Lição 13 - Os Dons Espirituais E De Serviço | 3º Trimestre de 2023 | Central Gospel

  TEXTO BÍBLICO BÁSICO 1 Coríntios 12.1,4-10,28; Romanos 12.7,8 1 Coríntios 12.1,4-10,28 - 1 - Acerc...

 


TEXTO BÍBLICO BÁSICO 1 Coríntios 12.1,4-10,28; Romanos 12.7,8

1 Coríntios 12.1,4-10,28 - 1 - Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. 4 - Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. 5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos. 7 - Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil. 8 - Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; 9 - e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 28 - E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
Romanos 12.7,8
7 - Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; 8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.

TEXTO ÁUREO

Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1 Coríntios 12.11

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2a feira – 1 Coríntios 13.1 O dom por excelência
3a feira – 1 Coríntios 13.3 A generosidade motivada pelo amor
4a feira – 1 Coríntios 12.7 Os dons espirituais são para todos
5a feira – Atos 6.10 O poder do dom da sabedoria
6a feira – 1 Coríntios 12.28 É DEUS quem estabelece
Sábado – 1 Coríntios 12.31 Dedicação criteriosa na busca dos melhores dons

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: discernir a natureza e o propósito dos dons espirituais e de serviço; identificar as três categorias principais dos dons espirituais; entender-se como alguém a quem o ESPÍRITO SANTO quer usar com dons espirituais e de serviço.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

Prezado professor, o exercício dos dons espirituais e de serviço, na igreja local, era um dos temas sobre os quais os coríntios tinham pedido conselhos ao apóstolo Paulo. Muitos deles sentiam-se atraídos pelos dons mais espetaculares. Paulo, então, relacionou nove dons. Seu uso é comparado ao funcionamento das várias partes do corpo humano, visando a um fim proveitoso ao Corpo como um todo. Excelente aula!

ESBOÇO DA LIÇÃO
1. OS DONS CONCEDIDOS PELO ESPÍRITO SANTO
1.1. A origem dos dons
1.1.1. A natureza dos dons
1.2. A finalidade dos dons
1.2.1. Aplicação prática
2. EXPRESSÕES BÍBLICAS PARA OS DONS NO NOVO TESTAMENTO 2.1. Dons espirituais
2.2. Dons da graça
2.3. Operações
3. CATEGORIAS DOS DONS ESPIRITUAIS
3.1. Dons de revelação
3.2. Dons de poder
3.3. Dons de inspiração vocal
4. DONS DE SERVIÇO
4.1. Identificação
4.2. Virtudes e recomendações

COMENTÁRIO
Palavra introdutória
Uma das mais lindas declarações do Filho de DEUS está registrada em Mateus 16.18: (...) edificarei a minha igreja (...). No entanto, a edificação da igreja depende de algumas variáveis, a saber: do conhecimento experimental de CRISTO e Sua Palavra; de a igreja estar alicerçada na obra e no ministério de CRISTO; de as pessoas demonstrarem os sinais do arrependimento e da fé; de os seus membros assumirem a responsabilidade de cooperarem no processo de edificação; de o ESPÍRITO SANTO operar, concedendo

dons espirituais, para que a igreja seja positiva, determinada e incansável na evangelização, pregação e ensino das Escrituras Sagradas.

1. OS DONS CONCEDIDOS PELO ESPÍRITO SANTO

Conforme declaração de Paulo, o ESPÍRITO SANTO já deu dons especiais a cada cristão para edificar a igreja, pois a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil (1 Co 12.7). Os dons não foram distribuídos pela simples honra daqueles que os receberam, mas para benefício da igreja, a fim de edificá-la, bem como para a proclamação e avanço do evangelho em toda a terra. A fim de produzir a unidade, maturidade e perfeição da igreja, o Senhor confere dotações de poder espiritual aos homens para que estes realizem esta tarefa ainda inacabada.

SUBSÍDIO 1

Há diferentes instituições, ministérios, serviços e operações no seio da igreja de CRISTO; no entanto, todas as manifestações de dons espirituais têm uma mesma fonte: eles se originam e são distribuídos pelo mesmo ESPÍRITO e Senhor (1 Co 12.4,5).

1.1. A origem dos dons

A fonte e a concessão dos dons não residem na esfera humana. Eles se originam em DEUS e são distribuídos unicamente por Seu absoluto favor — Sua graça. Eles devem ser aceitos por fé e usados para a glória do Altíssimo (1 Co 12.3).

1.1.1. A natureza dos dons

É preciso ficar claro que os dons não resultam de obras humanas. Nenhuma pessoa pode produzir, por esforço próprio, os efeitos de algum dos dons relacionados no Novo Testamento. Os dons, em sua diversidade, sempre serão uma dádiva divina, sem estarem relacionados com o status de quem os recebe. Não são distribuídos com base em qualquer sistema de hierarquia eclesiástico ou em razão de prestígio humano, ainda que aparentemente merecido. Também não constituem produto da experiência pessoal nem são concedidos como forma de recompensa.

1.2. A finalidade dos dons

Todas as pessoas capacitadas com dons — sejam espirituais, ministeriais ou de serviço — exercem funções para que os diversos ministérios possam ser realizados O conceito de corpo perpassa os assuntos sobre os dons espirituais. Isso destaca, pelo menos, duas realidades: a importância da unidade da igreja e o fato de o individualismo ser indevido, porque ninguém consegue fazer tudo sozinho. DEUS pode realizar muito mais quando o Corpo de CRISTO está em unidade, trabalhando de forma conjunta e colaborativa.

1.2.1. Aplicação prática

Os dons são distribuídos visando ao trabalho, à capacitação e à edificação do Corpo de CRISTO. Cada cristão tem um dom espiritual, recebido diretamente do ESPÍRITO SANTO após sua conversão. Este dom deve ser usado, porque todos são conclamados a trabalhar na seara do Mestre. Fazer parte da igreja significa mais do que ter o nome na lista de membros; significa participar ativamente da missão que DEUS deu a ela.

2. EXPRESSÕES BÍBLICAS PARA OS DONS NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento, a palavra usada com frequência para definir dom é charisma — ou charismata no plural, ambos derivados de charis (= graça). Uma vez que graça é um favor imerecido de DEUS, a ênfase é que esses dons espirituais são distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO ao Seu bel-prazer, por Sua soberania. Um cristão recebe determinado dom, outro cristão recebe um dom diferente, e alguns recebem mais de um dom (1 Co 12.11). A concessão de dons espirituais está à disposição de toda pessoa nascida de novo. Cada cristão deve atuar dentro do ofício para o qual foi chamado e equipado, tendo por ideal a execução dos diversos ministérios e serviços da igreja.

2.1. Dons espirituais

Dons espirituais (gr. pneumatikia, derivado de pneuma) é uma expressão que faz referência às manifestações sobrenaturais — concedidas como dons por parte do ESPÍRITO SANTO —, que operam por intermédio dos cristãos para o bem comum (1 Co 12.1,7).

2.2. Dons da graça

Dons da graça (gr. charismata, derivado de charis) é uma expressão indicativa de que foram concedidos pelo favor divino, não por méritos pessoais. Envolvem tanto a motivação interior da pessoa, como o poder para desempenhar o ministério referente ao dom, isto é, a capacitação dinâmica recebida do ESPÍRITO SANTO (Rm 12.6; Fp 2.13; 1 Pe 4.10). Esses dons fortalecem espiritualmente o Corpo de CRISTO e aqueles que necessitam de ajuda espiritual (1 Co 14.4).

2.3. Operações

Operações (gr. energemata, derivado de energes = “ativo, enérgico”) é um vocábulo indicativo de que os dons espirituais são operações diretas do poder de DEUS, visando a um fim proveitoso (1 Co 12.6,7). 2.4. Manifestação do ESPÍRITO Manifestação do ESPÍRITO (gr. phanerosis, derivado de phaneros = “manifestar”) é uma expressão indicativa de que os dons espirituais são manifestações diretas da operação e da presença do ESPÍRITO SANTO na igreja (1 Co 12.7-11).

SUBSÍDIO 2.3

O termo grego energemata indica a essência dos dons. São dotações de poder, concedidas de maneira contínua e gratuita para o empoderamento espiritual do cristão em benefício da igreja.

3. CATEGORIAS DOS DONS ESPIRITUAIS

Os termos que a Bíblia emprega para apresentar os dons espirituais descrevem a sua essência e a natureza de suas operações no Corpo de CRISTO. Paulo listou os dons espirituais, seguindo uma certa ordem de importância. Os dons são para capacitar os cristãos, a fim de que as tarefas básicas da comunidade eclesiástica na terra possam ser cumpridas de maneira eficaz. Entre essas tarefas estão: os ministérios de evangelização (Mt 28.19,20); a edificação, crescimento e o ensino (Ef 4.11-16); o serviço social e vida de santidade incontaminada do mundo (Tg 1.27). Os nove dons espirituais mencionados por Paulo, em 1 Coríntios 12, são classificados em três categorias distintas: três como dons de revelação (1 Co 12.8,10); três como dons de poder (1 Co 12.9,10) e três como dons de inspiração vocal (1 Co 12.10).

3.1. Dons de revelação

Sendo DEUS um ser onisciente, Ele pode revelar a algumas pessoas aquilo que está encoberto aos olhos humanos. Os dons de revelação são manifestos quando DEUS, sobrenaturalmente, torna conhecida a identidade — a natureza — de determinada pessoa, visando revelar Seus propósitos eternos de salvar o ser humano perdido e santificar a Sua igreja. São três os dons de revelação:

- Palavra da sabedoria — o dom de sabedoria é dado pelo ESPÍRITO SANTO para suprir aquilo que a sabedoria puramente humana não pode proporcionar (At 6.10; Lc 7.14,15).
- Palavra de conhecimento ou ciência — este dom tem relação direta com o ensino das Escrituras Sagradas. Trata-se do conhecimento que vai além do plano natural dos seminários, dos livros e até da Escola Dominical. Pode ser o esclarecimento de uma passagem bíblica cuja interpretação não se encontra na literatura comum. Pode referir- se, também, à revelação de situações que não seriam conhecidas pela simples capacidade humana (At 5.3).

- Discernimento de espíritos — com este dom, as manifestações tidas como espirituais podem ser devidamente identificadas. Ele protege a igreja dos enganos e das investidas sutis de Satanás para infiltrar elementos que não procedem de DEUS (1 Jo 4.1).

3.2. Dons de poder

Os dons de poder são manifestações de DEUS que capacitam o cristão a realizar coisas que estão além do plano natural da existência humana. São três os dons de poder:

- Dom da fé — trata-se da fé colocada em ação diante de situações que transcendem ao aspecto natural e que, por isso, só podem ser resolvidas de maneira sobrenatural (Ef 2.8; Mt 14.31).
- Dons de curar — como nada pode limitar o poder de DEUS, Ele colocou à disposição da igreja dons que podem trazer cura e conforto a qualquer espécie de enfermidades. Esses dons, colocados na forma plural, desempenharam um papel importantíssimo no ministério de CRISTO e dos apóstolos (Lc 4.40; 6.19; At 5.14-16).

- Operação de milagres ou maravilhas — este dom envolve a expulsão de demônios e a ação do poder de DEUS sobre as forças da natureza, além da intervenção do Senhor para mudar uma determinada situação natural, de forma sobrenatural (Mc 3.14,15; 4.36- 41; 16.18; At 28.3-6).

3.3. Dons de inspiração vocal

Também chamados de dons de elocução. Esses dons são caracterizados pela operação do ESPÍRITO SANTO no cristão e por intermédio dele. Eles expressam o poder do ESPÍRITO de DEUS para, por meio de palavras, expressar Suas mensagens. São três os dons de inspiração vocal:

- Dom de profecia — as profecias são mensagens entregues à igreja, por inspiração do ESPÍRITO SANTO, que devem servir para edificar, exortar e consolar (1 Co 14.3; At 15.32). Faz-se necessário lembrar que as profecias não estão em pé de igualdade com a Palavra de DEUS, devendo ser examinadas à luz das Escrituras e julgadas pela igreja. - Variedade de línguas — este dom consiste na capacitação de pessoas a falarem, pelo ESPÍRITO SANTO, uma ou mais línguas que nunca aprenderam, ou seja, uma língua desconhecida (1 Co 14.2,14).

- Interpretação das línguas — as línguas faladas pelo cristão, individualmente, servem para sua própria edificação; no entanto, se faladas em alta voz, havendo um intérprete, edificarão a igreja. As línguas faladas em público requerem interpretação (1 Co 14.13).

4. DONS DE SERVIÇO

Por conta do seu significado, a palavra diakonia é a que melhor reflete o exercício dos dons de serviço. Ela era usada de maneira geral para todo serviço cristão (Rm 11.13; 1 Co 12.5; Ef 4.12), ou, especificamente, para o ministério das necessidades temporais e do corpo (1 Co 16.15; 2 Co 8.4).

4.1. Identificação

Entre outros, os dons de serviço incluem as atividades de desenvolver ministérios, ensinar, exortar, contribuir, repartir, presidir, exercer misericórdia, socorrer e atender aos que têm necessidades especiais (Rm 12.7,8; 1 Co 12.28).

4.2. Virtudes e recomendações

As doutrinas bíblicas vêm sempre seguidas por recomendações éticas (Rm 12.9-21). Pensando dessa forma, o apóstolo Paulo listou algumas virtudes que se devem esperar na execução dos dons de serviço:
- verdadeiro amor, tanto em relação aos de dentro, como aos de fora da comunidade cristã (Rm 12.9a);

- transparência e compromisso com o bem (Rm 12.9b,21);
- priorização do próximo — não de si mesmo — como digno de consideração e honra (Rm 12.10);
- fervor e excelência no serviço (Rm 12.11);
- inclusividade e compaixão (Rm 12.13);
- motivação para abençoar, mesmo aos perseguidores (Rm 12.14).

CONCLUSÃO

No Corpo de CRISTO não são as pessoas que escolhem a função que vão desempenhar. A elas, também, não está facultado o direito de escolher entre este ou aquele dom. Essas áreas estão limitadas a decisões que vêm da parte de DEUS. É Ele quem escolhe, prepara e capacita pessoas para exercerem determinadas tarefas. A fonte dos dons reside na maravilhosa graça do Altíssimo. Ele os concede livremente a quem quer, segundo o Seu poder soberano, visando sempre à edificação e crescimento da Sua obra na terra.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quantos e quais são os dons de revelação?
R.: São três: palavra da sabedoria; palavra do conhecimento ou ciência; e discernimento dos espíritos.

LPD nº 70 - Central Gospel : PILARES DA TEOLOGIA PRÁTICA. 

Lições Da Palavra De Deus. Professor: Fundamentos da Liderança Cristã - Pilares da Teologia Prática - Pr. Gilmar Chaves


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Nesta revista vamos desbravar temas importantes que vão aprofundar ainda mais os estudo bíblicos.
CONFIRA OS TEMAS DESSA EDIÇÃO:

LIÇÃO 01 – O MINISTÉRIO PASTORAL
LIÇÃO 02 – O MINISTÉRIO DIACONAL
LIÇÃO 03 – HERMENÊUTICA BÍBLICA
LIÇÃO 04 – HOMILÉTICA
LIÇÃO 05 – EXEGESE BÍBLICA
LIÇÃO 06 – LIDERANÇA CRISTÃ
LIÇÃO 07 – DISCIPULADO CRISTÃO
LIÇÃO 08 – PLENITUDE FÍSICA, EMOCIONAL E ESPIRITUAL
LIÇÃO 09 – PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO
LIÇÃO 10 – PANORAMA DO NOVO TESTAMENTO
LIÇÃO 11 – AS ORDENANÇAS DA IGREJA
LIÇÃO 12 – OS MINISTÉRIOS DA IGREJA
LIÇÃO 13 – OS DONS ESPIRITUAIS E DE SERVIÇO

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SUBSÍDIOS EXTRAS PARA A LIÇÃO

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Vejamos Várias lições sobre o mesmo tema:

Lição 1, E Deu Dons aos Homens

Revista Lições Bíblicas Adultos, CPAD, 2° Trimestre 2021
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos Homens com Poder Extraordinário
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

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Lição 1, E Deu Dons aos Homens

Lições já comentadas em 2014

Lição 1- E Deu Dons aos Homens
Lição 2- O Propósito dos Dons Espirituais Lição 3- Dons de Revelação
Lição 4- Dons de Poder
Lição 5- Dons de Elocução
Lição 6- O Ministério de Apóstolo
Lição 7- O Ministério de Profeta
Lição 8- O Ministério de Evangelista
Lição 9- O Ministério de Pastor
Lição 10- O Ministério de Mestre ou Doutor Lição 11- O Presbítero, Bispo ou Ancião Lição 12- O Diaconato
Lição 13- A Multiforme Sabedoria de DEUS

TEXTO ÁUREO
“Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens.” (Ef 4.8)

VERDADE PRÁTICA
Os dons são dádivas divinas para a Igreja cumprir sua missão até que o Noivo venha buscá-la.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 12.3-8; 1 Coríntios 12.4-7
Romanos 12
3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que DEUS repartiu a cada um. 4 - Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, 5 - assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em CRISTO, mas individualmente somos membros uns dos outros. 6 - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; 7 - se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; 8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
1 Coríntios 12
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. 5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos. 7 - Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada

a cada um para o que for útil.

Resumo da Lição 1, E Deu Dons aos Homens I – OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
2. No Novo Testamento.

3. Uma dádiva para a Igreja.
II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
1. Dons relacionados ao serviço cristão.
2. Conhecendo os dons espirituais.
3. Acerca dos dons ministeriais.
III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Os dons são importantes.
2. Diversidade dos dons.
3. Autossuficiência e humildade.

INTRODUÇÃO
Dons Espirituais são manifestações sobrenaturais tanto de DEUS PAI através dos dons assistenciais, quanto de JESUS CRISTO com os Dons ministeriais, quanto do ESPÍRITO SANTO com seus nove Dons.

I – OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
DOM - Diversas palavras com o significado básico de “dádiva” vêm da raiz hebraica nathan significando “dar”. Elas são usadas com relação a dotes (Gn 24.53; 34.12); a parte de uma herança (Gn 25.6; 2 Cr 21.3); uma oferta religiosa sacrificial (Nm 18.11); um incentivo para se obter o favor de outra pessoa (Pv 18.16; 21.14) e um suborno (Pv 15.27; Ec 7.7). A assistência pecuniária (Et 2.18) e um presente dado em sinal de respeito (2 Sm 19.42) sâo derivados da raiz hebraica nasa, que quer dizer “angariar”. É traduzida como “imposto” e “oferta” em 2 Crônicas 24.6,9. Em 2 Samuel 11.8 é traduzida como “iguaria” ou “presente”. A palavra hebraica minha é usada quando se trata de uma oblação (2 Sm 8.2,6; 1 Cr 18.2,6); shohad sempre quer dizer um suborno, um presente com o objetivo de escapar de uma punição (Êx 23.8; Dt 10.17). As palavras gregas no Novo Testamento estão relacionadas ao verbo didomi: dosis pode ser usada com um sentido ativo de “dar” (Fp 4.15) ou com um sentido passivo de “dádiva” (Tg 1.17); doron é usada especificamente para “presente”, “dádiva” ou “oferta” (Mt 2.11), embora nem sempre necessariamente voluntário; dorea denota um

presente (Rm 3.24).
O presente supremo de DEUS para a humanidade é o seu Filho (2 Cr 9.15; Jo 3.16). O ESPÍRITO SANTO é o presente prometido do Pai, enviado pelo Filho, que deve ser recebido com uma fé ativa pelos cnstãos fiéis (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; At 1.4,5; 2.33,38,39; Gl 3.14). Os dons espirituais manifestam-se por meio do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.1-11). (Dicionário Bíblico Wycliffe)

2. No Novo Testamento.
DONS ESPIRITUAIS - Três palavras gregas estão envolvidas na discussão do apóstolo Paulo sobre os dons espirituais em 1 Coríntios 12-14;
(1) tapmum. atika (1 Co 12.1; 14.1; veja também Rm 1.11), “dons, poderes ou manifestações espirituais”.
(2) ta pneumata (1 Co 14.12), “espíritos" ou manifestações do ESPÍRITO,
(3) ta charismata (1 Co 12.4,9, 28,30,31; veja também Rm 1.11; 12.6; 1 Co 1.7; 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; 1 Pe 4.10), “dons da graça”.
Um dom espiritual ou carismático é uma capacidade ou um poder sobrenatural conferido a um cristão fiel pelo ESPÍRITO SANTO, que lhe dá a capacidade de desempenhar sua função como um membro do corpo de CRISTO (1 Co 12.4-27). Estes dons não devem ser considerados talentos naturais, mas sim manifestações sobrenaturais do próprio ESPÍRITO (v. 7). Eles não devem ser confundidos com graças espirituais ou com as várias qualidades do fruto do ESPÍRITO - facetas do caráter de CRISTO que todos os crentes devem cultivar (Gl 5.22,23). Eles não são idênticos aos postos ou posições espirituais na igreja, seja para a supervisão temporal ou espiritual dos seus assuntos (presbíteros, diáconos, 1 Timóteo 3.1-13), seja para o ministério público (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores, Efésios 4.11). Somente determinados crentes são indicados para esses ofícios espirituais (1 Co 12.28a, 29a) - os dons de CRISTO (domata) para sua igreja (Ef 4.8) - em vista dos dons espirituais específicos já evidenciados em suas vidas.
Em 1 Coríntios 12.14, Paulo explica a unidade, a diversidade, a distribuição, a ordem, a motivação, a permanência, o valor relativo e o uso adequado dos dons espirituais. Com relação à sua unidade, todos eles são dados, administrados e energizados ou inspirados pelo mesmo DEUS trino e Uno (1Co 12.4-6,11). O único propósito do ESPÍRITO SANTO ao outorgar esses poderes aos cristãos é sempre o de glorificar a CRISTO (1Co 12.3), para o benefício e o bem comum de todos (1Co 12.7).
Com relação às suas diversidades ou diferenças, eles são chamados “dons” (charismata} do ESPÍRITO (1Co 12.4), “ministério” ou atos de serviço da parte do Senhor (1Co 12.5) e “operações” ou atividades de DEUS Pai (1Co 12.6). O apóstolo então fala de nove dons: a palavra de sabedoria, a palavra da ciência, a fé (não a fé salvadora, mas uma fé excepcional para realizar as obras de CRISTO, Jo 14.12), os dons carismáticos da cura, a operação de maravilhas, que são milagres ou realizações milagrosas, a profecia ou as declarações proféticas, o discernimento dos espíritos, a capacidade de falar uma variedade de línguas e a interpretação das línguas (1Co 12.8-10). Outros dons carismáticos são mencionados em 1Co 12.28-30

(socorros, governos), e em Romanos 12.6-8 (estas como dons de DEUS PAI)..
É possível fazer várias classificações dos dons. Porém, a de 1 Pedro 4,10,11 (Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS.
Se alguém falar, fale segundo as palavras de DEUS; se alguém administrar, administre segundo o poder que DEUS dá, para que em tudo DEUS seja glorificado por JESUS CRISTO, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre.
Amém!) talvez seja a mais satisfatória. Pedro descreve duas categorias principais - os dons da expressão vocal, de modo que o possuidor do dom fala como se fossem palavras ditas pelo próprio DEUS, e os dons de um serviço prático em um nível sobrenatural. Paulo faz uma classificação semelhante quando afirma que os crentes Coríntios estavam enriquecidos com todas as bênçãos e com todo o conhecimento, e não lhes faltava nenhum dom carismático (1 Co 1.5-7; cf. 2 Co 8.7).
Quando à distribuição dos dons, Paulo diz que eles são outorgados a “cada um”, isto é, a cada crente (1 Co 12.7; veja também 1 Pe 4.10). O ESPÍRITO é soberano na concessão desses dons, “repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). E possível que um indivíduo manifeste mais do que um dom, e que tenha mais de um ministério, Paulo, por exemplo, foi ricamente dotado, e tinha a capacidade de falar várias línguas, de profetizar e de realizar milagres, e foi primeiramente um professor (Atos 11.25,26; 13.1) e, depois, um apóstolo (Atos 14.4,14). Normalmente, como na igreja em Corinto, os dons são amplamente distribuídos entre os santos (1 Co 1.5-7; 12.29,30).
Quanto à ordem dos dons, Paulo ensina que alguns têm maior utilidade do que outros (1 Co 12.28,31; 14.1-25). Apesar disso, nenhum deles deve ser dispensado ou desprezado (1 Co 14.39; 1 Ts 5.20). Os Coríntios tendiam a valorizar o dom de línguas como sendo o mais desejável, talvez devido ao amor dos gregos pela oratória. Mas Paulo coloca esse dom no final de suas listas (1 Co 12.8-10,28-30).
Quanto ao motivo adequado para a vontade de ter os dons, e a motivação correta para usá-los, Paulo deixa bastante claro que o amor pelos outros é a única base verdadeira. “eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente" (1 Co 12.3-10), um caminho par excellence (por excelência; kath' hyperbolen). Se os dons de línguas, de profecia, de ciência ou dos socorros não estiverem enraizados no amor, eles não terão valor (1 Co 13.1-3).
Quanto à continuidade ou permanência dos dons, existe muita diferença de opiniões. Obviamente, o oficio do primeiro apostolado em seu sentido básico de estar com CRISTO, testemunhar sua vida e morte e essusrreição e aprender diretamete dele foi retirado. Em um sentido secundário, no entanto, muitos missionários fizeram o trabalho dos apóstolos com extraordinários dons e bênçãos de DEUS. O dom da profecia, em seu sentido original de anunciar e escrever a inspirada e infalível Palavra de DEUS foi soberanamente retirado; mas os crentes ainda podem anunciar uma mensagem impressa por DEUS quando estão à disposição do ESPÍRITO ou sob sua unção. Paulo ensina que mesmo o amor não cessando nem falhando, os dons espirituais serão interrompidos "quando vier o que é perfeito” (1 Co 13.10). A consideração do versículo 12, que diz que então veremos face a face e teremos o

conhecimento completo, assim como somos conhecidos, parece indicar que Paulo está antecipando o estado perfeito das coisas prenunciado pelo retomo de CRISTO dos céus (J. H. Thayer, A Greek-Englisk Lexicon of the New Testament, p. 618). Mesmo porque o mesmo Palo não se considera perfeito - Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por CRISTO JESUS. Filipenses 3:12.

Um estudo da história da igreja revela que muitos dos dons carismáticos continuaram a se manifestar muito tempo após a morte de todos os apóstolos (Adolf Harnack, The Mission and Expansion of Christianity, Harper Torchbooks, 1962, pp. 129-146,199- 205), e que nos novos campos de missão e nas épocas de avivamento espiritual, o Senhor ainda confirma sua Palavra por meio da operação de dons sobrenaturais do ESPÍRITO. Certamente, tanto os nove dons do ESPÍRITO SANTO, como os dons de ensinar, de exortar, de repartir e de presidir (Rm 12.6- 8), ou os dons dos socorros e dos governos (1 Co 12.28) são funções contínuas, pois a igreja sempre precisará de crentes com tais talentos.

O falar em línguas e orar nesta língua tem muito valor para o próprio crescimento espiritual do crente em sua edificação (1 Co 14.2,4, 14-18,28), assim como para a congregação, para o seu fortalecimento quando o falr em línguas vem acompanhado do dom de interpretação (1Co 14.5,13,26-28). Aquele que profetiza na língua da congregação ajuda a congregação mais díretamente e mais claramente dando uma mensagem de edificação, exortação e consolação (1Co 14.3). O dom de Variedade de línguas também é um sinal para os icrédulos. Isto é evidente quando uma língua desconhecida àquela pessoa que a está falando é reconhecida por um “estrangeiro” ou por alguém não crente, presente na reunião (1Co 14.22; Mc 16.17,20), como no Dia de Pentecostes (Atos 2.4-12).

Quanto ao uso adequado dos dons espirituais, Paulo instrui cuidadosamente a igreja de Corinto quanto à manifestação ordenada dos dons de expressão oral nas suas reuniões. Somente deve falar um por vez - e este deve permitir que os outros coloquem sua mensagem à prova - para evitar confusões e para que todos possam ser edificados (1 Co 14.26- 40). Para corrigir os abusos, ele não proíbe a prática dos dons, mas termina dizendo: “faça- se tudo decentemente e com ordem” (v. 40). (Dicionário Bíblico Wycliffe).

No Dom variedade de Línguas temos pelo menos 4 tipos de Línguas faladas:
a- Língua para oração, par edificação própria (Língua falada no batismo e que acompanha o crente durante toda sua vida), 1 Coríntios 14.4; Efésios 6.18; Judas 1.20.
b- Língua para falar com um estrangeiro em sua língua materna (Um tipo de Língua falada no dia de pentecostes). Atos 2.8. Nesse Dom também pode-se falar numa língua desconhecida, mas o ouvinte entende claramente.
c- Língua para ser interpretada. 1 Coríntios 12.30; 14.13, 27, 28.
d- Língua para intercessão. Romanos 8.26.

3. Uma dádiva para a Igreja.

Os Dons espirituais (de DEUS, portanto) são dividisos em 3 grupos para entendermos melhor. Dons Assistenciais (Rm 12.6-8 e 1 Co 12.28), Dons do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.8-11) e Dons Ministeriais (Ef 4.11).
Cremos que são listagens completas dadas por Paulo a respeito dos Dons Espirituais. Exemplo: - A listagem de nove dons do ESPÍRITO SANTO é completa, pois Paulo diz que todos os dons do ESPÍRITO SANTO se manifestavam na Igreja de Corinto (1 Co 1.7).

A Igreja que possui todos os Dons espirituais [Dons Assistenciais (Rm 12.6-8 e 1 Co 12.28), Dons do ESPÍRITO SANTO (1 Co 12.8-11) e Dons Ministeriais (Ef 4.11)], com certeza é uma Igreja forte, saudável e vitoriosa; não era assim mesmo a Igreja no início?

II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS 1. Dons relacionados ao serviço cristão.

De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria. Romanos 12:6-8.

Ora, vós sois o corpo de CRISTO e seus membros em particular. E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente. 1 Coríntios 12:27-31

Em Romanos 12.6-8 e 1 Coríntios 12.28 o apóstolo Paulo ensina que cada membro do corpo de CRISTO tem sua importância e função dentro deste corpo místico que é a Igreja. Nenhum membro do corpo é auto suficiente e nem autoexistente. Todos dependem uns dos outros e devem servir uns aos outros em amor e temor a DEUS. Cada membro do Corpo de CRISTO deve ministrar aos outros seus Dons para edificação, consolação e exortação.
Na igreja necessitamos uns dos outros para o fortalecimento da nossa vida espiritual e comunhão em CRISTO.

Paulo cobra de cada um o exercício de seu dom recebido pela graça de DEUS. Às vezes encontramos na Igreja alguém com um determinado Dom que falta aos outros, porém este crente não está sendo usado pela Igreja. É necessário que todos participem do trabalho da Igreja e que sejam úteis ao corpo de CRISTO. Alguém que é chamado para contribuir financeiramente para a obra do Senhor deve ser também orientado a viver de maneira santa e irrepreensível.

Por isso mesmo Paulo chama a atenção de Timóteo para despertar o Dom que nele existia pela imposição de mãos tanto dele mesmo, paulo, como do ministério.
Por este motivo, te lembro que despertes o dom de DEUS, que existe em ti pela imposição das minhas mãos. 2 Timóteo 1:6

Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. 1 Timóteo 4:14

2. Conhecendo os dons espirituais (Dons do ESPÍRITO SANTO).

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12.1). Os dons listados em 1 Coríntios 12 são: Palavra da sabedoria; palavra da ciência; fé; dons de curas; operação de maravilhas; profecia; discernimento de espíritos; variedades de línguas e interpretação de línguas.

O exercício dos Dons do ESPÍRITO SANTO é regulamentado por paulo para que haja edificação ao corpo de CRISTO, a Igreja. Os Dons não são e não podem ser regulamentados, somente o exercício desses Dons. Quem está no controle é o ESPÍRITO SANTO,porém o crente deve saber se controlar, pois no exercício do Dom entra a parte espiritual do crente, mas também a sentimental e a emocional.

O ESPÍRITO SANTO é DEUS e não pode ser frustrado, mas o crente pode e deve ser moderado e amoroso e humilde quando estiver sendo usado por Ele. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. 1 Coríntios 14:32. o espírito humano pode e deve ser submisso a DEUS para que haja ordem e descência na administração dos Dons.

Os crentes de Corinto tinam um passado de idolatria e servidão a demônios. Agora estavam libertos, mas deveriam tomar cuidado com as divisões devido a valorização de alguns em detrimento de outros. Estavam formando grupos de preferências ministeriais e seguindo um rumo que os levaria a idolatria de homens. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de CRISTO. 1 Coríntios 1:12. Estavam se tornando vários corpos e não um único corpo, o de CRISTO.

Está CRISTO dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1:13.

Assim Paulo os trás de volta a origem do corpo de CRISTO com uma única cabeça, JESUS CRISTO. É preciso união com CRISTO e submissão a sua autoridade sobre sua própria Igreja. Somos de CRISO e tudo o que podemos ser aqui na Terra é servos Dele e para Ele.

Mas vós sois dele, em JESUS CRISTO, o qual para nós foi feito por DEUS sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. 1 Coríntios 1:30,31

Todos os crentes podem ser usados em Dons do ESPÍRITO SANTO. Paulo afirma isto mesmo - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados. 1 Coríntios 14:31.
Um mesmo crente pode ser usado em diferentes dons espirituais - basta estudarmos a vida dos apóstolos Paulo e Pedro, por exemplo, para notarmos claramente isto. Ambos foram usados em diversos Dons, tanto assistenciais, como ministeriais como do ESPÍRITO SANTO.

O amor deve ser a mola mestra para o exercício dos Dons do ESPÍRITO SANTO e existe Dom mais importante do que outros, embora todos sejam importantes e necessários.
Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 1 Coríntios 14:1

Em 1 Coríntos 14 existem várias orientações sobre o uso correto dos Dons na Igreja. A Bíblia nos adverte também para a não proibição de seu livre exercício.
Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. 1 Coríntios 14:39

Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20

Os dons do ESPÍRITO SANTO são concedidos pela graça de DEUS ao crente para que o mesmo compartilhe com outros essas maravilhosas bênçãos, tudo movido pelo amor.
Os dons do ESPÍRITO SANTO são ferramentas de grande eficiência para evangelização. Conversões em massa e pessoais têm ocorrido desde a fundação da Igreja, no pentecostes.

Os dons do ESPÍRITO SANTO, na igreja, visam principalmente o compartilhamento entre os irmãos que suprem a necessidade de cada um. Assim, se um está doente, aquele que tem o dom de curar orará para que este seja curado, e assim por diante. Todos serão abençoados, edificados, exortados e consolados nas diversas manifestações do ESPÍRITO SANTO.

Na Igreja de Corinto, como havia abundância, havia a totalidade dos dons em operação, houve a necessidade de Paulo regulamentar essas manifestações que estão à disposição do crente, mas estão também sob o controle de cada um. Assim Numa mesma reunião Paulo aconselha que haja no máximo três crentes que vão profetizar, sempre um depois do outro, tudo isso visando a edificação dos outros. Paulo também ensina que o crente deve falar em línguas baixinho para que aquele que for usado para trazer a mensagem que vai ser interpretada seja ouvido. Paulo chama a atenção para o fato de que não se pode proibir falar em línguas, mas regulamentar sua prática quando numa reunião onde haja descrentes. A solução é aquele crente que fala em línguas orar para que ele mesmo interprete a mensagem que trouxe em línguas ou que outro a interprete.

Pela imaturidade da maioria dos crentes e pela falta de experiência dos líderes com os dons é que na maioria das vezes os que são usados em dons são considerados mais espirituais e superiores aos demais. Paulo não disse que todos os crentes em Corinto eram carnais, mas disse que havia muitos carnais entre eles. Paulo não disse que aqueles que estavam sendo usados em dons eram carnais. O que ocorre na maioria dos avivamentos é que enquanto uns estão se consagrando e buscando serem cada dia mais usados por DEUS, outros, que não estão interessados neste avivamento ou estão cometendo pecados encobertos acabam por se beneficiarem da alegria e do amor que invadiu as almas de todos e isso os levou a desconsiderarem a correção dos que teimam em continuar no pecado.

Devemos tomar o cuidado de ensinar aos crentes a buscarem diligentemente os dons e a valorizarem esses dons tanto na evangelização como na edificação da igreja. estamos vivendo época em que se busca mais as dádivas de Mamom (como sinal de espiritualidade???) do que as dádivas espirituais de DEUS. Professores de Escola Bíblica Dominical deveriam ser os que mais dons tivessem em evidência, pois ensinam a Bíblia, onde se ensina que o verdadeiro evangelho é comprovado por sinais, prodígios e maravilhas.

John Wimber escreveu: “Quando duas frentes colidem, uma quente e uma fria, o resultado é que algo impetuoso ocorre: raios e trovões, chuva ou neve, até mesmo tornados e furacões. Há um conflito, e dele decorre a liberação de energia. Isso se dá com desordem, com confusão, é difícil de ser controlado.” Mais adiante ele diz: “Encontros de poder não são fáceis de controlar. Esta é uma palavra que para muitos cristãos ocidentais é dura para se aceitar, porque todos os fenômenos que não se encaixam dentro de um pensamento racional nos são desconfortáveis: eles nos lançam no escuro mundo que ultrapassa o racional, em que sentimos perder todo o controle da situação. Eventos que não estão de acordo com as nossas posturas normais do pensamento são ameaçadoras para nós, causando medo, por não nos serem familiares — especialmente onde ocorre poder espiritual.”

3. Acerca dos dons ministeriais.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Efésios 4:11
Assim como o corpo humano possui 5 sentidos e para funcionar bem, de acordo com o plano de DEUS para ele, devem esses 5 sentidos estarem em pleno funcionamento e em concordância com o restante do corpo; assim também a igreja, o corpo de CRISTO na terra, possui 5 ministérios que deverão estar em pleno funcionamento e em concordância com o restante do corpo para produzirem de acordo com o plano de DEUS, fazendo a obra de DEUS com poder e com excelentes resultados - Almas para CRISTO.

Motivo de haverem ministérios na Igreja: aperfeiçoamento dos santos, unidade da fé, conhecimento do Filho de DEUS, sejamos perfeitos (perfeição esta conquistada após o arrebatamento).
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, CRISTO, Efésios 4:12-15.

Um membro que tem o Dom ministerial de Pastor, por exemplo, deve saber que está no corpo para servir os demais, nunca deve buscar apenas seu bem financeiro, por exemplo, pois deve administrar o dinheiro da Igreja para evangelização dos povos e nunca para enriquecimento próprio. O pastor é servo de todos e está na Igreja para coordenar os trabalhos da Igreja. Assim o pastor deve conhecer bem os membros da igreja e seus dons para colocar cada um em sua função para o bem de todo o corpo. Cada um deve ter oportunidade de melhorar a condição tanto física como espirital do corpo de CRISTO, a Igreja. Este foi um exemplo dentro do corpo e de seus vários ministérios, porém cada membro tem em si seu chamado e função. Seu Dom, ou dons, deve servir ao bem comum, seja assistencial, ministerial ou espiritual.

Assim todos os ministérios devem ter em mente e como objetivo o servir a todos e uns aos outros.

III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11) - (DONS do ESPÍRITO SANTO)
1. Os dons (do ESPÍRITO SANTO) são importantes.

Os cessacionistas, emtre os quais, principalmente, os calvinistas, sem terem um mínimo de conhecimento de como funcionam as igrejas evangelicas pentecostais, nos acusam de várias coisas, entre elas, a de sermos individualistas, considerando cada um superior ao outro, de acordo com o número ou importância de cada dom. O crente pentecostal sabe que os dons são dados por DEUS, portanto ninguém é maior do que outro porque tem algum dom sendo manifestado através de si ou de outrem. Estes cessacionistas desconhecem o verdadeiro evngelho e despresam as operações do ESPÍRITO SANTO.
Em Corinto estava ocorrendo isto. Cada um tinha sua preferência. Apolo (o eloquente pregador), Paulo (o mestre e operador de doins de curar), Pedro (o apóstolo dos apóstolos cheio de poder). Alguns ainda se diziam pertencer a um grupo de CRISTO. Quero dizer, com isso, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de CRISTO. 1 Coríntios 1:12

Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais? Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? 1 Coríntios 3: 4, 5.
Veja que havia preferência por algum dom, seja assitencial, como ministerial como do ESPÍRITO SANTO.

Porém a vontade de DEUS é que sejamos todos membros de um mesmo corpo. Cada um dando honra ao outro.
Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. 1 Coríntios 10:24

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS. 1 Pedro 4:10

DEUS deu dons aos homens (Ef 4.8) porque sem os mesmos não existiria a Igreja, não há como imitarmos a CRISTO sem eles. A metade dos evangelhos fala da operação dos dons na vida de JESUS e Atos dos Apóstolos tem como principal enredo a operação dos Dons através dos apóstolos e discípulos de JESUS.

2. Diversidade dos dons (do ESPÍRITO SANTO).

Os dons são diversos, ou seja, cada dom tem sua função e importância, sendo todos distribuídos pelo mesmo ESPÍRITO SANTO. Sempre devemos nos lembrar de que o ESPÍRITO SANTO só age fazendo o que é Útil.
Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil. 1 Coríntios 12:7

A igreja é usada pelo ESPÍRITO SANTO e cada membro deve se colocar a disposição do mesmo para a obra de DEUS. Infelizmente, são poucos os que se dedicam a DEUS e desejam ajudar aos outros, pois os dons são movidos por amor ao próximo e o ESPÍRITO SANTO só usa quem se disponibiliza. Assim cada membro deve ser instrumento do ESPÍRITO SANTO e deve ministrar aos outros o que recebeu para o bem comum. O sucesso evangelístico da igreja também depende da ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO.

Paulo, em 1 Cortíntios 12, dá um resumo dos Dons do ESPÍRITO SANTO, uma lista completa, pois os crentes corintios possuíam todos os dons.
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO, 1 Coríntios 1:7.

Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 1 Coríntios 12:8-10

Eis um resumo dos 9 dons do ESPÍRITO SANTO:

a- Palavra da sabedoria (mensagem do ESPÍRITO SANTO dentro da Sabedoria de DEUS - Revelação do Futuro).
b- Palavra da ciência (mensagem do ESPÍRITO SANTO dentro da onipresença de DEUS - revelação de algo no passado ou no presente que está ocorrendo em outra parte).

c- Dom da fé (Fé sobrenatural para crêr no impossível - usada para ressuscitar mortos).
d- Dons de curar (curas das doenças e das enfermidades - Is 53.4; Mt 8.17.
e- Pperação de maravilhas ou milagres (ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO na natureza, modificando o estado natural das coisas, quebrando um alei natural).

f- Profecia (mensagens para edificação, consolação e exortação - confirmam algo já contido no coração do crente).
g- Dom de discernir os espíritos (revelação da origem de alguma manifestação demoníaca e poder pra expulsar demônios).

h- Variedade de línguas [pelo menos 4 línguas diferentes o crente batizado no ESPÍRITO SANTO passa a falar - língua do batismo (At 2.4), língua para falar com estrangeiro (At 2.8), língua para ser interpretado (1 Co 12.10) e língua de intercessão (Rm 8.26)].
i- Interpretação das línguas (capacitação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO para interpretar uma determinada língua falada por quem tem o dom de variedade de línguas).

3. Autossuficiência e humildade.

Os Dons são concessões, presentes, dádivas, capacitações do ESPÍRITO SANTO, concedidos aos crentes para a poderosa obra de DEUS e para benefícios físicos, emocionais e espirituais da Igreja (Rm 12.6; 1 Pe 4.10).
O crente que deseja realmente ser usado em Dons do ESPÍRITO SANTO deve ser humilde e sincero para com DEUS, desejando sempre o bem dos outros, já que nenhum Dom é para proveito próprio, mas todos para o bem dos outros. Dinheiro ou fama nunca devem ser buscados, pois tudo vem de DEUS e deve voltar para DEUS e sua glória.

CONCLUSÃO

Vamos estudar neste trimestre sobre os Dons Espirituais - Dons Assistenciais, Dons Ministeriais e Dons do ESPÍRITO SANTO. Todos esses dons estão na Palavra de DEUS e são atuais. Estejamos a disposição de DEUS para sermos canais de bênção para a igreja e para o mundo no trabalho de evangelização. Os Dons Espirituais são um exemplo da multiforme graça de DEUS em dispensar instrumentos espirituais para a Igreja..

LIÇÃO ESTUDADA EM 2014

Lição 1 - E deu dons aos homens
LIÇÕES BÍBLICAS - 2o Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima

TEXTO ÁUREO
“Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens” (Ef

4.11).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são dádivas divinas para igreja cumprir sua missão até que o Noivo venha busca-la.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Romanos 12.3-8; 1 Coríntios 12.4-7
Romanos 12
3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que DEUS repartiu a cada um. 4 - Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, 5 - assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em CRISTO, mas individualmente somos membros uns dos outros. 6 - De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; 7 - se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; 8 - ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.
1 Coríntios 12
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. 5 - E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos. 7 - Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil.

Interação - O comentarista das lições é o pastor Elinaldo Renovato, autor de diversos livros publicados pela CPAD, líder da Assembleia de DEUS em Parnamirim, RN, e professor universitário.

Resumo da Lição 1 - E deu dons aos homens I - OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
2. No Novo Testamento.

3. Uma dádiva para a Igreja.
II - OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
1. Dons relacionados ao serviço cristão.
2. Conhecendo os dons espirituais.
3. Acerca dos dons ministeriais.
III - CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Os dons são importantes.
2. Diversidade dos dons.
3. Autossuficiência e humildade.

SINOPSE DO TÓPICO (1) - Nas páginas do Novo Testamento os dons estão à disposição de todos os crentes, com o propósito de edificar a Igreja de CRISTO. SINOPSE DO TÓPICO (2) - Nenhum membro do corpo de CRISTO é autossuficiente, dependemos de CRISTO, assim como dependemos uns dos outros. Para que a Igreja, o corpo de CRISTO, seja edificada pelos dons ministeriais é necessário que eles sejam utilizados para o benefício de todos.

SINOPSE DO TÓPICO (3) - Não existe um dom mais importante que o outro, todos vêm diretamente de DEUS e são úteis para a edificação do Corpo de CRISTO,

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. A Doutrina do ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento. 12. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

PERGUNTA - VOCÊ JÁ OROU POR UM PARALÍTICO E ELE ANDOU? VOCÊ JÁ OROU POR UM CEGO E ELE PASSOU A VER? VOCÊ JÁ OROU POR UM SURDO E ELE PASSOU A OUVIR? VOCÊ JÁ VENDEU UMA PROPRIEDADE SUA PARA AJUDAR AOS IRMÃOS MAIS POBRES DA IGREJA? VOCÊ JÁ PASSOU POR UM JEJUM PROLONGADO E OROU POR DIAS, EM FAVOR DE ALGUM IRMÃO(Ã) DA IGREJA?
ESTES SÃO SINAIS NORMAIS NUMA IGREJA QUE REALMENTE SERVE A CRISTO. O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 58, p.36.
Neste trimestre, estudaremos sobre os dons ministeriais e espirituais. Depois da morte e ressurreição de CRISTO, acreditamos que os dons são um dos assuntos mais relevantes do Novo Testamento para a Igreja de CRISTO. Os dons espirituais e ministeriais são dádivas divinas para a Igreja atual. Alguns erroneamente afirmam que os dons foram apenas para a igreja do primeiro século. Esta afirmação contraria a Bíblia, que diz em Joel 2.28 " E há de ser, depois, derramarei o meu ESPÍRITO sobre toda a carne, vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões". Os dons são para a Igreja de CRISTO até a sua Segunda Vinda. O apóstolo Paulo declarou aos coríntios que não devemos ser ignorantes a respeito dos dons (1Co 12.1).
Na Palavra de DEUS, encontramos três listas principais que tratam a respeito dos dons. As três listas se completam. Podemos encontrar a primeira lista em Romanos 12.4-8. Aqui estão relacionados os dons de serviço. A segunda lista está em 1 Coríntios 12 e nela encontramos listados os dons espirituais. A terceira relação se encontra em Efésios 4.11, onde encontramos os dons ministeriais. Tanto os dons de serviço quanto os ministeriais e espirituais têm como propósito a edificação do Corpo de CRISTO.
Usando os dons de maneira a agradar a DEUS
Os dons devem ser utilizados com um propósito específico, a fim de que o nome de CRISTO seja glorificado. Quem deseja os dons necessita compreender que toda a nossa capacidade e habilidade vem do Senhor. É uma capacidade sobrenatural, não é inata. Estas habilidades são resultado único da graça divina em nossas vidas.
No uso dos dons, o crente também precisa conscientizar-se de que o Corpo de CRISTO é formado por vários membros, com funções diferentes, mas isso não significa que um é mais importante que o outro. Todos têm o seu valor e devem funcionar em harmonia, visando o bem de todos. Não existe um dom que seja superior aos outros, eles se complementam para a glória do Senhor.
Não seja ignorante quanto aos dons espirituais
Os dons é um assunto tão importante para a igreja, que Paulo exorta aos Coríntios a que todos sejam instruídos no assunto (1Co 12.1). A falta de conhecimento leva ao fanatismo, gerando sérios problemas. A cidade de Corinto era marcada pela idolatria. O Brasil também tem uma diversidade religiosa grande, muitos irmãos em nossas igrejas vieram de religiões idólatras, onde o uso de "poderes místicos" é comum. Precisamos estudar, à luz da Palavra, a respeito dos dons a fim de que venhamos discernir os verdadeiros dons do ESPÍRITO. A falta de ensino contribui para surgimento de muitas heresias.

Observação minha - Todos, na igreja, podem e devem ser usados em dons espirituais (dados pelo ESPÍRITO SANTO), mas nem todos podem exercer um ministério (Pessoas escolhidas para liderarem a Igreja). Todos podem e devem ser usados em dons espirituais e todos podem e devem ter um dom de serviço na obra de

DEUS, ou seja, estarem desenvolvendo uma tarefa específica de serviço (dada pelo PAI) dentro do corpo de CRISTO, que é a Igreja.

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
DEUS, o Criador de todas as coisas, do universo, dos seres vivos e do homem, compraz-se em ser um doador de bênçãos. Faz parte de sua natureza divina, do seu caráter e de sua essência, conceder dádivas ou dons ao ser criado à sua imagem, conforme a sua semelhança. Ao criar o ser humano, homem e mulher, deu-lhes o sopro divino, o primeiro dom, o dom da vida.
DEUS propiciou a redenção da humanidade, com a promessa da “semente da mulher” (Gn 3.15), que haveria de ferir a cabeça da serpente, o Diabo e seus seguidores. JESUS, a maior dádiva de DEUS à humanidade, nasceria de uma mulher (cf. Is 7.14), para ser morto, em sacrifício pelo homem perdido, e tornar-se o vencedor do pecado, da morte e do Diabo. A salvação foi o maior dom de DEUS ao mundo (Jo 3.16). O dom da vida eterna, em CRISTO JESUS.
Na Nova Aliança (Novo Testamento), como parte do plano de DEUS, em CRISTO JESUS, Ele resolveu dar “dons aos homens” (Ef 4.8), após sua vitória sobre a morte e sobre todos os poderes do mal. Indo além dos “dons naturais”, JESUS resolveu capacitar seus servos, integrantes de sua Igreja, dando-lhes dons {carismas), que são postos à disposição de todos os salvos, no seio da comunidade cristã.
Os dons são “ferramentas”, por assim dizer, à disposição da igreja, para que essa exerça sua missão profética, de proclamadora do evangelho de CRISTO, de modo eficaz, contra “...os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6.12), usando a “armadura do salvo”, na guerra espiritual sem tréguas a que todo salvo é submetido. Neste estudo, veremos o que são os dons, seu propósito e sua classificação, e como são postos à disposição dos salvos em CRISTO JESUS.
Nunca foi tão necessária a manifestação dos dons do ESPÍRITO SANTO, como nos dias atuais visto que estamos vivendo numa sociedade corrompida pelo pecado e enganada por falsos milagres e ensinamentos que contradizem o verdadeiro evangelho de Nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO.
Existe em toda a Bíblia Sagrada pelo menos quatorze palavras para referir-se a dons, cinco delas em hebraico e nove em grego. Porém o apóstolo Paulo emprega a palavra charisma, para indicar os dons do ESPÍRITO SANTO, as suas graças, gratuitamente conferidas para a obra do ministério (1 Co 12.4,9,28,30,31). A Palavra Charisma é usada por dezessete vezes no Novo Testamento, com certas variedades de aplicação. As habilidades dadas a cada pessoa pelo ESPÍRITO SANTO são chamadas de dons espirituais. E capacita a quem os recebe para ministrar às necessidades principalmente do Corpo de CRISTO que é a Igreja. Nesta análise, de natureza introdutória, chamamos de “dons de DEUS” a todos os carismas concedidos por DEUS, de diversas formas, como recursos de origem divina, que têm o propósito de capacitar os salvos em CRISTO JESUS, como membros da Igreja, para que esta alcance sua Missão e seus objetivos, definidos pelo seu Senhor, Cabeça e Mestre.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 9-11.

Observação minha  Existem Dons de DEUS PAI (dons de serviço - Rm 12.4-8), Dons de DEUS Filho JESUS CRISTO (dons ministeriais - Ef 4.11,12) e Dons do ESPÍRITO SANTO (dons espirituais - 1 Co 12.7-10)

DONS ESPIRITUAIS PARA O CRENTE
1Co 12.7 “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do ESPÍRITO SANTO manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do ESPÍRITO visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
(1) As manifestações do ESPÍRITO dão-se de acordo com a vontade do ESPÍRITO (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).
(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).
(3) É anticíclico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível.
Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que DEUS aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do ESPÍRITO, com o fruto do ESPÍRITO, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do ESPÍRITO, ou falsos crentes disfarçados como servos de CRISTO podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21).
OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o ESPÍRITO SANTO concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as carAtoserísticas desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de DEUS ou a sabedoria do ESPÍRITO SANTO a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22).

Não se trata aqui da sabedoria comum de DEUS, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de DEUS e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).
(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).

(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo ESPÍRITO SANTO, capacitando o crente a crer em DEUS para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do ESPÍRITO, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20; Mc 11.22-24; Lc 17.6). (4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades ou doenças e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de DEUS. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de CRISTO (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados. Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).

(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de DEUS contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2).
(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do ESPÍRITO da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do ESPÍRITO, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18).

Quanto à profecia, como manifestação do ESPÍRITO, observe o seguinte:
(a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de DEUS, sob o impulso do ESPÍRITO SANTO (14.24,25, 29-31). Aqui, não se trata da entrega de sermão previamente preparado (Observação minha - e nem se trata de mandar alguém profetizar, pois a profecia é manifestação sobrenatural - não se pensa para falar).
(b) Tanto no AT, como no NT, profetizar é proclamar a vontade de DEUS e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência (14.3).
(c) A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (14.25), ou prover edificação, exortação, consolo, advertência e julgamento (14.3, 25,26, 31).
(d) A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (14.29, 32; 1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de DEUS (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a CRISTO (12.3).

(e) O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de DEUS e não a do homem. Não há no NT um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando DEUS usava um crente para isso (12.11).

(7) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10). Trata-se de uma dotação especial dada pelo ESPÍRITO, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do ESPÍRITO SANTO ou não (ver 14.29; 1Jo 4.1). No fim dos tempos, quando os falsos mestres (ver Mt 24.5) e a distorção do cristianismo bíblico aumentarão muito (ver 1Tm 4.1), esse dom espiritual será extremamente importante para a igreja.

(Observação minha Esse dom é muito útil para se descobrir sobrenaturalmente a origem das mensagens e manifestações sobrenaturais na Igreja, bem como, para se detectar a presença de demônios nas pessoas e sua consequente expulsão).
(8) Dom de Variedades de Línguas (12.10). No tocante às “línguas” (gr. glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do ESPÍRITO, notemos os seguintes fatos:
(a) Essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, e.g., “línguas... dos anjos” (13.1; ver cap. 14). A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (14.14), como pelos ouvintes (14.16). (Observação minha  existem 4 tipos de línguas espirituais - Língua para falar como o estrangeiro - 1 Co 14, Língua de oração recebida no batismo para edificação própria - 1 Co 14, língua para ser interpretada - 1 co 12 e língua para intercessão - Rm 8).
(b) O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o ESPÍRITO de DEUS, que entrando em mútua comunhão, faculta ao crente a comunicação direta com DEUS (i.e., na oração, no louvor, no bendizer e na ação de graças), expressando-se através do espírito mais do que da mente (14.2, 14) e orando por si mesmo ou pelo próximo sob a influência direta do ESPÍRITO SANTO, à parte da atividade da mente (cf. 14.2, 15, 28; Jd 20).
(c) Línguas estranhas faladas no culto devem ser, (Observação minha na maioria das vezes, pois algumas vezes é normal que todos se alegrem e falem em línguas juntos por um breve período de louvor e adoração a DEUS)
- seguidas de sua interpretação, também pelo ESPÍRITO, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (14.3, 27,28). Ela pode conter revelação, advertência, profecia ou ensino para a igreja (cf. 14.6).
(d) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto. Quem fala em línguas pelo ESPÍRITO, nunca fica em “êxtase” ou “fora de controle” (14.27,28). (Observação minhaPaulo recomenda falar consigo mesmo, ou seja falar bem baixinho só para você mesmo ouvir, não atrapalhando outros a ouvirem a pregação ou ensino da Palavra de DEUS).
(9) Dom de Interpretação de Línguas (12.10). Trata-se da capacidade concedida pelo ESPÍRITO SANTO, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja

reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do ESPÍRITO SANTO. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem (14.6, 13, 26). A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (14.13). STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

(Observação minha  Todos os dons espirituais foram manifestos por DEUS no Antigo Testamento, mas não da forma como hoje que podem ser manifestos por todos os crentes; lá só alguns poucos privilegiados eram usados.

I- OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
A palavra “dom” tem vários significados no texto bíblico. No Antigo Testamento, escrito em hebraico, há várias palavras que traduzem o sentido de “dom”. Dentre elas, destacamos os termos mattan, com o sentido de alguma coisa oferecida gratuitamente, ou “um presente”, como em Provérbios 19.6; 21.14; ou como dote, dádiva (Gn 34.12). Há o termo maseth, que também significa “presente”, “dádiva” (Et 2.18; Jr 40.5); a mais usada, no entanto, é minchach, que ocorre duzentas e nove vezes, com o significado de “oferta”, “presente” (SI 45.12; 72.10). Em todas as ocorrências, o sentido é sempre o de algo que é dado ou oferecido gratuitamente. No Antigo Testamento, os dons eram concedidos a pessoas específicas, chamadas por DEUS para cumprir determinadas missões. Os dons não estavam à disposição de todo o povo de DEUS.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 11-12.
DOM
1)- PALAVRAS ENVOLVIDAS.
A tradução dom envolve um grande número de palavras hebraicas e gregas:
1. Mattan, palavra hebraica usada por cinco vezes: Gên. 34:12; Núm. 18:11; Pro. 18:11: 19:6: 21:14. Esse termo, e seus derivados, dão a entender algo oferecido gratuitamente (Pro. 19:6), a obtenção de um favor (Pro. 18:16; 21:14), a expressão religiosa de ação de graças (Num, 18:11), um dote (Gn. 34:12), a possessão de uma herança (Gên. 25:6; H Crô. 21:3: Eze. 46:16,17) ou mesmo um suborno (Pro. 15:27; Bel. 7:7).
2. Nisseth, «dom", «coisa elevada... Essa palavra hebraica é usada por apenas uma vez, em 11 Sam.. 19:42.
3. Maseth, «íom-, «peso», «elevação". Palavra hebraica usada por apenas duas vezes com o sentido de dom: Est. 2:18 e Jer. 40:5.
4. Shochaâ, «suborno», «recompensa». Palavra hebraica empregada por vinte e três vezes, como em Êxo. 23:8; Deu. 16:19; 11 Os, 19:7; Pro. 6:35; 17:8,23; Isa. 1:23; Eze. 22:12.

5. Minchah, «oferta .., «presente". Palavra hebraica usada por duzentas e nove vezes, embora apenas por trinta e cinco vezes com o sentido de «dom" ou «presente». Por exemplo: II Sam. 8:2,6; I Crô. 18:2,6; II Crô. 26:8; 32:23; Sal. 45:12; Gn, 32:13,18,20,21; 33:10; Jz. 3:15,17,18; I Sam. 10:27: I Reis 4:21; II Reis 8:.8,9; 11 Cr. 9:24; Sal. 72:10; Isa. 39:1: Os.10:6.

6: Didomi, «dar», que aparece por quatrocentas e treze vezes no Novo Testamento, em todas as conexões imagináveis, algumas vezes com a ideia de dar um presente qualquer e outras vezes, sem esse sentido. Ver Mat. 4:9; 5:31; Mar. 2:26; Luc. 1:32: João 1:12; Rom. 4:20: I Cor. 1:4; Efé. 1:17: Heb. 2:13: Tia. 1:5; I João 3:23,24; Apo. 1:1; 2:7,10,17; 8:2; 9:1, etc.

7. Anéthama, «algo devotado a DEUS». Palavra grega usada por sete vezes: Luc, 21:5: Atos 23:14; Rom. 9:3; I Cor. 12:3: 16:22; ou, 1:8,9.
8. Doma, «presente», que indica algum presente sagrado ou profano. Vocábulo grego utilizado por cinco vezes: Mat. 7:11: Luc. 11:13; Efé. 4:8 (Citando Sal. 68:19); Fil. 4:17. 9. Dôsis, «dom», indicando os múltiplos dons de DEUS, dados a todos, uma palavra grega usada por duas vezes: Fil. 4:15 e Tia. 1:17.
10. Dorea, que indica dons ou presentes de vários tipos, sagrados ou profanos. Palavra usada por onze vezes: João 4:10; Atos 2:38; 8:20; 10:45; Rom. 5:15,17; H Cor. 9:15; Efé. 3:7; 4:7; Heb. 6:4.
11. Dorema, uma palavra geral para «dom", usada em Rom. 5:16 e Tia. 1:17.
12. Merismôs, «dom.., palavra que se deriva da ideia de dividir. Usada por duas vezes: Heb. 2:4 e 4:12.
13. Cháns, palavra que também significa graça, mas que pode ter a ideia de «dom gratuito". Usada por uma vez, em 2 Cor. 8:4, para indicar ofertas enviadas para aliviar as necessidades dos santos.
14. Charism«, palavra para indicar os dons do ESPÍRITO, as suas graças gratuitamente conferidas, para a obra do ministério (I Cor. 12:4,9,28,30,31).
Além disso, enfoca o dom da graça de DEUS, que nos traz a salvação (Rom, 5- :15,16). Essa palavra é usada por dezessete vezes no Novo Testamento, com certa variedade de aplicações. Ver também Rom, 1:11; 6:23; 11:29; 12:6; I Cor. 1:7; 7:7; II Cor. 1:11: I Tim. 4:14; 11 Tim. 1:6; I Ped. 4:10. Essa palavra é usada principalmente para indicar alguma espécie de dom espiritual ou divino.

2)- ATIVIDADE E ATITUDE DE QUEM DÁ.
Nas antigas sociedades neolíticas e da era do bronze, conforme somos informados através das evidências arqueológicas, a outorga de presentes era uma prática comum. As razões para a doação de presentes eram variadas e isso é refletido nas palavras hebraicas examinadas acima. Membros de uma família se presenteavam mutuamente como sinal de estima e amor. Esses presentes eram conferidos em ocasiões especiais, como por ocasião dos noivados, dos casamentos, de nascimentos e de morte. Também havia presentes dados a superiores, com a finalidade de agradar e esses presentes, algumas vezes, assumiam a natureza de suborno ou peita, quando algum favor especial era buscado, ou quando se esperava evitar que algum castigo

fosse aplicado. A adoração religiosa requeria doações da parte dos participantes, a fim de que pudesse ser mantido o culto.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 2. Editora Hagnos. pag. 211-212.

2. No Novo Testamento.
No Novo Testamento, escrito em grego, a palavra “dom” assume de igual modo significados diversos. O termo “doma” indica a oferta de um “presente”, “boa coisa” (Mt 7.11); o “pão nosso” é uma dádiva de DEUS (Lc 11.13); “dons”, concedidos por DEUS aos homens (Ef 4.8), com base no Salmo 68.19. A palavra cháris indica “dom gratuito”, ou “graça” (2 Co 8.4). O termo charisma é muito utilizado em estudos bíblicos, pois tem o significado de “dons do ESPÍRITO”, concedidos pela graça de DEUS, com propósitos muito elevados; é relacionado ao termo ta charismata, utilizado em 1 Coríntios 12.4,9,28,30,31, que tem o sentido de “dons da graça”. Há o termo grego ta pneumática, usado por Paulo, em 1 Coríntios 12.1; 14.1, que se refere a “dons espirituais”. Em o Novo Testamento, os dons de DEUS estão à disposição de todos os que creem, com a finalidade de promover graça, poder e unção à Igreja no exercício de sua missão, de forma que CRISTO seja glorificado.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 12.
Fl 4.15.Paulo aparentemente está lembrando seus amigos filipenses de que eles ocupavam um lugar único em suas atividades missionárias: nenhuma igreja se associou (gr. ekoinõnèsen), isto é, na obra do evangelho, comigo (Seesemann, op. cit., p. 33) no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros.
Os filipenses deram e eles também receberam, presumivelmente bens espirituais, da parte de Paulo (como em 1 Co 9:11; cf. Rm 15:27). Eles haviam sustentado Paulo em seus labores apostólicos, desde o começo. Até mesmo antes de ele deixar a Macedônia, os filipenses estavam envolvidos em seu duplo ministério.
(Observação minha O que marcou o relacionamento de Paulo com os filipenses foi que eles deram a parte material (de menor valor) e receberam a espiritual (de maior valor - provavelmente Paulo se relaciona aqui à salvação, ao batismo no ESPÍRITO SANTO e aos dons que eles receberam pela imposição de mãos de Paulo como ele impôs sobre Timóteo para que ele recebesse um dom do ESPÍRITO SANTO.
LOPES. Hernandes Dias. Filipenses. Editora Hagnos. pag. 180-181.
3. Uma dádiva para a Igreja.
Rm 12.6. Tendo, porem, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada - Os dons são vários; a graça é uma só (Se profecia Ela, considerada um dom extraordinário. (Observação minha  Profecia é para edificação, exortação e consolação - revela o relacionamento íntimo do crente ou a busca por esse relacionamento por parte do descrente).
Rm 12.7. Se ministério - Como diáconos. Se ensino Catecúmenos; para os
quais Instrutores particulares eram nomeados. Se exortação - Cuja responsabilidade particular era incentivar os cristãos ao serviço e ao conforta-los nas suas tribulações.

Rm 12. 8. O que preside - Aquele que cuida do rebanho. Quem exerce misericórdia de todas as maneiras. Com alegria - Regozijando-se quem tem tal oportunidade.
Wesley, John. Romanos: notas explicativas. Editora Cedro. pag. 89-90.
Rm 12.6 — Dons. A palavra grega (chárisma) é uma regência às habilidades determinadas por DEUS, as quais deveriam ser utilizadas para edificar os membros do corpo de CRISTO. Embora os dons de DEUS não possam ser cancelados ou mudados (Rm 11.29), eles podem ser administrados e podem ser desenvolvidos (1 Pe 4-10).

Profecia. Esta palavra é usada aqui como uma referência geral a todos os dons espirituais que envolvem o anúncio da Palavra de DEUS. Por exemplo, em 1 Co 14-3, o termo exortação é um dom relacionado à profecia. Em um sentido mais estrito, profecia significa a revelação da vontade de DEUS em uma situação particular (At 13.1-3).
Rm 12.7,8 — Ministério. Ou seja, serviço. Aqui são nomeados sete dons de serviço: socorro, misericórdia, fé, discernimento de espíritos, liderança, administração e mordomia.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 394.

II- OS DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS.
1. Os Dons relacionados ao serviço cristão.
A Igreja, como “Corpo de CRISTO”, precisa de poder, de unção e de manifestações espirituais, que se expressam genuinamente através dos dons espirituais. Esses dons são indispensáveis à unidade e à ação da Igreja, por diversas razões.
1) Na espera pela vinda de JESUS. Em toda a sua história, desde sua fundação por JESUS CRISTO, a Igreja tem sido a instituição mais atacada pelas forças do mal. Ela nasceu debaixo da perseguição. Impérios humanos tentaram destruí-la, apagando seu nome da face da terra. Filosofias humanistas e materialistas tentaram sufocá-la, abafando sua mensagem; sistemas políticos totalitários e ateístas, a serviço do Diabo, tentaram eliminar sua influência no mundo.
Os ataques contra a integridade espiritual da Igreja continuam, ao longo dos séculos. Como Noiva do Cordeiro, Ela precisa de poder para vencer às mais diferentes investidas malignas, durante a espera pelo Noivo. Ainda que, no século XXI, haja, no meio das igrejas locais, recursos que os primeiros cristãos não possuíam, em termos teológicos, educacionais ou tecnológicos, o único recurso que lhe dá condições de suplantar o império do mal é o Poder do ESPÍRITO SANTO. E este poder se manifesta na operação sobrenatural dos dons espirituais.
2) Os dons espirituais fazem a diferença. Na parábola das Dez Virgens (Mt 25.1-13), JESUS demonstrou a seus discípulos que a chegada do Noivo poderia demorar. As cinco virgens loucas representam a parte da Igreja que não estará preparada para esperar a Volta de JESUS. As virgens prudentes representam os crentes salvos, que, além de terem o “azeite” nas lâmpadas, ou em suas vidas e testemunho, têm “azeite” nas vasilhas de reserva.

O “azeite” representa a presença e o poder do ESPÍRITO SANTO na vida dos crentes que vão subir ao encontro do Senhor JESUS CRISTO (cf. 1 Ts
4.16,17). Os dons espirituais é que fazem a diferença, atuando no meio da igreja, nesses “tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1), em que a pecaminosidade e a rebeldia contra DEUS estão aumentando. Há milhares e milhares de “igrejas”, mas só vão subir ao encontro do Noivo os crentes salvos, santos e irrepreensíveis para a vinda de JESUS (1 Ts 5.23).

3) Os dons podem ser abundantes. A igreja de Corinto é um exemplo eloquente de que uma igreja cristã pode experimentar a ocorrência de uma variedade enorme de dons espirituais. Na introdução à sua primeira Carta aos Coríntios, Paulo tece considerações elogiosas àqueles crentes, acentuando que nenhum dom (espiritual) lhes faltava, “esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO” (1 Co 1.7), que os haveria de confirmar até o fim para serem” irrepreensíveis no Dia de Nosso Senhor JESUS CRISTO (1 Co 1.8).

4) Os dons são indispensáveis à evangelização. A missão da Igreja, levada a efeito através das igrejas locais, é de proclamar o evangelho. Nos tempos pós-modernos, a incredulidade, a frieza e a indiferença pelo evangelho de CRISTO é tão grande e tão latente, que, sem a manifestação espiritual de forma evidente, as pessoas não vão saber discernir entre os falsos evangelhos e o verdadeiro evangelho de JESUS. Sempre houve essa necessidade.

