esforço humano ou da fé na promessa de Deus.
- Viver na liberdade cristã, confiando na graça e não em tradições ou regras religiosas.
- Reconhecer que a verdadeira filiação espiritual é em Cristo, sendo parte da “Jerusalém de cima”.
- Enfrentar críticas ou pressão legalista mantendo fé, esperança e liberdade.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – análise da alegoria de Agar e Sara e a liberdade em Cristo.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha o contraste entre descendência da carne e da promessa.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – destaca a liberdade cristã como herança da promessa.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a verdadeira filiação espiritual é recebida pela fé, não por obras da Lei.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21-26
Versículo | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
4.21 | ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō) | Estar debaixo da Lei, submissão | Avaliar se seguimos regras ou a graça de Deus |
4.22 | υἱός (huios) | Filho, descendência, herança | Reconhecer filiação espiritual em Cristo |
4.23 | κατὰ σάρκα / κατὰ ἐπαγγελίαν | Carne vs promessa, esforço humano vs fé | Viver confiando na promessa de Deus, não em obras |
4.24 | ἀλληγορία (allēgoria) | Alegoria, ensino simbólico | Aplicar verdades espirituais em situações reais |
4.25 | Αγαρ / Σινᾶι | Lei → escravidão | Evitar dependência da Lei para justificar-se |
4.26 | ἄνω Ἰερουσαλήμ | Jerusalém de cima, liberdade espiritual | Ser parte da Igreja livre, confiando na promessa |
INTRODUÇÃO
A lição desta semana é a respeito da história apresentada por Paulo sobre Ismael e Isaque, os dois filhos de Abraão. Ele fala da escravidão e da liberdade, representadas pelos dois filhos, onde a escravidão é a perda da liberdade e da identidade. Os gálatas deveriam compreender que a liberdade que receberam em Jesus estava sendo colocada em risco por conta da decisão deles, de se sujeitarem aos ensinos dos judaizantes.
I- O QUE A LEI DIZ
1- Paulo se vale da história. A fim de reforçar seu argumento, o apóstolo mostra aos gálatas a diferença entre ser escravo e ser livre. Ele começa com a seguinte pergunta: “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei” (v.1)? Em outras palavras, “Já que vocês querem viver debaixo da Lei, ao menos vejam o que ela diz”. Então ele partilha a história dos dois filhos de Abraão. A Palavra de Deus nos informa que Abraão teve diversos filhos além de Isaque e Ismael (Gn 25.1-7), mas somente os dois primeiros são utilizados por Paulo para realizar a comparação necessária. Esses dois filhos e suas histórias estão imersos em um contexto específico, a saber, Ismael nasceu de um arranjo social, e Isaque, da promessa de Deus. No tocante à origem social, um era escravo, e o outro livre, pois a mãe de Ismael era uma serva de Sara, ao passo que Isaque era filho da esposa de Abraão, uma mulher livre.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
“O que a Lei Diz” (Gl 4.21-22a)
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas, que estavam sendo influenciados por judaizantes, insistindo que a observância da Lei Mosaica era necessária para a salvação.
- Para esclarecer o contraste entre escravidão e liberdade, Paulo recorre à história de Ismael e Isaque, filhos de Abraão.
- A escravidão simboliza o legalismo, a dependência de obras humanas e a perda da verdadeira liberdade espiritual.
- A liberdade é recebida pela fé na promessa de Deus, exemplificada em Isaque, filho da esposa de Abraão.
2. Análise das Palavras-Chave
Gl 4.21 – “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?”
- ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō): estar debaixo da Lei.
- Implica submissão ou sujeição à Lei, muitas vezes interpretada como escravidão legalista.
- Paulo usa pergunta retórica para confrontar os gálatas, forçando-os a refletir sobre a real função da Lei: não como libertadora, mas como tutela provisória até Cristo (Gl 3.24).
Gl 4.22a – “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.”
- υἱός (huios): filho, descendência.
- Significa herança, não apenas prole biológica, mas linhagem espiritual, com implicações para fé e liberdade.
- O contraste entre serva e livre:
- Serva (Hagar) → Ismael → escravidão, esforço humano.
- Esposa (Sara) → Isaque → liberdade, promessa de Deus.
3. Perspectiva Teológica
- História como argumento teológico: Paulo interpreta eventos históricos para demonstrar princípios espirituais.
- Escravidão vs. liberdade:
- Ismael representa a tentativa de alcançar a bênção por meios humanos ou legalistas.
- Isaque representa a bênção recebida pela fé, fruto da promessa de Deus.
- A função da Lei: ensina, mostra pecado, mas não liberta; a verdadeira libertação vem da fé em Cristo (Gl 3.13-14).
4. Aplicação Pessoal
- Avaliar se minha vida espiritual depende de regras, tradições ou esforços humanos ou da promessa de Deus recebida pela fé.
- Reconhecer áreas onde ainda vivemos como filhos da escravidão, confiando na carne em vez do Espírito.
- Abraçar a liberdade em Cristo, confiando na fidelidade de Deus para cumprir Suas promessas.
- Ensinar aos outros que fé, não legalismo, é o caminho da verdadeira herança espiritual.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – detalha o contraste entre descendência da carne e da promessa.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – discute o uso histórico de Abraão para ilustrar princípios espirituais.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa que a fé em Cristo é a verdadeira libertação da Lei.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a filiação em Cristo é baseada na promessa, não no esforço humano.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.21-22a
Elemento do Versículo
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
Estar debaixo da Lei
ὑποκυβερνᾶν νόμῳ
Submissão à Lei → escravidão legalista
Avaliar se sigo regras ou confio na graça de Deus
Dois filhos de Abraão
υἱός (huios)
Descendência, herança, linhagem espiritual
Viver como descendente da promessa, pela fé
Serva e livre
Δούλη / ἐλεύθερη
Contraste entre escravidão (esforço humano) e liberdade (promessa)
Confiar na promessa de Deus e não no esforço próprio
Ismael e Isaque
–
Escravidão vs liberdade, carne vs promessa
Reconhecer o poder da fé em Cristo para viver livre
“O que a Lei Diz” (Gl 4.21-22a)
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo escreve aos Gálatas, que estavam sendo influenciados por judaizantes, insistindo que a observância da Lei Mosaica era necessária para a salvação.
- Para esclarecer o contraste entre escravidão e liberdade, Paulo recorre à história de Ismael e Isaque, filhos de Abraão.
- A escravidão simboliza o legalismo, a dependência de obras humanas e a perda da verdadeira liberdade espiritual.
- A liberdade é recebida pela fé na promessa de Deus, exemplificada em Isaque, filho da esposa de Abraão.
2. Análise das Palavras-Chave
Gl 4.21 – “Dizei-me vós, os que quereis estar debaixo da lei: não ouvis vós a lei?”
- ὑποκυβερνᾶν νόμῳ (hypokybernān nomō): estar debaixo da Lei.
- Implica submissão ou sujeição à Lei, muitas vezes interpretada como escravidão legalista.
- Paulo usa pergunta retórica para confrontar os gálatas, forçando-os a refletir sobre a real função da Lei: não como libertadora, mas como tutela provisória até Cristo (Gl 3.24).
Gl 4.22a – “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre.”
- υἱός (huios): filho, descendência.