Nos primórdios da evangelização, através de JESUS CRISTO, as pessoas criam nEle, a ponto de multidões segui-lo, não só pela sua mensagem que tinha autoridade, e fazia diferença (Jo 7.46), mas, principalmente, por causa dos sinais e prodígios que Ele fazia.

Os dons espirituais devem ser utilizados na igreja, respeitados os requisitos e condições estabelecidos na palavra de DEUS.
1. OS DONS DEVEM SER EXERCIDOS COM AMOR
A divisão da Bíblia em capítulos só ocorreu em 1227 e, em versículos, em 1551.2 Quando se lê o capítulo 12 de 1 Coríntios, sobre os dons espirituais e se passa para o capítulo seguinte, sobre o amor cristão, tem-se a impressão de que são temas distintos. Na verdade, originalmente, antes da divisão da Bíblia em capítulos, o texto dos capítulos 12 a 14 trata do mesmo tema dos dons.

Paulo termina o capítulo 12, com sua belíssima dissertação sobre os dons espirituais, com uma exortação por demais relevante, dizendo: “Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente” (1 Co 12.31 — grifo nosso). Que “caminho ainda mais excelente” é esse? A resposta vem de imediato, na ligação entre o último versículo do capítulo 12 e o primeiro versículo do capítulo 13, quando o apóstolo dá sequência ao seu precioso ensino sobre os dons espirituais. E afirma de modo peremptório: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria” (1 Co 13.1,2).

2. OS DONS DEVEM SER USADOS DE ACORDO COM A PALAVRA

A Palavra de DEUS deve ser a referência número um para qualquer atividade ou manifestação na igreja? “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (SI 119.105). E o ESPÍRITO SANTO quem inspira a Palavra de DEUS e a seus escritores. Logo, não há nenhuma justificativa para que um dom seja exercido em desacordo com os preceitos da Palavra de DEUS.

3. OS DONS NÃO DÃO ORIGEM A DOUTRINAS
A fonte primordial e única de qualquer doutrina, na igreja cristã, é a Palavra de DEUS. É altamente danoso para a integridade espiritual de qualquer igreja, quando um líder, ou um outro membro da igreja, apresenta como doutrina aquilo que não tem fundamento na Bíblia. Determinado obreiro ensinou que os crentes que possuem internet estão em pecado. Para se dizer que algo é pecado é necessário fundamentar na Palavra de DEUS. Na realidade, tal ensino é fruto de opinião pessoal do líder. Do contrário, é imposição autoritária, que só traz prejuízo à obra do Senhor. Ensinar que quem usa a internet de maneira ilícita, para visualizar coisas que não agradam a DEUS, está pecando, é correto, mas afirmar que possuir internet é pecado é abuso de autoridade ministerial. Não há necessidade de outra fonte de doutrina além da Palavra de DEUS (G1 1.8,9).
4. QUEM TEM UM DOM DEVE SER MAIS HUMILDE
Os dons espirituais são parte das riquezas sobrenaturais, concedidas pelo ESPÍRITO SANTO aos servos do Senhor, com o objetivo de servir à igreja. Jamais o portador de um dom deve orgulhar-se e portar-se de modo arrogante ou autoritário. Deve agir, sabendo que “Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de DEUS e não de nós” (2 Co 4.7). Nunca devemos esquecer de que o ESPÍRITO SANTO glorifica a CRISTO e não ao homem (Jo 16.14). Se o que tem o dom não tiver essa consciência de humildade, poderá perder a graça para usá-lo. DEUS não admite que o seu louvor seja transferido para ninguém.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 16-20.
2. Conhecendo os Dons Espirituais.
I Cor 12.4-6 — Dons. A palavra usada para dons, pela primeira vez, contrasta com pneumaúkon de 1 Coríntios 12.1. Charismata se refere a dons da graça de DEUS em cada cristão, por meio dos quais DEUS pode fortalecer Seu povo. Diversidade aparece nos versículos 4 ,5 e 6 sob a forma da mesma palavra grega. Observe a diversidade na obra da Trindade. No versículo 4, o ESPÍRITO distribui cada um deles ao cristão (1 Co 12.11). No versículo 5, o Filho de DEUS determina ao cristão o modo específico como o dom é manifestado no corpo (1 Co 12.12-27).
No versículo 6, o Pai provê a força ao cristão no exercício do dom (1 Co 12.28). DEUS opera Sua vontade por meio de Seu povo de muitas maneiras. Ninguém foi colocado no corpo para ser igual a outro membro nem para exercer a mesma função. O ESPÍRITO é o mesmo [...] o Senhor é o mesmo [...] o mesmo DEUS. Embora as pessoas recebam dons diferentes do Altíssimo, DEUS e Sua obra estão unidos. Sejam quais forem os dons que diversas pessoas tenham ou não, o único DEUS opera todas essas coisas (v. 11).

12.7-11 — A cada um para o que for útil expressa o principal ensino de Paulo sobre a obra do ESPÍRITO. DEUS opera nos cristãos para beneficiar todo o corpo, não simplesmente o cristão isoladamente (v. 25,26). O cristão é um veículo por meio do qual DEUS opera a fortificação e unidade de todo o corpo, e não a finalidade da obra de DEUS.

Porque a um [...] e a outro. As duas palavras gregas (allos [...] heteros) enfatizam a diversidade e iniciam uma lista de charismata que são distribuídos por DEUS por todo o Seu Corpo. Os vários charismata, ou dons da graça, são distribuídos para que haja diversidade no corpo unificado.
Os vários dons — de ciência, sabedoria, fé, de curar, operação de maravilhas, profecia, o dom de discernir os espíritos, a variedade de línguas, a interpretação das línguas — provavelmente, eram muito perceptíveis para os coríntios, mas é difícil para nós, dois mil anos depois, conhecermos sua natureza exata.
12.12-31 — Paulo tenta ajudar os cristãos coríntios carnais a abandonarem seus desejos carnais e buscarem a unidade do corpo e servirem com os dons que DEUS lhes dera (v. 7,25,26).
12.12-14 — Porque [...] pois [...] Porque. Observe o desenvolvimento da ideia enquanto o ESPÍRITO de DEUS continua a dar a CRISTO a glória (Jo 16.12-14; 1 Co 12.3).
12.12.13 — Assim é CRISTO também. A analogia do corpo humano ilustra a necessidade de unidade na diversidade no Corpo de CRISTO.
12.13 — Um. O apóstolo continua a enfatizar a unidade: um ESPÍRITO, um corpo, um ESPÍRITO.
Todos os cristãos são batizados, formando o Corpo, na esfera do ESPÍRITO SANTO e, por isso, fazem parte do Corpo de CRISTO, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres. Ninguém é superior a ninguém na Igreja de CRISTO; todos entram da mesma forma: pela fé na promessa de Abraão (Gl 3.26-29). Cada um de nós tem a mesma porção do mesmo ESPÍRITO de DEUS: todos temos bebido de um ESPÍRITO (v. 13c).
Alguns dos coríntios — provavelmente os pneumatikon (v. 1) — acreditavam que somente determinados indivíduos com dons estavam, especialmente, em harmonia com o ESPÍRITO, mas Paulo põe cada cristão em pé de igualdade no ESPÍRITO. Dificilmente, beber se refere ao fato de todos participarem do mesmo cálice da ceia do Senhor. O ESPÍRITO não somente nos envolve no batismo, mas, uma vez que temos bebido dele, também habita em nós.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 433-435. Outros assuntos podiam ser adiados até que o apóstolo pudesse ser capaz de realizar seu plano de visitar Corinto, mas o assunto abordado por ele nesta secção precisava ser resolvido logo: Mas sobre as coisas espirituais, isto é, os dons e poderes, irmãos, não quero que sejais ignorantes. Queria ensinar o uso correto dos dons espirituais, exatamente assim como lhes dera a informação correta sobre a celebração da ceia do Senhor. Pois com estes dons estava ligada certa porção de perigo, visto que eram, falando de modo mais geral, fenômenos sobrenaturais que procediam do ESPÍRITO e

que pertenciam à Sua esfera. Ele, para colocar seus ouvintes na posição correta frente à admoestação que está para fazer, e para conservá-los no adequado estado de humildade quanto à sua total falta de mérito na aceitação destes dons, lembra-os de sua anterior situação gentia: Sabeis que uma vez éreis gentios, sendo levados aos ídolos mudos, do modo como éreis conduzidos. Aqui estão expressos dois pensamentos, a saber, que o paganismo é uma alienação do verdadeiro DEUS, e que ele é uma escravidão da pior espécie.
Ser conduzido ao culto de ídolos, os quais o apóstolo carAtoseriza como mudos, sem voz, Sl. 115. 5; 135. 16, carAtoseriza todo o mundo pagão. Os gentios são levados a este culto tolo e fútil. Seus sacerdotes sabem muito bem do fato que o que afirmam não tem fundamento. Conservam, porém, o povo sob supersticiosa escravidão. Segundo o aceno de seus sacerdotes os gentios ignorantes se prostravam em culto aos seus ídolos mortos, cuja mudez fazia parte de sua nulidade, e que jamais retornaram com uma só resposta, não importando quão urgente fosse a súplica. O conhecimento de sua situação anterior foi assim como sempre, fazendo, por meio do contraste, aparecer em suas mentes a graça de DEUS de modo ainda mais maravilhoso.
Os coríntios, porém, ainda não entenderam exatamente a maneira como o ESPÍRITO de DEUS realizou Sua obra em seus corações, como exercia Seu poder. Isto levou Paulo a prosseguir na instrução deles. Por isso, para que pudessem formar um juízo correto das operações e dos dons do ESPÍRITO, ele os informa que ninguém quando fala pelo ESPÍRITO de DEUS diz: JESUS está amaldiçoado; e ninguém pode dizer: JESUS é Senhor, se não somente pelo ESPÍRITO SANTO. Os espíritos da falsidade e o da verdade estavam lutando entre si em Corinto, e aqui está registrado o grito de guerra de cada partido. Aquilo que estava amaldiçoado ou anátema, no sentido como usado pelos judeus, era votado a DEUS para a destruição, como estando sob Sua maldição. Dizer que alguém ou alguma coisa era anátema foi pronunciar o juramento da execração sobre a pessoa ou coisa em questão. Os judeus fanáticos fizeram este seu brado em seu ataque incessante contra a religião cristã, e a expressão tão chamativa foi capaz de ser abarcada pelas hordas gentias sempre que foi colocada em movimento qualquer demonstração contra os cristãos. Desde o princípio estava, pois, certo que ninguém que usava esta forma de blasfêmia podia ser considerado como alguém que falava pelo ESPÍRITO de DEUS. Sem interessar qual fosse neste sentido sua pretensão, o fato permaneceu que um tal blasfemador estava e precisava permanecer fora do âmbito do cristianismo até que mudasse completamente. Nesse ponto também merece ser considerada a observação de Lutero: “Pois o que ele aqui chama ‘amaldiçoar JESUS’ não é somente isto, que uma pessoa blasfema publicamente e amaldiçoa o nome ou a pessoa de CRISTO, como o fizeram os judeus ateus ou os gentios.... mas [isto também é feito] quando qualquer um dentre os cristãos louva o ESPÍRITO SANTO, mas não prega corretamente a CRISTO como o fundamento de nossa salvação, mas o negligencia e o rejeita em favor de algo diferente, com o pretexto que isto se deriva do ESPÍRITO SANTO e é muito melhor e mais necessário do que a doutrina comum do evangelho.”15) Por outro, a sincera confissão: JESUS é Senhor, é um produto de verdadeira fé, e por isso não pode ser

feito pela razão e força de qualquer pessoa. Cf. 1.Jo. 4. 2ss. É um reconhecimento de CRISTO com a plena percepção de Sua obra da redenção, tal como operada pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Mas, visto que esta confissão pública é a obra principal dos pastores cristãos, segue que estas obras do apóstolo se aplicam a estes com força invulgar. “Chamar JESUS o Senhor é confessar-se Seu servo e só buscar sua honra, como alguém que foi enviado por Ele ou que tem Sua palavra e mandamento. Pois aqui ele fala principalmente do ofício que prega de CRISTO e que traz Seu mandamento. Onde este ministério está em uso e dirige as pessoas a CRISTO (como para o Senhor), isto com certeza é a pregação do ESPÍRITO SANTO.... Desta forma também não pode ser feito sem o ESPÍRITO SANTO, quando qualquer cristão em seu labor ou em sua situação chama com toda sinceridade CRISTO seu Senhor, isto é, conclui com certeza que nisso O está servindo.”16)

Esta unidade na fé e na confissão traz agora ricos frutos em “distribuições de dons da graça, serviços e trabalhos”: Mas há distribuições, diversidades, variedades de dons, mas o mesmo ESPÍRITO; e há variedade de ministérios, mas o mesmo Senhor; e há variedades de efeitos, mas o mesmo DEUS que opera, que realiza, tudo em todos. Aqui o apóstolo contrasta os ídolos mudos dos gentios com o DEUS trino onipotente dos cristãos, sendo que o primeiro é incapaz de falar ou de exercer qualquer poder, mas o último se revela com onipotente poder na igreja e na congregação dos santos. O ESPÍRITO, o Senhor e DEUS Pai estão incessante e graciosamente ativos na edificação da igreja por meio dos talentos que concederam aos cristãos individuais. Todos os eminentes dotes, qualificações, capacidades dos cristãos, e que são algo particular à sua condição como cristãos, sejam os de curar, de milagres, de línguas, de profecia, de excelente exposição da Bíblia, de edificante aplicação da palavra, são concedidos pelo ESPÍRITO SANTO, por aquele um ESPÍRITO. E estes dons maravilhosos da graça são aplicados na igreja nos vários ofícios e ministérios, que são as múltiplas funções e esferas de trabalho, Ef. 4.12, mas sempre sob a direção do único Senhor, JESUS CRISTO, o Rei da Igreja, e afeitos a Ele. É no interesse Dele que os cristãos sempre deviam usar seus dons, cada um sem exceção qualquer na forma como CRISTO lhos repartiu. Pois, somente quando os vários dons, nos multiformes ofícios e postos, forem usados no serviço do único Senhor, será alcançado o propósito do Senhor quando concedeu os dons. Desta forma há, finalmente vários efeitos das atividades dos cristãos, proporcionais aos dons e à sua posição de trabalho. Mas é um só DEUS que constantemente efetua tudo quanto é necessário para o bem de Sua igreja, e Ele reparte a todos os verdadeiros cristãos incessantemente do rico tesouro dos Seus dons. Desta forma o DEUS trino é o manancial de toda graça e poder na igreja, sendo o despenseiro imediato de todo bem e dom perfeito. “O ESPÍRITO acende o fogo dos dons da edificação, o Filho direciona os raios dos ministérios da edificação, o Pai cria o calor das forças de edificação: Numa essência indivisa o DEUS trino governa Sua igreja; que insulto causar divisões em seu meio!”17)

KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concórdia Publishing House.

«...a respeito...» Provavelmente uma referência à inquirição feita pelos crentes de Corinto, em uma missiva dirigida a Paulo, como também se vê em I Cor. 7:1. Ou então essa expressão pode ser uma simples designação de modificação de assunto, em que se passaria para outro tema.
«...não quero que sejais ignorantes...» Essa fórmula paulina indica os assuntos que merecem nossa cautelosa atenção. (Ver I Cor. 10:1 e comparar com Rom. 1:13; 11:25; II Cor. 1:8; I Tes. 4:13). Porém, também pode estar subentendido que a despeito de todo o seu pretenso conhecimento, bem como da posse de tais dons, devido ao seu abuso, faltava-lhes o conhecimento essencial a respeito desses dons e de seu propósito. Aqueles coríntios vinham usando os dons espirituais para sua própria exaltação, como parte de suas facções e de sua adoração a «heróis», ao invés de fazerem-no para a glória de CRISTO. Ora, isso era uma «ignorância» essencial sobre a questão da natureza e do uso dos dons espirituais.
«...irmãos...» Essa palavra é de vez em quando usada por Paulo para suavizar suas declarações ásperas, mostrando seu afeto, reconhecendo que estava identificado com eles, em CRISTO, conforme tem sido frequentemente empregado em outros trechos desta epístola. (Ver I Cor. 1:11,26; 2:1; 3:1 e 10:1). Paulo também empregou a expressão «meus amados», em I Cor. 10:14. Mas, em I Cor. 11:1, volta ele a empregar a palavra «irmãos».
«...ignorantes...», isto é, acerca dos meios, dos usos e dos propósitos dos dons espirituais, especialmente em face do fato que servem para exaltar a JESUS CRISTO e devem proceder da parte do ESPÍRITO SANTO (ver o terceiro versículo deste capítulo), em contraste com sua anterior idolatria, que envolvia todas as modalidades de elementos prejudiciais (ver o segundo versículo). Os verdadeiros dons espirituais e seu devido emprego devem ser encarados como um sinal digno de confiança que os crentes de Corinto tinham abandonado sua adoração idólatra, pertencendo agora a um novo Senhor. Porém, os abusos por eles cometidos punham tudo isso em dúvida. O grande derramamento do ESPÍRITO, que se observa na posse e uso dos autênticos dons espirituais, é tema da profecia de Joel. Até mesmo a antiga literatura judaica se referia ao mesmo como sinal da «nova era». Porém, o emprego desses dons espirituais deve ser feito de acordo com regras espirituais, pois, de outro modo, nada significarão.
«Tendo os crentes de Corinto se desviado de um cristianismo simples, prático, agora empregavam os dons do ESPÍRITO sem qualquer preocupação de edificarem a igreja. Antes, davam maior valor às carAtoserísticas mais espetaculares, aquelas que eram capazes de mais facilmente impressionar os sentidos. Por essa razão é que Paulo se sentiu constrangido a instruí-los no ‘verdadeiro e correto uso desses dons, advertindo- os contra a possibilidade de confundir a inspiração genuína com a excitação fanática (Neander, in loc.).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 189-190.
3. A cerca dos dons Ministeriais.
Ministérios são serviços ou funções exercidos na igreja local, como parte do Corpo de CRISTO, que é a sua Igreja. No âmbito cristão, ministérios são serviços que devem

ser exercidos por pessoas que tenham a mentalidade de servas de CRISTO. Quem não pode ser servo não pode ser ministro na Igreja de CRISTO. Ele disse que não veio para ser servido, mas para ser servo (Mt 20.28).
O LADO ESPIRITUAL DA IGREJA

Igreja de JESUS CRISTO é espiritual e humana. No lado espiritual, precisa de poder espiritual, de sabedoria espiritual, de capacitação espiritual. Daí, a necessidade dos dons espirituais, como foi visto no item anterior. O lado espiritual reflete a natureza da Igreja como organismo, ou o Corpo de CRISTO, Paulo discerniu bem o aspecto espiritual da Igreja, como organismo espiritual ao dizer: “Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, CRISTO, do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Ef 4.15,16).

O LADO HUMANO DA IGREJA
No lado humano, a Igreja precisa de liderança. E esta não pode ser exercida apenas pela capacidade humana, intelectual, teológica, por mais que tais capacitações sejam importantes. A liderança eclesiástica deve ser espiritual, ministerial e administrativa. Os ministérios ou serviços (gr. diakonion), indispensáveis ao ordenamento e o funcionamento da igreja dependem da graça de DEUS. Os dons ministeriais fortalecem a unidade da Igreja, atuando de modo equilibrado ao lado dos espirituais. Os líderes cristãos podem ter formação secular ou teológica, mas não podem prescindir da legitimação através dos dons que os capacitam para liderar o Corpo de CRISTO na Terra. Antes de tudo, precisam ter convicção da chamada de DEUS para serem servos-líderes.
JESUS, o Dono e Senhor da Igreja, só dá dons a homens que têm esse perfil de homens-servos. Os dons espirituais estão à disposição de todos os crentes, de todos os salvos. Mas os dons ministeriais são específicos para homens que têm a chamada de DEUS para o ministério de servir à Igreja.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 20-21.
Ef 4.11. Paulo passa a falar agora dos dons específicos que Ele deu aos homens. A luz dos versículos 7, 8 não devemos entender concedeu como um mero equivalente para “designou”. Todos, em seus ministérios particulares, são dons de DEUS à Igreja. “Devemos a CRISTO o fato de termos ministros do evangelho”, diz Calvino. A Igreja pode indicar homens para diferentes trabalhos e funções, mas, a menos que tenham os dons do ESPÍRITO e sejam, portanto, eles mesmos os dons de CRISTO à Sua Igreja, sua indicação será sem valor. A expressão também “serve para lembrar aos ministros que os dons do ESPÍRITO não são para enriquecimento pessoal, e sim para enriquecimento da Igreja” (Allan).
Se esta epístola tivesse sido escrita numa data posterior, conforme o pensamento de alguns, seria quase impossível não existir referência ao ministério local dos bispos, presbíteros e diáconos, os quais se tornaram da maior importância para a Igreja. Assim, o apóstolo não está pensando nos ministros de CRISTO em seus ofícios, mas sim em seus dons espirituais específicos e suas tarefas, e havia muitos que não

estavam limitados a uma determinada localidade no exercício de suas funções para a edificação da Igreja. Este fato explica a seleção que encontramos aqui e na lista semelhante em 1 Coríntios 12:28.
Em primeiro lugar estavam os apóstolos. A palavra apóstolos é usada no Novo Testamento com três sentidos diferentes. Podia significar simplesmente um mensageiro, como é aparentemente o caso em Filipenses 2:25 sentido esse que podemos deixar de lado aqui. Era usada acima de tudo para os doze, que por todo o Novo Testamento ocuparam uma posição especial e preeminente (1 Co 15:5; Ap 21:14). Mas lemos a respeito de outros como apóstolos, não apenas o próprio Paulo e Barnabé (At 14:14), mas também Tiago, o irmão do Senhor (G1 1:19), Silas (1 Ts 2:7), e Júnias e Andrônico que são mencionados apenas em Romanos 16:7. De fato, parece terem existido alguns que podem ser verdadeiramente chamados de apóstolos (1 Co 15:7), mas que não conhecemos nem de nome. De acordo com as palavras de Paulo em 1 Coríntios 9:1 parece que uma das qualidades para o apostolado era a de ter visto o Senhor JESUS ressurreto, e de ter sido enviado por Ele, e, dessa forma, ter assumido pessoalmente o compromisso como membro considerado fundador (Ef 2:20), consagrado ao trabalho de edificação da Igreja. 1 Se a qualificação para ser apóstolo era a de ter visto o Senhor ressurreto e de ter sido enviado por Ele, a prova de ser apóstolo eram seus labores no poder de CRISTO, inclusive “por sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2 Co 12:12).

Os profetas (veja comentário sobre 2:20 e 3:5) estavam intimamente associados a eles na obra da edificação da Igreja a partir de seus fundamentos e eram, portanto, essenciais como dons de CRISTO à Igreja. É difícil, para nós, ver de uma forma isolada o ministério dos profetas, mas eles se destacam claramente no Novo Testamento como homens de fala inspirada, cujo ministério da palavra foi da máxima importância para a jovem Igreja. As vezes podiam prever o futuro, como em Atos 11:28 e 21:9, 11, mas tal como os profetas do Antigo Testamento, sua grande obra era proclamar a palavra de DEUS. Isto podia acontecer quando mostravam os pecados dos homens com poder convencedor (1 Co 14:24), ou quando fortaleciam a Igreja pela palavra de exortação. Esta segunda ideia está claramente ilustrada em Atos 15:32, onde se diz que “Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram”.

Os escritos apostólicos começavam a ser lidos largamente e aceitos como autorizados, e estes foram paulatinamente substituindo a autoridade dos profetas. Ao mesmo tempo, o ministério local assumiu cada vez mais importância, maior que a dos ministros itinerantes, e a isto, acrescentou-se o problema de que surgiram muitos falsos mestres e “profetas” por conta própria que iam de lugar em lugar, como vendedores ambulantes, cada um a oferecer sua mercadoria.
A seguir, vêm os evangelistas. Apenas duas outras referências no Novo Testamento aos evangelistas podem nos guiar às suas funções e trabalho. Em Atos 21:8 Filipe, cujas quatro filhas eram profetisas, é chamado de evangelista, e em 2 Tm 4:5 Paulo chama Timóteo para fazer “o trabalho de um evangelista”. Podemos presumir que o trabalho deles era uma obra itinerante de pregação orientada pelos apóstolos, e parece ser justo chamá-los de “a milícia missionária da Igreja” (Barclay).

Observação minha Não vejo evangelistas como itinerantes somente já que Timóteo dirigia igreja, bem como Filipe, sendo que ambos eram evangelistas, assim chamados nas escrituras - vejo que o ministério de evangelista é dado a homens que levam Palavra de DEUS a multidões, seja através de qualquer meio de propagação que utilizar, sendo que dons do ESPÍRITO SANTO operam em seus ministérios.

Juntos então, aparecem os pastores e mestres (palavras ligadas pelo mesmo artigo em grego). É possível que esta frase descreva os ministros da igreja local, enquanto as três primeiras categorias são consideradas como pertencentes à Igreja universal. Mais provavelmente, o pensamento dominante é ainda de funções e dons espirituais. Apóstolos e evangelistas têm a tarefa específica de plantar a Igreja em cada lugar, profetas a de trazer uma palavra específica de DEUS para uma dada situação. Os pastores e mestres são dotados para assumirem a responsabilidade pela edificação da Igreja dia a dia. Não há uma nítida linha divisória entre os dois. Os deveres do pastor são: prover o rebanho de alimento espiritual e procurar protegê-lo de perigos espirituais. Nosso Senhor utilizou esta palavra em João 10:11,14 para descrever Sua própria obra, sendo sempre Ele mesmo, o sumo Pastor (Hb 13:20; 1 Pe 2:25; 5:4), sob Quem os homens são chamados a pastorear “o rebanho de DEUS” (1 Pe 5:2; Jo 21:15; At 20:28). Cada pastor deve ser “apto para ensinar” (1 Tm 3,2; Tt 1:9), embora seja evidente que alguns possuem preeminentemente o dom de ensino, e pode-se dizer que formam uma divisão particular do ministério dentro da Igreja e que são um dom especial de CRISTO a Seu povo (At 13:1; Rm 12:7, 1 Co 12:28).

12. Agora são usadas neste versículo três frases para descrever o propósito dos dons espirituais que acabam de ser mencionados. A diferença de preposições em grego indica que elas não podem estar separadas, pois a segunda frase é dependente da primeira, e a terceira é dependente das duas que a precedem.1 Em primeiro lugar portanto, o ministério da Igreja lhe é entregue com vistas ao aperfeiçoamento dos santos. A palavra usada (katartismos) não se encontra em qualquer outro lugar do Novo Testamento, embora o verbo correspondente seja usado no sentido de consertar alguma coisa (Mt 4:21); de DEUS ter formado no princípio o universo de acordo com o modelo e ordem pretendidos (Hb 11:3); e de restaurar a saúde espiritual de alguém que sofreu queda (G1 6:1). Todavia, a palavra pode ter o sentido de “aperfeiçoar” o que está deficiente, na fé dos cristãos (1 Ts 3:10; Hb 13:21; 1 Pe 5:10) e podemos dizer com Robinson que a palavra dá a ideia de “levar os santos a tornarem-se aptos para o desempenho de suas funções no Corpo, sem deixar implícita uma restauração de um estado desordenado”. Alcançar tal condição não é um fim em si mesmo, mas tem um propósito que é de habilitá-los para o desempenho do seu serviço. Tão claramente quanto no versículo 7, isto deixa implícito que cada cristão tem um serviço a desempenhar, uma tarefa e função espirituais no corpo. A palavra empregada aqui (diakonia; ou o verbo correspondente) diz respeito ao serviço feito pelos servos da casa (Lc 10:40; 17:8; 22:26s; At 6:2), refere-se, portanto, não só ao trabalho específico daqueles que vieram a ser conhecidos como “diáconos”, mas é usada também num sentido mais geral da palavra que se refere a todo “serviço” da igreja (3:7).

O que é feito para os santos, e pelos santos, é para a edificação do corpo de CRISTO. A palavra oikodome foi utilizada em 2:21, mas tem aqui um sentido mais amplo. A Igreja vai sendo construída e aumentada e seus membros são edificados, à medida que cada membro usa seus dons individuais segundo o que o Senhor da Igreja ordena, e, desta forma, cada crente desempenha um serviço espiritual para com seus companheiros no Corpo e para com a Cabeça. Não há necessariamente confusão de metáforas quanto ao sentido dado a oikodomê com o corpo, mas o apóstolo acha que a metáfora do corpo é mais adequada do que qualquer outra por causa do que deseja falar logo adiante a respeito do crescimento e unidade da Igreja.

Ef 13. Todas as três frases no versículo 12 descrevem o processo que ocorre na vida da Igreja. Mas o apóstolo jamais poderia pensar em um processo sem fixar os olhos no alvo. O ponto de chegada da jornada da Igreja é descrito de três modos. O primeiro é a unidade da fé. Quando a fé (veja comentário sobre o versículo 5) é corretamente participada, pessoas com diferentes origens de erro e ignorância chegam a uma compreensão crescente da única “esperança”, a uma dependência também crescente do único “Senhor”, e, assim sendo, a uma apreciação progressiva do único “corpo”. O alvo, portanto, deve ser a unidade na fé.

Segundo, embora já se tenha dito o suficiente para tornar isto evidente, enfatiza-se que fé não é apenas aceitar-se uma coleção de dogmas, e obter-se assim a unidade. É algo mais profundo e mais pessoal. É a unidade no pleno conhecimento do Filho de DEUS (veja comentário sobre 1:17). Jamais conheceremos uma pessoa apenas com a mente; e o conhecimento de uma tal Pessoa deve envolver a mais profunda comunhão. Pois esta Pessoa é o Filho de DEUS, e esta é uma das raras vezes, em todas as epístolas paulinas, que este título aparece (Rm 1:4; G1 2:20; 1 Ts 1:10). Quando Paulo fala da relação do Senhor com Sua Igreja e com o propósito do Pai, em geral usa o título “CRISTO”, mas “quando O descreve como o objeto daquela fé e conhecimento em que nossa unidade será finalmente compreendida” (Robinson), fala dEle em Sua posição única como o Filho de DEUS.
Mas esse conhecimento, que é comunhão com o Filho de DEUS, envolve a experiência plena de vida “em CRISTO”, e, portanto, de desenvolvimento até a perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de CRISTO. Todas as diferentes expressões aqui falam de maturidade. A palavra traduzida por perfeita (teleios) possui a conotação de desenvolvimento pleno em 1 Coríntios 2:6; 14:20 e Hebreus 5:14. Varonilidade significa aqui o estado de ser adulto, como em 1 Coríntios 13:11, onde a palavra também é contrastada com nêpios, que é usada no próximo versículo aqui para designar crianças. O singular, além do mais, expressa novamente o pensamento de que maturidade envolve unidade; os “muitos” devem se tornar um “novo homem” (2:15). Então a palavra usada para estatura, que pode ter o sentido de idade (Jo 9:21, 23) ou de estatura física (Lc 19:3), fala figuradamente de maturidade, cujo padrão é nada menos que a plenitude de CRISTO. Tal como em 1:23, alguns interpretam esta expressão como “a medida do CRISTO perfeito”, perfeição esta que Ele atinge ao preencher-se de Sua Igreja. Outros entendem a expressão como aquilo que CRISTO preenche. Parece-nos que a melhor interpretação é a mesma que de 1:23, isto é, como posse completa dos dons e graça de CRISTO, os quais Ele procura

dar aos homens. Ele mesmo possui a própria plenitude de DEUS (Cl 1:19; 2:9); Ele quer que o cristão seja preenchido de tudo o que Ele possa comunicar. É irrelevante que este alvo possa ou não ser alcançado nesta vida. O importante é que o cristão deve marchar firme para frente levado por esta alta ambição.

Ef 4.14. Não mais deve haver imaturidade, que é própria de meninos (nêpioi), e que é carAtoserizada pela instabilidade face às pressões das diferentes doutrinas e padrões de vida. A expressão agitados de um lado para outro corresponde à forma verbal do substantivo kludõn, que diz respeito a um barco sacudido pela tempestade e levado ao redor. O verbo grego periphero que se encontra traduzido mais vivamente na NEB amiúde dá a ideia de uma agitação tão violenta que pode tontear uma pessoa. Os cristãos já percebiam a necessidade de se manterem firmes contra os vários tipos de vento de doutrina que a epístola correlata — Aos Colossenses — bem mostra. Suas atividades são primeiramente descritas pela palavra kubia, que literalmente significa “jogar dados”, dando então a ideia de trapaça, fraude ou artimanha, e, segundo, por astúcia (panourgia), palavra que foi usada como relação aos inquisidores de nosso Senhor em Lucas 20:23 e em 2 Coríntios 11:3 acerca da astúcia da serpente. Quando os homens se desviam do caminho da verdade (a palavra grega planê, “erro”, significa literalmente “desvio”), não hesitam em usar planos enganosos e meios astutos para levar outros a segui-los. O indivíduo instável e sem leme é facilmente desviado de seu rumo, pois não existem apenas aqueles que são enganados e se desviam sem o perceber, mas há também aqueles que aguardam a ocasião, e induzem outros ao erro (2 Tm 3:13).

Ef 4.15. Os pregadores da verdade, por sua parte, não podem nem devem usar esses métodos (2 Co 4:2); devem agir com toda simplicidade e retidão, mas ao mesmo tempo estarem prevenidos quanto aos métodos que seus inimigos podem usar. São embaixadores da verdade e devem ser encontrados seguindo a verdade. Além do mais, devem fazê-lo em amor. Os membros só podem ser saudáveis e fortes quando cada um é obediente ao Seu controle. O próximo versículo desenvolve este ponto.

Ef 4.16. É somente de CRISTO, como Cabeça, que o corpo recebe toda sua capacidade para crescer e para desenvolver sua atividade, recebendo assim uma direção única para funcionar como entidade coordenada. Em outras palavras, o corpo depende para seu crescimento e atividade: da direção do Senhor, de Sua provisão para tudo o que necessita (compare versículos 11, 12), e também do bom relacionamento entre os membros.
A “energização” de DEUS no corpo todo torna possível este funcionamento de cada parte, em sua medida e de acordo com sua necessidade. Esta pequena frase aparece novamente (1:4; 3:17; 4:2; 5:2), pois o amor determina que cada membro procurará a edificação de todos. Então, sem dúvida, se houver a comunhão da convivência em amor e a demonstração da verdade em amor, o aumento numérico virá como consequência natural.
Francis Foulkes. Efésios. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 97-104. Ef 4.11 O mesmo que levou cativos os poderes também concedeu dons à sua igreja: “os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e mestres”. Diferentemente do v. 7, onde se falava da distribuição de dons individuais para todos os membros da

igreja, Paulo aqui designa determinadas pessoas como dom de CRISTO. Em vista da proximidade do presente trecho com Ef 1.20-23 é preciso chamar atenção para o fato de que em Ef 1.22 o CRISTO exaltado foi “concedido” como cabeça sobre a igreja toda. Logo CRISTO é a “dádiva principal” para sua igreja, no seio da qual ele próprio “concede” determinadas pessoas.

De modo diverso da listagem análoga em 1Co 12.28-30, Paulo emprega aqui o artigo definido para cada uma das pessoas. Isso permitiria concluir que na carta aos Efésios não se trata da tarefa em geral, mas do grupo claramente delimitado de representantes incumbidos do serviço específico. Essa diferença também é constatável em relação a Rm 12.6s, onde são arroladas não as respectivas pessoas, mas cada uma das atividades: profecia, diaconia, exortação, etc.

No mesmo sentido Paulo havia falado também em Ef 2.20 do “fundamento dos apóstolos e profetas” e em Ef 3.5 de “seus santos apóstolos e profetas”. Diante das demais considerações em Ef 4.12ss, parece que essa ênfase refere-se especificamente às tarefas de proclamação, direção e ensino. Por isso não são mencionados aqui outros dons da graça que aparecem em Rm 12 e 1Co 12.

Não se deve esquecer que também na primeira carta aos Coríntios os dons da palavra e as pessoas agraciadas com eles aparecem no começo das respectivas listas, de modo que o tratamento do conflito causado por fenômenos entusiastas é marcado por uma clara premissa: isso diz respeito em 1Co 12.8 à palavra da sabedoria e à palavra do conhecimento, dadas pelo ESPÍRITO, e em 1Co 12.28 “primeiramente a apóstolos, em segundo lugar a profetas, e em terceiro lugar, a mestres”. A combinação de “profetas e mestres” ocorre em At 13.1. Em 1Tm 2.7 (também em 2Tm 1.11) Paulo relaciona consigo mesmo o serviço de “pregador” (cf. “evangelista”), apóstolo e mestre (dos gentios). É digno de nota que também esse trecho está visivelmente próximo de Ef 4.4ss: a confissão do único DEUS e do único Mediador entre DEUS e os humanos, que se “deu” como pagamento de resgate, é seguida pela transição para a investidura de Paulo como “arauto” desse evento de salvação.

Segundo esse pensamento CRISTO presenteou sua igreja com dons, i. é, com pessoas incumbidas e capacitadas que possuem uma relevância fundamental para a construção e o crescimento da igreja. Trata-se aqui daqueles que proclamaram e explicaram o evangelho da salvação em JESUS CRISTO de acordo com a situação atual dos ouvintes, bem como firmaram, exortaram e encorajaram as incipientes igrejas através dessa palavra.
Nesse contexto duas coisas são irrenunciáveis: a importância das referidas pessoas como “detentores de cargo” não vem delas mesmas. Pelo contrário, são presentes do Senhor à igreja dele. Elas, por sua vez, receberam seus dons daquele que é o verdadeiro presente para a igreja (Ef 1.23). Possuem importância fundamental para a constituição da igreja, motivo pelo qual de forma alguma podem ser arbitrariamente substituídos.
Ef 4.12 A finalidade para a qual CRISTO concedeu os “dons” é indicada por meio de três segmentos da frase. A concatenação das diversas afirmações entre si apresenta alguns problemas. Em especial cumpre esclarecer se a parte intermediária “para a obra do serviço” se refere aos santos ou aos “detentores de cargos” no sentido

daqueles que são incumbidos “de uma obra do serviço”. Uma vez que isso não pode ser decidido unicamente com base na estrutura gramatical, é preciso dar a seguinte explicação a partir do contexto: as diversas pessoas incumbidas foram dadas “para o preparo (grego: pros) dos santos para (grego: eis) a obra do serviço, para (grego: eis) a edificação do corpo de CRISTO”. Portanto, o sentido seria este: os “detentores de cargos” têm a tarefa de preparar os crentes a fim de que eles por seu turno possam assumir serviços. O corpo de CRISTO é edificado por meio de ambas as atividades – o preparo por meio dos grupos citados (em seu todo, não apenas por pastores e mestres) e a obra dos santos.

O termo “preparar” é empregado no NT no sentido de “equipar”, “firmar”: p. ex., conforme 1Ts 3.10 Paulo visa consolidar a fé dos tessalonicenses acrescentando aquilo que ainda lhes falta. Em 1Co 1.10 o termo refere-se a “cunhar o caráter” em vista da unidade da igreja (cf. Gl 6.1). Nisso os membros da igreja devem ajudar-se uns aos outros (cf. 2Co 13.11). Em consonância, a tarefa dos pregadores, dirigentes e pastores consiste em firmar e fortalecer os crentes na confiança em JESUS CRISTO, bem como equipá-los para a percepção de suas próprias tarefas. Na verdade podemos relacionar “a obra do serviço” (grego: ergon diakonias) sobretudo com o serviço ao evangelho, a proclamação. Contudo, isso salienta apenas a carAtoserística especial da diaconia incumbida por JESUS CRISTO: pelo fato de que o próprio Senhor é o servo (Lc 22.27; Jo 13.4ss) e sua vida, paixão e morte são o “serviço” por excelência (Mc 10.45; par.), que é disseminado exclusivamente pela proclamação do evangelho, por isso toda a diaconia brota dessa palavra e é sustentada por ela. Por essa razão uma diaconia desse tipo é predominantemente “diaconia da reconciliação” (2Co 5.18) e consiste no “serviço ao evangelho” (cf. Fp 2.22).

Em uma forma de expressão comparável ao presente versículo Paulo encoraja os coríntios em 1Co 15.58 a destacar “na obra do Senhor” (cf. 1Co 16.10 a respeito de Timóteo), evidentemente descrevendo assim a abrangência total da atuação cristã. O cumprimento das respectivas tarefas por pessoas santas especificamente incumbidas serve à “edificação do corpo de CRISTO”. Foi citada, portanto, a palavra básica da vida da igreja em seu todo: tudo o que acontece dentro da igreja local e na igreja cristã em geral precisa servir à “edificação”. Isso marca a linha básica da argumentação diante da igreja em Corinto: na igreja tem vez não o que talvez até seja lícito, individualmente emocionante, mas só aquilo que edifica (1Co 10.23; 14.3s,14,26), e por isso sobretudo o amor (1Co 8.1).

Ef 4.13 A edificação, o crescimento do corpo de CRISTO, estão direcionados para um alvo que é indicado neste versículo. A expressão “chegar” pode significar literalmente alcançar um lugar (diversas vezes em At: p. ex., At 16.1; 18.19; etc.), mas também pode ser usada em sentido figurado (o fim dos tempos chegou: 1Co 10.11). Assim como aqui, em Fp 3.11 ela implica a atenta orientação rumo ao alvo visado, quando Paulo afirma de si: “para alcançar a ressurreição dentre os mortos”.

Pode parecer estranho que desde já a igreja seja a “plenitude de CRISTO”, concidadã crente dos santos, família de DEUS, pedra no templo santo, e que apesar disso ainda se diga que haverá um crescimento, um vir a ser. A mesma duplicação já chamara atenção no contexto da herança colocada à disposição: os direitos já foram

transferidos, mas ainda não se tomou posse dela (Ef 1.18; 2.7). Consequentemente a plenitude de CRISTO é ponto de partida e alvo de todo o crescimento.
Agora isso passa a ser relacionado a uma situação concreta: na realidade pode haver na igreja uma só fé, visto que esta só pode ser fé em um só Senhor JESUS CRISTO (Ef 4.5). Na realidade a “unidade do ESPÍRITO” é algo dado, porque o ESPÍRITO SANTO é um só (Ef 4.3). Não obstante cabe “segurar” essa unidade, ou “chegar” a ela. A força motriz de todos os esforços nessa direção não é a utopia de uma igreja unificada, mas a realidade do único corpo de CRISTO.

A unidade da fé está estreitamente ligada à “unidade do conhecimento”, que por sua vez se concentra no “Filho de DEUS”. Em Ef 1.17-19 Paulo já suplicara pelo ESPÍRITO da sabedoria, para que os leitores reconheçam a esperança e a força resultante da ressurreição de CRISTO. De maneira semelhante Cl 2.2 interliga o esforço para que “os corações sejam unidos em amor” e o “conhecimento do mistério de DEUS: CRISTO”. Por isso uma fé aumentada e um conhecimento aprofundado do Filho de DEUS carAtoserizam o crescimento da unidade eclesial.

O “ser humano perfeito” deve ser entendido como a pessoa amadurecida, adulta. Isso é elucidado pela segunda expressão: “para a medida cheia da plenitude de CRISTO”. “Medida plena” é a tradução literal para “medida da idade da vida” ou também “medida da estatura”. Trata-se da “idade adulta” ou da “medida cheia da figura”. O trabalho dos encarregados edifica o corpo de CRISTO. Terá alcançado seu tamanho completo “quando todos que são destinados à igreja segundo o plano divino de salvação pertencerem à igreja... A igreja, que é o corpo do CRISTO, constitui na estatura completa o pleroma de CRISTO.”

Ef 4.14 Tendo esse alvo diante dos olhos, Paulo passa à análise dos problemas com os quais os destinatários da carta estão sendo confrontados. Estabelece uma relação com a figura da pessoa adulta à qual os crentes devem “chegar”, e exorta que superem a imaturidade e a idade infantil: “para que não mais sejamos menores”, que se deixam influenciar facilmente.

A falta de firmeza mostra-se particularmente desvantajosa na associação com uma ilustração da navegação: “agitados de um lado para outro pelas ondas e levados ao redor por todo vento de doutrina”. Quando falta crescimento na fé e no conhecimento do Filho de DEUS (v. 13) na vida da igreja ou do cristão, quando o trabalho na igreja não serve ao objetivo da edificação do corpo de CRISTO, então tal situação se assemelha à de um navio que está indefesamente exposto ao jogo do vento e das ondas. No caso, “toda espécie de doutrina” não se refere ao “calor” externo da perseguição anticristã (cf. 1Pe 4.12), mas à multiplicidade das heresias cristãs.

15 Ao ardil e ao engano são contrapostas “verdade” e “amor”: “e falar a verdade em amor”. Nessa formulação aparece (de forma cruzada) no lugar do engano a verdade, enquanto a artimanha é superada pelo amor.
A expressão “falar a verdade” (grego: aletheuein) ocorre somente neste versículo e em Gl 4.16, podendo também ser traduzida por “ser veraz”. A marca da revelação de JESUS CRISTO é a luz, a verdade (cf. Jo 1.14,17; etc.). Em consonância, o evangelho é “palavra da verdade” (Ef 1.13; Cl 1.5; cf. Gl 2.5,14). Logo, também os mensageiros do evangelho são marcados em todo seu serviço pela verdade. Isso é ilustrado, p. ex.,

de forma impressionante em 2Co 4.2: “Rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de DEUS; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de DEUS, pela manifestação da verdade.”

A verdade deve ser dita “em amor”, pelo que se rejeita qualquer artimanha. A franqueza resultante da verdade alia-se à cordialidade e à retidão que brotam do amor (cf. Fp 2.1). O que vale para a relação entre fé e amor (Ef 1.15) também deve ser aplicado à relação entre verdade e amor: ambos têm origem na revelação de DEUS e são confiados aos crentes para o trato uns com os outros.
O que vale para cada cristão (aumento na fé, no amor e particularmente no conhecimento do amor de CRISTO: Ef 3.17ss) deve impAtosar toda a igreja.
16 A partir do cabeça resulta, no encerramento dessas considerações sobre a unidade e o crescimento do corpo que CRISTO presenteia com dons, o ensejo de ilustrar resumidamente a concomitância e o entrelaçamento desse organismo singular. Viabilizado por esse cabeça e emanando dele “o corpo todo efetua... o crescimento do corpo para a edificação de si próprio no amor”. O corpo “todo”, até as menores ramificações, recebe de CRISTO impulso e vigor para o crescimento, para a edificação. Como em Ef 2.20ss, aparecem também aqui lado a lado as figuras do corpo e da construção. Com o crescimento do corpo em direção do cabeça amplia-se também a construção, favorecendo a sua conclusão.
Todo o corpo é “bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta de apoio”. De maneira muito semelhante, Paulo diz, em Cl 2.19: “... o cabeça, a partir do qual o corpo todo é apoiado por articulações e tendões e mantido coeso e cresce pelo agir de DEUS.”
Quando se entende o v. 16 como síntese de Ef 4.7-15, as “juntas de apoio”, que possuem uma função central para a coesão do corpo, serão relacionadas com as pessoas incumbidas das tarefas citadas no v. 11.
Na seqüência, Paulo destaca as tarefas específicas dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres no preparo dos santos, para que a igreja de CRISTO possa alcançar a idade adulta e resistir a doutrinas ardilosas e enganosas. Por fim o apóstolo enfoca novamente a cooperação de todos na edificação do corpo. A carAtoserística marcante de toda a incumbência é que a edificação acontece “no amor” (v. 13). Isso sucede quando o conhecimento do amor de CRISTO (Ef 3.19) cresce mais e mais e por isso também se fala a verdade em amor (Ef 4.15).
Eberhard Hahn. Comentário Esperança Cartas aos Efésios. Editora Evangélica Esperança.
A Classificação dos Dons (4.11)
Tudo indica que Paulo, quando escreveu estas palavras, tinha em mente a lista dos ministérios relacionados em 1 Coríntios 12.28. A passagem coríntia compreende uma lista mais longa de dons espirituais (charismata). Mas nesta passagem, Paulo está interessado em apresentar os ofícios necessários para a expansão e sustento da igreja.
O Propósito dos Dons (4.12-16)

Falando principalmente da vida interior da comunidade cristã, Paulo descreve o propósito para o qual CRISTO deu à igreja estes ministérios. Pelo menos quatro dimensões do propósito divino são distinguíveis.
a) Estes ministérios são dados para edificar ou construir o corpo de CRISTO (12). b) Estes dons ministeriais são dados para promover maturidade.

A unidade da fé e do conhecimento do Filho de DEUS constitui o meio do amadurecimento (cf. RA). A unidade é um dom do ESPÍRITO (cf. 3), mas requer-se fé e conhecimento para recebê-la. Os membros da igreja podem e devem ter tal crescimento em maior medida enquanto o servem.
A varão perfeito refere-se ao nível de maturidade coletiva e individual na igreja, no qual o poder de DEUS se manifesta inteiramente em santidade e justiça. Tal estado será atingido em seu significado máximo futuramente, quando possuirmos a graça de CRISTO na perfeição da ressurreição (cf. Fp 3.7-16).
A medida da estatura completa de CRISTO é o padrão de medida que determina a maturidade cristã. Hodge escreve: “A igreja se torna adulta, homem perfeito, quando alcança a perfeição de CRISTO”. A chave para interpretar o versículo é a expressão estatura completa de CRISTO. Qual é esta estatura? Salmond diz que é “a soma das qualidades que fazem o que ele é”. Quando a igreja está à altura da maturidade plena do seu Senhor, ela é perfeita. E à medida que cresce em direção a essa maturidade, ela fica mais próxima de sua meta em CRISTO. Precisamos também destacar que não há crescimento na igreja separadamente de nosso crescimento individual como crente. É cada um de nós individualmente que tem de se dirigir com empenho à estatura completa de CRISTO.
c) Estes ministérios são dados para garantir a estabilidade na igreja diante de doutrinas divergentes e do engano de homens (14). Esta é consequência natural da maturidade, como Paulo indica por sua frase introdutória: Para que não sejamos mais meninos.
Aqueles que introduzem falsos ensinos, nos quais os crentes instáveis caem vítimas, enganam a si mesmos e também enganam fraudulosamente os outros. Esta fase é mais bem traduzida por “fazem uso de todo tipo de dispositivo inconstante para induzir ao erro” (Weymouth). Eles usam de engano (lit., “jogo de dados”). Metaforicamente, veio a significar “artimanha” (BJ, RA). Moule declara corretamente o aviso de Paulo: “Há pessoas próximas de vós que não só vos desviam, mas o fazem de propósito, pondo armadilhas premeditadas e organizando métodos bem elaborados, com o objetivo de afastá-los de CRISTO a quem eles não amam”. A única proteção adequada contra a sutileza da heresia é uma fé crescente e um conhecimento progressivo da verdade. Os ministros têm de proporcionar a oportunidade de tal maturação para assim garantir a estabilidade na igreja.
d) Estes ministérios são dados para possibilitar o crescimento em CRISTO. Seguindo a verdade (15) é derivado do verbo grego aletheuo, geralmente traduzido por “falar a verdade” (cf. CH, NTLH). Mas há mais no pensamento de Paulo do que proferir sons articulados. Ele pensa em termos de viver e agir. Dale comenta: “A verdade tem de ser a vida de todos os cristãos. A revelação de DEUS em CRISTO tem de influenciar e inspirar todas as atividades dos cristãos. A verdade tinha de se encarnar nos efésios,

tinha de se corporificar neles. [...] Não era apenas para falar, mas para vivenciá-la”. E esta vida era para ser vivida em caridade (“em amor”, ACF, AEC, BAB, BJ, CH, NVI, RA), quer dizer, com os motivos e inclinações que o amor evoca. As pessoas confessam e vivem asperamente certa porção de verdade, mas a comunidade cristã sempre tem de se expressar em amor.

No versículo 16, o apóstolo retorna à analogia do corpo e se serve disso para enfatizar a unidade que CRISTO, a cabeça, traz para a igreja. Ele visualiza a estrutura maravilhosa e intricada do corpo humano com suas partes unidas de modo bem ajustado e ligado (“bem unido e consolidado”, NEB). Na analogia, juntas referem-se aos ligamentos pelos quais as partes do corpo se unem. Quando o corpo está funcionando segundo ajusta operação de cada parte, quer dizer, quando cada parte é ativada de acordo com o seu propósito, a harmonia prevalece e o crescimento é certo. Em suma, Paulo vê a unidade da igreja em termos orgânicos e não organizacionais. A verdadeira unidade é interior e resultado de um organismo saudável. O ESPÍRITO cria essa unidade; não é obra de homens, por mais inteligentes ou apessoados que sejam. Quando esta unidade prevalece, compartilhada por cada membro e motivada pela fidelidade de ministros talentosos, a igreja cresce em simetria e beleza, para espanto do mundo não crente.

Nos versículos 4 a 16, o pensamento da medida da estatura completa de CRISTO sugere o tema “O Alvo Ultimo do Cristão”. 1) O meio para esse fim. Ensinar e pregar a Palavra de DEUS, 11,12; 2) O compêndio do ideal, 4-7,15. A fé incorporada e o corpo incorporado, 16; 3) A proximidade da meta num caráter estável, 14. CRISTO no trono do coração. A igreja unida (G. B. Williamson).
Willard H. Taylor. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 160-163.
OS DONS VOCACIONAIS Romanos 12:6-8
Repartir, Dividir, Distribuir; Presidir, Aquele que dirige; Misericórdia (Sentimento doloroso causado pela miséria de outro).
Autor desconhecido.

III - CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Os dons são importantes.
OBJETIVOS DOS DONS

Glorificação de JESUS Jo. 16: 14 Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
Expansão do Evangelho Rom. 15:19 Por força de sinais e prodígios, pelo poder do ESPÍRITO SANTO; de maneira que desde Jerusalém e circunvizinhanças, até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de CRISTO.

Edificação da Igreja I Cor. 14: 12 Assim também vós, visto que desejais dons espirituais, procurai progredir, para a edificação da Igreja.
Confirmação da Palavra Mc. 16: 20 E eles, tendo partido, pregaram a em toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.

FATBI. Faculdade Teológica Bereana Internacional Módulo De Teologia Sistemática Curso Bacharelado Em Teologia.
2. Diversidade dos dons.
Dons de manifestação do ESPÍRITO

Vamos agora classificar ou agrupar os dons com o objetivo de entender melhor o assunto. A primeira classificação é a dos dons de manifestação do ESPÍRITO em número de nove, conforme I Coríntios 12.8-10. Esses dons são formas de capacitação sobrenatural de pessoas, para a “edificação do corpo de CRISTO” como um todo, e também para a bem-aventurança de seus membros, individualmente (vv.3-5,12,17,26). Os capítulos 12 a 14 de I Coríntios têm a ver com esses maravilhosos dons. Eles são de atuação eventual, inesperada e imprevista (quanto ao portador do dom), tudo dependendo da soberania de DEUS na sua operação. Esses dons manifestam o

saber de DEUS, o poder de DEUS e a mensagem de DEUS.

Agora o apóstolo mostra como se manifestavam os vários dons do ESPÍRITO, nos quais a congregação era tão rica, e qual o propósito que eles deviam guardar em mente: Mas a cada um (cristão) está sendo dada a manifestação do ESPÍRITO visando o proveito comum. Ele fala de modo muito geral, afirmando que cada cristão possui algum dom da graça, um dom que não foi meramente derramado sobre ele em certa ocasião no vago e distante passado, mas que lhe é concedido dia após dia. Por isso, seu alvo e objetivo não é servir ao engrandecimento e gozo pessoal, mas ser colocado à disposição e ao ministério do proveito espiritual da congregação inteira e da igreja. Cada cristão devia revelar-se um bom despenseiro da multiforme graça de DEUS, 1.Pe. 4.10; Mt. 25.14-30.

Paulo mostra por meio de certo número de exemplos como exatamente os talentos espirituais dos cristãos individuais deviam servir para o benefício da congregação toda:
A um foi dada pelo ESPÍRITO, por meio do Seu poder,

1- A palavra de sabedoria.
Observação minha -Esse dom tem a ver com a sabedoria de DEUS a respeito do futuro - Onipresença de DEUS - Exemplo: Profeta ágabo prevendo seca no mundo - At 11.28 - e prevendo que Paulo seria preso em Jerusalém At 21.11; - No AT vemos Elizeu prevendo que o general da Síria mataria o rei e governaria em seu lugar matando muitos dos judeus 2 Rs 8.11.
2- Mas a outro foi dada a palavra de conhecimento.
Observação minha -  Esse dom tem a ver com o conhecimento de DEUS a respeito do presente - Onipresença de DEUS - Exemplo: JESUS viu Natanael debaixo da Figueira estando ele muito distante dali - Jo 1.48. No AT vemos Elizeu dizendo para o rei em Israel o que o rei da Síria dizia a seus generais muito distante dali, preparando armadilhas para Israel.
3- A outro o discernimento de espíritos
Observação minha  Esse dom dá a visão do oculto, o que está por detrás de uma mensagem ou de uma ação do inimigo. Dá poder para ministrar

libertação a possessos de demônios. Exemplo - Paulo e a pitonisa de Filipos - At 16.18. Davi tocava sua harpa e Demônio saia de Saul - 1 Sm 16.23.
4- Na segunda série de dons, a um outro é dada fé, no mesmo ESPÍRITO, unicamente no Seu poder e outorga. Não é aquela fé que aceita a salvação em CRISTO, ou seja, não a fé que justifica, mas uma confiança forte e inabalável no DEUS onipotente ou no poder de CRISTO, como algo capaz de se revelar em feitos extraordinários e realizar o que aos homens parece impossível.18).
Observação minha - Esse dom acontece muito hoje na ressusrreição de mortos, principalmente na África - Exemplo - Paulo ressuscita Êutico At 20.10, Pedro ressuscita Dorcas - At 9.40 - No AT Elizeu ora e menino revive - 2 Rs 4.34.
5- A um outro foram dados na concessão do mesmo ESPÍRITO os dons das curas. Observação minha - São manifestações de DEUS curando vários tipos de doenças e enfermidades. Geralmente funciona em grupos de doenças. Exemplo - Algumas pessoas são usadas para determinadas curas como: dores de cabeça, enxaqueca, dores lombares. Sendo que para outros tipos de doenças não. Exemplo: Paulo orava e muitas doenças e enfermidades eram saradas, mas deixou seu companheiro Trófimo doente em Mileto. At 28.8,9; 2 Tm 4.20.
6- A operação de milagres ou de maravilhas - É o agir de DEUS na natureza, ou nas coisas que naturalmente não seriam mudadas. Um aleijado de nascença andar não é uma cura, é um milagre - um cego de nascença ver não é uma cura, é um milagre. Exemplo: Paulo orou por um coxo desde o ventre e ele andou - At 14.8 - o paralitico da porta do templo, chamada Formosa At 3.2 - No AT Sol ou a Terra parou para Josué vencer a Guerra Js 10.13, Mar se abriu - Êx 14.21, etc...
7- Paulo menciona no terceiro grupo de dons, que a outro cristão é dada a profecia Observação minha -  Esse dom tem como funções básicas a edificação, a exortação e a consolação - Pode ocorrer advinda de três fontes possíveis - Do homem, do Diabo ou de DEUS - Por isso deve ser julgada. São mensagens sobrenaturais que revelam uma comunicação intima do ser humano com DEUS. Não tem elemento prditivo ou sobre o passado. Exemplo: JESUS viu a fé dos condutores do palaítico - Mc 2.5 - JESUS fala sobre a tristeza dos discípulos e os consola - Jo 16.22.
8- Línguas - 4 tipos de línguas: Não proibais falar em línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).
1. Língua para oração: Quem fala em línguas fala diretamente com DEUS - I Co 14:2 - O que fala em língua edifica-se a si mesmo - I Co 14:4 -quem ora em línguas ora bem - I Co 14:14.
2. Língua para interpretação: Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.
3. Língua como sinal para incrédulo: "De modo que as línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos..."(I Co 14:22); estrangeiros ouvem em sua própria língua, ex: "Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua."(At 2:6). Pode alguém ser usado

para falar, por exemplo em alemão em algum lugar e uma pessoa presente alí, que fala alemão entenderá tudo o que DEUS quer falar-lhe.
4. Gemidos inexprimíveis: Do mesmo modo também o ESPÍRITO nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o ESPÍRITO mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rm 8:26) -oração intercessora.

9- Interpretação de Línguas:
"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado (ore tão baixinho que ninguém o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com DEUS."(I Co 14:26-28); "Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar."(I Co 14:13).

Dons de ministérios práticos São administrações de serviços práticos, individuais e em grupo (Rm 12.6-8; I Co 12.28-30). Nestas passagens, eles aparecem juntamente com os demais dons espirituais, e sob o mesmo título original charismata — “dons da graça”. São dons de ministração residentes no portador, pela natureza de sua finalidade junto às pessoas ou grupos: assistência, serviço, socorro, auxílio, amparo, provisão. São dons residentes nos seus portadores, pela natureza e objetivos de sua ação.

Estes dons têm sido pouco estudados na igreja. Daí os equívocos e dúvidas existentes. São da mesma natureza espiritual e sobrenatural dos demais dons da graça de DEUS. A Bíblia os coloca em conjunto com os demais dons (I Co 12.28). Ela usa para esses dons o mesmo termo original empregado para os dons de I Coríntios 12.4-10: charismata (Rm 12.6-8).
Ministério (Rm 12.7). Ministração, servir, prestar serviço material e espiritual, sem primeiramente esperar recompensa, reconhecimento, retribuição, remuneração, com motivação e capacitação mediante este dom. É servir capacitado sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO.
Ensinar (Rm 12.7). Ensinar no sentido didático, como deixa claro o original. E o dom espiritual de ensinar, tanto na teoria, como na prática; ensinar fazendo; ensinar a fazer; ensinar a entender; treinar outros. Educar no sentido técnico desta palavra. Não confundir com o ministério do ensino, que tem a ver com ministros do evangelho, segundo Efésios 4. II e Atos 13.1 (“profetas e mestres”).
Exortar (Rm 12.8). Exortar, aqui, é como dom: ajudar, assistir, encorajar, animar, consolar, unir pessoas desunidas, que não se falam; admoestar.
Repartir (Rm 12.8). O sentido no original é dar generosamente, doar, oferecer, distribuir aos necessitados em primeiramente esperar recompensa ou reconhecimento, movido pelo ESPÍRITO SANTO. Este dom ocupa-se da benevolência, beneficência, humanitarismo, filantropia, altruísmo.
Presidir (Rm 12.8). É conduzir, dirigir, organizar, liderar, governar, orientar com segurança, conhecimento, sabedoria e discernimento espiritual. Isso em se tratando

de igreja, congregação, instituição, etc. Para alguém presidir desta maneira, só mesmo tendo de DEUS este dom! A tendência natural de quem lidera e preside é ser duro, dominar somente pela autoridade, ser insensível.
Exercitar misericórdia (Rm 12.8). Este dom refere-se a assistência aos sofredores, necessitados, carentes; fracos, enfermos, presos, visitação, compaixão.
Socorros (I Co 12.28). Literalmente “achegar-se para socorrer”. É o caso de enfermos, exaustos, famintos, órfãos, viúvas, etc. È um dom de ação plural.
Governos (I Co 12.28). E um dom plural no seu exercício. Ê dirigir, guiar e conduzir com segurança e destreza. O termo original sugere pilotar uma embarcação com segurança, destreza e responsabilidade.
Dons na área do ministério
Esses dons são enumerados em Efésios 4.11 e I Coríntios 12.28, 29, a saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres.
Alvos e resultados dos dons espirituais. De acordo com I Coríntios 12.7, “a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”. Vejamos quais são os alvos e resultados dos dons espirituais:
1) A glorificação do Senhor JESUS em escala muito além da natural e humana (Jo 16.14).
2) A confirmação da Palavra de DEUS anunciada, pregada e ensinada (Mc 16.17-20; Hb 2.3,4).
3) O crescimento constante e real, em quantidade e qualidade, da obra de DEUS na igreja, na evangelização e nas missões (At 6.7; 19.20; 9.31; Rm 15.19\
4) A “edificação” espiritual da igreja de DEUS como um corpo e como membros individualmente (I Co 12.12-27). JESUS afirmou: “Eu edificarei a minha igreja” (Mc 16.18), mas na ocasião Ele não disse como ia edificar. Mas em Atos e nas Epístolas vemos que é em parte através desses dons divinos de que estamos a tratar.
5) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11,12). Isso jamais é possível por parte do homem, ou das coisas desta vida, mas é possível para DEUS (c£ Lc 18.27).
O exercício dos dons do ESPÍRITO. Toda energia e poder sem controle é desastroso. Estudando I Coríntios 14.26,32,33 e 40, vemos que DEUS nos concede dons, mas não é responsável pelo mau uso deles, por desobediência do portador à doutrina bíblica, ou por ignorância desta. A eletricidade quando domada nas subestações, torna-se apropriada ao consumo doméstico, mas nas linhas de alta tensão é letal e destruidora. Também não adianta ter um bom freio no carro sem o seu potente motor, como muitos fazem nas igrejas mornas, frias e secas. Elas têm freio e direção no “carro”, porém falta-lhes o ativo e poderoso motor.
O uso dos dons na igreja deve ser regulado e equilibrado pela Palavra de DEUS, corretamente entendida, interpretada e aplicada. A Palavra e o ESPÍRITO interpenetram-se e combinam-se em sua operação conjunta na igreja. A Palavra é a espada do ESPÍRITO, e o ESPÍRITO interpreta e emprega a Palavra.
Na igreja, a predominância da doutrina do Senhor corrige erros, evita confusão e repara estragos. Ela, quando ensinada e aplicada, neutraliza o fanatismo, que é zelo religioso sem entendimento — são exageros, práticas antibíblicas, emocionalismo, gritaria e outros desmandos. Por sua vez, quando o ESPÍRITO predomina, neutraliza

o formalismo, que é excesso de regras, regulamentos, legalismo, rotina religiosa, formalidades secas e enjoativas, mornidão, fórmulas, ritos e coisas assim.
Quem recebe dons de DEUS, a primeira coisa a fazer é procurar conhecer o que a Palavra ensina sobre o exercício deles. Em Corinto havia abuso dos dons, enquanto em Tessalônica havia carência deles, por tanto refreio.

No exercício dos dons e de outras manifestações do ESPÍRITO SANTO, ninguém que aja desordenadamente e cause confusão, dentro da congregação e fora dela, venha a dizer que está agindo assim por direção do ESPÍRITO SANTO. Ele não é o autor de tais coisas!

Responsabilidade quanto aos dons. É preciso haver responsabilidade quanto aos dons, a fim de que não haja mau uso deles.
1) Conhecer os dons. “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (I Co 12.1).

2) Buscar os dons. “Procurai com zelo os melhores dons” (I Co 12.31).
3) Zelar pelos dons. “Procurai com zelo os dons espirituais” (I Co I4.I).
4) Ser abundante nos dons. “Procurai progredir neles, para a edificação da igreja” (I Co 14.12, ARA).
5) Ter autodisciplina nos dons. “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (I Co 14.32).
6) Ter decência e ordem no exercício dos dons. “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Co 14.40).
Portanto, poder, curas, libertação e maravilhas devem carAtoserizar um genuíno avivamento pleno de renovação espiritual e pentecostal. No entanto, tudo deve ser livre de escândalos, engano, falsificação, e segundo a decência e ordem que a Palavra de DEUS preceitua (I Co 14.26-40).
Antônio Gilberto. Teologia Sistemática Pentecostal. Editora CPAD. pag.196-202.
Os dons de DEUS
Notemos o que Paulo diz: “E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos” (1 Coríntios 12.6).
A palavra “operações” refere-se ao método usado para pregar o evangelho. Para ser mais específico, refere-se à estratégia usada para que o evangelho alcance o mundo todo. Meios eficientes e programas para testemunhar o evangelho incluem a abertura de novas igrejas, reavivamento, estabelecimento e manutenção de escolas e hospitais. Essas ações pertencem às diversas operações que DEUS usa para o avanço do evangelho.
Os dons de JESUS
Paulo também diz: “E também há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (I Coríntios 12.5). Isso quer dizer que JESUS CRISTO tem dado o dom de ministrar a alguns cristãos, para que possam ocupar posição de liderança e realizar trabalhos dentro da igreja. Assim como toda organização na terra requer liderança responsável, a igreja, o corpo de CRISTO, também o exige.
O ministério é explicado em diversos lugares na Bíblia. Como exemplo, em I Coríntios 12.27-28 lemos:

“Ora, vós sois corpo de CRISTO e, individualmente, membros desse corpo. A uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro lugar mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”.

Com respeito a esses ministérios, Paulo escreveu em Efésios 4.11: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”. Esse versículo nos mostra que, como cristãos, não podemos escolher o tipo de ministério que gostaríamos de ter dentro da igreja. Sem dúvida, cada um de nós deve descobrir o dom de JESUS que nos foi dado e, então, servir a DEUS fielmente naquele tipo de serviço para o qual fomos escolhidos.

Os dons do ESPÍRITO
Concluímos, então, que os dons são dados pelo ESPÍRITO SANTO: “Há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo” (I Coríntios 12.4).
Dons do ESPÍRITO SANTO são os instrumentos de poder que levam adiante, com sucesso, a realização e administração do trabalho de DEUS em sua igreja.
Quando se planeja construir uma casa e o arquiteto, construtor e especialistas são escolhidos, todas as ferramentas e materiais necessários para a construção são trazidos e usados, para que o projeto obtenha sucesso e seja efetuado o mais rápido possível.
Quando há um grande trabalho a ser realizado para DEUS, os dons do ESPÍRITO SANTO são distribuídos a diferentes cristãos dentro da igreja, o corpo de CRISTO. Esses dons capacitam os cristãos a completar o trabalho de DEUS com responsabilidade e eficiência; e o trabalho desenvolve-se graças ao ESPÍRITO SANTO.
Existem nove dons do ESPÍRITO SANTO, e podem ser divididos em três grupos como segue:
1. Os dons de revelação
a. O dom da palavra da sabedoria
b. O dom da palavra da ciência
c. O dom de discernimento de espíritos
2. Os dons de poder
a. O dom de fé
b. O dom de cura
c. O dom de operar milagres
3. Os dons vocais
a. O dom de línguas
b. O dom de interpretação de línguas
c. O dom de profecia
Os dons de revelação referem-se à comunicação sobrenatural, revelada pelo ESPÍRITO SANTO ao coração daquele que recebe esse dom. O conhecimento de experiências e situações de outras pessoas, que é revelado mediante esses dons, só se tornará público quando a pessoa que recebe um ou todos esses dons decide falar.

Os dons de poder são dons grandiosos pelos quais o poder de DEUS se manifesta, a fim de transmitir uma resposta miraculosa mediante uma intervenção divina, sobrenatural. Por meio desses dons as pessoas e seu ambiente são transformados. Os dons vocais tratam da comunicação sobrenatural que o ESPÍRITO SANTO de DEUS revela, usando a voz humana. Não somente a pessoa que usa os dons, mas outras ao seu redor podem ouvir a comunicação, pois esses dons são recebidos pelos sentidos.

Todos os tipos de dons são distribuídos às pessoas pelo ESPÍRITO SANTO, de acordo com sua própria vontade, para o benefício e crescimento da igreja, o corpo de CRISTO.
DAVID YONGGI CHO. O ESPÍRITO SANTO, Meu Companheiro. Editora Vida. pag. 116-119.
3. Autossuficiência e humildade.
Utilizando Os Dons Espirituais
1. Não são meios pelos quais nos autoglorifiquemos. Tal atitude seria contrária ao inteiro espírito do evangelho. Mas que tal atitude havia na igreja de Corinto é algo que fica transparente no décimo quarto capítulo de I Coríntios.
2. Os dons espirituais visam a edificação, e devem servir de meios para conduzir os homens na direção da perfeição, em CRISTO (ver Efé. 4:11 e ss.).
3. Precisam ser exercidos no ambiente do amor (ver I Cor. 13), pois o amor é maior que qualquer dom espiritual. A nossa preocupação deveria ser: «Mediante o uso deste dom, como posso ajudar os homens a serem transformados mais profundamente segundo a imagem de CRISTO?» Ou então: «Como poderei servir a outros, material e espiritualmente, pelo meu ministério carAtoserizado por dons espirituais?»
4. Cada membro do corpo de CRISTO deveria possuir algum dom espiritual, e cada dom é uma função do corpo. Paulo emprega uma metáfora baseada na fisiologia, em I Cor. 12:12-31, a qual é mui instrutiva.
«...a graça que nos foi dada...» Todos os dons espirituais começam e têm por base a graça de DEUS, tal como o apóstolo dos gentios já havia demonstrado, em seu próprio caso, porque, ao ser chamado para o apostolado, foi chamado através da dispensação da graça de DEUS. (Ver o terceiro versículo deste mesmo capítulo). Todas as demais funções espirituais são igualmente alicerçadas nesse propósito divino, atuadas nos homens mediante o ESPÍRITO SANTO.
Neste ponto, a medida da fé e. a. «graça que nos foi dada» significam essencialmente a mesma coisa. Ambas as passagens referem-se à «graça» do ESPÍRITO, como fundamento de toda a outorga dos dons espirituais. Aquilo que fala da fé enfatiza a base em que a graça se desenvolve e floresce. Diz Brown (in loc.)
referindo-se ao terceiro versículo deste capítulo: «A fé é aqui vista como a entrada e como o canteiro de todas as outras graças, sendo assim a faculdade receptiva da semente renovada». A própria fé, cujo início tem lugar quando da regeneração, e que frutifica na vida cristã diária, por ser o princípio transmissor de vida, em si mesma é uma graça de DEUS, porque é conferida aos homens, embora sempre em cooperação com a vontade humana.

Neste versículo, «...dons...» é tradução do termo grego «charismata»,. O vocábulo grego técnico para todos os chamados «dons espirituais». Todos esses dons são proporcionados e inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, não 'se tratando meramente das manifestações miraculosas. Paulo não entra aqui em longa descrição sobre os dons do ESPÍRITO, e nem mesmo chega a mencionar os dons especialmente «miraculosos», segundo faz no paralelo do décimo segundo capítulo da primeira epístola aos Coríntios. Portanto, suas explicações são muito menos extensas neste décimo segundo capítulo da epístola aos Romanos, simplesmente porque o apóstolo dos gentios não foi obrigado a tentar corrigir abusos sérios, conforme se deu no caso de sua epístola aos Coríntios.

O Uso E O Abuso Dos Dons Espirituais
1. Quando a epístola aos Romanos foi escrita, os dons espirituais estavam em plena atividade. Não podemos usar o trecho de I Cor. 13:10, como texto de prova do ensino que supostamente os dons espirituais desapareceriam dentro da era cristã, pois o que é «perfeito»—que finalmente eliminará a necessidade de certos dons espirituais—é a «parousia» (ou segunda vinda de CRISTO), e não o término do cânon neotestamentário.
2. Entre os dons espirituais, alguns são perturbadores por haverem sido imitados e abusados, a saber, alguns dons miraculosos como as línguas, a interpretação de línguas e os milagres de curas.
3. Em cada século, os dons espirituais são desesperadoramente necessários para o bem da igreja, em seu desenvolvimento (ver o que diz Efé. 4:11 e ss.); mas esses dons podem ser exercidos segundo moldes diferentes dos do primeiro século cristão, ou em moldes superiores àqueles de eras passadas. Estamos vivendo (minha alternativa) exatamente esta última.
4. Foram dadas notas completas sobre o «batismo do ESPÍRITO e os dons espirituais», incluindo o dom das línguas, em Atos 2:4.
Quanto aos abusos, consideremos as notas abaixo;
Os Dons, Que Fiquem Para Sempre! Mas Cuidado Com Os Abusos
1. Paulo nos ensina a buscar os dons (ver I Cor. 12:31).
2. Abundam, entretanto, os abusos e as imitações.
a. A mera alma humana.
b! Existem poderes estranhos, demoníacos e outros, que podem influenciar um homem, imitando os dons espirituais.
c. Mas também existe a presença do ESPÍRITO SANTO, e sua função é doar os dons espirituais, embora estes possam funcionar em moldes diferentes dos do primeiro século, como também possam manifestar-se de maneiras mais avançadas, do que aquelas que até agora têm sido reconhecidas entre nós. Como poderia suceder que não estamos envolvidos no avanço espiritual? Esse avanço nos conduzirá até à perfeição em CRISTO, conforme formos sendo transformados em sua imagem (ver Rom. 8:29). Isso irá sendo realizado pelo poder do ESPÍRITO (ver II Cor. 3:18), e nesse processo terminaremos maiores do que jamais foi Paulo, dotados finalmente de poderes muito superiores aos dele. Portanto, talvez até seja errado, ficarmos contemplando de volta ao primeiro século, desejando a restauração nos moldes da

igreja primitiva. A verdadeira fé e uma elevada espiritualidade quiçá prefiram olhar para o futuro avanço, para uma forma que nos faça subir acima de abusos e imitações. Que ainda não possuímos esse tipo de fé é evidente.
Contrariamente à ideia que diz que os dons espirituais «não são para nós», mas estavam reservados às primeiras gerações cristãs tão somente, diz Newell (in loc.), em excelente comentário: «Essa é uma tríplice suposição:

1. Procura desculpar nosso próprio estado espiritual inferior;
2. pior ainda, é que lança a culpa sobre DEUS, no que tange ao fracasso da igreja quanto a essa particularidade; e
3. eleva o presente estado dos crentes como suficiente e superior ao estado de coisas que prevalecia nos tempos em que o ESPÍRITO SANTO era conhecido em seu poder».
«...profecia...» (Ver Atos 13:1 e Efé. 4:1, onde são distinguidos os «profetas» dos «mestres» cristãos - «profetas do N.T.», ver Atos 11:27). Nas Sagradas Escrituras, os «profetas» são as seguintes pessoas:
1. Algumas vezes são aqueles que, em sentido muito especial, foram escolhidos para algum ministério de revelação das verdades, através de revelações ou oráculos, conforme se verificava no caso dos profetas do A.T. Esses profetas do A.T., quanto à sua posição e autoridade, eram um tanto semelhantes aos apóstolos do N.T. O oficio espiritual deles era especial. Não há razão alguma para a suposição de que isso não pode continuar ocorrendo hoje em dia. Talvez indivíduos como Lutero, João Wesley e tantos outros, na história da igreja, incluindo até mesmo outros de menor envergadura, embora tenham sido elevados acima dos mestres e ministros comuns do evangelho, possam ser chamados «profetas». São pessoas encarregadas de alguma missão elevada, que falam com uma unção incomum do ESPÍRITO SANTO. No sentido secundário da palavra, tais indivíduos também podem ser chamados «apóstolos», conforme esclarecemos em Atos 14:4. Esses «apóstolos» seriam os mais elevados dentre esses «profetas».
2. Os profetas da igreja cristã primitiva evidentemente eram homens de considerável habilidade psíquica, capazes de proferirem declarações inspiradas, não sendo confundidos com os pregadores ordinários. No exercício dos dons espirituais, ocupavam posição secundária somente em relação aos apóstolos, conforme depreendemos de passagens neotestamentárias como I Cor. 12:28; Efé. 2:20; 3:5; 4:11 e Apo. 22:9. (Ver igualmente Atos 13:1; 15:32 e 21:9,10). Esses profetas do N.T. exerciam seu ofício em virtude do recebimento de dons carismáticos, e não por sanção ou nomeação oficial por parte das igrejas locais, porquanto não há o menor laivo de evidência que a posição deles fosse alcançada através da consagração a esse ofício. O trecho de I Cor. 14:29-39 mostra-nos que algumas vezes esses profetas se deixavam arrastar em seu entusiasmo ao ponto de produzirem a desordem nos cultos, o que Paulo censurou severamente.
Evidentemente surgiram dúvidas, até mesmo naqueles dias primitivos, acerca da autenticidade dos dons espirituais de alguns desses «profetas», ao ponto de suspeitar-se que seus poderes procediam de fontes malignas. (Ver I João 4:1 e I Tes. 5:20,21). Os poderes sobrenaturais, manifestamente superiores àquilo que se poderia

esperar da parte das capacidades humanas normais, são sempre difíceis de julgar quanto à sua origem exata; o máximo que podemos fazer é aplicar as palavras do Senhor JESUS, que disse: «...pelos seus frutos os conhecereis» (Mat. 7:20). Infelizmente, o critério moderno de julgar tais pessoas tem degenerado ao teste que declara: «Por suas denominações os conhecereis». Esse critério é fruto do sectarismo.

Judas e Silas, nas páginas do N.T., são chamados «profetas» (ver Atos 14:4 e 15:32). Esses possuíam uma inspiração superior à daqueles que falavam em línguas (ver I Cor. 14:3).
3. Os profetas, não obstante, não profetizaram sempre e necessariamente o futuro, embora tal função evidentemente não fosse incomum entre eles. (Ver Atos 21:4,9-11). Nessa oportunidade, a profecia neotestamentária incluiu o conhecimento prévio, embora isso não faça parte necessária da profecia. Entretanto, é fenômeno comum, entre aqueles que possuem dons psíquicos, possuírem algum discernimento quanto a alguns acontecimentos futuros. Contudo, a profecia consiste muito mais de uma «afirmação inspirada» do que da predição do futuro. Todavia, é muito difícil fazer a separação dessas duas funções, no mesmo indivíduo.

Observação minha -Todo profeta profetiza, mas nem todo o que profetiza é profeta. Ministério profeta possui dons de mensagens futurística como o profeta Ágabo. profecias são para edificação, exortação e consolação somente.

Não é correto supor que não pode haver profetas em nossos próprios dias, segundo os moldes dos dias do N.T., ou segundo outros moldes.
O dom da profecia visa especialmente a consolar e edificar a igreja, além de ter a serventia de convencer os incrédulos presentes sobre as verdades do evangelho. A importância do ensino foi assim salientada, porquanto um dom especial é conferido a certos, para que se tornem mestres mais poderosos. Além disso, não devemos supor que os «mestres» também não sejam diretamente inspirados pelo ESPÍRITO SANTO, já que esse é um dos ministérios formados pelo ESPÍRITO de DEUS. Contudo, esse ministério é mais sutil, menos psiquicamente poderoso, mais geral e menos imediato; também é mais quieto e menos espetacular, estando mais limitado ao uso inspirado dos documentos sagrados—a Bíblia—como sua fonte, do que sucede no caso da inspiração imediata, que não depende dos documentos escritos, conforme se dá no caso dos profetas, (Observação minha - não impedindo os mestres de serem usados com dons maravilhosos de DEUS, já que JESUS era um mestre e Paulo também).

«Os profetas, que são associados aos apóstolos como o alicerce da igreja (ver Efé. 2:20), porquanto podem revelar a mente de DEUS, segundo me parece, em certo sentido subordinado podem existir até os nossos dias, sendo aqueles que não meramente ensinam e esclarecem doutrinas ordinárias e proveitosas, mas também que, devido a uma energia especial do ESPÍRITO SANTO, podem desdobrar e transmitir a mente de CRISTO à igreja cristã, nos casos em que esta mostrar-se ignorante da mesma (embora tal mentalidade esteja oculta nas Escrituras), podendo desvendar à igreja verdades bíblicas antes escondidas, através do poder do

testemunho do ESPÍRITO de DEUS, de conformidade com as circunstâncias presentes da igreja e das espectativas futuras para o mundo. Isso faz deles, para todos os efeitos práticos, profetas; os quais, por isso mesmo, tornam-se uma bênção direta e uma dádiva de JESUS CRISTO à sua igreja, quanto à sua necessidade e aparecimento, embora eles se apeguem firmemente à Palavra, sem o que, entretanto, a igreja não possuiria o poder dessa Palavra». (Darby, in loc.).
«...segundo a proporção da fé...« Visto que essa expressão é um tanto obscura, tem ela recebido certa variedade de interpretações, como segue:
1. Alguns pensam que se trata da fé subjetiva. Diz Tholuck (irt loc.): «O profeta se mantém dentro dos limites de seu dom profético, que lhe é atribuído pela sua individualidade». Essa interpretação inclui igualmente a ideia de sua própria «receptividade», ou seja, como ele se entrega para ser instrumento para o exercício de seu dom. Cada homem tem um certo desenvolvimento em sua espiritualidade. Portanto, cada qual exerce o seu dom de conformidade com seu desenvolvimento espiritual, e isso de conformidade com a sua «proporção da fé», ou seja, com a proporção de seu desenvolvimento espiritual, no que diz respeito à função de seu ofício. Ainda uma subcategoria dessa fé subjetiva é aquela ideia que diz que, para cada qual, DEUS tem determinado certa medida da «graça» da «fé», ou seja, da dotação espiritual, em que cada indivíduo labora de conformidade com a mesma. Isso concorda com o terceiro versículo deste capítulo, bem como com a ideia geral de havermos recebido alguma medida da «graça», que nos capacita a ministrar, devendo ser reputada como parte da ideia aqui tencionada. Não obstante, essa «graça» não se mostrará eficaz a menos que seja exercida com fé pessoal, e de acordo com o desenvolvimento espiritual do indivíduo, que depende do princípio da fé. Por essa razão é que disse Meyer (in loc.)
׳. «...de acordo com a força, a clareza, o fervor e outras qualidades da fé que lhes tiver sido outorgada; de tal modo que o caráter e o modo de falar se conformem com as regras e os limites que são subentendidos na proporção de seu grau individual de fé».
2. Outros estudiosos preferem pensar na fé objetiva, isto é, pensar haver aqui alusão à regra das Escrituras ou revelação divina, a regra ou padrão de doutrina cristã, que é a autoridade seguida pela igreja cristã, dependendo do ponto de vista do intérprete. Essa seria a «analogia fidei», ou seja, o padrão de revelação, especialmente aquele exibido nas Sagradas Escrituras. E isso significa, por sua vez, que as profecias transmitidas por meio de quem quer que seja devem conformar-se a esse padrão, não ultrapassando do mesmo. Paulo realmente apelou para certos cânones fundamentais da verdade, se não mesmo a confissões eclesiásticas formais, aplicadas às doutrinas neotestamentárias; e com frequência esse apóstolo citava o A.T. como documento autoritativo. (Quanto aos «cânones fundamentais da verdade, segundo Paulo», ver Gl. 1:8; 6:16; Fil. 3:16; II Tim. 3:15,16). Não obstante, não podemos incluir aqui a «autoridade eclesiástica», ou mesmo algum cânon de fé estabelecido pelo homem no N.T., conforme alguns intérpretes de tendências mais eclesiásticas gostariam de fazer- nos crer, porque, ao tempo em que Paulo assim escreveu, não havia essa autoridade estabelecida no seio da igreja neotestamentária, além do fato que o cânon do N.T. estava longe de ficar completo.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 3. pag. 812-814.
A utilidade (12.6b-8). Temos vários dons. Nesta lista, os dons são dados pelo Pai. Em I Coríntios 12, os dons são dados pelo ESPÍRITO. Em Efésios 4, os dons são dados pelo Filho. Os dons mencionados em Romanos 12.6-8 são divididos em duas categorias: dons de fala (profecia, ensino e exortação) e dons de serviço (servir, contribuir, liderança e mostrar misericórdia).

É bastante óbvio que o apóstolo não está falando de cargos, mas de dons. Nem todo dom implica um cargo diferente. Muitos dons não exigem nenhum cargo.
LOPES, Hernandes Dias. Romanos: a alegria triunfante no meio das provas. Editora Hagnos. pag. 404-405.

A humildade no Uso dos Dons de DEUS. 12:3-8.
3. Na introdução da questão dos dons, Paulo fala da graça que lhe foi dada para capacitá-lo a ser um apóstolo. Depois ele exorta cada um dos seus leitores a que não sejam arrogantes, isto é, que não pensem bem demais sobre si mesmos. Ele apela para um jogo de palavras, usando diversos termos gregos que têm a palavra "mente" ou "pensar" como elemento básico – que não pense de si mesmo, além do que convém (saber), antes, pense com moderação (com equilíbrio na avaliação). Devemos fazer uma auto-avaliação quanto ao que DEUS repartiu a cada um. Paulo aqui não fala da "fé salvadora" mas antes de "uma fé que impulsiona uma pessoa na obra de DEUS". Só o orgulho poderia dizer: "Veja quanta fé salvadora eu tenho". Mas é com humildade que se diz: "Eis aqui a fé que eu tive na execução desta ou daquela tarefa particular para DEUS". Isto apenas leva à oração, "Senhor, aumenta a nossa fé" (veja Lc. 17:5). Na lista dos heróis da fé em Hb. 11, vemos que a medida da fé dada, corresponde à tarefa a ser realizada.
(Observação minha  É preciso ter fé que DEUS está nos impulsionando no exercício do dom, é preciso fé para transmitir o que DEUS nos dá para transmitir).
4,5. O um só corpo do qual os muitos são membros, enquanto ao mesmo tempo são, individualmente, membros uns dos outros, é a Igreja universal, constituída de todos os crentes em CRISTO. (Veja I Co. 10:17; 12:12, 13, 28; Ef. 1:22, 23; 2:15b, 16; 4:3-6, 11- 13, 15, 16; 5:22-30; Cl. 1:17, 18, 24, 25). O símbolo do corpo descreve a Igreja como um organismo, com cada membro recebendo vida de CRISTO (veja Cl. 3:3). Grupos locais de crentes são a manifestação local do corpo de CRISTO, a Igreja. (veja I Co. 12:27). O corpo de CRISTO consiste da totalidade dos crentes que estão unidos a CRISTO, a cabeça da Igreja.
6. A graça de DEUS concedida a crentes individualmente, está comprovada nos diferentes dons. Paulo faz uma lista dos dons e depois diz de que modo cada um deve ser usado. Em cada caso o leitor, para entender, deve suprir o verbo, vamos usá-lo, seguido do dom particular. A profecia, que tem a intenção de exortar, encorajar e confortar (veja I Co. 14:3), deve ser usada no devido relacionamento, com a verdade revelada de DEUS.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular Romanos. pag. 97-98.

(1) Porque qualquer coisa boa que tenhamos, foi DEUS que repartiu a nós; todo dom perfeito e bom “...vem do alto” (Tg 1.17). O que temos, que não temos recebido? E, se o recebemos, por que nos gloriamos? (1 Co 4.7). O homem mais competente e melhor do mundo não é mais nem melhor do que o que a livre graça de DEUS faz dele cada dia. Quando estamos pensando em nós mesmos, devemos nos lembrar de pensar não como temos alcançado, como se nossa força e o poder de nossa mão tivessem adquirido esses dons, mas pensar quão generoso DEUS tem sido para conosco, pois é Ele quem nos dá poder para fazer qualquer coisa que é boa e nele está toda a nossa suficiência.

(2) Porque DEUS concede seus dons em certa medida:
“...conforme a medida da fé...". Observe: Ele chama de medida da fé a medida dos dons espirituais, pois essa é a graça radical. O que temos e fazemos de bom é certo e aceitável na medida em que está fundamentado na fé, e flui da fé, e não vai além dela. Ora, a fé e os outros dons espirituais com ela são concedidos por medida, como a Infinita Sabedoria vê que é adequado para nós. CRISTO tinha o ESPÍRITO que lhe fora dado sem medida (Jo 3.34). Mas os santos o têm por medida (Ef 4.7).
CRISTO, que tinha dons sem medida, era meigo e humilde; e nós, que os temos de forma limitada, seremos arrogantes e orgulhosos?
(3) Porque DEUS repartiu dons tanto aos outros como a nós: “...repartiu a cada um”. Tivéssemos o monopólio do ESPÍRITO, ou um documento que nos garantisse sermos proprietários exclusivos dos dons espirituais, podia haver alguma base para essa presunção; mas outros têm sua parte assim como nós. DEUS é Pai de todos, e CRISTO, a raiz de todos os santos, de quem eles obtêm virtude; e por isso, não é conveniente nos tornarmos arrogantes e desprezarmos os outros, como se apenas nós fôssemos o povo de bem com DEUS e os únicos possuidores da sabedoria. Ele ilustra esse raciocínio com uma comparação extraída dos membros do corpo natural (como em 1 Co 12.12; Ef 4.16): “Porque assim como em um corpo temos muitos membros...” (w. 4,5). Observe aqui: [1] Todos os santos formam um corpo em CRISTO, que é a cabeça do corpo e o centro comum de sua unidade. Os crentes não estão no mundo como um grupo desordenado e confuso, mas estão organizados e unidos, já que estão unidos a uma cabeça comum e movidos e animados por um ESPÍRITO comum a todos. [2] Os crentes individuais são membros desse corpo, partes componentes, o que significa que são menos do que o todo, e estão em relação com o todo, derivando vida e vigor da cabeça. Alguns membros do corpo são maiores e mais úteis que outros e cada um recebe vigor da cabeça de acordo com a sua proporção. Se o dedinho recebesse tanta nutrição quanto a perna, quão inconveniente e prejudicial seria! Devemos nos lembrar que não somos o todo; pensamos além do que é adequado se pensamos assim; somos apenas partes e membros. [3] “...nem todos os membros têm a mesma operação” (v. 4), mas cada um possui seu respectivo lugar e função que lhe foi designado.
A função do olho é ver, a função da mão é trabalhar etc. Assim também ocorre no corpo místico: alguns são qualificados e chamados para um tipo de função; outros são, da mesma forma, preparados e chamados para outro tipo de função. Os magistrados, os ministros, as pessoas, em uma comunidade cristã, têm seus vários

ofícios, e não devem se intrometer uns nas funções dos outros, nem entrar em conflito na execução de suas várias funções. [4] Cada membro tem o seu lugar e a sua função, para o bem e o beneficio do todo e de todos os outros membros. Não somos apenas membros de CRISTO, mas “...membros uns dos outros” (v. 5). Permanecemos em relação uns com os outros; estamos encarregados de fazer todo o bem que pudermos reciprocamente e agir em união para o benefício comum. Veja isso ilustrado em detalhes em 1 Coríntios 12.14ss. Por essa razão, não devemos ficar inchados com presunção de nossos próprios talentos, porque, qualquer coisa que tenhamos, foi recebida, e não recebemos para nós mesmos, mas para o bem de outros.

2. Um uso sóbrio dos dons que DEUS nos tem concedido. Como não devemos, por um lado, estar orgulhosos de nossos talentos, assim, por outro lado, não devemos enterrá-los. Tomemos cuidado para que, sob pretensão de humildade e abnegação, não sejamos vagarosos em nos colocar à disposição para o bem de outros. Não devemos dizer: “Eu não sou nada, por isso, me sentarei e não farei nada”; mas: “Eu não sou nada em mim mesmo e, por isso, me colocarei ao máximo na força da graça de CRISTO”. Ele especifica as funções eclesiásticas designadas em igrejas particulares, em cujo desempenho cada um deve pensar em cumprir o seu próprio dever, para preservar a ordem e promover a edificação na igreja, cada um conhecendo o seu lugar e ocupando-o. “De modo que, tendo diferentes dons”. O seguinte raciocínio particular completa o sentido desse raciocínio geral. Tendo dons, usemo-los. Autoridade e habilidade para a obra ministerial são dons de DEUS. Diferentes dons. O propósito imediato é diferente, embora o alvo último de todos seja o mesmo, “...segundo a graça...”, charismata kata ten charin. A livre graça de DEUS é a fonte e a origem de todos os dons que são concedidos aos homens. E a graça que designa a função, qualifica e dirige as pessoas e que opera tanto o querer quanto o realizar. Havia, na igreja primitiva, dons extraordinários de línguas, de discernimento e de cura; mas o apóstolo fala aqui daqueles que são comuns (compare com 1 Co 12.4; 1 Tm 4.14; 1 Pe 4.10). Ele especifica sete dons em particular (w. 6-8), os quais parecem significar várias funções distintas, usadas pela estrutura consultiva de muitas igrejas primitivas, principalmente as maiores. Existem dois dons gerais aqui expressos por “profecia” e “ministério”, o primeiro sendo a função dos bispos, e o último, a função dos diáconos (esses dois eram os únicos ofícios estabelecidos - Fp 1.1). Mas a obra particular que pertence a cada um desses podia ser, e parece que era, dividida e distribuída por consentimento e acordo geral, para que isso pudesse ser feito mais eficazmente, porque aquilo que é função de todos não é função de ninguém, e aquele que é vir unius negotii - homem de uma tarefa desempenha melhor a sua função. Assim Davi separou os levitas (1 Cr 23.4,5), e nessa sabedoria é proveitoso se conduzir. Consequentemente, os cinco últimos serão reduzidos aos dois primeiros. (1) Profecia, “...se é profecia, seja ela segundo a medida da fé”. A obra dos profetas do Antigo Testamento não foi apenas a de predizer o futuro, mas advertir o povo a respeito do pecado e dos deveres, e serem aqueles que o lembravam a respeito do que eles sabiam antes. “Tu tens fé? Tenham-na para ti mesmo; e não faça dela uma regra para os outros, lembrando que a tens recebido apenas em tua medida”.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 387-388.
·...Servi uns aos outros...· De modo geral, mas particularmente aqui devemos entender ·trabalho físico», isto é, a partilha de alimentos, de abrigo e de dinheiro, tal como na hospitalidade que acabara de ser recomendada.

·...conforme o dom que recebeu...· O trecho de Rom. 12:7 focaliza um dom de ·ministério», isto é, boas obras na forma de esmolas, de cuidados pelos enfermos, e de hospitalidade. Alguns crentes são especialmente dotados pelo ESPÍRITO, tornando-se ricos em atos de caridade, dispostos à realização de serviço bondoso, o que fazem com maneiras graciosas e corteses. Talvez alguns médicos, enfermeiras e filantropos, quando são também crentes espirituais, recebem tal dom, além de outros, que têm a oportunidade especial de ministrar as necessidades físicas dos outros. Algumas vezes tais pessoas também recebem amplos meios financeiros capacitando- se assim de se mostrarem generosas em alto grau. O judaísmo e o cristianismo primitivo enfatizavam grandemente a importância das esmolas. (Atos 3:2. Comparar também com Tia. 1:27, onde a religião pura é definida como a visita aos órfãos e às viúvas, em suas aflições, isto é, mediante a ministração às suas necessidades, além de conservar-se o crente imaculado do mundo). Tal ministração é a prática da regra áurea de CRISTO, uma duplicação do seu amor. Portanto, esse ministério é apenas a concretização da lei do amor, mencionada no oitavo versículo deste capítulo.
Este versículo, naturalmente, não só fala do dom especial da ministração às necessidades físicas, mas também impõe a todos os crentes o mesmo costume, ao ponto em que suas habilidade se circunstâncias lhes permitirem a participação. ·...despenseiros...· Cada pessoa é ímpar e tem uma missão sem igual, agora e na eternidade. (Ver Apo. 2:17). Ele recebe habilidades necessárias para o exercício apropriado de sua missão. Também recebe os meios financeiros para poder realizar sua obra. Sua missão o transforma no tipo de pessoa que pode realizar um serviço específico. Um crente também pode receber várias missões; e todas as coletivamente consideradas, visam fazer dele um indivíduo sem par. Uma missão é um meio de expressar a graça de DEUS para com outros, pois nenhuma missão visa apenas o benefício do próprio indivíduo. Todos os dons de DEUS se originam em sua ·graça. Essa é a fonte de tudo de bom que possuímos. Se nos recusarmos a contribuir, logo deixaremos de receber. Assim, o homem que recebe mas não dá logo se tornará inútil como despenseiro da graça de DEUS, e sua alma será estragada, perdendo toda a similaridade com a natureza espiritual de CRISTO. O próprio CRISTO veio para servir, e não para ser servido. (Ver Mat. 20:28).
«...multiforme graça...» No grego, o adjetivo é ·poikilos·, «diversificado», «de muitas espécies*. A graça divina se manifesta de muitos modos e se concretiza na vida humana de muitas maneiras. Cada crente recebeu tal graça, e está na obrigação moral de concedê-la a outros.
·...graça...» (*graça*, ver Efé. 2:8). O que possuímos que não tenhamos recebido de DEUS? *Pois quem é que te faz sobressair? O que tens tu que não tenhas recebido? e, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?» (I Cor. 4:7). Alguns agem como se o que têm fora produzido por eles mesmos.

Dom: Consideremos os pontos seguintes a respeito: 1. Envolve qualquer coisa doada gratuitamente. 2. Indica alguma bênção dada graciosamente por DEUS, de qualquer espécie, aos pecadores (ver Rom. 5:15.16 e 11:29). 3. Indica a graça da salvação (ver Efé. 2:9), mediante a qual a salvação é conferida aos homens. 4. Indica um preparo gracioso e divino para o serviço, algum dom espiritual, alguma operação extraordinária do ESPÍRITO SANTO (ver I Tim . 4:14) ou mesmo os dons do ESPÍRITO SANTO (ver os capítulos doze a catorze da primeira epistola aos Coríntios). 5. Indica a abundância de possessões físicas, usadas para benefício alheio: ou bens materiais suficientes para que deles possamos contribuir, embora não naquela profusão que poderíamos chamar de «abundante». Esse é o sentido que está em foco, talvez com alguma mistura com a quarta posição.

Esta passagem pode ser ilustrada pela parábola dos talentos, narrada pelo Senhor JESUS, em Mat. 25:15. Alguns intérpretes acreditam que Pedro alude aqui a essa tradição, embora tal narrativa ainda não tivesse tomado forma escrita nos evangelhos canônicos, porquanto esta primeira epistola de Pedro foi escrita antes dos mesmos, com a única exceção possível do evangelho de Marcos.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 6. pag. 156-157.
I Pe 4.10 Cada um, conforme recebeu um dom da graça – servi uns aos outros com ele como bons administradores da multiforme graça de DEUS. Visto que os dons da graça (em grego: charisma) são dados pelo ESPÍRITO SANTO, eles também são chamados de “dons do ESPÍRITO” (1Co 14.1). Este versículo presta uma importante contribuição para a pergunta a respeito do que são os carismas e como devem ser exercidos. O contexto demonstra que ser hospitaleiro, falar a palavra de DEUS e exercer a diaconia são serviços dos dons da graça. É verdade que podemos “buscá- los” (1Co 14.1), mas sempre continuarão sendo dádiva de DEUS através do ESPÍRITO SANTO.

Multiforme ela é na medida em que exerce uma obra diversificada na igreja e em cada cristão (cf., p. ex., 1Pe 5.10). Como graça multiforme ela também é suficiente para todas as múltiplas carências da igreja. Administradores é o nome dado pelo próprio JESUS a seus discípulos em várias parábolas (Lc 16.1; cf. Mt 25.14ss). Um administrador é carAtoserizado pelo fato de ter recebido dádivas em confiança para o serviço, que não são de sua propriedade.

Uwe Holmer. Comentário Esperança I Pedro. Editora Evangélica Esperança.
10. Vida na comunidade cristã é vida de serviço aos outros. JESUS foi o Servo de DEUS, Aquele que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Na Sua vida, tal como nos mostram os Evangelhos, Ele demonstrou esse princípio, servindo ao Seu povo e aos Seus (como ilustrado em Jo 13.1-17). Servi uns aos outros é, assim, um chamado a sair de si mesmo e dos seus problemas, e se dedicar aos outros.
Essa diaconia é possível porque todos receberam dons com os quais podem servir aos outros.
Cada um deve colocar o dom que tem a serviço de todos, porque, ao receberem dons, os cristãos se tomam despenseiros da graça de DEUS. A charis (graça) é a fonte dos

charisma (dons, carismas). Quem os recebe, recebe graça de DEUS, e os recebe por causa da graça de DEUS que lhes concedeu o ESPÍRITO SANTO.
A graça de DEUS, por fim, é multiforme. Visualmente, isso seria como um cristal que reflete a luz em vários matizes e uma sempre nova e surpreendente combinação de cores e tons. Esse conceito é importante e tem sido desprezado na prática, muitas vezes, pelos cristãos. Está subentendido que a questão dos dons é sempre dinâmica. Quando a situação muda, quando novos quadros se apresentam, Ele dará os dons de forma apropriada à nova realidade, sempre nos surpreendendo com o Seu agir. Multiforme também significa, para um mundo dividido como o nosso em culturas e carAtoserísticas regionais bastante diferenciadas, que o ESPÍRITO leva em conta essa diversificação e trabalha dentro dela. Indispensável nas relações entre os cristãos (também a nível internacional) é a eliminação de todo resquício de prepotência e espírito de julgamento, e a disposição ao amor e ao serviço ao outro como outro (respeitando-o e valorizando-o naquilo em que é diferente de mim ou de nós).

Ênio R. Mueller. I Pedro Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 238-239.

Questionário da Lição 1 - E deu dons aos homens
Responda conforme a revista da CPAD do 2o Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Complete os espaços vazios e marque com "V "as respostas verdadeiras e com "F "as falsas

INTRODUÇÃO
A Bíblia de Estudo Pentecostal define “dons” como “manifestações sobrenaturais concedidas da parte do ESPÍRITO SANTO, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”. Neste trimestre analisaremos os dons de DEUS dispensados à Igreja para que, com graça e poder, ela proclame o Evangelho de JESUS à toda criatura. Além de auxiliar o Corpo de CRISTO no exercício da Grande Comissão, os dons divinos subsidiam os santos para que cheguem à unidade da fé (Ef 4.12,13).
I – OS DONS NA BÍBLIA
1. No Antigo Testamento.
O Dicionário Bíblico Wycliffe mostra que há várias palavras hebraicas que significam “dádiva”. A origem dessas palavras está na raiz hebraica nathan, que significa “dar”. Por isso, podemos afirmar que no Antigo Testamento há vislumbres dos dons divinos concedidos a pessoas peculiares como reis, sacerdotes, profetas e outros. Todavia, os dons divinos não estavam acessíveis ao povo de DEUS da Antiga Aliança como observamos no regime da Nova Aliança.
2. No Novo Testamento.
O mesmo dicionário informa ainda que ao longo do Novo Testamento a palavra “dom” aparece com diferentes significados, que se relacionam ao verbo grego didomi. Este

verbo representa o sentido ativo da palavra “dar” em Filipenses 4.15. Na Nova Aliança, os dons de DEUS estão disponíveis para que a Igreja, em nome de JESUS, promova a libertação dos cativos, ministre a cura aos doentes e proclame a salvação do homem para a glória de DEUS. O Novo Testamento também deixa claro que todos os crentes têm acesso direto a DEUS através de CRISTO JESUS e, por isso, podem receber os dons do ESPÍRITO.

3. Uma dádiva para a Igreja.
A fim de sermos mais didáticos e eficientes no estudo a respeito dos dons, dividiremos este assunto em três categorias principais: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons Ministeriais. Esta divisão acompanha a classificação dos dons conforme se encontra nas epístolas paulinas aos Romanos, 1 Coríntios e Efésios, respectivamente. Insistimos, porém, que esta classificação é apenas um recurso didático, pois quando o apóstolo expõe o assunto em suas cartas, ele não parece querer exaurir os dons em uma lista, antes, preocupa-se em exortar os irmãos a buscá-los e usá-los para encorajar, confortar e edificar a Igreja de CRISTO, bem como glorificar a DEUS e evangelizar o mundo.
II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
1. Dons relacionados ao serviço cristão.
Em Romanos 12 o apóstolo Paulo admoesta a igreja,lembrando-a de que o membro do Corpo de CRISTO não pode se achar autossuficiente. Assim como um membro do corpo humano depende dos outros para exercer a sua função, na igreja necessitamos uns dos outros para o fortalecimento da nossa vida espiritual e comunhão em CRISTO. Por isso, a categoria de dons apresentada em Romanos 12 traz a ideia da manutenção dessa comunhão dos santos, pois ao falarmos de serviços, subentende- se que quem serve está prestando um serviço para alguém. Observe os dons de serviço listados por Paulo em Romanos: Ministério (ofício diaconal), exortação (encorajamento), repartir, presidir e exercer misericórdia. Note que esses dons estão relacionados com uma ação em prol do outro, do próximo. Portanto, se você tem um dom, deve usá-lo em benefício da Igreja de CRISTO na Terra.
2. Conhecendo os dons espirituais.
“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12.1). Os dons listados em 1 Coríntios 12 são: Palavra da sabedoria; palavra da ciência; fé; curas; operação de maravilhas; profecia; discernimento de espíritos; variedades de línguas; interpretação de línguas.
Apesar de as manifestações sobrenaturais pertencerem ao mundo espiritual, isto é, a uma categoria particular da experiência religiosa do crente, o apóstolo Paulo desejava que as igrejas, e em especial a de Corinto, conhecessem algumas considerações importantes sobre os dons espirituais. Uma carAtoserística predominante em Corinto, segundo o Comentário Bíblico Beacon (CPAD), era a vida pregressa dos membros envolvidos com idolatria. Muitas manifestações espirituais na igreja lembravam a experiência mística das religiões de mistérios. Os coríntios precisavam ser ensinados de forma correta sobre a existência dos dons e de sua utilização dentro do culto e fora dele. Por isso, à luz da Palavra de DEUS, devemos ensinar a respeito dos dons espirituais para que a igreja seja edificada. A Bíblia traz os ensinos corretos sobre o

uso dos dons, e se há distorções nessa esfera, estas acontecem por algumas igrejas não ensinarem de forma correta o que a Bíblia diz, e isso contribui para o surgimento do fanatismo religioso, da corrupção doutrinária dos movimentos estranhos e de muitas heresias. Portanto, o ensino correto das Escrituras nos orienta sobre a forma adequada da utilização dos dons e previne o surgimento de práticas condenáveis no culto.

3. Acerca dos dons ministeriais.
A Epístola de Paulo aos Efésios classifica os dons ministeriais assim: Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (4.11). Os propósitos de o Senhor concedê-los à Igreja, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, são, em primeiro lugar, capacitar o povo de DEUS para o serviço cristão; em segundo, promover o crescimento da igreja local; terceiro, desenvolver a vida espiritual dos discípulos de JESUS (4.12-16). O Senhor deu à sua Igreja ministros para servi-la com zelo e amor (1 Pe 5.2,3). O ensino do Novo Testamento acerca do exercício ministerial está ligado a concepção evangélica de serviço (Mt 20.20-28; Jo 13.1-11), jamais à perspectiva centralizadora e sacerdotal do Antigo Testamento.
III – CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1 Co 12.1-11)
1. Os dons são importantes.
Um argumento utilizado pelos cessacionistas (pessoas que defendem a errônea ideia de que os dons espirituais cessaram no primeiro século), é que os crentes pentecostais tendem a se achar superiores uns aos outros por terem algum dom. Lamentavelmente, isto é verdade em muitos lugares. Entretanto, o apóstolo Paulo faz questão de tratar desse assunto com os crentes de Corinto que estavam supervalorizando alguns dons em detrimento de outros. Precisamos resgatar a noção de serviço que JESUS CRISTO ensinou nos Evangelhos, pois todos os dons vêm diretamente de DEUS para melhor servirmos à igreja de CRISTO.
2. Diversidade dos dons.
O que mais nos chama a atenção na lista de dons apresentada por Paulo em 1 Coríntios 12 não são os nove dons, mas a diversidade deles. Isto denota a unidade da Igreja de CRISTO, mas simultaneamente a sua multiplicidade. O Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento tem razão quando fala que “talvez Paulo tenha selecionado estes noves dons por serem adequados à situação que havia em Corinto”, pois se compararmos a lista de 1 Coríntios com Romanos e também Efésios, veremos que outros dons são relacionados de acordo com as necessidades de cada igreja local.
3. Autossuficiência e humildade.
Os dons espirituais são concedidos aos crentes pela graça de DEUS, e não por méritos pessoais (Rm 12.6; 1 Pe 4.10). Não podemos orgulhar-nos e portar-nos de modo arrogante e autoritário no exercício dos dons, mas com humildade e temor a DEUS. Portanto, não use o dom que DEUS lhe deu com orgulho, visando a exaltação pessoal. Isto é pecado contra o Senhor e contra a Igreja! Use-o com um coração sincero e transbordante de amor pelo próximo (1 Co 13). Não foi por acaso que o capítulo 13 (Amor) de 1 Coríntios foi colocado entre o 12 (Dons) e o 14 (Línguas e

Profecia).
CONCLUSÃO
O estudo dos dons de DEUS aos homens é amplo e nos apresenta recursos pelos quais podemos servir ao Senhor e à sua Igreja. Esses dons são para os nossos dias, pois não há na Bíblia nenhum versículo que diga que os dons espirituais deixaram de existir com a morte do último apóstolo. Portanto, busquemos os dons do ESPÍRITO SANTO, pois estão à nossa disposição. Eles são um exemplo da multiforme graça de DEUS em dispensar instrumentos espirituais para a Igreja na história.

SUBSÍDIOS DA LIÇÃO 1 DO 2o TRIMESTRE DE 2021

1a lista – 1 Coríntios 12.8-10. (Um total de nove dons)
2a lista – 1 Coríntios 12.28. (Um total de oito dons)
3a lista-– 1 Coríntios 12.29,30. (Um total de sete dons)
Reúna os alunos formando um único grupo. Ouça os grupos e conclua enfatizando que todos estes dons estão disponíveis para a igreja atual. Os dons não cessaram. Que venhamos a buscá-los com fé para a edificação do Corpo de CRISTO.

Lição 2, O Propósito dos Dons Espirituais

TEXTO ÁUREO
“Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja.” (1 Co 14.12)

VERDADE PRÁTICA
Os dons são recursos concedidos por DEUS para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12.8-11; 13.1,2
1 Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; 9 - e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 - Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
1 Coríntios 13
1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. 2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

Resumo da Lição 2, O Propósito dos Dons Espirituais I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE 1. A igreja coríntia.
2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS 1. Edificando a si mesmo.
2. Edificando os outros.
3. Edificando até o não crente.
III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO
1. Os dons na igreja.
2. Os sábios arquitetos do Corpo de CRISTO.
3. Despenseiros dos dons.

Resumo rápido do Pr. Henrique da Lição 2, O Propósito dos Dons Espirituais INTRODUÇÃO

Na Igreja onde abundam os dons, vão ter os que não querem orar, jejuar, estudar a bíblia e vivem na prática do pecado. Numa cidade onde existe uma igreja avivada sempre vão ter bares, boates, inferninhos, seitas, etc... a sua volta. é a guerra espiritual que existe tanto fora quanto dentro da Igreja. Os intelectuais que não são batizados no ESPÍRITO SANTO e nem são usados em dons detestam os espirituais que muitas vezes não são diplomados, mas são tremendamente usados por DEUS. Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas DEUS escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e DEUS escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E DEUS escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Coríntios 1:26-29

Vamos estudar sobre os Dons do ESPÍRITO SANTO e seus verdadeiros propósitos para a Igreja e para os descrentes. Os dons são armas de combate contra Satanás e seus demônios, são dádivas de DEUS também para sua Igreja, visando sua edificação, consolação e exortação (através da profecia).O ESPÍRITO SANTO é quem escolhe e capacita os crentes para a obra de CRISTO, "para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros" (1 Coríntios 12:25).

I – OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE 1. A igreja coríntia.

A igreja coríntia era formada principalmente por ex-idólatras e frequentadores dos templos de vários deuses. A igreja existia em meio a uma população de comerciantes e industriais bem prósperos, principalmente pela cerâmica e o bronze. Atenas era sua principal concorrente. A cidade foi destruída por Roma e reconstruída por Júlio César em 44 a.C.. Foi capital da Acaia com população atingindo até 500 mil habitantes entre senhores e escravos. Em 1858, quando foi destruída por um terremoto.
Nos dias de Paulo, a cidade ficava a aproximadamente a dois quilômetros e meio ao sul do golfo de Corinto, no lado norte de sua acrópole, a uma altitude de aprox. 130 metros. O monte Acrocorinto ou acrópole se estendia a 500 metros sobre a cidade, a uma altitude de 623 metros. A cidade e sua acrópole eram limitadas por um muro que tinha um perímetro superior a 10 quilômetros. Do lado de fora dos muros, nas planícies circunvizinhas, se estendiam campos de grãos, olivais, vinhas, e outras propriedades rurais da cidade.
Ao norte da parte central da cidade ficava a Ágora, o centro nervoso da metrópole. A

Ágora tinha aproximadamente 230 metros de leste a oeste, e cerca de 100 metros de norte a sul. Na linha divisória dos dois níveis, havia uma fileira de prédios baixos flanqueando um rostro ou bema, que funcionava como um púlpito para proclamações públicas e assentos de julgamento (q. v.) para magistrados. Aqui Paulo compareceu perante Gálio (q.v.), governador da Acaia, como resultado das acusações dos judeus de que ele havia violado a lei (At 18.12,13). Ao longo do lado sul da Ágora, havia um pórtico ou colunata que era um centro de compras, medindo cerca de 150 metros de comprimento. Aqui e no lado noroeste perto do templo de Apolo, havia lojas para os vendedores de carne e vinho, provavelmente o mercado ou o “açougue” ao qual Paulo se referiu em 1 Coríntios 10.25.

Quanto aos aspectos não-físicos de Corinto, deve ser observado que uma grande parte da população era muito inconstante (navegadores, negociantes, oficiais do governo, et al,) e estavam, portanto, excluídos dos habitantes da sociedade estabelecida. Para tornar as coisas piores, a prostituição religiosa era comumente praticada em conexão com os templos da cidade. Por exemplo, de acordo com Strabo, 1000 sacerdotisas ou jovens escravas do Templo de Afrodite, na acrópole, eram empregadas na prostituição religiosa. A partir da mobilidade social e dos males das práticas religiosas ali, surgiu uma corrupção geral da sociedade. A péssima “moral de Corinto” se tornou um provérbio pejorativo até mesmo no mundo romano pagão. Não é de se admirar que Paulo tivesse tanto a dizer sobre a santidade do corpo em sua primeira carta aos Coríntios.

Perto de Corinto, os jogos ístmicos ocorriam a cada dois anos em homenagem a Posêidon, deus do mai. Eventos atléticos incluíam corridas a pé, corridas com carros puxados por dois cavalos, o pentatlo (salto, corrida, luta livre, lançamento de disco e lançamento de dardo) e o pancratinm (uma combinação de boxe e luta livre). A coroa de vitória parece ter sido um aipo selvagem seco durante o século I d.C., realmente uma coroa corruptível (1 Co 9.25). Dicionário Bíblico Wycliffe

A Igreja coríntia era próspera quanto aos dons do ESPÍRITO SANTO (1 Co 1.7). O apóstolo Paulo diz que não lhes faltava dom algum, ou seja, a totalidade dos dons do ESPÍRITO SANTO ali se manifesrtava. Por isso mesmo uma relação completa dos dons do ESPÍRITO SANTO é dada por Paulo em 1 Coríntios 12.8-11.

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.

Como a ação maligna na cidade de Corinto era muito grande, DEUS deu poder espiritual à igreja coríntia para que lutasse numa guerra espiritual travada contra Satanás e suas hostes. Dons são armas de guerra espiritual. Assim como JESUS nós devemos desfazer as obras do Diabo.

Quem pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de DEUS se manifestou: para desfazer as obras do diabo. 1 João 3:8

Tanto existe uma guerra espiritual fora da igreja quanto existe uma guerra espiritaual dentro da igreja, entre salvos e falsos irmãos. Havia na Igreja divisões, inveja,

imoralidade sexual, etc. Isso acontece muito mais do que imaginamos ou tentamos esconder.
Ao mesmo tempo carnalidade e imoralidade? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1 Co 3.1,3). Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissensões, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.

Esta era a ideia geral sobre a Igreja porque não se pode culpar os crentes fiéis pelos acontecimentos e comportamentos, mas o que se destaca são os atos pecaminosos e isso vai atingindo cada dia mais pessoas até corromper toda a igreja. Se continuasse aquela situação, logo, logo, também os irmãos espirituais que ali haviam e usados em dons se corromperiam e os dons desapareceriam e a luta contra as trevas seria perdida. Por isso Paulo escreve aos coríntios para abrir-lhes os olhos do entendimento espiritual.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.

Posderíamos analizar coisa simples:
Quem o ESPÍRITO SANTO escolhe para ser usado em dons? os mais espirituais ou os menos espirituais? Sabemos que espirituais são aqueles que oram, jejuam, leem a bíblia e evangelizam. Quem seria escolhido e capacitado? Creio que são escolhidos os mais espirituais, os que mais teem contato com DEUS. Os que se santificam.

por que Abraão foi escolhido? porque em meio a uma geraçao corrompida foi achado com fé em DEUS e afastado da idolatria de seus pais. Assim outros servos de DEUS também foram escolhidos para a obra de DEUS por serem diferentes em suas gerações. A escolha é pela graça, mas não sem haver fé naqueles que foram escolhidos.

Muitos usam erroneamente os versículos de Mateus 7:22,23, ditos por JESUS a respeito dos líderes judaicos, se referindo aos crentes salvos, batizados no ESPÍRITO SANTO e sendo usados por Dons do ESPÍRITO SANTO. isso, no mínimo, é preconceituoso e desprovido de exegese bíblica. Até a bíblia de Estudos Pentecostal e nosso comentarista do trimestre o fazem. Talvez seguindo estudos calvinistas a respeito dos pentecostais.
Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?
E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mateus 7:22,23

COMENTÁRIOS BEP - CPAD
7.21 AQUELE QUE FAZ A VONTADE DE MEU PAI. JESUS ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celestial é uma condição prévia essencial para a

entrada no reino dos céus (cf. vv. 22-25; 19.16-26; 25.31-46). Isto, no entanto, não significa que a pessoa pode ganhar ou merecer a salvação mediante seus próprios esforços ou obras. Isto é verdadeiro pelas seguintes razões: (1) O perdão divino o homem obtém mediante a fé e o arrependimento, concedidos pela graça de DEUS e a morte vicária de CRISTO por nós (ver 26.28; Lc 15.11-32; 18.9-14). (2) A obediência à vontade de DEUS, requerida por CRISTO, é uma condição básica conducente à salvação, mas CRISTO também declara ser ela uma dádiva ligada à salvação dentro do reino. Embora seja a salvação uma dádiva de DEUS, o crente deve buscá-la continuamente; recebê-la e evidenciá-la mediante uma fé sincera e decidido esforço. Esse fato é visto na Oração Dominical (6. 9-13) e nas muitas exortações para que o crente mortifique o pecado e se apresente a DEUS como sacrifício vivo (cf. Rm 6. 1- 23; 8. 1-17; 12.1,2; ver 5.6). (3) O crente pode fazer a vontade de DEUS e viver uma vida justa em virtude dessa dádiva, i.e., a graça e o poder de DEUS e a vida espiritual que lhe são comunicados continuamente mediante CRISTO. As Escrituras declaram: Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS. Porque somos feitura sua (Ef 2.8-10). (4) DEUS sempre torna possível a prática da obediência que Ele requer de nós. Isto é atribuído à ação redentora de DEUS. Porque DEUS é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade (ver Fp 2.13). Todavia, o dom da graça de DEUS não anula a responsabilidade nem a ação humanas. O crente deve corresponder positivamente ao dom divino da obediência (ver Fp 2.12; Jd 20,21,24; Ef 4.22-32), todavia ele é livre para rejeitar a graça de DEUS, para recusar aproximar-se de DEUS por meio de CRISTO (ver Hb 7.25), e para recusar orar por uma vida de obediência e viver essa vida (ver Mt 5.6)

7.22 MUITOS ME DIRÃO NAQUELE DIA. Nos versículos 22,23, JESUS declara enfaticamente que muitos que profetizam, pregam ou realizam- milagres em seu nome estão enganados, pensando que são servos de DEUS quando, na realidade, Ele não os conhece. Para não ser enganado nos últimos dias, o dirigente de igreja, ou qualquer outro discípulo, deve apegar-se totalmente à verdade e à justiça reveladas na Palavra de DEUS (ver Ap 22.19), e não considerar o sucesso ministerial como padrão de avaliação no seu relacionamento com CRISTO.
7.23 NUNCA VOS CONHECI. Estas palavras de CRISTO deixam plenamente claro que uma pessoa pode pregar o evangelho em nome de CRISTO, expulsar demônios e operar milagres, sem essa pessoa ter genuína fé salvífica em CRISTO. (1) As Escrituras nos ensinam que a pregação evangélica eloquente, um manifesto zelo pela justiça e a operação de milagres podem ter lugar nesta era mediante a influência e o poder de Satanás. Paulo nos adverte que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz . Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça (2 Co 11.14,15; cf. Mt 24.24). Paulo torna claro que a simulação de uma unção poderosa pode ser operação de Satanás (ver 2 Ts 2.9,10; Ap 13.3,12). (2) Muitas vezes, DEUS aniquila a atividade de Satanás nos falsos pregadores, a fim de salvar ou curar aqueles que, sinceramente, recebem a Palavra de DEUS (ver Fp 1.15-18). DEUS sempre deseja que aqueles que proclamam o evangelho sejam justos (ver 1 Tm 3.1-7); porém quando uma pessoa má ou imoral prega a Palavra de DEUS, ainda

assim Ele pode operar no coração daqueles que recebem a sua Palavra e entregam- se a CRISTO. DEUS não aprova nenhum falso pregador do evangelho, mas Ele certamente confirmará a verdade bíblica, e aqueles que a aceitam pela fé.

EXEGETICAMENTE
FICA EVIDENTE QUE JESUS AQUI ESTÁ FALANDO PARA OS JUDEUS QUE ERAM RELIGIOSOS E NÃO CONHECIAM A DEUS E MUITO MENOS A JESUS QUE FALAVA COM ELES. MUITOS DELES ERAM EXORCISTAS E MUITOS UNGIAM AS PESSOAS PARA SEREM CURADAS.
JESUS DIZ QUE NUNCA OS CONHECEU. ISSO NÃO SERIA, DE MANEIRA ALGUMA, APLICÁVEL A UM CRENTE SALVO QUE FOI BATIZADO NO ESPÍRITO SANTO E USADO EM DONS DO ESPÍRITO SANTO. ESTE É CONHECIDO POR JESUS, É EVIDENTE.

Veja o final do texto. "Nunca vos conheci".
Acha mesmo que JESUS nunca conheceu alguém que o aceitou como único salvador e Senhor? Que foi batizado no ESPÍRITO SANTO, pois para se ter dons é preciso primeiro ser batizado no ESPÍRITO SANTO. Depois está pessoa foi usada pelo ESPÍRITO SANTO em Dons.
VOCÊ ACREDITA QUE JESUS NUNCA CONHECEU ESTA PESSOA?

Tivemos no Brasil, mais especificamente em Goiás, um caso de um médium espírita que era usado por suas entidades para curar pessoas. Vinham até ele pessoas até de outros países. Além de ser idólatra e praticar coisas anti-bíblicas (Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, Deuteronômio 18:10,11), vivia em prostituições e adultérios. A esse JESUS com certeza diria: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". Mateus 7:23.

II – EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS (DONS DE DE VARIEDADE DE LÍNGUAS E DE PROFECIA)
1. Edificando a si mesmo.

1 Coríntios 14.1-5, 12-15
1 Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 2 Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a DEUS; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. 3 Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. 4 O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. 5 E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é

maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação. 12 Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. 13 Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. 14 Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. 15 Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, trata a respeito das línguas estranhas e da profecia no uso coletivo e individual.
Dentro da perspectiva de que além do falar em língua do batismo existem dons de Variedade de línguas e profecia que são dons do ESPÍRITO SANTO para a edificação da Igreja, o apóstolo traz orientações sobre como a Igreja deve se portar nesse aspecto. Na prática, o servo de DEUS não ensina que esses dons devem deixar de ser exercitados, mas orienta que sejam usados da forma correta, tendo em vista que a sua principal função é edificar o corpo de CRISTO. A língua do batismo é para oração e serve para edificação própria e a língua como dom do ESPÍRITO SANTO, que é a Variedade de Línguas é para edificação da Igreja.

É importante diferenciar entre falar em línguas espirituais e em línguas de outros países.
Pelo original grego percebemos claramente a diferença.
Quando se menciona línguas espirituais ou estranhas a palavra é "glossa" (Strong Português)

Língua - γλωσσα glossa
idioma ou dialeto usado por um grupo particular de pessoas, diferente dos usados por outras nações (PRESTE ATENÇÃO - DIFERENTE DE LÍNGUAS FALADAS NO MUNDO)

Quando se fala em línguas conhecidas do mundo a palavra usada é "dialektos" (Strong Português)
διαλεκτος dialektos
1) conversação, fala, discurso, linguagem

2) língua ou a linguagem própria de cada povo

O ensino de Paulo sobre línguas espirituais (ou estranhas) divide-se em três grupos: 1- Lingua falada no batismo como sinal ou confirmação do batismo. JESUS é quem batiza. Língua de oração. Edificação Própria.
2- Língua como Dom do ESPÍRITO SANTO. Este Dom é Concedido pelo ESPÍRITO SANTO. Variedade de Línguas - Edificação da Igreja.

3- Dom de profecia (que pode vir em línguas e interpretação). Pode a profecia ser na língua de origem do ouvinte, mas pode vir em línguas mais interpretação, o que equivale a profecia.

Em um culto da verdadeira igreja existem línguas espirituais (ou estranhas) sendo faladas.
Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26.

Pergunta: Como haveria interpretação se não houver quem fale em línguas? É evidente que alguém vai ter que falar em língua para que outro, ou ele mesmo, interprete.
O que ocorre é que o crente fala em línguas e espera um pouquinho para ver se tem intérprete ou se ele mesmo entendeu o que falou. Caso afirmativo, deve continuar a trazer a mensagem e assim a igreja será edificada ouvindo JESUS falar com a mesma. Caso não houver interpretação, deve falar bem baixinho (consigo mesmo - a altura quem regula é o próprio crente - o ESPÍRITO SANTO não obriga o crente a falar alto). Então, se não houver intérprete para não atrapalhar o culto, o crente não deve levantar sua voz em línguas. Em casa orando na língua do batismo pode orar da altura que quiser.

1- Lingua falada no batismo como sinal ou confirmação do batismo e para oração. LÍNGUA DE ORAÇÃO.
JESUS é quem batiza.
E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o ESPÍRITO SANTO, e com fogo. Mateus 3:11

Esta língua ninguém entende, só DEUS. Você quer falar diretamente com DEUS? É mistério.
Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a DEUS; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Coríntios 14:2

Esta língua deve ser usada para oração individual (entre no seu quarto e fale com seu pai em secreto - Mt 6:6) - quem fala em línguas (ou ora nessa língua) edifica-se a si mesmo (1 Co 14:4a).
Esta é a linguagem de oração do crente a vida toda.

Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Mateus 6:6
Orar no ESPÍRITO (E maiúsculo) é orar em línguas, não em pensamento.

Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, Judas 1:20

Quem ora em línguas ora bem.
"Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem.." (1 Co 14.14a).

Edificação própria

Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, Judas 1:20
O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo... 1 Coríntios 14:4a

Não se deve proibir falar em línguas, mas educar aqueles que falam - Portanto, irmãos, procurai com zelo o profetizar, e não proibais o falar em línguas. 1 Coríntios 14:39

RESUMO

O FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS - Marcos 16
Quem crer fala, quem não crer não fala.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Marcos 16:17

Quem ora em línguas ora bem.
"Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem.." (1 Co 14.14a). Isso

resultará em fortalecimento espiritual ao crente para ficar dirigido e orientado pelo ESPÍRITO SANTO quanto à evangelização.

Orar em línguas. Ensino claro de Paulo e de Judas.
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, Judas 1:20
O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo... 1 Coríntios 14:4a

O FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS NA VIDA PESSOAL Línguas para falar com DEUS (1 Co 14.2).

Aqui não é dom do ESPÍRITO SANTO. É a língua do batismo.
Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a DEUS; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Coríntios 14:2

Edificação pessoal.
Aqui não é dom do ESPÍRITO SANTO. É a língua do batismo.
O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo... 1 Coríntios 14:4a
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, Judas 1:20
É impressionante que em algumas igrejas se referem ao falar em línguas como se fosse algo pecaminoso. Como? Se falar em línguas com interpretação traz edificação da igreja? Por que então Paulo diz que não se deve proibir falar em línguas? Por que então ensina Paulo que um deve falar e outro interpretar? Nos parece que estas

igrejas deveriam buscar a presença de DEUS e o poder de DEUS em seu meio e fazer cultos como ensina a Bíblia.
Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 1 Coríntios 14:26.

Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas. 1 Coríntios 14:39

Paulo falava muito em línguas e ainda diz falar mais do que todos os outros.
Dou graças ao meu DEUS, porque falo mais línguas do que vós todos. 1 Coríntios 14:18. Além de falar a língua do batismo deduzimos que Paulo era usado em Dom de Variedade de Línguas.

Todos devem e podem falar em línguas, mas nem todos recebem o dom de variedade de línguas.
Língua do batismo é para todos, porém o dom de falar em várias línguas diferentes, nem todos recebem.

Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? 1 Coríntios 12:30
Existem manifestações de línguas espirituais ou estranhas no Antigo Testamento? Alguns eruditos judeus dizem ser possível que sim em Números 11:26 e em Daniel 5:1-31

Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:26
Agora mesmo foram introduzidos à minha presença os sábios e os astrólogos, para lerem este escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras. Daniel 5:15

Daniel interpretou Línguas Estranhas ou Espirituais - Então, dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura. Esta, pois, é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel e Parsim. Esta é a interpretação daquilo: Mene: Contou DEUS o teu reino e o acabou. Tequel: Pesado foste na balança e foste achado em falta. Peres: Dividido foi o teu reino e deu-se aos medos e aos persas.

Daniel 5:24-28
Nós falamos em língua dos anjos?
Não. Paulo está dizendo uma hipérbole. Ainda que eu falasse... Paulo está se referindo às línguas como importantes, mas não o mais importante. Está fazendo uma comparação. A conclusão é de que o amor é mais importante que tudo na vida do crente. Então use o dom de línguas para edificar as pessoas por amor a elas. Afinal, se amamos alguém queremos que DEUS fale com ela.
As línguas cessarão quando vier o que é perfeito (1 Coríntios 13).

O perfeito será quando atingirmos a maturidade perfeita. Quando formos arrebatados e nosso corpo for transformado em corpo espiritual, celeste e eterno. Ai, não mais será necessário falar em línguas e nem será mais necessário exercer os dons do

ESPÍRITO SANTO, pois no céu, na Nova Jerusalém, tudo será perfeito e DEUS falará pessoalmente conosco, não por meio de pessoas, mas ELE mesmo falará conosco pessoalmente.
Paulo afirma que não era perfeito, não alcaçou a perfeição. - Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por CRISTO JESUS. Filipenses 3:12

Todos os crentes devem e podem ser batizados no ESPÍRITO SANTO e quando isso ocorrer falarão em língua espiritual ou estranha. Devem procurar orar em Línguas todos os dias para edificação própria.
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Marcos 16:17

E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem. Atos 2:4
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a DEUS. Atos 10:46
E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 19:6

E eu quero que todos vós faleis em línguas, ...1 Coríntios 14:5
Nem todos os crente recebem dom de variedade de línguas, mas todos devem e podem buscar esse dom maravilhoso para edificar a Igreja.
Ore em línguas o máximo que puder para ser edificado, fortalecido e guiado pelo ESPÍRITO SANTO.

2. Edificando os outros.

Língua como Dom do ESPÍRITO SANTO. Este Dom é Concedido pelo ESPÍRITO SANTO - VARIEDADE DE LÍNGUAS.
Objetivo - para o que for útil, para edificação da igreja, para transmitir uma mensagem na língua de origem ou para dar um recado específico a alguém, ou para oração de intercessão.

a- Para edificação da igreja.
Aqui o crente fala em língua e alguém interpreta ou ele mesmo interpreta (veja tópico 3 abaixo)
Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. 1 Coríntios 14:13
Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. 1 Coríntios 14:3

b- Para transmitir uma mensagem na língua de origem.
Exemplo em Atos 2, no início da igreja, na primeira manifestação de língua do Novo Testamento.

E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. Atos 2:6

Língua do batismo, ninguém entende o que está sendo dito, então não vão provar para um crente que JESUS está falando para a Igreja. Porém, para um descrente Língua do batismo é sinal de que DEUS está falando na Igreja. Já a profecia, quando dita em nossa própria língua não é sinal de que DEUS está falando para um descrente, pois não sabem discernir, mas para a igreja é DEUS falando conosco.

De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. 1 Coríntios 14:22

E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. Atos 2:6

VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

a. O que é o dom de variedades de línguas?
O dom de Línguas ou de Variedade de Línguas como o nome mesmo diz, são línguas inspiradas sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO SANTO para que, através das mesmas possamos ser edificados, para que possamos transmitir mensagens de DEUS aos homens e para que adoremos e glorifiquemos a DEUS. O que fala em língua edifica- se a si mesmo, ... 1 Coríntios 14:4a; Ora, quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis, pois quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. 1 Coríntios 14:5 (Grifo nosso).
Observação importante - Todo crente batizado no ESPÍRITO SANTO fala em línguas e pode e deve falar nessa língua a vida toda, principalmente para orar pela sua própria edificação, mas nem todos que são batizados e falam em línguas todos os dias possuem o Dom de Variedade de Línguas. A língua que falamos ao ser batizados é para nosso uso próprio e nos acompanha em toda nossa jornada de fé aqui na Terra, só findando quando formos arrebatados ou morrermos. ...falam todos em línguas (têm todos o dom de línguas - grifo nosso)? interpretam todos? 1 Coríntios 12:30b.
As línguas foram profetizadas por Isaias e trazem refrigério àqueles que as falam.
- Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir. Isaías 28:11-12
Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo.
Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir.

Isaías 28:11-12

Todos os crentes batizados com o ESPÍRITO SANTO podem falar em línguas espirituais, podem oram em línguas, podem ser edificados quando oram em línguas, podem intercalar sua pregações falando em línguas, podem cantar em línguas e até profetizar em línguas, porém nem todos recebem o Dom de Variedade de Línguas.

b. Qual é a finalidade do dom de Variedade de Línguas?
As línguas são úteis para louvor e adoração a DEUS. "falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais (em línguas), cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração" (Efés. 5:19, Colos. 3:16).Todo crente deve ser batizado no ESPÍRITO SANTO e deve orar em línguas todos os dias de sua vida aqui na Terra para edificação própria. O que fala em língua edifica-se a si mesmo, ... 1 Coríntios
14:4a; Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO (Grifo nosso - orando em línguas) Judas 1:20. Quando o crente ora em línguas não entende o que está falando, mas seu espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO entende e fica fortalecido para vencer as lutas na esfera espiritual, no campo de batalha espiritual.
ORAR BEM - Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora
bem.... (1 Coríntios 14:14a)
O apóstolo Paulo dava tanto valor ao falar em línguas que declara seu dom de línguas ao coríntios: Dou graças a DEUS, que falo em línguas mais do que vós todos. 1 Coríntios 14:18.
Na igreja devemos evitar falar em línguas em voz alta para não atrapalhar as manifestações do ESPÍRITO SANTO e também para que a mensagem pregada e explicada seja ouvida por todos.
Paulo diz que enquanto um irmão está sendo usado em profecias ou em dom de línguas com interpretação os outros devem estar calados ou falando em línguas bem baixinho para não atrapalharem a manifestação dos ESPÍRITO SANTO e para que todos ouçam e para que todos sejam edificados.
Não se deve proibir falar em línguas, mas educar aqueles que falam - Portanto, irmãos, procurai com zelo o profetizar, e não proibais o falar em línguas. 1 Coríntios 14:39

De DEUS = Mensagem de DEUS para a Igreja ou para uma determinada pessoa que tem três fins:
1- Edificação = Fazer com que siga fazendo a Obra de DEUS.
2- Exortação = Fazer com que desperte e anime para fazer a Obra de DEUS.

3- Consolação = Fazer com que a tristeza não abata a pessoa, porque DEUS está presente e assistindo e ajudando em tudo.
O dom de profecia não tem elemento preditivo, ou seja, não tem a função de dizer o futuro.

c. Atualidade do dom.

Aqueles que dizem que as línguas eram manifestações do ESPÍRITO SANTO somente para a época dos primeiros apóstolos devem assumir uma posição firme sobre isto (os Cessacionistas), pois estão afirmando que toda nossa geração está sendo usada por demônios ou usando de falsidade quando falamos em línguas. Com certeza sabemos que eles estão equivocados, pois essas manifestações do ESPÍRITO SANTO eram comuns até mesmo entre os pais dessas denominações tradicionais que negam a atualidade dos dons do ESPÍRITO SANTO. Infelizmente posso afirmar que estão debaixo da ação de demônios que os cegam. São claras a manifestações do ESPÍRITO SANTO em nossos dias, basta ligar um aparelho de TV ou acessar a internet ou visitar qualquer igreja pentecostal.

Se o apóstolo Paulo diz que os dons são de utilidade para a Igreja, quem somos nós para dizermos em contrário?

Exemplo de dom de línguas no Novo Testamento - Atos 2.3, 4, 8 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 - E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem. 8 Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? (grifo nosso).
Exemplo no Antigo Testamento -
"Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:26
Segundo alguns eruditos em Hebraico o significado de "profetizavam" aqui neste texto pode ser "falaram em línguas desconhecidas".
Veja também Daniel 5:25-28 - Daniel leu uma mensagem escrita na parede do palácio.

Existe um tipo de língua que é para ser interpretada, esse tipo pertence ao Dom de Variedade de Línguas.
O crente fala e outro interpreta ou ele ora a DEUS e pede para que ele mesmo ao falar nesta língua receba a Interpretação e transmita na língua dos ouvintes.

"Pelo que, o que fala em língua estranha, ore para que a possa interpretar." (1 Co 14.13)

Quem tem o Dom de Variedade de Línguas pode falar pelo menos em 5 tipos de línguas diferentes: Vamos estudar mais sobre isto em próximas lições.
1- Línguas do batismo (para edificação própria - o crente pode falar nela a vida toda) 2- Língua para falar com estrangeiro - Língua conhecida pelo ouvinte e não pelo que a fala. Exemplo maior em Atos 2, onde os apóstolos falaram na língua dos estrangeiros. 3- Língua para Intercessão - Não são palavras expressadas, mas gemidos de intercessão (Rm 8; ).
4- Línguas para serem interpretadas - Podem ser interpretadas pelo mesmo que as fala ou por outrem.

5- Línguas que falamos e nao entendemos, mas a pessoa que ouve entende perfeitamente (muitas vezes só uma pessoa no meio de muitas entende DEUS falando com ela).
Quem ora em línguas deve orar para poder interpretá-las. Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar. (1 Coríntios 14:13

Busque o Dom de Variedade de Línguas para edificação da Igreja.