- Significa herança, não apenas prole biológica, mas linhagem espiritual, com implicações para fé e liberdade.
- O contraste entre serva e livre:
- Serva (Hagar) → Ismael → escravidão, esforço humano.
- Esposa (Sara) → Isaque → liberdade, promessa de Deus.
3. Perspectiva Teológica
- História como argumento teológico: Paulo interpreta eventos históricos para demonstrar princípios espirituais.
- Escravidão vs. liberdade:
- Ismael representa a tentativa de alcançar a bênção por meios humanos ou legalistas.
- Isaque representa a bênção recebida pela fé, fruto da promessa de Deus.
- A função da Lei: ensina, mostra pecado, mas não liberta; a verdadeira libertação vem da fé em Cristo (Gl 3.13-14).
4. Aplicação Pessoal
- Avaliar se minha vida espiritual depende de regras, tradições ou esforços humanos ou da promessa de Deus recebida pela fé.
- Reconhecer áreas onde ainda vivemos como filhos da escravidão, confiando na carne em vez do Espírito.
- Abraçar a liberdade em Cristo, confiando na fidelidade de Deus para cumprir Suas promessas.
- Ensinar aos outros que fé, não legalismo, é o caminho da verdadeira herança espiritual.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – detalha o contraste entre descendência da carne e da promessa.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – discute o uso histórico de Abraão para ilustrar princípios espirituais.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa que a fé em Cristo é a verdadeira libertação da Lei.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a filiação em Cristo é baseada na promessa, não no esforço humano.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.21-22a
Elemento do Versículo | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Estar debaixo da Lei | ὑποκυβερνᾶν νόμῳ | Submissão à Lei → escravidão legalista | Avaliar se sigo regras ou confio na graça de Deus |
Dois filhos de Abraão | υἱός (huios) | Descendência, herança, linhagem espiritual | Viver como descendente da promessa, pela fé |
Serva e livre | Δούλη / ἐλεύθερη | Contraste entre escravidão (esforço humano) e liberdade (promessa) | Confiar na promessa de Deus e não no esforço próprio |
Ismael e Isaque | – | Escravidão vs liberdade, carne vs promessa | Reconhecer o poder da fé em Cristo para viver livre |
2- O significado de ser escravo. No mundo do primeiro século, no Império Romano, a escravidão era bem conhecida. Milhões de pessoas foram feitas escravas por causa de guerras, de dívidas, ou porque nasceram filhos de escravos. O escravo era simplesmente uma pessoa que não tinha direito sobre a própria vida. Sua vida e morte residiam nas mãos do seu proprietário. Trabalhavam sem direito ou garantia alguma, até à morte, ou, em alguns casos, até que o seu senhor lhe concedesse a liberdade, sendo que, neste caso, o escravo agora livre, passava a ser chamado de liberto. Os gálatas conheciam bem essa realidade. Os anos de dominação dos romanos mostravam a vocação que tinham de dominação e de sujeição dos povos conquistados. As tropas romanas situadas nas diversas metrópoles do império estavam lá para lembrar quem eram os senhores e quem eram os vassalos.
3- A busca pela liberdade. Paulo se utiliza da história de Abraão para ilustrar o que os gálatas precisavam saber. Ele é chamado de pai da fé, mas é dele que também procedem os judeus. O patriarca era casado com Sara, e a promessa de ser uma grande nação foi dada a ambos, não somente a Abraão. A genética repassada do patriarca aos seus descendentes seguia uma linha de muitos séculos, onde, por vezes, os hebreus se viram dominados por outros povos. Eles sabiam a importância de serem livres, e no primeiro século não desfrutavam ainda de plena liberdade.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
“O significado de ser escravo e a busca pela liberdade” (Gl 4.22-26)
1. Contexto Histórico e Teológico
- No Império Romano, a escravidão era uma realidade conhecida por todos: indivíduos capturados em guerras, endividados ou nascidos de mães escravas não possuíam direitos sobre suas vidas. A vida de um escravo dependia da vontade do senhor, podendo trabalhar até a morte ou, eventualmente, ser libertado, tornando-se liberto (freedman).
- Os gálatas, vivendo sob a influência romana, compreendiam bem os conceitos de submissão e liberdade.
- Paulo utiliza a história de Abraão para demonstrar que a verdadeira liberdade espiritual não é apenas a ausência de opressão física, mas a liberdade em Cristo, que nos torna filhos da promessa.
- A linha genealógica de Abraão, incluindo Ismael e Isaque, serve como uma alegoria do contraste entre escravidão (Lei/Esforço Humano) e liberdade (promessa/fé) (Gl 4.23-24).
2. Análise Teológica
O significado de ser escravo (Gl 4.22-23)
- No contexto gálata e romano, ser escravo implicava:
- Ausência de autonomia: vida e morte dependiam do senhor.
- Servidão contínua: trabalho sem direito ou remuneração adequada.
- Palavra-chave grega: δοῦλος (doulos) = escravo, não apenas de status social, mas espiritual quando aplicado à Lei: alguém que não experimenta liberdade interior.
A busca pela liberdade (Gl 4.24-26)
- Paulo compara a descendência de Abraão com dois concertos/pactos:
- Agar/Sinai → Lei → escravidão espiritual, filhos da carne (kata sarka).
- Sara/Promessa → liberdade pela fé, filhos da promessa (kata epangelian).
- Jerusalém de cima (ἄνω Ἰερουσαλήμ) representa a Igreja livre, mãe de todos os crentes, simbolizando a liberdade em Cristo.
3. Perspectiva Teológica
- Liberdade espiritual é superior à liberdade física: os gálatas conheciam opressão romana, mas Paulo enfatiza que a liberdade verdadeira é ser filho da promessa em Cristo.
- Escravidão da Lei vs liberdade da fé: seguir a Lei como meio de justificação é como viver em servidão; a fé em Cristo nos torna livres.
- O papel da história de Abraão: ilustra o contraste entre esforço humano (Ismael/Lei) e promessa de Deus (Isaque/fé).
- Jerusalém de cima: simboliza a dimensão espiritual da liberdade, que transcende opressões humanas e tradições legalistas.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer áreas em que ainda se vive na escravidão da lei ou do legalismo.
- Confiar que a liberdade em Cristo é plena e segura, independentemente de pressões sociais, culturais ou religiosas.
- Valorizar a herança espiritual como filhos da promessa, vivendo na fé e não em esforço próprio.
- Ensinar outros a não se submeterem a sistemas que prometem salvação mas escravizam a fé.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – explica a escravidão espiritual e o contraste com a liberdade em Cristo.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha a interpretação paulina da história de Abraão como alegoria.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – destaca a liberdade como fruto da promessa divina.