3. Edificando até o não crente.

e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 1 Coríntios 12:10
E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação. 1 Coríntios 14:5
Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 1 Coríntios 14:1

A profecia pode ser manifesta de trêss maneiras:
1- A profecia é manifesta por alguém que é usado em Dom de Profecia (fala na língua conhecida por todos - 1 Coríntios 12.10; 14:3).
2- A profecia é manifesta por alguém que fala em Línguas e outra pessoa entende e se levanta e dá a interpretação (Um tem Dom de Variedade de Línguas e outro tem Dom de Interpretação de Línguas - 1 Coríntios 12.10).
3- A profecia é manifesta por alguém que fala em Línguas e ele mesmo entende e dá a interpretação a todos. (línguas MAIS interpretação - 1 Coríntios 14.5).

Objetivos da Profecia
Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. 1 Coríntios 14:3

Este dom pode vir com manifestação direta na língua da Pessoa que vai ouvir a mensagem ou em Língua espiritual ou estranha sendo interpretada por outrem ou pela mesma pessoa que fala e recebe a interpretação.
Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. 1 Coríntios 14:13
E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação. 1 Coríntios 14:5

Exemplo de profecia no NT - E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o ESPÍRITO SANTO: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Atos 13:2

Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20.

DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)
a- O que é o dom de profecia?
Pelo que entendemos o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere- se a mensagens sobrenaturais, inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO, podendo ser em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, ou numa língua desconhecida para quem fala e conhecida para quem ouve (caso de línguas mais interpretação), objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem. Os dons, inclusive o de profetizar, são movidos em nós pelo amor, a mais essencial virtude do fruto do ESPÍRITO, implantado em nós, quando nos convertemos a CRISTO (1 Co 13.2). Para que o crente seja usado nesse dom deve primeiro desejar o bem da pessoa que vai receber a profecia, pois é com esse intuito que DEUS nos usa. O Apóstolo Paulo nos exorta a não desprezarmos as profecias (1 Ts 5.20), por isso as mesmas devem passar pelo crivo das escrituras, sendo julgadas pela igreja antes de serem aceitas integralmente, pois as mensagens vêm perfeitas da parte do ESPÍRITO SANTO, mas passam pelo instrumento que é o crente. Como as profecias e as interpretações de línguas podem ser transmitidas parcialmente, integralmente ou acrescentadas pelos que as transmitem, pode haver mudança de entendimento por parte daqueles que as recebem devido a uma mudança de sentido feita pelo que foi instrumento do ESPÍRITO SANTO para a transmitir (1 Co 14.29-33; 1 Ts 5.20). Assim, quem é instrumento usado nesse dom deve evitar interpretar a mensagem recebida à sua maneira ou de maneira que o ouvinte deseja ouvir, mas entregar somente o que recebeu. Infelizmente acontece muito desse dom ser exercido fora da igreja local, sendo por isso mesmo usado de maneira errônea devido à falta de julgamento da veracidade das mensagens ai transmitidas. Alguns por dinheiro ou por fama transmitem mensagens que somente agradam aos ouvintes ou trazem mensagens de terror aos incautos que se guiam por essas mensagens. O Dom de Discernimento é muito importante nesses casos, revelando se tais mensagens vêm do que fala, ou do Diabo, ou de DEUS. "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos" 1 Coríntios 13:9
As profecias vêm para edificação, exortação e consolação (1 Co 14:3). Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13).
Não devemos confundir Profeta com aquele que profetiza, pois Profeta é ministério dado por CRISTO (Ef 4.11), profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO, é dom do Mesmo. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer ou revela coisas que estão acontecendo ou aconteceram em outra parte, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas pouquíssimos são escolhidos para serem profetas.

Exemplo de ministério de Profeta no NT - Profeta Ágabo: At 21 8 Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. 9 Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam (Dom do ESPÍRITO SANTO). 10 Demorando-nos ali por muitos dias, desceu da Judéia um profeta, de nome Ágabo (Ministério dado por CRISTO a Igreja); 11 e vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim os judeus ligarão em Jerusalém o homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.

b- A relevância do dom de profecia.
E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. 1 Coríntios 14:29- 32
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (2 Pe 1.19).
Se esse dom não fosse importante para a Igreja certamente Paulo não diria o que disse em 1 Co 14.1 "(1 Co 14.1 "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar". Para que não haja desordem no culto, ou seja, quando houver num mesmo culto vários irmãos que profetizam e todos eles desejam trazer uma mensagem da parte de DEUS à igreja, Paulo orienta então que haja no máximo, durante um mesmo culto, dois ou três irmãos que profetizem, sendo que um deve esperar pelo outro, assim um profetiza, depois outro e depois outro (1 Co 14.29-31). Essas profecias deveriam ser julgadas de acordo com a Palavra de DEUS, de acordo com a santidade e honestidade daqueles que as transmitiam e pela sua veracidade comprovada pelos que as receberam (1 Co 14.29).
Por que as profecias devem ser julgadas? Por que podem vir de três fontes distintas: DEUS, o homem ou o Diabo.
Exemplo:
Pode alguém chegar na igreja e dizer que a doença que um membro tem é para que ele não se desvie do evangelho - isso, com certeza, é uma mensagem satânica, pois JESUS já levou nossas doenças e enfermidades na cruz, ELE não vai devolver isso para nós.
Pode alguém, na igreja, dizer sobe a briga de um casal e sua separação sendo que ela já tenha ouvido de uma vizinha esse fato ocorrido e está tentando se passar por alguém usado em profecia, trazendo uma mensagem que não é nem do diabo e nem de DEUS.
Graças a DEUS, pode também alguém trazer mensagens da parte de DEUS para edificação, exortação ou consolação.

Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20 - A igreja tem perdido muito pela falta das profecias que foram praticamente banidas da igreja por falta de quem as julgue, por falta de líderes experientes nos dons.
O apóstolo Paulo dava muito valor às profecias - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. (1 Timóteo 4:14)

Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia; (1 Timóteo 1:18)
De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. 1 Coríntios 14:22.

c- Propósitos da profecia.
Os principais propósitos da profecia são a edificação da Igreja e a evangelização. A Igreja não pode ser guiada pelas profecias, mas deve ouvir as profecias e julgá-las para que haja uma sábia direção de DEUS em auxílio à obra de DEUS e uma união por parte dos membros da Igreja. A igreja que ouve e julga as profecias é mais propensa a evitar e combater o pecado entre seus membros. As profecias geralmente confirmam o que DEUS já colocou em nossos corações.
Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem- aventurado (Provérbios 29:18).
Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado; 1 Coríntios 14:24 - Esta declaração de Paulo nos leva a crer que as profecias são excelentes ferramentas para evangelização, pois os segredos do coração das pessoas são revelados provocando neles a certeza de que DEUS está entre nós. "os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, declarando que DEUS está verdadeiramente entre vós" - 1 Coríntios 14:25.

Todos os crentes podem e devem ser batizados no ESPÍRITO SANTO e receberem o Dom de Profecia.
Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados. 1 Coríntios 14:31

Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. 1 Coríntios 14:1

III – EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO 1. Os dons na igreja.

Paulo fala sobre os Dons do ESPÍRITO SANTO em três capítulos da carta aos coríntios - 12, 13 e 14.

a- No capítulo 12 fala sobre a existência dos dons, quantidade dos dons, de quem os dá e para que são dados.
b- No capítulo 13 fala sobre o que move os dons e da duração dos dons para a igreja. c- No capítulo 14 continua falando sobre o Amor e sobre a regulamentação dos dons para edificação do corpo, sobre o melhor dom a ser usado na igreja e sua importância.

a- No capítulo 12 fala sobre a existência dos dons, quantidade dos dons, de quem os dá e para que são dados.

O apóstolo aos gentios fala em 1 Coríntios 12 sobre a ignorância e mal uso dos Dons do ESPÌRITO SANTO por parte desta Igreja, fala sobre o passado de seus membros sob o domínio de demônios e diz que agora, na Igreja só age um ESPÍRITO, o ESPÍRITO SANTO que é DEUS, também fala sobre a pedra fundamental da Igreja que é CRISTO e fala da diversidade dos Dons do ESPÍRITO SANTO, enumerando-os numa lista completa e por fim fala que quem controla a operações dos dons é o ESPÍRITO SANTO que concede a cada um que vai ser usado em Dons como Ele quer, sempre para o que for de utilidade tanto para a Igreja em sua edificação, como para os ímpios em sua conversão.

Por fim nos ensina que a Igreja é um corpo com muitos membros tendo como cabeça a JESUS CRISTO e que é formada por diversos membros, cada um com sua função. Todos têm sua utilidade no corpo. Os Dons são muitos e capacitam a acda um para que a obra do Senhor seja realizada.

A lista completa dos Dons do ESPÍRITO SANTO nos é apresentada:
Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 1 Coríntios 12:8-10.
Por que sabemos que a lista é completa? Porque os Coríntios eram usados em todos os Dons e Paulo os reúne em uma lista completa para lhes explicar sobre eles.
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO, 1 Coríntios 1:7

Além disso Paulo fala sobre a posição de cada ministro dentro do corpo de CRISTO. Fala da busca pelos Dons que cada um deve fazer com desejo ardente. Fala sobre Dons Assistenciais de DEUS PAI, de Dons Ministeriais de JESUS CRISTO e de Dons do ESPÌRITO SANTO, tudo operando dentro do corpo de CRISTO na Terra - A Igreja..

b- No capítulo 13 fala sobre o que move os dons e da duração dos dons para a igreja.

O apóstolo aos gentios fala em 1 Coríntios 13 sobre a mola mestra dos dons, o Amor. Somente o Amor de DEUS derramado em nossos corações pode mover nosso amor para com os que necessitam de DEUS e de sua manifestação poderosa.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de DEUS está derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO que nos foi dado. Romanos 5:5 Aquele que não ama não conhece a DEUS, porque DEUS é amor. 1 João 4:8 Amados, amemo- nos uns aos outros, porque o amor é de DEUS; e qualquer que ama é nascido de DEUS e conhece a DEUS. 1 João 4:7

Recebemos esse amor quando cremos, pois foi implantado em nós pelo Fruto do ESPÍRITO SANTO e suas 9 qualidades, sendo o Amor a inicial e principal.

Sem o amor não existe manifestação dos Dons. Existe neste capítulo a definição de Amor e sua suma importância para crente. JESUS resumiu a lei e os profetas em uma única palavra - o Amor.
Mestre, qual é o grande mandamento da lei? E JESUS disse-lhe: Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Mateus 22:36-40

Paulo ainda fala que os Dons durarão até a vinda de CRISTO para nos buscar, no arrebatamento (quando seremos perfeitos). Daí para frente os Dons não mais serão necessários, pois no céu não há doentes, enfermos, não há necessidade de intermediários para falarmos com DEUS, não há sofrimento e nem inimigos.

Paulo, na carta aos Filipenses, diz que ele mesmo nunca alcançou a perfeição enquanto estava aqui na Terra.
Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por CRISTO JESUS. Filipenses 3:12

c- No capítulo 14 continua falando sobre o Amor e sobre a regulamentação dos dons para edificação do corpo, sobre o melhor dom a ser usado na igreja e sua importância.

Paulo nos orienta a continuar seguindo o Amor, buscando os Dons e nos revela o principal Dom do ESPÍRITO SANTO, o de Profetizar.
Aqui vemos que não entendemos a língua que recebemos no batismo no ESPÍRITO SANTO, só DEUS entende quando estamos falando de mistérios.

É-nos dito que a profetiza é para falar a todos para edificação, exortação e consolação.
Uma grande arma de edificação própria nos é indicada - Falar em língua estranha edifica o crente, o fortalece espiritualmente e o que profetiza edifica a igreja. Tanto um como outro é importante, mas edificar a muitos é melhor ainda.
Falar em línguas é importante, porém, na igreja, deve vir acompanhado da interpretação para edifique os outros. "O que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba

edificação".
Paulo diz que é importante desejar os Dons do ESPÍRITO SANTO, quanto mais dons melhor. Sempre com o intuito de edificação da igreja. Por isso o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar, pois assim estará profetizando para edificação de todos. Falar em Línguas com Interpretação equivale a Profecia.
Quando oramos em línguas nosso espírito ora bem porque o ESPÍRITO SANTO nos une a DEUS nesta hora, mesmo que nós não entendamos o que estamos falando. Esta oração em ínguas é para nossa edificação espiritual.
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO, conservai a vós mesmos no amor de DEUS, esperando a misericórdia de nosso Senhor JESUS CRISTO, para a vida eterna. Judas 1:20,21 Devemos orar em línguas e também em Português. Devemos cantar em Línguas e também em Português.
Quando damos glórias e graças a DEUS em línguas isso é perfeito, mas não é edificado aquele que nos ouve na Igreja.
Paulo revela que é usado em Dom de Variedade de Línguas e que pratica a oração em Línguas - Dou graças ao meu DEUS, porque falo mais línguas do que vós todos. Na Igreja, porém, Paulo preferia falar na língua que todos entendiam para que todos fossem edificados. Certamente Paulo era usado em interpretação de Línguas e em Profecia.
Paulo cita Isaías 28.11 falando sobre as Línguas do ESPÍRITO SANTO - Está escrito na lei: Por gente doutras línguas e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão, diz o Senhor.
O descrente quando nos ouve falar em línguas sabe que DEUS está entre nós, mas o crente já está acostumado e não pondera. A profecia não identifica a presença de DEUS para o descrente, mas para o crente é DEUS falando com ele. Quando há alguma revelação de algo oculto na vida do descrente, ai sim, ele reconhece que é DEUS falando com ele.
Paulo nos revela como deve ser um legítimo culto cristão pentecostal e o que deve acontecer nele - Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
Paulo limita o número de crentes que vão ser usados no falar em Línguas e diz que deve haver interpretação - "por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete".
Paulo também limita o número dos que vão ser usados em Profecias e diz que essas profecias devem ser julgadas - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. Quando alguém estiver falando em Línguas na Igreja e não houver interpretação então o crente deve falar bem baixinho (consigo mesmo) para que não atrapalhe os outros a ouvirem a mensagem de DEUS para eles através de outros.
Todos crentes podem profetizar, em ordem, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
A altura da voz e o tempo em que se é usado pode ser controlado pelo crente que está sendo usado. "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas".
Paulo nos orienta a profetizar e a falar em línguas sempre. Portanto, irmãos, procurai,

com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

2. Os sábios arquitetos do Corpo de CRISTO.
Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais? Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas DEUS deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas DEUS, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de DEUS; vós sois lavoura de DEUS e edifício de DEUS. Segundo a graça de DEUS que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é JESUS CRISTO. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo. Não sabeis vós que sois o templo de DEUS e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós? Se alguém destruir o templo de DEUS, DEUS o destruirá; porque o templo de DEUS, que sois vós, é santo. 1 Coríntios 3:4-17

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO,
até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de DEUS, a varão perfeito, à medida da estatura completa de CRISTO, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, CRISTO, do qual todo o corpo, bem-ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. Efésios 4:11-16

Os dons ministeriais contidos em Efésios 4.11 são homens dados a Igreja para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de CRISTO.
Todos os ministérios são importantes e necessários. Nunca um líder pode julgar desnecessário um ministério dado por CRISTO a Igreja. Nos parece que a preeminência na Igreja foi assumida por quem controla o dinheiro, em detrimento dos outros ministérios. Isso prejudica o bom andamento da obra de DEUS, confronta a liderança de CRISTO a sua Igreja.

“mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é JESUS CRISTO” (1 Co 3.10,11).

3. Despenseiros dos dons.

Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS. Se alguém falar, fale segundo as palavras de DEUS; se alguém administrar, administre segundo o poder que DEUS dá, para que em tudo DEUS seja glorificado por JESUS CRISTO, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! 1 Pedro 4:10,11

Cada um que recebeu um Dom do ESPÍRITO SANTO deve ministrar às pessoas o Dom que recebeu. Somos despenseiros dos Dons, ou seja, recebemos, está em nós, para ajudar aos outros nós devemos ministrar aos outros. Assim como numa casa tem um cômodo onde são colocados alimentos para serem retirados quando necessário (despensa). Por isso mesmo Paulo exortou Timóteo a usar o Dom que estava nele, mas ele o estava retendo.
Por este motivo, te lembro que despertes o dom de DEUS, que existe em ti pela imposição das minhas mãos. 2 Timóteo 1:6
Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. 1 Timóteo 4:14

CONCLUSÃO

A igreja coríntia era formada por ex-idólatras e muitos deles estiveram envolvidos com espiritismo. Apesar de ser uma igreja com todos os dons do ESPÍRITO SANTO, se mostrou carnal por causa de alguns problemas que lá aconteciam. Divisão e imoralidade eram os principais problemas. O Dom é recebido pela graça de DEUS e concedido pelo ESPÍRITO SANTO a quem ele mesmo escolhe.

O crente edifica-se a si mesmo orando em Línguas. Edifica os outros quando fala em línguas e é interpretado por outrem ou por si mesmo. Edifica até o não crente através da Profecia.
Os dons na igreja são operados pelo ESPÍRITO SANTO e são para edificação, consolação e exortação da igreja, bem como para evangelização. Os sábios arquitetos do Corpo de CRISTO são os ministros escolhidos e dados por CRISTO à igreja. Os Despenseiros dos dons são aqueles que receberam Dons e devem ministrar aos outros, tudo movidos pelo amor.

Revista antiga - mesmo assunto

Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais -TEXTO ÁUREO

“Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja” (1 Co 14.12).

VERDADE PRÁTICA
Os dons são recursos concedidos por DEUS para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.8-11; 13.1,2
I Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência;

9 - e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar;
10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

11 - Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
1 Coríntios 13
1 - Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 - E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor; nada seria.

Resumo da Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais I - OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE 1. A igreja Coríntia.
2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
Il - EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS 1. Edificando a si mesmo.
2. Edificando os outros.
3. Edificando até o não crente.
IIl - EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO
1. Os dons na igreja. N
2. Os sábios arquitetos do Corpo de CRISTO.
3. Despenseiros dos dons.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
SOUZA, Estevam Ângelo de. Nos Domínios do ESPÍRITO. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1987. HORTON, Stanley M. A Doutrina do ESPÍRITO SANTO no Antigo e Novo Testamento. 12. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

Meus comentários - Lição 2 - O Propósito dos Dons Espirituais  - Dons
Os dons espirituais são concedidos pela graça de DEUS ao crente para que o mesmo compartilhe com outros essas maravilhosas bênçãos, tudo movido pelo amor.

Os dons são ferramentas de grande eficiência para evangelização. Conversões em massa e pessoais têm ocorrido desde a fundação da Igreja, no pentecostes.
Os dons, na igreja, visam principalmente o compartilhamento entre os irmãos que suprem a necessidade de cada um. Assim, se um está doente, aquele que tem o dom de curar orará para que este seja curado, e assim por diante. Todos serão abençoados, edificados, exortados e consolados nas diversas manifestações do ESPÍRITO SANTO.

Na Igreja de Corinto, como havia abundância, havia a totalidade dos dons em operação, houve a necessidade de Paulo regulamentar essas manifestações que estão à disposição do crente, mas estão também sob o controle de cada um. Assim, numa mesma reunião, Paulo aconselha que haja no máximo três crentes que vão profetizar, sempre um depois do outro, tudo isso visando a edificação dos outros. Paulo também ensina que o crente deve falar em línguas baixinho para que aquele que for usado para trazer a mensagem que vai ser interpretada seja ouvido. Paulo chama a atenção para o fato de que não se pode proibir falar em línguas, mas regulamentar sua prática quando numa reunião onde haja descrentes. A solução é aquele crente que fala em línguas orar para que ele mesmo interprete a mensagem que trouxe em línguas ou que outro a interprete.

Pela imaturidade da maioria dos crentes e pela falta de experiência dos líderes com os dons é que na maioria das vezes os que são usados em dons são considerados mais espirituais e superiores aos demais. Paulo não disse que todos os crentes em Corinto eram carnais, mas disse que havia muitos carnais entre eles. Paulo não disse que aqueles que estavam sendo usados em dons eram carnais. O que ocorre na maioria dos avivamentos é que enquanto uns estão se consagrando e buscando serem cada dia mais usados por DEUS, outros, que não estão interessados neste avivamento ou estão cometendo pecados encobertos acabam por se beneficiarem da alegria e do amor que invadiu as almas de todos e isso os levou a desconsiderarem a correção dos que teimam em continuar no pecado.

Devemos tomar o cuidado de ensinar aos crentes a buscarem diligentemente os dons e a valorizarem esses dons tanto na evangelização como na edificação da igreja. Estamos vivendo época em que se busca mais as dádivas de Mamom (como sinal de espiritualidade???) do que as dádivas espirituais de DEUS. Professores de Escola Bíblica Dominical deveriam ser os que mais dons tivessem em evidência, pois ensinam a Bíblia, onde se ensina que o verdadeiro evangelho é comprovado por sinais, prodígios e maravilhas (Mc 16.20).

John Wimber escreveu: “Quando duas frentes colidem, uma quente e uma fria, o resultado é que algo impetuoso ocorre: raios e trovões, chuva ou neve, até mesmo tornados e furacões. Há um conflito, e dele decorre a liberação de energia. Isso se dá com desordem, com confusão, é difícil de ser controlado.” Mais adiante ele diz: “Encontros de poder não são fáceis de controlar. Esta é uma palavra que para muitos cristãos ocidentais é dura para se aceitar, porque todos os fenômenos que não se encaixam dentro de um pensamento racional nos são desconfortáveis: eles nos lançam no escuro mundo que ultrapassa o racional, em que sentimos perder todo o controle da situação. Eventos que não estão de acordo com as nossas posturas normais do pensamento são ameaçadoras para nós, causando medo, por não nos serem familiares — especialmente onde ocorre poder espiritual.”

Medo da Nova Geração - John White - Quando o ESPÍRITO vem com poder
O avivamento traz consigo outras ofensas. O avivamento gera seus próprios líderes. Então os da velha guarda e os que a apoiam se põem na defensiva, com os ânimos exaltados. Há duas fontes de descontentamento. A primeira é que a distinção de clérigo / leigo é atingida, ameaçando instituições clericais. A segunda é que os líderes que surgem podem ser deficientes em seu preparo formal, e em seu refinamento social.
Contudo será que DEUS alguma vez se limitou a usar apenas pessoas de alto nível cultural? Ele levantou juízes para libertar Israel, um ou dois dentre os quais com um modo de agir totalmente diverso do convencional. Os profetas compunham-se de poetas, eruditos e homens iletrados. JESUS, ele mesmo sendo um carpinteiro, escolheu um pequeno grupo de discípulos que muita gente consideraria serem pessoas bem diversificadas e inexpressivas, para com elas fundar a igreja. Paulo observou que ele mesmo e seus seguidores eram considerados como “lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4:13).

Dificilmente alguém poderia acusar Wesley de não fazer uso de sinais e maravilhas. Para ele, os gritos, os tremores, as quedas ao chão eram sobrenaturais, eram sinais e maravilhas que despertavam uma resposta. John Cennick relatou acerca de Wesley: “Com freqüência, quando ninguém se agitava nas reuniões, ele orava ‘Senhor, onde está a tua marca, onde estão os teus sinais?’ e eu não me lembro de ter visto outra coisa, mas sempre que ele orava muitos eram tomados e passavam a gritar.” Whitefield consistentemente viu o choro mais silencioso e muitos casos de cair no ESPÍRITO ou “ser vencido” pelo ESPÍRITO". Mais importante, porém, é que tanto Wesley como Whitefield tinham uma unção especial de poder do ESPÍRITO SANTO na evangelização. Era isso que sobressaía e que dava poder na evangelização deles. Wesley descreve a situação em seu diário. Segunda-feira. 1o de janeiro, 1739 — Hall, Kinchin, Ingham, Whitefield, Hutchins e meu irmão Charles estavam presentes em nossa celebração de um ágape em Fetter Lane, com cerca de sessenta irmãos nossos. Perto das três da manhã, estando nós sem parar em contínua oração, o poder de DEUS veio poderosamente sobre nós, de forma tal que muitos gritaram com tremenda alegria, e muitos caíram no chão. Tão logo nos recuperamos um pouco daquele temor e deslumbramento diante da presença da sua Majestade, começamos logo com uma voz: “Nós te louvamos, ó Senhor; reconhecemos que Tu és o Senhor.” “O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas ... curar ... proclamar libertação ...” e muito mais (Is 61:1-2).

INTRODUÇÃO
Os propósitos dos dons podem ser compreendidos a partir de sua natureza. Myer Pearlman diz que os dons do ESPÍRITO “...descrevem as capacidades sobrenaturais concedidas pelo ESPÍRITO para todos os crentes em ministérios especiais...”. Para esse teólogo, o propósito principal dos dons do ESPÍRITO SANTO é “edificar a Igreja de DEUS, por meio da instrução aos crentes e para ganhar novos convertidos”. Elinaldo Renovato. Dons espirituais e Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 26.

I - OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE 1. A igreja Coríntia.

CORINTO Capital da província romana da Acaia.
1. Topografia. A cidade era uma das mais estrategicamente localizadas do mundo antigo. Estava situada em um planalto que contemplava o istmo de Corinto, cerca de 3 km do Golfo. Assentada aos pés do Acro corinto, uma acrópole que se ergue precipitadamente a quase 600 m de altitude, tão fácil de defender que era chamada de um dos '‘grilhões da Grécia”. Era uma fortaleza tão impenetrável que só foi tomada à força depois da invenção da pólvora. Corinto comandava todas as rotas terrestres da Grécia central para o Peloponeso ao longo do istmo.
Havia bons portos em ambos os lados do istmo: Cencréia no Golfo Sarônico ao leste e o Lichaeum no Golfo de Corinto ao Oeste. Uma moeda do imperador Adriano

representava os portos mediante duas ninfas, olhando em direções opostas com um leme entre eles. Nos tempos antigos os navios eram arrastados através do istmo sobre cilindros, para evitar a longa e perigosa passagem em tomo do Cabo Malea na extremidade sul do Peloponeso.

2. História. A próspera cidade-estado de Corinto surgiu no 82 séc. a.C. Ganhou controle sobre o istmo e o sul de Megara.
No período helenístico Corinto era um centro industrial, comercial e de prazer. Tomou- se membro e, por um tempo, a principal cidade da Liga Aqueana, no período entre a morte de Alexandre e o surgimento da influência romana na Grécia. Depois de uma breve campanha que resultou na conquista da Grécia em 196 a.C., Corinto foi declarada pelos romanos uma cidade livre. Entretanto, logo os romanos foram forçados a restringir a influência de Corinto e da liga, e a cidade foi completamente destruída por Múmio em 146 a.C.
Corinto ficou em ruínas por cem anos, até o decreto de Júlio César em 46 a.C. que dizia que deveria ser reconstruída. Uma colônia romana foi fundada no local, a qual mais tarde se tomou a capital da província da Acaia. Sua população era formada de gregos locais, orientais incluindo um grande número de judeus, homens livres da Itália, oficiais do governo de Roma e comerciantes. A cidade se tomou um lugar favorito dos imperadores romanos. Nero exibiu sua extraordinária habilidade artística nos jogos istmianos e, em um momento de exuberância, declarou a cidade livre. Ele próprio, Vespasiano e Adriano foram patronos da cidade e fizeram de Corinto a cidade mais bela da Grécia. Pausanias, o viajante e geógrafo grego, visitou Corinto no 2o séc. d.C. e fez uma descrição concisa dos monumentos da cidade imperial.
A cidade romana foi destruída por hordas góticas no 3o e 4o sécs. Sua destruição pelos godos, em 521 d.C., levou Procópio a comentar que DEUS estava abandonando o império romano. A cidade foi fundada novamente pelo imperador Justiniano e mantida na Idade Média pelos normandos, venezianos e turcos. O antigo local foi abandonado em 1858 devido a um forte terremoto. A nova cidade foi construída perto do golfo e mais para o leste.
Nos tempos romanos, a cidade era notória como lugar de prosperidade e indulgência. “Viver como um coríntio” significava viver em luxúria e imoralidade. Sendo um porto marítimo, Corinto era o local de encontro de todas as nacionalidades e oferecia todos os tipos de vícios. O templo de Afrodite no Acro-Corinto era único na Grécia. Suas sacerdotisas eram mais de mil hierodouloi, “escravas sagradas”, que se ocupavam na prostituição. Sua riqueza vinha de seu movimento comercial por mar e por terra, sua cerâmica e indústrias de metal, e sua importância política como a capital da Acaia. Em seu apogeu, provavelmente atingiu uma população de 200.000 homens livres e 500.000 escravos.
3. Importância bíblica. Existem três itens de interesse arqueológico que se relacionam ao relato de Atos acerca da visita de Paulo a Corinto. O tribunal romano, para o qual ele foi arrastado (At 18.12) pela multidão, para comparecer diante de Gálio, foi descoberto no centro do ágora. Era uma plataforma alta apoiada por dois degraus, revestida com mármore azul e branco. Dos lados havia recintos com assentos e, mais adiante, corredores que levavam da porção inferior à superior do ágora. Esta

construção é perfeitamente coerente com a concepção romana de um rostro, uma plataforma para oratória pública.
Ao sul do teatro há uma área grande e pavimentada, datada da metade do lséc. 1 d.C. Em uma das pedras do calçamento está a inscrição Eratus, pro aedilitate sua pecunia stravit, “Erasto, em troca pelo título de édilo, colocou [o pavimento] responsabilizando- se por seus custos.” Paulo, escrevendo de Corinto, mencionou em sua epístola aos Romanos (16.23) um Erasto, a quem ele descreveu como “tesoureiro” ou “administrador da cidade”. Embora exista alguma dúvida se esse nome é um equivalente próprio de edil, comumente em grego, em geral se afirma que este é o mesmo Erasto, um convertido ou amigo do apóstolo.
O apóstolo Paulo visitou Corinto, pela primeira vez, em sua segunda viagem missionária (Atos 18). Ele havia acabado de chegar de Atenas, onde fora miseravelmente recebido. Posteriormente ele disse que começou seu trabalho em Corinto em fraqueza, medo e temor. Pretendia permanecer apenas por um curto período de tempo, antes de retomar a Tessalônica, mas o Senhor falou com ele numa visão durante a noite (At 18.9,10; l Ts 2.17,18). Paulo pregou na cidade por um ano e meio. Por um tempo ele residiu na casa de Aquila e Priscila, judeus que haviam recentemente sido expulsos de Roma pelo imperador Cláudio. Assim como Paulo, os dois eram fabricantes de tendas e Paulo trabalhou com eles durante sua estada na cidade, para que seus motivos como pregador não fossem contestados. Logo depois de sua chegada, Silas e Timóteo se juntaram a ele, vindos da Macedônia.
Paulo pregou na sinagoga todos os sábados, até que uma forte oposição surgiu entre os judeus.
Ele então se voltou para os gentios e ficou na casa de Tício Justo, um gentio adepto do Judaísmo, que morava ao lado da sinagoga. Paulo fez vários convertidos durante sua estada, dentre eles Crispo, o administrador da sinagoga.
Em certo momento, uma multidão de judeus arrastou Paulo diante do procônsul romano da Acaia, L. Junius Gálio. O vencimento de seu mandato era para o ano 51-52 ou 52-53, de acordo com uma inscrição encontrada em Delfi, em 1908 (SIG II3.801). Gálio ouviu as acusações no tribunal, mas se recusou a julgar assuntos concernentes à lei judaica. Mesmo quando a multidão libertou Paulo e começou a espancar Sóstenes, o administrador da sinagoga, ele não se envolveu (At 18.12-17). Esta opinião, dada por um oficial romano altamente respeitado, de que a pregação de Paulo não era contrária à lei romana, sem dúvida deu a ele uma compreensão da proteção que Roma lhe daria ao pregar o evangelho. O relato da primeira visita de Paulo a Corinto é encerrado com a observação de que ele partiu, algum tempo depois deste incidente, para Jerusalém e Antioquia via Éfeso.
Paulo escreveu as epístolas aos Tessalonicenses durante sua estada em Corinto. Tão logo chegou na cidade, Silas e Timóteo se uniram a ele.
O livro de Atos conta muito pouco sobre a história do começo da Igreja em Corinto, mas alguns poucos detalhes adicionais podem ser derivados das epístolas aos Coríntios. Apolo, um convertido do judaísmo, se uniu a Áquila e Priscila enquanto eles estavam em Éfeso, foi enviado com uma carta de recomendação e exerceu um grande papel na igreja, embora às vezes involuntariamente, tenha sido causa de

divisões (At 18.27—19.11; I Co 1.12). As evidências indicam que Paulo pretendia visitar a igreja novamente, em sua terceira viagem missionária (2Co 12.14; 13.1). Enquanto estava em Éfeso, Paulo enviou uma carta para Corinto, que não foi preservada (I Co 5.9). A resposta da igreja, que pedia conselho acerca de problemas que estava enfrentando, e um relatório oral que indicava que a igreja estava muito mal, levou o apóstolo a escrever a primeira epístola aos Coríntios. Esta foi provavelmente levada para Corinto por Tito (2Co 7.13) ou por Timóteo (I Co 4.17), porque ambos haviam visitado a igreja nesta época. Depois da partida apressada de Paulo de Éfeso, ele foi para Trôade com a esperança de encontrar Tito com novidades acerca de Corinto. Sua expectativa foi frustrada, mas ele o encontrou mais tarde na Macedônia. Quando ele recebeu o relato sobre o reavivamento na igreja, Paulo escreveu sua segunda epístola da Macedônia. Depois disso, ele passou três meses na Acaia, grande parte, sem dúvida, em Corinto (At 20.2,3). Enquanto estava lá, arrecadou uma oferta para os santos pobres de Jerusalém, para a qual a Igreja de Corinto também deve ter contribuído, e de onde ele provavelmente escreveu a epístola aos Romanos (Rm 16.23).

A Igreja em Corinto reaparece na história literária ao final do séc.1 d.C.; por volta do ano 97 Clemente de Roma escreveu uma carta, que ainda sobrevive, à igreja. Esta revela que a igreja ainda era afligida por muitos dos mesmos problemas sobre os quais Paulo escreveu.

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 1173-1179.
4. Dons Espirituais Abundantes (1.7)
Declarado em termos positivos, os coríntios tinham abundância de dons espirituais, ou seja, tinham tudo o que era necessário para a salvação e evangelização. A palavra dom (charisma) é usada apenas por Paulo no NT (exceto 1 Pe 4.10). Paulo usou a palavra de duas formas. De forma geral, a palavra significa “o efeito das ações misericordiosas de DEUS, a bênção positiva conferida aos pecadores através da graça”. Neste sentido geral ela inclui todas as graças espirituais e os atributos espirituais. Ela também é usada por Paulo, de uma maneira especial, para referir-se a atributos espirituais em particular que seriam usados no ministério do evangelho de JESUS CRISTO. Tais dons são discutidos no final desta carta, nos capítulos 12-14.

5. Expectativa Espiritual (1.7)
Paulo, com os coríntios, esperava a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO. O apóstolo combinou a vitalidade espiritual presente com a antecipação espiritual futura. Ele observou a vida de uma forma realista, sabendo dos pecados do homem e proclamando a graça redentora de DEUS. Ele também buscou com expectativa, sabendo que a segunda vinda de CRISTO era a resposta definitiva da graça a um mundo irremediavelmente enredado no pecado. O verbo traduzido como esperando transmite a ideia de uma expectativa forte e ardente, e uma vigilância bastante alerta. A palavra manifestação (revelação, apocalypsis) significa literalmente descobrir, desvelar. “Aqui ela se refere ao retomo do Senhor para receber os seus santos para si mesmo em sua Parousia... Ela é usada em relação à sua vinda com seus santos e anjos para distribuir os juízos de DEUS...” Paulo tornou o evangelho relevante para as

atuais necessidades do homem. Mas ele, juntamente com outros escritores do NT, sempre fez da expectativa da volta do Senhor JESUS CRISTO um estímulo para a busca espiritual e um meio de enriquecimento espiritual e de poder espiritual (cf. 2 Pe 3.11-12; 1 Jo 3.2-3).

Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 247-248.

2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.

Homem natural - descrente.
Homem Espiritual - salvo.
Homem carnal - desviado.
O vocábulo «...irmãos...» é um termo que subentende afeição, usado para suavizar as severas reprimendas que Paulo precisava dirigir contra os crentes de Corinto. (Ver outros usos desse termo em I Cor. 1:10,26; 2:1; 4:6; 10:1; 12:1 e 14:20). «...espirituais...» Paulo postulou aqui três classes de homens, a saber, «espirituais», «carnais» e «naturais». Os homens espirituais e os carnais são ambos crentes, mas de inclinações opostas. Os homens naturais são os indivíduos ainda sem regeneração. ( I Cor. 2:14).

«...carnais...» Em outras palavras, «homens da carne», ou seja, crentes controlados pela carne. É possível interpretar que esse adjetivo significa que as pessoas assim qualificadas são inteiramente destituídas do ESPÍRITO de DEUS (se considerarmos tão somente o sentido verbal), mas o contexto geral não nos permite tirar essa conclusão.

Os crentes «...espirituais...», de conformidade com o uso que Paulo fez desse vocábulo, eram os crentes «experientes», espiritualmente maduros, usados em dons do ESPÍRITO SANTO, segundo se lê em I Cor. 2:6. Já os «carnais», em contraste com isso, eram os, que davam excessivo valor à sabedoria «humana», conforme a menção e os comentários existentes em I Cor. 1:18,19;21 e 2:1,4,5.
A sabedoria humana, em sua exaltação por parte dos retóricos e sofistas cristãos, que abundavam na igreja de Corinto, é que havia causado as lamentáveis divisões que Paulo repreende com tanta severidade nesta epístola. Príncipes se encontravam entre os sábios deste mundo; mas esses são inteiramente despidos da sabedoria divina, tendo cometido o pior de todos os crimes da humanidade, a saber, a crucificação do Senhor JESUS. (Ver I Cor. 2:6-8). E poderiam crentes verdadeiros imitar tal sabedoria, provocando assim tão desgraçadas divisões no seio do cristianismo? Tal possibilidade pareceria inconcebível, mas era exatamente o que aquela gente tinha feito. Dessa maneira, se tinham desqualificado a si mesmos como crentes «espirituais». Antes, eram imaturos, crianças na fé. Eram crentes «carnais», o que significa que não eram necessariamente destituídos da presença do ESPÍRITO SANTO, e, sim, que não eram controlados por ele, conforme supunham, e, sim, pela carne. Não tinham ainda atingido a plenitude da experiência espiritual, apesar de se julgarem supremamente espirituais. Todas as suas supostas elevadas experiências espirituais, portanto, eram fraudulentas.

A palavra «carnal», em sua definição básica, significa simplesmente «da carne e do sangue», não indicando, necessariamente, qualquer qualidade ética inferior. Mas o homem que é dominado por seus desejos inferiores, que se originam da mera mortalidade, como as concupiscências, as paixões, a busca pela fama, pela exaltação pessoal, etc. (tudo o que caracterizava certo grupo de crentes da igreja de Corinto, conforme se lê na primeira e na segunda epístolas aos Coríntios), se torna «eticamente carnal, e não apenas metafisicamente carnal. Isso significa que pouco se conhece sobre o predomínio do «princípio espiritual», também chamado «princípio celestial», que faz com que um homem se torne um crente espiritual. Essa palavra, pois, significa:

1. Pertencente à ordem das coisas terrenas, «materiais», sem ou com algum conteúdo ético. (Ver o trecho de I Cor. 9:11 quanto ao uso dessa palavra, sem qualquer conteúdo moral).
2. Pode também significar «composto de carne», que é uma referência ao corpo humano. (Ver I Pol. 2:2).

3. Finalmente, pode significar pertencente ao reino da carne, isto é, algo débil, pecaminoso e transitório, em contraste com o reino espiritual. (Ver I Cor. 3:4 e I Ped. 2:11). Nesse caso entra o elemento ético, o que mostra que o adjetivo «carnal» significa pecaminoso, controlado por princípios errôneos.

Portanto, por si mesma, essa palavra pode aplicar-se à totalidade dos homens crentes carnais. Essa é a aplicação que esse vocábulo tem no presente texto. As pessoas a quem Paulo se referiu não estavam subordinadas à «lei superior» dos céus, mas voltaram a ser verdadeiros filhos deste mundo terreno. Com isso se pode comparar a afirmativa de Paulo, em Rom. 7:14, em que ele se declara que fora «carnal, vendido ao pecado». Isso é menção à carnalidade que controla o crente infantil, o que abafa as influências espirituais superiores em sua pessoa.

No N.T. grego existem duas palavras extremamente similares, «sarkinos» e «sarkikos». Nem mesmo no grego clássico esses dois termos são distinguidos claramente, e muito menos ainda no grego «koiné». «Sarkinos» é a palavra que aparece neste texto. «Sarkikos» figura em Rom. 7:14; 15:27 e outros trechos. Os manuscritos confundem os dois vocábulos, usando-os como sinônimos.

«.. .crianças em CRISTO...» A palavra grega aqui traduzida por «crianças» é «nepios». Esse vocábulo usualmente indica alguém que ainda não sabe falar (derivado de «ne», o negativo, e de «epos», palavra), ou seja, uma criança tão pequena que ainda não aprendeu a falar, isto é, com menos de dois anos de idade. Notemos, pois, quão severa é a repreensão de Paulo. Eram virtuais «recém- nascidos», como crentes, totalmente destituídos de outras experiências cristãs válidas. Eram crentes imaturos, sem espiritualidade, embora se julgassem altamente espirituais. Paulo os põe em antítese com «experimentados», isto é, os crentes maduros, em I Cor. 2:6, que é uma de suas descrições acerca dos crentes «espirituais». Paulo se utilizou da palavra «crianças», algumas vezes, em sentido depreciativo, conforme vemos em Rom. 2:20; Gál. 4:3 e Efé. 4:4. Em diversas referências literárias se verifica que esse termo era empregado para indicar os noviços nas escolas, os prosélitos recentes de alguma religião. Paulo gostaria de ter-lhes

escrito uma mensagem como aquela que encontramos na epístola aos Efésios, um tratado profundo sobre as questões espirituais; mas isso lhe era impossível, porquanto se dirigia a pessoas que eram principiantes na fé cristã, que se admiravam ante a sabedoria humana, e não por causa da sabedoria divina.
«Eram pessoas convertidas, mas tinham um entendimento infantil, no conhecimento e na experiência; tinham bem pouco discernimento quanto às coisas espirituais, e não possuíam ainda habilidade na palavra da justiça». Isso os fez caírem da verdadeira fé. (John Gill, in loc.).

Observação dpo Pr. Henrique - Onde abunda dons espirituais, abundam os que por inveja se desviam da verdadeira fé e se tornam carnais. num avivamento os espirituias crescem em espiritualidade e poder, enquanto os carnais crescem na perseguição aos servos de DEUS e se tornam formais. Em um avivamento, enquanto milhares são batizados e são usados em dons,outros tantos se tornam religiosos e preconceituosos.

«É extremamente comum que pessoas de conhecimento e compreensão muito moderados se mostrarem excessivamente convencidas. O apóstolo atribuiu sua ínfima eficiência, no conhecimento do cristianismo, como uma das razões pelas quais ele não lhes podia transmitir mais profundas verdades». (Matthew Henry, in loc.). «....ciúmes...» Essa palavra, no original grego, «zelos», pode significar «zelo», «ardor», não sendo má por si mesma. (Ver II Cor. 9:2; Fil. 3:6; Luciano, Adv. Ind. 17: I Macabeus 2:58). Esse é o vocábulo grego do qual se derivou a nossa «inveja», «ciúme», tal como em Plur. Thess. 6:9; Atos 5:17; 13:45; Rom. 13:13; II Cor. 12:20 e Gal. 5:20. Nesta última referência, o «ciúme» é alistado como uma das «obras da carne», isto é, um dos resultados da pervertida carnalidade do homem, em contraste com o «fruto do ESPÍRITO», o qual produz a transformação moral do crente segundo a imagem de CRISTO. Por conseguinte, a inveja é aqui pintada através do mau sentido de «zelo» ou «ardor», provocado pela criação de facções, alicerçadas na adoração a «heróis» humanos. Porém, CRISTO é o único verdadeiro «herói» da igreja cristã; e, assim sendo, adorar ou venerar a quem quer que seja equivale à idolatria, furtando algo da glória de CRISTO.
«...contendas...» Essa palavra tem por sinônimos «discórdia», «querelas», «dissensão». (Ver Fil. 1:15; Tito 3:9; I Cl. 35:5; 46:5 e Tito 3:9). Essa palavra aparece na lista dos muitos vícios que caracterizavam os pagãos, que haviam abandonado o conhecimento de DEUS, segundo se aprende em Rom. 1:29. Portanto, os crentes de Corinto agiam como homens ainda sujeitos às obras da carne (ver Gál. 5:20), como pagãos que ainda não conheciam a CRISTO. A estimativa que deles fazia o apóstolo Paulo, contudo, era inteiramente diferente disso. Aquele que é verdadeiramente espiritual deve demonstrar o fruto do ESPÍRITO, exercendo predomínio sobre as obras da carne. Devemos observar que essa palavra, aqui traduzida por «contidas», também aparece na lista de Gal. 5:20, como obra da carne, aparecendo ali imediatamente antes de «ciúmes». É possível que esses dois defeitos de caráter

tenham alguma conexão vital. As contendas começam quando surge a inveja no coração.
«As contendas são o resultado exterior do sentimento invejoso. (Ver Gal. 5:20; Clemente Rom. Cor. 3)». (Robertson e Plummér, in loc.).

«..e andais segundo o homem? ...» Isto é, de conformidade como o homem de inclinações «carnais», o homem controlado pelos apetites da natureza carnal. Paulo estabelecia aqui o contraste com o homem «espiritual», referido no primeiro versículo deste capítulo, que ele definiu como «experimentado» ou maduro (ver I Cor. 2:6). Aqueles crentes de Corinto, embora inchados com pensamentos de uma espiritualidade superior, na realidade eram homens controlados pelas paixões carnais, tal como qualquer outra pessoa deste mundo.
Variante Textual.
A operação autentica do ESPÍRITO SANTO derrota os impulsos carnais na experiência do crente. (Ver Rom. 8:3 e ss.). Os crentes de Corinto, pois, não contavam com uma autêntica operação do ESPÍRITO de DEUS em suas vidas.
«‘Andais como homens’, isto é, como homens sem regeneração. (Comparar com Mat. 16:23). ‘Segundo a carne e não segundo o ESPÍRITO’ (Ver Rom. 8:4 e Gál. 5:25,26)». (Faucett, in loc.).
Com essas palavras se pode comparar os trechos de Rom.3:5; 15:5 e Gál. 1:2, onde lemos «segundo JESUS CRISTO», quanto ao caráter dessa maneira de andar, o que também é um contraste com a maneira carnal de viver. Pois aquele que anda como CRISTO andou, segundo JESUS CRISTO, só pode fazê-lo por meio do ESPÍRITO de DEUS.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por
versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 38-40.
Paulo censura os coríntios pela fraqueza e incompetência deles. Aqueles que são santificados somente o são em parte: ainda há lugar para crescimento e aumento na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18). Aqueles que são renovados pela graça divina para uma vida espiritual, ainda podem ser defeituosos em muitas coisas. O apóstolo lhes diz que “não lhes pôde falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em CRISTO” (v. 1).
Note que é tarefa do fiel ministro de CRISTO estudar a capacidade de entendimento de seus ouvintes e ensinar-lhes o quanto eles puderem suportar. E também é natural que os bebês cresçam até se tornarem homens; e bebês em CRISTO devem se empenhar em crescer em estatura e tornar-se homens em CRISTO. Espera-se que seu desenvolvimento no conhecimento seja proporcional aos seus recursos e oportunidades, e ao tempo da profissão da sua religião, que eles possam ser capazes de suportar discursos sobre os mistérios de nossa religião, e não descansar sempre em coisas simples e claras. Era uma vergonha para os coríntios que eles tivessem se sentado tanto tempo sob o ministério de Paulo e não tivessem feito progresso significativo no conhecimento cristão. Observe que os cristãos são totalmente culpados se não se empenham em crescer na graça e no conhecimento.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 436-437.

3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.

Falsa Profissão de Fé (7.21-23). Enquanto a advertência anterior estava particularmente voltada aos líderes religiosos, esta trata do grupo de membros dentro da Igreja. O verdadeiro teste do discipulado é a obediência. Nem mesmo a pregação e a operação de milagres em Nome de JESUS CRISTO prova que uma pessoa é aceita diante de DEUS.
1. Alei de CRISTO foi estabelecida (v, 21), “Nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus” , no reino da graça e da glória. Esta é uma resposta ao Salmo 15.1. "Quem habitará no teu tabernáculo?” A igreja militante. E quem morará no teu santo monte? A igreja triunfante. CRISTO está mostrando aqui: (1) Que não basta dizer as palavras “Senhor, Senhor” para ter CRISTO como nosso Mestre, ou para se dirigir a Ele professando nossa religião. Nas orações a DEUS e nas conversas com os homens, devemos invocar o Senhor JESUS CRISTO. Quando dizemos "Senhor, Senhor”, estamos dizendo bem, pois é isso que Ele é (Jo 13.13). Mas será que imaginamos que isso é suficiente para nos levar ao céu, que essa expressão de formalidade deveria ser recompensada ou que Ele sabe e exige que o coração esteja presente nas demonstrações essenciais? Os cumprimentos entre os homens são uma demonstração de civilidade, retribuída com outros cumprimentos, e nunca são expressos como se fossem serviços reais. E o que dizer destes em relação a CRISTO? Pode haver uma aparente impertinência na oração “Senhor, Senhor” , mas se as impressões interiores não forem acompanhadas pelas correspondentes expressões exteriores, nossas palavras serão como o metal que soa ou como o sino que tine. Isso não nos deve impedir de dizer “Senhor, Senhor”, de orar, e de sermos sinceros nas nossas orações, de professar o nome de CRISTO, com toda clareza; porém jamais devemos expressar alguma forma de piedade sem o poder de DEUS. (2) Que será necessário - para nossa felicidade – fazer a vontade de CRISTO, que na verdade, é a vontade do Pai celestial. A vontade de DEUS, como Pai de CRISTO, é a verdade que está no Evangelho, onde Ele é conhecido como Pai do nosso Senhor JESUS CRISTO e, através dele, O nosso Pai. Esta é a vontade de DEUS; que creiamos em CRISTO, nos arrependamos dos nossos pecados, vivamos uma vida santa e amemos uns aos outros. Essa é a sua vontade; a nossa santificação. Se não obedecermos à vontade de DEUS, estaremos zombando de CRISTO ao chamá-lo de Senhor, da mesma forma como fizeram aqueles que o vestiram com um manto suntuoso e disseram: “Salve, Rei dos Judeus” . Dizer e fazer são duas coisas que muitas vezes estão separadas nas palavras dos homens: existe aquele que diz: “Eu vou, senhor” , porém jamais dá sequer um passo na direção prometida (cap. 21.30). Mas DEUS reuniu essas duas coisas no seu mandamento, e nenhum homem poderá separá-las se quiser entrar no Reino dos céus.
2. O argumento dos hipócritas contra o rigor dessa lei oferece outras coisas no lugar da obediência (v. 22).

“ Senhor, Senhor”, a esse respeito, irão apelar a CRISTO com grande confiança. Senhor, não sabes: (1) “Não profetizamos nós em teu nome?”
Pode ser que sim. Balaão e Caifás foram usados pela profecia e, contra a sua vontade, Saul se encontrou entre os profetas. No entanto, isso não bastou para salvá- los. Eles profetizaram no nome do Senhor, mas não foram obedientes. Fizeram uso do seu nome apenas para servir a uma circunstância. Veja bem, o homem pode ser um pregador, pode ter os dons do ministério e até um chamado externo para exercê-lo; pode até ser bem-sucedido nisso e, ao mesmo tempo, ser um homem vil; pode ajudar os outros a ir para o céu e, no entanto, estar desqualificado e ficar fora dele. (2) “Em teu nome, não expulsamos demônios?” Isso também pode acontecer. Judas expulsou os demônios, no entanto, era filho da perdição. Orígenes diz que em seu tempo o nome de CRISTO era tão prevalecente para expulsar os demônios que, às vezes, esse nome também ajudava, mesmo quando era pronunciado por cristãos indignos. Um homem pode expulsar o demônio de outros homens e ainda ter um demônio. (3) “Em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?” Pode haver alguma fé nos milagres, onde não existe nenhuma fé para a justificação; nenhuma fé que opera através do amor e da obediência. Os dons de línguas e de cura podem recomendar os homens ao mundo, mas somente a verdadeira piedade e santidade serão aceitas por DEUS. A graça e o amor são a maneira mais eficiente de remover montanhas, ou de falar as línguas espirituais (1 Co 13.1,2). A graça irá levar o homem para o céu mesmo sem milagres; porém os milagres nunca irão levar o homem para o céu sem a ajuda da graça. Observe que aqueles que confiam e colocam os seus corações na prática dessas obras, veem muitas maravilhas. Simão, o mágico, ficou atônito com os milagres (At 8.13), portanto daria qualquer quantia para ter o poder de fazer o mesmo. Veja que eles não tinham muitas boas obras para pleitear, nem podiam fingir que tinham feito muitas obras de piedade ou de caridade. Qualquer uma destas teria sido melhor para sua avaliação do que muitas e maravilhosas obras, que de nada serviriam enquanto persistissem na desobediência. Atualmente, os milagres continuam a acontecer. Mas será que o coração humano ainda encontra o encorajamento em esperanças infundadas, com seus vãos esteios? Aqueles que são descritos nesse versículo pensam que vão para o céu porque têm tido uma boa reputação entre os mestres da religião, observam o jejum, dão esmolas e têm sido promovidos na igreja, como se isso fosse suficiente para reparar seu permanente orgulho, mundanismo, sensualidade e a falta de amor a DEUS e ao próximo. Betel é a sua confiança (Jr 48.13), eles se ensoberbecem no monte santo de DEUS (Sf 3.11), e se vangloriam de ser o templo do Senhor (Jr 7.4). Devemos prestar atenção nos seus privilégios e performances externos para não nos enganarmos e não perecermos eternamente, como ocorre com as multidões, que seguram uma mentira em sua mão direita.

3. A rejeição desse argumento por ser frívolo. Aquele que é o Legislador (v. 21) está aqui como Juiz e, de acordo com essa lei (v. 23), irá publicamente anular esse argumento. Irá comunicar a eles, com toda solenidade possível, a sentença emitida pelo Juiz: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Observe:

(1) A razão e os fundamentos que Ele usa para rejeitá-los, e aos seus argumentos, se resume no fato de praticarem a iniquidade. Observe que é possível a um homem adquirir um nome notável como pessoa piedosa, e ainda assim ser um praticante de iniquidades. Aqueles que agem assim irão receber uma condenação maior. Quaisquer esconderijos secretos do pecado, guardados sob o manto de uma evidente profissão de fé, são a ruína dos homens. Anulam as pretensões dos hipócritas. Viver deliberadamente em pecado anula as pretensões dos homens, por mais capciosas que sejam.

(2) A maneira como esse argumento é expresso: “Nunca vos conheci”. “Nunca me pertencestes como servos, nem mesmo quando profetizáveis em meu nome, quando estáveis no auge da vossa profissão de fé, e éreis elogiados” . Isso indica que, se alguma vez o Senhor os tivesse conhecido, como Ele conhece aqueles que são seus, se os tivesse possuído e amado como se fossem seus, Ele os teria conhecido e possuído e amado até o fim. Mas Ele nunca os reconheceu, pois sempre soube que eram hipócritas e tinham o coração corrompido, como aconteceu com Judas. Portanto, Ele diz: “Apartai-vós de mim”.

Será que CRISTO precisava de tais convidados? Quando CRISTO veio em carne e osso, Ele chamou a si os pecadores ao arrependimento (cap. 9.13), e quando voltar novamente, coroado de glória, irá afastar de si os pecadores.
Aqueles que não forem até Ele para serem salvos deverão partir para serem condenados. Afastar-se de CRISTO será a razão fundamental da miséria de ser condenado, de ter sido desprovido de toda esperança dos benefícios da mediação de CRISTO. Ele não irá aceitar nem trazer a si no grande dia aqueles que, a seu serviço, não vão além de uma simples profissão de fé. Veja a que ponto um homem pode cair das alturas da esperança ao abismo da desgraça. Como pode ir para o inferno através das portas do céu! Essas deveriam ser palavras de alerta a todos os cristãos. Se um pregador que expulsa os demônios e realiza milagres for rejeitado por CRISTO porque praticou iniquidades, o que será dele, e o que seria de nós, caso isso acontecesse conosco? Se agirmos assim, isto certamente acontecerá conosco. No tribunal de DEUS, uma profissão de fé nunca Irá defender homem algum da prática e do vício do pecado, portanto todo aquele que pronuncia o nome de CRISTO deve abandonar toda Iniquidade.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 87-88.
Mt 7.22. Não profetizamos nós em teu nome? O uso de ou na pergunta pede a resposta afirmativa.

Eles afirmam ter profetizado ou pregado em nome de CRISTO e feito muitos milagres. Mas JESUS lhes arrancará a pele de ovelha e exporá o lobo voraz.
Mt 7.23. Nunca vos conheci. “Nunca me fui pessoalmente conhecido de vós” (conhecimento experimental).

O sucesso, segundo estimação do mundo, não é um critério de conhecer CRISTO e ter uma relação com ele. “Eu lhes direi abertamente”, o mesmo vocábulo usado para confessar CRISTO diante dos homens (Mt 10.32). Esta expressão JESUS usará para o anúncio público e franco do destino dessas pessoas.

A. T. ROBERTSON. COMENTÁRIO MATEUS & MARCOS A luz do novo testamento Grego. pag. 93-94.

Il - EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS 1. Edificando a si mesmo.

Diz Paulo que “O que fala língua estranha edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (1 Co 14.4). É um aspecto muito interessante do propósito dos dons. O membro da igreja, em particular, precisa ser edificado, para que a coletividade, a igreja, também o seja. Não pode haver igreja edificada, se os membros não tiverem edificação espiritual. Quando o crente fala línguas, sem que haja intérprete, não edifica a igreja, porque o que fala fica sem entendimento para os demais. Mas não se deve proibir que o crente fale língua para si próprio ou baixinho (1 Co 14.39). Tão somente, deve ser ensinado que ele se controle e não eleve a voz, numa mensagem ininteligível. Há irmãos que, ao falar línguas, querem chamar a atenção para si, para mostrar que são espirituais. Isso é falta de maturidade.

O apóstolo ensina: “E, agora, irmãos, se eu for ter convosco falando línguas estranhas, que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?” (1 Co 14.6). Ele quer dizer que, se falar língua sem interpretação, é ótimo para si próprio, pois “edifica a si mesmo”. Mas, se não houver interpretação, não haverá revelação, ciência, profecia ou doutrina. E a igreja fica sem edificação, sem aproveitamento. Daí, porque, no mesmo capítulo, ele exorta: “Pelo que, o que fala língua estranha, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto” (1 Co 14.13,14).
Quem fala línguas, sem interpretação, “edifica-se a si mesmo”, mas “... não fala aos homens, senão a DEUS; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios” (1 Co 14.2). Naturalmente, quando o crente ora em línguas, mesmo que ele não saiba o sentido das palavras, DEUS o entende. O crente, batizado com o ESPÍRITO SANTO, deve procurar desenvolver uma adoração individual, plena da unção do ESPÍRITO SANTO. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a DEUS, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor.
E nessas horas, quando o crente não sabe orar, que o ESPÍRITO SANTO intercede por ele de maneira especial. “E da mesma maneira também o ESPÍRITO ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). Esses “gemidos” do ESPÍRITO, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por DEUS, pois há línguas estranhas que são linguagem do céu” (1 Co 13.1).
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 28-29.

O apóstolo dos gentios jamais proibiu que se falassem em línguas (ver o trigésimo nono versículo deste capítulo), ainda que tivesse recomendado que as línguas, sem interpretação, não fossem usadas na adoração pública (ver os versículos vigésimo sétimo e vigésimo oitavo deste capítulo). As línguas particulares seriam altamente benéficas para cada crente, porquanto nada há de errado com a alma que se comunica com DEUS, ainda que o intelecto não tire proveito. No entanto, os crentes de Corinto apreciavam o caráter teatral das línguas, e lhe davam preferência acima da profecia, conforme este capítulo inteiro deixa subentendido. Esse foi o «abuso» que Paulo procurou corrigir.

O dom profético, em contraste com as línguas, é uma manifestação de natureza altruísta; portanto, está mais conforme ao grande princípio do amor cristão (altruísmo puro), segundo Paulo havia demonstrado no décimo terceiro capítulo desta epístola. Esse exaltado princípio do amor cristão é que deve governar todas as atividades da igreja cristã; portanto, em uma comunidade cristã bem orientada pelo Senhor, o dom profético terá proeminência sobre as línguas. A profecia é tão mais importante que o dom de línguas como a edificação da congregação inteira é mais importante que a edificação de uma única pessoa.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 216-217.
1. A interpretação da Escritura será para a sua edificação; eles podem ser exortados e confortados por ela (v. 3). E de fato, esses dois devem caminhar juntos. A obediência é o modo correto de confortar; e aqueles que são confortados devem tolerar ser exortados.
2. O que fala em línguas pode edificar-se a si mesmo (v. 4). Ele pode entender e ser afetado por aquilo que fala. A finalidade do falar na igreja é a edificação da igreja (v. 4), à qual se adapta o profetizar, ou o interpretar as Escrituras por inspiração ou de outra maneira. Note que é o dom mais desejável e vantajoso, que melhor responde aos propósitos da caridade e realiza o melhor bem; não que ele possa somente nos edificar, mas que também edificará a igreja. Tal é a profecia, ou a pregação, e a interpretação da Escritura, comparada com o falar em uma língua desconhecida.
3. De fato, nenhum dom deve ser desprezado, mas deve-se preferir os melhores. “E eu quero, diz o apóstolo, que todos vós faleis línguas estranhas, mas muito mais que profetizeis” (v. 5). “...porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação” (v. 5). Mais bem-aventurada coisa é dar que receber. O que interpreta a Escritura para edificar a igreja é maior do que aquele que fala línguas para recomendar-se a si mesmo.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 488- 489.
A profecia edifica a igreja (14.4-6). Como a profecia é entendida pelos homens, ela edifica a igreja (4). Falar em línguas desconhecidas serve apenas para fortalecer o indivíduo. Entretanto, Paulo não proíbe completamente esta prática: Quero que todos vós faleis línguas estranhas (5). O verbo quero, ou desejo (thelo), “não expressa uma ordem, mas uma concessão sob a forma de um desejo improvável de ser realizado

(cf. 7.7)”.80 Quanto a essa declaração, Bruce escreve: Ele deixa claro que não está proibindo as línguas, mas insistindo na superioridade da profecia”. Paulo preferiu não proibir o falar em línguas. Entretanto ele indica, de forma rápida e distinta, que o dom de profecia é superior: ...mas muito mais que profetizeis.

O critério de avaliação de qualquer dom é o seu valor para a igreja. Mesmo quando Paulo faz a concessão do falar em línguas, ele imediatamente insiste que seu valor é menor que a profecia, a não ser que elas sejam interpretadas para que a igreja receba edificação (5). As palavras a não ser que também interprete “não se referem à particular interpretação de uma mensagem transmitida em línguas, mas ao dom permanente da interpretação... Paulo tem em vista uma pessoa que recebeu dois dons, o de falar em línguas e o de ter a sua interpretação”. Dessa forma, o apóstolo indica que qualquer glossolalia deveria ser interpretada para fortalecer a congregação. Quando Paulo faz alusão à sua futura visita a Corinto, ele novamente faz da edificação da igreja o critério pelo qual se estabelece o valor dos dons do ESPÍRITO: Que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? (6)

Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 349-350.
O dom da profecia está acima dos demais, pois seu objetivo principal foi ensinar e instruir outros nas coisas de sua salvação. Deviam cobiçar este dom mais do que todos os outros, até mais do que o de línguas, que naturalmente fazia uma profunda impressão sobre os coríntios e era considerado especialmente desejável.

Ouvem os sons de sua voz, mas não têm qualquer idéia sobre o significado de sua elocução, visto que no espírito fala ministérios, os segredos de DEUS continuam encobertos, ocultos aos ouvintes, e provavelmente também a quem fala. Doutro lado, aquele que profetiza, a pessoa que tem o dom da profecia, de fato fala às pessoas. Sua fala, sendo por eles entendida, serve como meio de comunicação; Comunica-lhes ideias, edificação e exortação e consolo. A fala daquele que profetiza serve para fazer os cristãos crescer em conhecimento, promovendo assim o progresso da igreja. Ela os admoesta, os estimula para se aplicarem mais sinceramente ao seu dever cristão. Dá- lhes força e consolo espiritual quando estão em perigo de serem dominados pelo medo. Esse, pois, é o propósito principal do culto público, que a Palavra de DEUS seja pregada e aplicada, que as pessoas possam entender o que é dito e sejam edificadas, admoestadas e confortadas. Este objetivo não é alcançado no caso daquele que fala em língua. Na melhor das hipóteses ele edifica a si mesmo, enquanto que aquele que profetiza edifica a assembleia da igreja.

Paulo, fazendo esta afirmação, não quer se entendido erradamente como se subestimasse o valor do dom de línguas: Não obstante desejar que todos vós falásseis em línguas, desejo muito antes que profetizásseis. Desta forma ele não faz quaisquer medíocres concessões aos coríntios, mas está bem consciente do fato que o dom de línguas poderia ter uma profunda impressão sobre um ímpio que chegasse à reunião deles e que poderia abrir caminho para sua conversão. Mas sabe, devido ao uso efetivo e prático, que o dom da profecia deve ser preferido. Além disso, aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas. Ocupa uma posição de maior utilidade e por isso também de maior dignidade, a não ser que, aquele que fala

em línguas tem também, ao mesmo tempo, o dom e a capacidade de interpretar suas extáticas elocuções, de forma que todas as pessoas possam entendê-lo e a congregação receba, desta forma, edificação. Se Paulo tivesse sido só um orador em línguas, e incapaz para interpretar os mistérios que o ESPÍRITO SANTO exprimia através de sua boca, então o seu trabalho evidentemente não teria tido qualquer valor, a não ser que ele, de fato, se pudesse fazer entender por meio duma fala inteligível, em revelação e profecia, pelo ensino dos grandes mistérios que compreendeu, trazendo juntos tanto o conhecimento como a doutrina. Este apelo ao senso comum dos coríntios não podia deixar de convencê-los da verdade do argumento de Paulo, visto que sabiam que ele sempre buscou o bem-estar espiritual deles, e não sua própria satisfação e edificação espiritual.

KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concordia Publishing House.

2. Edificando os outros.

Através de dons dessa ordem a igreja é verdadeiramente edificada, mediante uma atuação verdadeira de DEUS. Se fizessem o que era devido se distinguiriam deveras; mas, se, em seu orgulho, abusassem do dom de línguas, embora pensassem nisso residiria a sua glória, não passariam de crentes carnais e insensíveis para com as necessidades da comunidade cristã. Eles se tinham degradado. Para reverter isso, precisavam buscar exceder-se na edificação da igreja local.

«...a força desta passagem é aquela dada acima —cumpria-lhes buscarem os dons espirituais visando ao benefício alheio, e para se beneficiarem pessoalmente deveriam orar em línguas baixinho. Assim serviriam a seus irmãos na fé, no que deveriam abundar mais e mais (ver I Cor. 8:7 e I Tes. 4:1)». (Shore, in loc.).

Edificação
1. Esse é o objetivo mesmo do ofício ministerial (ver Efé. 4:11,12).
2. Com esse propósito é que os dons espirituais nos foram concedidos (ver I Cor. 14:3-5,12).
3. A perfeição e a união com CRISTO são seus alvos (ver Efé. 4:16).
4. A autonegação é necessária para seu pleno desenvolvimento (ver I Cor. 10:23,33). 5. Espera-se que os crentes se edifiquem mutuamente (ver Rom. 14:19).
6. Todas as ações efetuadas no seio da igreja precisam ter esse alvo em mira (ver Efé. 4:29).
CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo. (CPAD)
I Cor 14.12. “procurai com zelo” (AV: “ desejai” e “cobiçai ardentemente”, respectivamente). Paulo não censura o desejo deles, mas o toma como base para concitá-los a procurarem progredir, para a edificação da igreja. Precisamente mediante esta passagem, ele retorna a este pensamento. A coisa de valor para o cristão é que possa edificar outros. Embora seja seu direito desejar progredir no exercício de dons espirituais, deve procurar os dons úteis para a edificação.

Leon Monis. I Corintos Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag.
No versículo 12, Paulo volta incansavelmente ao seu ponto de maior ênfase: Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja. O primeiro objetivo do cristão deve ser a edificação da igreja e o fortalecimento dos seus membros. Se o crente quiser promover o bem-estar da igreja, ele analisará os seus dons de acordo com este critério.
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 351.

Observação minha - A melhor maneira do crente se tornar forte espiritualmente é orar em línguas, principalmente para expulsão de demônios. A solução para o crente é orar em casa em línguas na altura que lhe for necessária, mas quando estiver na igreja, deve orar baixinho para não atrapalhar os que estão ouvindo a pregação ou alguma manifestação do ESPÍRITO SANTO traga em profecias, pois esta profecia é na língua intelegível a todos e trará edificação a todos, enquanto o falar em línguas só trará crescimento ao que fala, pois estará se edificando somente a si próprio.

É bom separarmos "Falar em línguas" de "Dom de Línguas" ou "Variedade de Línguas".
"Falar em línguas" - Significa falar na língua de seu batismo no ESPÍRITO SANTO - o crente pode falar nessa língua a vida toda - essa é uma linguagem de oração - para edificação própria (1 Co 14.4; Ef 6.18; Jd 1.20).
"Dom de Línguas" ou "Variedade de Línguas" - o crente pode falar em vários tipos de línguas quando recebe esse dom - Línguas para se falar com o estrangeiro como em Atos 2, Língua para ser interpretada, Língua para oração intercessória como em Romanos 8.
Paulo aconselha que o crente que possui dom de línguas (fala em diversas línguas) ore para que possa interpretá-las, assim poderá falar em voz alta na igreja e trará a interpretação a todos e todos serão edificados.

3. Edificando até o não crente.

Paulo teve coragem de dizer que era um “sábio arquiteto”, na edificação da igreja. Nem todo obreiro pode dizer isso, nos dias presentes. Os terrenos em que a igreja está sendo edificada são tão instáveis, que desafiam a capacidade de todos os engenheiros ou arquitetos. Os ventos fortes de falsas doutrinas e movimentos heréticos, disfarçados de genuínos movimentos cristãos conspiram contra a estabilidade e a unidade da Igreja de CRISTO. Os edificadores de hoje têm tantos ou maiores desafios do que os do tempo de Paulo, mesmo que tenham mais recursos humanos e técnicos que o apóstolo dos gentios.

Mas a missão dos obreiros do Senhor é cuidar da evangelização, buscando as almas que se integram à igreja, e o cuidado delas, através do discipulado autêntico, que se fundamenta na sã doutrina, esposada por JESUS CRISTO, e interpretada e aplicada

pelos seus apóstolos e discípulos, ao longo da História. Os cristãos devem ser edificados para serem templos do ESPÍRITO SANTO (1 Co 6.19,20). E os dons são indispensáveis nessa edificação espiritual.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 30-31.

I Cor 14.9. Os crentes devem ser capazes de transmitir benefícios espirituais a seus ouvintes. Porém, se algum idioma não for compreendido pelos seus ouvintes, perde- se o desígnio inteiro da comunicação de ideias, e a voz humana se torna muito menos significativa do que o instrumento musical visto não haver transmitido pensamento ou sentimento nenhum.

«...como se falásseis ao ar...» Isso seria um ditado antigo, equivalente ao nosso moderno «falar a uma porta». Está em foco um falar inútil para os ouvinte, útil só para o falante, ao qual ninguém dá qualquer atenção, visto não transmitir qualquer entendimento.
Aquele que falava «ao ar» não tinha nenhum ouvinte ao alcance de sua voz; portanto, não podia transmitir ele qualquer mensagem. Assim também sucede ao dom de línguas, sem o dom da interpretação de línguas.
«...língua...» Essa palavra, que aparece aqui no singular, se refere à linguagem ou ao membro literal e físico da língua, que há no interior da boca; mas o contexto deixa claro que essa «língua» é o «falar em línguas», ou seja, mediante aquele dom do ESPÍRITO que recebe esse nome. A «língua» é o instrumento da comunicação verbal, tal como a trombeta, a harpa, a flauta, etc., são instrumentos de comunicação musical. «Essa frase denota a inutilidade de um discurso ininteligível. Tal discurso morre na própria atmosfera, jamais atingindo a mente de um ouvinte».
(Kling, in loc.).
Tem utilidade particular, para o próprio crente que as fala; mas não tem uma utilidade coletiva, altruísta. Portanto, as línguas, caso não acompanhadas do dom paralelo da interpretação de línguas, devem ser praticadas em particular, e não publicamente.
I Cor 14.23. Os versículos vigésimo terceiro a vigésimo quinto fornecem-nos a
sexta razão pela qual Paulo dizia que as «línguas» devem ser consideradas um dom espiritual inferior à profecia. Os «indoutos» e os «incrédulos», que estivessem presentes ao culto público, se ouvissem línguas sem a sua interpretação, tenderiam por sentir-se ofendidos, e poderiam até pensar que os que assim falassem estariam mentalmente desequilibrados. No entanto, a profecia serve de força poderosa, tanto na conversão dos incrédulos como na edificação dos crentes.
«...toda a igreja se reunir...» Paulo se referia ao culto público, à ordem eclesiástica, ao referir-se ao valor comparativo dos dons espirituais, cujo grande alvo é a edificação da comunidade; não aludia ao uso particular desses dons espirituais.
Os lares eram os lugares ordinários de reunião dos crentes, talvez por conveniência ou talvez por razões econômicas; pois os crentes primitivos tradicionalmente provinham das classes menos abastadas. (Ver I Cor. 1:26-28).
Nem todas as assembleias locais, quando se reuniam especificamente com o propósito de adorar, permitiam que «estranhos» (incrédulos) estivessem presentes. Mas isso dependia muito dos costumes locais. Os amigos (ou parentes) dos crentes,

quase sem dúvida, eram admitidos em quase todas essas reuniões. Tais pessoas, entretanto, poderiam pensar que o exercício descontrolado do dom de línguas, em que um crente após outro exercia esse dom, visto que nada se entendia do que diziam, seria apenas um sinal de descontrole emocional, ou mesmo de insanidade mental.

«...indoutos...» (cap 16). Concluiu-se ali que esses «indoutos» seriam crentes, embora destituídos de «dons espirituais», ou, pelo menos, não possuidores do dom de línguas; e esses não simpatizariam com o exagero no exercício da «glossolalia», talvez até mesmo por motivo de inveja. Dificilmente poderíamos pensar que os mesmos seriam incrédulos (ainda que o vocábulo grego aqui empregado possa significar exatamente isso), porquanto dificilmente os tais diriam «Amém», ao que os crentes dissessem em suas reuniões (conforme Paulo declarou que tais pessoas naturalmente diriam, se porventura compreendessem o que ali fosse dito); e aqui, além disso, esses «indoutos» são contrastados com os «incrédulos». E o vocábulo grego usado para os tais indica exatamente isso; por conseguinte, não pode restar dúvida alguma quanto ao sentido dessa expressão. Ambos esses grupos, os «indoutos» e os «incrédulos», poderiam suspeitar de que aqueles que falavam em línguas eram indivíduos psicóticos, em maior ou menor grau, ou, pelo menos, que fossem pessoas mentalmente desequilibradas.

Pode-se comparar isso com as atitudes dos incrédulos, na narrativa de Atos 2:13, os quais pensavam que os crentes que falavam em línguas estivessem bêbedos. As passagens de Atos 12:15 e 26:24 são outros exemplos, existentes nas páginas do N.T., acerca dessas atitudes dos incrédulos para com os cristãos, o que se vem manifestando desde os longínquos tempos apostólicos até aos nossos próprios dias. «...e todos se puserem a falar em outras línguas...» Isso indica o abuso a que haviam sujeitado as línguas. Mui provavelmente também falavam todos ao mesmo tempo, tal como os seus profetas, que não esperavam uns pelos outros. Assim sendo, mostravam-se descorteses e extremamente fanáticos no uso que faziam de seus dons espirituais. (Ver os versículos vigésimo nono em diante).

As observações contrárias de Paulo, por todo este capítulo, visam as línguas desacompanhadas de interpretação. Portanto, ele não contradiz, no presente versículo, a ideia de que as línguas são um sinal para os incrédulos. Imaturidade Espiritual

1. A imaturidade espiritual se evidencia no egoísmo (ver Rom. 15:1), pois o amor é a verdadeira medida de nossa maturidade. Estás servindo a ti mesmo mais diligentemente do que ao próximo? Nesse caso, és um crente espiritualmente imaturo. A tua maturidade pode ser aquilatada pelo quanto serves aos outros.

2. Os crentes de Corinto demonstravam sua imaturidade ao transformarem a igreja em um teatro, onde os dons espirituais entraram em competição uns com os outros. Isso era destrutivo para a unidade e a paz, e, por conseguinte, para o desenvolvimento espiritual.

3. Os crentes coríntios, em surpreendente ausência de santificação, demonstravam a sua imaturidade quando, o tempo todo, se vangloriavam de seu grande avanço.

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 218; 224-225.
Falar em línguas pode não ajudar os incrédulos (14.23-25). Agora Paulo apresenta um caso hipotético para os coríntios. O que acontecerá se toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem línguas estranhas (23). Como esse dom era desejável, conforme indicavam os coríntios, toda a igreja tinha o direito, e até a obrigação, de buscá-lo. Mas o que aconteceria se os incrédulos viessem a essa igreja, onde todos estivessem falando em línguas de forma desordenada? Não dirão, porventura, que estais loucos? Paulo não estava preocupado com as pesquisas de popularidade eclesiástica. Nem estava ajustando a mensagem do evangelho para conformá-la ao molde da opinião pública. O apóstolo entendia que a tarefa da igreja era atrair os incrédulos e conquistá-los para CRISTO. Ele estava alarmado com o fato de que, ao invés de ajudar a converter os pecadores, o ato de falar em línguas de forma desordenada poderia despertar somente o escárnio e o desprezo dos descrentes. Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 352.
O efeito do dom da profecia é totalmente diferente: Mas se todos profetizam, e entra alguma pessoa descrente ou ignorante, esta por todos será persuadida, por todos julgada. O dom da profecia incluía ser examinado pelas palavras de saber onisciente, sendo reveladas as coisas secretas, ou os pecados ocultos, de seu coração. E o resultado, evidentemente, podia ser que uma pessoa assim iria prostrar-se sobre seu rosto e adorar a DEUS, admitindo publicamente que DEUS estava em meio á congregação cristã. Nada é mais poderoso do que a viva Palavra de DEUS, pela qual Ele examina os corações e as mentes, Hb. 4. 12, e discerne os pensamentos e as intenções do coração. Desta forma o dom da profecia resultaria não só no ganho de almas para CRISTO, mas também no dar glória ao Senhor.
KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concordia Publishing House.

IIl - EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO 1. Os dons na igreja.

«...de quem...» Paulo emprega aqui uma metáfora fisiológica, tal como o faz em Col. 2:19. Na epístola aos Colossenses a metáfora por ele empregada salienta o fato que a criação inteira depende de CRISTO como cabeça, unificador, restaurador e governador de tudo. Aqui, embora idêntica linguagem seja usada, a porção enfatizada é CRISTO, como cabeça da igreja, a qual é o seu corpo. 6 do Cabeça que o corpo recebe suas energias e poderes vitais, como também a sua coesão. Entretanto, no corpo há também aquela coesão mútua e aquela participação nas energias vitais de uma união perfeita, a despeito do que essa participação vital de energias mútuas depende do Cabeça, já que ele é a origem da mesma e o seu unificador. Por conseguinte, há uma certa «interdependência»' no corpo, nenhum membro fica isolado, e nenhum membro possui a vida espiritual vital que se encontra no próprio

corpo. E também há uma dependência mútua do corpo inteiro ao Cabeça, para que receba essa mesma energia de vida divina.
«...bem ajustado e consolidado...» Um corpo se caracteriza pela maravilhosa cooperação de muitos elementos, que são perfeitamente unidos um ao outro. É a essa admirável unidade de muitas porções que Paulo se refere, fazendo disso uma ilustração de como tal condição deveria prevalecer na igreja. São usados verbos no particípio presente a fim de salientar como essa unidade, tão intricada e perfeita em sua natureza e atuação, deve existir na forma de uma operação contínua. As ideias de «harmonia», de «adaptação», de< «solidariedade» e de «unidade na diversidade», são assim expressas. (Comparar com Col. 2:2,19).

Nomes, seitas e partidos caem:
Tu, ó CRISTO, és tudo em todos!
Esses dois verbos têm sido variegadamente compreendidos, a saber:
«...toda junta...» Quanto a estas palavras também têm havido diferenças de opinião, ou seja:
As juntas realmente não suprem e nem propagam a vitalidade do corpo. É bem possível que ele tivesse feito alusão às «juntas». Existe uma vida, uma energia vital, que vem primeiramente do Cabeça, e que então se difunde por todo o corpo. Por essa razão, o corpo ê vivificado pela vida divina; pois a participação na mesma vida, que vem da mesma fonte originária, é motivo de uma união perfeita. Cada porção, pois, tanto é beneficiada como serve de canal mediante o qual a vida é passada para outras porções.
• «... segundo a justa cooperação de cada parte...» De acordo com a tradução inglesa RSV (aqui vertida para o português), isso quer dizer «...quando cada porção está operando apropriadamente...» Neste caso, «apropriadamente» é tradução do original grego «en metro», literalmente, «por medida»; e é bem provável que isso aluda às palavras «...segundo a proporção do dom de CRISTO...», do sétimo versículo deste capítulo. Por conseguinte, cada «...parte...» (ou membro) tem um dom, ou seja, serve de entidade que dispersa a vida de CRISTO no corpo, como agente de desenvolvimento espiritual. Portanto, cada crente, «de acordo com sua medida e capacidade» no corpo, torna-se um «contato» mediante o que a vitalidade do ESPÍRITO de DEUS é dispersa por todo o corpo.
«...edificação de si mesmo em amor...» (Efé. 4:12). Cumpre-nos observar que todo esse processo de crescimento e nutrição, que produz a maturidade espiritual, se alicerça sobre o «amor», pois Paulo reiterava a ideia que mencionara no versículo anterior. («importância do amor cristão»). Isso concorda com o que se lê em I Cor. 12- 14. Os dons espirituais devem ser buscados, pois são necessários; mas só são úteis esses dons quando são administrados em «amor» (ver o décimo terceiro capítulo da primeira epístola aos Coríntios), pois essa virtude ê maior que todos os dons espirituais. Assim é que um dom espiritual administrado na igreja sem o concurso do amor, não será de grande utilidade na igreja. Boas obras, feitas sem o condimento do amor, não valem coisa alguma aos olhos de DEUS. O amor é o elemento onde funcionam a unidade verdadeira e o benefício mútuo no corpo de CRISTO. Sem amor, essa realização é simplesmente impossível. «...O amor edifica...» (I Cor. 8:1). O amor

«...é o vínculo da perfeição...» (Col. 3:14). Isso mostra-nos a suprema importância do amor, porque é mediante o amor que CRISTO «habita em nossos corações»; e é nesse amor que chegamos a conhecer a pessoa de CRISTO, mediante a iluminação do ESPÍRITO SANTO. (Ver Efé. 3:17-19). O próprio vocábulo «amor» fala sobre «mutualidade», fala sobre «harmonia», «participação», «cuidado pelo próximo», sendo contrário às ideias do «egoísmo», da «cobiça», da «facção» e do «ódio».

Ao mencionar a harmonia e a participação na vida mútua que o amor cristão propicia, Paulo chega ao final da presente secção, reiterando a ideia de unidade, que inspirou esta passagem, a começar por Efé. 4:1, como é necessário nos suportarmos uns aos outros em amor, tendo em vista a preservação da unidade do ESPÍRITO no vínculo da paz. (Ver Efé. 4:3).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por
versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 605.
Ef 4.16. É somente de CRISTO, como Cabeça, que o corpo recebe toda sua capacidade para crescer e para desenvolver sua atividade, recebendo assim uma direção única para funcionar como entidade coordenada. Colossenses 2:19 é um texto paralelo bem próximo deste versículo, e ambos deveriam ser estudados em conjunto. A palavra traduzida junta (haphê) - O uso da palavra tanto no contexto quanto no âmbito restrito da medicina justifica a sua tradução por “junta”, e assim, afirma que é pelo auxilio de toda junta, com que o corpo é equipado, é que o crescimento e funcionamento verdadeiros se tornam possíveis. Em outras palavras, o corpo depende para seu crescimento e atividade: da direção do Senhor, de Sua provisão para tudo o que necessita (compare versículos 11, 12), e também do bom relacionamento entre os membros.

E agora estamos de volta com uma palavra que se tornou familiar nesta epístola (1,19 e 3:7), pois o apóstolo deixa de considerar os membros e a conexão entre eles para tratar da justa cooperação de todo o corpo. A “energização” de DEUS no corpo todo torna possível este funcionamento de cada parte, em sua medida e de acordo com sua necessidade. Então menciona-se mais uma vez o propósito do crescimento, e está claro que cada membro não procura o seu próprio crescimento, mas o do corpo como um todo: não sua própria edificação, mas a edificação do todo. Basicamente, a edificação não é o aumento numérico da Igreja, mas o crescimento espiritual. E este crescimento é acima de tudo em amor. Esta pequena frase aparece novamente (1:4; 3:17; 4:2; 5:2), pois o amor determina que cada membro procurará a edificação de todos. Então, sem dúvida, se houver a comunhão da convivência em amor e a demonstração da verdade em amor, o aumento numérico virá como consequência natural.

Francis Foulkes. Efésios Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 103-104. Ef 4.16 - Este versículo sintetiza de fato todo o trecho precedente: partindo da unidade de DEUS e de seu agir no corpo de CRISTO, o olhar se estende para a multiplicidade dos dons distribuídos aos crentes. Na sequência, Paulo destaca as tarefas específicas dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres no preparo dos santos, para que a igreja de CRISTO possa alcançar a idade adulta e resistir a doutrinas ardilosas e enganosas. Por fim o apóstolo enfoca novamente a cooperação de todos na

edificação do corpo. A característica marcante de toda a incumbência é que a edificação acontece “no amor” (v. 13). Isso sucede quando o conhecimento do amor de CRISTO (Ef 3.19) cresce mais e mais e por isso também se fala a verdade em amor (Ef 4.15).
Eberhard Hahn. Comentário Esperança Efésios. Editora Evangélica Esperança.

2. Os sábios arquitetos do Corpo de CRISTO.

I Cor 13.9. Nosso conhecimento é parcial, até mesmo com a ajuda dos mais elevados dons da sabedoria e do conhecimento. Essa admissão é declaração, feitas pelo apóstolo, deveria ensinar-nos a sermos cautelosos quando cercamos a DEUS com os nossos dogmas, como se, já sabendo tudo quanto tem importância, não precisássemos mais de fazer qualquer pesquisa honesta pela verdade. A tendência da religião «ortodoxa» é olvidar-se desse grande fato, apodando de heterodoxa qualquer opinião que não se adapte facilmente dentro dos limites dos dogmas já aceitos.

Da covardia que teme novas verdades,
Da preguiça que aceita meias-verdades,
Da arrogância que conhece toda a verdade,
Oh, Senhor, livra-nos. (Arthur Ford).
Os intelectuais de Corinto faziam uma ideia exagerada da grandiosidade de
seu conhecimento. Foi mister que Paulo lhes lembrasse que, quando muito, o que sabiam era parcial; e ele nem ao menos aborda aqui o problema dos «erros» incorporados no sistema deles. Para nós o conhecimento se acha em estado de constante expansão, nunca chegando a um ponto final. Todos os campos do conhecimento, das ciências à teologia, estão sempre franqueados à modificação e revisão, à medida que nossos conceitos são expandidos e aprofundados.
O conhecimento e a profecia, pois, conforme os conhecemos e podemos conhecer, serão sempre indiretos, parciais e fragmentários; e disso participam os tipos exatos de descrição que a moderna epistemologia atribui a todo o conhecimento, incluindo o conhecimento científico.
«Conhecimento e pregação são ambos incompletos; portanto, quando esta dispensação terminar, e a dispensação completa for inaugurada, então esses dons imperfeitos cessarão. Os dons espirituais são apenas os implementos da lavoura divina; as graças são as próprias sementes.
O argumento usado por Paulo é que aquilo que é «parcial» e «imperfeito», em face dessas mesmas características, não pode ser permanente. O amor, por outro lado, sendo perfeito, é permanente. Um conhecimento mais elevado, um conhecimento perfeito, é possível; mas isso somente quando da inauguração do estado eterno.
E isso é um poderoso argumento em favor da possibilidade da continuação dos dons miraculosos (e não miraculosos), continuação essa que prosseguirá até à «parousia» ou segunda vinda de JESUS CRISTO. Isso vai de encontro aos argumentos distorcidos de alguns, que pretendem eliminar os dons miraculosos, como se os mesmos houvessem desaparecido quase imediatamente depois da era apostólica, os quais supõem encontrar base bíblica para essa opinião no fato que o oitavo versículo

deste capít. diz que esses dons eventualmente «cessarão». Ê verdade que os dons espirituais cessarão; mas o tempo é definidamente determinado no presente versículo, isto é, no fim da presente era da graça, quando da segunda vinda de CRISTO. Porém, enquanto não vier o que é perfeito, teremos necessidade dos dons espirituais «imperfeitos» visto que eles são muito, muito superiores a qualquer coisa meramente humana.

Paulo está antecipando a perfeição que a segunda vinda de CRISTO trará. Os dons existem.
Haverá uma grande transição de uma dispensação para outra, da era presente para o estado eterno, em razão do segundo advento de CRISTO. Essa transição é pintada pelo apóstolo Paulo mediante aquilo que tem lugar entre a meninice e a idade adulta. A «meninice», neste caso, representa a era inteira da imperfeição, a nossa era presente. Não importa quão grandemente os dons sejam desenvolvidos, não importa quão elevada se torne a nossa sabedoria e o nosso conhecimento, e não importa quão eloquentes se tornem a profecia e as línguas—em comparação com o que haverá eventualmente, tudo quanto obtivermos agora é apenas brinquedo de crianças, sentimentos infantis, pensamentos infantis, coisas próprias de meninos. Isso serve de poderosa ilustração instrutiva, sobre a estatura de nosso presente conhecimento.

Esta vida, portanto, consiste em uma «infância espiritual», e a era vindoura, ou melhor, a eternidade, será a «idade adulta espiritual». Isso é muito encorajador, pelo progresso dos séculos, o que, para nós, indica um progresso de natureza espiritual, o abandono de todas as imperfeições, o aprendizado da perfeição.
«Quantos pontos de vista estreitos, quantas noções indistintas das coisas, têm as crianças, em comparação com os adultos! E quão naturalmente os homens, quando a razão se lhes amadurece, desprezam e dispensam os seus pensamentos infantis, pondo-os de lado, rejeitando-os, considerando-os como nada! Assim é que pensaremos sobre nossos dons mais valiosos e aquisições neste mundo, quando chegarmos ao céu». (Matthew Henry, in loc.).
1) O amor torna os dons da vida aproveitáveis, 1-3;
2) O amor transforma os relacionamentos da vida em algo maravilhoso, 4-7;
3) O amor faz com que as contribuições da vida se tornem eternas, 8-13 (da obra Sermon Outlines on Favorite Bible Chapters).
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 347-348. Visto que a asserção que os dons de conhecimento e de profecia cessarão podia parecer estranho, Paulo explica sua afirmação: Pois em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o imperfeito será abolido. Nosso conhecimento é imperfeito neste mundo, inadequado para um entendimento completo de DEUS, de Sua essência, de Sua vontade. Entendemos somente partes pequenas da verdade eterna e celeste, mesmo tendo nós uma razão cristã iluminada. Não temos uma visão compreensiva do total, da ligação dos pensamentos e conselhos divinos. A plenitude da magnitude e majestade de DEUS ainda nos é desconhecida.
Fé, esperança e amor permanecem na eternidade, porque o que o cristão crê, espera e ama permanece para sempre, visto que DEUS é eterno, com quem estamos unidos

na fé, na esperança e no amor. Esta conclusão é praticamente exigida pela afirmação que todas as coisas imperfeitas serão abolidas. Pois o apóstolo não diz destes três que são imperfeitos, ou seja, que cremos em parte, que esperamos em parte, que amamos em parte. A fé, mesmo a fé fraca, ainda que conhece a DEUS só em parte, aceita, porém, como fé salvadora, o DEUS inteiro, o CRISTO inteiro, a redenção inteira em CRISTO, e o pleno perdão dos pecados. Também a esperança, mesmo vendo e conhecendo somente alguns raios da glória vindoura, tem, ainda assim, o futuro total como seu alvo. E o amor se concentra sobre o inteiro DEUS trino de nossa salvação, e não sobre algum restinho miserável.

Resumo: O apóstolo louva o alto valor do amor, dá uma descrição de seus aspectos essenciais, e descreve sua duração eterna.
KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concordia Publishing House.

3. Despenseiros dos dons.

10. Vida na comunidade cristã é vida de serviço aos outros. JESUS foi o Servo de DEUS, Aquele que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Na Sua vida, tal como nos mostram os Evangelhos, Ele demonstrou esse princípio, servindo ao Seu povo e aos Seus (como ilustrado em Jo 13.1-17). Servi uns aos outros é, assim, um chamado a sair de si mesmo e dos seus problemas, e se dedicar aos outros. É essa exteriorização que está o fundamento da ética cristã, como vida de serviço aos outros “enquanto outros” (ou seja, não uma extensão de mim próprio, ou “outros” a quem eu comando ou manipulo, e coloco dentro do meu esquema). A palavra grega é diakonuntes, de onde vem diaconia, serviço. Aqui, ela tem um significado abrangente, incluindo todo tipo de serviço que se pode prestar a outros (em palavra e ação).

Essa diaconia é possível porque todos receberam dons com os quais podem servir aos outros. Charisma é o termo usualmente empregado no N.T. para se referir aos chamados “dons espirituais”. São várias as definições e especificações deles (cf. 1 Co 12; Rm 12; Ef 4); trata-se de capacidades que DEUS concede a todos os cristãos (associadas à habitação do ESPÍRITO SANTO neles, 1 Co 12.7) para o serviço dentro do contexto da comunidade cristã. Podem se tratar de talentos naturais que recebem um novo impulso e uma nova orientação pela ação do ESPÍRITO, ou de capacitações originais, concedidas ao crente para que com elas sirva aos outros.

Esta questão dos dons às vezes tem causado polêmicas entre os cristãos. Nunca devemos perder de vista que são dados soberanamente pelo ESPÍRITO SANTO, e que sua função é servir (nada mais que isso; usá-los para autopromoção é absolutamente contrário à sua natureza, sendo uma atitude exemplarmente repreendida em At 8.18-24).

Importante é também que cada um dos crentes recebeu um dom, o que, de saída, nivela a todos, e toma todos igualmente importantes uns para os outros. Cada um deve colocar o dom que tem a serviço de todos, porque, ao receberem dons, os

cristãos se tomam despenseiros da graça de DEUS. A charis (graça) é a fonte dos charisma (dons, carismas). Quem os recebe, recebe graça de DEUS, e os recebe por causa da graça de DEUS que lhes concedeu o ESPÍRITO SANTO. Ter um dom espiritual, então, é ter um “depósito de graça”, que deve extravasar (porque graça é para ser doada). Despenseiros é oikonomoi, um termo técnico referente ao mordomo, o administrador da casa (lembrando que “casa” é a oikos do mundo da época, uma instituição social fundamental, a “comunidade doméstica” que incluía família e trabalhadores, bem como os hóspedes). O oikonomos era o encarregado de atender as necessidades de todos, administrando os bens nessa direção. E uma bela figura para o papel dos cristãos na igreja (e note-se que todos o são). Todos na “casa de DEUS” têm necessidade de “graça”, e todos são chamados a suprir essa necessidade mutuamente. E não devemos espiritualizar em demasia a questão, pois essas necessidades muitas vezes serão bem materiais e rotineiras. E o chamado ainda é para ser bons despenseiros, estando implícito que se pode não ser um bom administrador da graça de DEUS. Vem a propósito aqui a parábola do bom e do mau oikonomos (mordomo), de Lc 12.42-48 (especialmente pelo contexto escatológico).

A graça de DEUS, por fim, é multiforme. Visualmente, isso seria como um cristal que reflete a luz em vários matizes e uma sempre nova e surpreendente combinação de cores e tons. Esse conceito é importante e tem sido desprezado na prática, muitas vezes, pelos cristãos. Está subentendido que a questão dos dons é sempre dinâmica. Não podemos deduzir uma lista fixa de dons a partir das passagens do N.T. que falam sobre o assunto, e mantê-los a todo custo como os únicos dons espirituais.

DEUS dá os dons de modo multiforme, de acordo com as características locais e as necessidades do momento. Quando a situação muda, quando novos quadros se apresentam, Ele dará os dons de forma apropriada à nova realidade, sempre nos surpreendendo com o Seu agir. Multiforme também significa, para um mundo dividido como o nosso em culturas e características regionais bastante diferenciadas, que o ESPÍRITO leva em conta essa diversificação e trabalha dentro dela. Indispensável nas relações entre os cristãos (também a nível internacional) é a eliminação de todo resquício de prepotência e espírito de julgamento, e a disposição ao amor e ao serviço ao outro como outro (respeitando-o e valorizando-o naquilo em que é diferente de mim ou de nós).

I Ped 4.11. Na comunidade cristã, esta graça de DEUS (ou a ausência dela) revela-se também na forma como a comunidade é organizada. Todos receberam dons; portanto, todos participam de uma forma ou outra. Não há maiores ou melhores entre os cristãos, todos receberam de DEUS o que possuem, e isso nivela a todos de forma irrevogável. A distinção entre os dons é funcional, e não de classe (a sociedade cristã é sem classes, G1 3.28). 1 Pedro apresenta uma divisão muito simples entre os dons. Basicamente há dois tipos de dons, que correspondem às duas formas básicas em que o evangelho de CRISTO é Se alguém fala inclui, assim, todos os tipos de ministério a igreja que primam pela comunicação da graça de DEUS em palavra (pregação missionária, pregação pastoral, ensino, etc.; hoje teríamos de incluir a palavra escrita, a literatura). A estes a exortação é que fale de acordo com os oráculos de DEUS. A expressão grega é bem breve, e por isso está sujeita a várias leituras dá

então, o sentido literal “se alguém fala, como palavra de DEUS”. O sentido é bem preservada na nossa versão ARA, Quem falar na comunidade cristã, deve fazê-lo em acordo com o falar de DEUS. O termo logia está se referindo, provavelmente, de forma bem ampla à palavra de DEUS (nas Escrituras do A.T., na pregação de JESUS e dos apóstolos, nas mensagens dos profetas nas congregações cristãs). A Bíblia tem, na igreja cristã, justamente essa função de ser “cânon”, regra e critério para o falar de todos os cristãos. DEUS falou, e o nosso falar deve se guiar pelo dEle. Naturalmente, o nosso falar terá suas formas próprias de expressão (um apego legalista à “linguagem de Canaã”, a linguagem das traduções da Bíblia em português, não seria muito bíblico). Dentro da nossa realidade e situação concreta, o nosso falar será nosso, sem dúvida, mas a partir da inspiração e do critério que representa o falar de DEUS (por ele também deverá ser julgado o nosso falar). Isto se aplica à pregação nas igrejas, aos estudos bíblicos comunitários e em grupos, à pregação evangelística também ao labor teológico dos que a isso são chamados dentro da igreja, pois teologia é pensar e expressar o falar de DEUS para dentro de uma nova geração, dentro de um novo contexto sociocultural e político, dentro de uma nova

configuração psicocultural representada por cada uma das partes da multiforme igreja de DEUS; sendo assim a pregação e a teologia tarefas que perpetuamente se renovam, para poderem ser fiéis tanto ao falar de DEUS como ao mundo em que este falar de DEUS deve ser anunciado e vivido.

Se alguém serve dá aqui um sentido um pouco mais restrito de diakonein do que no versículo anterior (onde ele resumia todo o ministério cristão). Aqui, a palavra designa os dons considerados como propriamente “de serviço”, e que já na época podiam ser os mais diversos (exemplos teríamos em Rm 12.8, “o que contribui”, “o que preside”, “quem exerce misericórdia”). Pode se incluir aqui tudo que a comunidade necessitar para a sua organização, para o seu culto, todos aqueles pequenos itens técnicos que tantas vezes são simplesmente “pressupostos”, sem que se dê conta de que foram feitos por alguém (talvez com mais amor do que os serviços que mais aparecem), e sem que, talvez, sejam valorizados adequadamente. O versículo também não exclui (e não vemos razões por que excluir) o serviço prestado para fora da comunidade cristã, onde de muitas maneiras os cristãos podem dar eloquente testemunho de sua fé, simplesmente servindo aos outros (cf. 3.1, sobre o testemunho de mulheres aos maridos não-crentes). O fator determinante nesse serviço parece ser a “necessidade” concreta e imediata (cf. At 2.45, “à medida que alguém tinha necessidade”), especialmente as necessidades materiais (que é o assunto de que se fala no texto mencionado de Atos; várias vezes no N.T. diakonia refere-se a uma coleta em dinheiro que se levantava na igreja para as igrejas e os cristãos mais pobres cf. 2 Co 8.4,20; 9.1,12).

A mesma divisão simples do trabalho na comunidade cristã encontramos também em At 6.1-7, onde os serviços são divididos em “serviço da palavra” e “serviço das mesas” (a distribuição de pão entre os pobres da comunidade). E não há primazia de uns sobre outros; porquanto os que se dedicam à palavra são fundamentais para a igreja, ela também não subsistiria sem estes outros, que igualmente devem ser “cheios do ESPÍRITO e de sabedoria” (At 6.3). Também as igrejas de hoje são chamadas a

observar este duplo ministério cristão, dando o devido valor ao serviço da palavra, mas não permitindo que ele faça com que o serviço do amor seja negligenciado. Pelo contrário, um ministério da palavra que seja realmente “de acordo com os oráculos de DEUS” vai saber privilegiar o serviço de amor como forma eloquente de presença cristã no mundo, tal como foi a presença serviçal do Senhor da igreja em meio aos pobres deste mundo. Principalmente em realidades sofridas como as do Brasil e do Terceiro Mundo em geral, a presença cristã dessa forma é fundamental.
Quem serve, faça-o na força que DEUS supre. O termo ischyos (força) na maioria das vezes significa “força física”, evidenciando que os serviços são trabalhos que se realizam em prol dos outros, coisas talvez bem “mundanas” e do dia-a-dia, que os cristãos talvez não saibam valorizar direito como dons concedidos pelo ESPÍRITO de DEUS. Aos cansados neste serviço, fica a lembrança de que DEUS supre as forças necessárias para ele. Por isso, ele deve ser feito de tal modo que DEUS seja glorificado através dele (cf. 2.12, “observando as vossas obras, glorifiquem a DEUS; Mt 5.16); ou seja, é importante a humildade daquele que serve, de não atrair para si uma glória que é de DEUS, doador da graça e das forças (de todas as dádivas que nos dão e sustentam a vida no corpo). Em todas as cousas se refere ao todo do ministério cristão: que tanto no serviço da palavra como no serviço de amor seja DEUS glorificado. Como costumamos ver glória a DEUS mais na pregação da palavra do que no serviço, não custa insistir em que todos os pequenos trabalhos de amor do cristão em prol dos outros glorificam a DEUS, sendo dignos de que a eles nos dediquemos. Cl 3.17 oferece um bom comentário neste ponto. A glória vai a DEUS por meio de JESUS CRISTO, sendo importante que atentemos devidamente para essa mediação, tanto em termos do pensamento e das intenções da pessoa que serve, como em termos de que haja algum tipo de reconhecimento final de que JESUS CRISTO está presente no serviço cristão (embora, quanto a isso, Mt 25.31-46). A quem 1 Pedro 4.11. pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos pode se referir tanto a DEUS como a JESUS CRISTO. Na verdade, nem parece conveniente tomá-los separadamente. A glória e o domínio que pertencem a DEUS foram concedidos a JESUS CRISTO na Sua ascensão (3.22; Ap 11.15), sendo uma glória que Ele já tinha antes mesmo de vir ao mundo (Jo 17.5).
Arriên é tanto uma expressão de reconhecimento (“realmente é assim”; cf. o “em verdade, em verdade” de JESUS, Jo 3.5,11, etc.) como de desejo piedoso (“assim seja”, não tanto de que “seja” na realidade de DEUS, onde já é, mas de que seja reconhecido neste mundo como tal).
Ênio R. Mueller. I Pedro. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 238-243.
I Ped 4.10 Cada um, conforme recebeu um dom da graça – servi uns aos outros com ele como bons administradores da multiforme graça de DEUS. Visto que os dons da graça (em grego: charisma) são dados pelo ESPÍRITO SANTO, eles também são chamados de “dons do ESPÍRITO” (1Co 14.1). Este versículo presta uma importante contribuição para a pergunta a respeito do que são os carismas e como devem ser exercidos. O contexto demonstra que ser hospitaleiro, falar a palavra de DEUS e exercer a diaconia são serviços dos dons da graça. O NT, portanto, não restringe o termo “dom da graça” aos dons particularmente notórios, p. ex., cura de enfermos

(1Co 12.9) ou línguas (1Co 12.10; 14.13). Quem pratica de modo alegre e consciente a hospitalidade provavelmente obteve um carisma para isso. Porém, todo aquele que recebeu um dom para a edificação da igreja é um “carismático”. Pedro não escreve: “cada um, quando recebeu um dom da graça”, mas como (ou: “na proporção em que”) recebeu. Logo tem por certo que cada cristão participa da multiforme graça de DEUS, que consequentemente também possui dons da graça. Não é possível produzi-los a partir de si mesmo, mas somente recebê-los. É verdade que podemos “buscá-los” (1Co 14.1), mas sempre continuarão sendo dádiva de DEUS através do ESPÍRITO SANTO. Servi uns aos outros com eles significa: os dons da graça foram dados para o serviço mútuo.

Uwe Holmer. Comentário Esperança Cartas aos I Pedro. Editora Evangélica Esperança.
I Cor 4.1. Tendo apresentado a sua polêmica contra o espírito faccioso, Paulo agora passa a mostrar qual deve ser a atitude certa dos crentes para com os verdadeiros ministros do evangelho, e, em particular, para com ele mesmo, que era um apóstolo autêntico, que tinha apresentado muitas evidências sobre a validade do seu apostolado. Em Corinto havia detratores de Paulo que haviam convencido a alguns dos membros daquela igreja que ele não era verdadeiro apóstolo. O nono capítulo da presente epístola expõe a defesa de Paulo contra essa calúnia. No capítulo que ora iniciamos a comentar, porém, esse apóstolo mostra-nos que tais detratores, ao denegri-lo, tão somente deixavam de mostrar o devido respeito pela dignidade de seu oficio, que lhe fora conferido pelo Senhor. Isso era apenas um outro resultado negativo do fato de se terem deixado encantar pelos líderes de diversas facções, os quais exaltavam aos homens e se gloriavam no homem. Os ministros autênticos da Palavra de DEUS não podem estar sujeitos aos caprichos da comunidade religiosa, e contra esse abuso, Paulo agora fazia objeção firme.
A Fidelidade
1. Essa deveria ser uma das características essenciais de todos os crentes professos (ver Efé. 1:1 e Apo. 17:14).
2. A fidelidade se exibe no serviço prestado (ver Mat. 24:45), e na pregação da Palavra (ver II Cor. 2:17).
3. Deveria ser tão geral que incluísse todas as coisas (ver I Tim. 3:11).
4. Não pode haver período de férias no campo da fidelidade (ver Apo. 2:10).
5. Ela redunda em uma espécie notável de bem-aventurança (ver Mat. 24:45,46).
6. Consideremos o exemplo de Paulo (ver Atos 20:20,27). «...ministros...» Paulo substitui aqui o termo grego mais comum, «diakonos» pelo vocábulo grego «uperetes». Originalmente, essa palavra indicava aqueles que manuseavam a fileira de remos mais inferior de uma trirreme; em seguida veio a significar qualquer pessoa que serve subordinada a outra, um «servo», um «assistente», um «ajudante». Mediante o uso dessa palavra, pois, o apóstolo dos gentios assume sua correta posição como servo de JESUS CRISTO. Ele não exalta a si mesmo, como se exigisse ser respeitado devido aos seus próprios méritos; não obstante, não é coisa de pouca monta ser um homem um verdadeiro ministro do grande Rei, o Senhor JESUS

CRISTO. Tais ministros requerem um respeito verdadeiro da parte daqueles para quem ministram.
«...despenseiros...» é tradução do vocábulo grego «oikonomos» (derivado de «oikos», casa, e «nemo», distribuir, determinar), que indica alguém que tinha por função controlar uma casa, determinando a cada qual, os seus deveres específicos. Eram os despenseiros quem controlavam o dispêndio de dinheiro, a compra dos suprimentos e a distribuição dos bens, dentro da casa. Essa palavra também indicava alguém que geria os negócios externos de uma casa; razão também pela qual era aplicada aos oficiais administradores do governo, que manuseavam os fundos públicos e conduziam os negócios em geral do império. Na sociedade antiga, o «gerente» de uma casa, em relação ao seu senhor, era apenas um escravo.

Por essa razão é que era frequente que escravos de alguma habilidade fossem selecionados para essa tarefa. Perante os demais escravos, entretanto, tal homem possuía elevada posição aos olhos dos quais ele era o «superintendente» ou «chefe» de todas as operações. (Ver Luc.. 12:42 e Mat. 20:8). José, no Egito, seria um exemplo clássico disso.

No terreno das realidades espirituais, DEUS ou JESUS CRISTO é quem aparece como o grande Senhor (ver I Cor. 3:23), e a casa cristã é a igreja (ver I Tim. 3:15). Os «despenseiros» ou superintendentes estavam encarregados da distribuição dos «mistérios de DEUS». Em termos gerais, esses mistérios são as verdades bíblicas que os pregadores deveriam ensinar. Sendo assim comissionados para ensinarem as verdades divinas, exigiam o respeito de todos os membros da comunidade cristã. Entre o Senhor e os despenseiros permanecia ainda o Filho (ver I Cor. 15:25 e Heb. 3:6), e todos os «ajudantes» são seus ministros e despenseiros. E esses despenseiros são «distribuidores da graça divina», da mensagem da verdade. «...mistérios...» (I Cor. 2:7 - Rom. 11:25 «mistérios do N.T.»). Paulo alude aqui aos cultos misteriosos, ou, pelo menos, aos primórdios de tal atividade na igreja cristã. Os mistérios do N.T. são «segredos franqueados», coisas reveladas em CRISTO, por intermédio do seu SANTO ESPÍRITO, e através da instrumentalidade dos servos de CRISTO, principalmente dos apóstolos, cujas revelações constituem o tema mesmo do novo pacto.
A sabedoria humana, que o apóstolo dos gentios vinha atacando coerentemente, desde, o princípio desta epístola, conta com seus supostos mistérios profundos. «...considerem...» Essa palavra indica uma «estimativa razoável», extraída de princípios aprovados de julgamento espiritual. (Comparar com os trechos de Rom. 6:11 e 12:1).
«Paulo tinha um vivido senso da dignidade de sua posição como despenseiro de DEUS, a qual lhe fora dada pelo Senhor (ver Col. 1:25 e Efé. 1:10). O ministério da Palavra é muito mais do que uma profissão ou negócio. É a própria chamada de DEUS para a gerência». (Robertson, in loc.)
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 57.
A Missão do Apóstolo (4.1-5)

A missão de Paulo e de todos os que foram chamados para pregar o evangelho foi construída sobre quatro elementos: serviço, mordomia, fidelidade e sensibilidade aos juízos de DEUS. Embora todos estes elementos estejam relacionados, há diferença entre eles.

a) Serviço (4.1). Paulo, Pedro e Apolo não deveriam ser considerados como líderes de evangelhos diferentes. Ambos eram ministros de CRISTO. A palavra ministros (hyperetas) significa “servos”. Originalmente o termo se referia a remadores que ajudavam a impulsionar barcos através das águas do mar. A palavra sugere a labuta e o trabalho contínuo envolvido na obra do evangelho.

b) Mordomia (4.1). Paulo, Pedro e Apolo também eram despenseiros dos mistérios de DEUS. Um despenseiro (oikonomos) era literalmente o “administrador de uma
casa”. Frequentemente ele era um escravo respeitado e eficiente a quem o negociante ou o dono da terra havia entregue a administração da propriedade. Como tal, o despenseiro tinha autoridade sobre os ajudantes ou empregados. Ele atribuía trabalho e distribuía mantimentos. Ele era o superintendente sobre a operação de todo o empreendimento. Contudo, ele estava sempre ciente de que era um escravo, e estava sob a obrigação de iniciar e executar a vontade do proprietário.

O termo mistérios se refere a todo o plano da salvação (cf. o comentário sobre 2.7). Paulo, Pedro e Apolo não possuíam qualquer conhecimento secreto escondido de todos, exceto de alguns escolhidos. Eles eram mestres e pregadores da verdade revelada sobre a salvação em JESUS CRISTO e através dele.

Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 267.
Ef 4.19. O estudo da unidade de todos os cristãos “em um ESPÍRITO” receberá ênfase e será desenvolvido no capítulo quatro, mas aqui o apóstolo volta-se especificamente para os gentios a fim de prosseguir tratando da mudança operada em sua situação, Antes eles estavam “separados da comunidade de Israel” (v. 12). Em relação ao povo da aliança de DEUS, eram estrangeiros e peregrinos (xenoi e paroikoi), isto é, pessoas que ainda que vivessem no mesmo país, tenham contudo os mais superficiais direitos de cidadania. Essa era sua situação anterior, mas de agora em diante já não o é. No dizer do apóstolo, agora são concidadãos dos santos. Ele deve ter pensado nos santos do Antigo Testamento, ou nos membros da Igreja Cristã, aos quais a palavra se aplica (veja comentário sobre 1:1); provavelmente pensou naqueles que, em todos os sentidos, podiam ser chamados povo de DEUS, e assim disse aos gentios que eles agora estavam incluídos entre os santos, e em igualdade de condições.
Cidadania do povo de DEUS, eis um modo expressivo de estabelecer a verdadeira posição que judeus e gentios igualmente partilhavam com DEUS e entre si. Mas essa ilustração conduz a uma outra verdade mais profunda, qual seja a intimidade maior que os cristãos têm com DEUS, e também uns com os outros. Judeus e gentios, homens de quaisquer raças, cores ou posições, estão juntos na família de DEUS, na mesma família. Gálatas 4:10 usa a mesma palavra oikeioi para falar da “família da fé”. Embora tal palavra não seja perfeita para expressar completamente a verdade de serem todos “filhos de DEUS, mediante a fé em CRISTO JESUS” (G1 3:26; 1:5), ainda

assim o pensamento se refere mais a pessoas da casa, do que ao edifício em si (Hb 3:2, 5; 1 Pe 4:17).
Francis Foulkes. Efésios. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 72-73. Ajuda na elaboração: Pb Alessandro Silva.

SUBSÍDIOS DA LIÇÃO 2 - CPAD - 2o TRIMESTRE DE 2021

PONTO CENTRAL - Os dons são para a edificação do Corpo de CRISTO.

Lição 3, Dons de Revelação


TEXTO ÁUREO
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12.8,10; Atos 6.8-10; Daniel 2.19-22
1 Coríntios 12
8 - Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

Atos 6
8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. 10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao ESPÍRITO com que falava. Daniel 2
19 - Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o DEUS do céu. 20 - Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de DEUS para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; 21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. 22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

OBJETIVO GERAL - Expor os dons que fazem parte da catoria dos dons de revelação

Resumo da Lição 3, Dons de Revelação I – PALAVRA DA SABEDORIA
1. Conceito.
2. A Bíblia e a palavra de sabedoria.

3. Uma liderança sábia.
II – PALAVRA DA CIÊNCIA
1. O que é?
2. Sua função.
3. Exemplos bíblicos da palavra da ciência. III – DISCERNIMENTO DOS espíritos
1. O dom de discernir os espíritos.
2. As fontes das manifestações espirituais. 3. Discernindo as manifestações espirituais.

RESUMO RÁPIDO DO Pr. HENRIQUE

INTRODUÇÃO

Vamos estudar sobre os Dons de Revelação, nome dado para estudarmos didaticamente os dons que nos revelam algo oculto tato no passado, como no presente, quanto no futuro; também nos revela a fonte de manifestações malignas nas pessoas e nos concede poder para libertar essas mesmas pessoas.
Palavra de sabedoria são revelações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO a respeito do futuro. Dentro da Presciência de DEUS - Sabedoria de DEUS sobre o Futiuro - Onisciência. DEUS sabe todas a s coisas.
Palavra de Conhecimento são revelações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO a respeito de algo oculto tanto no passado, quanto no presente. Dentro da Onipresença de DEUS. DEUS está presente em toda parte ao mesmo tempo.
Discernimento de espíritos são revelações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO a respeito do reino espiritual de Satanás, sobre a ação de demônios e capacita o crente a expulsar esses demônios. Dentro da Onipotência de DEUS. DEUS tem poder sobre tudo e sobre todos.

"Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento" (Rm 11.29). Estamos em plena crise de dons na igreja - enquanto uns pouquíssimos são usados em vários dons, a grande maioria da igreja nem mesmo sabe diferenciar entre um dom e outro. A bíblia afirma: "Todos podeis profetizar...", mas a realidade é que quase nenhum profetiza.
"Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados." - Paulo, (I Coríntios, 14:31)

Os dons são concedidos pelo nosso desejo em dar espaço ao ESPÍRITO SANTO de agir em nossa vida e trabalho na obra de DEUS.
A vontade de DEUS não exclui de modo algum o desejar por parte do crente estes dons, de fato Paulo diz várias vezes para ambicionar os dons espirituais: "Desejai ardentemente os maiores dons" (1 Cor. 12:31), "procurai abundar neles, para edificação da igreja" (1 Cor. 14:12), diz Paulo. Estes dons devem ser objeto de busca por parte de todos nós, ninguém está excluído. Não há uma categoria de crentes que está excluída desta busca. Todos devem estar envolvidos nela.

Quem não os deseja na realidade não quer que a Igreja seja edificada pela manifestação do ESPÍRITO, este não quer que a Igreja de hoje seja edificada por meio dos dons, como o era a igreja antiga.
Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. 1 Coríntios 14:39
Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20

Para estudarmos os dons os dividimos em 3 grupos: DONS DE REVELAÇÃO

DONS DE PODER
DONS DE INSPIRAÇÃO OU DA FALA

Hoje vamos estudar sobre dons de revelação:

DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO OCULTO OU DESCONHECIDO SOBRENATURALMENTE).
São três - Palavra de sabedoria, Palavra de conhecimento ou da ciência e Discernimento de espíritos.

Essas manifestações do ESPÍRITO SANTO são sobrenaturais, não devemos confundir os dons com sabedoria adquirida com estudo de livros, revistas, pesquisas na internet ou cursos de homilética, hermenêutica, lingüística ou qualquer outra disciplina.

Atos 16.16-24
16 - E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha ESPÍRITO de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. 17 - Esta, seguindo a Paulo e a nós, c/amava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do DEUS Altíssimo. 18 - E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao ESPÍRITO: Em nome de JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.

Fruto do ESPÍRITO X Batismo No ESPÍRITO X Línguas faladas no batismo X Dons do ESPÍRITO
Fruto do ESPÍRITO - O fruto é implantado no crente no momento de sua conversão e o recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento - Pegue uma laranja com nove gomos como exemplo - No momento da conversão se recebe a laranja para que bebamos dos nove gomos em nossa caminhada cristão. Podemos beber muito de um gomo e de outro não, mas seguramente beberemos de todos, pelo menos um pouco de cada. Se bebermos muito do primeiro que é o amor, seguramente beberemos muito de todos os outros.

Batismo No ESPÍRITO - Quanto ao batismo recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento. JESUS quer batizar-nos desde o momento de nossa conversão, assim como o fruto nos foi implantado desde esse momento. O ESPÍRITO SANTO já estará habitando em nós a partir daí - O problema é deixarmos que o ESPÍRITO SANTO fale através de nossa língua (membro difícil de ser domado) - Devemos permitir que o ESPÍRITO SANTO controle nosso ser, nosso eu, que ELE nos use para ganharmos almas; só assim poderemos ser revestidos de poder para sermos testemunhas de CRISTO. Só podemos confirmar se alguém recebe o Batismo o ESPÍRITO SANTO quando este fala em línguas espirituais (At 2.4-8; 10.45; At 19.6; 1 Co 14.18, etc...)

Línguas faladas no batismo - Quanto às línguas faladas no batismo são para o crente orar em línguas durante toda sua vida. Essa linguagem é para se falar diretamente

com DEUS (1 Co 14.2), é para edificação do crente (1 Co 14.4; Jd 1.20), é para orar com perfeição (Rm 8.26).
Atenção - Não é dom do ESPÍRITO SANTO arrolado em 1 Coríntios 12.8-10 o falar em línguas diariamente na língua em que se foi batizado.

No dom do ESPÍRITO SANTO chamado "Dom de Línguas" ou Variedade de Línguas, o crente fala diversas línguas e não somente a linguagem do batismo (4 tipos de línguas).

Dons do ESPÍRITO - Quanto aos dons, recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento, à medida que acreditamos na ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO e nos dispomos a ser Seu canal de poder para operação de seus dons. Temos que desejar os dons, ter fé que são para nós e abundar neles (1 Co 14.12). Temos que dar a vida pelos outros. Ser usado em dons significa ser criticado, odiado, perseguido e tudo isso por causa dos outros. Para que possamos ser usados nos dons temos que amar aos outros como a nós mesmos e sacrificarmos nossa vida por eles. Jejuar, orar e estudar muito.

CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS DONS - 1 Co 12

DONS DE REVELAÇÃO

DONS DE PODER

DONS DE ELOCUÇÃO

Palavra da sabedoria

Palavra do conhecimento

Fé Curar

Profecia

Variedade de línguas

Discernimento de espíritos

Operação de milagres

Interpretação de línguas

Extraído de Nos Domínios do ESPÍRITO, CPAD p. 131.

Os dons de revelação constituem parte da revelação de DEUS, concedida ao homem salvo, para que, por eles, a “multiforme sabedoria” divina seja manifestada no meio da Igreja, e os crentes em JESUS sejam protegidos das sutilezas do Adversário e das maquinações humanas contra a fé cristã.

Sem a presença física de CRISTO, após sua Ascensão aos céus, os salvos, reunidos em igrejas locais, precisam, de maneira indispensável, dos dons espirituais, tanto para cumprirem a Missão confiada por CRISTO, quanto para lutar e vencer “as hostes

espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Ef 6.12). Sem eles, a igreja local não passa de uma comunidade humana, uma associação religiosa, como um “vale de ossos”, transformados em corpos com tecidos humanos, mas sem vida. Tem estruturas humanas, ministeriais, denominacionais, intelectuais, políticas e administrativas, mas não tem o poder de DEUS em sua vida institucional. Os dons espirituais propiciam a provisão divina para a igreja cumprir a sua missão, concedida por CRISTO, de proclamar o evangelho por todo o mundo e a toda a criatura.
Dentre esses, os chamados “dons de revelação” aparecem como categoria de grande valor e necessidade, no meio das igrejas locais. No tempo de Paulo, havia confusões, mistificações doutrinárias, ensinos heréticos e tantos outros tipos de informações, que chegavam aos ouvidos dos crentes, que muitos se desviaram, iludidos pelos “ventos de doutrina” (Ef 4.14). O gnosticismo ameaçava a integridade da fé cristã. Os judaizantes queriam impor seus ensinos legalistas e ultrapassados. A igreja precisava de recursos espirituais sobrenaturais para não ser esmagada pelas heresias, muitas delas travestidas de verdades absolutas. Só a revelação de DEUS, manifestada de forma incisiva, poderia evitar a derrocada do cristianismo.

E, nos dias presentes, será que não há necessidade da revelação especial de DEUS, através de sua palavra e de dons ou carismas que façam a diferença, para que os cristãos saibam discernir o “joio do trigo”? Certamente hoje, mais do que nunca, a igreja de JESUS, em toda a parte, necessita desses recursos. Os dons de revelação podem identificar a origem, os meios e os propósitos de muitas falsas doutrinas que surgem a cada dia, no meio evangélico. Pela revelação sobrenatural, pode-se desmascarar os falsos pastores, os “obreiros fraudulentos”, “de torpe ganância”. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 31-32.

I – PALAVRA DA SABEDORIA 1. Conceito.

Palavra - Pequena parte (fragmento).
Sabedoria - de DEUS - onisciência e presciência - a respeito do futuro.
Uma revelação por escrito ou falada sob inspiração do ESPÍRITO SANTO e a respeito do futuro.
É uma manifestação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, através de um crente, pela graça de DEUS, sempre revelando o futuro.

2. A Bíblia e a palavra de sabedoria.

Porque tu, DEUS meu, revelaste ao ouvido de teu servo que lhe edificarias casa; pelo que o teu servo achou confiança para orar em tua presença. 1 Crônicas 17:25
E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e para

que entendesses os pensamentos do teu coração. Daniel 2:30
Respondeu o rei a Daniel e disse: Certamente, o vosso DEUS é DEUS dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos segredos, pois pudeste revelar este segredo. Daniel 2:47
senão o que o ESPÍRITO SANTO, de cidade em cidade, me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Atos 20:23
Mas FALAMOS A SABEDORIA DE DEUS EM MISTÉRIO, outrora oculta, a qual DEUS preordenou desde a eternidade para a nossa glória. (1 Co 2.7)
Mas DEUS NO-LO REVELOU PELO ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de DEUS.(1 Co 2.10)
porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO. 2 Pedro 1:21

Este Dom opera muito através de profetas
Profeta do Antigo Testamento -
ISAÍAS - Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de DEUS e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Isaías 53:4-7
DANIEL - Mas há um DEUS nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas: Daniel 2:28

Profeta do Novo Testamento -
ÁGABO - E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. Atos 11:28
e, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim ligarão os Judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta e o entregarão nas mãos dos gentios. Atos 21:11
JUDAS E SILAS - Depois, Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. Atos 15:32
MUITOS PROFETAS NO Novo Testamento - Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. Atos 11:27
Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. Atos 13:1

Palavra de Sabedoria dada por JESUS - Toda vez que falou algo que ia ou ainda vai acontecer no futuro.
Palavra de Sabedoria dada por apóstolo João - Toda vez que falou algo que ia ou ainda vai acontecer no futuro.

A Palavra de sabedoria é uma pequena parte da sabedoria de DEUS; no futuro, só DEUS sabe; tem a ver com a onisciência de DEUS. JESUS sabia todas as cosias que estavam por vir. O profeta Ágabo (novo testamento tem profeta) revelava uma seca na Judéia que aconteceu realmente pouco tempo depois e a prisão de Paulo, tudo no futuro.
Aqui, estamos estudando sobre revelações futurísticas que são dadas pelo ESPÍRITO SANTO, de repente, sem um prévio aviso ou estudo.
Esta revelação pode ser dada por meio de uma visão, de um sonho, ou por inspiração, ou por meio de uma voz escutada também.

Exemplos:
JESUS:
"Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam,
bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem." (Mt 24: 36-44)

Exemplo em Atos dos apóstolos:
Profeta Ágabo a respeito de uma grande fome
Atos 11:28 e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio.
Profeta Ágabo a respeito de Paulo
Atos 21:11 e, vindo ter conosco, tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim os Judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios.
Paulo em viagem para Roma

"Atos 27.34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.". Paulo sobre arrebatamento:
I Co 15:51 "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados".

Porque o Senhor o revelara aos ouvidos de Samuel, um dia antes que Saul viesse, dizendo: Amanhã, a estas horas, te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo de Israel, e ele livrará o meu povo da mão dos filisteus; porque tenho olhado para o meu povo, porque o clamor chegou a mim. 1 Samuel 9:15,16

1 Rs 3.16-28
Não foi revelado a Salomão por uma manifestação sobrenatural quem era a mãe da criança, mas com a sabedoria concedida por DEUS a Salomão para entrar e sair diante do povo e julgar suas causas, ele pode armar uma estratégia para descobrir quem era a mãe verdadeira, portanto não é uma manifestação de um dom do ESPÍRITO SANTO, mas uma sabedoria humana aumentada por DEUS.
Um exemplo aqui de Palavra de Sabedoria no AT poderia ser II Reis 3.16, 20:
Eliseu, solicitou a presença de um músico. Queria enlevar o ESPÍRITO. Sentir-se inspirado:
"E sucedeu que, tocando o músico, veio sobre ele a mão do Senhor. E disse: "Assim diz O Senhor, fazei neste vale, muitas covas".
"E sucedeu que, pela manhã, oferecendo-se a oferta de alimentos, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água".
Quando a revelação vem em sonhos futurísticos é palavra de Sabedoria, mas quando o sonho vem com revelação atual é palavra de Conhecimento.

3. Uma liderança sábia.

DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA.
Este dom é uma palavra (uma proclamação, uma declaração) de sabedoria, dada por DEUS através da revelação do ESPÍRITO SANTO, para satisfazer a necessidade de solução urgente dum problema particular. Não se deve confundi-lo, portanto, com a sabedoria num sentido amplo e geral. Não depende da habilidade cultural humana de solucionar problemas, pois é uma revelação do conselho divino.
HORTON. Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.

Observação Pr. Henrique - Ainda que haja certa vinculação entre dom palavra de Sabedoria e a palavra do Conhecimento, há uma diferença básica entre ambos. Sabedoria é falar sobre o futuro e Conhecimento ou ciência é sobre presente.

Lembrando que o dom é uma manifestação sobrenatural sem aviso para acontecer, sem premeditação, sem haver ai alguma coisa da sabedoria do homem, pois é futuro - coisa que ainda não aconteceu.
A palavra da sabedoria. O ensino, a busca da orientação divina, o conselho e a luta com as necessidades práticas do governo e administração da igreja devem ser buscados, mas isso não é dom de Palavra de Sabedoria. Todos podemos e devemos pedir sabedoria a DEUS (Tg 1.5) e ELE conceder, mas isso não é dom de Palavra de Sabedoria.
Salomão não foi usado em Dom Palavra de Sabedoria, embora tenha recebido sabedoria de DEUS para governar. Se Salomão fosse usado pelo dom Palavra de Sabedoria não teria feito nenhum teste com as mulheres, mas dito imediatamente quem era a mãe verdadeira assim que colocou os olhos nelas.

A revelação dada a Daniel acerca dos impérios mundiais demonstra quão grande é a sabedoria de DEUS, como recurso divino para ocasiões especiais, em que de nada adianta a sabedoria humana, ou os conhecimentos adquiridos pela experiência de quem quer que seja. Quis DEUS utilizar-se de um rei estrangeiro ao seu povo para revelar segredos sobre acontecimentos que teriam lugar na História, na ocasião, e para o futuro. A visão de Nabucodonosor é uma referência para a Escatologia, com base nas interpretações dadas pelo Altíssimo a Daniel, seu servo, que estava vivendo naquele País, com uma missão do mais alto significado.

Foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o DEUS do céu” (Dn 2.17-19). De maneira didática, com precisão histórica, Daniel interpretou o sonho, mostrando ao rei o desenrolar dos acontecimentos de eventos futuros. Foi o conhecimento de DEUS e não humano, lógico ou natural.

A Bíblia e a palavra de sabedoria.
No Antigo Testamento, temos alguns exemplos marcantes dessa revelação da sabedoria de DEUS.
José, na prisão, interpretou sonhos de servos de Faraó, os quais se cumpriram plenamente. Chamado ao palácio real, diante de todos os sábios, adivinhos e conselheiros do rei, interpretou os sonhos proféticos que DEUS concedera ao monarca egípcio. Se não fosse a sabedoria do ESPÍRITO de DEUS, jamais o jovem hebreu teria tamanha capacidade para interpretar os misteriosos sonhos das vacas gordas e das vacas magras, e foi elevado à posição de Governador do Egito (cf. Gn 41.14-41).
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 34-35.

Observação minha Pr Henrique - Um exemplo clássico desse dom é quando um pregador, por exemplo, chama alguém à frente da igreja e lhe diz que ela está para viajar, mas que não deve ir, pois o ônibus ou carro em que viajaria no dia seguinte irá sofrer um acidente e ela morrerá se estiver neste veículo.

A pessoa então desiste da viagem e fica sabendo no outro dia que realmente o veículo em que iria viajar sofreu um acidente.
Eis aí um exemplo bem atual do Dom da Palavra de Sabedoria.

II – PALAVRA DA CIÊNCIA 1. O que é?

Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação de coisa conhecida no passado ou no presente; tem a ver com onipresença de DEUS. (pode ser coisa conhecida por pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos).

JESUS viu Natanael debaixo de uma figueira sem nem mesmo estar na mesma cidade.
Eliseu sabia todas as estratégias de guerra do inimigo sem nem mesmo estar perto de seu acampamento.

Quando a revelação vem em sonhos futurísticos é palavra de Sabedoria, mas quando o sonho vem com revelação atual é palavra de Conhecimento.

Exemplos:
JESUS:
Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe JESUS: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.
João 4:16-19 JESUS disse à mulher samaritana: "Vai, chama o teu marido e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe JESUS: Disseste bem: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta"
JESUS enxergava a fé dentro das pessoas.

Exemplo em Atos dos apóstolos:
Pedro, Ananias e Safira
Atos 5.4 “Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS”.

Eliseu sobre conversas escondidas:
2 Rs 6.12 E disse um dos servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir.

PALAVRA DA CIÊNCIA
É manifestação da ciência ou do conhecimento de DEUS, concedido ao homem salvo. Pode ser dado por sonho, por visão, por revelação especial, por voz de DEUS na mente, operando na esfera humana, no seio da igreja; sendo um conhecimento sobrenatural propiciado por DEUS. Paulo fala de “todos os mistérios e toda a ciência” (1 Co 13.2), que só têm valor se for sob a graça do amor de DEUS. Através desse dom, o crente penetra nas profundezas do conhecimento de DEUS (cf. Ef 1.17-19). “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou para os que o amam. Mas DEUS no-las revelou pelo seu ESPÍRITO; porque o ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS” (1 Co 2.9).
A Palavra de DEUS mostra exemplos desse dom. Quando JESUS pregava para a mulher samaritana, soube detalhes da vida dela, que o conhecimento humano não teria condições de alcançar naquela circunstância de um encontro inesperado. Ele disse à mulher que chamasse seu marido. A mulher respondeu que não tinha marido e JESUS lhe disse que ela tivera “cinco maridos” e aquele com quem vivia não era seu marido. A mulher ficou admirada, e disse: “Senhor, vejo que és profeta” (Jo 4.16-19). A palavra da ciência não é adivinhação nem expressão de tentativa de erro e acerto. E dada pelo ESPÍRITO SANTO.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 36-37.

Observação minha - Um exemplo clássico desse dom é quando um pregador, por exemplo, chama alguém à frente da igreja e lhe diz que ela está, por exemplo, com câncer e que lhe foi dada uma comunicação de morte por parte do médico.
O pregador não é da cidade, não conhece a pessoa com câncer. Não sabia de nada disso, mas DEUS lhe revelou isso na hora da pregação.

Esse é um exemplo bem simples e que muito ocorre. DEUS não apenas revela, mas resolve o problema curando essa pessoa.
Eis ai um exemplo bem atual do Dom da Palavra de Conhecimento ou da ciência.

Este dom tem sido definido como sendo a revelação sobrenatural dalgum fato que existe na mente de DEUS, mas que o homem, devido às suas naturais limitações, não pode conhecer, a não ser que o ESPÍRITO SANTO lhe revele. Exemplos da manifestação deste dom são encontrados no ministério de Samuel: 1 Sm 10.22; Eliseu: 2 Rs 5.26; 6.12; Aias: 1 Rs 14.6; JESUS: Mt 16.23; Lc 5.22; Jo 1.48; 4.18; Pedro: At 5.3,4, e Paulo: At 27.23-25.
Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.

2. Sua função.

Revelar algo oculto, tanto no passado, quanto no presente. Tem a ver com a Onipresença de DEUS que está em toda parte ao mesmo tempo. Muito usado por DEUS para revelar pecado oculto.

De acordo com o registro bíblico, quando este dom era exercido, o extraordinário acontecia, como mostram os exemplos que se seguem:
- O rei de Israel foi avisado do perigo de destruição por parte do rei da Síria: 2 Rs 6.9- 12.
- Elias recebeu novo alento em meio à perseguição: 1 Rs 19.14-18.
- A hipocrisia de Geazi foi manifesta: 2 Rs 5.20-
- A samaritana foi convencida da necessidade dum Salvador: Jo 4.18,19,29.
- Saul foi achado no meio da bagagem: 1 Sm 10.22.
- A necessidade de Saulo foi revelada a Ananias: At 9.11.
- Foi desmascarada a hipocrisia de Ananias e Safira: At 5.3.
Este dom pode manifestar-se por diferentes meios, seja através da pregação no púlpito, da profecia, do aconselhamento aos necessitados e aos que buscam orientação divina, ou mesmo através de sonhos, na rua, ou em qualquer lugar onde seja necessário.

Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.

Esse dom revela coisas que não são percebidas pela visão natural (ver 1 Sm 16.7; Jo 2.24,25). Na vida prática da igreja, algumas experiências demonstram que o dom da palavra da ciência pode ser dado nos tempos presentes. Num Círculo de Oração, em Natal-RN, as irmãs estavam tranquilas, orando e louvando a DEUS, numa congregação, anos atrás. Apresentou-se um homem, muito bem-vestido, de paletó de tecido fino, sapato lustroso, gravata e Bíblia debaixo do braço. Ao ser interpelado, para ser apresentado, disse que era um servo de DEUS, que estava de passagem por ali, e que viera visitar o trabalho. Acrescentou que era “filho do Ministro da Educação, Sr. Jarbas Passarinho”. A apresentação do “ilustre” visitante foi feita, e as irmãs de imediato quiseram ouvir uma palavra por ele.

Uma humilde serva de DEUS, num lampejo divino, disse à dirigente: “Não dê oportunidade a ele. E um mentiroso, falso e procurado pela polícia...!”. Foi um mal- estar, pois a dirigente já ia anunciar a oportunidade ao visitante. Mas, diante da advertência, não o fez. Foi criticada por um SANTO irmão, que achou uma falta de respeito a um “servo de DEUS”, “filho de uma autoridade pública”. Esse também convidou o visitante para ir à sua casa, num gesto de desagravo e de hospitalidade. No caminho, dizia ao visitante: “Essas irmãs não têm sabedoria”. E pediu desculpas pelo constrangimento. Recebeu-o em casa, apresentou à família, e ofereceu dormida ao desconhecido.

Pela madrugada, alguém bateu à porta. O anfitrião foi abrir, e deparou-se com policiais federais, apontando metralhadoras para sua casa, e dizendo que ele estava preso, pois dera acolhida a um criminoso, estelionatário, que vinha sendo rastreado em sua

viagem. Quem revelaria tal coisa a uma simples serva de DEUS? Sem dúvida, foi a operação do dom Palavra da Ciência ou do Conhecimento, num momento crucial. Este exemplo é prova de que DEUS não muda. Agiu nos tempos antigos. E age em todos os tempos.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 38-39.

3. Exemplos bíblicos da palavra da ciência.

O profeta Eliseu sabia os planos de guerra do rei da Síria, mesmo à distância. Quando o rei pensava em atacar o exército de Israel de surpresa, em determinado lugar o profeta de DEUS alertava ao rei de Israel dos planos do inimigo, por diversas vezes. O rei sírio ficou intrigado e desconfiou de que haveria um traidor no meio de suas tropas. Mas um dos servos do rei o fez saber o mistério: “E disse um dos seus servos: Não, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir” (2 Rs 6.8-12).

Era um conhecimento muito mais aperfeiçoado do que todos os atuais sistemas de informação, com uso de tecnologia de ponta, usados no mundo atual. Eliseu não tinha informantes, nem sonhava com equipamentos de comunicação ou de satélites. Era a mensagem divina, diretamente do ESPÍRITO SANTO ao seu coração. Quando o profeta Samuel disse a Saul que as jumentas do pai já haviam sido encontradas, foi pela ciência ou conhecimento de DEUS (1 Sm 9.20).

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 37-38.