- John Stott, The Message of Galatians – ressalta a diferença entre liberdade espiritual e escravidão à Lei.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.22-26
Elemento
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
Escravo
δοῦλος (doulos)
Submissão total, sem autonomia; analogia à servidão da Lei
Avaliar áreas de servidão espiritual na vida pessoal
Livre
ἐλεύθερος (eleutheros)
Liberdade pela fé, herdeiro da promessa
Viver na fé, não em esforço humano
Carne vs Promessa
κατὰ σάρκα / κατὰ ἐπαγγελίαν
Escravidão vs liberdade, obras vs fé
Confiar na promessa de Deus, não em méritos próprios
Agar/Sinai
–
Lei → escravidão
Evitar legalismo religioso
Sara/Promessa
–
Fé → liberdade
Abraçar plenamente a herança espiritual
Jerusalém de cima
ἄνω Ἰερουσαλήμ
Igreja universal e livre, mãe de todos os crentes
Pertencer à comunidade de fé livre em Cristo
“O significado de ser escravo e a busca pela liberdade” (Gl 4.22-26)
1. Contexto Histórico e Teológico
- No Império Romano, a escravidão era uma realidade conhecida por todos: indivíduos capturados em guerras, endividados ou nascidos de mães escravas não possuíam direitos sobre suas vidas. A vida de um escravo dependia da vontade do senhor, podendo trabalhar até a morte ou, eventualmente, ser libertado, tornando-se liberto (freedman).
- Os gálatas, vivendo sob a influência romana, compreendiam bem os conceitos de submissão e liberdade.
- Paulo utiliza a história de Abraão para demonstrar que a verdadeira liberdade espiritual não é apenas a ausência de opressão física, mas a liberdade em Cristo, que nos torna filhos da promessa.
- A linha genealógica de Abraão, incluindo Ismael e Isaque, serve como uma alegoria do contraste entre escravidão (Lei/Esforço Humano) e liberdade (promessa/fé) (Gl 4.23-24).
2. Análise Teológica
O significado de ser escravo (Gl 4.22-23)
- No contexto gálata e romano, ser escravo implicava:
- Ausência de autonomia: vida e morte dependiam do senhor.
- Servidão contínua: trabalho sem direito ou remuneração adequada.
- Palavra-chave grega: δοῦλος (doulos) = escravo, não apenas de status social, mas espiritual quando aplicado à Lei: alguém que não experimenta liberdade interior.
A busca pela liberdade (Gl 4.24-26)
- Paulo compara a descendência de Abraão com dois concertos/pactos:
- Agar/Sinai → Lei → escravidão espiritual, filhos da carne (kata sarka).
- Sara/Promessa → liberdade pela fé, filhos da promessa (kata epangelian).
- Jerusalém de cima (ἄνω Ἰερουσαλήμ) representa a Igreja livre, mãe de todos os crentes, simbolizando a liberdade em Cristo.
3. Perspectiva Teológica
- Liberdade espiritual é superior à liberdade física: os gálatas conheciam opressão romana, mas Paulo enfatiza que a liberdade verdadeira é ser filho da promessa em Cristo.
- Escravidão da Lei vs liberdade da fé: seguir a Lei como meio de justificação é como viver em servidão; a fé em Cristo nos torna livres.
- O papel da história de Abraão: ilustra o contraste entre esforço humano (Ismael/Lei) e promessa de Deus (Isaque/fé).
- Jerusalém de cima: simboliza a dimensão espiritual da liberdade, que transcende opressões humanas e tradições legalistas.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer áreas em que ainda se vive na escravidão da lei ou do legalismo.
- Confiar que a liberdade em Cristo é plena e segura, independentemente de pressões sociais, culturais ou religiosas.
- Valorizar a herança espiritual como filhos da promessa, vivendo na fé e não em esforço próprio.
- Ensinar outros a não se submeterem a sistemas que prometem salvação mas escravizam a fé.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – explica a escravidão espiritual e o contraste com a liberdade em Cristo.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha a interpretação paulina da história de Abraão como alegoria.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – destaca a liberdade como fruto da promessa divina.
- John Stott, The Message of Galatians – ressalta a diferença entre liberdade espiritual e escravidão à Lei.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.22-26
Elemento | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Escravo | δοῦλος (doulos) | Submissão total, sem autonomia; analogia à servidão da Lei | Avaliar áreas de servidão espiritual na vida pessoal |
Livre | ἐλεύθερος (eleutheros) | Liberdade pela fé, herdeiro da promessa | Viver na fé, não em esforço humano |
Carne vs Promessa | κατὰ σάρκα / κατὰ ἐπαγγελίαν | Escravidão vs liberdade, obras vs fé | Confiar na promessa de Deus, não em méritos próprios |
Agar/Sinai | – | Lei → escravidão | Evitar legalismo religioso |
Sara/Promessa | – | Fé → liberdade | Abraçar plenamente a herança espiritual |
Jerusalém de cima | ἄνω Ἰερουσαλήμ | Igreja universal e livre, mãe de todos os crentes | Pertencer à comunidade de fé livre em Cristo |
SUBSÍDIO 1
“Paulo usa eventos históricos reais para mostrar a diferença entre o antigo concerto e o novo Agar (que teve o primeiro filho de Abraão, Ismael, que não era o filho da promessa de Deus, veja Gn 16) representa o antigo concerto, estabelecido no Monte Sinai (v.25; veja Êx 19.2; 20.1-17). Os filhos de Agar são como aqueles que agora vivem sob o modo de vida do antigo concerto e ‘nasceram segundo a carne’ (v.23). Em outras palavras, eles representam aqueles que não são ‘nascidos do Espírito’ (Jo 3.8). Sara, a esposa de Abraão, que deu à luz Isaque, o filho da promessa de Deus (veja Gn 21.1-7), representa o novo concerto. Em um sentido espiritual, os seus filhos são os verdadeiros filhos de Deus, gerados ‘segundo o Espírito’ (v.29)”. (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.1631).
II- O FILHO DA CARNE E O FILHO DA PROMESSA
1- A carne e seu filho. A comparação que Paulo faz com referência a Ismael, o primeiro filho de Abraão, como sendo o resultado não da fé ou da promessa, mas como sendo um arranjo de uma decisão baseada em um pensamento humano diante da impaciência. A ideia partiu de Sara, que seguiu um costume de sua época, em que uma escrava poderia dar um filho ao seu senhor. Ninguém poderia negar que Ismael era filho de Abraão. Entretanto, ele representa um arranjo humano, uma forma de antecipar a realização da promessa de Deus. Sempre teremos dificuldades quando tentarmos ajudar Deus a cumprir o que Ele, de bom grado, nos prometeu. Hagar enquanto estava grávida desprezou sua senhora, e depois Sara ordenou que Hagar fosse embora. Ambas se irritaram e competiram, e Abraão estava nesse fogo cruzado. Uma criança nasceu, mas não segundo a vontade de Deus. Paulo vai, por analogia, dizer que Ismael é o filho gerado pela carne. Ele não faz essa declaração com desprezo, pois seu objetivo é exemplificar aos gálatas a diferença entre confiar na carne e confiar na promessa de Deus.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
II. O Filho da Carne e o Filho da Promessa (Gl 4.22-23)
1. Contexto Histórico e Teológico
- • Paulo compara Ismael e Isaque para ensinar os gálatas sobre a diferença entre vida segundo a carne e vida segundo a promessa.
- • Ismael nasceu do arranjo humano: Sara, impaciente com a promessa de Deus, dá sua serva Hagar a Abraão para gerar um filho.
- • Embora Ismael seja filho legítimo de Abraão, ele simboliza a tentativa humana de cumprir a promessa de Deus através de esforço e impaciência, sem depender da vontade divina.