Então, tornaram a perguntar ao Senhor se aquele homem ainda viria ali. E disse o Senhor: Eis que se escondeu entre a bagagem. 1 Samuel 10:22
E, quanto às jumentas que há três dias se te perderam, não ocupes o teu coração com elas, porque já se acharam. E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura, não é para ti e para toda a casa de teu pai? 1 Samuel 9:20

Porém ele lhe disse: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou de sobre o seu carro, a encontrar-te? Era isso ocasião para tomares prata e para tomares vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas? 2 Reis 5:26
E disse um dos seus servos: Não, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir. 2 Reis 6:12
E sucedeu que, ouvindo Aías o ruído de seus pés, entrando ela pela porta, disse ele: Entra, mulher de Jeroboão! Por que te disfarças assim? Pois eu sou enviado a ti com duras novas. 1 Reis 14:6
JESUS, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? Lucas 5:22

Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de DEUS, mas só as que são dos homens. Mateus 16:23

Atos (5.1-16)
Existem pessoas orgulhosas, de posses, que gostam de impressionar a igreja com métodos falsos. Ananias e Safira pertenciam a esta categoria. Eles tinham bons nomes. Ananias, o equivalente do Novo Testamento ao Hananias do Antigo Testamento, significa “aquele a quem Jeová foi gracioso”. Mas Ananias não era muito gracioso para DEUS. Ele guardou para si parte do que fingiu estar dando à igreja. Safira significa “bonita”. Mas ao invés de ser uma pedra de “safira” brilhante, como sugere o seu nome, ela representa a falta de sinceridade, que é muito feia.
Barnabé tinha recebido um elogio especial pela sua generosidade para com a igreja. Ele vendera um terreno na ilha de Chipre e colocara todo o dinheiro aos pés dos apóstolos (4.36-37). Evidentemente, Ananias e Safira estavam ansiosos por receber um reconhecimento similar. Assim, venderam uma propriedade — uma herdade (3) que possuíam.
Mas, diferentemente de Barnabé, eles retiveram parte do preço. O verbo pode ser traduzido como “defraudar, desviar”. Lake e Cadbury escrevem: “A expressão ocorre com certa frequências na prosa helenística... e sempre implica: (a) que o roubo é secreto; (b) que parte de uma quantia maior é usurpada... Deve-se observar, adicionalmente, que o verbo é mais comumente usado referindo-se à usurpação daquilo que é entregue em confiança... do que ao roubo de um indivíduo, por outrem”. Aqui é usado adequadamente neste contexto da mordomia cristã. A palavra é usada em Josué 7.1 (Septuaginta), sobre Acã, que “tomou do anátema”. E encontrada novamente no versículo 3, e no Novo Testamento somente em Tito 2.10, onde é traduzida como “defraudar”.
Guardar para si mesmos o que eles estavam ostensivamente entregando à igreja foi um ato premeditado de Ananias e Safira. O relato diz: sabendo-o também sua mulher — literalmente, “a sua mulher também sabia, com” o seu marido. Por ser deliberado, o pecado era ainda mais grave.
Pedro provavelmente recebeu uma revelação especial dada pelo ESPÍRITO (Palavra de Conhecimento ou da Ciência) — Pedro desafiou Ananias. Por que este membro da igreja tinha permitido que Satanás entrasse no seu coração e fizesse com que ele mentisse ao ESPÍRITO SANTO (mentido a DEUS)? No versículo 4, Pedro diz: Não mentiste aos homens [ou seja, não somente aos homens] mas a DEUS. Estas duas frases juntas indicam tanto a personalidade quanto a divindade do ESPÍRITO SANTO. Enquanto a terra fosse guardada, sem ser vendida, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder [exousia, “autoridade”]?
Quando Ananias ouviu esta revelação da sua tentativa de ludibriar, ele caiu e expirou (morreu). Uma única palavra em grego descreve este fato, exepsyxen — literalmente, “expirou”. A melhor tradução é “expirou”. No Novo Testamento, o verbo aparece somente aqui, no versículo 10 (sobre Safira) e em 12.23 (sobre a morte de Herodes

Agripa I). Hobart diz: “A palavra ekpsychein é muito rara e parece estar quase sempre confinada aos autores médicos, e mesmo assim é raramente usada por eles”.
Os jovens — lit., “os homens mais jovens” (NEB), os que estavam capacitados para aquele trabalho, em contraste com os homens mais velhos — cobriram o morto ou “envolveram-no com panos, cobrindo o seu corpo” (cf. NEB). Este é o costume no Oriente Próximo hoje — e, transportando-o para fora, o sepultaram. Era necessário que o morto fosse enterrado no mesmo dia, e também fora dos muros da cidade (exceto no caso de reis).

A Morte de Safira (5.7-11). Passadas três horas da morte tão repentina de Ananias, entrou... sua mulher no local. Ela não tinha sido informada do que acontecera com o seu marido. Pedro dirigiu-se a ela — e disse — na Septuaginta e no Novo Testamento este termo frequentemente significa algo como “perguntou-lhe” (RSV). Talvez a melhor tradução seja a de Phillips: “Diga-me, você vendeu a sua terra por tanto?” A resposta dela foi: Sim, por tanto. Obviamente, a quantia mencionada nos dois casos foi a que Ananias tinha apresentado aos apóstolos. Então Pedro expôs a conspiração da fraude e anunciou que aqueles que estavam acabando de retornar, tendo enterrado o seu marido, também iriam levá-la. Ela imediatamente “expirou” (morreu) e os jovens — uma expressão (um substantivo) diferente daquela do versículo 6, mas referindo-se ao mesmo grupo de pessoas — levaram-na para o seu sepultamento. O versículo 11 é uma ampliação da última frase do versículo.

“E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas”. As duas mortes foram julgamentos divinos diretos, atos imediatos de DEUS. Ele predisse a morte de Safira no que poderia ser descrito como um anúncio do julgamento divino. Mas isto é tudo.

“Eles pensaram mais na exibição que estavam fazendo aos pés dos apóstolos do que no pecado perante os olhos de DEUS”.
Ralph Earle. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 7. pag. 238-240.

Desmascarado o pecado. O ESPÍRITO SANTO, habitando no meio da Igreja, detecta todo o pecado. Ananias escolheu um lugar muito perigoso e uma época desfavorável à pratica da hipocrisia. O divino ESPÍRITO de pureza, sinceridade e verdade tinha sido derramado em abundância. Portanto, era imediatamente reconhecido o ESPÍRITO da falsidade e hipocrisia que, em tais circunstâncias, era ainda mais imperdoável. Num ambiente de tanta espiritualidade, havia pessoas dispostas à hipocrisia. O que aconteceria, então, em tempos mais difíceis se não condenassem este pecado? Pedro, mediante o dom do discernimento de espíritos, viu o que havia em Ananias. Ele não pertencia àquele ambiente espiritual. Pela inspiração divina, Pedro disse: “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao ESPÍRITO SANTO, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS”.

Pearlman. Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Editora CPAD. pag. 61.

III – DISCERNIMENTO DOS espíritos

Saber de onde vem e o que está operando numa pessoa. Tem a ver com a onipotência de DEUS (Aqui se expulsa demônios e se vence forças e idéias malignas). Paulo enxergou um demônio falando a verdade a seu respeito, mas com o intuito de ganhar crédito para suas adivinhações.

Para julgar profecias esse dom é imprescindível.
1Co 14.26 - "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem".
O julgamento de manifestações espirituais é uma ordenança bíblica. O apóstolo João escreveu: "Amados, não creiais em todo ESPÍRITO, mas provai se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo"(1Jo 4.1). O discernimento é uma necessidade para a igreja dos dias atuais, pois há um verdadeiro bombardeio de modismos doutrinários, heresias e misticismos antibíblicas. Em meio a essa confusão da espiritualidade pós-moderna, a "profecia", ou melhor, a profetada é um dos meios em que muitas heresias têm sido geradas.
Como saber se determinada manifestação espiritual vem do ESPÍRITO de DEUS, do ESPÍRITO humano ou de Satanás? Somente com o discernimento dado pelo ESPÍRITO SANTO.

A própria pregação e/ou ensino deve ser ouvida e julgada para se discernir entre a pregação/ensino que vem de DEUS ou a que vem do homem ou a que vem do Diabo. Porém esse discernimento não é feito pelo intelecto humano, mas é uma revelação sobrenatural.

1. O dom de discernir os espíritos.

Dom concedido pelo ESPÍRITO SANTO, pela graça de DEUS, ao crente que vive em santificação e em contínua batalha espiritual contra Satanás e seus demônios. Capacitação sobrenatural tanto para descobrir, como para expulsar demônios e interromper suas ações. Muitos chegam até a ver os demônios onde estão no corpo de outra pessoa. Alguns sabem a intenção das pessoas e até sabem o que estão pensando ou falando em segredo com outros. Alguns recebem revelação de trabalhos de macumba e feitiçaria feitos para prejudicar pessoas. São muitas as manifestações e modos de operar deste Dom do ESPÍRITO SANTO.

Exemplo: JESUS:

"E JESUS, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados."(Mc 2:5).
E JESUS, conhecendo logo em seu ESPÍRITO que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Marcos 2:8

Exemplo em Atos dos apóstolos:
Paulo e a pitonisa:
" E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao ESPÍRITO: Eu te ordeno em nome de JESUS CRISTO que saias dela. E na mesma hora saiu."(At 16:18).

Paulo, indignado, amaldiçoa um opositor do evangelho inspirado por demônio.
Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul. Todavia, Saulo, que também se chama Paulo, cheio do ESPÍRITO SANTO e fixando os olhos nele, disse:
Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? Eis aí, pois, agora, contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. No mesmo instante, a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão. Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor. Atos 13:8-12

Discernir - (Strong Português) - διακρινω diakrino
1) separar, fazer distinção, discriminar, preferir
2) aprender por meio da habilidade de ver diferenças, tentar, decidir
2a) determinar, julgar, decidir um disputa
3) fugir de alguém, desertar
4) separar-se em um ESPÍRITO hostil, opor-se, lutar com disputa, contender 5) estar em divergência consigo mesmo, hesitar, duvidar

O “dom de discernir os espíritos” (1 Co 12.10b).
Em determinadas ocasiões, uma manifestação espiritual pode apresentar-se, no meio da congregação, ou diante de um servo de DEUS, com aparência de genuína, e ser uma mistificação diabólica, ou artimanha de origem humana. Pelo entendimento e pela lógica humana, nem sempre é possível avaliar a origem das manifestações espirituais. Mas, com o dom de discernir os espíritos o servo de DEUS ou a igreja não será enganada.

Através desse dom, em suas diversas manifestações, a igreja pode detectar a presença de demônios, no meio da comunidade ou congregação, a fim de expulsá-los, no nome de JESUS.

Na ilha de Pafos, Paulo defrontou-se com uma ação diabólica declarada com o objetivo de impedir a pregação do evangelho ali, e a conversão de uma autoridade pública. Mas o apóstolo, cheio do ESPÍRITO SANTO, percebeu as artimanhas do Adversário, e, na autoridade de DEUS, declarou que o opositor do evangelho ficaria cego por algum tempo, o que de pronto aconteceu. Diante de tamanho sinal, “Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor” (At 13.12).

Myer Pearlman diz que se pode saber a diferença entre uma manifestação espiritual legítima e uma falsa manifestação, através desse dom. “Pelo dom de discernimento que dá capacidade ao possuidor para determinar se um profeta está falando, ou não, pelo ESPÍRITO de DEUS. Esse dom capacita o possuidor para ‘enxergar’ todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza duma inspiração.”

JESUS tinha esse dom. Quando seus adversários queriam apanhá-lo em alguma palavra ou alguma falta, Ele já sabia o que se passava no interior das pessoas. “Mas o mesmo JESUS não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24, 25). O apóstolo Pedro teve a percepção de que Ananias estava mentindo, quando sonegou parte da oferta que prometera a DEUS, por esse dom especial de discernir os espíritos (At 5.3).
No ministério de Paulo, temos o exemplo notável do uso desse dom (At 16.12-18). Ao lado de seu companheiro, Silas, chegou à cidade de Filipos, na Macedônia, o Adversário não ficaria satisfeito de forma alguma com o sucesso de sua missão e resolveu atacar de uma forma muito sutil, usando uma jovem para tecer um dos mais elevados elogios que um pregador poderia receber publicamente. Ela era bem conhecida na cidade, pois era usada por comerciantes inescrupulosos que obtinham grande lucro, usando-a em seu proveito, pois possuía “ESPÍRITO de adivinhação”. Quando os dois apóstolos saíram para a oração, a jovem os seguiu, dizendo em alta voz: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do DEUS Altíssimo” (At 16.17). E fez essa declaração elogiosa, durante vários dias (Paulo e Silas não notaram o engano). Pregadores são seres humanos, sujeitos às falhas próprias de sua natureza. Elogios em geral sempre fazem bem ao ego, à parte emocional, ainda mais, quando o elogio é verdadeiro, como era o que a moça propagava acerca dos dois servos de DEUS.
Jamais alguém poderia imaginar que aquele elogio não seria de origem legítima. Podemos entender até, que, a princípio, os apóstolos devem ter ficado pensativos com aquela declaração. De fato, eles eram servos do DEUS Altíssimo! O que haveria de errado ou repreensível ouvir tal elogio? Não teria a jovem percebido que eles eram cristãos autênticos? Acontece que Paulo e Silas eram homens de oração, tinham comunhão com o ESPÍRITO SANTO. Depois de alguns dias, ouvindo aquela declaração o ESPÍRITO SANTO deu a Paulo o discernimento para saber sua origem. Não era nada da parte de DEUS. A afirmação era verdadeira, mas a origem e a intenção eram malignas. O Diabo queria iludir os apóstolos, com bajulação e lisonja, para que o demônio continuasse livre para agir, após a saída dos servos do Senhor.

Assim, “Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao ESPÍRITO: Em nome de JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu” (At 16.18).
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 39-42.

DEUS nos concedeu o ESPÍRITO. Nessa posse do ESPÍRITO sobre nós reconhecemos que DEUS permanece em nós.
Na mais antiga carta de Paulo que nos foi preservada há a solicitação de não “desprezar” as “profecias”, os “vaticínios”, e sim “examiná-los” (1Ts 5.19-21; de forma análoga também em 1Co 14.29).
João tem a experiência de que existem “muitos” desses pseudoprofetas que “têm saído para o mundo”. A expressão “têm saído” remete ao fato de que os falsos mestres destacavam enfaticamente seu “envio” que os impelia para atuar mundo afora. O aspecto sedutor desses homens era o fato de se apresentarem com essa consciência de envio, demandando “fé” e obediência. Talvez utilizassem a fórmula introdutória dos profetas do AT “Assim diz o Senhor”, ou rotulassem seus discursos e ditos como inspirados pelo ESPÍRITO, e talvez até mesmo se credenciassem “por meio de sinais e prodígios”. Como se torna difícil, então, “examinar”! Será que nesse caso de fato podemos questionar e examinar? Não cumpre simplesmente curvar-se e crer? Da maneira mais clara possível o apóstolo João afirma que não, expressamente desafiando as igrejas a não crer em qualquer ESPÍRITO, mas “examinar os espíritos se são vindos de DEUS”.
Werner de Boor. Comentário Esperança I João. Editora Evangélica Esperança.

Observação minha  Veja que até para o crente mais sábio fica difícil discernir se a origem de uma mensagem é de DEUS, do homem ou de Satanás - Paulo foi enganado pela pitonisa de Filipos. É nessa hora que entra a manifestação do dom de discernir espíritos, essa manifestação é sobrenatural - Não é o homem que revela, é o ESPÍRITO SANTO que entra em ação revelando a origem da mensagem.

2. As fontes das manifestações espirituais.

Nas profecias podemos distinguir biblicamente três fontes - DEUS, o homem e o Diabo. O dom de discernir os espíritos pode nos revelar qual fonte está sendo usada. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 1 Coríntios 14:29 - este julgamento pode ser feito medindo-se o testemunho de vida daquele que profetizou (seus frutos), pelo cumprimento ou não do que profetizou, pela orientação que deu para outrem (o fez se aproximar de DEUS ou o afastar?), por concordar ou não sua profecia com a Palavra de DEUS, por reconhecer JESUS como único Salvador e Senhor, por reconhecer que JESUS veio em carne, morreu na cruz e ressuscitou etc. Porém, tudo isto é feito humanamente, intelectualmente, não tem a ver com o
Dom de Discernimento de espíritos. Quando o Dom de Discernir espíritos entra em

ação, a revelação é instantânea, é sobrenatural, é revelação do que os homens não podem perceber ou descobrir sozinhos.

Essa é apenas uma das funções do Dom de Discernir espíritos (demônios). Geralmente este Dom se manifesta através de algum servo de DEUS para revelar pecados ocultos e planos malignos. Muitas vezes para revelar doenças e enfermidades, bem como possessão maligna.

Muitas vezes, também é utilizado para revelar milagres e curas.

Certa vez quando eu expulsava demônios foi-me revelado que a pessoa estava falando em línguas provindas de um demônio. Doutra vez me foi revelado como expulsar um demônio muito violento que já havia batido em vários jovens. Nos avivamentos dos quais participei, expulsão de demônios era rotineiro. Raros os dias em que não tínhamos que expulsar vários demônios. A congregação da Assembleia de DEUS da qual eu fazia parte foi instalada em meio a vários terreiros de macumba e feitiçaria. Todos fecharam suas portas e seus membros se converteram ao único poderoso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. Glória a DEUS. (Congregação Monte Hermom, Imperatriz, MA)

Esse dom também tem a ver com o discernimento para se distinguir a fonte do falar em línguas espirituais (ou estranhas).
- se aquele que fala em línguas está falando na carne (fingindo ser batizado, ou aquele que aprendeu a repetir palavras como se fossem em línguas espirituais),

- se aquele que fala em línguas está falando de DEUS (foi realmente batizado)
- ou se fala imitações de Satanás, através de demônios que imitam o falar em línguas verdadeiro.

espíritos Maus
a. Anjos decaídos.
Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e, como o homem, dotados de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu. (João 8:44; 2 Ped. 2:4; Jud. 6.) O pecado, no qual eles e seu chefe caíram, foi o orgulho. Segundo as Escrituras, os anjos maus passam parte do tempo no inferno (2 Ped. 2:4) e parte no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (João 12:31; 14:30; 2 Cor. 4:4; Apoc. 12:4, 7-9.) Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Cor. 4:3, 4; Efés. 2:2; 6:11,12); este poder, não obstante, está aniquilado para aqueles que são fiéis a CRISTO, pela redenção que ele consumou. (Apoc. 5:9; 7:13,14.) Os anjos não são contemplados no plano
da redenção (1 Ped. 1:12), mas o inferno foi preparado para o eterno castigo dos anjos maus (Mat. 25:41).

b. Demônios.

As Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua operação. (Mat. 12:26, 27.) Nos Evangelhos aparecem como os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônio. Em alguns casos, mais de um demônio faz sua morada na mesma vítima que fica endemoninhada. (Mar. 16:9. Luc. 8:2.) Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso, até mesmo mudez, cegueira, surdez, etc.... (Mat. 9:33; 12:22; Mat. 5:4, 5.) O indivíduo sob a influência total de um demônio não é senhor de si mesmo; o ESPÍRITO mau fala

por seus lábios ou o emudece à sua vontade; leva-o onde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural. Assim escreve o Dr. Nevius, missionário na China, que fez um estudo profundo sobre os casos de possessão de demônios: Notamos, em pessoas possuídas de demônios na China, casos semelhantes aos expostos nas Escrituras, manifestando-se algumas vezes uma espécie de dupla consciência ou ações e impulsos diretamente opostos e contrários. Uma senhora em Fuchow, apesar de estar sob a influência de um demônio, cujo impulso era fugir da presença de CRISTO, sentiu-se movida por uma influência oposta, a deixar seu lar e vir a Fuchow buscar ajuda de JESUS. O mesmo autor chega à seguinte conclusão, baseado num estudo da possessão de demônios entre os chineses: A característica mais surpreendente desses casos é que o processo de evidências de outra personalidade, e a personalidade normal nessa hora está parcial ou totalmente dormente. A nova personalidade apresenta feições de caráter diferentes por inteiro, daquelas que realmente pertencem à vítima em seu estado normal, e esta troca de caráter tende, com raras exceções, para a perversidade moral e impureza. Muitas pessoas, quando possuídas de demônios, dão evidências de um conhecimento do qual não podem dar conta em seu estado normal. Muitas vezes parece que conhecem o Senhor JESUS CRISTO como uma pessoa divina, e mostram aversão e temor a ele. Notemos especialmente estas boas novas: Muitos casos de possessão de demônios têm sido curados por meio de adoração a CRISTO, ou em seu nome; alguns mui prontamente, outros com dificuldades. Até onde temos podido descobrir, este método de cura não tem falhado em nenhum caso ao qual tenha sido aplicado; não importa ter sido o caso difícil ou crônico. E, em caso algum, até onde se pôde observar, o mal não voltou, uma vez que a pessoa se tornou crente e continuou a viver uma vida cristã... Como resultado da comparação feita, vemos que a correspondência entre os casos encontrados na China e aqueles registrados nas Escrituras é completa e circunstancial, cobrindo quase todos os pontos apresentados na narração bíblica. Qual o motivo que influi nos demônios a fim de apoderarem-se do corpo dos homens? O Dr. Nevius responde: A Bíblia ensina claramente que todas as relações de Satanás com a raça humana têm por objetivo enganar e arruinar, afastando a nossa mente de DEUS e induzindo-nos a infringir suas leis, e trazer sobre nós o seu desagrado. Esses objetivos são conseguidos por meio da possessão de demônios. Produzem-se efeitos sobre-humanos que ao ignorante e desconhecedor parecem divinos. Ele exige e consegue a adoração e a obediência implícitas pela imposição de sofrimentos físicos e por falsas promessas e temíveis ameaças. Desse modo, os ritos e as superstições idólatras, entrelaçadas com os costumes sociais e políticos, têm usurpado em quase

todas as nações da história o lugar da adoração única a DEUS. (Vide 1 Cor. 10:20,21; Apoc. 9:20; Deut. 32:16; Isa. 65:3.) Quanto aos próprios demônios, parece que eles têm motivos pessoais e próprios. A possessão dos corpos humanos parece proporcionar-lhes um lugar muito desejado de descanso e prazer físico. Nosso Salvador fala dos espíritos maus andando por lugares áridos buscando especialmente descanso nos corpos das vítimas. Quando privados de um lugar de descanso

nos corpos humanos, são representados como buscando-o no corpo dos animais inferiores. (Mat. 12: 3-5.) Martinho Lutero disse: "O diabo é o contrafator de DEUS." Em outras palavras, o inimigo sempre está contrafazendo as obras de DEUS.
E certamente a possessão de demônios é uma grotesca e diabólica contratação da mais sublime das experiências — a habitação do ESPÍRITO SANTO no homem. Note alguns paralelos:

1) A possessão de demônios significa a introdução de uma nova personalidade no ser da vítima, tomando-a, em certo sentido, uma nova criatura. Note como o gadareno endemoninhado (Mat. 8:29) falava e se portava como que controlado por outra personalidade. Aquele que é controlado por DEUS tem uma personalidade divina habitando nele. (João 14:23.)

2) As elocuções inspiradas pelo demônio são imitações satânicas daquelas inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO.
3) Já se observaram casos em que a pessoa que se rende conscientemente ao poder do demônio, muitas vezes recebe um dom estranho, de forma que pode ler a sorte, ser médium, etc. O Dr. Nevius escreve: "Nesse estado, o endemoninhado desenvolve certas habilidades psíquicas e se dispõe a ser usado. Ele é o escravo voluntário, treinado e acostumado com o demônio." é uma imitação satânica dos dons

do ESPÍRITO SANTO!
4) Frequentemente os endemoninhados manifestam uma força extraordinária e sobre- humana — uma imitação satânica do poder do ESPÍRITO SANTO. O Senhor JESUS veio ao mundo para resgatar o povo do poder dos espíritos maus e pô-lo sob o controle do ESPÍRITO de DEUS.

Quem pratica o pecado é do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto o Filho de DEUS se manifestou: para desfazer as obras do diabo. 1 João 3:8

3. Discernindo as manifestações espirituais.

Mediante este dom o ESPÍRITO SANTO capacita o crente de discernir a presença de espíritos malignos em pessoas ou próximo de pessoas ou ver os espíritos enquanto operam malvadamente. Existem espíritos de vários generos, isto é, ocupados a fazer várias formas de mal. Existem espíritos que provocam mudez e surdez como

aquele que foi expulso por JESUS, daquele menino epiléptico. De fato JESUS
lhe disse : "ESPÍRITO mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele" (Mar. 9:25). De modo que nestes casos para que a cura se faça é necessário discernir o ESPÍRITO ou os espíritos que provocam as doenças para depois expulsá-lo(s) em

nome de JESUS CRISTO. Existem espíritos enganadores que estão ocupados a enganar; Paulo diz de fato que em dias vindouros "Alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores...." (1 Tim. 4:1). Destes espíritos existem já muitos no seio do povo de DEUS; mediante eles toda a sorte de falsa doutrina é ensinada a certos crentes. Existem espíritos que fazem sinais e prodígios (vide espíritas); João viu alguns deles em visão: "E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do DEUS Todo-Poderoso" (Ap. 16:13- 14).

(Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Teologia Sistemática - Myer Pearman)

Não é sabendo a bíblia que descobrimos uma manifestação demoníaca oculta, mas pela revelação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO.

Temos aqui uma advertência contra os falsos profetas.
Devemos prestar atenção para não sermos enganados ou nos deixar impressionar por eles. Profetas são aqueles que preveem as coisas que vão acontecer. Existem alguns, mencionados no Antigo Testamento, que tinham a pretensão de fazer previsões, sem dar nenhuma garantia, e os acontecimentos desmentiram as suas pretensões; dentre eles, estão Zedequias (1 Rs 22.11) e um outro Zedequias (Jr 29.21). Os profetas também ensinavam ao povo o seu dever, de modo que os falsos profetas mencionados aqui também eram falsos mestres.
Os falsos mestres e os falsos profetas:
1. São todos aqueles que afirmam ter certas incumbências, não as tendo.
2. São todos aqueles que pregam uma falsa doutrina sobre tudo aquilo que é essencial à religião.
Precisamos ter muito cuidado porque suas pretensões são muito justas e plausíveis e, assim sendo, irão nos enganar se não estivermos em guarda. Precisamos do Dom de discernir os espíritos.
Também precisamos ter muito cuidado porque sob essas pretensões seus desígnios são mal-intencionados e enganadores e, no seu interior, eles não passam de lobos devoradores.
Eles são glutões e servem ao próprio ventre (Rm 16.18), eles lucram conosco e fazem de nós a sua presa. Como isso é muito fácil, e também muito perigoso, tenha cuidado com os falsos profetas.
Eis aqui uma boa regra para ser obedecida em nossos cuidados; devemos examinar todas as coisas (1 Ts 5.21), e provar todos os espíritos (1 Jo 4.1). Precisamos do Dom de discernir os espíritos.
Um mau tesouro irá produzir coisas más. (2) Por outro lado, se você conhecer como o fruto é, poderá conhecer como é a árvore que o produziu.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 85-87.

Advertência contra os falsos profetas, V.15: Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Precisamos do Dom de discernir os espíritos.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 926.

Um esclarecimento necessário (4.2,3).
Nisto reconhecereis o ESPÍRITO de DEUS: todo ESPÍRITO que confessar que JESUS CRISTO veio em carne é de DEUS; e todo ESPÍRITO que não confessa a JESUS não procede de DEUS; pelo contrário, este é o ESPÍRITO do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.
Simon Kistemaker diz que, no grego, João usa o tempo perfeito para a palavra veio a fim de indicar que JESUS veio em natureza humana e, ainda agora, no céu, ele possui uma natureza humana, ou seja, além de sua natureza divina, ele também tem uma natureza humana.
Os falsos mestres gnósticos negavam tanto a divindade quanto a humanidade de CRISTO. Eles negavam tanto a sua encarnação como a sua ressurreição. Eles negavam tanto o seu nascimento virginal quanto a sua morte expiatória.
O ministério particular do ESPÍRITO é testemunhar de JESUS (Jo 15.26; 16.13-15). O ministério do ESPÍRITO é o ministério do holofote. Ele aponta sua luz para JESUS.

CONCLUSÃO
Palavra da sabedoria é uma pequena parte da sabedoria de deus sobre o futuro que nos é revelada.
Palavra da ciência é uma pequena parte da onipresença de deus sobre o passado ou presente que nos é revelada.
Discernimento dos espíritos é a revelação da fonte verdadeira por detrás de uma mensagem ou de uma manifestação. Tem a ver com expulsão de demônios. Busquemos os dons do ESPÍRITO SANTO que nos ajudarão na condução da
obra maravilhosa e poderosa de DEUS. todos os Dons do ESPÍRITO SANTO estão a nossa disposição. Tomemos posse.

Lição 3 - Dons de Revelação
LIÇÕES BÍBLICAS - 2o Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário

Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: 

TEXTO ÁUREO
"Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (I Co 14,26).

VERDADE PRÁTICA
Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12.8,10; Atos 6.8-10; Daniel 2.19-22
1 Coríntios 12 - 8 - Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
Atos 6 - 8 - E Estêvão, cheio de fé e de poder; fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 - E levantaram-se alguns que eram da sinagoga chamada dos Libertos, e dos cireneus, e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilicia e da Ásia, e disputavam com Estêvão. 10 - E não podiam resistir à sabedoria e ao ESPÍRITO com que falava. Daniel 2 - 19 - Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite; e Daniel louvou o DEUS do céu. 20 - Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de DEUS para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; 21 - ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. 22 - Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz.

PONTO CENTRAL - Os dons de revelação servem para a orientação da Igreja de CRISTO.

Lição 4, Dons de Poder
Revista Lições Bíblicas Adultos, CPAD, 2° Trimestre 2021
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos Homens com Poder

Extraordinário
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

TEXTO ÁUREO
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do ESPÍRITO e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de DEUS.”
(1 Co 2.4,5)

VERDADE PRÁTICA
Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO na vida do crente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12.4,9-11
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. 9 - e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 - Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Resumo da Lição 4 - Dons de poder I - O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)
1. O que significa fé?
2. A fé como dom.

3. Exemplo Bíblico do dom da fé.
II - DONS DE CURAR (1 Co 12-9)
1. O que são os dons de curar?
2. A redenção e as curas.
3. A necessidade desses dons.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)
1. O dom de operação de maravilhas.
2. Exemplos bíblicos.
3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.

Comentários rápidos do Pr. Henrique Observações

Dom da fé é ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO para ressucitar mortos. Nada a ver com fé humana ou religiosa ou para salvação ou para fazer a obra de DEUS ou para acreditar em DEUS.

Milagres ou maravilhas são ações do ESPÍRITO SANTO na natureza. Para sol, andar sobre água, parar tempestade, multiplicar pães e Peixes, aleijado de nascença andar, cego de nascença ver, transformar água em vinho, etc... Isso são milagres ou maravilhas.

Quando é cura a pessoa ficou cega por causa de uma doença e foi curada e voltou a ver.
Quando é milagre a pessoa nasceu cega e passou a ver.

Todas as ressurreições de mortos.
Homens usados: Elias, Eliseu, JESUS, Pedro, Paulo e os de nossos dias, principalmente na África.

O que confunde é que tudo isso chamamos milagres. Aí complica o entendimento. Chamamos milagres até às expulsões de demônios que são manifestações do Dom de discernimento de espíritos.

Comissionados por JESUS os discípulos foram usados para expulsarem demônios e curar. (Isso não é ter Dons do ESPÍRITO SANTO).

Chamou a si os doze, e começou a enviá-los de dois a dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos,
e ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão um bordão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto; mas que calçassem sandálias e que não vestissem duas túnicas. E dizia-lhes: Na casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali. E, quando alguns vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no Dia do Juízo para Sodoma e Gomorra do que para os daquela cidade. E, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse. E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam. Marcos 6:7-13

Eles não tinham dons do ESPÍRITO SANTO, mas a autoridade do próprio JESUS. Nós chamamos isso de impartição. JESUS os enviou e os comissionou temporariamente. IMPARTIR - À semelhança do que acontece com o verbo espanhol e francês, este verbo inglês é traduzido para português como «comunicar, transmitir; conferir, dotar de» (Dicionário da Porto Editora). Os apóstolos não passaram a fazer milagres a partir daí.

Fizeram uma incursão por aldeias deles.
Só depois do Pentecostes é que a bíblia menciona Pedro, Estêvão, Filipe e Paulo sendo usados em Dons do ESPÍRITO SANTO.
Os discípulos antes do Pentecostes foram instrumentos de JESUS para expulsarem demônios e curarem enfermos e doentes, assim como no Antigo Testamento Elias e Eliseu foram usados, porém não eram batizados no ESPÍRITO SANTO e nem tinham dons do ESPÍRITO SANTO, pois o ESPÍRITO SANTO não havia sido dado ainda. Eram usados esporadicamente. O ESPÍRITO SANTO vinha e ia embora.
E isso disse ele do ESPÍRITO, que haviam de receber os que nele cressem; porque o ESPÍRITO SANTO ainda não fora dado, por ainda JESUS não ter sido glorificado. João 7:39
Veja também que qualquer crente pode ser usado para expulsar demônio e curar sem ter dons do ESPÍRITO SANTO. Mc 16.15-20, porém no Novo Testamento, só após o batismo no ESPÍRITO SANTO.
Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. Marcos 16:16-18

Primeiro - crer.
Segundo - ser batizado. Terceiro - expulsarão demônios.

Quarto - falarão Novas Línguas (sinal de que foi batizado no ESPÍRITO SANTO). Quinto - pegarão nas serpentes e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum.
Sexto - imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão

SINAIS, PRODÍGIOS E MARAVILHAS O QUE SÃO?
Mc 16. Estes sinais seguirão os que crerem. Falar em línguas, expulsar demônios, beber veneno e não causar mal, pegar em serpentes e não ser envenenado, impor mãos e curar.

Quando esses sinais são multiplicados se tornam em DONS. Falar em línguas se torna Dom de variedade de línguas. Expulsar demônios se torna Dom de discernimento de espíritos. Pegar em serpentes se torna em Dom de milagres.

Impor as mãos e curar se torna em Dons de Curar. Veja que o Dom é a multiplicação do sinal.

Prodígios
são mensagens reveladoras como no dom palavra de sabedoria (revelação do futuro), dom palavra de Conhecimento (revelação de algo oculto no passado ou presente), profecia (revelação de algo que DEUS responde a oração de alguém visando edificação, ou consolação, ou exortação.
obs A profecia pode ser dada diretamente na língua do ouvinte ou em línguas com interpretação.

Milagres ou maravilhas são manifestações sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO onde um poder tremendo é liberado para mudar a natureza. Quebrar uma lei natural. Cego de nascença ver, surdo de nascença ouvir, aleijado de nascença andar, sol parar, andar sobre as águas, acalmar tempestade, fazer alguém como Elimas ficar cego, etc ..

Lição comentada em 2014 com algumas modificações que fizemos agora em 2021 Lição 4 - Dons de poder
LIÇÕES BÍBLICAS - 2o Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário

TEXTO ÁUREO

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do ESPÍRITO e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de DEUS” (1 Co 2.4,5).

Sabedoria (Strong Português) σοφια sophia
1) sabedoria, inteligência ampla e completa; usado do conhecimento sobre diversos assuntos
1a) a sabedoria que pertence aos homens
1a1) espec. conhecimento variado de coisas humanas e divinas, adquirido pela sutileza e experiência, e sumarizado em máximas e provérbios
1a2) a ciência e o conhecimento.

Poder (Strong Português) δυναμις dunamis poder para realizar milagres

VERDADE PRÁTICA
Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO na vida do crente.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 12. 4,9-11
4 - Ora, há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. 9 - e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 - Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Resumo da Lição 4 - Dons de poder I - O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)
1. O que significa fé?
2. A fé como dom.

3. Exemplo Bíblico do dom da fé. II - DONS DE CURAR (1 Co 12-9) 1. O que são os dons de curar?

2. A redenção e as curas.
3. A necessidade desses dons.
III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)
1. O dom de operação de maravilhas.
2. Exemplos bíblicos.
3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.

INTRODUÇÃO

O ministério terreno de JESUS foi marcado por inúmeros milagres, ressurreição de mortos e curas. Os discípulos e apóstolos de JESUS imitaram JESUS e também foram tremendamente usados pelo ESPÍRITO SANTO em todos os dons.
Na divisão didática dos Dons do ESPÍRITO SANTO agora vamos estudar os Dons de Poder. São eles: Dom da Fé, Dons de Curar e Dom de Milagres (ou maravilhas).

Os Dons são capacitações para todo crente que deseja evangelizar e edificar aa Igreja. São atuais e operantes na vida dos cristãos também nos dias de hoje.
Por que não vemos as manifestações dos dons de poder, como os outros Dons, em nosso ambiente com mais frequência?

Supomos que a atração pelas coisas deste mundo, a falta de amor pelos semelhantes, a falta de oração, jejum e santificação e o pecado sejam as principais razões.
Dom da Fé - Fé sobrenatural para ressuscitar mortos.
Dons de Curar - Doenças e Enfermidades.
Dom de Milagres ou de maravilhas - Interferência na natureza.
Busquemos sermos usados pelo ESPÍRITO SANTO nesses últimos dias da Igreja na Terra. No céu os Dons cessarão, pois não serão mais necessários como hoje. Infelizmente vemos cada dia mais crescer a intelectualidade em detrimento da espiritualidade. A pregação do falso evangelho cresce dentro de nossas igrejas, evangelho sem DEUS, sem poder de DEUS.

É preciso ser batizado no ESPÍRITO SANTO para receber Dons?
Gostaria de colocar algumas considerações a mais para contribuir:
P r i m e i r o - Aconteceram manifestações dos dons no AT, o que não é o nosso caso para estudo, pois, no AT não existia batismo no ESPÍRITO SANTO, portanto, devemos olhar principalmente para Atos dos Apóstolos para termos alguma base sobre esse tão importante assunto.
S e g u n d o - Encontramos no Novo Testamento alguém que possuía dons sem ser batizado no ESPÍRITO SANTO?
Creio que não, porque a pregação do evangelho vinha logo após uma manifestação de um milagre ou cura ou manifestação de dons por parte daqueles que pregavam o evangelho. Logo após as conversões já se ministrava batismo nas águas e batismo no ESPÍRITO SANTO (vemos a urgência disso em Samaria quando aceitaram alguns

e foi enviado para lá Pedro e João para orarem por batismos no ESPÍRITO SANTO; vemos Paulo orando por alguns que haviam se convertido perguntando se tinham recebido o batismo no ESPÍRITO SANTO e logo a seguir orou para que recebessem). T e r c e i r o - Era condição necessária para se assumir qualquer cargo na igreja o ser cheio do ESPÍRITO SANTO (Atos 6.3), o que comprovava o batismo no ESPÍRITO SANTO era o falar em línguas (Sempre quando se menciona "cheios”, logo a seguir diz "e começaram a falar em outras línguas e a glorificar a DEUS).

Q u a r t o - Para ser batizado no ESPÍRITO SANTO sabemos que até nossa língua (membro mais difícil de ser controlado) fica entregue totalmente à direção do ESPÍRITO SANTO. Como para sermos usados em dons temos que estar
entregues totalmente ao ESPÍRITO SANTO, creio que aquele que já foi batizado é que está nessa posição, sabendo já como se entregar ao ESPÍRITO SANTO para ser usado.

C o n c l u s ã o - Como não temos no Novo Testamento nenhum lugar dizendo que alguém tinha algum dom sem ser batizado e como para se assumir qualquer cargo na Igreja era necessário ser batizado no ESPÍRITO SANTO (Atos 6.3), creio que podemos acreditar que os dons são recebidos a partir do momento que se é batizado ou mesmo junto com o batismo, como foi o caso dos apóstolos no dia de pentecostes recebendo o dom de Variedade de Línguas junto com o batismo no ESPÍRITO SANTO (Atos 2.8). 

Revista Ensinador Cristão CPAD, n° 58, p.38 (com alguns acréscimos e correções do Pr Henrique).
Nesta lição, estudaremos os dons de poder. Neste grupo está relacionado o Dom da Fé, os Dons de Curar e o Dom de Operação de milagres ou maravilhas.

O dom da fé - O que é a fé? Há na Bíblia pelo menos três tipos de fé: a comum, a salvífica e o dom da fé.
A melhor definição de fé pode ser encontrada em Hebreus 11.1. Todo cristão possui esse tipo de fé. Já a fé que leva o homem à salvação é resultado da pregação da Palavra e do convencimento do ESPÍRITO SANTO (Ef 1.13). É bom ressaltar que a fé é sempre o resultado da graça divina. Sem a ação divina, não conseguimos crer. A Igreja precisa viver pela fé, como JESUS afirmou em Marcos 9.23. Sem fé não podemos agradar a DEUS, todavia, nada disso é o Dom da Fé, pois o dom da fé é algo específico. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal o dom da fé "é uma medida incomum de confiança no poder de DEUS". Mediante este dom, os cristãos do primeiro século fizeram muitas maravilhas, levando a igreja a experimentar um crescimento vertiginoso (Ressurreição de mortos é o maior exemplo de Dom da Fé em ação). Pedro possuía este dom e fez uso dele ao orar por Dorcas (At 9.40). Dorcas impactou sua comunidade com seus talentos e Pedro com o dom da Fé. A ressurreição realizada na vida de Dorcas foi notório em Jope (At 9.42).
Os dons de curar - Temos um DEUS que se apresentou ao Seu povo, no Antigo Testamento, como Jeová Rafa, o DEUS que sara (Êx 15.27). Isaías nos diz que JESUS levou sobre Ele nossas enfermidades e doenças (Is 53.4). No Novo

Testamento, podemos ver que JESUS curou muitos doentes e enfermos, glorificando o nome do Pai. Na Igreja do primeiro século, o evangelho era confirmado mediante a operação de curas (At 4.24-31) (observação minha - Pr. Henrique - esta era uma das maneiras de se confirmar o legítimo evangelho e o homem de DEUS). Este dom não cessou. DEUS continua curando os enfermos mediante os dons de curar. Em 1 Coríntios 12.9b a palavra cura é utilizada no plural, isto indica que há cura para os vários tipos de doenças (causam dores) e enfermidades (doenças que não causam dor, ex. depressão, ansiedade, etc...). Por que, mesmo havendo os dons de curar à disposição da igreja, nem todos são curados? DEUS é soberano e não sabemos por que uns recebem a cura e outros não e pouquíssimos crentes buscam os dons do ESPÍRITO SANTO. Mas para DEUS não há impossíveis, DEUS quer todos sejam curados porque nos ama (Tg 1.17). Paulo não pôde curar as frequentes enfermidades de seu filho na fé, Timóteo (1 Tm 5.23), também Paulo deixou Trófimo doente em Mileto (2 Tm 4.20);isso nos mostra a limitação de cada um em curar algumas doenças e enfermidades, mas não todas. Certamente, na Igreja Primitiva, também havia pessoas doentes e enfermas. Todavia, DEUS concedeu à Sua Igreja os dons de curar, mas nenhum crente pode curar todas a doenças e todas a enfermidades sozinho, porém, se muitos crentes receberem Dons de curar teremos todos curados.. Operação de maravilhas - Este dom está relacionado ao dom da fé e cura. E como os dons de curar, a palavra dons aqui aparece novamente no plural. Segundo o Comentário Bíblico Pentecostal "este dom parece ter sido uma das credenciais dos apóstolos, mas não era restrito a eles" (Rm 15.19). Os sinais e prodígios faziam parte da Igreja Primitiva. Os crentes buscavam com poder os sinais milagrosos a fim de que muitos recebessem CRISTO como Salvador. Podemos ver, em especial no livro de Atos, a manifestação deste dom. O milagre é uma ação sobrenatural

O desejo de DEUS é que todos sejam abençoados com toda sorte de bênçãos.
Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Tiago 1:17
Observação minha - Pr. Henrique - Devemos nos lembrar também de que existem doenças e existem enfermidades. Basicamente a diferença está na dor: enquanto os doentes sentem dor (exemplo: artrite, hérnea de disco, enxaqueca, etc...), os enfermos possuem enfermidades que não lhes causa dor (exemplo: cegueira, surdez, mudez, depressão, ansiedade, síndrome do pânico, etc...).

Pelo fato de Paulo não curar nem Timóteo (1 Tm 5.23) e nem Trófimo (2 Tm 4.20), podemos deduzir que Paulo possuía dons para curar certos tipos de doenças e enfermidades e outras não.

Paulo maior intérprete do evangelho de JESUS CRISTO, doutrinando através de sua Carta aos Romanos, declarou: “Porque não me envergonho do evangelho de CRISTO, pois é o poder de DEUS para salvação de todo aquele que crê primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Na época em que se tornou discípulo de JESUS, após sua dramática conversão, no caminho de Damasco, já havia muitos “evangelhos” estranhos, apócrifos, que pregavam “outro JESUS” (2 Co 11.4) - o mesmo que

acontece hoje em dia. Mas o evangelho genuíno tinha que ser um evangelho que demonstrasse ao mundo que era a mensagem de DEUS aos homens, através de sinais, prodígios e maravilhas, que o diferençava dos “outros evangelhos” que apareceram e eram pregados pelos falsos mestres e falsos pregadores.

JESUS, em seu ministério terreno, demonstrou que não viera trazer mais uma corrente filosófica para o mundo. As nações já conheciam as filosofias gregas, de Platão, Aristóteles, Heródoto, e outros. O Budismo, o Hinduísmo, o Xintoísmo e outras religiões dominavam o Oriente. O Judaísmo era a religião consagrada na Palestina. Mas não se viam sinais de poder impactante e transformador na vida dos seus adeptos nem daqueles a quem pregavam seus ensinos. Mas JESUS começou, transformando “água em vinho” (Jo 2.10). Curou cegos, paralíticos, ressicados, lunáticos, e fez o que nenhum líder de religião fizera ou haveria de fazer: ressuscitou mortos, inclusive Lázaro, cujo corpo já entrara em estado de decomposição avançada (Jo 11.43). O cristianismo apresentou-se como um movimento do ESPÍRITO SANTO para a salvação de almas e libertação dos males resultantes do pecado.
Além de demonstrar o poder sobre as forças das enfermidades, JESUS demonstrou que tinha poder sobre as forças da natureza. Acalmou a tempestade, repreendendo o vento e o mar (Mt 8.23-27); andou por cima das águas e fez passar a tormenta (Mt 14.22-34). E, para provar que tinha suprema autoridade sobre todos os poderes, expulsou demônios, libertando os oprimidos do Diabo (Mt 8.28-34 e referências). A História da Igreja é uma história de pregação e de poder de DEUS. Neste capítulo, meditaremos sobre os dons de poder, tão necessários à igreja, nestes tempos trabalhosos a que se referiu Paulo (1 Tm 3.1) que são como nossos dias onde uma pandemia mata milhões e como resultado milhões estão com depressão, ansiedade, stress e outras enfermidades, além das doenças que são em número de milhares. Elinaldo Renovato. Dons espirituais e Ministeriais, Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 43-44.
Dons de poder
Os dons de poder formam o segundo grupo dos dons do ESPÍRITO SANTO, e existem em função do sucesso e do cumprimento da grande comissão dada por JESUS CRISTO. Como o Evangelho é o poder de DEUS, é natural que tenha a sua pregação confirmada com sinais e maravilhas sobrenaturais, que ratificam esse Evangelho e lhe dão patente divina. São eles: Dom da Fé, Dons de Curar e Dom de maravilhas ou milagres.
Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.

Poder (Strong Português) δυναμις dunamis
poder para realizar milagres
A língua hebraica, como a portuguesa, dispõe de muitas palavras que transmitem o conceito de poder. As duas palavras mais comuns aparecem em uma passagem muito conhecida: “Não por força, nem por violência, mas pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).
A palavra hebraica hayil, que é utilizada para “poderoso”, pode significar força física ou

valor, como no caso dos guerreiros (Js 1.14; 8.3; 10.7), portanto o poderio militar (1 Cr 20.1), as próprias forças armadas ou exército (Êx 14.4,28; 1 Rs 29.19,25; Jr 32.2), habilidade ou eficiência, envolvendo muitas vezes o valor moral (Êx 18.21,25; Gn 47.6; Pv 12.4; 31.10; Rt 3.11), e riqueza ou influência econômica (Gn 34.29; Dt 8.17,18; Pv 28.8; Rt 2.1).

Koah é a palavra hebraica para “poder” que também pode significar força física (por exemplo, Sansão, Juízes 16.5; Saul, 1 Sm 28.20) força para chorar, 1 Sm 30.4; uma referência a carregadores de peso, Ne 4.10; assim como habilidade (Gn 31.6; Ed 2.69; Dt 8.17,18), e poder mental (“força da compreensão”, Jó 36.5). A palavra hebraica g‘bura significa força ou poder (poder dominador) como de um cavalo de guerra (Jó 39.19), do sol (Jz 5.31) ou de um rei (2 Rs 14.28). O braço (zeroaj e a mão (yadj são usados como metáforas do poder, e foram assim traduzidos (Ez 22.6 e Jó 1.12, respectivamente; cf. Ez 20.33,34). A palavra hebraica ‘os é outro sinônimo

frequente de força e poder (Lv 26.19; Salmos 62.11; 63.2; 66.3).
No AT, o exercício de todo poder verdadeiro reside exclusivamente nas mãos de DEUS (Salmos 66.7; 72.11). Ele é aquele que concede poder político a quem lhe agrada (Jr 27.5; Dn 2.20,21; 4.17) e fortalece aqueles que o servem, aqueles que nele esperam (Is 40.29-31). DEUS revelou seu poder na criação (Jr 10.12- 16; 51.15-19) e na sustentação do mundo e da criação (Jó 26.12; Salmos 65.5-8; Isaías 40.26; cf. Colossenses 1.17). Portanto, nada é demasiadamente difícil para Ele (Jr 32.17). DEUS delega uma parte de sua autoridade à humanidade (Gn 1.26-28; Sl 8.5-8). Às vezes Ele permite que o homem o exerça como seu representante, como fez com Moisés (Ex 7.1), Elias (1 Rs 17.1) e Miquéias (Mq 3.8). Ele às vezes intervém com demonstrações especiais de seu poder, como por exemplo antes e durante o
Êxodo (Êx 6.6; 7.3-5; 15.6; Dt 5.15), na ocasião em que entraram na terra prometida (Js 3.1410.10-14 ;6.20 ;17
־; cf. Sl 111.6), na época de Elias e de Eliseu, na época em que o Senhor JESUS CRISTO veio à terra, e nos primeiros dias da Igreja (Hb 2.4).

No NT, a palavra dynamis representa habilidade (2 Co 8.3) ou força (Ef 3.16), como o poder de realizar milagres (Rm 15.19), o poder exibido na ressurreição de CRISTO (Ef 1.19,20; Fp 3.10), o poder do evangelho (Rm 1.16; 1 Co 1.18,24) e o poder do ESPÍRITO SANTO em CRISTO (Lc 4.14). Ela também representa o poder que foi enviado no Pentecostes (At 1.8).

A palavra grega exousia designa direito e poder no sentido de autoridade outorgada. O Senhor JESUS fala sobre toda a autoridade que Lhe foi dada (Mt 28.18), como a autoridade para perdoar os pecados (Mc 2.10). JESUS deu poder e autoridade aos seus doze discípulos para que expulsassem demônios e curassem enfermidades (Lc .)9.1

A pessoa que crê em CRISTO tem o “poder” ou o direito de se tornar filho de DEUS (Jo 1.12).
A palavra grega kratos expressa mais a ideia de força para fazer as coisas, e é usada em relação ao poder de DEUS (Ef 1.19; 6.10; Cl 1.11; 1 Tm 6.16; Ap 5.13), e ao poder do Diabo (Hb 2.14).

O poder das chaves refere-se ao poder para libertar, perdoar ou conservar os

pecados, anunciado por CRISTO a Pedro na ocasião de sua confissão em Mateus 16.18-20. O fato desse poder não ser apenas de Pedro, nem delegado por este apóstolo à Igreja, como o catolicismo romano afirma, foi provado quando CRISTO declarou que seria dado a todos os discípulos e a todos os crentes (Mt 18.18). Mas como esse poder seria administrado pelos crentes? (Pr Henrique - Através da Igreja que teve seu início no dia de Pentecostes, tendo recebido o batismo no ESPÍRITO SANTO e dons poderosos para evangelizarem. Milagres aconteceram tanto no At como no NT e continuam acontecendo todos os dias em nossa época, pois os Dons são atuais). (Dicionário Bíblico Wycliffe)

I - O DOM DA FÉ (1 Co 12.9) 1. O que significa fé?

Dom da fé = “Capacidade que o ESPÍRITO SANTO concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à vida natural”. É acreditar que o impossível já se tornou possível.

É crer no impossível - Para ressuscitar mortos essa é a fé necessária. Essa fé não vem de nós, é fé que vem do ESPÍRITO SANTO, para a realização do feito certo. O crente vê acontecer o milagre na área espiritual antes que ocorra na esfera material, terrena).

Dom da Fé - Ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO demonstrada e comprovada com ressureição de mortos, curas e milagres.
Manifesto por sinais e maravilhas (At 2.29-33; 4.29,30; 5.12; 14.3; 2 Co 12.12). Vários outros trechos do NT acentuam que a pregação do evangelho nos tempos neotestamentários era acompanhada de poder especial do ESPÍRITO SANTO: Mc 16.17,18; Lc 10.19; At 28.3-6; Rm 15.19; 1 Co 4.20; 1 Ts 1.5; Hb 2.4.

Todo ministro do evangelho deve orar para que, através do seu ministério: (a) o povo seja salvo (At 2.41; 11.21,24; 14.1), (b) os novos crentes sejam cheios do ESPÍRITO SANTO (At 2.4; 4.31; 8.17; 19.6), (c) os espíritos malignos sejam expulsos (At 5.16; 8.7; 16.18), (d) os enfermos sejam curados (At 3.6; 4.29,30; 14.10), e (e) os discípulos aprendam a obedecer aos padrões e ensinos justos de CRISTO (Mt 28.18-20; At 11.23,26).

A palavra fé (gr. pisteuó, lat. Fides) “E a confiança que depositamos em todas as providências de DEUS. É a crença de que Ele está no comando de tudo, e que é capaz de manter as leis que estabeleceu. É a convicção de que a sua palavra é a verdade”. A melhor definição de fé é enunciada pelo autor do livro aos Hebreus, que recebeu uma profunda inspiração para a descrição dessa virtude cristã; “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). Vemos, nessa definição, três elementos essenciais à fé:

1) Ela é fundamento ou base para a confiança em DEUS;

2) Ela envolve a esperança ou expectativa segura do que se espera da parte de DEUS;
3) Ela é “a prova das coisas que não se veem”, mas são esperadas, ou significa convicção antecipada.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 44.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS" - Ef 2.8). (Aqui fala da fé para ser salvo e não do Dom da Fé concedida ao crente pelo ESPÍRITO SANTO para realização de causas impossíveis).

Fé. Oração fervorosa, alegria extraordinária e coragem incomum acompanham o dom da fé. Não se trata da fé salvífica, mas da fé milagrosa e sobrenatural dada pelo ESPÍRITO SANTO para uma situação ou oportunidade especial.
HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.

2. A fé como dom.

Definição do dom da fé
DOM DA FÉ - É necessário fé para andar na rua, para comer, para assentar em uma cadeira plástica, para comer, para ser salvo, para crer na escatologia, para crer nas promessas de DEUS, etc..., mas, nenhuma desses tipos de fé é o dom da fé.
O dom da fé é uma fé sobrenatural vinda do ESPÍRITO SANTO para o crente crer na realização de uma grande ação de DEUS em algo, como a morte, por exemplo. É ver o morto se levantando, mesmo este estando ainda no caixão.
Os exemplos mais claros são as várias ressurreições de mortos vistas na bíblia. Vem em nosso espírito a certeza de que algo impossível de acontecer, já está acontecendo. Esta fé é comunicada ao nosso espírito pelo ESPÍRITO SANTO - é sobrenatural, é imediata, é divina.
Veja exemplos no tópico 3

É a capacidade concedida pelo ESPÍRITO SANTO para o crente realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando o benefício e a edificação da igreja. Podemos entender melhor o significado do dom da fé, através de declarações negativas em relação a outros tipos de fé. Não é a fé salvífica, que é despertada pela proclamação da Palavra de DEUS (Rm 10.17; Ef 1.13; 2.8); não é a fé como doutrina, que denota a permanência do crente, vivendo de acordo com a Palavra de DEUS, ou a sã doutrina (2 Co 13.5); não é a fé como fruto do ESPÍRITO, que consiste nas virtudes, que devem ser cultivadas pelo crente, na comunhão com o ESPÍRITO SANTO. O dom da fé também não é a fé natural, que resulta da observação da natureza. Se tudo existe, de maneira organizada e com propósito, há pessoas que creem no Criador (Rm 1.19,20).

O dom da fé “Pode ser considerado como um dom especial da fé para uma necessidade particular. Alguns o definem como ‘a fé que remove montanhas’, trazendo manifestações incomuns ou extraordinárias do poder de DEUS”. Esse dom é concedido, num momento especial, quando só um milagre resolve algo que não tem solução, no meio da igreja, ou na vida de um servo de DEUS, que atende a seus propósitos, ou na vida de um descrente que vai ser testemunho do poder de DEUS. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 45.

Um missionário esteve em determinada cidade de Minas Gerais para abrir uma igreja, numa cidadezinha do interior. Por lá já haviam passado vários missionários, mas sem sucesso para abrir uma igreja. O padre da cidade reunia fiéis de sua paróquia para expulsarem todos os crentes que ali chegassem.

Desta vez chegou ali um missionário que não saía de casa. Seu tempo todo era preenchido com oração e jejum para que DEUS lhe abrisse a porta da pregação do evangelho naquela cidade, Depois de dias nesta situação, ouviu uma voz que lhe dizia: "- Eu sou a ressurreição e a vida." Isso aconteceu por três dias consecutivos. Num certo dia, quando já estava deitado para dormir, ouviu alguém bater a sua porta insistentemente e a gritar por socorro. Levantou-se, se vestiu e foi atender ao clamor daquela voz de uma criança desconsolada. Esta lhe disse que seu pai havia falecido a noite e já estava em um caixão na sala de sua casa, mas ela tinha outros três irmãos crianças para cuidar e acreditava que se o missionário orasse, seu pai poderia ressuscitar.

Imediatamente se lembrou da voz lhe dizia: "- Eu sou a ressurreição e a vida."
Saiu imediatamente com a menina até sua casa e lá, ao entrar na sala, uma fé grandiosa e sobrenatural tomou conta de seu coração e já viu aquele homem se levantando do caixão mesmo que ainda estivesse deitado nele. Chegou pois ao homem e segurando em sua mão disse: Levanta-te em nome de JESUS. O homem se levantou de uma vez e todos se espantaram ao ver tamanho milagre.

Não foi difícil, agora, ao missionário abrir uma igreja e esta estar cheia com mais de cem pessoas em menos de um mês para a Glória de DEUS.

Na África é normal este Dom da Fé em operação. São muitos ressuscitados por lá através de servos de DEUS que buscam e acreditam nos dons do ESPÍRITO SANTO.

3. Exemplo Bíblico do dom da fé.

Esse dom da fé não se desenvolve. É concedido pelo ESPÍRITO SANTO para a resolução de algum problema insolúvel aos meios normais, racionais, ou naturais. “Esse dom em ação gera uma atmosfera de fé, que dá convicção de que agora tudo é possível (cf. Jo 11.40-44; Mc 9.23). [...] Para DEUS tudo é possível (cf. Lc 1.37; Mc

10.27). Quando se diz que tudo é possível deve-se ter em mente que se tem em mente tudo o que é de acordo com a vontade de DEUS.
O mais terrível inimigo do homem, em sua condição humana, é a morte (1 Co 15.26). É decreto divino, por causa do pecado (Gn 2.17). O homem nasce, desenvolve-se e morre. É o curso natural da existência biológica. Uns morrem mais cedo; outros, mais tarde. Mas JESUS, o criador, doador e Senhor da vida, pode, quando Ele quer, interromper esse curso da natureza humana. Em seu ministério, JESUS demonstrou seu poder sobre a morte física. Ele ressuscitou o filho único de uma viúva, de Naim, quando o féretro já estava a caminho do cemitério (Lc 7.11-16). JESUS ressuscitou a filha de Jairo, que falecera fazia pouco tempo (Mc 5.22-24). Alguém poderia alegar, em sua mente racionalista, que a menina experimentara apenas um estado cataléptico, ou sono profundo e passageiro. Mas para que não pairassem dúvidas sobre o poder sobrenatural de CRISTO sobre a morte, Ele se deixou demorar onde se encontrava, ao receber a notícia de que Lázaro, seu amigo, de Betânia, estava muito enfermo. Em seguida, ele cientifica aos discípulos de que Lázaro houvera morrido. Ao chegar em Betânia, já fazia quatro dias do seu falecimento. Não havia a mínima condição para reverter aquela situação, pois o corpo do defunto já estava sofrendo os efeitos da decomposição. Mas para JESUS, nada é impossível (Lc 1.37). Após consolar a família, JESUS se dirigiu ao túmulo, mandou que fizessem o que as pessoas poderiam fazer naturalmente, tirando a pedra que fechava a entrada da sepultura (Jo 11.43-45). Completando a demonstração real de que a morte não vence o autor da vida, JESUS ressuscitou Lázaro, após quatro dias na sepultura, cumprindo o que Ele predissera para seus discípulos (Lc 24.1-8).
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 45-46.

Exemplos de dom de fé em operação
Na ressurreição de mortos.
A Bíblia nos conta que os profetas Elias e Eliseu ressuscitaram cada um uma pessoa dentre os mortos. (1 Reis 17:17-24; 2 Reis 4:32-37; 8:5; 13:20, 21) E as Escrituras Gregas Cristãs (“Novo Testamento”) falam também de outras ressurreições, realizadas tanto por JESUS como pelos seus apóstolos. — Mat. 11:5; Luc. 7:11-16; 8:41-56; João 11:1-46; Atos 9:40; 20:9-12.
E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. Lucas 7:14,15
Estando ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes o Mestre. JESUS, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai, e a mãe da menina. E todos choravam e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme. E riam-se dele, sabendo que estava morta. Mas ele, pegando-lhe na mão,

clamou, dizendo: Levanta-te, menina! E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e JESUS mandou que lhe dessem de comer. Lucas 8:49-55
Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se.

Atos dos Apóstolos 9:40

JESUS - E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. João 11:43 Pedro - Mas Pedro, fazendo sair a todos, pôs-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. E ela abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se. Atos dos Apóstolos 9:40

Paulo - E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto. Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. Atos dos Apóstolos 20:9-12.

II - DONS DE CURAR (1 Co 12-9) 1. O que são os dons de curar?

Dons de Curar são capacitações concedidas a alguns crentes para intervenções sobrenaturais do ESPÍRITO SANTO, retirando dores, inflamações, imobilidades, restaurando ossos, enfim, mudando o estado de caos para o estado de saúde e bem- estar.

Os Dons são dados (Ef 4.8), "Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil." 1 Coríntios 12:7. O Dom fica residente no Crente porque o ESPÍRITO SANTO mora no crente (1 Co 3.17, 6.19). Quando o ESPÍRITO SANTO dá o Dom este Dom permanece no crente durante toda sua vida aqui na Terra. Alguns crentes receberam Dons e acabam por se desviarem na trajetória de sua vida cristã, mas no momento que se reconciliaram o Dons voltaram a funcionar normalmente; isto é o que vemos na prática. "Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento". Romanos 11:29

Devemos nos lembrar também de que existem doenças e existem enfermidades. Basicamente a diferença está na dor: enquanto os doentes sentem dor (exemplo: artrite, hérnia de disco, enxaqueca etc.), os enfermos possuem enfermidades que não lhes causa dor (exemplo: cegueira, surdez, mudez, depressão, ansiedade etc.).

Pelo fato de Paulo não curar nem Timóteo (1 Tm 5.23) e nem Trófimo (2 Tm 4.20), podemos deduzir que Paulo possuía dom para curar certos tipos de doenças e enfermidades e outras não. JESUS, enquanto homem, aqui na Terra, tinha a plenitude (Cl 2.9), ou seja, curava qualquer tipo de doenças ou enfermidades (Mt 4.23, 9.35, 12.15; Lc 6.19).

Todos os crentes podem e devem ser usados em curas (Mt 10.8; Mc 16.15-20; Lc 10.19), mas nem todos terão o Dom de Curar (1 Co 12.30), embora seja possível. (Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? 1 Coríntios 12:30)

Diferença entre Doenças e Enfermidades - Por isso Dons de Curar no Plural. Doenças é o que dói, é físico (exemplo: Hérnia de disco); enfermidade não dói, é na alma e no espírito (exemplo: Depressão, Ansiedade, Estresse).
"Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de DEUS e oprimido". Isaías 53:4 "E percorria JESUS toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e doenças entre o povo". Mateus 4:23
“Ora, naquele momento JESUS havia curado muitas pessoas de enfermidades, de doenças e de espíritos malignos, e dado a vista a muitos cegos.” (Lucas 7:21)

Dons de Curar é uma multiplicação do sinal que todo crente pode fazer. Todo crente pode orar e uma pessoa ser curada. Para a liderança da Igreja está disponível a unção com óleo e a cura do doente. A diferença para o Dom é que existe uma multiplicação desta capacitação. Quem tem Dons de curar ora por multidões, milhares de pessoas que são curadas.

Como os sinais devem seguir “aos que crerem”, pode-se entender que pode haver curas, ministradas por uma pessoa, que não tem o dom ou dons de curar. Num momento, um evangelizador, num hospital, ou em outro lugar, pode dizer para um doente: “Em nome de JESUS seja curado”, e o enfermo levantar-se sadio para glória do Senhor. No entanto, no meio da congregação local, em qualquer lugar, é necessário que se busquem os dons de curar, que poderão ser usados, em momentos ou situações em que DEUS queira manifestar o seu poder curador, curando milhares de pessoas para glória de JESUS CRISTO.

Pela graça de DEUS e a escolha do ESPÍRITO SANTO, tenho experimentado isso no ministério que DEUS me concedeu. Pelo menos cinco mil pessoas já foram curadas desde que recebi Os Dons de Curar. 

Os dons de curar são recursos espirituais, de caráter sobrenatural, que atuam na cura de problemas físicos, psicossomáticos, emocionais e espirituais. Sua concessão à igreja deve-se ao fato de que DEUS quer dar saúde a seu povo (Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Tiago 1:17).

No Antigo Testamento, DEUS se manifestava ao povo de Israel como o “Jeová Rofeca”, ou “Jeová Rafá” — O Senhor que Sara (Êx 15.26; SI 103.3).
No Novo Testamento, os dons de curar têm grande valor na pregação do evangelho. As pessoas em geral são descrentes do poder de DEUS. Mas, quando veem uma cura de impacto, como a cura de câncer, de diabetes, de paralisia, ou de doenças degenerativas, como Alzheimer, mal de Parkinson, e outras, são compelidas a ter sua fé despertada para o poder de DEUS em suas vidas. Quando as curas contribuem para a glorificação a DEUS, têm grande valor para a divulgação do evangelho e para edificação da Igreja.
É promessa de JESUS à sua igreja a delegação de poder para curar doenças e enfermidades, como parte da missão de pregar o evangelho (Mc 16.15-20; Lc 10.19). Marcos 16 - Os cinco exemplos relacionados a seguir são confirmados especialmente pelos Atos dos Apóstolos. Expulsão de demônios encontramos ali em 5.16; 8.7; 16.16ss; novas línguas em 2.1-11; 10.46; 19.6-8; milagres com serpentes em 28.3-6 e curas em 3.1-10; 4.30; 5.12,15; 9.12,17,33s,29ss; 14.8ss; 19.11; 28.8s. Só para a preservação em caso de veneno falta um exemplo.

Se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. Esses são sinais para todos os crentes. Já nos Dons de Curar isso é multiplicado.
Adolf Pohl. Comentário Esperança Evangelho de Marcos. Editora Evangélica Esperança.

Os dons de curar estão no plural. Não há, portanto, um “dom de curar”, mas uma variedade deles. Os estudiosos não são unânimes na interpretação desse assunto. A pluralidade dos dons de curar parece indicar que há pessoas que têm o dom de orar por determinadas doenças e enfermidades; e outras, para orar por outros tipos de doenças e enfermidades. Também são Dons no plural porque existem doenças e enfermidades.

Stanley Horton está errado quando diz “que ninguém pode dizer: ‘Eu tenho o dom de curar’, pois é isso mesmo que acontece, o Dom é dado (evidente que ninguém pode fazer o que quiser com o Dom, pois o poder é do ESPÍRITO SANTO e oramos em nome de JESUS). Quando alguém que tem o dom e se desvia, o dom imediatamente pára de funcionar. Ao se reconciliar, o dom imediatamente volta a funcionar.

Se uma pessoa está doente, pode buscar a cura, através da oração da fé, pode ser curada apenas lendo e crendo no que está escrito na Bíblia a respeito de curas, principalmnete Isaías 53:4,5 - "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de DEUS e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados".

E desejável que os crentes em JESUS procurem “com zelo os melhores dons” (1 Co 12.31). Certamente, os dons de curar são muito necessários, num mundo em que as doenças e enfermidades têm-se multiplicado assustadoramente, a despeito dos notáveis avanços da medicina. Esses dons são recursos especiais à disposição da igreja do Senhor JESUS CRISTO, para, sob a soberania de DEUS, e segundo a fé, os crentes sejam beneficiados com a cura das enfermidades físicas ou emocionais. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 46-48. (Com algumas alterações e acréscimos do Pr Henrique)

Podemos juntar a nossa fé com a do enfermo e, juntos, estabelecer o ambiente de amor e aceitação no qual os dons da cura fluem melhor. No corpo de CRISTO há poder e força para a satisfação das necessidades de um membro fraco. A cura possui aspecto encarnacional. HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.

Porém, muitas vezes a fé do doente não influi em sua cura. Até mesmo a fé do que está orando por alguém não influi muitas vezes na cura desse alguém. O Dom está lá e unção de cura está presente. Veja o caso impressionante do defunto lançado na cova de Eliseu que estava morto; ele reviveu ao tocar os ossos de Eliseu, pois a unção de cura estava lá. Quem cura é JESUS, no poder do ESPÍRITO SANTO.

"E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés". 2 Reis 13:21

2. A redenção e as curas.

Doenças e enfermidades na Bíblia
É difícil discutir as doenças mencionadas na Bíblia com qualquer grau de certeza. Uma razão para isto é que elas recebem o nome de acordo com os sintomas e não por processos patológicos. Assim, a paralisia poderia ser desencadeada pela pólio, trauma, desequilíbrio nervoso, ou várias outras causas. Não é absolutamente certo que o definhamento de Levítico 26.16 e Deuteronômio 28.22 fosse tuberculose. Em segundo lugar, as referências às doenças são quase sempre incidentais na narrativa. Elas são registradas mais pelo seu significado histórico do que médico. Finalmente, não temos certeza de quais doenças existiam na época do AT, embora autópsias em múmias egípcias tenham mostrado evidências de tuberculose, arteriosklerose, artrite, câncer, pedras na vesícula, pedras na bexiga, esquistossomose e varíola.
Os israelitas obviamente tinham um conhecimento prático de anatomia. Isto é visto nas descrições dos órgãos de animais sacrificados. Acreditava-se corretamente que o sangue era o princípio vital: “A vida [a alma] da carne está no sangue” (Lv 17.11). As funções emocionais eram, às vezes, atribuídas a certos órgãos. O coração, por exemplo, era considerado o centro do pensamento e da vontade (Ez 18.31). A expressão “entranhas de misericórdias” (Cl 3,12) enfatiza a relação entre psycke (“alma”) e soma (“corpo”), o que tem sido corroborado em nossos dias pela pesquisa psicossomática.
As palavras heb. para doença e enfermidade vêem das raizes hala (“estar doente” ou “fraco”) e dawa (“estar enfermo”). Estas palavras são sempre modificadas por outras frases descritivas tais como “doente e a ponto de morrer”. As palavras heb. para cura vêem da raiz rapa ’(“curar”, “costurar”, “consertar”), e haya (“reviver”, “restaurar à vida”), e ‘arak (“prolongar”).
O NT usa expressões gr. tais como astheneia (“fraqueza”, “fragilidade”), malakia (“moleza”, “debilidade”), e noseo (“estar doente
״ou “enfermo"). As palavras gr. para saúde e cura vieram das raízes hygiaino (“estar saudável” ou “forte”), therapeuo (“servir", “atender a”, “cura”, “restaurar a saúde”), e iaomai (“curar”, “tomar sadio”). Causas das Doenças
A doença é apenas parte de um conceito maior - o sofrimento do homem. Nas Escrituras é dito que o sofrimento é um dos resultados do pecado. DEUS ameaçou enviar doenças sobre Israel se o povo o desobedecesse (Dt 28.15,22,27,28). Embora a doença fosse frequentemente considerada um castigo direto pela desobediência (por exemplo, o homem enfermo no tanque de Betesda, Jo 5.14), ela também poderia vir de Satanás, como aconteceu no caso de Jó (Jó 2.7). CRISTO falou da mulher paralítica “a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa” (Lc 13.16). Além disso, a

doença poderia às vezes vir para impedir o homem de fazer algo proibido por DEUS e para a glória de DEUS (por exemplo, o “espinho na carne” de Paulo, q.v., e 2 Coríntios .)12.7-9
Os discípulos, olhando para a doença apenas como um castigo pelo pecado, perguntaram a JESUS sobre um homem que havia nascido cego: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? JESUS respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de DEUS” (Jo 9.1-3).

Nem sempre pode ser possível distinguir se uma doença é o resultado de causas puramente naturais, uma permissão de DEUS, ou a operação maligna de Satanás. Talvez estas três possam estar ativas ao mesmo tempo. Porém, seja qual for a causa da doença de um cristão, lhe é prometido que um dia o sofrimento será removido, quando DEUS “limpará de seus olhos toda lágrima” e não haverá mais dor (Ap 21.4). Os Médicos e a Medicina

Existe cerca de uma dúzia de referências a médicos na Bíblia. A raiz heb. é rapa’ (“curar”). A Bíblia Sagrada refere-se a Jeová como “o Senhor que te sara” (Êx 15.26). A primeira referência a um médico está em Gênesis 50.2 (embora estes médicos egípcios possam ter sido apenas embalsamadores dos mortos). Nos tempos bíblicos, assim como agora, os médicos eram solicitados a curar as doenças e aliviar o sofrimento (Jó 13.4; Jr 8.22; 2 Cr 16.12).

Em Jó os médicos são vistos como não valendo nada - Vós, porém, sois inventores de mentiras e vós todos, médicos que não valem nada. Jó 13:4 .
DEUS naõ curou um rei porque ele buscou aos médicos ao invés de DEUS - E caiu Asa doente de seus pés no ano trigésimo nono do seu reinado; grande por extremo era a sua enfermidade, e, contudo, na sua enfermidade, não buscou ao Senhor, mas, antes, aos médicos. 2 Crônicas 16:12.

Quando em minhas visistas aos hospitais para ministrar curas, percebi que poucos doentes e enfermos eram curados, então consultei ao Senhor. Acontece que as pessoas procuram médicos quando lhes falta a fé em DEUS. Estive comCovid-19 e passei por maus momentos, mas confiei minha cura em DEUS e fui curado, eu e minha família. Glória a DEUS.

Os médicos eram considerados em alta estima pelos judeus. O filho de Sirac escreveu por volta de 190 a.C.: “Honre um médico de acordo com a necessidade dele, com as honras devidas a ele, pois verdadeiramente o Senhor o criou; pois do Altíssimo vem a cura; e do rei ele deve receber uma dádiva. A habilidade do médico deve levantar sua cabeça; e à vista dos grandes homens ele deve ser admirado ״(Sir 38.1-3).

Na época do NT havia duas maneiras de treinar os médicos. Era muito comum que um homem auxiliasse como aprendiz a um médico estabelecido. Ele também poderia ir a um tipo de escola de medicina, geralmente associada a um templo pagão. As duas escolas que mais conhecemos eram as escolas de medicina de Pérgamo e Alexandria.
Os remédios usados nos tempos bíblicos eram rudimentares e na maioria dos casos não muito eficazes. Entre aqueles que são mencionados na Bíblia, estavam

unguentos aplicados no local (Is 1.6), emplastos (Is 38.21), e bálsamos (Jr 8.22; Gn 37.25). As folhas de certas árvores eram aparentemente usadas como ervas medicinais (Ez 47.12). Pensava-se supersticiosamente que a mandrágora, um membro da família da batata, desenvolvia a fertilidade (Gn 30.14-16). Os cidadãos de Laodicéia são conhecidos por terem tido uma escola de medicina e de terem preparado um pó ou pomada para olhos fracos. Ao falar-lhes, o Senhor usou uma alusão a um colírio (Ap 3.18).

O vinho era sugerido como estimulante (Pv 31.6), e também usado como um antisséptico. O bom samaritano atou as feridas de seu paciente “aplicando-lhes azeite e vinho ״(Lc 10,34). Paulo recomendou um pouco de vinho para o alívio do desconforto gástrico de Timóteo (1 Tm 5.23). O vinho azedo misturado com fel e mirra teria algumas propriedades sedativas. Ele foi oferecido a CRISTO, provavelmente para aliviar o seu sofrimento (Mc 15.23).
O tratamento cirúrgico era geralmente mínimo. As únicas operações mencionadas na Bíblia são a circuncisão, a castração e o fechamento de feridas. Mas o código de Hamurabi regulamentava a cobrança dos médicos para grandes operações e cirurgias dos olhos na Babilônia, como também para o restabelecimento de um osso quebrado e para a cura de um tendão distendido (ANET, pp. 175ss.). O papiro de Edwin Smith, do Egito, descreve 48 casos cirúrgicos incluindo contingências como ferimentos acidentais, e feridas de batalha.
O escritor do terceiro Evangelho e de Atos era médico? As evidências internas sugerem que sim. Ele usa vários termos médicos encontrados em Hipócrates, Galeno e em outros escritos médicos, embora não sejam encontrados no restante do NT. Ele também observa algumas particularidades médicas, tais como a intensidade da febre, se uma doença era congênita ou adquirida, ou qual lado ao corpo estava afetado (Lc 4.38; At 3.2; Lc 6.6). Ao escrever sobre a mulher que tinha um fluxo de sangue (Lc 8.43), ele hones tamente declara que ela não poderia ser curada pelos médicos; entretanto, é mais polido em relação à sua profissão do que Marcos, que acrescenta que ela “havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior...” (Mc 5.26). Estes fatos tendem a corroborar com a outra evidência de que Lucas, “o médico amado” (Cl 4.14), foi o autor do terceiro Evangelho e do livro de Atos.
Leis Mosaicas de Saúde
A lei dada por DEUS a Moisés continha regras extraordinárias com relação à saúde pública. Embora o principal propósito destas regras fosse tomar um homem cerimonialmente limpo, a limpeza higiênica, no entanto, estava envolvida. Quais
são as principais preocupações de um fiscal de saúde pública hoje? Contaminação da água e dos alimentos, descarte de esgoto, doenças infecciosas, educação quanto à saúde - todos estes assuntos são tratados nas leis mosaicas de saúde.
Tem sido dito que algumas das leis de saúde eram muito rígidas e talvez desnecessárias para a saúde pública, mas deve ser lembrado que o homem antigo não possuía o nosso entendimento sobre as doenças. Ser exageradamente rígido por amor à simplicidade é melhor do que errar na direção oposta. Com a nossa habilidade médica para distinguir entre o perigoso e o inofensivo, não precisaríamos observar

algumas destas mesmas precauções, mas isto não seria verdadeiro naquela época. Novamente, deve ser lembrado que a razão inicial para estas ordenanças era a pureza cerimonial.
As leis mosaicas de saúde (Lv 11-15) incluem regras de circuncisão, consumo de carne, parto, infecções de pele, contaminações por secreções e excrementos, procedimentos para remoção e disposição dos mortos, limpeza pessoal e relações sexuais.

Milagres de Cura
Vários milagres de cura estão registrados na Bíblia. Outros milagres, embora não sejam de cura, mas de juízo, são de natureza médica. Estes incluem as pragas no Egito (Êx 9,13-15; 12.12,13), a matança dos filisteus diante da arca (1 Sm 5.6), a dizimação do exército de Senaqueribe (2 Rs 19.35), a mão ressequida de Jeroboão (1 Rs 13,1-6) e a lepra de Geazi (2 Rs 5.27). Embora DEUS possa ter usado processos de doenças naturais, o sobrenatural é envolvido no momento certo.
No AT, os milagres parecem centralizar-se em torno da época do êxodo e do ministério de Elias e Eliseu. Aqueles que foram registrados são mais frequentemente milagres da natureza, com menos de uma dúzia envolvendo a cura (por exemplo, Abimeleque, Gênesis 20.17; Miriã, Números 12.10-15; a serpente de bronze, Números 21.5-9; o filho da viúva, 1 Reis 17.17-24; o filho da sunamita, 2 Reis 4.18-37; Naamã, 2 Reis 5.1-14; Ezequias, 2 Reis 20.1-7).
Por outro lado, o NT registra uma proporção maior de milagres de cura. Estes foram operados por CRISTO ou por seus seguidores, em seu nome. Dos 35 milagres de CRISTO registrados no NT, 26 envolvem curas. Em seis destes casos, demônios foram expulsos. Detalhes cuidadosos são dados sobre muitos destes casos, especialmente por Lucas, o médico· Algumas destas pessoas são até identificadas pelo nome (Bartimeu, a filha de Jairo, Maria, Lázaro; também Enéias, Êutico e o pai de Públio em Atos).
Alguns tentaram explicar os milagres de cura de CRISTO através de uma base psicológica. De acordo com esta teoria, as doenças curadas eram apenas funcionais ou psicossomáticas. É verdade que as pessoas podem ter as suas doenças aliviadas pela “fé” em homens ou coisas. Mas este tipo de cura está muito distante da cura de doenças orgânicas realizadas por CRISTO como cegueira congênita (Jo 9.1), artrite avançada da espinha (Lc 13.11), hemorragia prolongada (Lc 8.43), lepra (Lc 5.12; 17.12) e mão ressequida (Lc 6.10) até mesmo a morte (Lc 7.12; 8.49-55; Jo 11.1-44). Somente negando a confiabilidade dos documentos do NT é que se poderia imaginar que as curas realizadas por CRISTO eram de caráter psicológico.
Além de sua natureza predominantemente orgânica, as curas realizadas pelo Senhor eram completas e instantâneas (com exceção do homem cuja visão foi restaurada em duas etapas, Mc 8.22-25). Além disso, elas consistiam de várias doenças diferentes que são difíceis de tratar até mesmo com as técnicas médicas de hoje. Poucas - se é que alguma - poderiam ter uma recuperação espontânea. E não há nenhuma evidência da ocorrência de uma recaída após as curas realizadas por CRISTO. Possessão Demoníaca
A possessão demoníaca é um fenômeno que parece ter ocorrido com mais

frequência na época de CRISTO. Das 26 pessoas curadas por CRISTO, seis são mencionadas como tendo sido possuídas por demônios. Muitas outras pessoas sem nenhuma enfermidade física aparente foram libertas de opressão demoníaca (Mt 8.16; Mc 1.34,39; Lc 6.18). Pouca ou nenhuma menção é feita à possessão demoníaca no AT. CRISTO e o NT parecem distinguir entre as doenças comuns e aquelas que

são acompanhadas pela possessão demoníaca (Mt 10.8; Mc 1.34; At 5.16). A possessão demoníaca podia ser acompanhada por sintomas físicos (por exemplo, cegueira, surdez e mudez, Mt 12.22; Mc 9.25), manifestações neurológicas (por exemplo, epilepsia, Lc 9.39,42), ou sintomas mentais (Lc 4.33; 8.27; Mc 7.25).

O diagnóstico da possessão demoníaca, porém, levanta alguns problemas difíceis. O que a distinguia das doenças naturais? Como uma pessoa poderia reconhecê-la como tal? Se não há nenhuma característica distinta que tipifique a condição, elas são tendências suicidas e o uso da pessoa pelo demônio como porta-voz.

Por outro lado, nas Escrituras, a doença física é frequentemente atribuída a Satanás. CRISTO falou da mulher que andava curvada como alguém a quem “Satanás mantinha presa"’ (Lc 13.16).
Doenças de Pele

Várias lesões de pele são mencionadas no AT. Algumas delas foram infligidas como aflições sobre Israel por desobediência ao Senhor (Dt 28.27). A coceira é provavelmente sarnq, ainda conhecida por este nome descritivo, E causada por um inseto, o Acarus scabei. O escorbuto não é o que conhecemos hoje como escorbuto (causado pela deficiência de vitamina C), mas sim uma “crosta de ferida”. A palavra vem de uma raiz que significa ״cocar” ou “ficar áspero”. Isto possivelmente cobre uma gama de doenças de pele que incluí eczema e psoríase. A aspereza ou o tumor vem de uma raiz significando “estar inflamado” ou “quente". Os tumores são comuns hoje embora melhor controlados, graças a antibióticos modernos. A úlcera de Ezequias pode ter sido um carbúnculo ou possivelmente antraz (2 Rs 20.1,7). O antraz é contraído do gado ou de couros e pelos secos de animais infectados. Sem tratamento pode ser fatal.

A lepra é frequentemente mencionada na Bíblia. Miriã, Naamã e o rei Uzias contraíram esta doença. As instruções para o seu diagnóstico são dadas em Levítico 13; ela aparentemente incluía mais do que aquilo que hoje chamamos de lepra (causada pelo Lepra bacillm de Hansen). Infelizmente, o termo lepra teve seu significado mudado nas línguas inglesa e portuguesa. Mesmo na Idade Média, a palavra era usada para descrever várias disfunções na pele, tais como a tinha. Harold M. Spinka declara; “Minha opinião é que a lepra, como também as doenças mencionadas nos diferentes diagnósticos - por exemplo, a psoríase crônica, a sífilis, o pênfigo, a dermatite herpetiforme, a varíola, o fungo infeccioso e a Pio derma - eram incluídas sob o título geral de lepra” (“Lepra nos Tempos Hebraicos Antigos”, JASA, XI [março de 1959], 17- 22). Também é demonstrado que a lepra do AT não é idêntica à lepra de hoje, pelo fato de que havia a lepra de casas e das roupas (Lv 13.47; 14.37) - provavelmente algum tipo de mofo ou fungo.

A aflição de Jó tem sido objeto de muita especulação. Pelagra, psoríase, eczema, dermatite herpetiforme e dermatite esfoliativa, foram sugeridas como possibilidades.

Dermatite herpetiforme, uma rara doença de pele, iria coçar intensamente, e não afetaria gravemente a saúde geral de Jó. A dermatite esfoliativa é generalizada, crônica, terrível, produz muita coceira e é associada a tumores provenientes da própria coceira.

Doenças dos Olhos e Ouvidos
Tanto a cegueira congênita quanto a adquirida são mencionadas na Bíblia. A infecção por tracoma ainda é uma causa comum de cegueira adquirida em muitas partes do mundo. Este vírus causa uma saída de líquidos de má aparência e pode ter sido o problema de Léia (Gn 29,17). Talvez seus olhos fossem estrábicos (strabísmus). O tracoma poderia ter sido o espinho na carne de Paulo (2 Co 12.7-10); suas próprias palavras sugerem algum tipo de problema nos olhos (cf Gl 6.11 com 4.14,15; At 23.2- 5).
A catarata era provavelmente a causa da cegueira de Isaque e Eli em sua idade avançada. Esta se caracteriza por uma opacidade progressiva do cristalino dos olhos. Em Levítico 21.20, a palavra heb. para “belida” (q.v) sugere uma mancha que causa uma visão confusa, provavelmente uma catarata. A oftalmia neonatal (Ophthalmia nconato- rurri) causa uma conjuntivite grave e cegueira em crianças recém-nascidas, É geralmente o resultado de uma infecção por gonorreia na mãe. Esta provavelmente era responsável por boa parte da cegueira infantil. Também existem muitos tipos de anomalias congênitas dos olhos, que poderiam resultar em cegueira total a partir do nascimento. .
A surdez também era comum nos tempos bíblicos, embora seja difícil determinar sua causa.
Deformidades Ortopédicas
As deformidades ortopédicas teriam sido comoventes em uma época em que pouco poderia ser feito para corrigi-las. O mendigo coxo que foi curado naquele encontro com Pedro é um destes casos (At 3.2-8). Uma vez que era coxo de nascença, ele podería ter tido um pé torto congênito, spina bifida, ou paralisia cerebral. A mulher curada por CRISTO de uma enfermidade que a acometia por 18 anos, tinha provavelmente uma forma grave de artrite que fazia com que ela se curvasse para frente (Lc 13.11-13). Isto soa como artrite reumática, que atinge mais as mulheres do que os homens.
A coxeadura de Jacó, adquirida por sua luta corporal com o anjo de DEUS, pode ter sido causada por um deslocamento de quadril (Gn 32.25,31,32). Pode-se caminhar com uma coxeadura por um deslocamento anterior. A dor aguda e a deficiência podem também indicar uma ruptura de disco intervertebral, produzindo a dor ciática.
Doenças Neurológicas
A paralisia era evidente na população judaica dos dias de JESUS. Era, sem dúvida, frequentemente, causada por acidentes bem como pela tuberculose da espinha e pela pólio. A paralisia é raramente mencionada no AT.
O paralítico curado por CRISTO (Lc 5.18) tinha, possivelmente, um ferimento ou uma lesão no osso da espinha, que causava pressão na medula espinhal. Isto resultaria em paralisia da parte inferior do corpo. O homem curado no tanque de Betesda (Jo 5.5- 8) era alguém parcialmente paralisado. Um ferimento de nascença, pólio,

esclerose múltipla, ou um derrame poderia ter causado esta paralisia. O homem que tinha a mão ressequida também era parcialmente paralisado (Lc 6.6-10). Sua atrofia muscular poderia ter resultado de uma incapacidade de usar uma das mãos. Ele pode ter sido vítima de algum ferimento, pólio, ou possivelmente esclerose lateral amiotrófica, que afeta os pequenos músculos da mão. O fato clinicamente significativo é que CRISTO o curou de forma instantânea e completa.

O servo do centurião (Lc 7.2; Mt 8.5) também estava paralisado. No entanto, sua condição era aguda; ele estava perto da morte, e sofrendo grande dor, Isto
sugeriria tétano ou uma grave compressão da medula espinhal proveniente de um tumor, abscesso ou hemorragia. O filho da mulher sunamita teve um ataque repentino de dor de cabeça (2 Rs 4.18-20). Ele morreu dentro de seis horas como consequência daquilo que pode ter sido uma insolação, meningite, hemorragia subaracnóidea, ou mais provavelmente de malária cerebral.

Obstetrícia
A esterilidade era um problema que afligia muitos casais nos tempos bíblicos, assim como acontece hoje. Sara, Raquel, a esposa de Manoá, Ana, a mulher sunamita e Isabel, tinham esta enfermidade.
Os partos no Israel antigo eram geralmente executados com a mãe em um “assento de nascimento’’ (Êx 1.16), ou sentada no colo de outra mulher (Gn 30.3). (Nesta segunda passagem a prática referida pode ser a de colocar a criança recém-nascida nos joelhos daquela que poderia dar legitimidade ou o direito de herança - Ed.]. Após o nascimento do bebê, o umbigo era cortado, o bebê era lavado com água, esfregado com sal, e enrolado em panos (Ez 16.4). Tamar deu à luz habilmente a gêmeos com um deles em uma posição transversal (Gn 38.27-30).
Doenças Mentais
Há apenas algumas referências às doenças mentais no AT. Davi fingiu estar louco, de uma forma convincente (1 Sm 21.12-15); Saul tinha depressões recorrentes e mostrava sintomas de paranoia (1 Sm 16.14,23; 18.8-11,28,29; 19.9,10). Nabucodonosor teve sintomas psicóticos, vivendo como um animal por sete anos. R. K. Harrison classifica sua doença como licantropia ou boantropia, uma forma específica de paranoia (IOT, pp. 1114-1117).
O escritor de Provérbios 17.22 relacionou as emoções ao corpo, e assim antecipou a medicina psicossomática quando escreveu: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos”.
A relação entre a doença mental e a possessão demoníaca é incerta e controversa. O “homem com espírito imundo”, de Gadara (Mc 5.2-5), lembra o que classificaríamos hoje como psicótico, embora os outros “endemoninhados” curados por CRISTO tivessem sintomas orgânicos de doenças físicas.
Doenças Internas
A febre alta é um sintoma e não propriamente uma doença. Ela poderia estar relacionada à malária, à tifoide, à paratifoide, à varíola, à insolação, ao tifo, ou a várias outras doenças (Lv 26.16; Dt 28.22; Lc 4.38).
A pestilência enviada por DEUS sobre os filisteus (1 Sm 5.6,96.5 ;12
־) era provavelmente a peste bubônica. Esta doença foi descrita por Hipócrates 400 anos

antes de CRISTO. Ela devastou a Europa na Idade Média e tem as características de alta mortalidade, incidência repentina, transmissão por roedores mortos, e a presença de glândulas inguinais aumentadas (na virilha). É interessante notar que os filisteus colocaram cinco imagens de ouro dos tumores e ratos ao lado da arca. [Alguns têm sugerido que os “tumores” eram hemorroidas, de acordo com a versão KJV em inglês, “emerods”. - Ed.]

Uma outra peste foi usada por DEUS para destruir o exército de Senaqueribe (2 Rs 19.35). Existem duas doenças que poderiam matar um grande número de pessoas dentro de 24 horas - cólera e a praga pneumônica. Provavelmente tenha havido alguns casos no acampamento antes do pico da epidemia.

O gigantismo é causado por um desarranjo de ordem endócrina. Golias é um exemplo familiar e possivelmente tinha um tumor pituitário anterior. Ogue, rei de Basã, precisava de uma cama de aprox. 4 metros de comprimento (Dt 3.11). Um gigante com 12 dedos nas mãos, e 12 dedos nos pés é descrito em 2 Samuel 21.20.

A hidropisia é causada pela fluidez dos tecidos. E sintomático de certas doenças, sendo a mais comum a insuficiência cardíaca. O homem a quem CRISTO curou com esta condição pode ter sofrido de câncer, doença do coração, fígado ou rins (Lc 14.2). A disenteria foi a doença que causou a febre debilitante do pai de Públio (At 28,8). Em casos fulminantes de disenteria bacilar, há evacuação de sangue e muco (daí o “fluxo de sangue* mencionado na versão KJV em inglês), e a morte pode vir rapidamente.
A ciência médica traz o esclarecimento sobre várias mortes descritas na Bíblia. O rei Asa morreu com uma grande doença em seus pés (2 Cr 16.12-14), Seu caixão foi cheio com perfumes. Isto sugere uma gangrena de seus pés que teria causado um odor Fétido. A gangrena (também “cancro” ou “câncer”) era reconhecida como uma doença destruidora que consome o tecido em uma parte do corpo, geralmente um membro (2 Tm 2.17). Ela pode ser causada por um ferimento ou por uma falha no sistema circulatório sanguíneo. O rei Jeorão foi acometido por uma doença incurável que causou um prolapso do reto (2 Cr 21.18,19). Esta pode ter sido uma grave disenteria amebiana ou um câncer do reto. Nabal era, provavelmente, um alcoólatra crônico. Após um episódio de alcoolismo agudo, ele aparentemente teve um acidente vascular cerebral (derrame). Ficou em coma por dez dias e morreu sem recobrar a consciência (1 Sm 25.36-38).
Ananias e Safira morreram repentinamente e sem aviso (At 5.1-10). Eles podem ter sido atacados por uma trombose coronária. Herodes Agripa foi consumido por vermes intestinais (At 12.23). Ele provavelmente tinha uma obstrução intestinal causada por vermes parasitários e pode ter morrido devido a uma perfuração intestinal, e sua peritonite resultante.
Os Sofrimentos e a Morte de CRISTO
A forte tradição cristã declara que o suor de JESUS caiu ao chão como gotas de sangue como o resultado de sua angústia no Getsêmani (Lc 22.44). Isto pode ter sido a rara emissão de sangue pelas glândulas sudoríparas. Discute-se se os versículos 43 e 44 foram escritos por Lucas, de acordo com a evidência daquele que é considerado o melhor manuscrito. Há mais de 100 anos, foi sugerido por Stroud que CRISTO morreu de hérnia cardíaca (isto é, urna ruptura do coração). Esta se tornou uma

opinião comumente defendida, mas é bastante improvável. A hérnia cardíaca, além do trauma, é rara, e quando ocorre afeta aqueles cujos, corações já estão seriamente debilitados. E improvável que o coração de CRISTO estivesse enfermo à luz de sua atividade energética anterior, e de sua perfeita condição física para cumprir as exigências sacrificiais (1 Pe 1.19).

Também foi sugerido que CRISTO morreu de asfixia pela debilitação da respiração enquanto estava na cruz. Uma posição ereta prolongada também poderia levar a uma coagulação venosa e a uma insuficiência circulatória periférica. Uma diminuição do rendimento cardíaco e a consequente diminuição do fluxo de sangue para os tecidos causariam um nível de oxigênio mais baixo no cérebro. Também compatível tanto com a história bíblica como com a probabilidade médica é a dilatação aguda do estômago. Isto é visto hoje como uma complicação pós-operatória rara e fracamente compreendida. Ela também pode seguir um estado de choque. O golpe da lança teria liberado o fluido aquoso acumulado no estômago dilatado de nosso Senhor. O sangue provavelmente tenha vindo do coração perfurado e dos grandes vasos. Após um golpe como este, não se pode ter qualquer dúvida quanto à sua morte.

A despeito de qual tenha sido a causa imediata de sua morte, a importância da crucificação reside no significado da morte de CRISTO, Podemos dizer com Isaías: *Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5).

(Dicionário Bíblico Wycliffe)

EM QUE SE FUNDAMENTA A CURA DOS CRENTES? 

A – REDENÇÃO - Que a cura física, assim como a cura espiritual estavam inclusas na obra redentora de CRISTO, é constantemente salientada, tanto pelo Antigo como pelo Novo Testamentos.
Observe estas declarações com relação á liberdade do povo de Israel do Egito: Ex. 15:25-26 - Esta era uma parte vigente do pacto de DEUS com Israel. As doenças pertenciam aos egípcios (pecadores) e não ao povo de DEUS, que conhecia o Seu poder libertador e andava de acordo com o pacto feito com Ele. Sl. 105:37; Sl. 103:2- 3; Is. 53:4-5; Mc. 8:16-17 e 3 João 2. Estes e muitos outros versículos bíblicos nos mostram que a nossa redenção não foi somente espiritual, mas física também. Assim como Ele remove o nosso pecado, assim também ele remove as nossas doenças e enfermidades. Mesmo no Velho Testamento, a cura física era parte do Pacto. A cura era, experimentada por muitos. Havia ritos, ofertas e cerimônias especiais que eram usados para trazer a cura á pessoa enferma. Quando JESUS curava, Ele muitas vezes também, perdoava os pecados.

Muito frequentemente, Ele ligava a doença com o pecado, e perdoava o pecado antes que Ele curasse. Os dois também são ligados por Tiago 5:14-16. Os dois grandes aspectos do ministério de CRISTO na terra foram: Curar os enfermos e perdoar os pecados. 1 Pd.2:24; Rm.5:12.

B - FÉ - Algumas vezes JESUS ministrava ás pessoas Segundo a fé delas. Ele dizia frequentemente: “Seja-vos feito segundo a vossa fé”, ou alguma declaração semelhante. Os benefícios tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento eram e são baseados na fé, o que envolve a confiança e a obediência.

2 Co. 5:7 > Isto significa que concordamos com a Palavra, aceitamo-la em nossa vida pessoal e agimos com confiança. Mc. 11:24 > Esta fé deve ser baseada apenas na Palavra de DEUS, em Romanos 10:17 diz: “ De sorte que a fé vêm pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de DEUS”. Hb. 10:23; Sl, 89:34; Is. 55:11; Ap.12:11 e Mt. 4:4 a 11.

Após o arrebatamento não estaremos mais sujeitos às doenças e enfermidades - 1 Co 15.47 O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. 48 Qual o terreno, tais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. 49 E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. 50 E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar o Reino de DEUS, nem a corrupção herda a incorrupção. 51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. 54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então, cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.

BEP (CPAD) - Rm 8.23 TAMBÉM GEMEMOS. Embora os crentes possuam o ESPÍRITO e as suas bênçãos, eles também gemem no íntimo, ansiando por sua plena redenção. Gemem por duas razões.
(1) Os crentes, por viverem num mundo pecaminoso que entristece o seu espírito, continuam experimentando a imperfeição, a dor, as doenças e enfermidades e a tristeza. Os gemidos do crente expressam a sua profunda tristeza sentida ante essas circunstâncias (cf. 2 Co 5.2-4).
(2) Gemem ao suspirar por sua redenção total e pela plenitude do ESPÍRITO SANTO que serão outorgadas na ressurreição. Gemem pela glória a lhes ser revelada e pelos privilégios da plena filiação celestial (cf. 2 Co 5.2,4).

Em CRISTO está a libertação das doenças da alma.
Sl 103.3 É ele quem perdoa todas as tuas iniquidades, quem sara todas as tuas enfermidades,

Não há enfermidade que JESUS não cure, não há doença que JESUS não cure, ELE é a cura para as nações, ELE é a cura do corpo, da alma e do espírito humano. JESUS é única a cura para o pecado!
"Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do ESPÍRITO SANTO, que habita em vós, proveniente de DEUS, e que não sois de vós mesmos?" (1 Co 6.19). Fomos comprados e isso inclui corpo, alma e espírito.

Romanos 8.11 E, se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a CRISTO também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu ESPÍRITO que em
vós habita. Essa é nossa esperança, é nossa certeza pela fé Nele.

As curas são resultado do poder vivificador do ESPÍRITO SANTO operando em nosso corpo mortal. A cura está em nós porque aquele que dá poder para haver cura mora em nós. Um dia teremos corpos celestiais que nunca mais vão adoecer, será corpo incorruptível. Enquanto isso não acontece devemos orar uns pelos outros para que todos tenham saúde física, pois JESUS levou na cruz tanto nossos pecados quanto nossas enfermidades (Is 53).

ADÃO E CRISTO

ADÃO
· O corpo natural veio primeiro
· O primeiro homem tornou-se alma vivente
· Teve origem do pó da Terra
· Aqueles que vieram do pó são como ele
· Nascemos à semelhança de Adão

CRISTO
· Corpo espiritual vem posteriormente
· O Último Adão é espírito vivificante
. Sem Princípio de dias
· É celestial e divino
· Os celestiais são como Ele · Seremos semelhantes a CRISTO

3. A necessidade desses dons.

QUAL É O PROPOSITO DOS DONS DE CURAR? 
1 – DEUS ama ao Seu povo e quer que ele tenha uma boa saúde, referindo-se à saúde total: corpo, alma e espírito. Não há limites com relação ao que DEUS deseja dar-nos como uma herança no Reino. 3 João 2:4.
2 - A saúde e a cura divina são aspectos da retificação da maldição da lei. 1 João 3:8; Gl.3:13. A redenção envolve o retirar-se o homem totalmente dos efeitos das maldições envolvidas na lei, os quais incluem as doenças e as enfermidades. O homem não tem que suportar doenças se ele aceitar toda a provisão feita para ele na

Nova Aliança. Isto é uma parte integrante das bênçãos da Nova Aliança.
3 – Isto foi designado para confirmar a nossa mensagem com sinais e
maravilhas. Hb.2:3-4. Isto era uma parte da grande comissão. Mc. 16:15-20. João 5:36 - JESUS não somente pregou o Evangelho do Reino, mas Ele também o demonstrou Lc. 8:1. Um dos maiores erros da historia é a separação de curas com a pregação da mensagem da Salvação. Isto equivale a pregar-se “metade do Evangelho”, o que nunca produzirá os resultados que DEUS intencionou que a pregação do evangelho produzisse.

Nunca tivemos tantos casos de depressão, ansiedade, estresse, etc...
Nunca tivemos uma pandemia como a que está acontecendo no mundo atual. Portanto, nunca houve tanta necessidade dos Dons de curar como hoje.

O Privilégio da Cura Divina (5.14,15a)
A oração em tempos de enfermidade é nosso dever e nosso privilégio em CRISTO. Provavelmente, deveríamos observar essa prática cristã mais do que fazemos.
A Bíblia ensina a doutrina da cura divina e cabe a nós procurar fazer a oração da fé pela cura do doente.
b) Cura e Perdão (5.15b,16a)
Entre os judeus, a doença geralmente era atribuída ao pecado. JESUS rejeitou essa visão como um princípio universal (Jo 9.1-2), mas em outro texto sugere o que sabemos ser um fato, que em muitos casos o pecado é a causa de uma enfermidade específica (cf. Jo 5.14).
Nesses casos, presume-se que a pessoa que procura a cura também se arrependeu do seu pecado e está procurando o perdão divino.
c) Oração Eficaz (5.16b-18)
Quando devemos esperar que nossas orações sejam respondidas por DEUS? Tiago deixa claro que orações desse tipo devem vir de um justo (v. 16), i.e., alguém que está num relacionamento correto com DEUS e o homem. Uma tradução da última frase do versículo 16 é a seguinte: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (ARA). A única oração de um injusto que DEUS promete ouvir é a oração de arrependimento. Baseado na palavra traduzida por “oração fervorosa” (Bíblia Viva, energoumene). Cada pessoa que ora sabe que há tempos em que o ESPÍRITO SANTO a ajuda em sua oração (Rm 8).
A. F. Harper. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 10. pag. 195-196.

III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10)

Observação minha - Pr. Henrique - Esse dom modifica uma realidade natural. Esse dom dá poder para mudar a natureza das coisas. É a ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO na natureza ou na coisa que seria natural não ser mudada.

1. O dom de operação de maravilhas.

Milagres (gr. sêmeion) são a intervenção sobrenatural na ordem normal da natureza. O dom de milagres provoca “o desprendimento da energia divina, a fim de operar grandes mudanças na ordem natural das coisas. Um milagre é uma manifestação de poder sobrenatural no reino natural”. Esse dom também é chamado de dom de operação de maravilhas (gr. energemata dunameõn). Desses termos gregos derivam as palavras “energia” e “dinamite”. São palavras plurais, no idioma original. Isso dá a entender que pode haver uma variedade enorme de milagres, operados pelo poder do ESPÍRITO SANTO.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 48.
Por milagres ou maravilhas, entende-se todo e qualquer fenômeno que altera uma lei preestabelecida. “Milagres” e “Maravilhas”, são plurais da palavra “poder” em Atos 1.8, que significa: atos de poder grandiosos, sobrenaturais, que vão além do que o homem pode ver.

A operação de milagres acontece, na maioria das vezes, em relação às operações de DEUS (Mt 14.2; Mc 6.14; G14.5 e Fp 3.21) ou de Satanás: 2 Ts 2.7,9; Ef 2.2.
Nesses atos de poder de DEUS que infligem derrota a Satanás. Também pode ser classificado como milagre o resultado da operação divina na cura de determinadas enfermidades, para as quais ainda não há remédio, como por exemplo: câncer de nascença, cegueira de nascença, surdez de nascença, mudez de nascença, e determinados tipos de paralisia de nascença, etc...

A capacidade de ação de DEUS nunca esteve condicionada ao tempo e ao espaço, mas à capacidade humana de crer naquilo que DEUS diz. Ontem, hoje e sempre prevalece a declaração divina: “Se creres verás a glória de DEUS”, Jo 11.40. Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD, com algumas alterações e acréscimos do Pr Henrique

Operação de maravilhas. "A operação de maravilhas" consiste em dois plurais: de dunamis (façanhas de grande poder sobrenatural) e energêma. A palavra grega para "milagre", em João, enfatiza o seu valor como sinal para encorajar as pessoas a crer e a continuar crendo. Atos dos Apóstolos enfatiza a continuação dessa obra na Igreja, demonstrando que CRISTO é vencedor.

HORTON. Staleym. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Editora CPAD.

Operação de Maravilhas (12.10a)

A palavra maravilhas (ou milagres; dynameon) enfatiza o elemento do poder, e pode se referir à capacidade de realizar extraordinários esforços físicos (2 Co 11.23-28). Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 336.

O milagre muda o natural, quebra as regras da natureza.
Exemplos:
Um cego de nascença passar a ver é um milagre, pois naturalmente quem nasce cego, morre cego. Não ficou cego por alguma enfermidade, mas nasceu cego.
Um surdo de nascença passar a ouvir é um milagre, pois naturalmente quem nasce surdo, morre surdo. Não ficou surdo por alguma enfermidade, mas nasceu surdo.
Um aleijado de nascença passar a andar é um milagre, pois naturalmente quem nasce aleijado, morre aleijado. Não ficou aleijado por alguma doença, mas nasceu aleijado. Andar sobre as águas quebra uma lei da natureza.
Mandar para os ventos e tempestade quebra uma lei da natureza.

A Natureza do Miraculoso
Visto que o termo milagre é popularmente aplicado a ocasiões incomuns, até mesmo por aqueles que professam não acreditar no sobrenatural, nem sempre é fácil atribuir o verdadeiro significado bíblico à palavra. É provável que a definição mais simples seja; “Uma interferência na natureza por um poder sobrenatural” (C. S. Lewis, Miracles, p.15). Uma definição de Machen também é útil. “Um milagre é um evento no mundo exterior, que é trabalhado pelo poder imediato de DEUS” (J. Gresham Machen, The Christian View of Man, p. 117). Com isto ele quer dizer que uma obra divina é milagrosa quando DEUS “não usa meios, mas utiliza o seu poder criativo, como o utilizou quando fez todas as coisas a partir da Palavra de DEUS” (Hb 11.3). Em outras palavras, um milagre acontece quando DEUS dá um passo para fazer algo além do que poderia ser realizado de acordo com as leis da natureza, do modo como a entendemos, e que na verdade pode estar em desacordo com elas e ser até uma violação delas. Além disso, um milagre está além da capacidade intelectual ou científica do homem.
Quatro palavras gregas aparecem nos Evangelhos para descrever as obras sobrenaturais do Senhor JESUS: terás (traduzido como “maravilha”) fala do seu caráter extraordinário; aemeíon (“sinal”) simboliza a verdade celestial e indica a imediata conexão com um mundo espiritual mais elevado; dynamis (“poder”) descreve um exercício de poder divino e demonstra o fato de que forças superiores penetraram e estão trabalhando neste nosso mundo inferior; ergon (“trabalho”) se refere aos feitos miraculosos que CRISTO veio realizar. Os primeiros três desses termos estão reunidos em Atos 2.22: “A JESUS Nazareno, varão aprovado por DEUS entre vós com maravilhas [ou milagres, dynamesi], prodígios [terasi] e sinais [semeio is\, que DEUS por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (veja W. Gráham Scroggie, A Guide to the Gospels, pp.203-204).

O Propósito dos Milagres
Alguns tendem a ver os milagres como eventos isolados na vida dos profetas ou do Senhor JESUS CRISTO, ou de seus apóstolos e discípulos. Presumivelmente, o desespero medonho de uma pessoa, a seriedade de uma situação, ou a iniciativa de Elias ditaram se um milagre deveria ou não ser realizado. Mas os milagres não estão espalhados em uma confusão geral ao longo da Bíblia Sagrada. Eles estão caracterizados em quatro períodos na história bíblica: os dias de Moisés e Josué, Elias e Eliseu, de Daniel, do Senhor e Salvador JESUS CRISTO e da Igreja primitiva. Em cada caso, os milagres serviram para dar crédito à mensagem e ao mensageiro de DEUS, em ligações importantes no desenvolvimento da tradição judaico-cristã. Eles também preservaram a verdade de DEUS da extinção. Destacamos aqui a confirmação de ministérios e homens de DEUS, bem como autenticaram a Palavra de DEUS e abençoaram as pessoas.

Varões israelitas, escutai estas palavras: A JESUS Nazareno, varão aprovado por DEUS entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que DEUS por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; Atos 2:22
Moisés era um estranho ao seu povo e precisava de alguns meios para demonstrar que havia sido enviado por DEUS para guiá-los, tirando-os da escravidão. Além disso, ele precisava de uma forma de persuadir Faraó a libertar os israelitas escravizados. E é claro, uma vez que DEUS guiou os israelitas para fora do Egito, Ele tinha que exercer um poder miraculoso para passar com milhões deles pelo deserto até Canaã. Elias e Eliseu ministraram a Israel em uma época em que a adoração ao bezerro e a Baal ameaçavam exterminar a fé no DEUS verdadeiro. Atos milagrosos mostraram que a mensagem dos profetas era verdadeira e digna de crédito, e que o DEUS deles era o único DEUS verdadeiro. Este fato fica especialmente claro no confronto entre Elias e os profetas de Baal no Monte Carmelo.
Daniel e seus associados foram impulsionados às posições de liderança, no dia em que o Templo e o poder político judeu foram destruídos, e quando uma grande porcentagem de membros e lideres da comunidade hebraica foi exilada da sua terra natal. Muitas questões devem ter passado pela mente dos exilados. DEUS não existe mais? Ele estava sempre com eles? Os assírios e babilônios estavam certos quando zombavam, dizendo que o deus deles era mais poderoso do que o DEUS dos hebreus? O DEUS hebreu era um DEUS local capaz de proteger seus adoradores apenas na Palestina? Será que DEUS ainda tinha poder, agora que o seu Templo estava destruído, e não tinha mais aonde habitar? Daniel e seus associados estavam enganados em sua visão a respeito de DEUS e de seu poder? Os milagres realizados na Babilônia responderam várias vezes a todas essas perguntas. O DEUS do céu era o único verdadeiro, universal em seu poder e amoroso em sua terna supervisão para com os seus. Ele honrou o testemunho dos seus servos fiéis,
־mostrou que a imagem de Nabucodonosor não era nada quando comparada ao seu poder; Ele abateu

Belsazar no exato momento em que este ousou profanar as vestes sagradas e os objetos do Templo e ridicularizar a Divindade judaica. Um povo tirado da sua terra natal e de seus padrões normais de adoração precisava de tal demonstração de poder para suportar os seus dias de cativeiro. O fato dos hebreus não se assemelharem à população mesopotâmia, mas manterem a sua nacionalidade distinta, por si só é um milagre. É ainda mais notável que tantos que vieram à Mesopotâmia como prisioneiros de guerra e escravos, tenham se tornado proeminentes na sociedade babilônica e persa. Descobertas arqueológicas atestam este fato de uma forma incrível.

Durante o ministério terreno de JESUS, Ele usou os milagres para demonstrar a sua divindade, para provar que era o Enviado de DEUS, para sustentar o seu Messianato, para ministrar com compaixão às multidões necessitadas, para guiar seus seguidores à fé salvadora, para evidenciar um renascimento espiritual interior (como no caso da cura do paralítico, Mc 2.10,11), e como um auxílio na instrução e preparação de seus discípulos para o ministério que eles estavam prestes a desempenhar (por exemplo, Mc 8.16-21). E também está claro que os milagres da encarnação, ressurreição e Ascenção são parte integrante da provisão divina da salvação para a humanidade. Depois qne o Senhor JESUS CRISTO ascendeu ao céu, os seus discípulos começaram a pregar em seu nome, interpretando os acontecimentos de sua vida e especialmente de sua morte, escrevendo aos seus convertidos mensagens que traziam em si a autoridade do ESPÍRITO SANTO.

Então a questão da comprovação (ou da autenticação) surgiu mais uma vez. Eles eram verdadeiros mensageiros de DEUS, interpretando corretamente a mensagem e a obra de seu Filho? Os seus pronunciamentos deveriam ser tratados como se fossem inspirados? Os milagres ajudaram a responder estas perguntas de forma afirmativa.

Diante disso precisamos notar os ministérios realmente dados por CRISTO à Igreja. Existe comprovação do ministro e de sua mensagem com sinais, prodígios e maravilhas?

A Plausibilidade dos Milagres
O homem que vive na época da ciência tem dificuldade de aceitar os milagres. Desde o início da nossa época de escola, ficamos impressionados com a lei natural - com a constância ou uniformidade das operações do universo. Quando crescemos e começamos a desenvolver um mundo e uma visão da vida por nós mesmos, um conflito surge entre este ponto de vista sobre a natureza e o sobrenatural, Como podemos resolver esta questão? Podemos aceitar os milagres?
O argumento teológico. Há uma ordem, um ajuste, e um projeto visível em todos os lugares no universo. Existe a evidência de um projetista do universo. A partir deste argumento, podemos concluir que: (1) este Criador deve ter um grande poder; (2) Ele deve ter grande inteligência; (3) a partir de uma inteligência tão grande, podemos concluir que este Glorioso Ser possui a sua personalidade e autoconsciência. Através de uma cuidadosa consideração, podemos ir mais além nestes argumentos teístas chegando a uma possibilidade, a uma probabilidade, e até mesmo a uma alta

probabilidade de um teísmo total: uma crença em um DEUS pessoal, sobrenatural, e onipotente. Embora possamos chegar a certezas morais, não poderiamos chegar à verdadeira certeza intelectual sem restar nenhuma dúvida intelectual por parte do indivíduo. A certeza intelectual a respeito de um DEUS pessoal e ético só pode ser alcançada através dos fatos da revelação cristã, e, de forma conclusiva, apenas através de uma experiência interior com DEUS. Não é razoável concluir que o onipotente projetista do universo não teria poder para revelar a si mesmo, ou que não teria interesse em se revelar às suas criaturas (isto é, através da Palavra escrita, a Palavra Viva e suas manifestações sobrenaturais).

Podemos concluir que uma crença nos milagres não é apenas plausível nos nossos dias, mas que é a única esperança para uma humanidade presa no redemoinho do poder político e de uma iminente guerra atômica. Sem o elemento miraculoso, o cristianismo não teria uma mensagem e nem um consolo para a nossa era. Um JESUS que é simplesmente um mártir da verdade, um líder dos filantropos, um modelo de professores éticos, não poderia apresentar aos homens mais do que um idealismo conhecido e desgastado. A única resposta para os mares agitados da vida é um Salvador que possa dizer “Cala-te, aquieta-te” (Mc 4.39). A única esperança para a vitória sobre o poder de Satanás, é Aquele que os demônios reconhecem e obedecem. A única esperança para o corpo nesta vida e na próxima reside naquele que é o Senhor da vida e da morte. A única esperança para a alma descansa naquele que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou, nos usa em milagres hoje e ainda vive para interceder por nós.

Sugestões Para o Estudo dos Milagres
Muitas vezes, não se dá a devida atenção aos milagres, e assim estes são facilmente considerados um fenômeno interessante e dramático. Porém uma investigação cuidadosa dos milagres proverá informações verdadeiramente valiosas para o estudante da Bíblia, e contribuirá para o aumento de seu conhecimento da metodologia de estudo da Bíblia. A seguir estão algumas maneiras de abordar os milagres.
1. Classifique os milagres. Por exemplo, eles podem estar organizados de acordo com a demonstração de poder sobre a natureza, os demônios, as enfermidades, ou as deformidades físicas.
2. Estude-os como uma ferramenta de ensino. Que ponto o realizador do milagre tentava atingir através do milagre?
3. Observe o valor apologético dos milagres; por exemplo, considere-os como uma evidência da divindade de CRISTO. Reconheça o fato de que, em todos os exemplos, as maravilhas que JESUS realizou eram humanamente impossíveis.
4. Veja o que eles revelam sobre a pessoa do realizador do milagre. Alguns fatos bastante perceptíveis através dos milagres de CRISTO são: seu poder, compaixão, amor, atitude em relação ao judaísmo, ao governo, e o respeito pelas pessoas.
5. Observe o método ou procedimento obedecido na realização dos milagres. JESUS falou com as três pessoas que Ele ressuscitou. Ele tocou um leproso, e aplicou lodo aos olhos de um cego.
6. Veja o que eles revelam sobre a pessoa pela qual o milagre é realizado. O que eles

falam sobre a sua posição social, econômica, sob o seu ponto de vista religioso e a sua gratidão? Que efeito o milagre exerce sobre a vida psicológica e espiritual desta pessoa?
7. Observe as necessidades relativas daqueles que foram beneficiados pelos milagres.

8. Visualize o drama do momento. Desenvolva uma imaginação santificada. Por exemplo, imagine Jairo profundamente ansioso e até mesmo nervoso e inquieto, enquanto o Senhor JESUS, depois do seu pedido, se volta para a mulher que tocou na orla das suas vestes, para tratar de sua hemorragia. Talvez tenha passado pela mente de Jairo um breve pensamento de que, se o Senhor JESUS tivesse se apressado, a sua filha não teria morrido.

A Questão dos Milagres Hoje
Sempre se levanta a questão se a igreja moderna pode desfrutar do mesmo poder de realizar milagres como ocorria no início do NT. Deve-se considerar que DEUS é onipotente e pode capacitar os seus para realizar milagres hoje. DEUS continua o mesmo e a nossa necessidade hoje é maior do que nos tempos apostólicos. Apesar de estar claro pela história que a igreja, em crise espiritual, passou algum tempo sem operar “sinais, prodígios e maravilhas”, os milagres continuam acontecendo. Ocorrências bem comprovadas de curas, ressurreições, expulsão de demônios, milagres e vários dons em operação, aconteceram e continuam acontecendo em nossos dias.
O dom de realizar certos tipos de milagres está sempre relacionado à condição espiritual da igreja, e é confirmado que se a igreja dos nossos dias fosse mais espiritual, ela poderia exercer os dons como fez a igreja do primeiro século. (Dicionário Bíblico Wycliffe, com algumas alterações e acréscimos do Pr Henrique)

2. Exemplos bíblicos.

Os Milagres Bíblicos
Os milagres realizados por Moisés e Josué podem ser facilmente encontrados e estudados nos capítulos iniciais de Êxodo, nos capítulos subsequentes do Pentateuco e no livro de Josué. O trabalho maravilhoso de Elias é descrito em 1 Reis 17—2 Reis 2, e o de Eliseu em 2 Reis 2-8. Os milagres do período de Daniel estão registrados em sua profecia.
Visto que os milagres de nosso Senhor estão relatados ao longo dos quatro Evangelhos, e que alguns milagres são mencionados em mais de um Evangelho, pode ser útil obter uma única lista completa. Os milagres realizados pelos líderes da igreja primitiva podem ser encontrados no livro de Atos, a partir do capítulo 3.
Os Evangelhos registram 35 milagres separados realizados por CRISTO; entre estes, Mateus cita 20; Marcos, 18; Lucas, 20; e João, 7. Não se deve concluir, entretanto, que o Senhor só realizou estes milagres. Mateus, por exemplo, relembra 12 ocasiões

em que o Senhor JESUS realizou várias maravilhas (Mt 4.23-24; 8.16; 9.35; 10.1,8; 11.4,5; 11.20-24; 12.15; 14.14; 14.36; 15.30; 19.2; 21.14).
Obviamente OS escritores dos Evangelhos simplesmente escolheram os milagres de acordo com o seu objetivo, dentre os inúmeros que foram realizados pelo Senhor JESUS. Há muitas formas de organizar os milagres individuais registrados nos Evangelhos, dependendo do propósito do comentarista. Pode ser de grande valia enumerá-los em sua ordem de ocorrência, tanto quanto for possível.

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)
2. À cura do filho de um nobre em Caná (Jo 4.46-54)
3. A cura um paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1-9)
4. A primeira pesca miraculosa (Lc 5.1-11)
5. A libertação de um endemoninhado na sinagoga (Mc 1.23-28; Lc 4.31-36)
6. A cura da sogra de Pedro (Mt 8.14,15; Mc 1.29-31; Lc 4.38,39)
7. A purificação de um leproso (Mt 8.2-4; Mc 1.40-45; Lc 5.12-16)
8. A cura de um paralítico (Mt 9.2-8; Mc 2.3-12; Lc 5.18-26)
9. A cura de um homem que tinha uma das mãos mirrada (Mt 12.9-13; Mc 3.1- 5; Lc 6.6-10)

  1. A cura do servo do centurião (Mt 8.5- 13; Lc 7.1-10)

  2. JESUS ressuscita o filho de uma viúva (Lc 7.11-15)

  3. A cura de um endemoninhado cego e mudo (Mt 12.22; Lc 11.14)

  4. JESUS acalma uma tempestade (Mt 8.18.23-27; Mc 4.35-41; Lc 8.22-25)

  5. A libertação de um endemoninhado gadareno (Mt 8.28-34; Mc 5.1-20; Lc 8.26-39)

  6. A cura da mulher que tinha um fluxo de sangue (Mt 9.20-22; Mc 5.25-34; Lc 8.43-

48)
16. JESUS ressuscita a filha de Jairo (Mt 9.18.19.23-26; Mc 5.22-24,35-43; Lc 8.41, 42,49-56)
17. A cura de dois cegos (Mt 9.27-31)
18. A libertação de um mudo (Mt 9.32,33)
19. JESUS alimenta mais de 5 mil pessoas (Mt 14.14-21; Mc 6.34-44; Lc 9.12-17; Jo 6.5-13)
20. JESUS anda sobre as águas (Mt 14.24- 33; Mc 6.45-52; Jo 6.16-21)
21. JESUS expulsa o demônio da filha de uma mulher siro-fenícia (Mt 15.21-28; Mc 7.24-30)
22. A cura de um surdo-mudo em Decápolis (Mc 7.31-37)
23. JESUS alimenta mais de 4 mil pessoas (Mt 15.32-39; Mc 8.1-9)
24. A cura de um cego em Betsaida (Mc 8.22-26)
25. A libertação de um garoto (Mt 17.14- 18; Mc 9.14-29; Lc 9.38-42)
26. Encontrando o dinheiro do tributo (Mt 17.24-27)
27. A cura de um cego de nascença (Jo 9.1-7)
28. A cura de uma mulher em um sábado (Lc 13,10-17)
29. A cura de um hidrópico (Lc 14.1-6)
30. JESUS ressuscita Lázaro (Jo 11.17-44)
31. A purificação dos 10 leprosos (Lc 17.11-19)
32. A cura do cego Bartimeu (Mt 20.29-34; Mc 10.46-52; Lc 18.35-43)

33. JESUS amaldiçoa a figueira (Mt 21.18,19; Mc 11.12-14)
34. A restauração da orelha de Malco (Lc 22.49-51: Jo 18,10)
35. A segunda pesca maravilhosa (Jo 21.1-11)
(Dicionário Bíblico Wycliffe, com algumas alterações e acréscimos do Pr Henrique)

Lembrando que cada vez que um dos profetas, ou JESUS, ou os apóstolos e discípulos enunciavam coisas futuras, era uma operação do Dom de Palavra de Sabedoria que estava em curso.
Lembrando que cada vez que um dos profetas, ou JESUS sabia os pensamentos de seus opositores ou sabia onde estava Natanael, ou os apóstolos e discípulos revelavam algo oculto do passado ou do presente, era uma operação do Dom de Palavra de Conhecimento que estava em curso.

Lembrando que cada vez que JESUS, ou os apóstolos e discípulos expulsavam algum demônio, era uma operação do Dom de Discernimento de espíritos que estava em curso.
Lembrando que cada vez que um dos profetas, ou JESUS, ou os apóstolos e discípulos ressuscitavam um morto, era uma operação do Dom da Fé que estava em curso.

Lembrando que cada vez que um dos profetas, ou JESUS, ou os apóstolos e discípulos curavam alguma doença ou enfermidade, era uma operação do Dons de Curar que estava em curso.
Lembrando que cada vez que um dos profetas, ou JESUS, ou os apóstolos e discípulos curavam alguém de alguma doença de nascença ou mudavam algo na natureza, era uma operação do Dom de Milagre ou Maravilha que estava em curso.

Exemplos de Milagres
No Antigo Testamento, Na travessia do Mar Vermelho, temos um exemplo extraordinário de um milagre, operado por DEUS. O povo de Israel, com cerca de 3 milhões de pessoas, jamais teria condições de adentrar as águas à sua frente, acossado pelo exército de Faraó. Mas DEUS fez o impossível, alterando o curso dos elementos da natureza. “Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas. E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda” (Ex 14.21,22).

Em meio a uma grave crise climática, em Israel, uma viúva clamou ao profeta Eliseu para que seus dois filhos não fossem levados cativos para pagar dívidas deixadas pelo seu esposo. Eliseu indagou o que ela tinha em casa, e, em resposta, a mulher disse que só tinham “uma botija de azeite” (2 Rs 4.2). Algo como meio litro ou um pouco mais. Mas isso não significava nada diante do grande problema da dívida que a mulher tinha que pagar, para não perder a guarda de seus dois filhos. A ordem normal

das coisas, à luz dos costumes e leis de seu tempo, exigia que ela entregasse os filhos ao credor.
Mas o milagre veio através do profeta que confiando em DEUS, disse à mulher que conseguisse muitos vasos com seus vizinhos, e os enchesse com aquela pequena quantidade de azeite. A mulher obedeceu ao profeta, e presenciou, com seus filhos um milagre extraordinário. À proporção que derramava o azeite nas vasilhas, o azeite aumentava. Aquilo que parecia ser o fim foi o começo de um novo tempo na vida daquela pobre viúva. O profeta de DEUS disse: “Então, veio ela e o fez saber ao homem de DEUS; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto” (2 Rs 4.7). O gravíssimo problema só teve solução mediante a intervenção do poder de DEUS na ordem social e econômica daquela família.

O fenômeno em que o sol se deteve por quase um dia inteiro, para que Josué pudesse vencer os amorreus, é um exemplo típico de um milagre ou de maravilha operada por DEUS envolvendo seus servos. Pelas leis da mecânica celeste, o sol se põe, no final da tarde, ou “se põe”, como se diz na linguagem figurada. Mas, se a noite caísse, Israel não teria condições de vencer os poderosos exércitos inimigos. Tal situação exigia uma ação de emergência. E Josué, o líder da tomada da terra prometida, pôs sua fé em ação, e confiou em DEUS, ao determinar que o Sol se detivesse em Gibeão, e a lua se detivesse, no vale de Aijalom.
Diz a Bíblia que, contrariando todas as leis da mecânica celeste, houve um fenômeno jamais visto: “E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isso não está escrito no Livro do Reto? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o Senhor, assim, a voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel” (Js 10.13,14).

O milagre é sobrenatural, fora da lógica humana. DEUS não está sujeito às leis da natureza. Quando Ele quer, suspende seus efeitos e cumpre os seus propósitos para o seu povo, ou para um servo seu.

Nos evangelhos JESUS operou muitos milagres. Após ministrar sua palavra, JESUS entrou no barco com seus discípulos, acompanhado de outros barquinhos. Inesperadamente, levantou-se, no mar, um grande temporal de vento, provocando ondas que cobriam o barco. “E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada; e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança” (Mc 8.38,39). JESUS mostrou, mais de uma vez, que tem poder sobre a natureza, que Ele mesmo criou (Jo 1.3).

Sempre que é de nascença a doença ou enfermidade e existe a cura, aí é um Milagre em operação - E, passando JESUS, viu um homem cego de nascença. João 9:1 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou- se, e voltou vendo. João 9:7

E estava assentado em Listra certo varão leso dos pés, coxo desde o seu nascimento, o qual nunca tinha andado. Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou. Atos 14:8-10

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 48-51. (Alguns acréscimos do Pr. Henrique).

Observação:
Muitos milagres confundem as pessoas que ao contemplar sua ação pensam ser uma cura. Alguém que nasceu aleijado, alguém nasceu cego, alguém nasceu surdo,isso são milagres etc...
O milagre contraria o curso normal dessas coisas agindo na natureza dessas coisas e transformando o caos em bênção. Assim o aleijado de nascença anda, o cego de nascença vê, o surdo de nascença ouve.
Através desse dom uma chuva pode parar de repente, ao contrário disso, pode começar a chover (Elias disse para não chover por 3 anos e meio, e aconteceu, orou para chover e aconteceu, Tg 5.17).
Atos dos Apóstolos 3:2-8 - E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 6- E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de JESUS CRISTO, o Nazareno, levanta-te e anda. 7- E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram. 8 - E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a DEUS.

O milagre instigou a perplexidade dos discípulos (v. 27):

“Aqueles homens se maravilharam”. Eles estavam, havia muito, acostumados com o mar, e durante toda a sua vida nunca tinham visto uma tempestade se acalmar tão imediatamente. Este fato tinha em si todos os sinais e marcas de um milagre. “Isso foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos”.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento MATEUS A JOÃO Edição completa. Editora CPAD. pag. 100-101.

3. Distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas.
No Sermão do Monte das Oliveiras, o Senhor JESUS CRISTO profetizou que falsos profetas e cristos realizariam milagres, e seriam tão astutos que, se fosse possível, enganariam até os próprios escolhidos no período da grande Tribulação (Mt 24.24). Outras indicações semelhantes podem ser encontradas em 2 Ts 2.9 e Apocalipse

13.12-15 (cf. Mt 7.21-23). No plano de DEUS as falsas operações de milagres deverão ser neutralizadas.
Fontes Não-Cristãs de Poder para Operar Milagres
Já observamos que, no final dos tempos, os milagres serão realizados pelo poder demoníaco. Podemos presumir que o trabalho de Simão, o mágico; e Elimas, o encantador, deveriam ser classificados na mesma categoria (At 8.9-24; 13.6-12), assim como no caso aos mágicos egípcios que competiram com Moisés (Êx 7-8).

Se é a vontade de DEUS, é motivo para glorificação ao seu nome, ele pode conceder autoridade a qualquer de seus servos para operar milagres extraordinários. No entanto, quando o pregador, por permissão de DEUS, opera milagres para sua promoção pessoal, de seu ministério ou da igreja a que pertence, resta à dúvida se aquele milagre foi de DEUS ou de outra origem. Pior ainda, quando o operador de milagres o faz, visando obter ganhos financeiros e enriquecimento pessoal. Isso não glorifica a DEUS. É procedimento lastimável, suscetível do juízo de DEUS no momento próprio. Da mesma forma um pastor ou qualquer ministro (dons ministeriais) que assim procede está invocando sobre si mesmo maldição e não bênção. No caso de Dons do ESPÍRITO SANTO, como só operam em comunhão com o ESPÍRITO SANTO, cessam quando o usado está em pecado. Já os dons ministeriais não são detectados se deixaram de operar. Muitos pastores passam anos em adultério, por exemplo, sem ninguém desconfiar.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 51. (Alguns acréscimos do Pr. Henrique).

Neste estudo contamos com a colaboração do Pb Alessandro Silva também.

Questionário da Lição 4 - Dons de poder
Responda conforme a revista da CPAD do 2o Trimestre de 2014 - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Complete os espaços vazios e marque com "V "as respostas verdadeiras e com "F "as falsas

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de __________________________ humana, mas em demonstração do ESPÍRITO e de ___________________________, para que a vossa fé não se apoiasse em

___________________________ dos homens, mas no ___________________________ de DEUS” (1 Co 2.4,5).

VERDADE PRATICA
2- Complete:
Os dons de poder são __________________________ especiais em situações que demandam a ação __________________________ do ESPÍRITO SANTO na __________________________ do crente.

I - O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)
3- O que significa fé?
( ) Na epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” .
( ) Na epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas passadas e a prova das coisas que virão” .
( ) Essa é a definição bíblica sobre a fé, pois mostra a total confiança e dependência em DEUS.
( ) Aprendemos com o texto do capítulo 11 de Hebreus, conhecido como a "galeria dos heróis da fé”, que DEUS é poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa fé em DEUS, fundamental para as operações divinas entre os homens.
4- O que é a fé como dom, segundo nossa revista da CPAD?
( ) É mesma fé que recebemos por ocasião da nossa conversão: a fé salvífica, que é dom de DEUS.

  • (  ) É distinta daquela que recebemos por ocasião da nossa conversão: a fé salvífica.

  • (  ) Se distingue da fé evidenciada como fruto do ESPÍRITO.

  • (  ) O dom da fé é a capacidade que o ESPÍRITO SANTO concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à esfera natural da vida, objetivando sempre a edificação da igreja.

( ) De acordo com o teólogo Stanley Horton, esse dom “é uma fé milagrosa para uma situação ou oportunidade especial”.

5- Dê Exemplo Bíblico do dom da fé, segundo nossa revista da CPAD: Complete: Quando guiou o povo de Israel na saída do Egito e se aproximou do Mar ___________________________, já na iminência de ser destruído por __________________________, Moisés disse: “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” . Moisés “__________________________” pela fé o livramento do Senhor ___________________________ de o fato acontecer. Esta é uma boa amostra bíblica do exercício do dom da fé.

II - DONS DE CURAR (1 Co 12-9)
6- O que são os dons de curar, segundo nossa revista da CPAD?

( ) São recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer tipo de enfermidade.
( ) São recursos de caráter humano para atuarem na cura de alguns tipos de enfermidade.

( ) Por isso a expressão está no plural. DEUS é quem cura! Ele concede os “dons” segundo o conselho da sua vontade, sabedoria e no momento certo.
( ) No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso se manifestou ao povo de Israel como “Jeová Rafá” — O Senhor que sara.

( ) A concessão desses dons à Igreja deve-se à necessidade de o Evangelho ser anunciado como uma mensagem poderosa ao não crente, que outrora não tinha fé, mas que agora passou a crer no Evangelho, arrependendo-se dos seus pecados.. 7- Qual a relação entre a redenção e as curas, segundo nossa revista da CPAD?

( ) Apesar de o crente ser redimido pelo Senhor através da obra expiatória efetuada por JESUS na cruz do Calvário, ele (o crente) ainda aguarda a redenção do seu próprio corpo.
( ) Quando o apóstolo Paulo tratou dos males que afligem à criação como resultado do pecado da humanidade, escreveu que “não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do ESPÍRITO, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.

( ) Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível não estaremos sujeitos a toda sorte de doenças porque JESUS já levou nossas doenças na cruz.
( ) Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível estaremos sujeitos a toda sorte de doenças.
8- Qual a necessidade desses dons, na atualidade?
( ) Os dons de curar não são necessários à igreja da atualidade, pois temos a medicina avançada para curar nossas doenças.

  • (  ) Os dons de curar são necessários à igreja da atualidade.

  • (  ) Num mundo incrédulo em que a medicina se desenvolve rapidamente, o ser humano pensa que pode superar a DEUS.

( ) A humanidade precisa compreender a sua limitação e convencer-se da sublime realidade de um DEUS Todo-Poderoso que, em sua misericórdia e amor, concede sabedoria a homens e mulheres para multiplicar o conhecimento da medicina visando o bem-estar de todos.
( ) Quanto aos dons de curas, são manifestações de poder sobrenatural que o ESPÍRITO SANTO colocou à disposição da Igreja de JESUS CRISTO para que a humanidade reconheça que DEUS tem o poder de sanar todas as doenças.

III - O DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS (1 Co 12.10) 9- Como opera o dom de operação de maravilhas?

  • (  ) Este dom realiza obras extraordinárias além do poder humano.

  • (  ) O dom de operação de maravilhas altera a ordem sobrenatural das coisas consideradas posíveis para quem tem fé.

( ) O dom de operação de maravilhas altera a ordem natural das coisas consideradas impossíveis e impensáveis.

10- Dê exemplos bíblicos do Dom de Maravilhas: Complete segundo nossa revista da CPAD:
O ministério terreno de JESUS foi marcado por operações de __________________________. O Bom Mestre repreendeu o vento e o mar, e estes logo se__________________________ (Mt 8.23-27). O nosso Senhor atestou por muitas vezes o seu__________________________ sobre a natureza criada para sua glória (Jo 1.3). Podemos destacar outros exemplos de operação de maravilhas no ministério de JESUS: a __________________________ do filho da viúva de Naim (Lc 7.11 -1 7); a __________________________ da filha de Jairo (Mc 5.21-43); a ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias (Jo 11.1-45). Nosso Senhor tem todo o poder sobre a morte, pois para Ele “nada é __________________________” (Lc 1.37). Nosso DEUS não mudou. O Pai Celestial deu dons a sua igreja a fim de que ela atue no mundo moderno com __________________________ e graça.

11- Quais distorções no uso dos dons de curar e de operação de maravilhas são atuais, segundo nossa revista da CPAD?
( ) O cristão tem autorização e direito de reivindicar e até mesmo “determinar”, “decretar” ou “exigir” a cura dos enfermos.

( ) O cristão não tem autorização divina para “determinar”, “decretar” ou “exigir” a cura dos enfermos.
( ) A nossa relação com DEUS não se dá em forma de barganha. Quem somos nós para exigir de DEUS alguma coisa?
( ) Somos seres humanos limitados! Se não fosse a graça e a misericórdia de DEUS, o que seria de nós? Como discípulos de CRISTO, devemos rogar ao Pai, buscando-o de todo o nosso coração para curar os doentes, pois a Palavra de DEUS recomenda que oremos pelos enfermos.
( ) A oração do justo pode muito em seus efeitos, e independe de se ter o dom ou não.
( ) JESUS nos ensinou que em seu nome deveríamos impor as mãos sobre os enfermos para que eles sejam curados.
( ) Nossa responsabilidade é orar pedindo a cura. Quem sara o enfermo, de acordo com a sua soberana vontade, é DEUS. O crente que impõe as mãos sobre o enfermo não pode ser tratado como um ídolo na igreja, principalmente se o enfermo for curado. ( ) Nem podemos imaginar que porque aconteceu o milagre aquela vez, sempre haverá outros milagres.
( ) Que o Altíssimo tenha misericórdia e proteja-nos dessa pretensão! Quem opera os sinais e as maravilhas é o Senhor, não o homem.
( ) Toda ação decorrente dos dons vem do ESPÍRITO SANTO e, por isso, não podemos agendar dias nem marcar horários para sua operação. Façamos a obra de DEUS com honestidade e decência!

CONCLUSÃO 12- Complete:

DEUS pode conceder a seus servos o dom da fé, dons de curar e o de operação de milagres, mas sempre de acordo com a sua vontade e graça. Lembre-se de que os dons de __________________________ contribuem para legitimar a pregação do Evangelho. Infelizmente, há pessoas que querem utilizar essas dádivas para obterem lucros __________________________ e enriquecimento pessoal. Isto envergonha o nome de JESUS e mancha a __________________________ da Igreja na sociedade. Quem procede desta forma está suscetível ao__________________________ de DEUS, que virá no tempo próprio. Que nós, a Igreja, o povo do Senhor, façamos uso dos dons de poder para __________________________ o Evangelho de nosso Senhor e glorificar o nome do Pai no __________________________ do ESPÍRITO SANTO!

RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO

SUBSÍDIOS DA LIÇÃO 4 - 2o TRIMESTRE DE 2021

PONTO CENTRAL - Os dons de poder servem para confirmar uma mensagem de poder.

Lição 5 - Dons de Elocução
LIÇÕES BÍBLICAS - 2o Trimestre de 2014 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Dons Espirituais e Ministeriais - Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário
Comentário: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: 
TEXTO ÁUREO

“Se alguém falar, fale segundo as palavras de DEUS; se alguém administrar, administre segundo o poder que DEUS dá, para que em tudo DEUS seja glorificado por JESUS CRISTO, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!” (1 Pe 4.11)

VERDADE PRÁTICA
Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de CRISTO.

Leitura Diária
Segunda - Jo 17.17 A Palavra de DEUS é a verdade
Terça - 1 Tm 4.14 Não despreze o dom de DEUS
Quarta - 1 Co 14.3 Os objetivos do dom de profecia
Quinta - 1 Co 14.32 Equilíbrio e bom-senso quanto aos dons Sexta - 1 Co 14.22-25 Sinais para os fiéis e para os infiéis Sábado - 1 Co 12.31 Buscar os dons com zelo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 12.7,10-12,- 14.26 32
I Coríntios 12.7 - Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil. 10 - e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 - Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 12 - Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é CRISTO também.
1 Coríntios 14.26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. 28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com DEUS. 29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem. 30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. 31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados. 32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Analisar biblicamente o dom de profecia.
Compreender o dom de variedade de línguas.
Valorizar o dom de interpretação de línguas.

PALAVRA-CHAVE - Elocução: Ação ou efeito de enunciar o pensamento por palavras.