- • O apóstolo contrapõe Ismael a Isaque, filho da promessa, nascido segundo a fé e a vontade de Deus (Gl 4.23), destacando que a verdadeira descendência de Abraão é espiritual, pela promessa.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
“Filho da carne” (Gl 4.23)
- • κατὰ σάρκα (kata sarka) = “segundo a carne”.
- ◦ Indica filiação natural, baseada em esforço humano ou iniciativa própria, sem dependência da promessa de Deus.
- • Aplicação simbólica: toda tentativa de “apressar” o plano de Deus pela própria iniciativa gera resultados que não correspondem à vontade divina.
Ismael como figura espiritual
- • Exegese de Hagar e Ismael (Gn 16): Hagar desprezou Sara, conflitos surgiram; simbolicamente, o filho da carne traz contenda e escravidão (Gl 4.24-25).
- • Paulo não despreza Ismael, mas o usa como ilustração da inadequação da carne para gerar bênçãos espirituais.
Contraste com Isaque
- • κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “segundo a promessa”, fruto da fé e da vontade de Deus.
- • Isaque representa a descendência espiritual legítima, que vive em liberdade e confiança na providência divina.
3. Perspectiva Teológica
- 1 A confiança na carne é um caminho de escravidão: esforços humanos para cumprir promessas divinas sem esperar em Deus resultam em conflitos e tensão espiritual.
- 2 A promessa divina exige fé e paciência: a liberdade espiritual e a verdadeira bênção vêm quando confiamos na palavra de Deus, como Isaque.
- 3 O ensino de Paulo para os Gálatas: eles estavam prestes a se submeter à Lei (escravidão), como se Ismael fosse herdeiro; Paulo mostra que a verdadeira herança é da promessa (Isaque).
4. Aplicação Pessoal
- • Avaliar áreas da vida em que se tenta “apressar a vontade de Deus” por iniciativa própria.
- • Confiar que a promessa de Deus se cumprirá no tempo certo, evitando o caminho da carne e do esforço humano.
- • Ensinar que a fé e a paciência são instrumentos de liberdade espiritual, enquanto a impaciência gera contenda e escravidão.
- • Reconhecer que a descendência espiritual é em Cristo, e não fruto de esforços humanos ou “atalhos” para a bênção.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- • F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – interpretação do contraste entre descendência da carne e da promessa.
- • Douglas Moo, Galatians (NICNT) – destaca Ismael como figura do legalismo e esforço humano.
- • Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza o papel da fé em Cristo versus confiar na carne.
- • John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a descendência da promessa é baseada em fé, não em obras.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.22-23 (Filho da Carne vs Filho da Promessa)
Elemento
Termo Grego
Significado Teológico
Aplicação Prática
Filho da carne
κατὰ σάρκα (kata sarka)
Filiação baseada em esforço humano, iniciativa própria
Evitar apressar o plano de Deus; confiar na promessa
Filho da promessa
κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian)
Filiação baseada na fé e na vontade divina
Viver na fé, aguardando a providência de Deus
Ismael
–
Resultado de arranjo humano; simboliza escravidão e contenda
Reconhecer riscos de confiar na carne em decisões espirituais
Isaque
–
Nascido da promessa, simboliza liberdade e bênção
Confiar na promessa divina; viver na liberdade de Cristo
Hagar
–
Serva; símbolo de servidão e esforço humano
Evitar caminhos de impaciência e tentativas humanas de realização espiritual
II. O Filho da Carne e o Filho da Promessa (Gl 4.22-23)
1. Contexto Histórico e Teológico
- • Paulo compara Ismael e Isaque para ensinar os gálatas sobre a diferença entre vida segundo a carne e vida segundo a promessa.
- • Ismael nasceu do arranjo humano: Sara, impaciente com a promessa de Deus, dá sua serva Hagar a Abraão para gerar um filho.
- • Embora Ismael seja filho legítimo de Abraão, ele simboliza a tentativa humana de cumprir a promessa de Deus através de esforço e impaciência, sem depender da vontade divina.
- • O apóstolo contrapõe Ismael a Isaque, filho da promessa, nascido segundo a fé e a vontade de Deus (Gl 4.23), destacando que a verdadeira descendência de Abraão é espiritual, pela promessa.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
“Filho da carne” (Gl 4.23)
- • κατὰ σάρκα (kata sarka) = “segundo a carne”.
- ◦ Indica filiação natural, baseada em esforço humano ou iniciativa própria, sem dependência da promessa de Deus.
- • Aplicação simbólica: toda tentativa de “apressar” o plano de Deus pela própria iniciativa gera resultados que não correspondem à vontade divina.
Ismael como figura espiritual
- • Exegese de Hagar e Ismael (Gn 16): Hagar desprezou Sara, conflitos surgiram; simbolicamente, o filho da carne traz contenda e escravidão (Gl 4.24-25).
- • Paulo não despreza Ismael, mas o usa como ilustração da inadequação da carne para gerar bênçãos espirituais.
Contraste com Isaque
- • κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “segundo a promessa”, fruto da fé e da vontade de Deus.
- • Isaque representa a descendência espiritual legítima, que vive em liberdade e confiança na providência divina.
3. Perspectiva Teológica
- 1 A confiança na carne é um caminho de escravidão: esforços humanos para cumprir promessas divinas sem esperar em Deus resultam em conflitos e tensão espiritual.
- 2 A promessa divina exige fé e paciência: a liberdade espiritual e a verdadeira bênção vêm quando confiamos na palavra de Deus, como Isaque.
- 3 O ensino de Paulo para os Gálatas: eles estavam prestes a se submeter à Lei (escravidão), como se Ismael fosse herdeiro; Paulo mostra que a verdadeira herança é da promessa (Isaque).
4. Aplicação Pessoal
- • Avaliar áreas da vida em que se tenta “apressar a vontade de Deus” por iniciativa própria.
- • Confiar que a promessa de Deus se cumprirá no tempo certo, evitando o caminho da carne e do esforço humano.
- • Ensinar que a fé e a paciência são instrumentos de liberdade espiritual, enquanto a impaciência gera contenda e escravidão.
- • Reconhecer que a descendência espiritual é em Cristo, e não fruto de esforços humanos ou “atalhos” para a bênção.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- • F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – interpretação do contraste entre descendência da carne e da promessa.
- • Douglas Moo, Galatians (NICNT) – destaca Ismael como figura do legalismo e esforço humano.
- • Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza o papel da fé em Cristo versus confiar na carne.
- • John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a descendência da promessa é baseada em fé, não em obras.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.22-23 (Filho da Carne vs Filho da Promessa)
Elemento | Termo Grego | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Filho da carne | κατὰ σάρκα (kata sarka) | Filiação baseada em esforço humano, iniciativa própria | Evitar apressar o plano de Deus; confiar na promessa |
Filho da promessa | κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) | Filiação baseada na fé e na vontade divina | Viver na fé, aguardando a providência de Deus |
Ismael | – | Resultado de arranjo humano; simboliza escravidão e contenda | Reconhecer riscos de confiar na carne em decisões espirituais |
Isaque | – | Nascido da promessa, simboliza liberdade e bênção | Confiar na promessa divina; viver na liberdade de Cristo |
Hagar | – | Serva; símbolo de servidão e esforço humano | Evitar caminhos de impaciência e tentativas humanas de realização espiritual |
2- A promessa e seu filho. Isaque foi chamado de “filho da promessa”. Apesar da incapacidade de Abraão e Sara de poderem experimentar a paternidade e a maternidade durante décadas, Deus lhes havia feito uma promessa. Abraão seria pai de uma multidão de pessoas, e Sara, a mãe. Sara deu a ideia a Abraão de tomar uma escrava para ser mãe, mas, mesmo assim, Deus não retirou o que havia dito para com a esposa de Abraão, pois a fidelidade do Eterno é inquestionável. Ismael podia ser o mais velho biologicamente, mas ele não estava vinculado à promessa de Deus. Isaque foi dado a Abraão e Sara como garantia de que Deus cumpre o que promete. É à descendência de Isaque, e não de Ismael, que os crentes seriam associados.