Comentários meus, com base na vida prática de dois grandes avivamentos ocorridos entre 1992 e 1995, em Imperatriz - MA, nas congregações Monte Tabor e Monte Hermom, da Igreja Evangélica Assembleia de DEUS, dos quais participei ativamente dos dois - Pr. Henrique - Atualmente muitos dons têm operado através da igreja de Imperatriz devido a um culto realizado às quartas-feiras, em todas as 160 congregações e também na quinta-feira, no templo central, denominado culto de adoração. Em sua igreja existe oportunidade para que O ESPÍRITO SANTO se manifeste? Oram por doentes e enfermos? Expulsam demônios? Profetizam? Oram por batismos no ESPÍRITO SANTO toda semana? Paulo nos orienta: "Desejai

ardentemente os dons"(1 Co 12.31; 14.1). "Procurai abundar nos dons" (1 Co 14.12). "Não proibais falar em línguas" (1 Co 14.39). "Não desprezeis as profecias'.
O grupo que contém os últimos três dons é o de Dons de Elocução, também chamados de Dons de Inspiração, pois os crentes são inspirados pelo ESPÍRITO SANTO a dizerem alguma coisa numa ação sobrenatural. Também podem ser chamados de Dons da fala.

São eles: 1- Dom de profecia, 2- Dom de Línguas, ou Variedade de línguas e o 3- Dom de interpretação de Línguas.
A função primária deles é a edificação da Igreja, ou seja, fazer com que a Igreja cresça na graça e no conhecimento de CRISTO como único Salvador e Senhor. (1 Co 14.3). O dom de Profetizar é para edificar, consolar e exortar. O dom de Variedade de Línguas é para edificação própria e para edificação da Igreja, quando há interpretação, quando não há interpretação, as línguas servirão apenas para aquele que as fala ser edificado. O dom de Interpretação é para fazer com que as línguas sirvam para edificação da Igreja e também para o crente ao orar em línguas receba revelação ou mensagens diretamente do ESPÍRITO SANTO que lhe falará através das línguas e lhe dará entendimento.

Todos podem e devem ter os dons do ESPÍRITO SANTO, devem desejá-los ardentemente, mas principalmente o de profetizar, pois esse dom edifica a igreja e é uma grande arma na evangelização.

I - DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)
1. O que é o dom de profecia?
Pelo que entendemos o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere- se a mensagens sobrenaturais, inspiradas pelo ESPÍRITO SANTO, podendo ser em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, ou numa língua desconhecida para quem fala e conhecida para quem ouve (caso de línguas mais interpretação), objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem. Os dons, inclusive o de profetizar, são movidos em nós pelo amor, a mais essencial virtude do fruto do ESPÍRITO, implantado em nós, quando nos convertemos a CRISTO (1 Co 13.2). Para que o crente seja usado nesse dom deve primeiro desejar o bem da pessoa que vai receber a profecia, pois é com esse intuito que DEUS nos usa. O Apóstolo Paulo nos exorta a não desprezarmos as profecias (1 Ts 5.20), por isso as mesmas devem passar pelo crivo das escrituras, sendo julgadas pela igreja antes de serem aceitas integralmente, pois as mensagens vêm perfeitas da parte do ESPÍRITO SANTO, mas passam pelo instrumento que é o crente. Como as profecias e as interpretações de línguas podem ser transmitidas parcialmente, integralmente ou acrescentadas pelos que as transmitem, pode haver mudança de entendimento por parte daqueles que as recebem devido a uma mudança de sentido feita pelo que foi instrumento do ESPÍRITO SANTO para a transmitir (1 Co 14.29-33; 1 Ts 5.20). Assim, quem é instrumento usado nesse dom deve evitar interpretar a mensagem recebida à sua maneira ou de maneira que o ouvinte deseja ouvir, mas entregar somente o que recebeu. Infelizmente acontece muito desse dom ser exercido fora da igreja local, sendo por isso mesmo usado de maneira errônea devido à falta de julgamento da

veracidade das mensagens ai transmitidas. Alguns por dinheiro ou por fama transmitem mensagens que somente agradam aos ouvintes ou trazem mensagens de terror aos incautos que se guiam por essas mensagens. O Dom de Discernimento é muito importante nesses casos, revelando se tais mensagens vêm do que fala, ou do Diabo, ou de DEUS. "Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos" 1 Coríntios 13:9
As profecias vêm para edificação, exortação e consolação (1 Co 14:3). Línguas + Interpretação é semelhante ao dom de Profecia (1 Co 14:27,13), também serve para edificar o que fala e a igreja, também deve ser julgada como a profecia. A diferença é que na profecia não há necessidade de interpretação.
Não devemos confundir Profeta com aquele que profetiza, pois Profeta é ministério dado por CRISTO (Ef 4.11), profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO, é dom do Mesmo. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer ou revela coisas que estão acontecendo ou aconteceram em outra parte, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas pouquíssimos são escolhidos para serem profetas.

Profeta Ágabo: At 21 8 Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. 9 Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam (Dom do ESPÍRITO SANTO). 10 Demorando- nos ali por muitos dias, desceu da Judéia um profeta, de nome Ágabo (Ministério dado por CRISTO a Igreja); 11 e vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim os judeus ligarão em Jerusalém o homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios.

2. A relevância do dom de profecia.
“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (2 Pe 1.19).
Se esse dom não fosse importante para a Igreja certamente Paulo não diria o que disse em 1 Co 14.1 "(1 Co 14.1 "Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar". Para que não haja desordem no culto, ou seja, quando houver num mesmo culto vários irmãos que profetizam e todos eles desejam trazer uma mensagem da parte de DEUS à igreja, Paulo orienta então que haja no máximo, durante um mesmo culto, dois ou três irmãos que profetizem, sendo que um deve esperar pelo outro, assim um profetiza, depois outro e depois outro (1 Co 14.29-31). Essas profecias deveriam ser julgadas de acordo com a Palavra de DEUS, de acordo com a santidade e honestidade daqueles que as transmitiam e pela sua veracidade comprovada pelos que as receberam (1 Co 14.29).
Por que as profecias devem ser julgadas? Por que podem vir de três fontes distintas: DEUS, o homem ou o Diabo.
Exemplo:

Pode alguém chegar na igreja e dizer que a doença que um membro tem é para que ele não se desvie do evangelho - isso, com certeza, é uma mensagem satânica, pois JESUS já levou nossas doenças e enfermidades na cruz, ELE não vai devolver isso para nós.

Pode alguém, na igreja, dizer sobe a briga de um casal e sua separação sendo que ela já tenha ouvido de uma vizinha esse fato ocorrido e está tentando se passar por alguém usado em profecia, trazendo uma mensagem que não é nem do diabo e nem de DEUS.

Graças a DEUS, pode também alguém trazer mensagens da parte de DEUS para edificação, exortação ou consolação.
Não desprezeis as profecias. 1 Tessalonicenses 5:20 - A igreja tem perdido muito pela falta das profecias que foram praticamente banidas da igreja por falta de quem as julgue, por falta de líderes experientes nos dons.

O apóstolo Paulo dava muito valor às profecias - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério. (1 Timóteo 4:14)
Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia; (1 Timóteo 1:18)

- As profecias são ótimas ferramentas na evangelização. - De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis. 1 Coríntios 14:22.

3. Propósitos da profecia.
Os principais propósitos da profecia são a edificação da Igreja e a evangelização. A Igreja não pode ser guiada pelas profecias, mas deve ouvir as profecias e julgá-las para que haja uma sábia direção de DEUS em auxílio à obra de DEUS e uma união por parte dos membros da Igreja. A igreja que ouve e julga as profecias é mais propensa a evitar e combater o pecado entre seus membros.
Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem- aventurado (Provérbios 29:18).
Mas, se todos profetizarem, e algum incrédulo ou indouto entrar, por todos é convencido, por todos é julgado; 1 Coríntios 14:24 - Esta declaração de Paulo nos leva a crer que as profecias são excelentes ferramentas para evangelização, pois os segredos do coração das pessoas são revelados provocando neles a certeza de que DEUS está entre nós. "os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, declarando que DEUS está verdadeiramente entre vós" - 1 Coríntios 14:25.
os segredos do seu coração se tornam manifestos; e assim, prostrando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, declarando que DEUS está verdadeiramente entre vós.

1 Coríntios 14:25

II - VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10) 1. O que é o dom de variedades de línguas?

O dom de Línguas ou de Variedade de Línguas como o nome mesmo diz, são línguas inspiradas sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO SANTO para que, através das mesmas possamos ser edificados, para que possamos transmitir mensagens de DEUS aos homens e para que adoremos e glorifiquemos a DEUS. O que fala em língua edifica- se a si mesmo, ... 1 Coríntios 14:4a; Ora, quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis, pois quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. 1 Coríntios 14:5 (Grifo nosso).

Observação importante - Todo crente batizado no ESPÍRITO SANTO fala em línguas e pode e deve falar nessa língua a vida toda, principalmente para orar pela sua própria edificação, mas nem todos que são batizados e falam em línguas todos os dias possuem o Dom de Línguas. A língua que falamos ao ser batizados é para nosso uso próprio e nos acompanha em toda nossa jornada de fé aqui na Terra, só findando quando formos arrebatados ou morrermos. ...falam todos em línguas (têm todos o dom de línguas - grifo nosso)? interpretam todos? 1 Coríntios 12:30b.

As línguas foram profetizadas por Isaias e trazem refrigério àqueles que as falam. - Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir. Isaías 28:11-12

Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo.
Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir.

Isaías 28:11-12

Todos os crentes batizados com o ESPÍRITO SANTO podem falar em línguas espirituais ou estranhas a vida toda, podem oram em línguas, podem ser edificados quando oram em línguas, podem intercalar sua pregações falando em línguas, podem cantar em línguas, porém nem todos recebem o Dom de Variedade de Línguas.

Quem tem o Dom de Línguas pode falar 4 tipos de línguas diferentes:
1-Línguas do batismo (para edificação própria - o crente pode falar nela a vida toda) 2- Língua para falar com estrangeiro - Língua conhecida pelo ouvinte e não pelo que a fala. Exemplo maior em Atos 2, onde os apóstolos falaram na língua dos estrangeiros. 3- Língua para Intercessão - Não são palavras expressadas, mas gemidos de intercessão (Rm 8; ).
4- Línguas para serem interpretadas - Podem ser interpretadas pelo mesmo que as fala ou por outrem.
Quem ora em línguas deve orar para poder interpretá-las. Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar. (1 Coríntios 14:13)

2. Qual é a finalidade do dom de Variedade de Línguas?
As línguas são úteis para louvor e adoração a DEUS. "falando entre vós em salmos, hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso

coração" (Efés. 5:19, Colos. 3:16). Todo crente deve ser batizado no ESPÍRITO SANTO e deve orar em línguas todos os dias de sua vida aqui na Terra para edificação própria. O que fala em língua edifica-se a si mesmo, ... 1 Coríntios 14:4a; Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO SANTO (Grifo nosso - orando em línguas) Judas 1:20. Quando o crente ora em línguas não entende o que está falando, mas seu espírito ligado ao ESPÍRITO SANTO entende e fica fortalecido para vencer as lutas na esfera espiritual, no campo de batalha espiritual.

ORAR BEM - Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem.... (1 Coríntios 14:14a)
O apóstolo Paulo dava tanto valor ao falar em línguas que declara seu dom de línguas ao coríntios: Dou graças a DEUS, que falo em línguas mais do que vós todos. 1 Coríntios 14:18.

Na igreja devemos evitar falar em línguas em voz alta para não atrapalhar as manifestações do ESPÍRITO SANTO e também para que a mensagem pregada e explicada seja ouvida por todos.
Paulo diz que enquanto um irmão está sendo usado em profecias ou em dom de línguas com interpretação os outros devem estar calados ou falando em línguas bem baixinho para não atrapalharem a manifestação dos ESPÍRITO SANTO e apara que todos ouçam e para que todos sejam edificados.

Não se deve proibir falar em línguas, mas educar aqueles que falam - Portanto, irmãos, procurai com zelo o profetizar, e não proibais o falar em línguas. 1 Coríntios 14:39

De DEUS = Mensagem de DEUS para a Igreja ou para uma determinada pessoa que tem três fins:
1- Edificação = Fazer com que siga fazendo a Obra de DEUS.
2- Exortação = Fazer com que desperte e anime para fazer a Obra de DEUS.

3- Consolação = Fazer com que a tristeza não abata a pessoa, porque DEUS está presente e assistindo e ajudando em tudo.
O dom de profecia não tem elemento preditivo, ou seja, não tem a função de dizer o futuro.

3. Atualidade do dom.
Aqueles que dizem que as línguas eram manifestações do ESPÍRITO SANTO somente para a época dos primeiros apóstolos devem assumir uma posição firme sobre isto (os Cessacionistas), pois estão afirmando que toda nossa geração está sendo usada por demônios ou usando de falsidade quando falamos em línguas. Com certeza sabemos que eles estão equivocados, pois essas manifestações do ESPÍRITO SANTO eram comuns até mesmo entre os pais dessas denominações tradicionais que negam a atualidade dos dons do ESPÍRITO SANTO. Infelizmente posso afirmar que estão debaixo da ação de demônios que os cegam. São claras a manifestações do ESPÍRITO SANTO em nossos dias, basta ligar um aparelho de TV ou acessar a internet ou visitar qualquer igreja pentecostal.

Se o apóstolo Paulo diz que os dons são de utilidade para a Igreja, quem somos nós para dizermos em contrário?

Exemplo de dom de línguas no Novo Testamento - Atos 2.3, 4, 8 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 - E todos foram cheios do ESPÍRITO SANTO e começaram a falar em outras línguas, conforme o ESPÍRITO SANTO lhes concedia que falassem. 8 Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? (grifo nosso).
Exemplo no Antigo Testamento -
"Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e do outro Medade; e repousou sobre eles o espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:26
Segundo alguns eruditos em Hebraico o significado de "profetizavam" aqui neste texto pode ser "falaram em línguas desconhecidas".
Veja também Daniel 5:25-28 - Daniel leu uma mensagem escrita na parede do palácio.

III - INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)
1. Definição do dom.
É a capacitação sobrenatural dada pelo ESPÍRITO SANTO ao crente para que possa entender uma mensagem dada em línguas espirituais (línguas estranhas). Pode ser dado ao mesmo que fala em Línguas para serem interpretadas ou a outro que irá interpretá-las - Não é tradução, mas interpretação. O crente ouve a palavra em línguas e as interpreta sobrenaturalmente, por uma capacitação do ESPÍRITO SANTO. Em parte entendemos e em parte profetizamos (1 Co 13.9). Esse dom deve ser buscado por todos os crentes que têm o dom de línguas, segundo Paulo (Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. 1 Coríntios 14:13).
“E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com DEUS” (1 Co 14.27,28).
"Falar língua estranha" aqui significa falar em línguas para serem interpretadas. "Faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez" significa que aqueles que estão falando e sendo interpretados (ou eles mesmos interpretam), devem falar até serem interpretados, parando a interpretação devem falar bem baixinho a partir dai e deixar que o ESPÍRITO SANTO use outro crente para falar e ser interpretado até que não haja mais interpretação e ai começará outro a falar e ser interpretado até que cesse a interpretação. Pronto, Paulo diz que num mesmo culto ou reunião não devam falar e serem interpretados mais do que três crentes e sempre um depois do outro. "Haja intérprete" Presume-se que os crentes só falarão línguas em alta voz na igreja se houverem intérpretes ou ele mesmo as interpretar. é evidente que existem os momentos em que todos se alegram num culto legitimamente pentecostal e nesse momento todos ou quase todos falam em línguas ao mesmo tempo como louvor e adoração a DEUS (falavam em línguas e glorificavam a DEUS - Atos 10.46).

Por que não podemos ficar falando alto em línguas sem interpretação, durante os cultos? Porque ninguém o entenderá e não produzirá nem almas para DEUS e nem edificação para a igreja.
Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a DEUS; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. 1 Coríntios 14:2.

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? 1 Coríntios 14:23
Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado.

E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, publicando que DEUS está verdadeiramente entre vós.

1 Coríntios 14:24-25

Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado.
E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, publicando que DEUS está verdadeiramente entre vós.

1 Coríntios 14:24-25

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado

1 Coríntios 14:23-24

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado

1 Coríntios 14:23-24

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado 1 Coríntios 14:23-24.

2. Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia?
São semelhantes e até um pode substituir o outro. A diferença maior é que no dom de profecia a mensagem sobrenatural do ESPÍRITO SANTO é dada na língua do ouvinte enquanto que nano dom de línguas é dada a mensagem do ESPÍRITO SANTO em línguas desconhecidas para o que fala e para o que houve, havendo necessidade de

um interprete para que a mensagem seja válida para a pessoa a quem foi direcionada a ouça e entenda.
Estevam Ângelo de Souza definiu bem essa questão quando disse que “não haverá interpretação se não houver quem fale em línguas estranhas para serem interpretadas, ao passo que a profecia não depende de outro dom para produzir a edificação de alguém”.

Exemplo de interpretação no Antigo Testamento:
Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou DEUS o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta.
PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.

Daniel 5:25-28

- Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou DEUS o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas. Daniel 5:25-28.

Daniel leu aquela língua desconhecida e a interpretou (veja que é interpretação, não é tradução - uma palavra pode significar muita coisa).

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

1 Dons, só depois do batismo com o ESPÍRITO SANTO.(vaso vazio não transborda) 2 O senhorio é de CRISTO (cabeça do corpo)
3 Para glorificação de DEUS (o ESPÍRITO SANTO glorifica a DEUS)
4 Vaso deve estar limpo sempre para o uso constante (santificação)

5 Nada é de nós mesmos, tudo vem de DEUS (nada de orgulho).
6 Todos os dons são para os outros só um para nós, linguagem de oração.
(língua em que fomos batizados para orarmos em línguas)
7 Dom de Variedade de Línguas vem após o batismo e nem todos o recebem. (Língua do batismo é para oração - deve ser falada todo dia)
Fim dos meus comentários -

Resumo da Lição 5 - Dons de Elocução I - DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)
1. O que é o dom de profecia?
2. A relevância do dom de profecia.

3. Propósitos da profecia.
II - VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)
1. O que é o dom de variedades de línguas?
2. Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas? 3. Atualidade do dom.
III - INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)

1. Definição do dom.
2. Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia?

COMENTÁRIO/INTRODUÇÃO
Se o homem, e, muito mais, o crente, não zelar pela comunhão com DEUS, o pecado destrói a comunicação com o Senhor. Mas, no seio da igreja cristã, DEUS comunica- se com seus servos, através da leitura da Bíblia; através de seus mensageiros, pregadores, ensinadores e líderes, visando sua edificação. De modo sobrenatural, o Senhor usa pessoas, com os dons especiais de expressão verbal, ou de elocução, para transmitir sua vontade, orientações, exortações e direção divina.
Pelo dom de profecia, DEUS supre aquilo que a mensagem costumeira não consegue alcançar. Quantas vezes, no meio da congregação, um servo ou uma serva de DEUS, que tem esse dom, levanta-se e entrega uma mensagem de exortação, de alerta, ou de edificação para toda a comunidade presente. Via de regra, a profecia autêntica provoca alegria e glorificação a DEUS. Em outras ocasiões, o dom de variedade de línguas é usado por DEUS, com interpretação, para confortar a igreja ou, equivalendo a uma profecia (com interpretação), consolar ou edificar o seu povo.
Infelizmente, nos tempos presentes, percebe-se que muitas igrejas, ditas pentecostais, substituíram a adoração viva e cheia da presença do ESPÍRITO SANTO, por um tipo de liturgia social, em que palmas e danças tomam o lugar da glorificação a DEUS. Os dons espirituais são esquecidos, ou nunca procurados. Vemos que a adoração a DEUS, em glórias, aleluias e em línguas estranhas, é muito mais eloquente para a adoração individual e coletiva. E, quando o dom de variedade de línguas é praticado, com interpretação, é de grande valor para a igreja.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 53-54.
«.. .edificando...» No original grego, essa palavra era usada para indicar a ereção literal de edifícios, conforme se vê em Mat. 2:41 e Marc. 13:1,2. Porém, também era usada metaforicamente, no sentido de edificação espiritual, como um meio de desenvolvimento espiritual. (Ver também I Cor. 8:1, onde essa palavra é explanada. E outras referências onde essa palavra reaparece são I Cor. 10:23; 14:4,17; Rom. 15:20; Gál. 2:18 e I Tes. 5:11). Tal como um edifício qualquer é levado à sua totalidade e utilidade, mediante um processo contínuo de edificação e aprimoramento, assim também se dá no caso da alma humana, ou mesmo da comunidade de almas remidas. Torna-se necessário um desenvolvimento gradual; porquanto nenhum crente se aperfeiçoa imediatamente, e nem de maneira fácil. A profecia é o dom espiritual que mais contribui para o nosso desenvolvimento em CRISTO, para nossa transformação moral em CRISTO, para nossa transformação metafísica à imagem de JESUS CRISTO. Por essa razão é que o dom profético se reveste de tanta importância. De fato, de alguma maneira, todos os dons espirituais visam exatamente esse propósito, o desenvolvimento espiritual do crente, segundo a imagem moral e metafísica de CRISTO, conforme aprendemos em I Cor. 12:7.

«.. .exortando...» No sentido de exercer a vontade, para que se faça o que é direito, e não para que se faça o que é mal. Essa palavra pode significar «exortação» (ver Fil. 2:1), «consolo» (ver II Cor. 1:4-7), «súplica» (ver II Cor. 8:4), ou mesmo a combinação de exortação e consolo, que também é «encorajamento» (ver Heb. 6:18). Está em pauta o despertamento da vontade para que se faça o que é correto e próprio. A maioria dos intérpretes entende que aqui se deve compreender a «exortação» no sentido de «encorajamento». Assim sendo, mediante o dom da profecia, o indivíduo pode ser encorajado, exortado, consolado, sujeito a uma súplica, porquanto compreende o que se diz; e aquilo que ouve tem a energia do poder do ESPÍRITO de DEUS. Sem o acompanhamento da interpretação, entretanto, o dom de línguas não pode conseguir tal efeito; por conseguinte, as línguas formam um dom inferior ao da profecia.

«...consolando...» No original grego, um vocábulo diferente do anterior é usado aqui, embora essas duas palavras pudessem ser sinônimas, ambas as quais dão a entender «consolo», embora a palavra que ora consideramos significa especificamente isso. Sua forma verbal, «paramutheomai», significa «animar», «encorajar», «consolar». Por conseguinte, sua forma nominal significa «encorajamento», «consolo». Há uma outra forma nominal dessa palavra que também significa «encorajamento», «consolo» ou «alívio». (Ver Sófocles, El. 129; Thu. 5, 103, 1; Epigr. Gre. 951,4; Filo, Praem. 72; Josefo, Guerra dos Judeus 6,183; 7,392). Muitas são as aflições e as tristezas pelas quais devem passar todos os crentes. Pode-se observar facilmente, na experiência humana, que os crentes não são poupados, em qualquer sentido, da tristeza geral e das dores que afligem a humanidade em geral. No entanto, em CRISTO, mediante o dom da profecia, há alívio para tais sofrimentos. Ouvimos falar acerca da providência de DEUS, de seu amor e cuidado, de seu propósito, e a mente do crente é levada a compreender assim o propósito da agonia, bem como a esperança relativa ao futuro, quando toda a adversidade será finalmente eliminada, e quando a própria morte física (o pior dos males físicos) houver de ser tragada na vitória. Ora, o falar em línguas, sem a ajuda da interpretação, não pode realizar isso, não pode consolar, fortalecer, encorajar. Por isso é que o dom de línguas é inferior à profecia.

Por esses motivos é que a profecia, no dizer de Findlay (in loc.), «...serve para melhor edificar a igreja cristã, para estimular a vontade dos crentes e para fortalecer o espírito cristão».
«Edificação, ânimo, encorajamento, conforme a necessidade de cada um». (Shore, in loc.).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 216.
I - DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10)
1. O que é o dom de profecia?

Deve-se considerar que a profecia, bem como outras manifestações do ESPÍRITO SANTO, é absolutamente necessária nos dias presentes. Concluir que os dons, os carismas, os milagres, sinais e prodígios, foram apenas para os dias dos apóstolos, é querer reduzir o poder e a ação do ESPÍRITO SANTO a uma matriz teológica,

acadêmica e intelectualizada, que não se coaduna com as afirmações da Palavra de DEUS.
1. O QUE É DOM DE PROFECIA?
O dom de profecia é um dom especial, em que seu portador transmite uma mensagem para a igreja ou para alguém, na inspiração do ESPÍRITO SANTO. Não pode ser uma mensagem humana, pessoal da parte do que a transmite, mas é falada numa linguagem humana. É necessário ter cuidado com as distorções que podem ocorrer na transmissão da mensagem profética, na igreja de hoje.

Segundo Raymond Carlson, “A profecia, no Novo Testamento, que difere de uma pregação comum, é uma manifestação sobrenatural, dada para edificação, exortação e consolação. Através de 1 Coríntios 14.30, entendemos que o dom nos é dado por revelação através do ESPÍRITO”. A profecia não pode acrescentar nada à Bíblia. Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 54-56.
A profecia é uma manifestação do ESPÍRITO de DEUS e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso: 1 Co 12.7.
Ainda que nalguns casos o dom da profecia possa ser exercido simultaneamente com a pregação da Palavra, é evidente que esse dom é dotado de um elemento sobrenatural, não devendo, portanto, ser confundido com a simples habilidade de pregar o Evangelho.

O apóstolo Paulo adverte os crentes a procurar “com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1); isto por razões que ele mesmo enumera: a. Porque “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação... O que profetiza edifica a igreja”, 1 Co 14.3,4.

“Edificação”, “exortação” e “consolação” são os três elementos básicos da profecia, são a razão de ser e de existir desse dom. É evidente que isto contraria a crença tão popular entre nós, de que o principal elemento da profecia é o preditivo (predição do futuro). Certamente, que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento contêm numerosas profecias preditivas, muitas das quais já se cumpriram, e outras estão se cumprindo, e outras ainda se hão de cumprir. No entanto, no conteúdo geral das Escrituras, o elemento preditivo da profecia é relativamente o menor.

Observação minha - Pr. Henrique - O dom usado para predizer alguma coisa é a Palavra de Sabedoria, onde o atributo de DEUS ,onisciência, está sendo revelado a respeito do futuro. Quem é usado nesse dom é o Ministério Profeta e não o que tem dom de profecia, pois esse dom é para edificação, exortação e consolação e não para predizer alguma coisa.

Os profetas recebiam muito da mensagem futurística e as escreviam, em sua maioria.

b. Porque ‘‘se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a DEUS, publicando que DEUS está verdadeiramente entre vós”, l Co 14.24,25.

Há algo mais que precisamos ter em mente quanto ao dom de profecia e o seu uso na Igreja hodiemamente:

Devido a possíveis abusos quanto ao uso do dom da profecia, este dom está sujeito a análise e a consequente julgamento. Recomenda o apóstolo Paulo: “...falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.
Paulo arremata suas advertências quanto ao dom de profecia, dizendo: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, 1 Co 14.37.

O dom de profecia não deve ser desprezado (1 Tm 4.14), mas despertado (2 Tm 2.16), a fim de que a Igreja seja enriquecida: 1 Co 1.57.
Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.

Pode-se aceitar que nenhuma «profecia» excederá aos limites da verdade revelada nos documentos básicos registrados na Bíblia; mas a profecia pode contribuir bastante para interpretar tais verdades, além de abordar necessidades específicas da igreja local, envolvendo questões de ensino, questões morais, que pessoas menos dotadas não saberiam resolver com sucesso. Considerando-se o dom profético sob esse prisma, esse é um dom altamente desejável na igreja cristã moderna.
Um crente que é usado em profecia, pois, exerce um poder imediato maior, em uma igreja local, que um pastor comum. Por isso mesmo, o pastor que, ao mesmo tempo, é usado em profecias, é um extraordinário presente para a igreja.
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 188.

O crente não deve desprezar as profecias (5.20). As mensagens apostólicas eram revelatórias. Atualmente, as mensagens são expositivas.
O dom de profecias era o mais importante na Igreja primitiva (I Co 14.1). Paulo disse que a profecia fala aos homens edificando, exortando e consolando (ICo 14.3). Paulo ensina que a edificação, a exortação e o consolo que emanam da Palavra não devem ser desprezados na igreja. William Hendriksen lembra que o dom de profecia era como uma chama ardente. Essa chama não deveria ser apagada ou extinta! Assim, Paulo une os dois assuntos, como se estivesse dizendo; “Ao ESPÍRITO não apaguem; aos pronunciamentos proféticos não desprezem”. Isto porque ao desprezarem as profecias estavam rejeitando Aquele que é sua fonte, o ESPÍRITO SANTO. O mesmo escritor ainda esclarece; A razão para tal descrédito das palavras proféticas pode ser facilmente percebida. Onde quer que DEUS planta trigo, Satanás semeia o seu joio. Onde quer que DEUS estabeleça uma igreja, o diabo erige uma capela. E assim também, sempre que o ESPÍRITO SANTO capacita determinados homens para operarem curas milagrosas, o diabo semeia suas “maravilhas da mentira”. E sempre que o Paracleto coloca em cena um autêntico profeta, o enganador apresenta seu falso profeta. A mais fácil - não, porém, a mais sábia - reação a esse estado de coisas é o desprezo a toda profecia. Acrescente-se a isso o fato de que os fanáticos, os intrometidos e os ociosos de Tessalônica talvez não gostassem de alguns dos

pronunciamentos dos legítimos profetas, o que nos fez entender prontamente porque entre alguns membros da congregação a proclamação profética caíra em descrédito. É preciso deixar claro que não existem hoje novas revelações de DEUS fora as registradas nas Escrituras. Como disse, Billy Graham, a Bíblia tem uma capa ulterior. Ainda mesmo que um anjo viesse do céu e pregasse alguma novidade fora da Bíblia deveria ser anátema. A revelação de DEUS está contida na Escritura. Ele fala pela Escritura. Por isso, devemos restaurar a supremacia da Palavra e a primazia da pregação na Igreja contemporânea.

LOPES. Hernandes Dias. 1 e 2 Tessalonicenses. Como se preparar para a segunda vinda de CRISTO. Editora Hagnos. pag. 149-150.

Não desprezeis as profecias (20)
Examinai tudo (21; “discerni tudo”, BJ; “usem o bom senso a todo custo”, CH; “examinai tudo cuidadosamente”, NASB; “ponham à prova todas as coisas”, NVI; cf. BAB, BV, NTLH; “julgai todas as coisas”, RA). Estas últimas três exortações na passagem equilibram as primeiras duas. O julgamento cristão, o bom senso, o exame criterioso são ações imprescindíveis na vida da igreja. Isto também é o ESPÍRITO que dá (cf. 1 Co 14.29; 12.10, onde “discernir” é um dos dons). Erdman escreve: “Paulo não especifica as provas a serem aplicadas. Em outra passagem, ele dá a entender que todos os dons espirituais devem ser exercidos em amor, que o verdadeiro propósito dos dons deve ser a edificação das pessoas e que as pessoas que são movidas pelo ESPÍRITO reconhecerão o senhorio de CRISTO e se empenharão em promover a sua glória”.41
Retende o bem (21). Quando o trigo e o joio forem separados, retenha o trigo. Quando descobrir a falsificação pelo som do metal genuíno, mantenha o que é de valor. Ninguém jamais ficou rico apenas descartando o que é espúrio. Esta é a ilusão do crítico destrutivo.
Árnold E. Airhart. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 400.

I Tes 5.19 “Não apagueis o ESPÍRITO!” ESPÍRITO SANTO é fogo! Será que ainda estamos conscientes disso, nós que consideramos a sã doutrina como marca essencial da verdadeira igreja e temos tanta predileção pela sua temperatura amena? A instintiva e apaixonada aversão de Lutero contra todo “entusiasmo”, que tornou ainda mais difícil e negativo seu encontro com todo tipo de movimentos complicados na época da Reforma, fez da preocupação com “fanatismo” um traço fundamental das igrejas evangélicas. Sempre que há um fogo flamejando, tememos imediatamente o nefasto incêndio que ameaça o edifício da igreja. Por essa razão é típico para a histórica eclesiástica evangélica que os novos movimentos nela nunca foram saudados com alegria, mas sempre foram inicialmente alvos de suspeita e combate. “Apagar” fogo questionável aparece como uma das principais tarefas da direção da igreja e da teologia. Paulo, porém, adverte justamente de forma oposta: “Não apagueis o fogo do ESPÍRITO SANTO!” Logo já deve ter havido uma tendência nessa direção na jovem igreja – uma constatação surpreendente para nós. Talvez era essa a tendência naquela parcela da igreja, que via com preocupação a conduta inquieta e

agitada dos “desordeiros”, aos quais a exortação de 1Ts 4.11 se dirigia em particular e contra os quais 2Ts investe de forma ainda mais incisiva. Nesse caso teríamos aqui de fato um paralelo com acontecimentos da época da Reforma. Mas então é particularmente digno de nota que justamente pessoas como Paulo e seus colaboradores não tirem aquelas conclusões temerosas que impregnaram nosso sangue, mas advertem aquele grupo crítico da igreja contra todas as tentativas de “apagar”! Também aqui Paulo foi novamente capaz de unir coisas aparentemente contraditórias: “Empenhai tudo para serdes tranquilos” e “Não apagueis o ESPÍRITO”. Nada pode ser mudado na natureza de fogo do ESPÍRITO, e o fogo procura e precisa queimar. Quando se ignora isso, obtém-se aquele “ESPÍRITO SANTO” cuja existência é apenas postulada dogmaticamente, mas não mais experimentada pela igreja de forma viva e irrefutável.

Aquele efeito e dom do ESPÍRITO que para Paulo sempre foi o mais importante e digno de ser conquistado (1Co 14.1; o “amor” não constitui dom do ESPÍRITO, mas fruto do ESPÍRITO! – Gl 5.22) é o propheteuein, o “profetizar”. Conforme 1Co 14.24s propheteuein na igreja também é, sobretudo, o dom de ver e denunciar com força penetrante as condições essenciais de pessoas. Dependendo de cada caso, essas palavras também podem ter sido associadas a anúncios de juízos divinos e manifestações divinas da graça. Tais “profecias” também havia em Tessalônica. Novamente parece que nelas também podem ter emergido críticas na igreja. Ainda que agora já lancemos um olhar prévio sobre a segunda carta, capazes de deduzir dela consequências para a realidade na época da primeira, podem ter sido manifestadas várias “profecias” que começavam a clamar “por meio do ESPÍRITO” (2Ts 2.2): “O dia do Senhor chegou!”. O grupo sensato da igreja se defendia com razão contra tal “fanatismo”. Mas tirava disso diretamente a conclusão genérica a que se chegou na época da Reforma: de nada valem todas essas “profecias”. E agora é novamente muito grandioso e importante que Paulo – que neste caso específico dava toda razão à crítica! – não concorda simplesmente com isso: “muito bem! O melhor é que vocês deem fim a todo esse profetismo!”, mas pelo contrário adverte: “Não menosprezeis as profecias.” Apesar de tudo prevalece, e precisa prevalecer, o cumprimento da promessa de Joel por ocasião de Pentecostes: “Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (At 2.17). É preciso que vigore o anseio de pessoas como Moisés: “Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta!” (Nm 11.29). Apesar de todas as difíceis e amargas experiências da igreja de DEUS até nos nossos dias, isso precisa continuar assim! O fogo do ESPÍRITO precisa queimar e enviar suas chamas, do contrário restará tão- somente lava endurecida, da qual os teólogos fabricam suas peças doutrinárias.

I Tes 5. 21s Todavia: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de maldade.” Novamente a palavra apostólica unifica questões opostas. Quando pessoas produzem percepções através do ESPÍRITO SANTO e anunciam atos divinos, será que resta aos ouvintes somente uma coisa: a sujeição obediente? “Assim diz o Senhor” - será que neste caso ainda podemos “julgar”? Porventura os profetas da antiga aliança não exigiram de rei, sacerdote e povo a aceitação incondicional da palavra? No AT com razão! Mas na igreja de JESUS não apenas os

“videntes” possuem o ESPÍRITO SANTO, mas todos, ou seja, também os ouvintes das profecias! Justamente porque na nova aliança não apenas ditos proféticos isolados são inspirados pelo ESPÍRITO, mas todo o coração está continuamente repleto dele, os ditos divinos já não aparecem mais tão inequivocamente destacados ao lado dos pensamentos e sentimentos humanos. Vimos anteriormente que para o NT todo falar dos crentes deve ser “palavra de DEUS”. Nesse caso, porém, pode ocorrer com uma maior facilidade do que no AT que os “profetas” involuntária e desavisadamente mesclem dádivas do ESPÍRITO e ideias próprias, coisas espirituais e psíquicas. Por isso na nova aliança também há uma necessidade bem maior do que na antiga de “examinar as profecias”. Portanto, o caminho genuíno passa exatamente no meio termo entre menosprezo e supervalorização!

Quando, enfim, a igreja de JESUS em todo o mundo se recuperará a atitude de, por puro medo do “fanatismo”, não apagar constantemente o ESPÍRITO, sendo por isso pobre de fogo, vigor e dons? Quando ela deixará de ser refém acrítica de todo movimento que parece possuir algo “vivo”, e será realmente capaz de ouvir e julgar?! O resultado de um exame é sempre duplo. Coisas boas, valiosas são destacadas. Agora “retende-o”! Não permitais que a palavra ouvida seja apenas agitação de uma hora, mas acolhei-a em vossa vida e vosso serviço. Em contraposição, “abstende-vos de toda forma de maldade”. A palavra não autêntica, oriunda de nossa própria natureza, sempre pode ser reconhecida pelo fato de que também possui em si algo de nossa natureza maligna. Aqui nossa resistência precisa ser implacável. Tão logo surgir algo indisciplinado ou amargo, sem amor ou egoísta, a igreja precisa declarar seu não, até mesmo quando isto alega resultar do ESPÍRITO, sendo apresentado com entusiasmo e exigências. Talvez possamos dar mais um passo e ver “o” maligno, o diabo, por trás do mal. Então também Paulo já teria contado com a possibilidade de que o inimigo tentaria penetrar na igreja mesclando coisas más e perigosas à proclamação. No presente contexto a admoestação teria o seguinte sentido: reconheçam o inimigo, o maligno, em qualquer configuração e disfarce, justamente também no disfarce especialmente devoto e santo! Rejeitai-o com a mesma determinação com que acolheis o bem.

Evidentemente essa obrigação de examinar e discernir não é fácil. Seria muito mais belo se pudéssemos aceitar sem preocupação e com alegria tudo o que penetra em nossos ouvidos no âmbito da igreja. Mas isso não acontece de acordo com nossos desejos e nossa comodidade. Os tessalonicenses não conseguem se furtar à verdadeira situação e à consequente tarefa sem conjurar graves ameaças à vida da igreja. E nós tampouco o podemos.

Werner de Boor. Comentário Esperança I Carta aos Tessalonicenses. Editora Evangélica Esperança.

2. A relevância do dom de profecia.
ERROS A SEREM EVITADOS NO USO DO DOM DE PROFECIA 1) Usar a profecia para guiar a igreja

A mensagem através do dom de profecia tem como finalidade: “exortação, edificação e consolação” (1 Co 14.3). Não tem por objetivo guiar ou direcionar a administração da igreja local.
2) Usar o dom de profecia como um “oráculo”

Tendo em vista a finalidade da profecia, não é correto o crente só fazer as coisas se consultar um profeta. A profecia é para o proveito da igreja e não de domínio particular.
3) Usar o dom de profecia como fonte de doutrina

A fonte por excelência de doutrina é a Palavra de DEUS. Nenhuma profecia pode acrescentar ou retirar o que já foi revelado nas Sagradas Escrituras.
4) Usar o dom de profecia de forma descontrolada
O dom de profecia deve ser usado, na igreja, com decência e ordem. Diz Paulo: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça- se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.39, 40).

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 59-61.
I Cor 14.1. A profecia é o dom mais importante (14.1). Em suas palavras iniciais, Paulo usa dois verbos que são significativos: Segui a caridade e procurai com zelo os dons espirituais. O verbo seguir (literalmente, perseguir) “indica uma ação interminável, enquanto ‘procurai com zelo’ realça a intensidade e não a continuidade da ação”. O amor deve ser buscado com persistência, mas também é correto desejar os dons. Desses dons, Paulo coloca em primeiro lugar a profecia.
A discussão sobre o lugar da profecia e do falar em línguas termina com um notável princípio. A adoração é essencial para edificar o corpo de CRISTO, mas, às vezes, a adoração que busca ou enfatiza de forma exagerada a presença e o poder do ESPÍRITO SANTO pode chegar a ser caótica e confusa. Aqui o princípio de Paulo é importante: Faça-se tudo decentemente e com ordem (40).
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 348-349; 353- 355.
3. Propósitos da profecia.
Como todos os demais dons espirituais, o de profecia tem propósitos especiais da parte de DEUS para a Igreja de JESUS CRISTO. Só deve ser usado de forma correta, com base na Palavra de DEUS. “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil” (1 Co 12.7) ou proveitoso para a igreja. De maneira bem clara e até didática, o dom de profecia tem três finalidades básicas, em proveito da igreja: “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.3). 1) Edificação
Assim como um edifício de pedras é edificado pouco a pouco, com a união dos elementos materiais, com a argamassa própria, da mesma forma, os crentes em JESUS são “edifício de DEUS” (1 Co 3.9). A formação espiritual de um discípulo de JESUS começa com a conversão, mas não para no discipulado inicial. Deve continuar por toda a vida. Pouco a pouco, o ensino da Palavra e da doutrina do Senhor vai construindo o caráter cristão no crente.

Mas, às vezes, é necessária uma mensagem especial ou específica para alguém ou para toda a congregação. E aí que DEUS usa um profeta para transmitir uma mensagem da parte de DEUS, visando corrigir ou colocar “no prumo”, ou “no nível”, alguma área da edificação espiritual.

2) Exortação
Exortar tem o sentido de “chamar para fora”, para orientar, ajudar e ensinar. Deriva da palavra grega parakalao, que tem o sentido de confortar, inspirar, defender e guiar. Paulo ensina que quem exorta deve fazê-lo “com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).
Uma mensagem profética ajuda a entender como aplicar a Profecia Maior, que é a Bíblia Sagrada, para os dias presentes, quando surgem problemas, situações e circunstâncias, que não existiam, quando a mensagem bíblica foi escrita. Sem o ensino da Palavra de DEUS e da mensagem profética, há uma tendência para a ocorrência de desvios de conduta e distorções perigosas no meio das igrejas locais. Diz Provérbios: “Não havendo profecia, o povo se corrompe...” (Pv 29.18a).
3) Consolação
O ESPÍRITO SANTO é chamado de “O outro Consolador” (cf. Jo 14.16). Ele é o parakleto prometido por CRISTO. Por isso, também usa o dom de profecia, para transmitir mensagem de consolação aos servos de DEUS. Já vimos que o verbo parakaleo (gr.) significa consolar, confortar. E o que podemos ver em Barnabé, amigo de Paulo (At 4.36; ver Rm 15-4,5; 1 Co 14.3; 2 Co 1.3,4-7)). Consolação vem deparaklesis (gr.) e tem o sentido de “consolar”, “dar alegria”, dar “paz”. Paulo diz que todos os crentes podem profetizar (se DEUS conceder tal dom), visando a consolação da igreja: “Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados” (1 Co 14.31 — grifo nosso).
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 3. pag. 1089-1090.

III - INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS (1 Co 12.10)
1. Definição do dom.
Já vimos que o dom de línguas propicia mensagens de edificação para quem o possui e que, para a edificação da igreja, necessita de interpretação. E isso é possível, através do dom de interpretação de línguas.

1. O QUE É O DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS
O pastor Antônio Gilberto ensina que “É um dom de manifestação de mensagem verbal, sobrenatural, pelo ESPÍRITO SANTO. Não se trata de “tradução de línguas”, mas de “interpretação de línguas”.13 O dom de línguas prescinde do dom de interpretação de línguas, para que seja útil para a edificação da igreja.Paulo deu precioso ensino à igreja de Corinto sobre o uso dos dons. Ao que parece, o dom de línguas era muito usado, mas sem o necessário equilíbrio espiritual e emocional. Esse dom deve andar lado a lado com o dom de línguas, no seio da igreja cristã. São “dons geminados”. Gordon Chown diz que “A interpretação é tão milagrosa quanto a própria Língua — e isto quer dizer que quem possui o Dom de Línguas não vai

procurar decifrá-la com a mente, mas sim, pede e recebe a Interpretação da mesma fonte divina de onde surgiu a Língua”.14 Isso não quer dizer que o dom de interpretação de línguas é outro tipo de dom de profecia.
A profecia é autossuficiente em sua ação para quem a ouve. O dom de interpretação de línguas depende da mensagem em línguas, para que tenha eficácia.

Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag. 68.

Observação minha – Pr. Henrique – Só há interpretação para a língua específica do dom de línguas. Não há interpretação da língua falada como evidência do batismo. O crente pode falar em língua que recebeu no batismo a vida inteira e mesmo assim nunca receber o dom de línguas.

Por isso mesmo Paulo pergunta: Falam todos em diversas línguas? Ou seja: têm todos o dom de línguas? A resposta óbvia é não. Todos podem e devem ser batizados no ÉSPÍRITO SANTO, mas nem todos terão o dom de línguas.

Interpretação das línguas
O dom de interpretação de línguas é o único cuja existência ou função depende de

outro dom - a variedade de línguas. Consequentemente, não havendo o dom de variedade de línguas, não pode haver a interpretação de línguas.

“Interpretação” aqui não é a mesma coisa que tradução. A interpretação geralmente alonga-se mais que a simples tradução.

O dom de interpretação de línguas revela o poder, a riqueza, a soberania e a sabedoria de DEUS. Por certo que este dom não implica em que haja algum tipo de conhecimento do idioma por parte do intérprete.

A interpretação de línguas é em si mesma um dom tão miraculoso quanto o é o próprio dom de variedade de línguas.
Raimundo F. de Oliveira. A Doutrina Pentecostal Hoje. Editora CPAD.
I Cor 14. 27. Línguas privadamente faladas não são incluídas nestas instruções paulinas. Um crente pode falar em línguas consigo mesmo quanto tempo quiser, quando ele sentir a necessidade de tal louvor de sua alma a DEUS. Na igreja, entretanto, mesmo quando se encontra presente o intérprete, Paulo limitava tal exercício a duas pessoas, ou quando muito, a três. Mas essa regra não parece tão severa quando verificamos, no vigésimo nono versículo, que ele estabelece o mesmo regulamento para os profetas.

Portanto, Paulo não subestimava as «línguas interpretadas»; antes, situava-as em pé de igualdade com a profecia, pelo menos no que concerne ao número de pessoas envolvidas em cada reunião. A passagem de 1 Cor. 14:5 parece indicar um total pé de igualdade entre a profecia e as línguas interpretadas, porque, nesse caso, a «edificação» é dada através das línguas.

No entanto, o vigésimo segundo versículo deste capítulo parece indicar que Paulo favorecia a profecia acima das línguas interpretadas. Devemos meditar que Paulo, ao assim instruir aos crentes, não «apagava ao ESPÍRITO» (ver I Tes. 5:18-20), conforme

alguns o têm acusado; porque há limite às instruções que alguém pode absorver numa única reunião.
Outrossim, precisamos reconhecer que há limite para o «período de atenção» de qualquer indivíduo, embora alguns possam estender por mais tempo esse período. Um culto exageradamente longo pode resultar em dano. Não seremos ouvidos por muito falar.

A necessidade de intérprete também elimina qualquer possibilidade de dois ou três falarem em línguas ao mesmo tempo, porquanto isso criaria total confusão, visto que, nesse caso, um mínimo de quatro pessoas estaria participando do culto, ao mesmo tempo. O dom de interpretação de línguas mui provavelmente é mais raro que o do falar em línguas, e bastaria essa raridade para limitar a atividade das línguas; sem a interpretação, em uma igreja que estivesse obedecendo às instruções de Paulo à risca, não se ouviriam línguas. Somente nas ocasiões em que intérpretes «bem conhecidos», «experientes» e «comprovados» estivessem presentes é que seriam exercidas as línguas. E, nessas ocasiões, dois ou três poderiam usar o dom de línguas.

O fato de que as línguas podem e devem ser assim limitadas, mostra-nos que esse dom também é controlado pela inteligência, sobre quando deve ser exercido; pois, do contrário, Paulo não teria podido estabelecer qualquer regra, e nem alguém seria capaz de antecipar como o ESPÍRITO de DEUS pode mover homens a falarem «involuntariamente».

«...sucessivamente...» Paulo proíbe o falar em línguas em massa, todos ao mesmo tempo, mas apenas uma pessoa de cada vez. Cada qual teria sua oportunidade; e isso é uma outra evidência que as línguas são controladas pela inteligência, pelo menos usualmente; caso contrário, como poderia um homem, que estivesse prestes a irromper em línguas, refrear-se de modo a não interferir na manifestação de outrem?

I Cor 14. 28. Não há que duvidar que essa era a instrução mais difícil de ser obedecida que Paulo apresentou aos coríntios; seja como for, porém, certamente foi difícil eles abafarem suas atitudes de vangloria, no uso desse dom, a fim de obedecerem às injunções apostólicas, em qualquer aspecto dessas instruções. A menos que esteja presente um intérprete, as línguas não devem ser usadas na igreja. Isso não impediria o largo uso desse dom, em casa; pois, nesse caso, a alma do crente pode ser edificada, e DEUS pode ser glorificado, mesmo que a mente nada aproveite em seu entendimento. Mas, visto que a «edificação» é a razão mesma pela qual os dons espirituais existem na igreja, as línguas devem ser limitadas a fim de atender a essa exigência; e só poderão fazê-lo quando acompanhadas de interpretação.
No original grego, a gramática é um pouco obscura aqui, parecendo dar a entender que o intérprete deve manter-se calado; mas devemos compreender aqui a existência de um sujeito oculto, na frase. Assim sendo, o que se entende da frase grega é que, não havendo intérprete, «...aquele que fala em línguas deve...» permanecer calado. «...falando consigo mesmo...» No original grego, encontramos aqui uma expressão enfática. O crente fala apenas para «si mesmo», comungando com o Senhor em seu coração, como que em êxtase, sem a necessidade da presença de um intérprete. Mas

essa «comunhão» não deve ocorrer nos cultos públicos, como se um indivíduo, arrebatado em êxtase, se separasse do resto da congregação para ter o seu culto particular. Antes, tal exercício deve ser feito somente em casa. Embora outra coisa possa ser compreendida, essa é a única forma de instrução que faz sentido. Os cultos públicos visam a edificação da congregação inteira, e com essa finalidade é que devem ser efetuados. Essa mesma forma de falar em línguas, em voz alta, para o próprio indivíduo, faz parte inerente do significado do próprio verbo, que significa «falar audivelmente», ou, pelo menos, esse é o seu sentido quase exclusivo. No dizer de Findlay (in loc.): «A instrução de falar no coração, sem ruído, seria contrária ao sentido do verbo ‘lalein’ (falar), e, de fato, contrário à natureza de uma ‘língua’». CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 227-228.

Observação minha – Pr. Henrique – falar consigo mesmo significa falar bem baixinho para não atrapalhar o vizinho de banco que quer escutar a mensagem pregada, ou ensinada, ou a interpretação de outro que está sendo usado. O crente pode orar em línguas ao lado de sua esposa, na cama, à noite, e a esposa nem saber que ele estava orando. A altura da voz é regulada pelo que fala – ninguém é obrigado a falar alto em línguas.

a) A regra da edificação (14.26). A primeira diretriz de Paulo era: Faça-se tudo para a edificação. Quando os coríntios se reuniam para adorar a DEUS, cada parte do culto deveria contribuir para a edificação da igreja. O Salmo (hino), a doutrina (ensinamento cristão), a língua (alguma expressão em uma linguagem que não era geralmente conhecida), a revelação, a interpretação da língua - tudo deveria ter o propósito de fortalecer a igreja.

b) Somente dois ou três deveriam ter permissão de falar (14.27a). Paulo coloca um limite no número de pessoas que teriam permissão para falar em línguas estranhas em qualquer reunião pública. Faça-se isso por dois ou, quando muito, três. Tal restrição eliminaria a confusão e a frustração que poderiam ocorrer se a maior parte do culto fosse dedicada a tais atividades.

c) Devem falar um de cada vez (14.27b). Além do limite do número de pessoas que podiam falar em línguas, estas deveriam falar uma de cada vez. Esta restrição iria eliminar a confusão gerada por várias pessoas falando ao mesmo tempo em um culto público.

d) Deve haver um intérprete (14.27c-28a). A terceira regra de Paulo era: E haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja. Tudo aquilo que é dito em línguas estranhas deveria ser acompanhado por uma interpretação. De acordo com Morris, esta restrição “nos mostra que não devemos pensar que as línguas eram o resultado de um irresistível impulso do ESPÍRITO SANTO que levava os homens a fazer um discurso em êxtase e desorganizado. Se eles preferissem, poderiam manter silêncio, e isso é o que Paulo os instruiu a fazer em certas ocasiões”.
Donald S. Metz. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 8. pag. 353.

2. Há diferença entre dom de interpretação e o de profecia?
Como é óbvio o que o nome diz, a finalidade principal é a interpretação da mensagem, transmitida à igreja, através do dom de línguas. No culto pentecostal, deve haver sabedoria e humildade no uso dos dons. Não é comum haver quem tenha os nove tipos de dons. Normalmente, o ESPÍRITO distribui “a cada um como quer”. Quanto mais dons houver numa igreja local, maior será sua edificação espiritual. A Palavra de DEUS é a fonte primária e mais importante para a edificação do crente. Mas, como vimos, os demais dons também contribuem para a edificação da igreja.
Elinaldo Renovato. Dons espirituais & Ministeriais Servindo a DEUS e aos homens com poder extraordinário. Editora CPAD. pag.69.

Dom de profecia - A mensagem é dada na língua do ouvinte, não há necessidade de intérprete.
Dom de interpretação de línguas - A mensagem é dada em línguas espirituais ou estranhas e necessita de um intérprete ou o mesmo que a fala deverá interpretá-la para que o ouvinte a entenda.

INTERPRETAR, INTÉRPRETE O substantivo
"intérprete" (gr. diermeneutes, a pessoa que explica totalmente ou interpreta) é usado no NT apenas em 1 Coríntios 14.27,28. O verbo dessa raiz ocorre em 1 Coríntios 12.30; 14.5,13,27. No cap. 14, Paulo instrui que o falar em línguas em uma assembleia da igreja deve ocorrer de uma maneira ordeira, mas somente quando houver um "intérprete" presente, pois somente então isso será edificante. Aquele que fala em línguas deve orar para que ele mesmo possa interpretar (v.13). Um dos propósitos do dom de línguas era que um inconverso pudesse ouvir a mensagem em seu próprio idioma, como aconteceu com aqueles que estavam presentes no Pentecostes (At 2.8), e depois ouvi-la interpretada por um outro que não conhecesse aquela língua. Isto seria, portanto, um milagre duplo, contudo um milagre que correspondesse especificamente ao ouvinte.
No AT, José atuou como um intérprete (do heb. pathar) de vários sonhos (Gn 40-41). Daniel convenceu Nabucodonosor de sua habilidade, dada por DEUS, de fornecer a interpretação (aram. p'shar) ou a explicação do sonho do rei, primeiramente dizendo ao rei o que este viu no sonho (Dn 2.5-45). Posteriormente, Daniel revelou a interpretação do sonho de Nabucodonosor da grande árvore que havia sido derrubada (4.8-27), e da escritura na parede do palácio de Belsazar (5.12-28). A palavra pesher, "interpretação" (Ec 8.1), tornou-se o termo padrão para as explicações, ou comentários, dos livros canônicos do AT pelos membros da comunidade de Qumrã. R. A. K.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 979. 

LIÇÃO 6 - DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS Lições Bíblicas do 2o Trimestre de 2011 - CPAD - Jovens e Adultos

MOVIMENTO PENTECOSTAL - As doutrinas de nossa fé
Comentários da revista da CPAD: Pr. Elienai Cabral
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos:

TEXTO ÁUREO
"Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja" (1 Co 14.12).

VERDADE PRÁTICA
Através dos dons da palavra de sabedoria e da ciência, o ESPÍRITO SANTO capacita- nos a conhecer fatos e circunstâncias que somente DEUS conhece.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 16.16-24
16 - E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores. 17 - Esta, seguindo a Paulo e a nós, c/amava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do DEUS Altíssimo. 18 - E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu. 19 - E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Si/as e os levaram à praça, à presença dos magistrados. 20 - E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade. 21 - E nos expõem costumes que nos não é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos. 22 - E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando- lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. 23 - E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança, 24 - o qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior e Ihes segurou os pés o tronco.

16.16 ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO. As expressões vocais demoníacas da jovem escrava eram consideradas a voz de um deus; por isso, os serviços dela como adivinha eram muito procurados, dando grande lucro aos seus donos. Através de Paulo, CRISTO demonstrou aqui, mais uma vez, seu poder sobre o império do mal. 16.23 HAVENDO-LHES DADO MUITOS AÇOITES. A lei judaica sobre castigo por açoites prescrevia até quarenta açoites para o culpado, dependendo do juiz (Dt 25.2,3). O costume judaico era usar o chicote com três a cinco tiras de couro presas a um cabo curto. Aqui trata-se do costume romano (v.21) que usava a vara. Os açoites eram aplicados ao corpo desnudo do preso (vv. 22,23). Dependendo do juiz romano, este castigo podia ser terrivelmente cruel, por não estar fixado em lei o número de

açoites por castigo. Muitas vezes o preso morria em conseqüência dos açoites. Os açoites de Paulo em 2 Co 11.24,25 abrangem tanto o açoitamento judaico (v. 24 recebi dos judeus ), como o romano (v. 25 fui açoitado com varas ). Em 2 Co 11.24 vemos a crueldade dos judeus contra Paulo neste tipo de castigo. Davam-lhe 39 açoites para que pudessem depois aplicar-lhe idêntico castigo, uma vez que a lei mosaica limitava a 40 o total de açoites (Dt 25.3). Certamente foi nas sinagogas que Paulo mais sofreu o açoitamento dos judeus, pois ele costumava freqüentá-las para pregar a CRISTO. Os judeus não tinham autoridade para decretar pena de morte por estarem sob domínio romano, mas podiam castigar.
16.25 ORAVAM E CANTAVAM HINOS. Paulo e Silas estavam sofrendo a humilhação do encarceramento, tendo seus pés presos ao tronco e as costas laceradas por açoites. No meio desse sofrimento, no entanto, oravam e cantavam hinos de louvor a DEUS (cf. Mt 5.10-12). Aprendemos da experiência missionária deles:
(1) que a alegria do crente vem do interior e independe das circunstâncias externas; a perseguição não pode destruir nossa paz e nossa alegria (Tg 1.2-4);
(2) que os inimigos de CRISTO não poderão destruir a fé em DEUS e o amor por Ele que o crente tem (Rm 8.35-39);
(3) que mesmo no meio das piores circunstâncias, DEUS dá graça suficiente àqueles que estão na sua vontade e que sofrem por amor ao seu nome (Mt 5.10-12; 2 Co 12.9,10); (4) que sobre aqueles que sofrem por amor ao nome de CRISTO, repousa o ESPÍRITO da glória de DEUS (1 Pe 4.14).
16.26 FORAM SOLTAS AS PRISÕES DE TODOS. Por todo o livro de Atos, Lucas enfatiza que nada pode impedir o avanço do evangelho de CRISTO quando propagado por crentes fiéis. Em Filipos, DEUS interveio, e Paulo e Silas foram libertos por um terremoto enviado por Ele. O resultado foi um maior progresso do evangelho, destacando-se a salvação do carcereiro e de todos os seus familiares (vv. 31-33). 16.30 QUE É NECESSÁRIO QUE EU FAÇA PARA ME SALVAR? Esta é a pergunta mais importante que alguém se pode fazer. A resposta dos apóstolos é: Crê no Senhor JESUS CRISTO (v. 31).
(1) Crer no Senhor JESUS é achegarmo-nos a Ele como o nosso vivo e divino Redentor, nosso Salvador da condenação eterna e o Senhor da nossa vida. É crer que Ele é o Filho de DEUS enviado pelo Pai e que tudo quanto Ele é verdadeiro e final para a nossa vida. É crer que Ele perdoa os nossos pecados, torna-nos seus filhos, dá-nos o ESPÍRITO SANTO e está sempre presente conosco para nos ajudar, guiar, consolar e nos levar até ao céu.
(2) A fé salvífica é muito mais do que crer em verdades a respeito de CRISTO. Ela nos aproxima dEle, faz-nos permanecer nEle e entregar-lhe nossa vida conturbada, na confiança de que Ele, sua Palavra e o ESPÍRITO SANTO nos conduzirão através desta vida à gloriosa presença do Pai.

Fruto do ESPÍRITO - Batismo No ESPÍRITO - Dons do ESPÍRITO
O fruto é implantado no crente no momento de sua conversão e o recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento - Pegue uma laranja com nove gomos como exemplo - No momento da conversão se recebe a laranja para que bebamos dos nove

gomos em nossa caminhada cristão. Podemos beber muito de um gomo e de outro não, mas seguramente beberemos de todos, pelo menos um pouco de cada. se bebermos muito do primeiro que é o amor, seguramente beberemos muito de todos os outros.

Quanto ao batismo recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento. JESUS quer batizar-nos desde o momento de nossa conversão, assim como o fruto nos foi implantado desde esse momento. O ESPÍRITO SANTO já está habitando em nós a partir daí - O problema é deixarmos que o ESPÍRITO SANTO fale através de nossa língua (membro difícil de ser domado) - O problema é deixarmos que o ESPÍRITO SANTO controle nosso ser, nosso eu, que ELE nos use para ganharmos almas; só assim poderemos ser revestidos de poder para sermos testemunhas de CRISTO. Quanto aos dons, recebemos pela graça de DEUS e sem merecimento, à medida que acreditamos na ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO e nos dispomos a ser Seu canal de poder para operação de seus dons. Temos que desejar os dons e abundar neles. Temos que dar a vida pelos outros. ser usado em dons significa ser criticado, odiado, perseguido e tudo isso por causa dos outros. para que possamos ser usados nos dons temos que amar aos outros como a nós mesmos e sacrificarmos nossa vida por eles. Jejuar, orar e estudar muito.

INTRODUÇÃO
"Porque os dons e a vocação de DEUS são sem arrependimento" (Rm 11.29). Estamos em plena crise de dons na igreja - enquanto uns pouquíssimos são usados em vários dons, a grande maioria da igreja nem mesmo sabe diferenciar entre um dom e outro. A bíblia afirma: "Todos podeis profetizar...", mas a realidade é que quase nenhum profetiza.
"Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados." - Paulo, (I Coríntios, 14:31)

Os dons são concedidos pelo nosso desejo em dar espaço ao ESPÍRITO SANTO de agir em nossa vida e trabalho na obra de DEUS.
A vontade de DEUS não exclui de modo algum o desejar por parte do crente estes dons, de fato Paulo diz várias vezes para ambicionar os dons espirituais: "Desejai ardentemente os maiores dons" (1 Cor. 12:31), "procurai abundar neles, para edificação da igreja" (1 Cor. 14:12), diz Paulo. Estes dons devem ser objeto de busca por parte de todos nós, ninguém está excluído. Não há uma categoria de crentes que está excluída desta busca. Todos devem estar envolvidos nela. Quem não os deseja na realidade não quer que a Igreja seja edificada pela manifestação do ESPÍRITO. Ele não quer que a Igreja de hoje seja edificada por meio dos dons, como o era a igreja antiga.

Para estudarmos os dons os dividimos em 3 grupos: DONS DE REVELAÇÃO
DONS DE PODER
DONS DE INSPIRAÇÃO OU DA FALA

Hoje vamos estudar sobre dons de revelação:

DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO OCULTO OU DESCONHECIDO SOBRENATURALMENTE).
São três - Palavra de sabedoria, Palavra de conhecimento ou da ciência e Discernimento de espíritos.

Essas manifestações do ESPÍRITO SANTO são sobrenaturais, não devemos confundir os dons com sabedoria adquirida com estudo de livros, revistas, pesquisas na internet ou cursos de homilética, hermenêutica, lingüística ou qualquer outra disciplina.

1- Palavra de sabedoria:
Palavra= pequena parte da sabedoria de DEUS; acontecimento futuro, só DEUS sabe; tem a ver com a onisciência de DEUS. JESUS sabia todas as cosias que estavam por vir. O profeta Ágabo (novo testamento tem profeta) revelava uma seca na Judéia que aconteceu realmente pouco tempo depois e a prisão de Paulo, tudo no futuro.
Aqui, estamos estudando sobre revelações futurísticas que são dadas pelo ESPÍRITO SANTO, de repente, sem um prévio aviso ou estudo.
Esta revelação pode ser dada por meio de uma visão, de um sonho, ou por meio de uma voz escutada também.

Exemplos:
JESUS:
"Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem." (Mt 24: 36-44)

Exemplo em Atos dos apóstolos:
Profeta Ágabo a respeito de uma grande fome
Atos 11:28 e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio.
Profeta Ágabo a respeito de Paulo

Atos 21:11 e, vindo ter conosco, tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o ESPÍRITO SANTO: Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios.
Paulo em viagem para Roma

"Atos 27.34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.". Paulo sobre arrebatamento:
I Co 15:51 "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados".

Sobre 1 Rs 3.16-28 - Não concordo com o autor da revista nesse ponto.
Salomão, por exemplo, usou a sabedoria divina ao julgar o caso daquelas mulheres que lutavam pela posse de um recém-nascido (1 Rs 3.16-28). Todos os que ouviram a sentença do rei temeram ao Senhor, pois sabiam que sobre o monarca atuara uma sabedoria sobrenatural vinda diretamente de DEUS (1 Rs 3.28). Como carecemos desse dom! Muitos problemas, tidos como insolúveis, seriam prontamente resolvidos entre nós, na obra de DEUS, em toda sua abrangência.

Não concordamos aqui com o autor da revista - Não foi revelado por uma manifestação sobrenatural quem era a mãe da criança, mas com a sabedoria concedida por DEUS a Salomão ele pode armar uma estratégia para descobrir quem era a mãe verdadeira, portanto não é uma manifestação de um dom do ESPÍRITO SANTO, mas uma sabedoria humana aumentada por DEUS.

Um exemplo aqui de Palavra de Sabedoria no AT poderia ser II Reis 3.16, 20: Eliseu, solicitou a presença de um músico. Queria enlevar o espírito. Sentir-se inspirado: "E sucedeu que, tocando o músico, veio sobre ele a mão do Senhor. E disse: "Assim diz O Senhor, fazei neste vale, muitas covas".

"E sucedeu que, pela manhã, oferecendo-se a oferta de alimentos, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom; e a terra se encheu de água".

2- Palavra de conhecimento ou da ciência:
Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação de coisa conhecida; tem a ver com onipresença de DEUS. (pode ser coisa conhecida por pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos). JESUS via Natanael debaixo de uma figueira sem nem mesmo estar na mesma cidade. Eliseu sabia todas as estratégias de guerra do inimigo sem nem mesmo estar perto de seu acampamento.

Exemplos:
JESUS:
Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe JESUS: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.

João 4:16-19 JESUS disse à mulher samaritana: "Vai, chama o teu marido e vem cá. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe JESUS: Disseste bem: Não tenho marido; porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta"

Eliseu sobre conversas escondidas:
2 Rs 6.12 E disse um dos servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir.
Exemplo em Atos dos apóstolos:
Pedro, Ananias e Safira
Atos 5.4 “Enquanto o possuías, não era teu? E vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a DEUS”.

3- Discernimento de espíritos:
Saber de onde vem e o que está operando numa pessoa. JESUS enxergava a fé dentro das pessoas. Tem a ver com a onipotência de DEUS (Aqui se expulsa demônios e se vence forças e idéias malignas). Paulo enxergou um demônio falando a verdade a seu respeito, mas com o intuito de ganhar crédito para suas adivinhações.

Exemplo:
JESUS:
"E JESUS, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados."(Mc 2:5).

Exemplo em Atos dos apóstolos:
Paulo e a pitonisa:
" E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de JESUS CRISTO que saias dela. E na mesma hora saiu."(At 16:18).

Para julgar profecias esse dom é imprescindível.
1Co 14.26 - "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem".
O julgamento de manifestações espirituais é uma ordenança bíblica. O apóstolo João escreveu: "Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo"(1Jo 4.1). O discernimento é uma necessidade para a igreja dos dias atuais, pois há um verdadeiro bombardeio de modismos doutrinários, heresias e misticismos antibíblicas. Em meio a essa confusão da espiritualidade pós-moderna, a "profecia", ou melhor, a profetada é um dos meios em que muitas heresias têm sido gerada.

Como saber se determinada manifestação espiritual vem do ESPÍRITO de DEUS, do espírito humano ou de Satanás? Somente com o discernimento dado pelo ESPÍRITO SANTO.

Esse dom também tem a ver com o discernimento para se distinguir a fonte do falar em línguas espirituais (ou estranhas).
- se aquele que fala em línguas está falando na carne (fingindo ser batizado, ou aquele que aprendeu a repetir palavras como se fossem em línguas espirituais),

- se aquele que fala em línguas está falando de DEUS (foi realmente batizado)
- ou se fala imitações de Satanás, através de demônios que imitam o falar em línguas verdadeiro.

A própria pregação e/ou ensino deve ser ouvida e julgada para se discernir entre a pregação/ensino que vem de DEUS ou a que vem do homem ou a que vem do Diabo.

Mediante este dom o ESPÍRITO SANTO capacita o crente de discernir a presença de espíritos malignos em pessoas ou próximo de pessoas ou ver os espíritos enquanto operam malvadamente. Existem espíritos de vários generos, isto é, ocupados a fazer várias formas de mal. Existem espíritos que provocam mudez e surdez como aquele expulso daquele menino epiléptico por JESUS, de fato JESUS lhe disse: "ESPÍRITO mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele" (Mar. 9:25). De modo que nestes casos para que a cura se faça é necessário discernir o espírito ou os espíritos que provocam as doenças para depois expulsá-lo ou expulsá-los em nome de CRISTO JESUS. Existem espíritos enganadores que estão ocupados a enganar; Paulo diz de fato que em dias vindouros "alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores...." (1 Tim. 4:1). Destes espíritos existem já muitos no seio do povo de DEUS; mediante eles toda a sorte de falsa doutrina é ensinada a certos crentes. Existem espíritos que fazem sinais e prodígios; João viu alguns deles em visão: "E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do DEUS Todo-Poderoso" (Ap. 16:13-14).

RESUMO DA LIÇÃO 6 - DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS I. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
1. Os dons espirituais.
2. Classificação dos dons.

3. A escassez dos dons espirituais. II- A PALAVRA DA SABEDORIA
1. A Sabedoria satânica.
2. A sabedoria de DEUS.

3. O dom da palavra de sabedoria.

III- A PALAVRA DA CIÊNCIA E O DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS 1. O dom da palavra da ciência.
2. O discernimento de espíritos.
3. A importância do dom de discernimento.

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Ev. Hubner BrazÉ escritor, professor, blogueiro, pastor. Vivendo para o Reino de Deus. Trabalhando incansavelmente para deixar o blog sempre atualizado abençoando e evangelizando as vidas que acessam este espaço de aprendizado cristão. Criador do projeto Pecador Confesso e tem se destacado em palestras e cursos para jovens, casais, obreiros e missões urbanas | (Tecnologia WordPress).

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