3- O escravo persegue o livre. A Palavra de Deus nos diz que no momento da cerimônia em que Isaque, o filho da promessa, foi desmamado, Ismael zombou dele (Gn 21.8.9). Da mesma forma que Hagar quando engravidou zombou de Sara, Ismael o faz com Isaque. Aqui temos duas lições. A primeira é a do exemplo: crianças aprendem com o que veem e ouvem dos pais. Elas simplesmente reproduzem as atitudes dos pais, mesmo sem entender completamente o que fazem. A segunda lição é a de que quem tem liberdade dentro de casa pode ser perseguido por quem não a tem. Foi o que aconteceu com os gálatas. Nasceram livres, mas estavam sendo colocados debaixo de servidão pelo discurso dos judaizantes. A cena ocorrida séculos antes estava se repetindo. Os judaizantes também tinham ouvido o Evangelho primeiro, mas por se prenderem a aspectos da Lei mosaica, esqueciam do seu verdadeiro Messias, Jesus, e se colocavam sob escravidão mais uma vez. E agora, estavam induzindo os gentios nesse mesmo caminho.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Gl 4.28-29
1. Contexto Histórico e Teológico
- Isaque é chamado de “filho da promessa” (kata epangelian, Gl 4.28), simbolizando a herança espiritual confiável, assegurada por Deus, e não pelo esforço humano.
- Apesar da impotência biológica de Abraão e Sara, a promessa de Deus prevaleceu (Gn 21.1-3). Isso ilustra que a fidelidade divina não depende das limitações humanas.
- Ismael, embora primogênito biologicamente, não estava vinculado à promessa; ele representa a descendência da carne, fruto de esforços humanos e impaciência.
- A narrativa do desmame de Isaque e a zombaria de Ismael (Gn 21.8-9) simbolizam o conflito entre a liberdade em Cristo e a escravidão da lei ou da carne. Paulo aplica isso aos gálatas: recém-libertos pela fé, eles corriam o risco de serem colocados novamente sob servidão pelos judaizantes.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
Filho da promessa
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “segundo a promessa”.
- Significa herança garantida por Deus, não fruto de esforço humano.
- Isaque simboliza a liberdade espiritual, descendência da fé e a certeza da promessa divina.
O escravo persegue o livre
- ἰδουλός (doulos) = escravo; ἐλεύθερος (eleutheros) = livre.
- A zombaria de Ismael (Gn 21.9) é um símbolo da oposição que os filhos da promessa enfrentam daqueles que permanecem na escravidão da carne ou da lei.
- Paulo aplica isso aos gálatas: a liberdade que receberam em Cristo provoca resistência daqueles que vivem sob legalismo (Gl 4.29).
Observações pedagógicas
- Exemplo para crianças: o comportamento de Ismael mostra como atitudes paternas podem ser reproduzidas pelos filhos, enfatizando responsabilidade e educação.
- Liberdade gera perseguição: aqueles que vivem livres espiritualmente podem ser atacados por aqueles que permanecem escravizados pelo legalismo ou por sistemas humanos.
3. Perspectiva Teológica
- A promessa divina é infalível: a descendência espiritual não depende do esforço humano ou da primogenitura natural.
- Liberdade espiritual provoca oposição: a história se repete na igreja — os filhos da promessa podem ser perseguidos por legalistas ou falsos mestres.
- Aplicação para os gálatas e para a igreja hoje: permanecer firme na fé, confiando na promessa, mesmo diante de perseguições ou pressões externas.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer que liberdade em Cristo pode gerar conflitos, especialmente com pessoas presas a tradições ou legalismos.
- Confiar que Deus cumpre Suas promessas, mesmo quando os esforços humanos tentam antecipar o resultado.
- Ensinar outros a resistirem à escravidão espiritual, valorizando a herança recebida pela fé.
- Viver com segurança e firmeza na liberdade em Cristo, mesmo sob oposição.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, As Epistolas de Galatas – explica o contraste entre filhos da promessa e filhos da carne.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha Isaque como figura de liberdade e promessa versus Ismael como símbolo da escravidão.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – aplica a história de Abraão à vida da igreja primitiva e à oposição enfrentada pelos cristãos.
- John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a liberdade em Cristo inevitavelmente provoca resistência daqueles sob servidão.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.28-29
Elemento
Termo Grego/Hebraico
Significado Teológico
Aplicação Prática
Filho da promessa
κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian)
Descendência espiritual garantida por Deus, fruto da fé
Confiar na promessa divina e viver na liberdade
Filho da carne
κατὰ σάρκα (kata sarka)
Descendência fruto do esforço humano, impaciência
Evitar apressar os planos de Deus ou confiar na carne
Zombaria de Ismael
μιμνῄσκω / γελᾶν
Perseguição ou oposição dos filhos da liberdade
Permanecer firme na fé mesmo sob oposição
Isaque
–
Filho da promessa, símbolo da liberdade espiritual
Viver seguro na herança espiritual em Cristo
Gálatas perseguidos
–
Cristãos livres enfrentando legalistas ou judaizantes
Resistir ao legalismo e pressões externas mantendo fé e liberdade
Gl 4.28-29
1. Contexto Histórico e Teológico
- Isaque é chamado de “filho da promessa” (kata epangelian, Gl 4.28), simbolizando a herança espiritual confiável, assegurada por Deus, e não pelo esforço humano.
- Apesar da impotência biológica de Abraão e Sara, a promessa de Deus prevaleceu (Gn 21.1-3). Isso ilustra que a fidelidade divina não depende das limitações humanas.
- Ismael, embora primogênito biologicamente, não estava vinculado à promessa; ele representa a descendência da carne, fruto de esforços humanos e impaciência.
- A narrativa do desmame de Isaque e a zombaria de Ismael (Gn 21.8-9) simbolizam o conflito entre a liberdade em Cristo e a escravidão da lei ou da carne. Paulo aplica isso aos gálatas: recém-libertos pela fé, eles corriam o risco de serem colocados novamente sob servidão pelos judaizantes.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
Filho da promessa
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) = “segundo a promessa”.
- Significa herança garantida por Deus, não fruto de esforço humano.
- Isaque simboliza a liberdade espiritual, descendência da fé e a certeza da promessa divina.
O escravo persegue o livre
- ἰδουλός (doulos) = escravo; ἐλεύθερος (eleutheros) = livre.
- A zombaria de Ismael (Gn 21.9) é um símbolo da oposição que os filhos da promessa enfrentam daqueles que permanecem na escravidão da carne ou da lei.
- Paulo aplica isso aos gálatas: a liberdade que receberam em Cristo provoca resistência daqueles que vivem sob legalismo (Gl 4.29).
Observações pedagógicas
- Exemplo para crianças: o comportamento de Ismael mostra como atitudes paternas podem ser reproduzidas pelos filhos, enfatizando responsabilidade e educação.
- Liberdade gera perseguição: aqueles que vivem livres espiritualmente podem ser atacados por aqueles que permanecem escravizados pelo legalismo ou por sistemas humanos.
3. Perspectiva Teológica
- A promessa divina é infalível: a descendência espiritual não depende do esforço humano ou da primogenitura natural.
- Liberdade espiritual provoca oposição: a história se repete na igreja — os filhos da promessa podem ser perseguidos por legalistas ou falsos mestres.
- Aplicação para os gálatas e para a igreja hoje: permanecer firme na fé, confiando na promessa, mesmo diante de perseguições ou pressões externas.
4. Aplicação Pessoal
- Reconhecer que liberdade em Cristo pode gerar conflitos, especialmente com pessoas presas a tradições ou legalismos.
- Confiar que Deus cumpre Suas promessas, mesmo quando os esforços humanos tentam antecipar o resultado.
- Ensinar outros a resistirem à escravidão espiritual, valorizando a herança recebida pela fé.
- Viver com segurança e firmeza na liberdade em Cristo, mesmo sob oposição.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, As Epistolas de Galatas – explica o contraste entre filhos da promessa e filhos da carne.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – detalha Isaque como figura de liberdade e promessa versus Ismael como símbolo da escravidão.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – aplica a história de Abraão à vida da igreja primitiva e à oposição enfrentada pelos cristãos.
- John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a liberdade em Cristo inevitavelmente provoca resistência daqueles sob servidão.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.28-29
Elemento | Termo Grego/Hebraico | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Filho da promessa | κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian) | Descendência espiritual garantida por Deus, fruto da fé | Confiar na promessa divina e viver na liberdade |
Filho da carne | κατὰ σάρκα (kata sarka) | Descendência fruto do esforço humano, impaciência | Evitar apressar os planos de Deus ou confiar na carne |
Zombaria de Ismael | μιμνῄσκω / γελᾶν | Perseguição ou oposição dos filhos da liberdade | Permanecer firme na fé mesmo sob oposição |
Isaque | – | Filho da promessa, símbolo da liberdade espiritual | Viver seguro na herança espiritual em Cristo |
Gálatas perseguidos | – | Cristãos livres enfrentando legalistas ou judaizantes | Resistir ao legalismo e pressões externas mantendo fé e liberdade |
III- A SOLUÇÃO PARA ESSE CONFLITO
1- Lança fora a escrava e seu filho. Sara ofereceu Hagar a Abraão para que ela pudesse ser mãe. Abraão não questionou a ideia da esposa. Hagar engravidou e desprezou Sara, que mandou a escrava embora. Hagar encontrou um anjo no caminho que a ordenou que voltasse para se humilhar diante de Sara. Todos, exceto o anjo, agiram sem pensar.
2- Somos filhos da livre. Ao qualificar Ismael como filho da carne, Deus não lhe privou de bênçãos, mas não deu a ele as mesmas que deu a Isaque (Gn 21.13). As palavras de Sara nos mostram a consequência de uma inimizade, e ao mesmo tempo, uma solução para os gálatas: Eles deveriam lançar fora os judaizantes e seus ensinos, e viverem como verdadeiros filhos de Abraão segundo a promessa de Deus. Por qual motivo? Os gálatas eram, da mesma forma que Isaque, filhos da promessa: “De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre” (Gl 4.31).
3- Não tornem a ser escravizados. Paulo nos dá duas ordens aqui: Estejam firmes na sua liberdade, e não se coloquem debaixo de servidão. Na primeira observação, ele ordena que a liberdade que receberam em Cristo seja defendida a todo custo. Na segunda, ele aponta que era possível os gálatas serem escravizados, não por uma força militar externa, ou como despojo de guerra, ou por causa de uma dívida, coisas comuns para a escravidão naquela época. O que Paulo mostra é que os gálatas estavam se sujeitando voluntariamente à perda da liberdade. Por isso ele diz que eles não se sujeitem à escravidão que a Lei e os judaizantes estavam lhes imprimindo.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Gl 4.21-31
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo conclui sua argumentação sobre Ismael e Isaque, enfatizando que os gálatas eram filhos da liberdade, da promessa de Deus, não da escravidão da Lei (Gl 4.31).
- A história de Hagar e Sara é usada como alegoria (Gl 4.24-26) para ilustrar a diferença entre vida sob a Lei e vida na liberdade da fé em Cristo.
- Lançar fora a escrava e seu filho simboliza rejeitar os ensinos judaizantes que escravizam espiritualmente. Assim como Abraão obedeceu a Sara e expulsou Hagar e Ismael (Gn 21.13), os gálatas deveriam se afastar do legalismo.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
Filhos da livre
- ἐλεύθερος (eleutheros) = livre, em oposição a δοῦλος (doulos), escravo.
- Paulo aplica o conceito: os gálatas não pertencem à servidão da Lei, mas à liberdade da promessa.
- A liberdade é espiritual e relacional, garantida pela fé em Cristo, assim como Isaque recebeu bênçãos que Ismael não recebeu.
Não tornar a ser escravizados
- μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν (mē hupotassesthe palin) = “não se sujeitem novamente”.
- O verbo indica submissão voluntária, mostrando que a escravidão espiritual pode ocorrer por decisão própria, não apenas por imposição externa.
- Aplicação: cristãos são responsáveis por preservar a liberdade conquistada por Cristo, rejeitando qualquer legalismo ou doutrina que os coloque de volta sob a Lei.
Lançar fora a escrava e seu filho
- ἀποβάλλειν (apoballein) = expulsar, rejeitar.
- Alegoria para remover influências espirituais e doutrinas que comprometem a liberdade.
3. Perspectiva Teológica
- Liberdade em Cristo é inviolável: os filhos da promessa devem defender a herança recebida.
- Legalismo é escravidão voluntária: o retorno à Lei ou doutrinas judaizantes representa submissão que pode ser evitada.
- Obediência à Palavra de Deus: a expulsão de Hagar simboliza a necessidade de desapego de práticas e influências espirituais prejudiciais.
- Bênçãos da promessa: os filhos da livre herdam todas as promessas de Deus, enquanto os filhos da carne não têm participação nas mesmas.
4. Aplicação Pessoal
- Rejeitar legalismos e tradições humanas que tentam escravizar a fé.
- Defender a liberdade conquistada por Cristo em sua vida, família e comunidade.
- Examinar influências espirituais e afastar o que desvia da confiança na promessa de Deus.
- Viver com consciência de herdeiro da promessa, reconhecendo que a liberdade em Cristo é a base para a vida cristã.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – explica a alegoria de Hagar e Sara como instrução prática para manter a liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – destaca que a liberdade em Cristo é incompatível com legalismo e submissão voluntária à Lei.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa a alegoria como alerta contra influências doutrinárias prejudiciais à fé.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a liberdade recebida deve ser preservada, rejeitando qualquer forma de escravidão espiritual.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.21-31
Elemento
Termo Grego/Hebraico
Significado Teológico
Aplicação Prática
Filhos da livre
ἐλεύθερος (eleutheros)
Descendência espiritual que recebe a promessa e vive em liberdade
Viver confiando na promessa de Deus, rejeitando legalismos
Filhos da escrava
δοῦλος (doulos)
Descendência sujeita à Lei ou esforços humanos
Evitar viver sob legalismo ou doutrinas humanas que escravizam
Lançar fora a escrava
ἀποβάλλειν (apoballein)
Rejeitar influências espirituais prejudiciais
Afastar ensinos e práticas que comprometem a liberdade em Cristo
Não se sujeitar novamente
μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν
Não submeter-se voluntariamente à servidão espiritual
Permanecer firme na liberdade conquistada por Cristo
Isaque vs Ismael
–
Promessa vs esforço humano
Confiar nas promessas de Deus, sem antecipar ou substituir Seu plano
Gl 4.21-31
1. Contexto Histórico e Teológico
- Paulo conclui sua argumentação sobre Ismael e Isaque, enfatizando que os gálatas eram filhos da liberdade, da promessa de Deus, não da escravidão da Lei (Gl 4.31).
- A história de Hagar e Sara é usada como alegoria (Gl 4.24-26) para ilustrar a diferença entre vida sob a Lei e vida na liberdade da fé em Cristo.
- Lançar fora a escrava e seu filho simboliza rejeitar os ensinos judaizantes que escravizam espiritualmente. Assim como Abraão obedeceu a Sara e expulsou Hagar e Ismael (Gn 21.13), os gálatas deveriam se afastar do legalismo.
2. Análise Teológica e de Palavras-Chave
Filhos da livre
- ἐλεύθερος (eleutheros) = livre, em oposição a δοῦλος (doulos), escravo.
- Paulo aplica o conceito: os gálatas não pertencem à servidão da Lei, mas à liberdade da promessa.
- A liberdade é espiritual e relacional, garantida pela fé em Cristo, assim como Isaque recebeu bênçãos que Ismael não recebeu.
Não tornar a ser escravizados
- μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν (mē hupotassesthe palin) = “não se sujeitem novamente”.
- O verbo indica submissão voluntária, mostrando que a escravidão espiritual pode ocorrer por decisão própria, não apenas por imposição externa.
- Aplicação: cristãos são responsáveis por preservar a liberdade conquistada por Cristo, rejeitando qualquer legalismo ou doutrina que os coloque de volta sob a Lei.
Lançar fora a escrava e seu filho
- ἀποβάλλειν (apoballein) = expulsar, rejeitar.
- Alegoria para remover influências espirituais e doutrinas que comprometem a liberdade.
3. Perspectiva Teológica
- Liberdade em Cristo é inviolável: os filhos da promessa devem defender a herança recebida.
- Legalismo é escravidão voluntária: o retorno à Lei ou doutrinas judaizantes representa submissão que pode ser evitada.
- Obediência à Palavra de Deus: a expulsão de Hagar simboliza a necessidade de desapego de práticas e influências espirituais prejudiciais.
- Bênçãos da promessa: os filhos da livre herdam todas as promessas de Deus, enquanto os filhos da carne não têm participação nas mesmas.
4. Aplicação Pessoal
- Rejeitar legalismos e tradições humanas que tentam escravizar a fé.
- Defender a liberdade conquistada por Cristo em sua vida, família e comunidade.
- Examinar influências espirituais e afastar o que desvia da confiança na promessa de Deus.
- Viver com consciência de herdeiro da promessa, reconhecendo que a liberdade em Cristo é a base para a vida cristã.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – explica a alegoria de Hagar e Sara como instrução prática para manter a liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – destaca que a liberdade em Cristo é incompatível com legalismo e submissão voluntária à Lei.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – observa a alegoria como alerta contra influências doutrinárias prejudiciais à fé.
- John Stott, The Message of Galatians – enfatiza que a liberdade recebida deve ser preservada, rejeitando qualquer forma de escravidão espiritual.
6. Tabela Expositiva – Gl 4.21-31
Elemento | Termo Grego/Hebraico | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Filhos da livre | ἐλεύθερος (eleutheros) | Descendência espiritual que recebe a promessa e vive em liberdade | Viver confiando na promessa de Deus, rejeitando legalismos |
Filhos da escrava | δοῦλος (doulos) | Descendência sujeita à Lei ou esforços humanos | Evitar viver sob legalismo ou doutrinas humanas que escravizam |
Lançar fora a escrava | ἀποβάλλειν (apoballein) | Rejeitar influências espirituais prejudiciais | Afastar ensinos e práticas que comprometem a liberdade em Cristo |
Não se sujeitar novamente | μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν | Não submeter-se voluntariamente à servidão espiritual | Permanecer firme na liberdade conquistada por Cristo |
Isaque vs Ismael | – | Promessa vs esforço humano | Confiar nas promessas de Deus, sem antecipar ou substituir Seu plano |
SUBSÍDIO 2
Professor(a), explique que receber a Lei de Deus foi um dos aspectos mais importantes da experiência dos judeus.
CONCLUSÃO
A comparação que Paulo faz sobre Ismael e Isaque foi esclarecedora para os gálatas e o deve ser também para nós. Pode haver dois filhos, mas só um era de acordo com a promessa. Em Jesus, somos filhos da promessa de Deus a Abraão, e não dependemos da Lei para ser conduzidos a Deus. Por fim, cabia aos gálatas entenderem que não deveriam se colocar debaixo de um jugo de servidão, pois deixariam de ser livres em Cristo para serem servos da carne.
COMENTARIO EXTRA
Comentário de Hubner Braz
Gálatas 4
1. Contexto Teológico
- Paulo utiliza a história de Ismael e Isaque para ilustrar dois tipos de descendência:
- Ismael, filho da carne (kata sarka, Gl 4.23) → representa vida baseada em esforço humano, legalismo e impaciência, sujeita à escravidão.
- Isaque, filho da promessa (kata epangelian, Gl 4.28) → representa vida baseada na fé, liberdade e herança espiritual, fruto da fidelidade de Deus.
- A promessa divina não depende de esforço humano ou observância da Lei; ela é cumprida por Deus em Cristo.
- Paulo exorta os gálatas a não se submeterem novamente à escravidão da Lei (mē hupotassesthe palin, Gl 5.1), mas a permanecerem firmes na liberdade que receberam em Cristo.
2. Análise de Palavras-Chave
Filho da promessa
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian): descendência garantida por Deus, assegurada pela fé e não pelo esforço humano.
- Teologicamente, aponta para a liberdade e participação nas bênçãos espirituais, cumpridas em Cristo.
Filho da carne
- κατὰ σάρκα (kata sarka): descendência baseada na natureza humana e no esforço próprio.
- Representa legalismo, impaciência e tentativa de antecipar planos de Deus, sem esperar pela promessa.
Liberdade em Cristo
- ἐλεύθερος (eleutheros): viver sem escravidão espiritual, desfrutando a herança da fé.
- Paulo enfatiza que a liberdade é ativa e deve ser defendida; não é apenas uma posição passiva.
Não se sujeitar novamente
- μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν (mē hupotassesthe palin): alerta para a submissão voluntária à escravidão espiritual.
3. Perspectiva Teológica
- Cristo cumpre a promessa de Deus: somos herdeiros de Abraão pela fé.
- A Lei não gera descendência espiritual: ela mostra pecado e conduz à necessidade de Cristo, mas não garante herança espiritual.
- Liberdade exige vigilância: é possível se submeter voluntariamente a sistemas ou tradições que escravizam.
- Aplicação da analogia: os filhos da carne perseguem os filhos da promessa, mas a fidelidade divina prevalece.
4. Aplicação Pessoal
- Confiar nas promessas de Deus, sem tentar antecipá-las ou substituí-las com esforços próprios.
- Viver na liberdade conquistada por Cristo, rejeitando legalismos e influências que escravizam a fé.
- Ensinar às novas gerações sobre a herança espiritual em Cristo, para que reproduzam a fé verdadeira.
- Reconhecer que a liberdade espiritual pode gerar oposição, mas permanecer firme é uma escolha de fé.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – destaca a diferença entre filhos da carne e filhos da promessa como chave para a liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – analisa a aplicação da alegoria de Hagar e Sara e a instrução prática para os gálatas.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza que a liberdade em Cristo é central e requer vigilância contra influências legalistas.
- John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a liberdade cristã é um dom ativo e protegido pela fé.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21-31 (Conclusão)
Elemento
Termo Grego/Hebraico
Significado Teológico
Aplicação Prática
Filho da promessa
κατὰ ἐπαγγελίαν
Descendência espiritual garantida por Deus, fruto da fé
Confiar nas promessas de Deus e viver na liberdade
Filho da carne
κατὰ σάρκα
Descendência baseada em esforço humano e legalismo
Evitar depender da própria força ou seguir tradições que escravizam
Liberdade em Cristo
ἐλεύθερος
Vida sem escravidão espiritual, com herança divina
Defender a liberdade cristã ativamente, rejeitando legalismo
Não se sujeitar novamente
μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν
Não submeter-se voluntariamente à servidão espiritual
Permanecer firme na fé e na liberdade que Cristo concedeu
Cumprimento da promessa
–
Cristo garante a herança e bênçãos espirituais
Viver na segurança de que Deus cumpre Suas promessas
Gálatas 4
1. Contexto Teológico
- Paulo utiliza a história de Ismael e Isaque para ilustrar dois tipos de descendência:
- Ismael, filho da carne (kata sarka, Gl 4.23) → representa vida baseada em esforço humano, legalismo e impaciência, sujeita à escravidão.
- Isaque, filho da promessa (kata epangelian, Gl 4.28) → representa vida baseada na fé, liberdade e herança espiritual, fruto da fidelidade de Deus.
- A promessa divina não depende de esforço humano ou observância da Lei; ela é cumprida por Deus em Cristo.
- Paulo exorta os gálatas a não se submeterem novamente à escravidão da Lei (mē hupotassesthe palin, Gl 5.1), mas a permanecerem firmes na liberdade que receberam em Cristo.
2. Análise de Palavras-Chave
Filho da promessa
- κατὰ ἐπαγγελίαν (kata epangelian): descendência garantida por Deus, assegurada pela fé e não pelo esforço humano.
- Teologicamente, aponta para a liberdade e participação nas bênçãos espirituais, cumpridas em Cristo.
Filho da carne
- κατὰ σάρκα (kata sarka): descendência baseada na natureza humana e no esforço próprio.
- Representa legalismo, impaciência e tentativa de antecipar planos de Deus, sem esperar pela promessa.
Liberdade em Cristo
- ἐλεύθερος (eleutheros): viver sem escravidão espiritual, desfrutando a herança da fé.
- Paulo enfatiza que a liberdade é ativa e deve ser defendida; não é apenas uma posição passiva.
Não se sujeitar novamente
- μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν (mē hupotassesthe palin): alerta para a submissão voluntária à escravidão espiritual.
3. Perspectiva Teológica
- Cristo cumpre a promessa de Deus: somos herdeiros de Abraão pela fé.
- A Lei não gera descendência espiritual: ela mostra pecado e conduz à necessidade de Cristo, mas não garante herança espiritual.
- Liberdade exige vigilância: é possível se submeter voluntariamente a sistemas ou tradições que escravizam.
- Aplicação da analogia: os filhos da carne perseguem os filhos da promessa, mas a fidelidade divina prevalece.
4. Aplicação Pessoal
- Confiar nas promessas de Deus, sem tentar antecipá-las ou substituí-las com esforços próprios.
- Viver na liberdade conquistada por Cristo, rejeitando legalismos e influências que escravizam a fé.
- Ensinar às novas gerações sobre a herança espiritual em Cristo, para que reproduzam a fé verdadeira.
- Reconhecer que a liberdade espiritual pode gerar oposição, mas permanecer firme é uma escolha de fé.
5. Referências Acadêmicas Cristãs
- F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians – destaca a diferença entre filhos da carne e filhos da promessa como chave para a liberdade cristã.
- Douglas Moo, Galatians (NICNT) – analisa a aplicação da alegoria de Hagar e Sara e a instrução prática para os gálatas.
- Ben Witherington III, Grace in Galatia – enfatiza que a liberdade em Cristo é central e requer vigilância contra influências legalistas.
- John Stott, The Message of Galatians – sublinha que a liberdade cristã é um dom ativo e protegido pela fé.
6. Tabela Expositiva – Gálatas 4.21-31 (Conclusão)
Elemento | Termo Grego/Hebraico | Significado Teológico | Aplicação Prática |
Filho da promessa | κατὰ ἐπαγγελίαν | Descendência espiritual garantida por Deus, fruto da fé | Confiar nas promessas de Deus e viver na liberdade |
Filho da carne | κατὰ σάρκα | Descendência baseada em esforço humano e legalismo | Evitar depender da própria força ou seguir tradições que escravizam |
Liberdade em Cristo | ἐλεύθερος | Vida sem escravidão espiritual, com herança divina | Defender a liberdade cristã ativamente, rejeitando legalismo |
Não se sujeitar novamente | μὴ ὑποτάσσεσθε πάλιν | Não submeter-se voluntariamente à servidão espiritual | Permanecer firme na fé e na liberdade que Cristo concedeu |
Cumprimento da promessa | – | Cristo garante a herança e bênçãos espirituais | Viver na segurança de que Deus cumpre Suas promessas |
HORA DA REVISÃO
1- Quais os dois filhos de Abraão que Paulo cita aos gálatas?
Ismael e Isaque.
2- Quem era o filho da promessa, Ismael ou Isaque?
Isaque era o filho da promessa.
3- De quem foi a ideia de Abraão ter um filho com Hagar?
A ideia foi de Sara, esposa de Abraão.
4- Quais as duas lições que aprendemos com a história de Hagar e Sara?
A primeira é a do exemplo: crianças aprendem com o que veem e ouvem dos pais. A segunda lição é a de que quem tem liberdade dentro de casa pode ser perseguido por quem não a tem. Foi o que aconteceu com os gálatas.
5- O que Deus disse a Abraão a respeito de Hagar e Ismael?
“Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva: em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente. Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente” (Gn 21.12,13)..
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